As folias (não carnavalescas) de israelenses e iranianos
Existe uma guerra suja entre Israel e Irã. Existe também uma confusa guerra verbal, que parece apenas em parte deliberadamente confusa. Em parte, as duas partes parecem genuinamente confusas sobre como proceder na crise nuclear. Está muito confuso o que escrevi até agora?
Sobre a guerra suja, ela acontece cada vez menos nas sombras. Em comum, cientistas nucleares iranianos, diplomatas israelenses e “locais” em paragens tão díspares como Teerã, Nova Délhi, Bangcoc e Tblisi podem morrer ou serem feridos por bombas magnéticas colocadas em carros. Autoridades israelenses e iranianos não assumem o envolvimento e acusam o outro lado de ter praticado os atentados. E neste mundo furtivo, não sabemos, de fato, quem é o responsável direto. Podem ser dissidentes iranianos a serviço de Israel ou o Hezbollah libanês trabalhando para Teerã.
Sobre a questão que mais agonia (atacar ou não atacar as instalações nucleares iranianas), as mensagens de Israel são confusas e cifradas. Há dias em que parece que o ataque vai acontecer ontem. Em outros momentos, o recado parece ser dar mais tempo para as sanções. Há dias em Israel e os EUA parecem afinados na questão. Em outros, parece crescer a desconfiança entre dois aliados. Quem sabe, a divisão exista dentro da própria cabeça do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que, em última instância, tomará a decisão histórica. O que é inegável é a dúvida entre setores militares e da inteligência de Israel sobre a validade deste ataque (inegável? Será que em parte é cortina de fumaça ou guerra psicológica para confundir o inimigo?)
Nas bandas iranianas, existem muitas bandas. E não escondo aqui o meu favoritismo. Não gosto de nenhuma delas. O poder no país parece opaco. Quem sabe alguns “frilas” estejam aprontando estes atentados pelo mundo afora, com um modus operandi amador, como no alegado complô para assasssinar o embaixador saudita em Washington. Temos as bravatas do presidente Mahmoud Ahmadinejad de que o país vai resistir às agressões do Ocidente e da “entidade sionista” ou anunciando avanços no programa nuclear. O Irã está acuado e Ahmadinejad está acuado dentro de casa.
Os malignos estiveram unidos para esmagar o movimento reformista e agora brigam entre eles. Falando em maligno, sempre melhor prestar mais atenção no aiatolá Ali Khamenei do que em Ahmadinejad. Khamenei é aquele líder espiritual que fala que Israel é um tumor cancerígeno. Estas coisas devem ser extirpadas, né? Khamenei parece também interessado em extirpar Ahmadinejad. Que consolo.
Em meio às bravatas e a estas declarações infames, existem também novas mensagens ambíguas do Irã de que estaria disposto a negociar com os ocidentais. Fala-se da existência de canais secretos de comunicação entre Teerã e Washington. O Irã muitas vezes acena vagamente com negociações nucleares para dividir os paises ocidentais, enquanto avança com seu programa no setor. Um analista em Irã que eu respeito muito Karim Sadjadpour, especula que a beligerância acompanhada de acenos conciliatórios podem, no final das contas, mostrar como o Irã está enfraquecido devido às sanções, às brigas internas, ao novo cenário no Oriente Médio pós-primavera árabe e à mera exaustão do regime. Animais feridos e acuados podem ser muito perigosos.
Um sujeito metido a analista de relações internacionais, como eu, deveria ao menos fingir que tem respostas, mas nesta crise entre Israel e Irã estou particularmente acometido de dúvidas sobre quem é quem e o que deve ser feito (a destacar, no dilema nuclear). O ideal seria que Israel não lançasse um ataque e que o regime iraniano fosse alvo de uma implosão.
Claro que a situação é explosiva. Erros de cálculo e de comunicação podem levar a consequências não planejadas ou simplesmente catastróficas. Graham Allison, professor na Universidade de Harvard e um guru nos estudos sobre a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, que poderia ter levado o mundo a um confronto nuclear quando americanos e russos jogavam um pôquer geopolítico, define o que está acontecendo hoje da seguinte forma: o confronto sobre o programa nuclear iraniano é uma crise dos mísseis em Cuba em câmara lenta. Atentados em várias partes do mundo, mensagens mal interpretadas, ânimos acalorados e reações exageradas têm o potencial de gerar um perigoso efeito-cascata.
Folias (não carnavalescas) podem resultar em uma guerra acidental. Quem não quiser pensar nestas coisas, que literalmente caia na folia neste feriadão. Depois, sempre tem uma quarta-feira de cinzas, até em Bangcoc, Teerã ou Tel Aviv.
***
Vou ser parcial e inclusive me servir. Colher de chá para todos que não gostam de folia (inclusive carnavalesca). E uma exclusiva para o Ícaro (dia 17, 17:27), pela folia retórica.



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173 Comentários
luis renato
-27/02/2012 às 21:28
O sr. MAISVALIA se apropriou desse espaço. Por favor, menos. Bem menos.
Diogo S. Santos
-26/02/2012 às 17:44
Com todo o respeito Caio, mas acho que suas análises sobre esse tema têm sido no mínimo benevolentes com o radicalismo dos governantes israelenses. A mim preocupa muito uma possível criação de armas nucleares por qualquer Estado (inclusive o Irã), assim como muito me preocupa saber que Israel tenha armas nucleares. Preocupa-me em especial a beligerância e o radicalismo quase irracional (no que refere à diplomacia) do Gabinete que atualmente governa o Estado de Israel. Quanto à realidade interna Iraniana, cabe acompanhar a excelente cobertura que a Folha de São Paulo vem realizando, através de seu correspondente em Teerã, Samy Adghirni (http://samyadghirni.blogfolha.uol.com.br/2012/02/21/o-super-prefeito-de-teera/). Em especial a análise sobre Mohamed Qalibaf, atual prefeito de Teerã e forte candidato à sucessão de Ahmadinejad nas próximas eleições. Saudações.
Caro Diogo, observaçoes respeitosas, agradeço. Nao sei julgar a cobertura da Folha, mas meu veredicto sobre o regime islâmico no Irã nunca será benevolente. Sobre Israel, deixei claro minhas duvidas sobre a validade de um ataque militar, em varios artigos tambem manifestei minha esperança que mudanças internas no Irã alterem sua politica externa, abs, Caio
Pedro Innecco
-21/02/2012 às 9:26
Aos amantes da literatura:
Existe sites de redes sociais para discutir livros, como o Shelfari, Goodreads e LibraryThing. Eu recomendo o Shelfari (www.shelfari.com) porque integra melhor com a Amazon.
gizelia
-20/02/2012 às 22:15
Benjamin Netanyahu, esse sujeito é um verdadeiro nazista está empurrando EUA para guerra contra o Iran
Ele deve ser duplamente nazista, né? Os dois comentários vindos de computadores diferentes sao exatamente iguais, Caio
jfelixrj
-20/02/2012 às 22:14
Benjamin Netanyahu, esse sujeito é um verdadeiro nazista, está empurrando EUA para guerra contra o Iran.
Ele deve ser duplamente nazista, né? Os dois comentários vindos de computadores diferentes sao exatamente iguais, Caio
carlos cezar
-20/02/2012 às 19:50
Concordo, Rodrigo.
Rodrigo
-20/02/2012 às 18:24
Bom debate entre mim, o Magno e o Carlos Cézar.
Rodrigo
-20/02/2012 às 17:37
Carlos Cézar, a análise do Martim Vazques, da Dicta, é soberba. E eu o levo a sério.
carlos cezar
-20/02/2012 às 17:24
Você respondeu que fim tem levado as famílias palestinas expulsas da Cisjordânia? Então me perdoe, vamos refrescar a memória.
carlos cezar
-20/02/2012 às 17:13
Rodrigo, concordo com o comentário do Magno às 13h39. Sobre Crônica da Casa Assassinada, minha opinião é que você não irá se arrepender de ler essa verdadeira obra-prima da literatura brasileira. Mas há outro livro do Lúcio Cardoso que também é muito bom: O Viajante. É uma história tétrica, em todos os sentidos, com um texto de ótima qualidade literária.
Pedro Innecco
-20/02/2012 às 17:11
cc:
Já respondi a esta pergunta antes. Mas você, como de costume, resolveu ignorar a resposta. Você deveria trabalhar para a IRNA.
carlos cezar
-20/02/2012 às 17:03
Pedro, você sabe dizer que fim tem levado os milhares de famílias palestinas expulsas da Cisjordânia por israelenses?
Magno Adão de Souza
-20/02/2012 às 15:05
Rodrigo,
Faça bom proveito. Sem mais.
Rodrigo
-20/02/2012 às 14:56
Magno, a análise do Martim Vazques, da Dicta, é soberba. E eu o levo a sério.
Magno Adão de Souza
-20/02/2012 às 14:43
Rodrigo,
Com todo o respeito, quem considera a prosa de Diogo Mainardi capaz de ombrear com a de Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre e Euclides da Cunha em qualquer aspecto que seja não merece ser levado a sério. Quem afirma que a obra ficcional de Mainardi filia-se à tradição satírica de Sterne, Swift e Rabelais não sabe do que está falando, pois a única característica que aproxima o primeiro dos últimos é o gosto pela polêmica. Não julgo Mainardi um reles emulador dos jornalistas Paulo Francis e Ivan Lessa, mas não hesito por um só instante em sustentar que as crônicas destes são bem mais mais instigantes e desafiadoras que as daquele.
Rodrigo
-20/02/2012 às 14:13
Para o Magno:http://www.dicta.com.br/o-bardo-da-entropia-nacional/#more-2024. Como já escrevi antes, a melhor análise dos livros e da carreira do Diogo.
Magno Adão de Souza
-20/02/2012 às 13:57
A julgar pelos últimos acontecimentos em Damasco e Homs, os dias de poder e gloria do ditador Bashar al-Assad estão prestes a acabar. A iminente queda do regime de Assad aumentará ainda mais o isolamento internacional do regime iraniano, fortalecendo sobremaneira as pressões da comunidade internacional para que ele faça concessões substantivas no que pertine a seu programa nuclear.
Magno Adão de Souza
-20/02/2012 às 13:39
Diogo Mainardi não é um escritor de ofício. Ele próprio o reconhece. Não vejo sentido em comparar a parca e intermitente obra ficcional de Mainardi a clássicos da literatura brasileira como “Crônica da Casa Assassinada”, de Lúcio Cardoso – que se notabilizou pela maestria com que assimilou as lições da técnica narrativa conhecida como monólogo interior, da qual foi um dos precursores no Brasil. Seria o mesmo que traçar um paralelo entre Daniel Piza – talentoso cronista que teve a vida inesperada e precocemente interrompida no final do ano passado – e o celebrado crítico literário Álvaro Lins, que ajudou a ditar os rumos da vida cultural brasileira nas décadas de 1940 e 1950.
Pedro Innecco
-20/02/2012 às 13:37
Eu mandei vários links, videos e argumentos em colunas anteriores explicando o porque. Todo o mundo viu, só você que não. De repente você estava ocupado lendo “O Idiota” do nosso querido Dostoievsky, ou alguma fábula de la Fontaine.
Rodrigo
-20/02/2012 às 13:31
Carlos Cézar, tenho Lavoura arcaica e Um copo de cólera, mas só li o primeiro. Crônica da casa assassinada nunca li. A propósito:http://www.dicta.com.br/?s=Lavoura+arcaica.
carlos cezar
-20/02/2012 às 13:17
Pausa para o almoço.
carlos cezar
-20/02/2012 às 13:08
Você até agora não explicou porque considera uma enganação a gente falar sobre famílias palestinas expulsas por israelenses.
Pedro Innecco
-20/02/2012 às 12:58
Debater é uma forma de argumentação onde a retórica não pode ser utilizada como uma foma de persuasão. Ficar repetindo sempre a mesma retórica ignorando os outros lados da questão não constitui um debate. Como muito isso é um soliloquy.
carlos cezar
-20/02/2012 às 12:40
Para debater, é preciso cabeça fria e estômago forte. Só assim deixaremos de ser hipócritas e obtusos.
Pedro Innecco
-20/02/2012 às 12:34
cc:
Realmente você é muito cara de pau mesmo. rsrsr
Meus caros, foco no mundo lá fora, abs, Caio
carlos cezar
-20/02/2012 às 12:34
Está bem, Rodrigo, fiquei mais ou menos empolgado ao ler Malthus, na década de 1990, mas ao pegar Arquipélago me desanimei. O mesmo aconteceu quando li O Alquimista, de Paulo Coelho. Este, ao contrário do Diogo, investiu tudo em publicidade e conseguiu continuar enganando alguns leitores. Eu acredito que há escritores mais interessantes do que o Diogo e que continuam pouco lidos no Brasil, como Lúcio Cardoso e Raduan Nassar. Você já leu Lavoura Arcaica, Um Copo de Cólera e Crônica da Casa Assassinada?
carlos cezar
-20/02/2012 às 12:17
Pedrinho, você foi obtuso mais uma vez, confundiu tudo. Não está lendo os clássicos, não é verdade? Continua muito ruim nas interpretações. Eu disse que ia embora naquele momento, para deixar de falar sobre o tema em discussão naquele dia. Mas não afirmei que jamais voltaria. Alguém um pouco mais observador e perspicaz teria entendido imediatamente que eu apenas tirava uma folga. Cuidado, moleque, ao dizer que um homem não mantém sua palavra, esses erros de interpretação podem gerar mal-entendidos gravíssimos. Nos meios virtuais, é fácil se safar de uma ofensa ou de um insulto mais sério, mas é bom mantermos o hábito de sempre procurar respeitar o outro para não cairmos em armadilhas no dia a dia real cheio de violência na atualidade. E, depois, como eu poderia ir embora? Quem iria delatar os crimes perpetrados por israelenses aqui? Aliás, o único que pode ou não decidir se devo ir embora, sou eu mesmo, além do Caio, obviamente. A partir do momento que ele considerar que meus comentários já não servem à coluna, ele dirá, sem papas na língua, como já fez com outros leitores. E eu irei. Enquanto isso, como um dos primeiros e mais antigos leitores da coluna, irei repetir o que o maisvalia costuma dizer a alguns novatos incompetentes e deslumbrados com o debate: você acabou de chegar e já quer a janelinha?!
Meus caros, foco no mundo lá fora, abs, Caio
carlos cezar
-20/02/2012 às 12:04
Caro Magno, concordo que a presença em lista de vestibular não seja um critério muito adequado para aferir a qualidade literária de um autor. Confesso que os sermões do Padre Antonio Vieira ainda não li, mas sei que são muito famosos e um dia terei que mergulhar naquelas águas. Já O Amanuense Belmiro, achei um pouco monótono, tirando a capacidade do Cyro em fazer uma bela homenagem ao Machado, este, sim, um dos grandes brasileiros. E, sim, Euclides da Cunha e Graciliano são divisores de água na literatura brasileira. Muito bem lembrado.
Pedro Innecco
-20/02/2012 às 9:03
Isóceles:
Considero falácia o seu posicionamento infantil de ficar repetindo a mesma ladainha e não considerar o contra-argumento dos outros. E ainda tem a cara-de-pau de chamar os outros de obtuso.
.
Em uma coluna anterior, quando ficou claro que você é a minoria neste espaço, você disse que ia embora. Que pena que você não é uma pessoa que mantém a sua palavra. Mas o que esperar de um “revisionista”?
Pedro Innecco
-20/02/2012 às 7:46
ricardo salazar:
Qualquer comparação entre a Irlanda e a Palestina é uma VIAGEM NA MAIONESE. Só que faz este tipo de comparação aqui (na Irlanda) é o republicano de esquerda. Algo assim como o chorume que sai do Fórum de São Paulo.
Rodrigo
-20/02/2012 às 6:27
Carlos Cézar, esta é uma análise primorosa sobre a carreira do Diogo Mainardi. Por gentileza: http://www.dicta.com.br/?s=O+bardo+da+entropia
Magno Adão de Souza
-20/02/2012 às 1:09
Carlos,
A presença em listas de vestibulares não me parece um critério adequado para se atestar ou aferir a qualidade literária de um autor, dado o elevado grau de arbitrariedade que elas normalmente encerram, evidenciada, por exemplo, na preterição dos majestosos sermões do Padre Antônio Vieira e na inclusão de “O Amanuense Belmiro”, do grande autor mineiro Cyro dos Anjos, um dos maiores amigos de juventude do poeta Carlos Drummond de Andrade. Não há dúvida de que o romance supracitado – de trama deveras interessante, aliás – é inferior à portentosa e multifacetada obra retórica do Padre Vieira, que constrói uma sortílega teia narrativa eivada de candentes pregações morais, desconcertantes referências irônicas e argumentos capazes de desarmar os espíritos de platéias incrédulas envoltas num avassalador ceticismo.
As imprecações que Diogo Mainardi desfecha em reputados autores nacionais derivam em boa medida de seu desejo de chocar a conformista crítica literária brasileira, que tem mostrado escassa disposição de colocar em xeque lugares-comuns tão em voga no restrito e cabotino universo cultural de nosso país. O apontamento das limitações e deficiências conceituais e estilísticas da prosa vibrante de Euclides da Cunha e Graciliano Ramos não constituem demérito para ambos os autores desde que devidamente contrabalançado pelo reconhecimento de suas inegáveis qualidades artísticas, que os tornaram verdadeiros divisores de águas na história da literatura brasileira.
thiago2
-19/02/2012 às 23:54
Obrigado pela colher de chá, não gosto de folia carnavalesca. Só espero que nessa quarta-feira de cinzas, não tenha cinzas no complexo nuclear Iraniano, compreende Caio! abs fui!
carlos cezar
-19/02/2012 às 23:14
Rodrigo, estudei os livros do Graciliano trinta e cinco anos atrás, ao cursar o que naquela época se chamava ginásio, equivalente hoje às quinta, sexta, sétima e oitava série. Desde que me lembro, os livros dele são citados em escolas e vestibulares e defendidos como boa literatura por alguns críticos. Ao que me consta, o Diogo não possui livros em listas de vestibulares, ou estou enganado? Bom ou ruim, Graciliano é um dos clássicos brasileiros. Há livros dele que eu considero bons, não todos, obviamente. Ele não é nenhum Dostoiévski da vida. Sobre o Proust, tenho minhas dúvidas. Os dois primeiros de Em Busca do Tempo Perdido são interessantes, mas desanimei no terceiro. Quanto ao Borges, não há dúvida de que é um gênio.
carlos cezar
-19/02/2012 às 23:03
Israel irá atacar? Está posicionando suas baterias antimísseis. Quem sabe ainda haja tempo para uma solução negociada?
Pedrinho, todos sabemos que Israel é uma nação com todos os direitos assegurados. Por que você considera falácia a gente falar sobre os palestinos que perdem suas casas na Cisjordânia?
Vera
-19/02/2012 às 22:25
O Ricardo Salazar não só errou, mas delirou como de costume! Concepções simplistas para a questão tão complexa como essa (Israel/palestina), é se negar a entender os desdobramentos históricos que levaram ao atual contexto. Como resultado, julgamentos errôneos e delirantes como se tem visto por aqui.
Magno Adão de Souza
-19/02/2012 às 22:07
É um truísmo afirmar que todo escritor é passível de sofrer críticas que questionem a qualidade de seu trabalho ficcional ou a justeza de suas idéias políticas. Basta mencionar que as peças antológicas do bardo William Shakespeare foram objeto de severas admoestações por parte de eminentes críticos literários de expressão anglo-saxônica, entre os quais ressoa o cáustico doutor Samuel Johnson. A antipatia que Diogo Mainardi devota aos romances de Graciliano Ramos decorre, sem dúvida, da ojeriza que nutre pelos traços regionalistas presentes na prosa do último, a qual prima pela concisão narrativa, pela força expressiva de suas metáforas e pelo uso elegante e fluente da língua portuguesa, da qual o ex-prefeito de Palmeira dos Índios era um indisputado mestre. O repúdio de Mainardi ao regionalismo literário fez com que ele desferisse ataques ferinos a outras sumidades das letras brasileiras, das quais sobressaem as figuras paradigmáticas de Euclides da Cunha e Guimarães Rosa. Mainardi parece olvidar, no entanto, que a atração por elementos pitorescos de natureza paroquial está longe de ser uma característica exclusiva de autores brasileiros, pois é compartilhada por grandes literatos das vanguardas européia e americana, dos quais cito um escritor ao qual ele dedica especial apreço: o irlandês James Joyce, cuja extraordinária inventividade verbal convive harmonicamente com evocações saudosistas aos hábitos e costumes de seu povo.
Eliseo Jaime Kullock
-19/02/2012 às 22:03
Caro Caio,sem muitos rodeios,se somarmos os perigos ponha em conta o desejo de se livrar do sofrimento do proprio povo israeli,todo ele,de todas as facções que possam defender residem neles em conversas em canções em tudo em fim o saber que teremos ainda uma ultima guerra,definitiva e sem poder escapar dela para livrar-se definitivamente do sofrimento que tanto o persegue,e de uma maneira ou de outra isso vai se manifestar cedo ou tarde,inegavel por triste que pareça essa guerra vira.
Caro Eliseo, espero que a liberdade não venha através deste fatalismo, abs, Caio
ricardo salazar
-19/02/2012 às 21:32
anouk,o video que a senhorita passou abaixo tem ofensas ao dono do blog.
icaro sem penas
-19/02/2012 às 20:44
A China Fofa.
Mr Xi depois de uma sentimental visita ao coração rural da América, Iowa, agora está na Irlanda, em Dublin, aonde se deixou fotografar segurando uma sorridente criança no colo. O governo chinês deixou escapar que a visita do Fofo representa a fé inabalável que o Império do Dragão dedica á economia irlandesa, o tigre celta.
Na volta para a China Xi dá uma passadinha na Turquia, que ninguém é de ferro e o Irã é ali pertinho. Perto demais, suspiram os turcos…
Magno Adão de Souza
-19/02/2012 às 20:26
Sou contrário è existência de leis de incentivo à cultura, pois entendo que elas não têm feito outra coisa senão incentivar um conúbio indecoroso entre artistas e o Estado. Os mecanismos de renúncia fiscal que a legislação brasileira reservou para as atividades culturais não foram capazes de dotá-las de sustentabilidade econômica, pois eles quase sempre ignoram as exigências e as necessidades do mercado. Leis de fomento à cultura pouca ou nenhuma valia têm tido no que toca à revelação de novos talentos, pois seus principais beneficiários são artistas já consagrados, que podem delas prescindir sem que tal fato lhes acarrete maiores danos. O amparo que o imperador Otávio Augusto proporcionava a artistas não teve outro propósito senão o de remover os entraves que obstaculizavam o pleno amadurecimento da cultura romana, dada a inexistência de um mercado voltado às atividades estéticas. A presença de uma dinâmica e pujante indústria cultural – termo cunhado pela Escola de Frankfurt para se referir à cultura de massas – tornou anacrônico o instituto do mecenato, na medida em que fornece aos homens das artes os meios materiais com os quais podem dispensar as boas graças do governante de turno.
Rodrigo
-19/02/2012 às 20:12
“Há páginas, há capítulos de Marcel Proust que são inaceitáveis como invenções, aos quais, sem sabê-lo, nos resignamos como ao insípido e ocioso de cada dia”. Carlos Cézar, essa é a crítica de Jorge Luís Borges a Proust. Por que não pode o Diogo, pois, “desprestigiar” o Graciliano? Eu mesmo não sei se o Diogo está certo na crítica literária, mas…
Pedro Innecco
-19/02/2012 às 20:03
cc:
Poderia elaborar uma resposta aqui, mas tudo o que eu penso das suas falácias se encontra no video entitulado “Useful Idiots for Palestine”.
ricardo salazar
-19/02/2012 às 19:55
erro meus as 18:07:mas como israel existe…
ricardo salazar
-19/02/2012 às 19:48
eu quis dizer carlos cézar,que antes da primeira guerra mundial,não existia israel,jordânia,palestina,líbano ou síria:era tudo império turco.mas independente de ser xiita ou sunita,aquilo era considerado por nacionalistas sírios do século 19 como a grande síria.(com exceção do curdistão sírio).ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_S%C3%ADria
carlos cezar
-19/02/2012 às 19:38
Sobre o comentário do Helio, quero dizer que não considero a Cisjordânia uma prisão a céu aberto. E que os céus possam iluminar os israelenses que continuam roubando terrenos dos palestinos e torná-los mais humildes e compreensivos.
carlos cezar
-19/02/2012 às 19:33
Sobre o comentário do ricardo às 18h07, acho que ele exagerou ao dizer que Israel nunca deveria ter existido. Israel tem tanto direito como qualquer outro país ou estado.
carlos cezar
-19/02/2012 às 19:30
É claro que não sou a favor da destruição de Israel, Anouk. O povo judeu já sofreu demais. Que possam ter seu país e sua próspera nação se desenvolvendo cada vez mais. Mas o que não me entra na cabeça é expulsar cisjordanianos aos milhares para tomar posse de seus terrenos. Aquela comparação que fiz entre Irã e Israel pode ser invertida sem nenhum problema. Foi apenas para efeito de expressão de ideias. Se há alguma coisa que tenho repetido à exaustão na coluna de Caio é sobre a soberania do Estado de Israel. Ninguém em sã consciência irá duvidar dos plenos direitos de Israel.
maisvalia
-19/02/2012 às 19:04
A relativa esqualidez do mercado editorial brasileiro historicamente tem privado artistas e intelectuais de rendimentos com os quais possam assegurar sua autonomia econômica, sem a qual se tornam presas fáceis dos tradicionais mecanismos de cooptação de que o Estado lança mão para atraí-los à sua órbita de influência.
ESTAS NOBRES PALAVRAS SÃO O FUNDO QUE NOS LEVA A PAITROCINAR COM MÓDICOS 300 MIL REAIS A GRANDE POETISA MARIA BETÂNIA E SEU OBSCURO BLOG DE POESIAS – PARA NINGUÉM LER, OF COURSE.
MAIS UM EXEMPLO DO QUE NÃO DEVE SER FEITO, HEHEHE
PS FIZ ÀS MINHA EXPENSAS UM CURSO WALITA DE CINEMA.
ENTRE AS COISAS QUE APRENDI FOI A QUANTIDADE DE CINEASTAS BANANEIROS DE “ALTO COTURNO E QUALIDADE” QUE TEM SEUS FILMES REGIAMENTE PAGOS COM DINHEIRO PÚBLICO – VIA ISENÇÕES FISCAIS -, MAS QUE PREFEREM NÃO EXIBI-LOS.
DÁ MAIS LUCRO PARA O INTELEQUITUAL CINEASTA, HEHEHE
Anouk
-19/02/2012 às 18:55
Carlos Cezar,
Você é a favor da destruicao de Israel?
brasil 2022
-19/02/2012 às 18:47
Assistir ao Rei Davi na record, ajuda a entender essas divergências.
Eu achei que era gravado em Israel, póooooooooooooode? é tudo fake, estúdios, ahhahahh Hollywood, bollywood, agora é brasilwood, ahhahah!
Sharon Stone já chegou no Rio!
O NYT resenhou o filme VIPS, com Wagner Moura, aliás que filme hoje, não tem Wagner Moura? Resposta: aqueles com Selton Melo, ahahahahahahh
Bom carnaval, mas sem exageros, e mantenha o sexo e casamentos seguros!
Helio
-19/02/2012 às 18:34
Caio,
Desculpas mas só agora entendi sua colocação sobre Tel Aviv – você não se referia à capital, mas ao alcance dos mísseis. O adágio popular ‘cão que ladra, não morde’ aplica-se ao momento atual – portanto não tenha tanto medo dos mísseis por hora. Se o Irã pudesse realmente nos destruir já o teria feito. No momento, eles estão se esforçando pra poder parar de ladrar. A principal a arma de propaganda dos islâmicos radicais é a intimidação. A falta de certezas sobre as implicações práticas para as outras nações decorrentes dum ataque israelense pode ser um argumento consistente, porém, daí a sentar-se no problema e esperar o Irã se tornar uma potência atômica é ir longe de mais. Infelizmente, desconfio que a atitude da Europa (mais especialmente, do Reino Unido) e dos EUA sejam uma mera repetição da atitude face ao holocausto – podem estar torcendo para que isso seja apenas um problema dos Judeus (hoje, israelenses…). E assim foi até que 50 milhões de Europeus “puros” morreram na 2ª Guerra. Não creio que o mundo tenha aprendido ainda que o começa com os Judeus nunca fica só com os Judeus – tanto as boas quanto as más coisas. No mais, creio que a reportagem da VEJA está semana sirva pra iluminar alguns daqueles usam este espaço pra repetir que Gaza e a Cisjordânia são campos de concentração a céu-aberto e que os palestinos são pobres miseráveis explorados pelos insensíveis e tirânicos israelenses. Um dia a verdade vai prevalecer e aqueles que escolheram acreditar em mentiras receberão a devida recompensa.
Caro Helio, foi mais especifico: Jerusalem é cidade sagrada para três religioes. Seria poupada. Ironicamente, qualquer disparo em larga escala de foguetes em Haifa mataria muitos cidadãos israelenses de origem árabe. Seriam considerados “mártires”. Abs, Caio
ricardo salazar
-19/02/2012 às 18:07
o que carlos cesar falou está certo:se os britânicos não conseguira doma o sentimento nacionalista irlandês,imagina no caso palestino.o ideal seria se o estado de israel nunca tivesse existido e que judeus vivessem sobre leis árabes,mas como israel não existe,tem de haver a solução dos dois estados.
carlos cezar
-19/02/2012 às 17:29
Anouk, Anouk, minha querida amiga virtual Anouk… De que adianta uns e outros aplicarem essa ou aquela lei sobre Israel e Cisjordânia? Se este ou aquele tem ou não o direito de estar ou não ali? Que confusão, hein! Fato, para mim, Anouk, é que Cisjordânia e Israel são nações soberanas. Leis humanas existem aos montes e às vezes são contra uns e outras vezes contra outros, como aliás estamos cansados de ver. Você simplificou demais ao dizer que sente muito pelas famílias palestinas expulsas de suas propriedades por israelenses. Vejamos: se, num exercício de futurologia, pudermos admitir que Israel venha a ter o direito de acabar com a Cisjordânia, também o Irã não teria o direito de acabar com Israel? Estados Unidos destruiria a China. A Rússia destruiria a Inglaterra e assim por diante. Não será mais produtivo deixar cada com seu pedacinho de terra e suas casinhas?
ricardo salazar
-19/02/2012 às 17:28
desculpa,falei bobagem sobre o f-22 ser vendido pro catar,fui olhar e realmente era engano meu.mas quanto ao fato dele não ser usado,em treinos já tivemos 7 acidentes graves com duas mortes,todos os casos mal-explicados pelo exército americano e um com caso de asfixia e falha no sistema de ejeçãocomo no caso do capitão Jeff “Bong” Haney no alasca.
Magno Adão de Souza
-19/02/2012 às 17:21
A tradição bacharelesca, com efeito, ainda se faz bastante presente nos países de formação ibérica, dentre os quais assume particular relevo o Brasil. Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Oliveira Lima, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Gilberto Freyre, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos, João Guimarães Rosa e Vinicius de Moraes dependeram do Estado, em maior ou menor grau, para garantir o próprio sustento. Embora boa parte da crítica literária continue a dirigir olhares tortos para sua obra ficcional, Jorge Amado e Erico Verissimo foram os únicos escritores que figuram no cânone das letras nacionais a conquistar independência financeira mediante a arrecadação de direitos autorais. A tardia e precária alfabetização da sociedade brasileira, ao desestimular-lhe o gosto pela leitura, fez com que a indústria editorial tivesse elevados custos unitários de produção, impedindo-a, por conseguinte, de obter ganhos de escala consideráveis, que tornariam os preços dos livros bastante módicos. É sintomático que as editoras brasileiras, malgrado o notável progresso tecnológico alcançado por seu parque gráfico, ainda exibam cifras bastante modestas se cotejadas com as de suas congêneres européias e americanas. A relativa esqualidez do mercado editorial brasileiro historicamente tem privado artistas e intelectuais de rendimentos com os quais possam assegurar sua autonomia econômica, sem a qual se tornam presas fáceis dos tradicionais mecanismos de cooptação de que o Estado lança mão para atraí-los à sua órbita de influência.
Marco
-19/02/2012 às 17:03
Nossa, Ricardo Salazar, dentre a grande quantidade de erros factuais que você escreveu escolho corrigir apenas a questão de o F-22 ser vendido pro Catar. A venda dele para outras nações é proibida pelo congresso americano. Os EUA se recusaram a vendê-lo até para aliados fraternos como Japão e Israel, oferecendo no lugar F-35, que comparado ao F-22 é meia-boca mas ainda assim vastamente superior aos caças russos a que você se referiu, por possuir invisibilidade frontal e posterior. O F-22 não entrou em combate ainda porque não faz qualquer sentido colocar uma caríssima peça tecnológica décadas a frente da concorrência para correr risco de erro mecânico e ter sua tecnologia entregue a rivais. Pra acabar com as “defesas aéreas” de Líbia, Afeganistão, etc., os F-15, F-16 e F-18, a uma fração do preço, já sobram.
Caro Marco, gostei deste comentário e de um anterior (15:32). Bom conhecimento técnico, abs, Caio
maisvalia
-19/02/2012 às 17:02
ricardo salazar
-
19/02/2012 às 16:52
é evidente que numa zona de exclusão aérea,a síria não vai usar os aviões importados como o sukhoi su-27 e os mig-29(que tem a mira aclopada ao capacete:basta olhar e atirar).mas históricamente,os aviões russos sempre foram mais rápidos,mais manobráveis e com mais autonomia de vôo.e aquele jato dos eua,o f-22,só venderam pro catar porque aquele caça acidenta muito e não é manejável,além de que o sistema pra respiração ser muito ruim.tanto é que o f-22 nunca foi usado,nem na líbia,iraque ou afeganistão e a china está fazendo outro melhor,o Chengdu.
REALMENTE, APÓS ESTE COMENTÁRIO, O LFERNANDO VERISSIMO TEM RAZÃO.
A DIREITA É BURRA DE DOER, HEHEHEHEHEHEH
ricardo salazar
-19/02/2012 às 16:52
é evidente que numa zona de exclusão aérea,a síria não vai usar os aviões importados como o sukhoi su-27 e os mig-29(que tem a mira aclopada ao capacete:basta olhar e atirar).mas históricamente,os aviões russos sempre foram mais rápidos,mais manobráveis e com mais autonomia de vôo.e aquele jato dos eua,o f-22,só venderam pro catar porque aquele caça acidenta muito e não é manejável,além de que o sistema pra respiração ser muito ruim.tanto é que o f-22 nunca foi usado,nem na líbia,iraque ou afeganistão e a china está fazendo outro melhor,o Chengdu.
brasil 2022
-19/02/2012 às 15:40
Gente, gente o Rio tá bombando, tá todo mundo aqui!
REdução recorde de violência http://www.isp.rj.gov.br, sucks MV!
brasil 2022
-19/02/2012 às 15:37
Cisjordânia não é CisIsrael, portanto cavalheiros sionistas, arrivedercci!!!! hasta la vista Babe.
Gente, gente, chega de guerras!!! Somos todos filhos de Adão, portanto temos o mesmo dna primitivo!
Marco
-19/02/2012 às 15:32
Oi, Caio, tudo bem?
Em terreno tão pantanoso, todo mundo pode ter a sua teoria e essa é a minha: Israel e EUA estão esperando o aumento de capacidade do novo Massive Ordnance Penetrator (MOP) GBU-57A/B (http://en.wikipedia.org/wiki/Massive_Ordnance_Penetrator), solicitado pelo Pentágono em 2012 e que pode acontecer em meses. Com esta arma avançada ambos terão maior certeza na efetividade do ataque às instalações subterrâneas iranianas. E pode ser lançado por B2, ou seja, indetectável para as defesas iranianas. O que acontece depois do ataque, se houver ataque, é outra história, mas acredito que EUA e Israel concordam que, se for para se aventurar for por essa via arriscada e dolorosa, deve-se ao menos ter certeza da efetividade da operação. Daí as delongas. Uma vez tendo a capacidade de ataque não-nuclear real, farão os iranianos saberem disso e engrossarão o discurso, e aí é ver o que Irã faz. Pelo menos é como eu entendo a geopolítica envolvida.
caioblinder
-19/02/2012 às 15:20
Pessoal, dei uma olhada e vi que o repertório de comentários está variado. Tudo bem, especialmente neste feriadão, pode. Mas, por gentileza, sempre tratando demais leitores com civilidade. Em embalei na preguiça (não na folia), sigo passivo neste domingão, liberando comentários assim que der, abs, Caio
Alexandre
-19/02/2012 às 14:30
Um ataque israelense secundado pela retaliação iraniana e a tréplica americana seriam bem interessantes de aconter um pouco antes da eleição para favorecer a re eleição da atual comandante em chefe.visto q o ataque é praticamente inevital(a opção de um irã nuclear não esta na mesa )o obama pode ter pedido a segurar um pouco a coisa em troca do apoio incondicional
De qq modo prefiro. Guerra com o obama a frente q com um desses republicanos malucos
Rodrigo
-19/02/2012 às 13:54
Guerra? http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,temor-de-que-ira-se-blinde-de-ataque-leva-israel-a-acelerar-planos-de-guerra-,837789,0.htm
maisvalia
-19/02/2012 às 13:26
Já observaram o refinamento, o cuidado, o extremo acabamento – claro, a bom custo – com que nossos dirigentes exercem a incompetência?
MILLÔR
icaro sem penas
-19/02/2012 às 13:13
Cresce o culto a Franco na Espanha abalada por uma crise sem fim.
Naquela época não se podia fazer greve mas não faltava emprego,resume uma mulher de Barcelona que veio prestar homenagens no mausoléu do ditador, no Vale dos Caídos, ainda uma fratura exposta da nação. A pergunta do Caio, em passados comentários, sobre a saudades de Stalin na Rússia, – “se o povo não tem memória ou se é apenas patético” – tem aqui uma nova variante servil.
Não, a questão não se resume a uma equivocada equação – melhor sem democracia e com emprego, do que com democracia e sem emprego.
O correto é : com democracia e com emprego. Mas ao que parece a lógica não resiste a estômagos roncando e falta de grana para pagar a escola das crianças. Tá feia a coisa.
ps-só postei esse assunto fora e pauta pois sei que o Caio está de bermudas, um livro na mão, um artigo na cabeça, passeando feliz em meio a uma primavera deslumbrante, seguido por um esquilo amigo em busca de uma noz que nunca lhe faltou…
ps -aqui na rua emana o delicioso perfume L’air du Blocs, que inebria a todos sem excepção, fruto da passagem 15 mil pessoas quase sem roupa atirando beijos para a platéia, ao contrário dos Black Blocs europeus que celebram o caos de capuz e molotovs atirados contra a polícia.
No Estadão fotos do Irã pré Khomeini mostrando moças que eram sorridentes e bonitas antes que os aitolás jogassem um cobertor negro em cima delas.
abraços a todos, I
maisvalia
-19/02/2012 às 13:05
Boa Rodrigo, tão boa que eu transcrevo um pedaço, que serve de novo ao Magno e seu estadista e mostra a venal intequitualidade bananeira. Ele só esqueceu o Amado.
…A ditadura getulista inventou o brasileiro para melhor dominá-lo. Ditaduras são assim mesmo. Criam instrumentos para reprimir todas as formas de oposição. A propaganda do regime insistia em noções como identidade nacional, orgulho nacional, sentimento nacional, mentalidade nacional. A idéia era transformar a unidade da nação em valor supremo, inatacável. Como era o governo a tutelar essa unidade, quem quer que atacasse o governo podia ser acusado de cometer um atentado contra a nação. Ia parar na cadeia. As cartilhas escolares eram proibidas de manifestar “pessimismo ou dúvida quanto ao poder futuro da raça brasileira”. E a imprensa era censurada com o propósito de “combater a penetração ou disseminação de qualquer idéia perturbadora ou dissolvente da unidade nacional”.
A Itália de Mussolini passou por isso. A Alemanha de Hitler também. A diferença é que Itália e Alemanha se livraram do discurso totalitário de sessenta anos atrás. E o Brasil continuou igual, remoendo idéias de 1930. Os grandes nomes da nossa intelectualidade e da nossa cultura ainda são aqueles velhos colaboracionistas da ditadura getulista, que ajudaram a forjar a imagem do brasileiro: Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Villa-Lobos, Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade, Portinari, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Humberto Mauro, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer. Getúlio Vargas sabia que o melhor jeito para lidar com artistas e intelectuais era arranjar-lhes um servicinho. Até Graciliano Ramos foi beijar-lhe a mão, depois de ter sido preso por ele.
Cultura é contraposição, enfrentamento, insulto, tabefe. No Brasil aconteceu o contrário. Criada por decreto pelo Estado autoritário, nossa cultura só gerou conformidade, acomodação, adesismo, subordinação. O melhor para o Brasil seria o brasileiro desistir de ser brasileiro. DM
Anouk
-19/02/2012 às 12:40
Oi Carlos Cezar,
“Israel não tem direito de estar na Cisjordânia. Os assentamentos israelenses são ilegais”. Mito ou Fato?
MITO: “Israel não tem direito de estar na Cisjordânia. Os assentamentos israelenses são ilegais”.
FATO: Os judeus têm vivido na Judéia e na Samaria – Cisjordânia – desde os tempos antigos. O único período em que foram proibidos de viver nos territórios nas últimas décadas foi durante o governo da Jordânia, entre 1948 e 1967. Essa proibição era contrária ao Mandato para a Palestina adotado pela Liga das Nações, que adotou medidas para o estabelecimento de um Estado judeu e estimulou especificamente “um pleno assentamento de judeus no país”.
Numerosas autoridades legais debatem a acusação de que os assentamentos são ilegais. O especialista em direito internacional Stephen Schwebel destaca que um país, ao atuar em autodefesa, pode conquistar e ocupar territórios quando isso for necessário à sua proteção. Schwebel observa também que um país pode exigir, como condição para sua retirada, medidas de segurança concebidas para garantir que seus cidadãos não sejam ameaçados novamente a partir daquele território.
Segundo Eugene Rostow, subsecretário de Estado para Assuntos Políticos do Governo Johnson, a Resolução 242 dá a Israel o direito legal de estar na Cisjordânia. A resolução “permite que Israel administre os territórios” que conquistou em 1967 “até que se alcance ‘uma paz justa e duradoura no Oriente Médio’”, escreveu Rostow.
***
“Você concorda com a expulsão daquelas famílias e a anulação de seus títulos de propriedade?”
Eu lamento que essas famílias tenham que sofrer por causa da intransigência do próprio governo palestino ao nao reconhecer o Estado de Israel. O governo palestino é perverso com o próprio povo.
carlos cezar
-19/02/2012 às 12:34
Rodrigo… carambacaio!!!
Só faltou o Diogo dizer , à la Gingrich, que o brasileiro “é um povo terrorista”. Está bem, concordo em parte com ele, mas, escute, um getúlio e uma ditadura não teriam tanto poder assim. Outra coisa, ele parece interessado em desprestigiar o velho Graça… por quê? Angústia, Vidas Secas e Memórias do Cárcere possui certo valor como literatura e muitas vezes são reputados como bons trabalhos. Não funciona esse negócio de confundir o trabalho de um escritor com suas opiniões pessoais, haja vista a posição de Borges e de Céline, por exemplo, entre tantos outros. O Diogo teria algum probleminha com o Graciliano porque este último é visto como um bom escritor e o próprio Diogo (um bom jornalista) jamais desfrutou dessa posição no Brasil?
carlos cezar
-19/02/2012 às 11:59
Já na Síria as coisas estão cada vez mais pretas. As sanções parecem estar surtindo efeito e quebrando aos poucos o país. Os pobres coitados não produzem diariamente três milhões e meio de barris de óleo por dia.
carlos cezar
-19/02/2012 às 11:54
Carambacaio…
Hoje é carnabal eheh… entrei com meu broco (carambacaio) na coluna eheh carambacaio é a saudação de perplexidade aliada ao bom desempenho do intelecto blinderiano…
Bom, como eu ia dizendo, carambacaio!!! Esses iranianos não estão para brincadeira, não. Suspenderam a venda de petróleo aos britânicos e franceses! É mole? Os caras tão de gozação, meu??? Quando a gente pensava que as “sansões” (de Sansão para ilustrar a suposta força da coisa), tava produzindo algum efeito, os aiatolás dão uma bruta rasteira no ocidente como quem nada quer e diz: se vira, irmãozinho, vá pegar petróleo em outra freguesia! É brincadeira ou quer mais??? Durma com um troço desse! Onde estão arrumando dinheiro? Vá saber… A verdade é que vendem dois milhões e meio de barris de óleo por dia. Parece que se uns e outros não querem, há quem esteja querendo… por debaixo dos panos?
maisvalia
-19/02/2012 às 11:49
CHINA
Antes de investigação,
Foxconn eleva salários
A Foxconn decidiu elevar em 25% o salário dos empregados chineses, pouco antes de eles serem entrevistados pela Fair Labor Association (FLA), que investiga condições de trabalho no local. Agora, os funcionários ganham entre 1.800 e 2.500 yuans. Em 2009, o pagamento não passava de 900 yuans, equi- valente a R$244.
O VÍRUS CAPITALISTA AVANÇA
E PARA O RANCOROSO REYNALDO:
Início do conteúdo
‘É preciso cortar a renda das pessoas. É triste, mas necessário’
Grécia precisa passar por reformas e por choque no consumo para recuperar competitividade, diz representante do Fundo.
…O segundo ponto são as reformas estruturais. As reformas no mercado de trabalho, para torná-lo mais flexível, não foram feitas. A remoção dos obstáculos para o empreendedorismo, para a criação de empresas, também não foi feita. Nada disso avançou. O corte de consumo é inevitável numa economia que gastou demais por décadas. É triste, mas inevitável, uma recessão, e profunda.
…A sra. diz que os cortes salariais precisariam ter sido mais justos, e não indiscriminados. Mas o FMI e a UE impõem um corte geral no salário mínimo de 22%, que chega a 32% para jovens. Essa medida é justa?
Mas é melhor do que ficar desempregado. O salário mínimo aqui era maior do que em Portugal ou na Espanha, e não há razão para isso…
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,e-preciso-cortar-a-renda-das-pessoas-e-triste-mas-necessario-,837909,0.htm
Vera
-19/02/2012 às 11:31
…Não é por falta de bomba que não se faz o ataque, stupid! É por questão de diplomacia e bom senso…
E principalmete por questões morais, Queiroz. A moral que sem dúvida, a direita (menos inteligente, hahaha, que piada!), desenvolveu.
Rodrigo
-19/02/2012 às 11:30
Do Diogo: http://veja.abril.com.br/171104/mainardi.html
Vera
-19/02/2012 às 11:00
Ah Tá! É porisso que cientistas inteligentíssimos, apolíticos, fazem grandes descobertas para a humanidade né? Absurdos de toda natureza aparecem a toda a hora.
A esquerda, ora o que mais a esquerda representa atualmente é um atraso mental, social, econômico, tecnológico, científico, tão evidente e escancarado, que os inconformados tentam a todo custo mascarar essa realidade.
Apenas mais uma dessas forçações de barra dos derrotados ideológicos. PESQUISAS TENDENCIOSAS, nada mais. LIXO!
maisvalia
-19/02/2012 às 8:21
Entrevista completa (1:20, em 9 partes no YouTube) com Yuri Alexandrovitch Bezmenov (*1939 +1997), desertor da KGB e funcionário da agência Novosti. O entrevistador é o autor e comentador político G. Edward Griffin. O ano da entrevista é 1984.
SUGESTIVO O ANO, NÉ?
Playlist que toca as 9 partes em ordem:
http://www.youtube.com/view_play_list?p=9E779415F4B01A64
PARA O MAGNO OLHAR, HEHEHEHEHEHE
E A CIA QUE ERA O DEMONIO, NÉ?
maisvalia
-19/02/2012 às 8:01
ricardo salazar ou anonimous,
Supremo e definitivo exemplo prático do Verissimo – que não é vero – de como pessoas esquerdopatas são mais inteligentes do que conservadores em estudo realizado por faculdades que ninguém conhece e por autores desconhecidos em anos não tão recentes:
OS DRONES ESTÃO MORRENDO DE MEDO DA TECNOLOGIA IRANIANA, HEHEHEHEHEHEHEHEHE
HEHEHEHEHEHEHEHEHE
HEHEHEHEHEHEHEHEHE
AINDA BEM QUE É CARNAVAL !
Queiroz
-19/02/2012 às 5:29
Rapaz, o cara querer dizer que quem é de esquerda é mais inteligente é pra avacalhar mesmo. Essa discussão não vale nem o mérito de entrar, pelo simples fato de restringir o eleitorado de direita como conservador. Existem os conservadores, e existem os liberais, em diversas facetas, como minarquistas, anarcoliberais, liberais clássicos, ordoliberais, neoliberais. Enfim, não convenceu, MAVs.
Já o outro, que endeusa a tecnologia russa, baterias antiaéreas, parei. O arsenal de guerra de EUA, Reino Unido e França são de outro patamar. E, ouso dizer, que Israel é o comprador e o testador em 1ª mão de tais armamentos. Colo dois links para que vocês vejam o que é uma bomba arrasa-bunker.
Um adendo, a desmoralização da tecnologia da Russia restou patente na vexaminosa atuação no episódio do submarino Kursk. Britânicos e Noruegueses conseguiram em dois dias o que os ex-soviéticos não conseguiram em uma semana.
http://inteligenciasensivelemarmamentos.blogspot.com/2011/01/as-arrasa-bunkers-bombas-que-penetram.html
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/eua-venderam-secretamente-bombas-anti-bunkers-a-israel-imprensa
Não é por falta de bomba que não se faz o ataque, stupid! É por questão de diplomacia e bom senso. Mas parece que Israel já não aguenta mais esperar… o tempo passa, o Irã vai chegando mais perto da bomba.
ricardo salazar
-18/02/2012 às 20:21
há,e esqueci de dizer que sem esses equipamentos modernos,o talibã já derrubou um helicóptero americano chinook matando 19 soldados dos navy seals da divisão que matou o bin laden,11 americanos rasos e 8 soldados afegãos usando um equipamento comprado de milícias iraquianas:um obus com apoio improvisado de morteiro (IRAM).praticamente é um rpg e um remix do stinger dos anos 80.se o talibã pode enfrentar a força aérea americana,porque não a síria?
ricardo salazar
-18/02/2012 às 20:14
caro maisvalia,se a síria usar as armas antiaéreas importadas da rússia,pode abater até 6 aviões de uma vez.mas só não pode fazer que nem o saddan/kadhaf que deixou os aparelhos desligados durante a invasão aérea.Os S-300 como falei podem seguir até 12 objetivos e abater 6 de uma vez, incluindo os mais avançados “hipersônicos” (velocidades superiores a 5 mach).então drones não irão funcionar.pode ser esconder a estrutura logística do exército e espalhar os combatentes,diminuindo riscos de ataques violentos da otan.e o regime pode usar como propaganda de seu regime derrubando a ditadura da jordânia que ainda tem aliança com israel.eu não esperava que a china iria apoiar o veto russo a síri,pois ele concede muito ao capital internacional,mas deu sorte.
L.Fernando
-18/02/2012 às 20:12
Pessoas de esquerda são mais inteligentes que as de direita, aponta estudo
Um polêmico estudo canadense que inclui dados coletados por mais de 50 anos, diz que as pessoas com opiniões políticas de direita, tendem a ser menos inteligentes do que as de esquerda. Ao mesmo tempo, adverte que as crianças de menor inteligência tendem a desenvolver pensamentos racistas e homofóbicas na idade adulta.
A pesquisa foi realizada por acadêmicos da Universidade Brock, em Ontário, e coletou a informação em mais de 15 mil pessoas, comparando o seu nível de inteligência encontrado na infância com os seus pensamentos políticos como adultos.
Os dados analisados são dois estudos no Reino Unido em 1958 e 1970. Eles mediram a inteligência das crianças com idade entre 10 e 11 anos. Em seguida, são monitorados para descobrir suas posições políticas após 33 anos de idade.
“As habilidades cognitivas são fundamentais na formação de impressões de outras pessoas e ter a mente aberta. Indivíduos com menores capacidades cognitivas gravitar em torno de ideologias conservadoras que mantêm as coisas como elas são, porque isso as fornece um senso de ordem”, dizem no estudo publicado no Journal of Psychological Science.
Segundo as conclusões da equipe, as pessoas com menor nível de inteligência gravitam em torno de pensamentos de direita, porque esse os faz sentir mais seguros no poder, o que pode se relacionaa com o seu nível educacional, inclui o jornal britânico.
Mas esta não é a única conclusão a que chegou o estudo.
Analisados dados de um estudo de 1986 nos Estados Unidos sobre o preconceito contra os homossexuais, descobriu-se que pessoas com baixa inteligência detectado na infância tendem a desenvolver pensamentos ligados ao racismo e homofobia.
“As ideologias conservadoras representam um elo crítico através do qual a inteligência na infância pode prever o racismo na fase adulta. Em termos psicológicos, a relação entre inteligência e preconceitos podem ser derivadas de qual a probabilidade de indivíduos com baixas habilidades cognitivas apoiarem com ideologias de direita, conservadoras, porque eles oferecem uma sensação de estabilidade e ordem “, acrescentou
carlos cezar
-18/02/2012 às 17:09
Oi, Anouk, primeiramente quero pedir desculpa mais uma vez a você por minha grosseria de ontem. Mas esse vídeo não me convenceu. Não acredito que antes da Primeira Guerra aquela região era denominada Judeia e Samaria. Havia muitos árabes ali que, assim, como os judeus, teriam direitos sobre terras e propriedades. A Palestina existiu durante muitos séculos, por imposição dos imperadores romanos. A comunidade internacional resolveu deixar a cargo de Estados Unidos, Inglaterra e Israel a administração dos territórios a partir da década de 1940, não é isso? Acredito que tanto Israel como a Cisjordânia tenham o direito de existir, é claro, mas sem essa enganação de “território em disputa”, afinal, Israel também foi “criado” há poucas décadas. O que não parece certo é a expulsão de milhares de famílias cisjordanianas, ano a ano, como tem sido mostrado por órgãos respeitáveis da imprensa. Você concorda com a expulsão daquelas famílias e a anulação de seus títulos de propriedade?
Abs.
Leandro Zanardi
-18/02/2012 às 16:31
Atendendo ao seu pedido islamofóbico: O extremismo, unido ao unilateralismo, resulta em total fechamento ao diálogo e à negociação. Quanto mais homens bomba menos extremistas. Que eles se explodam !
Carmem
-18/02/2012 às 16:05
Aproveite, Caio, aqui ta o calorão de sempre… E 365 blocos na rua, não da nem para tirar uma sonequinha pós-praia.
Abs
caioblinder
-18/02/2012 às 15:41
Pessoal, estou na dolce vita de um sabadão aqui ao norte que está mais para primavera do que inverno. Tolerem minha preguiça para conversar, mas comentários serão liberados assim que der. É carnaval, mas juízo, hein, abs, Caio
ricardo salazar
-18/02/2012 às 14:58
o BNDES vai bancar a aquisição do principal aeroporto do país para os “capitalistas sem capital” que são filiados ao PT.Mais que isso, o PT – sob gerenciamento do PCdoB na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – privatizou algumas vezes as reservas petrolíferas do país, para empresas nacionais e estrangeiras, e em alguns casos essa privatização foi direcionada a um vencedor, como pode demonstrar a recente descoberta de óleo em área da empresa de extração do milionário preferido do Planalto, Eike Batista.Se há tantas benesses para o setor privado, em momento de expansão do setor, por que não fazê-lo para a Infraero, reconhecida internacionalmente pela sua competência na operação da infraestrutura aeroportuária? Aliás, 85% dos aeroportos em todo o mundo são públicos, inclusive nos EUA.QUAL SERIA O POBREMA DE DEIXAR TUDO NAS MÃOS DO ESTADO?SE UM FEZ E O OUTRO COPIOU,SIGUINIFICA QUE OS DOIS ESTÃO CERTOS?
maisvalia
-18/02/2012 às 14:39
Novidade do ano
Sean Penn está com a milongueira argentina advinhem para quê?
Apoiar os milongueiros pela posse das Malvinas, onde só vivem 3000 súditos reais que odeiam los hermanos.
E para completar, o filho do idiota de nome igual ao papito se converteu ao islamismo e agora se auto proclama Ali.
UM ESPANTO!
QUANDO SE PENSA QUE A IDIOTIA CHEGOU AO FUNDO DO POÇO, ELES SEMPRE CONSEGUEM CAVAR MAIS UM POUQUINHO, HEHEHEHE
maisvalia
-18/02/2012 às 14:33
BOBAMA AGINDO:
drones na síria
Uma quantidade não informada de drones norteamericanos, aviões sem tripulação teleguiados remotamente, está em ação hoje nos céus da Síria, acompanhando a movimentação de tropas da ditadura contra posições e civis. A informação vem da rede americana NBC, citando fontes militares em anonimato.
A explicação é que o Pentágono espera usar essa vigilância aérea juntamente com interpetações das comunicações da ditadura síria com seus militares em busca de “argumentos”, para uma resposta internacional contra a carnificina no país.
As ditas fontes militares americanas “temem” que essas missões, incluídas algumas já planejadas como humanitárias, não possam ser efetivadas sem pôr em risco os participantes, porque certamente provocariam uma resposta militar da Síria.
Bem, se a famigerada ONU, para quem os EUA devem estar fazendo essa “prospecção” pôde bombardear por meses a fio a Líbia, destruindo toda a sua infreaetrutura industrial, comercial, hospitalar, viária, de serviços, para matar e empalar o ditador Muammar Kadaffi, bem que podia jogar umas bombitchas nos rabos do ditador sírio e sua patota, para ficarem espertos, parando com a matança de civis.
Esse drones que estão hoje em missão de inteligência, são perfeitos também para ações letais contra terroristas, bandidos e ditadores, matando-os com precisão, mesmo em movimento dentro de automóveis nas cidades, causando muito pouco dano à volta. Seus pilotos os operam de bermuda e sandália, comendo Big Mac com Coca-cola nos Estados Unidos.TREM AZUL
AH SE FOSSE O MARDITO BUXI !
Anouk
-18/02/2012 às 14:22
Oi Carlos Cezar,
A traducao deste link está melhor. Só nao vale ficar nervoso.
***
http://www.youtube.com/watch?v=5uVClOoC530
Anouk
-18/02/2012 às 13:51
Carlos Cezar,
Um pouquinho de história para refrescar a memória.
****
http://www.youtube.com/watch?v=9ngjULmmDJs
carlos cezar
-18/02/2012 às 13:02
Caio, sei que você é o chefão do buteco, como diz o maisvalia, e tem escolhido muito bem os temas para debate, mas isso aí não daria um bom debate?
“É provável que você nunca tenha ouvido falar de Daniel Davis. Ele é tenente-coronel do exército dos Estados Unidos, trabalha no Pentágono e participou de duas guerras, contra Iraque e Afeganistão. Regressou recentemente de sua última missão e escreveu um relatório que diz: “Em seus comunicados ao Congresso e ao povo americano, os militares de mais alto escalão distorceram a tal ponto os fatos sobre a situação real no Afeganistão que a verdade se tornou irreconhecível. Isso prejudicou a credibilidade dos EUA diante de aliados e inimigos, limitando gravemente nossa capacidade de conquistar uma solução política no Afeganistão. Custou bilhões de dólares que, se a verdade tivesse sido dita, o Congresso jamais teria aprovado; essa conduta de nossos líderes militares vem prolongando a guerra. Mas o maior custo decorrente são as dezenas de milhares de militares feridos, mutilados ou mortos cujo sacrifício resultou em pouco ou nenhum benefício ao país.”
carlos cezar
-18/02/2012 às 12:58
Caramba, sei não… acho que o Felipe e o Magno estão certos… acredito que Israel sozinho jamais tomaria a iniciativa de atacar o Irã. Seria extremamente arriscado. Vai que os aiatolás já têm sua bombinha e dezenas de milhares de mísseis apontados para os israelenses, assim como esses últimos com certeza possuem suas bombonas e dezenas de milhares de mísseis apontados para a cabecinha dos iranianos… Quem será o maluco a começar tudo de novo??? Não bastam as duas grandonas do século passado e tantas “pequeninhas” pipocando aqui e ali? Credo, até dá medo…
carlos cezar
-18/02/2012 às 12:51
Ué, Pedrinho, os europeus não sabem nada? Mas eles vivem denunciando tanta gente e fazendo discursos sobre direitos humanos… Que história é essa? E, depois, não acho que seja uma ladainha boba fazer comentários sobre pessoas expropriadas aqui ou ali. Assim como uns e outros vivem xingando os bandidos iranianos (muitas vezes eu concordo que há bandidos perigosos no Irã), também eu tenho o direito de dizer quais são os bandidos sob minha óptica. Ou não? E, veja, obviamente nada tem a ver com minhas denúncias o fato de eu apreciar a boa literatura. Quem gosta de cinema e tevê também vive denunciando esse ou aquele. Valeu?
amauri
-18/02/2012 às 12:43
Boa tarde Caio!
No O.M. a maioria dos países são sunitas. O Irã é xiita. Voce acha que isto é um fator importante para que o Irã não tenha seu pode potencializado? abs
icaro sem penas
-18/02/2012 às 12:22
Betty, agradeço de joelhos.
I
maisvalia
-18/02/2012 às 8:45
É CARNAVAL ENTÃO DESGALHAR É NECESSÁRIO:
Aprendendo silogismo com um petista
TUDO NÃO É RELATIVO
EXEMPLO NÚMERO 1
Premissa maior: Todas as formas de privatização são criminosas.
Premissa menor: O PT privatizou bancos, estradas, empresas de transporte público e aeroportos.
Conclusão: As privatizações do PT não são privatizações.
EXEMPLO NÚMERO 2
Premissa maior: Todos os que fazem privatizações são canalhas, destruidores do patrimônio público à serviço de grandes interesses internacionais!
Premissa menor: O PT privatizou bancos, estradas, empresas de transporte público e aeroportos.
Conclusão: Todos os não-petistas são canalhas, destruidores do patrimônio público à serviço de grandes interesses internacionais!
EXEMPLO NÚMERO 3
Premissa maior: Todos os males do Brasil são culpa das privatizações.
Premissa menor: O PT privatizou bancos, estradas, empresas de transporte público e aeroportos.
Conclusão: Tudo que há de bom no Brasil é mérito do PT.
*****
Aprendeu agora, seu reacionário opressor do proletariado? Ou quer que um petralha desenhe?
maisvalia
-18/02/2012 às 8:40
NADA É MAIS PRÓXIMO DE NAZISTA COMO OS COMUNISTAS BOLIVARIANOS:
Hugo Chávez arrumou uma boa encrenca. Duas importantes organizações judaicas dos EUA condenaram hoje os comentários antissemitas feitos por seus partidários contra o candidato presidencial oposicionista, Henrique Capriles Radonski.
O porra-lôca, é sabido, tem entre seus aliados internacionais os governos da Síria e do Irã, que são inimigos declarados de Israel. E é verdade que entre os insultos de seus aspones ao candidato oposicionaista estão questinonamentos por sua dita ascendência judia, mesmo o candidato Henrique Capriles sendo católico praticante. Mas é neto de judeus poloneses sobreviventes do Holocausto. E por isso discriminado na campanha chavista.
Um insulto que causou especial indignação na comunidade judia foi um perfil feito por um comentarista de uma rádio estatal sob o título “O inimigo é o sionismo”. Manifestaram-se contra a difamação do candidato como judeu a Liga Antidifamação e o Centro Simon Wiesenthal.
O próprio Chávez o chamou de “porco” e sua campanha divulgou uma caricatura em que Capriles aparecia de cueca cor-de-rosa e com uma suástica no braço. Alguns familiares de Capriles morreram em campos de concentração, e o candidato costuma falar de maneira comovida sobre o tempo em que sua avó passou escondida e como ela fugiu do Gueto de Varsóvia. Os avós maternos dele, de sobrenome Radonski, se mudaram para a Venezuela depois da Segunda Guerra Mundial.
Se essa postura infeliz até agrada a esquerda bolivariana, não é bem vista pelos venezuelanos normais, muito menos a sua comunidade religiosa, majoritariamente católica, como o candidato Capriles, e pouco chegada a discriminação religiosa.
Felipe Goltz
-18/02/2012 às 8:32
“Um conflito no Oriente Médio faria o preço do petróleo disparar, beneficiando a Rússia de Putin e a Venezuela de Chávez, então eles não lamentaram se ocorrer qualquer distúrbio na região”
>>>> A Rússia de Putin, a Venezuela de Chavez, o México do Calderón, a Arábia Saudita dos Al Saud, Angola do Edurado do Santos, o Qatar, o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Turcomenistão, Nigéria e por aí vai. Embora possa parecer, não há este sentido de “torcida” como você coloca, Orlando. As desvantagens superam, em muito, possíveis benefícios econômicos a estes países. Especialmente a Rússia. Abs
Felipe Goltz
-18/02/2012 às 8:22
“O programa nuclear iraniano não poderá ser destruído mediante uma incursão aérea semelhante àquela que o Estado de Israel lançou contra o Iraque nos idos de 1981, a qual deixou uma usina nuclear recém-construída em ruínas.”
>>> Caro Magno. Esta analogia entre Irã/Iraque eu mesmo já fizera há alguns meses aqui na coluna. O que Israel fez contra o reator de Osirak no Iraque em 1981 foi algo fácil de fazer, militarmente falando. De fato, concordo que a situação de hoje é completamente diferente. O Irã de 2012 é um país muito mais sofisticado do que o Iraque dos anos 80. Embora tenha forças armadas estupendas, Israel é um país de recursos limitados, portanto não tem condições de lançar uma operação militar desta envergadura sozinho. O treinamento, e a própria ideologia, das forças armadas de Israel está mais voltado para rechaçar agressões. Ou os EUA entram juntos com Israel contra o Irã ou nada feito. Abs
Felipe Goltz
-18/02/2012 às 8:11
“A situação está tão confusa que tudo pode acontecer, até mesmo nada.”
>>> Essa foi boa. Uma vez o Boris Casoy falou a mesmíssima coisa no Jornal da Record, há alguns anos. Mas ultimamente quem faz esses “disparos retóricos” é o Ricardo Amorim. Mas foi engraçado, admita-se.
Pedro Innecco
-18/02/2012 às 6:23
Betty:
Eu entendei o seu comentário. Simplesmente segui com o meu. Realmente não vejo esta “primavera para Hitler” que é a tal “primavera árabe” com qualquer otimismo.
Pedro Innecco
-18/02/2012 às 6:22
Carlos Tim Robins Cezar:
Novidade pra você. Sou Europeu (de nascimento), e posso te dizer que Europeu não sabe P* nenhuma de nada.
.
Independente de você gostar de literatura ou não isso não o faz um connoisseur de assuntos como o conflito no oriente médio. Só demonstra que a sua ladainha constante é uma piada, já que a qualquer sinal de que você esteja perdendo a suposta moral, você apela para tangentes literárias, como se Dostoievski pudesse salvar a sua retórica de botiquim.
.
E vê se aprende outro insulto, porque chamar os outros de “obtuso” quando você é o cara que simplesmente tapa os olhos e os ouvidos (lamentavelmente para nós, faltou a boca) para qualquer contra-argumento aos seus devaneios, o qualifica como o über-stumpfwinkelig (imagino que você seja fluente em alemão).
Queiroz
-18/02/2012 às 4:46
Caio, a leitura dos conflitos não se deve dar pela perspectiva militar, e sim, política. O regime dos ‘vaiatolás’ não anda bem das pernas. A internet chegou, trata-se de um país jovem, e que está louco pra protestar. Na internet, querendo ou não, via redes sociais, os ocidentais aparentam ter uma condição de vida maravilhosa (em parcela dos casos, sim), direito de opinião (aí é verdade), a indústria do consumo…
Os regimes totalitários repudiam tudo isto. Os regimes totalitários decidem o que é o “mínimo razoável”. O Irã aos poucos foi se tornando uma ilha… Trata-se de um país com um imenso potencial turístico, mas que é frustrado. Quem em sã consciência quer visitar um país marcado pela intolerância e o risco de se tornar uma zona de guerra?
Todos os sinais emitidos desde Teerã apontam na direção insofismável de que o regime balança. Os protestos tem sido abafados, e a única (e eficiente) forma de se manter um apelo unitário é disparar os holofotes para um inimigo externo.
Logo, já não é de agora que Teerã está PEDINDO, CLAMANDO, por um ataque ocidental/Israelense. Ano passado até fustigaram o Reino Unido com o ataque a embaixada. Já com os EUA ameaçaram fechar o estreito de Ormuz.
Enfim, o cenário para o ataque está dado, interessa a todas as partes. Mais uma vez, a dificuldade está por conta de Sarkozy e Obama, que tem de resolver sua vida para serem avalistas de Israel.
Porém, conhecendo a história de Netanyahu, ele até deve estar disposto a esperar o tempo de Sarkozy, pelo casuísmo da proximidade da eleição francesa…
Já Obama, que terá uma eleição bastante difícil, terá que se alinhar automaticamente, ou será cruxificado eleitoralmente por não endossar os Israelenses. Agora é aguardar.
Como lembraram aqui na coluna de discussão colegial, ta parecendo um famoso PEDIU, VAI TER! na hora do recreio, ou um TE PEGO LA FORA.
Mas se Israel e o Ocidente fizerem um esforço de paciência, o regime vai implodir por dentro, e aí, bastaria uma coalizão internacional, e Israel tira o corpo fora dessa enrascada.
Pra finalizar, desculpe pela extensão, creio que o capoeirista Obama é o responsável pela selva explosiva que se alastra no Oriente Médio.
Nunca um Presidente americano transpareceu uma imagem de incerteza e covardia. Como lembra Romney, chega de estar por aí andando e se desculpando.
Betty
-18/02/2012 às 0:03
Oi Pedro, nAo falei contra, a favor, nem muito pelo contrário quanto a chamada Primavera Árabe. Meu comentario tem a ver com a The Economist, revista conceituadissima que, no entanto, fez um comentario tão simplório a respeito da falta de entusiasmo pelos acontecimentos iniciados no ano passado.
Ícaro, que coisa gostosa esse seu comentario, hein?
Caio, boa noticia, o Japão esta aderindo ao boicote. NAo mais investimentos no Iran e mesmo o petróleo e’ pago em produto, nAo espécie. Quem sabe esse pesadelo vai embora? Ótimo fim de semana.
carlos cezar
-17/02/2012 às 21:28
Caro Rodrigo, você está certo e foi muito educado. Às vezes me excedo e começo a falar besteira. Estou pedindo desculpa à Anouk, e não estou brincando. Admiro a Anouk pela sobriedade e cautela que ela mantém nos comentários, aliás, jamais quero magoar nenhum leitor da coluna do Caio. Às vezes perdemos o controle. Sinto muito ter perdido o controle desta vez.
ricardo salazar
-17/02/2012 às 20:56
hoje o carnaval foi tomado pelo capitalismo,isso justifica a fala de Paulo Francis.enfim,falando de mundo árabe,é irônico os eua lutarem contra regimes comunistas de base agrária no oriente médio e no resto do mundo.os eua começou como colônia de povoamento de pequenas propiedades da inglaterra.e israel começou no Kibutz.e a revolução francesa,berço do ocidente democrático padrão era uma revolução agrária.então é irônica essa briga entre o “terceiro mundo” socialista e o primeiro mundo convencional.o terceiro mundo só quer alcançar o que o primeiro já alcançou.e é natural o irã querer a bomba por que vários vizinhos ou são parte da otan(turquia),ou são bases americanas(iraque e afeganistão) ou já tem a bomba(israel e paquistão)
Magno Adão de Souza
-17/02/2012 às 20:49
Um ataque unilateral de Israel ao Irã serviria agora apenas para aumentar ainda mais o isolamento internacional do primeiro. As ambições nucleares de Teerã não seriam inviabilizadas por uma ofensiva aérea de alcance restrito, dada a dispersão geográfica de suas instalações de processamento de urânio. Uma incursão terrestre é a única opção militar capaz de eliminar o projeto nuclear do regime iraniano. Como Israel não dispõe de condições materiais e políticas para lançar uma operação bélica destinada a ocupar o território iraniano, não há sentido algum em se especular sobre uma guerra iminente entre ambos os Estados.
icaro sem penas
-17/02/2012 às 20:30
Anouk, Caio, obrigado.
Falando sério, sem carnaval, parabéns Caio pela humildade e honestidade de admitir estar confuso com essa situação de -nada acontece/guerra vindo- seguida de muitos pontos de exclamação e interrogação.
Ao declarar alto e bom som essa perplexidade, em um mundo jornalístico aonde existem apenas sólidas certezas,repito, você se mostra respeitoso consigo mesmo e com seus leitores, dentre os quais eu me incluo com grande prazer.
abração, I
boa, abs, Caio
Orlando
-17/02/2012 às 20:25
Caio,
A situação está tão confusa que tudo pode acontecer, até mesmo nada. Os assassinatos dos cientistas iranianos devem retardar o programa nuclear iraniano, mas podem também transformar o programa numa forma de afirmação nacional e um meio de dar uma “lição” a “entidade sionista”.
Eis outra questão, até que ponto os americanos estão dispostos a ir para impedir os iranianos de terem a bomba? Os EUA não impediram a Coreia-do-norte, talvez achem que uma invasão ao Irã não valha os seus custos.
E Israel, teria condições de fazer uma intervenção militar no Irã? Só se contasse com a conivência de outros países da região como a Arábia Saudita. Diplomaticamente, o ataque só serviria de pretexto alguns países, como o Egito, romperem relações com Israel e alguns discursos inflamados, mas nada muito disto, em minha opinião.
Um conflito no Oriente Médio faria o preço do petróleo disparar, beneficiando a Rússia de Putin e a Venezuela de Chávez, então eles não lamentaram se ocorrer qualquer distúrbio na região.
Enfim, são tantos fatores que estão neste jogo que não da para prever o que vai acontecer. Abraços
Caro Orlando, creio que algumas respostas serao possiveis entre 3 e 6 meses, abs, Caio
ricardo salazar
-17/02/2012 às 20:18
o mundo pode estar indo em direção a uma terceira guerra mundial,mas uma guerra no irã não vai causa-la,mas irá preparar os eua mais diretamente pra um confronto com rússia e china o que pode gerar realmente uma terceira guerra mundial.
Rodrigo
-17/02/2012 às 20:17
“…você perdeu uma ótima oportunidade de fechar o bico”. Carlos Cézar, essa é uma frase autoritária, não?
Rodrigo
-17/02/2012 às 19:35
Carnaval? Do Paulo Francis: “O Carnaval no Rio, nos anos 30, era muito divertido e civilizado, com corso e serpentina. Hoje, é só bunda”.
carlos cezar
-17/02/2012 às 18:45
Ronaldo, não sei o que você define como “pensamento progressista politicamente correto”. Eu admiro Estados Unidos e Israel, mas sempre que tiver oportunidade irei falar sobre os crimes de uma parcela dessas populações. A gente não pode deixar de falar sobre isso porque são dois países com grandes interesses estratégicos e às vezes cometem crimes monstruosos contra a humanidade em nome da “defesa dos direitos humanos”. Temos de estar vigilantes, nós, uma boa parte da população, para tentar livrar os mais bobinhos que caem na lábia dos mais espertos. Quer dizer, tentar livrar é um termo muito pretensioso; vamos dizer de outra maneira: delatar os crimes das grandes potências.
carlos cezar
-17/02/2012 às 18:35
Anouk, agora você disse uma grande bobagem. Eu quero distância da besta apocalíptica que representa Israel atualmente. Como dizem os mais velhos, você perdeu uma ótima oportunidade de fechar o bico.
carlos cezar
-17/02/2012 às 18:30
Alguns tupiniquins estupidificados acham que sabem mais do que europeus, americanos e tantos outros que vivem pedindo a Israel para acabar com as invasões na Cisjordânia. O problema é que esses terceiro-mundistas não vão lá na Cisjordânia cuidar das milhares de famílias expulsas por israelenses. Eu não tenho condições financeiras de adotar uma família palestina, mas pelo menos não apoio as invasões e destruições das casas e terrenos dos palestinos.
ricardo salazar
-17/02/2012 às 18:30
enquanto vc falam do irã no carnaval,saleh está fazendo a festa da carne.o iemen tá um açougue.o irã é um passo pra derrubar a china que a 2000 anos não saiu de suas fronteiras.agora inventam que tem bombas nucleares táticas que não fazem mal a saúde.é a mesma coisa de dizer que fumar não faz mal.cercam a china e dizem que não é nada.estão desestabilizando a china pela moeda e pelo petróleo.e ok,me digam que guerra os eua fez com unanimidade de que não houve incidente provocado?a Coreia do Norte, que perdeu 25% da sua população durante a Guerra da Coreia, mas, no entanto, continua a ser tida como uma ameaça para Washington.É absurdo!pelo menos israel não tem estrutura pra atacar o irã sozinhos.
carlos cezar
-17/02/2012 às 18:23
Pedrinho, não seja obtuso. Não é interessante ser letrado e apoiar criminosos. Eu cito escritores porque sempre amei a literatura e tenho intimidade com ela, e não para mostrar nada a ninguém. Ao citar frases ingênuas, você mais parece um subnutrido intelectualmente falando. E saiba que a literatura já não é nenhuma vitrine de exibição, exceto para os mais bobos que acham que ela poderia ser uma grande coisa. A literatura é apenas mais um suporte dentre tantos outros, talvez o mais ultrapassado atualmente. Portanto, feche o bico antes de compreender verdadeiramente sobre que você quer expressar ou falar.
Anouk
-17/02/2012 às 18:06
Valeu Ícaro. Ganhei a noite. Boa folia!
Magno Adão de Souza
-17/02/2012 às 18:02
Caio,
O programa nuclear iraniano não poderá ser destruído mediante uma incursão aérea semelhante àquela que o Estado de Israel lançou contra o Iraque nos idos de 1981, a qual deixou uma usina nuclear recém-construída em ruínas. Netanyahu e os membros de seu gabinete, sabedores de que uma escaramuça militar de intensidade limitada não será capaz de impedir o regime iraniano de desistir de seu obsessivo intento de construir armas nucleares, receiam arremeter contra aquele país uma guerra de larga escala, dadas as repercussões potencialmente explosivas que certamente decorreriam dessa atitude.
Magno, realmente nao sei o que o governo de Israel sabe ou nao sabe, abs, Caio
icaro sem penas
-17/02/2012 às 17:27
Caio, está saindo aqui do meu bairro no Rio o Bloco dos Comentaristas Internacionais. Uma festa! Irá percorrer Copacabana inteira sem horário para acabar!O patrocínio do bloco foi disputado a tapas (literalmente) entre as Embaixadas do Irã e Israel. Ganhou a da China que ofereceu carros alegóricos a preço de banana…As bebidas ficaram por conta da ONG Interesses Escusos Internacionais e a música a cargo de Saad & Saad Music and Dance Company. Quem puxa o samba é o vozeirão do Diogo Mainardi. Chapéu panamá de banda Dioguito está uma coisa!Lucas Mendes repetiu a fantasia do ano passado: Belo Horizonte, Sonho Glória e Delírio das Alterosas. No momento a batucada me impede de continuar digitando essas mal traçadas… mas o coro já começa a se fazer presente: ala ô ô ! mas que calo ô ô r! atravessando o deserto do Saara … abração!!!
Gostei! Uma colher de chá exclusiva pela folia retorica, valeu, abs, Caio
Vera
-17/02/2012 às 16:18
West Bank, West Bank… Resolver a questão dos assentamentos é a solução de tudo?!!! Como se os doentios aiatolás, estivessem muito preocupado com isso né?! Estão mais é envoltos com os seus próprios delírios de fanatismo, de guerra santa, de dominação islâmica global e bla, bla, bla…
Bando de inconsequentes, dominados pela cultura do ódio. Aliás, é isso que a cultura esquerdista mundial vem fazendo: incrementando o ódio unilateral de um povo. Um verdadeiro desserviço à humanidade.
Vera
-17/02/2012 às 15:57
Olá Caio
Dez, dez, dez para a sua análise!
A referência com a crise dos mísseis (em Cuba) em câmera lenta, é apropriada sim. Alí estivemos à beira da terceira guerra mundial e agora também, se a implosão iraniana não acontecer (e dificilmente acontecerá tão já) e um dos lados chegar às vias de fato, o mundo estará definitivamente em maus lençois.
Quanto às retóricas iranianas de diálogo com ocidente, pergunto que diálogo é possível enquanto brada aos quatro cantos que pretende varrer um país do mapa? São loucos ou o que? Como dialogar com loucos?
Que baixem a bola com esse discurso odioso, se de fato pretendem (o que eu duvido), um diálogo com o mundo ocidental.
Em pleno carnaval, brinca com um barulho desses!!!
abs
Isso ai, Vera, obrigado, abs, Caio
amauri
-17/02/2012 às 15:55
Boa tarde Caio!
As informações, que causam as confusões, chegam através dos jornais, tvs… Certo? Quem passa as informações? Não foi sempre assim, informação e contra-informação, neste jogo geo-politico?abs
Anouk
-17/02/2012 às 15:49
Carlos Cezar, vá reclamar com o Bibi em Israel. Give us a break!
Ronaldo
-17/02/2012 às 15:07
É engraçado como pensamento progressista politicamente correto em voga tem verdadeira mania com Israel e os EUA, hehehe. Caio, boto fé, fale mais dos Boraquistões da vida! Pra lembrar a todos que o mundo é pequeno mais nem tanto.
Na mosca, caro Ronaldo, mais Boratquistoes, Israel parece ser o centro do universo especialmente para quem nao gosta de Israel, abs, Caio
jorji
-17/02/2012 às 15:05
O Caio diz que não gosta de carnaval, mas olhando para ele no Manhattan Connection, parece ter o samba no pé, ginga é certeza que tem, afinal de contas conhece desde Burindi até Turcomenistão.
Jorji, carnaval nao é minha praia, hehehe, gingar nao é conhecer, hehehe abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 14:47
Betty:
Não sei se alguém deveria ter qualquer entusiasmo pela “primavera” árabe a não ser o Muslim Brotherhood. O novo governo da Libia já disse que a nova constituição será beseada na Sharia (“Sorry girls, no Liberation for You” — Pat Condell)
.
Essa primavera árabe está mais para “Springtime for Hitler”
brasil 2022
-17/02/2012 às 14:47
Os governos israelenses precisam parar com as arbitrariedades que matam civis, mulheres e criancinhas e respeitar os direitos humanos.
Nossa essa democracia israelense só direita? não tem esquerda?
Acho que vou ser obrigado a ler bíblia para entender essa…situação!
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 14:44
Ronaldo:
Agora você falou tudo. O retórica do nosso caro euclideano que fica repetindo a mesma ladainha, sem analizar as evidencias do outro lado, e ignorando qualquer contra-debate, soa totalmente anti-Israel. Mas cuidado para não pressionar muito a oposição, ou ela começará a invocar as almas de Dostoievski, Meville, Joyce, Goethe, Wolf, Dickens, as irmãs Brontë, Camus, Antoine de Saint-Exupéry, os irmãos Grimm, Jean de La Fontaine… (tá vendo? Eu também sou letrado! Decorei o nome de um montão de gente sabida!)
carlos cezar
-17/02/2012 às 14:39
É esse o problema. Se denunciamos os crimes cometidos por Israel, somos automaticamente considerados como antissemitas. Vou repetir: é preciso desprezar o raciocínio daqueles que consideram antissemitismo a denúncia de crimes perpetrados por Israel. Entendam simplesmente: há bandidos em todos os lugares; Israel não é exceção.
carlos cezar
-17/02/2012 às 14:35
Ué, a destruição na Cisjordânia causada por Israel não é um crime a ser levado a sério? Por que será? Ou você estará lá para dar um novo lar às seiscentas e vinte e duas famílias que perderam suas casas só em 2011??? Isso, sem levar em conta “outros milhares de pessoas que continuam sob ameaça de expropriação”. Não é a ONU que “falou”, meu caro, são os fatos. Você pode refutá-los? Você tem como refutá-los?
Betty
-17/02/2012 às 14:34
Oi Caio, valeu! Como sempre trazendo a baila um vie’s diferente. Essa analogia com Cuba estava fora do meu radar. O que tenho achado meio estranho e’ que publicações muito serias, tem se abstraído comentar que se e quando o regime da Siria cair, vai ser um golpe para o regime Iraniano, tal qual Tunísia, Egito, Líbia o foram. O silencio do Governo Israelense quanto essas mudanças fica sendo interpretado como falta de entusiasmo pela a tal Primavera Árabe. What I am missing here?
Nao sei responder, Betty, mas quanto menos falar nestas horas , melhor, abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 14:21
Jorji:
Louco todo o povo tem, mas entendo o espírito do seu raciocínio. Por isso eu rebato: Japão está longe de não ter loucos. O ‘único país sem maluco’ é o Butão
Anouk
-17/02/2012 às 14:15
Oi Caio,
Uma de suas melhores análises. Excelente!
Obrigadao abs, Caio
Ronaldo
-17/02/2012 às 14:15
o que é que soa como anti-Israel, parece anti-Israel, cheia a anti-Isreal, mas não é anti-Israel? Alguém sabe? Eu não…
Nossa, que medo, a ONU falou, a água parou, que coisa…
Cezar, eu não disse que você era anti-Israel (embora ache que seja, mas não disse), apenas peguei um gancho do que você falou sobre suposta imparcialidade do Caio e do Amos Oz para fazer meu comentário, mas jóa que você vestiu a carapuça e rendeu o assunto, vamos lá:
Cézar, não sou experiente nem gabaritado como Caio, mas já fui vacinado anti-esquerdismo crônico. Não caio nessa… Tirar as coisas de contexto (História, com H maiúsculo, não existe pra esquerdista, só “estórias”), dar uma narrativa com cores melosas e assim vitimizar uns e vilanizar outros é só mais uma das muitas armas do arsenal esquerdista gramsciano. E ainda terminar com um “e aí?” cheio de altivez. Me senti com 17 anos, no ensino médio, numa briguinha pra ter razão sobre futebol com um colega… Se quiser discutir, discutiremos, mas discutir de verdade, sem expedientes de puro sofisma de escola.
Tambem nao caio nesta, abs, Caio,
carlos cezar
-17/02/2012 às 14:12
Estou com o Rodrigo desta vez. Como não irei ao carnaval, permaneço obcecado com a “destruição de habitações palestinas” que Israel tem levado a cabo na Cisjordânia.
Bernardo
-17/02/2012 às 13:49
” Khamenei parece também interessado em extirpar Ahmadinejad. Que consolo.” Será mesmo? Por acaso o senhor poderia prever o que surgiria? Me parece que o atual presidente é a ala moderada do radicalismo que domina o irã.
Sem consolo, abs, Caio
carlos cezar
-17/02/2012 às 13:08
Ronaldo, o problema é o seguinte. Não sou anti-Israel, mas muita gente me confunde como sendo um desses. Por que? Apenas eu gostaria de ver israelenses e palestinos com direitos iguais. Só para efeitos educacionais, como diz o Caio, vou mostrar novamente uma reportagem da VEJA.
A Organização das Nações Unidas pediu nesta sexta-feira a Israel para interromper imediatamente a destruição de habitações palestinas na Cisjordânia depois de constatar um aumento dramático das demolições durante o ano passado. As forças israelenses destruíram 622 lares palestinos na Cisjordânia em 2011, “forçando o deslocamento” de cerca de 1.100 pessoas, mais da metade das quais eram crianças, de acordo com um relatório do escritório de coordenação de assuntos humanitários da ONU. “As atuais política e prática de demolições causam enorme sofrimento humano e deveriam acabar”, disse o coordenador humanitário da ONU para os territórios palestinos ocupados, Maxwell Gaylard. Ele disse que os dados de demolições representam um “espetacular” aumento com relação a anos anteriores e que milhares de pessoas continuam sob ameaça de expropriação, demolição de suas casas e deslocamento. – Veja 27/01/2012
E aí???
J.R.Monteiro
-17/02/2012 às 13:08
É dificil ter uma posição coerente, quando nem os protagonistas a tem. A desinformação é muito mais abundante do que a informação, própriamente dita.
Eu diria que o cenário é muito mais caótico, do que meramente, confuso.
Não concordo com a comparação com a crise dos misseis em Cuba. Naquela, existiam dois super poderes que se degladiavam, Cuba era só um enfeite.
Nesta, são dois arquiinimigos competindo pelo engajamento das potências.
Parece mais a guerra suja entre a Inglaterra e a Alemanha que precedeu a segunda grande guerra. Hitler batia e assoprava enquanto ganhava tempo para azeitar sua formidavel máquina de grerra.
Chanberlain, pateticamente, a tudo assistiu, sem se mover, a exemplo do que hoje faz a America.
O Irã tera a capacidade nuclear e vai acontecer o que acontece com todos os membros do clube, vai se comportar, ou sumir do mapa.
Meu caro J.R. a referencia a crise dos misseis é sobre possivel erro de calculo e ausencia de canais de comunicacao, ou seja, algo acidental, abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 12:55
Caio:
Como um bom folião debochado que eu sou: http://www.youtube.com/watch?v=_iKuMVqht4U (tongue in cheeck, of course)
jorji
-17/02/2012 às 12:54
Pedro Inneco, como nipônico, até hoje fico abismado esse ódio contra os judeus, o que eles fizeram de tão errado? “Jeruzalém, a capital mundial da intolerância, cidade “santa” para judeus, muçulmanos, cristãos e “corinthianos”, realmente um bando de loucos, Pedro, tu tens razão, no Irã tem um montão de loucos, aqui no Brasil também, o único povo que não tem loucos são os japoneses, só kamikazes!
Rodrigo
-17/02/2012 às 12:52
Como nunca vou cair na folia do pavoroso carnaval, vou pensar nas coisas de Israel e Irã.
Estou neste bloco, abs, Caio
Gustavo F
-17/02/2012 às 12:46
Caio,
Não consigo ver o efeito cascada dessa “crise dos mísseis” indo muito longe. A afinidade que Rússia e China tem pelo regime dos Aiatolas não parece a mesma que os EUA tem por Israel.
Num eventual conflito acho que essas três potências vão querer apagar o incêndio (metafórico e dos poços de petróleo) o mais rápido possível para evitar uma grande subida do preço do barril e restaurar a normalidade o mais rápido possível.
Caro Gustavo, o incendio pode se alastrar pelo OM, com envolvimento de Hezbollah, Hamas, ate a Siria e paises sunitas como a Arabia Saudita, impactos tambem na economia, com o disparo do preço de petroleo. Ha estudos estrategicos em Israel minimizando o risco, mas me parecem self-service, abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 12:38
Helio:
Eu sigo a idéia de Harold Kusher de que D-us não se involve nos assuntos dos homens, porque caso o fisesse, o homem não teria o livre arbítrio. Portanto, antes de confiar em Hashem para freiar os debilóides do Irã, eu prefiro confiar no Irã levando uma bela surra de outros homens, que estão cientes de que um Irã nuclear é uma má idéia para o resto do mundo.
Henrique
-17/02/2012 às 12:20
Muito boa essa analogia com a crise dos mísseis cubanos. Acho que o pior desfecho de toda a situação poderá vir caso o ataque israelense ao Irã efetivamente ocorra. Porém, está tudo muito nebuloso, e isso não é bom. Afinal de contas, Caio, o que os iranianos anunciaram ao mundo são mesmo avanços relevantes ou não? O país está mesmo a somente seis meses de dominar a técnica de enriquecimento de urânio a 90%, o que o deixaria a um passo da possibilidade de construção de armas nucleares? Alguns analistas céticos dizem que o anúncio foi mera tática psicológica, e que os bastões de urânio “made in Iran” ainda precisam passar por lentas e rigorosas análises e desenvolvimento – em suma, o programa estaria avançando a passos de tartaruga. Se os aiatolás realmente estão a seis meses da bomba, não sei não…talvez o ataque seja mesmo a melhor saída – apesar de tudo o que possa vir a reboque de um ato desse porte. Israel já está encurralado o bastante pela hostilidade dos vizinhos. Agora, um vizinho do tamanho do Irã, que prega abertamente o extermínio do Estado judeu – seja isso mera retórica vagabunda ou não – com posse de armas nucleares…Queiram ou não, o caso já passa a ser, sim, relevante para a própria sobrevivência futura de Israel.
Bons pontos, caro Henrique, abs, Caio
Helio
-17/02/2012 às 12:11
Shalom, Caio!
Concordo: o desconhecido causa medo. A firme discordância é com seu parágrafo final, que deveria ter sido …Bangcoc, Teerã ou… Jerusalém. Yerushalayim é capital de Israel. No mais, lembre-se das palavras de Moisés : “Esta é a Terra, para qual, D-us olha todos os dias”. Os iranianos são apenas mais 1 na longa lista daqueles que tentaram nos destruir, mas nós continuamos aqui. Eles serão derrotados como os outros que vieram antes. Venceremos.
Caro Helio, aqui discordo. Os foguetes do Hezbollah e Hamas (nem quero pensar o Irã fazendo loucura) serao disparados contra Tel Aviv e Haifa e nao Jerusalem, cidade de tres religioes, abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 11:46
Caio:
Pelo que eu vejo você começou a distribuir colher de chá do Santo Daime pra galera?
Já faz alguns meses, hehehe, abs, vereador Caio
brasil 2022
-17/02/2012 às 11:36
Os árabes também são semitas, cuidado!!! para não errar o “álvaro”!
Allah, la, oh, oh, mas que calor, oh, oh…..
Aqui sim terra prometida, habib, Maluf e Abravanel de braços ( e mãos ) dadas em cima do dinheiro! pobres goys!
brasil 2022
-17/02/2012 às 11:32
Não vejo a hora de acabar esse calendário maia!
Acho que o próximo, quem sabe Tupi-Guarani? será melhor!
Até 21 de dezembro, mais 10 meses, ufa!
Salvador
-17/02/2012 às 11:25
Caro Caio,
O ódio ao diferente revela temor de que nossa identidade se desintegre.
Paranoicamente acreditamos que eliminando-os nos salvaremos.
Os salmões sobem, aos milhares, em direção à morte e daí resulta uma nova geração com um novo potencial de vida.
O desejo de “ver o circo pegar fogo” não expressaria o impulso para uma primitiva encenação de mortalidade em massa com a secreta crença de um renascimento purificado de toda a desavença?
Gustavo
-17/02/2012 às 11:06
Depois das Ilhas Mauricio e do Turcomenistão eu pensei que você fosse escrever lago sobre Madagascar para manter os macacos da ilha informados. Mas não, escreveu sobre o Irã e Israel e para NÃO variar: ficou em cima do muro. Ai, ai esses centristas me dão sono.
Apesar das referências racistas, comentário publicado com fins educacionais. Caio
Felipe Goltz
-17/02/2012 às 11:04
Caro Caio,
Hoje você está 2,9% confuso. O artigo de hoje está um pouquinho mais. Apenas 97,1%, hehehe.
Abs
Suas percentagens estao camaradas, caro Felipe, tudo bem mais confuso, hehehe, abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 11:03
Jorji:
O erro é achar que no Irã não tem maluco. Uma coisa que o povo Judeu aprendeu foi que quando alguém diz que quer riscar os Judeus do mapa/história, é levar tal ameaça a serio.
Ronaldo
-17/02/2012 às 10:29
Caio, a propósito, você viu esse recente post do seu colega Reinaldo?
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/anti-semitismo-e-inflacao-galopante-em-pleno-sindicato-dos-jornalistas-de-sao-paulo/
Caro Ronaldo, varios leitores ja me mandaram, obrigado, abs, Caio
Carmem
-17/02/2012 às 10:03
E q coisa ridícula é essa de “entidade sionista”? Isso é para não dizer “Israel”?
Parece coisa de terreiro de macumba.
abs
Carmem, é assim que o regime iraniano se refere a Israel, pois nao reconhece o estado, abs, Caio
Ronaldo
-17/02/2012 às 10:01
Sobres os comentários de Carlos Cézar, queria reforçar o que respondeu Caio: o problema é que no Brasil se confunde defender quem está certo com parcialidade. Tomar partido é tido como algo sectário, então quem, por exemplo, enxerga o absurdo que é o discurso anti-Israel, como se árabes palestinos fossem doces vítimas, é logo taxado de reacionário, de “parcial”. Como Reinaldo Azevedo fala, no Brasil, inclusive na imprensa, tem imperado o “outroladismo”: mesmo que haja um fato ou uma verdade insofismável, o sujeito se sente obrigado a colocar no mesmo patamar, a tratar da mesma forma, o outro lado, mesmo que esse outro lado seja pura balela. Exemplo? Descobre-se uma coisa ilegal e/ou imoral num ministério; o ministro apenas responde cara-de-paumente que a culpa é da oposição; o jornalista vai e põe as duas, coisas, fato e desculpa esfarrapada como dois pratos equilibrados da balança para dar uma de “isento”.
Bem reforcado, caro Ronaldo, sem falar que algumas pessoas consideram alguem imparcial quando existe concordancia com as ideias delas, abs, Caio
carlos cezar
-17/02/2012 às 9:59
Um dado curioso divulgado num relatório da CIA há algum tempo sobre as movimentações estratégicas de certos países: enquanto americanos e israelenses jogavam gamão no Oriente Médio e parte da Ásia, iranianos estavam jogando xadrez. Será que o Irã está mesmo enfraquecido e cheio de divisões internas? Ou essa debilidade é só fachada?
Carmem
-17/02/2012 às 9:58
Oi Caio,
Parece claro que a existência de um Irã nuclear é que não será admitida duela a quem duela. Se um ataque acontecerá amanhã ou se continuará a guerra de desinformação ou se esperará pela implosão do regime, é estratégia.
Imagino que Israel já deva estar muito bem preparado para qualquer um desses desenlaces. Para atacar, se a situação chegar a esse ponto, ou se defender, no caso de um ato desesperado do governo iraniano.
abs
Especulacoes, my dear, especulacoes, como na minha coluna, hehehe, abs, Caio
brasil 2022
-17/02/2012 às 9:55
Deixem os palestinos colher suas oliveiras!
O sonho dos judeus era voltar para …a Palestina e viver seu sonho, realizá-lo.
Acho que o sonho de todo muçulmano deveria mora na Arábia Saudita, e viver esse paraíso terrestre governado pelo grande clã Saudita.
Meu sonho é viver no Brasil como 5ª economia do mundo, tá perto…, hhahah
Ronaldo
-17/02/2012 às 9:54
Lendo o comentário do Maisvalia (08h25) não pude deixar de lembrar do seguinte artigo: http://www.olavodecarvalho.org/semana/111205dc.html
sobre o que se poderia chamar de “esquizofrenia maquiavélica” das esquerdas. O texto chega a usar como exemplo esse apoio cego ao fundamentalismo islâmico ao mesmo tempo em que os progressistas criticam a “ditatura” da moral e dos bons costumes dentro de casa.
jorji
-17/02/2012 às 9:49
“Religião da paz”, essa é nova pra mim, religião é apenas uma instituição que junto com a política e militar formam os pilares da sociedade, as religiões mataram, matam e matarão sempre.Irã X Israel são com gatos e ratos, bobagem essas tentativas de impedir o programa nuclear irariano, eles terão a bomba atômica, cedo ou tarde, mas nunca a usarão, não são loucos, sabem que se o fizerem, serão literalmente aniquilados.
carlos cezar
-17/02/2012 às 9:49
Ser imparcial, entre outras coisas, é querer a justiça entre todos (mas aí há o dilema de que “a desigualdade é uma lei natural da existência”). Agora eu também fiquei confuso.
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 9:29
Juca:
A “religião da paz” ficou tão ofendida com os desenhos do Mamomé há alguns anos atráz, que eles saíram pelas ruas da Dinamarca (e outros países) para protestar e demonstrar como eles são pacifistas com desenhos do primeiro ministro Dinamarquês decapitado, e slogans do tipo: “Prepare for the real Holocaust”.
.
Recomendo este video: http://www.youtube.com/watch?v=LeGYAfh9A1k
E aqui está a trancrição do video: http://dotsub.com/view/3ded8dbc-6612-4822-9d91-e605b59d05fd/viewTranscript/eng
Juca
-17/02/2012 às 9:16
Caio, acho que antes de implodir o regime dos aiatolás vai fazer m….
Foi assim com a ditadura argentina e com outros exemplos históricos.
Eu não me iludo com as conversas de que o islã é uma religião da paz.
Na minha modesta opinião eles querem é vingar as cruzadas.
Posso estar errado, mas é o que penso sinceramente.
Bom carnaval!
obrigado, caro Juca, e possivel o que voce falou, abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 9:15
Caio:
O ponto é esse mesmo. Não vai ficar só nisso. O Irã já demonstrou que tem intenções de entrar em guerra com Israel com o intuito de riscar Israel do mapa/história.
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O maisvalia levantou um ponto interessante, que é que todo o esquerdista que ele conhece apóia o Irã. Pat Condell tem um ótimo video no seu canal do Youtube chamado “Useful Idiots for Palestine” que fala exatamente sobre isso.
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Eu antes pensava que todo o esquerdista que apóia o Irã é burro. Mas agora eu vejo que não é burrice, mas sim um romanticismo rebelde de querer nadar contra a corrente. Só que esse pessoal metido a salmão é tudo um bando de manjubinha. Não é burrice, mas sim, tolice. Recentemente eu passei um tempo no Brasil e estive conversando com um pessoal de esquerda que tinha uma retórica bem “euclidiana” (;)) sobre Israel. Com evidências históricas eu fui aos poucos mostrando que o buraco é muito mais embaixo e que o que eles tinham como “fato” era tudo fabricado. Hoje temos menos dois “bobo alegres” que apoiam Irã fundamentalista. They’ve seen the light.
Acho infame o apoio da esquerda ao regime iraniano, acho infame o apoio a este regime, abs, Caio
Sergio A.
-17/02/2012 às 9:14
Sr. Caio,
Discordo em um ponto.
A única forma das folias terminarem em uma guerra acidental é Israel bombardear o Irã, o que convenhamos está longe de ser um acidente.
Qual a probabilidade do “acuado” Irã tomar a iniciativa e invadir ou mesmo bombardear Israel? Menos de 0.001%? Para o Irã não seria melhor evitar o confronto e continuar avançando no seu projeto nuclear?
Por isso não é difícil saber quem vai causar o tal “acidente”.
Mas, caro Sergio, se o Irã avancar, de fato, talvez nao haja acidente e sim um ataque, quem sabe ate americano, abs, Caio
carlos cezar
-17/02/2012 às 9:09
Amos Óz, a meu ver, é imparcial. Ele tem duas canetas à disposição, com tintas de cores diferentes (vermelha e azul) para falar sobre política (vermelha) ou fazer ficção (azul). Não sei se ele é um grande escritor, só o tempo dirá (os clássicos se formam através das décadas, dos séculos), mas o fato de sonhar com dois estados e dois povos convivendo pelo menos civilizadamente (se amigavelmente não for possível), já o torna um grande humanista.
isto nao é imparcialidade, caro Carlos, é a postura dele, abs, Caio
carlos cezar
-17/02/2012 às 8:30
Caio Blinder, esta é uma das análises mais imparciais que você já fez. Confesso que estou surpreso, o que não era para estar acontecendo, pois conheço a perspicácia e a honestidade dos seus textos desde muitos anos, quer dizer, desde que você começou a escrever para o Estadão. E essa guerra suja entre Israel e Irã é realmente preocupante. Mas ainda acredito que nenhum dos dois irá cometer a loucura de atacar primeiro. Antes disso, quem sabe, o regime iraniano venha a se tornar mais maduro, aliás, todos nós, de um modo ou outro, torcemos para que isso aconteça, e que o Irã pare de falar bobagens em relação a Israel.
Abs.
Caro Carlos, nao sou imparcial, abs, Caio
maisvalia
-17/02/2012 às 8:25
…Falando em maligno, sempre melhor prestar mais atenção no aiatolá Ali Khamenei do que em Ahmadinejad. Khamenei é aquele líder espiritual que fala que Israel é um tumor cancerígeno…
ESTRANHA COINCIDÊNCIA.
TODO ESQUERDISTA QUE CONHEÇO APOIA O IRÃ. E NÃO SE FALE EM PARTIDO DEMOCRATA,POIS ESQUERDISTA MESMO NÃO ACHA O PARTIDO DOS BURROS DE ESQUERDA.
E A COINCIDÊNCIA É QUE UM DOS ESQUERDISTAS QUE AQUI COMENTA E VOLTOU RECENTEMENTE, CHAMA AQUELES QUE NÃO SE ALINHAM `SUA IDEOLOGIA DE TUMOR, IGUAL AO KHAMENEI.
AGORA FICAMOS SABENDO DISSO:
A estatal petrolífera de Hugo Chávez, a PDVSA, está enviando diesel para a Síria. Como um dos raros fornecedores, ajuda a ditadura de Bashar al Assad contra os rebeldes civis. Chávez é um entusiasmado defensor da ditadura e do massacre civil que lá ocorre.
Avaliada em 50 milhões de dólares a carga está chegando, informação de dois operadores internacionais de petróleo. Está embarcada no navio Negra Hipolita, confirmam dados do Sistema de Identificação Automática que constam no Banco de Dados Reuters de Fundamentos do Frete. O mesmo navio-tanque já levou uma carga em novembro.
O navio Negra Hipolita foi visto pela última vez na costa de Chipre, indo em direção a Banias, porto sírio. Ontem, o sinal de satélite do navio foi desligado.Trem Azul
É ESPANTOSA A ATRAÇÃO DOS BANANEIROS BOLIVARIANOS POR REGIMES BANDIDOS.
Alias na votacao de quinta feira na ONU, A Siria ficou com apoio russo, chines, coreia do norte e bolivarianos, que turma, abs, Caio
Pedro Innecco
-17/02/2012 às 7:52
O motto do Irã deveria ser “Falem mal, mas falem de mim”. Teerã quer atenção e adora ver o sambódromo pegar fogo, mesmo que este sambódromo seja clandestino e montado por eles no quintal dos outros, seja em Buenos Aires, Londres, Tblisi, Bangkok ou Nova Déli. No final das contas, o Irã aprendeu rápido que o mundo tem memória curta, e está cheio de euclidianos prontos para sairem em defeza deles e do seu programa nuclear pacífico.
Se ficasse apenas nisso, meu caro, acrescente, o faço mal, abs, Caio
amauri
-17/02/2012 às 7:44
O pedaço abaixo, foi tirado do site do R.A., é um evento no sindicato dos jornalistas, falando sobre conflito entre Israel e Palestina. Quem está confuso?
“Nessa mesma época, especialistas responsáveis por pesquisas arqueológicas em sítios palestinos começaram a contestar a versão bíblica e propuseram uma nova teoria para explicar os textos sagrados – tarefa que o filósofo Benedito de Espinosa, usando conhecimentos de filologia e um estudo de muitos anos da Torá, já empreendera no século XVII.
Esses dois acontecimentos, na história e na arqueologia, seriam acrescentados aos casos levantados por pesquisadores palestinos em seu próprio país, com seu próprio povo, e mudariam a compreensão dos estudiosos sobre as raízes do problema que, iniciado em fins do século XVIII, até hoje abala a região da Ásia ocidental, ou Oriente Médio, conhecida como Palestina e Israel. Ao grande público, porém, esse conhecimento praticamente não chegou. As pressões sobre pesquisadores, autores, editoras, mídia, governos impediram a livre circulação desse novo saber. Por isso, não é de espantar que muitos jornalistas ainda não o conheçam. Trata-se de um assunto que, antes restrito a alguns círculos acadêmicos e políticos, somente agora começa a ser mais amplamente divulgado no Brasil.
No entanto, faltam referências aos que pretendem conhecer em detalhes a história de Palestina e Israel. A bibliografia, em árabe e em hebraico, dificulta ao leitor ocidental o acesso aos livros. Mas há muitos títulos em inglês, embora permaneçam desconhecidos do público por falta de divulgação. Há sítios confiáveis na internet, com fatos documentados, com rigor acadêmico, que podem ser consultados sem receio. Há organizações de direitos humanos que mantêm na web os resultados de suas pesquisas, também documentadas. Há juristas e advogados que deslindam os meandros jurídicos da questão, colocando artigos à disposição do público.”abs
amauri
-17/02/2012 às 7:36
Bom dia Caio!
Alguem disse que quando o discurso de alguem é confuso e porque seus pensamentos são confusos. E quando as informações são confusas? É por que o pensamento de quem as deu são confusas ou foi deliberadamente dita desta forma? Estou sendo confuso? abs
Nao, confuso sou eu, assim como a situacao, hehehe, abs, Caio