Blogs e Colunistas

17/05/2013

às 6:00 \ Benghazi, Escândalos, Líbia, Obama

Atrás da fachada, o grande escândalo líbio de Obama

Milícias no cerco de ministérios em Trípoli

Na trindade de escândalos que assolam o governo Obama, o primeiro foi Benghazi, o caso do ataque terrorista em 11 de setembro de 2012 à missão diplomática na cidade líbia que resultou na morte do embaixador americano e mais três pessoas. Benghazi explodiu na campanha eleitoral do ano passado e continua sendo o mais convoluto, com o governo minimizando o impacto e os republicanos maximizando. Os outros escândalos são o grampeamento de telefones de jornalistas da agência AP e o alvejamento pela receita federal de grupos conservadores para o escrutínio de mais calibre.

O debate sobre a resposta do governo é extremamente legítimo (tanto na questão da falta de segurança em uma missão diplomática num lugar tão barra pesada, como no contorcionismo retórico do governo para explicar o que aconteceu, no calor de uma campanha eleitoral). Sorry pelo trocadilho, mas neste escândalo há mais fumaça do que fogo.

No entanto, há um escândalo político mais amplo no contexto líbio. Eu pessoalmente fui a favor da intervenção ocidental na Líbia em 2011, que culminou na queda e morte selvagem do ditador Muamar Khadafi. O escândalo está no day after. Está na falta de zelo do governo Obama para contribuir de forma resoluta na reconstrução da Líbia.

Até hoje, o governo de plantão em Trípoli carece de condições para controlar o país, onde pipocam milícias. Grupos rebeldes continuam armados, em aberto desafio ao estado. O Parlamento se submeteu a bandoleiros que tinham cercado os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, exigindo legislação que negasse emprego público a quem tivera alta posição no governo de Khadafi, que ficou quatro décadas no poder.

Destruir um regime infame é apenas a primeira fase (e alguns infames, como o de Bashar Assad, são duros e muito atrozes na queda), numa longa marcha de reconstrução. Obama nunca foi chegado em intervenções humanitárias e seu projeto estratégico é contrair a presença americana no Oriente Médio. A Líbia foi um acidente de percurso nesta trajetória, aconteceu e exigia responsabilidade. Mas contribuir para a estabilização de um país custa caro e leva tempo.

Max Boot, um dos meus estrategistas conservadores favoritos, vai no ponto. Tomado pela “síndrome do Iraque”, Obama sempre considerou o esforço para estabilizar a Líbia como o primeiro passo para um atoleiro e não para a redenção de um país. Seu governo deixou a Líbia na mão. E aqui os republicanos não pegam no pé de Obama, pois a base do partido é avessa ao conceito de “nation building”. Eles preferem ficar na fachada do problema, que é Benghazi.

Na paráfrase da música, a pergunta para Obama é: se foi só para desfazer, por que é que foi?

***
E vamos de colher de chá para o certeiro Henrique (dia 17, 11:23).  E uma colher de chá de fim de semana para a Rubia (dia 19, 19:46).

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136 Comentários

  1. Carlos

    -

    19/05/2013 às 22:19

    Caio
    Não sei se será pauta do Manhattan Connection de hoje o escândalo político fiscal no governo Obama – deveria ser – porém depois que vi o tema ‘pênis flácido’ ser tema(por dois programas seguidos) e não os 340.000 mil pessoas contra o casamento gay em Paris fiquei um pouco apreensivo, já que assisto o programa desde 1994 e creio que isso deveria ter sido comentado. Um abraço!
    Caro Carlos, como fiel espectador, voce deveria saber que a pauta do programa nunca é flacida, abs,Caio

  2. Joao Felipe

    -

    19/05/2013 às 20:50

    O caso Bengazi pode mesmo virar fogo de palha. Parece que jornlista da ABC que acusou a Casa Branca de ter manipulado as informações no dia do atentado foi desmentido por outro jornalista (esse da CNN) e já admitiu o erro.
    Verdade isso Caio?
    Correto, abs, Caio
    http://politicalticker.blogs.cnn.com/2013/05/19/abcs-jonathan-karl-to-cnn-i-regret-the-email-was-quoted-incorrectly/comment-page-1/

  3. carlos cezar

    -

    19/05/2013 às 20:13

    “Aposto que o nivel de aprovacao do Obama continua o mesmo.”
    Apostou certíssimo, rubia. 53%, ou seja, a maioria. Em 2007, o invasor tinha 29% de aprovação. Vamos ver quanto terá Obama em 2015 (tempo proporcional de governo).

  4. rubia kapusta

    -

    19/05/2013 às 19:46

    Na minha opiniao acho que os americanos estao mesmo se lixando para todos esses escandalos. Bengazi quem nao sabe o que aconteceu nao quer procurar saber, quem prestou mais atencao acha mesmo que durante a eleicao tudo foi mesmo um cover up e agora ele foi re-eleito e como a Hillary mesmo disse o que importa o que aconteceu agora que 4 americanos ja morreram, essa da escuta telefonica, desde do 11 de setembro o povo sabe mesmo que o governo espiona todo mundo mesmo, e o negocio do IRS, esse mexe mais um pouco porque pode atingir qualquer um de nos dependendo de quem esta no poder.
    E sua historia da Libia, mais uma para o governo Obama. Ele so esta se saindo bem porque o povo nao esta indignado com tudo isso. Nao tem a pressao popular para fazer o Obama sair da presidencia.
    Aposto que o nivel de aprovacao do Obama continua o mesmo, a nao ser que algo muito direto ligando o Obama a alguma coisa, um email um telefonema, um memorando.. que mostre uma grande mentira mas nao vai acontecer porque ele e muito bom politico, profissional.
    Oi Rubia,gostei da franqueza e do tom direto do comentario, colher de chá, valeu, abs, Caio
    PS- para quem nao sabe, a Rubia é uma das leitores da coluna que vive nos EUA.

  5. maisvalia

    -

    19/05/2013 às 18:53

    carlos cezar – 19/05/2013 às 16:47
    “Pesquisa mostra aprovação de Obama inalterada, apesar de escândalos.”
    Parece que o eleitor americano está sabendo separar o joio do trigo.
    -
    Essa é boa, pois a popularidade do enganador é igual a da geni, hehehehe

  6. Marcel

    -

    19/05/2013 às 18:26

    E não tem jeito, a “aliviação” de barra continua….

  7. Márcia Costa

    -

    19/05/2013 às 16:49

    I’m looking forward, valeu.
    Abs.

  8. carlos cezar

    -

    19/05/2013 às 16:47

    “Pesquisa mostra aprovação de Obama inalterada, apesar de escândalos.”
    Parece que o eleitor americano está sabendo separar o joio do trigo.

  9. Márcia Costa

    -

    19/05/2013 às 16:19

    Caio, concordo que é espinhosa a contradição de se reclamar de discriminação na receita mas não nos aeroportos. Mas é preciso uma saída mais digna para o Obama, porque argumentar só falando em hiprocrisia não vai melhorar em nada a barra do governo, às vistas da sociedade eem geral, não só dessa gente jeca e careta, hahahah
    Abs. e até mais tarde, rs.
    Concordo, Marcia,e especialmente no caso do governo Obama que considera o governo um “bem positivo”, hehehe, a tendencia é de instrusao. O que me impressiona no caso do Obama é a disparidade entre a promessa de transparencia e seu carater secretivo. Mais na coluna de segunda, (nada como um teaser, como se diz em televisao), abs, Caio

  10. Marcel

    -

    19/05/2013 às 14:54

    Me parece que ha um esfor”c”o da midia para dizer “calma gente, Obama eh mediocre, mas nao como os conservadores falam”

  11. Henrique

    -

    19/05/2013 às 14:21

    Caio, valeu pelos artigos – vou dar uma lida neles. Quanto ao texto da Peggy, sem dúvida há trechos hiperbólicos, a começar da primeira frase, sentenciando o caso como o mais grave escândalo desde Watergate – o episódio aina demanda uma apuração mais profunda, de preferência por comissões independentes do governo. Mas achei que na maior parte do artigo ela foi no aspecto intrínseco da questão, em especial quando ela se refere diretamente ao presidente e o clima político estabelecido pela sua administração – nesse ponto, diante do que foi até aqui divulgado, compartilho a impressão dela.
    .
    A president sets a mood, a tone. He establishes an atmosphere. If he is arrogant, arrogance spreads. If he is too partisan, too disrespecting of political adversaries, that spreads too. Presidents always undo themselves and then blame it on the third guy in the last row in the sleepy agency across town.

  12. maisvalia

    -

    19/05/2013 às 13:19

    A invasão do Iraque foi fruto da ganância, da cobiça e do desrespeito aos direitos humanos.
    ESSA É SUA OPINIÃO, QUE COMO ALGUÉM JÁ DISSE É QUE NEM C., CADA UM TEM DIREITO A UM.

  13. maisvalia

    -

    19/05/2013 às 13:17

    olha sinceramente este é um assunto tao espinhoso,nestas horas mantenho uma posicao agnostica na controversia, para sentir o quao fundo é o buraco e quem cava mais, uma semana de escandalo (ou pseudo escandalo, como fazem spin os defensores do Obama), e eu já pirei com tanta informacao, contra informacao e desinformacao de todos os lados, heheeh abs, Caio
    -
    Decifrando a novilingua, tudo acima significa:
    OBAMETES EM POLVOROSA, POIS O MESSIAS É FAKE, MENTIROSO, AGORA ÇABIO DO NADA SEI E MEDIOCRE.
    Meu caro, recomendo a leitura do material citado no comentario ao Henrique, ao inves de tanta polvorosa retorica, abs, Caio

  14. carlos cezar

    -

    19/05/2013 às 13:13

    Não venha com conversa mole. Os responsáveis pelas torres estavam no Afeganistão. Nada a ver com o Iraque, já foi provado e comprovado. A invasão do Iraque foi fruto da ganância, da cobiça e do desrespeito aos direitos humanos.

  15. maisvalia

    -

    19/05/2013 às 13:08

    carlos cezar – 19/05/2013 às 12:22
    -
    CCM.
    Quantas torreas gemeas foram destruidas na atual gestão?

  16. carlos cezar

    -

    19/05/2013 às 12:22

    maisvalia, a maior imprensa chapa branca de todos os tempos é aquela que apoio a invasão do Iraque, que mentiu e se degenerou ao compactuar com a morte de milhares de inocentes e fez vista grossa para os interesses econômicos e financeiros que havia por trás da invasão. Aquilo, sim, foi um crime contra a humanidade que a imprensa chapa branca sustentou dando risada. O que acontece hoje nos Estados Unidos é numa escala infinitamente menor, envolvendo intrigas e perseguições políticas internas, de todos os lados, mas sem produzir centenas de milhares de mortos e milhões de órfãos e refugiados em outros países. Os republicanos precisam criar vergonha na cara e assumir o crime que praticaram. É gostoso destruir o país dos outros e deixar que “os outros” se danem depois, né, como se nem nada. Se a maioria dos governos é leviana, corrupta e criminosa, o bushismo foi muito mais, pois gerou milhõs de prejudicados num país que nada tinha a ver com os problemas americanos. Diante do diabólico bushismo, o obamismo é só um jardim da infância.

