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16/02/2011

às 6:00 \ Direitos Humanos, Oriente Médio

Somos todos egípcios, somos todos iranianos, somos…

Fogo e Sangue em Teerã - foto Efe

Como de hábito, devemos reagir com solidariedade e ansiedade (paternal, no meu caso) quando multidões de jovens saem às ruas pedindo democracia e o fim de ditaduras odiosas. No relativismo das coisas, Hosni Mubarak era um ditador suave, um opressor de segunda classe na sua categoria de gente. O desfecho até agora (sic) no Egito foi relativamente pacífico (cerca de 300 mortos) e existem promessas de uma transição democrática. Somente para ficar nas vizinhanças, há ditadores não apenas piores, mas que também não vacilariam em massacrar em escala pavorosa. Nem estamos falando o que poderiam fazer os chineses com um desafio frontal. Nunca se esqueçam da Praça da Paz Celestial, em Pequim, em junho de 1989.

Mubarak era moderado e pró-ocidental. Uma das formas de entender este atributo é que suas barbaridades eram circunscritas. O octogenário autocrata era monitorado pelos americanos. Hipocrisia ocidental tem estas vantagens, embora, é verdade, nem sempre tenha funcionado com alguns aliados. Mas funcionou no Egito, onde também houve o fator crucial do cálculo do Exército de não massacrar os manifestantes diante dos olhos do mundo. E o que vem pela frente no resto da região, em países em que a imprensa livre nem pode acompanhar a repressão, como no Irã?

A Tunísia do destronado ditador Ben Ali inspirou o Egito e o Egito reinspirou os jovens do Movimento Verde no Irã. Eles voltaram às ruas de Teerã e outras cidades iranianas esta semana, numa mobilização acima das expectativas, a maior desde que o regime do aiatolá Khamenei e do presidente Mahmoud Ahmadinejad esmagou os protestos contra as eleições fraudulentas de junho de 2009. Desta vez, os protestos não são apenas contra a fraude eleitoral, mas a fraude que é a ditadura deste aiatolá. Sayed Ali Khamenei é alvo direto dos protestos. Bacana escutar o slogan rimado “Ben Ali, Mubarak, agora é sua vez, Sayed Ali”. O Egito de Mubarak tinha um Parlamento-fantoche, o do Irã de Khamenei tem deputados bandoleiros pedindo a execução dos dois principais líderes de oposição.

De volta às ruas. Os manifestantes egípcios ensinaram uma lição: é preciso ocupar o espaço físico, a praça. Não é possível voltar para casa. Protesto para derrubar uma ditadura não tem horário comercial. Mas os opressores iranianos também aprenderam lições: não é possível deixar os manifestantes ocuparem a praça. Os ativistas iranianos tomaram nota e seus manuais de agitação agora recomendam mobilizações ágeis e esparsas antes de tentar chegar numa praça. E aqui repito os sentimentos de solidariedade e ansiedade. A revolta no Irã poderá ser muito sangrenta se persistir. Evidentemente, não vou prever se a ditadura iraniana poderá cair em 18 dias (como no Egito), 18 semanas ou 18 meses (espero que não leve 18 anos).

O objetivo imediato dos manifestantes foi alcançado: após 14 meses de silêncio, a oposição mostrou que está viva e desmascarou a farsa orwelliana do regime Khamenei-Ahmadinejad, que saudou a queda de Mubarak como um “despertar islâmico” e um brado de liberdade. O regime de Teerã obviamente nega a seu povo esta liberdade e os manifestantes no Irã querem apressar o crepúsculo desta ditadura islâmica.

Em contraste a 2009, quando o governo Obama foi reticente para encorajar os protestos contra o regime dos aiatolás, desta vez existe uma postura mais incisiva. Vale lembrar que o apoio ocidental a manifestantes iranianos pode ser contraprodutivo diante da propaganda do regime islâmico de que o “grande Satã” e seus “aliados sionistas” estão fomentando a rebelião. Mas depois dos acontecimentos na Tunísia e Egito, onde caíram regimes pró-ocidentais, seria esquisito americanos e ocidentais não denunciarem com determinação o que está acontecendo no Irã e não deixarem claro a hipocrisia de Khamenei e Ahmadinejad.

Mas, de volta às ansiedades. Você estimula protestos contra uma ditadura odiosa e se os manifestantes são massacrados? Na insurreição anticomunista de Budapeste, em 1956, os ocidentais deixaram na mão os manifestantes, que tinham escutado palavras de encorajamento (eram tempos do rádio e não Internet). Há 20 anos, o governo do primeiro presidente Bush estimulou e depois se distanciou da sublevação contra a ditadura de Saddam Hussein.

Mas a história dá umas voltas curiosas. Saddam Hussein era um ditador que não vacilava em matar os cidadãos do seu país em larga escala para ficar no poder. Justo perguntar se os xiitas e os curdos se livrariam do genocídio sem a intervenção militar americana do segundo presidente Bush? Talvez apenas sofrendo um genocídio. Não dá para comparar o custo humano da ocupação americana com o que Saddam fez com o seu povo na era anterior. Foi muito pior.

Eu adoraria se esta teoria do dominó (de ditaduras caindo lá no Oriente Médio) funcionasse com um ditador como Bashar Assad, na Síria. Está aí um regime ainda mais tenebroso do que o de Mubarak. Nao é cliente americano, mas é secular. Basta ver o que fez o papai Hafez, de quem Bashar herdou o poder. Um dos maiores crimes contra a humanidade praticados no Oriente Médio moderno aconteceu em 1982 quando o regime Assad esmagou uma rebelião na cidade de Hama. Morreram entre 10 mil e 25 mil pessoas, inclusive mulheres e crianças. Os rebeldes não eram jovens bacanas, ao estilo destes do Cairo ou Teerã. A rebelião era obra da filial síria da Irmandade Muçulmana, que há 30 anos não fingia tanta moderação, como agora no Egito.

E aqui temos outra dilema de solidariedade. Revoltas contra tiranias podem acabar com um belo final, em um fracasso sangrento ou em uma outra tirania.

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172 Comentários

  1. VITAL PONTES

    -

    16/02/2012 às 22:34

    A irmandade Mulçumana trará de volta a autenticidade do Egito, quem sabe declarando uma nova guerra a ISRAEL, mas é preciso se alinhar melhor ao IRÃ, pois ambos tem interesses semelhantes. ALLAHU AKBAR

  2. Thiago

    -

    11/02/2012 às 9:53

    Tive a oportunidade de conhecer muitos coptas em sites de aprendizado de idiomas e TODOS eram pró-Mubarak e estão aterrorizados com o crescimento da perseguição religiosa (que sempre foi grande) no país. Mas a parte mais triste é que muitos deles – incluíndo o papa Shenouda – ainda vejam com bons olhos a perseguição que acabou com a comunidade judaica do Egito nos anos 50. Não é sem motivo que muitos consideram os coptas os ‘critãos mais anti-semitas do Oriente Médio’…
    .
    Acho que a grande diferença entre as “revoluções” do Egito e da Síria é a situação das elites militares de cada país.
    Mubarak era só a face civil de uma ditadura militar que só o entregou tão facilmente por ele ter sido abandonado pelo Bobama como se fosse uma múmia inútil, e não o maior aliado americano entre os muçulmanos. Além do mais, os militares ainda tinham a pretensão de sair como heróis – como até foram considerados no começo.
    Já na Síria a força militar e a classe dominante são formadas por alauítas. Eles sabem que se o Assad cair todos serão massacrados com ele. O exército e o governo do país lutam por suas vidas, já os militares do Egito continuarão no poder com liberais, Irmandade Muçulmana ou Salafis…

  3. Sorales

    -

    03/02/2012 às 19:00

    Caio
    Eu acho que esta sua tese de ditadura mais branda ou menos branda é relativa. Por exemplo:O que vc acha que aconteceria se houvesse manifestações contra a monarquia nas ruas de Jedah, na Arábia Saudita? Inverto a pergunta: Por que não há manifestação de rua contra a ditadura da monarquia saudita? Nesse sentido, quanto mais dura e férrea for a ditadura, menos morte.Porque, tolerância zero, em se tratando de ditaduras verdadeiramente férreas,gera menos mortes. Porque desencoraja qualquer tentativa de se sair nas ruas para pedir o fim do regime – como querem os utópicos da Primavera Árabe -, porque seria a morte certa, sem dó nem piedade. Pois a ditadura saudita é como uma cela de segurança máxima, que não dá a mínima chance para a liberdade. Tão brutal quanto a ditadura saudita, se assim fosse a do Egito,com Mubarak, talvez não houvesse tantas mortes, porque ninguém se exporia em protestos diante da certeza da morte. O mesmo podemos dizer da ditadura de Bashar Assad, na Síria. De modo que, dentro desta sua teoria, antes uma ditadura sem mortes que uma com mortes. No entanto, posso lhe dizer que, no Irã, ainda há um equilíbrio de forças no plano da militância política que, de certa forma, permite um certo espaço para o aiatolás administrarem a situação.No caso do Egito, especificamente, a queda de Mubarak se deu devido a um golpe de estado perpetrado por militares. Até que se prove o contrário; se realmente o poder for transferido ao povo pelas vias democráticas.

  4. J.P.Silva Neto

    -

    07/11/2011 às 14:20

    Os terraqueos de hoje,já não toleram mais a patifaria de certos dirigentes malandros, que ainda não entenderam o que é ser um representante do povo. Estes dirigentes a que me refiro fiquem espertos pois as cabeças deles rolarão igual a de Kadafi. Larguem a banana enquanto tem oportunidade. Não adianta chorar no inferno e nascer retardado mental aqui. O poder é bom, muito bom para quem não tem Deus no coração. E estes representantes do povo que os tortura, terão que prestar contas, não a um tribunal comum mas a sua consciencia, que é o pior de todos os juizes. Que a paz e no minimo a justiça possa habitar o coração de todos.

  5. primavera brasileira

    -

    06/10/2011 às 18:49

    O Presidente Obama está preocupado com rebelião no Irã? vai ver não assistiu o Jornal Nacional, ontem, sobre as manifestações, em mais de 100 cidades americanas. A água tá batendo na bunda dele.
    Nossa gente, foi revelador essa informação que os árabes fazem jogo duplo! é..???? desde de quando?
    A coerência americana é menos ruim.
    e lembrem-se sempre: http://www.youtube.com/watch?v=c0uwLj5aNys
    Dia 12,quarta, grande manifestação contra corrupção. Nós derrubar Sarney, esse …

  6. edvaldocavalcante

    -

    29/08/2011 às 10:19

    Aqui no Brasil temos um elemento extremamente perigoso para a´população chamado José Dirceu, que se acaso tivesse poderes para tal, não hesitaria em massacrar o povo para permanecer no poder, ou alguém duvida do que estou afirmando? Lembrem do prefeito de Santo André.

  7. Erlane

    -

    28/08/2011 às 18:33

    Os americanos so ficam na espreita poe mao e puxam no momento certo , e o certo e que as ditaduras sangrentas e perpetuas estao caindo.

  8. jamal abdel jabbar amer

    -

    07/07/2011 às 9:41

    excelente ter um jornalista do seu quilate, falar de hipocrisia, não sei sua origem gostaria DE SABER SE É JUDEU OU GERMÂNICO, POIS EU SOU FILHO DE IMIGRANTES PALESTINOS QUE VIERAM PARA O BRASIL EM 1954 DESEMBARCANDO NO PORTO DE SANTOS, SOU FARMACÊUTI-BIOQUÍMICO,QUANDO VOCE FALOU DA RAINHA RÂNIA DA JORDANIA ACHEI INCRÍVEL, POIS QUEM CASA COM UM REI FACÍNORA FILHO DE UM OUTRO REI ,É CONIVENTE, POIS DITADURA NÃO DEVERIA EXISTIR E SIM SEMPRE DEMOCRACIA, REALMENTE É UM PRIVILÉGIO PODER LER E ACOMPANHAR SUA TRAJETÓRIA JORNALÍSTICA VOCE É AUTÊNTICO E SEMPRE TERÁ O MEU RECONHECIMENTO , ACONSELHO MEUS COLEGAS DE PREFEITURA A LER SOBRE VOCE SE QUEREM SABER MAIS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS, PENA QUE A ARÁBIA SAUDITA PIOR DINASTIA DO MUNDO E QUE FOMENTA TODAS AS DITADURAS ESTEJA IMPUNE GRAÇAS A HIPOCRISIA IANQUE QUE PRECISA DE PETRÓLEO .PARABÉNS NOBRE.
    Valeu, caro Jamal, sou judeu de origem russa, abracao, Caio

  9. Laertes Rebelo

    -

    07/06/2011 às 14:46

    O grau de tirania é relativo e varia de acordo com a cultura política de cada país. No Brasil, a tirania se manifesta de forma sutil, mas está presente. Veja-se o caso do Palocci, que permanece ministro graças ao apoio do ex-presidente Lula – esse tirano popular que ainda governa o país.
    Caro Laerte, obrigado pelo comentário, mas recomendo que seja colocado na coluna mais recente, abs, Caio

  10. Vanderlei

    -

    24/03/2011 às 10:17

    Caio, quando será a vez de Cuba e Coréia do Norte? são ditaduras ainda mais antigas que as de Mubarak e Kadafi.
    Cuba é um misterio, desafia a logica, abs, Caio

  11. André

    -

    21/03/2011 às 17:22

    Caio, creio no seguinte.
    Independente do país, região, cultura. O ser humano tende a ser igual no seguinte aspecto:
    Quando o mesmo é colocado contra a parede, reage, e invariavelmente reagirá com violência, seja ela física ou mesmo escrita.
    Enquanto houver ódio, enquanto houver disputas territoriais, sempre haverá uma batalha.
    Um dia alguém terá que seder, e o primeiro que der esse passo mostrará a verdade, e o processo quem sabe mudará.
    Israel poderia dar um exemplo então aos seus vizinhos e seder espaço e terra, ajudar a construir uma nação. Dar o exemplo.
    Mas não a faz. A juventude mundial exigirá uma nova ordem mundial, os países ricos lentamente estão sucumbindo e sua dependência está cada vez mais vigente graças ao poder militar, que não poderá ser sustentado por economias decadentes.
    Toda ditadura cai, mais cedo ou mais tarde, e a ditadura do Capitalismo americano cairá em breve, e quem será que liderará nosso mundo em seguida? A China? O Irã? Israel? No mundo de hoje …. simplesmente espero que não seja nenhum destes, porém também não consigo imaginar ninguém ….
    Andre, concordo que Israel precisar negociar com mais vigor, mas nao compartilho com voce esta categorizacao da ditadura do capitalismo americnao e outras colocacoes, abs, Caio

  12. Carlos Soares

    -

    21/03/2011 às 8:32

    Caior Blinder, concordo plenamente com o seu comentário, mas voce omitiu Israel, que é tirânico com o Povo Palestino, reprimindo e oprimindo seus ideias libertários, sufocando seus habitantes, com um
    expansionismo intolerante e racial, como se a “solução final”, seja
    a meta israelense, quem sabe, se não seja isto, pois são tratados como
    ralés.
    Caro Carlos, discordo quase que plenamente do seu comentario: sim, apoio os ideais libertarios do povo palestino, mas nao conduzidos por Hamas e gente intolerante e racista do genero. O Hamas esta reprimindo manifestacoes em Gaza por unidade palestina e por democracia. Comecou a disparar foguetes contra Israel para porovocar, Hamas vive do martirio permanente, da tal resistencia, vive do sangue. Por favor, solucao final israelense, que analogia infame, abs, Caio

  13. Maria

    -

    18/03/2011 às 15:15

    Os jovens da Líbia querem ver TV e Internet. São modernos e querem liberdade para falar e se expressar com pessoas de todo o mundo.

    Kadafi está promovendo um banho de sangue só porque o povo quer democracia. O Brasil já viveu sua ditadura, onde jornalistas eram torturados e pessoas eram mortas.

    Sou a favor da resolução da ONU pois sou contra qualquer tipo de ditadura. Parabenizo a ONU por finalmente querer impedir maiores massacres da população pelo sanguinário ditador Kadafi.
    Cara Maria, ha outros jovens que nao querem ver tv e internet na Libia, abs, Caio

  14. Devildom voyeur

    -

    15/03/2011 às 16:29

    Caio, leia esta notícia:
    .
    “O porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanaparast, disse nesta terça-feira que a presença de tropas estrangeiras no Bahrein é inaceitável, um dia depois de tropas sauditas terem entrado no país para ajudar a conter os protestos contra o governo. A presença de forças estrangeira e a interferência em assuntos internos do Bahrein é inaceitável e irá complicar a situação — disse Mehmanparast em entrevista coletiva.”
    .
    Pois bem, se o Irã se meter nesse imbróglio (a esta altura, eu não duvido de mais nada), essa não seria uma excelente oportunidade para Israel finalmente bombardear as instalações nucleares iranianas, com a justificativa de estar “aliado” ao esforço saudita? Será que os sauditas aceitariam publicamente uma aliança com Israel? Eu chego a pensar que isso é possível.

    Pode degringolar, mas as analises variam, desde que o Irã vai incendiar a outras que prefere ficar quieto deixando tudo pegar fogo por si. Creio que Israel está agora com as mãos atadas, muito nevoeiro na região, abs, Caio

  15. Carlos Ulivieri

    -

    11/03/2011 às 12:41

    Sempre seremos os bonzinhos, como tentou este comentarista colocar. Mubarak era o melhorzinho pois era pró-ocidente. Até quando devemos aceitar as imposições imperialistas desta mídia marron pró-EUA? Quando o petróleo entrará na pauta? Quando as atrocidades e jogos de bastidores de Israel serão contados levados em consideração?

  16. João Moreno Romero

    -

    09/03/2011 às 12:58

    Vou tentar completar o título…”somos todos egípcios, somos todos iranianos, somos todos humanos”.
    Somente a troca de regimes seria uma ilusão que custaria sangue de inocentes,sem resolver a miséria imposta pelos donos do Poder. Autoritarismo e democracia “frouxa”,causariam quase os mesmos efeitos para a população e anseia por Justiça, igualdade social,para lograr uma vida digna, perante todas as sociedades.
    Neste momento, aonde estão os países ricos que assistem os masacres, via satélite, sem intervir severeramente contra esses loucos que massacram os SERES HUMANOS, independetemente de raça, religião e interesses econômicos.
    Vamos deixar de fabricar armas, pacificar o mundo, respeitando os seus territórios, suas crenças, enfim, tratando todos como seres humanos.

  17. egipsom

    -

    08/03/2011 às 11:19

    Essas tirania irá por um fim breve meu caro Jornalista,a ciência avança junto com a tecnologia universal.Os jovens de hoje irao erguer os estandartes da paz mundial,os tempos e os dias desses Ditadores estão contados e computadorizados pela nova geração aguardem.
    Eu, de uma geraçao mais velha, sigo ceticamente otimista, abs, Caio

  18. ney

    -

    07/03/2011 às 10:24

    A visualização da situação leva-nos a detectar uma realidade, como estes países árabes vão desenvolver um judiciário, legislativo e executivo autônomos, equilibrados, montar uma constituição imparcial, justa e humanista. Nosso país com mais 120 anos de republica, tentando praticar democracia neste período, ainda capenga e tem distorções graves em vários aspectos para atingir uma democracia plena. Fico a imaginar se estas nações não tiverem uma meta democrática imutável, fica quase impossível se tornarem livres e de bons costumes.

  19. Fernanda Rodriguez

    -

    05/03/2011 às 16:00

    O que mais me incomoda, dentro da cultura muçulmana, é a mudança de poder de uma mão tirana para outra. Gostaria de achar uma resposta sem criticar severamente esta cultura religiosa que sofre com tantas interpretações equivocadas, ou deveria dizer, utilizada como instrumento de manipulação de massas, para ações equivocadas?!
    Por que cultura muculmana? Aconteceu tanto na cultura latino americana, na cultura asi’atica, em tantas culturas. A discussao pertinente é como paises do mundo arabe vao encarar o desafio politico e filosofico da democratizacao, como aconteceu em outras culturas. Varias ditaduras pos coloniais no mundo arabe, como Nasser e Assad (o pai do atual ditador), eram seculares e massacraram fundamentalistas islamicos. Outras ditaduras sao de fato islamicas e algumas delas, como a Arabia Saudita, aliadas de carne e osso dos paises lideres da civilizacao ocidental, abs, Caio

  20. Fernanda

    -

    05/03/2011 às 15:57

    O que mais me incomoda, dentro da cultura muçulmana, é a mudança de poder de uma mão tirana para outra. Gostaria de achar uma resposta sem criticar severamente esta cultura religiosa que sofre com tantas interpretações equivocadas, ou deveria dizer, utilizada como instrumento de manipulação de massas, para ações equivocadas?!

  21. Heitor

    -

    02/03/2011 às 21:49

    Eu gostaria fossemos todos egípcios quando lutando por nossos assuntos. Porém, não acredito em revoluções cujos perpetradores adotem a cultura do apedrejamento de adulteros ou circuncisão feminina; muito menos boto fé em revoluções cujos participantes ainda fazem as mulheres lamberem panelas em brasa para comprovar inocência. Lógico que fiz uma salada porque o mundo árabe é bem vasto apesar do clima desértico.
    Caro Heitor, o mundo árabe de fato é vasto, existem apedrejadores e contrarios a apedrejadores, muita gente esta fazendo revolucao justamente contra isto, outros tem esta agenda. Abs, Caio

  22. Heitor

    -

    02/03/2011 às 21:39

    Caro Caio Blinder, voltarei amanhã para ler seu texto com mais calma, mas eu acredito que faltou o fato histórico da Baía dos Porcos, onde John Kennedy deixou os cubanos nas mãos de Fidel Castro.
    Caro Heitor, o Kennedy nao deixou os cubanos na maos. A invasao foi mal executada e redundou em fiasco porque nao engatilhou a insurreicao esperada. Os cubanos é que deixaram o Kennedy na mao, abs, Caio

  23. Cezar

    -

    02/03/2011 às 9:08

    Os países acidentais, como a ONU, parecem ter uma ingenuidade que não passa de fachada. Acreditam na troca de governos autoritários, de ditadores, sim, sanguinários, por democracias racionais. Ledo engano!
    Creio que naquele lado do mundo, com a saída desses ditadores odiosos, vai-se trocar seis por meia dúzia. Saem eles, mas entram governos de ditadura religiosa, com seus clérigos radicais.
    É brincadeira que esses líderes religiosos falem em tolerância religiosa. Seu discurso interno, em árabe, bem diz a Veja, é de aniquilamento de Israel.
    Mas o mundo, acompanhado da ONU, tem sido excessivamene tolerante com os árabes, em seu radiscalismmo pró aniquilamento de Israel, mas se apressam em condenar o país que tem, senão a única democracia de fato, do oriente médio, a principal e autêntica.
    Os palestinos, por exemplo, são gente, almas humanas que merecem respeito básico ao seu direito de existência, existência condigna. mas eles já tem um território maior que todo o Estado de Israel: a Jordânia, país formado por cerca de 80% de palestinos.
    É só imaginarmos uma outra nação cuja população fosse de cerca de 80% de brasileiros.
    Os palestinos já têm um território, repito, maior do que Israel, e bem podiam ser assentados ali, com a ajuda das outras nações e da ONU. Mas não, nem terra eles querem; querem, sim, aniquilar Israel. Só isto os satisfará, como aos árabes em geral. Para eles, Israel bom é Israel morto! Sá farão a paz com Israel aniquilado.
    Vou ser claro: sua mensagem supostamente pró-Israel é tão infame como a mensagem genocida de Mahmoud Ahmadinejad ou outros que pregam o aniquilamento de Israel, com acusacoes genéricas e racistas contra ãrabes ou palestinos.

  24. amauri

    -

    01/03/2011 às 9:02

    Quem arma a populacao das favelas do Rio?
    Quando Fernandinho Beria Mar foi preso, estava com membros das Farc, disse ele que trocava armas por drogas. Segundo a P.F. a grande parte das armas vem de contrabando, bem provavel que seja dos mesmos que trocavam drogas por armas. Desculpa em achar que não tinha sido publicado este comentario, achei que tivese colocado em outro post seu. abs
    Amauri, no caso da Libia as indicacoes sao de que existem poucas armas nas maos dos manifestantes (exceto é claro entre os militares que desertaram). No comeco, os manifestantes eram simplesmente massacrados pelas forças leais ao Kadafi. Em Bengazi, foram usados explosivos num carro (nao suicida) arremessado contra uma prisao. Ali foram encontrados soldados que tinham sido trucidados pelos demais pois tinham se recusado a atirar nos manifestantes, falo isto meio de orelhada, pois estes detalhes nao estou acompanhando, abs, Caio

  25. Devildom voyeur

    -

    28/02/2011 às 16:25

    Depois, quando eu digo que os radicais islâmicos preconizam a guerra entre o Islã e o Ocidente (the collective body of Muslims and the collective body of Jews i.e. all Muslims and all Jews), alguns leitores dizem que essa ideia não passa de tolice hipócrita de quem pretende esconder os verdadeiros interesses imperialistas dos “bandidos estadunidenses” no Oriente Médio. Como se alguma vez eu tivesse negado que a política externa dos EUA para região quase sempre gira em torno do petróleo. Para quem ignora o perigo do fundamentalismo islâmico, eis aí as palavras do senhor Qaradawi.

  26. amauri

    -

    28/02/2011 às 14:36

    Boa tarde Caio!
    O discurso de guerra civil na Libia toma corpo, como voce anteriormente já previu. O porte de armas vem sendo imposto na África desde o fim da segunda grande guerra. Em países totalitários a proibição de armas na população civil deve ser ainda mais feroz. Quem estará armando a população? abs
    Quem arma a populacao das favelas do Rio? No caso da Libia, ha mercado negro, ha desercoes e tudo indica que a milicia pro-Kadafi está mais bem equipada que os rebeldes. Talvez isto leva a algo que eu subestimei na semana passada, que seria uma açao internacional mais vigorosa. Curiosamente, aqui nos EUA foi retomada a velha aliança entre neoconservadores e intervencionistas liberais, Abs, Caio

  27. Devildom voyeur

    -

    28/02/2011 às 0:34

    Caro Caio, eu não sei se você já leu a Veja desta semana, mas há na seção Especial uma reportagem sobre como os fundamentalistas islâmicos (com destaque para o xeque yusuf Al Qaradawi) fazem jogo duplo para enganar os ocidentais ingênuos. Segue trecho:
    .
    “Dependendo da audiência, dizem aceitar eleições democráticas, criticam a perda de vidas inocentes em ataques terroristas e pregam a convivência pacífica entre as religiões. Vendem-se, assim, como democratas, reformistas e modernos. O discurso é outro quando falam em árabe e se dirigem aos seus conterrâneos.”
    .
    Pois bem, neste vídeo (http://palwatch.org/main.aspx?fi=381&fld_id=381&doc_id=1143) o senhor Mahmoud Abbas diz claramente — em árabe, para os palestinos — que não pretende aceitar a legitimidade do Estado de Israel. Este é um de vários exemplos que mostram que a atual liderança palestina não difere da anterior — com exceção da questão do chamado “direito de retorno” dos descendentes dos refugiados palestinos, de acordo com os documentos vazados. As posições do atual governo israelense podem parecer arrogantes, mas, na minha opinião, são consequência da falta de compromisso da parte palestina de se desvencilhar das “forças maiores” que não aceitam a existência de Israel. E essa nova dinâmica política da região não alterará as posições do atual governo israelense. E eu acho que não deve alterar mesmo, por motivos óbvios…
    .
    PS1 – as reportagens da seção Especial estão ótimas, com exceção da coluna politicamente correta do senhor André Petry. Essa bobagem de que “Israel aprofunda seu isolamento diplomático” já existe há décadas. Essa gente não muda a ladainha…
    PS2 – o senhor Hassan Nasrallah disse o seguinte em discurso em Beirute, em 2008: “Israel pode, sim, centenas de vezes sim, deixar de existir.” Alguém precisa dizer urgentemente ao senhor Noam Chomsky que o Hezbollah não é um simples partido político lutando pelos interesses nacionalistas dos libaneses.
    Li, claro. Jeffrey Goldberg, que obviamente voce deve conhecer, como sempre atento. Publicou um texto aterrador sobre o Qaradawi no seu blog no site da Atlantic. Vai abaixo, abs, Caio

    **

    Sheikh Qaradawi Seeks Total War
    INTERNATIONAL FEB 23 2011, 1:01 PM ET
    Mark Gardner and Dave Rich did yeoman’s work not long ago, analyzing the Egyptian cleric Sheikh Yusuf Qaradawi’s 2003 book, Fatawa Min Ajl Falastin, or Fatwas on Palestine, and came to the conclusion that this putatively moderate Islamic cleric argues clearly and consistently that hatred of Israel and Jews is Islamically sanctioned, and that the destruction of Israel is mandated by God:
    Qaradawi underlines the need for Muslims all over the world to involve themselves
    in the Israel/Palestine conflict when he goes on to discuss the question of Jerusalem:
    The Palestinians do not have the competence to decide on the fate of Jerusalem
    without resorting to the Muslims all over the world. This, consequently,
    makes it obligatory upon every Muslim wherever he is to defend Jerusalem,
    and al-Aqsa Mosque. This is an obligation upon all Muslims to participate
    in defending Jerusalem with their souls, money, and all that they possess,
    otherwise a punishment from Allah shall descend on the whole nation…
    Qaradawi compares this call for action with what he sees as the collective Jewish
    participation in the oppression of the Palestinians:
    The conquerors [of Palestine] are those with the greatest enmity toward the
    believers, and they are supported by the strongest state on earth – the USA,
    and by the world Jewish community.
    If every Jew in the world thinks himself a soldier, and supports Israel as much
    as he can, surely every Muslim should be a soldier using his very soul and
    wealth to liberate al-Aqsa. The least the Muslim can do is to boycott the
    enemies’ goods.
    Qaradawi personalizes the conflict, warning Muslims not be friends with Jews, because such friendship might diminish the desire on the part of Muslims to wage jihad against Israel. Qaradawi writes:
    Receiving enemies in our own countries and visiting them in the occupied
    lands would remove such a psychological barrier that keeps us away from
    them, and would bridge the gap that keeps the desire for Jihad against them
    kindled in the hearts of the Ummah.
    Gardner and Rich make the connection between Qaradawi’s disapproval of all Jews with a famously antisemitic hadith, or saying of Muhammad:
    Qaradawi’s classification of ‘every Jew in the world’ as an enemy may refer
    to contemporary events for its justification, but it has a deep theological purpose. A
    chapter of the book is devoted to a discussion of the hadith that reads:
    ‘The last day will not come unless you fight Jews. A Jew will hide himself
    behind stones and trees and stones and trees will say, “O servant of Allah – or
    O Muslim – there is a Jew behind me, come and kill him.”‘
    This hadith is used by many radical Islamist groups to incite conflict between
    Muslims and Jews.
    Gardner and Rich point out that the saying in question is cited in the charter of Hamas, and that Qaradawi refers to it as “one of the miracles of our Prophet.” He then continues to describe “how this battle between Muslims and Jews is one of the preconditions that needs to be fulfilled before the Day of Judgment can come,” writing:
    [W]e believe that the battle between us and the Jews is coming … Such a
    battle is not driven by nationalistic causes or patriotic belonging; it is rather
    driven by religious incentives. This battle is not going to happen between
    Arabs and Zionists, or between Jews and Palestinians, or between Jews
    or anybody else. It is between Muslims and Jews as is clearly stated in the
    hadith. This battle will occur between the collective body of Muslims and the
    collective body of Jews i.e. all Muslims and all Jews.

  28. Devildom voyeur

    -

    26/02/2011 às 20:22

    Caro Caio, desculpe por retornar a este assunto, mas na sua resposta ao meu comentário de 20/02/2011 às 20:48, você diz o seguinte: “Mas o essencial é se Israel pode (eu acho que deve) arriscar alguma ousadia diplomática neste nevoeiro geral no Oriente Médio.”
    Este vídeo (http://vimeo.com/16183249?hq_e=el&hq_m=2429671&hq_l=17&hq_v=748d2ef08a) mostra de maneira resumida como governos israelenses anteriores “ousaram diplomaticamente” na tentativa de fazer um acordo de paz definitivo com os palestinos, mas fracassaram. Outro fato é que os líderes palestinos já tiveram a chance de estabelecer um estado palestino em quase 100% do território da Cisjordânia, mas recusaram devido à resistência de aceitar a ideia de dois estados lado a lado. O que mostra que os assentamentos judaicos são apenas um pretexto para não se negociar com Israel. Por que o governo israelense atual deve insistir em negociações diretas sem que as lideranças palestinas reconheçam a existência de Israel como um estado judeu e democrático? Até o Obama já começou a perceber a futilidade de insistir em negociações diretas sem que a parte palestina reconheça a legitimidade do Estado de Israel. Mas se você considera que ousar diplomaticamente é aceitar a ideia absurda do chamado “direito de retorno” dos descendentes dos refugiados palestinos, isso, governo israelense nenhum jamais fará. Nem direitista nem esquerdista.
    Meu caro, nao tem problema voltar ao assunto. Dois pontos: quando falo em ousar diplomaticamente, é em funcao de uma nova dinamica politica em toda a regiao. Talvez Israel tenha que negociar com os palestinos por necessidade estrategica se o quadro geopolitico ficar salgado. E neste contexto, deu para entender? Sobre o ponto do final do seu comentario, os documentos vazados sobre as negociacoes Abbas/Olmert mostraram que pelo menos esta liderança palestina sabe que nao existe o direito de retorno de refugiados, apenas algo simbolico como cinco mil a dez mil. Os parametros de um acordo existem desde as negociacoes Clinton/Arafat/Barak. A questao, como voce falou, é disposicao politica dos palestinos. Eu acho que na ocasiao Israel fez uma proposta plausivel, mas Arafat é a tal historia de nunca perder uma oportunidade de perder uma oportunidade. Qualquer acordo sera um pior negocio agora para os palestinos e um melhor para Israel, pelo menos negociando com a atual lideranca palestina. Por que nao ousar? Abs, Caio

  29. Leonardo Varuzza

    -

    26/02/2011 às 12:49

    Somos todos maranhenses
    Otima campanha a ser lançada, abs, Caio

  30. Eduardo Araujo

    -

    26/02/2011 às 10:00

    Caro Caio,
    A chamada primavera arabe, ja e uma realidade, devemos ter sem na Democracia e nos Direitos Humanos uma referencia estrategica para humanidade, mas não podemos ser ingenuos, e devemos ter a visão de quais os interesses que estão em jogo, Petroleo, petroleo e mais petroleo.
    Desta forma a estabelidade politica e o espirito de convivencia democratica se tornam um ativo mais que politico, se tornam um efetivo ativo economico. O Brasil tão criticado por voce, vai se tornando a reerencia maior para os investimentos seguros no mundo, e o nosso povo da exemplo de progresso civilizatorio, aqui temos energia (inclusive petroleo), temos minerios, temos alimentos, temos agua, e temos um povo e uma cultura que permite Judeus, arabes etc conviver sem nenhuma crise ou disputa politica, aqui o nosso grande presidente Lula, recebeu Amardinejad do ira, mas ele foi recebido pelo unico Governador Judeu do Brasil o Governador da Bahia.
    Eduardo, tudo bem? Sem entrar em detalhes, mas com uma politica externa mais embasada (e ha alguns tenues sinais positivos no novo governo) e resolvendo alguns “probleminhas” internos, o Brasil sera uma referencia ainda maior. Sobre o Wagner, na Bahia, foi uma tarefa ingrata a ser cumprida. Espero que no minimo metaforicamente ele tenha lavado as maos depois, abs, Caio
    PS: Nenhum dirigente de pais importante, eleito de forma plenamente no mundo, alem do Lula, foi tao efusivo com o Ahmadinejad. Os livros de historia nunca vao apagar esta mancha no curriculo do grande presidente.

  31. Sherlock

    -

    25/02/2011 às 11:27

    Prezado Caio,

    Só uma dúvida sincera (não é ironia), pois pelo texto não consegui captar a sua opinião:
    Quando você menciona: “Não dá para comparar o custo humano da ocupação americana com o que Saddam fez com o seu povo na era anterior. Foi muito pior.”
    A frase “Foi muito pior” se refere ao custo humano da ocupação americana ou às ações do Saddam?
    Abraço. Muito sucesso!
    Duvidas a vontade, de fato, disparo as respostas e as vezes nao ficam claro. Digo que o custo da ditadura Saddam foi muito pior do que a ocupacao americana. Saddam praticou genocidio contra xiitas e curdos e foi ai. A mesma coisa no Afeganistao. Finalmente, organizacoes de defesa dos direitos humanos reconheceram que o os rebeldes do Taliban matam muito, mas muito mais civis, do que as tropas americanas ou da Otan, abs, Caio

  32. miqueias

    -

    22/02/2011 às 17:07

    2012

  33. melquezedeque

    -

    22/02/2011 às 16:04

    li com bastante atenção e compartilho de todo esse pensamento, e acabo de fazer alguns comentários na página da veja, justamente sobre esses aspectos solidários, enfocando a necessidade de toda humanidade (ocidente)principalmente apoiar nas mais diferentes formas, jeito e maneira, a líbia e qualquer nação que seu povo se levante para um despertar e o viver de uma nova era, de um novo modelo, o direito a vida, liberdade, viva a democrácia líbia, viva, viva……..

  34. Daniel

    -

    22/02/2011 às 12:47

    Olá, Caio. Ótimo artigo e bastante ponderado também. Sou mais simpático à solidaridade ao povo que se rebela contra uma ditadura. Faltaria coesão aos governos democráticos em apoiarem tais movimentos, inclusive com ações para a deposição de déspotas tiranos? Enfim, se um povo não tiver condições de instaurar uma democracia em seu próprio território, não deverá outro povo que deverá faze-lo. É a célebre frase de D. Pedro, “Independência ou Morte!”, que se faz flamejante nesse momento.

  35. célio marques

    -

    21/02/2011 às 17:12

    o senhor carlos cézar marques deve acreditar que se israel devolver os territórios ocupados aos palestinos,cessariam todos os problemas do oriente médio!israel se defende de agressões desde o dia primeiro de sua existência,enfrenta grupos radicais que se movimentam livremente pelos territórios palestinos e países adjacentes e,apesar dos excessos cometidos por algumas lideranças likudistas da linha de ariel sharon,é a única democracia plena da região.não seja ingênuo carlos cézar!o problema não são os territórios ocupados,e sim a própria existência do estado de israel,considerado corpo estranho pelos radicais islâmicos!o resto é papo furado de esquerdista!e olha que sou liberal(apud maisvalia)!

  36. daniel

    -

    21/02/2011 às 15:48

    Caio, os jovens do Irã já possuem a sua mártire desde de 2009, uma morte que foi vista pelo mundo inteiro, aqui o documentário da HBO sobre o caso e aquelas manifestações “verdes” que podem amadurecer agora…
    Assistam FOR NEDA {legendado}
    http://www.youtube.com/watch?v=gxVkXHdK1DM
    Recomendo, abs, Caio

  37. Langstein De Almeida Amorim

    -

    21/02/2011 às 12:08

    O Irã mandou há menos de quatro dias, um navio de guerra até a costa do Líbano. Pretexto: promover ensinamentos militares a seus seguidores. Israel alegou que se tratava de uma provocação.
    A saída da ditadura dos aitolás para inativar a fúria democrática das multidões do Norte da África e do Golfo Pérsico é intensificar as provocações a Israel até ouvir de seu governo uma ameaça de guerra real.
    A conduta política de Obama tem elevado o conceito dos Estados Unidos no sentimento dos povos democráticos. Antes de Obama, a elite política americana sempre ficava ao lado da minoria corrupta, que amparada na grande nação, saqueava os cofres públicos, empobrecendo os povos.
    Se nunca tivesse havido o bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba, uma classe-média independente dos favores do Estado teria se formado e agora poderia exigir a implantação de uma democracia representativa. Esse bloqueio não é contra Fidel Castro, é sim, contra o povo. Como adotar uma democracia eleitoral direta se Cuba vive em permanente estado de guerra defensiva? Os dois milhões de cubanos que Fidel Castro reúne em Havana quando fala em público, vão à praça contra o bloqueio comercial que é uma forma de perseguição à nação caribenha.
    Cesse toda perseguição ao povo cubano que este saberá decidir seu futuro!
    bons pontos, abs, Caio

  38. Paulo Potiguara

    -

    21/02/2011 às 12:00

    Caio, não podemos esquecer que essa onda por democracia e justiça que varre os países do norte da Africa certamente vai chegar ao Brasil com a condenação de todos os “mensaleiros” pelo STJ.
    A hora é agora.
    Um abraço
    Um pouco otimista, caro Paulo, mas quem acreditava que a onda fosse tão grande e tão rapida na Africa do Norte e Oriente Medio? Abs, Caio

  39. Marinho

    -

    21/02/2011 às 9:16

    O povo indicará o caminho a ser seguido, se optarem pelo caminho errado,os próprios pagarão pelo erro.Após muitos anos de tirania só espero que tenham aprendido.

  40. Devildom voyeur

    -

    20/02/2011 às 21:55

    Caro Caio, eu não quis dizer que Israel deve buscar uma Eretz Yisrael dos tempos bíblicos. Eu também acho essa ideia absurda. O que eu quis dizer é que, em se tratando dos acontecimentos geopolíticos de Israel e os territórios palestinos, há imbecis que tentam misturar conceitos religiosos com políticas do mundo real sempre que acontece algum evento que os desagrada. Quanto ao resto, concordo.
    Perdão pela confusão, estou fazendo várias coisas ao mesmo tempo e neste momento mais concentrado na Líbia. Aliás, creio que seria o momento de acompanhar com mais atençao o que está acontecendo em Israel, mas não dá tempo, o ritmo dos eventos é muito vertiginoso, abs, Caio

  41. Devildom voyeur

    -

    20/02/2011 às 20:48

    “me incomoda o imobilismo da política externa israelense”
    Caro Caio, eu sei que você não gosta do Netanyahu, mas será que os sucessivos fracassos das negociações dos processos de paz será sempre culpa do governo israelense? O Obama pode ser o que for, mas não é burro. A decisão dele não podia ser outra a não ser vetar a tal resolução parcial do Conselho de Segurança da ONU, cujo único objetivo era desviar as atenções do real problema, que é a absoluta incapacidade do senhor Abbas de negociar qualquer acordo com Israel para a solução de dois estados; porque é um fraco e não tem representatividade nenhuma entre os palestinos. Não bastasse o apoio à resolução parcial, indo contra os interesses dos EUA, ele ainda cancelou as eleições devido a desavenças com o Hamas. Uma figura patética como essa não tem condições de negociar nada, só não vê quem não quer. Sinceramente, com lideranças como essas, os palestinos vão acabar ficando é sem estado nenhum.
    Outra coisa que ninguém está comentando são os chamados Palileaks (documentos palestinos vazados para os veículos de comunicação Al-Jazeera e The Guardian). Se forem verdadeiros, eles mostram que os líderes palestinos estavam preparados para aceitar a legitimidade de um grande número de assentamentos israelenses. Assim como bairros judaicos na parte oriental de Jerusalém. O que desmoraliza a ideia de que os assentamentos representam “o maior obstáculo para a paz”. Talvez seja por isso que Obama vetou uma resolução estúpida que nada mais era do que propaganda antiIsrael.
    .
    PS – É incrível como há lixo antiIsrael espalhado por aí. Qualquer imbecil com um mínimo de conhecimento de história sabe que o que se entende por Eretz Yisrael, dependendo da interpretação, estende-se até onde hoje se encontra o atual Iraque. E não se limita à Cisjordânia.
    Meu caro, não gosto muito do Netanyahu, mas gosto muito menos do que se passa do outro lado, embora considere Abbas-Sayyad o melhor que Israel pode ter historicamente como interlocutores. Nao esqueça que Abbas é fraco em parte porque Israel o tornou fraco e o Bush fez a tremenda burrada de aceitar as eleicoes em Gaza que deram o poder para o Hamas. Mas com quem Israel vai negociar? Tudo volta para o imoblismo citado. Você tem razao: os documentos vazados comprovam que era e talvez ainda seja possível um acordo. Foi um erro do Obama forçar esta questao dos assentamentos quando forçou. E concordo que ele agiu corretamente (nao esperava algo diferente) ao vetar a resolucao da ONU. Foi uma provocaçao boba, talvez um gesto de desespero. Mostrou também como os árabes adoram trazer o espantalho israelense quando a coisa realmente assusta dentro de casa. Mas o essencial é se Israel pode (eu acho que deve) arriscar alguma ousadia diplomática neste nevoeiro geral no Oriente Médio. Sobre Eretz Israel, vai precisar ser uma Eretz Israel pequena geograficamente, como será pequeno o estado palestino. Tem o passado e tem a realidade politica. Por este raciocinio vamos dar razao para os hungaros, tribos indigenas, bolivianos, mexicanos etc, em busca de terras perdidas. Abs, Caio

  42. Débora

    -

    20/02/2011 às 20:24

    Carlinhos,

    bilu, bilu , bi-lu !

    - Vá fazer o dever de casa, criatura !
    Cara Debora, como “feitor” deste espaço, eu encerrei o outro debate, abs, Caio

  43. Rodrigo

    -

    20/02/2011 às 16:56

    Embora eu reitere que conheço muito pouco o islamismo, creio que os adeptos dessa religião não aceitarão de bom grado o processo de secularização. Gianni Vattimo, filósofo italiano contemporâneo, afirma que a secularização é conseqüência da fé cristã. Recusar o secularismo é recusar o cristianismo. Parece-me improvável que os muçulmanos aceitarão a autonomia do pensamento, a liberdade da mulher, a leitura crítica do Corão etc. Se entre nós a secularização causa mal estar, imagine-se entre os muçulmanos. Sei que já escrevi sobre isso, mas me parece importante tratar desse assunto.

  44. carlos cezar marques

    -

    20/02/2011 às 16:09

    Caio, me perdoe,
    mas preciso dizer que achei muito bonita esta frase da Débora: “estou aqui e alhures, permeando dimensões e percepções”… Existe aí literatura de muito boa cepa, filosofia e cognoscibilidade de grande magnitude…
    Meu problema é quando uma conversa paralela fica meio tensa. De resto, como você bem sabe, o espaço está aberto, abs, Caio

  45. carlos cezar marques

    -

    20/02/2011 às 15:49

    Prezado Caio,
    Haja paciência, hein! O roubo de terras, por parte de Israel, chama muito mais atenção do que o regime iraniano! Essa pilantragem, esse banditismo é uma das causas graves dos conflitos entre árabes e judeus. Na minha humilde opinião, você faria melhor se escrevesse uma boa coluna sobre o descaramento de bandidos israelenses que invadem e roubam as terras dos palestinos. Já pensou sobre isso?
    Prezado Carlos, de fato, sou paciente, abs, Caio

  46. alexandre

    -

    20/02/2011 às 15:47

    Vou aqui fazer algumas humildes previsões : Barein, Jordânia, Marrocos e Argélia irão caminhar para abertura política, sendo nos três primeiros através de uma monarquia parlamentarista constitucional com o primeiro- ministro escolhido por eleições diretas. Já na Líbia, se a revolta chegar em Trípoli e houve uma violenta repressão, o Kadhafi pode cair e se tornar o “Ceauscescu Árabe”, ou seja, julgado e fuzilado.
    Caro Alexandre, de fato previsões devem ser humildes nesta confusão no mundo árabe, mas algumas das suas fazem sentido. Argélia me parece, na minha tambem humilde previsao, a mais improvável de seguir este caminho mais placido, abs, Caio

  47. Anouk

    -

    20/02/2011 às 14:41

    Débora,
    Quem foi que disse que eu quero matá-la? O que é isso? A propósito, com a minha estatura(física e ética) o paralelepípedo seria absolutamnete desnecessário. Você só conhece dois estados o da depressao e o da euforia, além de ser petulante e mal-educada. Por este motivo, termino o assunto por aqui. Nao seria justo abusar da paciência do Caio.
    De fato, agradeço se esta conversa acabar por aqui, abs, Caio

  48. Fabricio Juliano

    -

    20/02/2011 às 13:54

    Caio concordo com vc quando diz que temos que nos preocupar com os manifestantes mortos no Irã e na Líbia, mas digo tb que é interessante o que vc e alguns aqui dizem que somos antiamericanos e só criticamos EUA e Israel. Porém vcs tb tem uma clara tendência em atacar com mais vigor os estados que não possuem governos aliados dos EUA. Acabo de assistir um vídeo pertubador dos protestos em Bahrain (Barein)http://www.youtube.com/watch?v=fwnUQcKXmMM&feature=topvideos&skipcontrinter=1 Realidade nua e crua. Esse estado tem um governo pró-EUA, ironico (só pra variar) que os manifestantes protestam por democracia e liberdade contra um governo que beija a mão daqueles que tem isso como princípío fundamental.
    Boa, Fabricio, mas voces quem? Eu nao sou filiado a leitores desta ou daquela linha por aqui. Estes videos no Bahrein estao em toda a parte, na CNN, no New York Times, no Jerusalem Post, em qualquer publicacao de pais com liberdade de imprensa. Existe, concordo, mais nuance da parte do governo americano em um pais como Bahrein. Mais facil bater no Khadafi ou Ahmadinejad. Mas o que Obama faria quando existe uma situaçao que mistura anseio por democracia com o risco de derrubada de um regime ali na esquina do Irã. O fundamental aqui é o vigor de repressao de regimes como o da Libia e do Irã, justamente pela inexistencia de amarras que sao as aliancas com os EUA e a falta de acesso da imprensa. Concordo que na Arabia Saudita uma repressao podera ser da pesada, ao estilo libio e iraniano. Faça um exercicio intelectual: tente terminar uma denuncia contra repressao em um pais como Irã e Libia, sem trazer os EUA para o fim do raciocinio. Abs, Caio

  49. Débora

    -

    20/02/2011 às 11:35

    Anouk,

    Vc tá preocupado com o que sinto? sinto que vou morrer, como cada ser existente. Pretendo viver, todavia, semquem tenha que me envergonhar ad eternum.

    E ao sentimento de ubiqüidade e superioridade: pelo menos de vc pra ser uma Überfrau não se precisa muito – basta subir num paralepípedo.

    E se fazia referência a morte metafórica com que os lammers amaeçam uns aos outros. Eu repito: já passei dos 18 e não tenho tempo para tamanha infantilidade.

    Quer me matar? Manda um jagunço seu. ô tartaruga-ninja da terceira idade !

    ( eu já tenho tudo registrado e muito bem guardado.. )
    Pediria que os leitores desta coluna evitassem este tipo de conversa paralela. Fico numa saia justa, abs, Caio

  50. carlos cezar marques

    -

    20/02/2011 às 11:24

    A Líbia não está roubando terras de ninguém, o Irã não está roubando terras de ninguém. A decisão dos Estados Unidos de não vetar o roubo de terras por Israel só irá aumentar o antiamericanismo nos países árabes e entre as pessoas de bom senso. Enquanto Israel continuar invadindo e roubando terras da Palestina, muitos continuarão revoltados.
    Caro Carlos, mesma pergunta: nenhuma gotinha de indignação com o roubo de vida na Líbia e afins? Outra hora mostro material como a questão palestina é a grande obsessão de amplos setores da esquerda internacional. Só é possível esquentar o comício com algum grito de Abaixo Israel. Neste domingão, me parece mais apropriado gritar Abaixo Khadafi. Voce consegue? Eu não tenho nenhum problema gritar Viva a Palestina, Viva Israel. Abs, Caio

  51. maisvalia

    -

    20/02/2011 às 10:08

    Que tal algumas palavras de solidariedade ao pessoal que está sendo massacrado na Libia ou pode ser massacrado a qualquer momento no Irã, ao inves de limitar à indignação contra os EUA ou Israel?

    A cegueira ideológica não deixa.

    Rodrigo, O Francis estava certíssimo e previu o futuro.
    Outro que não dá para levar a sério e faz muito tempo é o cego Krugman.
    Meu caro, sem cegueira e sem confete. Francis acertou muito e errou muito. Nos ultimos anos, achava que Paulo Salim Maluf tinha futuro politico, errou quase todas as previsoes sobre Bill Clinton (iria para a prisao, nao seria reeleito, etc) e espero que hoje em dia ficasse indignado com a jequice populista de Sarah Palin e acolitos, abs, Caio

  52. Rodrigo

    -

    19/02/2011 às 23:30

    Eis o vaticínio de George Soros, aquele que o Paulo Francis certa vez chamou de vagabundo: “Iran regime will fall soon”. Será que o investidor dispõe de informações de que nós não dispomos?
    Boa ter chamado de Soros de investidor, especulador talvez, e nao de vagabundo, abs, Caio

  53. Fabricio Juliano

    -

    19/02/2011 às 22:49

    Qualquer mínimo sinal de revolta/revolução/mudança etc… na Arábia Saudita será reprimida e extinta na raiz de modo que a imprensa mundial não dará sequer repercussão, e pq? Não é conversa de esquerdista e sim de realista, o principal aliado islâmico dos EUA na região não pode e não deve jamais mudar sua forma de governo, assim dita a cartilha norte-americana. O Egito vai servir como uma experiência para saber se governos, que não os jagunços dos EUA, eleitos democraticamente, ou o que quer que seja sem a pressão externa, serão submissos e darão continuidade a acordos modelo “cala a boca e fica quieto”e principalmente se serão hostis aos objetivos do ocidente para aquela região (leia-se países da OTAN). Não tem por onde complicar muito o que se passa, é simples, basta ser realista e livre de tendências seja de que lado for. A famosa hipocrisia sempre reinou na região, desde minha infância vejo sucessivos governos dos EUA remediarem os conflitos por la, sempre com Israel envolvido, e é incompreensível ver alguém tentando apartar uma briga sendo que toma partido do mesmo lado sempre, isso não vai funcionar nunca.
    Caro Fabricio, sua observação não faz sentido. Há dias temos uma cobertura maciça da imprensa internacional da repressão no Bahrein, sede da Quinta Frota americana e aliado americano. Se a imprensa tem acesso, ela cobre em Riad, Cairo, Tripoli, não importa o local. Você está confundindo a imprensa ocidental com o modus operandi de imprensa de países como Cuba, Líbia ou Irã. Que tal algumas palavras de solidariedade ao pessoal que está sendo massacrado na Libia ou pode ser massacrado a qualquer momento no Irã, ao inves de limitar à indignação contra os EUA ou Israel? Abs, Caio

  54. Rodrigo

    -

    19/02/2011 às 16:59

    Opiniões de Gustavo Chacra: “Com maioria xiita, Bahrein deve ter guerra civil e fim de monarquia” e “Conflitos no Yemen serão piores do que em Bahrein”.

  55. Anouk

    -

    19/02/2011 às 16:28

    Debora,
    Interssante sua euforia ao descobrir que o conhecimento de vocábulos aumenta a compreensao de sentimentos abstratos. “Eine Überfrau” (novilíngua) seria uma mulher acima de tudo e de todos. Ok entendi, a culpa é da euforia, ela costuma usar lentes cor de rosa e por isso acredita em projeto de vida até o dia da tijolada fatal. Hehe…..

  56. Mauricio

    -

    19/02/2011 às 12:00

    E agora as revoltas estão se espalhando: iemen, Irã, Libia, Bahrein..
    Bom, bom.. é um agito positivo daquele lado atrasado do mundo. Sou otimista. Pode sair algo bom daí.
    Aqui foi bom tb para acabar com a hipocrisia tipo ” isso é que dá os americanos suportam essas ditaduras”.. que eu saiba Irã, Libia, etc nao tem apoio americano né? Quem abraçava e cantava amizade com essa turma era nosso ex-presidente. Nesse sentido é preciso destacar que o novo governo deu um salto de qualidade enorme na nossa politica externa, que, pela primeira vez, me envergonhava como brasileiro.
    Caro Mauricio, vamos esperar que a diplomacia brasileira tambem se recupere do atraso, abs, Caio

  57. Rodrigo

    -

    19/02/2011 às 11:07

    Uma provocação de Pat Buchanan: a Middle East without America? Sabemos que é impossível, não é, Blinder?
    Melhor in do que out. Buchanan é um cara out, abs, Caio

  58. jorji

    -

    19/02/2011 às 10:47

    E se acontecer revolta popular na Arábia Saudita?
    Creio que pode ser guerra civil, abs, Caio

  59. carlos cezar marques

    -

    19/02/2011 às 9:53

    Prezado Caio,
    Estou achando tudo muito engraçado… curioso… Esta coluna, no momento, trata sobre o Irã, mas chove textos sobre outros assuntos que nada tem a ver com o Irã. Você censurou alguma conversa sobre política brasileira, mas não censura assuntos banais. Qual é o problema? Outra coisa: por que os comentadores têm tanta dificuldade em se manterem direcionados para o assunto em debate? Seria infantilidade ou tão-somente embotamento mental?
    Caro Carlos, que censura sobre politica brasileira????Eu apenas filtro aqui insultos pessoais da pesada e ofensas criminais. Muitas vezes ate publico material terrivel com fins educacionais. Apenas SOLICITEI que leitores nao escrevessem sobre politiquinha brasileira neste espaco. Tanto lugar para isso, so isso, abs, Caio

  60. Fabricio Juliano

    -

    19/02/2011 às 1:54

    Vou entrar nessa onde de debates sobre política interna dos EUA (váriso comentários abaixo) e botar fogo sobre um dado da política externa: – Os Estados Unidos votaram contra uma resolução apreciada nesta sexta-feira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas que poderia condenar a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Dos 15 votos, 14 foram a favor, incluindo o do Brasil, que no momento detém a presidência rotativa do órgão. – (notícia folha de SP 18/02/11) Ainda é mistério para alguém esse jogo de geopolítica no Oriente Médio???? Pela primeira vez na história do Prêmio Nobel alguém o recebeu por algo que DISSE que ia fazer, e não que já tivesse feito, e evidentemente não o fará (Obama). Os fatos, a realidade, o óbvio, etc etc etc…… é prova cansativa disso tudo. Prova cansativa, digo novamente, a realidade nos mostra que os discursos dos bajuladores dos EUA e seus interesses (mais conhecidos como “makakitos latinos”) são quase tão vazios quanto quem os faz. Que irônico, e ao mesmo tempo absurdo, hj em dia até pessoas respeitadas por serem tão cultas acreditarem que o povo palestino perdeu seu país porque algum “maluco que falava com deus” dizer que o “altíssimo” deu aquelas terras para ele e sua gente e ponto final! Como já diziam: “discurso de esquerda”, “antiamericanos”, etc etc…. e a vida segue, a realidade segue e CEGA tantos……quanta desgraça. No pano de fundo a história não muda, a religião como linha de frente para objetivos verdadeiramente diabólicos.
    Caro Fabricio, creio que voce conduz seu comentario com o piloto automatico do antiamericanismo (no sentido de criticar a politica do externa do pais e nao os americanos). Para voce ver a ironia: voce acha que nada mudou na politica externa americana, enquanto os conservadores dizem que Obama é vendido, uma especie de cavalo de troia de uma tomada do mundo pelos islamicos ou da esquerda politicamente correta que teme os islamicos. O Obama entao é ubiquo: continua no mesmo lugar e se move rapidamente para solapar os interesses tradicionais americanos. Sobre a questao de Israel, ao mesmo tempo ficou aliviado com o apoio americano a Israel (embora os conservadores achem que Obama traiu Israel) e me incomoda o imobilismo da politica externa israelense, que vai precisar se ajustar a nova realidade no Oriente Medio. Por razoes morais e estrategicas, é mais urgente do que nunca uma caminha determinada para a criacao de um legitimo e viavel estado palestino, abs, Caio

  61. Magno Adão de Souza

    -

    19/02/2011 às 1:44

    Os atos de violência que mancharam de sangue as manifestações multitudinárias feitas contra o governo de Hosni Mubarak foram provocados por sicários que estavam a serviço do ex-ditador. A sociedade egípcia merece ser exaltada pela firme determinação e pelo profundo espírito cívico que demonstrou nos protestos que puseram termo ao regime ditatorial de Mubarak, que tinha como principais traços distintivos a desbragada corrupção de seus hierarcas e os expedientes truculentos de que se valia para impor suas decisões e silenciar seus opositores. Conforme assinalou a reportagem da presente edição da revista britânica “The Economist” que discorre sobre a tempestade que está a sacudir o mundo árabe, Barack Obama resolveu abandonar a anedótica teoria que Franklin Delano Roosevelt enunciara perante assessores seus para justificar o tratamento cordial que o governo americano costumava dispensar a déspotas aliados. O atual inquilino da Casa Branca foi arguto o bastante para perceber que iria perder todo e qualquer resquício de autoridade moral para exortar a teocracia iraniana a promover uma abertura política caso se dispusesse agora a apoiar aberta ou tacitamente as autocracias árabes alinhadas com os interesses estratégicos de Washington, as quais estão a se defrontar com a crescente ira de seus povos.
    Caro Magno, concordo, creio que as criticas feitas nos EUA, em particular por presidenciaveis republicanos, sao politicagem e conduzidas por piloto automatico. Repito que a Casa Branca deu algumas escorregadas (e como nao dar nesta lama geopolitica?), mas tenta fazer o ajuste correto, mantendo o dificil equilibrio entre valores democraticos e interesses estrategicos de uma superpotencia. O final do seu comentario é corretissimo: autoridade moral é um capital cada vez mais valioso dos EUA, em particular diante de um pais como a China, e deve ser usado com sabedoria. Abs, Caio

  62. marcflav

    -

    19/02/2011 às 1:41

    ceo Caio, acho que o senhor deveria olhar-se melhor no espelho para falar sobre ou julgar o jornalismo do Robert Fisk
    Me olhei e mantenho o que disse, abs, Caio

  63. karen

    -

    19/02/2011 às 1:26

    DV, o marketing do Obama e tao ruim nesta questao que tenho acompanhado comentadores, jornalistas, etc para entender este plano…ele precisa explicar melhor senao vai perder o momento e assim a aprovacao, como ja esta acontecendo.
    E eu sonho com o verao…Caio, bom fim de semana tb!

  64. Devildom voyeur

    -

    19/02/2011 às 0:45

    E por falar em fogo e sangue em Teerã e mobilizações ágeis e esparsas, eu só desejo uma coisa aos ativistas (estes, sim, ativistas; e não terroristas) iranianos: refuse, resist. Se a revolta no Irã persistir, um cenário provável será este: http://www.youtube.com/watch?v=6ODNxy3YOPU&feature=related
    Às vezes, não há nada como um pouco de “lixo ocidental”, he he. Talvez, se algumas sociedades islâmicas cultivassem um pouco de “lixo ocidental” em suas culturas, os radicais não ficariam tão ociosos e não passariam o tempo todo imaginando como fazer para converter os infiéis ocidentais ao islamismo.
    Ah, antes que eu me esqueça: hell yeah!
    .
    PS – Oi Débora, “um peso, duas medidas” faz sentido…

  65. Devildom voyeur

    -

    19/02/2011 às 0:42

    Obrigado pela explicação, Karen. Seus argumentos são bons. Eu nunca tinha visto o problema da saúde americana por esse ângulo. Eu já morei aí e sei que as pessoas não morrem nos corredores dos hospitais por falta de atendimento, como no Brasil. E entendo que quem precisar de atendimento hospitalar e não pagar (porque não pode ou porque não quer), o Estado terá de arcar com os custos e, consequentemente, quem paga impostos. Nesse caso, o problema maior da proposta do Obama é o marketing. Por exemplo, as pessoas pagam impostos e não entendem que suas liberdades individuais estão sendo violadas porque a sociedade não funcionaria sem impostos; mas, ao mesmo tempo, elas sentem que suas liberdades individuais estão sendo violadas se tiverem que pagar por plano de saúde obrigatório.

  66. Rodrigo

    -

    19/02/2011 às 0:38

    Não sei se você é torcedor de algum time de futebol, Blinder. O fato é que eu, além de não coseguir eleger um presidente do Brasil, não vejo o Palestra Itália ganhar um título relevante faz doze anos. Daí ser melhor discutir política internacional…Aliás, Paul Krugman hoje fez picadinho do GOP a propósito da questão da dívida americana. Mas acho que ele se recusa a aceitar até mesmo as idéias de Ron Paul. Boa noite!
    Ser santista é consolo? Boa noite, Caio

  67. Rodrigo

    -

    19/02/2011 às 0:17

    Com todo o respeito, Blinder, não fale mal do inverno. Eu odeio, detesto, abomino, esconjuro o verão. Odeio calor. No tocante à política internacional, acho que podemos ter tudo nos próximos dias, inclusive nada.
    Meu caro, cada fantasia a estaçao do outro. Nada como um sol de verao depois deste longo inverno. Sobre politica, de fato a meteorologia é mais incerta, abs, Caio

  68. LCAM

    -

    18/02/2011 às 23:45

    Pô Caio,

    No debate entre os leitores o articulista não mete o bedelho! (humor de sexta-feira também). Bom final de semana a todos. Abs.
    Ué, não posso ser cartola e jogador ao mesmo tempo? (humor de final-final de sexta-feira), um ótimo final de semana para todos, mas o mundo claro que não tira uma folguinha, aqui está sempre aberto, abs, Caio

  69. karen

    -

    18/02/2011 às 23:28

    Uma das chaves deste plano e a prevencao de doencas, o que alguns acreditam custa menos ao longo prazo do que tratar doencas. Nao parece ser a solucao para todo o problema mas e um comeco, caso contrario o sistema de saude aqui vai falir. Ideias nao tem sido apresentadas pelos republicanos que so repetem que o plano e inconstitucional, bem a cara deles, tem falhas mas nao mostram coisa melhor em nada. Parecem papagaios…mas sem a mesma graca.
    Nos tivemos um dia lindo com 16 C mas amanha voltamos a 6 C, esperamos ansiosos pela primavera no mes que vem, que e a melhor epoco de estar nos EUA (principalmente final de abril e maio). Boa noite!
    Boa noite, Karen, não sei ainda se teremos uma longa ou curta primavera politica no mundo árabe, mas aqui em NY de fato foi um belo dia de primavera neste longo inverno, abs, Caio

  70. karen

    -

    18/02/2011 às 23:08

    Nao da mais pretender um monte de coisas aqui e no mundo. Na questao de saude nos EUA, que a populacao sendo obrigado ou nao a ter o seguro, e a unica saida do deficit que estamos metidos. Todos ficam doentes e a conta tem que ser repartida, esta e a realidade.
    Nao da mais para pretender que temos que ficar calados senao vai ter um supremacismo islamico, esta na hora de nos posicionarmos com o resto do mundo e termos uma postura de que prezamos certos valores, como democracia, direitos humanos, etc…eu acho que nao esta dando mais para ficar em cima do muro…os pactos que os EUA fizeram com ditadores no passado estao nos rondando agora, daqui para frente e lembrar que cada palavra e acao tem consequencia e tentar fazer o correto ou o melhor.

  71. maisvalia

    -

    18/02/2011 às 21:56

    RA sobre obama:
    Obama não meteu os pés pelas mãos só com seus aliados. Fez o mesmo no caso do Irã. Expressou apoio aberto aos protestos de rua. Não! Não lhe cabe fazê-lo, ainda que Ahmadinejad seja repugnante como figura em si — e isso o iguala aos demais tiranos — e como fator de risco à paz mundial, e isso o distingue dos demais. A questão desde sempre óbvia é esta, para certa mentalidade: se o presidente americano quer os iranianos na rua para derrubar aquela ditadura, por que não quererá os demais povos islâmicos a fazer o mesmo? E essa é justamente a imagem que ele pretende passar: o homem que está com o povo…

    Obama, lamento dizê-lo, é só um bobalhão politicamente correto, um cabeça-feita pelas ONGs, que “repudia qualquer ditadura”… Não brinca! Eu também! Só que não sou presidente dos EUA nem estou brincando de ser bom em cima de um barril de pólvora.

    De um blog conservador pátrio:
    Continuo, de minha parte, sem me emocionar. Será que tais movimentos realmente levarão à democracia, à liberdade de expressão, aos direitos humanos, à maior amizade com os países ocidentais? Ou, ao contrário, levarão a maiores belicosidades, a mais terrorismo, a mais ódio contra Israel, EUA e Europa, ao estabelecimento da lei da sha’ria e ao supremacismo muçulmano? Tudo ainda está em aberto, é claro, mas no que se refere a essa parte do mundo é sempre bom ficar com um pé atrás.

    O fenômeno da dissonância cognitiva pode ser definido como a presença simultânea de duas idéias completamente opostas na cabeça. É o que ocorre com muitos progressistas, e é de fato estranho que as suas cabeças não explodam. Um exemplo claro é no que se refere ao Islã. Seu coração lhes diz que estrangeiros morenos seguidores de uma religião não-cristã só podem ser pessoas do bem. No entanto, seus olhos lhes mostram muçulmanos constantemente atacando mulheres, gays, ateus, e todas as demais minorias e valores tão prezados por eles.

    Estes dias saiu a notícia sobre uma repórter americana, loira, feminista, que estava cobrindo com júbilo as manifestaçõs do “heroico” povo egípcio, que “lutava pela democracia” quando foi agarrada, espancada e abusada sexualmente por uma massa de pessoas no mesmo meio dos protestos. Epa! Esse é o mesmo povo de “heróis” que (segundo a mídia) quer “democracia”, “direitos humanos”, “igualdade para as mulheres”, ou é outro? Ou era apenas uma forma culturalmente diversa de celebrar a queda do odiado ditador?

  72. maisvalia

    -

    18/02/2011 às 21:41

    O problema do Obama e que ele nao explicou o plano de saude de um jeito acessivel a maioria da populacao deixando os republicanos manipulando a situacao.

    Karen, não seja ingênua. O problema do plano de saúde é simples. É OBRIGAR TODOS A TÊ-LO, OS QUE QUEREM E OS QUE NÃO QUEREM. ISTO O INCENSADO OBAMA NUNCA CONSEGUIRÁ EXPLICAR, HEHEHE

  73. Rodrigo

    -

    18/02/2011 às 20:15

    Karen, pela primeira vez alguém me explicou a reforma da Saúde da administração Obama. Achei interessante.

  74. karen

    -

    18/02/2011 às 19:55

    O problema do Obama e que ele nao explicou o plano de saude de um jeito acessivel a maioria da populacao deixando os republicanos manipulando a situacao e causando medo nas pessoas que nao sabem em quem acreditar. O Obama deveria tratar deste assunto de uma forma objetiva e nao deixar margens para especulacoes, o que ele nao fez quando propos o plano. Ele precisa elevar os proprios jogos em Washington, ele esta lidando com “profissionais” la (muitos no mau sentido, infelizmente).

  75. karen

    -

    18/02/2011 às 19:42

    Oi DV, em linhas simples, e porque todos usam health care, uns mais outros menos, dependendo da pessoa. E tem muita gente que nunca faz um exame de routina pois nao tem seguro/ ou dinheiro para pagar medico privado e algumas vezes e descoberto que a pessoa tem uma doenca em estagio avancado por causa do descuido, custando muito mais em tratamentos e certas vezes pode ate ser muito tarde para salvar esta pessoa. Quem estiver muito doente vai ser atendido num centro de emergencia (o que encarece ainda mais os custos do que ver um medico de routina). E sem a protecao de um seguro quem paga a conta? Nos, que pagamos impostos. Nao faz muito tempo fecharam um hospital nao muito longe de onde moro por questoes financeiras, e o municipio e o estado nao puderam ajuda-los, simplesmente fechou. Os estados tem menos dinheiro, e ficando cada vez pior, para gastar com saude e seguro pode ajudar os custos com health descer pois mais pessoas vao ajudar a pagar a conta, principalmente com uma populacao que esta vivendo mais mas nao mais saudavel devido a maus habitos alimentares e de outras doencas que ainda nao temos conhecimento suficiente para lidar e tratar mas requer tratamentos caros. Esta questao tentou ser trabalhada em outros governos, sendo o Clinton o mais ardente mas ele nao conseguiu resistir as pressoes da oposicao e desistiu do assunto. Mas agora estamos no limite de pretender que esta tudo certo neste quesito, alguma coisa tem que ser feita ou a situacao da saude aqui vai ficar impossivel de ser administrada (estamos na UTI). Bom fim de semana a todos! Aqui comemoramos o Presidents day na segunda-feira.

  76. Débora

    -

    18/02/2011 às 19:25

    Kein Problem. – Ich bin eine überfrau !

    O que não me mata,me fortalece. E como nada da advindo do antro da perdição conseguiria me matar.
    - Eu estou aqui e alhures. Permeando as dimensões e as perceções.

  77. Rodrigo

    -

    18/02/2011 às 17:16

    Richard Perle parece acreditar na queda do regime iraniano.

  78. maisvalia

    -

    18/02/2011 às 17:15

    O JEB GANHARIA OU ENTÃO FRAUDARIA AS ELEIÇÕES COMO FEZ EM 2OOO PARA BENEFICIAR O MANO GEORGE W NA FLÓRIDA,HEHEHE!!!

    Cascata de liberal, hehehehe, à la goebbles

  79. Devildom voyeur

    -

    18/02/2011 às 16:38

    Sim, Karen, minorias são perseguidas na Turquia. Mas, felizmente, a situação das minorias turcas não é tão ruim quanto a de algumas minorias religiosas e étnicas de alguns países do Oriente Médio. O que não quer dizer que não possa piorar, considerando-se as recentes atitudes estúpidas do senhor Erdogan. Mas mudando de assunto, eu gostaria de saber sua opinião sobre o Obama’s health-care plan. Eu concordo que quem quiser ter um automóvel deve ser obrigado a pagar por car insurance, mas por que todos devem pagar por health insurance? Inclusive, há setores conservadores da sociedade americana que consideram o plano inconstitucional, como mostra esse artigo do Wall Street Journal (http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203917304574412793406386548.html). Segue trecho:
    .
    “What we have here is raw abuse of power by the federal government for political purposes. The president and his colleagues want to reward their supporters with “free” health care that the rest of us will end up paying for. Their only restraint on their exercise of Commerce Clause power is whatever they can get away with. They aren’t upholding the Constitution—they are evading it.”
    PS – este comentário não é uma provocação. Eu jamais provocaria uma leitora como você.
    Abraços

  80. Anouk

    -

    18/02/2011 às 16:31

    Lady! Sorry.

  81. célio marques

    -

    18/02/2011 às 16:28

    O JEB GANHARIA OU ENTÃO FRAUDARIA AS ELEIÇÕES COMO FEZ EM 2OOO PARA BENEFICIAR O MANO GEORGE W NA FLÓRIDA,HEHEHE!!!

  82. Anouk

    -

    18/02/2011 às 16:22

    Oi Rodrigo,
    No Egito já existe um número considerável de jovens contaminados pelo lixo ocidental. Conta-se que ElBaradei por ser um pai liberal, nao é querido pelos membros da Irmandade. Sua filha é uma ladie à moda ocidental.

  83. amauri

    -

    18/02/2011 às 15:55

    Boa tarde Caio!
    O comentário que fiz as 13:36 foi de um outro computador. Agora a pouco fiz um comentário no Reinaldo e foi anexado. Faço um teste no seu. Se voce ler o problema foi resolvido. abs

  84. célio marques

    -

    18/02/2011 às 15:45

    caio,você não acha que a monarquia saudita é a bola da vez na onda de protestos,por ter um clero radical e ,segundo vários informes,uma família real odiada pelo povo,e que isso sim constituiria grave risco à geopolítica norte-americana na região,por ser o país,o principal aliado dos eua no golfo(sem falar no petróleo)?
    Creio que o pais esta muito dividido, pode dar guerra civil,mas preciso pesquisar com mais profundidade, abs, Caio

  85. maisvalia

    -

    18/02/2011 às 14:03

    O que aconteceria se existe um Bush III pra se candidatar pelo partido tavabomcomoeranopassado ?

    O JEB GANHARIA, HEHEHEHEHE

  86. LCAM

    -

    18/02/2011 às 14:02

    Neste particular concordo inteiramente com o Caio. Para vencer a próxima eleição presidencial, na minha opinião, os republicanos precisam de um discurso que seduza a representativa parcela dos eleitores independentes que em sua maioria se encontram no centro do espectro ideológico entre eles e os democratas. Rove que tem uma percepção bastante apurada do eleitorado americano sabe que mais do que focar nos assuntos que realmente importam é preciso de um interlocutor que represente adequadamente esse discurso conservador. Aqui talvez esteja nuance interessante de seu comentário na Fox, dando a tônica da disputa interna do partido republicano para escolha desse interlocutor. Talvez já tenha percebido que Sarah Palin foi importante até aqui, mas o serviço que tinha para prestar aos republicanos se encerrou. Por óbvio ele sabe que a ala mais a direita dos Republicanos vai com quase qualquer nome contra Obama.
    Abs
    E eu concordo comigo (humor de sexta feira), abs, Caio

  87. amauri

    -

    18/02/2011 às 13:36

    Bom dia Caio?
    Desde as 7:30 estou tentando comentar e dá error ou estou sendo bloqueado.
    Karl Rove está correto quando disse que existem mais problemas a serem combatidos do que ficar batendo na tecla da certidão do Obama. A verdade é que nunca apareceu a certidão do Obama. Não é sandice o ato de alguém questionar a nacionalidade do Sr. Obama, por ele (ou o partido), não mostrar sua certidão de nascimento em um país que se diz democrático e livre e onde todos os ex-presidentes e ex-candidatos o fizeram. Se os democratas não mostram a certidão para dar aos republicanos (políticos e povo) algo para se “divertirem”, isto é nojento. Ou o que é falado tem que ser aceito como uma fé?abs
    Pronto, esta, nao sei qual foi o problema, mas creio que resolvido

  88. Ex-assinante

    -

    18/02/2011 às 13:25

    Caio, desculpe mudar de assunto. Eu gostaria de sua ajuda para achar um podcast antigo do Diogo Mainardi. É que a VEJA não disponibiliza arquivos dos mesmos. Como vc é amigo dele através do MC e agora está na revista é a pessoa mais indicada para resolver essa questão. O Podcast é da época de reeleição do Lula, o colunista conversa com o Reinaldo Azevedo. Eles falam sobre uma condenação do Diogo. O colunista então falando sobre o juiz do caso diz assim ” O Juiz citou Henfil, O abominável Henfil, quem cita henfil não entra na inha casa ”
    Aguardo a sua ajuda e envio para o e-mail
    Vou dar uma olhada, abs, Caio

  89. Débora

    -

    18/02/2011 às 11:55

    O fim e os meios são uma única coisa. Se os meios não propiciarem a felicidade humana, tampouco o fim fará isso.

    Agora se o Bush diz uma coisa e quando sua real motivação é outra. é uma questão de canalhice mesmo. – O que aconteceria se existe um Bush III pra se candidatar pelo partido tavabomcomoeranopassado ?

  90. Rodrigo

    -

    18/02/2011 às 11:46

    Rove quer ganhar as eleições. Mas o que ele diz sobre os 14 trilhões da dívida amerciana?

  91. Rodrigo

    -

    18/02/2011 às 11:11

    A administração Bush não complicou muito o GOP?

  92. maisvalia

    -

    18/02/2011 às 11:01

    outro aliás, seria legal da parte dos leitores um comentário ao que comentei na quinta feira sobre os alertas do Karl Rove.

    Mas ele era tão criticado pelos liberals na época do buxi, hehehe

    Ele está falando isso porque se decidiu por um candidato republicano menos estridente, talvez um similar do serra – para alívio dos democratas, para com certeza perder as eleições.
    Rove quer ganhar eleicoes e sabe que o Partido Republicano vai se ferrar se tomar um caminho muito radical, alias é uma boa medida como o Partido Republicano desgalhou que precisa tomar pitos periodicos do bruxo Rove na Fox, abs, Caio

  93. Rodrigo

    -

    18/02/2011 às 10:33

    O nome do democrata é Philip Berg, Blinder.

  94. Fabricio Juliano

    -

    18/02/2011 às 10:24

    Vejo a notícia dos 5 mil imigrantes tunisianos que fugiram de sua terra e aportaram no sul da Itália. Esse vácuo de poder deixado em países sem tradições de governo que não seja o autoritarismo com certeza vai levar muitos a fugirem, principalmente os que eram beneficiados diretamente pelo poder vigente (algo que lembra a America Latina/Miami). Logo os países europeus, em que a onda de imigração já alcança níveis insuportáveis, devem estar temendo mais ainda. Só um dado a incluir, o sentimento anti-imigração na Europa cresce a cada dia, o que é totalmente legítimo por parte dos europeus.

  95. Rodrigo

    -

    18/02/2011 às 10:17

    Blinder, se não me engano, quem primeiro questionou a terra natal de Obama foi um homem ligado ao Partido Democrata. Parece que ele não aceitou a derrota de Hillary para Obama. Mas acho que o Karl Rove está certo, sim. Uma pergunta: Segundo li, só são judeus os filhos de mãos judias. Se isso for verdade, sua filha não é judia, pois sua mulher é católica filipina? (Desculpo-me se invado assim sua vida com essa pergunta).
    Esta pergunta de cunho privado pode ser respondida: na verdade, de acordo com a corrente ortodoxa, é preciso nascer em ventre judaico para ser judeu, mas nao na corrente reformista, que aceita o criterio paterlinear. Abs, Caio

  96. maisvalia

    -

    18/02/2011 às 8:41

    Pô Caio.

    Vai deixar o blog no piloto automático?
    Como assim? Sou superativo na pilotagem do teco-teco. Mas concordo que quinta feira estava um pouco aéreo, dia meio pesado de produçao de Manhattan Connection, mas sempre faço o posssivel para conversar com consumidores insatisfeitos. Cá estou com você e meu relógio de inverno americano aponta 6H20 da madrugada, abs, Caio
    PS:aliás não é blog, mas coluna.
    PS: outro aliás, seria legal da parte dos leitores um comentário ao que comentei na quinta feira sobre os alertas do Karl Rove sobre a direita aloprada, abs, Caio

  97. Débora

    -

    17/02/2011 às 23:35

    ( clima de carnaval )

    Ô jardineira por que estás tão triste
    mas o que foi que te aconteceu
    foi a camelia (?) que fugiu do galho
    deu dois suspiros e depois mor-reu

    Veeeeem , veeeem jardineiiraaa….

  98. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 23:34

    20 mortos na Líbia, confusão no Bahrein. O céu é o limite, Blinder? O que todos se perguntam é quais são os desdobramentos. Aliás, enquanto no Oriente Médio o desejo é de democracia, na América Latina os ventos são favoráveis ao autoritarismo.

  99. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 23:13

    Caramba! Quem diria, eu, que já foi tão criticado por meus amigos por defender os Estados Unidos de repente me vejo criticando a indústria cultural americana…Mas é assim mesmo. Aliás, Blinder, você tem razão num ponto: nem toda mulher que se queixa da burga será uma moça desmiolada. Poderá ser uma Hannah Arendt, uma Marie Curie, uma Thatcher. Mas, cá entre nós, que os jovens do Irã, da Líbia, do Egito etc são seduzidos por porcaria televisiva, não há dúvida. E esses povos do Oriente têm filosofia, arte, ciência, civilização enfim. Tenho um caderno de cultura da Folha que dedicava todas as suas páginas ao rico universo cultural do Islã. Lembra-se do Francis dizendo que estava “tecnicamente morto” quando falava da cultura pop? Você estava na bancada. Pois é. E veja: não sou crítico da cultura popular. Conhece a Jardineira, do Carnaval de 39? Conhece Pelo telefone, de Donga?

  100. maisvalia

    -

    17/02/2011 às 22:30

    Você sabe Karen que os liberals são generosos e gostam de dividir o que é dos outros.

    Faltou farinha, meu pirão primeiro.

  101. maisvalia

    -

    17/02/2011 às 22:29

    Oi Karen,

    Posso mandar um preso de cuba para a sua cidade ou vamos fechar a prisão?

    No, we can’t.

  102. Débora

    -

    17/02/2011 às 22:24

    Pense,

    Numa criatura feliiiiz da vida. – Sou eu ! Tô parecendo cachorro abandonado que reencontra o dono.. aaaaaaaaahhhhhh

    Muito obrigada por me permitirem comungar desta santa ceia.

    Sabe quando alguém fala e o algo dito nos silencia de tão profunda que é a verdade? Exatamente como me sinto com a leitura do “Failed States”.

    Eu sinto neccessidade de escutar vários discursos. Tenho horror a me sentir alienada. Não importa que outros me achem, e sim, como se sinto. A gente tem que fazer o máximo para continuar tendo motivação na vida e para a vida.

    Aqui segue um post de cursinho que estou fazendo e que, agora, achei que poderia traduzir o que faço. Ganho o pão com algo que não gosto o suficiente. Gosto de me exercitar, mas só a mente.

    Ludwig Wittgenstein foi um Filósofo da Linbguagem que era muito bom em Matemática.

    Ele tem vários trabalhos que hoje existem várias pessoas que tomam por referência. Esse cara dizia que cada pessoa tem o tamanho do mundo que ela concebe conceber e, traduzir.

    A capacidade de cognição está diretamente ligada a sua interpretação do mundo, da vida e do outro.

    Quanto maior nossa capacidade de abstração, quanto maior nossas experiências, maior “vocabulário” sobre o que o entorno proporciona.

    Mais ou menos como quando revemos um filme passado dez anos ( pra quem é muito novo, vale 5 anos). Uma nova perspectiva se abre aos seus “olhos”. Coisas que não observamos, detalhes que não notamos. Às vezes, achamos um filme nonsense e depois… depois aquele antes nonsense nos diz algo ou nos remete a algum situação ou experiência. Ou vai dizer que depois de ter um cão, um gato – vc sabe perfeitamente entender por que pessoas se importam tanto com seu bicho de estimação?

    Se colocar no lugar do outro é necessário quando necessitamos lhe comunicar algo. Então, além de como eu percebo o mundo, tenho que imaginar ou ousar entender como outro irá interpretar minhas informações e as informações do entorno.

    Daí que internacionalizar projetos ( que só vamos ver no módulo a frente ) não é só aumentar o escopo deles como se as variáveis envolvidas tivessem apenas tomado uma outra abrangência. É um esforço imenso de interagir mundos. E, por consequência, experiências e valores.

    Todavia, na medida que eu exercito essa congruência, eu adquiro mais elementos ao meu vocabulário. E, acrescento à minha capacidade cognitiva anterior, um repertório novo e assim, sucessivamente.

    Por isso, somos eternos alunos. E o fato de sermos eventuais professores nos permite ser atores efetivos na construção do Projeto de vida de um mundo melhor, o que quer que mundo melhor signifique agora e aqui para você.

    Então, estudamos o proejto a fim de que nosso ideal de implantação seja repassado com o mínimo de ruído. Então, cada projeto é único. Por que os atores envolvidos jamais serão os mesmos. Já que nós mesmos mudamos a cada dia que nasce.

  103. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 22:19

    Muitas mulheres não se incomodam por usar a burga, Blinder.
    Caro Rodrigo, a questão não é esta, mas as mulheres que se incomodam porque são forçadas a usar, abs, Caio

  104. karen

    -

    17/02/2011 às 21:31

    DV, concordo com o que vc comentou, sei muito bem sobre as minorias na Turquia pois tenho conexoes pessoais com gente de la. As pessoas fazem de conta que esta tudo bem mas hoje em dia correm p/ os EUA para terem seus bebes, pelo menos eles estao “salvos” se algo acontecer (isto e, o governo deixar de ser tolerante com as minorias).

    maisvalia, por isso que faco e nao falo. Sabe por que os conservadores sao mais filantropos? Porque eles sao super cristaos e acham que vao com certeza para o inferno…they are trying to bribe their way to a better place…keep trying!

  105. LCAM

    -

    17/02/2011 às 18:32

    Caio,

    A desmobilização da manifestação no Bahrein foi violenta assim como na Líbia, na qual chegam informes de que foram disparados tiros com balas de verdade contra os manifestantes. E agora o Irã diz que vai passar sim os navios pelo Canal de Suez e que já estão rumando para o Egito apesar do que disse o chanceler israelense. Tomara que não seja um dos Cisnes Negros de Taleb. Tudo o que a região não precisa neste momento é Israel envolvido numa queda de braço pra valer com o Irã. Pro bem de Israel e da região.
    Infelizmente o tom deste meu texto estava correto, sobre o cenário de sangue. Sobre o resto, tudo indica que a provocação é do Irã, como sempre querendo desviar as atençoes do que acontece dentro de casa. Abs, Caio

  106. Gustavo

    -

    17/02/2011 às 18:23

    Somos todos egípcios, somos todos iranianos, somos todos brasileiros, somos todos americanos… Espera ai, todos menos o Obama, pois ele não tem certidão.
    Você é incorrigível, leia o que Karl Rove está dizendo sobre esta sandice

    ***
    Karl Rove: Birther rumors discredit GOP
    Former Bush adviser Karl Rove is calling on GOP politicians to avoid falling into the “birther” movement trap and to stop fueling rumors that President Barack Obama was not born in the United States.

    “Within our party, we’ve got to be very careful about allowing these people who are the birthers and the 9/11-deniers to get too high a profile and say too much without setting the record straight,” Rove said Wednesday night on Fox News.

    “We need the leaders of our party to say, ‘Look, stop falling into the trap of the White House and focus on the real issues,’” he said. Spending time and energy on — and getting media attention for — comments about where the president was born is a distraction that discredits the lawmakers and candidates making the remarks, he said.

    ****

  107. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 18:22

    Se o Oriente Médio enfim descobrir o valor da democracia, espero que não se contamine com o lixo produzido pela indústria cultural do Ocidente. Seria triste ver uma Lady Gaga árabe. No entanto, é claro que isso vai acontecer.
    Prefiro um monte de ladies Gaga do que mulheres forçadas a vestir a burqa, abs, Caio

  108. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 16:55

    Também eu concordo com o Célio, sobretudo na última linha, quando adverte do perigo de um debate rasteiro e vulgar.

  109. célio marques

    -

    17/02/2011 às 16:33

    é a beleza americana não é caio?o presidente barack hussein obama entrega a medalha da liberdade ao velho e digno republicano george herbert walker bush,enquanto cá em pindorama alguns tolos radicais alimentam a linguagem do ódio e da divisão!será que republicanos e democratas precisam ser inimigos?será que não existem pessoas dignas e indignas em ambos os partidos?o GOP tem sarah palin,newt gingrich e teve jesse helms(que teve o mau gosto de morrer no dia 4 de julho!),mas também tem bob dole,alan simpson e john mccain,políticos que honrariam qualquer legislativo do mundo!por outro lado,o dos democratas,com os quais simpatizo,não sou necessariamente fã de nancy pelosi ou al gore,o estúpido que perdeu a eleição mais ganha do século xx.portanto será preciso esse clima de fla-flu(ou atlético e cruzeiro),com opiniões extremadas,preconceitos e teorias conspiratórias?isto não seria indigno da melhor tradição política americana,não torna o debate extremamente rasteiro,extremamente vulgar?
    Celio, muito legal o seu ponto sobre a existencia de politicos dignos, sejam conservadores, sejam liberais, abs, Caio

  110. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 16:06

    Abusando um pouco mais de seus conhecimentos e de sua paciência, Blinder, como fica a situação da Arábia Saudita? O regime é ditatorial, é pro americano, mas o povo adora Bin Laden? Tudo isso é verdadeiro?
    Acho que ali é o maior temor para os americanos, pais é muito importante. Agora esta coisa de povo adorar o Bin Laden é mais complexa: creio que na oposicao a casa real existem os dois vetores: os fundamentalistas que de fato sao pavorosos e os setores que querem um ritmo de reformas menos glacial. Estou de olho na Libia, abs, Caio

  111. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 15:48

    Por que o Bahrein é saia justa para Obama, Blinder?
    Por que o regime é pro americano e ali é sede da Quinta Frota. Ademais, existe o temor de que a confusao ali favoreça o Irã, abs, Caio

  112. LCAM

    -

    17/02/2011 às 15:35

    Prezado Caio,

    E o caldeirão do mundo árabe vai esquentando: manifestações na Líbia (esse sim tem que cair logo, atualmente não por urgência urgentíssima, mas pelo emérito banditismo internacional do passado) e Barhein, essa monarquia que emula a situação do Iraque na era Saddam com a minoria sunita impondo o jogo e o jugo à maioria xiita, está útima apoiada pelo Irã. Por sua vez a Reuters informa que o Irã desistiu (foi impedido?) de transpor duas naves de guerra do Mar Vermelho para o Mediterrâneo pelo Canal de Suez. Lieberman já havia advertido que Israel consideraria a intenção persa como provocação.
    Dependendo da evolução dos eventos em Bahrein, sede da Quinta Frota Americana, parece-me será colocada em xeque a disposição de Obama em apoiar manifestações populares frente ao pragmatismo da política americana.
    Queda de Khadafi é um bem para a humanidade. Concordo, Bahrein é saia justa para Obama, abs, Caio

  113. Rodrigo

    -

    17/02/2011 às 15:34

    “To me consensus seems to be: the process of abandoning all beliefs, principles, values and policies in search of something in which no one believes, but to which no one objects; the process of avoiding the very issues that have to be solved, merely because you cannot get agreement on the way ahead. What great cause would have been fought and won under the banner ‘I stand for consensus’?” Essa é uma frase de uma grande dama, Margareth Thatcher. Mal sabia ela que a tal busca do consenso deixaria o campo político-econômico para ser defendido por apresentadores de programa de auditório.

  114. maisvalia

    -

    17/02/2011 às 11:29

    Sai um pouquinho da pauta, mas é interessante. A esquerda é festiva aí também, né?
    Tem um estudo que mostra que os conservadores são mais filantropos que os liberals.
    Uma coisa é falar, outra é agir.
    Oi Karen, hehehehe

    “Nem Berkeley aceita presos de Guantánamo

    Nenhuma cidade na Califórnia é considerada tão de esquerda quanto Berkeley. Por isso, acreditou-se que ela receberia dois muçulmanos soltos de Guantánamo, um bailarino russo e um chef de cozinha argelino. O possível convite foi barrado pela assembléia local, “para não colocar em risco a segurança dos moradores”.

  115. Devildom voyeur

    -

    17/02/2011 às 10:30

    Oi, Karen, o problema na Turquia é que nos últimos anos, partidos considerados moderados como o AKP têm perdido a moderação. Prova disso é que protestos anti-governo têm sido reprimidos à força, veículos de comunicação têm sido punidos no estilo Cristina Kirchner etc. Inclusive, especula-se que o atual governo turco já pretendia cortar relações com Israel e o incidente com a flotilha foi o pretexto para fazê-lo. É por causa de eventos como os mencionados no comentário anterior, envolvendo o senhor Erdogan, que eu sou cético em relação a expressões como “modelo Turco” de democracia e “islamismo moderado”. Ainda mais num país como o Egito, onde a única força de oposição organizada é a Irmandade Muçulmana.

  116. carlos cezar marques

    -

    17/02/2011 às 10:13

    Prezado Caio,
    Em que salada nos enfiamos, nós, seres humanos deste princípio de século XXI! De um lado, uma trabalhadora sendo estuprada aos gritos de “judia!” De outro, a preocupação desmesurada e, por vezes, um tanto infantil, com a “evolução islâmica” no mundo. E para começarmos bem o dia, acabei de ler: “de cada dez investigações sobre ataques israelenses a palestinos, nove são arquivadas sem que se abra um processo jurídico”. Está parecendo o Brasil. Em pleno terceiro milênio, quando, supostamente, teríamos de estar evoluindo mais rapidamente em direção a um mundo melhor e mais justo, parecemos estar regredindo!!!

  117. Anouk

    -

    17/02/2011 às 9:38

    Oi LCAM,
    Eu entendi você, sim. A sua conversacao com o Caio, é um ganho para todos nós.

  118. jorji

    -

    17/02/2011 às 9:23

    O Caio certa vez citou a ética dos EUA, sempre apoiaram o regime egípcio, e outras ditaduras da região, agora dão as costas…………

  119. jorji

    -

    17/02/2011 às 9:21

    Democracia é uma instituição recente na história da humanidade, inclusive no Ocidente, os povos da região norte da África, e a maioria do Oriente Médio ainda vivem sob o regime do Islã, não é por acaso que a maioria dos regimes dessa região é a ditadura , sempre apoiado pelos militares, são regimes que são melhores que o radicalismo islâmico, esse é um verdadeiro inferno, principalmente para as mulheres. Democracia é frágil, e só funciona em países com povos com maturidade suficiente, isso porque a espécie humana, sempre tende a adotar regimes ditatoriais. Entre as instituições que formam a base do poder ( Militar, Política e Religião ), é a religião o inimigo número um da democracia, enquanto aquele povo não se libertar do regime islâmico, é muito difícil adotar o regime democrático na região, sob o aspecto do intelecto, todas as religiões são absurdos.

  120. amauri

    -

    17/02/2011 às 8:38

    Bom dia Caio”
    A noticia abaixo procede?:
    “A correspondente do 60 Minutes Lara Logan foi violentada repetidas vezes por marginais que gritavam “Judia! Judia!”, quando cobria a queda caótica do presidente egípcio Hosni Mubarak na praça principal do Cairo na sexta-feira, disseram ontem a CBS e outras fontes.

    A epuipe da TV e a própria Logan, que também é a principal correspondente estrangeira da emissora, estavam com as câmeras ligadas momentos antes de ela ser levada de assalto — e ela foi filmada com aspecto angustiado enquanto tentava se libertar de uma multidão de homens por trás dela na praça Tahrir.

    “Logan estava cobrindo a celebração… quando ela, sua equipe e os seguranças foram cercados por elementos perigosos em meio à comemoração,” disse a CBS em uma nota. “Era um grupo de mais de 200 pessoas em fúria.”
    Nao estou acompanhando os detalhes, mas a confirmar torna ainda mais sórdida a história, abs, Caio

  121. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 23:19

    Blinder, agora me lembrei de uma informação relevante, lida se não me engano na coluna de Daniel Pipes, filho de Richard Pipes: Ahmadinejad acredita no retorno do imã Mahdi, cuja missão é libertar o mundo e estabelecer o Reino de Deus na Terra. A política iraniana talvez obedeça a uma crença mística, não valendo, portanto, o “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Faz algum sentido essa especulação?
    Faz, abs, Caio

  122. LCAM

    -

    16/02/2011 às 22:58

    Caio,

    Vai começar parecer que estou defendendo Al Assad e nem honorários para isso recebi. Então vou deixar clara minha posição: uma ditadura (qualquer uma) é repulsiva porque aliena um direito primevo de qualquer homem que é a liberdade. Sendo Al Assad mais que agente, mas o próprio ditador, em sua pessoa deve recair quase a totalidade do asco que se tem ou se deveria ter em relação à ditaduras. E que seja assim. Portanto, não me iludo com o inglês perfeito, com a graduação britânica em medicina ou com sua (realmente bonita) esposa. Todo ditador é torpe. E é fato que para permanecer no poder nesta condição necessita dessa torpeza. Não se pode esperar que um ditador haja como estadista (sei que não gostas da palavra), mais ainda quando o momento exige que haja como… um ditador. No caso da Primavera de Damasco uniu-se à disposição corrupta a necessidade do momento: a invasão do Iraque e a Revolução dos Cedros parecem mais bem explicar (e não justificar) o retrocesso do regime Sírio do que simples e puro maquiavelismo inerente à própria condição de ditador. Em última análise, o que Al Assad parece almejar (e isto é mera especulação pois o homem representa uma ditadura) é a Síria com uma aparência de nação livre, capaz de convencer alguns ex-presidentes por aí de que suas disputas internas se resumem a reclamação da torcida perdedora. Isso o retira da fila? De jeito nenhum. Só não o coloca, na minha opinião, na lista dos primeiros que devem cair, máxime porque se precisa de alguém na região que se contraponha à ascendência quase absoluta do Irã.
    Abs.
    Claro que entendi sua posicao. Nunca me pareceu que voce estava justificando nem minimizando a torpeza de Assad Jr.. O que estamos discutindo aqui é geopollitica (Nixon vai a China, Sadat a Jerusalem, Netanyahu a Teerã ?ai é demais). Foi por esta razao que escrevi colunas atras que Mubarak teve alguma serventia (preservar o acordo de paz com Israel). A loucura na regiao é que a queda de um tirano as vezes resulta num tirano pior (do xá a Khomeini), mas como de habito vamos esperar o melhor e se preparar para o pior. Muito legal a nossa conversa nesta quarta feira. Nao me preocupo muito com a filiacao ideologica (ou falta de) das pessoas que circulam por aqui. Para mim o essencial é o interesse em debater estes assuntos internacionais, abs, Caio

  123. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 22:37

    Agora os líbios estão protestando. Será uma vitória de George W. Bush?
    Nao, eventual derrota do Khadafi, abs, Caio

  124. Fernando dos Santos

    -

    16/02/2011 às 22:20

    Aparentemente Obama conseguiu superar seu primeiro grande desafio na política externa.Mubarak caiu mas o Egito continua sendo um regime pró-Ocidente.Pelo jeito ele já não corre mais o risco de se tornar o presidente americano que perdeu o Egito.Pelo menos por enquanto.
    Caro Fernando, muito cedo para esta avaliaçao, mas o Exercito tem cara de que ira a ditar a politica externa, abs, Caio

  125. karen

    -

    16/02/2011 às 20:26

    Devildom voyeur vi os videos anexado nos seus comentarios e e muito engracado, ainda que verdadeiro!
    As minorias na Turquia vivem um dia apos o outro sem pensar muito no futuro pois pode nao haver um para eles neste novo governo.

  126. LCAM

    -

    16/02/2011 às 19:00

    Caio e Anouk,

    Mesmo não superando completamente o fato de estar fora do tema da semana, e concordando com o Caio de que a devolução das Colinas de Golã é processo dificílimo mas não impossível, na minha intervenção não me referi exatamente a devolução, mas a questão das Colinas de Golã. O Direito Internacional antevê outras formas de solucionar o impasse. Indenização total ou parcial, por exemplo. Mas a verdade que interessa é o que não vem a tona na resolução da questão.

    Abs.
    A solucao seria via negociacao bilateral. Algo fundamental na Siria é que desde o acordo de paz entre Egito e Israel, a ideia dos sirios irem a guerra contra Israel é inviavel. E Israel precisa dos sirios para que haja algum tipo de ordem no Libano. O problema é que o Assad joga em tantos times e muda as taticas de acordo com as conveniencias. Na politica domestica, as vezes ele permite um pouco de debate e o pessoal que mostra a cabeça depois é brutalmente reprimido. Houve um negocio chamado primavera de Damasco em 2005. Agora é inverno: os lideres da oposicao estao na prisao ou no exilio, abs, Caio

  127. Fabricio Juliano

    -

    16/02/2011 às 18:41

    Esqueci de complementar que penso isso mesmo, ainda que muitos queiram um dia mudar essa realidade. Me incluo nesses.

  128. Fabricio Juliano

    -

    16/02/2011 às 18:39

    Caio, meus parabéns, compartilhamos a mesma opinião quando vc disse “…estou publicando estes e mails sobre nossa provincia…” a respeito do Brasil ser uma província. Complemento que é uma mistura de Província/Colônia moderna, no pleno significado dos termos.

  129. Angelo Costa

    -

    16/02/2011 às 17:09

    Boa Caio. Acho que você nem deveria publicar estes comentários fora do tema do blog. As pessoas deveriam ater-se ao tema do blog, a proposta é política internacional. Existem outros blogs com temas de política nacional. Este não é o local de debate para estes temas.
    Abs.
    Eu peço e caso a conversação não seja sustada, exerço um controle social da mídia, abs, Caio

  130. carlos cezar marques

    -

    16/02/2011 às 16:54

    Prezado Caio,
    Acredito que não seria correto relativizarmos tanto as coisas a ponto de “esse é nosso parceito, então vamos quebrar o outro”. Na Arábia Saudita há u’a animalidade bem superior a selvageria no Irã. Esse negócio de “investimento estratégico” me parece muito leviano sob a óptica dos interesses próprios estadunidenses. Agora, sinceramente, não vejo o exagero que você afirma haver por parte daqueles que denunciam o banditismo do complexo industrial-militar estadunidense. Não é exatamente assim? A festa começa com a invasão e destruição de grande parte da infraestrutura de um país, além dos milhares e milhares de mortos nativos, para aterrorizar a população. Então os assassinos são vistos quase como deuses por uma parte do povo, pequenos deuses investidos de um grande poder de destruição e de… restauração da vida! Aí, os invasores chamam os comprades para se empenharem na tentativa de reconstrução… que pode se estender por muuuuiiitos anos, dependendo do poder de fogo da Resistência. Então haja lucro para as empresas invasoras, hein?! Olhe aí as companhias petrolíferas, a indústria de armamento, fornecedores, transportadores etc, enfim, todo aquele ligado à logistica e mais outros que nem sabemos como ou de onde conseguem bilhões e bilhões de dólares desses pobres povos já massacrados pelo terrível invasor!

  131. Devildom voyeur

    -

    16/02/2011 às 16:53

    De fato, Erdogan não deve ser confundido com tipos como Ahmadinejad e Assad, desde que não acuse Israel de praticar um “desumano terrorismo de estado” quando o país tiver de bloquear o acesso de flotilhas “humanitárias” cúmplices de organizações terroristas que se recusarem a ser inspecionadas, à Faixa de Gaza. Ou quando se junta a imbecis tupiniquins para tentar livrar a barra do humanista Ahmadinejad em relação a seus planos energéticos nucleares “pacíficos”. E por falar em flotilha “humanitária”, antes que me acusem de defender os “crimes” cometidos por Israel, o vídeo abaixo, sobre o episódio em questão (uma paródia da música “we are the world”) é divertido e explicativo.
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=FOGG_osOoVg&feature=related
    Uma prioridade estratégica (ou prioridade central como alguem disse no Brasil) de Israel é de alguma forma consertar ou minimizar o estrago causado nas suas relacoes com a Turquia. Erdogan não é o “cara” para mim, mas é um cara importante, é preciso saber trabalhar com ele e um dos motivos sao os Ahmadinejads do mundo, abs, Caio

  132. Angelo Costa

    -

    16/02/2011 às 16:50

    Prezado Caio
    Ótimo tema. Bem colocado.
    O custo humano de todo este movimento é que é o ponto principal. No Egito, onde os militares tem laços estreitos com os militares americanos recebendo inclusive uma bela “mesada”, apezar do movimento pacífico houve um custo de 300 vidas, isto em uma revolta que contou com a boa vontade dos militares. A realidade dos outros países não é e não será a mesma. Irã, Síria, Líbia e outros não serão tão “bonzinhos” com os supostos manifestantes, acredito que será um massacre. A pressão americana sobre os miitares egípicios funcionou e funciona pelo simples motivo de que se os EUA retirarem a ajuda financeira os militares “quebram” e eles não querem perder esta “grana”. Este tipo de pressão não existe para com os outros países e o governo americano poderá apenas manifestar palavras de apoio e solidariedade e nada mais e cá para nós estes governos tiranos estão se “lixando” para palavras de solidariedade. Temo por um massacre sem dó nem piedade principalmente no Irã.
    Abs.
    Tememos, abs, Caio

  133. Anouk

    -

    16/02/2011 às 16:32

    Oi Caio,
    Como Reinaldo Azevedo, eu também nao acredito em revoltas espontâneas. O fato de o Iran culpar os EUA e a entidade sionista de orquestrar revolta no país, nao é de espantar, é o esperado.
    Penso que para Israel as colinas de Golan sao inegociáveis. Eu particularmente (risos), daria o assunto por resolvido.
    Cara Anouk, na verdade ate para o Netanyahu seria negociavel, dificil mas nao absurdo, sobre revoltas vale lembrar que no Egito claro que a mobilizacao teve organizacao, mas nao pela Irmandade Muculmana, que pegou carona quando percebeu que o bonde chegaria na praça Tahrir, abs, Caio

  134. carlos cezar marques

    -

    16/02/2011 às 16:32

    A filha do Serra esteve envolvida em escândalos de favorecimento político. O filho do Cardoso esteve envolvido em escândalos de favorecimento político. Há várias provas de corrupção do psdb em vários estados. Na época da compra de votos p/reeleição do Cardoso, a maior parte do psdb esteve envolvida, apenas uns dois ou três foram punidos e com certeza já estão atuando em outros setores. É tudo farinha do mesmo saco. Não sou petista nem pessedebista, mas é fácil enxergar que a compra de votos p/reeleição foi o primeiro ato corrupto de grandes proporções escancaradamente aberto ao povo, sob a érgide do “compramos mas fazemos”, “roubamos mas fazemos”.
    Caro Carlos e demais engajados nos debates brasileiros, estou publicando estes e mails sobre nossa provincia, mas que tal cuidar mais do resto do mundinho por aqui? Na terca feira alguem comentou como é chata a politica brasileira, e eu endossei. Acho chata esta conversa brasileira por aqui. Tanta coluna, tanto blog na patria amada para falar disso. Abs Caio

  135. Fabio

    -

    16/02/2011 às 16:22

    “Hipocrisia ocidental tem estas vantagens” – sem dúvida. Se é para ter uma potência militarmente hegemônica, que sejam os EUA (e não a China, Rússia …)
    De acordo, abs, Caio

  136. LCAM

    -

    16/02/2011 às 16:12

    Ô Caio,

    Colher de chá com ditador? Pô, aí ofende né? Com a licença da expressão, um ditador é um ditador é um ditador. O título que ostenta guarda tudo o que se precisa saber sobre o sujeito. Mas fatos são coisas teimosas, e nada do que disse os espanca. Pode-se conjecturar que a aceitação dos caldeus é jogo pra platéia ocidental, ou tentativa de inspirar uma certa complacência com os alauitas sírios, caso o caldo entorne por lá (muito embora, essa exclusivamente do Chacra, o próprio Bashad aja como um ateu, não jejuando no Ramadã, o que seria coisa grave em alguns outros países). Ok, não pode ser esquecido que o estado sírio, por outro lado, perseguiu implacavelmente uma das comunidades judaicas mais antigas do mundo. Mas até mesmo a muito bela Sinagoga de Damasco Al-Raqi tem sua restauração concluída esse mês. Então insisto, ao se aceitar uma gradação entre facínoras, Bashad não estará entre as urgentes urgentíssimas. E mesmo não duvidando de sua inteligência de forma alguma, existe algum ditador que não seja maquiavélico?

    Abs.
    Imagine, nunca te ofenderia. Seus comentarios sao muito interessasntes. O problema é que a Siria é um dos estados policiais mais eficientes e brutais no oriente medio e o bashar assad engana com sua pose mais sofisticada, seu ingles, sua vivencia no ocidente, sua mulher cosmopolita, etc. Concordo que ha gente pior (Ahmadinejad, Kim Jong Il) e tambem concordo que ele seria capaz de jogar bola com os EUA e Israel dependendo o que ganhar em troca,. Alias, nao é preciso ser ditador para ser maquiavelico, nem é preciso ser sequer Maquiavel. O Assad de fato é um bom Maquiavel. Se sobreviver mais ou menos incolume a estes terremotos politicos sera uma prova categorica. Abs, Caio

  137. maisvalia

    -

    16/02/2011 às 15:59

    “Na época do “glorioso” FHC, para alguns, os casos intermináveis de corrupção eram igualmente presentes assim como foram no governo Lula e assim como vão ser em qualquer outro.”

    Não falsifique a história.

    O PT não puniu nenhum dos seus pegos com a boca na botija.

    O Delubio tá pronto para voltar e os Zes nunca sairam.

    Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

    Eu não sou entusiasmado pelo Serra, mas não dá para compará-lo com qualquer do PT e seus aliados.

    No FHC, o banco da nora foi para o buraco, no Lullalá o banco do Silvio foi salvo, e o Lulinha tá milionário.

    O que você como os petistas fazem é juntar todos no mesmo saco e não dá para fazer isso.

    Vá pesquisar mais e deixe de ser impregnado por conversa mole para boi dormnir.

  138. Realista

    -

    16/02/2011 às 15:55

    Caro Caio,
    Gostaria muito que o presidente Obama e sua troupe usasse o mesmo critério e a mesma ênfase para pregar a queda da monarquia saudita ( muito mais radical que os aiatolás…)e outras autocracias assemelhadas na África e no Oriente Médio. Será que veremos isso, ou algumas ditaduras são melhores do que outras?

    Saudações
    Caro “Realista”, melhor ser realista nestas coisas. Algumas ditaduras representam um maior investimento estratégico do que outras. Eu também gostaria que a China se convertesse em plena democracia e desse todos os direitos para todos os cidadão. Eu gostaria que todos os países do mundo tivessem a dose de liberdade que os americanos têm, eu gostaria que…..Abs, Caio

  139. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 15:02

    Blinder, as denúncias dos libertários e dos esquerdistas sobre o Complexo industrial-militar, dizem que denunciado por Eisenhower, fazem algum sentido para você?
    Fazem, em particular quando o complexo foi denunciado por Eisenhower, mas como costuma ocorrer muita gente exagerou para sua propria agenda, abs, Caio

  140. LCAM

    -

    16/02/2011 às 14:43

    Caro Caio,

    Sem querer isentar uma ditadura, mas fazendo um contraponto, no início de seu governo Bashar Al Assad arriscou implementar no regime sírio alguma abertura, tendo sido enquadro pelo Baaz. Recentemente, alguns comentaristas (Gustavo Chacra do Estadão aqui no Brasil) ventilaram uma tentativa de aproximação de Assad e os EUA e, dizem, também com Israel, na tentativa de resolver definitivamente a questão das colinas de Golã, enfraquecendo deste modo não só a influência do vizinho Irã como também parte do Hezbollah no Líbano que tem se alinhado mais aos persas em detrimento da posição síria. Um ditador é um ditador, mas Bashar é diferente de seu pai Hafez. E se cabe uma graduação entre ditadores, como sugere o texto e afirmado abaixo, Al Assad apesar de não alinhado com os EUA e Israel mantém um estado secular e tem abrigado os cristãos caldeus iraquianos perseguidos pela maioria xiita.
    Ponto correto, eu e Gustavo conversamos sobre isto. Geopolitica é isto, um pouco (muito) amoral. Em Israel, inclusive existe o raciocionio de que sera preciso talvez se compor com os sirios diante dos terremotos estrategicos na regiao. Agora, sem colher de cha com o Assad. Ele faz um jogo muito maquiavelico entre os grupos do pais, inclusive porque sua patota no poder pertence a minoria alauita, abs, Caio

  141. Fabricio Juliano

    -

    16/02/2011 às 13:02

    Caio digo que não é somente “privilégio” de Israel acabar citado nas discussões de seu blog, percebo que ilusões sobre a política brasileira sempre estão presentes igualmente. O papel da revista Veja, nesse sentido, ajuda muito. Tantos tem um ódio ao Lula, Dilma, PT etc… e comentam como se essa fosse a moléstia do Brasil, ou seja, figuras específicas que desgraçam o país. Quem esses defendem? Aécio, Serra? Pelo amor de deus, é o mesmo que criticar o inferno e apoiar o capeta. Política brasileira, seja de qual lado for esquerda ou direita, é corrupta. Na época do “glorioso” FHC, para alguns, os casos intermináveis de corrupção eram igualmente presentes assim como foram no governo Lula e assim como vão ser em qualquer outro. O mal está na raiz. Agora o papel da imprensa de fato é definitivo para esconder as maracutaias, se for a favor do governo, e logo, ter o pleno apoio da população. Fato incontestável.

  142. Max

    -

    16/02/2011 às 12:47

    Os ataques à jornalista Lara Logan (tanto os físicos quanto os subsequentes verbais ao redor do mundo) aniquilaram qualquer simpatia que eu tivesse com a causa egípcia.
    Caro Max, um pouco radical a sua posiçao, nao? Abs, Caio

  143. Jean

    -

    16/02/2011 às 12:33

    Excelente texto. A verdade é que tanto Irã quanto EUA são hipócritas nessa história. O primeiro exalta os protestos contra Mubarak (aliado dos EUA), mas massacra seus próprios manifestantes. O segundo defende o regime democrático apenas quando convém aos próprios interesses (ou, como no caso do Egito, para não escancarar a hipocrisia americana).
    Obrigado, caro Jean, mas eu nao colocaria Irã e EUA na mesma categoria, abs, Caio

  144. maisvalia

    -

    16/02/2011 às 12:28

    Como pensa a maioria dos nossos “pogreçistas”que apoiam e são maioria no governo dilma – copia e cola do seu vizinho, o também ótimo Setti:

    “Filho de Jango, deposto por golpe que instituiu uma ditadura, cultua a ditadura dos aiatolás no Irã

    João Vicente: a ditadura no Irã é regime “límpido e transparente”

    João Vicente Goulart, 52 anos, filho mais velho do ex-presidente João Goulart, o Jango, corteja ditadores que fariam corar de vergonha o pai, deposto por um golpe militar que instituiu a ditadura que sufocou o país durante duas décadas, a partir de 1964. Ele é amigo e fã da feroz ditadura dos aiatolás no Irã.

    João Vicente, cujo pai morreu em 1976, na Argentina, se define como “filósofo, poeta e empresário”, mora em Brasília, preside um instituto que leva o nome do ex-presidente e tentou a sorte das urnas nas últimas eleições.”
    O artigo do filho do jango a favor dos loucos do irã tem o título Irã: Trinta e dois anos de uma revolução límpida e transparente e está neste link http://www.pagina64.com.br/noticia.php?id=2084.

    É mole ou quier mais pogreçismo, hehehehe
    Apenas um Janguinho, abs, Caio

  145. Devildom voyeur

    -

    16/02/2011 às 12:28

    Já que estamos falando dos tiranos do Irã e da Síria, que tal incluir o aprendiz turco e formar os três tenores?
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=VmffgIqlAYA
    Radical, não? Calma, Ahmadinejad e Assad são outra categoria. Erdogan é um outro jogo, um caminho que muitos nao podem gostar, mas dentro do planeta Terra. Estas generalidades e equivocos nos impedem de ver as nuances da geopolitica e como jogar o jogo. Abs, Caio

  146. Iago José

    -

    16/02/2011 às 12:21

    Querido Caio,
    Acabei de ler um artigo do nobre Reinaldo Azevedo. Ele diz não acreditar nestas revoluções espontâneas, muito menos organizadas pelo Twitter e Facebook.
    Analisando isso um pouco a fundo, colocando em jogo os interesses políticos internacionais, faz muito sentido o que ele diz.
    No Brasil, pelo menos, nenhum movimento de grande porte sobrevive sem patrocínios. Não existe política suprapartidária, e confesso que também não acredito 100% nesse descontentamento do povo egípcio.
    Com toda certeza, aliaram o descontentamento popular com interesses políticos externos, e formularam todo o processo que deu certo. Mubarack está tristinho em sua mansão as margens de sei lá qual rio.
    Enfim, o sucesso chegou, fragmentado ainda, mas chegou. O difícil é acreditar que não existe um respaldo político por trás de tudo isso…

    Abraços,
    Iago José
    http://www.twitter.com/iagojose_true
    Caro Iago, há visoes diferentes. O argumento de que qualquer protesto é orquestrado inclusive é abusado por ditadores de esquerda e de direita. Por exemplo, o regime iraniano bate na tecla que os protestos de oposicao sao orquestrados por americanos e a “entidade sionista”, e nao pelo movimento verde, que trabalha muito com facebook, etc, abs, Caio

  147. Fernando dos Santos

    -

    16/02/2011 às 12:12

    Eu acho difícil acreditar em uma transição rumo a democracia conduzida pelo Exército conforme foi prometida no Egito.No mundo todo, as Forças Armadas são conhecidas por ter perfil conservador.Seja na América Latina(onde os militares comandaram ou apoiaram ditaduras direitistas sangrentas) ou no antigo Império Soviético(onde o Exercito Vermelho esmagou a Primavera de Praga e tentou derrubar Gorbachev nos ultimos meses da antiga URSS), as Forças Armadas no poder costumam ser sinonimo de conservadorismo(e geralmente no mau sentido).Pode ser que o Exercito egípcio seja uma exceção, mas eu fico com um pé atrás.
    Quanto a intervenção americana no Iraque comandada por George W. em 2003, será sempre muito difícil encontrar algum mérito nela e por diversos motivos, dentre eles destaco:1)O governo Bush como se sabe, mentiu sem a menor vergonha para justificar a invasão americana.2)Os EUA durante muito tempo apoiaram Saddam e fingiram não ver suas atrocidades.3)O Iraque de hoje ainda parece estar muito, mas muito longe mesmo da estabilidade e da democracia prometida pelos americanos em 2003.Na verdade não parece nem mesmo estar caminhando para essa direção.
    E por falar em 1982, aquele foi o ano de outro terrível massacre ocorrido no Oriente Médio, nos acampamentos de Sabra e Chatila, ambos situados no Líbano.
    Caro Fernando, na verdade em muitas partes e em muitos momentos da historia os militares tem perfil modernizante (nossos tenentes, os coroneis egipcios de 1952, etc). Isto nao quer dizer que modernizam. Sobre o final do seu comentario, acho otimo lembrar, mas com o seguinte argumento: existe muito mais foco em Sabra e Chatila do que o que aconteceu em Hama, na Siria por que sera? Abs, Caio

  148. carlos cezar marques

    -

    16/02/2011 às 12:07

    Utopia:
    Em meio a tantas guerras, ou intenções de guerra, ou possibilidade de ataques preventinos etc… quem sabe um dia possamos acordar, de manhã, encontrando um Irã mais disposto a diologar com o Ocidente, um Israel menos interessado em isolar os palestinos, as potências mundiais mais preocupadas em levar um desenvolvimento verdadeiro a todos os povos…
    Por ora, utopias, abs, Caio

  149. amauri

    -

    16/02/2011 às 12:03

    Revoluções democráticas? Democracia não é apenas direito ao voto. Mas também igualdade de direitos para todos os cidadãos, livre imprensa e livre expressão do pensamento. Como falar de democracia em países onde mulheres são castradas já na infância, onde o macho tem legalmente o direito a quatro fêmeas e a mulher pode ser lapidada se ousar trocar de cama? Onde homossexuais podem ser condenados à morte? Onde qualquer opinião desairosa sobre a religião vigente constitui crime? Onde a imprensa não pode contestar o governo? Onde as leis não são as normas elaboradas por um Parlamento, mas emanações de livros religiosos?

    Não se pode falar de democracia em teocracias. Não se passa de uma teocracia para uma democracia da noite para o dia. Democracia exige longa educação através das décadas. Nunca houve, em países árabes, o que se possa chamar de democracia. Ora, um bruto não se transforma, em um passe de mágica, em cidadão culto e liberal. Os países árabes só conhecerão democracia no dia em que se libertarem do Islã.

    Isto não será para amanhã. A meu ver, nem para depois de amanhã. O Ocidente precisou de séculos para libertar-se da opressão da Igreja Católica. A Hégira está quatrocentos anos atrasada em relação à era cristã. No ritmo em que marcha a História, quem sabe lá pelos 2.400, 2.500… E olhe lá! abs

  150. Marcos Lourenço Wanz

    -

    16/02/2011 às 11:58

    E os Cubanos, quando vão pedir a saída do morto vivo?
    E o beiçudo da venezuela? Ficaria melhor num programa de humor.
    E os Bolivianos, até quando vão aguentar o Morales?
    E os Equatorianos do Correia?
    E os Brsileiros com “lula”, “sarney”, “dilma”, “collor”, etc…, viraram todos amigos de infância.
    Acho que todos ficariam melhores num programa de humor.
    E a oposição(não existe), se existe, até quando vai ficar abanando o rabo viarado para o planalto?
    Quando que vamos sair às ruas?
    Até +, vamos…,

    “Fiquem tranquilas as autoridades. No Brasil jamais haverá epidemia de cólera. Nosso povo morre é de passividade” Millôr
    Millor é sabio, abs Caio

  151. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 11:49

    Blinder, tomo a liberdade de lhe enviar um link interessante: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=895.
    PS. O Obama não tem um trabalho acadêmico que condena a vocação belicista americana? Acho que no Brasil todos nós vimos Obama como um pacifista.

  152. Iago José

    -

    16/02/2011 às 11:48

    Meu amigo Caio, bom dia!
    Vamos lá:
    O clientelismo do Egito ao Estados Unidos já era algo que eu havia dito antes, estava na cara. Primeiro dão apoio a queda, depois calam-se, e quando o circo pega fogo, vamos ajudar na reconstrução da nação formentando uma democracia justa e plena. É mais ou menos assim em todos os casos, com detalhes mais sórdidos em alguns.
    Como disseram na imprensa brasileira: Obama agiu na hora certa, apoiou quando devia, apertou a mão de Mubarack quando conveniente, se calou na hora certa.
    Com relação ao regime iraniano, aí sim estamos em guerra. O velho barbudo se mostra indestrutível, e conta com o respaldo de apoios ocidentais. Quanto mais investirem nas suas mirabolantes ideias econômicas, mais poder o autocrata terá. Chegará o dia em que ninguém o controlará se a maré continuar favorável ao Rei das usinas nucleares…
    No Irã, o povo precisa muito mais do que revoltas populares em praça pública. Ahmadinejad já mostrou seu braço de ferro e confirmou que é duro na queda. Vale a pena pagar para ver?
    O apoio internacional à queda da ditadura iraniana é fundamental, mas quem vai lá ter coragem? Sobrepor interesses políticos? Pois bem….
    O fracasso sangrento é o resultado mais provável se o povo resolver ir às ruas, sozinhos, sem um respaldo efetivo.
    No Egito, militares já governavam com Mubarack, por hora, continuam por lá. Tomara que seja mesmo por hora .

    Abraços querido Caio.
    Valeu, Iago, boas colocacoes. O drama no Irã é que nao cabe a nos, de fora, controlar o processo. Muito vai depender da disposicao popular para enfrentar o regime e da temida e eventual brutal repressao deste regime, abs, Caio

  153. amauri

    -

    16/02/2011 às 11:41

    Aqui no Brasil ouvi muito apoio de políticos nas manifestações no Egito. Ouvi algo parecido em relação ao Irã, que apoiava as manifestações no Egito. Agora o Irã, que o Brasil é aliado, está repreendendo a manifestação iraniana. A critica a esta repreensão aqui esta muito baixa. Este é um dos motivos que sou cético em um final feliz, para quem defende liberdade, justiça e democracia, no Egito. abs
    Nao estou surpreso com estas reacoes no Brasil. Imagine entao quando ocorre alguma coisa relacionada com Israel, ai sim a indignacao pega fogo com a entidade sionista, abs, Caio

  154. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 11:31

    Que injustica, Blinder. Obama herdou duas guerras da Administração Bush. Tenho certeza de que, em seu íntimo, Obama se opõe a elas.
    Obama nunca foi um pacifista. Foi contra a guerra do Iraque e trata o Afeganistao como uma necessidade estrategica. Basta ver a escalada americana ali e tambem no Paquistao. E outra e longa discussao se sua estrategia é correta, abs, Caio

  155. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 11:22

    Blinder, eu concordo com você. Mas me lembro de ter assistido a algumas reportagens que evidenciavam a completa falta de vontade de jovens em seguir a carreira militar, por exemplo. Em 2004, uma jovem americana residente no Brasil fez questão de votar em Kerry porque repudiava a guerra no Iraque. Eu fiquei contente com a reeleição de Bush, mas conheci Ron Paul, e então passei a questionar mais o GOP, partido da guerra, como chama o Pat Buchanan.
    Obama tambem é presidente de guerra, abs, Caio

  156. Luis Carlos Zardo

    -

    16/02/2011 às 11:19

    O que levou as pessoas às ruas no Egito não tem absolutamente nada a ver com demanda por democracia, o que vimos no Egito e em muitos outros lugares foi pura e simplesmente um protesto contra o aumento do preço dos produtos básicos, comida em primeiro lugar…O conceito de democracia do povo egípcio consiste em colocar uma ditadura islâmica no poder
    Meu caro: seus argumentos nao sao consistentes: foi protesto contra o aumento dos preços ou um movimento para implantar uma ditadura islamica? De qualquer forma, creio que as coisas sao mais complexas e mais incertas do que suas colocacoes. Fatores como democracia, indignacao contra corrupcao, protestos contra brutalidade policiall foram cruciais. Sera que voce acha que a populacao arabe esta a margem destas questoes? Abs, Caio

  157. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 11:11

    Já que você falou dos jovens no Oriente Médio, Blinder, lembro que nos EUA muitos jovens começam a se atraídos por uma idéia de Ron Paul: o repúdio à guerra.
    Caro Rodrigo, isolacionismo pode ser muito perigoso. Pacifismo absoluto nao existe. Isolacionistas repudiaram até o limite a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial. Guerras as vezes sao necessarias, especialmente contra regimes agressivos e totalitarios, abs, Caio

  158. Anouk

    -

    16/02/2011 às 11:10

    Concordo com você, Caio.
    Abs.

  159. Anouk

    -

    16/02/2011 às 10:59

    Olá Caio,
    Aqui na Alemanha há, sim, uma certa preocupacao com imigrantes islâmicos. Na verdade, a populacao islâmica já na terceira geracao nao parece ter aumentado muito, mas os novos imigrantes islâmicos – maioria turca, possuem no mínimo 4 filhos por família e o que é pior, muitos pais sao desempregados, nao dominam o idioma, nao possuem qualificacao profissional. Vivem à custa do Estado. A questao econômica é o fator de maior preocupacao.
    OI Anouk, compartilho a preocupacao. Mas nao sou alarmista. Inclusive existem estudos demograficos na Alemanha mostrando que o crescimento da minoria islamica tende a diminuir. Acho claro importante nao manter estes imigrantes em enclaves, justamente para nao agravar as mazelas do multiculturalismo, que foi uma boa solucao em um momento historico, mas que precisa ser ajustado, abs, Caio

  160. Rodrigo

    -

    16/02/2011 às 10:57

    Blinder, um jornalista chamado Robert Fisk faz críticas contundentes à alinça anglo-americana presente no Oriente Médio. Diz que o único interesse é petróleo. Parece-me simplista a opinião de Fisk. Mas a pergunta que eu creio deva ser feita é esta: Até que ponto outros povos aceitariam o traumático processo de secularização? (Noto que no Brasil a modernização da sociedade não é um mar de rosas, ao contrário, foi um dos mais agressivos do mundo.
    O infatigavel Robert Fisk, hoje no jornal Independent, me cansa. É uma referencia importante, conhece bem a regiao, faz boas reportagens, mas tem uma agenda ideologica carregada, abs, Caio

  161. Fabricio Juliano

    -

    16/02/2011 às 10:37

    Caio vc foi muito feliz em citar que “Os manifestantes egípcios ensinaram uma lição: é preciso ocupar o espaço físico, a praça.” Ao ler isso imediatamente lembrei de nossa capital, Brasília. É um dado que envergonha bastante mas é a realidade, a “praça” dos 3 poderes é um descampado gigante que mesmo centenas de milhares de pessoas (como eu já presenciei) não aparenta a grandeza de qualquer manifestação assim como ocorreria em outras capitais do mundo em ruas estreitas, resumindo, em espaços menores. E isso, evidentemente, é proposital, esse grande espaço já foi feito pensando nas manifestações futuras. Uma vergonha saber o que nossos políticos sempre tiveram em mente, a extrema corrupção brasileira, na minha opinião, é um caso de revolta popular feita, talvez, até com mais empenho do que no caso do Egito.
    Caro Fabricio, muito bem lembrado. JK quis levar o Brasil para o interior, mas tambem levou a insularidade e a impunidade dos politicos. Mais facil marchar para a praça no centro do Cairo, SP ou RJ. Brasilia é esta coisa desolada, um descampado politico. Abs, Caio

  162. pericles

    -

    16/02/2011 às 10:33

    Desde 1979 até hoje são bem mais de 18 anos.
    Sim, caro Pericles, é uma longa noite no Irã. Mas meu trocadilho com o numero 18 foi com o Egito. L’a foram necessarios 18 dias para derrubar uma ditadura. Espero que nao sejam 18 anos no Irã, abs, Caio

  163. Nicão

    -

    16/02/2011 às 10:28

    Caro Caio, nessa novidade dos levantes populares no Oriente Médio, derrubando as próprias ditaduras, sejam elas militares ou religiosas, algo praticamente impensável há apenas três meses(!), nunca é demais repetir, me chama atenção o anúncio feito ontem pela secretária Hillary Clinton, divulgando a criação de uma verba para incentivar grupos de protesto a burlar a censura à internet promovida pelos governos em apuros e garantir que as mensagens cheguem aos seus destinos. Será que os americanos, finalmente, chegaram à conclusão de que a internet e a suas redes sociais se tornaram o novo “poder” mundial e, caso consigam liderar esse negócio, acabam tendo mais poder de controle dos seus desafetos (e inimigos, principalmente), com uma economia imensa em vidas e dinheiro? Convenhamos, seria o “céu”, não seria?
    Internet é um pedaço da historia destas convulsoes. Creio que existe um difuso clamor civico na regiao, contra ditaduras seculares ou teocráticas. Meu temor, e aqui preciso ecoar gente mais conservadora do que eu, é que uma transiçao muito atropelada e rapida nao permita a criacao de sociedades civis solidas que abafem vozes iliberais. Uma eventual virada historica seria no Irã, onde ha uma sociedade com tradicao civica. O drama é que sera dificil derrubar um regime tao inescrupuloso e cruel como este da dupla Khamenei-Ahmadinejad. A posicao americana como sempre é complicada, mescla de ideais e investimentos estrategicos. Basta ver que é mais facil se alinhar com manifestantes no Irã do que no Bahrein sede da Quinta Frota. Abs, Caio

  164. carlos cezar marques

    -

    16/02/2011 às 9:49

    Prezado Caio,
    Quando o assunto é política internacional ou assemelhados, e falamos sobre os Estados Unidos, não podemos deixar de citar Israel, o maior braço armado estadunidense no Oriente Médio… de um modo simbólico, é claro, afinal, Israel possui sua soberania.
    Abs.
    Caro Carlos, sua ultima frase é corretissima (sobre soberania). Israel não é o braço armado dos EUA. É um pais independente, aliado dos EUA e muitas vezes seus interesses colidem com os interesses do aliado. Abs, Caio

  165. carlos cezar marques

    -

    16/02/2011 às 8:48

    Bom dia, Caio
    Obviamente há muitas verdades no que você diz. Mas também observo que outros regimes ditatoriais ou fraudulentos não são devidamente rechaçados, somente pelo fato de estarem alinhados aos Estados Unidos e Israel. Acredito que as coisas possam estar se direcionando a um novo rumo, que talvez não combine com as aspirações de uma adesão total aos modelos democráticos. E soa estranho falar em “barbaridades circunscritas” para se referir à selvageria de um ditador “amigo”. A animalidade não é sempre a mesma em se tratando de maus-tratos?
    Abs.
    Caro Carlos, fui comparativo. Há ditadores piores do que outros. Saddam Hussein foi pior do que Mubarak. E reconheço que foi um dos momentos mais venais da diplomacia ocidental apoiar o Saddam contra o Irã nos anos 80. Eu sei que existe uma tendencia de comentarias, a minha esquerda ou a minha direita, para pinçar frases do texto para reforçar pontos de alguma agenda.Mas meu ponto é claro: os americanos em muitos momentos apoiam regimes muito brutais, mas podem circunscrever. Nada disso ocorreu com os sovieticos e nao ocorre com os chineses. Mas, de novo, por que, trazer a palavra Israel neste texto? Abs, Caio

  166. amauri

    -

    16/02/2011 às 8:09

    Bom dia Caio!
    Sou um tanto cético quanto a um belo final no O.M. Estou entre as duas ultimas opções que deixou. Se a preocupação no O.M. é de que formas de governos fundamentalistas se tornem governos, os ocidentais teriam que ter a mesma preocupação, ou maior ainda, da invasão islâmica na Europa. Conversei ainda ontem com uma amiga que estava estudando na Alemanha e perguntei sobre este tema. Ela disse que a população européia esta sim preocupada com isto. O mundo se volta ao O.M., graças a mídia, e a Europa sai de foco, e fica vulnerável a radicalização. O perigo está lá na Europa. Na minha estreita visão do cenário claro, exposto aos mortais. abs.
    Caro Amauri, tambem estou cetico no OM e ficaria muito feliz se estiver errado, mas no caso da Europa nao sou alarmista, abs, Caio

  167. maisvalia

    -

    16/02/2011 às 8:03

    Até tu, caro Caio

    “Mas a história dá umas voltas curiosas. Saddam Hussein era um ditador que não vacilava em matar os cidadãos do seu país em larga escala para ficar no poder. Justo perguntar se os xiitas e os curdos se livrariam do genocídio sem a intervenção militar americana do segundo presidente Bush? Talvez apenas sofrendo um genocídio. Não dá para comparar o custo humano da ocupação americana com o que Saddam fez com o seu povo na era anterior. Foi muito pior.”

    Um dia a história, não a atual, escrita e deformada pelos “pogreçistas” latino americanos jurássicos – assim definidos pela múmia comunista hobsbawn – fará justiça ao buxi, hehehe

    O hussein ganhou um ponto comigo Caio.
    Ontem eu o vi condecorando o buxi pai, fato que só sói acontecer na maior democracia do mundo. Imagine aqui o guia mor condecorando o pai do presidente que permitiu que ele fizesse a farra do boi que ele fez – FHC, nunca o molusco teria hombridade para tanto.
    Mas a Venus platinada, com seu politicamente correto idiota tentou empanar, afirmando que em 12 anos buxi pai e filho tinham feito 2 guerras contra o Iraque.
    Nada como pogreçistas globais, hehehehehehe
    Meu caro, em analise nao podemos ficar amarrados nos nossos paradigmas, preconceitos e agendas. A qualquer Cesar o que é de Cesar. Em outras ocasioes, uma ova para ele, abs, Caio

  168. David Gedanken

    -

    16/02/2011 às 6:21

    Grande Caio…é Blinder mas não é cego!
    Caro David, obrigado. Em geral, fazem o trocadilho com a outra visao, mas de fato as vezes nao enxergo as coisas, abs, Caio

 

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