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07/12/2011

às 12:00 \ Egito, Facebook, Primavera Árabe, Rússia

O que fazer com a geração Facebook?

Protesto contra a fraude eleitoral em Moscou - Foto Mikhail Voskrensky/Reuters

Como escreveu no começo do século 20 aquele infame senhor russo de cavanhaque, o que fazer? Eu tenho um fraco por esta moçada corajosa que agita no começo do século 21, que vai para a rua, que vai para a praça protestar por liberdade e também para denunciar fraude eleitoral e corrupção. Não sou tão ingênuo e emocional a ponto de me comover com a moçada do “occupy Wall Street” (teve até liberdade demais), mas, quando se trata do pessoal que passa o sufoco no centro de Moscou ou na praça Tahrir, no Cairo, é outra história. Sei, sei, há uma longa distância entre Moscou e Cairo, mas nos dois casos existe o que alguns de forma pejorativa chamam de Geraçao Facebook. Eu não.

Pouco conheço, mas em princípio não tenho nada contra o blogueiro russo Alexei Navalnyi, um cruzado contra a corrupção, detido terça-feira em Moscou, assim como centenas de manifestantes, e condenado a 15 dias de prisão. Seu crime? Basicamente popularizar a expressão “partido de escroques e ladrões”, ao se referir ao governista Rússia Unida. Chato é que, no final das contas, embora este partido do poderoso chefão Vladimir Putin tenha sido humilhado nas eleições parlamentares de domingo (sem fraude, o estrago teria sido maior), os comunistas e a extrema direita tenham avançado. A ironia é quando Putin passa a ser uma espécie de centrista.

É chato quando a fadiga com um sistema de lei e ordem (e ladroagem), como o de Putin, possa levar tanta gente a sonhar com outros pregando projetos ainda mais autoritários e nostálgicos. Imagine, Putin quer restaurar glórias passadas do império russo e, ainda por cima, vemos estes avanços de comunistas e da extrema direita? Claro que sobra a solidariedade com a moçada que foi para a rua protestar.

Dá um certo prazer, é verdade, ver o Putin suar um pouco, como qualquer ditador ou semitadator. O senador republicano americano John McCain, que não é exatamente Geração Facebook, tuitou de forma provocativa na terça-feira o seguinte: Querido Vlad (Vladimir Putin), a primavera árabe está chegando a uma vizinhança perto de você”.

Na “democracia administrada” russa, nada aterroriza mais Putin do que o descontrole, este florescimento ao estilo primavera árabe, algo como um inverno russo. Putin nunca se achou um Mubarak (e não é, pois ditador russo embalsamado era Leonid Brejnev). O sistema atual na Rússia oferece algumas controladas válvulas de escape, mas dá para perceber que nem sempre são suficientes. Pena que a explosão de frustração seja canalizada em parte para o Partido Comunista, que dobrou sua representação popular e de cadeiras no Parlamento (tem agora algo como 20%.). Por favor, nem Vladimir Putin, nem (muito menos) Vladimir Lênin.

Em Moscou, como no Cairo, a gente boa vai para a praça e a gente menos boa para o Parlamento. No Egito, foi terrível, pior do que as projeções (as minhas inclusive). Não foi apenas o sucesso da Irmandade Muçulmana, mas o avanço espetacular dos salafistas (ainda mais fundamentalistas), que juntos tiveram 2/3 dos votos. E olha que ainda falta a votação das regiões mais atrasadas do país.

Tem uma história interessante (melancólica) no Financial Times. Pouco depois da revolução de fevereiro no Egito, Wael Ghonim, o executivo da empresa Google, que organizou os primeiros protestos Facebook contra Hosni Mubarak, entrou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, da revista Time. Uma autoridade anônima do governo americano comentou acidamente que Ghonim pode estar entre as pessoas mais influentes do mundo, mas não influencia muito no Egito.

O que fazer quando salafistas egípcios e comunistas russos são mais influentes do que Wael Ghonim e Alexei Navalnyi? O que fazer quando Putin é poder, assim como ainda um punhado de Mubaraks no mundo árabe? Ora, protestar na praça, no Facebook e nesta coluna.
***
Colher de chá para o Rafael (dia 9, 13:25), boas colocações comparando o Brasil com estes outros processos.

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65 Comentários

  • Felipe Goltz

    -

    11/12/2011 às 23:09

    Magno,
    Os chamados oligarcas, grupo de mega-milionários que surgiram da noite para o dia, no alvorecer da nova Rússia pós-URSS, são na verdade, um grupo de espertalhões inescrupulosos que obtiveram, dos mais diversos modos possíveis, valiosas empresas estatais do setor de commodities a preço de banana e gozaram de grande influência na esfera política do país, junto ao inepto e eternamente alcoolizado, Boris Ieltsin. Em 2000, quando assumiu a presidência, Vladimir Putin reuniu toda esta gente no Kremlin para lhes dizer algo inédito até então: que caíssem fora da política de uma vez por todas. Quem continuasse se metendo nos assuntos da presidência, iria fazer companhia às renas e ursos da Sibéria. Quase todos obedeceram. Menos dois: Boris Berezovsky e Mikhail Khodorkovsky ( este último se pronuncia “Rádarkovsky” ). Desde meados de 2000, Berezovsky se encontra em Londres, com status de exilado político concedido pelo governo local. Moscou desde então emitiu um sem-número de pedidos de extradição para que Berezovsky fosse à julgamento por diversos crimes, alguns muito graves, na Rússia. Até agora, nada. Berezovsky é um pilantra vagabundo que dilapidou patrimônio público russo na década de 90 em benefício próprio e recebe guarida de um país supostamente decente e com instituições supostamente idôneas. Seu único objetivo, desde que fugiu da Rússia, é derrubar Putin. Custe o que custar. Khodorkovsky jaz em uma prisão desde 2005, data em que foi condenado por uma penca de crimes. Estava até há pouco tempo em uma penintenciária na Sibéria, próximo à fronteira com a Mongólia. Há alguns meses foi transferido para a Carélia, nas vizinhanças com a fronteira com a Finlândia.
    Pois é esta laia de gente, além de ONGs apoiadas pelos EUA, quem financia os grupos oposicionistas a Vladimir Putin. Falam em democracia, liberdade, direitos humanos e isto e mais aquilo. Que Putin é um ditador, é malvado, é um ogro e um lixo. São um bando de estúpidos, isso sim. Espero, com toda a sinceridade, que estes protestos cessem na Rússia e que aquilo que tiver de ser apurado, o seja. Estes libertários de plantão mal sabem o que o futuro lhes reserva, caso os liberais de Berezovsky & Cia voltassem ao poder.

  • Felipe Goltz

    -

    11/12/2011 às 22:22

    Drica,
    Valeu pela resposta moderada e educada. Peço desculpas se me excedi, mas ao ler “Kjaquistão” foi dose para matar não um, mas três leões de uma vez só. E dos grandes.
    Abraços

  • Drica

    -

    10/12/2011 às 20:21

    “…Conta um caso em uma cidade da Russia onde a populacao expulsou todos os imigrantes que moravam lah (acho que eles eram do “Kjaquistao”)…”

    >>> Rarará. “Kjaquistão” deve ser alguma nação situada entre a Chechênia e o Daguestão. A geração Twitter/Facebook é criativa até nisso: criam até países e novas etnias. Tem cada um…”

    Ola’ Felipe, a minha memoria falhou um pouco, fui no site da Der Spiegel para verificar e o nome da cidade Russa onde o episodio aconteceu se chama Khotkovo, e fica a 60 Kil de Moscow. O nome do pais nao eh “Kjaquistão” como escrevi, e sim Tajikistan. Todos os imigrantes Tajiks foram expulsos desta pequena cidade Russa (Khotkovo). O artigo eh de 01/12/2011.
    Tudo de Bom

    PS Eu nao tenho twitter e o meu Facebook raramente eu uso.

  • Magno Adão de Souza

    -

    10/12/2011 às 13:25

    Os oligarcas russos que emergiram altaneiros após o inglório colapso da União Soviética resultaram, antes de mais nada, da recusa dos novos donos do poder em fazer valer os mais elementares princípios do Estado de Direito, tais como a impessoalidade, a publicidade, a transparência e a nítida separação entre as esferas pública e privada. Putin, embora tenha fustigado alguns magnatas russos para auferir dividendos políticos junto aos russos, não teve qualquer constrangimento em cortejar aqueles personagens para consolidar seu poder político. Os atos de corrupção praticados por alguns íntimos assessores de Vladimir Putin são tão evidentes que eles mal se dão ao trabalho de negá-los.

  • Magno Adão de Souza

    -

    10/12/2011 às 13:08

    Não nutro maiores simpatias pela figura grotesca e tragicômica de Boris Ieltsin, embora reconheça o papel decisivo que ele desempenhou para o malogro da canhestra manobra golpista de que membros da linha-dura do extinto PCUS lançaram mão em fins de 1991 para depor Mikhail Gorbachev – cuja posição política já se encontrava visivelmente enfraquecida, registre-se -, e eliminar as reformas liberalizantes que ele havia implantado desde que ascendera ao poder. Putin, um obscuro ex-agente da infame KGB, jamais teria saído do anonimato não fosse por iniciativa do tempestuoso Ieltsin, que resolvera apadrinhá-lo ao se dar conta que sua saúde frágil não lhe permitiria se eternizar no poder. As eleições parlamentares ocorridas há menos de uma semana na Rússia, por mais inverossímil que isso possa parecer, foram menos transparentes e livres que as realizadas recentemente no Egito, um inequívoco sinal da fragilidade da democracia naquele país europeu.

  • carlos cezar

    -

    10/12/2011 às 10:19

    Nooosss, meu, esse bate-bola com o Magno e o Felipe está muito bom, embora eu não conheça tanto quanto eles as sinuosidades do sistema russo. Então a gente acaba mesmo aprendendo um pouco mais. Não sei qual dos dois estará mais próximo da verdade, talvez os dois estejam acertando na maioria das vezes. Em todo caso, me chamou a atenção o fato de Yeltsin haver mandado atacar o parlamento russo em 1993, coisa que hoje recordo como se envolta numa certa neblina, talvez mesmo por não ter sido noticiada com a devida atenção ou não causado protestos no ocidente – uma falta grave. Lembramos de maneira mais acentuada as estripulias do ex-presidente russo, bebendo exageradamente, dançando em público ou beliscando as nádegas de uma funcionária.

  • Felipe Goltz

    -

    10/12/2011 às 8:21

    Magno,
    Não sei se chegaste a ler os comentários, e foram muitos, que já fiz nesta coluna sobre a Rússia e tudo aquilo que a envolve: Putin, sovietismo, Gorbachev, oligarcas, etc e tal. Não me arrogo o título de sabichão-mor sobre estes tópicos – nem o Caio Blinder o faz -, mas confesso que já li e leio muito a respeito. É um assunto que me interessa bastante. Acredito com toda a convicção que as medidas econômicas durante os anos 90 na Rússia, totalmente liberais na sua essência, foram absoluta e rotundamente catastróficas para a esmagadora maioria da população. A crise de 1998 foi apenas e tão somente a cereja do bolo de uma hecatombe que já se anunciava no horizonte desde o fim do comunismo e da própria URSS em 25 de Dezembro de 1991. Fará aniversário de 20 anos, portanto, dentro de mais alguns dias. É verdade que o sistema político russo sob Ieltsin era mais aberto e dinâmico que atual, mas isso não significa que era mais “democrático”. Era, na verdade, um sistema caótico em que nada funcionava. Os direitos mais elementares dos cidadãos eram simplesmente ignorados pelo novo governo, ocupado que estava em seguir ipsis litteris a cartilha dos emissários americanos em Moscou. Era um momento de júbilo para os EUA na ocasião: eles tinham, finalmente, derrotado o velho inimigo da Guerra Fria. Não nos esqueçamos que Boris Ieltsin, um quadrúpede adulado pelo Ocidente e sua mídia caudatária até hoje como um “liberal-democrata puro”, mandou tanques bombardearam o parlamento russo em 1993, fato que me choca até hoje, pois ninguém em Nova York, Londres ou Paris se escandalizou ou protestou. O motivo é risível senão absurdo: meia-dúzia de deputados estavam tentando o impeachment de Ieltsin e este, ao que parece, se sentiu ameaçado. Ameaçado por formigas, diga-se. A contrarreação foi a de um urso siberiano em surto psicótico. E ficou por isso mesmo. Não apareceu nem um mísero jornalista do ocidente protestando e denunciando, como faz o Caio com tanta veemência contra o Putin, o ato tresloucado deste sujeito. É a política de dois pesos e duas medidas.

  • Magno Adão de Souza

    -

    9/12/2011 às 17:57

    Felipe,

    Não sou propriamente um entusiasta incondicional de dogmas aplicados à ciência econômica, tenham eles a coloração ideológica que tiverem, conforme, aliás, se pode depreender de diversos comentários que enviei a este e a outros blogs. Isso não me impede de reconhecer que a catastrófica situação econômica da Rússia na década de 1990 e as terríveis agruras sociais dela resultantes não foram provocadas por um maquiavélico plano urdido por adeptos da doutrina liberal – a qual, cumpre enfatizar, os russos nunca chegaram a conhecer efetivamente, seja no campo econômico, seja no político. Não é a expectativa de um hipotético retorno àquele passado que me leva a criticar asperamente o corrupto governo de Vladimir Putin e a apoiar as manifestações que estão a ser feitas na Rússia contra as fraudes de que ele se valeu para reduzir os estragos do revés eleitoral sofrido pelo fisiológico partido político que lhe dá apoio, mas a vontade de que o povo russo tenha a oportunidade de viver num autêntico regime democrático, o único capaz de assegurar a plena vigência das liberdades.

  • Felipe Goltz

    -

    9/12/2011 às 12:11

    Magno,
    Você está equivocado. E bastante. Tudo que você escreveu não passa de lenga-lenga. As críticas que os liberais na Rússia ao modo como se deram as criminosas privatizações na Rússia nos anos 90 são hipócritas e demagógicas. Foram eles os artífices disto tudo, seguindo piamente o modelo neo-liberal – e triunfalista – da época: a de que o “mercado” deve dominar tudo. Não levaram em consideração a situação das pessoas. Quebraram o país e a sociedade. É lógico que o bolso deles não foi afetado em nada pela crise de 1998, mas isso é só um detalhe, né? E depois vieram com essa conversa fiada de que eram contra o que aconteceu e isso ou mais aquilo. Anatoly Chubais chegou ao cúmulo da vigarice e mau-caratismo de afirmar na época, em off para um jornalista, que não se importava se as “pessoas morressem de fome, pois o mercado as substituiriam por outras”. É essa ideologia cínica, absurda e contra os direitos mais elementares dos cidadãos – pois o “mercado” prioriza apenas e tão somente o lucro e o resto, nós dois inclusos neste último, que se lixe – que os russos optaram de forma acertada por uma política e por políticos que visassem o seu bem-estar. Putin fez, e muito, para aumentar o padrão de vida dos russos, embora haja muito ainda pelo caminho. Voltar ao passado, e as práticas que marcaram este passado, seria de uma burrice sem tamanho. Duvide-de-o-dó que o façam.

  • Magno Adão de Souza

    -

    9/12/2011 às 5:57

    Não seria justo atribuir os equívocos ocorridos na esteira do processo de privatização levado a cabo na Rússia na década de 1990 aos liberais russos tomados em seu conjunto, pois a maioria deles teceu ácidas críticas ao modo com que o governo conduziu a alienação das empresas estatais, quase todas elas cronicamente deficitárias, cumpre ressaltar. As mazelas do supracitado programa de privatização decorreram em boa medida do caos administrativo no qual se encontrava o depauperado Estado russo às vésperas do fim da União Soviética, o qual, para além de ter aberto extenso caminho a atos de corrupção de variada natureza, inviabilizou qualquer estratégia racional voltada ao planejamento das ações de governo e à execução de uma sólida política fiscal. Os assessores liberais do governo Ieltsin, dentre os quais se destacou o economista Yegor Gaidar – que ocupara o cargo de primeiro-ministro por poucos meses -, não tiveram a proeminência que muitos equivocadamente insistem em lhes atribuir, porquanto não teriam hesitado por um só instante em estabelecer marcos regulatórios favoráveis ao investimento privado e reformar o arcaico sistema judicial russo com vistas a torná-lo capaz de garantir a ordem pública e o efetivo cumprimento dos contratos se tivessem tido em suas mãos poder político para tanto. Os elevados custos sociais que vieram no bojo da implementação das reformas econômicas de cunho liberal havidas naquele período derivaram menos de uma escolha consciente e deliberada das autoridades públicas que dos problemas dramáticos com que se defrontava a frágil economia russa, que não poderiam ser equacionados sem que fosse cobrado um amargo preço da sociedade.

  • RONALDE

    -

    8/12/2011 às 13:50

    Caio, as projeções sobre o sucesso da Irmandade Muçulmana foram suas e do Reinaldo Azevedo. Dele, desde o início das manifestações na famosa praça egipcia. A Primavera Árabe vai seguir o caminho do malfadado Irã.

  • rod

    -

    8/12/2011 às 13:01

    E em Cuba (aquele país do Caribe que só ganha destaque no noticiário por causa da sua bobajada ideológica)?
    Agora que liberaram computadores para a população comum, vão descobrir que já existem automóveis com câmbio automático e vai ser um rebuliço só!

  • Felipe Goltz

    -

    8/12/2011 às 12:18

    “Os liberais russos não podem ser responsabilizados pelo caos econômico que grassou em seu país na década de 1990, pois…blá-blá-blá”

    >> Como assim, “não podem ser responsabilizados”? Podem sim, e muito. Foram eles os responsáveis pela privatizações escandalosas que ocorreram nos anos 90, em que empresas orçadas em bilhões foram vendidas por uma fração do seu valor. Essa genta dilapidou a economia russa. Você certamente nunca ouviu falar do esquema “Loans for Shares”. Percebo que há muito trololó de comentarista incauto por aqui. Nem sabem do que falam, mas querem falar mesmo assim. Hoje em dia, o importante é cada um dar a sua opinião. Mesmo que furada.

  • Felipe Goltz

    -

    8/12/2011 às 12:10

    “…Conta um caso em uma cidade da Russia onde a populacao expulsou todos os imigrantes que moravam lah (acho que eles eram do “Kjaquistao”)…”

    >>> Rarará. “Kjaquistão” deve ser alguma nação situada entre a Chechênia e o Daguestão. A geração Twitter/Facebook é criativa até nisso: criam até países e novas etnias. Tem cada um…

  • nei

    -

    8/12/2011 às 10:56

    o que a geração facebook fará conosco?

  • Magno Adão de Souza

    -

    7/12/2011 às 23:50

    Os liberais russos não podem ser responsabilizados pelo caos econômico que grassou em seu país na década de 1990, pois ela derivou, antes de mais nada, da desordem político-institucional trazida pelo fim da União Soviética e da incapacidade dos governos de Gorbachev e Ieltsin de conduzir uma transição ordenada do fracassado modelo de economia centralizada arquitetado pelo regime comunista a uma próspera e estável economia de mercado, a qual não pode prescindir da presença de marcos regulatórios claros e bem estruturados e da atuação de um sistema jurídico que garanta o respeito aos contratos. Ademais, os protestos que estão a ser feitos contra as fraudes acintosas de que o governo russo lançou mão para diminuir o tamanho da derrota do partido político que lhe dá apoio englobam pessoas de tendências políticas as mais diversas, não se limitando, portanto, a partidários da doutrina liberal. O cinismo e a desfaçatez das autoridades russas responsáveis pela organização das eleições parlamentares efetuadas há poucos dias foram de tal monta que as atas por elas divulgadas registraram o comparecimento às urnas da quase totalidade dos eleitores inscritos na república separatista da Chechênia, dos quais mais de 99% teriam sufragado candidatos do partido comandado por Vladimir Putin, seguramente o personagem político mais odiado pelos chechenos.

  • rober

    -

    7/12/2011 às 23:37

    Putin um dos homens mais odiados pelo chechenos conseguiu 99.5% dos votos no Caucaso, mega fraude. Ressalte-se que é quase impossivel o registro de um novo partido na Russia. A Russia é uma ditadura contaminada por corrupção e mafiosos, a industria esta sucateada e a economia se beneficia do preço do petroleo. A mídia russa é pelega e quem não for é assassinado. Hoje na China há mais alternância de poder do que no regime russo, ao menos os comunistas chineses mudam os nomes dos seus presidentes.

  • Magno Adão de Souza

    -

    7/12/2011 às 23:21

    Retificação:
    Onde se lê “…pois lhes permitiu elevar sua participação na Duma e vocalizar as manifestações populares…”, entenda-se “…pois lhes permitiram elevar sua participação na Duma e vocalizar as manifestações populares…”.

  • Drica

    -

    7/12/2011 às 22:48

    Ola Caio,

    A revista Alema Der Spiegel publicou um artigo preocupante sobre os partidos de ultra direita na Russia. Eles sao totalmente contra imigrantes (como os vindos de paises da antiga URSS)e Russos de outras etnias, que sao centenas. Conta um caso em uma cidade da Russia onde a populacao expulsou todos os imigrantes que moravam lah (acho que eles eram do “Kjaquistao”). Existem tambem muitos grupos neo-nazistas. Estes grupos sao extremamente letais; nao hesitam em matar. Eu venho acompanhado o crescimento destes grupos ‘a algum tempo. Tem um video muito triste no YouTube onde pessoas que assistiram ao video fazem comentario (porque o video nao pode ser mostrado no YouTube) a respeito de um desses grupos neo-nazistas degolando a cabeca de um imigrante de um antigo pais da URSS, coisa horrivel mesmo. A comunidade internacional vem alertando para o crescimento da xenofobia e racismo na Russia. O Putin vinha combatendo estes grupos fortemente. Existem videos e videos no YouTube da policia “AntiRiot” correndo atras deles nas ruas e prendendo todos. Agora o pior: A Der Spiegel relatou que em uma recente pesquisa nacional indicou que 65% dos Russos compartilham das ideias destes grupos, muito triste. E que o Putin sabendo disso decidiu mudar um pouco o discursso do seu partido, apelando para a xenofobia. O slogan destes partidos sao: Russia para os Russos. Eh aquela velha historia, os politicos nao fazem a parte deles, que eh cuidar da populacao, e uma populacao insatisfeita, comeca a querer achar culpados, e eh ai que sobra para a minoria. Fico ‘a pensar se a Russia com o Putin eh pior, e sem ele eh pessimo.
    Tudo de bom Caio!

  • Alexandre

    -

    7/12/2011 às 20:22

    Os protestos dos russos me surpreendeu.O pessoal não está fadigado com a figura do Putin,e sim com fastio ainda mais quando há fraudes gritantes nessa eleição.Torço por eles, e espero que isso sirva de recado para os políticos de araque da Russia.
    Fooooooraaaa Putin!!!!!!
    Seu lugar é no passado junto dos dinossauros da cortina de ferro.

  • Orlando

    -

    7/12/2011 às 20:06

    Caio,
    Os fundamentalistas islâmicos sempre foram perseguidos por Hosni Mubarak, então para sobreviver eles adotaram uma postura assistencialista para serem tolerados pelo governo e ganharem a simpatia da população. E como não fizeram parte do governo, não se envolveu na corrupção do mesmo. Alem disso, devemos encarar o fato que a maioria da população egípcia deve aceitar a utilização da sharia para a formação das leis do país.
    Diante desse quadro, devemos torcer que tenham bom senso os futuros governantes egípcios. O turismo tem uma importante participação na economia egípcia que no momento está arruinada. Então os fundamentalistas, acredito, não devem tomar atitudes muito hostis para com os ocidentais. E por mais que eles queiram, duvido que o Egito possa vencer Israel em um conflito militar. Agora, vamos aguardar para ver qual sera a direção que o Egito vai tomar.

  • Felipe Goltz

    -

    7/12/2011 às 19:46

    Caro Caio,

    Depois você diz que sou eu que exagero quando falo do Putin, mas olha só quem exagera quando fala dos protestos em Moscou:
    http://rt.com/news/fox-moscow-fake-riots-281/

    E também da geração Facebook/Twitter que não gosta muito do McCain, não:
    http://rt.com/news/pro-government-rally-moscow-237/

    Abs

  • Felipe Goltz

    -

    7/12/2011 às 18:23

    Caro Caio,
    Texto, digamos, “provocativo”. É altamente discrepante o número absoluto de protestantes em Moscou contra as eleições parlamentares. Já li entre 600 a 10.000 pessoas. Esta última cifra, cortesia da agência americana Reuters, que deve ter se baseado para tamanho chute nos protestos contra a fraude que foi a eleição do republicano George W. Bush em 2000 ( memória anda pifando, né, McCain? Como se diz, “vê o cisco no olho do vizinho, mas não a trave no próprio nariz”… ). Pelas fotografias da Praça Vermelha, nem com banda de música há 10.000 almas por lá. Um tanto penadas, diga-se. Será que ao menos pagaram um Big Mac para moçada? Tuitar dá uma fome…
    Concordo que o sistema político erigido em 2000 por Vladimir Putin apresenta sim data de vencimento e não creio ser possível, nos dias atuais, algo nos moldes do PRI mexicano no século XX, que ficou no poder ininterruptamente por quase 80 anos. De qualquer forma, não será tão cedo que a turminha liberal russa dos anos 90 voltará ao poder. Com ou sem Facebook, o ideário liberal na Rússia falhou miseravelmente durante aquela década. A única coisa que conseguiu gerar foi um brutal empobrecimento da população. Há fartíssimo material sobre o tema por aí. Continuo batendo na mesma tecla, mas somente em Março do ano que vem poderei ver se estou ou não certo: a percepção da população sobre o Rússia Unida é uma. Sobre Vladimir Putin, outra. Não há equivalências entre os dois, como Caio Blinder e McCain piamente acreditam, mas intersecções. O cenário político não será dos mais fáceis para Putin. Mas nem por isso o russo precise perder o sono. Não há no horizonte nem nuvem de “primavera árabe” nas estepes.
    Abs

  • ricardo salazar de oliveira

    -

    7/12/2011 às 18:05

    Será que a primavera árabe chegará ao centro das religiões macabras da humanidade?(Arábia saudita e Vaticano).Espero que sim,até porque a humanidade tem de se voltar pra seus pobremas e não pro sobrenatural.a religião gera o dogmatismo e autoritarismo gerando fundamentalismo e preconceito

  • r.salazar

    -

    7/12/2011 às 17:56

    caro caio:desnecessário dizer que o partido comunista russo mudou muita coisa desde a queda da ex-urss.pergunte isso a maioris dos comunistas do leste europeu:tudo hoje é social-democracia.e outra:a rússia tem dinheiro pra bancar essa geração facebook,pois o barril vai muito bem obrigado,ao contrário do resto da europa e américa do norte.abs:ricardo.

  • Rafael

    -

    7/12/2011 às 17:44

    Acredito, em parte porque Hobbes acreditava, que sempre haverá um timoneiro para este barco chamado humanidade. Os seres humanos, em estado natural, são predadores assim como os leões, nesta disputa insensível e predatória pela continuidade e melhoria de seus status quo; nesta ordem. Alguém tem que botar ordem!
    Os ditadores se aproveitam de pessoas enfraquecidas, em tempos difíceis ou sem perspectivas. Basicamente, aproveitam-se da fragilidade humana, tanto do medo de morrer pelas mãos de outros inimigos (reais ou imaginários) ou de suas próprias mãos.
    Enquanto existir o medo irracional de algo vai existir quem o explore: Questão de Oferta e Procura!

  • Fernando dos Santos

    -

    7/12/2011 às 17:33

    O problema é que vinte anos atrás a Russia começou sua democratização com o pé esquerdo.O Ocidente resolveu apoiar o bêbado,ladrão,fanfarrão e falastrão Boris Yeltsin.Ele instalou sua quadrilha no poder e eles estão lá até hoje.Saiu Yeltsin, entrou seu filhote Putin e a corrupção e a repressão continuaram iguais.E agora Putin já prepara o caminho para seu próprio filhote, o Medevedev.
    Duas décadas depois do fim da URSS parece que pouca coisa mudou pra melhor na terra de Dostoievski e Tolstoi.

  • Mario C.

    -

    7/12/2011 às 17:29

    Temo que as manifestações facebook, absolutamente louváveis, foram e estão sendo apropriadas pelo que de mais reacionário existe nas sociedades egipcias e, agora, russa. Pois a geração facebook não possui ideologia- apenas indignação- e aqueles que sequestram este descontentamento estão há muitos anos cultivando o salafismo ou o comunismo lenilista, até então relativamente adormecidos ou contidos pelas ditaduras.
    São os famosos “bois de piranha”.
    Mas eu tenho esperanças neste processo de comunicação- as redes sociais- pois, da mesma maneira que o proletariado abandonou o socialismo ao se tornar consumidor, isto também vai ocorrer com os candidatos ao fundamentalismo islâmico. A não ser que bloqueiem a internet como na China.

  • Magno Adão de Souza

    -

    7/12/2011 às 17:20

    O triunfo eleitoral dos partidos muçulmanos após a implosão da ditadura de Hosni Mubarak era mais que previsível, pois são os únicos agrupamentos políticos que dispõem de capilaridade e base social significativa no Egito. Os liberais egípcios constituem uma força política nascente, restringindo-se basicamente a integrantes de sua diminuta classe média, incapazes, portanto, de canalizar a frustração das massas em prol das teses secularistas que defendem. O Egito, a exemplo da maioria das nações muçulmanas, desconhece por completo os fundamentos essenciais de uma democracia, bem assim as instituições que lastreiam seu funcionamento. De toda sorte, creio haver motivos para alimentarmos otimismo a respeito do futuro da democracia no Egito, pois as tendências opressivas imanentes a organizações políticas de caráter integrista não terão força suficiente para convencer seu povo a renunciar ao direito de participar ativamente do exercício do poder político, cujas decisões repercutirão necessariamente sobre o seu destino.
    A imagem dos partidos liberais russos ficou profundamente associada à calamitosa situação econômica legada pelos governos de Mikhail Gorbachev e Boris Ieltsin, a qual terminou por estigmatizá-los e, por conseguinte, aliená-los do cenário político após a ascensão de Vladimir Putin ao poder. As recentes eleições parlamentares que tiveram lugar na Rússia, muito embora tenham evidenciado um ponderável crescimento da influência de comunistas e ultranacionalistas, não foram de todo desfavoráveis aos liberais, pois lhes permitiu elevar sua participação na Duma e vocalizar as manifestações populares que estão a ser feitas contra as fraudes de que o governo se valeu para diminuir a extensão e o impacto da derrota do fisiológico partido político que lhe dá sustentação parlamentar.

  • Anouk

    -

    7/12/2011 às 16:47

    Oi Caio,
    Os protestos no Egito surtiram efeito. Mubarak foi deposto.
    ***
    O porta-avioes russo, Admiral Kusnezow, e outros pesados navios de guerra , participam de uma manobra no mar mediterrâneo e seguem para base militar russa em Tartus na Síria. O movimento é grande, há até submarinos (destroyers) em direcao à base militar russa na Síria. Um mau presságio?

  • carlos cezar

    -

    7/12/2011 às 16:16

    Nooosss, gente, essa onu realmente é uma droga. Onde estão os direitos humanos tão propalados? Por exemplo, por que se permite tanta injustiça cometida contra alguns? Vejam o caso da Síria, do Egito, Coreia do Norte etc… Vejam, por favor, o caso desses pobres israelenses que têm algum pedacinho de asfalto arrancado às vezes por foguetes inimigos… Vejam, por favor, esses milhares de famílias palestinas que estão perdendo nos últimos anos, dia a dia, seus lares na Cisjordânia, com seus imóveis e terrenos descaradamente tomados por invasores… Vixe, meu, esses direitos humanos não prestam mesmo…

  • GRAZINA

    -

    7/12/2011 às 16:03

    Jancsi das 14:16- Você cobra mais presença dos direitos himanos nos países em questão. Se os ditos direitos humanos não funcionam nesses países, o que dizer aqui no Brsíl, que só aparecem quando é para defender bandidos, nunca ás vítimas.

  • Henrique

    -

    7/12/2011 às 15:47

    É complicado voltar à presidência já num contexto desses. Não sei ainda qual é a magnitude da frustração popular na Rússia diante do retorno de Putin ao poder, mas reassumir o posto de mandatário tendo que lidar com esses tipos de constrangimento não é nada bom. Dá pra prever alguma coisa nesse cenário, Caio? Será que veremos um fortalecimento dessas manifestações a partir do momento em que as “eleições” estiverem se aproximando? Se sim, o que veremos na Rússia? Um recrudescimento de tensões? Qualquer tipo de rolo mais sério num gigante desses – além dos já convencionais que contaminam o ambiente político do país há anos – não é nada desejável. As consequências geopolíticas de perturbações mais graves na Rússia, dado o tamanho do país, não seriam nada boas.

  • Mila Ribas

    -

    7/12/2011 às 15:46

    Caio, adorei seu texto !! Além de ser um assunto super atual, acho muito bom falar sobre o facebook como um meio para protestar. Ainda tem muita gente que acha o facebook inútil. Até eu tinha muito preconceito em relação ao FB, mas depois que comecei a usar percebi que existem várias páginas em que as pessoas debatem política, economia e tudo que se possa imaginar. Assim como a Internet, o Facebook depende muito de como cada pessoa usa.

    Caio, protesto então aqui para os seus leitores que ainda implicam com o FB: Aprendam a usar que vocês verão como pode ser interessante e até um meio para aprender!!

    Ah, e essa tuitada do McCain fez com que ele ganhanhasse uns pontinhos com você ?
    Abs

  • Jancsi

    -

    7/12/2011 às 15:28

    Prezado Caio
    Voltando ao assunto da ONU. Os participantes do conselho de segurança, alguns detem o poder de veto. Nesse momento China e Rússia vetam tudo. Esses países estão representando o que ? Poderiu militar ou o que ? Pois não são democráticos e muito menos respeitam os direitos humanos. Tem que haver sérias mudanças. Se a Onu fosse justa e fosse a carta magna das nações seria outra coisa. Até que o Facebook poderia ajudar e muito precionando por uma ordem justa e mecanismos para cumprir com rigor. Sem assassinos com poder de veto. Aliás Veto não poderia existir e sim a legítima maioria. Abs Jancsi

  • Helio

    -

    7/12/2011 às 15:23

    Caio,
    Chamando a atenção para o comentário do Alberto (13:49 h) sobre a previsíveis dificuldades para governar, caso a Irmandade assuma. Favor observar que eles não são tão inexperientes assim. Além do trabalho social de base que eles desenvolvido, desde que Mubarak começou a perder terreno (após tentar impor seu filho, como herdeiro político, aos militares, sendo ele um civil), eles começaram a ter mais liberdade no cenário político e umas das estratégias usadas foi a tomada do controle de sindicatos (perceberam algum semelhança ?), já tendo suficiente base social e razoável experiência administrativa pra saber onde e como pisar. Os caras não são amadores.

  • nei

    -

    7/12/2011 às 15:15

    Bacana esse artigo.
    Se este ano, foi , está sendo rico em manifestações, acho que o ano que vem promete ser mais intenso.
    O fenômeno é recente, e, um desafio é saber o grau de expontaneidade, natural e os de origem manipulada, ainda que legitimos.
    Regimes totalitários têm medo até de “stencil” e xerox, imagina agora!
    Bom texto, e realmente palpitante!

  • ricardo

    -

    7/12/2011 às 15:15

    o bom é a geração facebook ser chamada de poker-face-book.nunca na história duvidamos tanto que uma pessoa é ela mesma e quais são seus objetivos na net.

  • Helio

    -

    7/12/2011 às 15:07

    Querido Caio,
    Creio que você conhece aquela sobre o otimista e o pessimista. O otimista acha que vai tudo terminar em cáca. E o pessimista ? Que vai faltar cáca pra todo mundo… The problem here is the difference of raw materials. Sorry to disappoint you but that is not going to haappen. Um forte abraço.

  • Carmem

    -

    7/12/2011 às 15:06

    Oi Caio,
    Se dependesse da coluna hoje de manhã para algum protesto, o ditador ficava no trono hehehe
    A geração facebook não vai mudar o mundo com um click no computador, mas anda dando merecidos pontapés em merecidíssimos traseiros.
    Quem sabe mais adiante a coisa toma um rumo melhor.
    .
    A emenda Dante de Oliveira tb não passou no congresso, lembra? E éramos milhões nas ruas.
    .
    Artigo otimista no NYT:http://www.nytimes.com/2011/12/07/opinion/friedman-egypt-the-beginning-or-the-end.html?hp

    abs

  • ricardo

    -

    7/12/2011 às 15:06

    Há um tempo havia assistido a um programa sobre o aumento da violencia, em que diziam que democracias não durariam muito no futuro devido a escassez material e aumento de conflitos e do caos, não aceitando o que acontece em seu país.

  • ricardo

    -

    7/12/2011 às 15:02

    no caso brasileiro,uma ancensão de partidos de esquerda a la chavez seria uma má notícia?em que sentido?

  • José do Norte

    -

    7/12/2011 às 14:49

    Revolução na rússia? Derrubarem Putin? Quem incentiva isso merece punição. É como levar bois ao matadouro. O que fazer na rússia, então? O mesmo que Vaclav Havel fez na Rep. Tcheca: esperar a queda.

  • Pablo Vilarnovo

    -

    7/12/2011 às 14:49

    Interessante lembrar que essa não é a primeira vez que o povo russo vai às ruas para proteger a nova democracia. Em 1991 Gorbachev ficou em prisão domiciliar e Yeltsin assumiu a resistência contra a linha dura da KGB e do Partido Comunista.

  • rod

    -

    7/12/2011 às 14:22

    Há um tempo havia assistido a um programa sobre o aumento da circulação de informações, em que diziam que ditaduras não durariam muito no futuro devido ao que as populações saberão que está acontecendo além de suas fronteiras, não aceitando o que acontece em seu país.

  • ricardo

    -

    7/12/2011 às 14:21

    resumindo: a internet é um meio e não um fim. A internet é parte dessa esfera pública, cujos objetivos e resultados são determinados pela estrutura de classe em que se integra.

  • duduvieira10

    -

    7/12/2011 às 14:17

    Prezado Caio Blinder;
    De fato meu caro, eu chamaria de geração google, porque esse jovens qualquer dúvida clica no google e busca centenas de informações na hora a respetio. Os ditadores mundo afora, os políticos brasileiros não poderão enganar por muito mais tempo, pode acreditar em breve estaremos vivendo um mundo novo.
    Muito valido, caro Dudu, toda razao, mas a expressao Facebook generation acabou consagrada, marketing Zuckerberg falou mais alto do que da dupla google,hehehe, abs, Caio

  • Jancsi

    -

    7/12/2011 às 14:16

    Boa tarde, Caio
    No Cairo saiu um ditador e provavelmente vai entrar um punhado de Aiatolás do século XXII. O filho de Putin vai devolver o trono ao pai em um tapete vermelho. Eu pergunto a você…para que a ONU ? Onde está os direitos humanos ? Porque os direitos humanos não faz parte das constituições dos paises membros? Acho que a ONU é um belo cabide de emprego de salários fantásticos e ainda de pessoas totalmente desqualificada para a função. Um exemplo da inércia recente da ONU é o ataque de misseis oruindos do Líbano à Israel. Nada declarado por esse inútil orgão. Agora imagine se fosse ao contrário, hein ? ONU deveria ser no Quênia para acabar com essa banca de de diplomata turista de NY. Abs Jancsi
    ONU em geral é terrivel, caro Jancsi, especialmente quanto o assunto é Israel, mas esta se comportando melhor nas denuncias de violacoes de direitos humanos no mundo arabe, se nao houvesse tanta resistencia chinesa e russa no conselho de seguranca medidas mais duras seriam adotadas, por exemplo, contra a Siria, abs, Caio

  • ricardo

    -

    7/12/2011 às 14:16

    Em países altamente repressivos, como o Egito, a Tunísia e a China, a internet tem um papel fundamental na divulgação de intervenções públicas e na organização de protestos de massas. No entanto, a internet não levou a qualquer revolução bem sucedida – ela pode informar, ser um local de debate, e mesmo mobilizar, mas não pode oferecer a liderança e a organização necessárias a uma ação política consistente e muito menos fornecer uma estratégia de tomada do poder estatal. Comprova-se assim que a ilusão, alimentada por alguns gurus da internet, de que a ação “computadorizada” pode substituir um partido político disciplinado, é falsa: a internet pode facilitar o movimento, mas apenas uma oposição social organizada lhe pode dar uma direção tática e estratégica capaz de o manter vivo face à repressão do estado e de o levar a lutas bem sucedidas.

  • Zé Luis

    -

    7/12/2011 às 14:15

    Desculpe, li os demais comentários após postar o meu, mas com relação ao comentário do Rafael – 13:25, seria muito bom termos o “verão brasileiro”, contra a corrupção, o fim dos privilégios legais referente a foro, crimes contra o erário público serem julgados pela sociedade através do Tribunal do Juri.
    abs
    Caro Ze Luis, gostei deste tambem e por este e pelo anterior, colhe de cha tambem, abs, Caio

 

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