Blogs e Colunistas

30/01/2013

às 6:00 \ Congresso EUA, Demografia, Imigrantes, Obama

Os prós e prós da reforma de imigração nos EUA

Juramento de cidadania

Influentes senadores democratas e republicanos agilizaram na segunda-feira um esboço de acordo bipartidário para a reforma da imigração nos EUA e o presidente Barack Obama, que se esquivou da questão no primeiro mandato, fez discurso a respeito na terça-feira em Las Vegas. Em clima de comício eleitoral, Obama elogiou o empenho bipartidário, mas alertou que se as coisas atolarem no Congresso, ele vai enviar ao Legislativo o seu próprio pacote de propostas.

O presidente bradou que o momento é “agora” para a reforma da imigração. Uma aposta razoável é que um acordo possa ser aprovado até o final do ano, em torno de compromissos que envolvem segurança nas fronteiras (fronteira mexicana, a rigor), um caminho para a legalização de 11 milhões de imigrantes ilegais no país, uma nova política de vistos que permitam e racionalizem o trabalho temporário de estrangeiros (com diferentes níveis de qualificação) e mais agilidade para a entrada de imigrantes legais.

La frontera

O avanço das negociações, como é fácil prever, será mais tortuoso na Câmara com controle republicano, devido a bolsões muito conservadores avessos a compromissos com os democratas e a Casa Branca. A palavra-de-ordem destes setores é que reforma de imigração é sinônimo de anistia e demagogia. Fácil enquadrar estes setores mais conservadores nos dados de uma pesquisa da rede de televisão CBS: 24% dos americanos são a favor da mera deportação de ilegais, 20% topam apenas vistos temporários para eles e 51% apoiam a abertura do caminho para a cidadania de quem já está aqui.

É ilustrativo que dois dos mais influentes jornais americanos tenham saudado, em editorial, os avanços rumo à primeira reforma de imigração desde 1986 (governo do republicano Ronald Reagan, quando havia 3 milhões de ilegais). O New York Times com mais entusiasmo e o Wall Street Journal, com mais cautela, advertindo sobre pressões de Obama por um acordo mais conveniente para sua agenda partidária, tentando encurralar os republicanos como inflexíveis ou muito tímidos nesta reforma. Para Obama, é melhor pegar carona num sólido plano bipartidário. Melhor dos mundos. Com o sucesso, ele poderá cantar vitória. Com o fracasso, poderá responsabilizar os republicanos.

Colheita econômica e de votos

Evidentemente, os incentivos para uma reforma de imigração são políticos e econômicos. Existe uma urgência republicana para reverter a perda do eleitorado latino e o risco do partido se tornar um enclave de eleitores brancos, homens e sulistas. E o estímulo para os democratas é cimentar o bloco latino como vital na sua coalizão eleitoral (Obama teve 71% do voto da minoria nas eleições de novembro e 73% dos asiáticos).

O senador democrata e latino de Nova Jersey, Robert Menendez, resumiu bem o cenário favorável a um acordo de imigração: “Os americanos apoiam, os eleitores latinos esperam, os democratas querem e os republicanos precisam”. Sobre a economia, os ilegais em sua maioria são parte dela, fazem parte de nossa vida aqui nos EUA. Milhões deles foram acolhidos e absorvidos pela economia e sociedade, sejam empresários que precisam de empregados, sejam donas-de-casa que precisam de empregadas.

Mesmo para gente ilegal que “está dentro do sistema” não será uma moleza conseguir a cidadania. Com a nova legislação, ela poderá levar 15 anos, exigindo pagamento retroativo de impostos e não furar a fila daqueles que esperam legalmente os documentos. E flexibilizar a entrada de trabalhadores temporários é eficiente, pois vai acompanhar as marchas e contramarchas da economia.

E está no DNA do país. Bacana a seguinte frase do editorial do Wall Street Journal: “Um caminho para a cidadania também irá ajudar no processo de assimilação que tem sido uma das forças históricas dos EUA. Não interessa aos EUA uma classe permanente de residentes que nunca poderão ser cidadãos e assim terão menos incentivos para se adaptar aos costumes culturais, falar inglês e deixar enclaves étnicos segregados”.

Resta ver como irá se comportar Washington. Paralisia está no seu DNA. O conceito de compromisso migrou. Mas a nova realidade política abre espaço para uma dinâmica de acordo, lastreada na tradição de acolher imigrantes.

***
Colher de chá para o Rony e seu depoimento (dia 30, 9:54).  E outra para o Marcel, pelo mesmo motivo (dia 30, 10:40).

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado

154 Comentários

  • rubia

    -

    9/2/2013 às 4:10

    Ouvi na NPR essa semana sobre o alto nivel de crime em Porto Rico e como muitos de la tem imigrado para a Florida.Nao me lembro o numero exato mais tem sido algo bem grande nos ultimos anos. Como eles tambem sao cidadoes americanos e votam, sera que eles podem chegar a influenciar as eleicoes na FL? Acho que sim. Outra coisa interessante que ouvi semana passada na CSpan foi que mais de 75% dos hispanicos nos Estados Unidos sao cidadoes americanos ou estao legais no pais. Bem acho que ja esta mais do que na hora de acabar com toda essa demagogia na politica e mudar essa visao de precoceito contra os de origem hispanicas. Acho que dessa vez nao so as leis nas a atitude dos da direita extremista vao mudar. A paralizia vai acabar e a tradicao e o orgulho de acolher imigrantes aqui vao voltar e forte.

  • maisvalia

    -

    31/1/2013 às 11:17

    CARO YES,
    NÃO CONSEGUI ACHAR A FONTE, MAS SEI QUE O PROBLEMA RESISTE:
    Shame of the city
    We trip over them on the sidewalk every day. We curse, hand them a dollar, or don’t. We feel pity, guilt and rage at their presence. The city spends $200 million a year trying to get homeless people off the streets and into a better way of life – but over 20 years, the problem has only gotten worse.

    The more able of the homeless find their way into shelters, counseling and housing programs. But the most chronically indigent, called the hard core, steadfastly refuse most help and stay outside. These 3,000 to 5,000 homeless at the very bottom are the most visible, and they give the city its dubious distinction of having what many call the worst homeless problem in the country.

  • Yes, We Scam

    -

    31/1/2013 às 10:02

    Maisvalia,
    Mas isso é uma espécie de “seguro-desemprego”, entregue só por dois ou três meses, ou é mais ao estilo “bolsa-família” – no caso, deveria se chamar “perpetual homeless insurance” – e o sujeito pode receber esse dinheiro por anos e anos?
    Se for a segunda opção, isso é um acinte, uma loucura deliberada.
    Isso seria a perpetuação propositada da pobreza. Seria, como eu disse antes, uma visão pogreçista tresloucada que vê os seres humanos que vivem nas ruas como “seres ameaçados de extinção” e que devem ser “protegidos como patrimônio da humanidade”.

  • Carmem

    -

    31/1/2013 às 9:01

    Gustavo, o fato de ser anti-escravagista não fazia do GoP um partido progressista. Nem de longe.
    abs

  • maisvalia

    -

    31/1/2013 às 8:07

    Se o morador de rua conseguir um emprego e sair das ruas, ele deixa de receber as 900 doletas?
    E se ele continuar nas ruas, ele pode ganhar esses 900 dólares por anos a fio?
    Isso é sério ou você só está fazendo piada?
    Pagar para o povo morar nas ruas é algo que nem na ultra mega pogreçista San Francisco eu imaginaria que aconteceria.
    ISTO É VERDADE. NEM O DONO DO BOTECO CONTESTOU.E É LÓGICO QUE SE O CARA ARRUMA EMPREGO ACABA.COM A CRISE ESTAVAM QUERENDO CORTAR MAS NÃO SEI FIZERAM, ATÉ ONDE EU SEI CONTINUA.
    É COMO SE A CRACOLANDIA MAIS BEBADOS -SÓ QUE DE MACONHA LÁ A MEDICINAL É LIBERADA -FOSSE NOS JARDINS EM SÃO PAULO.

  • amauri

    -

    31/1/2013 às 7:59

    Bom dia Caio!
    “comparacoes simplesmente idiotas entre Hitler e dirigentes atuais, tudo isto em respeito as vitimas e a historia, abs, Caio”
    Por isto mesmo tem que ser falado e fazer algumas equivalências. O R.A. mostrou a cronologia desde 1933, se no primeiro momento dessem um basta, no se chegaria ao final. O anti-sionismo e o anti-semitismo principalmente estão muito evidente no mundo. Nao vou nem dizer o anti-cristianismo, o anti-conservadorismo. É saudável ter em mente algo sobre o Estado: “A verdade, deplorável verdade, é que o gosto pelas funções públicas e o desejo de viver à custa dos impostos não são, entre nós, uma doença particular de um partido: é a grande e permanente enfermidade democrática de nossa sociedade civil e da centralização excessiva de nosso governo; esse é o mal secreto que corroeu todos os antigos poderes e corroerá igualmente todos os novos.” (Alexis de Tocqueville) abs

  • Yes, We Scam

    -

    31/1/2013 às 0:55

    Ô, maisvalaia,
    Que papo é esse que San Franciso paga 900 dólares para os moradores de rua continuarem a viver nas ruas?
    Se o morador de rua conseguir um emprego e sair das ruas, ele deixa de receber as 900 doletas?
    E se ele continuar nas ruas, ele pode ganhar esses 900 dólares por anos a fio?
    Isso é sério ou você só está fazendo piada?
    Pagar para o povo morar nas ruas é algo que nem na ultra mega pogreçista San Francisco eu imaginaria que aconteceria.
    Se a informação for verdadeira, qual é intenção dessa “ideota” (uma idéia bem gande)?
    Será que consideram os moradores de rua uma “espécie ameaçada de extinção” e estão tentando evitar a extinção desse “patrimônio da humanidade”?

  • Yes, We Scam

    -

    31/1/2013 às 0:33

    A economia americana está “totalmente recuperada e em expansao”, hein?
    Como os planos obâmicos de aumento de impostos são perfeitos…
    Pena que os números revelados da economia do quarto trimestre insistam em apontar o contrário.
    “Isso é uma consipiração dos ‘brancos jecas sulistas retrógrados’”.
    Os números desmentem os discursos da claque ombamista?
    Sem problema, basta torturar – e não só com “waterboarding”, mas com tortura pesada mesma – os números até que eles confessem e também possam dizer “Obama will gonna change, Obama will gonna lead us…”
    A economia americana pode ainda estar se arrastando, mas os negócios dos amigos do Obma, como a Solyndra, não tem muito do que reclamar.
    Está certo que a empresa quebrou, mas, já que o dinheiro era todo do governo federal (dado a empresa sem que a empresa precisasse devolver, uma verdadeira doação, um “mecenato”), os donos da empresa só ficaram com os lucros.
    Afinal, você vai acreditar nos números ou na claque obamista do New York Times etc? hehehe
    ..
    E o Caio, não contente em ter o seu “messias iluminado” como presidente, agora já começa a exigir que os conservadores se prostituam por um food-stamp e também louvem o “The Chosen One” Hussein Obama.
    Aprovação mixuruca só de 50%?
    Isso não pode. Tem que ser como o Lula, que tem a aprovação de 171% do povo brasileiro. Ao menos é o que dizem os números “confiáveis” do IBOPE, hehehe.
    E, para se igualar mais ao Lula, se não der para aprovar a marotagem de um 3º mandato, Obama bota um poste para sucedê-lo.
    A Hillary não pode, pois ela é a Martaxa Suplício dos EUA.
    Tem que ser alguém desconhecido, uma criação genial de Obama.
    Quem conhece mais de política americana, poderia dar uns palpites sobre aliados obâmicos meio desconhecidos para assumir o papel de “pole” de Obama, hehehe.

  • Gustavo C.

    -

    31/1/2013 às 0:05

    Acho que a confusão aqui é tentar estabelecer uma equivalência eterna “republicano-conservador x democrata-liberal”, mas as posições que os partidos representam mudaram ao longo do tempo. O sul sempre foi a região mais conservadora. Na época os democratas representavam os conservadores, e os republicanos passaram a ser o partido do sul porque os conservadores passaram a se identificar com eles. Abs

  • maisvalia

    -

    31/1/2013 às 0:04

    Joao Felipe – 30/01/2013 às 22:51
    Não Maisvalia, ainda não tive a oportunidade de visitar os EUA. O resto o Ronaldo já falou. Aliás, podiamos fazer um acordo. Eu viajo aos EUA e você ao Irã. Depois, diriamos nossas impressões desses países. Que tal?
    MEU CARO,
    EU NÃO FALO DO POVO IRANIANO, SUA POLÍTICA, SEUS PARTIDOS,CULTURA,ETC COM DETALHES COMO VOCÊ FAZ DOS EUA, ENTÃO A COMPARAÇÃO É ABSURDA E ESPEREI PARA DAR UMA RESPOSTA AOS DOIS. DE VEZ EM QUANDO EU BAIXO AS ORELHAS PARA O DONO DO BOTECO, PORQUE ALEM DE OTIMO JORNALISTA ELE MORA LÁ E CONHECEU GRANDE PARTE DAQUELE PAÍS. POR ISSO ELE DÁ IMPORTÂNCIA A TESTEMUNHOS PESSOAIS DE QUEM HABITA O LOCAL.VOCÊ FALA COM TAMANHA DESENVOLTURA DE VARIOS ESTADOS QUE PENSEI QUE TERIA VIVIDO POR LÁ OU AO MENOS VIAJADO. VÁ PARA SF E OBSERVE DE PERTO O POGRECISMO NAS RUAS. TALVEZ NA VOLTA MUDE ALGUNS CONCEITOS DA SUA LEITURA. O JR MONTEIRO JÁ FALOU ISSO E EM PARTE ELE TEM RAZÃO.

  • Gustavo C.

    -

    31/1/2013 às 0:00

    22:03) O que estou dizendo é que os conservadores sulistas eram tão retrógrados que eram capazes de ver o Império Escravagista do Brasil em 1860 como um país “próspero”, e que isso explica em grande parte a pobreza relativa da região. Não acho que fosse mera retórica. Em 1860 a população escrava do Brasil era 20%, nos estados confederados era 40%. No texto original citado no artigo que eu linkei, DeBow cita que em economias escravistas os livres tendem a ganhar mais, e que Cuba estava riquíssima em comparação com a Espanha (totalmente falso).
    Esse pensamento causou atraso e pobreza relativa na região, e seus sucedâneos conservadores continuam tendo ideias retrógradas que continuam mantendo a região no atraso em relação ao norte. Claro que teria sido muito pior se tivessem conseguido a secessão. Abs

  • o observador?

    -

    30/1/2013 às 23:40

    Foi mesmo…he he he..mas foi boa né Marcel?
    É para você ver que não sou contra ninguém cara.
    Sou contra o que acho errado, mesmo que eu esteja errado..he he he
    Afinal, não sou dono da verdade.
    Boa noite Marcel.
    Um dia , se você puder, me de umas dicas de como mandar meus filhos estudarem e trabalharem por ai.
    Uma filha vai fazer direito e a outra medicina.
    Acho que elas cresceriam muito.
    De novo boa noite.

  • Marcel

    -

    30/1/2013 às 23:30

    o observador? – 30/01/2013 às 23:21

    Piadinha da direita hein Obs…brincadeira.. hahaha

  • o observador?

    -

    30/1/2013 às 23:22

    BOA NOITE CAIO…. DESCULPE AS BRINCADEIRAS.

  • o observador?

    -

    30/1/2013 às 23:21

    SÓ UMA PIADINHA BRASILEIRA PARA CORROBORAR O QUE DISSE O MARCEL:
    CUIDADO COM A MALHA FINA
    Um contribuinte teve sua declaração rejeitada pela Receita Federal porque,
    aparentemente, respondeu a uma das questões incorretamente.

    Em resposta à pergunta “Você tem dependentes?” o homem escreveu:

    “40.000 imigrantes ilegais, 10.000 viciados, 150.000 servidores públicos,
    150.000 criminosos em nossas prisões, além de uma porrada de políticos em
    Brasília e nos municípios.

    A Receita afirmou que o preenchimento que ele deu foi inaceitável.

    A resposta do homem à Receita foi:

    - De quem foi que eu me esqueci?

  • o observador?

    -

    30/1/2013 às 23:19

    Meu ponto é que amanhã, podemos ter um crescimento enorme em estados com a política de redução de impostos e podem se tornar estados que atraem mão de obra e reds. É o caso de oklahoma e Lousiana.
    CONCORDO. INCENTIVOS FISCAIS SEMPRE SÃO UM BOM ATRATIVO PARA OS NEGÓCIOS.
    ACHO QUE COM UMA TAXAÇÃO MENOR, MAS COM PRODUÇÃO MAIOR. A ECONOMIA E CONSEQUENTEMENTE O ESTADO SAIRÃO LUCRANDO MAIS A FRENTE.
    É UMA TENDÊNCIA DOS DIRIGENTES TOMAREM SOLUÇÕES IMEDIATISTAS QUE MANTENHAM SEU “STATUS QUO” E GARANTAM A CONTINUAÇÃO DOS INVESTIMENTOS PROMETIDOS EM CAMPANHA (ÀS VEZES ATÉ DE MODO EXCUSO, COMO FORMA DE PAGAR EMPRESÁRIOS FINANCIADORES), POR ISSO CORREM PARA AUMENTAR OS IMPOSTOS.
    MAS ISSO SEMPRE SERÁ NOCIVO A LONGO PRAZO.
    CONCORDO COM MARCEL.

  • o observador?

    -

    30/1/2013 às 23:10

    Juíza consegue R$ 15 mil por perseguição em assalto
    Por Jomar Martins

    A Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 15 mil para a juíza do trabalho Ana Ilca Härter Saalfeld, como reparação moral, por ela ter sido perseguida por bandidos que assaltaram o posto bancário no interior do foro trabalhista de Pelotas (RS). O entendimento é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que manteve decisão neste sentido.

    A sentença, proferida pelo juiz substituto Éverson Guimarães Silva, da 2ª Vara Federal de Pelotas, afirmou que a responsabilidade da Caixa Econômica Federal não está restrita apenas ao local onde fica instalado o posto bancário, mas estende-se, também, aos corredores e saguões de acesso, bem como aos demais lugares do prédio ocupados pela Justiça do Trabalho. Em consequência, destacou, a CEF responde pelos danos causados pelo assalto.
    TALVEZ O PIOR EXEMPLO DO QUE SEJA O BRASIL.
    UM MAGISTRADO, MUITO BEM PAGO E QUE TRABALHA EM CONDIÇÕES E EM HORÁRIOS QUE TALVEZ NÃO EXISTA EM NENHUM DOS PAÍSES DO PRIMEIRO MUNDO AINDA CONSEGUE EXTORQUIR ALGUMA GRANA DE UM BANCO PÚBLICO PORQUE FOI VÍTIMA DE ASSALTO.
    COMO MILHARES DE BRASILEIROS E AMERICANOS QUE SÃO ASSALTADOS TODOS OS DIAS MUNDO AFORA.
    MAS AQUIE AINDA SE CONSEGUE TIRAR “ALGUM” SE VOCÊ FOR MAGISTRADO.
    TRISTE BRASIL.
    NESSE PONTO DOU VIVAS AOS ESTADOS UNIDOS. LÁ, PELO MENOS, AS PESSOAS SÃO TRATADAS COMO IGUAIS.

  • Marcel

    -

    30/1/2013 às 22:56

    Apenas um adendo caros, a política é pedular, é só ver a história americana, primeiro o partido republicano com lincoln acaba com a escravidão, hoje, temos um presidente negro e democrata. Recentemente New Mexico se tornou azul, amanhã, com um discurso republicano recalibrado pode ser red. Eu conheço os convervadores, tem um ou outro que é maluco (i.e Alex Jones) mas o restante, não odeia negros, não é racista, não é religioso fanático, não é não é…Meu ponto é que amanhã, podemos ter um crescimento enorme em estados com a política de redução de impostos e podem se tornar estados que atraem mão de obra e reds. É o caso de oklahoma e Lousiana.

  • Joao Felipe

    -

    30/1/2013 às 22:51

    Não Maisvalia, ainda não tive a oportunidade de visitar os EUA. O resto o Ronaldo já falou. Aliás, podiamos fazer um acordo. Eu viajo aos EUA e você ao Irã. Depois, diriamos nossas impressões desses países. Que tal?

  • ícaro sem penas

    -

    30/1/2013 às 22:35

    ” E flexibilizar a entrada de trabalhadores temporários é eficiente, pois vai acompanhar as marchas e contramarchas da economia”

    Claro ! Vai ser a maior moleza desflexibilizar esses temporários na primeira contra dança da economia…

    I

  • Marcel

    -

    30/1/2013 às 22:32

    Caro Caio, btw, obrigado pela colher de chá, é um dos motivos que volto aqui e me sinto a vontade para falar o que penso, sua conversa com os leitores. Abraço !

  • o observador?

    -

    30/1/2013 às 22:08

    Marcel – 30/01/2013 às 15:16
    É simples, os democratas por serem mais ricos querem o aumento de impostos para não ter competição no seu setor, um empresa pequena não consegue competir com uma maior, ou uma empresa nova não consegue competir com uma já estabilizada por causa da carga tributária, esse dinheiro é redirecionado ao walfare state. Ou seja, uniram o útil ao agrádavel.
    E OS REPUBLICANOS FICARAM POBRES….. ENTÃO MARCEL, TÃO MAMANDO NA TETA DOS BÔNUS DESEMPREGO…KKKKKKKKKK… OS REPUBLICANOS SERÃO OS MAIORES ELEITORES DO OBAMA! VOTINHO DE CABRESTO.

  • o observador?

    -

    30/1/2013 às 22:06

    SELVA BRASILIS
    E AGORA A SOLUÇÃO:
    AUMENTAR IMPOSTOS E IMPRIMIR DIN DIN
    Eita brasil poderoso, agora influência a politica econômica Americana!!!! Você acreditam nisso?
    Quando o assunto se esgota dai é que só sai asneira mesmo.
    É comédia pura.

  • maisvalia

    -

    30/1/2013 às 22:04

    Gustavo C. – 30/01/2013 às 21:50
    A SEGUIR ESTE RACIOCÍNIO FALACIOSO BASEADO EM UM UNICO ECONOMISTA A POBREZA DA AFRICA TAMBÉM FOI CAUSADA PELO CONSERVADORISMO.
    UM ESPANTO DE EXPERTISE!

  • Carmem

    -

    30/1/2013 às 22:03

    Gustavo,
    Não estou entendendo seu raciocínio, vc esta defendendo q os negros dos estados do Sul estariam melhores se ainda fossem escravos? Lincoln foi um republicano contra a escravidão defendida pelos democratas, a confederação era democrata.
    Vc considera q a libertação dos escravos foi a causa da pobreza no Sul? Mas em caso afirmativo, a solução seria manter a escravidão? Não estou entendendo.
    Abs

  • Gustavo C.

    -

    30/1/2013 às 21:50

    21:13) O conservadorismo pode mudar de partido, mas foi ele que causou a pobreza dos negros que agora votam no Obama. Veja um artigo que mostra a ideia que o sul tinha de “prosperidade” e do que aqueles estados poderiam ser hoje se conseguissem a secessão: (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1220253-lincoln-de-nabuco-a-spielberg.shtml): “Um dos mais eficazes propagandistas da Confederação, o economista James DeBow (1820-67), escrevia em 1860: “O Brasil, cuja população de escravos equivale à nossa, é o único país da América do Sul que prosperou”.”

  • Carmem

    -

    30/1/2013 às 21:28

    Então JR, na segunda guerra os cientistas imigrantes não só deram ao estados unidos uma dianteira tecnologica, a bomba, mas Tb uma consciencia do tipo de educação q favorece a inventividade e criatividade , e além de tudo um sistema econômico q permite transformar tudo isso em riquezas para milhares de pessoas.
    Os imigrantes são os EUA.
    Abs

  • Carmem

    -

    30/1/2013 às 21:13

    Gustavo C. – 30/01/2013 às 20:44
    .
    Ah não, o conservadorismo não tem nada a ver com a pobreza do Mississipi. Até pq a pobreza do Mississipi é aquela de negros q apoiam Obama.
    Então? Como NY..
    O Mississipi já era um atrazo antes do GOP se estabelecer por la.
    Abs

  • Gustavo C.

    -

    30/1/2013 às 20:44

    19:55) Carmem, eu não sugeri em quem os mais ricos e esclarecidos deveriam votar. A sociedade americana é muito complexa para caber em fórmulas do tipo “esclarecidos-democratas x atrasados-republicanos”, até porque há n tipos de democratas e de republicanos e as realidades regionais são muito díspares.
    Só o que eu disse é que a pobreza do Mississippi, e de modo mais geral o atraso dos estados do sul está relacionado ao conservadorismo que eles sempre professaram, conservadorismo que impediu o desenvolvimento pleno da região ao manter uma parte significativa da população numa posição política e econômica marginal. Abs

  • J.R.Monteiro

    -

    30/1/2013 às 20:36

    Realisticamente, atraves dos tempos, os imigrantes na America, nunca foram o problema. Foram muitas vezes, a solução.
    Não existe imigração clandestina, existe imigração.
    As normas e leis são eventuais e não invalidam a pressão exclusivamente economica, que torna essa imigração factivel. Sem oferta de emprego ela não existiria.
    O salário pago aos ilegais não atrai os trabalhadores mais qualificados.
    Não existe falta de emprego por aqui, existem trabalhadores que preferem não trabalhar pelos salários oferecidos pelo mercado.
    Existe até uma associação de semlares (homeless) que edita um jornal que resalta a vida nas ruas.
    Ninguem pede emprego, eles pedem doações.
    Os opositores mais empedernidos usam e abusam do trabalho de ilegais cotidianamente. É facil comprovar indo passear nos estados mais conservadores e checando com os trabalhadores mais humildes.
    Grite, la migra, que some a maioria de empregados por patrões que vociferam contra a imigração.
    Resumindo, existe muita hipocrisia política e oportunismo economica.
    Existe, porem, vantagens competitivas nessas leis rígidas irreais, é que forja vencedores num ambiente completamente hostil. Os que conseguem ficar, se destacam pela tenacidade e competência.

  • Carmem

    -

    30/1/2013 às 20:36

    Ronaldo, give up!
    Abs

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 19:59

    Já cansei de dizer aqui, o Fascismo era um híbrido, uma miscelânea de várias coisas. Tinha um arremedo bem porco de livre iniciativa, pois era um “capitalismo de estado”, o estado que escolhia os empresários que queria para lucrar, e toda a população ficava a mercê dos caprichos do líder ou do estado, você tinha que se filiar ao partido se fosse convocado, tinha de servir as forças armadas se fosse intimado, a imprensa não tinha liberdade, pagava imposto ou não de acordo com os caprichos do estado, morava onde te mandassem, chegavam a interferir nas famílias, dizendo se deviam ter filhos ou não. Enfim, um mistureba de direita bem reacionária (eu, particuralmente, nunca disse, como outros, que fascismo era de esquerda) com socialismo estatizante coletivista, com pitadas de outros autoritaismos caprichosos. Havia o ideal de cidadão. Enfim, coletivista, sem liberdades e muitos caprichos. O igualitarismo era relativo, sim, pois se não era igualitário de fato (nem o socialismo o era), muito menos era individualista.

  • Carmem

    -

    30/1/2013 às 19:59

    Só para sublinhar e explicar melhor, os jecas novaiorquinos votam sempre em prefeitos republicanos ou oriundos do GOP, como é o caso de Bloomberg.
    E olha q tem aquelas universidades esquerdinhas e tudo hehehehe

  • Carmem

    -

    30/1/2013 às 19:55

    Gustavo C. – 30/01/2013 às 18:55
    13:49) Sim, o Mississippi é o mais pobre e um dos mais conservadores, e a principal razão de ser o mais pobre é o fato de ser um dos mais conservadores. Abs
    .
    Não é uma relação causal, o texto q o Caio indicou demonstra bem q a relação entre votos, interesses e ideologia não é automatica nem óbvia.
    Pela sua tese os mais ricos e esclarecidos deveriam votar nos democratas no entanto NYC vota sistematicamente em republicanos. Pq?
    Abs

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 19:34

    “O fascismo é igualitário?”
    .
    Do jeito que eu falei, Caio, leu na diagonal? heheheh. Repare:
    “Igualdade entre o que ele julgava ser o verdadeiro povo alemão. O fascismo é coletivista e igualitário sim, mas dentro do povo eleito como verdadeiro representante da nação. É um troço bizarro mesmo, mistura de direita reacionária, socialismo e pitadas de outras loucuras.”
    .
    É claro que havia discriminação. Só falei o óbvio, que após escolhido o “verdadeiro” povo, aí a coisa tinha viés coletivista, sem direitos individuais, o que implica, inclusive, a falta de reconhecimento das capacidades de cada indivíduo, base da liberdade e do respeito às individualidades

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 19:27

    …é só reler o que disse, não tem nada forçado nem qualquer comparação, é muito simples o que falei.
    O fascismo é igualitário? Abs, Caio

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 19:26

    Mas eu não banalizei nem comparei com nenhum líder atual, Caio. Fiz uma obsersação resumida histórico-conceitual, uai… Não falei nada de mais…
    Ronaldo, eu falei voce e leitores em geral, abs, Caio

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 19:24

    “Claro que não são tão simples, e é claro que eu não pretendi explicar o atraso do Mississippi, apenas registrar uma relação.”
    .
    Faltou explicar que relação é essa, né? Constatar os dois fatos só estabelece a simultaneidade, mas nunca causa e efeito, por conseguinte, também não qualquer tipo de relação a priori.

  • Gustavo C.

    -

    30/1/2013 às 19:19

    19:00) Claro que não são tão simples, e é claro que eu não pretendi explicar o atraso do Mississippi, apenas registrar uma relação.
    18:57) Boa resposta. Agora somos obrigados a ouvir comparações esdrúxulas de Hitler não só com dirigentes contemporâneos, mas com intelectuais contemporâneos que tenham as opiniões erradas.

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 19:00

    “Sim, o Mississippi é o mais pobre e um dos mais conservadores, e a principal razão de ser o mais pobre é o fato de ser um dos mais conservadores.”
    .
    Nossa, que relação de causa e efeito bem feita, né? Ah sim, eu não diria o contrário embora seja de direita, viu? As coisas não são simples assim (cansativo dizer o óbvio, né?)

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 18:57

    Igualdade entre o que ele julgava ser o verdadeiro povo alemão. O fascismo é coletivista e igualitário sim, mas dentro do povo eleito como verdadeiro representante da nação. É um troço bizarro mesmo, mistura de direita reacionária, socialismo e pitadas de outras loucuras.
    Ronaldo e demais leitores,desgalhar é viver nesta coluna. Neste caso especifico, realmente acho que cada um deveria refletir ao menos alguns segundos antes de dar uma opiniao sobre Hitler, sem banalizar, sem analogias atropeladas, sem referenciais elasticos, sem comparacoes simplesmente idiotas entre Hitler e dirigentes atuais, tudo isto em respeito as vitimas e a historia, abs, Caio

  • Gustavo C.

    -

    30/1/2013 às 18:55

    13:49) Sim, o Mississippi é o mais pobre e um dos mais conservadores, e a principal razão de ser o mais pobre é o fato de ser um dos mais conservadores. Abs

  • Rodrigo

    -

    30/1/2013 às 18:53

    Caio,
    A seu ver a advertência de Samuel Huntington sobre os latinos é alarmista? Em 2004 ele escreveu que “The persistent inflow of Hispanic immigrants threatens to divide the United States into two peoples, two cultures, and two languages. Unlike past immigrant groups, Mexicans and other Latinos have not assimilated into mainstream U.S. culture, forming instead their own political and linguistic enclaves — from Los Angeles to Miami — and rejecting the Anglo-Protestant values that built the American dream. The United States ignores this challenge at its peril”.
    Aqui ignoro o Huntington, abs, Caio

  • Gustavo C.

    -

    30/1/2013 às 18:50

    17:19) Na verdade o discurso de Hitler nunca teve nada com igualdade, era anti-igualdade. Nada mais jeca do que confirmar a lei de Godwin sem parar. Abs

  • Ronaldo

    -

    30/1/2013 às 18:25

    Pardon, MV, mas aí não vale. Então só quem já foi aos EUA pode opinar aqui na coluna do Caio? E quando o assunto for Irã, só vale a opinião de quem já foi lá, assim por diante? Discordo muito do JF, mas não é por aí, né?

  • maisvalia

    -

    30/1/2013 às 18:17

    E JF TENHO UMA PERGUNTA:
    VOCÊ JÁ FOI À AMÉRICA?

  • maisvalia

    -

    30/1/2013 às 18:15

    Pois parece que você ouviu erado.
    E VOC6E ESCREVEU ERRADO, HEHEHEHE
    OLHE A LINDA E POGRECISTA CALIFORNIA, AQUELA QUE TEM A POGRECISTA SAN FRANCISCO QUE PAGA 900 DOLETAS PARA OS HOMELESS CONTINUAREM HOMELESS.
    VAI PASSEAR NO CENTRO HISTÓRICO E VEJA QUE BELEZA POGRECISTA QUE É.

  • amauri

    -

    30/1/2013 às 17:19

    Acho muito difícil que se repita na integra mas, não podemos esquecer que faz exatos 70 anos que A. Hitler chegou ao poder com o discurso da reparação e da igualdade. A democracia, mundo afora, aos poucos está sendo adulterada pelo discurso da igualdade e reparação. (inspirado no texto do jeca Reinaldo Azevedo). abs
    Na verdade foram 80, abs, Caio

  • Vera Lucia

    -

    30/1/2013 às 16:42

    ”Fortemente dependente de autoridades políticas no nível estadual, a mídia regional está exposta a ataques, violência física contra seus profissionais e censura provocada por ordens judiciais, que também atingem a blogosfera”, afirma o texto do relatório. Ocupa a 108ª colocação entre 179 nações. Na lista do ano passado, o país já havia caído 41 posições em relação a 2011.

    http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1222771-brasil-cai-nove-posicoes-em-ranking-de-liberdade-de-imprensa.shtml
    ——————————————————
    Por que as pessoas insistem em ignorar informaçõs como essa acima?
    Além de “fortemente dependente” das autoridades (governo, polícia e BNDES), pode-se acrescentar que é COMPLETAMENTE dependente do poder econômico, em outras palavras, venal até o âmago das questões significantes e insignificantes. Acho que nenhuma palavra passa sem meia dúzia de ligações e uma banca de advogados.
    ——————————————————–
    Logo, logo estaremos ao lado da China (pos. 173).
    ——————————————————
    Engraçada é a maneira maniqueísta como se percebe essa situação. como se a imprensa fosse a vítima e o Estado o grande vilão. Esquecem de avaliar o quanto a mídia pode ser corrupta, que não existe liberdade de imprensa sem o devido respeito aos valores que deveriam caracterizar o jornalismo, ainda em questões significantes e corriqueiras. E deixam de avaliar corretamente o quanto a desonestidade na comunicação pode ser prejudicial em todos os níveis.

  • maisvalia

    -

    30/1/2013 às 16:29

    PIB dos EUA recua 0,1% no 4º trimestre

    Xiii… Darão um jeito de culpar os republicanos e sua mania de se comportar como partido de oposição… Que falta fazem aos EUA o PMDB, o Renan, o Sarney…RA
    §
    Obama, o Salvador de Si Mesmo e a Economia que Não Sai do Buraco
    A nova religião oficial da idiotia Americana que foi inaugurada nas eleições presidenciais de 2008, elegeu Obama como o Salvador da pátria. Até hoje a única coisa que ele salvou foi a si mesmo, a economia continua e continuará patinando, a despeito dos inúmeros economistas profissionais contratados para calcular o fictício multiplicador keynesiano.
    SELVA BRASILIS
    E AGORA A SOLUÇÃO:
    AUMENTAR IMPOSTOS E IMPRIMIR DIN DIN

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados