Curtas & Finas (Eslováquia)
Ufa, mais um susto está passando e muitos outros virão para esta Europa que vai empurrando como pode sua crise econômica. Houve dias esta semana em que a pequena Eslováquia parecia o centro do mundo. Jornalistas correram para Bratislava (onde fica?). Isto porque o Parlamento eslovaco resistia para aprovar o pacote de resgate dos países endividados da zona do euro (e já há a suadeira para amarrar um novo pacote, mais pesado). O Parlamento não aprovou na votação de terça-feira e as decisões do clube de 17 sócios ricos, pobres e na pindaíba são unânimes. No entanto, depois de muita intriga, novela e queda do governo, o principal partido de oposição concordou em cerrar fileiras com três partidos da esfacelada coalizão governista para endossar o resgate. A má vontade dos eslovacos, que há 18 anos se divorciaram dos tchecos, para dar uma mão aos gregos é compreensível. A Eslováquia é o segundo país mais pobre da zona do euro (só perde para a Estônia). Lá, a média do salário de aposentado é de 300 euros mensais. Na Grécia, quatro vezes mais. Mas o bastião de resistência eslovaco se rendeu às pressões europeias. E a fama acabou. E estes 15 minutos são aptos, pois um dos mais famosos descendentes de eslovacos no mundo é justamente o artista americano da frase, Andy Warhol (1928-87), cujos pais vieram de Mikova, no noroeste do país. Warhol tem até uma estátua em Bratislava para celebrar a conexão. Já estátua grega hoje não vale um euro na Eslováquia.



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