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Ao vencedor, o Egito (uma batata quente)

Morsi, vitorioso, mas não faraônico

Mohammed Morsi não é uma figura faraônica, mas o poder simbólico de sua vitória eleitoral é indiscutível. No Egito que já foi governado por faraós, reis e ditadores, ele é o primeiro presidente eleito democraticamente. Funcionário da Irmandade Muçulmana (o termo técnico é apparatchik), Morsi também é o primeiro presidente de um partido islamista que chega ao poder no mundo árabe.

Morsi tem um mandato popular e legitimidade democrática, mas seus poderes são restritos. Os militares que capitaneiam a transição pós-ditadura Mubarak foram astutos para não melar sua vitória eleitoral. No entanto, eles manietaram o poder do futuro presidente. Têm poder de veto nas decisões do Executivo e assumiram poderes legislativos com a dissolução do Parlamento eleito democraticamente e que era controlado por partido islâmicos.

E os militares estão aferrados ao que se conhece como “estado profundo”, com seus tentáculos no aparato de segurança, no judiciário e nos negócios (por alguns cálculos controlam 40% da economia). Eles são um estado dentro do estado. Entramos em uma segunda fase da transição no Egito. A Irmandade Muçulmana e os militares são agora parceiros relutantes no poder e o grupo islâmico tem uma tradição de duplicidade.

Ele confronta e faz conluio com os militares. Na época dos protestos pela derrubada de Hosni Mubarak, se dizia que a Irmandade tinha um pé na praça Tahrir e o outro nos quartéis. Agora é a questão de saber até que ponto o grupo irá confrontar os militares para ampliar o seu poder. É um jogo delicado, pois ele precisa de aliados que a tratam com suspeita, como setores liberais e esquerdistas.

Ademais, a Irmandade precisa agir com pragmatismo para atrair investidores estrangeiros e trazer de volta os turistas, vitais para a economia local (como proibir álcool e biquini?). E não podemos esquecer que, embora a vitória eleitoral tenha sido legítima, este é um país polarizado, pois quase metade dos eleitores votaram em Ahmed Shaifk, um resquício da ditadura Mubarak, com sua promessa de restaurar lei e ordem e botar um frei no avanço islâmico. A Irmandade Muçulmana foi eleita pelo voto e resultados serão cobrados. Os militares foram astutos para aceitar a vitória e o primeiro discurso do vencedor Morsi foi conciliatório. O que mais eles poderiam fazer?

Na política externa, apesar da hostilidade a Israel e o desprezo pelo modo de vida ocidental, não há como visualizar rupturas imediatas, a destacar no acordo de paz com os israelenses. Ademais, lá está o poder de veto dos militares, que recebem ajuda dos EUA, o grande aliado de israel. Existe uma história de virulento antiamericanismo e antissemitismo na Irmandade Muçulmana. Com os EUA, o grupo buscou muitos contatos nos últimos meses para diminuir as preocupações. No entanto, não respondeu aos acenos de Israel para abrir canais de comunicação. Natural a apreensão israelense com a fluidez do cenário.

De novo, nenhuma supresa com o prontuário de duplicidade da Irmandade Muçulmana, capaz de um pragmatismo venal em algumas situações e e de rigidez fanática em outras. A vitória de Morsi foi bem recebida em algumas partes do Oriente Médio, como no pequeno, riquíssimo e autocrata Catar, que já se envolveu na queda de Muamar Kadafi no Líbia e apóia ativamente rebeldes da Irmandade Muçulmana que tentam derrubar a ditadura secular de Bashar Assad na Síria. No entanto, o grupo não conta com a mesma simpatia da ditadura fundamentalista sunita da Arábia Saudita, que o considera uma ameaça apenas menor do que o Irã xiita.

Com sua vitória democrática no mais populoso país do mundo árabe, a Irmandade Muçulmana significa uma redobrada injeção de ânimo para as rebeliões na região, mas será o seu desempenho como parceira no poder no Egito que dará uma medida mais precisa sobre as perspectivas da Primavera Árabe.  A Irmandade Muçulmana venceu, o Egito é outra história.

***
Colher de chá para o comentário realista e cauteloso do Angelo (dia 25, 9:27). 

 

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63 Comentários

  1. Tocqueville

    -

    26/06/2012 às 22:20

    Pelo menos, ele usa paletó, sinal de que pretende agir com alguma sintonia com o Ocidente. As aparências sugerem moderação, embora, é claro, as aparências enganem.

  2. Oiram

    -

    26/06/2012 às 22:07

    A vitória democrática dos que vão acabar com a liberdade no Egito: cristãos serão ainda mais perseguidos, os inimigos de Israel serão fartamente abastecidos com armamentos, as mulheres serão oprimidas,isso até uma lesma vesga sabe.

  3. Paulo Bento Bandarra

    -

    26/06/2012 às 16:50

    Brasileiras no Egito temem violência e adoção de lei islâmica no país. Eta primavera mais comemorada esta.

  4. gilkid

    -

    26/06/2012 às 2:18

    Entendo que vc precise ser politicamente correto por ser jornalista e formador de opinião, mas eu nunca me enganei com a tal primavera árabe, o objetivo sempre foi apear do poder governantes que dialogavam com EUA e Israel. A jihad virou moda assim como o esquerdismo na América do Sul. Quero ver quando essa onda chegar ao Paquistão, como vão agir russos e chineses que ja sofrem com revoltas islâmicas dentro de seus territórios.
    Toda razao, tento ser politicamente correto, tento entender os processos na regiao, as vezes me exaspero para falar bem ou mal disso ou daquilo, mas o mero jornalismo denunciativo, pior, da denuncia dos males obvios é uma chatice. A opcao aqui, preferencial, é analitica, abs, Caio

  5. Helio

    -

    25/06/2012 às 23:55

    Carmen:
    25/6 às 21:02 h
    Já explique meu sentido pra matéria-prima. Sinceramente, lamento se fere sua sensibilidade, mas o objetivo é mais jocoso, embora, admita, seja bastante cáustico. Intragável talvez venha a ser algo até doce pelo que antevejo : mais armas contrabandeadas do Irã pra Gaza através do Egito, mais ataques na fronteira sul e reações muito duras de Israel. Eles não vão bater de frente, mas fazer o jogo tipo escaramuças. Torço pra estar errado.

  6. -

    25/06/2012 às 23:27

    Caro Zé, quarto comentario sobre a expressao. Por que a obsessão? Nao utilizo termos chulos na coluna. Escreva a vontade sobre gays, no contexto de qualquer comentario. Abs, Caio

  7. -

    25/06/2012 às 23:09

    V… não pode? Preto pode? Deixe, pois eu prefiro me referir a cor do que a “raça”.

  8. -

    25/06/2012 às 22:57

    Só para complementar: e os egípcios vão continuar muito pobres.

  9. -

    25/06/2012 às 22:45

    Prezado Caio,
    A verdade é que o Egito está pior hoje do que no tempo do Mubarak. Eu não gosto de ditadores, mas temo sociedades nas quais o discurso de ódio facilmente deita raízes. A eleição do Morsi demonstra que muitos egípcios estão inclinados a seguir a Irmandade Muçulmana (que pode enganar os mais incautos, mas não os de algum juízo). A liberdade vai diminuir, a intolerância vai piorar, as mulheres serão mais oprimidas (os gays também) e Israel estará mais inseguro.

  10. ricardo salazar

    -

    25/06/2012 às 21:38

    já parabenizando(atrasado)o ataque preventivo bem sucedido do governo baath sírio contra aviões turcos.lamentando o adoecimento do ministro grego tambem,apesar dele ser ingênuo em acreditar em hollande e sarcozy.mas convenhamos:a arábia saudita apoiou a irmandade muçumana na época do nasser,está apenas pagando pelos seus erros de seu passado.

  11. Carmem

    -

    25/06/2012 às 21:03

    Sorry, coloquei mal, intragável é esse tipo de argumento
    Abs

  12. Carmem

    -

    25/06/2012 às 21:02

    Helio – 25/06/2012 às 11:15
    Querido Caio :
    Como dizemos no idioma ancestral : ma lassot ? (Fazer o quê ?). Você aposta em razões comerciais, etc… Esse pessoal não só tem esse parâmetro. Acho que vai ser intragável – é a tal da matéria- prima. Melhor atravessar o Rubicão. Uma boa semana !
    .
    Intragavel é esse tipo de comentário.
    Abs

  13. PAULO SC

    -

    25/06/2012 às 20:24

    EGITO, SIRIA, IRÃ, IRAQUE, AFEGANISTÃO E AMÉRICA LATINA SÓ FUNCIONAM COM REGIMES MILITARES PRÓ-OCIDENTE… CASO CONTRÁRIO É O CAOS DE SEMPRE…

  14. Vera

    -

    25/06/2012 às 20:18

    ….’Existe uma história de virulento antiamericanismo e antissemitismo na Irmandade Muçulmana’.
    .
    Pois é Caio, não vejo como qualquer virulência possa ser bom em alguma coisa, menos ainda para um início de processo democrático num país.
    Natural a apreensão de Israel, e nossa.
    Oi Vera, a questao é de acomodacao e de pressao, a questao é a necessidade de conter o discurso em nome de outras prioridades como estabilidade estrategica e recuperacao economica, abs, Caio

  15. Mauricio

    -

    25/06/2012 às 19:27

    Podem jogar pedra mas o Egito pode estar no caminho certo com islamicos no poder vigiados por militares que devem ser seculares. A evolução do sistema podera ser gradual, sem radicalismos. A mim o fato do outro candidato ter 49 % dos votos não é mau sinal, pois pode refletir que uma parte expressiva da populaçao nao quer fanaticos religiosos mandando.
    Pior é aqui o Brasil il il ser capacho de sindicato bolivariano.

  16. Joao Felipe

    -

    25/06/2012 às 18:52

    Oi, Caio.
    Perdoe a desgalhada, mas, se não me engano é nessa semana que sai o veredicto da Suprema Corte sobre a reforma da saúde. Algum palpite?

  17. carlos cezar

    -

    25/06/2012 às 18:28

    Caríssimo Sorales, sempre é bom ler seus comentários. Gostei da comparação dos três modelos de transição, em especial sobre a China, capaz de resgatar tantos para uma nova qualidade de vida. Mas, sem querer ensinar o Pai Nosso ao vigário (você é um jornalista experiente), fiquei um pouco surpreso quando você diz que Israel é uma peça que não encaixa no Oriente Médio. Como todos sabemos, Israel veio para ficar, como é seu direito, doa a quem doer. A tragédia, como você corretamente apontou, é o tratamento que israelenses dão aos palestinos e ao status de Jerusalém. Aí, sim, temos gravíssimos problemas. Milhares de famílias palestinas têm sido jogadas às ruas, desalojadas de seus direitos, por aqueles que chegam e tomam à força essas casas e terrenos, num ato criminoso, condenado pelo mundo e pela maioria das pessoas sensatas. Ao contrário do que disse um leitor em outra coluna, “o mundo de hoje prefere a mentira à verdade”, para mim, e acredito que também para você, está bastante claro: quem está mentindo é o terrorista israelense, que destroi os lares na Cisjordânia e queima mesquitas e plantações palestinas. Abs.

  18. Angelo Costa

    -

    25/06/2012 às 18:23

    Prezado Caio
    Colher de chá generosa. Obrigado.
    Abs.

  19. Ricardo Platero

    -

    25/06/2012 às 18:14

    Caro Paulo Bento Bandarra às 17h51min,

    Não entendi o intuito da questão: polemizar ou fazer um paralelo cristão com ‘extremismo’.
    A escolha religiosa deve ser pública e o exercício desta escolha é de foro íntimo, mesmo para pessoas públicas. Não importa se ele é ateu, mórmon, judeu, islamita, católico membro do Opus Dei ou Franciscano; importa que ele cumpra aquilo que prometeu e que foi eleito por prometer e seu povo acreditado na sua palavra.
    “Ah, mas a prática religiosa mostra muito sobre o caráter e linha de ações do individuo”. Sim, evidencia, por isso deve ser pública, mas a religião não deve ser o ele decisivo na hora do voto (até então, o Chalita é católico, e mesmo sendo católico, eu não votaria nele). E não importa a religião, ela e seus dogmas não podem ser impostos, jamais, seja qual for a denominação, o que não vemos no mundo árabe, especialmente entre seus radicais.
    Abraços.

  20. carlos cezar

    -

    25/06/2012 às 18:07

    Grande Caio, aprecio suas expectativas moderadas com relação à I M e aos militares. Tomara que o Egito possa reencontrar seu caminho. Que o Morsi possa fazer um bom governo… sem interferências desastrosas dos militares. Abs.
    Oi Carlos, nunca usei a expressao moderada sobre a Irmandade ou os militares, usei termos como pragmatismo e venalidade, abs, Caio

  21. carlos cezar

    -

    25/06/2012 às 18:02

    Bom retorno, nei Brasil. Suas tiradas hilárias estavam fazendo falta, são boas para equilibrar os humores na coluna. Abs.

  22. Paulo Bento Bandarra

    -

    25/06/2012 às 17:51

    Já pensou se um candidato a presidente ocidental fosse do Opus Dei? O que ocorreria?

  23. amauri

    -

    25/06/2012 às 17:32

    Caio, não é do tema, mas do Egito. Voce sabe dizer qual foi o ultimo periodo do Egito onde houve progresso e poder? Para conhecer um pouco de historia deste povo milenar. abs
    Nao estou preparado para dar uma resposta, abs, Caio

  24. jorji

    -

    25/06/2012 às 17:30

    O Caio está com saudades do Brasil, batata assada é coisa de festas juninas.
    Nenhuma saudade de festa junina, abs, Caio

  25. Helio

    -

    25/06/2012 às 17:21

    Pô, Caio, claro que os russos mandaram ver. O que estou dizendo é que a Chechenia ainda está lá. Se a MB e a turma dela tiverem chances, não vai sobrar nada de nosso modus vivendi.

    Abs
    Por ora me preocuparia mais com os egipcios sob a Irmandade do que o resto da humanidade, abs, Caio

  26. Ronaldo

    -

    25/06/2012 às 17:20

    A parte da “batata assando” eu entendi, claro, boiei foi na parte do “…disse a Jô Soares que não era de direita nem de esquerda, e sim um democrata”.
    tambem é claro, mas o autor do comentario pode se apresentar esclarecer mais, abs, Caio

  27. Ronaldo

    -

    25/06/2012 às 17:16

    “….disse a Jô Soares que não era da DIREITA e nem da ESQUERDA, e sim um DEMOCRATA!?
    25/06/2012 às 16:52
    A batata do Mohammed Morsi está assando”
    ———————————
    ALGUÉM ENTENDEU ESSE ÚLTIMO COMENTÁRIO?
    eu entendi, é até uma boa brincadeira,é o titulo machadiano, abs, Caio

  28. amauri

    -

    25/06/2012 às 17:08

    Caio, eu sou complacente com analogias, eu só não consegui enxerga-la, então me diga qual a analogia. voce tambem não consegue enxergar a analogia, sobre o processo politico, da Irmandade Muçulmana e a FARC. abs
    Amauri, a analogia feito pelo leitor existe no sentido de que é preciso respeitar as decisoes do povo egipcio, como se respeita a decisao soberana do parlamento paraguaio, Realmente, nao vejo nenhuma analogia entre a Irmandade e as Farc, posso ver entre a Irmandade ou qualqer Partido Comunista, que tambem atuou na clandestinidade, com celulas secretas e faz qualquer pacto com o inimigo da vespera, de hoje e de amanha para chegar ou compartilhar o poder, abs, Caio

  29. ....disse a Jô Soares que não era da DIREITA e nem da ESQUERDA, e sim um DEMOCRATA!?

    -

    25/06/2012 às 16:52

    A batata do Mohammed Morsi está assando

  30. Sorales

    -

    25/06/2012 às 16:47

    Ricardo Platero

    Pertinentes suas observações. No entanto, posso dizer que o dirigismo estatal na economia do Egito é dominante, tendo na ditadura seu sustentáculo. Daí a necessidade de reformas. Sem dúvida, como eu disse em meu comentário, há a necessidade de uma transição nesse sentido (e também no plano da democracia.Isto, considerando a cultura daquele povo. A economia de uma nação é dinâmica e cabe ao governante o papel de timoneiro para que ela traga resultados auspiciosos para a nação.

  31. Sorales

    -

    25/06/2012 às 16:36

    Caio

    Meu enfoque se baseou em questões de fronteiras e religiosa. Se considerarmos a diplomacia e a ONU como referenciais, o Estado de Israel ainda é uma sinfonia inacabada, em especial no tocante às fronteiras pré 1967. E não é esse o debate dominante? E não está aí o quebra-cabela? É evidente que as divergências políticas e ideológicas se constituem uma verdadeira babel na região do OM. Isto, desde tempos imemoriais; tribo contra tribo, nação contra nação, seita contra seita… E é nessa cultura que esses povos vêm sendo subjugados por séculos. Mais recentemente com o colonialismo e hoje com o imperialismo. Armam-se uns para subjugar os outros.

  32. nei Brasil

    -

    25/06/2012 às 16:13

    Pelo menos…o Rei Adullah tem mais opções além do seu xará II da Jordânia, reformista, e da alternativa do empalamento surreal de Gadaffi, a prisão de Mubarak etc…
    É questão de tempo…ai sim que a festa vai começar!
    Ainda mais que seu regime, preocupado com a tirania …na Síria, está financiando armas aos rebeldes e terroristas.
    Isso tá parecendo o financiamento dos mujaredins no Afeganistão.
    Pode ser uma chuva de m…em todo o OM. Oremos, salaam alenko.
    Cadêo o C Cesar? tá doente? tá triste? hahhahah
    Go, timão, go…

  33. amauri

    -

    25/06/2012 às 16:11

    Alguem tinha alguma duvida da ascensão ao poder da Irmandade Muçulmana, através de eleições diretas, após a primavera egípcia? A corte constitucional que dissolveu o parlamento egípcio é legal? Não sei qual a analogia entre a Irmandade Muçulmana com o caso Lugo. abs
    Ha uma certa analogia (well, Amauri, hehehe, voce deveria ser complacente com analogias, afinal faz ate entre Irmandade Muculmana e as Farc). Abs, Caio

  34. Pablo Vilarnovo

    -

    25/06/2012 às 16:10

    Caio, mil perdões pelo Off-Topic mas a informação é interessante. De acordo com o jornal espanhol ABC, em matéria que foi repercurtida no Haaretz, aparentemente a Venezuela enviou ao Irã pelo menos um de seus F-16. O intuito é a calibração de radares para se contrapor a um eventual ataque de Israel às instalações nucleares iranianas.

    Bem, militarmente falando, os iranianos pouco podem aprender sobre o F-16 utilizando a versão venezuelana Isto porque é um caça antigo (década de 80) e a tecnologia embarcada dos caças irsaelenses são bem mais modernas e de fabricação própria.
    Mas se isso for verdade, a ação venezuelana é bem preocupante e ousada.
    Obrigado, caro Pablo, nem tao off-topic, valeu, abs, Caio

  35. Ricardo Platero

    -

    25/06/2012 às 15:36

    Caro Sorales,

    Regimes com ideologias, momentos e regiões diferentes.
    O Egito já tem uma economia razoavelmente formada e bem diversificada (é o celeiro do Oriente Médio), que precisa passar por reformas que a tornem mais competitiva, e não um choque de liberalismo econômico, necessário na Rússia de então. Na política, sim, os militares tem um papel fundamental, que é o de se abster nas decisões do Estado democrático que proclamaram desejar.
    Também não há como ficar esperando o novembro norte-americano, política que visa o futuro é feito no presente, esperar significa desistir das reformas que eles precisam.
    Abraços.

  36. Sanidade latina

    -

    25/06/2012 às 15:18

    Quem ficou feliz coma decisão de impichar o Lugo no Paraguai precisa também ficar feliz com a vitória da Irmandade Muçulmana no Egito. Parece conversa de doido, mas lei é lei. Se precisamos respeitar a decisão do Congresso paraguaio, precisamos também respeitar a decisão do povo egípcio. Quero ver o pessoal batendo palmas para o que aconteceu no Paraguai se indignar se os militares derem outro golpe no Egito.
    Quero ver, abs, Caio

  37. Sorales

    -

    25/06/2012 às 15:16

    Caio

    Morsi não pode ser precipitado em organizar seu governo para tentar colocar o Egito no eixo do desenvolvimento e da paz social. Temos aí dois fatores importantes: a reconstrução da economia, com uma “perstróika”; e a consolidação da democracia, com uma “glasnost”. Tudo em seu devido tempo. No Brasil, primeiro tivemos a reabertura política, após 25 anos de ditadura e, bem depois, a “liberação” da economia das amarras estatais, para uma economia de mercado. Gorbachev, na Rússia, tentou fazer as duas coisas ao mesmo tempo e deu com os burros na água.A China, com sua paciência multimilenar, em menos 30 anos trouxe para a economia de mercado 600 milhões de cidadãos e ainda tem outro tanto aguardando a vez. Temos aqui três culturas e três modelos de transição. Entendo que os militares no Egito deverão contribuir, e muito, para o processo de consolidação da democracia no país. Principalmente, como elemento moderador diante da diversidade representada pelos sectarismos religiosos e tendências ideológicas, neste caso, o Islã.No caso de Israel dois fatores deverão ser preponderantes: a política com os palestinos e o status de Jerusalém. Assuntos penosos, que somente poderão ser melhor dimensionados, em termos de perspectiva, após as eleições presidenciais nos EUA em novembro. Vejo a proposta de Morsi de uma aproximação com o Irã, como se especula na mídia, um tanto precipitada, num momento em que ele ainda nem sequer esquentou a cadeira presidencial. Neste quebra-cabeça que se tornou o OM, o Estado hebreu é uma peça que não se encaixa, o que poderá exigir de Israel concessões que jamais se poderia imaginar antes da “revolução no mundo nárabe”, parafraseando o antológico livro de Gamal Abdel Nasser.
    Caro Sorales, como Israel nao se encaixa no OM? O que se encaixa? Sabemos que o panarabismo, que tinha Assad como paladino, é uma farsa, sabemos das profundas divisoes entre sunitas e xiitas, sabemos que cristaos vivem em varios paises do Oriente Medio, sabemos das disputas entre fundamentalistas e seculares em varios paises, sabemos das disputas entre autocratas e democratas, sabemos das divisoes entre os neootomamos turcos e os sirios, sabemos das divisoes dentro Irã, sabemos das profundas divisoes sectarias e etnicas em tantos paises, sabemos dos diferentes graus de modernizacao e desenvolvimento economico nos paises da regiao, sabmeos das divisoes entre os palestinos, sabemos das divisoes entre israelenses e, sim, sabmeos de divisoes entre judeus e arabes.Nossa que quebra-cabeça, o que se encaixa? Quantos quebra-cabeças existem? Abs, Caio

  38. Helio

    -

    25/06/2012 às 14:41

    Exagero seu, Caio. Mas, mesmo que fosse verdade, a Chechenia ainda está no mesmo lugar. Terrível mesmo é o que a MB, Hamas, Hesbollah, Salafistas e outros do mesmo naipe farão com o Ocidente e conosco, os judeus, em particular, se tiverem chance – claro que não vou emendar…pra desgosto seu.
    Como assim, caro Helio, os russos nao exageram na Chechenia? Abs, Caio

  39. Ronaldo

    -

    25/06/2012 às 14:38

    O movimento aqui no boteco (ou prefere “bistrô”, Dom Caio?) depende, claro, muito do assunto. Não que Egito não dê ibote, mas acho que a abordagem de hoje não deu tanta margem a discussão. A discussão por conta da segunda coluna de sexta (que infelizmente perdi), sobre o Paraguai, que deve ter sido do balacobaco.
    Na verdade, Ronaldo, os tsunamis nos debates aqui nem sempre sao previsiveis, abs, Caio
    PS- pode ser boteco mesmo, hehehe

  40. Angelo Costa

    -

    25/06/2012 às 14:23

    Prezado Caio
    As coisas hoje por aqui estão bem devagar……..
    Abs.
    As vezes é bom para mim, hehehe, abs, Caio

  41. nei Brasil, o retorno

    -

    25/06/2012 às 14:21

    Os árabes são maravilhosos. Nós aqui no Brasil, adoramos eles.
    Saiu Maluf, entrou Kassab; sai Kassab entra Haddad, Sob governança de Al Ckmin,af! ops Affif. Nada a TEMER.
    Pra mim a Dilma é turca! – Roussef…humm isso me cheira, remete a algum califado. Vou pesquisar. Haja coração, né Adib? Khalil, Uip, Cutait…
    Metade do Líbano fala português…faz sentido, né Fareed?
    O Turcostão, ou melhor os turco estão…hahhahah
    Votos de sucesso à Irmandade Muçulmana, ao Egito, berço da civilização ocidental, né…Moisés ?
    Acho que era mais para cesta da civilizacao ocidental, abs, Caio

  42. Helio

    -

    25/06/2012 às 13:02

    Caio:
    A Rússia têm lá suas posições, mas de uma forma geral se sabe o que eles querem e suas ações batem com o discurso (salvo engano meu, salvo jogadas aqui e ali). O pessoal da MB, não. Mentir pra alcançar seus objetivos é mandamento religioso e não apenas escolhas dentro do jogo político. Mas, concordo com você que eles estão pisando em areia movediça e que a vida deles não vai ser fácil. Mas, dessa turma prefiro esperar o pior. É mais seguro. Vai ter que muita preção.
    Lieberman está treinando o Russo dele com Putim. Você se lembra daquela de Nixon ter dito a Golda Meir como era interessante que os seus 2 ministros das relações exteriores (EUA, Kissinger – judeu alemão e Israel, Abba Eban – sul-africano) serem judeus ? Golda respondeu: “sim, mas o Inglês do meu é melhor” Hehehe
    Caro Helio, falando serio para o seu desgosto,hehehe, acho que o sonho do Lieberman é fazer na Cisjordania o que o Putin fez na Chechenia, para ele Putin é um modelo de estadista, abs, Caio

  43. Helio

    -

    25/06/2012 às 11:24

    PEDRO I:
    “Caio,
    Você acha que a MB realmente renegou a violência, ou é conversa para boi dormir?”

    “Renegou, caro Pedro, talvez em um cenario sirio recorra a violencia, na Siria, a Irmandade esta na luta armada,como aconteceu na Libia, abs, Caio”

    Desculpas, mas não será isso efeito do seu ponto de visão (quero dizer, New Jersey…). De onde você recebeu essa informação confidencialíssima ? Vamos à manchete de hoje :

    Morsy: I will work to expand bilateral ties with Iran
    Newly-elected Egyptian president says strengthening of relations with Tehran will “create a balance of pressure in the region”; comments come after Morsy promises to “preserve int’l obligations” in apparent reference to Israel.
    Helio, nao entendi sua resposta e qual é a ligacao disso com violencia? O Irã tem otimas relacoes com a Russia e ao que me consta o presidente russo que atende pelo nome de Vladimir Putin esta neste momento em Jerusalem abracado no Lieberman, maior amizade, e entao? Ha outras manchetes, o Morsi disse que quer ter uma relacao de “respeito mutuo” com os vizinhos do Egito, acenou para os EUA, etc, e como voce acha que vai perdurar o discurso do Morsi com o Irã quando a Siria com o apoio iraniano massacra a Irmandade Muçulmana na Siria? O que vejo no futuro nao é tanto o perigo da Irmandade, mas dos militares numa situacao de sufoco aprontarem alguma com Israel para justificarem sua permanencia no poder, a resposta de Israel sobre a vitoria do Morsi alias foi protocolarmente exemplar, ainda bem, Abs, Caio

  44. Henrique

    -

    25/06/2012 às 11:16

    Valeu, general Caio! PS: sem dúvida que a Irmandade agora é um fato da vida. Seu texto deixa isso claro, e o comentário do Angelo (9:27) também mostra como os trâmites entre a Irmandade e os militares serão complicados durante o exercício do mandato do novo presidente. Ao mesmo tempo que acho corajosa a afirmação da Economist a respeito de quem o Ocidente deve respaldar nos possíveis conflitos entre islamistas e militares, creio que ninguém discorda daquilo que se lê na capa da revista: “Egito em perigo”.

  45. Helio

    -

    25/06/2012 às 11:15

    Querido Caio :
    Como dizemos no idioma ancestral : ma lassot ? (Fazer o quê ?). Você aposta em razões comerciais, etc… Esse pessoal não só tem esse parâmetro. Acho que vai ser intragável – é a tal da matéria- prima. Melhor atravessar o Rubicão. Uma boa semana !
    P.S.: Mais uma vez parabéns pela “audiência” (é esse o termo ? Quase 80 comentários em 2 horas no sábado à noite. Fiquei de queixo caído).
    obrigado, e eu caido de cansado, hehehe, abs, Caio

  46. Ronaldo

    -

    25/06/2012 às 11:03

    “Ficando na metafora, caro Helio, com os mesmos ingredientes, o bolo pode sair saboroso ou intragavel, depende do cozinheiro, apenas concordamos que pode dar bolo”
    PROVOCANDO UM POUQUINHO, DOM CAIO, SERIA POSSÍVEL ENTÃO UM BOLO SABOROSO (OU PELO MENOS COMESTÍVEL) COM POUCOS INGREDIENTES DEMOCRÁTICOS? UM AMIGO MEU CIENTISTA POLÍTICO DISSE OUTRO DIA QUE DEMOCRACIA É EXCEÇÃO MESMO; HOJE VEMOS DEMOCRACIA COMO ALGO UNIVERSAL A SER DESEJADO POR TODOS, MAS SERÁ POSSÍVEL VIVER BEM SEM ELA?
    Ronaldo, ja escrevi sobre isto aqui, em muitos paises do mundo islamico podemos desembocar em democracia iliberal, abs, Caio

  47. Ricardo Platero

    -

    25/06/2012 às 10:58

    Caro Ronaldo,
    Bom dia meu colega de coluna.
    O problema não é diretamente a questão de dormir com o inimigo, pois a expressão é obrigatória para qualquer democracia e é muito importante para a formação e evolução do Estado democrático. O problema é que vejo os militares egípcios hoje pouco dispostos a ceder poder ou espaço, o que irá diretamente contra a agenda da IM ou de qualquer presidente não necessariamente alinhado com os militares.
    Veja bem, como acreditar na independência (ou vá lá, “mobilidade política”) do cargo máximo do Executivo, quando existe poder de veto de um terceiro, que é bom lembrar, não faz parte dos três poderes (Executivo Legislativo e Judiciário). Entendo que um país árabe é extremamente diferente de um país ocidental e tem outras complexidades, mas não vejo a situação atual do Egito como aquela pela qual o povo foi para as ruas, ou melhor, para a praça.
    A vitória de Morsi em si é a melhor entre as piores opções, e eu o preferi por ser uma ruptura com um passado ruim. Mas não se ele será quem irá transformar o Egito na potência econômica (ao menos na agricultura) do Oriente Médio e fazer as reformas que são necessárias no país.
    Abraços.

  48. Henrique

    -

    25/06/2012 às 10:51

    Às vezes fico meio receoso sobre esse excesso de “confiança desconfiada” depositado na Irmandade Muçulmana. A própria Economist dessa semana afirma que, entre os militares e os islamistas, o Ocidente deveria dar maior respaldo aos islamistas. Essa dualidade pragmatismo-radicalismo me parece um tanto quanto tênue, dado o passado da Irmandade. PS: Caio, uma correção: na segunda linha do segundo parágrafo, o correto é “capitaneiam”.
    Caro Henrique, trata-se de aceitar alguns fatos da vida, sem entusiasmo. Muito, obrigado, capitao Henrique, correcao sera feita prontamente, abs, Caio

  49. Rodrigo

    -

    25/06/2012 às 10:40

    O Egito é um pesadelo, e pensar que há outros pesadelos no mundo. Será que o Egito ficar como está é o melhor que se pode desejar ao país? Militares controlando 40% da economia, imagino que sejam os setores vitais do país.
    Alguns sim, e eles estao ai desde sempre, caro Rodrigo, abs, Caio

  50. Helio

    -

    25/06/2012 às 10:37

    Caio :
    Tudo que dissermos agora será ou mera expectativa ou exercício de futurologia e como já foi dito, não se deve prever, especialmente sobre o futuro. Sua análise tenta estabelecer possibilidades a partir de premissas já conhecidas. Salvo engano, existe um otimismo enrustido (será ?). Continuo achando que o bolo tem ingredientes que são parte de uma receita prum desastre. Enfim, Alea jacta est.
    Abs
    Ficando na metafora, caro Helio, com os mesmos ingredientes, o bolo pode sair saboroso ou intragavel, depende do cozinheiro, apenas concordamos que pode dar bolo, abs, Caio

  51. Ronaldo

    -

    25/06/2012 às 10:29

    Bom dia, Caio e boa semana.
    Não tenho muito o que comentar dessa vez mas já que pude ler a coluna, não custava nada saudar nosso querido Dom Caio.
    Só o seguinte. Ricardo, pelo que entendi do mérito da questão, é o velho “dormindo com o inimigo”, ninguém controla ninguém, mas por divisão do bolo, Irmandade e Militares terão de aprender a conviver e a dividir o poder (até segunda ordem ou nova convolução socio-política).
    Correto, Ronaldo, abs, Caio

  52. amauri

    -

    25/06/2012 às 10:23

    Caio, sua aposta para o Egito é ele se tornar mais laico ou menos? abs
    Mais religioso, abs, Caio

  53. Ricardo Platero

    -

    25/06/2012 às 10:17

    Caro Caio,

    Não sei se felizmente ou infelizmente, é cedo para afirmar ‘a’ ou ‘b’ com convicção, mas da atual alta cúpula militar no Egito não há de se esperar muita coisa boa, vide a dissolução do parlamento.
    Não é medo tupiniquim de homem fardado, muito pelo contrário, tenho admiração pela carreira militar, porém a instituição existe para servir o país, e não o país a instituição, coisa que não percebo no Egito atual. Sinceramente, espero estar com você a razão.
    Dias difíceis no Cairo.
    Abraços.
    Como disse, Ricardo, o arranjo é entre atores venais, mas no momento é o espetaculo mais suportavel no Egito, abs, Caio

  54. Ricardo Platero

    -

    25/06/2012 às 9:54

    Caro Caio,

    A revolução no Egito foi, em um primeiro momento, uma iniciativa popular e contou com o apoio militar (que foi decisivo) em um segundo momento. O problema é que em meio aos ufanismos e comemorações, foi se esquecido de que o apoio dos militares tinha a mesma finalidade, mas motivos diferentes, que fizeram a diferença na direção e interesses do poder no Egito pós-revolução.
    A declaração de vitória de Morsi é um momentâneo alívio: primeiro, pois foi declarado um vencedor, coisa que poderia não acontecer caso os militares tentassem melar as eleições; segundo, pois não há um ‘rabo preso’, pelo menos não com o regime Mubarak.
    Cabe saber se em inúmeros golpes militares, os militares não irão ter instituído uma marionete no poder, que já não tem poderes na lei do país e terá menos ainda no exercício do poder. Bom ressaltar que o vencedor do pleito tem o apoio da Irmandade Mulçumana, que não deixará barato a manipulação do presidente (pelo menos não atrás das cortinas). Curioso também fazer um paralelo com o Brasil, que também possui uma presidente (a) refém da herança do seu antecessor e que precisa ‘prostituir’ seus planos para governar.
    Luzes na ribalta, por favor.
    Abraços.
    Caro Ricardo, nao é por ai, o presidente nao é um marionete dos militares, seria talvez no caso do outro candidato, existe como disse esta desconfortavel parceria no poder, abs, Caio

  55. maisvalia

    -

    25/06/2012 às 9:47

    De qualquer maneira,
    Foi no voto!
    God save the winner, hehehe
    Go Mitt,go
    It’s easy!
    Ta liberal hoje, hein? Hehehhe, abs, Caio

  56. Paulo Bento Bandarra

    -

    25/06/2012 às 9:38

    Uma democracia ou uma neo-teocracia? A verdadeira primavera ainda está para nascer. Está mais para inverno medieval por enquanto.

  57. Angelo Costa

    -

    25/06/2012 às 9:27

    Prezado Caio
    Não sei dizer se é boa ou ruim esta vitória. O tempo dirá. Fico com a impressão que os milicos já sabiam que a irmandade venceria e “arranjar” uma vitória do oponente através de uma fraude levaria o país a uma onda de protestos sanguinários. Sendo assim antes de declarar a vitória dissolveram o parlamento e limitaram o poder do presidente e com isto continuarão manipulando os “cordéis”.
    A irmandade não é uma unanimidade no Egito. Pelo que li, e posso estar equivocado, votaram cerca de 52% dos eleitores (até no Egito o voto é facultativo. Enquanto isso em um certo país sulamericano……) a irmandade teve cerca de 51% dos votantes ou seja 51% dos 52% o que dá mais ou menos 25% dos votos dos eleitores em sua totalidade. Creio que eles terão que manobrar com muito cuidado durante o mandato e os milicos sabem muito bem disso.
    Abs.
    Bom comentario, caro Angelo, realista sem histerismo, colher de cha, abs, Caio

  58. Carmem

    -

    25/06/2012 às 9:24

    Oi Caio,
    O arranjo parece razoável. É importante q outras forças políticas tenham tempo e liberdade para se organizarem. Acho até q a dissolução do parlamento talvez não tenha sido má ideia já q a maioria islâmica poderia aprovar leis q dificultassem a acesso de partidos mais liberais
    Os militares egípcios estão sendo bastante hábeis na condução desse processo.
    Lentíssima e gradualíssima, mas talvez a democracia chegue para os egípcios tb.
    abs
    Talvez, Carmem, talvez em outra coluna me estenda no cenario paquistanes,onde os militares para ficarem no poder permitiram a islamizacao do estado a partir dos anos 90, é um perigo, no Egito é um campeonato de venalidade entre miltares e a Irmandade, abs, Caio

  59. Pedro I.

    -

    25/06/2012 às 9:04

    Caio,
    Você acha que a MB realmente renegou a violência, ou é conversa para boi dormir? Por exemplo, uma organização pode renegar a violência e colaborar com outros para fazerem o seu trabalho sujo. Uma técnica bem conhecida aqui na Irlanda.
    Renegou, caro Pedro, talvez em um cenario sirio recorra a violencia, na Siria, a Irmandade esta na luta armada,como aconteceu na Libia, abs, Caio

  60. amauri

    -

    25/06/2012 às 8:34

    Então tá. Esperemos. abs

  61. amauri

    -

    25/06/2012 às 8:06

    Pois é Caio. A Irmandade Muçulmana, que “fazia” terrorismo, se tornou partido politico e através da ‘democracia’ chegou ao poder. Na Colombia, o presidente Santos, que voce diz ser conservador, está empenhado em tornar a Farc um partido politico. Voltando ao post anterior, voce ainda acha que o parlamento paraguaio (não entremos no julgamento que os politicos paraguaios, e espero que voce tambem ache o Lugo, ruins) cometeu um golpe? abs
    Amauri, a Irmandade Muculmana nao é partido politico, é uma venal orgnaizacao secreta que faz qualquer coisa para estar no poder, mas renegou a violencia ha muito tempo e isto inclusive levou militantes a desertarem do grupo e se filiarem a grupos jihadistas como Al Qaeda, nao faz sentido esta comparacao entre Egito e Colombia,abs, Caio

  62. Sanidade muçulmana

    -

    25/06/2012 às 7:55

    Na medida do possível, devemos estar aliviados, foi melhor assim no Egito,com estes dois parceiros relutantes no poder, vamos ver quando tempo dura este casamento arranjado.
    Correto, abs, Caio

  63. amauri

    -

    25/06/2012 às 7:39

    Bom dia Caio!
    No post anterior America Latina (Paraguai), agora o Oriente Medio (Egito).
    É possivel fazer uma analogia entre Irmandade Muçulmana e Farc? abs
    Caro Amauri,nem saberia como começar a responder a esta analogia,imagino que voce tenha alguma, abs, Caio

 

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