Curtas & Finas (Marie Colvin)
Ao lado do fotógrafo francês Rémi Ochlik, a lendária repórter americana Marie Colvin, a serviço do jornal britânico The Sunday Times, morreu na quarta-feira enquanto cobria o conflito na Síria. Ela foi vítima, talvez intencional, de um bombardeio das forças de Bashar Assad na cidade de Homs. Horas antes de morrer, Marie Colvin, que já tivera sua tragédia pessoal ao cobrir a guerra civil em Sri Lanka, onde perdeu a visão de um olho, comparou Homs a outros palcos de tragédia, como Sarajevo e Srebrenica (na Bósnia dos anos 90). Para o editor do Sunday Times, John Withrow, Marie Colvin acreditava profundamente que reportagens como as dela poderiam “diminuir os excessos de regimes brutais e fazer a comunidade internacional prestar atenção”.
O regime Assad, no seu cinismo, acredita que se controlar a brutalidade, mesmo com uma escalada como a que está em curso, a comunidade internacional irá tolerar a violência sem recorrer a envolvimento militar direto. As forças governamentais até agora, ao contrário de 1982, ainda não recorreram a bombardeios aéreos ou mísseis balísticos. Marie Colvin chamava a atenção, portanto, apenas para uma carnificina temperada. Eu espero que sua morte não tenha sido em vão, a morte de mais uma vítima deste regime brutal e venal.
***
A colher de chá vai mesmo para os jornalistas que, como Marie Colvin, cobrem conflitos como o da Síria, apesar dos riscos pessoais.


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58 Comentários
Elias
-28/02/2012 às 23:29
Russia e China estao de parabens… estou rindo pacas da furia dos hipocritas metidos a justiceiros mundiais.
Elias
-28/02/2012 às 23:28
Nossa… eu ri pacas com as lagrimas de crocodilo de Blinder… o cara é um pessimo ator… “brutal regime de Assad”… sei sei… isso nao passa de um jargao criado pelo lobby US-Sionista…pra difamar todo governo que nao lhe lambe as botas….
agora fale dos reporteres mortos pelas forças US.. Israelis…
Andrea
-26/02/2012 às 22:16
Muchas gracias, Caio! Que isso, acho ótimo q seja
um pessoal mais das antigas. Mas, sem brincadeira,
vc era adolescente durante a guerra, não?
.
Anyway… com certeza vou procurar esses jornalistas,
vai ser um grande aprendizado sobre a guerra do vietna.
Claro, nasci em 1957,por esta razao foi gente importante na minha formacao, abs, Caio
Andrea
-26/02/2012 às 21:34
Valeu, Caio. To meio atrasada na leitura da sua coluna.
Isso será corrigido essa semana! hehehe
Desculpa msm perguntar de novo, é q minha curiosidade
é genuina, mas quais são seus correspondentes de guerra
q mais te marcaram e durante quais guerras?
Ah! Boa Oscar night pra vc!
Imagine, Andrea, leia quando voce puder. Para minha formaçao, pela minha idade, foram os correspondentes americanos da época da guerra do Vietnã, pela trabalho de independencia, gente como o Seymour Hersh, David Halberstam, Neil Sheenan, outra geracao, hehehe. Abs, Caio
Andrea
-26/02/2012 às 12:15
Oi, Caio! Valeu pelo artigo.
Poxa, tenho q admitir q não conhecia essa jornalista nem o fotografo que faleceram.
Mas fiquei mto triste qdo vi a notícia na TV (me so old school). O jornalismo
é uma profissão ímpar e os que tem a coragem e a retidão de segui-la com
seriedade salvam o mundo on a daily basis. Agora, jornalistas de guerra
são outros quinhentos pois arriscam suas vidas levando toda essa equação
to whole other level. É mto louco vê-los com seus microfoninhos e blocos de papel,
em paisagens dignas de quadros de H. Bosch, em meio a tiroteios e bombardeios.
Chega a ser adorable.
.
Pensei tb nos falecidos Daniel Pearl e Tim Lopes. Ou nos vivos, hj mais calminhos,
Christiane Amanpour e Michael Ware (nem tanto). E tb a Lara Logan q sentiu o terror
na própria pele ano passado (vc sabe como ela está?)
Sou mto grata a essas pessoas…. Pardon my french, mas tem q ter some big cojones!!
E eu sei q eu não teria. That’s fo sho! hehe
Quais são seus all time favorites correspondentes de guerra?
PS: Pedro I. gostei da ideia do ponto para separar o txt.
Andrea, obrigado pelas referencias as outras vitimas. Alias, na semana passada, na minha lista de curtas & finas estava um texto sobre Daniel Pearl (10 anos de sua decapitacao). Deveria ter feito uma referencia no pé do texto da Marie Colvin, abs, Caio
Pedro I.
-24/02/2012 às 9:52
ricardo salazar:
Estou aqui tentando ler o seu comentário (sobre a pirata) por um ângulo diferente. Tentei ler de rabo de olho, plantando bananeira, e até de “ladinho”, mas eu não consigo ver nada além de um comentário truculento e abrazivo contra a jornalista.
.
Você fez um comentário sobre jornalista não ser policial. Realmente os jornalistas as vezes são uma puta dor de cabeça para forças de segurança. Como ex-hômi da Scotland Yard eu entendo isso. Mas acho que o seu comentário foi um escarro na memória e no trabalho desta jornalista (foi longe demais!). Ela não era do tipo que “subia o morro, fazia a m* e depois ficava pedindo socorro para a polícia”. Eu acho que, como um passarinho, a Marie Colvin sabia muito bem o tamanho da pedra que estava comendo e não tinha medo das consequencias. O trabalho dela foi de suma importância e ela deu a vida por isso.
Caro Pedro, alguns leitores fizeram a recomendacao sabia: usando linguagem policial, melhor ignorar este elemento, abs, Caio
Magno Adão de Souza
-24/02/2012 às 9:21
Retificação:
Onde se lê “(…) dado o arcaísmo classicizante de sua linguagem e as limitações formais nas quais incorreu (…)”, entenda-se “(…) dados o arcaísmo classicizante de sua linguagem e as limitações formais nas quais incorreu (…)”.
Magno Adão de Souza
-24/02/2012 às 8:45
Kofi Annan, o polido e espirituoso diplomata ganense que exerceu o cargo de secretário-geral das Nações Unidas por dez anos, foi nomeado representante daquela organização internacional e da Liga Árabe junto ao regime de Bashar al-Assad. Sua primeira iniciativa no novo posto foi conclamar o governo sírio e os grupos oposicionistas a deporem as armas e iniciarem o quanto antes negociações políticas. Espero que os apelos pacificadores que Annan está a dirigir aos atores envolvidos na virtual guerra civil em que está mergulhada a Síria tenham melhor sorte do que aqueles que endereçou ao governo de George W. Bush para evitar a deflagração da guerra no Iraque em 2003.
Magno Adão de Souza
-24/02/2012 às 8:28
Qual o sentido de se evocar a antológica inscrição no frontispício do Inferno de “A Divina Comédia” para discorrer sobre a violência que está a campear na Síria? Não há qualquer relação de parentesco entre o Inferno de Dante e a Síria, salvo talvez a circunstância de ambos serem governados por seres desapiedados. A tradução que José Pedro Xavier Pinheiro fez da Divina Comédia em meados do século XIX, a que o comentarista Ricardo Salazar aludiu neste post, teve o inegável mérito de apresentar a obra de Dante a um universo maior de leitores no Brasil, mas não resistiu bem à passagem do tempo, dado o arcaísmo classicizante de sua linguagem e as limitações formais nas quais incorreu. Disponibilizo abaixo a versão que o escritor paulista Hernâni Donato deu àquela célebre passagem:
“Por mim se vai ao círculo dolente;
Por mim se vai ao sofrimento eterno;
Por mim se vai à perdida gente.
Justiça moveu o meu alto fautor;
Criou-me a Suprema Potestade, Suma Sapiência, Primeiro Amor.
Antes, foram criadas apenas coisas eternas; eu, eternamente existo. Renunciai às esperanças, vós que entrais”.
Magno Adão de Souza
-24/02/2012 às 7:48
Recorrer ao poeta florentino Dante Alighieri para tecer considerações desairosas sobre a morte da jornalista Marie Colvin é de um mau gosto a toda prova. Convém usar de prudência e senso de proporção ao parodiar obras de autores clássicos, pois quem as submete a um contorcionismo farsesco ressalta a própria ignorância.
Carmem
-24/02/2012 às 0:10
Sorry, mas dar atenção ao e…. Salazar é ganho para ele. Nem se presta a discussão. Tolerância tb tem q ter limite.
Eu faço minha parte ignorando.. o sujeito é um verme, no máximo merece uma pisada se cruzar o caminho.
Abs
Henrique
-24/02/2012 às 0:08
A coisa vai ter um fim, isso é certo. Quem sabe a morte dos dois, que estavam no país arriscando suas vidas fazendo um trabalho honesto e corajoso com o nobre intuito de alertar, com detalhes “in loco”, o mundo a respeito das atrocidades executadas por Assad, não sirva como um basta para a comunidade internacional. Chega de ver pessoas inocentes morrendo nas mãos desse tirano. Que se faça algo logo, com urgência, a fim de evitar o assassinato cruel de inocentes, sejam sírios, franceses, americanos, etc. Caso contrário, onde isso vai parar?
Betty
-23/02/2012 às 22:29
Caio, se puder, de uma olhada no programs do Fareed Zakaria de uns 3 domingos atras em que Elliot Abrams , mais um professor da LSE de Origen Iraniana e um journalist Libanes discutem a situacao na Siria. Muito complicado.
Claro que é, mas tentarei rever este programa, obrigado Betty, abs, Caio
Magno Adão de Souza
-23/02/2012 às 22:15
Caio,
Há um relativo consenso entre jornalistas e estudiosos de relações internacionais de que a queda do regime de Bashar al-Assad é apenas questão de tempo. A grande incógnita que cerca o futuro da Síria diz respeito aos desdobramentos políticos que sobrevirão ao fim do poder da dinastia Assad. A maioria sunita tentará esmagar as minorias xiitas ou tentará firmar com elas alguma forma de composição capaz de viabilizar uma transição civilizada de poder? Como se comportará o sucessor de Assad em face do contencioso que a Síria mantém com Israel por conta das colinas de Golã? Os novos donos do poder aceitarão iniciar negociações com Tel Aviv ou acirrarão as divergências que têm colocado os dois países em campos diametralmente opostos? Como se comportará Damasco frente ao conflito israelo-palestino? A Síria manterá o apoio logístico e financeiro que fornece aos Hamas e ao Hizbollah? As relações entre a Síria e o Irã ficarão seriamente estremecidas após a deposição de Assad? Qual será a postura que o novo manterá diante do Ocidente, particulamente dos EUA? Como reagirão Rússia e China ao fim da ditadura de Assad, à qual tanto têm apoiado? Como se vê, são muitas as interrogantes referentes ao turbulento cenário político da Síria.
Orlando
-23/02/2012 às 21:46
Caio,
Diante disso tudo, o que mais a comunidade internacional pode fazer. Está claro que a Rússia e a China não vão autorizar uma resolução na ONU que permita uma intervenção militar. Ou continuamos a assistir passivamente a mais atrocidades serem cometidas pelas forças de Assad ou se faz uma intervenção unilateral da OTAN. Ou existe um terceiro caminho que não estou percebendo? Alguém pode me dizer. Abraços.
Provavelmente a curto prazo mais pressoes diplomaticas e sancoes. Paises ocidentais e arabes rezam por um golpe palaciano ou que a comunidade empresarial puxe o tapete do Assad, mas por ora nao vimos isto, mais do mesmo, que é ruim, abs, Caio
Carmem
-23/02/2012 às 21:38
Lembrando o q é um troll.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_(internet)
Eles tb costumam mentir muuuuito !
Abs
carlos cezar
-23/02/2012 às 21:29
Caio, você deu colher de chá para a invasão da Líbia.
Menos.
Que invasao da Libia? Houve bombardeios aereos da Otan que ajudaram rebeldes locais que derrubaram a ditadura Kadafi. Mantenho a colher de cha e mais tarde decido se retiro, abs, Caio
maisvalia
-23/02/2012 às 21:08
Caro Caio.
Longe de mim ser partidário da censura.
Mas os textos do anonimous ou ricardo salazar são de uma cara de pau e de um desplante nunca vistos por aqui.
A corajosa jornalista nem foi enterrada, seu corpo ainda está quente e este marxista vem aqui destilar sua suprema mediocridade arranjando e despejandotextos confusos e pessimamente redigidos tentando convencer que a vítima é culpada pelo seu próprio assassinato, justificando o homicídio estatal perpetrado pelo companheiro Assad.
Foi o máximo de estupidez que por aqui li.
Os outros esquerdopatas, pelo menos se mancaram, e não deram o ar de sua graça, argh
Vacilei em publicar, deveria ter advertido que estava publicando com fins educacionais. De fato, foi um dos comentarios mais boçais que este leitor já despachou. Nao quis exercer a censura neste caso, mas gostei muito deste seu comentário abs, Caio
ricardo salazar
-23/02/2012 às 20:33
“Por mim se vai das dores à morada,
Por mim se vai ao padecer eterno,
Por mim se vai à gente condenada.
“Moveu Justiça o Autor meu sempiterno,
Formado fui por divinal possança,
Sabedoria suma e amor supremo.
No existir, ser nenhum a mim se avança,
Não sendo eterno, e eu eternal perduro:
Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança!”
esse texto de dante pode descrever a situação dos gringos na síria.
ricardo salazar
-23/02/2012 às 20:23
concordo com o cézar quanto a estas instabilidades.uma intervenção na síria pode abrir as portas do inferno da intervenção na argélia(outro baluarte árabe) que foi o cemitério dos franceses durante a sua guerra de independência.de gaullle já falava que jamais subjugaremos a síria e que nem diz sartre:”o inferno são os outros”
carlos cezar
-23/02/2012 às 19:31
Caro Caio, o mundo deve estar de orelha em pé e olhos bem abertos para as tais “intervenções humanitárias”. Elas estão revelando outras coisas além de “humanidade” neste princípio de terceiro milênio. Veja o caso do Iraque, por exemplo. Só hoje (aliás quase diariamente) mais de 40 mortos e 200 feridos em explosões no país. Uma perfeita representação do inferno na terra. E a Líbia está indo atrás. A coisa está braba. Está cada vez mais difícil encobrir interesses comerciais com argumentação sobre direitos humanos em vista das tragédias que se transformam as ditas “intervenções em nome dos direitos humanos”.
ricardo salazar
-23/02/2012 às 18:54
teve um amigo meu que leu num livro de geografia de sétima série as futuras missões da MINUSTAH lideradas pelo brasil vai ser na líbia,síria e líbano(isto em 2008,antes da primavera árabe).porque se revoltam quando em livros americanos dizem que a amazônia é internacional mas não contra estes absurdos em livros brasileiros?por algum acaso diplomacia multilateral da turminha da dilma e obama é melhor?esse é o projeto brasil 2022 pro futuro do planeta que queremos?
ricardo salazar
-23/02/2012 às 18:46
todos nós sabemos que a economia síria crescia em ritmo chinês antes durante e depois da cise de 2008.e nós sabemos que a líbia de kadhaf estava a caminho de ser mais próspera do que a grécia ou portugal.quanto a estimular grupos rebeldes que lutam em nome do vácuo,sem comentários.
ricardo salazar
-23/02/2012 às 18:34
há,e o culpado são as famílias “moralistas” da síria que a exemplo de muitos países africanos,armam crianças de 7 anos pra abrir fogo contra membros do governo,como se pra um sunita “respeitoso” comum da síria fosse pior que seu filho estudasse,trabalhasse e vesse o site da playboy(hehehe).mas as novas revoltas do oriente médio emanadas da internet não tem efeito,pois divulgam manifestações violentas pela internet e o governo sírio pode antecipa-las e reprimi-las.se o ditador não quiser renunciar,não tiver uma rede hiper-organizada e globalizada como a al-quaeda e não tiver apoio militar ocidental,não há revolta que derrube o assad.
ricardo salazar
-23/02/2012 às 18:18
então porque o cidadão(estrangeiro) não tinha seguro de vida?Jornalista não é policial.permitem transformar jornalistas em protagonistas: jornalista não compete com policial nem com milicianos pelo protagonismo de uma reportagem.Além do mais, para o espectador, que diferença faz se as imagens de um tiroteio com rebeldes são do cinegrafista ou da própria polícia?E mais: por que novas imagens de tiroteio com rebeldes?Que novidade têm ?Que informação adicional dá ao espectador ?Qual a diferença entre o tiroteio de ontem e o tiroteio de hoje ?Por que os cinegrafistas só filmam da perspectiva da polícia para os milicianos e, não, dos milicianos para a Polícia?Quem matou o cinegrafista?O suspeito é o miliciano que autorizou a acompanhar um tiroteio com milicianos.O que se passa lá dentro – para o bem ou para mal – não interessa.Qual a diferença entre o tiroteio de ontem e o tiroteio de hoje ?por que novas imagens de tiroteio com milicianos?permite que uma ação policial se transforme numa reportagem espetaculosa.A segurança da síria não é a do Governo Carlos Lacerda.
Nos bons tempos do Lacerda, o Secretário de Segurança Ardovino Barbosa mandava bater em jornalistas sem esta cara de pirata aí.Como os do jornal A Noite, na Cinelândia, em 1961, na crise da Legalidade..
E tem gente que acha que você merece colher de chá, nem dá para definir as bobagens que você escreve, sem falar a barbaridade do final do comentário em relação a Marie Colvin. Caio
Vera
-23/02/2012 às 17:53
Bom, Caio, em um conflito, em que momento se dá o bater em retirada de um lado que está perdendo? Sem torcer pelo ditador, mas a demora para um dos lados se render só não prolonga a carnificina? Não seria o caso de uma pausa para se reestruturarem melhor para um futuro levante?
Definitivamente não há sinais que Assad vá sucumbir à essa insurreição a médio prazo e o lado por ora o perdedor, só continuará contabilizando suas mortes exponencialmente a cada dia.
Apoiado indiretamente por Rússia, China e diretamente por Irã e Cia,
infelizmente acho que Assad não cai:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ira-diz-que-governo-sirio-nao-caira-e-tem-apoio-de-teera,839530,0.htm
amauri
-23/02/2012 às 17:08
Boa tarde Pedro I.!
Foi esta sim Pedro! Imagens como esta, seja criança ou jovem ou idoso por motivo natural já impressiona o suficiente. Quanto mais desta forma. abs
Pedro I.
-23/02/2012 às 16:49
amauri:
Tem um link para um video na coluna do caio (onde diz “ela relatava”). O video são imagens fortes de um bebê dando os seus últimos suspiros. É esse que você viu?
.
Realmente eu concordo com você que a gente sempre vê as crianças palestinas quando o assunto é o conflito Arabe-Israelense. Como o meu relato abaixo (as 14:33) eu fiquei abalado com este video. E a turma do Hamas (e Hezbolah) sabem que essas imagens abalam. É por isso que eles utilizam civis como escudos humanos.
Obrigado, Pedro, imaginei que fora claro que havia um link para as imagens, abs, Caio
Anouk
-23/02/2012 às 16:46
Pedro,
No momento da morte a respiracao é assim mesmo. Em alemao fala-se em Schnappatmung para este caso. O rostinho do bebê nao sai da minha cabeca. Abs.
Fernando
-23/02/2012 às 16:18
Caio, Assad vai conseguir sufocar os rebeldes, infelizmente. Enquanto houverem navios russos e chineses, e agora iranianos, em Latakia ninguém vai fazer nada além de despachar algumas armas leves. Provavelmente a Rússia e a China devem ter alguns dos surrados “conselheiros” militares por lá também. Os Estados Unidos podem tentar resoluções na ONU, Obama pode discursar em favor dos rebeles mas enquanto a OTAN não subir o tom de ameaça militar, mesmo com China e Rússia agindo como pitbulls de Assad, vai seguir a carnificina.
amauri
-23/02/2012 às 16:04
Boa tarde Caio!
Eu não vi nenhuma imagem do que está ocorrendo na Síria. A imagem da menina me lembrou os conflitos entre israelenses e palestinos, sempre mostrando uma criança no lado palestino e nunca do lado israelense. Estes conflitos, como o da Síria, devem ser reprovados por todos mundo afora. Mas uma curiosidade Caio: Europa e EUA comentam e reprovam peremptoriamente os 50 mil assassinatos anuais no Brasil que dizem ter pilares sólidos na democracia e nos D.H. e um país em eterna paz?abs
Carmem
-23/02/2012 às 15:14
Coluna afiadíssima. Não dá para acreditar q a morte dela tenha sido em vão.
Abs
Felipe Goltz
-23/02/2012 às 15:08
Caro Caio,
Perdão pela analogia barata, mas Marie Colvin foi a versão feminina de Moshe Dayan no jornalismo: franzina, corajosa ao extremo e usando um tapa-olho do mesmo estilo do mitico general isralense, ela vai fazer falta em um mundo cada mais impessoal e carente de personalidades marcantes no jornalismo. Quem sobreviveu ao tâmeis do Sri Lanka e às matanças dos Bálcãs, poderia supor que nada lhe aconteceria na Síria. Infelizmente, não foi o caso.
Abs
brasil 2022
-23/02/2012 às 14:47
O Stefen PInker é que nos anima além da boa natureza humana de cada um.
Está diminuindo com tudo!
Pedro I.
-23/02/2012 às 14:33
Anouk:
Realmente a cena daquele bebê me impressionou. Eu pensei que já tinha visto de tudo. Fui policial em londres e presenciei episódios que, se descritos, podem soar muito gráficos (“gorey”) que a imagem deste bebê.
.
Mas ver esta cena são outros 500. Realmente é de deixar qualquer marmanjo abalado. É horripilante ver aquela criança respirando daquela forma e de-repente, parar.
jorji
-23/02/2012 às 14:05
Regimes brutais como as que imperam na maior parte do Oriente Medio tem que ser brutalmente depostos, seus responsáveis julgados e executados sem piedade, mas a fragilidade das instituições daquela região, tanto na forma de princípios, bem como as organizações civis, populações brutalmente escravizados por regimes sejam militares, ou religiosos, isso significa que hoje se depões o Assad, bota uma tal de “democracia” muito meia boca, e em pouco tempo um outro regime brutal assume o comando.
Marcio
-23/02/2012 às 13:45
Boa tarde Caio,
Não sei se existe guerra necessária, mas com certeza elas fazem parte do forjamento da história humana. O repúdio é que no caso da Síria, assim como na Líbia ( dois pesos e duas medidas), ocorre um massacre covarde e não batalhas entre forças militarizadas, a ONU tem o dever de proteger os civis à todo custo, mesmo que implique em ações militares. Qual é o motivo dessa prostração, essa adinamia frente a este horror? Medo de quem irá assumir o poder caso esse assassino seja deposto? Cada problema de uma vez…
PS; Bom voltar a ler seu blog.
Abs
Caro Marcio, fique desta vez, hehehe, abs, Caio
icaro sem penas
-23/02/2012 às 13:15
maisvalia, obrigadíssimo,
abs,I
NICOLA FILHO
-23/02/2012 às 12:46
Dois Estados, com um histórico de humanismo de fazer inveja a Francisco de Assis e integrantes de um sedizente Conselho de Segurança da moralmente falida ONU, posicionaram-se a favor do assassino Assad. É de se pergutar: após tantos anos do final da Segunda Guerra, por que Rússia e China ainda têm poder de veto nas decisões daquela assembléia de supostos iluminados, cujos estatutos estão clamando por mudança?
Pedro I.
-23/02/2012 às 12:42
Se o ocidente intervir, vai aparecer um monte de esquerdopatas por aqui dizendo que os EUA são terroristas, que o ocidente só quer o petróleo (?) da Síria, etc.
.
Se não houver intervenção, vai aparecer um monte de esquerdopatas por aqui dizendo que os EUA só se metem quando tem petróleo (?!) na jogada, etc.
Betty
-23/02/2012 às 12:19
IsP! Arrasou. Abs
maisvalia
-23/02/2012 às 12:11
icaro sem penas 12:01
MUITO BOA A SUA INTERVENÇÃO.
NOTA 1000000000000000000000
ABS
icaro sem penas
-23/02/2012 às 12:01
Quem pensa,sabe!
icaro sem penas
-23/02/2012 às 12:01
Marie Colvin morreu com uma certeza no coração: a de que o mundo precisava saber o que acontece nas guerras sem as lentes distorcidas dos políticos. A essência de sua atividade é que ela pensava no leitor. E tinha a primeira das virtudes, a coragem, pois sem ela aos outras virtudes não podem aparecer. Essa virtude ela tinha de sobra.
Por isso ela não merece morrer duas vezes. Uma pelo bombardeio e outra, aqui, pelo relativismo.Nós, modestamente, aqui, temos que ter um pouco da coragem dela e mostrar esse veneno que faz o sangue correr lento e dócil em nossas veias.
Uma morte não é nada, afinal morrem mais pessoas no transito que em guerras…e as crianças que morrem de fome na Africa…e as vítimas de Wall Street e dos bancos ocidentais…e a bomba de Hiroshima…esses e outros desvios aparentemente inocente ( so aparentemente ) são digitados por indigitados relativistas sempre prontos para desviar mentes e corações do foco incomodo que tanto os atormenta -no sentido te terem que admitir o inadmissível, ás vezes em nome da Causa, ás vezes em nome de uma falsa super moral, muito acima desses incômodos corpos estendidos no chão de algum lugar que poderia- e deveria !- continuar esfumaçado, difuso, distante, terra arada boa para se plantar frustrações políticas e interesses ideológicos, sem o incomodo desses jornalistas chatos que insistem em fazer real o que mil desmentidos oficias desmentem.
Relativismo- Uma morte, dez, cem mil, qualquer que seja a notícia basta um irônico teclar quase com desprezo e pronto! lá se vai mais um desvio autoanestesiante – relativista fechando a questão.
Não é assim. Pelo contrário. Muito pelo contrário. Quem pensa, abe.
amauri
-23/02/2012 às 11:26
“Mas por um governo?”
Dois prefeitos foram mortos na mesma época. Até hoje é tido como crime comum. Voce considera impossível um governo usar o crime comum para eliminar desafetos?abs
Claro que nao, abs, Caio
Rodrigo
-23/02/2012 às 11:25
Não sei, Caio, ditaduras sempre perseguiram jornalistas, mas “no Relatório da FIJ relativo a 2011, o Brasil aparece entre os países com mais registros de morte de profissionais de comunicação”.
Praetor
-23/02/2012 às 11:16
Acho que não podemos esquecer de debitar nas contas da Rússia e China, dado seu voto no CS. Se o Ocidente não consegue intervir aqui onde a questao esta cada vez mais grave, que dirá no Irã. Tudo bem que são questões distintas (humanitária / estratégica) e o petróleo tem peso diferente em ambos países, mas não tão distintas no sentido de que a Síria é “filial” do Irã no arranjo regional, especialmente na ofensiva contra Israel.
Correto, Russia e China sao cumplices, abs, Caio
amauri
-23/02/2012 às 11:04
Bom dia Caio!
No terceiro dia Deus diz: “reúna-se a massa das águas num
só volume e surja o elemento seco, a terra”. Ele junta as águas num só
continente para surgir a terra. E aí Ele diz: “faça da terra surgir a erva verde de
todos os tipos”
A água que foi contida numa área limitada, e surgiu a terra. Ao limitar o que não tinha limites surge algo novo. Se aplicarmos em relacionamento humano, temos o exemplo de uma relação pessoal entre dois indivíduos: existem inúmeros traços que
distinguem um indivíduo, que só percebemos na medida em que restringimos
nossa liberdade para manter uma relação com aquele indivíduo – só
descobrimos por causa disso –, que surgem como uma decorrência natural
dessa restrição voluntária da liberdade. A milhares de anos que indivíduos, como Assad, que não aprenderam esta singela lição de humildade impedem do horroroso se transformar em maravilhoso. abs
Rodrigo
-23/02/2012 às 11:03
Caio, o Brasil é uma democracia, e semana passada 2 jornalistas foram assassinados.
Mas por um governo? Abs, Caio
jorji
-23/02/2012 às 10:36
A imprensa, sejam jornalistas, fotógrafos, aqueles que empunham a câmera, que cobrem eventos como uma guerra, revoluções, enfim, conflitos que são sempre brutais, sempre foram brutais e sempre serão brutais, correm um grande risco de morrer, e a cobertura da imprensa não contribui para reduzir a brutalidade tipicamente humana em conflitos, até entendo o sentimento do nosso amigo Caio, o que nos assusta numa cobertura jornalistica da imprensa, é mostrar de forma explicita o que somos como seres vivos, lembrem-se que ainda morrem 5 milhões de crianças anualmente ingerindo água contaminada, e quem se importa?
Caro Jorji, a cobertura jornalistica contribui para minorar brutalidade, em caso contrario regimes brutais nao se preocupariam em reprimi-la, abs, Caio
Salvador
-23/02/2012 às 10:16
Olá Caio,
A violência dos que odeiam a divulgação dos fatos já havia eliminado, antes, um dos olhos daquela que era os nossos olhos.
Paradoxalmente isso apenas nos faz ver melhor a gravidade do que está ocorrendo.
O difícil é não ficarmos cegos pelo ódio e enlouquecermos junto!
Abs
brasil 2022
-23/02/2012 às 10:01
Isso integra, eu comentei no posto anterior sobre os países onde mais morreram jornalistas de forma violenta, segundos registros disponíveis.
A morte de jornalistas deve ser apuradas com verdade, pois, como no caso da morte de Sérgio Vieira no Iraque, acaba sendo um trunfo para justificar ações mais violentas.
Quanto aos “senhores das guerras”, o que dizer?
Mas acredito somos pequenos diante de tantos interesses, o maniqueísmo impera, pelos impérios.
À inviabilidade democrática, já tão difícil entre os países ocidentais; com alternativas de poder, ou melhor de opressão, a la revolução dos bichos, em países com alto grau de instrução ( a não ser que seja fácil construir programa nuclear???), semi-industrializados, com médio padrão de vida material, associado ao contra-ponto que a ética fundamentalista impõe, parece, parece…que o fomento à desestabilização, seja uma alternativa tentadora de satã! Divide e vencerás!
Quanto às criancinhas, ah, as criancinhas…só o carma, só o carma pode explicar, eu não me atrevo!
Se Seamus foi tratado daquele jeito…
RIP Marie Colvin, nossas orações para essa guerreira dessa maravilhosa profissão!
RIP, abs, Caio
Gustavo F
-23/02/2012 às 9:17
Existe uma certa semelhança entre esse evento e a morte de um fotógrafo japonês que cobria uma manifestação durante a “primavera” de Mianmar em 2007. O mundo passivo diante da repressão promovida pela junta militar além do apoio da China ao regime.
Como em Mianmar, a morte não parece ter sido intencional no sentido que a ordem partiu do alto escalão do governo, mas apenas dano colateral de uma repressão brutal da polícia e exército ao próprio povo. Não é um bom negócio para quem promove uma carnificina temperada matar jornalistas estrangeiros.
Boa lembranca, caro Gustavo, mas neste caso sirio, pode ter sido intencional, de acordo com com comunicacoes interceptadas pela inteligencia libanesa, mas nao temos confirmar ainda, abs, Caio
E até onde eu lembro a repressão continuou.
maisvalia
-23/02/2012 às 8:57
Por transmimento de pensação tinha comentado sobre a morte da CORAJOSA repórter ontem.
Agora, aguardo os comentários dos CORAJOSOS humanistas favoráveis a bomba iraniana e ao tirano amigo do çábio – existem fotos dos dois se congratulando – e O PT assinou em maio de 2007, em Damasco, um acordo de cooperação
com o Partido Baath Árabe Socialista da Síria, para “trocar
idéias e pontos de vista a respeito de causas comuns” e
“coordenar” posições em congressos e fóruns internacionais.
Deve ser como matar mais e melhor criancinhas, inocentes civis e jornalistas.
Mas isto é porque eu sou conservador, branco, quase católico e classe média verdadeira,não a ilusória inventada pelos petralhas – UM REACIONÁRIO enfim, não um POGREÇISTA HUMANITÁRIO USANDO A CAMISETA DO CHE, GRITANDO CONTRA A PM NO PINHEIRINHO, HEHEHEHEHE
Anouk
-23/02/2012 às 8:48
Caio,
Assistir a morte de uma crianca é muito doloroso. Estou com um nó na garganta. Contudo, creio que uma intervencao pode ser um mal maior. Guerra é um negócio imundo. Às vezes um mal necessário, mas em qualquer circunstância permanece um mal. Lamento a morte da jornalista.
Anouk, é o dilema intervir ou nao, mas existem graduacoes de intervencao, abs, Caio
Luan Cruz
-23/02/2012 às 8:17
Olá Caio! (cá estou novamente!). Mais uma ‘voz firme’ se cala diante desta ‘ditadura’. Infelizmente, tomei nota que, nos últimos 10 dias 2 jornalistas foram mortos, somando-se a ela. Coincidentemente ou não, todos foram encontrados mortos nos “caminhos romanticos” do Oriente. A repressão a quem condena ou denúncia esses regimes nunca cessou, apenas foi mais branda (se é que podemos chamar assim). Devemos prestar atenção nesses casos, atentados a imprensa, são poucos mas estão ganhando mais espaço. Será que os “bons” tempos estão de volta? Síria, Argentina, Venezuela e muitos outros que fogem do nosso alcance casual. Abr Luan Cruz.
Luan, profissionais como Marie Colvin e amadores permitem que lugares “romanticos” fiquem ao nosso alcance, abs, Caio
Pedro I.
-23/02/2012 às 8:06
“At Arizona debate of US presidential candidates, Romney says support for anti-Assad forces is needed to turn Syria away from Iran; Gingrich: US allies already covertly helping to destroy Assad regime.”
E, caro Pedro, todos, menos o Ron Paul, chamando o Obama de banana, apaziguador de ditadores como Ahmadinejad, abs, Caio
Luan Cruz
-23/02/2012 às 7:52
Olá Caio! (cá estou novamente). Mais uma ‘voz firme’ se cala diante desta ‘ditadura’. Infelizmente, tomei nota que, nos últimos 10 dias 2 jornalistas foram mortos, somando-se a ela. Coicidente ou não, todos foram encontrados mortos nos “caminhos romanticos” do Oriente. A repressão a quem condena ou denúncia esses regimes nunca sessou, apenas foi mais branda (se é que podemos chamar assim). Devemos prestar atenção nesses casos, atentados a imprensa, são poucos mas estão ganhando mais espaço. Será que os “bons” tempos estão de volta? Síria, Argentina, Venezuela e muitos outros que fogem do nosso alcance casual. Abr Luan Cruz.
Luan, profissionais, como Marie Colvin, e amadores, impedem que estes lugares “romanticos” fiquem ao nosos alcance, abs, Caio