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27/06/2011

às 6:00 \ Afeganistão, China, EUA, Geopolítica, Obama, Oriente Médio

Adeus Oriente Médio, alô Extremo Oriente

O comandante quer partir e quer ficar - foto Saul Loeb/AFP

O comandante-em-chefe Barak Obama não assumiu a doutrina Aiken no Afeganistão. George Aiken foi o senador republicano que na guerra do Vietnã recomendou que os EUA deveriam simplesmente “declarar vitória e cair fora”. O desfecho no Vietnã foi caótico (para os americanos) com a imagem inesquecível de debandada de helicópteros do telhado da embaixada na ex-Saigon.

O anúncio de redução de tropas americanas no Afeganistão (33 mil soldados até o final de 2012) foi um daqueles lances de Obama em que ele se desdobra para fazer média com todos e frustra meio mundo. Analistas e humoristas não perdoaram e repetiram que o presidente quer partir e quer ficar. O senador Aiken teria ficado irritado.

Mas, no final das contas, é o início do desengajamento dos EUA da mais longa guerra de sua história. O negócio é cair fora, sem declarar vitória em uma guerra que gerou tanto desgaste e pouca glória. Seria ridículo declarar vitória. Basta ver a sucessão de hediondos e espetaculares atentados do Talibã nos últimos dias. De qualquer forma para os americanos, existem as razões óbvias de fadiga de guerra, sem esquecer que o Afeganistão é um buraco, mas o buraco fiscal americano conta mais. De olho na sua campanha de reeleição (e o mesmo esta sendo feito pelo batalhão de pretendentes republicanos), Obama lembrou que o foco agora é doméstico. Numa expressão usada comumente por estes dias nos EUA, fala-se que a prioridade é reconstruir pontes em Kansas City e Baltimore e não em Kandahar e Bagdá.

O desengajamento regional é profundo. mas não extremado e muito menos imediato. Os americanos seguirão envolvidos no Afeganistão (e tropas ficarão lá por muito tempo em tarefas de contraterrorismo e não mais de contrainsurgência ou de construção em um país que parece de conserto quase impossível), no Iraque e em várias partes do Oriente Médio e África do Norte. Mas o zelo missionário que se seguiu aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 perdeu a intensidade.

E não se trata apenas da consideração orçamentária. Mas também dos limites de atuação geopolítica, no contexto daquilo que o historiador Paul Kennedy chamou de “superextensão imperial”. Um pais precisa estabelecer a correspondência entre recursos e fins. Cair fora do Oriente Médio e de outros buracos quentes nas imediações irá permitir aos americanos concentrar seu poder de fogo estratégico, militar e fiscal em outras partes da Ásia, no Extremo Oriente, mais para as bandas da China. O comandante dos fuzileiros navais, general James Amos, não esconde seu projeto de deslocar para bases no Pacífico tropas liberadas do Afeganistão e Iraque. A hegemonia americana exige cada vez mais investimentos nos corredores navais ao redor da China.

É isto, aliás, que desejam aliados (Japão, a destacar) e mesmo não aliados dos EUA na região da Ásia-Pacifico (Vietnã). China, Vietnã e outros países da região estão envolvidos em disputas sobre ilhotas e recifes no Mar do Sul da China. As reinvindicações de Pequim acontecem quando o regime comunista ganha tonalidades cada vez mais nacionalistas (uma conveniente troca de ideologia e mensagem no país do leninismo de mercado).

Os chineses se inquietam com os vietnamitas e os americanos tomaram partido do adversário da guerra nos anos 60 e 70 (que na sequência teve um breve conflito com a China). Os chineses aumentam sua capacidade naval e seu primeiro porta-aviões vem aí. Militares e diplomatas chineses advertem para os americanos não “brincarem com fogo”, assim como vários países asiáticos envolvidos em disputas fronteiriças com Pequim.

Não há dúvida que a China é o único país que ameaça a supremacia global dos EUA (e estamos indo aqui muito além de economia). Existe este ponto de inflexão, com transferência de recursos estratégicos e militares americanos do Oriente Médio para a região da Ásia-Pacífico para conter a China. O drama é que os americanos precisam dos chineses também para sua reconstrução doméstica.

Para Obama e sucessores, será um desafio tirar a média. O atual presidente anda aos trancos e barrancos com esta prática. Vamos ver os próximos. Existe fadiga de guerra hoje nos EUA. Mas a história tem seus caminhos tortuosos (ou circulares). Nunca se sabe. Um dia, os americanos poderão estar novamente, por causa da China, em guerra no Vietnã, aquele do senador Aiken.

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93 Comentários

  • Anouk

    -

    3/7/2011 às 16:23

    Oi Caio,
    Você finalizou o tema um tanto pessimista. EUA, China e Rússia resolvem seus conflitos diplomaticamente.
    Meu pessimismo, Anouk, em parte, decorre de tendencias isolacionistas nos EUA. A populacao quer distancia de conflitos externos. Isto muda, se acontece um ato terrorista ou incidente envolvendo diretamente os EUA, abs, Caio

  • Tiago

    -

    2/7/2011 às 2:47

    Se a China se tornar a maior potencia economica e militar vai ser um desastre, melhor os Estados Unidos do que China como superpotencia global, seriamos obrigados a engolir mais lixo da china no mundo, sem contar que é um país comunista.

