Rabiscos Estratégicos (Israel & palestinos)
No plano formal, as perspectivas diplomáticas no diálogo entre israelenses e palestinos são desoladoras. Para mais detalhes, os leitores podem dar uma comedida olhada na coluna anterior. É inquietante que isto também esteja acontecendo no plano informal. O israelense Yossi Alpher está azedo, como raramente esteve. Ao lado do palestino Ghassan Khatib, Alpher edita o site bitterlemons.net, que promove a troca civilizada de idéias e busca de soluções para o conflito. O título do seu último texto é sintomático: “Tristemente, nada mais para conversar”.
Quase 20 anos depois dos acordos de Oslo, consagrado pelo aperto de mão entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, com a benção de Bill Clinton, que estabeleceram as bases para acordos definitivos entre israelenses e palestinos, as expectativas são muito baixas sobre o que pode ser alcançado. Existe inclusive crescente pessimismo sobre a perspectiva da solução dos dois estados.
Neste seu comentário azedo, Alpher observa que interlocutores dos dois lados estão simplesmente cansados diante do cenário pouco promissor. Entre o alastramento das colônias israelenses na Cisjordânia e a insistência palestina em exigências inaceitáveis, como o direito de retorno dos refugiados, está duro ver alguma luz no fim do túnel.
Mas, na advertência de Alpher, nada mais escuro do que a inclinação para se admitir a solução de apenas um estado, que resultaria no apartheid (a minoria israelense dominando a maioria palestina sem plenos direitos) ou em um estado árabe (com uma minoria judaica discriminada). Alpher joga um limão verde, dizendo que é preciso uma direção mais ousada nas conversações informais, com mais contatos entre israelenses e o Hamas, o que pavimentaria o caminho para contatos israelenses com islamistas adicionais do mundo árabe.
Quebra do tabu? Alpher lembra que antes dos acordos de Oslo em 1993 era ilegal o contato de israelenses com a Organização de Libertação da Palestina. Alpher lança o desafio. Diz que israelenses corajosos estão prontos para o diálogo. E quem se habilita do lado do Hamas?
***
O leitor “Seu Madruga” chegou apenas no início da tarde de terça-feira com vários argumentos interesssantes e dados históricos. Colher de chá. E horas antes da madrugada de quarta-feira, colher de chá para o Magno e Amauri, por vários comentários ao longo do dia. Destaco o tom civilizado dos três leitores. Para mim é um prazer este tipo de debate.



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184 Comentários
Lexikon
-17/05/2012 às 11:28
Rod e Vera,
Os palestinos possuem ascendência egipcia ou saudita da mesma forma que judeus sao de origem arabe ou europeia.
Vera
-16/05/2012 às 22:35
rod (20.24)
Bom seria se a solução fosse simples assim…
rod
-16/05/2012 às 20:24
Oras, já que metade é egípcia e metade saudita então não há palestinos pura e simplesmente, então que Egito e Arábia Saudita que os incorpore.
Vera
-16/05/2012 às 17:46
rod (17:05)
E?…
rod
-16/05/2012 às 17:05
Por que tanta discussão de alguns?
Fathi Hammad, Ministro do Interior do Hamas já falou que metade dos palestinos são egípcios e a outra metade são sauditas. Pela TV Al-Hekma em 23/03/2012.
Vera
-16/05/2012 às 16:28
Belo raciocínio Magno, sem dúvida, mas será que não há cabeças pensantes e sensatas que não pensam o mesmo em Israel? Claro que há. O problema é como aplicar/negociar com um interlocutor tão arredio do outro lado. Esse pensamento é racional e lógico para nós, em nossa cultura ocidental, mas não é para a cultura árabe/palestina. Se assim fosse, há muito essa questão já teria se resolvido ou pelo menos estaria bem próxima de ser.
Lexikon
-16/05/2012 às 11:03
Ainda vem que os racistas que aqui abundam não possuem poder decisório nenhum na seara internacional.
mais-valia
-16/05/2012 às 7:43
É preciso tirar o elemento “de ameaça do uso da força bélica” dos discursos. Podem me chamar de ingênuo ou de hippie, mas só chagaremos a uma paz duradoura através do amor, da aproximação, da solidariedade entre os povos, etc. Essas são as armas que estão faltando!
HEHEHE
TENTARAM ISTO COM HITLER TAMBÉM.
DEU NO QUE DEU.
MARCUSE AMANHECIDO.
Youssef S
-16/05/2012 às 3:28
Respondendo ao Amauri
-
15/05/2012 às 16:25
De quem, afinal, Israel tomou a Cisjordania?
Da humanidade, representada pelos povos árabes que estão ali.
Devildom voyeur
-16/05/2012 às 2:01
“Os integrantes da Autoridade Nacional Palestina não desejam criar o Estado Palestino à custa da eliminação de Israel. Logo, não é veraz a afirmação de que todos os líderes palestinos desejam o fim de Israel.”
.
Sr. Magno Adão de Souza, você acredita nesse engodo porque você foi doutrinado pela grande imprensa internacional durante anos. Como a mainstream media está a serviço da máquina de propaganda árabe, o trabalho dela é espalhar suas mentiras. Os livros didáticos palestinos não contém Israel nos mapas da Palestina. Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=wsmd4CfgMdM&feature=related), a então senadora Hillary Clinton faz um discurso indignado sobre como as crianças palestinas estão sendo doutrinadas através de livros didáticos que incitam violência e ódio contra os judeus e Israel. Ela até menciona a expressão child abuse. A Autoridade Palestina de Abbas jamais reconheceu Israel como estado judeu (http://www.youtube.com/watch?v=KPsOe9yRqTU). O emblema da OLP (http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/f/fe/Plo_emblem.png) mostra um mapa da Palestina sem Israel. E o simples fato de que os líderes palestinos jamais abandonaram o chamado “direito de retorno” dos descendentes dos refugiados palestinos a Israel mostra que, ao contrário do que você diz, todos os líderes palestinos desejam, sim, o fim de Israel. Porque um evento como esse certamente alteraria o país demograficamente, colocando em risco sua identidade judaica.
Petrus
-16/05/2012 às 1:28
Acho que o diálogo é indispensável para alcançar a paz, entretanto Israel tem que manter a sua estratégia de nunca negociar com terroristas, pois não tem negociação satisfatória com o anti-semitismo, nem com pregadores do fim de Israel. Obviamente que a paz é possível e almejada por todos, pois a perda humana atinge ambos os lados, mas a paz não pode significar o fim de um estado em prol de seus inimigos
Basta lembrar do que disse Netanyahu ”A deposição das armas pelos árabes significa a paz, a deposição das armas pelos Israelenses significa o fim de Israel”
Os Palestinos querem ver suas imposições cumpridas para negociar, enquanto Israel quer negociar para cumprir as imposições
o observador
-16/05/2012 às 0:11
A força bruta se esvai rápido, deixando só o rastro de ódio e sofrimento. Mas a inteligência constrói Pontes indestrutíveis.
O tempo da força bruta acabou, caso contrario os radicais de extrema direita Gregos deveriam assumir o governo e a crise estava resolvida.
Mas não é assim. Só os estrategistas de fina inteligência poderão desatar esse imbróglio Grego e, de quebra, tentar salvar a Europa.
Israel enfrenta o mesmo dilema, pode até blefar, mas não há mais espaço para esmurrar. Natanael sabe que o jogo é milimétrico, não queimará as poucas Pontes que, incrivelmente, ainda estão de pé.
Aliás, é uma opinião otimista minha. O tempo dos Ogros se foi.
Não vai haver violência em forma de guerra. Os EUA não aguentam mais o Afeganistão e já fugiram do Iraque. Os gigantes Asiáticos só observam com olhos que não exprimem emoção.
Israel quer sobreviver e irá. Os palestinos querem sobreviver e também o farão. O Oriente médio não deseja perder seus tesouros e almeja o equilíbrio.
Eu vejo tempos de paz. Mesmo que uns poucos não queiram, mas é essencial para a sobrevivência de pequenos cercados por gigantes.
O equilíbrio terá que ser mantido, senão os atores principais serão substituídos.
É o mundo de hoje.
Augusto
-15/05/2012 às 23:46
Caio,
.
Para finalizar, acho difícil, mesmo com Romney, os EUA toparem entrar numa guerra ao lado de Israel contra o Irã. Imagine o mundo em crise e com uma guerra no Oriente Médio. Aí, seria o fim.
.
Nem os EUA têm esse interesse. Acho que a ameaça de uma guerra é mais retórica de Israel do que uma ameaça real. A não ser que Israel ataque por conta própria e, com isso, tente trazer os EUA para a guerra. Mas, se isso acontecer, Israel se queimará totalmente perante a opinião pública americana, que já anda bastante insatisfeita por outros motivos.
….
Discordo frontalmente dessa sua premissa: “Paises precisam ameaçar com a força para as vezes conseguir a paz”. Isso nunca deu resultados duradouros, pois o subjulgado nunca fica satisfeito em ser rebaixado. Nenhum líder vai permitir ser desmoralizado internamente!
.
Acho que enquanto a guerra for (ou parecer ser) uma opção, o diálogo sincero deixa de sê-lo.
.
Abs!
Augusto
-15/05/2012 às 23:26
Caio,
.
Para sabermos se eu acertei ou não o alvo de minhas críticas temos que saber qual é a “agenda que Israel tem que impor”. É a agenda da ameaça ou do diálogo construtivo?
.
Para mim, se desistir de bombardear o Irã, se é que realmente tem essa intenção, Israel não ganhará crédito algum, apenas deixará de perdê-lo.
.
É preciso tirar o elemento “de ameaça do uso da força bélica” dos discursos. Podem me chamar de ingênuo ou de hippie, mas só chagaremos a uma paz duradoura através do amor, da aproximação, da solidariedade entre os povos, etc. Essas são as armas que estão faltando!
.
Do contrário, estaremos alimentando os discursos de ódio do Hamas e dos radicais israelenses!
.
Desabafo: são coisas que não dá para entender, aqui no RJ tem uma rua famosa chamada Saara em que judeus, cristãos e muçulmanos almoçam juntos, conversam, sacaneiam uns aos outros… Enfim…
.
Abs!
Caro Augusto, Gudrun na verdade levantou uma questao estrategica importante, de posicionamento em relacoes internacionais. Israel abriria mao de uma cartada, mas ganharia outras. O debate é por ai, mais clinico e nao emocional. Em relacao a sua rua Saara, lembro que no outro Saara, das relacoes internacionais, a sacanagem é um pouco diferente dos relacionamentos pessoais. Paises precisam ameaçar com a força para as vezes conseguir a paz.
joao felipe
-15/05/2012 às 23:09
Caro Magno. Obrigado pelo elogio e parabéns por mais uma colher de chá. Elogios são sempre bem-vindos, preincipalmente de alguém como você.
Sobre meu último comentário, vale lembrar que também hà casos de presidentes populares com desempenhos pífios. O caso mais clássico é o de Andrew Jackson. Um general bastante popular por suas vitórias na guerra de 1812. Mas cujo governo foi marcado por crises políticas e financeiras.
Defensor de Israel
-15/05/2012 às 22:53
Shalom, Gudrun, não concordo com o último ponto dos seus rabiscos, mas achei, como disse o Caio, sua abordagem interessante.
Augusto
-15/05/2012 às 22:51
Gudrun,
.
“3) A dianteira da solução do conflito deverá ser tomada por Israel, aproveitando a fragilidade política dos vizinhos Egito, Síria, Líbano e Jordânia. Israel poderá impor sua agenda e deverá fazê-lo antes que o Egito se reestruture e possa se voltar para o problema palestino através da irmandade muçulmana.
4) Se Israel abdicar da intenção dee bombardear o Irã, ele ganhará tanto crédito internacional (europeu e americano) que poderá determinar unilateralmente sua fórmula para a palestina”.
.
Você pensa que é simples assim bombardear o Irã? O Irã não é o Afeganistão!
.
Trace um paralelo entre os dados de Israel e do Irã e você verá que uma guerra entre eles (não estou nem contando com os aliados árabes e estadunidense, de um e de outro)não interessa a ninguém!
.
Ah, e o verbo “impor” não combina nem com justiça, nem com paz.
.
Abs!
Caro Augusto, releia o quarto item dos rabiscos de Gudrun, voce erro o alvo de sua critica, abs,Caio
o observador
-15/05/2012 às 22:46
Israel tem que pensar rápido. Time has come.
Gudrun
-15/05/2012 às 22:17
Uma análise realista da situação desanimadora da questão israelo-palestina deve levar em conta alguns pontos:
1) Não existe mais uma perspectiva de um “grande Israel” como já foi preconizado pela direita sionista. Ainda bem!
2) Netanyahu está consolidando um cinturão de colônias em torno de Jerusalém (judea) e Samaria que representará o limite, isto é, a verdadeira fronteira definitiva entre os dois estados. É do jogo!
3) A dianteira da solução do conflito deverá ser tomada por Israel, aproveitando a fragilidade política dos vizinhos Egito, Síria, Líbano e Jordânia. Israel poderá impor sua agenda e deverá fazê-lo antes que o Egito se reestruture e possa se voltar para o problema palestino através da irmandade muçulmana.
4) Se Israel abdicar da intenção dee bombardear o Irã, ele ganhará tanto crédito internacional (europeu e americano) que poderá determinar unilateralmente sua fórmula para a palestina.
Rabiscos estrategicos interessantes, abs, Caio
o observador
-15/05/2012 às 22:00
Tive uma epifania agora. Israel deve fazer as pazes rápido com os países do Oriente médio e principalmente com os Russos e Chineses. Pensem bem, essa crise esta se alastrando rápido, o dólar subindo, os Chineses morrendo de rir, a Ásia vindo com força. A Águia Americana perde altitude rápido, muito rápido. É hora de Israel repensar suas parcerias, o mundo mudou demais nestes 64 anos. Em breve o eixo do poder vai mudar, infelizmente, e muitos países ficarão por sua conta e risco.
É hora de se pensar no futuro sem o poder Americano. Alguém duvida?
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 21:52
João Felipe,
Irretocável seu comentário das 20:56 horas. Diferente de Jimmy Carter, o ex-presidente Harry Truman, um obscuro senador do estado do Missouri até ser ungido por FDR para ser seu companheiro de chapa na eleição presidencial de 1944, nunca logrou ser um presidente popular enquanto esteve à frente da Casa Branca. A impopularidade de Truman era tamanha que a imprensa americana considerava favas contadas sua derrota na eleição presidencial de 1948 pelo republicano Thomas Edmund Dewey, então governador do estado de Nova York. Não foi por outra razão que, antes mesmo de abertas as urnas, o prestigioso jornal “Chicago Daily Tribune” estampou em sua primeira página uma manchete em letras garrafais dando conta do triunfo de Dewey. Os historiadores contemporâneos coincidem, no entanto, em apontar Truman como um dos mais bem-sucedidos presidentes americanos da História. Ao governo Truman cabe o inegável mérito de ter lançado os fundamentos da política externa americana que, malgrado algumas modificações concentuais estabelecidas pelo governo Nixon, manteve-se em vigor durante todo o período da Guerra Fria.
Augusto
-15/05/2012 às 21:48
O Magno, de novo, dando um show nos comentários! Uma colher de chá desse humilde leitor pelo seguinte comentário: (Magno Adão de Souza – 15/05/2012 às 20:51)!
.
Abs!
ricardo salazar
-15/05/2012 às 21:25
um dia o euro estará em paridade ao dólar e a dilma vai esperar sentada essas moedas xing lings valerem mais de R$ 1,99.
Alexandre
-15/05/2012 às 21:25
Caro magno
Primeiro gostaria de declarar q sou fã de seus comentàrios sempre elaborados mas creio q se vc perguntar a um republicano ele irá dizer que carter foi o pior da história!
ricardo salazar
-15/05/2012 às 21:22
que cedo madruga deus ajuda.
Alexandre
-15/05/2012 às 21:21
Qual a diferença entre um palestino e um jordaniano?é minima,igual entre um pernambucano e um paulista,por exemplo,até a rainha da jordania é palestina!retirem os assentamento e anexem a cisjordania a jordania e esta resolvido o problema.a faixa de gaza podia ser anexada ao egito.
mais-valia
-15/05/2012 às 21:20
Não é verdade que o georgiano Jimmy Carter seja o mais malquisto presidente americano da História. Ele é mais popular que Herbert Hoover e George W. Bush, por exemplo.
CARO MAGNO.
ISTO CONTINUA SENDO SUA OPINIÃO.
VAMOS ESPERAR 20 ANOS PARA VER QUEM É O MAIS IMPOPULAR.
SE O BUXI É HORS CONCOURS, O CARTER É O PELÉ DESTE QUESITO.
joao felipe
-15/05/2012 às 20:56
Caro Maisvalia, faça uma pesquisa sobre o assunto e provavelmente você terá UM ESPANTO. Carter saiu da presidencia com uma aprovação maior que a de Bush. Porém, um ponto a seu favor é que a mpopularidade de um presidente nâo está necessariamente ligada a seu desempenho no poder. Tanto que o antigo detentor do recorde de impopularidade era Harry Truman.
No fim, quem decreta que Bush foi do pior que Carter são os especialistas no assunto: Historiadores e jornalistas especializados.
o observador
-15/05/2012 às 20:54
E o dólar ta subindo por aqui! Eita Europa que não me ajuda.
Grécia, pelo amor de Jeová, tenha juízo! Senão eu quebro.
17% de aumento no dólar só esse ano! Me quebra, não vou mais pra Santiago. Me ajuda ai Grécia.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 20:51
Vera,
Negar aos palestinos o direito de constituir um Estado soberano e persistir na insensata política de ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia são atitudes que só contribuem para fortalecer o discurso belicoso do Hamas e de outros grupos terroristas que pregam abertamente a destruição do Estado hebreu. O governo de Israel demonstraria inteligência e sensibilidade política se procurasse estabelecer canais de diálogo informal com os dirigentes mais pragmáticos do Hamas, pois assim agindo concorreria para aumentar o isolamento dos integrantes mais radicais dessa organização palestina entre sua própria gente e atrair para si maior boa vontade da comunidade internacional. Para a retomada efetiva das negociações de paz no Oriente Médio, urge resgatar o espírito construtivo que presidiu os acordos que Yitzhak Rabin e Yasser Arafat celebraram em Oslo há quase vinte anos.
Comecei o dia com a colher de chá ao Seu Madruga, por diversos comentários, e termino com a colher de chá ao Magno, por diversos comentários. Importante nos dois casos, o tom civilizado, abs, Caio
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 20:36
Vera,
Negar aos palestinos o direito de constituir um Estado soberano e persistir na insensata política de ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia são atitudes que só contribuem para fortalecer o discurso belicoso do Hamas e de outros grupos terroristas que pregam abertamente a destruição do Estado hebreu. O governo de Israel demonstraria inteligência e sensibilidade política se procurasse estabelecer canais de diálogo informal com os dirigentes mais pragmáticos do Hamas, pois assim agindo contribuiria para aumentar o isolamento dos integrantes mais radicais dessa organização palestina e atrair para si maior boa vontade da comunidade internacional. Para a retomada efetiva das negociações de paz no Oriente Médio, urge resgatar o espírito construtivo que presidiu os acordos que Yitzhak Rabin e Yasser Arafat celebraram em Oslo há quase dez anos.
o observador
-15/05/2012 às 20:34
E a Grécia só se enrolando. Onde essa crise vai parar? Meus investimentos em ações já foram pro vinagre.
eita mundo difícil.
Carmem
-15/05/2012 às 20:21
Opa! Vou ser o comentário 150!!!!
Caio, isso com Israel é tara, obsessão ou uma vontade sincera de solução do conflito?
Abs
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 20:08
mais-valia,
Não é verdade que o georgiano Jimmy Carter seja o mais malquisto presidente americano da História. Ele é mais popular que Herbert Hoover e George W. Bush, por exemplo. No quesito impopularidade, o texano por adoção George W. Bush é “hors concours”.
Vera
-15/05/2012 às 19:53
Magno (18:15)
A ANP não (ao menos oficialmente), mas o Hamas sim. Como lidar com dois pesos, duas medidas?
mais-valia
-15/05/2012 às 19:35
No fim Bush nao escapa de ser considerado o mais impopular desde q a pesquisas surgiram e o pior presidente dos ultimos 150 anos.
NÃO MEU CARO.
ESTE PREMIO NINGUÉM CONSEGUE TIRAR DO CARTER, HEHEHE
ELE É IMBATÍVEL!
Vera
-15/05/2012 às 19:32
opa, uma farrinha de domingo (no bom sentido) é sempre bom!
Valeu ‘observador’, no excuses… hehe
o observador
-15/05/2012 às 19:19
Obrigado Vera, ontem eu tava meio beligerante mesmo. Mas foi ressaca de domingo, dia das mães, farra até de noite. Hoje o cérebro ta melhorzinho e o consultório rolou tranquilo, sem stress com meus pacientes.
Mas o pessoal também ta mais legal hoje, sem agressões. Desculpe por ontem se falei alguma besteira.
ricardo salazar
-15/05/2012 às 19:16
nunca vi um país tão europeu no oriente médio e norte da áfrica como israel.nunca vi um país que dependesse de satanizar naquela região pra sobreviver como israel.a analogia dos confrontos do oriente médio com o entreguerras é clara.só não vê quem não quer.
joao felipe
-15/05/2012 às 19:11
Bush não se reelegeu com folga, pelo contrario. Sua margem de vitoria (2,4%) é a menor da historia de um presidente reeleito. Sua vitoria no colegio eleitoral (286 a 252) foi tao apertada q no dia seguinte ainda havia duvidas sobre quem venceu. Para os historiadores, ele só venceu pq os democratas nao conseguiram indicar um oponente competitivo. No fim Bush nao escapa de ser considerado o mais impopular desde q a pesquisas surgiram e o pior presidente dos ultimos 150 anos.
Vera
-15/05/2012 às 19:06
Sem dúvida ‘observador’, dificílima solução p’ra essa geração…, para próxima, who knows?
obrigada a vc pelo bate-bola, hehe
PS; se me permite dizer, hoje vc está bem melhor q ontem… na diplomacia, é claro.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 19:05
Caio,
Muitas das principais resoluções das Nações Unidas foram redigidas de modo propositalmente ambíguo para abrir uma janela que viabilizasse a realização de negociações de paz entre Estados conflagrados. A Resolução 242 insere-se nesse contexto.
Correto, abs, Caio
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 19:01
Amauri,
A exortação que a Resolução 242 dirigiu a Israel e aos demais Estados envolvidos na Guerra dos Seis Dias para que encerrassem todo e qualquer ato de beligerância e respeitassem suas respectivas fronteiras teve o óbvio propósito de desanuviar a tensão reinante no Oriente Médio após o término daquele conflito e encorajá-los a se sentarem à mesa de negociações. Como você mesmo ressaltou, o apelo ao diálogo entre árabes e israelenses, cerne daquela resolução, não equivale ao reconhecimento implícito das Nações Unidas à incorporação dos territórios palestinos por Israel.
Augusto
-15/05/2012 às 18:55
Caro Amauri,
.
Ele permitiu que os extremistas israelenses endurecessem em suas ações na região. Como disse, o Bush deu “carta-branca” para eles.
.
Você até poderia vir com o papo de que Israel é um Estado soberano, mas sabemos que, na prática, o governo israelense não toma nenhuma ação hostil na região sem o aval (ainda que por baixo dos panos) dos EUA.
.
Tá explicado ou quer que eu desenhe? Hehehe…
.
Abs!
mais-valia
-15/05/2012 às 18:52
ELE FOI TÃO RUIM QUE SE RE-ELEGEU COM FOLGA
ISTO EU ESCREVI, NÃO AMPLA MARGEM.
De toda sorte, penso que a maior parte dos americanos tem motivos de sobra para fazer uma avaliação bem pouco lisonjeira acerca da performance daquele governo
TÁ BOM MAGNO.
ISTO É OPINIÃO SUA, ACEITO.
O TEMPO PODE MUDAR ISSO NA CABEÇA DELES.
BASTA O PROMESSINHA SE REELEGER.
ELE NÃO CONSEGUIU CUMPRIR NEM UM TERÇO DO QUE PROMETEU.
ATÉ O NIXON FOI EM PARTE REABILITADO, HEHEHE
mais-valia
-15/05/2012 às 18:47
George W. Bush Richard Cheney Republicano 58 110 151 50,73% 286 53,16%
John Kerry John Edwards Democrata 54 577 481 48,27% 251 46,65%
CARO RICARDO.
VOCÊ ESTÁ CERTO EM PARTE.
É A HISTÓRIA DO MEIO COPO, CHEIO OU VAZIO, HEHEHE
PARA O JOÃO FELIPE, VALE O NÚMERO DE DELEGADOS.
George W. Bush se tornou o primeiro candidato desde seu pai—George H. W. Bush, eleito em 1988 a receber a maioria dos votos populares(ou seja, 50% deles);
OU SEJA, ELE GANHOU EM 1. TURNO, DIFERENTE DO ÇÁBIO, HEHE
amauri
-15/05/2012 às 18:41
Boa noite Caio!
“A jogada foi deixar vago.”
Quem deixou vago?
abs
O Conselho de Seguranca, abs, Caio
PS- colher de chá para voce, caro Amauri, pelos varios comentarios ao longo do dia, abs, Caio
Augusto
-15/05/2012 às 18:41
É verdade, mais-valia. Uma “pérola” dessa só poderia ter vindo de você. Hehehe…
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 18:41
mais-valia,
Não culpo o governo de George W. Bush pelos atentados de 11 de setembro, pois sei que os desatinos do ex-presidente americano, até por razões cronológicas, não tiveram qualquer relação com as causas que provocaram aquele trágico evento. A vitória de Bush na eleição presidencial de 2004 não se deu por uma margem tão folgada de votos como você supõe, pois é fato que ela só se confirmou após a divulgação oficial dos resultados no estado de Ohio. De toda sorte, penso que a maior parte dos americanos tem motivos de sobra para fazer uma avaliação bem pouco lisonjeira acerca da performance daquele governo.
amauri
-15/05/2012 às 18:38
Caro Augusto!
Mas então o que ele deixou de fazer ou o que ele fez. Não consigo ligar uma coisa com outra.
abs
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 18:38
Mais-valia,
Quando gosto digo “sim”, quando não gosto, digo “não”. COmo eu disse, uma parcela da crítica do Moore é valida. Eu não o admiro e sou contra certas posições e qualificações dele (mostrar que ajudou a mulher do rival em documentário é muito, mas muito anti-ético). Boca profana fala coisa sensata, em raros momentos.
A vitória do grande FHC sobre o Lula é incontestável, mas não é isso que você falou inicialmnte. Falou que Bush Junior ganhou com ampla margem, o que não foi o caso. Nosso segundo turno é o mais próximo das eleições americanas como são, já que há muitos partido nanicos ou de pouca relevância no primeiro. Pergunta: se Obama ganha de 2,4%, vai dizer que isso é ampla margem?
Abraços!
o observador
-15/05/2012 às 18:37
Vera, a solução é difícil mesmo, mas aqui é só um fórum de idéias, não sairá daqui nenhum documento oficial. É só um exercício mental entre pessoas que gostam do tema.
Eu concordo com você que quanto mais laico o mundo melhor ele fica, religião não se mistura com convivência e com negócios, só gera conflitos entre desiguais.
Acho que é isso, pensar ou divagar sobre soluções possíveis, mesmo que utópicas ou mirabolantes.
Obrigado pela gentileza.
amauri
-15/05/2012 às 18:30
Magno Adão de Souza
Se voce ler novamente a frase:”A resolução 242 da C.S.O.N.U. não exigiu uma retirada unilateral de Israel, ao invés disso, as N.U. exigiram que fosse negociada uma solução que deixasse Israel com fronteiras seguras e reconhecidos.” tem este sentido:”As Nações Unidas jamais reconheceram a anexação da Faixa de Gaza e da Cisjordânia por Israel.”
não exigir retirada não significa reconhecer a anexação. Exigiu uma negociação. Bem diferente.
Sorry, pessoal, estava enrolado com outras coisas, apenas uma pequena intervencao, este é o texto original da resolucao 242. A jogada foi deixar vago (de territórios e não dos territórios), mas é inquestionavel que Israel nao poderia manter no sentido lato os territórios, e anexacao é ilegal, alias nunca foi o plano inicial pos guerra de 1967 manter de forma indefinida ou muito menos anexar os territórios, abs, Caio
Withdrawal of Israeli armed forces from territories occupied in the recent conflict;
Termination of all claims or states of belligerency and respect for and acknowledgement of the sovereignty, territorial integrity and political independence of every State in the area and their right to live in peace within secure and recognized boundaries free from threats or acts of force;
Augusto
-15/05/2012 às 18:28
“acaba” por “acaba-se” (linha 3).
mais-valia
-15/05/2012 às 18:27
Olha, o Michael Moore não é um anjo, quiçá modelo de oposição, mas eu acredito que uma parcela da crítica dele é pertinente, pelo menos a que foi feito em documentários. Sicko evidencia muito bem a decadência do sistema de saúde norte-americano.
Abraços
FICO TRISTE POR VOCÊ.
O EMBUSTEIRO QUE VOCÊ ADMIRA CONSEGUIU ACHAR O SISTEMA CUBANO DE SAÚDE MELHOR QUE O YANKEE.
ESTE DOCUMENTÁRIO FOI PASSADO EM CUBA E OS CUBANOS IAM EM MASSA.
UM DIA ALGUÉM PERGUNTOU PORQUE?
E OS CUBANOS RESPONDERAM:
DÁ GOSTO DE VER UM PAÍS ONDE O PRESIDENTE É CRITICADO E NINGUÉM VAI PRESO E AINDA FICA RICO POR ISSO, HEHEHE
TODOS OS DOCUMENTÁRIOS DO HIPERMILIONÁRIO COMUNISTA SÃO EMBUSTES, NÃO PRESTA UM.
ELE CONSEGUIU A FAÇANHA DE SAFADAMENTE DEBOCHAR DO CHARLTON HESTON.
PARA MIM ELE É UM NADA.
Olha, 2,4% não é muita coisa não… O Lula conseguiu bem mais, não?
NO 2º TURNO.
O FHC GANHOU AS DUAS NO PRIMEIRO.
VIU A DIFERENÇA?
O 11/09 foi uma retaliação (absurda, reprovável, monstruosa, etc.) à política dos EUA (administração Bush) e dos extremistas israelenses para a região.
ISTO É MAIOR PIADA/FALÁCIA QUE EU VI AQUI.
E OLHA QUE LEIO BOBAGENS POR AQUI FAZ 2 ANOS
RETALIAÇÃO À POLÍTICA DE 9 MESES DO BUXI?
O que realmente Bush fez em politica externa entre sua posse e os ataques?
ELE NÃO VAI CONSEGUIR RESPONDER PORQUE NÃO SABE E PORQUE O MOORE/CHOMSKY/ZIZEK/QUALQUER PORCARIA TAMBÉM NÃO SAIBAM, HEHEHE
O Afeganistão e o Iraque foram uma retaliação (absurda, reprovável, monstruosa, etc.) ao 11/09, que causou tantos prejuízos às pessoas locais como aos próprios estadunidenses.
SÓ ESTADUNIDENSE JÁ CHEIRA MAL.
O AFEGANISTÃO ACOITAVA A AL QAEDA E O HUMANISTA TALEBÃ.
SE A BANANIA TOMASSE 4 BOINGS NA CABEÇA PODERIAMOS MANDAR O ÇÁBIO NEGOCIAR, HEHEHE
UM ESPANTO EM HISTÓRIA!
P.S 2: gostei da “sucursal do PSTU”. Essa foi muito boa, Carmem! (Hehehe…).
ELOGIOU A PESSOA ERRADA, HEHEHEHE
o observador
-15/05/2012 às 18:26
Isso ai Vera, opinião.
Vera
-15/05/2012 às 18:25
putz… Michael Moore?… Esquerdopata radical metido a intelectual…hummm aí não dá hein?
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 18:25
Sustentar que a perenização da ocupação israelense na Cisjordânia é uma forma sub-reptícia de segregação não é, ao contrário do que alguns acreditam, mero exercício de propaganda, mas uma simples constatação. Basta se efetuar um cotejamento superficial entre o tratamento que o Estado de Israel dispensa aos palestinos da Cisjordânia e o que reserva a seus colonos para se verificar os privilégios que os últimos desfrutam em detrimento dos primeiros.
Augusto
-15/05/2012 às 18:24
Caro Amauri,
.
Creio que sua pergunta seria melhor respondida pelo o que o Bush não fez ou pelo o que ele deixou os extremistas israelenses fazerem.
.
Assim, acaba por “legitimar”, de certo modo, o terrorismo islâmico, pois enquanto os EUA e Israel têm exércitos fortes, os islâmicos (radicais) têm o terror como arma. Cada um “briga” com o que tem de “melhor”.
.
Aliás, penso sinceramente que só em discutir essas questões pretéritas já estamos cometendo um grave erro. Israelenses e palestinos, judeus e muçulmanos, em geral, têm que tentar olhar para frente e buscar uma aproximação fraterna, ainda que nesse momento isso seja um tanto quanto forçado de ambos os lados.
.
Em outras palavras, eles não devem esperar que tal atitude parta de seus governos/autoridades. As sociedades civis têm que atuar. Isso seria o limiar de um tempo de paz.
.
Abs!
Vera
-15/05/2012 às 18:15
o observador
- 15/05/2012 às 14:23
…Então tá Vera, qual a solução? Qual você sugere? O problema já tá instalado faz tempo, os desgastes já são conhecidos.
Honestamente, aponte uma solução. Qualquer que seja, só desenvolva uma.
…
caro observador (aliás, seria muito bom se pudéssemos chamar a todos pelo nome, ou pelo menos por um codinome com humor né?)… enfim, se a sua pergunta fosse de fácil resposta, grandes cabeças políticas ou não já teriam apontado uma. Eu sinceramente gostaria de acreditar nessa sua estratégia econômica, só não o faço por ter os pés muito fincados no chão para perceber a sua inviabilidade. E acho mais, é tudo que Israel gostaria de proporcionar ou compartilhar com seu vizinhos; a prosperidade econômica e tecnológica de que dispõe e teria sim muito êxito se tivéssemos falando de vizinhos com sociedades laicas, livres, democráticas ou que pelo menos demonstrassem interesse em sê-lo. Mas sabe-se que não são e não querem ser. Como disse, estão presos a conceitos ultrapassados ideológicos que os impedem de avançar para o século 21.
Mas arriscando uma perspectiva de solução: não vejo a curto prazo.
A médio prazo, se ocorrer uma laicização política que permita o pensar racional, então a longo prazo esse intercâmbio cultural e econômico possa realmente favorecer à paz. Nessa geração, ‘no chances’.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 18:15
Os integrantes da Autoridade Nacional Palestina não desejam criar o Estado Palestino à custa da eliminação de Israel. Logo, não é veraz a afirmação de que todos os líderes palestinos desejam o fim de Israel.
o observador
-15/05/2012 às 18:15
Acho que a Grécia tem que avaliar, e com carinho, o tamanho do sufoco que vai passar. Se estiver sob controle, então peça moratória e saia do Euro.
Se for mergulhar num abismo profundo eu não sei. Acho que valeria mais a pena negociar.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 18:12
Amauri,
As Nações Unidas jamais reconheceram a anexação da Faixa de Gaza e da Cisjordânia por Israel. O fato de o Conselho de Segurança das Nações Unidas não ter exigido a retirada unilateral de Israel dos territórios palestinos – hipótese de resto absurda, dado o poder de veto de que desfrutam os EUA – não implica em absoluto na aceitação tácita da ocupação do primeiro sobre os últimos. Sem mais.
o observador
-15/05/2012 às 18:09
noutro dia alguém disse que os gregos não tinham nada para exportar que não fosse azeite. Os gregos têm, sim, uma riqueza cultural e filosófica incalculável para exportar para o mundo, só precisam saber explorá-las bem. A cada dia o mundo se move menos pelos produtos oriundos diretamente da natureza e mais pela capacidade dos povos para transformar ideias (bens intangíveis) em valores.
Rapaz, foi eu que disse, mas foi mais no intuito de avaliar o momento da crise, não foi no sentido de desfazer da capacidade Grega. Foi só uma crítica, meio preconceituosa reconheço, mas no intuito de dizer que se você está entrando numa crise financeira brava é bom que você tenha algo para barganhar de imediato.
Se os nobres Gregos conseguirem sobreviver à parte mais grave da crise (a falta de crédito e de dinheiro no curto prazo), provavelmente irão encontrar soluções para driblar a mesma a longo prazo.
Não critiquei o povo e sim a situação econômica que eles passam no momento.
amauri
-15/05/2012 às 17:59
Caro Augusto
O que realmente Bush fez em politica externa entre sua posse e os ataques?
Desculpe minha insistência, tentei achar algo parecido com isto e não achei.
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 17:57
mais-valia
- 15/05/2012 às 17:21
Olha, 2,4% não é muita coisa não… O Lula conseguiu bem mais, não?
Devildom voyeur
-15/05/2012 às 17:34
Sr. joao felipe, os israelenses estão mais preocupados com a sua sobrevivência do que com a possibilidade de os palestinos sofrerem segregação no futuro. De qualquer maneira, eu não acredito que a presença israelense na Cisjordânia resultará em apartheid contra os palestinos. Isso é propaganda barata. Os árabes israelenses, por exemplo, embora sofram de discriminação em Israel, desfrutam de mais direitos e maior estabilidade do que qualquer outra população árabe vivendo em seus próprios países soberanos (pense no Egito ou na Síria). Eu não seria contra o direito de autodeterminação dos árabes palestinos se eles aceitassem a existência de Israel. Os “palestinos oprimidos” não são vítimas dos israelenses, eles são vítimas dos seus próprios líderes, que os ensinam, desde crianças, que o estado palestino surgirá no lugar de Israel e não ao seu lado.
amauri
-15/05/2012 às 17:33
Boa tarde Magno Adão de Souza!
A resolução 242 da C.S.O.N.U. não exigiu uma retirada unilateral de Israel, ao invés disso, as N.U. exigiram que fosse negociada uma solução que deixasse Israel com fronteiras seguras e reconhecidos.
Augusto
-15/05/2012 às 17:22
Caro Amauri,
.
O 11/09 foi uma retaliação (absurda, reprovável, monstruosa, etc.) à política dos EUA (administração Bush) e dos extremistas israelenses para a região. Jamais veríamos, nessa bela fota acima, a figura de Bush ou mesmo de Romney entre ambos.
.
O Afeganistão e o Iraque foram uma retaliação (absurda, reprovável, monstruosa, etc.) ao 11/09, que causou tantos prejuízos às pessoas locais como aos próprios estadunidenses.
.
Realmente, o Bush conseguiu algo “jamais feito na história daquele país”: ser um péssimo presidente para o mundo e para os próprios estadunidenses. Reagan foi um bom presidente para os estadunidenses e péssimo para o mundo. Carter foi um bom presidente para o mundo e péssimo para os estadunidendes. Bush conseguiu a malévola unanimidade!
.
Se o Bush não tivesse sido presidente do país mais forte do mundo, ele, talvez, estivesse agora sentado no banco dos réus de Haia. Ah, ressalte-se que os EUA até hoje não aderiram ao Tribunal Penal Internacional. Mais uma vergonha para o mundo “civilizado”!
.
Às vezes, penso que é a hipocrisia (e não a razão ocidental, desenvolvida pelos gregos e aperfeiçoada pelos gênios iluministas) o fator que nos civiliza! Uma lástima!
.
Abs!
.
P.S 1.: noutro dia alguém disse que os gregos não tinham nada para exportar que não fosse azeite. Os gregos têm, sim, uma riqueza cultural e filosófica incalculável para exportar para o mundo, só precisam saber explorá-las bem. A cada dia o mundo se move menos pelos produtos oriundos diretamente da natureza e mais pela capacidade dos povos para transformar ideias (bens intangíveis) em valores.
.
P.S 2: gostei da “sucursal do PSTU”. Essa foi muito boa, Carmem! (Hehehe…).
mais-valia
-15/05/2012 às 17:21
Não são apenas as esquerdas que criticam asperamente o desastroso governo de George W. Bush,
TUDO BEM MEU CARO MAGNO.
MAS DEPOIS DE 9 MESES NO CARGO?
ELE É O CULPADO PELOS ATENTADOS DE 11/9?
ELE FOI TÃO RUIM QUE SE RE-ELEGEU COM FOLGA, HEHEHE
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 17:20
Caro Maisvalia,
Olha, o Michael Moore não é um anjo, quiçá modelo de oposição, mas eu acredito que uma parcela da crítica dele é pertinente, pelo menos a que foi feito em documentários. Sicko evidencia muito bem a decadência do sistema de saúde norte-americano.
Abraços.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 17:03
mais-valia,
Não são apenas as esquerdas que criticam asperamente o desastroso governo de George W. Bush, de triste memória.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 17:01
Retificação:
Onde se lê “fulminente”, entenda-se “fulminante”.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 16:58
Amauri,
A Faixa de Gaza e a Cisjordânia encontravam-se respectivamente sob a jurisdição do Egito e da Jordânia até Israel arrebatá-las no curso de sua fulminente vitória na Guerra dos Seis Dias, a primeira guerra preventiva de que se tem notícia. A comunidade internacional, corporificada nas Nações Unidas, jamais reconheceu a incorporação por Israel daqueles territórios.
o observador
-15/05/2012 às 16:56
É…difícil. Mas, com jeitinho vai.
mais-valia
-15/05/2012 às 16:56
“A bem da verdade, a situação entre judeus e islâmicos piorou muito após o governo Bush, que deu “carta branca” para os extremistas israelenses fazerem o bem entendessem na região, o que desencadeou aquilo que todos nós já sabemos: o 11/09, Afeganistão, Iraque…
COM NOVE MESES DE GOVERNO O GENI DAS ESQUERDAS JÁ ERA CULPADO.
MOORE NA VEIA, HEHEHEHE
mais-valia
-15/05/2012 às 16:43
O bem-vindo é com hífem hehehe
Mas concordo com o conteúdo!
Abs
VIVENDO E APRENDENDO.
MAS PREFIRO SEM HÍFEN, HEHEHEHE
Então o Bush mandava em Israel?
Então os extremistas israelenses são tambem os causadores do 11/9?
Como foi o Bush que deu aval, os extremistas são de direita?
AMAURI
O BUXI VIROU O NAZISTA/FASCISTA DA TEORIA DE GOODWIN.
SE VOCÊ NÃO SABE O QUE DIZER, BOTA A CULPA NELE QUE SEMPRE MUITOS VÃO GOSTAR, HEHEHE
Em suma: primeiro é preciso criar um cenário de paz, antes de se trabalhar as negociações acerca das questões estratégicas propriamente ditas.
CHALITA FAZENDO ESCOLA, HEHEHEHE
nei
-15/05/2012 às 16:42
Segundo Gandhi, a Paz é o caminho.
joao felipe
-15/05/2012 às 16:38
Uma pergunta ao Devildom:
Se vc é contra um estado palestino na Cisjordania, o q deve ser feito com os palestinos da região? Deporta-los em massa para a jordânia? Torna-los sub-cidadãos de israel? Muitos leitores parecem confortàveis com a atual situação em Israel, não achando necessario a retomada das negociacoes com os palestinos. Mas é esta situação q fortalece o discurso radical anti-semita do hamas.
o observador
-15/05/2012 às 16:38
Ainda não vi muitas opiniões de como resolver a situação atual. Que pena.
Pedro I.
-15/05/2012 às 16:36
Hoje o grande Bibi disse aos Palestinos: ‘Palestinians should direct anger at extremist leaders … says if Palestinian leadership in 1948 did not adopt extreme opposition to Israel, Palestinians would be celebrating independence instead of “Nakba.”‘
.
Como diz o meu pai: Quem não tem bunda não senta na rampa.
Mauricio
-15/05/2012 às 16:34
Caio, parabéns atrasado pela colher de chá que vc ganhou no post passado !
Pedro I.
-15/05/2012 às 16:31
amauri – 15/05/2012 às 12:03
.
Amauri. Seus comentários de hoje estão ótimos. Um banho de moral. Colheres de chá/sopa/café etc é coisa do Caio. Mas ao meu ver você merece no mínimo uma colher de chá honorária, hehe.
Pedro I.
-15/05/2012 às 16:26
“Sanidade republicana – 15/05/2012 às 12:45
Hoje está calmo por aqui. Onde está a turma denunciando limpeza étnica praticada por Israel?”
.
Esta “turma” só aparece em colunas que não tem nada a ver com Israel. Porque no final das contas, retóricas e estratagemas são mais eficientes quando fora do contexto — pega mais bobos-alegres.
amauri
-15/05/2012 às 16:25
De quem, afinal, Israel tomou a Cisjordania?
o observador
-15/05/2012 às 16:20
Augusto, concordo bastante contigo. Os Judeus realmente tem uma capacidade econômica, e intelectual, imensa e um poder de união sem igual.
Acredito que todos devam estar incomodados com essa situação atual de Israel, o ciclo de violência já durou demais e não se conseguiu chegar à uma situação mais confortável para ninguém.
A parte da culpabilidade eu não gostaria de discutir, acho que não resolveria no momento e só realimentaria a polêmica.
É através dessa capacidade econômica e criativa de Israel que deve vir a solução para o povo Palestino.
Cultura, respeitando as tradições de cada um, e um choque de prosperidade econômica que abrange-se os palestinos seria uma coisa bem vinda. Acho que a iniciativa deva partir de Israel, afinal é mais forte, mais rico e bem mais desenvolvido socialmente. Aliás, que os palestinos podem oferecer? Exceto parar de brigar, isso ajudaria e muito.
Mas Israel tem todas as ferramentas para melhorar, pelo menos, sua vida e a dos palestinos. Sem violência.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 16:14
Manifesto meu mais sincero pesar pelo recente passamento do grande escritor mexicano Carlos Fuentes, maior nome das letras hispânicas de sua geração juntamente com seu dileto amigo Gabriel García Márquez, que se encontra bastante alquebrado pelo Mal de Alzheimer.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 16:10
Não haverá paz nem estabilidade em Israel enquanto o povo palestino não tiver assegurada sua plena soberania sobre os territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Manter os palestinos da Cisjordânia à mercê dos caprichos da minoria israelense que lá vive equivale a uma forma velada de apartheid, inaceitável à luz dos mais comezinhos princípios humanistas que informam o direito internacional.
amauri
-15/05/2012 às 16:09
“A bem da verdade, a situação entre judeus e islâmicos piorou muito após o governo Bush, que deu “carta branca” para os extremistas israelenses fazerem o bem entendessem na região, o que desencadeou aquilo que todos nós já sabemos: o 11/09, Afeganistão, Iraque…”
Augusto boa tarde!
Então o Bush mandava em Israel?
Então os extremistas israelenses são tambem os causadores do 11/9?
Como foi o Bush que deu aval, os extremistas são de direita? abs
joao felipe
-15/05/2012 às 16:02
Caio, fiquei indignado com a grave ofença feita por um leitor da coluna a… Chaves!
Que história é essa de besteirol, Ricardo? Trata-se da maior serie de humor de todos os tempos.
Devildom voyeur
-15/05/2012 às 15:53
Para quem ainda acredita na possibilidade de se criar um estado palestino na Cisjordânia, veja a explicação do senhor Danny Ayalon sobre a presença israelense naquele território. Quem lê nas entrelinhas entende que não existirá estado palestino naquele local.
http://www.youtube.com/watch?v=XGYxLWUKwWo&feature=player_embedded
Augusto
-15/05/2012 às 15:52
Caro Observador,
.
Não disse que ambas as preocupações sejam antagônicas, apenas disse que, num primeiro momento, a questão da diferença socioeconômica deve ser relevada, tendo em vista que o foco deve ser a aproximação cultural para que seja criada uma atmosfera que torne a possível a paz.
.
Até porque, como podemos imaginar a região sendo um cenário atrativo para investimentos com tanta animosidade? Não dá para pensar.
.
Daí, você poderia dizer, mas por que Israel, sendo da mesma região, é prospera? Por causa da enorme força econômica da comunidade judaica, bem como, da capacidade de mobilização e de autoajuda dos judeus, principalmente, por conta da atuação da comunidade judaica dos EUA, que financiou e continua financiando o desenvolvimento de Israel. Enquanto os muçulmanos estão “juntos separados”, os judeus estão “separados juntos”.
.
Os judeus, mesmo separados geograficamente pelo globo, são, sem dúvida, o povo mais unido do mundo. Admiro muito eles por isso.
.
Aliás, depois de dar várias “mordidas”, necessárias, dadas ontem nas políticas de Israel e na comunidade judaica como um todo, deixe-me, hoje, dar uma bela “assoprada”:
.
Qualquer humanista sincero sabe reconhecer a formidável indústria de produção de ideias e de conhecimento, de todas as áreas possíveis e imagináveis, da comunidade judaica. Nesse ponto, os judeus são exemplo para o mundo inteiro.
.
Por isso, não entendo como um povo dotado de tamanha capacidade intelectual prefere tentar resolver seus conflitos na base da força bélica ou, então, por via de um discurso ameaçador amparado pela força bélica. Desse modo, não posso afirmar outra coisa, a não ser que os judeus subestimam demais suas próprias inteligências.
.
A bem da verdade, a situação entre judeus e islâmicos piorou muito após o governo Bush, que deu “carta branca” para os extremistas israelenses fazerem o bem entendessem na região, o que desencadeou aquilo que todos nós já sabemos: o 11/09, Afeganistão, Iraque…
.
Abs!
Devildom voyeur
-15/05/2012 às 15:51
Sanidade republicana, eu não disse que o senhor Yossi Alpher é um idiota, disse que está cegado pelas tolices da idiotia politicamente correta. E essa é a opinião que eu tenho a respeito de qualquer pessoa que preconiza a tolice de que Israel deve se engajar em conversações com o Hamas, independentemente do currículo. E nós não sabemos se ele realmente acredita nisso, pode ser que ele esteja apenas participando do teatrinho dos amantes da paz que não conseguem enxergar um palmo na frente do nariz. Como eu sou um zé-ninguém, eu posso dizer coisas que o Caio, por exemplo, não pode. Não dê importância aos meus comentários, dê importância às análises dos senhores Yuval Diskin, Meir Dagan, Yossi Alpher etc.
Carmem
-15/05/2012 às 15:36
mais-valia – 15/05/2012 às 13:24
Boa Seu Madruga.
Aqui estava virando sucursal do PSOL/PC do B/PSTU em leituras do Chomsky/Zizek, assistindo vídeos verídicos do Moore e aprendendo estória com o muderno Hobsbawn,aquele parente próximo do Tiranossaurus Rex marxistus .
Seja bem vindo!
.
O bem-vindo é com hífem hehehe
Mas concordo com o conteúdo!
Abs
jorji
-15/05/2012 às 14:55
É óbvio, é elementar que a causa da violência não é a pobreza, pobreza é a nossa imprensa que vive só perpetuando besteiras, a causa da violência, pouquissimas pessoas sabem a causa.
o observador
-15/05/2012 às 14:45
Gostei Augusto. Mas acho que se misturam, aproximação cultural com certeza e prosperidade compartilhada. Não são antagônicas. E a a parte em que você fala de dispensa da mediação governamental é perfeita. Nunca se sabe o que realmente move os políticos.
Creio que iniciativas culturais, como verdadeiras demonstrações de boa-vontade de ambas as sociedades civis (exemplos: shows, esportes, amostras de artes, etc.), seriam importantíssimas para, pelo menos, fazer cessar a perpetuação de uma cultura de ódio geracional, dificílima de ser desenraizada.
.
Em suma: primeiro é preciso criar um cenário de paz, antes de se trabalhar as negociações acerca das questões estratégicas propriamente ditas.
Gostei!
Augusto
-15/05/2012 às 14:39
Caio,
.
Foi bom continuarmos o debate no mesmo assunto, pois, ontem, os comentários ficaram retidos na parte da tarde, só sendo liberados por volta da meia noite, de modo que sobrou para hoje uma “demanda reprimida dos leitores”.
.
Vejo que alguns colegas estão simplificando demais a complexa questão da resolução do conflito na região, reduzindo-a, basicamente, a uma questão de contraste entre a prosperidade dos israelenses e a falta dela pelos palestinos.
.
A questão está longe de se resumir a isso. Para mim, a única forma de se criar um cenário de paz é, antes de tudo, haver uma aproximação cultural e solidária entre israelenses e palestinos de boa-vontade através de suas lideranças da sociedade civil organizada, ou seja, não se deve esperar muito de seus governos. Isto porque, sempre que os governos tentam uma aproximação, os radicais de ambos os lados cometem algum gesto agressivo, no intuito de trazerem de volta para as extremidades o debate de ideias. E, geralmente, eles conseguem.
.
Creio que iniciativas culturais, como verdadeiras demonstrações de boa-vontade de ambas as sociedades civis (exemplos: shows, esportes, amostras de artes, etc.), seriam importantíssimas para, pelo menos, fazer cessar a perpetuação de uma cultura de ódio geracional, dificílima de ser desenraizada.
.
Em suma: primeiro é preciso criar um cenário de paz, antes de se trabalhar as negociações acerca das questões estratégicas propriamente ditas.
.
Abs!
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 14:38
Caro Carlos cezar,
O mesmo noticiário internacional também aponta as selvagerias de palestinos também. Quem está certo?
Abraços.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 14:36
O que fazer para solucionar o conflito israelo-palestino? Não é nada fácil responder a essa intrigante questão, mas pode-se afirmar sem hesitação que o desarmamento de espíritos e a realização de atos recíprocos de boa vontade são um passo indispensável para o êxito de qualquer estratégia de negociação que busque encerrar esse tormentoso conflito, que já enredou em suas teias três gerações.
Sanidade republicana
-15/05/2012 às 14:34
Devildom, sempre chamando de idiota quem discorda de suas posições. O que o Alpher tem de idiota? Olhe o currículo dele. Abraços
Yossi Alpher served in the Israel Defense Forces as an Intelligence officer, followed by 12 years in the Mossad. From 1978 to 1980, he was an intelligence analyst on Iran.[1] From 1981 to 1995 he was associated with the Jaffee Center for Strategic Studies (JCSS) at Tel Aviv University, ultimately serving as Director of the center.[2] While at the Jaffee Center, Alpher coordinated and coedited the JCSS research project on options for a Palestinian settlement, and produced “The Alpher Plan” for an Israeli-Palestinian territorial settlement. From 1995 to 2000 he served as director of the American Jewish Committee’s Israel/Middle East Office in Jerusalem. Since 1992 he has coordinated several track II dialogues between Israelis and Arabs. In July 2000 (during the 2000 Camp David Summit) Alpher served as Special Adviser to Israeli Prime Minister Ehud Barak, concentrating on the Israeli-Palestinian peace process.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 14:26
O leitor que se assina “Seu Madruga” sabe debater seus pontos de vista sem descambar para a desqualificação pura e simples daqueles que dele divergem. Seria ótimo se todos os envolvidos em discussões de temas apaixonantes agissem com um mínimo de equilíbrio.
o observador
-15/05/2012 às 14:23
Então tá Vera, qual a solução? Qual você sugere? O problema já tá instalado faz tempo, os desgastes já são conhecidos.
Honestamente, aponte uma solução. Qualquer que seja, só desenvolva uma.
carlos cezar
-15/05/2012 às 14:15
Amauri, não se faça de ingênuo. Assim como alguns grupos praticam o estupro pra espalhar o terror entre a população local, os israelenses expulsam os palestinos de suas casas pra espalhar o medo entre eles. Basta ler o noticiário internacional.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 14:08
Os atentados que o Irgun e demais grupos terroristas judaicos perpetraram na Palestina quando o mandato britânico estava na iminência de expirar são moralmente injustificáveis. A explosão do Hotel Rei Davi que agentes do Irgun levaram a cabo em julho de 1946 – na qual pereceram 91 pessoas, em sua maioria civis – demonstra claramente que os atos ilegais praticados por aquelas entidades não eram revestidos de caráter meramente reativo ou retaliatório. Interessante observar que os integrantes da antiga OLP afirmaram reiteradas vezes que os atos terroristas por eles realizados eram apenas um modo legítimo de reagir à ocupação israelense de territórios palestinos. O conflito israelo-palestino não pode ser adequadamente entendido sob a ótica de uma interpretação unilateral da História.
carlos cezar
-15/05/2012 às 14:02
chefes da delegação da União Europeia em Ramala e Jerusalém advertiram à sede da entidade, em Bruxelas, que “está fechando uma janela para uma solução” do conflito entre palestinos e israelenses devido à apropriação progressiva da Área C da Cisjordânia pelos judeus. Em documento interno para cônsules e diplomatas europeus, os representantes sugerem diversos esforços para que o bloco apoie “as condições de um Estado palestino” nessa região da Cisjordânia. O território, que representa 62% da área de um futuro país palestino, é “progressivamente integrado a Israel”, segundo os diplomatas. O informe, elaborado em julho e apresentado em Bruxelas em dezembro, revela que intervenções israelenses vão tornar “mais remoto que nunca” o estabelecimento de um Estado palestino. O texto detalha como Israel comete violações da legislação internacional, entre elas a expulsão dos palestinos a força, a demolição de suas casas e restrições de edificação e acesso a grandes áreas.
Vera
-15/05/2012 às 14:01
Muito esclarecedor o comentário do Devildom (12:40). Incrível que muitos aqui sabem há tempos o que prega o estatuto do Hamas, mas cegam-se a elas e seguem na mesma ladainhas unilateral.
Para quem acredita que a solução viria pelas vias econômicas: ledo engano, não imaginam o enruste que ideologias político/religiosas fizeram e são capazes de fazer. Voce dá a mão, querem a outra, voce dá as duas, querem os pés…, a faixa de Gaza é um exemplo disso.
Uma geração perdida pelo fanatismo, acordos de paz perdidos pelo mesmo motivo.
o observador
-15/05/2012 às 13:55
É sempre o mesmo argumento acusatório. Os palestinos são cabeça duras? Então usem a inteligência, que lhes é peculiar, e achem soluções bacanas, mesmo que utópicas! Os israelenses são cabeças duras, achem argumentos que os tornem maleáveis, sem strees.
Essa coluna não é a reunião que vai decidir o futuro da região, daqui não sairá nenhum documento oficial, não tem nenhum representante dos governos aqui. É só um exercício entre internautas, com a colher de chá do dono da coluna, para que se debata uma situação e teoricamente se desenhem soluções. Não vai passar disso, apesar de ser bem bacana essa troca de idéias, mas não passará do limite da telinha do nosso computador. Então não há necessidade de ter medo de falar, de expor idéias. Ninguém aqui vai resolver o problema. É só expor idéias sem atirar pedras, primeiro que da tela do computador você não acerta ninguém, só estraga seu equipamento.
carlos cezar
-15/05/2012 às 13:53
A ONU pediu a Israel para interromper imediatamente a destruição de habitações palestinas na Cisjordânia depois de constatar um aumento dramático das demolições durante o ano passado. As forças israelenses destruíram 622 lares palestinos na Cisjordânia em 2011, “forçando o deslocamento” de cerca de 1.100 pessoas, mais da metade das quais eram crianças, de acordo com um relatório do escritório de coordenação de assuntos humanitários da ONU.
amauri
-15/05/2012 às 13:49
Carlos Cezar, que atos terroristas?
Seu Madruga
-15/05/2012 às 13:48
Mais-valia
Confesso que soh conheco o Zizek de nome, mas o Chomsky parece ser o mentor de um dos amigos. Essa visao caricata do conflito cheira a propaganda dele.
Vou indo. (in)felizmente tenho outros compromissos.
para deixar o clima um pouco mais alegre:
chomsky em quadrinhos
Postmodern Haircut.com
carlos cezar
-15/05/2012 às 13:47
Seu Madruga, estou falando dos milhares de famílias palestinas expulsas de suas casas nos últimos três anos por israelenses. São dados atuais. Para onde estão indo essas famílias? E como é que é? A UE assume a ilegalidade das construções palestinas??? Você está enganado. A UE, os Estados Unidos e muitos outros países dizem ser ilegais as invasões e a destruição que os israelenses cansam na Cisjordânia. Você tem acompanhado o noticiário internacional?
carlos cezar
-15/05/2012 às 13:43
Amauri, uma parte dos árabes não gosta de Israel, mas não é sobre isso que estou falando. O que eu disse é que Israel terá de parar com atos terroristas na Cisjordânia e a comunidade internacional terá de arrancar à força do Hamas e outros grupelhos uma aceitação ao estado de Israel. Essas são as condições para a paz.
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 13:40
Seu Madruga passa de herói da minha infância (sim, eu também gosto de besteirol) para herói da causa de Israel.
Muito bom seus comentários, seja bem-vindo.
o observador
-15/05/2012 às 13:40
Eu não to entendendo Caio. É para evitar polêmicas ou não? Digo, polêmicas politico religiosas, tipo a culpa é sua, não a culpa é sua. você é feio, não feio é você.
A situação já existe 64 anos, ódio e violência de sobra. Acho que seu artigo, ou sua idéia, era zerar tudo e achar soluções (pelo menos aqui na coluna né, hehehehehe). Aliás, foi a resposta que você deu ao primeiro comentário, analisar as coisas na visão atual e não escavar esqueletos do passado.
Me corrija se eu estiver errado, mas quem é culpado não interessa mais.
Acho que todos ganhariam com uma solução pacífica e harmônica.
Não vi muitas opiniões assim hoje. Como resolver? Esse é o mote de hoje.
Fernando Martins
-15/05/2012 às 13:32
Tá pessimista ou realista, Caio? Ontem chamou os políticos israelenses de “oportunistas, fisiológicos e corruptos”, botando no mesmo pacote da picaretagem da ANP e o Fatah. Hoje o resumo da coluna é que Estado Palestino não é para a tua geração, quem sabe nem a próxima. Tá tão, tão ruim assim?
Rodrigo
-15/05/2012 às 13:31
Como já escreveu alguém, em vez de luz no fim do túnel, temos um túnel no fim da luz.
amauri
-15/05/2012 às 13:31
Carlos Cezar, quais são as condições que os palestinos exigem para que eles aceitem o Estado de Israel e assinem um tratado de paz?
Seu Madruga
-15/05/2012 às 13:27
Carlos Cezar,
por favor, evite “floodar” a area de comentarios. Isso torna impossivel demascarar seus comentarios parciais e distorcoes.
TODAS as casas e estruturas demolidas na Cisjordania foram construidas SEM LICEnSA, ou seja: eram ilegais como a propria UE assume.
Va buscar o numero de casas de judeus que foram demolidas pelo mesmo motivo. O numero eh bem alto tambem.
mais-valia
-15/05/2012 às 13:24
Boa Seu Madruga.
Aqui estava virando sucursal do PSOL/PC do B/PSTU em leituras do Chomsky/Zizek, assistindo vídeos verídicos do Moore e aprendendo estória com o muderno Hobsbawn,aquele parente próximo do Tiranossaurus Rex marxistus .
Seja bem vindo!
Seu Madruga
-15/05/2012 às 13:20
Aos que ficam com o coracao mole ao falar de refugiados, recomendo que vao ao google e procurem saber sobre ma’abarot, refugiados judeus dos paises arabes e se perguntem porque os paises arabes nao fizeram com os palestinos o que israel fez com os refugiados judeus dos paises arabes.
o observador
-15/05/2012 às 13:20
Concordo plenamente seu madruga, afinal temos violência em Nova York, Tóquio, Berlin, Londres, Estocolmo, Viena, Rio, São Paulo, Noruega, etc, etc….
Mas não estou dizendo que seja essa a causa da revolta palestina, nem quero entrar nessa questão. Eu estou pensando em algo que seria fator de quebra de tensão, algo que pudesse desviar o olhar de quem não tem opções, ou acha que não tem.
Se Israel, inteligentemente, chama-se os palestinos para participarem de um momento de prosperidade, e não é só dar ajuda humanitária, creio que todos sairiam lucrando. Pobreza e riqueza não dão a medida exata da psique humana, mas você tende a cuidar melhor de algo que lhe dá o sustento. Usando uma etratégia econômica, aliás uma estratégia que favorece-se também os investidores israelenses, faria com que alguns pudessem ver que existem outros caminhos.
O caminho do conflito já é conhecido e batido nessa história, não creio que seja confortável para nenhum dos lados.
Israel, quando se coloca como unica democracia do oriente médio, deve ter mais capacidade do que os palestinos para encontrar uma solução viável.
Eu tenho certeza que dinheiro não é tudo, mas que dá uma segurança e faz você ponderar bastante se você quer perder seu status isso faz.
Se os terroristas eram médicos, engenheiros, dentistas, açougueiros isso é lamentável. Mas eu nunca vi países desenvolvidos abrirem mão da sua educação por isso! Os EUA, pelo menos, dão grande valor ao desenvolvimento tecnológico e intelectual de sua mão de obra, e tem uma das melhores medicinas e engenharias do mundo. E se orgulham disso.
ainda acho que o melhor remédio é o desenvolvimento. Em parceria com os palestinos de preferencia.
Seu Madruga
-15/05/2012 às 13:16
As “familias palestinas” sao um caso a parte. A responsabilidade tem que ser dividida entre as partes. De acordo com Efraim Karsh, milhares de refugiados sairam por ordem dos lideres arabes sem nunca ter visto um unico judeu a vida – fato que muitos “refugiados” reconhecem. Esses nao sao responsabilidade de Israel.
Outros vieram de paises vizinhos e nao ficaram tempo o bastante no territorio para serem considerados “palestios”. O resto tem que ser recompensado, assim como UM MILHAO de judeus refugiados dos paises arabes, que foram perseguidos e tiveram propiedade cofiscada pelos governos.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 13:14
Ricardo,
A mais recente edição do VOLP foi publicada em 2009. A próxima edição do VOLP, segundo comentários feitos por lexicógrafos da ABL, deve sair dentro em breve.
Cordiais saudações
carlos cezar
-15/05/2012 às 13:14
Seu Madruga, leia meus comentários e irá entender o uso do termo “terrorista”. Nesse caso, é um terrorismo pra espalhar a violência e o medo entre a população palestina. a propósito, você sabe me responder o que tem sido feito dos milhares de famílias palestinas expulsas de seus lares e terrenos nos últimos anos? Elas vão para moradias improvisadas, para o meio da rua ou campos de refugiados? Ou nenhum desses?
amauri
-15/05/2012 às 13:13
Desde 1949, os Estados Unidos se auto-nomearam mediadores do conflito entre Israel e os Árabes. Além do acordo de paz, Washington queria aumentar sua influência na região. Esta mediação falhou nos dois pontos e feriu interesses econômicos e de segurança vitais para os Estados Unidos.
De fato, a mediação americana nunca produziu um só tratado de paz entre Israel e os árabes. Os dois tratados que Israel assinou, foram iniciados diretamente pelas partes sem a participação dos Estados Unidos.
Menachem Begin iniciou as tratativas do acordo com o Egito em 1979, que foi aceito por Sadat, em desafio à preferência do presidente Jimmy Carter que queria uma conferência internacional e a concordância da Liga Árabe sobre os termos do acordo. Carter tentou sabotar a iniciativa pressionando Israel sobre Jerusalem e os palestinos. Só quando viu que iria perder o bonde deste momento histórico foi que Carter pulou no vagão e coordenou as tratativas para selar o acordo.abs
Seu Madruga
-15/05/2012 às 13:07
Carlos Cezar,
nao costumo comentar, mas leio o que outros escrevem. Conheco suas opinioes.
Judeus nunca expulsaram arabes ate o inicio do sec 20. Sempre foram perseguidos e vitimas de descriminacao institucionalizada. (O governo de Saladino, que foi menos opressivo, foi algo unico…)
A onda de violencia comecou de verdade com ataques arabes e se intensificou com a alianca entre lideres arabes e nazistas. A maioria dos lideres sionistas defenderam a coexistencia pacifica… ate que foram convencidos do contrario pelos fatos.
Mesmo que nao conhecesse a historia e nao fosse capaz de perceber suas omissoes, ainda assim nao te levaria a serio como debatedor ao ver como voce usa o termo “terrorismo” de forma tao arbitraria.
amauri
-15/05/2012 às 13:05
Oi Carlos Cezar, qual é a duvida?
carlos cezar
-15/05/2012 às 13:04
Ou a esta de hoje. —– Os ministros de Relações Exteriores da UE (União Europeia) adotaram nesta segunda-feira em Bruxelas uma declaração que expressa sua “profunda preocupação” com a política de colonização na Cisjordânia e condena a “violência” dos colonos israelenses contra civis palestinos. Nesta declaração, “a UE expressa sua profunda preocupação com o que está ocorrendo” na Cisjordânia. “É necessário preservar a viabilidade de uma solução com dois Estados”, afirma a UE referindo-se ao projeto de criar um Estado palestino viável ao lado de Israel, o que a colonização poderá impossibilitar. A UE lembra que a política de colonização é “ilegal”, segundo o Direito internacional, e adverte que não reconhecerá “nenhuma modificação” que seja feita nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, incluindo se envolver Jerusalém, a não ser que a mudança ocorra em comum acordo entre as duas partes. Além disso, “a UE condena a contínua violência dos colonos e as provocações deliberadas contra civis palestinos”. Os culpados por tais atos devem ser julgados e “o governo israelense tem que respeitar suas obrigações, em virtude do Direito internacional”. “As condições de vida dos palestinos se agravam” na parte da Cisjordânia administrada por Israel, lamenta a UE. DA FRANCE PRESSE, EM BRUXELAS – 14/5/2012
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 13:03
Caro Magno Adão,
Muito obrigado pela correção e pela dica. Saudades da gramática que aprendi no colégio. Você poderia confirmar se a quinta edição de 2009 é a atual?
Novamente obrigado!
carlos cezar
-15/05/2012 às 13:02
Seu Madruga, dê um pouquinho de atenção a esta notícia: —– Israel demoliu em 2011 dezenas de moradias palestinas, assim como cisternas e infraestrutura agrícola financiadas por fundos da União Europeia, e outras 110 estruturas estão em perigo, denunciou nesta segunda-feira um relatório publicado por ONGs humanitárias. A investigação foi realizada por ONGs locais e internacionais . Segundo o relatório do “Displacement Working Group” (DWG), em 2011 Israel demoliu 62 estruturas financiadas pela UE (União Europeia). Em abril, a França convocou o embaixador israelense em Paris para protestar contra a demolição de dois tanques cisternas, cuja construção havia financiado. Segundo a OCHA, 620 estruturas foram arrasadas em 2011 na Cisjordânia, das quais 62 foram financiadas pela UE. “As demolições privam comunidades vulneráveis da ajuda de gente que se preocupa com os necessitados”, declarou Nicolas Vercken, da organização Oxfam França. Para Emmanuelle Bennani, da CCFD-Terre Solidaire, “a destruição dos projetos financiados pela UE e a expulsão dos palestinos mediante a ocupação são contrários às Convenções de Genebra. A UE deve tomar posição a favor do respeito ao direito internacional humanitário”. “As demolições israelenses de infraestrutura hidráulica aumentaram de forma alarmante este ano” e isso “representa um escandaloso desperdício da ajuda europeia, que é financiada pelos contribuintes”, denunciou Ayman Rabi, do Palestinian Hydrology Group. “Mas o preço mais alto é pago pelos homens, mulheres e crianças vulneráveis, cujos direitos são violados quando são privados de água”, denunciou. DA FRANCE PRESSE, EM JERUSALÉM 13/5
carlos cezar
-15/05/2012 às 12:57
Mas essa é a dúvida, Amauri. O que tem sido feito dos milhares de famílias palestinas expulsas de seus lares e terrenos nos últimos anos? Eles vão para moradias improvisadas, para o meio da rua ou campos de refugiados? Ou nenhum desses? Até agora, ninguém quis responder.
Seu Madruga
-15/05/2012 às 12:56
um exemplo: A cidade menos violenta de Israel se chama Bnei Brak. Ela tambem eh uma das mais pobres – acho ate que eh A mais pobre – do pais.
carlos cezar
-15/05/2012 às 12:54
Seu Madruga, acho que você não leu meus comentários pra dizer que são pastiches mal-intencionados. Eis um deles: —– Judeus e árabes convivem há muuuito tempo naquela região, um expulsando o outro, o outro querendo expulsar o um e assim por diante. Esse negócio de datas é complicado, não se chega a um denominador comum. Injustiça é alegar motivo bíblico pra dizer que a terra pertence a esse ou aquele. Se fosse tão simples assim, as Américas seriam dos índios. O correto seria por a diplomacia pra jogar seriamente, sem ameaças e invasões de um e de outro lado. Mas a essa altura quem irá se dobrar à diplomacia? Israel precisa parar com os atos terroristas na Cisjordânia e a comunidade internacional terá de arrancar, ainda que à força, uma declaração dos árabes de que aceitam o estado de Israel.
Seu Madruga
-15/05/2012 às 12:53
Acoes de desenvolvimento tambem sao feitas. A questao eh que pobreza e riqueza nao sao fatores determinantes. nao causam violencia ou odio.
varios dos terroristas responsaveis pelo 11 de setembro e outros ataques eram ricos e com diplomas – medicos, engenheiros…
Caro leitor “Seu Madruga”, boas contribuições, bons argumentos, não concordo com todos, mas fundamentados. Valeu, colher de chá, abs, Caio
caioblinder
-15/05/2012 às 12:53
Pessoal, como de hábito estas colunas sobre Israel/palestinos rendem muitos comentários. Na segunda-feira conversei muito com os leitores e deixei de cumprir várias tarefas profissionais. Estou atrasado com prazos. Por esta razão, devo ficar praticamente ausente nesta terça-feira, apenas liberando comentários. Espero que o tom civilizado dos debates seja mantido pelo resto do dia, abs, Caio
o observador
-15/05/2012 às 12:47
Então seu madruga, talvez uma intensificação dessa política seria interessante. Mas não só ajuda humanitária e sim ações realmente de desenvolvimento, de parceria economica. Inserir o cidadão palestino no mercado, trazer para uma nova era.
E aproveitar essa parceria em beneficio do estado de Israel. Prosperidade é um santo remédio.
Sanidade republicana
-15/05/2012 às 12:45
Hoje está calmo por aqui. Onde está a turma denunciando limpeza étnica praticada por Israel? Onde estão as denúncias sobre o nacionalismo racista dos judeus? Onde está o cara que falou que apenas Israel dá cidadania automática para sua própria gente? Caro cidadão que falou esta bobagem, para sua informação: filho de brasileiro nascido no exterior vai na embaixada brasileira e ganha nosso passaporte. Basta ter sangue brasileiro. Brasil também é um país racista?
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 12:44
Ricardo,
As novas regras de hifenização são bem mais numerosas e complexas do que as você mencionou. A ausência de nexo em muitos dos dispositivos previstos pela mais recente reforma ortográfica da língua portuguesa tem fortalecido a verdadeira insurgência que se levantou contra ela em Portugal. O prefixo “bem” segue exigindo a presença de hífen em várias palavras compostas das quais é parte integrante, conforme se pode facilmente constatar numa rápida consulta à mais recente edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP).
amauri
-15/05/2012 às 12:40
Caio, voce pode me dizer claramente o que os palestinos querem para aceitar o Estado de Israel e começar um periodo de paz? abs
Devildom voyeur
-15/05/2012 às 12:40
Boa tarde, Caio. Eu, um zé-ninguém, acredito que o senhor Yossi Alpher esteja cegado pelas tolices da idiotia politicamente correta. Em hipótese alguma Israel irá se engajar em conversações com o Hamas, pois a destruição de Israel é o objetivo do grupo terrorista. Do contrário, a organização não tem razão para existir. Basta ler o Estatuto do Hamas para saber disso, seguem trechos:
.
“Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (segundo palavras do mártir, Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá)
(…)
As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica. O nacionalismo do Movimento de Resistência Islâmica é parte da fé (islâmica). É à luz desse princípio que seus membros são educados e lutam a jihad (guerra santa) a fim de erguer a bandeira de Alá sobre a pátria.
(…)
Não há solução para o problema palestino a não ser pela jihad.(…) A Jihad para Libertação da Palestina é um Dever.”
.
Como se vê, a criação de um estado árabe-palestino ao lado de Israel nunca esteve nos planos do Hamas. E não adianta dizer que israelenses também praticaram terrorismo no passado porque não foi através de terrorismo que os israelenses derrotaram (sozinhos) o poder combinado de cinco exércitos árabes na sua Guerra de Independência. A propósito, a única diferença entre a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Hamas é que o último não é dissimulado e não esconde seu objetivo: a destruição de Israel.
Seu Madruga
-15/05/2012 às 12:38
Observador,
Israel ja faz esse tipo de acoes em territorio palestino. Ajuda com programas de agricultura, envia energia eletrica para Gaza (so teria “obrigacao” de fornecer a Cisjordania). Varios programas de combate a pobreza e desemprego sao feitos por Israel. O blog elderofziyon fala de varios. de uma olhada
o observador
-15/05/2012 às 12:33
Acho que a solução é um choque de prosperidade para a região. prosperidade para Israelenses e Palestinos. Assim as feridas se cicatrizavam rapidamente.
O resto do oriente médio iria acabar aceitando, afinal, os caras antigos já estão caindo mesmo. Não é fato?
Seu Madruga
-15/05/2012 às 12:29
O Carlos Cezar conta uma “historia” parcial.
Os judeus sempre foram perseguidos e atacados pelos muculmanos, mesmo antes de qualquer ideologia moderna de sionismo. Em meados do sec 19, Karl Marx, que visitou Jerusalem, conta da opressao e violencia muculmana que vitimava os judeus. A maioria das acoes do Irgun foram reativas, e acoteceram bem depois da uniao do tio de Arafat e mufti de Jerusalem, Haj Ami al-Husseini, com Hitler.
Os judeus foram vitimas de massacres como os de Hebron em 29 e varios outros. Mas esses nao entram no pastiche mal-intecioado do amigo.
o observador
-15/05/2012 às 12:26
Mas ainda acho que favorecer a condição de vida dos palestinos seria uma boa idéia. Até pelo lado humano da coisa. Acho que aliviaria muito a pressão.
Não seria possível Israel favorecer um pouco as famílias pobres? Sei lá, não dá para melhorar seu bem estar e assim trazer essa gente para uma conversa mais amigável? Já se passou tanto tempo desde 1948 que penso que a nova geração deva estar mais preocupada em viver a vida da melhor maneira possível. Tanto em israel quanto na palestina.
Não seria bom, para todos, uma solução que permitisse um crescimento econômico sustentável para ambos? Quem sabe uma parceria econômica, tipo construção de fábricas que não só absorvessem essa mão de obra palestina desocupada, como também permiti-se uma boa renda familiar.
Essas fábricas, poderiam ser construidas em lugares estratégicos, onde os palestinos tivessem facilidade de deslocamento e boa condição de trabalho.
Pode-se questionar que os grupos radicais poderiam destruir essas fábricas, mas se a população entende-se que isso seria um patrimônio também do povo palestino creio que esse risco seria minimizado rapidamente.
Israel tem grande tecnologia em agricultura, sabe fazer brotar alimento em pleno deserto. Então chame o povo palestino e fomente sua agricultura também, irrigação, estocagem, sementes.
E Israel também sairia ganhando pois coisas bem feitas dão lucro, se produzir bem tem um mercado consumidor ali pertinho. Os empresários israelenses rapidamente venderiam sua produção.
Acho que a solução econômica é a mais viável. Integrar a mão de obra, dividir riquezas. e pensem bem, o momento é propício, Ásia crescendo e consumindo loucamente, ali do lado. Não seria uma boa idéia?
Os grupos radicais seriam rapidamente neutralizados até pelo esgotamento do tema. Se eu vivo bem, pra que brigar?
Resumindo: fábricas, escolas, saúde e agricultura. Levem isso para os palestinos, repartam os lucros. Acho que poderia ser.
amauri
-15/05/2012 às 12:18
Bom dia Carlos Cezar!
Não sei! Voce pode me dizer?
abs
Seu Madruga
-15/05/2012 às 12:13
O acordo de paz de Oslo foi o maior balde de agua fria para as pretensoes de qualquer defensor da paz. Ver Arafat filmado numa mesquita na Africa do Sul dizendo que o acordo era uma ‘Hudna’ (conceito islamico de paz temporaria para se fortalecer e atacar) e ver as proprias armas doadas pelo governo israelese (para a policia estatal dos palestinos) sendo usadas nos maiores atentados terroristas da historia do pais fez a maioria dos israeleses praticamente desistirem de qualquer acordo. A entrega de Gaza e os ataques vindos de la soh fortaleceram o sentimento.
Vi algumas pesquisas que mostram que quanto mais jovens os israelenses, menos dispostos a um acordo eles estao.
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 12:13
Cara Carmem,
- 15/05/2012 às 11:03
No caso, o uso do hífen caiu. Deve ser utilizado se o segundo elemento começa com ‘h’ (ex: anti-herói) ou consoantes iguais (inter-racial).
mais-valia
-15/05/2012 às 12:11
NYT/CBS poll: Romney 46, Obama 43
on May 14
The bombshell number, obviously, is Romney leading O by two among women. If that happens on election day, rest assured that the overall margin will be a lot wider than three points.
http://hotair.com/archives/2012/05/14/nytcbs-poll-romney-46-obama-43/
TALVEZ O MITT SE ARRISQUE MAIS NESTA QUESTÃO ISRAEL/PALESTINOS DO QUE O PROMESSINHA.
ATÉ AS MULHERES???
carlos cezar
-15/05/2012 às 12:07
O problema é mais sério, Amauri. Judeus e árabes convivem há muuuito tempo naquela região, um expulsando o outro, o outro querendo expulsar o um e assim por diante. Esse negócio de datas é complicado, não se chega a um denominador comum. Injustiça é alegar motivo bíblico pra dizer que a terra pertence a esse ou aquele. Se fosse tão simples assim, as Américas seriam dos índios. Se você pesquisar, por exemplo, a década de 1940, irá ver que aldeias árabes inteiras, incluindo mulheres, idosos e crianças foram dizimadas por grupos terroristas israelenses, haja vista as ações animalizadas do Stern Gang e do Irgun. O correto seria por a diplomacia pra jogar seriamente, sem ameaças e invasões de um e de outro lado. Mas a essa altura quem irá se dobrar à diplomacia? Israel precisa parar com os atos terroristas na Cisjordânia e a comunidade internacional terá de arrancar, ainda que à força, uma declaração dos árabes de que aceitam o estado de Israel. A propósito, você sabe o que é feito de milhares de palestinos expulsos anualmente de suas casas na Cisjordânia?
Abs.
o observador
-15/05/2012 às 12:05
Pelo jeito não há uma solução plauzível, nem aqui ninguém se entende. Imagino a dificuldade lá.
amauri
-15/05/2012 às 12:03
A recusa palestina em aceitar dois Estados lançou o Oriente Médio numa guerra permanente -durante meio século. Até o dia em que, cansados da luta, Yasser Arafat e Ehud Barak se encontraram em Camp David; corria o ano 2000.
Ehud Barak tinha uma ideia luminosa para terminar o conflito: dois Estados para dois povos; Jerusalém partilhada; e o retorno dos refugiados para o novo Estado palestino (e alguns para Israel). Dizer que Arafat cometeu o gesto mais criminoso de toda a história do conflito, recusando a oferta, seria um eufemismo.
Como seria um eufemismo escrever que o conflito piorou com a emergência do Hamas em Gaza, depois da retirada voluntária de Israel em 2005.
Lendo a imprensa dos últimos dias, qualquer leitor ficou com a ligeira impressão de que o Hamas é uma entidade “humanitária”. Será?
Basta ler a sua carta operativa fundamental, onde a organização nega todos os acordos de paz, passados ou futuros, com a “entidade sionista” (art. 13º); exorta todos os palestinos à jihad e ao martírio (art. 35º); e até cita, como prova da maldade sionista, esse best-seller internacional intitulado “Protocolos dos Sábios do Sião” (art. 32º).
Os “Protocolos”, escusado será dizer, não passam de um documento forjado pelas autoridades czaristas em finais do século 19, que tentavam “provar” a intenção judaica de dominar o mundo. Foi o pretexto que faltava para que se iniciassem os pogroms assassinos contra a população judaica do Império Russo.
É, aliás, no seguimento dessas perseguições que se iniciam as primeiras vagas de emigração para a Palestina (então parte do Império Otomano), um destino historicamente relevante para os judeus da diáspora e onde sempre existiu presença judaica ao longo dos séculos.
Regresso ao início: a minha solução para o conflito? Não tenho nenhuma. Pelo simples motivo de que o conflito não é, porque nunca foi, um conflito territorial.
É um conflito puramente ideológico, em que uma parte sempre se recusou a aceitar a existência da outra. Sem enfrentar essa verdade terrível e indizível, tudo que resta são delírios e mentiras.(João P. Coutinho) abs
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 11:48
Carmem,
É comum o uso do hífen para separar o prefixo “bem” de radicais que se lhe sucedam para a formação de novos vocábulos salvo nas hipóteses em que tiver ocorrido aglutinação. Exemplos: bem-vindo, bem-aventurado, bem-estar, bem-criado, bem-educado etc.
Magno Adão de Souza
-15/05/2012 às 11:42
Propor soluções realistas capazes de desatar o nó górdio que tem impedido o encerramento do conflito israelo-palestino definitivamente não é uma tarefa simples. Não há hipótese de que as conversações de paz entre israelenses e palestinos sejam retomadas caso o governo de Tel Aviv insista em expandir assentamentos judaicos na Cisjordânia, pois os palestinos jamais aceitariam entabular negociações em meio à colonização estrangeira de parte de seu território – reconhecido como tal pela comunidade internacional, ressalte-se. A persistência na reinvindicação concernente ao direito de retorno dos refugiados palestinos sem a disposição de discutir alternativas torna igualmente inviável o resgate dos acordos de paz que Rabin e Arafat celebraram em Oslo sob os auspícios do governo americano. Concordo com Yossi Alpher quando ele observa que a aceitação do Hamas como interlocutor por parte de Israel é precondição para a volta das tratativas entre judeus e palestinos, pois uma mesa de diálogo não pode prescindir de atores relevantes do conflito que a originou.
amauri
-15/05/2012 às 11:18
Fiz um questionamento sobre quando a ONU delimitou os territórios Israel e Palestina. Quem não aceitou quem naquele ano? Quando os judeus começaram a pleitear o território? E quando os palestinos começaram a pleitear a Palestina? Os dois grupos, pró Israel e pró Palestina, podem dar as datas. abs
Advogado do diabo
-15/05/2012 às 11:15
O Caio jogou um verde para uma discussão sobre o futuro e a opção de tantos leitores é reciclar os argumentos sobre o que aconteceu em 1948. Pior é a arenga sobre a vitimização palestina. Esta paralisia emocional impede deslocamentos diplomáticos.
Carmem
-15/05/2012 às 11:03
Oi Caio,
Vou aproveitar a deixa do Rone e tb sugerir um filme q certamente mudará a forma q vemos o OM. Estréia amanhã O ditador – com o Borat. Aguardem a crítica até o final de semana, aí sim poderemos ter uma discussão informada sobre os descaminhos do OM e o conflito Israel-Palestina.
Bem-vindo ( Magno, acertei o hífen?) Rone, aguardo um poema mais tarde.
Abs
o observador
-15/05/2012 às 10:56
Condição de vida. Acho que é hora de Israel melhorar a condição de vida dos palestinos. Israel tem o poder e o dinheiro, então, comecem.
Gente morando em barraca ou em sub moradia é presa fácil de idéias revolucionárias. Gente de barriguinha cheia e saudável geralmente não se mete em briga. Simples.
Melhorem o padrão de vida dos Palestinos e com certeza menos inimigos vocês terão. Mas tem que gastar grana. Não adianta só papo furado.
Betty
-15/05/2012 às 10:55
Sei sim MV , dai’ o dialogo e nAo o monologo. Sua opinião vale apena ler, avaliar e ate’ discordar.abs
carlos cezar
-15/05/2012 às 10:39
Adnor Pitanga, você parece conhecer a fundo os problemas entre israelenses e palestinos. Você sabe me dizer o que tem sido feito dos milhares de famílias palestinas expulsas de seus lares e terrenos nos últimos anos? Eles vão para moradias improvisadas, para o meio da rua ou campos de refugiados? Ou nenhum desses?
Ricardo Platero
-15/05/2012 às 10:38
Caro Caio,
Nova coluna sobre tema delicado, com elementos mais delicados ainda.
Não conheço a fundo as relações de Israel com seus vizinhos e, portanto, fica muito difícil dar uma opinião assertiva sobre o assunto. Vou apelar então ao politicamente correto:
Israelenses devem coabitar pacificamente o mesmo espaço. Não se trata de fazer negociações, trata-se de cumprir aquilo que já foi acordado entre as partes. A região disputada é solo sagrado para as duas culturas, e há tradição de ambas por lá. É incompreensível que duas culturas baseadas na adoração de um Deus zeloso por sua criação não consiga compreender que as duas culturas (e outras culturas que habitam a região) fazem parte desta criatura e que os ataques uma a outra ofendem esse mesmo Deus. Que sejam menos hipócritas então e parem de justificar a matança em nome de um Ser intangível pela humanidade.
Abraços.
PS: O Caio está com sede de sangue nesta semana, e não é dos palestinos, mas sim dos debatedores desta coluna, rs.
carlos cezar
-15/05/2012 às 10:35
Caro Rone, fiquei surpreso ao ler novamente um comentário seu na coluna do Caio. Por que você se escondeu por tanto tempo? Muitos de nós, aqui, já levamos puxão de orelha do dono do boteco, não há razão pra tanto melindre. Que seja um bom retorno!
mais-valia
-15/05/2012 às 10:35
Obrigado cara Betty.
Mas entendo que cabe ao único estado democrático da região ao lado dos EUA a iniciativa de alguma negociação.Quem sabe não é isso, além de outras coisas, que o Bibi está fazendo ao costurar este último acordo com o Kadima.
Só isso, e você conhece bem minha posição ideológica.
o observador
-15/05/2012 às 10:26
Indenizem os palestinos, comprem terras para eles! Israel tem dinheiro, assumam o erro, quer dizer, assumam que expulsaram, é simples! Construam casa para os desabrigados, emprego, saneamento,saúde, escolas. Subornem os líderes palestinos mais radicais, ou matem os caras.
Mas a impressão é de que os palestinos é que tomaram algo de Israel, que eles é que devem resolver.Como? Você é expulso de sua casa e do seu bairro, outro toma o que é seu, como você vai resolver??? Se você mora nos EUA a justiça vai decidir, se você mora na França, Na Alemanha, etc… Mas se você é expulso por um exército? por um governo? Como você vai ter o “poder” de resolver isso???
Devem existir pessoas que queiram vender suas terras, comprem. Comprem e assentem os palestinos e os ajudem a se erguer.
Não haverá um Nuremberg contar Israel, ninguém vai ser preso ou enforcado.
Indenizem os camaradas, deêm condições, sejam humildes e façam a coisa acontecer.
Pedro I.
-15/05/2012 às 10:15
amauri – 15/05/2012 às 8:49
Na mosca! Hehe… Se Israel fosse um pedaco de 10m^2 onde hoje eh Eilat, e o resto fosse Arabe, teria algum clerigo bocal declarando a santidade dauqela titiquinha de terra. Hoje, Israel. Amanha: Andalucia!
Pedro I.
-15/05/2012 às 10:13
Eu li varios arquivos de jornais da epoca e tenho total conhecimento de quem inicou a agressao logo que o estado de Israel foi declarado.
.
Israel nao tem de negociar com quem nega sua existencia e prega a sua destruicao, a matanca de seus cidadaos e de judeus em geral.
Adnor Pitanga
-15/05/2012 às 9:56
Aos que consultaram os dados na Wikipedia e anotaram os número em torno de 700 mil de árabes que saíram durante a Guerra da 48, recomendo que continuem consultando a Wikipedia e descubram que esses números não são assim tão indisputáveis, pois lá mesmo na Wikipedia há a citação de 146 fontes bibliográficas que tratam do assunto e que apresentam números diferenciados. Recomendo também que continuem a pesquisar na mesma Wikepidia e descubram que também houve na mesma época o que se poderia chamar “Jewish Nakba”, em que milhares de judeus que viviam em países islâmicos foram assassinados, sofreram confisco de propriedades, deportados e/ou imigraram para Israel recém criado. Os números variam ente 700 mil e um milhão e, também não são indisputáveis. Como se vê, há fatos históricos e muita polêmica no meio de tudo isto.Também convém lembrar que depois da guerra Israel comprometeu-se a receber de volta 100 mil refugiados, propondo que os demais fossem admitidos nos países árabes. Os árabes não aceitaram a proposta e até hoje milhares de palestinos vivem em campos de refugiados em países árabes sem direitos nem de longe aproximados aos direitos dos árabes que vivem em Israel, que tem direito a cidadania, podendo votar e formar partidos políticos.
amauri
-15/05/2012 às 9:48
A Inglaterra teve domínio sobre duas áreas que após sua saída a ONU fez a separação territorial: Índia e Paquistão, Israel e Palestina. India e Paquistão tem lá seus entraves porem, cada qual tem seu Estado implementado e soberano. Quando a ONU fez a separação territorial entre Israel e Palestina em 1948, foi Israel que não colaborou para o Estado Palestina se concretizar? abs
Rony
-15/05/2012 às 9:44
Caio,
tenho imensa dificuldade em acreditar que um dialogo com o Hamas hoje em dia traria algum resultado. O que adiantou abrir dialogo com a OLP ha vinte anos? Para que serviu esse aperto de mao da foto? E para que adiantou outro encontro 7 anos depois desse aperto de mao? Valeu um tapinha nas costas pela frente e um tapa na cara por tras. Enquanto houver pre-condicoes para sentar a mesa, nao existe possibilidade de sucesso. Os representantes palestinos (ou arabes, antes de serem denominados palestinos) nunca perdem a oportunidade de perder oportunidades. Fica muito dificil. Enquanto nao houver uma mudanca crivel de postura acho impossivel mudar alguma coisa. O aperto de mao muda de Rabin pra Barak para Olmert para Bibi (?!?!) de um lado e de Arafat para Abbas para Nasrallah (?!?!?) do outro e dai?
Felipe Goltz
-15/05/2012 às 9:40
“Ps2 E’ bom que nAo sim is da coluna leiam também sobre o Nabka Judaico nos países Árabes. Já que querem ser tão justos e bomzinhos”
>>> Quem é essa louca?
Rone
-15/05/2012 às 9:38
NOVA YORK (Hollywood Reporter) – O ex-presidente dos
Estados Unidos Jimmy Carter está chegando aos cinemas, em um
documentário que foca seu livro polêmico sobre o Oriente
Médio.
“Jimmy Carter Man From Plains” acompanha Carter em uma
recente turnê de divulgação de seu livro “Palestina — Paz,
Sim, Apartheid, Não”, que foi interpretado por alguns grupos
judaicos como ataque a Israel.
Durante suas viagens, Carter foi alvo de protestos.
A Sony Pictures Classics comprou os direitos do
documentário para a América do Norte da produtora Participant
Productions, que esteve por trás do documentário de Al Gore
premiado com o Oscar, “Uma Verdade Inconveniente”.
“agradecendo a “Deus” e subindo no “caixotinho” como vc digitou Blinder”
Betty
-15/05/2012 às 9:25
M.V. Se voce me permite entrar na sua conversa com o Caio, quero apontar a voce, que toda vez que faz se pressão para rabiscar acordos de Paz, a pressão permanece em cima de Israel. Nos acordos de Oslo, alias com brilhantes resultados com se viu, aos Árabes se pedia que TENTASSEM diminuir o terrorismo e nada mais. O que todos esquecem e’ que BIbi foi eleito PM pela primeira vez, quando os ônibus em Jerusalem começaram a explodir, ainda com os acordos no lugar. Aí a ficha caiu em Israel, a exceção da esquerda extrema, e viram a esparrela em tinham caído, com todas as boas intenções do Clinton.
E ai’, voltando ao assunto que o Califa trouxe hoje, eu tenho que me perguntar quando foi que ele resolveu virar Polyana…eu hein! Abs
Ps: Amauri, e’ isso mesmo a coisa nAo e’ territorial coisa nenhuma! Antes de 1967 nAo havia nem assentamentos nem ” causa Palestina” . E Egito tampouco a Jordânia estavam cedendo território algum para um novo Estado Árabe.
Ps2 E’ bom que nAo sim is da coluna leiam também sobre o Nabka Judaico nos países Árabes. Já que querem ser tão justos e bomzinhos
Fimdipapo! Alguém tem que trabalhar nesta terra! NAo da pra fazer as entrevistas no vestiário.
joao felipe
-15/05/2012 às 9:19
Caio, você não acredita no avanço das negociações nem mesmo se o kadima conseguir o ministério das relações exteriores?
lzardo2003
-15/05/2012 às 9:11
Podem tentar a vontade e com a maior boa vontade do universo, conflitos são movidos por pressão populacional, tanto judeus ortodoxos quanto palestinos tem toneladas de descendentes, como esperam que o conflito se encerre se cada lado tem mais e mais necessidade por mais espaço?
o observador
-15/05/2012 às 9:05
Concordo com Felipe goltz. Os erros devem ser corrigidos. No universo da segunda guerra o erro foi da Alemanha, Israel buscou sua reparação e conseguiu em parte, é lógico que não trouxe vida aos que morreram mas procurou julgar e punir os culpados além de conseguir vultuosa compensação financeira. Agora é hora do mês culpa israelense, ou judaico como queiram, é hora de reparar os que foram prejudicados.
Israel é o agressor nessa história Palestina, não seria de bom tom Israel reconhecer esse fato, como reconheceu a culpa da Alemanha nos fatos da segunda guerra, e como a própria Alemanha teve que reconhecer e pagar pelos seus erros e crimes?
Não é justo jogar o problema nas costas do agredido. Ninguém em Israel foi ou será julgado pelos crimes de guerra, diferentemente dos alemães, os que foram presos tiveram que prestar contas, e o mundo reconheceu a legitimidade desse ato. Não se pede isso contra Israel.
Mas, com tantas lições aprendidas no século passado, fica difícil compreender como os palestinos poderiam reparar um erro cometido contra eles.
É hora da mês culpa.
amauri
-15/05/2012 às 8:49
Caio, o conflito Israel-Palestina é por causa das fronteiras ou será que a causa é anti-semita e ou anti-sionista? Se for uma dessas não adianta rever fronteiras. abs
mais-valia
-15/05/2012 às 8:46
Ótimo o artigo.
Será que agora que a politica da terra arrasada impera em ambos os lados não seria mais fácil um acordo, ao contrário dos pessimistas?
Não sou democrata, mas gostava do Clinton e essa foto mostra o gol que ele fez.
Não falta mais empenho do Obama e de dna Clinton nesta área, tentando alguma coisa diferente do que dar pito no Bibi, uma jogada de bastidor ousada?
E ao Bibi também?
Li outro dia que o Hamas não contra-atacaria no caso de um ataque israelense as usinas nucleares iranianas.
Alguma coisa está mudando?
Obrigado, no caso do Hamas, existe um debate interno e muito ira depender quem ganhara eleicoes no Egito (Irmandade Muculmana) e do potencial de uniao do grupo com o Abbas, isto ira gerar um dilema diplomatico para Israel, abs, Caio
Felipe Goltz
-15/05/2012 às 8:20
“Quem exatamente foi expulso, quem fugiu, quem calculou que sairia e voltaria depois da destruicao do Exercito do novo estado pelos arabes é um numero complicado. Sua distorcao comeca em falar que 700 mil foram expulsos. Que almanaque te contou isso?”
>>>> Caro Caio, nem eu pretendo debater interminavelmente cifras e números. Aliás, nem eu nem você temos a “régua do consenso”, para medir com exatidão quantos foram desplaçados e refugiados pelo exército de Israel a partir de 15 de Maio de 1948. Coloquei o link do Wikipedia abaixo. Pelo jeito você não leu, pois está lá a cifra de 700.000 pessoas. Não inventei nada, portanto. De qualquer forma, não sejamos minimalistas a esse ponto, pois é a este estratagema a que recorrem negadores do Holocausto, dizendo que não foram 6 milhões de judeus mortos pelo Nazismo, mas 4.127.935 pessoas – estou ironizando aqui -, como se isso “provasse” a inexistência do fato ou como se a barbárie se tornasse menor porque o número não era milimetricamente aquele, de 6 milhões. Se foram 700.000 palestinos, como informa o Wikipedia, ou 500.000 ou 250.000 ou 1 milhão, não importa. O que importa é o fato histórico em si, lembrado pelos árabes como Al-Nakba – A Catástrofe, em árabe – justamente no dia de hoje, 15 de Maio. É um verdadeiro absurdo retórico você escrever, e o pior acreditar, que aquela gente miserável, sob a mira de fuzis e tanques israelenses, maquiavelicamente calculou a sua fuga para prejudicar ou roubar os “pobres israelenses” depois. Realmente inacreditável, vindo de você. De resto, concordo com o seu comentário de que é necessário tentar corrigir, na medida do possível, os erros e crimes do passado. Dos dois lados, embora a carga maior esteja do lado israelense. Admito que isso é difícil, com tantos limões amargos naquela região.
Abs,
Felipe
Caro Felipe, de fato so li agora, (hoje nao vou mergulhar no conflito, como ontem, hehehe). E de fato esta escrito: foram expulsos ou fugiram, ai esta correto. Felipe, eu disse que muitos habitantes acreditaram na propaganda arabe de que a guerra seria um passeio e que depois de alguns dias poderiam voltar para suas casas, abs, Caio
carlos cezar
-15/05/2012 às 8:19
Ainda acredito que a interrupção das invasões na Cisjordânia seria parte importante de um acordo entre ambas as partes. Por enquanto apenas interromper as invasões, e depois, num futuro próximo, tratar daquilo defendido inclusive pelo Kadima: a devolução de um bom pedaço de terra aos cisjordanianos. Mas é isso mesmo que muitos buscam e que se mostra tão difícil de se deixar capturar pela racionalidade dos envolvidos no conflito – a falta de confiança. Não será fácil quebrar essas barreiras. Quem se habilita?
Advogado do diabo
-15/05/2012 às 8:14
Caio, para ficar na metáfora do limão, o momento não está maduro para esta conversa entre Israel e islamistas.
carlos cezar
-15/05/2012 às 8:08
O Hamas terá de deixar de ser obtuso, terá de parar com essa bobagem de arrancar lascas de asfalto das ruas israelenses. A que tem levado tal infantilidade? Eu digo infantilidade porque não passa disso na verdade. De que adianta lançar traques no quintal do vizinho? Só irá deixar o vizinho mais nervoso. Esses caras teriam de agir como o Mofaz e o Netanyahu agiram, ou seja, se fortalecerem através de alianças internas. Enquanto não enxergarem a “luz”, serão fracos, dentro e fora de Gaza. Uma união sincera e sem arroubos com a Cisjordânia poderia dar melhor impulso às coisas.
carlos cezar
-15/05/2012 às 8:01
É, Caio, os palestinos precisam abrir mão dessa exigência altamente inexequível referente ao retorno dos refugiados. Se já é difícil chegar a uma solução decente entre sete milhões de habitantes, imagine com mais quatro milhões de pessoas ali, naquele espaço tão pequeno.
Abs.
Boa, caro Carlos, abs, Caio
amauri
-15/05/2012 às 7:48
Bom dia Caio!
Freud escreveu em 1927 – em O Futuro de uma Ilusão: “Se quisermos expulsar de nossa civilização européia a religião, não se poderá chegar a isso senão com a ajuda de um novo sistema, e este sistema, desde sua origem, adotará todas as características psicológicas da religião: santidade, rigidez, intolerância e a mesma proibição de pensar, como autodefesa”. O anti-sionismo e o anti-semitismo parece como uma religião. abs
E, caro Amauri, religiao das mais intolerantes, abs, Caio
Betty
-15/05/2012 às 7:33
Caio, ouvi sizer que um time da sua coluna de ontem se ofereceu para “dialogar” em nome dos Árabes. Estes agradeceram, mas declinaram o oferecimento, alegando que graças a esses grandes estrategistas eles se encontram na atual pindaíba.abs
<strong>Oi Betty, ontem houve uma profusao de planos para “resolver” o problema de Israel, alguns basicamente recomendando o fim desta bobagem de nacionalismo, coisa atrasada, baseada em mitos. Minha recomendacao é que o mesmo seja conversado com os varios atores nacionais, etnicos e religiosos no Oriente Medio. Abs, Caio
Felipe Goltz
-15/05/2012 às 6:28
Bom dia, Caio
Já que a coluna toca no toca barril de pólvora da questão israelo-palestina, hoje, 15 de Maio, é lembrado pelos palestinos o Dia da Catástrofe ou Nakba Day, devido à expulsão de milhares de palestinos – para ser mais preciso: em torno de 700.000, de acordo com estimativas da época – de suas terras, além da destruição de vilas e vilararejos árabes por militares israelenses. Tudo em decorrência à declaração da independência do Estado de Israel em 1948. E tudo permance indefinido, sem luz no fim do túnel.
http://en.wikipedia.org/wiki/Nakba_Day
Felipe
Caro Felipe, nao pretendo me dedicar a debates interminaveis hoje, mas conversarei apenas com os “early birds” da coluna. Quem exatamente foi expulso, quem fugiu, quem calculou que sairia e voltaria depois da destruicao do Exercito do novo estado pelos arabes é um numero complicado. Sua distorcao comeca em falar que 700 mil foram expulsos. Que almanaque te contou isso? Mas o essencial é debater o que aconteceu em 1948 aos olhos de hoje e nao no contexto da epoca, imagine reescrever cada pedaço de historia do mundo em razao de disputas nacionalistas, etnicas, religiosas? Foi uma guerra, com ganhadores e perdedores, o ideal é baixar o muro das lamentacoes para ver o modus vivendi que possa ser construido. Abs, Caio