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Os camelos de Mubarak e os tanques de Assad

Os métodos de combate a uma rebelião popular - Fotos Getty/AFP

Coluna tem uns rituais. Houve semanas em que toda bendita quarta-feira eu escrevia sobre o circo das primárias presidenciais republicanas (terça-feira foi o bye bye do fervoroso Rick Santorum. Hora de dizer God Bless, Mitt Romney). A maldita crise na Síria está mais para arena sangrenta da primavera árabe do que para circo republicano, mas de uns tempos para cá o assunto é ritual de coluna de quarta-feira. Vamos lá.

Incrédulo, eu vi na televisão o mediador da crise e ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, com aquela cara de quem não dorme há uns 300 anos, dizer que ainda é cedo para anunciar que o seu plano de paz morreu. Annan exige que o cessar-fogo seja implantado, enquanto a ditadura síria exige imediatamente novas condições para que isto aconteça. Ditadura exigente e mentirosa. Em um movimento circular, ela retira tanques de uma cidade, conforme determina o plano de Annan, e aí eles são deslocados para outra.

A suspensão total de hostilidades supostamente deve acontecer agora na quinta-feira. O editorial do Wall Street Journal define a mediação de Annan como farelo diplomático. O editorial do Washington Post diz que o plano não passa de cobertura para o regime sírio massacrar o seu próprio povo. Até os russos, benfeitores de Assad, expressam desconforto com a enrolação do afilhado, mas vão segurar a barra. O primeiro-ministro turco Recep Erdogan, que já foi irmão de Bashar, mas se cansou e deserdou o vizinho, não tem papas na língua. Acusa Bashar de ser pessoalmente responsável pela morte de civis sírios. Desde o anúncio do plano de paz de Kofi Annan, no começo do mês, morreram cerca de mil pessoas na Síria, na maioria civis. São mais de nove mil desde que a rebelião começou em março do ano passado.

Exasperado, pois tropas sírias atacaram até acampamentos de refugiados sírios dentro da Turquia, Erdogan disse que Assad “continua matando 60, 70, 80, 100 cada dia. Tropas sírias atiram sem piedade nas costas de mulheres e crianças em fuga”. No jargão do regime, quem se move integra gangues armadas de terroristas, a serviço de forças estrangeiras. Falando em gangues terroristas, até o Hamas palestino, que já foi afilhado de Assad, tirou o corpo fora e foi buscar a benção das autocracias sunitas do golfo Pérsico. Em breve, a TV estatal síria irá enfiar o Hamas neste balaio de gangue terrorista, finalmente concordando com alguma coisa dita pelas autoridades israelenses.

Em meio à confusão e à exasperação, o esfarrapado plano de paz foi adotado pelo Conselho de Segurança da ONU e a Liga Árabe diante da impossiblidade de aceitação de um plano I (intervenção). Força militar estrangeira num conflito interno é uma decisão atroz. Pode funcionar, como nos Balcãs na década de 90 ou na Líbia no ano passado, mas as condições sírias são mais espinhosas, com as ramificações sectárias regionais. Um outro caminho, igualmente atroz, envolve a determinação e sacrifício de movimentos internos por liberdade, secundados por apoio global. Mianmar da briosa Aung Sang Suu Kyi sinaliza esta via.

As ações brutais do regime sírio chocam, mas, na verdade, não devem surpreender. Este é o seu modus operandi desde os anos 80. Irrompe uma revolta popular e a resposta é esmagar a oposição e punir cidades com o intuito de que nunca mais se levantem. A política de arrasa-cidades, porém, não impede a retomada do ciclo.

Rami Khouri, da American University, em Beirute e que escreve coluna no jornal libanês Daily Star, lembra a diferença essencial entre a insurreição em curso na Síria e o que aconteceu no ano passado na Tunísia e no Egito. O presidente Ben Ali fugiu quando a coisa engrossou e Hosni Mubarak despachou asseclas montados a camelo contra os manifestantes na praça Tahrir. Bashar Assad solta os cachorros no sentido figurado. Espalha tanques, artilharia, franco-atiradores, gangues de assassinos e estupradores pelo país. A prioridade é a barbárie, secundada pela encenação diplomática. Há relatos de brutalidades praticadas por rebeldes e atos terroristas (sobre os quais é difícil atribuir responsabilidade), mas nem de longe é possível equivalência com os crimes contra a humanidade praticados pelo regime Assad.

A ditadura síria dizima civis e as esperanças de reconciliação. Sem repressão, esta ditadura simplesmente não sobrevive. No processo, o regime Assad militariza a oposição. Rami Khouri ainda acredita que uma insurreição não militar em larga escala possa dar conta do serviço, mas depende de apoio unânime do Conselho de Segurança da ONU (algo ilusório diante da cumplicidade russa e chinesa com a ditadura em Damasco).

Os camelos de Mubarak não foram páreo para o levante popular (especialmente quando os militares egípcios decidiram não atirar na massa). Na Síria, os tanques de Assad não resolvem a parada, mas a questão é se o regime poderá ser apeado do poder sem tanques do outro lado ou intervenção estrangeira.

***
Colher de chá para Felipe e Pablo, com os quais tive troca de idéias sobre a situação síria.

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56 Comentários

  1. Ney do MS

    -

    18/04/2012 às 17:00

    Para a Betty, 11/04/2012 as 20:52h : quem comentou sobre as Colinas de Golã fui eu. Sem querer polemizar mas a titulo de esclarecer, informo que conheço muito bem a história do Oriente Médio e inclusive sobre o jogo que o pai do Bashar Assad, o Hafez Assad (que era muito mais astuto que seu filho), a quem você se refere como “Papa Assad”, fazia com o intuito de se perpetuar no poder e encaminhar a própria sucessão para um de seus filhos (como, aliás, fazem outros títeres em todo o globo; vide a passagem de poder na Coréia do Norte: o atual presidente sucedeu a seu pai que por sua vez sucedeu ao avô do atual presidente) . Mas isso não tem nada a ver com o que eu comentei, pois defendo a retirada do regime dos Assad do poder e liberdade para o povo sírio (como, aliás, para todos os povos da região, sejam árabes, israelenses, persas, palestinos, curdos e outros menos representativos), bem como a devolução à Siria e seu povo das Colinas de Golã, ocupadas ilegalmente pelo governo de Israel há décadas. Ah, e antes de encerrar: eu já tinha conhecimento do quase acordo entre Israel e a Síria para a devolução das Colinas de Golã há alguns anos. Tanto que complemento a informação do Caio: não foi só por causa do governo sírio que o acordo não saiu, mas também porquê Israel queria manter o controle sobre a água desse território, algo que a Siria não poderia aceitar em nenhuma hipótese. No mais, minhas cordiais saudações.

  2. Camila Ribas

    -

    11/04/2012 às 23:11

    Caio,
    Que bom que gostou! É bom ter um feedback seu, assim sei se está ficando legal. Ah, não se preocupe em acessar a página, imagino que deve ser bem corrida a rotina mesmo. Agora vou pelo menos de mês em mês atualizar você, desse jeito vai dar para ficar sabendo como estão as coisas por lá.
    Boa Noite
    Abs
    Mila
    Boa, Mila, abs, Caio

  3. Betty

    -

    11/04/2012 às 20:52

    Um aparte, mesmo com o adiantado da hora: comparado com o Kofi Annan, o Ban Ki Moon e’ um verdadeiro dínamo!
    Caio, eu estou delirando, ou um colega comentou o seu artigo falando das Colinas do Golan? Que bom que quase todos daqui do pedaço tem senso de humor, porque pelo jeito o leitor desconhece o quanto o Papa Assad usou a torneirinha do conflito, que ele nunca quis resolver, para manter o mesmo controle do filhote sobre a sua população.
    Concordo, sobre o Ban Ki Moon, Betty, expliquei que houve varias chances de acordo e o papai Assad no final da vida recuou mais preocupado com a sicessao, abs, Caio

  4. ricardo salazar

    -

    11/04/2012 às 19:51

    enquanto muitos europeus ao estilo vaclav havél plagiam trabalhos descaradamente,o nosso grande irmão terceiro mundista ben bella morreu aos 96 anos e nuca se apegou ao poder.

  5. Carmem

    -

    11/04/2012 às 19:25

    Eu queria q fosse a Condi Rice. Mas acho q vai ser alguem com transito entre os latinos.
    Caio, tem alguma latinA dando sopa para o Mitt?
    Abs
    Oi Carmem, governadora de NOva Mexico, Susana Martinez, mas por hora o nome mais forte é Paul Ryan, muita especulacao, abs, Caio

  6. ricardo salazar

    -

    11/04/2012 às 19:08

    Por que tenho guardado em silêncio, retido por tanto tempo,

    em algo praticado abertamente em

    jogos de guerra, no final do que aqueles de nós

    que sobrevivem melhor a ser notas de rodapé?

    É o suposto direito a um primeiro ataque

    que poderia destruir um povo iraniano

    subjugado por um falastrão

    e reuniram-se em comícios organizados,

    porque uma bomba atômica pode estar sendo

    desenvolvida dentro do seu arco de alimentação.

    Mas por que não hesito em nomear

    outra terra em que

    durante anos – embora mantidos em segredo -

    um crescente poder nuclear tem existido

    para além da supervisão e verificação,

    sujeita a qualquer inspecção de qualquer tipo?

    Este silêncio geral sobre os fatos,

    antes que o meu próprio silêncio tem curvado,

    Parece-me uma mentira, preocupante aplicada,

    levando a uma provável punição

    o momento é quebrado:

    o veredicto “Anti-semitismo” cai facilmente.

    Mas agora que meu próprio país,

    interposto no tempo após o tempo

    para questionar sobre seus próprios crimes,

    profunda e incomparável,

    entregou ainda um outro submarino para Israel ,

    (No que é meramente uma transação comercial,

    embora levianamente declarada um acto de reparação)

    cuja especialidade consiste em sua capacidade

    para dirigir ogivas nucleares para

    uma área em que não uma bomba único átomo

    foi ainda provou de existir, a sua temia

    prova de existência o suficiente, eu vou dizer o que deve ser dito.

    Mas por que tenho guardado silêncio até agora?

    Porque eu pensei que minhas próprias origens,

    Manchada por uma mancha que nunca pode ser removido,

    significava que eu não poderia esperar que Israel, uma terra

    a que eu sou, e sempre será, em anexo,

    para aceitar esta declaração aberta da verdade.

    Por que só agora, velho,

    e com que tinta permanece, eu digo:

    Energia atômica de Israel põe em perigo

    uma paz mundial já frágil?

    Porque o que deve ser dito

    pode ser amanhã tarde demais;

    e porque – burdend suficiente como alemães -

    podemos estar fornecendo o material de um crime

    que é previsível, de modo que a nossa cumplicidade

    não será apagada por qualquer

    das desculpas habituais.

    E concedeu: Eu quebrei meu silêncio

    porque eu estou cansado da hipocrisia do Ocidente;

    e espero também que muitos podem ser libertados

    de seu silêncio, pode exigir

    que os responsáveis ​​por o perigo aberto

    estamos diante de renunciar ao uso da força,

    pode insistir que os governos dos

    Irã e Israel permitir uma autoridade internacional

    inspeção livre e aberto de

    o potencial nuclear e capacidade de ambos.

    Nenhum outro curso oferece ajuda

    para os israelenses e palestinos,

    a todos aqueles que vivem lado a lado em inimizade

    nesta região ocupada por ilusões,

    e, finalmente, a todos nós.
    Olha, vou publicar pois publiquei a outra trolha, mas so esta, abs, Caio

  7. ricardo salazar

    -

    11/04/2012 às 19:06

    se o governo está tirando tropas em algumas cidades porque sabe onde tem de permitir manifestações pacíficas.os terroristas usam grandes agromerações de pessoas pra usa-las como escudos humanos.

  8. ricardo salazar

    -

    11/04/2012 às 19:02

    hitler “libertou” os sudetos,renânia,polônia,áustria e tchecoslováquia.os americanos “libertaram” iraque,líbia e agora tem pretensões na síria.mas ao contrário de muitos antigos fascistas como dom helder câmara,esses sionistas envergonham sua própia origem ao apoiar a al-quaeda síria e mesmo depois da queda do nazismo,pretende supera-los em massacres.envergonha judeus como Amos Óz e David Grossman.tem gente que parece o tio Leo do seriado seinfeld que vê antissemitismo em tudo,até no trabalhador da lanchonete que serve carne mal-passada.

  9. Camila Ribas

    -

    11/04/2012 às 18:55

    Oi Caio,

    Infelizmente minha rotina de aluna, com deveres e mais deveres tem impedido que eu comente com mais frequência na sua coluna =(

    Eu fico sempre muito satisfeita em poder administrar a página do facebook e fico feliz com cada pessoa que curte ! 284 pessoas já curtiram sendo que 21% dessas pessoas são homens de 24 – 35 anos e 12% de mulheres de 24-35 anos (os maiores grupos)

    O Facebook fez com que todas as páginas virassem Timelines, isso mudou bastante a aparência da página, eu não sei bem com explicar então quando tiver um tempinho dê uma olhada =)
    http://www.facebook.com/CaioBlinder
    —-
    Eu tenho algumas perguntas sobre a página:

    1 – Que cover photo (a foto comprida e grande do fundo) você quer que eu bote no facebook? Eu, posso tirar aquela que eu coloquei, posso botar um fundo genérico, posso até deixar sem foto.( eu coloquei aquela porque não querer deixar a página sem, mas agora vi que algumas páginas não colocam cover photo) No meu facebook, por exemplo, coloquei uma foto de uma bandeira dos EUA no vento com um céu azulzinho no fundo hehe

    2- Ontem, postaram no facebook um pedaço de uma matéria do site do New York Times em que uma coluna sua é citada. Você acha uma boa ideia postar o link para a matéria ou não?
    http://www.nytimes.com/2012/04/10/world/americas/in-dilma-rousseff-visit-brazil-and-us-accentuate-positive.html?_r=1&scp=1&sq=caio%20blinder&st=cse

    3- Posso escrever que a página, apesar de não ser administrada por você, é autorizada?

    4 – Com a sua página você pode curtir outras páginas. Como não sabia o que você queria curtir, só curti coisas genéricas como o Pedro Andrade, o Fã Clube o Manhattan Connection, a Veja e a Jovem Pan. Quer que eu curta alguém, algum jornal ou revista?

    5 – Quando você tiver um tempinho será que você pediria para o Ricardo Amorim curtir você no facebook?. É que se ele curtir um monte de gente também vai.

    Meu comentário ficou meio longo demais desculpa. Se não puder responder hoje eu vejo a resposta depois .

    PS- Achei muito legal o ler: “(…)Caio Blinder, a columnist for the magazine Veja, said in an essay describing the “downgrade” of Ms. Rousseff’s visit(…)” hehe
    Abs
    Mila
    Oi Mila, nossa que bacana, grande trabalho, muito obrigado, entrei na pagina. Deveria dar mais atencao, mas minha rotina é frenetica.
    Bem, vamos partes:
    1) bacana como esta com a foto da turma do Manhattan connection, esta bom assim
    2) claro pode postar o link
    3) sem duvida, pode dizer que é autorizada
    4) prefiro nao ficar recomendando nada especifico
    5) ok dou um torque no Ricardo,
    De novo, muito legal, valeu, Mila, abs, Caio

  10. Pablo Vilarnovo

    -

    11/04/2012 às 17:05

    Caio: Christie for Vice-President!!
    Nao acredito, abs, Caio

  11. Paulinho Rosenbaum

    -

    11/04/2012 às 17:00

    Olá Caio, tudo bem?

    Postei este artigo no meu site como resposta à essa onda de bullying anti-israel, se gostares, pode passar adiante, republicar, etc
    Shalom do Brasil,
    Paulinho Rosenbaum

    ISRAEL, AMEAÇA AO MUNDO?

    Concordo plenamente.

    Israel e o povo judeu tem moral, amor pela vida, repulsa pela injustiça e preconiza o direito de cada cidadão de viver de acordo com sua consciência.
    Israel preza o respeito ao próximo e o acesso à informação a todos os seus cidadãos, até mesmo àqueles que desejam o seu mal.
    Israel estendeu e ainda estende a mão a todos os povos e até aos seus piores inimigos, pedindo a paz.
    Israel oferece ajuda humanitária para salvar pessoas de terremotos e outras calamidades de qualquer país e em qualquer lugar do planeta!
    Israel transformou a Areia em Mel, o deserto em lindas pastagens, a vida sofrida e árida da região numa terra próspera e abundante.
    Israel promove democracia e justiça social desde os seus primórdios e nunca deixou de ser um país livre, mesmo sob pressão.
    Israel tem portas abertas a gente de todos os povos e credos. Os lugares sagrados a todos são bem cuidados e abertos à visitação.
    Israel é o único lugar onde o povo judeu pode reagir às ameaças, ao ódio gratuito e aos ataques que os rondam há quase dois mil anos.
    Israel é um lugar para onde todo e qualquer judeu pode acorrer estando ou não em perigo e isto deixa alguns antissemitas desempregados.
    Israel é talvez o único país que não devolve na mesma intensidade todo o mal que lhe fazem, prosseguindo sempre no caminho do Bem!

    É óbvio que um país assim seja uma ameaça às ditaduras, aos governos hipócritas e a governantes corruptos e sem remorso, como o nosso molusco nonadáctilo.
    Tenho orgulho de fazer parte desta “ameaça”, e jamais quero me apartar dela. Quem bom que Israel é assim!
    Vamos continuar sim, ameaçando a tirania, a injustiça social, a impunidade e a falta de caráter!

    TROPICASHER É SHALOM GERAL
    É bom ter você como @migo/a.
    http://www.tropicasher.com.br
    “Nossa causa é um ensino bonito e bem humorado do Judaísmo, do jeito que o brasileiro gosta”
    Caro Paulinho, peço a leitores que apenas deem um link ou um pequeno trecho de um texto, grato, abs, Caio

  12. Ronaldo

    -

    11/04/2012 às 16:50

    “o que havia ficado para TRÁS”, pardon!

  13. Ronaldo

    -

    11/04/2012 às 16:50

    Hello, everybody, my dear fellows of the Blinder Ship! Um olá especial para nosso gentil, trabalhador e sempre atento anfitrião e para o sempre perspicaz Maisvalia.
    Sentiram minha falta? Estava de férias, e como costumo tirar férias de tudo mesmo (“pare o mundo que quero descer!”) volto acompanhar este queridíssimo blog hoje, lendo com atraso o que havia ficado para traz.

    Quanto a MassacrAssad, tenho uma ideia para ver se ele cai: uma investigação para ver ser ele não é mais um a ter ligações escusas com Carlinhos Cachoeira.
    Fora isso, não vejo alternativa, a questão é complicadíssima mesmo, como muitos já apontaram aqui. Parece mesmo ainda mais complicada que o problema egípcio e o líbio.

    Abs!
    Caro Ronaldo, bom te-lo de volta, Siria é uma cachoeira de problemas, abs, Caio

  14. maisvalia

    -

    11/04/2012 às 16:40

    DE HOJE, FRESQUINHA.

    General Election: Romney vs. Obama Rasmussen Tracking Obama 45, Romney 45 Tie
    Tudo bem, meu caro seletivo, bacana quando voce tambem bravatear pesquisas menos promissoras para o seu candidato, hehehe, abs, Caio

  15. jorji

    -

    11/04/2012 às 16:38

    Se em todos os paises muçulmanos no Oriente Médio tem divisões regionais, etnicas e tribais, isso é ótimo para os interesses de Israel e países ocidentais, que continuem assim.

  16. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 16:23

    CARLOS CEZAR, MEUS NUMEROS SE REFEREM AO COLEGIO ELEITORAL, ONDE SEGUNDO O REAL CLEAR POLITICS, OBAMA JÁ LIDERA EM ESTADOS SUFICIENTES PARA GANHAR A ELEIÇÃO, MESMO PERDENDO TODOS OS ESTADOS INDECISOS

  17. carlos cezar

    -

    11/04/2012 às 16:19

    Na boa, Caio, pra tirar uma dúvida: qual é a percepção do cidadão comum americano sobre a invasão do Iraque, hoje? A maioria ainda aprova?
    Abs.
    A pergunta é mais se foi correta a retirada das tropas e existe amplo apoio para a retirada, assim como do Afeganistao, abs, Caio

  18. carlos cezar

    -

    11/04/2012 às 16:15

    João Felipe, esses números aí estão corretos? Você quer dizer que, se não dependesse do voto popular, Obama já estaria reeleito??? É assim mesmo?

  19. carlos cezar

    -

    11/04/2012 às 16:09

    Caramba, Caio, esses iranianos não estão de brincadeira! Suspenderam a venda de petróleo para a França, Inglaterra, Espanha, Grécia, Alemanha e Itália. Não vai ser fácil dobrar esses caras. Estão c… e andando para as sanções. Eles não temem nada. Serão mesmo tão fortes assim?
    Ou fracos e parecem confusos, abs, Caio

  20. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 16:06

    eu nao chuto , faço simulacoes de jogo, hehehe abs, Caio

    MAS ESTÁ ERRANDO DO MESMO JEITO HEHEHE… MAS NÃO SE PREOCUPE, EM NOVEMBRO VOCE SE RECUPERA…

  21. Orlando

    -

    11/04/2012 às 16:04

    Caio,
    Para mim, a grande diferença entre a Síria de Assad e a Libia de Kadafi e que Assad conta com o veto da Russia para evitar a intervenção externa. Havia riscos de conflitos tribais e de desmembramentos na Libia, mas no fim nada disso aconteceu. Acredito que seria assim também na Siria. Abraços.
    Caro Orlando, na Siria já é mais violento, mais sectario, com mais divisoes regionais. Kadafi era alvo facil, existia um consenso internacional contra ele, abs, Caio

  22. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 16:03

    REAL CLEAR POLITICS
    OBAMA 280
    ROMNEY 181
    NEM EU ESPERAVA ESSA, DE UMA SÓ VEZ OBAMA PEGOU OHIO, COLORADO E PENSILVANIA. E NEM PRECISA MAIS DOS INDECISOS. ESSE NUMERO JA GARANTE SUA REELEIÇÃO

  23. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 15:58

    Pelo andar da carruagem, o Romney

    AGORA EU FIQUEI PREOCUPADO, PELO ULTIMOS CHUTES QUE VOCÊ DEU…
    PELO MENOS OS CHUTES DO MAINARDI EQUILIBRAM AS COISAS PRO OBAMA HEHEHE…
    eu nao chuto , faço simulacoes de jogo, hehehe abs, Caio

  24. Fernando Martins

    -

    11/04/2012 às 14:47

    Caio, pergunta rápida. Pelo feeeling aí nos Estados Unidos e pela tua experiência no Oriente Complicado, quem vai levar o primeiro Tomahawk? Assad ou Ahmadinejad?
    Pelo andar da carruagem, o Romney, hehehe. Falando sério, ainda acho que o Assad, abs, Caio

  25. Pablo Vilarnovo

    -

    11/04/2012 às 14:33

    Mas o Obama perde não por não dizer que não irá a guerra na Síria. Perde por não dizer absolutamente nada. Não tomar uma decisão. O US Army está no limite de sua operacionalidade. No máximo pode dar suporte aéreo e alguma coisa logística. A prática de STOP LOSS (que faz com que soldados tenham seus contratos prorrogados por ordem presidencial) é muito mal vista. Não há orçamento para uma operação para derrubar Assad. Sem contar com os problemas de ter mais uma vez tropas americanas no Oriente Médio.
    Obama perde mais por não se posicionar claramente.
    Bom ponto, caro Pablo, abs, Caio

  26. Pedro I.

    -

    11/04/2012 às 14:30

    “Estou com o irmão secular. Prefiro arriscar uma mudança que ficar do jeito que está com o Assad. Só vai radicalizar o povo”
    Sei não… as vezes é melhor um inferno conhecido que um inferno novo.
    OI Pedro, perdi o controle de quem é irmao de quem, hehehe, abs, Caio

  27. jorji

    -

    11/04/2012 às 14:17

    No Oriente Médio, cai um monstrengo, entra outro monstrengo, pelo que vejo na Siria, as forças armadas estão do lado de Assad, a população revoltosa não terá chances de derrubar esse regime, vão ser esmagados.

  28. Henrique

    -

    11/04/2012 às 13:59

    Caio, me chamou muito a atenção o artigo de Jonathan Schanzer sobre a atuação de Koffi Annan na Síria – ele faz referência à longa lista de fracassos do ex-secretário geral da ONU. Confesso que não me recordava das falhas de Annan em Ruanda e Srebrenica, onde ocorreram genocídios tão graves como o que se vê na Síria hoje em dia. Ficamos, às vezes, com certas imagens na cabeça – no caso, o Nobel da Paz concedido a Annan – e esquecemos de eventos do passado que servem muito bem pra explicar fatos do presente. Observando a atuação apagada de Ban Ki Moon à frente da ONU, e lembrando essas e outras vezes em que Annan demonstrou habilidades muito aquém das recomendáveis pra alguém que ocupou o cargo de chefe das Nações Unidas, ver que lhe atribuíram uma responsabilidade desse tamanho num país de ramificações tão complexas como a Síria é algo que mostra bem o quanto o Ocidente está perdido na questão dos massacres perpetrados por Assad.
    http://www.tnr.com/article/world/102435/annan-kofi-secretary-general-syria-failure
    Caro Henrique, boas observacoes e boa dica de leitura, valeu, abs, Caio

  29. Rodrigo

    -

    11/04/2012 às 13:57

    O ex-presidente Lula teria um bom plano para a solução da crise síria, se não estivesse preocupado com os desdobramentos do julgamento do “mensalão”.

  30. Pablo Vilarnovo

    -

    11/04/2012 às 13:48

    Se eu fosse Obama diria: “não vou colocar nossos filhos e filhas nos braços do perigo para defender um povo que em toda oportunidade nos foi contra. Não vou arriscar a vida de nossos soldados interferindo em uma situação criada por pessoas que sempre atacaram a América e nossos aliados na região. Esse é um problema árabe e deve ser resolvidos pelos árabes. Antes de uma ação americana, os países áreabes devem tomar uma atitude mais forte, inclusive utilizando a força militar que dispões caso seja necessário. Somente após um posicionamento e comprometimento firme e inquestinável da Liga Árabe e dos países que a compõe, a América, caso seja solicitada, irá ajudar e mesmo assim sem procurar o protagonismo.”
    Caro Pablo, nao me parece um discurso muito habil politicamente, e sao os republicanos que acusam o Obama de liderar de trás, abs, Caio

  31. J.R.Monteiro

    -

    11/04/2012 às 13:33

    Assad não depende só de seus tanques. Depende, muito mais, da opinião pública americana. A chacina de civis, na televisão, à cores, ao vivo, é que vai definir o andar da carruagem.
    Se o Obama aferir, por pesquisas motivacionais, que ganha mais do que perde, vai intervir militarmente. A ONU vai cavar um referendum qualquer e o Assad vai fazer companhia ao Sadam, Kadafi e outros.
    Estamos na era dos drones, sem risco de vidas americanas, e com garantia de grandes encomendas aos fabricantes da morte.
    O Obama não hesitou em assinar a executive order para o assassinato do Bin Laden e não hesitará em varrer o Assad para baixo do tapete. Ao contrário do que muitos acham, ele tem o pargmatismo inerente ao cargo.
    O Bush foi uma infeliz exceção. O 11 de Setembro caiu em seu colo e ele atacou o Iraque, atendendo a interesses do Cheney, relativos ao petroleo, e deixando o Irã, esse sim o verdadeiro abacaxi para ser descascado depois, o que se revelou o maior dos enganos.
    A longevidade do Assad não depende da China ou da Russia, depende da CNN.
    Caro J.R., a CNN mostra atrocidades sem cessar na Siria e sua linha editorial, atraves de comentaristas como Fouad Ajami, é pro intervencao, nao faz diferença, abs, Caio

  32. Fernando Martins

    -

    11/04/2012 às 13:18

    Cabeça fraca pós almoço. Comentário abaixo do Fernando Martins, eu mesmo. Para o Maisvalia não precisar ficar pedindo desculpas. Hehehehe.

  33. Fernando

    -

    11/04/2012 às 13:16

    Assad sufocou a revolta, ponto. Agora apenas quer vingança, ter garantia que isto não acontecerá novamente tão cedo. Se alguém acha que passeatas, protestos e o falatório diplomático de Kofi Annan vão fazer os blindados sírios recuarem meio metro é muito ingênuo. Ele(Assad) encarou a Turquia, que protesta e ameaça, mas fica nisso mesmo, Assad e Erdogan ficaram olho no olho, e Erdogan piscou antes. A OTAN se acovardou, a Liga Árabe fez um teatrinho de indignação e quem vai pagar o pato é o povo da Síria. Lembra do genocídio de Ruanda, Caio? Pois é, não vai ser muito diferente. Pela falta de ação efetiva internacional e pelo remorso que virá depois.
    Caro Fernando, nao apite tao cedo o fim do jogo na arena sangrenta. Turquia ainda nao piscou e nem os sauditas, abs, Caio

  34. Ney do MS

    -

    11/04/2012 às 13:02

    O melhor para a Siria e seu povo seria o Assad deixar o poder o quanto antes, mesmo que tenha que ser apeado do poder por uma força internacional sob a direção da ONU. Assim, com um novo governo, reconhecido como legítimo pela comunidade internacional,acabariam as desculpas do governo de Israel para continuar ocupando ilegalmente o território sirio conhecido como Colinas de Golã. A ONU já aprovou resoluções para que os israelenses deixem esse território, mas Israel alega que o atual governo de Damasco, sob os Assad, é agressivo e por isso não pode desocupar esse território – e assim vai empurrando o assunto, com o apoio dos EUA, enquanto constrói assentamentos israelenses sem parar.
    Caro Ney, uma longa discussao aqui: ja houve momentos em que Israel e Siria nos ultimos 15 anos chegaram perto de um acordo. Mesmo Netanyahu no seu primeiro governo fez proposta secretas ao pai deste Assad. Muito iria depender para a devolucao das colinas do tipo de governo instalado em Damasco e do quadro regional.Abs, Caio

  35. Rodrigo

    -

    11/04/2012 às 12:56

    O presidente Obama não tem um plano? O presidente dos EUA não é chamado de “líder do mundo livre”?
    Nao, caro Rodrigo, ninguem tem um bom plano, abs, Caio

  36. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 12:50

    Me parece que o único jeito de Assad cair, será quando todos os comentaristas, passarem a prever que ele conseguirá permanecer no poder hehehe…

  37. Vera

    -

    11/04/2012 às 12:49

    Muito boa a explanação do Felipe. Há monstros e cordeiros dos dois lados, porisso a dificuldade maior ainda de marcar posição. A derrubada de Assad deve vir acompanhada de algumas garantias para as minorias, para não se instaurar depois um novo conflito interno.
    Oi Vera, e enquanto isto nao acontece? De novo, o maior monstro é o Assad e esperar as garantias é um bom plano para ele ficar no poder e continuar massacrando, Abs, Caio

  38. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 12:47

    O Caio diz que as primarias republicanas já estava irrantando todo mundo. Mas não há assunto mais irritante do que a Síria.
    Há um ano que só vemos uma notícia nos noticiarios: hoje morreram 20, hoje morreram 50, hoje morreram 90…
    Tambem há um ano que os gurus comentaristas repetem a mesma ladainha: o governo Assad está proximo do fim, o regime de Assad está com os dias contados, falta pouco para a queda de Assad etc…
    No fim, infelizmente, parece que Assad é mais competente em eliminar seus inimigos que os comentaristas em fazem um prognóstico correto

  39. Rodrigo

    -

    11/04/2012 às 12:18

    Mas se o ditador sírio continuar a matança, à base de 60 vítimas por dia, então teremos mais 21000 mortos até o fim do ano.
    E então? Algum plano para conter a matança? Abs, Caio

  40. Felipe Goltz

    -

    11/04/2012 às 12:04

    Caro Caio,
    Negativo! Eu não estou defendendo a permanência de um sujeito como Assad, nem tendo peninha dele, não. Quero que Assad & súcia vão para o diabo que os carreguem. Já escrevi nestas plagas que o tempo de Assad findou. E faz horas! A questão-chave, no meu entender, é dar garantias a alauitas e cristãos de que terão os mesmos direitos dos sunitas, não serão perseguidos, fuzilados, enterrados vivos, degolados, etc e tal, em uma Síria pós-Assad. Não vi ou li nada sequer parecido com isso vindo dos rebeldes. Afinal, devem estar pensando cristãos e alauitas: por que haveriamos de apoiar gente que, uma vez no poder, vão nos matar como moscas? Caio, isso não é “defender Assad”, é olhar as outras facetas – que são reais e dramáticas, não fruto da imaginação – do problema. É ir além do “Assad é um monstro – e é – e os demais são cordeirinhos – não são.” É tentar ver um rastilho de esperança para uma solução que suplante intervenções militares, o que magnificaria a escala da tragédia.

    Abs, Felipe
    Felipe, esclarecida sua posiçao, mas existem garantias feitas por grupos oposicionistas (nao todos, sao muitos). Em tese, eles estao conscientes da doutrina da cebola, voce precisa ir descascando, tirando as cascas que sustentam o miolo Assad, como alauitas, cristaos, classe empresarial sunita, corpo militar, etc, abs, Caio
    PS- quem sabe muitos oposicionistas nao sejam cordeirinhos, mas ninguem fez ainda o que o regime Assad fez em termos em barbarie (papai foi pior em Hama em 1982), abs, Caio

  41. maisvalia

    -

    11/04/2012 às 11:52

    E JÁ QUE O BOBAMA NÃO INTERVÉM PARA NÃO ATRAPALHAR SUA CORRIDA PARA CHEGAR EM SEGUNDO, QUE SE CUIDE EM OUTRAS ÁREAS TAMBÉM:
    Crossroads GPS: “Too Much”
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=leD4QRojfR0
    GO MITT, GO!

  42. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 11:45

    E quanto a aqueles que pregavam o fim próximo de Assad heim, sr. Caio Blinder? O que dizem agora? Já faz um ano que ovimos esse papo. Pra mim ele vai acabar permanecendo no poder
    Eu era um dos papudos, hehehe, abs, Caio

  43. carlos cezar

    -

    11/04/2012 às 11:37

    Caro Caio, que situação terrível. Mas quem sabe o que irá acontecer? Seria importantíssimo que os próprios sírios derrubassem o ditador, mas o que virá após a queda pode ser algo pior. Intervir? Estávamos animados com os acontecimentos na Líbia ano passado, mas, como diz o maisvalia, por enquanto ninguém adivinha o que veio substituir aquilo. Mas será difícil continuar vendo Assad e seu cinismo e o sangue inocente correndo sem parar. Como ele consegue controlar tão bem o exército a ponto de assassinar mulheres e crianças aos montes? Será que não há um tenente, um coronel, sei lá, uma parte das tropas um pouco mais sensível para se revoltar com essa matança?
    Dilemas, meu caro, dilemas, abs, Caio

  44. jorji

    -

    11/04/2012 às 11:18

    Matar mulheres e crianças em conflitos é absolutamente normal, nações que se consideram civilizados como o meu Japão, Alemanha, EUA, Inglaterra, França, etc, já cometeram atrocidades muito piores e podem fazê-lo novamente, afinal de contas não foi na Europa que ocorreu a última grande tentativa de genocídio na antiga Iugoslávia? Eu já havia comentado que Assad teve tempo de se preparar contra a revolta que ele sabia que aconteceria, com certeza com o apoio de Irã, China e Rússia, os EUA não tem interesse de entrar em rota de colisão com o regime sírio, a não ser que os atuais aliados deste regime deixem de apoiar o Assad, na minha concepção o melhor para a Siria no momento é a permanência de Assad no poder, e o fim da revolta, derrubar este atual regime pode custar muito caro, não compensa, mesmo que ele caia, pouca coisa mudará naquele país.
    O que isto, Jorji, nao existe nada de “absolutamente normal” em matar mulheres e crianças em conflitos. Achar isto justifica a banalidade do mal, abs, Caio

  45. Felipe Goltz

    -

    11/04/2012 às 11:15

    Caro Caio,
    Concordo em quase tudo – quem disse que o articulista é um fracasso em lavagem cerebral? -, mas o regime de Assad, assassino e torpe como poucos, tem respaldo de uma boa parcela da população local. Especificamente, alauitas e cristãos, temerosos da Lei de Talião de um provável governo sunita pós-Assad. Alguns dizem que, uma vez Assad fora do poder, a Síria pode até se desmembrar, no melhor estilo Iugoslávia anos 90. Talvez. Mas certo mesmo será a perpetuação de matanças indiscriminadas, com focos de maior intensidade aqui e acolá, no curto-médio prazo. Com ou sem Annan. Com ou sem Assad. Com ou sem Síria.
    Abs, Felipe
    Caro Felipe, voce usou um eufemismo: Assad tem apoio de “boa parcela” da populacao. Obviamente nao temos pesquisas isentas de opiniao publica, mas apenas um dado demografico: alauitas e cristaos compoem menos de 25% da populacao. Mas a questao nem é esta: quer dizer que popularidade deve ser justificativa para preservar um ditador? Ha tambem um dado incomodo de “affirmative action” e vou ir direto ao assunto, embora seja explosivo: ha leitores neste espaço que justificam a ditadura Assad porque ele “protege cristaos”, pois bem isto justifica a mortandade de nao cristaos no pais? Os dilemas morais e estrategicos sao atrozes no pais. O resto geopolitico por voce mencionado esta na margem de incerteza, e vale lembrar que hoje a situacao na ex-Iugoslavia desmembrada é melhor do que em 1995. abs, Caio

  46. Abaixo Assad

    -

    11/04/2012 às 10:35

    Estou com o irmão secular. Prefiro arriscar uma mudança que ficar do jeito que está com o Assad. Só vai radicalizar o povo
    Bom ponto, abs, Caio

  47. Mariana

    -

    11/04/2012 às 10:33

    Somos espectadores enquanto a tragédia continua na arena sangrenta da Síria.
    Horrivel, cara Mariana, mas espero que ocorra a conciliacao de imperativos morais com imperativos estrategicos, abs, Caio

  48. irmandade Secular

    -

    11/04/2012 às 9:30

    Nestes países árabes, o futuro é incerto, mas não podemos rezar pelo status quo ou sentir nostalgia. Melhor até uma Irmandade Muçulmana que um Assad.
    Irmão, depende a hora do dia eu também penso assim, hehehe, abs, Caio

  49. maisvalia

    -

    11/04/2012 às 9:21

    Mais, non! Quel horreur…
    Dizimando o proprio povo? Que nada, os Iraquianos amavam Saddan Hussein, veio o 43* Presidente dos Estados Unidos e destruiu aquele paraiso democratico.
    MENINA BETTY, NÃO ESCREVA ISSO, SENÃO DAQUI A POUCO O PROFESSOR CC VEM DAR UM PITO EM VOCÊ, HEHEHEHEHE

  50. joao felipe

    -

    11/04/2012 às 9:11

    Desde o veto russo na ONU, Assad se sente onipotente. Já nem se preocupa mais em dar satisfação ao mundo por que sabe que nada lhe acontecerá. Foi muito precipitado o julgamento que ele estava prestes a cair. Pelo contrário, é cada vez maior a chance dele permanecer no poder. A única chance para impedir isso seria uma ofensiva turca (o pretexto já existe depois do ataque sirio ao territorio turco). Seria trágico e deixaria uma interrogação sobre o futuro da nação, mas parece cada vez mais, que é melhor um futuro incerto que um presente com Assad
    Por ai, caro Felipe, abs, Caio

  51. Carmem

    -

    11/04/2012 às 9:06

    Oi Caio,
    Mas com a Rússia armando o Assad vc acha q a Turquia ou a A.Saudita tentariam uma intervenção?
    Acho q primeiro tinha q se achar um jeito de tirar os russos de lá.
    Obama não vai fazer nada, ele já sabe q são seus últimos meses na presidência, deve estar querendo deixar boas memórias hehehe
    abs
    OI Carmem, sobre o Obama parece isto mesmo,mas creio que Turquia e Arabia Saudita serao sugadas para a crise, a Siria leva jeito de ser a chamada guerra por procuracao, entre blocos da regiao (questoes sectarias, geopoliticas, etc), abs, Caio

  52. maisvalia

    -

    11/04/2012 às 8:53

    Caro Caio.
    Ego inchado dá nisso.
    Não toquei no nome do iluminado.
    Pare de ler em diagonal, hehehehehehehehe
    Mas este é debate por aqui, intervir ou nao, nao preciso ficar dando cascudo moral em russos e chineses, hehehe, veja minha resposta para a Betty, abs, Caio

  53. maisvalia

    -

    11/04/2012 às 8:18

    Panorâmica muito boa e triste.
    …Rami Khouri ainda acredita que uma insurreição não militar em larga escala possa dar conta do serviço, mas depende de apoio unânime do Conselho de Segurança da ONU (algo ilusório diante da cumplicidade russa e chinesa com a ditadura em Damasco)…
    E DEPOIS ALGUNS DESAVISADOS TORCEM PARA A QUEDA DO “IMPÉRIO YANKEE”, POIS QUEREM SER COMANDADOS POR CHINESES OU RUSSOS.
    SÓ TENHO DUVIDA EM UM PONTO:
    …Pode funcionar, como nos Balcãs na década de 90 ou na Líbia no ano passado,…
    SÃO INTERVENÇÕES A MEU VER DISTINTAS. A PRIMEIRA DEU CERTO, A SEGUNDA NINGUÉM O SABE, POIS SÓ SE LIVROU DO CACHORRO LOUCO, MAS NINGUÉM ADVINHA O QUE VEIO EM SEU LUGAR ATÉ AGORA.
    Meu caro, a bem da verdade jornais de esquerda, como The Guardian, tem seu principal comentarista internacional chamando o Obama de politico sem principios por nao intervir, como na Libia, e sites neoconservadores nos EUAS tambem dao cascudo, abs, Caio

  54. Betty

    -

    11/04/2012 às 8:18

    Mais, non! Quel horreur…
    Dizimando o proprio povo? Que nada, os Iraquianos amavam Saddan Hussein, veio o 43* Presidente dos Estados Unidos e destruiu aquele paraiso democratico.
    Bela saia justa. O que fazer, Mestre?
    Estamos na saia justa, Betty, novamente liberais humanitarios e neoconservadores unidos pedindo algum tipo de intervencao, mas nao sera esta pressao que levara Obama a agir. Aqui me parece diferente: atores, especialmente regionais, serao cada vez mais sugados para a crise, ou seja, nao devera ocorrer tanto por imperativos estrategicos ou morais e mais pela mera dinamica da situacao. Grandes guerras as vezes comecam assim, vamos ver, abs, Caio

  55. sanidade republicana

    -

    11/04/2012 às 8:13

    O Santorum supreendeu com esta saída repentina da corrida. Seria ótimo o Assad também surpreender.
    Na Siria, as surpresas sempre sao desagradaveis da parte de Assad. Abs, Caio

  56. amauri

    -

    11/04/2012 às 7:56

    Bom dia Caio!
    Herman Glanz – Sírios estão sendo mortos a tiros, assassinados e presos pelo próprio regime, na cidade de Daraa, no sul da Síria, enquanto se realiza sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU que aprova uma Resolução, proposta por CUBA, REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO POVO DA CORÉIA, IRAQUE, NIGÉRIA, PAQUISTÃO e REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA que trata somente dos Direitos Humanos de “cidadãos sírios”… DAS COLINAS DO GOLÃ. Aqui observamos uma instância que deveria ser internacionalmente respeitada fabricando supostos abusos com finalidades puramente políticas. Lamentavelmente, nações que deveriam conhecer perfeitamente a situação – como Inglaterra, França e Bélgica – decidiram se abster. Somente os Estdos Unidos votaram contra. Da Resolução consta: “Profundamente preocupados com o sofrimento impostos aos cidadãos sírios nas Colinas do Golã ocupadas, devido à sistemáticas e contínuas violações de seus direitos fundamentais e humanos por Isrel, desde a ocupação militar de 1967.”abs

 

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