15/09/2010
às 7:19 \ ObamaObama, como é que pode?
No, I can’t. Há muitos assuntos e picuinhas, até mais interessantes, mas eu não posso deixar de falar de Barack Obama na segunda “estréia” desta coluna. Confissão: fui obamista de primeira hora, desde os tempos em que ele se apresentou como o “magrela de nome esquisito” na convenção do Partido Democrata em 2004.
Há malucos ainda discutindo se Obama é muçulmano ou se realmente nasceu no Havaí, mas a esquisitice em geral acabou e já estamos naquele terreno familiar de um presidente que vai ladeira abaixo após se desprender das amarras das altas expectativas e fazer acenos messiânicos. O messianismo agora está na banda de lá, apregoado pelo showman Glenn Beck.
As coisas poderiam estar bem piores (taxa de aprovação na casa dos 40%). Com a barra econômica, guerras e um país bipolar (os americanos desconfiam do governo e esperam que ele conserte o enguiço), até que Obama mantém a sanidade em meio às acusações de parte da direita de que ele quer instalar um regime nazicomunista a serviço do islamismo. Em dias normais, os republicanos se limitam a dizer não a qualquer proposta do governo.
Mas é bom lembrar que existe desilusão mesmo na margem esquerda. Há uma interminável discusssão tática e estratégica nos jornalões e blogosfera se Obama foi muito macio com o outro lado e deveria ter usado melhor o capital de votos e esperança amealhado há dois anos para avançar uma agenda mais progressista. O Nobel Paul Krugman não perde uma oportunidade para dizer que os pacotes de estímulo foram frouxos e agora Obama paga a conta politica (e o déficite, professor?). O fato é que o governo superestimou o alcance da recuperação econômica e o desemprego teima em ficar na faixa dos 10%.
Um impacto imediato será sentido nas eleições no Congresso em 2 de novembro. Em jogo, todas as cadeiras na Câmara e 1/3 do Senado. O que parecia inconcebível semanas atrás agora é possível: os democratas perderem o controle da Câmara e, num cenário bem remoto, o do Senado. As eleições ganharam contornos de um referendo sobre o presidente, com gente mais alarmista alertando que Obama deveria esquecer esta eleição em novembro e se preocupar com novembro de 2012 (a presidencial).
Nas últimas duas semanas, o presidente acordou do pesadelo e arregaçou as mangas em campanha. Mas é difícil reeditar a mágica de 2008. No jargão, existe um “enthusiasm gap”. Os republicanos estão mais entusiasmados na atual temporada eleitoral do que a base obamista de jovens e minorias. Os independentes, em grande número, desertaram Obama.
E a história está contra o presidente. O partido com a chave da Casa Branca costuma perder cadeiras nas eleições de meio do mandato presidencial. E como os republicanos na época de Karl Rove, o guru eleitoral de George W. Bush, os democratas não podem ter a ilusão de que seja possível “mexicanizar” o processo a toque de caixa (hegemonia de um partido no poder ao longo de gerações). Não dá para aparelhar o sistema como o PT fez no Brasil, a imprensa americana abandonou o deslumbramento com Obama e a “intelligentsia” liberal subestimou o vigor dos insurgentes do Tea Party (a turma visceralmente antigoverno capitanenada por Sarah Palin, o monstrengo político inflado por John McCain na campanha de 2008). Sim, o país está polarizado e eu confesso que superestimei a xaropada eleitoral de Obama de estar acima das paixões partidárias.
O fato é que Obama prometeu demais e nunca teve condições objetivas para concretizar suas ambições. Outras discussão interminável é sobre a aposta do presidente na reforma do sistema do saúde. Este não é o espaço para discutir o tema. Quem sabe, em 10 anos os efeitos positivos sejam sentidos, mas a curto prazo, embora aprovada no Congresos, a reforma desgatou o presidente, à esquerda e à direita. Em termos políticos, a aprovação reforçou a narrativa conservadora sobre os planos maquiavélicos de um “big government”.
Bem, os democratas e seu grande líder chegam capengas para estas eleições no Congresso. A audácia da esperança de Obama foi substituída por uma mensagem muito mais convencional. Uma das poucas cartadas para conter o estrago eleitoral é assustar os americanos. A esperança dos democratas é que muita gente tenha medo de uma avalanche republicana em novembro e que isto motive os democratas mais apáticos, especialmente diante de triunfos imprevistos de vários candidatos chancelados pelo Tea Party e não pelos caciques do Partido Republicano, em eleições primárias. A dose se repetiu agora na terça-feira.
Este colunista novamente se constrange (como no “grand opening” de sábado) de citar outros colunistas. Mas sou fã do David Brooks, do “New York Times”, chato, centrista e sensato. Ele adverte que será uma tragédia para o país se os republicanos continuarem a considerar qualquer ação governamental como sinônimo de socialismo. Há, portanto, bons motivos para temer o fervor messiânico dos ativistas do Tea Party e a ladainha de que o país está na “rota da servidão” devido à agenda obamista. Calma lá. O homem não é um “big brother”. É apenas menor que ele se imaginava e que nós imaginávamos. Yes, talvez Obama ainda possa algumas coisas. Ainda merece um voto de semiconfiança.



DIU é mais eficaz que pílula para prevenir gravidez
Ministros da saúde de 194 países aprovam plano para melhorar vacinação no mundo
Conferência sobre Mudança Climática em Bonn termina sem avanços
Cientistas batizam nova espécie de aranha em homenagem a Lou Reed
Rebeldes criticam a ONU após novo massacre na Síria








Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
63 Comentários
tibartz
-08/11/2010 às 2:44
Bom, eu já lia o Reinaldo Azevedo, depois de 1 ano comecei a ler o Augusto Nunes. Acho que agora vou ler o que você escreve.
.
Até mais ler.
Alexandre
-11/10/2010 às 10:42
Uma pena a história se repetindo novamente;Carter foi obrigado a fazer um governo de recuperação,depois de um governo cancerigeno dos republicanos de Nixon.O que dizer hoje dos 8 anos de governo republicano Bush que entopiu o sistems financeiro com dinheito podre da guerra,apodrecendo todo o resto,ainda vai levar tempo para uma recuperação e há a possibilidade dessa crise virar um w ou seja uma para cada mandato de Bush. Aí tambem tem uma parcela da sociedade que é igual a daqui,cega e alienada como conhecemos (povinho) e vira e mexe ela arrota nas urnas.As combranças com as pessoas erradas são as mesmas;deve se olhar a verdade como um todo e não pontos isolados de alguns momentos.
amauri
-07/10/2010 às 10:27
Oi Caio, voltei.
Tambem acho positivo o movimento
Mas, o grande movimento anticolonislista se virou aos EUA, o inimigo é os EUA. E o titulo do livro em portugues é: Sonho desde o meu pai, sugerindo que o sonho do Obamo é o mesmo de seu pai.
Abraços
Amauri
amauri
-07/10/2010 às 8:46
Bom dia Caio!
Chego um pouco atrasado neste artigo.
O que voce pode dizer, se leu, o livro autobiografico de Obama, DREAMS FROM MY FATHER? Pelo que sei o Obama pai era um anticolonialista.
Abraço
Amauri
Oi, Amauri, nada de errado com o anticolonialismo. A revolucao americana foi anticolonialista, abs, Caio
Catossi
-04/10/2010 às 22:24
Caio, estou usando esse post para pedir uma análise sua para o comportamento da Hillary Clinton. Percebi que no caso de Honduras ela imediatamente deu apoio à que Zelaya fosse restituído do poder e encarou a situação como golpé de estado. Agora ela imediataamente apoia o governo de Correia, como se realmente tivesse havido um golpe de estado no Equador, o que está sendo usado de forma errada pelo presidente a fim de conseguir mais poder, fechando inclusive o congresso, o que não se justifica. Dá para vc analisar esse comportamento estranho ? Nos dois casos vão contra a Democracia. Grato
Acho que a diplomacia americana hoje quer sossego no quintal, tenta fazer uma média. América Latina não é prioridade, fora o México. No caso específico do Equador, as relações de fato são bem melhores do que com a matriz bolivariana. O jogo tático é tentar afastar os menorzinhos do tio Chávez. Abs, Caio
Fábio - SC
-21/09/2010 às 16:41
Olá
Hoje minha primeira visita em seu blog.
Estive olhando os comentários, acho que você deveria ter uma conversa com o Reinaldo Azevedo. No blog dele usam o Reinaldox, que é um exterminador excelente de insetos e pragas. Assepcia garantida.
Todas quartas estarei por aqui. Abraço e boa sorte.
Meu grande amigo e grande jornalista Reinaldo Azevedo tem seus métodos
Madeira
-20/09/2010 às 16:34
Caio, de boas intenções e semiconfiança o inferno ta cheio.
Saludos
Antaxerxes
-20/09/2010 às 1:54
Caio, bemvindo ao nosso meio escrito…
No caso do Obama, acho que êle é o mais preparado para analisar o contexto atual e propor medidas de correção… que julgo que êle tem feito corretamente… e é a unica saída para uma recuperação “apenas com traumas graves” na auto-estima do povo americano.
O problema do “cidadão americano” é a dificuldade de pensar no coletivo: só enxerga o interesse individual… Assim, ninguém vai investir nada, nem comprar nada… todos vão sentar no dinheiro e o país vai continuar estagnado… O único mercado a funcionar será o de ações, onde o dinheiro dos mais ricos será “jogado” para render mais: as ações só precisam “oscilar” para o cassino funcionar…
O desemprego veio para ficar, numa taxa em torno de 20% ou mais, porque ninguém vai empregar, só demitir; os empregos industriais e de serviços de baixa qualificação foram “outsourced” e não vão voltar; as empresas estão investindo em “mecanização dos trabalhos” (veja a pauta de importações dos EUA) para diminuir ainda mais os empregos, e por aí vai…
A plataforma ideológica dos republicanos reforça este comportamento egoísta (típico dos mais “endinheirados) e só vai agravar a situação… O Tea Party, usando ideologia dos Founders (fazendeiros ricos) estão reforçando conceitos antigos, validos para contextos da era agricola e inicio da era industrial como “a bala de prata para o problema atual…”, de uma economia que se define com pós industrial, baseada em serviços, patentes de produtos e idéias e aplicações financeiras criativas…
No tempo dos Founders os EUA eram constituidos de fazendeiros independentes, e se bastavam. Hoje até os produtos tecnológicos mais badalado do país (os Iphones, Ipods, epods, etc…) são fabricados na China…Os melhores automóveis são de fábricas estrangeiras fabricando no país, e por aí vai…
A sinergia da globalização industrial quebrou porque a “confiança na capacidade americana de gerenciar financeiramente os ativos”, que era o que ainda ficava dentro do país, quebrou também com a crise…
Todos os países vão partir para resolver seus problemas sem a participação do EUA e sem o dólar como moeda de referência…
O Obama é a última chance de esperarem os EUA para uma nova tentativa conjunta… ganhando os republicanos neste mid-term, os EUA vão ficar sòzinhos e vai ser o abraço do afogado… Os republicanos vão puxar todos para o fundo…
Mas, dá para perceber que o Obama está em campanha para ganhar quorum nas eleições de 2 de novembro… A OFA vai agir e mais uma vez a sociedade organizada vai fazer a diferença… Os partidos Republicanos e Democratas estão obsoletos, com a ideologia muito ligada aos Founders e a uma apologia burra do Sonho Americano, coisa da fase pré-economia da informação…
Hoje, num mundo multipolar, com todos os países cada vez mais independentes, os EUA quando acordarem vão estar sòzinhos…
Honneur Monção
-18/09/2010 às 22:34
Bem vindo.
Blumenau
-18/09/2010 às 19:51
Caio.
Te vejo no Manhatan,e sei que o teu jeito é bem americanizado.
Eu aqui bem longe de ti,com um presidentinho meia-tigela,ADORO OBAMA,tá fazendo malabarismos para colocar ordem ,depois tudo esculhanbado pelo Buch.Ele é um gentleman,e com inteligência e cuidado,vai fazer milagres.E os americanos se deixassem de ser tão materialistas ajudaria. Te cuida .Até mais.
tiago bana fanco
-18/09/2010 às 19:45
Caio, seu obamismo centrista (contradictio in adjectio) o deixará cego de vez.
Abraço,
Sérgio Valença
-18/09/2010 às 12:20
É duro ver a direitaça escrota republicana se armar para voltar ao poder.
Logo esse povo, que nos fez engolir os Bush por 3 mandatos, jogou o país em guerras diversas, afundou a economia e a confiança mundial no motor do mundo.
Não é a China que vai liderar a economia mundial.
Não é a India, nada disso, esses países tem uma faceta exposta ao mundo quando na verdade a realidade é duríssima; não sei de onde vem tanta conversa mole.
É preciso ler o que a jornalista Lijia Zhang fala sobre o seu país, etc.
Embora as pesquisar indiquem uma esmagadora vitória do câncer republicano, fica a idéia de que Obama poderia ter ido muito mais longe.
Se não fosse um Hussein.
Se não fosse negro.
Se não tivesse recebido um país devastado.
Fica a lição, Obama.
Na minha cabeça ainda ecoa o seu último e fantástico discurso como senador.
Uma pena, perdemos mais uma chance.
Enquanto isso o Brasil camainha para 20 anos de PT.
Vou morar na Suécia…
Paulo
-18/09/2010 às 9:29
Diferença entre Brasil e Eua: Lá existe uma coisa chamada oposição, que critica o governo e faz combranças, aqui não tem nada disso,
por isso o Lula, difente do Obama( e por mais que se discorde do Obama, não dá pra comparar os dois, o Obama é umas 20 vezes mais preparado e responsável, no mínimo, coisa que não é dificil) ainda hoje é endeusado e visto como um ser superior da politica.
elianemoura
-18/09/2010 às 7:23
Caio, Caio… vc é tão meiguinho e engraçadinho que dá até peninha brigar com vc! Mas lá vai: Vc acreditou no Obama, Cute? Ah, tadinho! Pq vc não me perguntou? Eu sabia que ele era só papo furado e que não ia fazer nada que preste e depois dizer que a culpa foi do Bush.
Anote aí: ele não vai ser reeleito e o próximo presidente vai ser republicano, qualquer que seja o candidato. Pq o povo americano aprende e quando vota errado, sabe consertar.
P.S: eu escrevo sempre o que eu penso. Pode cortar meus comentários se achar que eles são incendiários. Vc pode se policiar; eu, não! Mas eu quero que vc saiba exatamente o que eu penso.
Devildom voyeur
-18/09/2010 às 0:29
É claro que a tal reforma do sistema de saúde — em que todos devem ter cobertura de saúde mínima obrigatória — num país como os EUA, que preza a liberdade das escolhas individuais, não poderia ter causado outra coisa a não ser desgaste ao presidente. Aí, nos EUA, seguro de carro também é obrigatório — o que é justo, porque acidentes podem acontecer com motoristas prudentes ou imprudentes. Quem não quiser tê-lo, basta não dirigir. Em relação à saúde, há as pessoas que cuidam melhor da saúde que outras. Por que quem cuida melhor da saúde deve pagar seguro para tornar mais barato o seguro de quem não cuida da saúde? Eu já morei nos EUA , precisei ir ao hospital algumas vezes e nunca tive problema em pagar as contas. Quando a conta é alta, as pessoas podem negociar a dívida, pagar em prestações etc. Nada justifica a imposição de seguro obrigatório para a saúde.
Maria Teresa
-18/09/2010 às 0:21
Lula e Hussein Obama nunca me enganaram.
Emilio Mansur
-17/09/2010 às 22:58
“voto de semiconfiança” cade o Paulo Francis,cade o Paulo Francis,cade o Paulo Francis, pelo amor de Deus , para com isto.
diego almeida
-17/09/2010 às 17:18
caio,
Se você admite que se enganou dois atrás com Obama, porque não estaria enganado sobre o ‘messianismo’ do Tea Party? o que você escreveu não seria preconceito? Há um vídeo em que Obama deixa escapar que é muçulmano e é corrigido, veja o absurdo!, pelo repórter… aí fica difícil! a grande imprensa americana é adesista e maqueia e demoniza os opositores a Obama. Se os ‘ultra’conservadores representam a população americana é porque de ultra essa população não tem nada. O olhar do qualificador é que é o extremador.
Paulo Boccato
-17/09/2010 às 16:43
VIVA SARAH PALIN !
VAI UM CHAZINHO AÍ MERMÃO ??
(uí !perdão !esquecei que vocês novaiorquinos acham isto por demais ‘conservative’)
maisvalia
-17/09/2010 às 12:10
Parece que a companhia por anos a fio com o Francis não lhe ensinou nada.
Acho que você queria que a oposição ao Hussein fosse tucana. Quando lá fazem o que tem que fazer, são a direita raivosa, quando esta mesma é feita pelos democratas são PROGREÇISTAS, hehehe
Felipe Hulken
-17/09/2010 às 6:38
Impressionante a temática “abrangente” do “intelectual” Blinder. Tanto na VEJA quanto no Manhattan, o sujeito fala somente de três itens, separados ou juntos, tanto faz: Obama, Israel e Irã. Mais nada. Chega a dar pena…
Ainda esquentando os motores, eu nao tive tempo de falar do Ahmadinejad e de Israel, mas chego la. Por ora, recomendo o texto sobre Cuba, abaixo deste post sobre Obama.
Biden
-17/09/2010 às 2:05
Meu Deus do céu… Nem o Obama se faz de vítima de racismo e tem gente que ainda não desistiu dessa tecla.
A amiguinha do comentário ali pra baixo mora na Alemanha e quer jogar pedra no telhado americano com esse papo de racismo. Ela deve ter toda razão, né?! O tio Barack é perfeito demais, discordar dele só pode ser racismo!
alvaro
-16/09/2010 às 15:56
Parabéns a Veja por ter blogueiros de tão bom nível como Reinaldo, Nunes e agora você. Francamente, não vejo maiores problemas no seu entusiasmo por Obama. Governar os EUA deve ser muito complicado em função do envolvimento do país com o mundo todo e da aguda crise que ainda não acabou. Mas, Obama fez coisas importantes. Uma delas foi ter conseguido aprovar a reforma da saúde. O trabalho dele nessa questão foi gigantesco e bem articulado. Lembro que Obama compareceu inúmeras vezes ao Congresso para discutir a reforma. Compareceu a vários debates e entrevistas para falar sobre o assunto.
Volto ao início: governar os EUA deve ser uma pedreira. Lá não existem medidas provisórias. É essa a singela diferença entre uma democracia plena e o nosso confuso e promíscuo sistema político.
Governar eh complicado, o povo eh impaciente e a oposicao eh da pesada. Como disse no texto, meu entusiasmo foi substituido por um voto de semiconfianca em Obama.
Rodrigo Cavalcante
-16/09/2010 às 14:46
Depois de 8 anos de Bush, Obama parecia ser a luz para todos os problemas tanto internos quanto externos. Na política a paixão por um lider carismático pode iludir e cegar muitos…A expectativa era tanta que Obama foi laureado com um Nobel da Paz, mesmo sem ter feito algo efetivo, até hoje não entendo essa premiação. Mas vários economistas, inclusive o Ricardo Amorim, viam que independente do vencedor das eleições de 2008, o próximo presidente enfrentaria muita dificuldade, e que o ideal seria um governo mais austero(fiscal), para conter os déficits gêmeos que as contas americanas apresentam. E os democratas são historicamente mais gastadores do que os republicanos, postura totalmente errada diante da situação atual. Não vejo uma melhora sustentada da economia americana em um curto-medio prazo e isso vai cozinhar o Obaminha. Um pergunta pra você que está a par da situação interna dos partidos, se as conveções de 2012 fossem hoje, quem ganharia as prévias do partido Republicano e se tem alguma chance de a Hillary ganhar as prévias de um Obama enfraquecido ou algum outro nome para os Democratas?
Uma chapa dos sonhos dos democratas eh Obama/Hillary. Sonho. Entre os republicanos, eh cedo. Hoje se fala em Romney, mas os democratas sonham com Sarah Palin. Muito cedo, inclusive para assinar o atestado de obito de Obama.
Carlos Toledo -SP
-16/09/2010 às 14:17
Ola Caio. Grande prazer poder segui-lo agora aqui tambem. Em relacao ao deficit e Paul Krugman, voces do nosso querido Manhattan Connection parecem zombar (ou tirar uma casquinha) dele, ou estou equivocado? Prof. Krugman tem escrito ad nauseum, inclusive provando matematicamente, financeiramente que o Tio Barack tem que forcar SIM um aumento no deficit para aumentar a demanda na economia, diminuir taxa de desemprego, desvalorizar o dollar, aumentar as exportacoes e diminuir as dividas (atraves da inflacao que seria mais alta). Da um break para ele, Caio. Ele tem que saber do que fala. No mais, que se explodam seus erros gramaticais. Quem quiser perfeicao que leia o Ruy Barbosa. Saludos.
Carlos, entendo de economia menos que de gramatica. Mas o problema do deficite eh saber calibrar entre o buraco de curto prazo, nada absurdo, com o de longo prazo, perigoso. Eh sempre dificil calibrar e os republicanos de memoria curta com a gastanca da era Bush encontraram um caminho para fuzilar o Obama. Politicamente esta funcionando. Quero ver o que eles fariam com a batata quente nao mao. Falando em gramatica, estou num computador fora de casa sem nossos acentos. Abs, Caio
Carlos
-16/09/2010 às 8:43
Caio, você foi uma ótima aquisição da Veja. Ótima cultura. Ótimas tiradas. Agora, finalmente, temos alguém na Veja a quem podemos nos opor civilizadamente, à moda de Paulo Francis.
A propósito: dá-lhe republicanos, dá-lhe Tea Party, dá-lhe Fox, dá-lhe Glenn Beck!
Norberto
-16/09/2010 às 7:43
Bill Clinton, adorado pela esquerda, foi quem veio com a lorota de que ‘TODO MUNDO tem que ter direito a uma casa’, inclusive quem não tem dinheiro nem trabalho pra isso.E daí Fannie Mae e Fred Mac, CRIADAS PELO GOVERNO, começando a lambança toda.
Vera Höll
-16/09/2010 às 2:19
Eu concordo com o que o chefe de redacao, Andreas Petzold, da revista alema Stern falou. Obama tentou várias reformas, que podem ajudar os Estados Unidos. Mas o povo americano nao tem paciência.
E eu afirmo mais um problema ou mais dois. Obama assumiu o governo numa época de crise econômica. Bush foi o presidente dos Estados Unidos, que mais fez dívida, que agora tem que ser paga. Como foi aquela história no Brasil “A Crise do Milagre”? Ou seja, os militares produziram um milagre econômico fazendo dívida e chegou uma hora, que nao deu mais e aí comecou a sair brasileiro do país, porque os salários foram achatados até nao dar mais. Eu mesma vivo na Alemanha há 28 anos. Além do que, há racismo nos Estados Unidos, que é utilizado para combater o Obama.
Vera Höll
sonia
-15/09/2010 às 23:58
Prezado Caio,
Aqui no Brasil, havia um colunista, hoje no exilio, que desde a decada de 90 denunciava a existencia do Foro de S Paulo, e a presença ali das FARC e sua intima associaçào com o PT e sua direçào. Era chamado de maluco, paranoico e desacreditado por todos. Pois bem: era tudo verdade. Esse Obama…sei nào, viu? Fica esperto. Os loucos costumam falar verdades.
jm
-15/09/2010 às 23:23
É fácil, chama o Lula pra extirpar o partido republicano!
alexandre
-15/09/2010 às 22:43
gosto muito do caio,a quem acompanho desde o inicio do manhattan conection(adorava as brigas com o paulo francis)embora quase sempre discorde,vc representa uma esquerda inteligente/ingenua que quase nao existe mais no brasil.
quanto ao obama,qq um no lugar dele se daria mal,ele recebeu uma heranca maldita
Silvia
-15/09/2010 às 22:28
Caio, ganhamos uma voz lúcida e bem humorada, bem-vindo! Para mim a eleição de um presidente negro nos EUA tem um simbolismo tão grande, que essa cobrança exagerada em cima dele é uma nova forma de racismo.
luiz cervi
-15/09/2010 às 22:07
agora ,não preciso ficar até tarde para assistir o programa na gnt,gostei mais desta sua coluna.torco pelo obama ainda, porque os republicanos estão acabando com este país.até mais.
Glênio Sarmento
-15/09/2010 às 21:05
Caro Caio. Qual é o problema de de tu e o Reinaldo serem patrulhados? Vão se intimidar por acaso? Espero que não! E, a não ser que os comentários possuam palavras de baixo calão ou ofenças pessoais, devem ser publicados! Não necessariamente respondidos. É democrático.
Valeu, observação sensata e, de fato, nada de ofensas pessoais.
Mauricio
-15/09/2010 às 19:59
Que diferença ein Caio.. quando via sua coluna no IG e os comentários esquizofrênicos e antissemitas que te perseguiam.. acho até que era caso de polícia aquilo (polícia mesmo, não diferença de opinião).. aqui a turma é mais bem educada não?
Quanto ao assunto Obama: eu acho que ele está indo bem! Milagre não dá. Quem afundou os EUA nessa bagunça? Partido Republicano e Bush ! Não vê quem não quer.
Ufa, melhorou muito e, de qualquer forma, aqui não haverá espaço para insultos pessoais, raciais ou étnicos,
Angelo Costa
-15/09/2010 às 19:01
Prezado Caio
Na qualidade de seu desconhecido íntimo, permita-me alguns comentários.
O Sr. Burns que comentou sobre equívocos gramaticais tem razão, mas poderia ter sido mais polido. O texto: …Obama podia e deveria ser tido eleito presidente…..?????????
Outro ponto: ….após despreender das amarras….(creio que desprender seja mais adequado).
Não é nenhuma tragédia, quando se vive muito tempo no exterior alguma confusão se faz com o português, uma língua ingrata.
Quanto ao Sr. hestia não se preocupe é pura patrulha do PT a imprensa por aqui está cheia deste tipo de patrulha, creio que o Diogo nem liga mais para isso.
Quanto ao conteúdo do texto em si, acho que exageraram na expectativa ao Obama. Qualquer um que fosse eleito passaria por dificuldades depois de um governo Bush que deixou o País com a economia arrasada. Já na campanha eleitoral quando explodiu a crise já era sabido que nenhum dos dois candidatos teria condições de cumprir as promessas de campanha, portanto, ao menos para mim, o Obama está fazendo o governo que é possível diante de tantas dificuldades.
PS. Não precisa aprovar o comentário a intenção de falar dos equívocos gramaticais foi apenas ajudar.
Valeu, Angelo, vou consertar as escorregadas gramaticais. No Manhattan Connection, é ainda pior.
Anônimo
-15/09/2010 às 18:22
Como é que o povo americano, com tanta experiência democrática, foi cair na conversa mole do Obama? Obama era o personagem ideal para presidir alguma das republiquetas da américa latina. Surgido do nada, sem passado, esconde até certidão de nascimento. E os americanos acreditaram. Até amigos que tenho nos EUA acreditaram, mas já se arrependeram.
célio alvarenga marques
-15/09/2010 às 16:44
O ÚLTIMO GRANDE LÍDER DEMOCRATA CONTINUA SENDO BILL CLINTON!
Observador
-15/09/2010 às 15:52
O socialismo é assim: nasce como uma esperança evangélica, depois vem a crua realidade. É isso que tá acontecendo com os EUA.
LCAM
-15/09/2010 às 15:43
Prezado Caio, antes de mais nada sua coluna semanal é muito bem-vinda, aproveitando esta sua segunda “estréia” para recepcioná-lo um pouco mais educadamente do que os comentários iniciais iracundos. Por essa razão, deixe pra fazer viagens interiores quando for a hora de realizar check-up médico, e continue escrevendo. Penso que os comentários que se seguiram compreendem que em alguns lugares do mundo ainda existe aquilo que se chama jogo político-democrático entre governo e oposição, e que por mais que se discorde ou se tolere o outro lado, as regras deste jogo devem ser respeitadas como única forma de realmente aprimorá-lo. Portanto, o “Tea Party” é inegavelmente uma sandice? Tudo bem, concordamos todos que sim. Mas Sarah Palin e circundantes, com sua grita histriônica e messiânica, servem eficientemente para aqueles que defendem menos ingerência do Estado na economia e liberdades individuais, da mesma forma que sindicatos e os ditos movimentos sociais marcam posição diametralmente contrária. A única distinção é que aí no EUA não se trasforma o Estado num aparelho de qualquer partido, precisamente porque existe imprensa livre e oposição, com seus gritos histriônicos e… chás.
Caro Luiz, estamos no mesmo “party” (nós e o David Brooks), aquele do esforço de ter uma conversa sensata. Concordo: o Tea Party não é uma sandice, embora alguns dos seus integrantes sejam alucinados. E em que movimento isto não existe? Meu foco é falar de um país bipolar, exuberante, contraditório, com espaços democráticos e um debate nem sempre coerente. Nenhum pecado. Mantenho um convicto voto de confiança no modelo americano. Abraços, Caio
Fatima
-15/09/2010 às 15:12
Os americanos apostaram em Obama, pensando que ASSIM iria DIMINUIR a AVERSAO americana no mundo e CONSEGUIRAM constatar, que o que conquistaram foi uma perda de IDENTIDADE do povo americano. Eles nao SE RECONHECEM no presidente que lhes REPRESENTAM.
Alberto
-15/09/2010 às 15:05
Um voto de “semicofiança” é auto-explicativo.
Obama é um mistério a ser decifrado, e enquanto isso não acontecer, no workfloor da política americana ele não passa, e não passará, de um títere (também bipolar, aliás) nas mãos de quem realmente cacifa as decisões no EUA.
One-term-president.
Judson C. Maciel
-15/09/2010 às 15:02
Coitado do Obama em ter que aturar essas antas republicanas no seu pé!
banban
-15/09/2010 às 13:51
Eu confeço q ñ entendo nada. Sou mesmo uma anta quadrada.
O q era q esperavam tanto do Obama? Milagreiro, nunca esperei isso dele e nem de ninguém. O rapaz assume com o país em frangalhos e queriam o que?
Botem o pessoal do Bush, ou o proprio, q tudo ficará ás mil maravilhas,incluindo o ódio mundial ao Tio Sam.
J. Gomes
-15/09/2010 às 13:44
Dear Caio,
Excelente artigo. Principalmente para mim que vivo próximo a NYC e possso ter uma outra visão do que aconteça aqui na América com uns pitacos do nosso pobre e sofrido Brasil. Welcome!
Antonio
-15/09/2010 às 13:19
A margem direita nunca se iludiu com ele.
E, apenas repetindo André Mesquita (15/09/2010 às 11:10), de onde é que vem esse mito da superemacia moral e intelectual da esquerda?
Sr. Burns
-15/09/2010 às 13:01
O texto é muito bom, mas é inadmissível haver falhas gramaticais num blog tão conceituado. Por favor, tenham mais atenção na revisão do texto porque fica extremamente vergonhoso. Atenciosamente, Felipe.
Se alguém achar uma falha gramatical, por favor me alerte, abs, Caio
alberto
-15/09/2010 às 12:51
A veja meus parábens pela contratação de caio blinder.
Assinei a tv apenas para assitir o mc.pelo diogo mainardi e acabei pérolas a mais por lá inclusive vc caio blinder.
excelente mea culpa e bela coluna.
wanda
-15/09/2010 às 12:30
bem, Mexicanizar, está palavra caiu na moda dos blogueiros e colunistas. Até para os Estados Unidos? Lá não, lá tem oposição.
Sherlock
-15/09/2010 às 11:38
ah, Caio!!
Nada como um dia depois do outro, hein, parceiro?
Lembro quando eu via você no MC, todo obamista! O Diogo, no extremo oposto, tentado te trazer à terra (ou talvez, em se tratando do Diogo, te levar às profundezas: ele nunca se atém à superfície!).
Você devia ter lido mais Reinaldo Azevedo e menos Time, à época. Mas ainda não é tarde. Tanto o Reinaldo quanto o Diogo ainda estão por aí, para nos ensinar (ou desiludir).
Gostei da “segunda estréia”! Só esse timaço da Veja mesmo para nos presentear a cada dia com textos melhores!
Carmem
-15/09/2010 às 11:20
Oi Caio,
Excesso de carisma dá nisso. O Obama fez com que as pessoas acreditassem no mito do bom político e pior, em discurso em véspera de eleição.
Acho que ele perdeu uma oportunidade incrível nessa crise.
Invés de oferecer um “stimulus” aos estados para que cada um implementasse sua versão individual de seguro-saúde universal, ele empurrou a versão federal goela abaixo dos americanos.
Nada mais anti-americano que isso.
Não me admira que alguns acreditem que ele não nasceu lá.
Vamos ver se no plano internacional ele consegue alguma coisa….
Luiz Fróes
-15/09/2010 às 11:15
Caio, tá bom. O Cara não é muçulmano e realmente nasceu no Havaí, mas então porque não mostrar os documentos comprovando para acabar com o bafafá? Porque gastar milhões em advogados para não mostrar um documento que custa menos de U$ 5,00?
De fatos concretos podemos dizer que o Obama faz um mal governo, escolhe mal seus ajudantes e tem uma política externa frouxa, que trata inimigos como aliados, e aliados históricos como inimigos.
Gosto de seus comentários no geral, mas acho alguns deles muito alinhados com a esquerda Democrata.
Se não bastasse tudo isso o homem falou que o Lula “is the man”.
André Mesquita
-15/09/2010 às 11:10
De onde é que vem esse mito da superemacia moral e intelectual da esquerda???
João Garcez Ghirardi
-15/09/2010 às 10:55
Caro caio: Muito bom artigo, como sóe acontecer. O problema, a meu ver do Obama, pode vir a ser a solução. Pressionado pela eleição presidencial ele aceitou muitos nomes para o seu Governo que não gostaria (a meu ver) e, uma eventual derrota, que deverá ser parcial, dado o fato dos democratas provavelmente se unirem contra o Tea Party, o liberará para uma parcial reforma no Governo que poderá ser boa para os EUA e não só. Sucesso com a sua coluna.
Gabriel Paes
-15/09/2010 às 10:49
Parabéns Caio, o acompanho já a alguns anos do mannhatan connection, apesar de ter 19 anos, gosto muito dos seus comentários mais faço mais a linha do Diogo, mais divergir nos ajuda a crescer e sempre que assisto o programa minha admiração por você e pelo programa cresce, é um orgulho e fico muito feliz de contar com você também nesse colosso e quase ilha de sanidade da imprensa brasileira que é a Veja , quem não tem medo de dizer a verdade deve estar aqui, os melhores tem que estar aqui.
Silvio
-15/09/2010 às 10:10
A crise americana exigia um presidente com muito mais experiência e liderança. Porém, no momento das eleições há dois anos, a melhor alernativa era Obama, e acredito que a escolha foi correta pelos norte-americanos.Como experiência se acumula e Obama é inteligente, é provável que seu desempenho no enfrentamento das dificuldades econômicas, melhore sensivelmente e ele consiga fazer com que o país retorne a crescer de forma sustentável, à partir da secunda metade de seu mandato.
moises bispo dos santos
-15/09/2010 às 9:54
Caro Caio. O seu comentário é de uma pobreza sem limites e eivado de cunho racista. Você deveria se ater aos avanços que o presidente Barack Obama proporcionou ao mundo. Porém, infelizmente, a Imprensa Mundial está entupida de jornalistas da sua extirpe, que por falta de assunto, ainda tem coragem de publicar uma manchete deste naipe. Faça uma viagem interior e aproveite o tempo para escrever coisas mais interessantes.
Daniel
-15/09/2010 às 9:47
Talvez seria melhor eles 9os democratas) terem deixado os republicanos no poder para eles enfrentarem essa situação de crise…dai veriamos.
Lá ,ao que parece, os republicanos tem a militância, os religiosos, etc…ou seja votos garantidos. E os democratas tem que ficar sempre convencendo o pessoal a ir votar…assim fica difícil.
Penso que os EUA na verdade são amplamente republicanos, que as vezes, de tempo em tempos, deixam os democratas dar uma “brincadinha” no poder…mas logo sempre criam situações absurdas para os democratas com fizeram com Clinton.
Agora então, dançou, os republicanos, espertos, souberam bem, criar lá, uma poderosa rede de mídia consrevadora / religiosa que se aproveita da falta de neuronios de alguns americanos , que estão sempre prontos a ouvir as abobrinhas da Fox News e votar cegamente nos republicanos (em nome de Jesus!)
Lá aonde estado e religião eram bem separados o perigo é esses “loucos” da ultra-direita quererem misturar tudo !
Com a máquina de manipução da Fox News fazem o que quiserem de alguns “pobres” americanos ….
hestia
-15/09/2010 às 9:32
Nunca me conformei com suas atitudes deslumbradas de teenager referindo-se a Obama no Manhattan. Sinceramente, te considerava mais inteligente.Estamos de olho! Vamos ver como vc se comporta na Veja!
Esperava que o “tempo” tivesse se encarregado de aclarar suas idéias, mas por esse texto,da pra perceber q as dificuldades são imensas!
Voto de semiconfiança? De onde vc tirou esse absurdo?
Obama…..é apenas menor do q nós imaginávamos? Nós quem cara pálida?
Vacilei em liberar este comentário e também para responder, mas vamos lá: meu amigo e colega de site, Reinaldo Azevedo, nos alerta para intimidação petista na imprensa e aqui neste espaço democrático de comentários você escreve “estamos de olho, vamos ver como você se comporta na Veja”. Quem é você para decidir como eu devo me comportar, cara pálida? Patrulheiro é patrulheiro.
karlos santos
-15/09/2010 às 8:51
“Há malucos ainda discutindo se Obama é muçulmano ou se realmente nasceu no Havaí, mas a esquisitice em geral acabou”. Às vezes uma frase é o suficiente para fazer cair em discrédito um comentarista. O fato de Obama ter gasto milhões em advogados para não apresentar sua certidão de nascimento, cuja cópia custaria meros U$3.00, parace nada querer dizer ao comentarista, vá lá. Mantenho o antigo hábito: ler comentaristas americanos para entender o que acontece nos EUA, ao menos enquanto não tivermos um comentarista brasileiro bem informado e não alinhado aos democratas.
Ferreira Pena
-15/09/2010 às 8:51
Essa imagem do Obama é a imagem que tinha dele. Uma imagem construida que não corresponde à realidade dos fatos. Veja o nosso obama (com minúscula mesmo), esse sujeito governou? Dividiu o país entre eles e nós e lá vamos ladeira abaixo. Creio que boa parte dos eleitores brasileiros perderam a vergonha. Não enxergam, não falam e não ouvem nada. E o projeto de democracia que tanto esperávamos? Quando teremos uma democracia igual a americana, que resiste a tudo?
Rogerio Aro
-15/09/2010 às 8:22
Gostei de vc aqui!