  17. Henrique

    -

    19/05/2013 às 12:10

    maisvalia – 19/05/2013 às 11:02
    .
    Maisvalia, na minha opinião o WSJ ainda se salva – a Peggy Noonan vem sendo bastante precisa sobre essas últimas barbeiragens do Obama.
    http://online.wsj.com/article/SB10001424127887323582904578487460479247792.html?mod=WSJ_article_comments#articleTabs%3Darticle
    Henrique, a coluna da Peggy esta sendo dissecada por todos os lados. Agora ha pouco no programa Meet the Press, na TV NBC, ela simplesmente nao respondeu quando questionada pelo ancora, como ela nao mencionou o escandalo Iran-Contras, no govenro Reagan, do qual ela foi assessora-chave, na sua coluna no WSJ. O final do artigo foi simplesmente tripudiado na sua referencia a conservadores sendo auditados pela receita.Leia o link, que postei num comentario abaixo ao Marcio Silva, do The New Republic. Ha uma coluna a respeito do NYT do Nate Silver sobre isto, depois acrescento como link, olha sinceramente este é um assunto tao espinhoso,nestas horas mantenho uma posicao agnostica na controversia, para sentir o quao fundo é o buraco e quem cava mais, uma semana de escandalo (ou pseudo escandalo, como fazem spin os defensores do Obama), e eu já pirei com tanta informacao, contra informacao e desinformacao de todos os lados, heheeh abs, Caio
    http://www.cjr.org/the_audit/peggy_noonan_loses_it_on_the_i.php?page=all

    http://fivethirtyeight.blogs.nytimes.com/2013/05/17/new-audit-allegations-show-flawed-statistical-thinking/

  18. maisvalia

    -

    19/05/2013 às 11:02

    Três casos abalam credibilidade de Obama
    Perseguição fiscal a membros do Tea Party, vigilância de telefones da ‘AP’ e ecos de Benghazi embaraçam Casa Branca
    DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON – O Estado de S.Paulo

    …As comparações com o Watergate, que culminou com a renúncia de Richard Nixon, em 1974, são exageradas. Mas congressistas republicanos acusam o governo Obama de ser “arrogante”, de “mentir”, “perseguir a oposição” e “atentar contra a liberdade de imprensa”. Parte dos meios de comunicação, antes generosa com Obama, mudou de tom…
    DENISE, UMA OBAMISTA DE PRIMEIRA HORA, CHAMA DE GENEROSIDADE O QUE É A MAIOR IMPRENSA CHAPA BRANCA DE TODOS OS TEMPOS , QUE ACEITA TUDO E ABAFA TUDO DE UM PRESIDENTE MEDÍOCRE.
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tres-casos-abalam–credibilidade-de-obama-,1033237,0.htm
    UM ESPANTO!

  19. Marcio Silva

    -

    19/05/2013 às 0:09

    Caio, é obvio que quando um jornalista trazem à tona fatos, eles geram outros fatos, portando revela-los ou omitir-los é a essência do poder da mídia em controlar ou não a massa. A decisão de abafar e de controlar a informação por motivos politicos ou por qualquer outro motivo é a prova de que quiseram controlar a massa. Mil justificativas não podem justificar o fato de agiram obscuramente contra aquilo que defendem nos jornais, a verdade dos fatos.

  20. Marcio Silva

    -

    18/05/2013 às 22:17

    A operação abafa por parte dos jornais americanos e a postura de jornalistas que como você Caio, se fizeram de cegos na epoca do ocorrido em Bengazi querendo botar a culpa no filminho e não no governo, foi decisiva na campanha do Obama… No mínimo vcs que negavam a omissao do governo obama devem aos leitores uma “mea culpa” por ter interferido diretamente no caso mudando o curso da eleição nos EUA.
    Um subproduto desta situacao sera o reforço de polarizacao e paranoias de todos os lados. Digamos que investigacoes nao resultem em conclusoes esperadas por alguns setores, ou seja, que nao existe um Watergate ou algo sinistro, mas mais incompetencia burocratica e inercia do govenno Obama, nada disso ira satisfazer estes setores, que com mais intensidade vai atribuir responsabilidade a uma imprensa cumplice do governo e este tipo de coisa. Benghazi ao contrario do escandalo da receita federal, nao parece ter muito “perna”, como se diz em ingles, para ir diante, provavelmente em breve deve voltar ao seu devido lugar, a bolha da Fox News, Beck, Limbaugh, etc, abs, Caio
    PS _Mais como exercicio intelectual recomendo a leitura aos leitores desta diatribe da “liberal” revista The New Republic, abs, Caio
    http://www.newrepublic.com/article/113217/irs-tea-party-scandal-conservative-political-correctness-action

  21. P Faustini

    -

    18/05/2013 às 21:34

    O ocidente não aprende, o islã quase nos destruiu no seculo VIII, dominou a peninsula Iberica e chegou às portas da França , sem contar o sul da Italia, no seculo XVII quase tomou Viena, no fundo ,só esperam uma oportunidade para voltar,sua unica razão de existir é tentar destruir a cristandad; como eles ensinam, cortar a garganta dos infiéis , e nós somos os infiéis, o resto é conversa politicamente correta

  22. Lord keynes do sec xxi

    -

    18/05/2013 às 21:02

    Obama mostra seu acurado tino politico deixando os estados unidos fora da líbia,síria,mali e congêneres.
    Quanto aos outros pseudo escandalos,só se obama fosse onisciente para cuidar de eventuais bobagens cometidas nos escalões inferiores,nenhum presidente tem controle sobre isso

  23. maisvalia

    -

    18/05/2013 às 19:59

    J.R.Monteiro – 18/05/2013 às 16:18
    -
    Seu comentário foi insular, hehehehehh

  24. carlos cezar

    -

    18/05/2013 às 18:28

    Mais um apoio para Israel/Palestina —–
    O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, disse neste sábado que seu país estava preparado para ajudar a criar as condições para uma retomada das conversas de paz entre Israel e os palestinos. Westerwelle, em visita de dois dias a Israel e a territórios palestinos, foi citado por comunicado do Ministério das Relações Exteriores dizendo que “a Alemanha está pronta para ajudar a criar um ambiente de confiança” que permitiria que as negociações fossem retomadas. “O fato mais importante é que negociações diretas entre Israel e os palestinos possam voltar a acontecer”, afirmou Westerwelle, que se encontrou com o premiê palestino, Salam Fayyad, em Ramallah. O ministro alemão também ressaltou a importância de um desfecho pacífico do desenvolvimento econômico nos territórios palestinos.
    Estadão 18/5

  25. carlos cezar

    -

    18/05/2013 às 18:24

    Bom comentário do J.R.M. Acredito que Obama não deva se envolver militarmente na confusão de outros países. Nem por isso os Estados Unidos deixarão de ser o grande país que são. (O patetismo dos bushistas, realmente, é execrável.)

  26. J.R.Monteiro

    -

    18/05/2013 às 16:18

    Com a diminuição crescente da dependência do petroleo Islãmico, a America deve afastar-se dos conflitos que pipocam por todo OM. Essa carnificinia tende a piorar, muito antes de melhorar.
    Não acho o Obama uma maravilha, apesar de ter votado nele por exclusão, mas concordo na sua relutância em se meter num saco de gatos, sem ter uma idéia clara quais são os gatos minimamente do nosso lado.
    Noto claramente por aqui uma repulsa em deixar nosso dinheiro dos impostos, ser queimado numa aventura que só beneficiaria, se bem sucedida, às causas humanistrias pontuais. O Obama é presidente da America, não presidente Mundial.
    A America só tem a perder e nada aganhar, nem o reconhecimento dos envolvidos e nem mesmo dos beneficiados, que logo se poriam a gritar, Yankees Go Home!
    A Russia e a China, não podendo enfrentar a America convencionalmente, nem comercialmente, estimulam, via interposta região, essas barbaries, torcendo para que entremos nessa luta sem vencedores, como o pateta do Bush, o fez.
    É mais prático, e mais barato armar Israel e deixar que eles tomem conta do pedaço, pois competência, eles tem de sobra.
    Que a lição do Iraque, Afaganistão e Libia tenha sido aprendida. Atualmente, o Império carece dos meios para ser Imperial.

  27. Nelson

    -

    18/05/2013 às 15:09

    Yes we scan das 20:02. Beleza!
    Hitler do arbeit parti – democratas da alemanha – foi cotado para o Nobel da Paz!
    Publicado com fins caricaturais/educacionais. Caio

  28. Nelson

    -

    18/05/2013 às 15:05

    Engraçado lá atrás o Glen Beck, já previa o que ia acontecer! Mas como parece que ele é branco, mórmon, de direita, aí é irrelevante!

  29. O Conservador

    -

    18/05/2013 às 13:17

    Obama só saiu do Iraque porquê quem deu os termos da saída foi o presidente do Iraque,pois se dependesse do governo Obama,eles deixariam firmas de segurança lá ou deixaria o Iraque como uma base militar ad eternum americana a exemplo do Afeganistão.E os americanos agora desestabilizam o governo iraquiano a exemplo do que ocorre na Síria.

  30. carlos cezar

    -

    18/05/2013 às 10:19

    A grande mágoa dos conservadores é não poderem ver os republicanos invadindo outros países, como fizeram com o Iraque. Não é o caso do Caio e de alguns outros jornalistas, mas há muita gente babando de vontade de assistir um ataque ao Irã, por exemplo. Mas o Obama prefere a linha diplomática, que é mais interessante para o mundo. Quanto aos escândalos internos, todo mundo tem problemas. Que os Estados Unidos resolvam os seus – que não são menores nem maiores que os de outros países.

  31. maisvalia

    -

    18/05/2013 às 10:15

    Joao Felipe – 18/05/2013 às 9:51
    Faço minha as palavras do Ricardo Platero, outro dia.
    Esse artigo do RA reflete mais as opiniões dele sobre o Obama do que os fatos em si.
    -
    A Veja subiu de preço esta semana, foi a 10,90 real hehehe.
    Faça um esforço, compre-a, e leia a matéria do Andre Petry.
    Assim pode ser que você entenda um pouco mais do jeito autoritário e agora çabio do 44 e seu desgoverno do reino do nada sei.

  32. Joao Felipe

    -

    18/05/2013 às 9:51

    Faço minha as palavras do Ricardo Platero, outro dia.
    Esse artigo do RA reflete mais as opiniões dele sobre o Obama do que os fatos em si.

  33. maisvalia

    -

    18/05/2013 às 7:53

    Volto a hoje e encerro
    O governo Obama tentou, isto é inegável, usar o aparato do estado para intimidar a oposição. Estivesse no poder um presidente “reacionário”, a imprensa liberal americana estaria pedindo a sua cabeça. Como se trata de Obama, já artigos na imprensa americana afirmando que os republicanos estão querendo se aproveitar do episódio para fazer política. Como se a perseguição que estava em curso não fosse um caso de política — e de polícia!

    RA

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-liberal-fascism-do-companheiro-barack-obama-ou-o-apedeuta-ilustrado-dos-americanos-tambem-tem-seus-aloprados/

  34. Ron

    -

    18/05/2013 às 7:49

    Mentir para fazer guerras não deu certo no Iraque!
    Tercerizar Guerras financiando rebeldes acabou com
    um embaixador e alguns seguranças mortos na Libia!
    Obama e os Democratas tem de vencer nas (*)argumentações
    com os governantes de outros paises caso contrario
    vão cometer o mesmo erro de Buxi e pode ficar marcado
    eternamente pela historia humana!
    Ficar quietinho parece ser uma boa politica externa no momento!
    Já errou na Libia, se comporte como um banana
    que as pessoas o mundo a vida agradecem…
    (*)Com a fatla de moral na politica externa dos EUA
    como convencer outros?

  35. Marcel

    -

    18/05/2013 às 4:07

    Caro Caio, como você bem disse, os americanos são insulares e são mesmos e também eu não vejo apenas os repúblicanos revoltados com a situação em Benghazi – apesar de que a maioria de ambos os lados mais preocupados com outros assuntos. Mas vamos aos pontos, depois de dois ataques consecutivos de terroristas o embaixador Stevens junto com quatro pessoas morrem, após o incidente várias questões são levantadas como, pq a missão diplomática foi enviada ao um país instável sem a devida segurança ? Em meio aos ataques as forças americanas na região poderiam ter agido e mudado a ordem dos acontecimentos ? E a questão principal; o que ocorreu naquela noite ? – essa dúvida pode responder a todas as outras. E foi essa a resposta que a administração sonegou do povo americano, mudando os acontecimentos por 12 vezes, mentindo inclusive para a família do embaixador, isso foi uma traição a confiança que o povo tem no governo, foi “outrage” Para um povo insular ainda mais envolvendo o seu governo, parece que o drone errou o alvo e acertou IRS – Benghazi na casa branca.

  36. Maurício

    -

    17/05/2013 às 23:46

    quanto a siria, nao a libia, acabo de ver videos da guerra civil lah. entre os gritos de allah akbar na minha humilde opiniao nao ha solucao armando os rebeldes e muito menos colocando tropas no chao.
    canibalismo eh o minimo ocorrendo lah. se a onu quiser tropas pacificadoras… loucura… mas se eu fosse o obama nao me atolaria no. impossivel. eh guerra civil, jihadista. derrubar quem ou o que? obama sabe q nao eh deus.

  37. Rodrigo

    -

    17/05/2013 às 22:19

    Vejo grande dignidade na noção de “nation building”. Infelizmente, sua defesa não é assim tão fácil, tão simples, pois se trata de intervenção em nações soberanas. Às vezes há que lamentar a complexidade do mundo.

  38. Francy Granjeiro

    -

    17/05/2013 às 21:31

    A França está “totalmente falida”, revela o ministro do Trabalho de Hollande, ou melhor, falência, europa, grécia, união europeia … O pior que “pode” acontecer é a queda desse sonho Europa.
    Países vão ter de fechar bancos na Europa
    12-05-2013 – Correio da Manhã

  39. Alan

    -

    17/05/2013 às 20:24

    À medida que o tempo passa o OM perde cada vez mais importância para o mundo não somente pelas alternativas energéticas que estão surgindo mas tambem pela insistência dos líderes muçulmanos em manter um mundo paralelo e estacionário. Desse modo lutar pela paz naquela região passa a ser umai questão secundária e sem sentido para o mundo civilizado e hoje defendo que não devemos desperdiçar recursos, materiais e hunanos e nem mesmo tempo procurando soluções para uma guerra irracional. Vamos produzir riqueza, ciencia e tecnologia e nos prepararmos para o embate final, caso seja necessário. Acho que o Obama está trilhando esse caminho, acertadamente.

  40. Yes, We Scam

    -

    17/05/2013 às 20:02

    carlos cezar-17/05/2013 às 18:36
    O presidente Obama e os democratas aprenderam a lição mais importante: não invadir. Deram uma banana ao complexo industrial-militar. A humanidade agradece.

    Você é realmente hilário.
    Não sei se te contaram, mas Obama BOMBARDEOU a Líbia, despejando toneladas de explosivos sobre o país.
    Foram centenas de “sorties” de aviões americanos.
    Sabe quanto custa a hora de vôo de um avião bombardeiro, com carga máxima e em situação de combate?
    E não sei se também te avisaram, mas as vendas de armas bateram recordes ano após ano durante os quatro anos de Obama. Dá uma consultada na Stratfor.
    Nem preciso lembrar que os fabricantes de drones nunca faturaram tanto na vida.
    Mas obamista é assim mesmo: dá um “prêmio nobel da paz” para o “messias” antes mesmo dele assumir, e dá um “prêmio nobel da guerra” (sic) para qualquer Republicano, mesmo que ele não tenha feito nada.
    Mesmo depois de quatro anos, com Obama tendo bombardeado e destruído a Líbia e estar apoiando bandos terroristas islamistas em atuação na Síria – enquanto os EUA vendem milhões em armamentos para a Arábia Saudita, Qatar e parceiros wahabistas do Golfo Pérsico, que depois enviam as armas velhas de seus estoques para abastecer os terroristas islamistas em atuação na Síria -, mesmo assim, diante do fato de que Obama não é esse “Mohendas Gandhi” (o nome verdadeiro del era Mohendas) tão sonhado, os obamistas não têm dúvidas da santidade do “ungido”.

  41. O ANTIPETRALHA

    -

    17/05/2013 às 19:54

    “Yes, We Scam – 17/05/2013 às 17:29″

    Concordo com você! A traição ao povo americano, representado pelo parlamento, foi coisa de presidente bananeiro. Pesquisei no Google e até o NYT cedeu seu espaço para um jurista de Yale denunciar a quebra da ordem jurídica no caso da Líbia:

    http://www.nytimes.com/2011/06/21/opinion/21Ackerman.html?_r=0

    Uma traição que está fomentando a instabilidade no Oriente Médio e permitindo a ascensão de grupos extremistas. Está aí a bandeira que os republicanos deveriam se aproximar: a bandeira de respeito às leis americanas. Penso que o Obama vai ter sérias dificuldades de lidar com esta pauta.

    O ANTIPETRALHA

  42. Yes, We Scam

    -

    17/05/2013 às 19:45

    jorji17/05/2013 às 17:27
    No dia em que Irã tiver suas bombas atômicas…………
    Aí o mundo vai tremer!

    O problema é que se o Iran conseguir se nuclearizar, os loucos dirigentes sauditas wahabistas vão desrespeitar todas as leis e e acordos internacionais e mandar os EUA para a @#censurado*$# e, não importa que meios tenham que usar, vão obter suas bombas atômicas também, provavelmente via contrabando das bombas atômicas paquistanesas, cujo projeto nuclear paquistânes foi financiado pelo dinheiro saudita.
    Aí, o mundo não vai tremer. Ele vai explodir mesmo. Vai ser só uma questão de tempo.
    Eu entendo que o grande medo de Israel não é tanto que o Iran tenha a sua bomba atômica, mas, o que realmente assusta os dirigentes e militares israelenses, é que o fato de o Iran conseguir sua bomba atômica leve a Arábia Saudita a também conseguir a sua “nukezinha”.
    Se isso acontecer, o Oriente Médio inteiro vai explodir, e deve levar a Ásia Central e Norte da África junto.

  43. Márcia Costa

    -

    17/05/2013 às 19:29

    Wellcome, Mestre.
    Abs.

  44. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 18:36

    O presidente Obama e os democratas aprenderam a lição mais importante: não invadir. Deram uma banana ao complexo industrial-militar. A humanidade agradece.

  45. Henrique

    -

    17/05/2013 às 18:25

    Vera Lucia, sobre a responsabilidade de Obama quanto ao cenário pouco auspicioso que se observa na esteira da Primavera, o comentário da Carmem (12:46) não poderia ser mais preciso.

  46. O ANTIPETRALHA

    -

    17/05/2013 às 18:10

    Podem acusar o Carlos Cezar do que for, mas ele é muito coerente com seus propósitos. Quanto mais comentários denunciando as misérias no Iraque, maior a chance de um desavisado tomar conhecimento delas, rs.

    O ANTIPETRALHA

  47. Márcia Costa

    -

    17/05/2013 às 17:36

    Seria demais pedir um pacto de não agressividade gratuita ao presidente em exercício nos EUA? Nessa eu concordo com o Caio, se os republicanos extrapolarem a politicagem não vai ter fim. O Obama é um pouco pequeno para o papel que os americanos e o mundo esperam dele. É o problema do espetáculo em que a política se transformou, em parte por culpa de seu marketing político que foi tão maniqueísta quanto foi o do TP, do estilo o inferno são os outros. É importante lembrar que a paz no OM é essencial para o mundo e últimos acontecimentos na região pedem prudência, seria ideal que não houvesse tanta briga em família.
    Abs.
    Marcia, aproveito este comentario como gancho para pedir um pacto de nao agressao entre leitores, sem entrar em detalhes apenas revelo que desde quinta-feira precisei censurar (e detesto fazer isto) muitos comentarios, como ha muito nao fazia, de tantos leitores, trocando insultos ou fazendo ataques pessoais. Acho chato e me sinto desrespeitado, pois faço o possivel para ler muitos comentarios e conversar. Acabo perdendo um tempao para filtrar o material e fico cansado, Faço muitas coisas profissionais e tenho uma vida pessoal, portanto gostaria de ter uma relação mais qualitativa com os leitores e nao perder tempo com picuinhas infanto-juvenis. Seria mais cômodo para mim ligar o piloto automatico e deixar rolar, mas nao é minha politica editorial, portanto, vamos comentar os temas e nao os outros leitores, grato, abs, Caio

  48. Yes, We Scam

    -

    17/05/2013 às 17:29

    O grande escândalo de Obama na Líbia não é o ataque terroristas islamista em Benghazi contra o consulado americano.
    O grande escândalo de mister Husseis Oama na Líbia foi a própria ação autocrática obâmica de declarar guerra a um país, passando por cima das prerrogativas do Congressos dos EUA.
    Isso é inconstitucional e passível de impeachment. E o Brasil cumpriu o seu papel e foi a partir da terra tupiniquim que Obama se arrostou o poder de autocrata, declarando guerra à Líbia e dando uma banana para o Congresso americano.
    O Congresso Republicano deu uma de PSDB e ignorou esse claro ato ilegal de Obama, como os moleirões do PSDB livraram Lula de qualquer responsabilidade no Mensalão, em 2005.
    Nem sequer a porcaria da autorização da ONU Obama resspeitou, pois em nenhum lugar estava escrito que ele podia ajudar os rebeldes terroristas islamistas de Benghazi a tomarem o poder.
    Para evitar um suposto “massacre”, Obama bombardeou a Líbia, destruiu sua infra-estrutura e, desde que começou a ajudar os rebeldes até o fim dos conflitos no final de 2011, morreram muito mais líbios do que tinham morrido nos meses iniciais.
    O tal “massacre inevitável” em Benghazi dificilmente mataria mais líbios do que Obama ajudou a matar.
    ..
    E tudo isso para quê?
    Para tornar a Líbia um paraíso para grupos terroristas islamistas como a Al-Qaeda – que agora mudou de nome e se chama Ansar al-Sharia (em quase todos o lugares onde a Al-Qaeda atuava, não existe mais a “Al-Qaeda”; seus membros mudaram o nome da organização para Ansar al-Sharia, como foi o caso no Iemen. Só no Afganistão é que ainda se chama por “Al-Qaeda”. No Magrebe, ainda existe a “Al-Qaeda no Magrebe Islâmico” devido às disputas entre os islamistas argelinos, marroquinos e tunisianos contra seus congêneres árabes e líbios, lembrando que os líbios são praticamente árabes).
    Não contente com isso, Obama, por meio do embaixador Christopher Stevens – que era o grande responsável pelos contatos do governo Obama com os islamistas de Benghazi desde o começo da guerra civil líbia de 2011 -, negociava o envio de armas para ajudar os outros terroristas islamistas em atuação na Síria.
    O embaixador Stevens acabou se tornando vítima das próprias cobras que ajudara a criar e se fortalecer, esquecendo-se que a “gratidão” islamista é bem pequena. Veja o caso da Arábia Saudita, o maior financiador e apoiador do terrorismo islamista mundial. Por mais dinheiro, armas e apoio diplomático que o governo saudita dê aos grupos terroristas islamistas (alguns por baixo dos panos, outros, às claras, como no caso da Síria), muitos islamistas querem explodir umas bombinhas contra a “famiglia” dos mafiosos sauditas, por entenderem ser um insulto a presença de soldados americanos em bases militares nas terras de Maomé.
    O embaixador Stevens pensou que os terroristas islamistas se encantariam pelos seus belos olhos azuis (ele tinha mesmo esses olhos), mas descobriu que estava errado… e pagou com a vida.

  49. jorji

    -

    17/05/2013 às 17:28

    Aí o mundo vai tremer!

  50. jorji

    -

    17/05/2013 às 17:27

    No dia em que Irã tiver suas bombas atômicas…………

  51. Julio

    -

    17/05/2013 às 16:50

    Vamos intervir na Casa Branca, basta de Obama.

  52. Zé Mané

    -

    17/05/2013 às 16:44

    Coitado do Obama. Se vai, é criticado, se fica é criticado. O que querem do homem?

  53. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 16:35

    Hahahahahaha, não sei se viram, mas a charge que o Pedro mandou tá impagável!
    http://tinyurl.com/ganguebush

  54. Vera Lucia

    -

    17/05/2013 às 16:33

    Ah, Henrique, grande merecedor de colheres de chá, discordo, sorry.
    Voce deveria olhar mais atentamente as consequências de anos de política externa desastrada dos EUA para depois verificar se deve ou não debitar na conta de Obama.

  55. Carmem

    -

    17/05/2013 às 16:22

    Olha o q o canibal rebelde da Síria disse sobre o vídeo.
    Ele pode ser selvagem mas não é doido.
    .
    Rebelde que mordeu coração se diz pronto para julgamento na Síria
    .
    RIO – Depois de chocar o mundo ao aparecer em um vídeo onde retirava – e comia – o coração de um adversário morto, o rebelde sírio Khalid al-Hamad gravou uma nova mensagem para explicar o ato de canibalismo. O comandante da chamada Brigada Omar al-Farouq, atuante na região de Homs, se disse pronto para ser julgado por crimes de guerra. Mas com uma condição: a de que os milicianos do regime de Bashar al-Assad também enfrentem a Justiça internacional.

    - Estou disposto a enfrentar um tribunal pelas minhas ações se Bashar e os milicianos shabiha forem julgados pelas atrocidades deles – declarou o rebelde, conhecido pelo nome de guerra Abu Sakkar.

    Depois de recitar uma oração, ele fez, ainda, uma advertência:

    - Minha mensagem ao mundo é a de que se o banho de sangue não parar, toda a Síria vai se transformar em Abu Sakkar.

    Quando questionado sobre o que o motivou o ato de canibalismo diante de um adversário já morto, o rebelde justificou:

    - Nos telefones celulares deles havia vídeos mostrando como estupraram mulheres, mataram crianças, queimaram corpos, cortaram a mão de um homem vivo e torturaram outro, antes de executá-lo. Nenhum sírio livre vai conseguir se controlar enquanto assistir a essas atrocidades.

    Abu Sakkar parece ainda estar no campo de batalha. O câmera perguntou-lhe, então, se ele continuaria lutando depois de toda a polêmica envolvendo o vídeo. E a resposta foi direta:

    - Vou lutar até a morte. É vitória ou martírio.
    .
    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/rebelde-que-mordeu-coracao-se-diz-pronto-para-julgamento-na-siria-8422133#ixzz2TZzmNEe9
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  56. Pedro Bouvetiano

    -

    17/05/2013 às 15:55

    “carlos cezar – 17/05/2013 às 14:32
    [...] Mas os novatos precisam conhecer a verdade.”
    .
    Santa prepotencia, Batman!

  57. Henrique

    -

    17/05/2013 às 14:53

    Valeu, Caio!
    PS: Vera Lucia, acho que em nenhum momento os EUA acreditaram ter “vencido” plenamente a guerra, mesmo após a morte de Bin Laden; o que há é uma política desastrada para a região em curso, em particular após o advento da Primavera – e é na conta de Obama, principalmente, que isso deve ser debitado.
    PS2: valeu, Carmem; excelente o seu comentário e também tem minha colher de chá!
    Welcome, abs, Caio

  58. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 14:42

    Aos que não entendem o que é um protesto, ou qual é a finalidade de um protesto. Jamais deverá haver outro Iraque, assim como jamais os judeus irão querer uma outra tentativa de extermínio de seu povo. E por isso eles não se cansam de repetir a todo momento, em todos os lugares, a tragédia na WWII. Esse é o objetivo do protesto. No caso do Iraque, é evitar que surja um novo Iraque. É uma tentativa de evitar que surjam novos assassinos que queiram invadir o Irã, por exemplo, ou qualquer outro país, com base em mentiras e conversa fiada. A humanidade precisa estar atenta a esse tipo de discurso enganador.

  59. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 14:32

    Alan, há casos em que é preciso repetir, como eu disse num comentário às 14h21. Muita gente ainda não entende o Iraque. Aos que sabem o que aconteceu lá, não leiam meus comentários. Mas os novatos precisam conhecer a verdade. Há muita gente que ainda não considera o Iraque um crime contra a humanidade. Isso precisa mudar. A carava passa, os cães ladram, eu sei, mas esse é um preço a pagar por estarmos vigilantes.

  60. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 14:26

    “Tá na hora de cair a ficha, o obvio ululante grita que a estabilidade no planeta é de longe o melhor panorama para realizar negocios, ganhar dinheiro e cuidar de problemas reais, as ideologias ( meias verdades) vem perdendo força, basta observar o pragmatismo atual de Russia e China, ex-comedores de criancinhas. Todos esses conflitos são na verdade o resultado de um tremendo mal entendido a ser desembaraçado, a Europa que o diga.”
    Boa, Rogério. Assino embaixo.

  61. jorji

    -

    17/05/2013 às 14:22

    Os comentários de que os atentados terroristas ameaçam a segurança mundial é exagerado demais, mas o islamismo é uma ameaça real para o mundo ocidental é fato!

  62. Márcia Costa

    -

    17/05/2013 às 14:20

    Ótimo artigo em complemento ao de ontem, Caio. Os dilemas permanecem e as certezas também, pelo que vi na mandala diária de comentários. Henrique o disse bem, o OM em chamas e os dem e os rep em guerra, a politicagem vence em ambos os lados. Falta de espírito público ou o Obama plantou sementes importadas da AL?
    Carmem, esse link que vc mandou era exatamente o que eu queria saber. Valeu, abs.

  63. Ícaro sem penas

    -

    17/05/2013 às 14:15

    Ah Caio, Caio…abraços mil…
    I

  64. José do Norte

    -

    17/05/2013 às 14:15

    Caio,

    A realidade é o maior depurador do wishfuk thinking.

  65. jorji

    -

    17/05/2013 às 14:12

    “Você cria regimes sólidos e bons aliados quando eles comungam seus valores, basta ver EUA/Europa, EUA/Canada”, e também com nações que não comungam valores ocidentais/cristãos, como os EUA/Japão, EUA/Coréia do Sul,um dos maiores obstáculos para os EUA se darem bem com os países do Oriente Médio é o apoio irrestrito dos EUA a Israel, entre outros fatores.

  66. Ícaro sem penas

    -

    17/05/2013 às 14:05

    As alegações republicanas são de que o governo demorou para assumir que fora um ataque terrorista (e não um protesto espontâneo) e que fez o que pôde para ocultar isto da opinião pública para conquistar dividendos políticos e eleitorais.

    A credibilidade do governo Obama está manchada. De fato, ele fez o que pôde para minimizar Benghazi na campanha eleitoral de 2012. Mas a politização da tragédia também ocorre do lado republicano. Tudo é feito para maximizar esta tragédia, já de olho na campanha eleitoral de 2016, e manchar a imagem de Hillary Clinton, que poderá ser a candidata democrata.

    Benghazi e suas ramificações cada vez mais intrincadas, de primavera a primavera.

    A fonte é confiável…I
    De novo, meu caro, onde esta a mentira?Existe “spin” politico, nao gosto de voltar ao assunto, mas compare Benghazi com a “apimentacao” das evidencias sobre as armas de destruicao em massa do Saddam Hussein no governo Bush, abs, Caio, fonte (supostamente) confiavel), hehehe

  67. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 14:02

    “Ronaldo, como assim “nem eu”? Vá pesquisar a coluna desde o início e veja quem inventou essa onda de enviar dez, vinte ou trinta comentários, em pouco tempo, há mais de dois anos.”
    .
    Justamente! Eu tomo chá de simancol, coisa que você deveria experimentar. Diferente de você eu reconheço que muitas vezes envio muitos comentários, mas pelo menos não é prazer uma pregação monotemática. Que obsessão com “bushismo”, isso só pode ser caso psiquiátrico, eu hein?

  68. Rogério

    -

    17/05/2013 às 13:51

    “Até hoje, o governo de plantão em Trípoli carece de condições para controlar o país, onde pipocam milícias. Grupos rebeldes continuam armados, em aberto desafio ao estado.”

    Caio, são circunstâncias favoráveis para o surgimento de líderes autoritários, o medo sempre procura uma tábua de salvação, a democracia vai ter que esperar um pouco até que a situação se estabilize.
    Mas veja como o mundo mudou em pouco tempo os acontecimentos se alteram não mais em décadas, mas em anos e meses, , os EUA agora intervem de forma indireta, o mundo critica a falta de ajuda humanitária e cobra a reconstrução de países desconstruidos, nos EUA um presidente reeleito Nobel da paz aposenta o big stick e nesse momento temos até a Rússia indicando querer uma solução via ONU do conflito na Síria. É preciso também ver o lado bom, afinal hoje é sexta feira hehehehe.
    Bom comentario, caro Rogerio, abs, Caio, sempre em busca do lado bom da vida.

  69. Rogério

    -

    17/05/2013 às 13:48

    “de que adianta uma oposição que apenas critica e não aponta soluções?”

    Merecida colher de chá, parece que ninguém sabe o que fazer no Oriente médio, nem Obama, a oposição, até mesmo o Caio e o Chacra estão em dúvida hehehe.

    Mas pode ser que não fazer nada enquanto não houver um real envolvimento dos participantes da ONU seja melhor. Já passou da hora de os problemas globalizados serem tratados como tais, quando já há uma pauta universal dos direitos do homem em paralelo às questões geopolíticas e economicas de sempre podemos projetar tendencias e inferir o que virá. Tá na hora de cair a ficha, o obvio ululante grita que a estabilidade no planeta é de longe o melhor panorama para realizar negocios, ganhar dinheiro e cuidar de problemas reais, as ideologias ( meias verdades) vem perderam força, basta observar o pragmatismo atual de Russia e China ex-comedores de criancinhas. Todos esses conflitos são na verdade o resultado de um tremendo mal entendido a ser desembaraçado, a Europa que o diga.

  70. Carmem

    -

    17/05/2013 às 13:46

    tks MV!
    E parabén Henrique, so vi agora!
    abs

  71. Marcel

    -

    17/05/2013 às 13:36

    carlos cezar – 17/05/2013 às 12:42
    Para para, chega de tapar o sol com uma peneira, Obama não é o ungido nem rei nem nada, é apenas um presidente falho, admita e para com essa doentia mania de reviver comentários do tempo da carroxinha. Iraque já era, as tropas já estão saindo, the war is over, e ninguém irá adotar os “milhões de orfãos iraquianos” e ninguém será marido novamente das viúvas iraquianas. Até o mais fanático repúblicano já admitiu que a guerra foi um erro, caí na real.
    Bom comentario, Marcel, let’s move on, abs, Caio
    PS- as tropas ja sairam.

  72. Carmem

    -

    17/05/2013 às 13:26

    Para quem tiver curiosidade de saber quem são os grupos rebeldes na Síria, e pq aquilo virou um saco de gatos, a Economist fez uma tabela de quem é quem.
    http://www.economist.com/blogs/graphicdetail/2013/05/daily-chart-12
    .
    Imagino o desespero de Obama ao olhar uma tabela dessas hehehe
    Não é fácil não, realmente diante disso, “give war a chance” parece uma ideia bem razoável..
    abs

  73. maisvalia

    -

    17/05/2013 às 13:25

    E vamos de colher de chá para o certeiro Henrique (dia 17, 11:23).
    -
    O complemento da cumpanheira Carmem ao bom comentário do Henrique merece minha colher de chá do b.

  74. Ícaro sem penas

    -

    17/05/2013 às 13:23

    Benghazi, relativizar com outras crises é tirar o foco do mesmo. Ataques a embaixadas existirão sempre. Mentir sobre o ocorrido é que se discute, se contesta, se cobra. O mais surpreendente nesses tripticos escandalos do governo Obama é que os republicanos reclamavam com razão, sabe-se agora. Mais impressionate ainda é a repercussão na imprensa extrangeira. Obama, vejam só, é criticado. Duramente. Tanto a direita quando a esquerda. No El Pais já se fala em herança maldita pior que Bush…quem pderia acreditar nisso apenas alguns meses atrás? Acabou a santidade que blindava o primeiro presidente negro dos EUA, acabou o silencio que acompanhou a outorga de um Nobel da Paz a quem fez nada por isso a não ser o fato de ser o primeiro etc .. etc… Tudo isso vai passar. Um batalhão já marqueteiros se movimenta freneticamente no sentido de criar uma agenda positiva para o presidente. Vai passar. Mas nada será como antigamente. Obama já não está em um altar a jogar beijos e flores para um mundo de seguidores fiéis e encantados. A realidade de um governo paquidermico permeados de setores maliciosos e extremistas no santo combate contra o dragão da maldade dos inimigos da patria – os republicanos – se incumbiu de jogar três tomates em sua marcha a caminho da posteridade. E ele, distraido com sua própria fulgurancia e onipotência pisou em todos, uma a um.
    I
    Meu caro Icaro, estou meio enrolado, mas curiosidade: onde esta a mentira em Benghazi, onde esta the smoking gun? Abs, Caio
    Joe Klein, Time magazine:
    Benghazi is a scam, not a scandal. It began as a political ploy during the 2012 presidential campaign. Republicans tried to pin a cover-up on the President. He’d been saying that al-Qaeda had been largely dismantled on his watch; the attack on the Benghazi consulate and CIA station by a local wannabe militia proved al-Qaeda was still a threat–and the Administration wanted to hide that fact. Except it didn’t, really. The President called the Benghazi tragedy an “act of terror” the day after it happened. Al-Qaeda involvement was acknowledged three days after U.N. Ambassador Susan Rice read her famous, cautious, massaged talking points on the Sunday interview shows. As the President said, “Who executes some sort of cover-up … for three days?” The scuffle between the CIA and State over the talking points was unseemly, but bureaucratic knife fights are as old as the Republic. The hyperbolic Republican assessments of the situation–comparing it to Watergate, calling for impeachment–just seem loony.

  75. ricardo salazar

    -

    17/05/2013 às 13:22

    estavam matando negros na libia e todos acham normal.e quem armou saddan foi os americanos, apesar de quererem incriminar os iranianos pelo episódio: https://en.wikipedia.org/wiki/Halabja_poison_gas_attack#Allegations_of_Iranian_involvement .e sobre um artigo do Seymour Hersh sobre a guerra na síria: http://www.newyorker.com/reporting/2007/03/05/070305fa_fact_hersh?currentPage=all

  76. Pedro Bouvetiano

    -

    17/05/2013 às 13:17

    “Alan – 17/05/2013 às 12:51.
    .
    Não é ‘o que houve’ mas sim o que não houve: vergonha na cara.

  77. Alan

    -

    17/05/2013 às 12:51

    Carlos Cezar, meu filho, ontem vc reclamou da mesmice dos comentaristas aqui do blog chegando até a implorar a aparição de uma colega eventual para salvar o dia e hoje dispara uma saraivada de repetiçôes ensurdecedora. O que houve?

  78. Carmem

    -

    17/05/2013 às 12:46

    Henrique-17/05/2013 às 11:23
    .
    O curioso, como o Caio disse, é q Obama ganhou notoriedade graças as críticas a guerra do Iraque. No final, bem fundamentadas ou não, as reflexões de Obama sobre o engajamento dos EUA no OM não o livraram de aprofundar ainda mais os problemas da região, sendo com políticas equivocadas de intervenção sem planejamento, sendo pela inação ou pela completa falta de políticas específicas para a região.
    E eu ainda acho q vai piorar muito se houver o advento da bomba iraniana.
    Para o homem q se elegeu em cima dos erros q seu antecessor cometeu no OM, o legado de Obama para a região, aparentemente, será ainda pior.
    abs

  79. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 12:42

    Por isso, nunca é demais repetir. A Líbia de Obama é uma coisa, o Iraque da gangue é outra coisa completamente diferente.

  80. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 12:38

    Algo interessante sobre a invasão.
    A gangue, notória por espalhar destruição ao redor do mundo, fez o que pôde e o que não pôde pra explorar o Iraque. Em 2003, os Estados Unidos puseram 150.000 invasores no Iraque. Esses cento e cinquenta mil invasores usam tudo que possamos imaginar, é claro, como por exemplo armas de todos os tipos, munição de todos os tipos e calibres, roupa, agasalho, uniformes, coletes à prova de balas, calçados, botas, tenis, meias, muita comida, creme dental, sabonete, preservativos, remédios, outros produtos de higiene pessoal, cigarros, isqueiros, gasolina, óleo, álcool etc, enfim, todas as coisas e muito mais do que usam os consumidores normais de uma cidade. Agora imagine um comércio de cento e cinquenta mil habitantes (os invasores) sendo abastecido por empresas escolhidas a dedo, por oito anos, sem nenhuma concorrência. Um verdadeiro eldorado. Agora imagine a margem pra corrupção que se abre diante dessas possibilidades, sendo que o próprio invasor apontou o sumiço de 6 a 8 bilhões de dólares em sua contabilidade. A essa altura, o petróleo era considerado um investimento menor, mas ainda assim interessante, pois de 2003 a 2008 empresas americanas e inglesas exploraram com exclusividade e a baixo custo o fácil petróleo iraquiano.

  81. Pedro Bouvetiano

    -

    17/05/2013 às 12:16

  82. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 12:11

    Ronaldo, como assim “nem eu”? Vá pesquisar a coluna desde o início e veja quem inventou essa onda de enviar dez, vinte ou trinta comentários, em pouco tempo, há mais de dois anos.

  83. Ivan

    -

    17/05/2013 às 12:09

    Depois do trauma do Iraque fica muito difícil para qualquer presidente de qualquer partido fazer intervenções em outros países, especialmente no OM , apesar das críticas dos republicanos . Afinal , como disse alguém, na oposição se pode fazer bravata. Além disso, tem a personalidade vacilante do “cara” e nunca é demais lembrar de um certo Nobel que foi dado como um “ataque preventivo pacifista” , se é que fui claro.

    Mas concordo contigo. Se é para começar algo tem que ir até o fim. Depois de derrubar Khadafi seria preciso apoiar os moderados na reconstrução do país. Mas, por outro lado, é muito provável que os americanos ainda estivessem lá sofrendo baixas e aí sim a pauleira republicana se faria ouvir com muito mais estrondo.

    P.S. Sobre meu comentário de ontem na defesa do capitalismo liberal ( isto é, com democracia) é preciso ficar claro que não sou libertário. Aliás, eu comecei o dia de ontem com um comentário ironizando o Tea Party pela sua falsificação da história americana pois o evento de Boston em 1773 nunca foi pela redução de taxas e sem pelo direito dos americanos de definiram as taxas e não os britânicos ( Dia 16 às 12:39). É que eu fico realmente irritado com estes comentários que demonizam a “ganância direitista e capitalista, etc…” São primitivos demais.

  84. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 12:09

    lenin, neste caso específico da invasão do Iraque, temos de falar cada vez mais o tempo todo, ou seja, denunciar as atrocidades que foram e são cometidas ali, pra que não surja um novo Iraque Apenas procuro mostrar a sem-vergonhice que os invasores cometeram. E CC não é um termo pejorativo, dependendo do modo como se vê, podem ser iniciais de uma assinatura. Fique frio. Ou fique fria.

  85. Vera Lucia

    -

    17/05/2013 às 12:07

    “A guerra contra o terrorismo parece estar sofrendo uma reviravolta.”

    Não, Henrique, Os EUA é que conquistaram uma Vitória de Pirro.

  86. O ANTIPETRALHA

    -

    17/05/2013 às 11:56

    “Na paráfrase da música, a pergunta para Obama é: se foi só para desfazer, por que é que foi?”

    A versão oficial é a de que a intervenção dos EUA e seus aliados aconteceu para que a ditadura de Khadafi não cometesse atrocidades contra opositores. Eu, porém, não acredito nessa motivação. Já se discutia à época que a oposição também não era flor que se cheire. Para mim, o objetivo (não declarado) da intervenção é mudar politicamente o Oriente Médio. É o que está em curso na chamada Primavera Árabe. Querem -isto está muito claro- retirar do poder as autoridades atuais. A questão é saber quem quer e por quê. Outra questão é saber como causas tão duvidosas conseguem mobilizar a seu favor os exércitos mais poderosos do mundo.

    O ANTIPETRALHA

  87. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 11:49

    Segunda-feira, 29 de Março de 2004
    Contratos ascendem a oito bilhões de dólares em dois anos e privilegiam empresas com ligações políticas à administração Bush
    “Depois da guerra, avança para o Médio Oriente a milionária indústria da reconstrução e os ‘negócios da paz’ são tentadores. Oito bilhões de dólares foi quanto sete dezenas de companhias norte-americanas ganharam em contratos, nos últimos dois anos, para realizarem trabalhos da mais diversa índole no Afeganistão e no Iraque. Do total apurado, 5,7 bilhões de dólares dizem respeito a contratos para o Iraque e 2,3 bilhões são oriundos de trabalhos no Afeganistão.
    O número foi obtido através de uma investigação realizada por uma organização não governamental norte-americana – The Center for Public Integrity (CPI) – que tem sede em Washington. Criada em 1990, esta instituição de vigilância cívica já produziu 250 investigações e publicou 12 livros. Vive de contribuições individuais e de fundações essencialmente norte-americanas. No prefácio do trabalho ‘Windfalls of War’, Charles Lewis, director-executivo do centro, afirma que o montante apurado de contratos firmados para o Afeganistão e o Iraque é ‘conservador’, porque o acesso à informação não tem um caminho fácil e não existe, em nenhum organismo público, uma listagem oficial das adjudicações realizadas. Os colaboradores do CPI depararam, assinala Lewis, com grandes dificuldades para coligir informação, porque muitos dos organismos contactados recusavam fornecer dados e outros diziam que os contratos ainda não estavam encerrados. O Center for Public Integrity afirma que 60 por cento das companhias que ganharam contratos para os dois países têm fortes ligações a setores diversos da administração norte-americana. À frente deste elenco surge a Halliburton, onde trabalhou o atual vice-presidente Cheney. Mas há outras, com significativa carteira de encomendas no Afeganistão e no Iraque, onde as ligações políticas também saltam aos olhos. Na Betchel, por exemplo, pontificou durante vários anos George Schultz, que chegou a ser secretário de Estado de Ronald Reagan. De acordo com o CPI, em 1983, Schultz nomeou Donald Rumsfeld (atual secretário da Defesa na administração Bush) para advogar junto a Saddam Hussein a construção de um oleoduto que ligasse as explorações petrolíferas iraquianas ao porto jordano de Aqaba.”

  88. Alan

    -

    17/05/2013 às 11:49

    É isso aí, Obama, mínimo de atenção com esses islandistãos e focar em paises estáveis para revigorar a economia. A América Latina esta aqui, cada vez mais receptiva aos EUA, situação que deveria ser natural dada a semelhança cultural e proximidade territorial.
    A morte de Chávez eliminou a inibição que os governos da região nutriam quando o assunto eram os EUA. O moribundo Fidel não é mais levado em conta e se contenta com esmolas a título gratidão por apoios prestados no passado. O caminho está aberto!

  89. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 11:44

    “Nos estágios iniciais da Guerra ao Terrorismo, a CIA, sob a direção de George Tenet, ia se tornando a principal agência na guerra no Afeganistão. Mas quando Tenet insistiu, em reuniões pessoais com o presidente Bush, que não havia nenhuma ligação entre a Al-Qaeda e o Iraque, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da defesa Donald Rumsfeld iniciaram um programa secreto para reavaliar as informações existentes e marginalizar Tenet e a CIA . As informações questionáveis adquiridas por este programa secreto foi enviada ao vice-presidente e apresentada ao público. Então o departamento de Cheney deixava ‘escapar’ informação para os jornalistas, a qual seria apoiada por meios de comunicação como o The New York Times. Cheney aparecia então em programas televisivos de fim de semana para discutir essas informações, referenciando o ‘The New York Times’ como fonte para dar credibilidade a essa informação.”

  90. Rubens

    -

    17/05/2013 às 11:43

    Caio Blinder, eu realmente nao entendo as suas opinioes… Quer dizer, elas até tem um cunho “bonitinho” de um brasileiro que quer um mundo melhor, bla-bla-bla… Mas em termos de ótica americana para o problema, o ponto é realmente esse, que contribuir para a estabilização de um país custa CARO para o contribuinte americano, ao mesmo tempo que pode nao levar a vantagem alguma (o novo regime pode se tornar avesso aos EUA, como ocorre atualmente com o Brasil desde o g*verno de Lulla).

    Pensando em termos dos interesses americanos (que, afinal, é quem acaba pagando a conta em dólares), não seria muito mais inteligente manter os ditadores, DESDE QUE eles sejam simpaticos aos EUA?…

    Resumindo: ter o onus de intervir, gastar MUITO dinheiro, criar antagonismos politicos fora-de-controle, torrar ainda mais dinheiro… E no final ainda correr o risco de perder um bom aliado politico?… Nao faz muito sentido… Soa como uma politica externa idiota e suicida (do ponto de vista dos interesses americanos, que a America nao está lá para defender sonhos de um latino-americano para a confraternizacao dos povos).
    Caro Rubens, parabens, tanto faz os valores da politica externa americana com as da China. Tanto faz quem esta no poder, desde que seja bom para nossos interesses e negocios Ainda bem que a politica externa americana é incoerente e contraditoria, mesclando realismo com idealismo. E o segundo ponto: voce ja pensou que estas ditaduras alimentam estes radicais islamicos? E que tal esta alianca dos EUA coma Arabia Saudita? Compensa? Voce cria regimes solidos e bons aliados quando eles comungam seus valores, basta ver EUA/Canada, EUA/ Europa, abs, Caio

  91. Vera Lucia

    -

    17/05/2013 às 11:42

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-governo-da-ao-tea-party-sua-maior-vitoria–,1032611,0.htm.
    É mesmo. Agora esses grupos de direita que não param de crescer (só na Califórnia são mais de 40) vão começar a gritar que estão sendo perseguidos. Começam assim, como vítimas do governo e terminam organizando milícias. Um espanto.

  92. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 11:41

    O Pentágono enviou um veterano das intervenções americanas nas guerras civis da América Central na década de 1980 para supervisionar comandos policiais que instalaram centros secretos de detenção e tortura para conseguir informações de insurgentes no Iraque, segundo reportagem do “Guardian”. Segundo o jornal, essas unidades conduziram alguns dos piores atos de tortura durante a ocupação dos Estados Unidos e aceleraram a entrada do país em uma guerra civil —–

    Os invasores deram o pontapé inicial para o desenvolvimento do atual terrorismo iraquiano, não há dúvida.

  93. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 11:38

    Essa história precisa ser repetida muitas vezes, até que os mais ingênuos passem a entender o que ela significa. Um super-assassino atuando no Iraque diz ter matado 255 combatentes iraquianos que lutavam pra livrar seu país dos invasores. Mas o pentágono, patrão do super-assassino, diz que o número não passa de 150 mortes. Quem está mentindo, o super-assassino ou seu patrão? Então. Os mortos em decorrência da invasão americana são 200.000 ou 400.000? Alguém irá resolver esse mistério um dia? A bem da verdade, não é um mistério tão grande assim, afinal, se alguém, um dia, tiver a capacidade, e paciência, para contar os mortos desde 20/3/2003 até hoje, tudo em decorrência das mentiras contadas pela gangue para perpetrar a invasão, talvez o número seja maior. Todos os mortos da atual instabilidade política iraquiana são de responsabilidade da gangue, que deu o passo inicial em 2003 para abrir os portões do inferno aqui na terra mesmo… ou melhor, lá no Iraque. Qual é o motivo de toda essa monstruosidade? Forrar de dólares os cofres do complexo industrial-militar americano, sobretudo aquele formado por empresas privadas, muitas delas comandadas por ex-funcionários ou apaniguados do bushismo. Outro objetivo era tirar uma suposta soberania dos iraquianos (que nunca tiveram) e abrir as portas do Iraque para o comércio internacional.

  94. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 11:32

    Sim, Vera Lucia, mas pra mim são duas coisas bem diferentes – interesses econômicos e intervenção humanitária. O primeiro é abjeto; o segundo, uma tentativa de melhora.

  95. lenin esta vivo

    -

    17/05/2013 às 11:31

    Caro caio.
    Sua coluna continua muito democrática( não esquecer que tudo em excesso é prejudicial até democrácia ).
    Vamos então ajudar o Ronaldo 11:09; o ignorante fala muito do que pouco sabe, entretanto o sábio fala pouco do que muito sabe, CC é um termo pejorativo.

  96. Augusto

    -

    17/05/2013 às 11:28

    Será que um dia o Sr. Caio Blind vai entender que em países muçulmanos, a única maneira de se ter estabilidade política é um ditador light, estilo Kadaff ou Assad? Ele quer que os países do Oriente Médio sejam como os Estados Unidos, acha que todos os egípcios tem espírito americano… affff….

  97. Henrique

    -

    17/05/2013 às 11:23

    Bom dia, Caio. Excelente o artigo. Acho que nem Obama saberia responder à pergunta final, e é aí que residem os dois problemas mais graves da atual política externa americana, que pode estar condenando o mundo a viver um longo período de insegurança: 1) Obama não sabe o que fazer no Oriente Médio; 2) os republicanos, tampouco. Quanto ao primeiro ponto, cumpre recordar um artigo do NYT publicado há alguns meses que serve bem pra mostrar o quanto Obama é fraco e inábil no acompanhamento dos eventos da região – em 2009, Obama chegou a mostrar arrependimento por não ter se posicionado de maneira mais firme sobre as acusações de fraude nas eleições iranianas e todos os abusos que o regime então cometeu em cima dos opositores; mais tarde, se queixou de ter sido pego de surpresa pelas revoluções iniciadas na Tunísia, que deram o pontapé inicial à Primavera Árabe. No Egito, abriram-se as porteiras para o radicalismo. Na Líbia, que não contava com o fator “Rússia”, capitaneou uma intervenção cujo resultado é esse que vemos: um governo secular, sim, mas fraco o bastante para não conseguir impedir o florescimento de milícias salafistas que espalha terror ao redor do país – tendo uma delas sido a responsável pela perda de vidas americanas naquele solo. Na Síria, há o determinante fator “Rússia”, mas também uma falta total de visão sobre o que fazer naquela nação despedaçada, onde opositores comem o coração de defensores do carniceiro Assad. Aos poucos, vamos voltando a ouvir com frequência no noticiário palavras vilipendiosas como “fundamentalismo”, “Al Qaeda”, “Taliban” e afins. Os salafistas crescem sem parar em todos os cantos daquele barril de pólvora, como no Cáucaso, de onde saíram os animais que explodiram bombas em Boston, reavivando o trauma do 11 de setembro. Em suma, o governo Obama parece perdido com os eventos do Oriente Médio. Os republicanos, claro, deveriam fornecer uma abordagem alternativa e que mostrasse um caminho mais claro à administração, não é? Em vez disso, entoam em uníssono o coro “Obama não presta, Obama isso, Obama aquilo…”. É o que disse o Queiroz no seu comentário: de que adianta uma oposição que apenas critica e não aponta soluções? O GOP faz bem em investigar e apurar o caso de Beghazi, mas falha miseravelmente em não apontar saídas para os enormes problemas que atingem a região e tornam o mundo menos seguro diante da crescente radicalização de milícias islâmicas que lá atuam. A guerra contra o terrorismo parece estar sofrendo uma reviravolta. Atentados foram desbaratados, mas vários outros não foram – inclusive em Boston. Enquanto isso, democratas e republicanos preferem se estapear.
    Bingo, caro Henrique, colher de chá, abs, Caio

  98. Vera Lucia

    -

    17/05/2013 às 11:19

    Carlos Cezar,
    As invasões do Iraque e da Líbia tinham motivações diferentes. No Iraque havia a política da Guerra ao Terror, que Bush chegou a chamar de “cruzada contra o eixo do mal” – e o curioso é que não havia terrorismo no Iraque antes da invasão. Na Líbia a motivação era a intervenção humanitária, para defender a população dos massacres de Khadaffi.
    Mas tanto no Iraque quanto na Líbia os EUA abandonaram as respectivas oposições. A consequência direta desse abandono é a formação de milícias que desafiam os governos. Os governos são reféns dessas milícias que contam com membros da Al Qaeda, principalmente.
    É verdade que os governos recém-formados precisariam de apoio das potências ocidentais, apoio financeiro e bélico, mas acho tudo isso muito complicado para se administrar. É aquela estória que o Angelo já comentou: os EUA derrubam um governo, colocam outro no lugar, o novo goveno se transforma numa ditadura – por conta das ameaças internas, as milícias, e aí o ciclo dos infernos se repete, indefinidamente.
    Há várias causas para essas duas intervenções mal-sucedidas, baseadas em razões ideológicas, ilusões e falácias – a guerra ao terror, de Bush, e uma intervenção humanitária de fachada, de Obama, como diz o Caio.
    Bush tinha obrigação moral de reconstruir a organização política do Iraque, que ficou orfão do Ba’ath. Mas não tenho certeza se Obama poderia oferecer mais do que dinheiro ao governo de um país dominado por milícias que se tranformarão em organizações terroristas.
    É surpreendente que durante todos esses anos de atuação dos EUA no OM não trataram de construir uma estrutura política alternativa. Só conseguiram lançar as sementes do terrorismo islâmico.

  99. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 11:09

    Pelo amor de Deus, CC, nem eu mando tamanha saraivada de comentários… E pelo menos eu tento me ater ao assunto da coluna. Ninguém deve aguentar mais ler seus parágrafos pontos, “copia-e-cola”, falando sempre a memsa coisa sobre o Iraque, que porre!

  100. maisvalia

    -

    17/05/2013 às 11:05

    O GOVERNO DO NOBEL DA PAZ, QUE AGORA DIZ COM TODAS AS LETRAS QUE VAI CONTINUAR GRAMPEANDO JORNALISTAS.
    SINTAM NA PELE DE PESSOAS COMUNS:
    Tom Zawistowski viveu a clássica história das origens do Tea Party. Montou uma empresa, criou uma família. Em 2009, Barack Obama chegou à presidência e ele descobriu a política sentado no sofá de sua casa, em Ohio. “Eu e minha mulher éramos apolíticos”, disse. Tom foi um dos fundadores do Tea Party local. “Viajávamos pelo país. Falamos com advogados, que nos disseram que teríamos de solicitar o registro de organização sem fins lucrativos para tornar o grupo uma entidade beneficente. Preenchemos os papéis para obter a isenção de impostos.”

    Assim começou a saga que tornaria a já desprezada receita federal dos EUA (IRS, na sigla em inglês) mais desprezada ainda. Tom foi um dos ativistas do Tea Party que solicitaram a isenção de impostos e receberam enormes questionários, com até 55 perguntas, sobre as atividades políticas do grupo…
    …Imagine que as pessoas façam doações para um grupo que pode se tornar uma organização sem fins lucrativos. O que ocorre se não for aprovado? Seríamos obrigados a revelar os nomes dos doadores, que achavam que essa informação era confidencial? Teremos de pagar o dinheiro dos impostos?”

    Perseguição. Na realidade, o Tea Party de Richmond passou no teste. E também o de Waco. Foram doces triunfos, mas que empalidecem diante da vitória que a receita federal acabou dando ao Tea Party: uma campanha de um ano inteiro para provar que ele estava certo a respeito do governo, que é obtuso, pesado e tem o único objetivo de persegui-lo.

    “Quando o povo americano ler as perguntas que foram feitas a esses grupos defensores da liberdade, ficará escandalizado”, diz Tom Zawaistowski. “Pensará imediatamente na União Soviética e na Alemanha nazista. Esses são os exemplos mais próximos. A situação é realmente terrível.”
    UM ESPANTO DE POGRECISMO DO ATRASO, HEHEHEHE
    E CULPA SÃO OS OUTROS.
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-governo-da-ao-tea-party-sua-maior-vitoria–,1032611,0.htm

  101. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:59

    Um milhão de órfãos e três milhões de refugiados. Imagine seu filho num acampamento de refugiados comendo o pão que o diabo bush amassou. Talvez você não tenha filhos. Se tiver, pense neles sob o jugo de um invasor.

  102. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:58

    É grande a revolta com a invasão e a tentativa de destruição do modo de vida do povo iraquiano, perpetradas pela gangue com o “espírito” de incentivar através do mundo o “capitalismo de compadres”, aquele tipo de “capitalismo” que o grandão, o maior, tenta chegar impondo seus “valores” pra obter um lucro fácil sobre as vítimas.

  103. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:56

    A ditadura mantinha algum controle sobre as rivalidades étnicas, empurrando tudo pra debaixo do tapete. Aí veio “a gangue” e abriu de vez as portas do inferno. É bonito isso? O Iraque é uma colcha de retalhos, juntando uma etnia aqui, outra ali, e assim vai. Sempre sofrendo influência do ocidente de uma ou de outra maneira. Então bush disse que “ia arrumar aquilo” e fez o quê? Escancarou as portas do inferno! Ah, como é gostoso destruir o país dos outros! A gangue foi ao Iraque em 2003 pra descosturar a colcha de retalhos que era aquilo. Desestabilizando o país, poderiam enriquecer as empresas privadas americanas como fornecedoras dos invasores e abrir o mercado/comércio iraquiano ao mundo, que permanecia fechado devido ao embargo.

  104. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:53

    Abaixo o saddanismo! Quer dizer, satanismo! Esse negócio de matar com armas químicas e tortura é coisa de satã. O saddam deve estar queimando no inferno. Mas o que veio depois foi pior. Além de mais mortos, órfãos e refugiados, uma horripilante instabilidade política! O saddanismo é fustigado por todos, com razão, enquanto que o bushismo, que promoveu um terror maior do que o saddanismo, curiosamente é admirado por uma boa quantidade de pessoas. Vá entender!

  105. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:50

    A invasão e a tentativa de destruição do modo de vida do povo iraquiano, fundamentada em motivos cínicos e mentiras, tendo como consequência um saldo tétrico de mais de duzentos mil mortos e aproximadamente um milhão de órfãos e despedaçados e dois milhões e meio de refugiados, perpetrada por Diabo Bush e sua gangue, é uma mancha terrível na imagem dos Estados Unidos. Isso não pode ser definido simplesmente como um “movimento precipitado”, “um erro”. É anti-ético. É imoral. Concordo com Hersh, não é apenas errado, mas imoral.

  106. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:48

    Seis mil mortos em Fallujah. Queimados até os ossos. Mas alguns acham normal. Napalm, MK-77. Alguns acham normal. Sempre haverá um defensor dos invasores. É normal. Ainda que os invasores pisassem no pescoço da própria mãe para justificar a invasão. Alguns acham normal.

  107. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:47

    Depois de a gangue bush invadir o Iraque baseada numa tremenda mentira; depois de favorecer seus apaniguados das empresas privadas com bilhões e bilhões de dólares de lucro fácil; depois de abandonar o país com um milhão de órfãos e dois milhões e meio de refugiados… o que a gangue fez durante a invasão? O mesmo que a ditadura iraquiana! Matou milhares de inocentes com armas químicas!

  108. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:45

    A invasão abjeta —–
    O jornalista americano Seymour Hersh, 75, foi o autor de uma das mais bombásticas revelações sobre a atuação americana na guerra do Iraque: as torturas e humilhações contra prisioneiros na prisão de Abu Ghraib. “Nós não conseguimos mudar o Iraque, mas o Iraque mudou os EUA”, disse em entrevista à Folha, em seu escritório em Washington. “Claro que para o Iraque foi um desastre. Mas aqui nenhum político fala sobre moralidade. Ninguém fala mais em ‘nós devemos’, esse moralismo não existe mais.” A influência de Cheney foi determinante para os EUA invadirem o Iraque sob a falsa alegação de que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. “Nós fomos lá, isso é imoral. Não apenas errado, mas imoral.”

  109. Douglas Hernandes

    -

    17/05/2013 às 10:36

    Me parece e estou começando a acreditar nisso(posso estar completamente errado) que as intervenções dos EUA no Oriente Médio, é apenas desestabilizar os países e deixarem o povo na mão da violência por meio de rebeldes.Os EUA vão lá, derrubam o governo e depois o que fica: violência, país desestruturado e sem rumo,o que me leva a pensar: será que era tudo mesmo ruim com os ditadores nesses países ou os EUA apenas destituem eles do cargo apenas para manter sua soberania bélica acima do mundo? Qual o real motivo dos EUA sempre intervirem nesses países?Petróleo?Instauração de uma Nova Ordem Mundial como dizem as teorias de conspiração?Eu, particularmente admiro os americanos pela sua influência cultural no mundo mas será mesmo obrigação dos EUA intervirem nesses países e libertarem o povo de seus ditadores, ou é como sempre dizem, o dinheiro e o capitalismo falando ecoando para garantir a supremacia capitalista americana sobre nós?

  110. juber

    -

    17/05/2013 às 10:31

    A questão principal que poucos veem é que através de tomarem o poder nestes países os terroristas e aqueles que os apoiam estão abrindo o caminho até Israel e a Síria é o último obstáculo a cair. Em isto acontecendo Israel que prepare as suas bombas.

  111. juber

    -

    17/05/2013 às 10:28

    O humanismo de jornalistas como você é assustador e um perigo para o mundo.Querem consertar o oriente e a Asia apoiando rebeldes que são piores do que os governos que estão nestes países. Apesar da ruindade de Saddam e Baschar e outros, são os governos que eles merecem e que sabem lidar com eles. Quem vai dizer que no Iraque e na Líbia e Egito as coisas não estavam melhores com eles do que agora?

  112. Penélope

    -

    17/05/2013 às 10:28

    Destruir um regime de forma bélica, em termos de Estados Unidos como nação, beneficia apenas a um pequeno grupo que detém os meios de produção de armas e outros mercenários agregados.
    O povo americano não se beneficia e não quer mais.

  113. juber

    -

    17/05/2013 às 10:25

    O humanismo de jornalistas como você é assustador e um perigo para o mundo.Quer da em consertar o mundo e a Asia apoiando rebeldes que são piores do que os governos que estão nestes países. Apesar da ruindade de Saddam e Baschar e outros são os governos que eles merecem e que sabe lidar com eles. Quem vai dizer que no Iraque e na Líbia e Egito as coisa não estavam melhores com eles do que agora?

  114. Raquel

    -

    17/05/2013 às 10:24

    Queiroz, a ideia do Caio como chapa branca do Obama é caricatura.

  115. carlos cezar

    -

    17/05/2013 às 10:20

    Caio, obviamente não é possível fazer comparações entre Iraque e Líbia. O Iraque sofreu uma invasão desnecessária, abjeta, unicamente por interesses econômicos e financeiros. Na Líbia, Obama e outros países entraram pra derrubar um ditador que dava início a um massacre. É ridículo o que os republicanos estão fazendo no caso de Benghazi. Pura politicagem. Querem aproveitar ao máximo um mau momento da atual administração. Todos os países possuem seus problemas internos. Que cada um resolva os seus. O que não pode mais acontecer são as invasões ao estilo Iraque. Nenhum país tem o direito de invadir outro país. Acredito que os democratas aprenderam a lição mais importante: não invadir. Talvez também os republicanos tenham aprendido.
    Caro Carlos Cezar, o fio da meada é o descaso no day after nos dois paises,abs, Caio

  116. Queiroz

    -

    17/05/2013 às 10:12

    Passada rápida.
    Parabéns Caio, esta semana foi uma das mais primorosas de sua coluna, onde finalmente vimos algum questionamento contundente contra o Obama.
    Espero que não tenham interceptado a pauta do próximo MC. hahahaha
    Abraço a todos.
    *
    Quanto a temática do tópico anterior, já vimos isso antes. A imprensa vai levantar a bola do Tea Party, aí quando o poder subir a cabeça do povo, vão mais uma vez dominar as convenções e as prévias Republicanas, e por fim, eleger os mais histriônicos, produzindo material abundante para a retórica de que Reps. são anacrônicos, bucéfalos, blablabla.
    Se os Republicanos querem ser alternância, têm de mesclar com talento, tato e equilíbrio, tanto as infindáveis falhas da gestão BO, como apresentar soluções palpáveis. Só criticar sem “solucionar” não dá voto, quando muito, inibe e desestimula o eleitor do processo político-eleitoral…
    Obrigado, Queiroz, mas estou no meu arroz feijao habitual, hehehe. Correto o seu segundo paragrafo, abs, Caio

  117. jorji

    -

    17/05/2013 às 10:05

    A reconstrução da Líbia não me interessa, nem a mim nem a nenhum país ocidental, está certo o Marco, mas se o caso fosse a Quênia, terra natal de Obama………………….

  118. Marco

    -

    17/05/2013 às 9:59

    Poxa senhor jornalista. Você acha mesmo que os EUA derrubam um governo para ajudar o país explorado, para melhorar o mundo ? Quanto ingenuidade. O interesse de uma nação vem acima de tudo isso. Se não interessa para os EUA a reconstrução da Líbia (ou se o preço for muito alto), por que fazer ?

  119. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 9:56

    “Ronaldo, a guerra em si pode ser relativamente facil, basta ver no Iraque, o problema é o day after”
    .
    Verdade, bem lembrado, Caio, valeu.

  120. jorji

    -

    17/05/2013 às 9:55

    Os cidadãos americanos são vistos sempre como um inimigo em países como a Líbia, que culpa tem o Obama em relação a morte do diplomata e de mais três americanos, as representações diplomáticas americanas ainda sofrerão outros atentados terroristas pelo mundo afora, agora, violação telefônica merece um impeachment, a maneira como o atual governo lidou com essa questão foi desastrosa.

  121. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 9:52

    “O problema maior, e aqui discordo de voce, o Obama teve tambem a sindrome do Rumsfeld, que achou que o negocio de invadir o Iraque seria facil, rapido, barato e indolor”
    .
    There’s no such thing as that…
    Engraçado como os líderes não aprendem, né? No início da Primeira Grande Guerra não disseram o mesmo, que ia ser uma guerra “de dias”?
    Ronaldo, a guerra em si pode ser relativamente facil, basta ver no Iraque, o problema é o day after, abs, Caio

  122. Angelo Costa

    -

    17/05/2013 às 9:49

    Prezado Caio
    É um ponto vista discutível. Talvez o Obama tenha achado que só com ataques aéreos e drones seria possível acabar rápido sem enviar americanos para combate. Seria um novo tipo de guerra sem sangue americano. Bom, o resultado não foi bem assim, apesar de não ter enviado tropas muito sangue foi derramado culminando com o embaixador americano. Talvez em função disso a resistência em tomar uma decisão mais aguda no caso sírio.
    Abs.
    Correto, Angelo, mas nunca houve planos americanos de mandar tropas para a Libia, em termos mais amplos, o Obama nao tem um “plano” para o Oriente Medio, alem da retracao, ele vai caso a caso, curiosamente funcionou ate agora, pois para a politica externa americana nunca houve um desastre under his watch. Esta historia de Benghazi foi uma tragedia, agora explorada ad nauseaum pelos republicanos, sem os outros escandalos, mais graves e interessantes para a opiniao publica, Benghazi iria murchar, mas agora desabrochou novamente por politicagem, abs, Caio

  123. Carmem

    -

    17/05/2013 às 9:48

    Bom dia Caio,
    Concordo. O dilema do Obama é nunca se comprometer inteiramente com alguma “causa”, e dessa forma, se eximir das responsabilidades. Não acho q isso seja um trauma devido ao drama iraquiano e sim um traço da personalidade vacilante do Obama. Afinal, ele tem os mesmos problemas em casa…
    abs
    O componente que voce citou existe, Carmem, mas a sindrome é o fundamental, nao se esqueça o que deslanchou publicamente a carreira do Obama foi sua oposicao a guerra do Iraque, abs, Caio

  124. Pablo Vilarnovo

    -

    17/05/2013 às 9:40

    Não acho que o problema Líbia deva cair no colo de Obama. Os EUA tiveram uma ação bem marginal durante a derrubada de Kadafi, ficando os franceses (e a necessidade de colocar o adesivo de “combat proven” no seu novo caça Rafale) e em menor parte com os britânicos esse ônus “do dia seguinte”.
    Caro Pablo, voce esta subestimando o papel logistico e diplomatico dos EUA na crise, e nestes operacoes de intervencao, existe uma divisao de tarefas entre paises ocidentias (guerra, treinamento de policia, reconstrucao, etc), como um todo o Ocidente falha, porque a tarefa sempre é dificil e exige uma longa presenca, esta o Afeganistao, abs, Caio

  125. Pedro Bouvetiano

    -

    17/05/2013 às 9:33

    “Ron – 17/05/2013 às 9:24″
    Acho que você tem uma grande dificuldade em entender o conceito de causa e efeito.

  126. Angelo Costa

    -

    17/05/2013 às 9:31

    Prezado Caio
    A resposta a pergunta é não deveria ter ido. O países ricos sustentam estas republiquetas mundo afora para fazer seus negócios e negociatas principalmente venda de armas e garantir para sua industria bélica gordos contratos. Criam o monstro e depois têm que intervir para destruir a ditadura e depois ainda tem que reconstruir o que foi destruido e garantir mais contratos para as empresas de reconstrução, além de segurança e etc e etc.
    O inferno astral do Obama é a saída dos republicanos visando 2016, embora você não concorde, política típica de político latino. O grande perigo é o Obama partir para uma saída ao melhor estilo político latino: arranjar um inimigo externo. Só que no caso americano isto significa uma nova guerra em algum lugar do mundo e isto quer dizer gastos e economia no buraco. Oxalá seja, de minha parte, apenas uma visão pessimista sem fundamento, ficarei bastante contente se assim for.
    Abs.
    Angelo,creio que exstem contingencias estrategicas de uma superpotencia para atuar no mundo. O problema maior, e aqui discordo de voce, o Obama teve tambem a sindrome do Rumsfeld, que achou que o negocio de invadir o Iraque seria facil, rapido, barato e indolor, mas como disse o proprio Rumsfeld stuff happens. No caso libio, o Obama e os europeus acharam que tinham uma oportunidade facil de marcar presença sem um custo maior e havia uma pressao em funcao do cenario de massacre em Benghazi pelas tropas do Khadafi, parecia uma intervencao perfeita e nao uma tempestade perfeita, agora sera uma tarefa mais penosa para os libios a de nation building, abs, Caio

  127. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 9:28

    “esse foi o legado lhes deixado foram forçados a
    uma volta a idade media voltaram as trevas!”
    .
    Uma das coisas mais clichês e cafonas do mundo é comparar alguma coisa que se julga violenta ou intolerante à práticas medievais (além de pouco preciso historicamente).

  128. jorji

    -

    17/05/2013 às 9:24

    Obama tem razão, intervir na Líbia os EUA vão se atolar nas areias do deserto, se queimar com o sol tórrido do deserto e se gelar no frio intenso das noites e madrugadas do Saara, na maioria das nações muçulmanas existe alternância de poder, poder infame, todas em sistemas ditatoriais, intervir exige um montante considerável de dinheiro, é dinheiro jogado fora, as mudanças lá vão caminhar no ritmo da caminhada dos camelos, vagaroso e ora pra cima, ora pra baixo.

  129. Ron

    -

    17/05/2013 às 9:24

    Desestabilizar Destruir Matar
    Esse é o lema essa é a politica externa ;
    paises como a Libia foram faceis para os
    EUA & Cia(Companhia) assim como o Afeganistão o Iraque
    todos mergulhados em infinitas ações terroristas diarias
    esse foi o legado lhes deixado foram forçados a
    uma volta a idade media voltaram as trevas !
    Por mais que se esforcem nunca irão reparar o erro
    nunca irão reconstruir esses paises que destruiram
    nuncaram irão ressucitar as pessoas inocentes que
    mataram com a “Democracia das Bombas”!
    Esse povos eram felizes em sua ingenua ignorancia
    e ditaduras e hoje sentem saudades do passado rescente!
    Agora querer jogar o Obama contra a opinião publica
    se referindo a ele como um outro assassino
    nos moldes republicanos de liar Buxi!
    Só espero que o Obama se mantenha um banana
    para o bem da vida de muitos ; ai podem legitimar
    seu recebido Nobel da Paz mas com observções…

  130. Pedro Bouvetiano

    -

    17/05/2013 às 9:17

    “Raquel – 17/05/2013 às 8:44″
    Mas ficando em cima dm muro, não temos simplesmente mais do mesmo?

  131. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 9:01

    “E aqui os republicanos não pegam no pé de Obama, pois a base do partido é avessa ao conceito de “nation building”.”
    .
    É aquela velha estória, os republicanos estão errados de qualquer forma: se cobram do governo, são escroques radicais insensíveis, que só querem atrapalhar; se não cobram é porque não têm bons valores, por eles seria ainda pior… Entendi!

  132. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 8:57

    “O Parlamento se submeteu a bandoleiros que tinham cercado os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, exigindo legislação que negasse emprego público a quem tivera alta posição no governo de Khadafi, que ficou quatro décadas no poder.”
    .
    Isso que é revanchismo!
    ou
    Mandela não fez escola mesmo…

  133. Ronaldo

    -

    17/05/2013 às 8:56

    “Está na falta de zelo do governo Obama para contribuir de forma resoluta na reconstrução da Líbia.”
    .
    E, falando sério, esse governo tem zelo de verdade com alguma coisa além da imagem de Obama, o “não-político”?

  134. Osvaldo

    -

    17/05/2013 às 8:45

    Obama não é um escroque. Este é um presidente amador.

  135. Raquel

    -

    17/05/2013 às 8:44

    Caio, acho até bom você ficar em cima do muro, sem hipérboles e histerismos. As coisas são complexas, não são binárias.

  136. maisvalia

    -

    17/05/2013 às 8:00

    Boa coluna, mas os dois escândalos são graves.
    E eu reclamo desta maneira de invasão faz tempo, hehehe
    Ótima pergunta para o CC ou saudades da Geni.

 

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