Vitoriosos e vitoriosos na guerra da saúde americana
Na guerra da saúde, com a decisão de 5 x 4 no Supremo a favor do governo, o presidente democrata Barack Obama teve uma vitória, não apenas legal, mas moral. Teria sido uma vexame a derrota para Obama, o professor de Direito Constitucional, ainda por cima envolvendo sua marca registrada em política doméstica. Em termos políticos, também é uma injeção de ânimo na campanha eleitoral, pois ele pode reformular o debate em torno de uma reforma de saúde confusa e cujo pilar, a obrigatorioridade para os americanos terem seguro de saúde, é impopular. Sua cambaleante reforma da saúde é vitaminada pelo Supremo.
A tarefa de um presidente que agora carrega na mensagem populista na campanha de reeleição será popularizar esta vitória legal. Fica mais difícil para os conservadores acusarem o presidente de abuso de autoridade quando a decisão favorável à lei de saúde foi escrita pelo juiz John Roberts, o presidente do Supremo de tendência conservadora. Como agora acusar Obama de violador da Constituição? E não dá para acusar Roberts de ser um vendido para os liberais. Também para os democratas fica mais complicado demonizar o Supremo como um dócil instrumento de causas conservadoras.
A derrota no Supremo obviamente não murcha os republicanos. Pelo contrário: também significa uma injeção de ânimo para o candidato presidencial Mitt Romney mobilizar as bases com a mensagem de que conquistar a Casa Branca e ter o controle do Congresso é vital para rechaçar a legislação chamada pejorativamente de ObamaCare. Para Romney, a preservação da lei diminui a pressão para oferecer alternativas e levará uma base a se animar por um candidato, pelo qual nunca se entusiasmou, mais pelo ódio ao outro lado e sua horrenda política social.
Os republicanos também terão munição com o fato do Supremo ter interpretado o mandato individual para que os cidadãos tenham seguro de saúde como um imposto e não sob a cláusula de comércio da Constituição, ou seja, o governo pode usar seu poder tributário para forçar as pessoas a comprarem seguro de saúde. Sarah Palin, a musa do Tea Party, não perdeu tempo e tuitou que Obama enganou o país, pois o negócio dele é aumentar imposto e não resolver os problemas de saúde.
O país ficará ainda mais animado e furioso agora rumo à eleicão de novembro com o debate sobre a decisão do Supremo e a questão mais ampla do papel do governo na economia e na sociedade. O diagnóstico é fácil: democratas e republicanos acometidos.
***
Colher de chá para o sensato novato Gabriel (dia 28, 19:32).



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54 Comentários
Michael
-04/07/2012 às 19:25
Realmente gosto do estilo, divertido, abs, Caio
Hummmmm… um psitacídeo “achista” auto-iluminado gostando de um estilo contrário àquele do padrão da tribo que está acostumado a emular e ainda por cima “achar” divertido… currupaco deve estar com febre…
Michael
-04/07/2012 às 12:58
Achei legal o seu comentario, caro Michael,voce consulta um dicionário antes de escrever? Abs, Caio
Quanto a seu elogio: “Achou” meeesmo?, caro Caio… Quanto a sua pergunta: Está provando ser eficiente para expor o caráter de um dos psitacídeos “achistas” auto-iluminados de Vila Cunhé Cunhé, quod erat demonstrandum.
Realmente gosto do estilo, divertido, abs, Caio
Michael
-04/07/2012 às 9:46
Em Honduras foi tudo conforme a constituição e você “achou” e noticiou como golpe, no Paraguai foi tudo conforme a constituição e você “achou” e noticiou como golpe… Está se comportando como os bandidos: Quando a lei é cumprida se sentem ameaçados! E agora esta do juiz Roberts… você “acha” constitucional… Daqui a pouco até mesmo o feirante de Vila Cunhé Cunhé vai deixar de prestigiá-lo. Ou seja … Tudo que é anti-democrático, que os déspotas escravizadores do povo fingem não ser para nos enganar, você endossa, participando ativamente nas artimanhas embusteiras. Você realmente espera que fazendo o papel de beleguim desta súcia de caudilhos enrustidos, vai se salvar quando os verdadeiros esbirros desta malta baterem a sua porta?
Achei legal o seu comentario, caro Michael,voce consulta um dicionário antes de escrever? Abs, Caio
Pedro Luiz Moreira Lima
-04/07/2012 às 0:37
Caro Blinder:
O texto enviado apenas o início e o final são meus.
Abrasços
Pedro Luiz
Pedro Luiz Moreira Lima
-04/07/2012 às 0:35
Caro Blinder:
Ideologia só é crime quando atenta contra a dignidade do homem,minha ideologia é a Liberdade fundamentada nos Direitos Humanos da ONU – foi a resposta do Humanismo contra a barbárie NAZIFASCISTA.
Grande abraço
Pedro Luiz
Pedro Luiz Moreira Lima
-03/07/2012 às 22:57
Caro Blinder:
Sou mais acompanhante da coluna do Setti,lamento não ter visto suas delações aos direitos humanos.
Vi a o vídeo no YOUTUBE e o comentário numa revista da qual não recordo o nome.
Conservo no entanto minha observação – quando DEUS entra na política é sinal que Barbáries serão cometidas.
Infelizmente Deus está entre judeus e árabes – qualquer ato de extermínio dos dois povos – Deus é a justificativa.
Minha ideologia esta na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU – e não existe TORTURA melhor – tanto as cometidas pelos “CIVILIZADOS” quanto pelos “INCIVILIZADOS” – A tortura é uma ato vil, covarde e contra a humanidade – e utilizada por ambos os lados – infelizmente usa-se Deus para justificar.
Procurei em seu blogue – lugar para postar essa denúncia e minha opinião da utilização de DEUS na política – achei que a denuncia poderia ser melhor discutida nesse local.
Caso ache que não sou bem vindo ou tenha alguma opinião preconceituosa,saio – mas mantenho a minha opinião a POLÍTICA DEVE SER LAICA e nunca religiosa.
Fé é apenas Fé:Fé Judaica,Fé Cristã,Fé Espírita,Fé Budista,Fé Muçulmana,Fé Islâmica,Fé Protestante… quando se tenta mostrar uma Fé superior a outra – só gera ódio e preconceito.
A Política Laica – o debate será sempre em tornos das idéias.
Abraços
Caro Pedro, de qualquer forma, esta é uma coluna velha, da terça feira passada, nao se preocupe, minha coluna é um bazar, aqui todos podem ter suas respectivas agendas, opinioes e preconceitos, basta olhar o debate, tem gente de qualquer vertente. Apenas acho fundamental que o leitor cite a fonte do texto e faça o possivel para nao publicar trolhas, confesso nao ter lido o texto inteiro, passei os olhos, estou acompanhando o caso na imprensa internacional, recebo por dia muitos comentarios, peço aos leitores comentarios curtos para que possa ler e na medida do possivel responder. Nao se preocupe, aqui nao existe filtro ideologico, abs, Caio
Pedro Luiz Moreira Lima
-03/07/2012 às 22:04
Caro Caio Blinder:
Quando dois lados assumem Deus em suas causas(disse dois lados) tudo é possível e justificável.
Abusos da polícia israelense
Israel vai investigar vídeo em que soldado chuta criança de 9 anos
Soldado segura garoto de 9 anos antes de ele ser chutado por outro policial. Foto: Reprodução
A Polícia da Fronteira de Israel iniciou uma investigação contra um policial filmado na última sexta-feira 29 dando um chute em uma criança de apenas nove anos, em Hebron, na Cisjordânia, enquanto um outro policial a segurava. O vídeo, divulgado pela ONG israelense B’Tselem, se tornou público nesta segunda-feira 2 e mostra, além de um gravíssimo episódio de violação de direitos, o efeito deletério que a ocupação israelense sobre terras palestinas produz.
De acordo com a B’Tselem, um voluntário da ONG fez a filmagem quando observou um policial uniformizado e armado com um fuzil montando uma “tocaia” para segurar o garoto. Identificado como Abd al-Rahman Burkan, de 9 anos, o garoto estaria jogando pedras contra os policiais. O vídeo, de cerca de dois minutos, mostra Abd andando em um beco quando é agarrado pelo policial que estava de tocaia. Abd começa a chorar e o policial, que o segurava pelo braço, questiona: “Por que você está criando problemas?”. Em seguida, um segundo policial surge e dá um forte chute na criança. O primeiro policial solta o garoto, que foge, e cada um dos policiais vai para uma direção diferente.
A B’Tselem prometeu entrar com uma ação contra os dois homens. Em resposta enviada ao jornal Haaretz, o comando da Polícia da Fronteira de Israel lamentou o comportamento dos policiais e afirmou que as ações “contrastam com os valores da força”. O incidente, “raro” segundo a polícia, “não representa as ações da Polícia de Fronteira” e será investigado imediatamente.
A investigação interna servirá para punir os dois policiais, o que é importante, mas ao mesmo tempo ínfimo diante do pano de fundo trágico que está por trás do episódio. O chute contra o garoto ocorreu em Hebron, cidade majoritariamente palestina e que está dentro da Cisjordânia. A administração da cidade é dividida entre Israel e a Autoridade Palestina. A AP controla a área maior, de maioria palestina, e Israel administra um quadrante onde há grande comunidade judaica.
Forças do Estado israelense estão em Hebron para proteger cerca de 90 famílias judias que se consideram as protetoras da chamada Tumba do Patriarcas, onde estaria enterrado Abraão. É o segundo lugar mais sagrado para os judeus (depois de Jerusalém), mas também reverenciado pelos muçulmanos. A maior parte dos policiais e soldados israelenses, como este que chutou a criança, vive sob a enorme pressão de conviver com uma população extremamente hostil e proteger uma maioria de fanáticos religioso, enquanto as crianças palestinas, como Abd, de 9 anos, criadas num ambiente quase sempre de pobreza, violência e culto ao ódio contra Israel, têm como única imagem dos vizinhos os soldados, que muitas vezes agem de forma truculenta.
Assim, não só em Hebron, mas em todos os lugares onde há assentamentos judeus sobre terras palestinas, israelenses e palestinos têm convivido todos os dias nas últimas décadas. Não é preciso muito para entender que este é um enorme impedimento para a conquista da paz.
O filme da agressão covarde está no YOUTUBE.
Se Deus está entre os judeus e Deus está entre os árabes – qualquer ato de extermínio de judeus ou árabes – basta chamar Deus ELE justifica!
Barbárie!
Pedro Luiz
Caro Pedro Luiz, o texto é seu ou voce copiou de algum lugar? De qualquer forma, por que achou fundamental colocar numa coluna sobre politica interna americana uma trolha destas? Vou publicar, mas deixo uma pergunta: por que nao sobre abusos de direitos humanos em outras partes deste planeta? Onde voce estava em tantas colunas que já escrevi sobre violacoes de direitos humanos no Egito, Siria, Irã, China, Cuba, Coréia do Norte, Africa do Sul, Russia, Arabia Saudita, etc?Abs, Caio
PS- Israel vai investigar. Passe os olhos no relatorio divulgado nesta terca feira pelo Human Rights Watch sobre Síria. Veja como a ditadura Assad investiga. Aguardo sua trolha de indignacao, abs, Caio
Joao Felipe
-01/07/2012 às 13:50
O Roberts fez a coisa certa. Além de interpretar a lei, um juiz deve ter bom senso. Ele agiu para preservar a suprema corte, o que é um de seus deveres como chefe de justiça.
Pouco antes da guerra civil, o supremo afirmou que escravo era propriedade e não cidadão. Eles seguiram a constituição, mas provocaram a guerra.
É importantíssimo o respeito as leis, mas elas não são verdades absolutas.
Boa, abs, Caio
As arvoros somos nozes
-01/07/2012 às 12:43
Não mudei de assunto. A primeira coisa que falei aqui era que achava seu comentário sobre o que a Carmem escreveu (28/06/2012 às 17:54) descabido. E seu comentário era acusando o Roberts de politiqueiro. Citei meus motivos e depois citei mais alguém, com indiscutível conhecimento do assunto, com a mesma opinião que eu e pelos mesmos motivos. Se você acha que isso é criar polêmica…
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Você não me mostrou nada sobre plano B do governo simplesmente porque o plano B do imposto não veio do governo. Veio do advogado contratado pela Suprema Corte para atuar na discussão sobre a aplicabilidade do Anti-Injunction Act. O governo rejeitou esse argumento e rejeita até agora. São fatos. E são aceitos inclusive pelo Obama, que sem dúvida alguma conhece os meandros do assunto.
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Fui eu quem postou o link do Franck aqui, não precisa citar como se fosse novidade pra mim.
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Para discordar de você eu preciso reunir uma turma, então? Argumentos não servem, especialmente quando você não tem resposta e precisa partir para o insulto, né? Que mentalidade moderna!
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Tomara que o Hussein seja reeleito para você não ficar de coração partido. Mas se o Romney vencer você não precisa se preocupar. Basta uma nova paixão para superar a antiga. Hoje em dia o Justin Bieber é a paixão de todas as adolescentes. Você vai adorar.
Bacharel, eu citei o artigo do Franck apenas para mostrar como é irrelevante, pois ele mesmo lista o consenso sobre a decisao do Roberts. O plano do governo federal é uma reforma de saude, muito parecida com a do Romney em termos estaduais. Desde o começo, disse que o Obama foi malandro como o Roberts, na questao de imposto. Como o Obama rejeita o seu proprio argumento? Sao todos projetos originais de think thanks conservadores como Heritage Foundation para acabar com o negocio de free loaders no sistema de saude, com a punicao da taxacao, pois isto precisa de incentivo negativo. Reitero que o Obama foi malandro e evasivo na apresentacao do projeto pois seria suicidio politico falar em imposto. Abs, Caio
Sobre chamar o Obama de Hussein, é irritante sim, pois é uma forma de tirar a legitimidade do seu cargo, como se ele nao “pertencesse”. Bem diferente de chamar o George W.Bush de W, isto acontece pela razao obvia que havia um outro presidente com este nome. Mas nenhum problema o apelido do Clinton, de Bubba, abs, CaioCaio
Que insulto, bacharel? Voce foi de uma condescendencia incrivel, faz piadinha para cima e para baixo e eu levo numa boa e agora vem com esta choradeira de adolescente.
Carmem
-01/07/2012 às 11:02
http://www.economist.com/blogs/democracyinamerica/2012/06/obamacare-and-supreme-court-0
Gostei dessa interpretação.
The fearful part is that five justices ruled that the Affordable Care Act cannot be upheld under the Commerce Clause. This is a bizarre and implausibly narrow reading — if Congress cannot regulate the health-care market, then it cannot really regulate interstate commerce. By endorsing this precedent, Roberts opens the door for future courts to revive the Constitution in Exile.But Roberts will do it by a process of slow constriction, carefully building case upon case to produce a result that over time will, if he prevails, rewrite the shape of American law. What he is not willing to do is to impose his vision in one sudden and transparently partisan attack. Roberts is playing a long game.
But it would be unfair to attribute his hesitance solely to strategy. Roberts peered into the abyss of a world in which he and his colleagues are little more than Senators with lifetime appointments, and he recoiled. The long-term war over the shape of the state goes on, but the crisis of legitimacy has been averted. I have rarely felt so relieved.
Abs
Interessante, Carmem, mas aqui é o risco de ativismo judicial conservador, enquanto os conservadores ficam histericos como ativismo judicial liberal, mas tudo é fruto de achar que o Supremo esta acima dos partidos e das ideologias, claro que a balança pende para um lado ou outro, de acordo com o peso ideologico dos juizes, abs, Caio
Joao Felipe
-01/07/2012 às 8:26
Caio, você disse não achar provavel que o GOPT (hehehe) conquiste a maioria no senado. Porque não? Eles defenderão apenas 10 vagas e os democratas 23. O que o faz pensar assim?
OI Joao Felipe,claro que pode haver surpresa em novembro, mas as projecoes agora mostram que o mais provavel é que nao ocorra o se chama de grande onda eleitoral no Congresso. Os republicanos provavelmente perderao um punhadinho de cadeiras na Camara, mas ainda manterao uma boa maioria. Os democratas devem perder uma ou duas no Senado e a maioria deles ficara realmente suada, abs, Caio
As arvoros somos nozes
-01/07/2012 às 0:23
Carmem – 30/06/2012 às 18:45
É verdade, há quem acredite que o Roberts tem aquele entendimento e que ele não tem motivo para conter seu conservadorismo. Mas o Caio acha que isso é coisa de gente cujo “entendimento do imbroglio judicial é um pouco limitado”. Engraçado é que ele próprio desconhece os fatos. Nem acho que seja por paixão política. Parece mais ser paixão adolescente, ele briga até se alguém for atrevido de chamar o Barack Hussein pelo nome!
-
Acho mais plausível o Roberts ter votado com sinceridade do que essa teoria toda de que ele agiu politicamente para a Corte não perder credibilidade, que ele quer fazer avançar a causa conservadora de forma sorrateira e tal. Ele não tem nenhum motivo para ser sorrateiro e fez questão de marcar posição sobre a Cláusula de Comércio.
Agora, a discussão sobre as conseqüências da decisão dele realmente são interessantes.
Bacharel, antes de mais nada, voce trocou de assunto. Desde o comeco a conversa era sobre se o advogado do governo tinha um backup na sua defesa no Supremo (imposto). E eu te mostrei que sim, e agora voce veio para o outro debate sobre os motivos do Roberts para sua decisao (acho que fruto de algum outro comentario meu, nao me lembro), mas já que é para ficar neste topico, parabens, bacharel, como diria o sabio Nelson Motta, voce achou “cerca de um” cidadao a favor de sua tese, para montar uma falsa polemica. O Franck, que escreveu na National Review, foi honesto para listar todos os influentes comentaristas, liberais e conservadores,que concordaram sobre o proposito do Roberts, mas voce com sua paixao adolescente quer manter acesa uma polemica que nao existe, Me ache mais um cidadao a favor de sua tese, ai vira tendencia. Abs, Caio
Now I find, amid the pandemonium of commentators on yesterday’s ruling in NFIB v. Sebelius, that much the same fallacy of the false dilemma, with some interesting variations, afflicts many of the critics of Chief Justice Roberts on the right, and even some of the commentators who praise him on both left and right. That is, the chorus seems to be “the chief justice behaved politically,” and then that putative behavior is either praised or blamed. Almost (but not quite) universally, there is a refusal to credit the possibility that Roberts meant and believed everything he said in his opinion yesterday, and that he was simply doing what he thought was his duty in the case at hand, regardless of the immediate political situation, or even the long-term future of the Court’s reputation or power in our constitutional system. More–much more–below the fold.
Carmem
-30/06/2012 às 18:45
As arvoros somos nozes – 30/06/2012 às 11:00
Há mais gente que acha que o Roberts pode muito bem ter expressado o que realmente acredita e que essa acusação de que ele agiu como político não passa de bobagem.
.
Eu tb li várias análises sobre como esse ruling do Roberts foi uma estratégia a longo prazo fiel a visão republicana de um estado mais fraco, faz sentido a medida q todas as decisões da suprema corte se amparam em decisões anteriores, ou seja, o Roberts negando uma interpretação do Obamacare dentro da commerce clause mas sim como imposto onde o congresso é soberano, de certa forma já protege a interpretação da constituição de outros “ataques” regulatórios visando aumentar o poder do congresso de intromissão na vida do cidadão.
É uma discussão muito interessante.
Só não concordo q o Caio sofra de cegueira ideológica, tá mais para paixão política hehehe não ideológica.
abs
jfaraujo
-30/06/2012 às 15:29
Apesar de ser ultrapopulista (o que ameaça decretar sua derrota nas próximas eleições presidenciais), a defesa por Obama de um projeto para serviços públicos de saúde, ou algo parecido, é justa. É chocante saber que 50 milhões de americanos estão à própria sorte, quando acometidos de uma enfermidade, enquanto seu orçamento de guerra utrapassa a casa dos trilhões dólares.
As arvoros somos nozes
-30/06/2012 às 11:00
Há mais gente que acha que o Roberts pode muito bem ter expressado o que realmente acredita e que essa acusação de que ele agiu como político não passa de bobagem.
Engraçado que o autor usa os mesmos argumentos que eu usei aqui:
“Consider first of all how little reason Roberts actually has to care about any of those things. Supreme Court justices are given life terms. No really effective attack has successfully been made against the Court since the immediate aftermath of the Civil War. (More’s the pity.) Neither Bush v. Gore nor Citizens United can possibly have cost him even an hour’s sleep, notwithstanding the bleating of liberal law professors and editorial writers. Public opinion polls on how people view the Court? Pfooey. Who cares?”
http://www.nationalreview.com/bench-memos/304430/chief-don-t-get-no-respect-matthew-j-franck
Como ele não citou o sobrenome Hussein do Obama, Caio, acho que você vai conseguir ler e entender o que ele escreveu sem ser acometido por cegueira ideológica.
amauri
-30/06/2012 às 8:28
Bom dia Caio!
Eis a ginastica para a Suprema agradar o Obama. Ele, sabia disto. Como ele queria não foi aprovado. Certo?
O governo poderá obrigar o cidadão a comprar seguro de saúde. Isso foi aprovado porque os juízes encararam tal seguro como um imposto. Logo, trata-se de uma vitória de Pirro para Obama. Ele consegue manter sua reforma no setor de saúde, mas somente evidenciando que o seguro representa um novo imposto para a classe média, algo que o presidente negava veementemente. abs
As arvoros somos nozes
-30/06/2012 às 1:32
Engano seu.
Estou familiarizado com a questão judicial e com os fatos.
O Anti-Injunction Act de 1867 proíbe que se processe o governo por um imposto que ainda não entrou em vigor. Mas não impede que se processe o governo por uma penalidade.
Então, a primeira coisa a se estabelecer era se a lei estabelecia imposto ou penalidade.
A posição do governo Obama era de que se tratava de penalidade, não imposto. A posição dos Estados era a mesma. A tese de imposto veio do advogado contratado pela própria Corte, Robert Long, e não foi convincente inicialmente.
A Corte entendeu que a lei estabelecia penalidade e por isso levou o caso adiante. Se fosse imposto, não haveria discussão na Suprema Corte. Mas esse foi um caminho que o Obama não quis e não quer até agora.
Só que no final das contas o Roberts entendeu, somente ele, que era um imposto e a lei passou pelo crivo da Corte.
http://www.supremecourt.gov/oral_arguments/argument_transcripts/11-398-Monday.pdf
O argumento do imposto é de doer porque não é o que governo alegava e a própria Corte no início do caso entendeu que era uma penalidade.
O próprio Obama não gosta que se diga ser um imposto. Mas você é mais obamista que ele próprio e acha que tudo correu como planejado.
Daniel
-29/06/2012 às 20:22
Volto à pergunta: qual o possível futuro para o Social Security? Alguém consegue responder ou dar um chute?
amauri
-29/06/2012 às 9:01
Este é o erro que muitos cometem, dizer que o governo americano é socialista. Voce sabe muito bem que o fascismo difere do socialismo pela propriedade privada. O fascismo em 1920 não foi admirado pelo mundo como modelo de governo (depois de 1930 é outra conversa) O governo tem o poder das empresas e pessoas atraves de normas. Será que escrevi alguma vez que o Obama era socialista? Agora me responda: esta lei do Obamacare não é fascista? abs
nao, Amauri, nao é fascista, pela menos nao é a opiniao de cinco dos nove juizes da corte suprema, Abs, Caio
amauri
-29/06/2012 às 7:57
Bom dia Caio!
Estava animado, daqui a poucos anos gostaria de que voce escrevesse outro post a respeito com o mesmo titulo. Todas as minhas pastagens foi do mesmo autor do primeiro. Um economista da equipe de seu idolo. Esperava refutações sobre os argumentos e numeros que ele escreveu. Para encerrar, e agora acho que pode vir chumbo:
O governo Obama está adotando o fascismo. É fascismo porque se trata de uma lei em que as grandes seguradoras são beneficiadas — afinal, todo cidadão será OBRIGADO (liderança negativa) a comprar plano de saúde. Se não comprar, será multado.
Não há conluio mais explícito entre governo e grandes empresas do que esse. Comparado a isso, empréstimo subsidiado do BNDES se torna política austera. Parece que continuo animado com as pastagens. abs
Ué, o Obama mudou, Amauri? Ele era socialista, agora é fascista? Deve ser o tal do nacional-socialismo, afinal comunista e fascista é a mesma coisa, né? Abs, Caio
As arvoros somos nozes
-28/06/2012 às 23:14
É de doer a saída do Roberts porque ele rejeitou totalmente a Cláusula de Comércio e aceitou o argumento da taxação que o governo Obama não queria.
Achei você mais obamista que o Obama porque você diz que esse era o plano de emergência, mas o próprio Obama rejeitou a tese do imposto hoje de novo.
Bacharel, creio que seu entendimento do imbroglio judicial é um pouco limitado, o plano B do governo foi na apresentacao oral pelo advogado do governo no Supremo em março, quando ele trouxe a questao de taxacao e houve perguntas dos juizes sobre este “backup plan”. Nao tenho nada contra leitores que se acham perspicazes, é um prazer debater, mas antes de achar teses furadas ou coisas do genero tente entender o que esta em jogo. A explicacao judicial é um pouco longa, mas é uma boa licao de casa, abs, Caio
http://newsandinsight.thomsonreuters.com/Legal/News/ViewNews.aspx?id=51066&terms=%40ReutersTopicCodes+CONTAINS+'ANV'
renato manfroi
-28/06/2012 às 23:13
NAO CONHECO ESSA LEI OBAMACARE, MAS SE VAI SER OBRIGATORIO TODOS TEREM UM PLANO DE SAUDE, E’IGUAL AO IMPOSTO DE RENDA, TODOS TERAO QUE PAGAR. SE OS QUE QUISEREM PODEM PAGAR PLANO PRIVADO E’OTIMO. ACHO QUE PARA OS AMERICANOS E’BOM, PORQUE LA’, DIFERENTEMENTE DO QUE AQUI NO BRASIL, O DINHEIRO DESTE (IMPOSTO PUBLICO) NAO PODE SER ROUBADO OU PERDIDO EM INCOMPETENCIA, POIS A LEI COLOCA NA CADEIA MESMO. ISSO NA VERDADE E’JUSTO, POIS ACREDITO MQUE HOJE MUITOS AMERICANOS NAO PAGAM SEGURO E DEPOIS USAM OS SERVICOS PUBLICOS DE SAUDE. E’UMA ECONOMIA FORCADA PARA O BEM DO PROPRIO INDIVIDUO, POIS MUITOS NAO LUIGAM PARA A SAUDE E DEPOIS ADOECEM E O ESTADO TEM QUE SUSTENTAR. O PROBLEMA NO S EUA OU QUALQUER LUGAR DO MUNDO, NAO E’UM IMPOSTO: E’O QUE E’FEITO COM O DINHEIRO DELE. NO BRASIL, 70% E’ROUBADO OU PERDIDO EM INCOMPETENCIA. NOS EUA NAO CHEGA A 6 %.
As arvoros somos nozes
-28/06/2012 às 23:05
Li o link da Economist e achei a tese furada.
O Roberts tem total liberdade para tomar decisões conservadoras, ninguém vai arrancá-lo de lá por isso.
Outra bobagem é dizer que a Corte perdeu credibilidade por causa do caso Citizens United. Em toda decisão alguém sai melindrado, faz parte do trabalho, ora essa.
Qual o problema de chamar o Obama de Hussein? É porque é um nome muçulmano?
Quando alguém chama o George W. Bush de “W” você fica ofendido também?
Falou, bacharel, boa noite, abs, Caio
As arvoros somos nozes
-28/06/2012 às 22:34
Caio, li o que você escreveu para Carmem (28/06/2012 às 17:54) e quase não acreditei.
Você é mais obamista que o Obama. Ele próprio não aceita falar que é imposto.
Você dá bronca na Carmem por achar que ela questiona a capacidade do Roberts de julgar, dando a entender que não se deve fazer isso. E aí faz pior! Afirma que ele foi malandro e tomou uma decisão política.
Evidente que o Roberts é malandro e o Obama tambem, hehehe. O termo em ingles é cagey, abs, Caio
http://www.economist.com/blogs/democracyinamerica/2012/06/obamacare-and-supreme-court-0
PS- sim , reli a troca de ideias com a Carmem e é aquilo mesmo, ela questiona como “de doer” a decisao do Roberts que considera constitucional taxar, esta foi a salvacao para o “ObamaCare”, mas esta é a lei, é poder do Congresso, realmente nao entendi a sua “bronca”, ou me achar que sou mais obamista que o Obama por ter este argumento com um leitor, aqui nao fui obamista, fui robertista, abs, Caio
As arvoros somos nozes
-28/06/2012 às 22:25
Caio, você tem umas manias muito esquisitas.
Dá chilique quando alguém chama o Obama de Hussein, mesmo sendo esse o nome dele, e agora fala que Obamacare é pejorativo. Até a MSNBC fala Obamacare!
Tem razao, um pouco de exagero da minha parte no caso do ObamaCare, no caso do Obama “Hussein” nao. O nome politico dele é Obama, nao Hussein nao, abs, Caio
Francisco Pintão
-28/06/2012 às 21:50
Onde vocês estão vendo Obama melhorar nas pesquisas? Nas últimas semanas vários Estados – vencidos com folga pelo Obama em 2008 e considerados ainda fora de questão para 2012 – voltaram para o tabuleiro como swing states, a exemplo de WI, MI, CO, PA e NH. Inclusive os analistas começam a imaginar vitória do Romney fugindo do circuito tradicional Ohio/Florida e levando em conta a conquista de alguns desses outros. Tenho dúvidas quanto essa análise do avanço recente do Obama.
Confio muito nos pollsters bipartidarios da pesquisa Wall Street Journal/NBC, abs, Caio
Why is Mr. Obama doing relatively well with a group that doesn’t think he’s doing a good job? Republican pollster Bill McInturff, who supervises the Journal poll with Democrat Peter Hart, looks to Mr. Obama’s big investment in attack ads meant to undermine Mr. Romney. The ads aim “to disqualify the other guy and not let him define himself in a positive way,’’ Mr. McInturff says.
The Journal poll finds evidence that the attacks are working. A meaningful share of the public is wary of Mr. Romney’s career in business—the credential he has put forward as his main qualification to be president.
In one remarkable finding, Mr. Romney’s image has sunk significantly in just the past month in 12 battleground states that the Journal poll considered as a group. They included states where campaign ads have been in heavy rotation.
Mauricio
-28/06/2012 às 21:48
O tema saude é muito interessante e profundo. Esse dilema da cobertura de saude não é exclusividade dos EUA, é mundial. O fato é que os avanços da medicina tem custo alto e fica quase inviável acompanhar essa evolução em termos financeiros. Afinal quanto vale uma vida humana? Saude é comércio? Sim e não, daí a decisão do supremo.
Os principios do Obama de haver uma cobertura obrigatória de saúde são sólidos. Basta ver que o Estado não pode negar atendimento de saúde a um cidadão em caso de uma urgência, isso seria imoral e desumano. Mas o individuo poderia, por sua vez, optar por não pagar nada? Mas exigir ser atendido? Quem paga a conta , então? Nada mais justo que haver cobertura obrigatória. Ah, mas eu não quero uma porcaria de plano do governo. Então compra outro. Lá será assim. Aqui no Brasil, não. Todos pagamos o SUS e, quem tem condições, paga a mais um plano de saude privado.
Bons argumentos caro Mauricio abs, Caio
ricardo salazar
-28/06/2012 às 21:37
continuando:…sabemos que o ensino de medicina nos eua não tem disciplina(pela história de trotes violentos),os alunos não recebem material didático do estado,tendo de comprar.a medicina americana nunca foi preventiva,considerando que a última medicação de porte foi a dupla viagra/prozac e se gastou mais com marketing do que com inovação.depois obama vai fazer propaganda de que “a saúde vai ser universal”.
ricardo salazar
-28/06/2012 às 21:30
a questão é que ´planos de saúde não cobrem muitas cisas como estresse pós-traumático,além da falta de incentivo de um médico de um plano se aperfeiçoar,como muitos médicos amigos meus já me contaram.eles cortam gastos com o básico de um sistema de saúde e depois falam que dá pra internar por exemplo usuários de crack com um sistema de saúde desses.nãom sei se conhecem uma universidade de medicina,a UNIPAC que é reconhecida apenas pelo ex-governador de minas aécio neves e hoje pelo anastasia.nós sabemos q
Joao Felipe
-28/06/2012 às 21:13
Caro Maisvalia
Muitos aspectos da reforma da saúde são populares.
Também pesava sobre Bush a vergonha de não ter pego Bin Laden, ainda sim a maioria relevou isso e o reelegeu.
Obama mudou muitos aspectos da guerra ao terror de Bush.
Veja a comparação que o RCP faz entre a aprovação dos dois no mesmo período. É muito parecida.
P.S.: Caio, a campanha negativa do Obama está surtindo efeito? Como? Realmente ele melhorou muito nas pesquisas, mas não sabia que era poe isso.
Este é a conclusao da pesquisa Wall Street Jornal/NBC News mostrando avanços do Obama em alguns battlegrounds onde ele esta investindo muito em campanha direta e pessoal contra o ROmney, abs, Caio
Joao Felipe
-28/06/2012 às 21:03
Caio, também achei que o Roberts tentou tirar o peso político da decisão na suprema corte. Ele validou a lei, mas ao considerar o mandato individual um imposto, deu ao GOP a condição de revoga-la se obtiver maioria simples na câmara e senado e o Romney vencer (o que este pé quente que lhe escreve já disse que não vai acontecer)
Parabéns ao Roberts e ao Bush que o nomeou
GO OBAMA!
Nao vejo chance de vitoria republicana no Senado em novembro, por ora sera esta palhacada de repudiar o plano na Camara em julho, mas que demagogia republicana ficar nesta lenga lenga de plano de saude, pode realmente cansar quem nao é Tea Party
Carmem
-28/06/2012 às 21:02
Eu heim, Caio. Achei o Roberts genial. A corte não deveria refletir a confusão ideológica q paira, mas com 5X4 .. foi o que ela fez, mas o Roberts deu a volta com seu voto “conservador”.
A questão era se Obama perde ou se Obama perde com humilhação, isso tendo em vista as eleições. Obama perde sem humilhação é uma vitória mais digna.
Mas atenção!!! Agora o governo federal pode te multar se vc não comer uma porção de brócolis ou fumar um cigarro hehehe, só estou antecipando os argumentos.
O Roberts fez uma decisão política, de não arrastar a corte para dentro da pendenga demosXGOP. Mas a pendenga vai continuar mesmo assim, não pq o GOP seja extremista e radical, mas pq o q tem q ser discutido envolve
visões bem diferentes das soluções.
É saudável ter uma suprema corte q, em tese, seja imparcial, ainda q mande sinais ambíguos. O Roberts podia ter sugerido cortar o plano ao meio…
Na boa, acho q essas eleições prometem, as discussões serão muito interessantes.
E Mitt leva no final.
abs
Agora suas ideias estao mais coerentes (exceto o final), deve ter comido brocoli (medo de multa, hehehe), abs, Caioo
maisvalia
-28/06/2012 às 20:39
Em 2004 a guerra do Iraque era bastante impopular, mesmo assim, Bush se reelegeu.
MAS A GUERRA CONTRA O TERROR ERA BASTANTE POPULAR.
TANTO É QUE O PROMESSINHA NÃO MUDOU VÍRGULA.
E CAIO,
OUTRO DIA DEI BOASVINDAS A PATRÍCIA M, QUE SE JUNTOU AO CLUBE DA REALIDADE.
A SARAH SIMPLESMENTE FALOU A REALIDADE, MAS POGRECISTAS ADOARAM A NOVILINGUA, HEHEHE
NA BABANIA SOMOS CONTRIBUINTES NÃO PAGADORES DE IMPOSTOS.
ELA TUITA A VERDADE E AINDA VOCÊ IRONIZA, NÉ?
OUTRA
TENHO VISTO A CAMPANHA DA TV DO BOBAMA.
PARECIDA COM A DO ÇÁBIO, UM NOJO DE LUTA DE CLASSES.
TENHO A IMPRESSÃO QUE O BARQUINHO DELE VAI AFUNDAR.
FALE SOBRE OS ADDS VERGONHOSOS QUE O PROMESSINHA ASSINA, HEHEHEHE
Meu caro, sou chief justice hoje e muito equanime,, e aqui concordo, a campanha do Obama esta bem demagogica e pesquisas mostram que o tom negativo da campanha esta surtindo efeito. Obama é melhor de campanha do que de governo, abs, Caio
PS- se viu me limitei a falar do Obama, sem o golpe, mas por outro lado?…hehehe
SO por brincadeira, go Roberts!!!!
Joao Felipe
-28/06/2012 às 20:34
Engraçado como os republicanos estão usando argumentos de petistas para criticar a reforma da saúde. Primeiro, criticam a constitucionalidade da lei por ser (mais ou menos, diga-se) impopular. Tipo o PT sobre as privatizações.
Depois dizem que a mídia é um adversário de seu candidato. Peraí, o Dirceu não disse algo parecido outro dia?
Hehehe, boa, Joao Felipe, abs, Caio
Daniel
-28/06/2012 às 19:57
Representaria a extinção do Social Security?
Joao Felipe
-28/06/2012 às 19:35
Francisco Pintão.
Em 2004 a guerra do Iraque era bastante impopular, mesmo assim, Bush se reelegeu.
Além disso Romney tem o enorme teto de vidro nessa discussão sobre reforma da saúde. Duvido que ele seja burro de colocar o tema em um debate contra Obama, pois sabe que sairá perdendo.
P.S.: Nehemias, seu comentário merece colher de chá. Esses republicanos sofrem de falta de memória, e não é de hoje.
Pensei em dar, caro Joao Felipe, mas hoje estou de Supreme Justice, muito, mas muito neutro, dei apenas para o Gabriel, o novato sensato, mas o comentairo do Nehemias é muito bom, abs, Caio
Francisco Pintão
-28/06/2012 às 19:33
Por fim, tenho que dizer: concordo com Sarah Palin dessa vez (fato raro). Obama enganou o país (não só nessa questão, diga-se) e o negócio dele é aumentar imposto sim, um Estado cada vez mais intrusivo, seguindo a agenda mais radical do seu partido, à la Dona Nancy. Quanto mais gente dependente do governo, melhor para a tática da divisão ricos x pobres que ele tanto prega. E a mídia liberal, claro, dando suporte para ele. Quando o Hussein arrecada 15 milhões em um jantar com “estrelas”, é um cara legal e bem relacionado. Quando o Romney consegue igualar o ritmo de $$$ arrecadado, é o rico desconectado da realidade. Vai ser um dos grandes adversários do Romney nessa eleição, a mídia americana. (caro Caio, não enquadro você nesse perfil, apesar de pró-promessinha declarado hehehe, você busca trazer os dois lados da moeda).
Caro Francisco, obrigado pelo final,mas nem sempre existem dois lados, hehehe, nao tenho tempo agora, mas a decisao do juiz Roberts é muito inteligente, os conservadores deveriam estar felizes, pois despolitizou como era possivel o tema, e ainda foi conservador pois limitou o escopo de intervencao governamental com base na Commerce Clause (muito legales), mas, vendo do outro lado da moeda, o Obama tambem ganhou, o jogo politico sobre saude mudou, Obama saiu na frente neste segundo tempo e os republicanos estao por ora fazendo teatro. Nao podem afinal questionar mais a constitucionalidade da lei ou a LEGITIMIDADE da decisao. Podem questionar a politica de saude em si, e vamos ver agora quem ganha a parada politica. Claro que isto é taxacao, mas qual o problema? Este pais vive na fantasia, quer os melhores serviços como seguradora te aceitando com condicoes pre-existentes, mas nao quer que todos paguem seguro para que nao apenas os segurados e os governos arquem com a conta, mas valeu seu argumento, abs, Caio
Gabriel Dantas
-28/06/2012 às 19:32
Olá Caio,
Primeira vez que deixo um comentário e tenho que te parabenizar pelos seus artigos.
São artigos bem fundamentados e estruturados. Você consegue colocar no papel assuntos complicados de uma maneira de fácil leitura e compreensão. Está de parabéns!
Agora em relação a eleição yankee: bom, acho que essa será mais uma eleição de “sonhos perseguidos”, como o antigo “We Can”. Tanto conservadores como democratas irão fazer muitas e muitas promessas e poucas conseguirão sair do projeto de campanha, não por causa das habilidades de líderes de Romney e Obama, mas pela conjuntura econômica e cultural que os EUA estão hoje.
Só espero que dessa vez ninguém ganhe um Nobel por promessas!
Gostei do comentário, caro Gabriel, muito sensato (como eu?heheeh) e volte sempre, abs, Caio
Colher de chá para o sensato novato, abs, Caio
Cristiano Arruda
-28/06/2012 às 19:08
Qual moral? Se isso vai contra a mais de 73% da população, então meu caro, tramóia é a imoralidade.
que conta é esta, Cristiano? 73% contra ?Abs, Caio
Joao Felipe
-28/06/2012 às 18:38
Caio, vou publicar um comentário “profético” meu feito em 27/04/12 11:45
“Quanto a suprema corte, acho que o Obama tá com medo dela invalidar a lei. Mas guardem as minhas palavras, eu sou bom de chute. Quem vai validar a reforma da saúde tem nome: John Roberts”
…
Recebeu no meio da área, vai finalizar… Meteeeeeeeeu!
Agora emendo outra, guardem minhas palavras:
Quem vai ser eleito presidente em novembro tem nome: Barack Obama
amauri
-28/06/2012 às 18:09
No início de Março, Kathleen Sebelius, secretária de Estado da Saúde e dos Serviços Humanos admitia, durante uma audição perante um painel do Congresso, que não sabia («não tinha ideia») se o ObamaCare iria agravar o défice das contas públicas na próxima década. Agora sabe-se que sim: segundo um estudo, serão mais 340 biliões de dólares; segundo outro, serão 1,76 triliões. Nem todos serão afectados da mesma maneira: no início de Janeiro soube-se que 543812 trabalhadores sindicalizados (isto é, apoiantes do Sr. Hussein) haviam recebido waivers (isto é, dispensas temporárias de pagamento de custos acrescidos com seguros de saúde), enquanto os não sindicalizados «beneficiados» totalizavam… 69813.
Há quase um ano constatávamos que o único «sector» da economia norte-americana que não parecia afectado pela crise era o da campanha para a reeleição de Barack Obama… e a tendência mantém-se: Joe Biden acusou o GOP de não saber o que significa ser-se da classe média… num jantar de angariação de fundos em que cada casal pagou, pelo menos, 10 mil dólares para entrar.
Amauri, animado com as “pastagens” hoje, nao? hehehe, abs, Caio
Carmem
-28/06/2012 às 17:54
Imparcial – 28/06/2012 às 16:08
Francisco Pintão, que comentário de marqueteiro. O Obama não levou nada?
.
O Francisco esta certo e a grande vitória do Obama foi não ser completamente humilhado.
A maioria da população q achava o plano um abuso inconstitucional teve suas suspeitas confirmadas por 4 juízes. Uma vitoria por essa margem pode ter sido suficiente para salvar a cara do Obama mas não vai fazer ninguém mudar de opinião, até pq a explicação, de q o mandate não é incostitucional pq na verdade é um imposto, convenhamos…. É de doer hehehe
GO MITT!!!
Abs
Ora, ora, que argumento maroto, Carmem, e entao se a corte tivesse repelido por 5 x 4 tambem seria frouxo? Agora voce esta dando aula para o juiz Roberts sobre o que é constitucional? Ate as 10 da manha ele era o heroi dos conservadores, agora virou um banana da legalidade. é isto? A taxacao sempre foi o back up plan do Obama, ha malandragem politica, isto voce pode denunciar, mas cuidado com este questionamento constitucional, voce e outros nao estao vendo a grande jogada de mestre de Roberts para preservar a credibilidade da corte, isto é muito importante, abuso teria sido a percepcao da corte como meramente partidaria, dando mais uma vitoria de mao beijada para os republicanos, agora o Roberts tem “capital politico” para deixar um legado conservador, malandro é ele, nao o Obama, abs, Caio
carlos cezar
-28/06/2012 às 17:16
Caio, Romney já havia aprovado um plano estadual desse tipo?
carlos cezar
-28/06/2012 às 17:16
Obamacare 5 X 4. Fim de papo.
Agora, Caio, se os democratas forem mais espertos, conseguirão uma pena financeira suava para quem deseja fugir dos planos de Saúde. Isso poderá vitaminar ainda mais essa vitória.
amauri
-28/06/2012 às 16:48
Ezekiel Emanuel é diretor do Departamento de Bioética Clínica no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e um dos arquitetos do plano de reforma da saúde do Presidente Obama. Ezekiel Emanuel escreveu que os serviços de saúde não devem ser garantidos a
indivíduos que estão irreversivelmente impedidos de ser ou de se tornar cidadãos ativos. Um exemplo óbvio é não garantir serviços de saúde a pacientes sofrendo de demência.[3]
Outro perturbador artigo, coescrito por Emanuel, apareceu no periódico médico The Lancet, em janeiro de 2009. Os autores escrevem que
ao contrário da alocação [de recursos de saúde] baseada em sexo ou raça, a alocação baseada em idade não é discriminação odiosa; cada pessoa passa por diferentes fases da vida, em vez de se manter em uma única idade. Mesmo que pessoas com 25 anos tenham prioridade sobre pessoas com 65 anos, todos que têm 65 anos hoje já tiveram 25 algum dia. Tratar pessoas com 65 anos de idade de modo diferente por causa de estereótipos ou mentiras seria discriminatório; tratá-las diferentemente porque elas já tiveram mais anos de vida não é.
Nehemias
-28/06/2012 às 16:35
Esse caso do “mandado” do Obamacare é um dos casos mais interessantes de como vc muda de opinião, promovendo concursos de cusparada no prato que um dia vc comeu. É um caso do efeito “Lula-Maluf reverso”
A idéia do mandato foi elaborado inicialmente por Nixon, expandido pela Heritage Foundation em 1989, apresentado como projeto de lei por senadores republicanos (tipo: Jesse Helms, Bob Dole), adotado em substância pelo Governador Romney. De repente, virou anátema…
É do jogo, os democratas também fazem isso. Mas é importante reconhecer uma natureza politica e, um tanto oportunista, no protesto republicano.
Como recordar é viver, coloco o link do projeto de lei que os republicanos, com uma versão do famigerado mandato (ver, especialmente, seção 126, fls. 61-63 http://healthcarereform.procon.org/sourcefiles/senate_bill_1743_1993.pdf
Boa, Nehemias, abs, Caio
amauri
-28/06/2012 às 16:22
Defensores da medicina socializada, principalmente nos Estados Unidos, utilizam táticas soviéticas de propaganda para alcançar seus objetivos. Michael Moore é um dos mais importantes e eficazes propagandistas socialistas na América. Em seu filme Sicko [no Brasil, S. O. S. Saúde], ele compara de forma desfavorável e injusta o atendimento a pacientes idosos sofrendo de doenças complexas e incuráveis nos Estados Unidos ao atendimento rotineiro a mulheres jovens em trabalho de parto na França e no Canadá. Houvesse ele feito ao contrário — ou seja, comparar o tratamento a mulheres jovens tendo bebês nos EUA ao tratamento a pacientes idosos com doenças complexas e incuráveis em sistemas de saúde socializados —, o filme seria igual, exceto pelo fato de que, nos EUA, o sistema de saúde pareceria ideal, ao passo que no Reino Unido, na França e no Canadá pareceria primitivo e selvagem.
amauri
-28/06/2012 às 16:19
Sanidade democratica, o Obama fosse derrotado, 4 achariam legal e cinco ilegal, ou seja, inconstitucional. Foi legitimada pela Suprema Corte. 4 ainda acham inconstitucional. Só isso. Se fosse feito um plebiscito, qual seria o resultado? abs
Sanidade democrática
-28/06/2012 às 16:10
Esta não dá, Amauri,decisão no Supremo americano é suada. E se fosse 5 x 4 contra o Obama? Também não seria legítima?
Imparcial
-28/06/2012 às 16:08
Francisco Pintão, que comentário de marqueteiro. O Obama não levou nada?
amauri
-28/06/2012 às 16:07
Vitoriosos go. Voces logo chegam como no reino Unido.
No Reino Unido, no tratamento de falência renal crônica, aqueles com 55 anos de idade têm o tratamento negado em 35% dos centros de diálise. Para os paciente de 65 anos ou mais, 45% têm o tratamento negado, ao passo que pacientes de 75 anos raramente recebem qualquer tipo de assistência médica nesses centros. A distancia entre o berço o tumulo vai diminuir. Vitoriosos. abs
amauri
-28/06/2012 às 15:57
corrigindo: tire $ e leia 4.abs
amauri
-28/06/2012 às 15:54
Votação apertada. $ ainda acham ser ilegal, o consenso venceu, nada mais que isto. “Sistemas socializados de medicina nunca elevaram o padrão geral de saúde ou de qualidade de vida em lugar algum. Na verdade, tanto a lógica analítica como as evidências empíricas apontam para a direção oposta. Mas o lúgubre fracasso da medicina socializada em elevar a saúde e a longevidade da população jamais afetou o charme que ela exerce sobre políticos, burocratas e seus assistentes intelectuais, todos em constante e insaciável busca por poder absoluto e controle total.
A maioria dos países escravizados pelo império soviético abandonou seu sistema totalmente estatal e recorreu à privatização, assegurando a necessária concorrência no sistema de saúde. Outros países, inclusive várias social-democracias europeias, pretendem privatizar o sistema de saúde no longo prazo e descentralizar a fiscalização médica. A propriedade privada de hospitais e de outras unidades de saúde é vista como um fator determinante e crítico para um sistema novo, mais eficiente e mais humano.”(Yuri N. Maltsev foi um dos economistas da equipe de reforma econômica de Mikhail Gorbachev antes de desertar para os Estados Unidos. Foi o editor de Requiem for Marx e leciona economia no Carthage College.) abs
Francisco Pintão
-28/06/2012 às 15:43
Pois eu acho que Romney se deu bem. A questão não é ser constitucional, mas sim impopular. A mesma pesquisa da NBC que deu 3 pontos de vantagem para o Obama deu 18 pontos a favor da rejeição da lei. O que significa ser rejeitada até mesmo por parcela considerável de democratas mais conservadores. Entre os independentes, ampla rejeição. Romney apareceu muito bem no discurso logo após, clamando por união contra o Obamacare e o próprio Obama. Ele tenta seduzir a fatia contra Obamacare e que tendia a votar no promessinha, é mais um argumento agora. Desde a declaração da Suprema Corte, a campanha do Romney já arrecadou instantaneamente mais 1 milhão de dólares para os cofres. Mais um tópico para o Romney centrar fogo no Presidente, ao lado da economia. Aliás, ao considerar constitucional com base no argumento de se equiparar a imposto, reforça ainda mais a característica de inchaço do governo e aumento de impostos do Hussein. Os EUA estão se transformando em algo irreconhecível nesse governo!