Blogs e Colunistas

14/06/2012

às 6:00 \ Kissinger, Mandela, Mianmar, Suu Kyi

Parabéns, Aung San Suu Kyi!

Suu Kyi e o marido Michael Aris

Que semana! Colunas dedicadas até agora a um pessoal barra pesada: Richard Nixon, Vladimir Putin e Henry Kissinger. Vamos subir o índice de decência, suavidade e elegância. Hoje é dia de Aung San Suu Kyi, a heroína do movimento de resistência pacífica em Mianmar (Birmânia). Incrível, mas ela tem coisas em comum com Kissinger: ambos receberam o Prêmio Nobel da Paz. Doktor K e Le Duc Tho foram premiados em 1973 pelos esforços para acabar com a guerra do Vietnã. Premiação controvertida e Kissinger não apareceu na festa de Oslo. Até agora, nem Suu Kyi, agraciada em 1991. Não pôde ir, pois estava em prisão domiciliar.

Ela, porém, já está na Europa para uma maratona de celebrações que vão durar duas semanas. Na sexta-feira, será seu discurso em Oslo para a aceitação formal do Nobel da Paz. É a primeira visita da líder da oposição em Mianmar à Europa desde 1988 (no mês passado, ela finalmente saiu do país e foi para a Tailândia). Na próxima terça-feira, Suu Kyi vai celebrar com a família em Oxford, na Inglaterra, seu aniversário (67 anos). Suu Kyi sequer foi ao funeral do marido inglês, Michael Aris, em 1999 (que morrera de câncer), com medo que os generais de Mianmar não permitissem que ela regressasse ao país.

Suu Kyi e o presidente Thein Sein

A história andou e Suu Kyi negociou pacientemente com os generais. Foi libertada da prisão domiciliar e agora é deputada. Adverte contra muita euforia numa transição para a democracia que pode dar para trás. As reformas são limitadas e frágeis. Suu Kyi se mostra, por esta razão, ambivalente sobre a suspensão das sanções internacionais e isto num país miserável com renda per capita de USS 850 (sufocado por uma elite militar opulenta e corrupta).

Os desafios são imensos. Há a violência entre budistas e muçulmanos.  Suu Kyi é birmanesa, como 70% da população, em um país com 100 grupos étnicos. Ela começa agora a ser colocada`a prova nos processos de realidade política e compromissos. Ela é ícone de um movimento de protesto. Precisa se tranformar em líder efetiva de um partido político. Seu objetivo é chegar ao poder nas eleições de 2015. Já na quinta-feira, em discurso em Genebra, na Organização Mundial do Trabalho, Suu Kyi disse que não falava como representante do governo de Mianmar e arrematou: “Não ainda”.

Na galeria do Nobel da Paz, Suu Kyi está mais próxima de Nelson Mandela, do Dalai Lama e de Martin Luther King do que de Henry Kissinger. Existem, no entanto, lições de várias colegas de honraria. Mandela é um exemplo de fusão da firmeza das convicções com a reconciliação. Com o bruxo da realpolitik, Kissinger, é isso mesmo: é preciso temperar o idealismo com uma dose de realismo.

Vamos ver. Num mundo ideal queremos mais gente como Suu Kyi. Por ora, nobre guerreira da paz, parabéns pela aceitação formal do Nobel e pelo aniversário. E que um dia o preso político chinês Liu Xiaobo, Nobel da Paz em 2010, também seja libertado e possa receber o seu prêmio em Oslo.

***
Colher de chá matinal para o Helio (dia 14, 10:43), para sua avaliação relativamente positiva de Mianmar.

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

79 Comentários

  1. Pedro I.

    -

    18/06/2012 às 6:39

    Aung San está aqui em Dublin hoje para receber um prêmio e diploma honorário da Trinity College.

  2. amauri

    -

    15/06/2012 às 16:48

    Comentei em coluna errada.

  3. amauri

    -

    15/06/2012 às 16:47

    Caio, acabo de ler: “Egito: democradura ou ditabranda?” O que voce acha?abs
    AInda nao sabemos, caro AMauri, abs Caio

  4. The Watchman

    -

    15/06/2012 às 10:43

    Pois é Pedro I, por isso que eu disse que gosto das “ideias”, o que não quer dizer aprovar no que a personalidade se transformou depois. Mas gosto da idéia e da disposição de enfrentar grupos opressores. Aliás é uma idéia bem valorizada pelo povo americano, não sei por que a revolta.

  5. Pedro I.

    -

    15/06/2012 às 8:40

    “The Watchman – 14/06/2012 às 12:47″
    .
    Não parece. É! Já dizia Bakunin. Quem duvida não conhece a natureza humana.

