Blogs e Colunistas

17/05/2013

às 6:00 \ Benghazi, Escândalos, Líbia, Obama

Atrás da fachada, o grande escândalo líbio de Obama

Milícias no cerco de ministérios em Trípoli

Na trindade de escândalos que assolam o governo Obama, o primeiro foi Benghazi, o caso do ataque terrorista em 11 de setembro de 2012 à missão diplomática na cidade líbia que resultou na morte do embaixador americano e mais três pessoas. Benghazi explodiu na campanha eleitoral do ano passado e continua sendo o mais convoluto, com o governo minimizando o impacto e os republicanos maximizando. Os outros escândalos são o grampeamento de telefones de jornalistas da agência AP e o alvejamento pela receita federal de grupos conservadores para o escrutínio de mais calibre.

O debate sobre a resposta do governo é extremamente legítimo (tanto na questão da falta de segurança em uma missão diplomática num lugar tão barra pesada, como no contorcionismo retórico do governo para explicar o que aconteceu, no calor de uma campanha eleitoral). Sorry pelo trocadilho, mas neste escândalo há mais fumaça do que fogo.

No entanto, há um escândalo político mais amplo no contexto líbio. Eu pessoalmente fui a favor da intervenção ocidental na Líbia em 2011, que culminou na queda e morte selvagem do ditador Muamar Khadafi. O escândalo está no day after. Está na falta de zelo do governo Obama para contribuir de forma resoluta na reconstrução da Líbia.

Até hoje, o governo de plantão em Trípoli carece de condições para controlar o país, onde pipocam milícias. Grupos rebeldes continuam armados, em aberto desafio ao estado. O Parlamento se submeteu a bandoleiros que tinham cercado os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, exigindo legislação que negasse emprego público a quem tivera alta posição no governo de Khadafi, que ficou quatro décadas no poder.

Destruir um regime infame é apenas a primeira fase (e alguns infames, como o de Bashar Assad, são duros e muito atrozes na queda), numa longa marcha de reconstrução. Obama nunca foi chegado em intervenções humanitárias e seu projeto estratégico é contrair a presença americana no Oriente Médio. A Líbia foi um acidente de percurso nesta trajetória, aconteceu e exigia responsabilidade. Mas contribuir para a estabilização de um país custa caro e leva tempo.

Max Boot, um dos meus estrategistas conservadores favoritos, vai no ponto. Tomado pela “síndrome do Iraque”, Obama sempre considerou o esforço para estabilizar a Líbia como o primeiro passo para um atoleiro e não para a redenção de um país. Seu governo deixou a Líbia na mão. E aqui os republicanos não pegam no pé de Obama, pois a base do partido é avessa ao conceito de “nation building”. Eles preferem ficar na fachada do problema, que é Benghazi.

Na paráfrase da música, a pergunta para Obama é: se foi só para desfazer, por que é que foi?

***
E vamos de colher de chá para o certeiro Henrique (dia 17, 11:23).  E uma colher de chá de fim de semana para a Rubia (dia 19, 19:46).

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado

136 Comentários

  • Carlos

    -

    19/5/2013 às 22:19

    Caio
    Não sei se será pauta do Manhattan Connection de hoje o escândalo político fiscal no governo Obama – deveria ser – porém depois que vi o tema ‘pênis flácido’ ser tema(por dois programas seguidos) e não os 340.000 mil pessoas contra o casamento gay em Paris fiquei um pouco apreensivo, já que assisto o programa desde 1994 e creio que isso deveria ter sido comentado. Um abraço!
    Caro Carlos, como fiel espectador, voce deveria saber que a pauta do programa nunca é flacida, abs,Caio

  • Joao Felipe

    -

    19/5/2013 às 20:50

    O caso Bengazi pode mesmo virar fogo de palha. Parece que jornlista da ABC que acusou a Casa Branca de ter manipulado as informações no dia do atentado foi desmentido por outro jornalista (esse da CNN) e já admitiu o erro.
    Verdade isso Caio?
    Correto, abs, Caio
    http://politicalticker.blogs.cnn.com/2013/05/19/abcs-jonathan-karl-to-cnn-i-regret-the-email-was-quoted-incorrectly/comment-page-1/

  • carlos cezar

    -

    19/5/2013 às 20:13

    “Aposto que o nivel de aprovacao do Obama continua o mesmo.”
    Apostou certíssimo, rubia. 53%, ou seja, a maioria. Em 2007, o invasor tinha 29% de aprovação. Vamos ver quanto terá Obama em 2015 (tempo proporcional de governo).

  • rubia kapusta

    -

    19/5/2013 às 19:46

    Na minha opiniao acho que os americanos estao mesmo se lixando para todos esses escandalos. Bengazi quem nao sabe o que aconteceu nao quer procurar saber, quem prestou mais atencao acha mesmo que durante a eleicao tudo foi mesmo um cover up e agora ele foi re-eleito e como a Hillary mesmo disse o que importa o que aconteceu agora que 4 americanos ja morreram, essa da escuta telefonica, desde do 11 de setembro o povo sabe mesmo que o governo espiona todo mundo mesmo, e o negocio do IRS, esse mexe mais um pouco porque pode atingir qualquer um de nos dependendo de quem esta no poder.
    E sua historia da Libia, mais uma para o governo Obama. Ele so esta se saindo bem porque o povo nao esta indignado com tudo isso. Nao tem a pressao popular para fazer o Obama sair da presidencia.
    Aposto que o nivel de aprovacao do Obama continua o mesmo, a nao ser que algo muito direto ligando o Obama a alguma coisa, um email um telefonema, um memorando.. que mostre uma grande mentira mas nao vai acontecer porque ele e muito bom politico, profissional.
    Oi Rubia,gostei da franqueza e do tom direto do comentario, colher de chá, valeu, abs, Caio
    PS- para quem nao sabe, a Rubia é uma das leitores da coluna que vive nos EUA.

  • maisvalia

    -

    19/5/2013 às 18:53

    carlos cezar – 19/05/2013 às 16:47
    “Pesquisa mostra aprovação de Obama inalterada, apesar de escândalos.”
    Parece que o eleitor americano está sabendo separar o joio do trigo.
    -
    Essa é boa, pois a popularidade do enganador é igual a da geni, hehehehe

  • Marcel

    -

    19/5/2013 às 18:26

    E não tem jeito, a “aliviação” de barra continua….

  • Márcia Costa

    -

    19/5/2013 às 16:49

    I’m looking forward, valeu.
    Abs.

  • carlos cezar

    -

    19/5/2013 às 16:47

    “Pesquisa mostra aprovação de Obama inalterada, apesar de escândalos.”
    Parece que o eleitor americano está sabendo separar o joio do trigo.

  • Márcia Costa

    -

    19/5/2013 às 16:19

    Caio, concordo que é espinhosa a contradição de se reclamar de discriminação na receita mas não nos aeroportos. Mas é preciso uma saída mais digna para o Obama, porque argumentar só falando em hiprocrisia não vai melhorar em nada a barra do governo, às vistas da sociedade eem geral, não só dessa gente jeca e careta, hahahah
    Abs. e até mais tarde, rs.
    Concordo, Marcia,e especialmente no caso do governo Obama que considera o governo um “bem positivo”, hehehe, a tendencia é de instrusao. O que me impressiona no caso do Obama é a disparidade entre a promessa de transparencia e seu carater secretivo. Mais na coluna de segunda, (nada como um teaser, como se diz em televisao), abs, Caio

  • Marcel

    -

    19/5/2013 às 14:54

    Me parece que ha um esfor”c”o da midia para dizer “calma gente, Obama eh mediocre, mas nao como os conservadores falam”

  • Henrique

    -

    19/5/2013 às 14:21

    Caio, valeu pelos artigos – vou dar uma lida neles. Quanto ao texto da Peggy, sem dúvida há trechos hiperbólicos, a começar da primeira frase, sentenciando o caso como o mais grave escândalo desde Watergate – o episódio aina demanda uma apuração mais profunda, de preferência por comissões independentes do governo. Mas achei que na maior parte do artigo ela foi no aspecto intrínseco da questão, em especial quando ela se refere diretamente ao presidente e o clima político estabelecido pela sua administração – nesse ponto, diante do que foi até aqui divulgado, compartilho a impressão dela.
    .
    A president sets a mood, a tone. He establishes an atmosphere. If he is arrogant, arrogance spreads. If he is too partisan, too disrespecting of political adversaries, that spreads too. Presidents always undo themselves and then blame it on the third guy in the last row in the sleepy agency across town.

  • maisvalia

    -

    19/5/2013 às 13:19

    A invasão do Iraque foi fruto da ganância, da cobiça e do desrespeito aos direitos humanos.
    ESSA É SUA OPINIÃO, QUE COMO ALGUÉM JÁ DISSE É QUE NEM C., CADA UM TEM DIREITO A UM.

  • maisvalia

    -

    19/5/2013 às 13:17

    olha sinceramente este é um assunto tao espinhoso,nestas horas mantenho uma posicao agnostica na controversia, para sentir o quao fundo é o buraco e quem cava mais, uma semana de escandalo (ou pseudo escandalo, como fazem spin os defensores do Obama), e eu já pirei com tanta informacao, contra informacao e desinformacao de todos os lados, heheeh abs, Caio
    -
    Decifrando a novilingua, tudo acima significa:
    OBAMETES EM POLVOROSA, POIS O MESSIAS É FAKE, MENTIROSO, AGORA ÇABIO DO NADA SEI E MEDIOCRE.
    Meu caro, recomendo a leitura do material citado no comentario ao Henrique, ao inves de tanta polvorosa retorica, abs, Caio

  • carlos cezar

    -

    19/5/2013 às 13:13

    Não venha com conversa mole. Os responsáveis pelas torres estavam no Afeganistão. Nada a ver com o Iraque, já foi provado e comprovado. A invasão do Iraque foi fruto da ganância, da cobiça e do desrespeito aos direitos humanos.

  • maisvalia

    -

    19/5/2013 às 13:08

    carlos cezar – 19/05/2013 às 12:22
    -
    CCM.
    Quantas torreas gemeas foram destruidas na atual gestão?

  • carlos cezar

    -

    19/5/2013 às 12:22

    maisvalia, a maior imprensa chapa branca de todos os tempos é aquela que apoio a invasão do Iraque, que mentiu e se degenerou ao compactuar com a morte de milhares de inocentes e fez vista grossa para os interesses econômicos e financeiros que havia por trás da invasão. Aquilo, sim, foi um crime contra a humanidade que a imprensa chapa branca sustentou dando risada. O que acontece hoje nos Estados Unidos é numa escala infinitamente menor, envolvendo intrigas e perseguições políticas internas, de todos os lados, mas sem produzir centenas de milhares de mortos e milhões de órfãos e refugiados em outros países. Os republicanos precisam criar vergonha na cara e assumir o crime que praticaram. É gostoso destruir o país dos outros e deixar que “os outros” se danem depois, né, como se nem nada. Se a maioria dos governos é leviana, corrupta e criminosa, o bushismo foi muito mais, pois gerou milhõs de prejudicados num país que nada tinha a ver com os problemas americanos. Diante do diabólico bushismo, o obamismo é só um jardim da infância.

  • Henrique

    -

    19/5/2013 às 12:10

    maisvalia – 19/05/2013 às 11:02
    .
    Maisvalia, na minha opinião o WSJ ainda se salva – a Peggy Noonan vem sendo bastante precisa sobre essas últimas barbeiragens do Obama.
    http://online.wsj.com/article/SB10001424127887323582904578487460479247792.html?mod=WSJ_article_comments#articleTabs%3Darticle
    Henrique, a coluna da Peggy esta sendo dissecada por todos os lados. Agora ha pouco no programa Meet the Press, na TV NBC, ela simplesmente nao respondeu quando questionada pelo ancora, como ela nao mencionou o escandalo Iran-Contras, no govenro Reagan, do qual ela foi assessora-chave, na sua coluna no WSJ. O final do artigo foi simplesmente tripudiado na sua referencia a conservadores sendo auditados pela receita.Leia o link, que postei num comentario abaixo ao Marcio Silva, do The New Republic. Ha uma coluna a respeito do NYT do Nate Silver sobre isto, depois acrescento como link, olha sinceramente este é um assunto tao espinhoso,nestas horas mantenho uma posicao agnostica na controversia, para sentir o quao fundo é o buraco e quem cava mais, uma semana de escandalo (ou pseudo escandalo, como fazem spin os defensores do Obama), e eu já pirei com tanta informacao, contra informacao e desinformacao de todos os lados, heheeh abs, Caio
    http://www.cjr.org/the_audit/peggy_noonan_loses_it_on_the_i.php?page=all

    http://fivethirtyeight.blogs.nytimes.com/2013/05/17/new-audit-allegations-show-flawed-statistical-thinking/

  • maisvalia

    -

    19/5/2013 às 11:02

    Três casos abalam credibilidade de Obama
    Perseguição fiscal a membros do Tea Party, vigilância de telefones da ‘AP’ e ecos de Benghazi embaraçam Casa Branca
    DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON – O Estado de S.Paulo

    …As comparações com o Watergate, que culminou com a renúncia de Richard Nixon, em 1974, são exageradas. Mas congressistas republicanos acusam o governo Obama de ser “arrogante”, de “mentir”, “perseguir a oposição” e “atentar contra a liberdade de imprensa”. Parte dos meios de comunicação, antes generosa com Obama, mudou de tom…
    DENISE, UMA OBAMISTA DE PRIMEIRA HORA, CHAMA DE GENEROSIDADE O QUE É A MAIOR IMPRENSA CHAPA BRANCA DE TODOS OS TEMPOS , QUE ACEITA TUDO E ABAFA TUDO DE UM PRESIDENTE MEDÍOCRE.
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tres-casos-abalam–credibilidade-de-obama-,1033237,0.htm
    UM ESPANTO!

  • Marcio Silva

    -

    19/5/2013 às 0:09

    Caio, é obvio que quando um jornalista trazem à tona fatos, eles geram outros fatos, portando revela-los ou omitir-los é a essência do poder da mídia em controlar ou não a massa. A decisão de abafar e de controlar a informação por motivos politicos ou por qualquer outro motivo é a prova de que quiseram controlar a massa. Mil justificativas não podem justificar o fato de agiram obscuramente contra aquilo que defendem nos jornais, a verdade dos fatos.

  • Marcio Silva

    -

    18/5/2013 às 22:17

    A operação abafa por parte dos jornais americanos e a postura de jornalistas que como você Caio, se fizeram de cegos na epoca do ocorrido em Bengazi querendo botar a culpa no filminho e não no governo, foi decisiva na campanha do Obama… No mínimo vcs que negavam a omissao do governo obama devem aos leitores uma “mea culpa” por ter interferido diretamente no caso mudando o curso da eleição nos EUA.
    Um subproduto desta situacao sera o reforço de polarizacao e paranoias de todos os lados. Digamos que investigacoes nao resultem em conclusoes esperadas por alguns setores, ou seja, que nao existe um Watergate ou algo sinistro, mas mais incompetencia burocratica e inercia do govenno Obama, nada disso ira satisfazer estes setores, que com mais intensidade vai atribuir responsabilidade a uma imprensa cumplice do governo e este tipo de coisa. Benghazi ao contrario do escandalo da receita federal, nao parece ter muito “perna”, como se diz em ingles, para ir diante, provavelmente em breve deve voltar ao seu devido lugar, a bolha da Fox News, Beck, Limbaugh, etc, abs, Caio
    PS _Mais como exercicio intelectual recomendo a leitura aos leitores desta diatribe da “liberal” revista The New Republic, abs, Caio
    http://www.newrepublic.com/article/113217/irs-tea-party-scandal-conservative-political-correctness-action

  • P Faustini

    -

    18/5/2013 às 21:34

    O ocidente não aprende, o islã quase nos destruiu no seculo VIII, dominou a peninsula Iberica e chegou às portas da França , sem contar o sul da Italia, no seculo XVII quase tomou Viena, no fundo ,só esperam uma oportunidade para voltar,sua unica razão de existir é tentar destruir a cristandad; como eles ensinam, cortar a garganta dos infiéis , e nós somos os infiéis, o resto é conversa politicamente correta

  • Lord keynes do sec xxi

    -

    18/5/2013 às 21:02

    Obama mostra seu acurado tino politico deixando os estados unidos fora da líbia,síria,mali e congêneres.
    Quanto aos outros pseudo escandalos,só se obama fosse onisciente para cuidar de eventuais bobagens cometidas nos escalões inferiores,nenhum presidente tem controle sobre isso

  • maisvalia

    -

    18/5/2013 às 19:59

    J.R.Monteiro – 18/05/2013 às 16:18
    -
    Seu comentário foi insular, hehehehehh

  • carlos cezar

    -

    18/5/2013 às 18:28

    Mais um apoio para Israel/Palestina —–
    O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, disse neste sábado que seu país estava preparado para ajudar a criar as condições para uma retomada das conversas de paz entre Israel e os palestinos. Westerwelle, em visita de dois dias a Israel e a territórios palestinos, foi citado por comunicado do Ministério das Relações Exteriores dizendo que “a Alemanha está pronta para ajudar a criar um ambiente de confiança” que permitiria que as negociações fossem retomadas. “O fato mais importante é que negociações diretas entre Israel e os palestinos possam voltar a acontecer”, afirmou Westerwelle, que se encontrou com o premiê palestino, Salam Fayyad, em Ramallah. O ministro alemão também ressaltou a importância de um desfecho pacífico do desenvolvimento econômico nos territórios palestinos.
    Estadão 18/5

  • carlos cezar

    -

    18/5/2013 às 18:24

    Bom comentário do J.R.M. Acredito que Obama não deva se envolver militarmente na confusão de outros países. Nem por isso os Estados Unidos deixarão de ser o grande país que são. (O patetismo dos bushistas, realmente, é execrável.)

  • J.R.Monteiro

    -

    18/5/2013 às 16:18

    Com a diminuição crescente da dependência do petroleo Islãmico, a America deve afastar-se dos conflitos que pipocam por todo OM. Essa carnificinia tende a piorar, muito antes de melhorar.
    Não acho o Obama uma maravilha, apesar de ter votado nele por exclusão, mas concordo na sua relutância em se meter num saco de gatos, sem ter uma idéia clara quais são os gatos minimamente do nosso lado.
    Noto claramente por aqui uma repulsa em deixar nosso dinheiro dos impostos, ser queimado numa aventura que só beneficiaria, se bem sucedida, às causas humanistrias pontuais. O Obama é presidente da America, não presidente Mundial.
    A America só tem a perder e nada aganhar, nem o reconhecimento dos envolvidos e nem mesmo dos beneficiados, que logo se poriam a gritar, Yankees Go Home!
    A Russia e a China, não podendo enfrentar a America convencionalmente, nem comercialmente, estimulam, via interposta região, essas barbaries, torcendo para que entremos nessa luta sem vencedores, como o pateta do Bush, o fez.
    É mais prático, e mais barato armar Israel e deixar que eles tomem conta do pedaço, pois competência, eles tem de sobra.
    Que a lição do Iraque, Afaganistão e Libia tenha sido aprendida. Atualmente, o Império carece dos meios para ser Imperial.

  • Nelson

    -

    18/5/2013 às 15:09

    Yes we scan das 20:02. Beleza!
    Hitler do arbeit parti – democratas da alemanha – foi cotado para o Nobel da Paz!
    Publicado com fins caricaturais/educacionais. Caio

  • Nelson

    -

    18/5/2013 às 15:05

    Engraçado lá atrás o Glen Beck, já previa o que ia acontecer! Mas como parece que ele é branco, mórmon, de direita, aí é irrelevante!

  • O Conservador

    -

    18/5/2013 às 13:17

    Obama só saiu do Iraque porquê quem deu os termos da saída foi o presidente do Iraque,pois se dependesse do governo Obama,eles deixariam firmas de segurança lá ou deixaria o Iraque como uma base militar ad eternum americana a exemplo do Afeganistão.E os americanos agora desestabilizam o governo iraquiano a exemplo do que ocorre na Síria.

  • carlos cezar

    -

    18/5/2013 às 10:19

    A grande mágoa dos conservadores é não poderem ver os republicanos invadindo outros países, como fizeram com o Iraque. Não é o caso do Caio e de alguns outros jornalistas, mas há muita gente babando de vontade de assistir um ataque ao Irã, por exemplo. Mas o Obama prefere a linha diplomática, que é mais interessante para o mundo. Quanto aos escândalos internos, todo mundo tem problemas. Que os Estados Unidos resolvam os seus – que não são menores nem maiores que os de outros países.

  • maisvalia

    -

    18/5/2013 às 10:15

    Joao Felipe – 18/05/2013 às 9:51
    Faço minha as palavras do Ricardo Platero, outro dia.
    Esse artigo do RA reflete mais as opiniões dele sobre o Obama do que os fatos em si.
    -
    A Veja subiu de preço esta semana, foi a 10,90 real hehehe.
    Faça um esforço, compre-a, e leia a matéria do Andre Petry.
    Assim pode ser que você entenda um pouco mais do jeito autoritário e agora çabio do 44 e seu desgoverno do reino do nada sei.

  • Joao Felipe

    -

    18/5/2013 às 9:51

    Faço minha as palavras do Ricardo Platero, outro dia.
    Esse artigo do RA reflete mais as opiniões dele sobre o Obama do que os fatos em si.

  • maisvalia

    -

    18/5/2013 às 7:53

    Volto a hoje e encerro
    O governo Obama tentou, isto é inegável, usar o aparato do estado para intimidar a oposição. Estivesse no poder um presidente “reacionário”, a imprensa liberal americana estaria pedindo a sua cabeça. Como se trata de Obama, já artigos na imprensa americana afirmando que os republicanos estão querendo se aproveitar do episódio para fazer política. Como se a perseguição que estava em curso não fosse um caso de política — e de polícia!

    RA

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-liberal-fascism-do-companheiro-barack-obama-ou-o-apedeuta-ilustrado-dos-americanos-tambem-tem-seus-aloprados/

  • Ron

    -

    18/5/2013 às 7:49

    Mentir para fazer guerras não deu certo no Iraque!
    Tercerizar Guerras financiando rebeldes acabou com
    um embaixador e alguns seguranças mortos na Libia!
    Obama e os Democratas tem de vencer nas (*)argumentações
    com os governantes de outros paises caso contrario
    vão cometer o mesmo erro de Buxi e pode ficar marcado
    eternamente pela historia humana!
    Ficar quietinho parece ser uma boa politica externa no momento!
    Já errou na Libia, se comporte como um banana
    que as pessoas o mundo a vida agradecem…
    (*)Com a fatla de moral na politica externa dos EUA
    como convencer outros?

  • Marcel

    -

    18/5/2013 às 4:07

    Caro Caio, como você bem disse, os americanos são insulares e são mesmos e também eu não vejo apenas os repúblicanos revoltados com a situação em Benghazi – apesar de que a maioria de ambos os lados mais preocupados com outros assuntos. Mas vamos aos pontos, depois de dois ataques consecutivos de terroristas o embaixador Stevens junto com quatro pessoas morrem, após o incidente várias questões são levantadas como, pq a missão diplomática foi enviada ao um país instável sem a devida segurança ? Em meio aos ataques as forças americanas na região poderiam ter agido e mudado a ordem dos acontecimentos ? E a questão principal; o que ocorreu naquela noite ? – essa dúvida pode responder a todas as outras. E foi essa a resposta que a administração sonegou do povo americano, mudando os acontecimentos por 12 vezes, mentindo inclusive para a família do embaixador, isso foi uma traição a confiança que o povo tem no governo, foi “outrage” Para um povo insular ainda mais envolvendo o seu governo, parece que o drone errou o alvo e acertou IRS – Benghazi na casa branca.

  • Maurício

    -

    17/5/2013 às 23:46

    quanto a siria, nao a libia, acabo de ver videos da guerra civil lah. entre os gritos de allah akbar na minha humilde opiniao nao ha solucao armando os rebeldes e muito menos colocando tropas no chao.
    canibalismo eh o minimo ocorrendo lah. se a onu quiser tropas pacificadoras… loucura… mas se eu fosse o obama nao me atolaria no. impossivel. eh guerra civil, jihadista. derrubar quem ou o que? obama sabe q nao eh deus.

  • Rodrigo

    -

    17/5/2013 às 22:19

    Vejo grande dignidade na noção de “nation building”. Infelizmente, sua defesa não é assim tão fácil, tão simples, pois se trata de intervenção em nações soberanas. Às vezes há que lamentar a complexidade do mundo.

  • Francy Granjeiro

    -

    17/5/2013 às 21:31

    A França está “totalmente falida”, revela o ministro do Trabalho de Hollande, ou melhor, falência, europa, grécia, união europeia … O pior que “pode” acontecer é a queda desse sonho Europa.
    Países vão ter de fechar bancos na Europa
    12-05-2013 – Correio da Manhã

  • Alan

    -

    17/5/2013 às 20:24

    À medida que o tempo passa o OM perde cada vez mais importância para o mundo não somente pelas alternativas energéticas que estão surgindo mas tambem pela insistência dos líderes muçulmanos em manter um mundo paralelo e estacionário. Desse modo lutar pela paz naquela região passa a ser umai questão secundária e sem sentido para o mundo civilizado e hoje defendo que não devemos desperdiçar recursos, materiais e hunanos e nem mesmo tempo procurando soluções para uma guerra irracional. Vamos produzir riqueza, ciencia e tecnologia e nos prepararmos para o embate final, caso seja necessário. Acho que o Obama está trilhando esse caminho, acertadamente.

  • Yes, We Scam

    -

    17/5/2013 às 20:02

    carlos cezar-17/05/2013 às 18:36
    O presidente Obama e os democratas aprenderam a lição mais importante: não invadir. Deram uma banana ao complexo industrial-militar. A humanidade agradece.

    Você é realmente hilário.
    Não sei se te contaram, mas Obama BOMBARDEOU a Líbia, despejando toneladas de explosivos sobre o país.
    Foram centenas de “sorties” de aviões americanos.
    Sabe quanto custa a hora de vôo de um avião bombardeiro, com carga máxima e em situação de combate?
    E não sei se também te avisaram, mas as vendas de armas bateram recordes ano após ano durante os quatro anos de Obama. Dá uma consultada na Stratfor.
    Nem preciso lembrar que os fabricantes de drones nunca faturaram tanto na vida.
    Mas obamista é assim mesmo: dá um “prêmio nobel da paz” para o “messias” antes mesmo dele assumir, e dá um “prêmio nobel da guerra” (sic) para qualquer Republicano, mesmo que ele não tenha feito nada.
    Mesmo depois de quatro anos, com Obama tendo bombardeado e destruído a Líbia e estar apoiando bandos terroristas islamistas em atuação na Síria – enquanto os EUA vendem milhões em armamentos para a Arábia Saudita, Qatar e parceiros wahabistas do Golfo Pérsico, que depois enviam as armas velhas de seus estoques para abastecer os terroristas islamistas em atuação na Síria -, mesmo assim, diante do fato de que Obama não é esse “Mohendas Gandhi” (o nome verdadeiro del era Mohendas) tão sonhado, os obamistas não têm dúvidas da santidade do “ungido”.

  • O ANTIPETRALHA

    -

    17/5/2013 às 19:54

    “Yes, We Scam – 17/05/2013 às 17:29″

    Concordo com você! A traição ao povo americano, representado pelo parlamento, foi coisa de presidente bananeiro. Pesquisei no Google e até o NYT cedeu seu espaço para um jurista de Yale denunciar a quebra da ordem jurídica no caso da Líbia:

    http://www.nytimes.com/2011/06/21/opinion/21Ackerman.html?_r=0

    Uma traição que está fomentando a instabilidade no Oriente Médio e permitindo a ascensão de grupos extremistas. Está aí a bandeira que os republicanos deveriam se aproximar: a bandeira de respeito às leis americanas. Penso que o Obama vai ter sérias dificuldades de lidar com esta pauta.

    O ANTIPETRALHA

  • Yes, We Scam

    -

    17/5/2013 às 19:45

    jorji17/05/2013 às 17:27
    No dia em que Irã tiver suas bombas atômicas…………
    Aí o mundo vai tremer!

    O problema é que se o Iran conseguir se nuclearizar, os loucos dirigentes sauditas wahabistas vão desrespeitar todas as leis e e acordos internacionais e mandar os EUA para a @#censurado*$# e, não importa que meios tenham que usar, vão obter suas bombas atômicas também, provavelmente via contrabando das bombas atômicas paquistanesas, cujo projeto nuclear paquistânes foi financiado pelo dinheiro saudita.
    Aí, o mundo não vai tremer. Ele vai explodir mesmo. Vai ser só uma questão de tempo.
    Eu entendo que o grande medo de Israel não é tanto que o Iran tenha a sua bomba atômica, mas, o que realmente assusta os dirigentes e militares israelenses, é que o fato de o Iran conseguir sua bomba atômica leve a Arábia Saudita a também conseguir a sua “nukezinha”.
    Se isso acontecer, o Oriente Médio inteiro vai explodir, e deve levar a Ásia Central e Norte da África junto.

  • Márcia Costa

    -

    17/5/2013 às 19:29

    Wellcome, Mestre.
    Abs.

  • carlos cezar

    -

    17/5/2013 às 18:36

    O presidente Obama e os democratas aprenderam a lição mais importante: não invadir. Deram uma banana ao complexo industrial-militar. A humanidade agradece.

  • Henrique

    -

    17/5/2013 às 18:25

    Vera Lucia, sobre a responsabilidade de Obama quanto ao cenário pouco auspicioso que se observa na esteira da Primavera, o comentário da Carmem (12:46) não poderia ser mais preciso.

  • O ANTIPETRALHA

    -

    17/5/2013 às 18:10

    Podem acusar o Carlos Cezar do que for, mas ele é muito coerente com seus propósitos. Quanto mais comentários denunciando as misérias no Iraque, maior a chance de um desavisado tomar conhecimento delas, rs.

    O ANTIPETRALHA

  • Márcia Costa

    -

    17/5/2013 às 17:36

    Seria demais pedir um pacto de não agressividade gratuita ao presidente em exercício nos EUA? Nessa eu concordo com o Caio, se os republicanos extrapolarem a politicagem não vai ter fim. O Obama é um pouco pequeno para o papel que os americanos e o mundo esperam dele. É o problema do espetáculo em que a política se transformou, em parte por culpa de seu marketing político que foi tão maniqueísta quanto foi o do TP, do estilo o inferno são os outros. É importante lembrar que a paz no OM é essencial para o mundo e últimos acontecimentos na região pedem prudência, seria ideal que não houvesse tanta briga em família.
    Abs.
    Marcia, aproveito este comentario como gancho para pedir um pacto de nao agressao entre leitores, sem entrar em detalhes apenas revelo que desde quinta-feira precisei censurar (e detesto fazer isto) muitos comentarios, como ha muito nao fazia, de tantos leitores, trocando insultos ou fazendo ataques pessoais. Acho chato e me sinto desrespeitado, pois faço o possivel para ler muitos comentarios e conversar. Acabo perdendo um tempao para filtrar o material e fico cansado, Faço muitas coisas profissionais e tenho uma vida pessoal, portanto gostaria de ter uma relação mais qualitativa com os leitores e nao perder tempo com picuinhas infanto-juvenis. Seria mais cômodo para mim ligar o piloto automatico e deixar rolar, mas nao é minha politica editorial, portanto, vamos comentar os temas e nao os outros leitores, grato, abs, Caio

  • Yes, We Scam

    -

    17/5/2013 às 17:29

    O grande escândalo de Obama na Líbia não é o ataque terroristas islamista em Benghazi contra o consulado americano.
    O grande escândalo de mister Husseis Oama na Líbia foi a própria ação autocrática obâmica de declarar guerra a um país, passando por cima das prerrogativas do Congressos dos EUA.
    Isso é inconstitucional e passível de impeachment. E o Brasil cumpriu o seu papel e foi a partir da terra tupiniquim que Obama se arrostou o poder de autocrata, declarando guerra à Líbia e dando uma banana para o Congresso americano.
    O Congresso Republicano deu uma de PSDB e ignorou esse claro ato ilegal de Obama, como os moleirões do PSDB livraram Lula de qualquer responsabilidade no Mensalão, em 2005.
    Nem sequer a porcaria da autorização da ONU Obama resspeitou, pois em nenhum lugar estava escrito que ele podia ajudar os rebeldes terroristas islamistas de Benghazi a tomarem o poder.
    Para evitar um suposto “massacre”, Obama bombardeou a Líbia, destruiu sua infra-estrutura e, desde que começou a ajudar os rebeldes até o fim dos conflitos no final de 2011, morreram muito mais líbios do que tinham morrido nos meses iniciais.
    O tal “massacre inevitável” em Benghazi dificilmente mataria mais líbios do que Obama ajudou a matar.
    ..
    E tudo isso para quê?
    Para tornar a Líbia um paraíso para grupos terroristas islamistas como a Al-Qaeda – que agora mudou de nome e se chama Ansar al-Sharia (em quase todos o lugares onde a Al-Qaeda atuava, não existe mais a “Al-Qaeda”; seus membros mudaram o nome da organização para Ansar al-Sharia, como foi o caso no Iemen. Só no Afganistão é que ainda se chama por “Al-Qaeda”. No Magrebe, ainda existe a “Al-Qaeda no Magrebe Islâmico” devido às disputas entre os islamistas argelinos, marroquinos e tunisianos contra seus congêneres árabes e líbios, lembrando que os líbios são praticamente árabes).
    Não contente com isso, Obama, por meio do embaixador Christopher Stevens – que era o grande responsável pelos contatos do governo Obama com os islamistas de Benghazi desde o começo da guerra civil líbia de 2011 -, negociava o envio de armas para ajudar os outros terroristas islamistas em atuação na Síria.
    O embaixador Stevens acabou se tornando vítima das próprias cobras que ajudara a criar e se fortalecer, esquecendo-se que a “gratidão” islamista é bem pequena. Veja o caso da Arábia Saudita, o maior financiador e apoiador do terrorismo islamista mundial. Por mais dinheiro, armas e apoio diplomático que o governo saudita dê aos grupos terroristas islamistas (alguns por baixo dos panos, outros, às claras, como no caso da Síria), muitos islamistas querem explodir umas bombinhas contra a “famiglia” dos mafiosos sauditas, por entenderem ser um insulto a presença de soldados americanos em bases militares nas terras de Maomé.
    O embaixador Stevens pensou que os terroristas islamistas se encantariam pelos seus belos olhos azuis (ele tinha mesmo esses olhos), mas descobriu que estava errado… e pagou com a vida.

  • jorji

    -

    17/5/2013 às 17:28

    Aí o mundo vai tremer!

  • jorji

    -

    17/5/2013 às 17:27

    No dia em que Irã tiver suas bombas atômicas…………

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados