O poder a tecnocratas europeus (por um tempinho)
Talvez seja a hora, por algumas semanas ou meses, de governos de união nacional chefiados por figuras incolores, mas respeitáveis, como o grego Lucas Papademos, que já foi vice-presidente do Banco Central Europeu, ou o italiano Mario Monti, outro burocrata supereuropeu, um dos nomes cotados para colocar um pouco de ordem por uns tempos no caos político e econômico, assim que terminar esta novela Berlusconi (advertência: no caso dele, depois que termina uma, uma outra pode começar).
Berlusconi prometeu na terça-feira renunciar quando for aprovada a lei orçamentária .Além das óbvias questões de danos morais e à saúde política da Itália, Berlusconi, em termos econômicos, é um alto risco à segurança nacional e da Europa. Os custos de empréstimos saltaram para níveis insustentáveis na quarta-feira, comprovando que a mera promessa de Berlusconi sair de cena foi insuficiente para acalmar os mercados e o cenário de eleições no começo de 2012 alonga a incerteza. O recado é claro: fora já.
Estes nomes de tecnocratas podem parecer pequenos diante da enormidade da crise de cada país em apuros, do grande drama europeu. Mas eles crescem diante de um risco Berlusconi. O que fazer, além de depositar a esperança em governos técnicos de emergência por algumas semanas ou meses? No Europa é dia atrás de dia, um ponto a mais atrás do outro no custo de empréstimos para países na pindaíba. O que a Europa tem feito ultimamente é empurrar os problemas para frente, movida por reuniões de cúpula que terminam de madrugada e bordões do gênero “tudo sera feito para salvar o euro”. Com a incapacidade de apagar pequenos incêndios dois anos atrás, como a Grécia, agora é a floresta pegando fogo.
Manifestantes furiosos com pacotes de austeridade ou a noção de que países se tornaram protetorados da troika União Europeia-Banco Central Europeu-FMI botam para quebrar nas ruas. Mas mudanças políticas de uma semana para cá têm sido em grande parte empreendidas por operadores de mercado, elevando os custos dos empréstimos, como no caso italiano, de forma frenética. Eles tiveram mais força do que eleitores ou parlamentares para finalmente dar um basta no venal reinado de Berlusconi (advertência renovada: com ele só acaba quando termina).
Nestes tempos de conexões econômicas globais de alta tensão, o ritmo de democracias nacionais se mostra inadequado e suas lideranças incapazes de manter o necessário passo apressado. E processo democrático pode ser mesmo uma linguiça, melhor nem sempre ver como acontece. Aliás, as lideranças continentais tampouco se mostram à altura da tarefa.
O destino está sendo contado e cantado nas notas que bancos, corretoras e empresas de análise de risco enviam a seus clientes. Jan Randolph, da IHS Global Insight, por exemplo escreveu que “Berlusconi efetivamente perdeu o capital político para conduzir o país através de um período de austeridade e reformas estruturais que afrouxe as amarras da economia e estimule o crescimento. É possível que um amplo governo de unidade nacional, chefiado por um respeitado tecnocrata como Mario Monti, seja formado ou novas eleições sejam convocadas.”
Estamos, é claro, apenas desenhando cenários em dias voláteis e também melancólicos. Soluções temporárias podem ser sábias até que governos sólidos e estáveis possam empreender reformas e pacotes de austeridade salgados. Nada é garantido com estes tecnocratas, sequer que eles assumam o papel nos próximos dias ou semanas. Afinal, os atores políticos tradicionais continuam no palco. Ademais, os tecnocratas também são capazes de fazer um papelão. Mas no mundo real as escolhas as vezes são entre Berlusconi e Papandreou (o primeiro-ministro grego de partida) ou os burocratas como Monti e Papademos.
Adiante do fogo na floresta europeia, caso as coisas se aclarem, estão as decisões históricas se as nações que compõem uma União Europeia que se preparou para trabalhar junta na calmaria, não na tempestade, poderão consolidar uma integração ao preço de menos soberania nacional. Estamos longe disso. Um projeto europeu hoje em dia é aguentar até o dia seguinte (exagerei, até a semana seguinte). Quando a gente grita Viva a Europa! não é um brado de vitória, mas que ela consiga realmente sobreviver.
***
Enquanto a Itália não acaba, a colher de chá vai para o leitor “Anti-Petista”, com seus desabafos em parte em italiano (dia 9, 9:32 e 9:35). Colheres merecidas também para o Bruno (dia 9, 10:11) e o Rober (dia 9, 10:25), que apontaram pontos fracos no meu texto.



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90 Comentários
L.Fernando
-20/01/2012 às 10:21
Enquanto o leitor “anti petista” grita os problemas da Itália, no Brasil curtimos a marolinha previta pelo petista mor Lula. Emblemático.
Valquiria Pisani
-08/12/2011 às 22:25
Caio, estou aqui perto do Mainard, em Pordenone, faz 5 meses. A Italia arrumou um novo ” BADANTI ” (nome dado a senhoras vindas do leste europeu pra cuidar de idosos italianos de 90 anos e que ficam de baba o tempo todo.)
Caio, a Italia é aquela velhinha que precisa de remedinhos e cuidados porque a vidinha dela foi sempre assim ( com sua horta,seus vinhos, suas Operas , ah ontem teve uma e foi a vez do Monti brilhar na RAI 1, o Berlusconi acho que nao foi convidado, rsrsrs).
A cada dia a Italia vive sem nenhum movimento verdadeiramente arriscado, por isso vivem tanto ( é uma boa estratégia esta ).
O Professor Monti é o badanti desta senhora chamada Italia!!!
Ja viu como é cuidar de velho ! Precisa de muuuuita paciencia. Bom, com esse “prenome” Professor, simplesmente os debates noturnos das tvs nem fazem objeçoes de que ele seja O BOM na matéria.
A Italia é aquela velhinha simpatica ( tem o carisma que a Inglaterra por ex. nao tem ), é aquela que tem bastante cultura, que tem muitas obras de arte em casa, dizem pra mim que tem muitas coisas valiosas, mas sem liquidez, os tais patrimonios que so rendem turismo.
O sonho hoje aqui é viver da aposentadoria e essa prorrogaçao que o Professor Monti teve que falar porque,o Berlusconi nao teve coragem e nem a tal da ministra que ele arrumou pra explicar isso, caiu em lagrimas e ficou muda, bom essa prorrogaçao nao agradou nem um pouco.
Os impostos ficarao mais altos ( se os Senadores toparem, tem mais essa , a Benzina ( meu carro é com Benzina – que saudade do meu corsinha flex), pessoas com 50 anos sao convidadas a sair das empresas como se fossem pesos mortos, bom em suma, um verdadeio dramalhao a putanesca, rsrsrsrs
A soluçao o Professor Monti falou, sera TRABALHAR e nao fechar,por exemplo, o comercio durante 3 horas para o almoço, como a Tia avo Italia sempre fez.
Fazer gente velha trabalhar, hummmmm
Aqui eles nao tem o plano B. Nunca pensaram nisso. A Italia ficou olhando a cadeirinha de balanço confortavel do Euro e ficou olhando suas joinhas na caixinha ( aquelas que elas escondem das tais “Badantis ” )
Coitada da Italia, do Leste e dos Africanos, e de mim.
bj Val Pisani
Bom, em suma, vou te dizer que to de saco cheio de tanto
Devildom voyeur
-18/11/2011 às 17:12
To put it bluntly, while the jihadists call for “Death to the West!” the transnational progressives are quietly promoting civilizational suicide. That may not be what they intend. In theory, they are only recognizing “global interdependence” and arguing that “global problems require global solutions.” In practice, however, their project is to shift political and economic power from the citizens of nation-states and their elected representatives to the U.N., unelected bureaucrats, judges, lawyers, and NGOs. These individuals and institutions are to wield not only transnational authority (power “beyond” nations) but also “supranational authority” (power “over” nations).
http://www.nationalreview.com/articles/282773/brave-new-transnational-progressive-world-clifford-d-may
estevan natolo junior
-14/11/2011 às 12:17
Caio, que pauta, heim? Mostra a importância da Itália, por aqui, com a participação acalorada dos seus leitores. No MC de ontem, o Diogo defendeu que agora a Itália tem um primeiro ministro à sua altura no comando e que vai “arrumar” a casa. Eu concordo e espero, mas tem um detalhe complicador que é o seguinte: Qual a Itália que ele vai arrumar? A do norte, que é uma Ferrari, com um desenvolvimento comparado ao dos alemães ou as outras, que ainda estão no FIAT 157, dos anos 60? Eu adoro todas elas, mas é muito complicado. Exemplo, quando você viaja pela Itália, não nas auto-estradas, mas nas vicinais, são em média 20 Km entre uma pequena cidade e outra, que hoje estão na sua grande maioria muito bem cuidadas, mostrando a sua rica história e os seus habitantes vivendo de pequenos negócios sustentáveis ou empregos públicos locais ou ainda de aposentadorias no mínimo razoáveis. Tudo isto, vai se deteriorar com as novas medidas e só com o turismo, como receita extra, elas não vão se sustentar. Lá em cima, na Itália mais rica, eu sinto que o problema é mais sensível, porque os aspectos políticos serão complicadores, já que, os sindicatos e os partidos irão para o confronto e tem ainda os problemas com o enorme contingente de imigrantes ilegais nas grandes cidades que estão ficando desocupados, insuflando a insegurança, prato cheio no jogo político local. Será Fellini, puro, mas a Itália agüenta.
Bom comentario, caro Estevan, pena que o debate ja esteja rolando nas colunas mais recentes sobre palestinos e Asia, mas valeu, abs, Caio
Vera
-13/11/2011 às 16:31
Oi Pedro
Realmente nada prolixo, hehe…
então tá, bom humor é sempre bom.
Bom feriado p/ vc tb.
Abs
Pedro Luiz Moreira Lima
-11/11/2011 às 22:05
Oi Vera:
Tentarei não ser prolixo – OI VERA.
Abraços – consegui passar a dialética?
É brincadeira – bom humor apenas
Bom feriado
Fernando dos Santos
-11/11/2011 às 17:56
A União Européia deveria ter criado uma espécie de brigada de incêndio para quando as coisas esquentassem(como acontece hoje) mas sei lá se por excesso de confiança ou ingenuidade acreditou que tudo daria certo no projeto europeu.
A brigada antiincendio estava sendo montada agora, abs, Caio
Vera
-11/11/2011 às 16:40
Olá Reynaldo e Pedro
Sem mais delongas, apesar de respeitar suas opiniões, discordo veemente delas.
Desculpem-me mas esse dicurso isonômico e proselitista da esquerda não me convence e se eu fosse explanar o porque, quase daria um livro.
So, let it be!
abs
Leonel
-11/11/2011 às 16:30
Em 28 de abril, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten (lembra deles, caio?) publicou artigo onde mostra que a adoção de maiores restrições à imigração resultou em uma economia de mais de 600 milhões de euros por ano.
Daniel Peccini Correa
-11/11/2011 às 12:19
O Antipetista apenas copiou e colou um comentario de uma outra pessoa tirado daqui:
http://www.corriere.it/dilatua/Primo_Piano/Economia/2011/08/24/020ab780-ce3d-11e0-8a66-993e65ed8a4d_2/marchionne-elkann-iva-manovra_full.shtml
Bruno
-11/11/2011 às 10:49
Caio, obrigado pela colher de chá. Me sinto honrado!
Saudações
Bruno, tenha suas opinioes, mas pense um pouco no que escrevi ao final do meu comentario, abs, Caio
reynaldo
-11/11/2011 às 9:09
Vera, os governos de esquerda que passaram pela Europa e pelo mundo só se mantêm no governo trairem seus eleitores e fizerem um governo de direita no plano da dita “política econômica”, com a diferença de que dão algumas migalhas para os pobres. Isso é o que chamam de democracia. Quando alguém tenta obedecer a vontade do povo e romper com o pensamento único dos ditos “mercados” e do seu braço “intelectual”: a internacional tecnocracia e a grande imprensa, esses caras fazem o característico terrorismo disfarçado de racionalidade, ou seja, “é moralmente justificável dar o calote, mas vivemos no mundo real”, ou seja, o mundo real é aquele em que a vontade da aristocracia financeira se sobrepõe à dos povos, espécie de fatalismo que prega que enfrentar essa turminha da pesada ao final das contas sai muito mais caro para o comum dos mortais. Tudo bem, concordo que seja verdade. Mas então não me venham falar em “democracia”, “estado de direito”, “liberdade de imprensa”, usando essa mitologia para justificar sua superioridade moral sobre os totalitarismos de esquerda.
Leonel
-11/11/2011 às 8:35
O problema é que o Welfare State foi estendido a milhões de imigrantes que foram para a Europa apenas para parasitá-la.
A maior prova disso se deu na Dinamarca, onde após a aprovação de uma legislação que dificultava o acesso de novos imigrantes ao Welfare State, o número de pedidos de asilo e casamentos com estrangeiros diminuíram.
Leonel, Leonel, mostre seus numeros. Este nao é o problema crucial do Welfare State, abs, Caio
Pedro Luiz Moreira Lima
-11/11/2011 às 0:06
Caro Caio Blinder:
Aí não! Welfare State o culpado? vamos com calma – criado no sentido de solidariedade pós guerra, onde ferido fisicos,feridos psicologicos sem eira e nem beira andando pelos Estados, até que alguem mesmo na crise deu a idéia – “Todos tem o direito a saude,educação,aposentadoria…”"quem mais recebe contribui mais”Um sistema aprovado por CONSERVADORES e TRABALHISTAS – e a população também Ricos e Pobres – um sistema baseado na solidariedade.
Vem um “sábio” e diz o dinheiro deve rodar no mundo sem nenhuma barreira – quem o fizer esta fora do cassino.
O resultado precisa dizer?
Quer dizer Caio Blinder foi a solidariedade a culpada?
Quer dizer que o cassino financeiro mundial em escândalos,corrupções e finalmente baseado no egoismo – uma concentração de renda recorde nos EUA e Europa – são as vítimas?
Qual o numero do Welfare State nos Investimentos dos Estados? – recuso a dizer GASTO SOCIAL e sim Investimento Social.
Me diga então quanto custou os golpes das corporações financeiras nas finanças dos Estados?
Culpar o Welfare State é culpar a HUMANIZAÇÃO mesmo quando dizem que no Capitalismo não existe Humanismo – o Welfare State desmente essa verdade.
Se for assim – o NAZISMO venceu! e os POVOS dos EUA e Europa recusam a aceitar o NAZISMO, recusam a irem para o exterminio e dessa vez de forma hipócrita – a Banca Internacional de Carrasco se diz Salvador.
Quero calote?não sou GÊNIO TECNOCRATA – sou POVO e como POVO desejo decidir meu destino e não TECNOCRATAS CORRUPTOS LIGADOS A BANCA INTERNACIONAL DECIDAM.
Não me refiro a voce caro Caio,discordo é da sua opinião.
Grande abraço.
Caro Pedro, nao foi isto que eu disse: foi uma bela viagem, morro de inveja, eu que já estou cinquentao, quisera ter esta rede de protecao europeia, mas custou caro e o sistema europeu foi lento para fazer os ajustes (uma briga francesa para aumentar em dois anos o limite para aposentadoria). A Alemanha foi mais arguta e mesmo a social democracia topou algumas reformas e isto ajuda a explicar o pais melhor ancorado para aguentar a tempestade. Os paises menos previdentes emprestaram adoidado para pagar as contas, os bancos cobraram juros mais altos e a brincadeira foi rolando. Italia é um bom exemplo. Seu problema nao é deficit, mas a divida publica. No momento precisamos destes tecnocratas carrascos, como na Grecia e Italia, senao a execucao sera ainda mais sangrenta depois. Mas boas colocacoes, caro Pedro, embora discorde. Abs, Caio
Douglas Hernandes
-10/11/2011 às 23:37
Mas a União Européia e a criação do euro foi um erro não acha Caio?Esse modelo econômico de centralizar e tornar mais fácil a circulação de uma moeda única na Europa foi fiasco.Outro ponto que você deve concordar comigo,o número de aposentados está aumentando e a população vem envelhecendo enquanto que na contramão a população mais jovem encurta mesmo com o alto desemprego entre eles.Em relação ao dolce vita pós-guerra, ah isso nunca vou ver.
Concordo, Douglas, foi um projeto mal costurado, agora esta rasgando e tentam remenda-lo. E voce tem razao, existe o contraste entre os aposentados e os jovens desempregados.Ha tambem o contraste em paises como a Espanha de sindicatos que garantem empregos vitalicios para os seus membros, engessando o mercado de trabalho, enquanto a massa de jovens tem apenas empregos temporarios, sao os mileuristas (mil euros por mes), boas colocacoes, abs, Caio
Douglas Hernandes
-10/11/2011 às 23:26
Cada vez mais vemos não só a Europa mas outros países empurrando com a barriga os problemas que ninguém consegue arrumar,sai um político entra outro e assim vai e nada tem jeito.A diretora do FMI já avisou,é uma década perdida,não é.Desde o fim dos anos 90 esses problemas já se acercavam mas ninguém dava muita atenção,agora veio para ficar.O problema hoje é esses políticos velhos e feudais,absolutistas que teimam em afundar cada vez mais as economias em favor da ganância capitalista insustentável que permeia.Os movimentos como Ocuppy Wall Street devem ganhar mais força ainda,é preciso reformar,mudar,conscientizar,a Europa precisa de um balançada para acordar e poder enfim ter sossego.São séculos de tormentos que ainda insistem em continuar.Novas mentes,jovens e modernização é isso que falta.
Caro Douglas, creio que há uma confusao de atores no seu comentário, varios problemas europeus nao foram criados nao por ganancia capitalista, mas por ganancia do welfare state para manter beneficios insustentaveis. Foi uma dolce vita na Europa no pós guerra, agora é hora de apertar os cintos. Abs, Caio
veiaco
-10/11/2011 às 20:42
Ou seja: A Plutocracia toma o lugar da Democracia “por um tempinho”.
No caso italiano, é a tecnocracia do lugar do plutocrata Berlusconi, abs, Caio
Pedro Luiz Moreira Lima
-10/11/2011 às 20:08
Cara Vera – ideologias quando visam o bem da humanidade são e seraõ sempre benvindas,a religião para a união de todos e não disputas sempre benvinda,partidos para disputa de idéias sempre benvindos,organizações da sociedade civil para reivindicar,caminhos sejam benvindas,imprensa livre apartidaria em busca da verdade seja benvinda a todos que desejam decidir,debater o destino da sociedade sejam benvindos.
Aqueles que em escritórios de luxo,ar condicionado, cercados de prazeres e longe de tudo, da sociedade,do POVO e decidem sozinhos o destino de todos – OS TECNOCRATAS – Livrai-no desse cálice,PAI!
jorji
-10/11/2011 às 16:58
Tudo que sobe, desce, nem tudo que desce consegue subir, é nos grandes crescimentos econômicos que sempre estão o perigo, nos momentos de euforia, me lembro bem, tudo subia, o preço dos imóveis, ações de empresas, salários, tudo subia, algumas empresas atingiam valores estratoféricos, foi uma especulação impressionante, e agora José? Poupar para depois gastar, essa é a regra básica de um sistema econômico, quantos os americanos tem de poupança? Eu penso que trocar de líderes de nada vai adiantar, não tem outro jeito, dívida de governos tem que rolar e enrolar eternamente, até que tudo vá pelos ares.
Vera
-10/11/2011 às 14:53
Olá Pedro Luiz
Então o que? as ideologias partidárias ajudarão? De onde virá o pragmatismo necessário à questão?
Não entendo de economia e política, e como tal não posso pensar em alguma panaceia, mas num aspecto geral, penso que não é hora de blá,blá,blá político…
Também eu respeito a sua opinião amigo Pedro.
Abs
abs
Pedro Luiz Moreira Lima
-10/11/2011 às 13:14
Amiga Vera:
Com todo o respeito a sua opinião – Tecnocratas não!
Grande abraço
Vera
-10/11/2011 às 12:56
Sr Reynaldo
O sr. diz e repete que quer um governo de esquerda para a solução dos problemas, ué mas a crise acontece antes e durante gestões em vários países com governos de esquerda na Europa e no próprio EUA (os democratas são os mais próximos da esquerda). Cadê a soluçao?
Para o momento não serão partidos que resolverão esse imbróglio, mas ações concretas pragmáticas e essas podem mesmo vir é dos tecnocratas.
Pedro Luiz Moreira Lima
-10/11/2011 às 11:56
Amigo Caio Blinder:
Em resposta ao seu comentario ao meu:Deus te ouça,Deus te ouçça e que os amortecedores sociais não sejam os brioches do imperio frances.
Abração
reynaldo
-10/11/2011 às 10:10
Maisvadia, amigão, tava sumido! Sempre afiado com o discurso de Reinaldo de Azevedo, parece até um eco do valentão! Não quero matar ninguém não, cara, nem quero roubar ninguém, quero, como disse abaixo, a República, o dinheiro do contribuinte usado em favor do contribuinte, quero a Democracia, que um partido eleito de esquerda possa implantar uma plataforma econômica de esquerda, porque assim o povo escolheu, e não ficar atrelado à receita universal ditada pela aristrocracia financeira e quero o capitalismo, ou seja, um dia a dívida estatal tem que terminar, não há como viver eternamente pagando uma dívida que só cresce e também é preciso deixar que instituições financeiras ineficientes cheguem à falência, sem o socorro do estado. O mundo não vai acabar por causa disso, esse papo do Caio de que eu quero a quebradeira do sistema financeiro internacional é o terrorismo que a aristocracia financeira faz toda vez que existe o risco de um “calote”. E nem sequer se trata de calote, o cidadão está pagando por uma dívida que não contraiu e que nunca consegue ser quitada, esses caras já ganharam dinheiro demais, é hora do cidadão ter escola decente, hospital de primeira, funcionários bem pagos e estimulados, rodovias sem pedágio, etc., só não tem dinheiro para isso porque, só para se ter uma idéia, 43% das receitas do Brasil vão para o pagamento da dívida eterna. As pessoas estão percebendo, apesar da mistificação da grande imprensa, elas não querem o comunismo, elas querem a república, a democracia e o capitalismo.
Anouk
-10/11/2011 às 9:21
Oi Caio,
Ótimo texto e uma ótima troca de idéias com o Devildom voyeur.
Eu nao enxergo o projeto europeu através de lentes cor de rosa, mas imaginá-la como a Suíca, em termos políticos, seria maravilhoso. Sonhar a gente sempre pode, né?
Obrigado, Anouk, dificil este cenario suico. Alias, de novo quero saudar os leitores pois as contribuicoes num debate tao complexo sobre o futuro da Europa tem sido produtivas, abs, Caio
zz
-10/11/2011 às 7:16
Imagina se o Lula é presidente por lá? A Europa merece um Lula.
Betty
-10/11/2011 às 6:14
O assunto e’ muito serio, no entanto, o comentário em italiano do AP, lá atras, e’ um deleite! Delicia mesmo. Me lembra Umberco Eco lendo, obviamente em Italiano, um capítulo do Pêndulo de Foucauld para um publico que nao entendia italiano e no entanto, todos entendiam o que dizia….Parabéns Caio. Assunto extenso, complicado, mas bem resumido.
Obrigado, Betty, Europa nos deixa extenuados e a licao para todos é a armadilha do simplismo, de solucoes faceis para problemas complexos, abs, Caio
Pedro Luiz Moreira Lima
-10/11/2011 às 1:10
Caro Caio Blinder:
Devemos reconhecer uma coisa – O MODELO DO LIVRE MERCADO FALHOU – isso não quer dizer que é o fim do capitalismo mas é o fracasso da FINANCEIRIZAÇÂO(existe esse nome?) da economia mundial e também da teoria ” O próprio mercado se autoregula.”
O que irá surgir é a grande duvida, mas encarar e reconhecer que as politicas economicas dos anos 1980 falharam já é um bom começo.
Uma coisa amigo Caio Blinder – o povo está nas ruas por enquanto em passeatas e vaias – é bom que os governantes escutem as vaias depois dela virão as pedras,depois das pedras armas e repressão mais forte…e a PALAVRA ESPERANÇA não é em momento nenhum citada, em compensação CORTE DISSO,DAQUILO e DO ACOLÁ é dito a toda hora.
Como até hoje o aparelho SOCIOMETRO não foi inventado nunca saberemos quando a FALTA DE ESPERANÇA vai se transformar numa explosão.
Não sendo pessimista e até otimista – quem sabe do CAOS surge uma solução mais solidaria para a humanidade, tomara que não precisemos do CAOS.
Abração
Caro Pedro, ha perigo de caos, mas os amortecedores sociais hoje na Europa sao mais solidos do que, digamos, nos anos 30, por esta razao, ainda ha muito espaco para solucoes suaves para esta crise, abs, Caio
nei
-10/11/2011 às 0:21
É verdade, professor Caio. abç e boa noite.
nei
-09/11/2011 às 22:16
Quem corrigiu a mais valia foi Henry Ford.
Não vamos confundir o e-leitor!
Comunismo é estatização dos meios de produção.
Pode-se muito questionar a extensão do democracia social.
Não vamos confundir! O que houve foi irresponsabilidade fiscal, foi farra pura! Retroalimentada pelo capitalismo financeiro e não industrial. Ai quando quebra, o Estado “babá” tem que sustentar todos? até que ponto? ou seja, Todos querem esse úbere portentoso!
E digamos a industria de construcao civil, quem a sustentou? Alguns emprestaram e outros tomaram emprestimos, inclusive o povão, no setor imobiliario, nao foram apenas as “pessoas juridicas” que participaram da farra, abs, Caio
maisvalia
-09/11/2011 às 20:58
maioria – vide os experimentos reais CUBA E C.DO NORTE, menos para os bacanas da nomenklatura e asseclas.
maisvalia
-09/11/2011 às 20:57
…Reynado, voce esta propondo a quebra do sistema financeiro mundial. Voce diz que os recursos devem ser destinados a educacao, saude, etc…
☺
Comunismo é isso.
Como afirmou a Tatcher, ele – o comunismo – resiste até acabar o dinheiro roubado dos marditos burgueses, hehehe
Depois vira aquela pobreza absoluta para a mioria – vide os experimentos reais CUBA E C.DO NORTE, mesmo para os bacanas da nomenklatura e asseclas.
Por isso todo comunista odeia meritocracia.
São invejosos e de mal com a vida por natureza e SEMPRE ESTÃO PENSANDO NUM JEITO DE NOS MATAR!
ISTO NUNCA MUDA, QUANTAS MAIS MORTES ELES PRODUZEM, MAIS ELES QUEREM!
NÃO SE CURAM DESTA DOENÇA DO SÉCULO 19!
O ESTADO BABÁ É UMA PARTE DELE, QUE VAI QUERENDO TANTO E TANTO DOS OUTROS, QUE ACABA SE TORNANDO INVIÁVEL, VIDE GRÉCIA.
ricardo
-09/11/2011 às 20:48
eu fico pensando:porque a msíria está prestes a cair e o governo jordaniano não?
ricardo
-09/11/2011 às 20:45
saudades da épcoca de péricles e dos anos dourados de atenas.quem sabe teremos uma nova renascença européia.
ricardo
-09/11/2011 às 20:40
a europa precisa de um nasser.
nei
-09/11/2011 às 20:35
O governo americano está precionando a Suiça contra as contas secretas de americanos naquela país de muita corrupção, alimentador de muitas ditaduras.
nei
-09/11/2011 às 20:21
A Europa precisa de um Lula.
Devildom voyeur
-09/11/2011 às 20:01
Bom argumento, Caio. Eu só diria que a diversidade cultural, étnica e linguística que há no território europeu — e que não havia nas Treze Colônias — é um grande empecilho para transformar a Europa num país. De qualquer maneira, o fracasso da união monetária europeia contribuirá para exacerbar os sentimentos nacionalistas dos europeus. E dessa vez os EUA não poderão financiar a reconstrução e o fortalecimento econômico da Europa, como fez após a II Guerra Mundial, porque o país também está f…
Minha vez de retribuir, meu caro. Bom argumento, abs, Caio
ricardo
-09/11/2011 às 19:49
se até na europa,o welfare state fracassou,fico pensando:será que socialmente pros americanos pobres adiantou o governo obama além de guerras na mãe áfrica?claramente,o pobrema da dívida não é só europeu…
ricardo
-09/11/2011 às 19:42
se não dá pra fazer o welfare stat pelo estado,que se estimule a auto-gestão.a internet já faz isso e tem muito no que nos ensinar numa sociedade sem lucro.
carlos cezar
-09/11/2011 às 19:15
Concordo com a Karla, a Europa irá mostrar ao mundo que tem ainda muita força e poder.
Abs.
Vera
-09/11/2011 às 18:14
Obrigada Caio, mas gente muito fina é voce que aguenta cada uma!
Nós só podemos te agradecer pela oportunidade única de aprendermos gratuitamente com o seu conhecimento e generosa interação com os leitores.
Voce é hor concour!!! (é assim que se escreve?)
e como da outra vez: God bless you porisso.
abs
hors concours, Vera, mas nao sou porque continuo na competicao e espero que por muito tempo, hehehe, abs, Caio
Karla
-09/11/2011 às 18:05
Boa tarde Caio.A Europa atravessa um período difícil. Deve, simultaneamente, ultrapassar a crise financeira e económica, retomar o caminho de um crescimento económico sustentável, reformar os seus sistemas sociais e desenvolver uma estratégia externa para lidar com um mundo competitivo e exigente. Mais do que nunca, a coragem, a vontade e determinação políticas serão fundamentais.Ah,e quase esquecendo,parabéns pelo texto.Abs.
Obrigado, Karla, nossa, muitas tarefas, se algumas foram cumpridas ja sera lucro ou prejuizo menor, abs, Caio
Vera
-09/11/2011 às 17:43
Oi Caio,
desulpa, eu de novo…
O que é isso companheiro Gustavo?
Vc quer, manda e não pede?!!!
O assunto de hoje é a crise na Europa, quem quiser outro assunto que espere o momento em que o Caio abordará na coluna a questão, oras.
Ou então que pelo menos seja educado o suficiente para pedir a abordagem rápida de um outro assunto.
Menos hostilidade e mais cordialidade, meu caro.
Vera, é um prazer ter gente fina como você por aqui. Destaco também o Carlos Cezar que horas atrás com classe e bom humor também comentou que queria Irã e não Europa. Abs, Caio
Vera
-09/11/2011 às 17:24
Nossa, a gente tenta ficar quieto mas não dá… e o Reynaldo ainda diz que deixou de ser radical! Imagino então o que falaria sendo um.
Há no momento uma necessidade de ações mais imediatas e talvez porisso mais técnicas para a crise europeia.
Truculências ideológicas é tudo o que não se precisa agora.
É, Vera, abs, Caio
Gustavo
-09/11/2011 às 17:14
Eu quero saber sobre crise no Irã, não quero saber da Europa. Quero saber se Israel vai ou não atacar o Irã.
Você trabalha para “Veja” em Nova York e não tem notícias. Definitivamente você não sabe o que os leitores querem, volte para o estágio.
Falou, chefe, cada um que aparece por aqui, alguma outra determinação de alguém que lê tudo de graça aqui e faz cobranças? Caio
PS- colher de chá honorífica para você, Gustavo, é um dos comentários mais engraçados que já recebi no meu estágio em Veja.com, valeu.
Devildom voyeur
-09/11/2011 às 16:46
Boa tarde, Caio. Concordo que um projeto europeu hoje em dia é aguentar até o dia seguinte, mas eu não acredito que o fracasso da social-democracia na Europa (http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204190704577026194205495230.html) e o fracasso da união monetária ajudarão um projeto europeu de mais integração e menos soberania nacional. Pelo contrário, esses eventos fortalecem os nacionalismos. Por exemplo, os alemães estão dispostos a aceitar medidas de austeridade que os cidadãos dos países em crise não estão. Destaco este trecho do texto:
.
“Nestes tempos de conexões econômicas globais de alta tensão, o ritmo de democracias nacionais se mostra inadequado e suas lideranças incapazes de manter o necessário passo apressado.”
.
Como eu disse antes, não me interessa tomar partido a favor ou contra o fim das soberanias nacionais na Europa. No entanto, eu acredito que um sistema de governo único resultará em totalitarismo. Eu tenho dúvidas a respeito da eficácia de um projeto de unificação política (um plano que se alicerça na transferência da soberania das nações para organismos internacionais controlados por uma elite financeira) para acabar com as guerras e trazer a paz. Chefes de Estado e de governo é que têm legitimidade democrática para representar os cidadãos. Além disso, a integração política não é necessária para a União Europeia manejar a influência internacional no modo que uma superpotência tradicional faria.
Meu caro, por sua logica os Estados Unidos da America sao um projeto totalitario? Paises se unem, se separam, nao é isto que vai definir automaticamente se serao democracia ou ditadura. Nada errado se a Europa se tornar uma grande Suiça em termos politicos. Abs, Caio
nei
-09/11/2011 às 16:05
Não publico comentários com conotações de preconceitos religiosos ou étnicos. Abs, Caio
Paulo Bento Bandarra
-09/11/2011 às 16:03
Acho que com a brutal dívida da Itália, falar em imposto demais é falso. Deviam ter pensado nisto antes, agora é inevitável pagar ou quebrar. Nas duas hipóteses, os impostos não baixam.
Pablo Vilarnovo
-09/11/2011 às 15:27
Sério, usar Opus Dei como argumento em um debate polítco/econômico é desclassificação automática.
Pablo Vilarnovo
-09/11/2011 às 15:24
Em um país onde um em cada três trabalham para o Estado e ganham salários maiores que os que trabalham no setor produtivo, recebem benefícios maiores que os que trabalham no setor produtivo, recebem aposentadorias maiores que os que trabalham no setor produtivo é muito fácil falar em república, democracia e capitalismo sem apresentar medidas concretas para que o Estado possa financiar esses mesmos beneficiados que não seja recorrendo ao mercado financeiro.
Muito fácil falar em “cassino financeiro” sem perceber que a crise começou com os que querem ter e não tem como pagar.
Ser de esquerda com o dinheiro alheio é muito fácil. Quero ver ser produtivo o suficiente para pagar as contas sem ter que recorer aos empréstimos.
Banqueiro não coloca arma da cabeça de político para que esse pegue um empréstimo.
nei
-09/11/2011 às 15:24
Isso tudo começou depois daquele livro “O òcio criativo”, o doce far niente!
Mas, vamos relaxar, momento de lazer, em homenagem à Cultura Italiana: http://www.youtube.com/watch?v=wrlew2G6nvA, parole, parole….
João Francisco
-09/11/2011 às 15:04
As vezes penso que se está confundindo duas crises: a de alguns países europeus, que optaram por um modelo de “Estado Pai” e uma crise do Euro, gerada pela exposição exagerada de Bancos europeus às dívidas públicas destes países. Itália, França, Grécia, etc, estão colhendo o que plantaram ao longo dos últimos anos: estagnação, desemprego, desesperança em relação ao futuro imediato.
O sistema financeiro europeu vai sofrer rombos monumentais com os títulos públicos destes países.
Receitas? Não há como fugir: austeridade fiscal para os países gastadores e mudança no modelo de “Estado-Pai”, com menos benesses e mais trabalho para todos. Simplificar o sistema tributário e enxugar o Estado.
Os Bancos? Muitos irão quebrar, pois apostaram errado. Mas ressalte-se que não estarão quebrando por investimentos produtivos mal-feitos. Foi a ciranda dos títulos públicos, agora podres. E o que temos a ver com isto? Sim, refletir-se-á em volumes menores de exportação para aqueles países, mas também iremos atrair muitos investimentos diretos (como já está ocorrendo)de empresas sólidas à procura de mercados mais promissores.
O mercado não é uma entidade regulável. Tem regras e vida próprias: o dinheiro busca resultados (isto é, mais dinheiro). Com burocratas é mais fácil comandar o barco, pois eles teriam mais sensibilidade para esta mecânica. Os políticos sempre tornam tudo mais difícil porque vivem “criando regras” para dominar o mercado (?). Perde-se tempo para corrigir os problemas. Um última questão: o que fez mais mal à Europa foi a regulação do capitalismo ou a falta dela?
Caro João Francisco, comentário bacana, obrigado, abs, Caio
reynaldo
-09/11/2011 às 14:48
Aquilo foi palavrão? Devia ficar indignado com outras questões, Caio, mais graves. Os banqueiros no Brasil pagam, pelo exercício de suas atividades de agiotagem, proporcionalmente menos imposto do que o pobre dos mortais. E toda vez que ocorre uma crise internacional os governos acenam com uma regulamentação do sistema financeiro, mas logo o assunto é abafado. Porque esses movimentos subterrâneos de interesses escusos sempre acontecem? Porque a aristocracia financeira comanda governos mundo afora numa orquestração jamais vista na história dessa planeta. Diante desse cenário, insistir na idéia que vivemos numa democracia é o dever dos peões intelectuais da grande imprensa, encarregados de apaziguar as massas com essas e outras lengalengas. Mas as máscaras estão caindo. Recomendo a leitura de Le Monde Diplomatique (as matérias em francês possuem traduções para várias línguas, incluindo o português e lá o leitor vai poder ver claramente como se constrõem esses discursos hegemônicos nos governos, nos ditos “mercados”, na “internacional tecnocracia” e na grande imprensa, o braço “intelectual” dos grandes interesses. Enquanto isso, Reinaldo de Azevedo ataca com toda força os “remelentos e as mafaldinhas” da USP enquanto defende as minorias oprimidas: TFP, Opus Dei e Tea Party.
Érick
-09/11/2011 às 14:35
Sim, entendi bem seu texto, mas minha retórica é para não esperarmos muito dos grandes líderes de hoje e Merkozy ainda é a melhor opção. Abs.
ps. Grego! Nem pensar! Essa eu não arrisco nem uma palavra.
caioblinder
-09/11/2011 às 14:32
Pessoal, por um par de horas estarei fora de casa. Os comentários serão liberados o mais cedo possível, mas não poderei conversar, abs, Caio
reynaldo
-09/11/2011 às 14:26
Você dá a entender que todas essas decisões se tomam num plano racional mas tudo isso é a maior bandalheira, Caio, comandada pelo poder do dinheiro, em detrimento do bem estar das pessoas, incluindo aí você e eu, que vamos nos ferrar. Então está certo, para não quebrar os bancos, os mais fortes, vamos quebrar as pessoas, o idiota do contribuinte, o idiota do eleitor. Recomendo ao leitor que aprecie o que Caio quer dizer com essa de se conformar ao mundo real. E engraçado é que ele é um dos f…, não dá para entender.
Caro Reynaldo, se voce quer ser respeitado, por gentileza, sem palavrão aqui, abs, Caio
Érick
-09/11/2011 às 14:21
Caio;
Gostei do texto! Mas será que nós realmente precisamos de um grande nome? Um grande articulador político. Os discursos de Churchill eram tão incendiários que eu me arrepio ainda hoje quando os leio, mas seriam necessários discursos que inflamassem as massas, ou grandes unificadores com forte apelo político/ideológico para resolver as questões de hoje? Depositou-se grande expectativa em Obama, de desapontou muita gente, e eu ingênuo não o vejo tão mal. Ainda precisamos de grandes líderes e dos tediosos discursos para o nos mostrar o caminho? Quando as coisas vão bem, vencem os inusitados, atípicos e suas promessas, mas quando a coisa vai mal… Aí vem os chatos… Chatos! Mas, competentes! Chatos, mas seguros…
Caro Erick, estamos falando a mesma lingua (e creio que nao é grego), estou justamente sugerindo agora os chatos para costurar as coisas, colocar os remendos no barquinho por uns tempos, pois o risco imediato é de afundamento, abs, Caio
carlos cezar
-09/11/2011 às 14:21
Não há de quê.
A tendência do ser humano sempre é procurar o que há de melhor.
Abs.’
As vezes a gente acha, abs, Caio
Nilton L Junior
-09/11/2011 às 14:13
Engraçado, sempre que existe crise econômica alguém e/ou alguns procuram localizar semelhanças com crises passadas, seja na tentativa de identificar sua matriz, é de produção, é superprodução, é inflacionária é especulativa ou é tudo ao mesmo tempo. Se antes as crises aconteciam em intervalos de tempo maior e localizadas com duração média, hoje acontece em intervalos menores, atinge o globo e dura mais, se os Estados nacionais compraram a ideia do “mercado” regula tudo então esta na hora dos Estados se tornarem sujeito e não mas coadjuvantes, e ai meu brodher, não tem jeito ou é pela receita da esquerda, com perfil do psol ou é pelo conservadorismo atual.
Bons pontos, caro Nilton, abs, Caio
Drica
-09/11/2011 às 14:05
Bom dia Caio,
Eu vivi um curto periodo nos anos 90 na Italia. E como o amigo anti-petista disse abaixo. Lembro que, ate para ter os canais de televisao em casa a pessoa tinha que pagar imposto.
Abracos,
Adriana – Acton/MA
Isto, Adriana, e a pergunta que faço e a seguinte: o Berlusconi mandou quase duas décadas e em alguns periodos com folgada maioria do Parlamento. Cadê as reformas que ele se propôs a fazer? Abs, Caio
carlos cezar
-09/11/2011 às 14:03
Caio, dá licença, hein, não fique muuuiiito brabo, tá bem? Mas esse assunto aí, sobre a Europa, já encheu. Já sei, você diz: então procure outra coluna. Mas tenho andado muito ocupado para ir atrás de outra coluna, de modo que prefiro esta mesmo… isto é, se você não se irritar. Sabe o que é? China, Russia e França estão falando praticamente em uníssono: é preciso evitar o IRREPARÁVEL. O que vem a ser o irreparável? É o inferno explícito. Espero que Israel não cometa o erro de atacar o Irã. O mundo não quer ver israelenses nem iranianos sofrendo ainda mais. Pra quê? Vamos desanuviar o ambiente, ninguém quer explodir bombas nucleares hoje em dia. Não é verdade? s bombas existem apenas como fator de dissuasão. Abs,
Caro Carlos, nao falta crise no mundo e sempre teremos a oportunidade de falar do Irã e Israel(e tambem da Italia). Parece que a vogal I é a bola da vez. Nao sei se a Franca fala a mesma lingua dos chineses e russos, dê uma checada, russos e chineses sequer aceitam mais sancoes contra o Irã, enquanto a França anunciou que topa punicoes numa escalada sem precedentes (palavras do chanceler Juppé) ,abs, Caio
PS- e obrigado pela lealdade.
reynaldo
-09/11/2011 às 13:51
E tem mais uma, você não conseguiu fazer frente a meus argumentos no comentário abaixo (“quero república, democracia e capitalismo”) e apelou mais uma vez, demonstrando estar melindrado, com aquela história de Ministro da Economia da Fredonia (isso soou a Reinaldo de Azevedo, está botando as manguinhas de fora).
Reynado, voce esta propondo a quebra do sistema financeiro mundial. Voce diz que os recursos devem ser destinados a educacao, saude, etc. E de onde virao estes fundos? O que sustenta o welfare state italiano ou europeu? Ele é movido a base de emprestimos, estas economias como a italiana nao crescem há quase 15 anos, o sistema trabalhista esta engessado pelo poder das guildas, estes paises na verdade precisam de mais flexibiizacao capitalista, o que foi feito na Alemanha inclusive por um governo de centro – esquerda, com o consentimento dos sindicatos. Entendo o argumento de que se o banco é irresponsavel, deve se danar, moralmente é correto, mas no mundo real é catastrofico, abs, Caio
Carlos da Costa Aguiarc
-09/11/2011 às 13:48
Prezado Caio, excellente texto! Idiotas de plantao nao imaginam o que podera acontecer ao mundo caso a situacao europeia se agrave. O fim do “imperialismo colonialista” na Africa resultou, entre outras barbaries, nos massacres de Ruanda, Sudao, Congo, etc. Mas nao desviemos o assunto, a Europa sofre tambem de um grande defcit de mao de obra qualificada – por incrivel que pareca. Os salarios e beneficios oferecidos a classe operaria desestmulou os jovens europeus a prolongar os estudos e essa nova geracao sofre diretamente os efeitos da crise atual.
Trabalho na Belgica ha 7 anos no ramo da engenharia. Penamos para encontrar perfis para vagas abertas e dificilmente preenchidas. Meu empregador nos oferece um premio de dois mil euros por indicacao de amigos ou ex colega de faculdade que venha trabalhar conosco. Eu nunca consegui emplacar ninguem. Nossos anuncios de emprego sao veiculados na Franca e muitos franceses vem trabalhar conosco, do lado de ça da fronteira.
A doenca do Estado mae e do dinheiro abundante causa mais estragos do que sonha nossa va filosofia.
Abracos
Caro Carlos, gostei muito do seu comentario, alias gosto muito quando um leitor relata sua propria experiência. É uma visao real e nao de poltrona, como a minha e da maioria dos leitores. É um problema parecido nos EUA. Muita gente se formou na faculdade, mas em áreas nao muito funcionais e parte do problema é este: existem vagas, mas o desemprego continua alto, claro que isto em algumas areas que exigem mais qualificacao. Valeu, contribua mais, abs, Caio
ricardo
-09/11/2011 às 13:42
mas é uma proposta boa do calote italiano.a argentina fez algo parecido e deu no que deu.o brasil,o merconsul e o mundo aguentaram o tranco,assim como ocorre durante a crise russa de 98.se metade da dívida italiana for perdoada,ajudaria a economia mundial.
reynaldo
-09/11/2011 às 13:41
Certo, Caio, vamos levar a sério os tecnocratas e os jogadores do cassino da especulação financeira, afinal, eles conseguiram evitar que Grécia, Irlanda, Espanha e Itália chegassem onde chegaram, não é verdade? E vamos deixar a questão da Islândia de lado, vai que serve de exemplo, não é verdade? Você não fez humor, você desqualificou meu discurso e isso não tem graça.
Reynaldo, talvez seja mais simples: nao foi uma questao tecnocratica, mas de estado com uma carga social acima da conta, uma populacao que envelhece, um drama para conseguir subir dois anos a idade minima para aposentadoria e uma economia que nao cresce. Os especuladores fazem a festa quando um pais esta vulneravel. De resto, paises como Grecia e Irlanda entraram numa dança de emprestimos acima dos meios, numa farra de juros baixos, e na hora da conta nao tem como pagar. Errou quem emprestou e quem tomou emprestado, ou seja, os banqueiros e o zé da esquina, abs, Caio
Advogado do Diabo
-09/11/2011 às 13:21
Prezado Reynaldo, relaxa, abraços.
reynaldo
-09/11/2011 às 13:13
E Caio, em relação a essa história de “descer do caixote” e “discurso estudantil”, você parece melindrado, faça-me o favor de me levar mais a sério se quer continuar que eu continue respeitando você. Deixei o radicalismo porque achei que você merecia algum respeito, mas posso me arrepender.
Reynaldo, eu não me levo tanto a sério, faça o mesmo com você, é saudavel, ao invés deste tom de bravata numa conversa na Internet, please, abs, Caio
PS- caro Reynaldo, seguinte: de fato, não posso obrigar todo leitor a brincar e ter humor. Preciso respeitor o modo de cada um. Acho importante ter suas contribuições, representam um ponto de vista e o espaço aqui é cívico. Portanto, doravante, nossa conversa será arregimentada, abotoada, não é meu estilo, mas sou cordato, nenhum problema com formalidade. OK? Abs, Caio
reynaldo
-09/11/2011 às 13:08
Prezadíssimos Caio Blinder e Advogado do Diabo. Eu estou propondo a República, ou seja, que o dinheiro do contribuinte seja empregado na educação, na saúde, na cultura de qualidade, etc, e não no pagamento de dívidas que não se transformaram em benefícios para o povo e que ficam maiores quanto mais são quitadas. Eu estou propondo a democracia, ou seja, que um governo eleito de esquerda possa implementar uma polícita de esquerda porque assim o povo escolheu e não ficar atrelado à receita imposta pelos ditos “mercados” sob o disfarce do discurso competente dos semideuses tecnocratas. E eu proponho o capitalismo, ou seja, que as instituições financeiras que não consigam se manter de pé com os próprios recursos sejam levadas, naturalmente, à falência. A Islândia saiu do buraco porque teve coragem de ir contra o discurso hegemônico. Deu calote e reforçou a assistência social e a previdência. O mundo não acabou e o país está ressurgindo das cinzas (ver Le Monde Diplomatique).
Caro Reynaldo, em comum, a Italia e a Islândia tem a mesma vogal no inicio do substantivo próprio. Voce está propondo um calote italiano de US$ 2.6 trilhões, assim no ato? Você acaba de ser nomeado ministro da Economia da Fredonia, o pais dos irmaos Marx (os humoristas), abs, Caio
Rodrigo
-09/11/2011 às 13:03
No Brasil dos últimos tempos, gente mais à direita sempre viu os EUA como o exemplo; e gente mais à esquerda sempre viu a Europa como o exexmplo. Mas prefiro esses modelos em crise ao modelo chinês.
Caro Rodrigo, o modelo europeu na verdade é pos ideologico, basta ver um consenso entre partidos conservadores e socialistas, no geral, sobre um projeto europeu, ninguem nunca mexeu muito nos pilares do welfare state, mas agora precisa de reformas profundas, abs, Caio
J.R.Monteiro
-09/11/2011 às 12:51
A economia capitalista e democratica é como as marés, umas vazam enquanto outras enchem. Investimentimento e retração localizados.
Quem guardou na bonança sofre menos no temporal.
Bons e honestos tecnocratas são utilíssimos nessas horas, servindo e aconselhando o políticos, nunca substituido-os. Falta a eles a conexão com o povão, a sensibilidade, liderança e a demagogia necessaria para dourar as pílulas amargas..
Como e onde vão emergir políticos capazes é um assunto em aberto.
Não nos esqueçamos que os estadistas do passado, foram forjados nas piores crises, e ao seu tempo foram muito combatidos, até se firmarem.
Não me preucupo muito com o catastrofismo dos banqueiros, eles vivem disso.
Muito bom, caro J.R., pena que tenha chegado tarde para uma colher de chá, hehehe, abs, Caio
Advogado do Diabo
-09/11/2011 às 12:35
Reynaldo, se você acha que os políticos profissionais não representam o povo na Europa, o que você está propondo? O fim da democracia dita burguesa? Vamos de democracia popular ou de uma vanguarda que mostre o caminho de uma verdadeira revolução? Como diz o Caio, ai,ai,ai.
Ai, ai, ai, abs, Caio
Pax Romana
-09/11/2011 às 11:35
Vejo muito desabafo por aqui, mas quero ver soluções concretas. Legal, vamos nos livrar do Berlusconi, mas ele é apenas o bode velho na choupana.
Gostei, abs, Caio (o bode já meio velho)
reynaldo
-09/11/2011 às 11:16
Banqueiros, tecnocratas e políticos profissionais formam a tríade desastrosa que governa essas “democracias” e está levando os governos e o povo para o buraco. Agora o que Vossa Senhoria está propondo é só a insistência nessa fórmula desgastada? Acha mesmo que vai funcionar? Devia ficar desconfiado de um pensamento único que se impõe em detrimento da maioria, meu caro, mas está fazendo coro com os terroristas das finanças e os profetas da austeridade. Consuta popular? Melhor não, o povo é estúpido, vamos deixar a questão nas mãos dos gênios da tecnocracia e dos democratas das finanças, que estão sempre pensando no bem geral.
Reynaldo, antes de subir no caixotinho para o discurso estudantil, e falar em nome do “povo”, releia o meu texto. Sim, concordo que austeridade mecanica pode ser um remedio fatal, mas exatamente o que voce esta propondo? Abs, Caio
Pablo Vilarnovo
-09/11/2011 às 11:14
Caio – Sem sombra de dúvidas.
Pablo Vilarnovo
-09/11/2011 às 11:04
Hora do Politicamente Incorreto (mas não menos certo): E se pensarmos que o pouco de civilização que existe em muitos países da África é resquício da época que os europeus por lá andaram…
Final do com comentário Politicamente Incorreto (mas não menos certo).
————
Nesse caso sou otimista com o povo. Em uma hora de crise econômica como essa, um tecnocrata que fale a verdade (ou seja, pontuando as dificuldades que virão) ganha pontos com a população mesmo que ela tenha que sofrer um pouco. Para mim é o segredo do sucesso do Chris Christie.
Desgalhamos, caro Pablo, eu nao vou perder o foco hoje, hjehehe, sobre a segunda parte é sempre complicado: um tecnocrata talvez, mas nos uotimos tempos vemos aqui nos EUA governadores que foram muito para a direita, como Florida e Ohio, estao levando um banho nas pesquisas de opiniao publica, talvez o caminho sejam solucoes tecnocraticas honestas e duras, mas nao a radicalizacao ideologica de um Tea Party, pronto desgalhei, abs, Caio
gunter jr
-09/11/2011 às 10:39
Nao sei de onde o senhor tirou esta ideia de castigar, talvez seja a pressa na leitura pois trata-se apenas de compreender a relacao de causa e efeito.
no mais
“Se a Europa for para o buraco, as ex colonias vao juntas, abs, ”
nao acredito que o senhor pense mesmo assim
primeiro porque a Europa ja esta no buraco e depois sem a exploracao constumeira as colonias deverao progredir e nao o contrario.
Caro Gunther, hoje em dia a conversa é mais sobre exploracao chinesa nas ex colonias europeias. E justamente isto, onde esta a relacao de causa efeito no seu raciocionio? A crise europeia esta muito mais vinculada a um estado inchado e crescimento lento, ao desafio de manter os beneficios sociais com o deficit alto, aos desequilibrios entre paises da zona do euro gerados pela criacao da moeda unica e o plano de criar uma zona de uniao monetaria sem integracao fiscal ou politica, abs, Caio
PS_ se um pais como a Italia quebrar, o sistema financeira global leva um golpe serio.
gj
joao-lisboa
-09/11/2011 às 10:33
caro Caio: Bom artigo, como sóe acontecer. Realmente o problema das lideranças políticas é real e assustador. Parece, às vezes, que a democracia, para aqueles medíocres (palavra de que o Reali gostava muito) que estão no poder é mero acessório. Aqui há um medo, não expresso, mas latente, com os chamados países emergentes, que podem tomar fatia consideráve43l do poder mundial Uma espécie, para eles, do motim no Bounty. Creio que para se sair desta crise, além de outras medidas, há que haver uma aceitação de que os emergentes já emergiram, os outros são submergentes e acabar com os que são detergentes, os que lavam mais branco. Forte abraço, da linda, e fria prá caraças, Lisboa
Gostei, caro Joao, o duro é fazer a transicao organizada (e neste semana devemos ser pessimistas) e como disse o Rober “Garrincha” abaixo o drama é sempre combinar a tatica com o outro time, abs, Caio
rober
-09/11/2011 às 10:25
Esss tecnocratas já estavam no governo e são responsaveis pelo situação atual também. Está tudo muito certo, pacotes de austeridade durissimos, pactos entre oposição e situação, mas parodiando Mané Garrincha já combinaram com o povo europeu? Tenho medo justamente ao contrario Caio, em crises economicas aparecerem os salvadores da pátria da extrema esquerda e direita.
Caro Rober, é um ponto, mas neste caso tecnocratas seriam agentes de governos de uniao nacional, o que nao temos hoje em paises como a Italia. E estes governos mais eficientes de emergencia teriam a funcao justamente de neutralizar estes salvadores da patria, mas pontos bem apontados. Confesso que o seu e mail e do Bruno abaixo mostraram que eu deveria ter colocado mais vitamina na minha pensata,hehehe, abs, Caio
gunter jr
-09/11/2011 às 10:19
Muito inteligente criativa e elucidativa a sua observacao: – Se eh infanto juvenil nada merece…
gj
Caro Gunter, isto mesmo, voce sobe no caixote e faz um discurso de gremio estudantil. Nao tem problema. Leitores fazem isto aqui com frequencia, mas o que voce quer, tapinha nas costas? Achei gratuito seu comentario, so isto. Basicamente voce quer castigar os europeus de hoje por crimes da epoca da colonizacao, é isto ? Se a Europa for para o buraco, as ex colonias vao juntas, num exercicio intelectual me mostre a correlacao entre a crise de hoje na Europa e a carga colonial qual é a correlacao entre minas com explosivos na Africa e a explosao do spread nos titulos da divida publica italiana? abs, Caio
amauri
-09/11/2011 às 10:17
O das 9:02 é uma pequena parte do Guy Sorman e o das 8:53, tambem uma pequena parte, do Nivaldo Cordeiro. Ambos, dentre muitos outros, que gostam da praia de um estado menor, e claro menos imposto.
Obrigado, Amauri, Guy Sorman é um autor interesssante, gosto dele, referencia. Estou impressionado com esta ideia dele de que o euro seja fator insignificante na crise, claro que em termos sistemicos esta correto diagnosticar o estado inchado x pouco crescimento para a doença europeia, muito bom o editorial desta quarta feira do Wall Street Journal nesta linha, abs, Caio
gunter jr
-09/11/2011 às 10:04
A Europa viveu nas costas dos povos subdesenvolvidos por seculos, roubando saqueando , escravizando , atrasaram o mundo com guerras e encheram o solo da africa com minas explosivas , deviam saber que um dia isto acabaria, foram burros e hoje nao teem sequer agua para beber:-A conta chegou e vai ser cara.
Sem condescendencia, caro Gunter, seu comentario é infanto-juvenil, abs, Caio
Bruno
-09/11/2011 às 10:01
Parabéns pelo texto Caio.
Quando você fala que o ritmo das democracias é demasiado lento e que as lideranças tradicionais estão sendo incapazes de manter o ritmo, por isso o surgimento dos dirigentes burocratas, faz-me pensar se isso não causará uma perda de representatividade dos governos europeus.
Não pense que desejo fazer um discurso ideológico sobre globalização x soberania nacional, na verdade quero tratar mais do aspecto interno (políticas públicas e ações governamentais internas). Mesmo que a burocracia interna consiga equilibrar as contas dos estados europeus, será que em termos de políticas públicas ela conseguirá atender aos anseios da sociedade, e qual será a sustentação política destes burocratas posto que não foram eleitos?
Toda razao, Bruno, eu deveria ter desenvolvido melhor o ponto vulneravel que voce apontou, da falta de sustentacao politica para solucoes burocraticas e aqui entramos no reverso que é o apelo de faceis solucoes populistas.Apenas lembro que nao se trata de dar um mandato a tecnocratas, mas apenas de preparar o terreno para governos mais solidos quando existe o desmanche de credibilidade como agora na Italia. Mas o outro tema globalizacao x soberania nacional nao deve ser ignorado. Bom comentario, abs, Caio
nei
-09/11/2011 às 9:45
As vezes o problema é excesso de dinheiro.
Dinheiro demais faz mal. È um desafio saber o quanto!
O ex-presidente Lula, na sua intuição, declarou que se conseguisse(mos) fazer o óbvio, já seria muito!
Num outro extremo, o Sr Einstein disse que gênio é que descobre o óbvio.
Se os burocratas fizerem o óbvio, com aceitação popular majoritária, é promissor.
Gostei desse texto.
Anti petista
-09/11/2011 às 9:35
1. Imposte da capogiro; 2. Burocrazia da diventare pazzi; 3. Infrastrutture scadenti; 4. Casta politica da strapazzo (non frega se di destra, di sinistra, di centro, di che cazzo sia,comica o ex magistrata che essa sia); 5. Sindacati onnipotenti rimasti all’era industriale del 1900; 6. Produttività lavorativa scarsa; 7. Qualità lavorativa ancora più scarsa; 8. Clientelismo, menefreghismo, assenteismo, dipendenti statali intoccabili, criminalità organizzata. Ho dimenticato qualcosa? Non per caso a) gli investori esteri scarseggiano; b) l’economia va a rotoli; c) anche se tassati allo stremo siamo agli spiccioli (lasciamo perdere l’evasione, che persino togliendo quei 35% dai 75-80% che ficchiamo nel sedere allo stato, le imposte superano il tasso americano, svizzero e giapponese); e d) hanno una reputazione internazionale non tra le migliori (e non scarichiamo tutto su Berlusconi, per favore).
Meu caro, e o que o Berlusconi fez efetivamente para o desmanche deste estado, per favore? Embora em italiano, pelos dados, o comentario é serio candidato ao upgrade, Abs, Caio
Anti petista
-09/11/2011 às 9:32
A Italia é um cavalo puro sangue que infelizmente tem que arrastar um elefante obeso e obsoleto, o estado. Alguem por acaso sabe como é absurdo o esquema tributario na Italia ? Para sustentar um estado absurdo, anacronico, intoleravel ? O problema na Italia é o massacre da pressão fiscal exercida por uma estado que relalmente deixa todos loucos. E eu posso falar porque já vivi e trabalhei no Veneto uma micro fase da minha vida. “In’Italia si lavora per lo stato” oppure “Stato ladro”
Nilton L Junior
-09/11/2011 às 9:12
Eu tenho a solução, emprestamos lula que conseguiu elevar o Brasil a potência econômica, afinal um mecânico que tem reconhecimento de “doutor” pode dar certo né, e depois ele pode dizer, nunca antes da história da europa etc etc etc, ou dep titica, pior ki ta não vai ficá. abraços e bom diorno a todos
Oi Nilton,de fato sem piada o spread da tensao aumenta, abs, Caio
amauri
-09/11/2011 às 9:02
A crise nos ensina que a estagnação econômica na Europa não está determinada pelo valor da moeda, mas pelo grau de inovação empresarial: as taxas de crescimento alemão são superiores aos de outros países europeus, e suas taxas de desemprego são mais baixas, (quase) indiferentes ao curso do euro, mas resultantes da qualidade das empresas, de sua capacidade ou não de responder à demanda mundial. O crescimento lento na Espanha ou em Portugal, e o desemprego considerável nesses países (e na França também) não são devidos a uma crise insignificante do euro, mas a uma regulamentação excessiva do mercado de trabalho, ou mesmo a uma falta de especialização das empresas.
Essa crise do euro, que nem pode ser considerada assim, terá – inadvertidamente – favorecido um novo consenso econômico na Europa: os déficits públicos são sempre prejudiciais e querer estimular uma economia pela despesa pública é sempre um erro. A “crise” tem sido mais útil em propagar o pensamento econômico comum: o trabalho e a inovação são os únicos motores do desenvolvimento, sob a condição que a moeda seja gerida de maneira previsível e independente e os Estados deixem os empreendedores trabalharem. Quando os devedores inábeis ou desonestos e os credores destemperados tiverem que pagar por seus erros não repetirão suas ações equivocadas. Ou não imediatamente.abs
Caro Amauri, registrado, mas por gentileza a fonte do comentario, que de resto, é bizarro por observacoes do genero que a crise nao é devido aos problemas “insignificantes” gerados pela criacao do euro. abs, Caio
amauri
-09/11/2011 às 8:53
Caio, bom dia!
É preciso adequar as despesas à receita e o diktat da União Européia é apenas o epifenômeno do dikat da natureza.
O fato é que o Estado moderno não superou a aristocracia. Apenas a camuflou. A democracia é apenas para votar, e induzir o eleitor nunca foi tão fácil. As grandes decisões não são tomadas nas urnas, mas pela pequena elite dirigente, própria de qualquer tipo de sociedade. A aristocracia persiste no funcionalismo público e na classe política. O preconceito democrático está tão esparramado que as pessoas não se dão conta da natureza do poder, que é sempre concentrado e personalista. Poder é indelegável e se exige dos dirigentes que tomem as necessárias decisões.
A agonia da social-democracia nos permite a observação do drama político nas suas minudências, em espetáculo a olho nu. O pressuposto da social-democracia é que a dívida pública e os impostos devem subir continuamente. Ocorre que esses limites foram esgotados em praticamente todos os países. Essa é a origem da crise atual, que só será superada com a superação do modelo social-democrata. Como resolver o problema sem manchar o modelo dos iluminados, civilizados defensores do igualitarismo? O resto é teatro. abs
Caro Amauri, de onde veio esta pensata? Abs, Caio
Paulo Bento Bandarra
-09/11/2011 às 7:36
O problema dos tecnocratas é que eles não satisfazem as necessidades emocionais do povo. E os políticos logo os bombardeiam acusando-os de não terem sensibilidade humana. Uma coisa é gerir o Banco Central Europeu, outra é uma nação e um povo. Veja Lula que é o contrário que qualquer coisa relacionado a responsabilidade, legalidade, ética e a técnica e agrada mais de oitenta por cento do povo.
Caro Paulo, bom ponto, mas a coisa esta tao ruim na Italia que a curto prazo as pesquisas mostram que a populacao prefere este governo interino a convocacao de eleicao, abs, Caio