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16/02/2011

às 6:00 \ Direitos Humanos, Oriente Médio

Somos todos egípcios, somos todos iranianos, somos…

Fogo e Sangue em Teerã - foto Efe

Como de hábito, devemos reagir com solidariedade e ansiedade (paternal, no meu caso) quando multidões de jovens saem às ruas pedindo democracia e o fim de ditaduras odiosas. No relativismo das coisas, Hosni Mubarak era um ditador suave, um opressor de segunda classe na sua categoria de gente. O desfecho até agora (sic) no Egito foi relativamente pacífico (cerca de 300 mortos) e existem promessas de uma transição democrática. Somente para ficar nas vizinhanças, há ditadores não apenas piores, mas que também não vacilariam em massacrar em escala pavorosa. Nem estamos falando o que poderiam fazer os chineses com um desafio frontal. Nunca se esqueçam da Praça da Paz Celestial, em Pequim, em junho de 1989.

Mubarak era moderado e pró-ocidental. Uma das formas de entender este atributo é que suas barbaridades eram circunscritas. O octogenário autocrata era monitorado pelos americanos. Hipocrisia ocidental tem estas vantagens, embora, é verdade, nem sempre tenha funcionado com alguns aliados. Mas funcionou no Egito, onde também houve o fator crucial do cálculo do Exército de não massacrar os manifestantes diante dos olhos do mundo. E o que vem pela frente no resto da região, em países em que a imprensa livre nem pode acompanhar a repressão, como no Irã?

A Tunísia do destronado ditador Ben Ali inspirou o Egito e o Egito reinspirou os jovens do Movimento Verde no Irã. Eles voltaram às ruas de Teerã e outras cidades iranianas esta semana, numa mobilização acima das expectativas, a maior desde que o regime do aiatolá Khamenei e do presidente Mahmoud Ahmadinejad esmagou os protestos contra as eleições fraudulentas de junho de 2009. Desta vez, os protestos não são apenas contra a fraude eleitoral, mas a fraude que é a ditadura deste aiatolá. Sayed Ali Khamenei é alvo direto dos protestos. Bacana escutar o slogan rimado “Ben Ali, Mubarak, agora é sua vez, Sayed Ali”. O Egito de Mubarak tinha um Parlamento-fantoche, o do Irã de Khamenei tem deputados bandoleiros pedindo a execução dos dois principais líderes de oposição.

De volta às ruas. Os manifestantes egípcios ensinaram uma lição: é preciso ocupar o espaço físico, a praça. Não é possível voltar para casa. Protesto para derrubar uma ditadura não tem horário comercial. Mas os opressores iranianos também aprenderam lições: não é possível deixar os manifestantes ocuparem a praça. Os ativistas iranianos tomaram nota e seus manuais de agitação agora recomendam mobilizações ágeis e esparsas antes de tentar chegar numa praça. E aqui repito os sentimentos de solidariedade e ansiedade. A revolta no Irã poderá ser muito sangrenta se persistir. Evidentemente, não vou prever se a ditadura iraniana poderá cair em 18 dias (como no Egito), 18 semanas ou 18 meses (espero que não leve 18 anos).

O objetivo imediato dos manifestantes foi alcançado: após 14 meses de silêncio, a oposição mostrou que está viva e desmascarou a farsa orwelliana do regime Khamenei-Ahmadinejad, que saudou a queda de Mubarak como um “despertar islâmico” e um brado de liberdade. O regime de Teerã obviamente nega a seu povo esta liberdade e os manifestantes no Irã querem apressar o crepúsculo desta ditadura islâmica.

Em contraste a 2009, quando o governo Obama foi reticente para encorajar os protestos contra o regime dos aiatolás, desta vez existe uma postura mais incisiva. Vale lembrar que o apoio ocidental a manifestantes iranianos pode ser contraprodutivo diante da propaganda do regime islâmico de que o “grande Satã” e seus “aliados sionistas” estão fomentando a rebelião. Mas depois dos acontecimentos na Tunísia e Egito, onde caíram regimes pró-ocidentais, seria esquisito americanos e ocidentais não denunciarem com determinação o que está acontecendo no Irã e não deixarem claro a hipocrisia de Khamenei e Ahmadinejad.

Mas, de volta às ansiedades. Você estimula protestos contra uma ditadura odiosa e se os manifestantes são massacrados? Na insurreição anticomunista de Budapeste, em 1956, os ocidentais deixaram na mão os manifestantes, que tinham escutado palavras de encorajamento (eram tempos do rádio e não Internet). Há 20 anos, o governo do primeiro presidente Bush estimulou e depois se distanciou da sublevação contra a ditadura de Saddam Hussein.

Mas a história dá umas voltas curiosas. Saddam Hussein era um ditador que não vacilava em matar os cidadãos do seu país em larga escala para ficar no poder. Justo perguntar se os xiitas e os curdos se livrariam do genocídio sem a intervenção militar americana do segundo presidente Bush? Talvez apenas sofrendo um genocídio. Não dá para comparar o custo humano da ocupação americana com o que Saddam fez com o seu povo na era anterior. Foi muito pior.

Eu adoraria se esta teoria do dominó (de ditaduras caindo lá no Oriente Médio) funcionasse com um ditador como Bashar Assad, na Síria. Está aí um regime ainda mais tenebroso do que o de Mubarak. Nao é cliente americano, mas é secular. Basta ver o que fez o papai Hafez, de quem Bashar herdou o poder. Um dos maiores crimes contra a humanidade praticados no Oriente Médio moderno aconteceu em 1982 quando o regime Assad esmagou uma rebelião na cidade de Hama. Morreram entre 10 mil e 25 mil pessoas, inclusive mulheres e crianças. Os rebeldes não eram jovens bacanas, ao estilo destes do Cairo ou Teerã. A rebelião era obra da filial síria da Irmandade Muçulmana, que há 30 anos não fingia tanta moderação, como agora no Egito.

E aqui temos outra dilema de solidariedade. Revoltas contra tiranias podem acabar com um belo final, em um fracasso sangrento ou em uma outra tirania.

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168 Comentários

  • VITAL PONTES

    -

    16/2/2012 às 22:34

    A irmandade Mulçumana trará de volta a autenticidade do Egito, quem sabe declarando uma nova guerra a ISRAEL, mas é preciso se alinhar melhor ao IRÃ, pois ambos tem interesses semelhantes. ALLAHU AKBAR

  • Thiago

    -

    11/2/2012 às 9:53

    Tive a oportunidade de conhecer muitos coptas em sites de aprendizado de idiomas e TODOS eram pró-Mubarak e estão aterrorizados com o crescimento da perseguição religiosa (que sempre foi grande) no país. Mas a parte mais triste é que muitos deles – incluíndo o papa Shenouda – ainda vejam com bons olhos a perseguição que acabou com a comunidade judaica do Egito nos anos 50. Não é sem motivo que muitos consideram os coptas os ‘critãos mais anti-semitas do Oriente Médio’…
    .
    Acho que a grande diferença entre as “revoluções” do Egito e da Síria é a situação das elites militares de cada país.
    Mubarak era só a face civil de uma ditadura militar que só o entregou tão facilmente por ele ter sido abandonado pelo Bobama como se fosse uma múmia inútil, e não o maior aliado americano entre os muçulmanos. Além do mais, os militares ainda tinham a pretensão de sair como heróis – como até foram considerados no começo.
    Já na Síria a força militar e a classe dominante são formadas por alauítas. Eles sabem que se o Assad cair todos serão massacrados com ele. O exército e o governo do país lutam por suas vidas, já os militares do Egito continuarão no poder com liberais, Irmandade Muçulmana ou Salafis…

  • Sorales

    -

    3/2/2012 às 19:00

    Caio
    Eu acho que esta sua tese de ditadura mais branda ou menos branda é relativa. Por exemplo:O que vc acha que aconteceria se houvesse manifestações contra a monarquia nas ruas de Jedah, na Arábia Saudita? Inverto a pergunta: Por que não há manifestação de rua contra a ditadura da monarquia saudita? Nesse sentido, quanto mais dura e férrea for a ditadura, menos morte.Porque, tolerância zero, em se tratando de ditaduras verdadeiramente férreas,gera menos mortes. Porque desencoraja qualquer tentativa de se sair nas ruas para pedir o fim do regime – como querem os utópicos da Primavera Árabe -, porque seria a morte certa, sem dó nem piedade. Pois a ditadura saudita é como uma cela de segurança máxima, que não dá a mínima chance para a liberdade. Tão brutal quanto a ditadura saudita, se assim fosse a do Egito,com Mubarak, talvez não houvesse tantas mortes, porque ninguém se exporia em protestos diante da certeza da morte. O mesmo podemos dizer da ditadura de Bashar Assad, na Síria. De modo que, dentro desta sua teoria, antes uma ditadura sem mortes que uma com mortes. No entanto, posso lhe dizer que, no Irã, ainda há um equilíbrio de forças no plano da militância política que, de certa forma, permite um certo espaço para o aiatolás administrarem a situação.No caso do Egito, especificamente, a queda de Mubarak se deu devido a um golpe de estado perpetrado por militares. Até que se prove o contrário; se realmente o poder for transferido ao povo pelas vias democráticas.

  • J.P.Silva Neto

    -

    7/11/2011 às 14:20

    Os terraqueos de hoje,já não toleram mais a patifaria de certos dirigentes malandros, que ainda não entenderam o que é ser um representante do povo. Estes dirigentes a que me refiro fiquem espertos pois as cabeças deles rolarão igual a de Kadafi. Larguem a banana enquanto tem oportunidade. Não adianta chorar no inferno e nascer retardado mental aqui. O poder é bom, muito bom para quem não tem Deus no coração. E estes representantes do povo que os tortura, terão que prestar contas, não a um tribunal comum mas a sua consciencia, que é o pior de todos os juizes. Que a paz e no minimo a justiça possa habitar o coração de todos.

  • primavera brasileira

    -

    6/10/2011 às 18:49

    O Presidente Obama está preocupado com rebelião no Irã? vai ver não assistiu o Jornal Nacional, ontem, sobre as manifestações, em mais de 100 cidades americanas. A água tá batendo na bunda dele.
    Nossa gente, foi revelador essa informação que os árabes fazem jogo duplo! é..???? desde de quando?
    A coerência americana é menos ruim.
    e lembrem-se sempre: http://www.youtube.com/watch?v=c0uwLj5aNys
    Dia 12,quarta, grande manifestação contra corrupção. Nós derrubar Sarney, esse …

  • edvaldocavalcante

    -

    29/8/2011 às 10:19

    Aqui no Brasil temos um elemento extremamente perigoso para a´população chamado José Dirceu, que se acaso tivesse poderes para tal, não hesitaria em massacrar o povo para permanecer no poder, ou alguém duvida do que estou afirmando? Lembrem do prefeito de Santo André.

  • Erlane

    -

    28/8/2011 às 18:33

    Os americanos so ficam na espreita poe mao e puxam no momento certo , e o certo e que as ditaduras sangrentas e perpetuas estao caindo.

  • jamal abdel jabbar amer

    -

    7/7/2011 às 9:41

    excelente ter um jornalista do seu quilate, falar de hipocrisia, não sei sua origem gostaria DE SABER SE É JUDEU OU GERMÂNICO, POIS EU SOU FILHO DE IMIGRANTES PALESTINOS QUE VIERAM PARA O BRASIL EM 1954 DESEMBARCANDO NO PORTO DE SANTOS, SOU FARMACÊUTI-BIOQUÍMICO,QUANDO VOCE FALOU DA RAINHA RÂNIA DA JORDANIA ACHEI INCRÍVEL, POIS QUEM CASA COM UM REI FACÍNORA FILHO DE UM OUTRO REI ,É CONIVENTE, POIS DITADURA NÃO DEVERIA EXISTIR E SIM SEMPRE DEMOCRACIA, REALMENTE É UM PRIVILÉGIO PODER LER E ACOMPANHAR SUA TRAJETÓRIA JORNALÍSTICA VOCE É AUTÊNTICO E SEMPRE TERÁ O MEU RECONHECIMENTO , ACONSELHO MEUS COLEGAS DE PREFEITURA A LER SOBRE VOCE SE QUEREM SABER MAIS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS, PENA QUE A ARÁBIA SAUDITA PIOR DINASTIA DO MUNDO E QUE FOMENTA TODAS AS DITADURAS ESTEJA IMPUNE GRAÇAS A HIPOCRISIA IANQUE QUE PRECISA DE PETRÓLEO .PARABÉNS NOBRE.
    Valeu, caro Jamal, sou judeu de origem russa, abracao, Caio

  • Laertes Rebelo

    -

    7/6/2011 às 14:46

    O grau de tirania é relativo e varia de acordo com a cultura política de cada país. No Brasil, a tirania se manifesta de forma sutil, mas está presente. Veja-se o caso do Palocci, que permanece ministro graças ao apoio do ex-presidente Lula – esse tirano popular que ainda governa o país.
    Caro Laerte, obrigado pelo comentário, mas recomendo que seja colocado na coluna mais recente, abs, Caio

  • Vanderlei

    -

    24/3/2011 às 10:17

    Caio, quando será a vez de Cuba e Coréia do Norte? são ditaduras ainda mais antigas que as de Mubarak e Kadafi.
    Cuba é um misterio, desafia a logica, abs, Caio

  • André

    -

    21/3/2011 às 17:22

    Caio, creio no seguinte.
    Independente do país, região, cultura. O ser humano tende a ser igual no seguinte aspecto:
    Quando o mesmo é colocado contra a parede, reage, e invariavelmente reagirá com violência, seja ela física ou mesmo escrita.
    Enquanto houver ódio, enquanto houver disputas territoriais, sempre haverá uma batalha.
    Um dia alguém terá que seder, e o primeiro que der esse passo mostrará a verdade, e o processo quem sabe mudará.
    Israel poderia dar um exemplo então aos seus vizinhos e seder espaço e terra, ajudar a construir uma nação. Dar o exemplo.
    Mas não a faz. A juventude mundial exigirá uma nova ordem mundial, os países ricos lentamente estão sucumbindo e sua dependência está cada vez mais vigente graças ao poder militar, que não poderá ser sustentado por economias decadentes.
    Toda ditadura cai, mais cedo ou mais tarde, e a ditadura do Capitalismo americano cairá em breve, e quem será que liderará nosso mundo em seguida? A China? O Irã? Israel? No mundo de hoje …. simplesmente espero que não seja nenhum destes, porém também não consigo imaginar ninguém ….
    Andre, concordo que Israel precisar negociar com mais vigor, mas nao compartilho com voce esta categorizacao da ditadura do capitalismo americnao e outras colocacoes, abs, Caio

  • Carlos Soares

    -

    21/3/2011 às 8:32

    Caior Blinder, concordo plenamente com o seu comentário, mas voce omitiu Israel, que é tirânico com o Povo Palestino, reprimindo e oprimindo seus ideias libertários, sufocando seus habitantes, com um
    expansionismo intolerante e racial, como se a “solução final”, seja
    a meta israelense, quem sabe, se não seja isto, pois são tratados como
    ralés.
    Caro Carlos, discordo quase que plenamente do seu comentario: sim, apoio os ideais libertarios do povo palestino, mas nao conduzidos por Hamas e gente intolerante e racista do genero. O Hamas esta reprimindo manifestacoes em Gaza por unidade palestina e por democracia. Comecou a disparar foguetes contra Israel para porovocar, Hamas vive do martirio permanente, da tal resistencia, vive do sangue. Por favor, solucao final israelense, que analogia infame, abs, Caio

  • Maria

    -

    18/3/2011 às 15:15

    Os jovens da Líbia querem ver TV e Internet. São modernos e querem liberdade para falar e se expressar com pessoas de todo o mundo.

    Kadafi está promovendo um banho de sangue só porque o povo quer democracia. O Brasil já viveu sua ditadura, onde jornalistas eram torturados e pessoas eram mortas.

    Sou a favor da resolução da ONU pois sou contra qualquer tipo de ditadura. Parabenizo a ONU por finalmente querer impedir maiores massacres da população pelo sanguinário ditador Kadafi.
    Cara Maria, ha outros jovens que nao querem ver tv e internet na Libia, abs, Caio

  • Devildom voyeur

    -

    15/3/2011 às 16:29

    Caio, leia esta notícia:
    .
    “O porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanaparast, disse nesta terça-feira que a presença de tropas estrangeiras no Bahrein é inaceitável, um dia depois de tropas sauditas terem entrado no país para ajudar a conter os protestos contra o governo. A presença de forças estrangeira e a interferência em assuntos internos do Bahrein é inaceitável e irá complicar a situação — disse Mehmanparast em entrevista coletiva.”
    .
    Pois bem, se o Irã se meter nesse imbróglio (a esta altura, eu não duvido de mais nada), essa não seria uma excelente oportunidade para Israel finalmente bombardear as instalações nucleares iranianas, com a justificativa de estar “aliado” ao esforço saudita? Será que os sauditas aceitariam publicamente uma aliança com Israel? Eu chego a pensar que isso é possível.

    Pode degringolar, mas as analises variam, desde que o Irã vai incendiar a outras que prefere ficar quieto deixando tudo pegar fogo por si. Creio que Israel está agora com as mãos atadas, muito nevoeiro na região, abs, Caio

  • Carlos Ulivieri

    -

    11/3/2011 às 12:41

    Sempre seremos os bonzinhos, como tentou este comentarista colocar. Mubarak era o melhorzinho pois era pró-ocidente. Até quando devemos aceitar as imposições imperialistas desta mídia marron pró-EUA? Quando o petróleo entrará na pauta? Quando as atrocidades e jogos de bastidores de Israel serão contados levados em consideração?

  • João Moreno Romero

    -

    9/3/2011 às 12:58

    Vou tentar completar o título…”somos todos egípcios, somos todos iranianos, somos todos humanos”.
    Somente a troca de regimes seria uma ilusão que custaria sangue de inocentes,sem resolver a miséria imposta pelos donos do Poder. Autoritarismo e democracia “frouxa”,causariam quase os mesmos efeitos para a população e anseia por Justiça, igualdade social,para lograr uma vida digna, perante todas as sociedades.
    Neste momento, aonde estão os países ricos que assistem os masacres, via satélite, sem intervir severeramente contra esses loucos que massacram os SERES HUMANOS, independetemente de raça, religião e interesses econômicos.
    Vamos deixar de fabricar armas, pacificar o mundo, respeitando os seus territórios, suas crenças, enfim, tratando todos como seres humanos.

  • egipsom

    -

    8/3/2011 às 11:19

    Essas tirania irá por um fim breve meu caro Jornalista,a ciência avança junto com a tecnologia universal.Os jovens de hoje irao erguer os estandartes da paz mundial,os tempos e os dias desses Ditadores estão contados e computadorizados pela nova geração aguardem.
    Eu, de uma geraçao mais velha, sigo ceticamente otimista, abs, Caio

  • ney

    -

    7/3/2011 às 10:24

    A visualização da situação leva-nos a detectar uma realidade, como estes países árabes vão desenvolver um judiciário, legislativo e executivo autônomos, equilibrados, montar uma constituição imparcial, justa e humanista. Nosso país com mais 120 anos de republica, tentando praticar democracia neste período, ainda capenga e tem distorções graves em vários aspectos para atingir uma democracia plena. Fico a imaginar se estas nações não tiverem uma meta democrática imutável, fica quase impossível se tornarem livres e de bons costumes.

  • Fernanda Rodriguez

    -

    5/3/2011 às 16:00

    O que mais me incomoda, dentro da cultura muçulmana, é a mudança de poder de uma mão tirana para outra. Gostaria de achar uma resposta sem criticar severamente esta cultura religiosa que sofre com tantas interpretações equivocadas, ou deveria dizer, utilizada como instrumento de manipulação de massas, para ações equivocadas?!
    Por que cultura muculmana? Aconteceu tanto na cultura latino americana, na cultura asi’atica, em tantas culturas. A discussao pertinente é como paises do mundo arabe vao encarar o desafio politico e filosofico da democratizacao, como aconteceu em outras culturas. Varias ditaduras pos coloniais no mundo arabe, como Nasser e Assad (o pai do atual ditador), eram seculares e massacraram fundamentalistas islamicos. Outras ditaduras sao de fato islamicas e algumas delas, como a Arabia Saudita, aliadas de carne e osso dos paises lideres da civilizacao ocidental, abs, Caio

  • Fernanda

    -

    5/3/2011 às 15:57

    O que mais me incomoda, dentro da cultura muçulmana, é a mudança de poder de uma mão tirana para outra. Gostaria de achar uma resposta sem criticar severamente esta cultura religiosa que sofre com tantas interpretações equivocadas, ou deveria dizer, utilizada como instrumento de manipulação de massas, para ações equivocadas?!

  • Heitor

    -

    2/3/2011 às 21:49

    Eu gostaria fossemos todos egípcios quando lutando por nossos assuntos. Porém, não acredito em revoluções cujos perpetradores adotem a cultura do apedrejamento de adulteros ou circuncisão feminina; muito menos boto fé em revoluções cujos participantes ainda fazem as mulheres lamberem panelas em brasa para comprovar inocência. Lógico que fiz uma salada porque o mundo árabe é bem vasto apesar do clima desértico.
    Caro Heitor, o mundo árabe de fato é vasto, existem apedrejadores e contrarios a apedrejadores, muita gente esta fazendo revolucao justamente contra isto, outros tem esta agenda. Abs, Caio

  • Heitor

    -

    2/3/2011 às 21:39

    Caro Caio Blinder, voltarei amanhã para ler seu texto com mais calma, mas eu acredito que faltou o fato histórico da Baía dos Porcos, onde John Kennedy deixou os cubanos nas mãos de Fidel Castro.
    Caro Heitor, o Kennedy nao deixou os cubanos na maos. A invasao foi mal executada e redundou em fiasco porque nao engatilhou a insurreicao esperada. Os cubanos é que deixaram o Kennedy na mao, abs, Caio

  • Cezar

    -

    2/3/2011 às 9:08

    Os países acidentais, como a ONU, parecem ter uma ingenuidade que não passa de fachada. Acreditam na troca de governos autoritários, de ditadores, sim, sanguinários, por democracias racionais. Ledo engano!
    Creio que naquele lado do mundo, com a saída desses ditadores odiosos, vai-se trocar seis por meia dúzia. Saem eles, mas entram governos de ditadura religiosa, com seus clérigos radicais.
    É brincadeira que esses líderes religiosos falem em tolerância religiosa. Seu discurso interno, em árabe, bem diz a Veja, é de aniquilamento de Israel.
    Mas o mundo, acompanhado da ONU, tem sido excessivamene tolerante com os árabes, em seu radiscalismmo pró aniquilamento de Israel, mas se apressam em condenar o país que tem, senão a única democracia de fato, do oriente médio, a principal e autêntica.
    Os palestinos, por exemplo, são gente, almas humanas que merecem respeito básico ao seu direito de existência, existência condigna. mas eles já tem um território maior que todo o Estado de Israel: a Jordânia, país formado por cerca de 80% de palestinos.
    É só imaginarmos uma outra nação cuja população fosse de cerca de 80% de brasileiros.
    Os palestinos já têm um território, repito, maior do que Israel, e bem podiam ser assentados ali, com a ajuda das outras nações e da ONU. Mas não, nem terra eles querem; querem, sim, aniquilar Israel. Só isto os satisfará, como aos árabes em geral. Para eles, Israel bom é Israel morto! Sá farão a paz com Israel aniquilado.
    Vou ser claro: sua mensagem supostamente pró-Israel é tão infame como a mensagem genocida de Mahmoud Ahmadinejad ou outros que pregam o aniquilamento de Israel, com acusacoes genéricas e racistas contra ãrabes ou palestinos.

  • amauri

    -

    1/3/2011 às 9:02

    Quem arma a populacao das favelas do Rio?
    Quando Fernandinho Beria Mar foi preso, estava com membros das Farc, disse ele que trocava armas por drogas. Segundo a P.F. a grande parte das armas vem de contrabando, bem provavel que seja dos mesmos que trocavam drogas por armas. Desculpa em achar que não tinha sido publicado este comentario, achei que tivese colocado em outro post seu. abs
    Amauri, no caso da Libia as indicacoes sao de que existem poucas armas nas maos dos manifestantes (exceto é claro entre os militares que desertaram). No comeco, os manifestantes eram simplesmente massacrados pelas forças leais ao Kadafi. Em Bengazi, foram usados explosivos num carro (nao suicida) arremessado contra uma prisao. Ali foram encontrados soldados que tinham sido trucidados pelos demais pois tinham se recusado a atirar nos manifestantes, falo isto meio de orelhada, pois estes detalhes nao estou acompanhando, abs, Caio

  • Devildom voyeur

    -

    28/2/2011 às 16:25

    Depois, quando eu digo que os radicais islâmicos preconizam a guerra entre o Islã e o Ocidente (the collective body of Muslims and the collective body of Jews i.e. all Muslims and all Jews), alguns leitores dizem que essa ideia não passa de tolice hipócrita de quem pretende esconder os verdadeiros interesses imperialistas dos “bandidos estadunidenses” no Oriente Médio. Como se alguma vez eu tivesse negado que a política externa dos EUA para região quase sempre gira em torno do petróleo. Para quem ignora o perigo do fundamentalismo islâmico, eis aí as palavras do senhor Qaradawi.

  • amauri

    -

    28/2/2011 às 14:36

    Boa tarde Caio!
    O discurso de guerra civil na Libia toma corpo, como voce anteriormente já previu. O porte de armas vem sendo imposto na África desde o fim da segunda grande guerra. Em países totalitários a proibição de armas na população civil deve ser ainda mais feroz. Quem estará armando a população? abs
    Quem arma a populacao das favelas do Rio? No caso da Libia, ha mercado negro, ha desercoes e tudo indica que a milicia pro-Kadafi está mais bem equipada que os rebeldes. Talvez isto leva a algo que eu subestimei na semana passada, que seria uma açao internacional mais vigorosa. Curiosamente, aqui nos EUA foi retomada a velha aliança entre neoconservadores e intervencionistas liberais, Abs, Caio

  • Devildom voyeur

    -

    28/2/2011 às 0:34

    Caro Caio, eu não sei se você já leu a Veja desta semana, mas há na seção Especial uma reportagem sobre como os fundamentalistas islâmicos (com destaque para o xeque yusuf Al Qaradawi) fazem jogo duplo para enganar os ocidentais ingênuos. Segue trecho:
    .
    “Dependendo da audiência, dizem aceitar eleições democráticas, criticam a perda de vidas inocentes em ataques terroristas e pregam a convivência pacífica entre as religiões. Vendem-se, assim, como democratas, reformistas e modernos. O discurso é outro quando falam em árabe e se dirigem aos seus conterrâneos.”
    .
    Pois bem, neste vídeo (http://palwatch.org/main.aspx?fi=381&fld_id=381&doc_id=1143) o senhor Mahmoud Abbas diz claramente — em árabe, para os palestinos — que não pretende aceitar a legitimidade do Estado de Israel. Este é um de vários exemplos que mostram que a atual liderança palestina não difere da anterior — com exceção da questão do chamado “direito de retorno” dos descendentes dos refugiados palestinos, de acordo com os documentos vazados. As posições do atual governo israelense podem parecer arrogantes, mas, na minha opinião, são consequência da falta de compromisso da parte palestina de se desvencilhar das “forças maiores” que não aceitam a existência de Israel. E essa nova dinâmica política da região não alterará as posições do atual governo israelense. E eu acho que não deve alterar mesmo, por motivos óbvios…
    .
    PS1 – as reportagens da seção Especial estão ótimas, com exceção da coluna politicamente correta do senhor André Petry. Essa bobagem de que “Israel aprofunda seu isolamento diplomático” já existe há décadas. Essa gente não muda a ladainha…
    PS2 – o senhor Hassan Nasrallah disse o seguinte em discurso em Beirute, em 2008: “Israel pode, sim, centenas de vezes sim, deixar de existir.” Alguém precisa dizer urgentemente ao senhor Noam Chomsky que o Hezbollah não é um simples partido político lutando pelos interesses nacionalistas dos libaneses.
    Li, claro. Jeffrey Goldberg, que obviamente voce deve conhecer, como sempre atento. Publicou um texto aterrador sobre o Qaradawi no seu blog no site da Atlantic. Vai abaixo, abs, Caio

    **

    Sheikh Qaradawi Seeks Total War
    INTERNATIONAL FEB 23 2011, 1:01 PM ET
    Mark Gardner and Dave Rich did yeoman’s work not long ago, analyzing the Egyptian cleric Sheikh Yusuf Qaradawi’s 2003 book, Fatawa Min Ajl Falastin, or Fatwas on Palestine, and came to the conclusion that this putatively moderate Islamic cleric argues clearly and consistently that hatred of Israel and Jews is Islamically sanctioned, and that the destruction of Israel is mandated by God:
    Qaradawi underlines the need for Muslims all over the world to involve themselves
    in the Israel/Palestine conflict when he goes on to discuss the question of Jerusalem:
    The Palestinians do not have the competence to decide on the fate of Jerusalem
    without resorting to the Muslims all over the world. This, consequently,
    makes it obligatory upon every Muslim wherever he is to defend Jerusalem,
    and al-Aqsa Mosque. This is an obligation upon all Muslims to participate
    in defending Jerusalem with their souls, money, and all that they possess,
    otherwise a punishment from Allah shall descend on the whole nation…
    Qaradawi compares this call for action with what he sees as the collective Jewish
    participation in the oppression of the Palestinians:
    The conquerors [of Palestine] are those with the greatest enmity toward the
    believers, and they are supported by the strongest state on earth – the USA,
    and by the world Jewish community.
    If every Jew in the world thinks himself a soldier, and supports Israel as much
    as he can, surely every Muslim should be a soldier using his very soul and
    wealth to liberate al-Aqsa. The least the Muslim can do is to boycott the
    enemies’ goods.
    Qaradawi personalizes the conflict, warning Muslims not be friends with Jews, because such friendship might diminish the desire on the part of Muslims to wage jihad against Israel. Qaradawi writes:
    Receiving enemies in our own countries and visiting them in the occupied
    lands would remove such a psychological barrier that keeps us away from
    them, and would bridge the gap that keeps the desire for Jihad against them
    kindled in the hearts of the Ummah.
    Gardner and Rich make the connection between Qaradawi’s disapproval of all Jews with a famously antisemitic hadith, or saying of Muhammad:
    Qaradawi’s classification of ‘every Jew in the world’ as an enemy may refer
    to contemporary events for its justification, but it has a deep theological purpose. A
    chapter of the book is devoted to a discussion of the hadith that reads:
    ‘The last day will not come unless you fight Jews. A Jew will hide himself
    behind stones and trees and stones and trees will say, “O servant of Allah – or
    O Muslim – there is a Jew behind me, come and kill him.”‘
    This hadith is used by many radical Islamist groups to incite conflict between
    Muslims and Jews.
    Gardner and Rich point out that the saying in question is cited in the charter of Hamas, and that Qaradawi refers to it as “one of the miracles of our Prophet.” He then continues to describe “how this battle between Muslims and Jews is one of the preconditions that needs to be fulfilled before the Day of Judgment can come,” writing:
    [W]e believe that the battle between us and the Jews is coming … Such a
    battle is not driven by nationalistic causes or patriotic belonging; it is rather
    driven by religious incentives. This battle is not going to happen between
    Arabs and Zionists, or between Jews and Palestinians, or between Jews
    or anybody else. It is between Muslims and Jews as is clearly stated in the
    hadith. This battle will occur between the collective body of Muslims and the
    collective body of Jews i.e. all Muslims and all Jews.

  • Devildom voyeur

    -

    26/2/2011 às 20:22

    Caro Caio, desculpe por retornar a este assunto, mas na sua resposta ao meu comentário de 20/02/2011 às 20:48, você diz o seguinte: “Mas o essencial é se Israel pode (eu acho que deve) arriscar alguma ousadia diplomática neste nevoeiro geral no Oriente Médio.”
    Este vídeo (http://vimeo.com/16183249?hq_e=el&hq_m=2429671&hq_l=17&hq_v=748d2ef08a) mostra de maneira resumida como governos israelenses anteriores “ousaram diplomaticamente” na tentativa de fazer um acordo de paz definitivo com os palestinos, mas fracassaram. Outro fato é que os líderes palestinos já tiveram a chance de estabelecer um estado palestino em quase 100% do território da Cisjordânia, mas recusaram devido à resistência de aceitar a ideia de dois estados lado a lado. O que mostra que os assentamentos judaicos são apenas um pretexto para não se negociar com Israel. Por que o governo israelense atual deve insistir em negociações diretas sem que as lideranças palestinas reconheçam a existência de Israel como um estado judeu e democrático? Até o Obama já começou a perceber a futilidade de insistir em negociações diretas sem que a parte palestina reconheça a legitimidade do Estado de Israel. Mas se você considera que ousar diplomaticamente é aceitar a ideia absurda do chamado “direito de retorno” dos descendentes dos refugiados palestinos, isso, governo israelense nenhum jamais fará. Nem direitista nem esquerdista.
    Meu caro, nao tem problema voltar ao assunto. Dois pontos: quando falo em ousar diplomaticamente, é em funcao de uma nova dinamica politica em toda a regiao. Talvez Israel tenha que negociar com os palestinos por necessidade estrategica se o quadro geopolitico ficar salgado. E neste contexto, deu para entender? Sobre o ponto do final do seu comentario, os documentos vazados sobre as negociacoes Abbas/Olmert mostraram que pelo menos esta liderança palestina sabe que nao existe o direito de retorno de refugiados, apenas algo simbolico como cinco mil a dez mil. Os parametros de um acordo existem desde as negociacoes Clinton/Arafat/Barak. A questao, como voce falou, é disposicao politica dos palestinos. Eu acho que na ocasiao Israel fez uma proposta plausivel, mas Arafat é a tal historia de nunca perder uma oportunidade de perder uma oportunidade. Qualquer acordo sera um pior negocio agora para os palestinos e um melhor para Israel, pelo menos negociando com a atual lideranca palestina. Por que nao ousar? Abs, Caio

  • Leonardo Varuzza

    -

    26/2/2011 às 12:49

    Somos todos maranhenses
    Otima campanha a ser lançada, abs, Caio

  • Eduardo Araujo

    -

    26/2/2011 às 10:00

    Caro Caio,
    A chamada primavera arabe, ja e uma realidade, devemos ter sem na Democracia e nos Direitos Humanos uma referencia estrategica para humanidade, mas não podemos ser ingenuos, e devemos ter a visão de quais os interesses que estão em jogo, Petroleo, petroleo e mais petroleo.
    Desta forma a estabelidade politica e o espirito de convivencia democratica se tornam um ativo mais que politico, se tornam um efetivo ativo economico. O Brasil tão criticado por voce, vai se tornando a reerencia maior para os investimentos seguros no mundo, e o nosso povo da exemplo de progresso civilizatorio, aqui temos energia (inclusive petroleo), temos minerios, temos alimentos, temos agua, e temos um povo e uma cultura que permite Judeus, arabes etc conviver sem nenhuma crise ou disputa politica, aqui o nosso grande presidente Lula, recebeu Amardinejad do ira, mas ele foi recebido pelo unico Governador Judeu do Brasil o Governador da Bahia.
    Eduardo, tudo bem? Sem entrar em detalhes, mas com uma politica externa mais embasada (e ha alguns tenues sinais positivos no novo governo) e resolvendo alguns “probleminhas” internos, o Brasil sera uma referencia ainda maior. Sobre o Wagner, na Bahia, foi uma tarefa ingrata a ser cumprida. Espero que no minimo metaforicamente ele tenha lavado as maos depois, abs, Caio
    PS: Nenhum dirigente de pais importante, eleito de forma plenamente no mundo, alem do Lula, foi tao efusivo com o Ahmadinejad. Os livros de historia nunca vao apagar esta mancha no curriculo do grande presidente.

  • Sherlock

    -

    25/2/2011 às 11:27

    Prezado Caio,

    Só uma dúvida sincera (não é ironia), pois pelo texto não consegui captar a sua opinião:
    Quando você menciona: “Não dá para comparar o custo humano da ocupação americana com o que Saddam fez com o seu povo na era anterior. Foi muito pior.”
    A frase “Foi muito pior” se refere ao custo humano da ocupação americana ou às ações do Saddam?
    Abraço. Muito sucesso!
    Duvidas a vontade, de fato, disparo as respostas e as vezes nao ficam claro. Digo que o custo da ditadura Saddam foi muito pior do que a ocupacao americana. Saddam praticou genocidio contra xiitas e curdos e foi ai. A mesma coisa no Afeganistao. Finalmente, organizacoes de defesa dos direitos humanos reconheceram que o os rebeldes do Taliban matam muito, mas muito mais civis, do que as tropas americanas ou da Otan, abs, Caio

  • miqueias

    -

    22/2/2011 às 17:07

    2012

  • melquezedeque

    -

    22/2/2011 às 16:04

    li com bastante atenção e compartilho de todo esse pensamento, e acabo de fazer alguns comentários na página da veja, justamente sobre esses aspectos solidários, enfocando a necessidade de toda humanidade (ocidente)principalmente apoiar nas mais diferentes formas, jeito e maneira, a líbia e qualquer nação que seu povo se levante para um despertar e o viver de uma nova era, de um novo modelo, o direito a vida, liberdade, viva a democrácia líbia, viva, viva……..

  • Daniel

    -

    22/2/2011 às 12:47

    Olá, Caio. Ótimo artigo e bastante ponderado também. Sou mais simpático à solidaridade ao povo que se rebela contra uma ditadura. Faltaria coesão aos governos democráticos em apoiarem tais movimentos, inclusive com ações para a deposição de déspotas tiranos? Enfim, se um povo não tiver condições de instaurar uma democracia em seu próprio território, não deverá outro povo que deverá faze-lo. É a célebre frase de D. Pedro, “Independência ou Morte!”, que se faz flamejante nesse momento.

  • célio marques

    -

    21/2/2011 às 17:12

    o senhor carlos cézar marques deve acreditar que se israel devolver os territórios ocupados aos palestinos,cessariam todos os problemas do oriente médio!israel se defende de agressões desde o dia primeiro de sua existência,enfrenta grupos radicais que se movimentam livremente pelos territórios palestinos e países adjacentes e,apesar dos excessos cometidos por algumas lideranças likudistas da linha de ariel sharon,é a única democracia plena da região.não seja ingênuo carlos cézar!o problema não são os territórios ocupados,e sim a própria existência do estado de israel,considerado corpo estranho pelos radicais islâmicos!o resto é papo furado de esquerdista!e olha que sou liberal(apud maisvalia)!

  • daniel

    -

    21/2/2011 às 15:48

    Caio, os jovens do Irã já possuem a sua mártire desde de 2009, uma morte que foi vista pelo mundo inteiro, aqui o documentário da HBO sobre o caso e aquelas manifestações “verdes” que podem amadurecer agora…
    Assistam FOR NEDA {legendado}
    http://www.youtube.com/watch?v=gxVkXHdK1DM
    Recomendo, abs, Caio

  • Langstein De Almeida Amorim

    -

    21/2/2011 às 12:08

    O Irã mandou há menos de quatro dias, um navio de guerra até a costa do Líbano. Pretexto: promover ensinamentos militares a seus seguidores. Israel alegou que se tratava de uma provocação.
    A saída da ditadura dos aitolás para inativar a fúria democrática das multidões do Norte da África e do Golfo Pérsico é intensificar as provocações a Israel até ouvir de seu governo uma ameaça de guerra real.
    A conduta política de Obama tem elevado o conceito dos Estados Unidos no sentimento dos povos democráticos. Antes de Obama, a elite política americana sempre ficava ao lado da minoria corrupta, que amparada na grande nação, saqueava os cofres públicos, empobrecendo os povos.
    Se nunca tivesse havido o bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba, uma classe-média independente dos favores do Estado teria se formado e agora poderia exigir a implantação de uma democracia representativa. Esse bloqueio não é contra Fidel Castro, é sim, contra o povo. Como adotar uma democracia eleitoral direta se Cuba vive em permanente estado de guerra defensiva? Os dois milhões de cubanos que Fidel Castro reúne em Havana quando fala em público, vão à praça contra o bloqueio comercial que é uma forma de perseguição à nação caribenha.
    Cesse toda perseguição ao povo cubano que este saberá decidir seu futuro!
    bons pontos, abs, Caio

  • Paulo Potiguara

    -

    21/2/2011 às 12:00

    Caio, não podemos esquecer que essa onda por democracia e justiça que varre os países do norte da Africa certamente vai chegar ao Brasil com a condenação de todos os “mensaleiros” pelo STJ.
    A hora é agora.
    Um abraço
    Um pouco otimista, caro Paulo, mas quem acreditava que a onda fosse tão grande e tão rapida na Africa do Norte e Oriente Medio? Abs, Caio

  • Marinho

    -

    21/2/2011 às 9:16

    O povo indicará o caminho a ser seguido, se optarem pelo caminho errado,os próprios pagarão pelo erro.Após muitos anos de tirania só espero que tenham aprendido.

  • Devildom voyeur

    -

    20/2/2011 às 21:55

    Caro Caio, eu não quis dizer que Israel deve buscar uma Eretz Yisrael dos tempos bíblicos. Eu também acho essa ideia absurda. O que eu quis dizer é que, em se tratando dos acontecimentos geopolíticos de Israel e os territórios palestinos, há imbecis que tentam misturar conceitos religiosos com políticas do mundo real sempre que acontece algum evento que os desagrada. Quanto ao resto, concordo.
    Perdão pela confusão, estou fazendo várias coisas ao mesmo tempo e neste momento mais concentrado na Líbia. Aliás, creio que seria o momento de acompanhar com mais atençao o que está acontecendo em Israel, mas não dá tempo, o ritmo dos eventos é muito vertiginoso, abs, Caio

  • Devildom voyeur

    -

    20/2/2011 às 20:48

    “me incomoda o imobilismo da política externa israelense”
    Caro Caio, eu sei que você não gosta do Netanyahu, mas será que os sucessivos fracassos das negociações dos processos de paz será sempre culpa do governo israelense? O Obama pode ser o que for, mas não é burro. A decisão dele não podia ser outra a não ser vetar a tal resolução parcial do Conselho de Segurança da ONU, cujo único objetivo era desviar as atenções do real problema, que é a absoluta incapacidade do senhor Abbas de negociar qualquer acordo com Israel para a solução de dois estados; porque é um fraco e não tem representatividade nenhuma entre os palestinos. Não bastasse o apoio à resolução parcial, indo contra os interesses dos EUA, ele ainda cancelou as eleições devido a desavenças com o Hamas. Uma figura patética como essa não tem condições de negociar nada, só não vê quem não quer. Sinceramente, com lideranças como essas, os palestinos vão acabar ficando é sem estado nenhum.
    Outra coisa que ninguém está comentando são os chamados Palileaks (documentos palestinos vazados para os veículos de comunicação Al-Jazeera e The Guardian). Se forem verdadeiros, eles mostram que os líderes palestinos estavam preparados para aceitar a legitimidade de um grande número de assentamentos israelenses. Assim como bairros judaicos na parte oriental de Jerusalém. O que desmoraliza a ideia de que os assentamentos representam “o maior obstáculo para a paz”. Talvez seja por isso que Obama vetou uma resolução estúpida que nada mais era do que propaganda antiIsrael.
    .
    PS – É incrível como há lixo antiIsrael espalhado por aí. Qualquer imbecil com um mínimo de conhecimento de história sabe que o que se entende por Eretz Yisrael, dependendo da interpretação, estende-se até onde hoje se encontra o atual Iraque. E não se limita à Cisjordânia.
    Meu caro, não gosto muito do Netanyahu, mas gosto muito menos do que se passa do outro lado, embora considere Abbas-Sayyad o melhor que Israel pode ter historicamente como interlocutores. Nao esqueça que Abbas é fraco em parte porque Israel o tornou fraco e o Bush fez a tremenda burrada de aceitar as eleicoes em Gaza que deram o poder para o Hamas. Mas com quem Israel vai negociar? Tudo volta para o imoblismo citado. Você tem razao: os documentos vazados comprovam que era e talvez ainda seja possível um acordo. Foi um erro do Obama forçar esta questao dos assentamentos quando forçou. E concordo que ele agiu corretamente (nao esperava algo diferente) ao vetar a resolucao da ONU. Foi uma provocaçao boba, talvez um gesto de desespero. Mostrou também como os árabes adoram trazer o espantalho israelense quando a coisa realmente assusta dentro de casa. Mas o essencial é se Israel pode (eu acho que deve) arriscar alguma ousadia diplomática neste nevoeiro geral no Oriente Médio. Sobre Eretz Israel, vai precisar ser uma Eretz Israel pequena geograficamente, como será pequeno o estado palestino. Tem o passado e tem a realidade politica. Por este raciocinio vamos dar razao para os hungaros, tribos indigenas, bolivianos, mexicanos etc, em busca de terras perdidas. Abs, Caio

  • Débora

    -

    20/2/2011 às 20:24

    Carlinhos,

    bilu, bilu , bi-lu !

    - Vá fazer o dever de casa, criatura !
    Cara Debora, como “feitor” deste espaço, eu encerrei o outro debate, abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    20/2/2011 às 16:56

    Embora eu reitere que conheço muito pouco o islamismo, creio que os adeptos dessa religião não aceitarão de bom grado o processo de secularização. Gianni Vattimo, filósofo italiano contemporâneo, afirma que a secularização é conseqüência da fé cristã. Recusar o secularismo é recusar o cristianismo. Parece-me improvável que os muçulmanos aceitarão a autonomia do pensamento, a liberdade da mulher, a leitura crítica do Corão etc. Se entre nós a secularização causa mal estar, imagine-se entre os muçulmanos. Sei que já escrevi sobre isso, mas me parece importante tratar desse assunto.

  • carlos cezar marques

    -

    20/2/2011 às 16:09

    Caio, me perdoe,
    mas preciso dizer que achei muito bonita esta frase da Débora: “estou aqui e alhures, permeando dimensões e percepções”… Existe aí literatura de muito boa cepa, filosofia e cognoscibilidade de grande magnitude…
    Meu problema é quando uma conversa paralela fica meio tensa. De resto, como você bem sabe, o espaço está aberto, abs, Caio

  • carlos cezar marques

    -

    20/2/2011 às 15:49

    Prezado Caio,
    Haja paciência, hein! O roubo de terras, por parte de Israel, chama muito mais atenção do que o regime iraniano! Essa pilantragem, esse banditismo é uma das causas graves dos conflitos entre árabes e judeus. Na minha humilde opinião, você faria melhor se escrevesse uma boa coluna sobre o descaramento de bandidos israelenses que invadem e roubam as terras dos palestinos. Já pensou sobre isso?
    Prezado Carlos, de fato, sou paciente, abs, Caio

  • alexandre

    -

    20/2/2011 às 15:47

    Vou aqui fazer algumas humildes previsões : Barein, Jordânia, Marrocos e Argélia irão caminhar para abertura política, sendo nos três primeiros através de uma monarquia parlamentarista constitucional com o primeiro- ministro escolhido por eleições diretas. Já na Líbia, se a revolta chegar em Trípoli e houve uma violenta repressão, o Kadhafi pode cair e se tornar o “Ceauscescu Árabe”, ou seja, julgado e fuzilado.
    Caro Alexandre, de fato previsões devem ser humildes nesta confusão no mundo árabe, mas algumas das suas fazem sentido. Argélia me parece, na minha tambem humilde previsao, a mais improvável de seguir este caminho mais placido, abs, Caio

  • Anouk

    -

    20/2/2011 às 14:41

    Débora,
    Quem foi que disse que eu quero matá-la? O que é isso? A propósito, com a minha estatura(física e ética) o paralelepípedo seria absolutamnete desnecessário. Você só conhece dois estados o da depressao e o da euforia, além de ser petulante e mal-educada. Por este motivo, termino o assunto por aqui. Nao seria justo abusar da paciência do Caio.
    De fato, agradeço se esta conversa acabar por aqui, abs, Caio

  • Fabricio Juliano

    -

    20/2/2011 às 13:54

    Caio concordo com vc quando diz que temos que nos preocupar com os manifestantes mortos no Irã e na Líbia, mas digo tb que é interessante o que vc e alguns aqui dizem que somos antiamericanos e só criticamos EUA e Israel. Porém vcs tb tem uma clara tendência em atacar com mais vigor os estados que não possuem governos aliados dos EUA. Acabo de assistir um vídeo pertubador dos protestos em Bahrain (Barein)http://www.youtube.com/watch?v=fwnUQcKXmMM&feature=topvideos&skipcontrinter=1 Realidade nua e crua. Esse estado tem um governo pró-EUA, ironico (só pra variar) que os manifestantes protestam por democracia e liberdade contra um governo que beija a mão daqueles que tem isso como princípío fundamental.
    Boa, Fabricio, mas voces quem? Eu nao sou filiado a leitores desta ou daquela linha por aqui. Estes videos no Bahrein estao em toda a parte, na CNN, no New York Times, no Jerusalem Post, em qualquer publicacao de pais com liberdade de imprensa. Existe, concordo, mais nuance da parte do governo americano em um pais como Bahrein. Mais facil bater no Khadafi ou Ahmadinejad. Mas o que Obama faria quando existe uma situaçao que mistura anseio por democracia com o risco de derrubada de um regime ali na esquina do Irã. O fundamental aqui é o vigor de repressao de regimes como o da Libia e do Irã, justamente pela inexistencia de amarras que sao as aliancas com os EUA e a falta de acesso da imprensa. Concordo que na Arabia Saudita uma repressao podera ser da pesada, ao estilo libio e iraniano. Faça um exercicio intelectual: tente terminar uma denuncia contra repressao em um pais como Irã e Libia, sem trazer os EUA para o fim do raciocinio. Abs, Caio

  • Débora

    -

    20/2/2011 às 11:35

    Anouk,

    Vc tá preocupado com o que sinto? sinto que vou morrer, como cada ser existente. Pretendo viver, todavia, semquem tenha que me envergonhar ad eternum.

    E ao sentimento de ubiqüidade e superioridade: pelo menos de vc pra ser uma Überfrau não se precisa muito – basta subir num paralepípedo.

    E se fazia referência a morte metafórica com que os lammers amaeçam uns aos outros. Eu repito: já passei dos 18 e não tenho tempo para tamanha infantilidade.

    Quer me matar? Manda um jagunço seu. ô tartaruga-ninja da terceira idade !

    ( eu já tenho tudo registrado e muito bem guardado.. )
    Pediria que os leitores desta coluna evitassem este tipo de conversa paralela. Fico numa saia justa, abs, Caio

  • carlos cezar marques

    -

    20/2/2011 às 11:24

    A Líbia não está roubando terras de ninguém, o Irã não está roubando terras de ninguém. A decisão dos Estados Unidos de não vetar o roubo de terras por Israel só irá aumentar o antiamericanismo nos países árabes e entre as pessoas de bom senso. Enquanto Israel continuar invadindo e roubando terras da Palestina, muitos continuarão revoltados.
    Caro Carlos, mesma pergunta: nenhuma gotinha de indignação com o roubo de vida na Líbia e afins? Outra hora mostro material como a questão palestina é a grande obsessão de amplos setores da esquerda internacional. Só é possível esquentar o comício com algum grito de Abaixo Israel. Neste domingão, me parece mais apropriado gritar Abaixo Khadafi. Voce consegue? Eu não tenho nenhum problema gritar Viva a Palestina, Viva Israel. Abs, Caio

 

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