  • Fernando dos Santos

    -

    30/6/2011 às 22:58

    Caio, eu sei que agora o abacaxi é de Obama, mas mesmo assim fica dificil conter a indignação pelo fato de Bush ter inventado uma guerra sustentada por mentiras no Iraque quando havia um problema de verdade no Afeganistão.Problema esse que acabou sendo negligenciado por causa da guerra no país de Saddam.
    E a ironia é que em funcao do circulo vicioso, um republicano pode vencer em 2012, abs, Caio

  • Fernando dos Santos

    -

    30/6/2011 às 16:52

    Eu acho importante lembrar que o Afeganistão é um dos muitos abacaxis que Obama herdou de George W. Bush.Há quem diga que Bush poderia ter realmente vencido a guerra no Afeganistão se tivesse priorizado o conflito desse país mas ao invés disso George cismou de invadir o Iraque(que não tinha nada a ver com o atentado às Torres Gemêas) enviando enorme quantidade de militares ao país de Saddam e deixando o Afeganistão com uma quantidade de combatentes muito abaixo do necessário.
    Caro Fernando, como na economia, nao basta mais ao Obama reclamar da herança maldita. O abacaxi é dele, abs, Caio

  • amauri

    -

    30/6/2011 às 10:43

    Se não existe este projeto, ou um projeto chines, ou um russo, ou um arabe, ou bolivariano, de dominação, qual a preocupação americana? Uma vez que sozinhos ninguem bate os americanos. Ou, o projeto é das maiores potencias em um governo único disfarçado. Só é dose acreditar que estas incursões são motivadas pela defesa dos direitos humanos. abs
    Oi Amauri, eh o que diz o texto: os avancos chineses e disputas maritimas, abs, Caio

  • amauri

    -

    30/6/2011 às 10:16

    Bom dia Caio!
    Hu Jintao, além de ser o presidente da República Popular da China, é também o secretário-geral do Partido Comunista. Yanukovych (presidente da Ucrania) é um comunista pró-Rússia e a aproximação entre os dois países faz parte do projeto de dominação global russo-chinês.Hu trouxe para a Ucrania 3,5 bilhões de dólares para acordos. Este novo movimento militar americano tem algo a ver com estes movimentos geopoliticos nesta região? abs
    Oi Amauri, nao existe este projeto de dominicao russo-chines, abs, Caio

  • Paulo caynan

    -

    29/6/2011 às 19:44

    vcs sao todos um bando d ze ruela.

  • Alexandre Danielli

    -

    29/6/2011 às 19:04

    Caio, se por acaso voce se interessar, eu nasci no Brasil, mas sou americano, atualmente nos Fuzileiros Navais dos EUA, voltei da Guerra no Afeganistao a 2 meses, morei la por 7 meses, eu sou Diplomata Civil Militar, unico nascido brasileiro a fazer este trabalho, muitas fotos e historias da guerra…entra em contato comigo
    Valeu, Alexandre, obrigado, deixa eu me organizar, abracos, Caio

  • Vera

    -

    28/6/2011 às 23:46

    OK Carlos Cezar, eu apenas disse desde o início que esse termo é muito usado pelos radicais de esquerda e que o fato de voce usá-lo e mais a forma de expressão, remete aos ideólogos marxistas. Realmente concordo com voce que essa coisa de direita e esquerda é até chato, mas não ultrapassado, porque infelizmente está aí no mundo todo em todas as políticas e muito mais ativo do que se pode desejar, decidindo sobre as nossas vidas, os pobres mortais apolíticos que somos. Acho que mesmo após a queda do muro de Berlim, o mundo continua bipolar entre essas duas vertentes. Minha esperança é que se fortaleça o equilíbrio entre elas com o mundo se voltando mais para o centro, com filosofias mais moderadas e sem ódio, para a resolução de longos conflitos que assolam a humanidade há séculos.
    Abs, boa noite

  • carlos cezar

    -

    28/6/2011 às 18:33

    Boa noite, Vera,
    Você está errada, os termos que uso para me expressar nada tem a ver com esquerda/direita. “Estadunidense”, por exemplo, encontrei num livro do Robert Spiller chamado O Ciclo da Literatura Norte-americana. É um livro antigo, de mil novecentos e bolinha, mas bem resumido sobre estilos literários dos grandes homens que moldaram a literatura e as ideias naqueles fins do 18 e princípios do 19, começando por Franklin, Jefferson, Cooper, Emerson, Thoreau, Allan Poe, Melville, Whitman, Twain etc. Não sei dizer se Robert Spiller era ou não marxista, para mim é indiferente o que ele era ou deixou de ser. Minha opinião é a de que não podemos confundir a opinião pessoal de um escritor com seus bons trabalhos. Quanto a mim, nunca me preocupei em ser de esquerda ou de direita, acho essa coisa meio ultrapassada. Comumente vemos a imprensa escrita se referir ao nosso país como Brasil mesmo, assim: brasileiros. Ninguém diz República Federativa do Brasil. E já que a imprensa costuma escrever quase sempre Estados Unidos, assim: estado-unidenses, ou: estadunidenses. Robert Spiller faz uso dessa expressão especificamente na parte 6, capítulo 1 – fim de uma era.
    Abs.

  • Mauricio

    -

    28/6/2011 às 16:17

    Vendo alguns comentarios abaixo:
    não se assustem. Tem gente que defende Taleban, terrorista, assassino e etc, sempre com conceitos “relativistas”, recurso muitas vezes baixo. Aliás, acabo de ver que a filha do Che Guevara foi ao Rio, no Leblon, dar uma palestra. Não preciso dizer que havia muitos admiradores lá (?!). Entre algumas cositas a noticia dizia: fulana Guevara disse tambem que democracia é algo inventado pelos gregos e que nem eles mesmos queriam praticar.. a revolução está em andamento.. e por aí vai rodando o mundo.
    Tento voltar depois com noticias mais alegres e menos funebres. Abs.
    Boa sorte na missao, abs, Caio

  • amauri

    -

    28/6/2011 às 16:07

    Não vejo a China como um rival aos EUA, nem militar e nem econômico. Sempre lembro que o salto da China se deu após a Inglaterra ‘devolver’ Hong Kong. Parece que nada foi mudado no modelo econômico. Muito parecido com estas bandas do Brasil, entre o PSDB e o PT. Voce ou alguem sabe me informar de quantas empresas estrangeiras estão alocadas na China? abs
    Amauri, seu revisionismo historico nao se sustenta. Abs, Caio

  • Felipe

    -

    28/6/2011 às 16:04

    Caio,
    Desculpe pela conversa desgalhada, não é do meu feitio, mas muito obrigado pela paciência em responder. Obrigado mesmo. Acho que o Francis, caso tivesse tido um blog, mandaria ao mesmo lugar que costumava à portuguesa da Globo de NY leitores que o amolassem com assuntos desgalhados e desagasalhados. Como eu.
    Abs,
    Felipe
    Cada um com seu estilo abs, Caio

  • Felipe

    -

    28/6/2011 às 14:50

    Caro Caio,
    Assisti ontem à noite ao documentário da lavra do Nelson Hoineff intitulado “Caro Francis”. No velho e bom DVD. Chamou a atenção o fato de você não estar entre os entrevistados do filme a falar sobre seu ex-colega de bancada. Até o ex-presidente da Petrobrás, Joel Rennó, sem mostrar a face na tela, mas somente a sua voz, um tanto trêmula e vacilante, emprestada de um telefonezinho mequetrefe escuro da Intelbrás, deu seu testemunho sobre o convívio nada amistoso que mantivera via ameaças judiciais de indenização milionária contra o Paulo Francis. Tudo por causa de uma molecagem do Francis contra a diretoria da estatal que, vá lá, ultrapassou realmente os limites da verborragia pura e simples. Pena não poder ter visto a face daquele ex-burocrata do petróleo alheio, comezinho e vingativo, que – dizem seus detratores – infartou Paulo Francis para sempre naquele Fevereiro de 1997. Mas Hoineff foi mais generoso para mostrar as agressões verbais francianas contra o Blinder e a telefonista portuguesa da Globo de NY. Ou re-mostrá-las, pois já estão no VocêTubo há muito tempo. Engraçado era, menos para você e a lusitana atrapalhada com as chamadas para o Francis na hora em que ele gravava. Assisti, há mais tempo, ao “Conexão Manhattan”, também no VocêTubo, em que um grupo de estudantes de Jornalismo entrevistam os integrantes do MC. Projeto de conclusão de curso, sei lá. Você pareceu um tanto seco – e não quero aqui lhe retirar o direito de se referir a quem quiser da maneira que lhe aprouver melhor – e taxativo para com o Francis. Tudo bem. Não era raro ele lhe dispensar a grosseria ao invés do debate civilizado no programa. Isso causa, sem dúvida, desconforto e constrangimento públicos desnecessários ao “atacado”. E, não raramente, a mágoa e a frieza sentimental são os substitutos quase que inevitáveis para com o “agressor” no futuro. Mas o filme – ou documentário, que seja – do Nelson Hoineff é bastante cândido e honesto sobre a história de um homem que inventou e amplificou um nicho um tanto marginalizado do jornalismo brasileiro: a polêmica envernizada com grossas camadas de acidez. Mas que faltou o depoimento do Caio Blinder por lá, isso faltou.
    Abs,
    Felipe
    Oi Felipe, conversa desgalhada, mas vá lá. O Francis tinha o estilo dele, eu nao tinha estilo. Na epoca, os demais participantes eram apenas coadjuvantes, quase extras. Nao ficava constrangido ou magoado. Eram as regras do jogo. Nem me lembro desta entrevista a estudantes de jornalismo. Ja dei tanta entrevista sobre o Francis e a conversa é sempre a mesma. De fato, o Hoineff deveria ter me entrevistada para ter um documentario mais redondo, mas nada que deixe indignado. Tanta conversa sobre o Francis no Brasil mostra a ausencia de outros como ele. Avante, heheheh,abs, Caio

  • jo

    -

    28/6/2011 às 14:21

    Mais uma vez, falou,falou….. e nao disse nada.
    Caio , pf escreva novamente este artigo.
    Falô, Jo, abs, Caio

  • Ricardo Lopes

    -

    28/6/2011 às 14:16

    Caro Ricardo, transmito para o Lucas. Aqui não é o espaço apropriado para esta discussão, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    28/6/2011 às 14:11

    Boa cola e pequena, mas cite a fonte: David Brooks, NYT
    Oi Caio, eu esqueci,até porque foi vc mesmo que indicou hehehehe
    Abs

  • Carmem

    -

    28/6/2011 às 13:54

    Adeus ao Oriente Médio?
    Not so fast babe
    .
    TEERÃ – A Guarda Revolucionária do Irã testou 14 mísseis nesta terça-feira, no segundo dia dos jogos de guerra que pretendem mostrar sua força aos inimigos da República Islâmica em Israel e nos Estados Unidos.

    Os mísseis terra-a-terra de fabricação iraniana, com um alcance máximo de 2 mil quilômetros, foram lançados simultaneamente em um único alvo, informou a agência de notícias oficial Irna.

    O chefe da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária enfatizou a preparação do Irã para atacar Israel e os EUA no caso de qualquer ataque à República Islâmica.

    - O alcance nos nossos mísseis foi concebido visando as bases americanas na região, assim como o regime sionista – afirmou o comandante Amir Ali Hajizadeh à agência semioficial de notícias Fars.

    Os EUA e Israel não descartam um ataque militar contra o Irã se os meios diplomáticos não conseguirem deter o desenvolvimento de armas nucleares. Teerã nega que seu programa nuclear tenha como objetivo a construção de bombas.

    IRNA disse que a Guarda disparou nove mísseis Zelzal, dois Shahab-1s, dois Shahab-2s e um upgrade de mísseis Shahab-3. Autoridades iranianas já anunciaram que o Shahab-3 pode atingir alvos a até 2.000 km de distância, colocando Israel e bases dos EUA no Golfo ao seu alcance.
    .
    Boa tarde Caio,
    Não deu para evitar o cut-and-paste, mas esse é pequeno.
    Not so fast, lady. O titulo força a barra, o texto é mais sutil. Mas sua observacao é correta, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    28/6/2011 às 13:42

    …Now Obama is compelled to engage. If ever there was an issue that called for his complex, balancing approach, this is it. But, to reach an agreement, he will have to resolve the contradiction in his management style. He values negotiation but radiates disdain for large swathes of official Washington. If he can overcome his aloofness and work intimately with Republicans, he may be able to avert a catastrophe and establish a model for a more realistic, collegial presidency.

    The former messiah will have to become a manager…
    *
    Bom mesmo, ele tem que calçar as sandálias da humildade, mas será que vai conseguir?
    E no caso da retirada, ele está sendo o messias ou o gerente?
    Boa cola e pequena, mas cite a fonte: David Brooks, NYT
    PS: neste caso o gerente, o messias reaparece em campanha eleitoral ou viagem no exterior

  • Vera

    -

    28/6/2011 às 12:37

    Olá Carlos Cesar
    Pensei que já tivessemos encerrado essa questão do termo “estadunidense” mas como voce voltou ao assunto… só para encerrar… Com certeza essa nomenclatura já existia anos 50 ou até antes, por um simples motivo: invenção dos ideólogos marxistas de esquerda da época, que gostavam (e gostam) de contrariar tudo no capitalismo,inclusive e principalmente os próprios americanos, se negando a chamá-los de americanos pelo motivo que já expus anteriormente (achavam e acham que a mania de grandeza dos americanos abarcavam o nome do continente e ignoraram o nome “América” em sua constituição). Aliás o termo norte-americano se aplica ao continente América do Norte, o que inclui todos os países do continente e não só os EUA. Lembrando, um dia o Brasil foi chamado de Estados Unidos do Brasil e nem porisso fomos chamados de “estadunidenses” e sim de “brasileiros”.
    Uma vez voce colocou que tem seu prórpio discernimento e respeito isso, mas não posso deixar de perceber a influência que voce provavelmente recebeu ou recebe de alguma fonte esquerdista no Brasil pelos fatores em comum que voce tem com eles. A referência “estadunidense” é apenas uma delas. A questão é, espero, o não radicalismo dessas ideias (marxistas).
    P.S. Não me considero baba-ovo dos americanos (ou algo parecido que voce citou), acho até que eles erram como todos nós erramos as vezes, o que sou contrária é essa incitação ao ódio que os defensosres de suas ideologias fazem. Minha posição é isenta desses rancores e apenas despida de qualquer sentimento invejoso de quem quer que seja que esteja no topo e isso não me impede de críticá-los se for necessário, mas se o fizer será de forma construtiva e não pejorativa e distorcida como fazem os radicais de esquerda.
    Obrigada e um bom dia.

  • maisvalia

    -

    28/6/2011 às 12:26

    Texto curto e pertinente.
    *
    …Thomas Friedman, The New York Times – O Estado de S.Paulo

    Quando presidente Barack Obama anunciou um reforço de tropas para o Afeganistão, em 2009, disse que a medida só teria sucesso se três coisas ocorressem: o Paquistão se tornasse um país diferente, o presidente afegão, Hamid Karzai, se transformasse em um homem diferente e se os EUA conseguissem fazer exatamente o que dizem que não estão fazendo, ou seja, construir uma nação no Afeganistão. Nada disso ocorreu. Por isso, ainda acredito que nossas opções no Afeganistão são: perder cedo, perder tarde, perder muito ou perder pouco.

    Meu voto é para perder cedo e pouco. Minha cautela vem de três perguntas: quando o Oriente Médio nos deixou satisfeitos? Como terminou a Guerra Fria? O que o ex-presidente Ronald Reagan faria? Vamos examinar as três: Quando o Oriente Médio nos deixou mais satisfeitos nas últimas décadas?…
    *
    E você caro Caio, concorda com ele ou o que você escolheria se estivesse no lugar do Obama:
    perder cedo, perder tarde, perder muito ou perder pouco.
    *
    Estranho, eles pensam em consultar um republicano e não um democrata!
    Perder pouco, como o Reagan fez ao cair fora do Libano em 1983, embora as perdas continuem. Creio que o Obama calcula tudo de forma pretenciosa, ele espera muitos resultados imediatos quando embarca numa, como nos estimulos economicos, Afeganistao e Libia. Juntando com um partido republicano somente disposto a detonar, as coisas ficam desastrosas. Abs, Caio
    PS: ate que este texto do Friedman ‘e bom, em geral as metaforas dele sao insuportaveis, abs, Caio

    PS: o texto desta ter’ca feira do david brooks no nyt sobre o estilo de governanca do obama esta muito interessante, abs, Caio

  • Vera

    -

    28/6/2011 às 11:41

    Bom dia Caio
    De certo modo, embora lamento, tento entender a saída dos EUA no Afeganistão, o desgste político etc., o meu comentário sobre o Talibã foi decorrente de outros comentários feitos aqui na sua coluna. Quando visivelmente esquerdistas fazem vistas grossas as atrocidades do Talibã e comparam por exemplo à China. Ora se a China não observa a questão dos direitos humanos, primeiro então há uma contradição aí, pois “politicamente” (economicamente já abriu ao capital) ainda admite ser comunista, então os comunistas, socialistas como queiram, são os primeiros a “não” acatar a questão dos direitos humanos (repressão, liberdade de imprensa…). Segundo, se a China abriu ao capital, eles dão um jeito de por a culpa, como sempre nos yanques americanos. Cansativo isso e não convence ninguem. Terceiro, comparar a China ao Talibã, bom esse último está a anos luz atrasado em todos os sentidos, em relação à China. Indiscutível, perda de tempo qualquer argumento.
    Yes!!!Abs, Caio

  • tonazzi

    -

    28/6/2011 às 11:18

    Os americanos tem que sair do Afeganistão e ocupar a Amazonia; eu ia para lá correndo, de tanga e cocar. Hellooo, miii amigou ! E vem um filme da Dilma por aí …. Bem que Orson Wells falou: “Eu sabia”.

  • Rodrigo

    -

    28/6/2011 às 10:53

    A palavra “estadunidense” é muito feia. Ainda bem que o Blinder prefere a forma usual: americano(a).
    Acho pueril este preconceito estilistico antiestadunidense, abs, Caio

  • Alexandre

    -

    28/6/2011 às 10:09

    E a França segue na mesma onda.

  • maisvalia

    -

    28/6/2011 às 9:31

    …acredito que não há muito sentido em querer destruir o Taliban devido ao seu açoite ideológico sobre a população. E há também Síria, Somália, Sudão etc, onde os opositores são exterminados e também parte do povo tem sofrido bastante. É preciso deixar a hipocrisia de lado e sair logo daquele “buraco quente”…
    .
    E depois quando eu falo que esquerdista tem moral seletiva eles reclamam, né?
    Para os americanos que os da banania chamam de estadunidenses sobra o pejorativo bandido, agora para o talibã sobra “açoite ideológico”. Matar, torturar,promover o terror, jogar meninas de 8 anos com bombas, etc agora na novilíngua é açoite ideológico.
    É um espanto, então ficamos assim: Se os assassinos forem da mesma tribo pode. É o relativismo ao cubo. Aqui eles defendem que os índios façam seleção natural dos filhos.
    E depois resta o ódio à Israel e aos EUA, que não podem fazer valer o açoite ideológico.
    Aos leitores, eu gostaria de deixar algo claro: este meu texto sobre Afeganistao é estrategico, imaginei que nem precisaria açoitar a barbarie que é o Taliban. Obviamente a questao nao é deixar o pais para nao ser hipocrita. Claro que nao faz sentido o conceito de que como nao se pode invadir a Siria, onde a populacao é massacrada pelo proprio governo, nao se pode ficar no Afeganistao. As razoes para esta saida do Afeganistao sao estrategicas (os limites da missao, dificuldade de correspondencia entre recursos e fins, local intratavel, um debate sobre as melhores formas de combater o terrorismo, etc). Abs, Caio

  • carlos cezar

    -

    28/6/2011 às 8:54

    A propósito, Caio, o termo “estadunidense” (para se referir aos Estados Unidos), ao contrário do que alguns pensam, já fazia parte do vocabulário de certos escritores na década de 1950. Veja o caso, por exemplo, de O Ciclo da Literatura Norte-americana, de Robert Spiller, capítulo 1, parte 6 – o fim de uma era.

  • carlos cezar

    -

    28/6/2011 às 8:37

    Bom dia, Caio,
    A essa altura, quando há tanto desrespeito aos direitos humanos na China, e ninguém faz nada a respeito, sobretudo porque os Estados Unidos se aniquilariam numa síndrome de abstinência brutal ao tentarem se livrar da dependência chinesa, acredito que não há muito sentido em querer destruir o Taliban devido ao seu açoite ideológico sobre a população. E há também Síria, Somália, Sudão etc, onde os opositores são exterminados e também parte do povo tem sofrido bastante. É preciso deixar a hipocrisia de lado e sair logo daquele “buraco quente”.
    Abs.

  • Rone

    -

    28/6/2011 às 8:12

    BOM SOBRE ESSA ARMA CHINESA NÃO SEI !
    Mesmo trabalahndo na area de geradores eletromagneticos confesso que fico curioso para saber a propagação pelo ar , erupções solares causam intereferencias mas pela quantidade de fotons dispersadas irradiadas na atemosfera terrestre o que interfere nas ondas de radio e comunicações mas em uma grande quantidade!
    Os norte americanos devem repensar sua politica externa
    e eleger alguem que os façam avançar e não
    a querer enganar o restante do planeta!
    Ainda penso que o Obama é cheio de boas intenções mas pode ser manipulado com facilidade e se torne o Celso Pita deles!
    Vale lembrar que toda essas armas são mais teoricas do que
    pratica nunca foram utilizadas em circunstancias reais!
    Todo o trabalho sério de traçar prognósticos
    para o mundo é, portanto, de quem será o século 21?
    É claro que ainda estamos em 2011, não da
    pra responder a essa pergunta com certeza!
    Apesar disso, líderes políticos de todas as
    partes vêm lançando suas apostas e suas políticas .
    A pergunta, apenas qual poderá ser a cara
    do mundo daqui a alguns anos?
    Bom os chineses já chegaram por aqui, olhem por baixo de muitos produtos, seus mouses,sua hora seu “pulso” talves tenha vindo da China aparelhos eletro eletronicos olhem para a ruas e verão muitos “ching lings” (COMO CHAMAMOS CARROS E MOTOS CHINESES POR AQUI)já circulando!
    Qual a proposta da politica externa norte americana deter quem “trabalha e cresce’ (mesmo copiando produtos ocidentais) com sua força militar?

  • Vera

    -

    28/6/2011 às 0:01

    Gente o que é isso? Defender ou amenizar o Talebã…, bom aí é tentar defender o indefensável. Eles cometem atrocidades sim e a olhos vistos, principalmente contra mulheres e meninas. Penso nas relativas conquistas que as mulheres tiveram nesse período de interferência aliada no país (mais na capital Cabul). A volta total do Talebã é um triste retrocesso para o povo afegão e uma desgraça para as mulheres afegãs. É realmente de se lamentar a permanência de grupos radicais, atrasados e virulentos como este se instituindo como regime de um país. É de doer…
    Cara Vera, o aspecto moral é indiscutivel, mas onde esta a determinacao internacional, quando a opiniao publica nos EUA e Europa (que mantem tropas no pais) esta acometida da chamada fadiga de guerra? Abs, Caio

  • Felipe

    -

    27/6/2011 às 23:52

    Caro Caio,
    Concordo integralmente de que Washington não tem quaisquer ilusões românticas para com os chineses. Pelo contrário. Acho que a administração Obama deve continuar com os seus contatos com a India, a qual sempre funcionou como verdadeiro contraponto de normalidade a uma região povoada por vizinhos da pesada como Paquistão, Afeganistão, Mianmar e China. É verdade que a administração de George W. Bush buscou um maior rapprochement com Nova Delhi, sendo um das poucas coisas corretas que o ex-presidente americano conseguiu fazer em termos de política externa. Ponto para Bush, pois. Gostaria muito de ver esta India high-tech do século XXI alcançar um maior grau de influência no mundo em relação à China, já que a verve nacionalista mandarim é muito mais virulenta e marcante do que meramente uma questão política, ou seja, se a China é governada ora por comunistas ora por democratas. Não gosto da obstinação de Pequim em lidar com Taiwan como uma simplória “província rebelde”, sendo que a soberania da antiga Formosa é uma realidade inquestionável e plenamente consolidada já há décadas. Não gosto do bullying chinês com seus vizinhos ao sul, como o Vietnã, pela soberania de meio palmo a mais ou a menos no Mar Amarelo. Não gosto da maneira paternalista e semi-delinquente com que o regime de Kim Jong-Il é tratado pelo vizinho mais populoso, além das estranhas estridências chinesas com o Japão, que vez por outra ocorrem em busca de maior revisionismo histórico quanto ao papel japonês na Segunda Guerra Mundial. Enfim, não gosto inclusive do tipo de capitalismo estilo século XIX perpetrado com enorme sucesso pelos chineses, desde a criação das Zonas Econômicas Especiais em 1985 pelo falecido Deng Xiaoping. Trata-se justamente daquela forma primitiva, imperialista, espoliadora e destruidora ( para usarmos adjetivos tão caros a esquerda ) de capitalismo que Karl Marx se inspirou para escrever seu Manifesto Comunista de 1848. Parece que o mandarinato de hoje se esmera em falsificar não apenas bolsas e relógios de grife do Ocidente, mas também o que houve de pior e mais obsoleto na própria história do capitalismo ocidental.
    Abs
    Caro Felipe, caotico e corrupto, o modelo indiano é mais interesante que o chines, abs, Caio

  • carlos cezar

    -

    27/6/2011 às 21:39

    Ai, ai, Julinha,
    nem precisava bater tanto. Eu só queria trocar ideias, forçar você a falar alguma coisinha das tais bombas. Cá estou eu com a minha viola no saco. Já se vê que hoje não é um bom dia pra mim.
    Com licença.
    Está muito frio mesmo. Eu vou é pra debaixo das cobertas. Lá, pelo menos, não apanho tanto. Minha esposa é mais solidária.
    Mesmo assim,
    abs.

  • maisvalia

    -

    27/6/2011 às 21:26

    Oi CC ou CCM.
    Depois do comentário da Júlia já pode por a viola nos saco, hehehehe
    Ela não sabe de nada hein!
    Que banho!
    Parabéns à menina.
    Bem que a cumpanheira Carmem avisou.
    O grumete aqui agradece, hehehehe

  • carlos cezar

    -

    27/6/2011 às 20:24

    A coisa é pior do que se imaginava:
    O presidente do banco central afegão renunciou e fugiu para os Estados Unidos. Ele se diz ameaçado por investigar casos de corrupção.
    Mais uma de arrepiar:
    No domingo, Israel ameaçou de proibir a entrada, em seu país, durante dez anos, de jornalistas estrangeiros que estivessem na frota que irá a Gaza nos próximos dias.
    Ô loco!!!

  • maisvalia

    -

    27/6/2011 às 18:38

    …caro Carlos, voce acha que o Taliban esta numa campanha de relacoes publicas para melhorar sua imagem? abs, Caio…
    .
    Caro caio, normalmente é o contrário.
    Diz uma reportagem que o Bin Laden andava insatisfeito com a aparente humanização que estavam fazendo do termo Al Qaeda e por isso estava pensando em mudar o nome do grupo terrorista ou em usar o original que era maior e que constava jihad.
    Ou seja ele queria aterrorizar até pelo nome.
    E tem gente que quer dialogar com eles. Mandem o Suplicy, hehehehe

  • Júlia

    -

    27/6/2011 às 18:37

    Olá,pessoal.
    Carlos Cezar, eu jamais o ofendi, e nunca inferi assertivas quanto ao que você sabe ou não; até porque não tenho viés político, logo leio tudo o que posso para saber mais, e não me encastelar. Peço que não se refira a mim para versar em suposições. Sim, eu sei bem do projeto 海狮, e provavelmente soube bem antes da revista Foreign Affairs falar pela primeira vez dele no Ocidente, em 2007. Sei o quanto o plano é derivado e copioso ao Projeto Sócrates da Administração Reagan. Sei, ainda, que a interferência eletromagnética não afetaria sonares dos submarinos U65-GB produzidos pelo Reino Unido a partir de 2005. Sei, também, que a nova metástase de contato militar, criada pela Lockheed ao Pentágono, e denominada de ligação de núcleo de bário também não será afetada, já que o fenômeno físico da eletrostase periódica não atinge elementos de massa radial menor que 28, na verdade, 28,5. Então, é uma arma de alcance interessante, mas limitado. Nada que confine os EUA em impasse ofensivo.
    Caio, porta-aviões são fundamentais para ataques repentinos e destaque de contra-ataque imediato, entretanto não servem mais para defesa territorial, como por exemplo foi o medo americano ao perder Pearl Harbor, e o medo inglês da frota francesa ser tomada pelos nazistas no norte africano. A defesa territorial pela marinha lenta, ou seja porta aviões, é hoje obsoleta, já que o ataque regular entre potências não se daria mais por esquadrões de caças, dignos de abate, mas por esquadrões de mísseis. Aliás, o General Tommy Patton teve duas dissertações brilhante sobre o assunto ainda em 1945.Visionário.
    Espero ter ajudado.
    Abraço a todos e obrigada pela atenção.
    Claro que ajudou, Julia, e espero que tambem os grumetes por aqui abs, Caio

  • Carmem

    -

    27/6/2011 às 18:36

    “Bem, como vocês viram, a Júlia nada sabe sobre o projeto chinês de bombas que possam causar perda total de comunicação em todos os setores.”
    .
    Pois é CC, deve ser pq esse projeto é tão secreto e tão confidencial que só vc e o Rone sabem dele, nem os chineses foram avisados hehehehe

  • Rone

    -

    27/6/2011 às 18:35

    Carlos Cesar assim como aconteceu com
    a Russia ex Sovietica cachorro grande
    não se pegam ficam só no teatro!
    Fazem essa intervenções no Afeganistão ,Iraque
    e assim mesmo baseados em mentiras!(cade as armas de destruição?)
    Por serem paises desprovidos de armamentos!
    Quantoas Bomba de eletromagnetismo não sei!
    O que sei que uma explosão nuclear (day after)
    interrompe o fluxo de eletrons momentaneamente
    até que se reordenem o, visto que a
    terra é um gigantesco imã
    que causaria interferencias nas comunicações1
    O que pode fazer muito armamento eletronico falhar!
    Mas não se preocupe esses se respeitam os dois estão bem armados!

  • carlos cezar

    -

    27/6/2011 às 18:13

    Caio Blinder, se esse tipo fechar todas as bases militares estadunidenses fora do país, juro que voto nele… quer dizer, faço campanha de graça para ele aqui no Brasil. Palavra! E o Obama que vá passear. Isso é para o maisvalia aprender que a gente pode mudar o voto. Depende do discurso do cara.

  • Felipe

    -

    27/6/2011 às 17:57

    Olá Caio,
    É interessante notar que os EUA parecem um gato serpenteando entre cristais, sempre que a pauta envolva a República Popular da China: qualquer movimento em falso pode causar uma imensa dor de cabeça diplomática. Para azar dos americanos, os chineses são os únicos, neste mundo cheio de países falidos, que dispõem da quantidade de dólares necessária para sanar o imenso rombo nas contas do tesouro americano. Por outro lado, a Casa Branca não pode e não deve sucumbir a toda e qualquer chantagem de Pequim em troca de maior intercâmbio comercial. Esse é o legítimo jogo de xadrez geopolítico em que o adversário, no caso a China, possui claramente mais peças no tabuleiro. Os chineses estão na posição de exigir mais dos EUA e serem exigidos de menos pelo rival.
    Certa vez, fiz um comentário na coluna dizendo que toda ajuda seria crucial para os EUA conterem os planos de expansão territorial chinês. Acho que fui tomado por alarmista. Os ideólogos vermelhos nem fazem questão de esconder a ambição fantasiosa, mas perigosíssima, de recriar a “Grande China”. Ainda mais, contando com o maior exército do mundo, que se moderniza e se equipa com o que há de melhor a cada dia. Seria um adversário formidável no campo de guerra. Esta maluquice chinesa envolveria a “recaptura”, claro, da eterna rival Taiwan, assim como a anexação de outros países do sudeste asiático e até das porções mais orientais da Rússia. Estas últimas bastante desabitadas, mas riquíssimas em recursos energéticos, além de serem ótimas para se povoar com muitos chineses. Rússia e China dividem a maior fronteira geográfica do mundo, perfazendo mais de 4200 km de extensão. Já se enfrentaram na base da artilharia pesada e foguetes em 1969, por disputas territoriais.
    Portanto, é altamente temerário Washington confiar cegamente em Pequim, pois não se trata de um parceiro confiável em hipótese alguma. A China é o tipo de país que trai amigos, ex-amigos, inimigos e ex-inimigos. Que tenha o presidente Barack Obama boa sorte em lidar com este mandarinato endinheirado, autoritário, mas indispensável no jogo geopolítico do século XXI.
    Abs
    Caro Felipe, nao creio que os americanos ou ninguem sejam ingenuos sobre os chineses, existe uma relacao muito ambivalente. Desde o governo Bush houve um empenho correto e fortalecer as relacoes com a India, o que nao é facil pois o Paquistao é outra peça neste xadrez complexo. Existe algo um pouco ansiedade se os chineses entrarao com algum socorro na Europa e o preço que isto ira custar. Concordo que nao faz sentido imaginar uma alianca China/Russia, mas insisto que em termos mais imediatos o foco chines é impedir instabilidade social dentro de casa em funcao da dificuldade de manter taxas tao elevadas de crescimento economico e tambem fazer uma transicao suave de poder para uma nova geracao do partidao, abs, Caio

  • carlos cezar

    -

    27/6/2011 às 17:51

    Nossa, meu, esse Ron Paul é um cara inteligentíssimo! Mas não é republicano? Coisa estranha…

  • carlos cezar

    -

    27/6/2011 às 17:42

    Bem, como vocês viram, a Júlia nada sabe sobre o projeto chinês de bombas que possam causar perda total de comunicação em todos os setores. Quanto à dúvida do Jorji, huuummm… também eu já havia pensado sobre isso: propaganda contra o taliban. Vá saber.
    Va saber qual outra surpresa voce nos reserva hoje, heheheh, caro Carlos, voce acha que o Taliban esta numa campanha de relacoes publicas para melhorar sua imagem? abs, Caio

  • jorji

    -

    27/6/2011 às 17:30

    Culinária chinesa é muito melhor que a culinária americana e brasileira.
    Ai é facil, abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    27/6/2011 às 17:14

    Blinder, você sabe que o Ron Paul defende o fechamento de todas as bases militares fora dos EUA. Isso é loucura, não é? Ou estou errado?
    Ron Paul loucura, rima politica, abs, Caio
    PS: espero que minha assessora militar, a Julia, responda, abs, Caio

  • Júlia

    -

    27/6/2011 às 16:48

    E sim, Carmem, você está certa, muito certa. Aliás, como é padrão.
    Abraços.

  • Júlia

    -

    27/6/2011 às 16:45

    Caríssimo Caio, e senhores(as) da coluna. Por favor, antes de falarem sobre o mundo militar, pesquisem. Não é um mundo tão simples e dogmático quanto aparenta; acredito, e sei pouco sobre isto, que politicamente as discussões sobre a América são dignas de longos debates e calor de Mercúrio, mas a força militar daquele país não pode ser digna de debate fundamentalista. Fico à disposição para passar pesquisas, sites confiáveis, livros e documentários científicos, mas o que me incomoda é um tema que já fez perecer milhões de pessoas e tem a capacidade de extinguir nossa espécie ser tratado com tanto desconhecimento e doutrinação gerenciada.
    Abraço a todos, e obrigada pela atenção.
    Nada como uma voz adulta na creche, valeu, Julia, abs, Caio
    PS: Julia, porta-avioes faz sentido no seculo 21? Abs, Caio

  • Fabricio Juliano

    -

    27/6/2011 às 16:35

    Eu sei que comida chinesa costuma ser muito boa. Seria muito bom que houvesse um fast food de comida chinesa para cada lanchonete de sanduíche.
    nao sou nacionalista para comida, quero boa comida de qualquer bandeira, mas tem cada biboca chinesa por aqui em cada esquina, que acho mais seguro entrar no mcdonald’s, hehehe abs, Caio

  • Rone

    -

    27/6/2011 às 16:12

    A fragilidade do dólar americano como
    única moeda forte de reserva naeconomia mundial.
    Hoje o dólar é sustentado por maciças
    compras de títulos por parte do Japão,
    da China, Coréia e outros países.
    É extremamente improvável que isso continue.
    Quando o dólar tiver uma queda dramática,
    ele pode provocar um aumento momentâneo na
    venda de bens manufaturados, mas os EUA
    vão perder a posição de comando sobre a
    riqueza mundial e a capacidade de ampliar seu déficit
    sem sofrer penalidades sérias e imediatas.
    O padrão de vida americano pode cair,
    reportagens recentes nesses dias no J.N.
    mostrou norte americanos aprendendo portugues
    para trabalharem aqui no Brasil
    haverá um fluxo de novas moedas fortes ,
    incluindo o euro e o iene.
    A China vem se saindo muito bem economicamente, vem
    ampliando consideravelmente sua força militar e está até mesmo
    começando a exercer um papel político sério em regiões distantes de
    suas fronteiras.poderá estar muito mais forte
    daqui a alguns anos do que está hoje , meu mouse , meu teclado, meu celular é chines minha moto é japonesa (origen), meu carro é europeu(origen), bom já tem moto chinesa por aqui, já tem carro chines com 6 anos de garantia pra vender!(se presta ?)
    Ai em Nova Yorque já estão tentando multar as bicicletas eletricas chinesas utilizadas para entregas de fast food que tomaram conta das ruas! Como será?

  • jorji

    -

    27/6/2011 às 16:10

    Enviaram uma menina para explodi-la, será verdade? HUm………….

  • carlos cezar

    -

    27/6/2011 às 15:57

    Bem, se foi o Taleban que enviou a menina, então não posso mais confiar em sites de notícias.
    Abs.
    Caro Carlos, algumas faccoes agem de forma autonoma, o grave é a ideologia que move este pessoal e nao o nome do grupo, em questao de tres dias tivemos o atentado em que a menina foi usada, o ataque em um hospital e o uso de um casal no Paquistao, abs, Caio

 

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