  6. J.R.Monteiro

    -

    15/06/2012 às 0:45

    Fala sério! Israel de novo?

  7. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 22:15

    Carlos Cesar, o sniper esta todo pimpão com sua performance no Iraque! E o legal é que não vale contar quando o alvo, após ser atingido, consegue se arrastar e foge do angulo de visão! Maldito iraquiano, atrapalhou a contagem do rapaz.
    Mesmo assim o grande “esportista” tem orgulho em afirmar que conseguiu abater uns 250, mas que tinha vontade de voltar e abater mais alguns.
    É simples assim caro Carlos Cesar, simples assim.
    Dai eu pergunto: que que tem eu gostar do Che Guevara?
    Ah Caio, acho que no final é Israel que acaba com essa coluna.
    Boa noite.
    Abs

  8. Carmem

    -

    14/06/2012 às 22:02

    Caio, essa foi muito previsivel!!
    É a coluna onde tudo acaba em Israel hehehe
    Boa noite.
    Abs

  9. carlos cezar

    -

    14/06/2012 às 21:49

    Rapaziada, vamos falar sério?
    Super-assassino no Iraque: 255 mortes de combatentes que tentavam expulsar os invasores.
    O pentagono diz que foram “apenas” 150 mortes.
    Quem está mentindo?
    Caro Helio,
    ou Helio,
    como queira,
    você não precisa tentar convencer ninguém de nada.
    Será mais útil lutar contra a destruição da Cisjordânia por israelenses.
    Você reparou que quase trezentos mil palestinos foram expulsos e deserdados sumariamente de suas propriedades nas últimas décadas? Você quer defender isso? Você quer assinar embaixo da declaração de alguns idiotas iranianos que dizem querer destruir Israel? Porque não há diferença em destruir Cisjordânia ou destruir Israel. Não queremos que nenhum deles seja destruído.

  10. Helio

    -

    14/06/2012 às 20:13

    DEAR THE WATCHMAN :
    Seria bobagem tentar conveccê-lo, especialmente depois do que vc falou sobre Ariel Sharon. Olhe que eu não sou adepto dele. Agora, desculpe-me pela dureza, sua comparação é forçada e desonesta. Infelizmente, me parece que você confunde direito a opinião própria com direito a ter seus próprios fatos. Negar fatos e/ou distorcê-lo são coisas sem conserto.

  11. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 19:55

    Eu também. Deixa o Che para lá. hehehehehehe…. outros estão ai para serem adimirados.

  12. Carmem

    -

    14/06/2012 às 19:41

    J.R.Monteiro – 14/06/2012 às 19:31
    Fala sério! Che Guevara?
    .
    Concordo hehehe

  13. J.R.Monteiro

    -

    14/06/2012 às 19:31

    Fala sério! Che Guevara?

  14. ricardo salazar

    -

    14/06/2012 às 19:09

    erro:”che não era perfeito…”

  15. ricardo salazar

    -

    14/06/2012 às 19:08

    che não era perfeiti,pois ele era krushevista.stálin não era perfeito,pois não chegou ao poder por intituições democráticas.

  16. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 19:07

    Psicopata não. Senão deveria sentar-se a mesa de Ariel Sharon, esse sim um assassino cruel e corrupto. Ariel Sharon é o exemplo perfeito do assassino psicopata.

  17. Carmem

    -

    14/06/2012 às 18:37

    Eu acho q o Che era um psicopata e usou as “revoluções” para externar toda sua pervesidade e brutalidade. Não acho q ele tenha sido um idealista, seu desrespeito pela vida humana é típico de mentes degeneradas como as de Hitler, Stálin, Mao et caterva.
    Suu Kyi não poderia estar mais longe dessa gente, ela, por assim dizer, pertence a outra etinia.
    Abs

  18. ricardo salazar

    -

    14/06/2012 às 17:50

    obama lembra a birmanesa nos nobeis?

  19. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 17:12

    Eu gostei do debate, mas mantenho firme meu ponto de vista. Guevara não compete com Suu Kyi, são pessoas e realidades diferentes.
    Mas não entendo como um facínora, não vejo assim. Vejo muito preconceito contra o que é considerado “esquerda” por alguns. Mas entendo também.
    Ainda acho Guevara muito, mais muito superior ao atual “herói” americano que abateu 250 iraquianos” em nome da liberdade. Abateu fazendo disso uma disputa pelo record, onde cada ser humano morto recebia imediatamente o selo de bandido. Abateu com frieza e de olho em uma medalha. Che é santo perto disso.

  20. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 17:02

    Posso até ter sido severo com Guevara, mas em competição de severidade, ele o foi muito mais com suas vítimas. Diferente dos outros que você citou, ele não tinha lá muito apreço pela paz, pela tolerância e pelo perdão. E é isso que a história dessas figuras nos mostra, por isso (não só pelo que o sanidade democrática acabou de falar), eles são tão diferentes.

  21. sanidade democrática

    -

    14/06/2012 às 16:59

    Gente boa, é uma falsa discussão entre Che e Suu Kyi. Claro que os dois são idealistas. Também foram Hitler e Martin Luther King. A questão é o tipo de idealismo. A construção de uma nova sociedade começa na luta revolucionária. Foi podre desde o começo com Che, em nome da verdade revolucionária. Tem chance de florescer com Suu Kyi. Decente desde o começo.

  22. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 16:56

    Por ter corrigido. Mas eu fui coerente, Guevara inspirou muita gente, Guevara demonstrou que se esconder e esperar que aconteça com você pode ser uma atitude, ai sim, egoísta covarde, Mandela, Luther KIng, Ghandi, São Francisco e outros também tiveram seus momentos de negação por parte de setores da sociedade, alguns até foram presos e condenados pelo regime vigente. Isso os tornou persona non grata? Não. Forma reconhecidos pelose altruismo e desprendimento. Mas não comparo o Che a eles, só acho que você está sendo um pouco severo com a história.

  23. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 16:54

    Claro que valorizo os altruístas e desprendidos, caro Observer, só acho que não é bem o caso de Guevara. E mesmo acreditando que ele fosse tão bom de coração, de boa intenção o inferno tá cheio. O cara era um assassino frio. “Tudo em nome da revolução”. É nesse sentido que falo também em arrogância e insensibilidade; bonito, né, ser cruel em nome da bondade…
    No mais, não vamos ganhar colher de chá, já que fugimos do assunto específico da coluna (embora tenhamos falado do assunto em geral), mas valeu pelo debate. Abs.

  24. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 16:48

    Bom Ronaldo, se é para entrar no jogo de palavras eu te dou a vitoria. Não quero brincar de disse me disse.
    Para mim Che Guevara foi um exemplo, que seja, como queres, por ser altruísta e desprendido. Se não me expressei bem então obrigado por ter me corrigico.
    Você então valoriza os altruistas e desprendidos? Eu valorizo.

  25. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 16:27

    OUTRA ERRATA: “seu discurso, que você adapta a cada coisa que EU falo, contra-argumentando”.

  26. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 16:26

    OUTRA ERRATA:

  27. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 16:25

    Observador, se falta coerência, é no seu dircurso, que você adapta a cada coisa que fala. Primeiro fala que Guevara teve coragem de se levantar contra quem o oprimia; aí, quando eu lembro que ele não era oprimido por ninguém, você começa a falar em outro viés, que ele seria bacana não necessariamente por se rebelar contra o inimigo, mas por ser altruísta e desprendido… Aí fica fácil discutir, né?
    ————–
    Ah, mas quanto ao que você argumentou por último, não, se Guevara não era um Mandela, muito menos era um São Francisco de Assis…

  28. carlos cezar

    -

    14/06/2012 às 16:23

    Caro Caio, a Suu Kyi não brinca em serviço, já está na Europa pedindo aos investidores que não esqueçam Mianmar. Eta, guerreira firme! Agora, mudando um pouquinho, Caio, não sou “curintiano”, mas malandro é o Santos que apaga a luz pra não passar mais vergonha, hein! ihihihih…

  29. Rodrigo

    -

    14/06/2012 às 16:22

    Claro, parabéns a Aung San Suu Kyi.

  30. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 16:21

    Ronaldo, guevara podia ter ficado em casa ronaldo, mas ele sentia-se solidário com uma latino américa desvalida! não é o que se está pedindo aos EUA nesse momento???? que retire a força o regime de Assad? Os EUa deveriam então ficar em casa e só se meter em assuntos internos? qual a sua coerência amigo? existem pessoas que se magoam com a situação alheia.

  31. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 16:10

    ERRATA ao último comentário: “quis ser SUPER-HERÓI”, não “superior”. Perdão. E o nome do sujeito era “Ernesto”, claro, não “Erneste”, como eu escrevi.

  32. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 16:09

    “Como a Suu Ki o cidadão Che colocou sua cara a tapa e enfrentou quem lhe oprimia.”
    E QUEM OPRIMIA O POBRE DO ERNESTE GUEVARA? ELE ERA ARGENTINO, DE BOA FAMÍLIA, COM CURSO SUPERIOR INCLUSIVE. FOI VAIDADE, PURA VAIDADE, “VOU LUGAR PELOS FRACOS E OPRIMIDOS”, QUIS SER SUPERIOR, E POBRES DOS QUE SE PUSERAM EM SEU CAMINHOU OU SIMPLESMENTE TIVERAM A AUDÁCIA DE QUESTIONAR ALGO OU COMER UM POUCO MAIS DA RAÇÃO DURANTE A CAMPANHA NA SELVA. NÃO TEM MUITA COMPARAÇÃO ENTRE ELE E OUTRAS FIGURAS, COMO MANDELA, QUE SOFRERAM NA MÃO DE REGIMES SEGREGATÓRIOS E/OU VIOLENTOS E AINDA DEFENDEM A TOLERÂNCIA, O FIM DA VIOLÊNCIA, TUDO PELA VIA POLÍTICA.

  33. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 16:00

    Bom Ronaldo, voce confunde um pouco as coisas, mistura defesa de ideias com apoio a regimes facistas. È natural. Che Guevara teve idéias, ideias que se espalharam. Se Che guevara posteriormente não foi fiel às suas idéias me deixa triste. você pode pensar que ele foi um narcisista, coisa muito comum na cultura do heroi Americano, mas eu vejo ao contrario. Como a Suu Ki o cidadão Che colocou sua cara a tapa e enfrentou quem lhe oprimia. Com coragem e altivez.
    Suu Ki conseguiui se destacar só com sua militãncia política, enfrentou seus opressores e conseguiu se fazer ouvida. Agora vem nova fase, e tomara ela seja bem sucedida. Seria uma glória. O outro personagem derramou sangue, muitas vezes justamente e outras tantas injustamente.
    Não vejo cegueira em tentar enxergar um lado bom nisso. Gostaria de que você citasse bons exemplos para a gente poder comparar.

  34. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 15:56

    Talvez, Ricardo, talvez. Não dicordo de você, necessariamente. É que a lógica revolucionária em si carece de realismo e abunda em arrogância e mecanicismo. Refiro-me mais precisamente à ferocidade em implantar agendas, relativizando a vida, os direitos do indivíduo e até a democracia. Em outro comentário brinquei, inclusive, sugerindo que falássemos de Mandela e não de Guevara. Ou seja, minha crítica não é à rebeldia, mas à arrogância revolucionária, truculenta, mecanicista, materialista e insensível (mas sempre travestida de amor ao próximo).

  35. Ricardo Platero

    -

    14/06/2012 às 15:48

    Caro Ronaldo às 15h07min,

    Defender os ideais com tenacidade não é um defeito. Se não fosse por aquilo que você chama de “teimosia, arrogância ou narcisismo”, muitas das democracias que admiramos hoje não existiriam ou estariam engatinhando. O problema não é o rigor da vontade, mas sim o objeto desta vontade e a forma com que ela é realizada.
    O que difere um Che de uma Suu Ki é a qualidade dos ideais e a forma com que buscam atingi-los.
    Abraços!

  36. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 15:10

    “Military hardliners, many of whom oppose Mr Thein Sein’s reforms, argue that the army must continue to have a paramount role, as it is the only institution capable of holding Myanmar’s shaky ethnic patchwork together.”
    POIS É, CARMEN, TRISTE A LÓGICA POR TRÁS DESSA DESCULPA CONTINUAR VIVA. É A DESCULPA CÔMODA, FÁCIL PARA JUSTIFICAR A PREGUIÇA (DO CIDADÃO) OU A OPRESSÃO (DO GOVERNANTE). É A MESMA LÓGICA DE RACIOCÍNIO DE QUEM DEFENDE, POR EXEMPLO, O VOTO OBRIGATÓRIO NO BRASIL, DE QUEM ROMANTIZA OU RELATIVIZA DITADURAS VIOLENTAS (SEJA DE GETÚLIO, DE FIDEL, DE STÁLIN…) E POR AÍ VAI. O CHEIRO DISSO AÍ É FORTE, DÁ PRA RECONHECER DE LONGE E SÓ ENGANA QUEM QUER SER ENGANADO.

  37. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 15:07

    “Não lhe perdoo os atos crueis e os assassinatos, mas faço-lhe um brinde pela coragem e pela tenacidade com as qual defendeu seus ideais.”
    E DESDE QUANDO DEFENDER IDEAIS COM TENACIDADE É QUALIDADE? O NOME DISSO É TEIMOSIA. PRA NÃO DIZER, ARROGÃNCIA OU NARCISISMO. AINDA PIOR QUANDO A DEFESA DE SEUS IDEIAS PASSA POR DECIDIR QUEM MERECE VIVER OU MORRER, QUEM MERECE TER ALGO, QUEM NÃO ETC. DIGNO MESMO DE LOAS É QUEM RESPEITA AS DIFERENÇAS, QUEM ENTENDE E ACEITA QUE O MUNDO, VASTO MUNDO, É MÚLTIPLO, QUE A FELICIDADE É ALGO INDIVIDUAL. FOI JUSTAMENTE A LÓGICA RECEITA-DE-BOLO QUE NOS TROUXE AS TRAGÉDIAS QUE SABEMOS QUAIS SÃO DOS SÉC. XX.

  38. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 14:02

    Isso acontece com a maioria das cinebiografias, Fernando M. Ou porque cineasta se rende romanticamente ao objeto da biografia, seja porque ao contar uma estória real o cineasta perca a mão no (necessário) drama, seja (como no caso de ‘W’, de Oliver Stone) porque o cineasta caricaturiza o protagonista, num maniqueísmo fruto da lavagem cerebral ideológica… O caso é que é difícil mesmo encontrar cinebiografias que sejam também bons filmes. Ah! Consigo me lembrar de ‘Patton’, de Franklin J. Schaffner. Bom filme e bom texto na construção do controverso personagem. Taí, por falar em rebeldes, temos “Patton – rebele ou herói”.

  39. Carmem

    -

    14/06/2012 às 14:01

    Oi Anouk,
    Acho q nesse artigo fica mais evidente como os conflitos étnicos podem ser usados contra a abertura democrática em Mianmar.
    .
    Military hardliners, many of whom oppose Mr Thein Sein’s reforms, argue that the army must continue to have a paramount role, as it is the only institution capable of holding Myanmar’s shaky ethnic patchwork together.
    .
    http://www.economist.com/debate/debates/overview/231
    .
    Lembra um pouco os discursos dos defensores da ditadura Assad .., é sempre a mesma estória.
    abs

  40. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 13:59

    Hélio, respeito seus argumentos. Mas não me convenceram. Che foi um dom Quixote do seu tempo, encarou sozinho seu ideal e foi à luta. Despertou sentimentos nobres em muitos sul americanos, desfiou interesses de muita gente poderosa. Lutou uma guerra suja contra gente imunda e cruel, dois não muito edificante mas que chamou a atenção para situações crueis até então bem escondidas nessa nossa América latina. Não lhe perdoo os atos crueis e os assassinatos, mas faço-lhe um brinde pela coragem e pela tenacidade com as qual defendeu seus ideais. Continuo vendoo como um grande ícone, como alguém que ousou encarar o ímpeto de frente e trazer novas ideias para a Sul América.
    Se quiser comparar com outros heróis estou às ordens. Cite nomes que você aprecia e discutiremos com tranquilidade e transparência. Não sou chegado a estereótipos de direita ou esquerda. Eu defendo meu ponto de vista e aceito críticas. Abs.

  41. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 13:58

    Hoje o dia está bem light, ninguém conseguiu colocar Israel ou Palestina no meio da discussão.
    Se for pra falar de rebeldes, deixemos Guevara e falemos de Mandela, pelo menos, que pode ter feito uso de violência antes de ser preso, mas depois de décadas na cadeia teve hombridade pra não pregar o revanchismo, pelo contrário. Bem diferente que querem fazer em outros lugares que eu não sei onde é…

  42. Carmem

    -

    14/06/2012 às 13:57

    Oi Ricardo,
    Austríaca com flexibilidade..
    abs

  43. Fernando Martins

    -

    14/06/2012 às 13:45

    Caio, chegaste a ver o filme do Luc Besson, “The Lady” sobre Aung San Suu Kyi? Achei uma bela história de vida, mas muito mal-contada pelo diretor francês, que filmezinho fraco…

  44. Ricardo Platero

    -

    14/06/2012 às 13:26

    Cara Carmem,

    De um aficionado por economia e HPE: austríaca? Abs.

  45. Carmem

    -

    14/06/2012 às 13:08

    Tá mais radical que o maisvalia ??
    .
    Oi Maurício,
    Eu sou mais libertária q ele hehehe, linha Ron Paul (de quem discordo muito).
    abs

  46. Carmem

    -

    14/06/2012 às 13:01

    Oi Anouk,
    Eu tb tive essa impressão, talvez essas perseguições tenham sido incitadas para justificar a intervenção militar.
    abs

  47. Helio

    -

    14/06/2012 às 13:00

    CAIO/ANOUK/THE WATCHMAN :
    CAIO : sou só emoção por minha primeira colher de chá, mas, por questão de justiça, devo os argumentos aos estudos e artigos publicados pela Stratfor no últimos 6 meses.

    ANOUK : sim, Fidel usou Che e quando não interessava mais, se livrou dele. Embora, isso não limpe Fidel, não lhe tira o mérito de saber que indivíduos com Che têm data de validade curta,mesmo para caras que nem Fidel.

    THE WATCHMAN : corrigindo a frase “você tem direito à sua opinião, mas não aos seu próprios fatos”. Ele não foi líder, nem guerreiro, apenas uma facínora que a esquerda resolveu romantizar. Tudo dele é lixo contaminado e não vale a pena usar nada dele sem se sujar ou correr o risco de parecer ingênuo e injusto com aqueles que ele trucidou.
    Boa fonte caro Helio, abs, Caio

  48. Mauricio

    -

    14/06/2012 às 12:52

    Carmem liberal de extrema-direita. Hehehehehehe. Divertido o politicometro. Tá mais radical que o maisvalia ??
    Longa vida a Suu Kyi.

    PS: Che pra mim não batia bem da cachola. Psicopatias complexas..sei lá.. tipo Chomski.. Hoje é fácil rotulá-lo de assassino, eu tendo a fazer isso tambem. Na época era diferente. Essa gente acredita nas próprias loucuras. Ver a historia da poltrona é mais fácil. Só recrimino ficarem idolatrando uma pessoa dessas e colocando estampa de uma pessoa que executava os outros a sangue frio em camisa. Isso é ridículo e falta de informação.

  49. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 12:47

    Isso me perturba tb Pedro I. Essa mudança de comportamento. Parece uma consequência do póder.

  50. Pedro I.

    -

    14/06/2012 às 12:22

    The Watchman – 14/06/2012 às 11:26
    .
    Mas o Chê era outro ditador.

  51. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 12:05

    Mas eu não concordo mais valia, acho que ele foi um líder Guerreiro. Quantas mortes foram realizadas pelas suas próprias mãos? 150?

    Tem um sniper americano que se orgulha de ter matado 250 iraquianos, friamente e em nome da liberdade. Escreveu até livro e vai fazer filme. Um heroi americano não é?
    A verdade tem varia faces.

  52. Anouk

    -

    14/06/2012 às 12:05

    Oi Carmem,
    Sobre o artigo, parece-me coisa orquestrada, para ababelar o andamento das negociacoes para a democracia no país.
    ***
    Maisvalia, imperdoável de minha parte, esqueci de mencionar o Raul-vampiro-comum (alusao ao morcego-vampiro-comum por ser pequeno e gostar de sangue).

  53. Ricardo Platero

    -

    14/06/2012 às 12:04

    Caro Caio
    Apesar de haver nomes que não mereciam a honraria e muitos que mereciam, mas não foram laureados, o Prêmio Nobel da Paz é razoavelmente assertivo.
    Dentre os laureados, Luther King é de longe aquele que representa da forma mais adequada o que é ser um Nobel da Paz para mim. É ser alguém capaz de fazer a mensagem de união sem distinção entre grupos divergentes parecer específica para cada um dos grupos, de forma ímpar, e levá-los a reflexão pacífica que levará a mudança. É ser alguém que faz berrar a desaprovação daquilo que nos faz menos humanos e racionais sem dizer uma palavra, mas com gestos concretos e ações firmes.
    Unificar diversos grupos étnicos sobre um único Estado é algo extremamente difícil. Unificar diversas vozes diferentes em único coro e transmitir uma mensagem única contra uma ditadura é sobre-humano.
    Mianmar tem muitos, mas muitos e muitos problemas a serem resolvidos, mas que seja na luz da democracia que surge que as trevas de um passado recente sejam extintas. Que Suu Ky não seja a vela que guie o país, pois velas se extinguem, mas que seja o fósforo que acenderá em cada cidadão deste Estado o desejo de prosperar.
    Abraços.

  54. diógenes

    -

    14/06/2012 às 11:44

    Prezados e prezadas, não fiz apologia do Che, apenas achei a frase apropriada. Abaixo Che, Viva Suu Kyi.

  55. maisvalia

    -

    14/06/2012 às 11:29

    E o que de dizer de Fidel. Aproveitou-se do gosto mórbido de Guevara por sangue, para nao ter que sujar as próprias maos.
    E DO IRMÃO ANOUK.
    TEM FOTO DO RAUL ANÃO AO LADO DE UM FUTURO EXECUTADO.
    E OBSERVADOR.
    CHE ERA FACÍNORA SIM.
    GRANDE HOMEM FOI QUEM O MATOU.

  56. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 11:26

    Não precisam me agredir, eu não sou anti americanos, eu não sou líder nem de galinheiro.
    Minha admiração pelo Che se resume à sua disposição de lutar contra grande ditadores e grandes exércitos. Eu admiro suas ideias de enfrentar quem te escraviza, aliás ideias que também são apreciadas por americanos,israelenses e outros.
    Se vocês querem demonizar o cara, fiquem à vonntade, eu não sou advogado dele.
    Como disse alguém: tem que ser duro, mas sem perder a ternura.
    O problema aqui é que tudo descamba para o fanatismo, para a torcida organizada. Seria muito bom que as coisas fossem assim, bipolares, Preto no branco como muitos gostariam. Mas não são. Kissinger é um exemplo de como os grandes players podem ser maleáveis para amarrar as alianças.
    Não me queiram mal.

  57. Anouk

    -

    14/06/2012 às 11:20

    Helio
    THE WATCHMAN ON CHE GUEVARA:
    Você tem que estar de gozação. Che era uma facínora, que até Fidel achou por bem se livrar dele.
    ***
    E o que de dizer de Fidel. Aproveitou-se do gosto mórbido de Guevara por sangue, para nao ter que sujar as próprias maos.

  58. Carmem

    -

    14/06/2012 às 11:17

  59. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 11:12

    Pois é, Caio, como pouco conhecemos a Suu Kyi, acabamos discutindo os rebeldes que conhecemos, Guevara, Mandela et caterva…

  60. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 11:03

    Vou discordar MV, mas sem gritaria. Eu gosto da ideia libertaria do Chê, mas não gosto do comunismo. Tivemos muitos senhores de escravo nesta América Latina, muitos ditadores. Che Guevara se rebelou, partiu para a guerra, usou violência. Me diga onde a violência não foi usada? Na guerra de independência dos EUA? Na criação do estado de Israel? Na derrubada do Nazismo? Mas em todas essas historias existem os guerreiros heróis, os guerreiros por uma boa causa. A historia Americana e a Israelense é recheada de heróis que também sujaram as mãos de sangue.
    Não comparo o Che a essa heroína de Mianmar, ela é de paz. Che foi um homem de guerra, cruel sim, mas teve seu lugar na historia. Não no capitulo dos facínoras, mas no capitulo dos grandes homens.

  61. maisvalia

    -

    14/06/2012 às 10:46

    Che Guevara foi um heroi, um ícone latino.
    EU DISSE ONTEM:
    OS SOFISTICADOS USAM SOFISMAS PARA DEFENDEREM O ECUMENISMO TIRÂNICO E TEM A CARA DE PAU DE IGUALAR TATCHER COM SEUS LIXOS.
    SEMPRE DÃO UM JEITO DE FALSIFICAR A HISTÓRIA E NIVELAR OS OUTROS COM SEUS ANÕES MORAIS.
    DIGO HOJE:
    HERÓI QUE MATOU UMA CRIANÇA DE 15 ANOS NA FRENTE DA MÃE?
    QUE ROUBAVA OS ROLEX DOS EXECUTADOS?
    Chê é um revolucionário, que viveu a realidade de uma época com honra.
    ELE ESTÁ NO INFERNO ACOMPANHADO DE POL POT, STALIN, MAO,PINOCHET, HITLER,CEASESCU,TROTSKY, TODOS REVOLUCIONÁRIOS ASSASSINOS CARRASCOS MALDITOS EM SUA ÉPOCA.

  62. Helio

    -

    14/06/2012 às 10:43

    THE WATCHMAN ON CHE GUEVARA:
    Você tem que estar de gozação. Che era uma facínora, que até Fidel achou por bem se livrar dele. O que fez dele um bandido foram os julgamentos e fuzilamento sumários que ele executou. O que fez dele um insano foi seu fanatismo ao tentar impor aos outros suas crenças, pior de tudo, pela força e o desprezo que demostrou por aqueles incapazes de ceder aos cândidos argumentos. Você tem direito a ter sua própria opinião, mas não aos seus próprios. Negar a história em nome de suas ideias não faz juz ao seu nome.
    Boa, Helio, colher de chá matinal. Abs, Caio

  63. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 10:39

    Observador, Guevara foi um bandido não por ser contra os EUA, mas por ser um assassino frio mesmo, que se metia onde nem era chamado (não à toa, rodou até Brasil e Bolívia, onde morreu) e se lixava para instituições ou estabilidade de um país; era narcisista dentro de seu discurso “humanista”; ele, como outros, lutam em nome dos fracos e oprimidos mas tudo no final gira em torno deles; tudo vaidade…

  64. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 10:37

    Diógenes, se a Suu Kyi se assemelhar a Guevara, pobres mianmarenses (ou birmaneses)…

  65. Ronaldo

    -

    14/06/2012 às 10:34

    Bom dia, Caio. Obrigado por mais essa coluna, não sabia nada do assunto.

  66. Carmem

    -

    14/06/2012 às 10:29

    Ótima coluna Caio.
    Nobel e homenagens merecidíssimas para Suu Kii.
    Longo caminho adiante mas ela já provou q no mínimo tem tenacidade para percorre-lo até o final.
    abs

  67. Helio

    -

    14/06/2012 às 10:25

    CAIO :
    Duvido que a abertura dê pra trás. Existem razões econômicas fortíssimas para que continue. Embora pobre no momento, Mianmar é riquíssimos em vários recursos naturais. As relações com a China estão muito bem e existe, entre várias razões econômicas para que as coisas permaneçam calmas, a construção de gasoduto de 3000 km ligando a província de Yunnan, China à Baía de Bengal (ou será Bengala) via Muse, Mianmar. Portanto, o processo não é acidental, mas planejado. Realmente, o componente étnico, como você atentou, é fonte potencial de problemas, mas os donos dos botecos (China + Mianmar) e as vantagens econômicas que advirão devem manter as coisas tranquilas. A China precisa muito que a coisa dê certo e não vai permitir bagunça no seu quintal.

  68. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 10:24

    Che Guevara foi um heroi, um ícone latino. Se Cuba seguiu outros caminhos isso não o desmerece. O fato de ser contra os USA não faz dele um bandido, os EUA sempre satanizaram seus opositores.
    Mas é claro que vai gerar discórdia, isso faz parte do microcosmo democrático que é essa coluna.
    Chê é um revolucionário, que viveu a realidade de uma época com honra.
    Abs Caio.

  69. Augusto (de Manhattan)

    -

    14/06/2012 às 10:06

    Se Mandela conseguiu,Suu Kyi vai conseguir.

  70. Marlene

    -

    14/06/2012 às 10:05

    Caio, endosso sua linda coluna

  71. Diógenes

    -

    14/06/2012 às 9:36

    Perdão por provocar, mas dá até para citar Che Guevara com esta mulher estupenda: hay que endurecerse sin perder la ternura jamás
    Boa provocação,hehehe, abs, Caio

  72. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 9:34

    Quase sem polemicas. He he he

  73. Anouk

    -

    14/06/2012 às 9:34

    Caio,
    Oi Caio,
    A carga de responsabilidade de um Kissinger é de outra cepa, muito mais abrangente e complexa. Que os outro nobéis da paz me perdoem.
    Suu Kij, foi obrigada a curvar-se aos militares, temperar seus convencimentos para o diálogo. Tomara que sua habilidade política lhe reserve no futuro o epíteto de fada no lugar de bruxa.
    Isso ai, com respeito, mas sem deslumbramento, Anouk, abs, Caio

  74. carlos cezar

    -

    14/06/2012 às 9:20

    Caio, não quero estragar a festa de ninguém, muito menos da Suu Kyi, mas festejar pessoas como ela está começando a cair em desuso. Hoje já é difícil combater a tese de que sairá vencedor apenas aquele que China, Rússia e Estados Unidos desejarem (de acordo com seus interesses econômicos e financeiros) que seja vencedor, pois só este terá todo o apoio logístico para chegar à vitória, como armas e dinheiro. O resto são acessórios e cosméticos para tornar um pouco mais sedutores esses pretensos herois que ainda desfilam por aí com seus largos sorrisos e palavras bonitas alimentando as pequenas fantasias dos mais ingênuos. (Espero que tudo isso que eu disse seja uma grande mentira!)
    Abs.
    Nao se preocupe, caro Carlos, voce nao esta estragando a festa, abs, Caio

  75. Noah Shuster

    -

    14/06/2012 às 9:10

    Belíssimo texto. Parabéns Caio.
    obrigado, abs, Caio

  76. maisvalia

    -

    14/06/2012 às 8:47

    Viva Suu Kyi
    Viva Liu Xiaobo e
    Viva Yoani Sánchez, que está por merecer uma palhinha, hehehe
    God save quem luta por liberdade que SÓ AS DEMOCRACIAS LIBERAIS PROPORCIONAM!
    God save eles, valeu, abs, Caio

  77. The Watchman

    -

    14/06/2012 às 8:06

    Hoje não haverá polêmica. Pessoas que lutam pela paz e pela liberdade são o que há de melhor nesse mundo cão.
    Que essas pessoas sejam a lanterna que guia nosso barco pela escuridão. Vida longa aos verdadeiros homens e mulheres de bem.
    Amém dear Caio.
    Amen, abs, Caio

  78. amauri

    -

    14/06/2012 às 7:45

    Bom dia Caio!
    Como é dia de homenagem a mulher, uma homenagem a uma mulher não menos importante. Não sei se já foi comentado no post de ontem, que estive pouco presente.
    Morreu dia 12, Elinor Ostrom, a primeira economista mulher a ganhar o premio Nobel de economia.abs
    Boa lembrança, caro Amauri, abs, Caio

  79. Margarida (Portugal)

    -

    14/06/2012 às 7:38

    Suu Kyi é decente, elegante e suave, mas tem tenacidade e capacidade para derrubar uma ditadura.
    Boa, Margarida, abs, Caio

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados