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Curtas & Finas (França & Alemanha)

Hitler desfila na Paris ocupada em junho de 1940

Um  pouco estranho, em um texto sobre as eleições francesas deste domingo, estampar acima a foto do Monstro, desfilando em Paris quando da ocupação da cidade-luz pelas forças das trevas em 1940. Explico mais ao final do texto, mas antecipo que faz sentido em uma conversa sobre o que está em jogo nas eleições. Na verdade, o que está em jogo para o futuro da Europa. A crise econômica na zona do euro gerou rachaduras no próprio projeto europeu, que tem a aliança franco-germânica como pilar de sua fundação. E a votação neste domingo cria uma nova dinâmica, abalando esta aliança que, para a exasperação dos franceses, é cada vez mais dominada por Berlim.

O provável vencedor da eleição francesa será o socialista François Hollande, mas, mesmo que ocorra a surpresa com o triunfo do presidente conservador Nicolas Sarkozy, teremos uma Franca mais assanhada para mudar o rumo da agenda direcionada por Berlim. Haverá pressões francesas, secundadas por outros países da zona do euro no sufoco, por políticas econômicas de crescimento, ou seja, de afrouxamento da austeridade receitada pela primeira-ministra alemã Angela Merkel. Berlim insiste que o caminho pedregoso é o único viável para restaurar a confiança nas finanças públicas da região, mas desvios macios são exigidos devido ao aprofundamento da recessão e desemprego.

Merkel, uma política mais marota do que aparenta, está ajustando sua retórica, assim como o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, para alguns compromissos com a França para estimular o crescimento, ao mesmo tempo em que se aferra à meta de  disciplina fiscal. Afinal, sem este pacto fiscal de austeridade, ela não consegue apoio da opinião pública alemã para pacotes de resgate.

Hollande, o provável vencedor da eleição francesa, também é mais maroto do que aparenta. Ele sabe que sua margem de manobra para afrouxar a rigidez fiscal na França e na Europa é limitada. Hollande está consciente do clima de terror prenunciado pelos mercados caso seja irresponsável. Não é à toa que semanas atrás, o socialista francês apareceu em Londres, principal praça financeira europeia, e, em inglês, fez questão de anunciar que não era “perigoso”.

Existem graduações de preocupação nos meios financeiros globais com a chegada de Hollande ao palácio do Eliseu. Curiosamente, os dois principais jornais econômicos do mundo, o Wall Street Journal e o Financial Times, têm uma atitude até blasé, avaliando que muito do que Hollande fala agora é mise-en-scène de campanha eleitoral. E acrescentam que Angela Merkel talvez até consiga um casamento decente com o novo parceiro francês, menos serelepe do que Sarkozy. No lugar de Merkozy, será Mellande (combinação que soa mais charmosa).

Portanto, não se espera um derretimento do consenso europeu e muito menos no seu núcleo duro (a aliança franco-germânica). E aqui, ao final, fazemos a ponte com o começo do texto. Estatísticas de dívida, de déficit, de contração e de desemprego claro que são cruciais neste momento tão difícil na Europa. Mas vamos lembrar um outro número: 60 milhões. Esta é a estimativa de gente que morreu na Europa entre 1914 e 1945, em conflitos entre nacionalismos extremados num continente dividido.

O projeto europeu não foi uma trama de burocratas, mas de visionários que queriam concretizar uma coexistência realista na esteira desta imensidão de mortes. Foram décadas de paz e prosperidade. Que o projeto europeu tenha vida longa, muito longa, mesmo que esta crise econômica, política e de identidade seja também muito longa.

***
Colher de chá matinal para o Ricardo (dia 4, 9:45), pela abordagem e pelo saboroso jogo de palavras “Mellando”. Leiam para entender.

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141 Comentários

  1. joao felipe

    -

    06/05/2012 às 21:45

    E mui em breve Obama vai entrar pra essa turma ai hehehe

    De fato ele fará parte dos ex-chefes de estado em janeiro… de 2017! hehehe. Até pq a Ann não tem a menor condiçâo de substituir a michelle, hehehe
    P. S.: Carmem, vc fica agourando o Obama mas é bom ficar de olho na Merkel, com a vitória do Hollande os Social-democratas alemáes vâo ficar mais assanhados. 2013 é logo alí. abs.

  2. Felipe

    -

    06/05/2012 às 20:17

    Resultado previsível. Em 2007, quando Sarkozy foi eleito, não foi pequeno o meu entusiasmo pela vitória do que aparentava ser uma nova direita francesa: pouco ou nada afeita ao politicamente correto e ao anti-americanismo vulgar, menos partidária da idéia do “excepcionalismo francês” (tão forte quanto o tal “excepcionalismo americano” severamente denunciado pelos próprios franceses) e nada tolerante com a corrupção. Em suma, uma direita menos parecida com Jacques Chirac. Mas, em cinco anos, Sarkozy desmentiu um a um esses predicados e, suspeito eu, selou o próprio destino quando transformou a presidência francesa em um celebrity show diário, o que é justamente detestado pelos franceses. (A “vulgarité” de Sarkozy, por sinal, é sempre muito lembrada como um fator relevante da rejeição oceânica que ora acomete o presidente.) Agora, resta saber qual será o futuro da direita francesa, depois de longuíssimos dezessete anos de poder. Meu palpite é que, num primeiro momento, o UMP irá lamber suas feridas internas e terceirizar o papel de oposição à Frente Nacional (Marine Le Pen, afinal, é uma estrela em ascensão, goste-se ou não, e terá uma votação monstruosa nas eleições parlamentares deste ano). Será necessário eleger um novo presidente do partido, acertar despesas de campanha, denunciar os vira-casacas de sempre, etc. Mais tarde, com a situação interna mais arrumada, surgirão nomes mais palatáveis do UMP para o grande público. Eu apostaria em dois: François Fillon, atual primeiro-ministro, que goza de elevada aprovação popular (por sinal, na pré-campanha, era tido por um candidato muito mais competitivo que Sarkozy, algo comprovado pelas pesquisas), e Alain Juppé, ministro das Relações Exteriores, um nome sempre lembrado, apesar de ter uma atuação apagada em todos os cargos por ele ocupados. Mas cinco anos são cinco anos, e Christine Lagarde pode muito bem tomar gosto pela política.
    Caro Felipe, a Lagarde esta numa boa, tem emprego solido no FMI. Quem sabe pegaria de qualquer forma se DSK nao tivesse aprontado tanto. Estaria na praça da Bastilha celebrando sua vitoria presidencial e nao guilhotinado politicamente, abs, Caio

  3. ricardo salazar

    -

    06/05/2012 às 19:44

    sarcô, ο ανεμιστήρας είναι χάλια!

  4. mais-valia

    -

    06/05/2012 às 19:26

    Sarkô,
    The cow went to swamp!

  5. nei BRASIL, 6ª economia

    -

    06/05/2012 às 19:24

    Ok vou assistir ao MC, hoje para ver a análise dessa vitória.
    Au revoir! C’est la vie ou: http://www.youtube.com/watch?v=xKvGVVpj9jQ, bom final de domingo, ops, domedi per tutti!

  6. Anouk

    -

    06/05/2012 às 18:37

    Oi Betty,
    Sobre o casacao nao se preocupe. Triste a história dos Silberman por toda a Europa. Verdammte Nazis!
    Boa noite e uma boa semana p/ você também.

  7. Carmem

    -

    06/05/2012 às 18:26

    Fim de papo. Agora Sarkozy vai fazer compania ao seu amigo Zapatero, que ele tanto gosta de citar, hehehe
    .
    E mui em breve Obama vai entrar para essa turma aí hehehe

  8. Andrea

    -

    06/05/2012 às 18:04

    Caraca… 60 milhões de pessoas… esses números das grandes guerras nunca deixam
    de me impressionar. Mto legal vc ter feito esse contexto histórico dando uma situada
    em tudo q está acontecendo por lá. O populismo de direita e de esquerda fedem mas
    florescem em épocas de crise, né? No entanto, acho que tá todo mundo mais
    esperto a essas armadilhas. Mas aí eu penso na Argentina por exemplo… ixe!
    Anyway, bonne chance, Hollande.
    Bom finzinho de domingo, Caio.
    Ai, Andrea, voce ja roubou o inicio do meu texto de segunda feira,a bonne chance, paciencia, hehehe,abs, Caio

  9. joao felipe

    -

    06/05/2012 às 17:52

    Fim de papo. Agora Sarkozy vai fazer compania ao seu amigo Zapatero, que ele tanto gosta de citar, hehehe

    Tchau, Carla Bruni! Olá, Valerie Trierweiler!

  10. claudio da cunha e silva filho

    -

    06/05/2012 às 17:11

    Também acho que a tal tensão que se espera não ocorrerá.Há pouca margem de manobra para o Francês. Creio que haverá uma acomodação entre o que quer berlim e o que quer paris e BCE
    Interesante, abs, Caio.

  11. nei BRASIL, 6ª economia

    -

    06/05/2012 às 16:38

    ops, vive la France, avant citoyens…

  12. nei BRASIL, 6ª economia

    -

    06/05/2012 às 16:37

    Mercy beau coup, Anouk.
    Adieu Sarkô! Vice la France, futura 6ª economia!

  13. Gudrun

    -

    06/05/2012 às 16:30

    Fim.
    Com Hollande ou sem diques de Hollande a França vai afundar.
    O projeto europeu terminar.
    A direita Pen (iana) vai penetrar.
    Todo mundo sabe no que vai dar.

    Em memória de Millôr
    Alarmista demais, abs, Caio

  14. Carmem

    -

    06/05/2012 às 16:13

    Alguém perdeu um brioche aí?
    Fica triste não, os franceses perderão bem mais q isso.
    E, em novembro tem pastel!!!
    Abs

  15. ricardo salazar

    -

    06/05/2012 às 13:46

    mandar cortar gastos sociais pra evitar crise é como tomar uma overdose de homeopatia a base do tóxico mercúrio pra curar aids.mas pros neoliberais,se põe em prática a teoria,muda-se a prática pois a teoria é religiosamente perfeita.

  16. Betty

    -

    06/05/2012 às 13:44

    Anouk minha flor; enquanto tomo conta das netas, vim dar uma olhada pra ver se tinha texto novo, ou comentários do Chanceler. Aí notei o seu comentario a respeito do sobretudo de couro dos oficiais nazistas. Torço muito para que voce nAo tenha um dos originais, que foram feitos por hábeis mãos escravas de Judeus poloneses, inclusive oas do melhor amigo de meu pai, Sr. Leon Silberman. No entanto, se for original, considere a possibilidade de doa-ló para algum museu em Berlim. Pela diferença no horário, uma boa noite e uma boa semana!

  17. Anouk

    -

    06/05/2012 às 13:18

    Oi Caio,

    “…as reformas trabalhistas na Alemanha nos anos 90 foram iniciadas pela social democratacia,…”
    ++++
    As reformas de Schröder fracassaram. Desemprego e déficit de bilhoes no orcamento público continuaram crescendo. Schröder hoje, atua como conselheiro fiscal da Gazprom e defende Putin como um genuíno democrata.
    ***
    Gazprom-Gerd(de Gerhard Schröder) enaltece Putin
    http://www.n-tv.de/politik/Gazprom-Gerd-lobt-Putin-article5699151.html
    Oi Anouk, outra hora a gente elabora melhor, mas as reformas nao fracassaram, concordo que seu ex-chanceler fracassou pessoalmente e teve este final melancolico, a la putinesca, abs, Caio

  18. ricardo salazar

    -

    06/05/2012 às 13:04

    essa crise é de superprodução de mercadorias.e é causada por queda de consumo e por queda do estado de bem estar social.se alguem aqui puder me mostrar que a maioria dos gastos do governo grego são gastos sociais,eu mudo de idéia.

  19. ricardo salazar

    -

    06/05/2012 às 11:09

    os gregos,povo da pátria histórica do conhecimento,devem lutar pela sobrevivência e se inspirar no argentinos na questão das malvinas ganhando tempo pra ser referência a longo prazo.pensar global e agir local.parodiando um vídeo da casa rosada:”pra gente conquistar a europa,lutaremos em solo grego”.que os gregos sejam iguais aos espartanos que ao serem cobrados de terra e água,entregaram a merecida terra e água ao capitalismo internacional.

  20. o observador

    -

    06/05/2012 às 10:47

    É ai que entram regiões como Ásia e Africa. Eles tem um bem estar social, financiado pelo governo, baixissimo. Então, qualquer benefício é lucro.
    Esse é o fantasma que assola o Ocidente: será que estamos preparados para uma considerável piora do padrão de vida em nome da sobrevivência econômica? E se optarmos pelo padrão atual? Quanto tempo antes de sermos obrigados a nos dobrar impactados por uma recessão profunda?
    Creio que as opções estão diminuindo e muito rapidamente, não acredito que os concorrentes irão freiar seu desenvolvimento em solidariedade co o Ocidente. Eles vão é querer engolir tudo, e bem rápido.

  21. o observador

    -

    06/05/2012 às 10:39

    Caro J.R. as reformas trabalhistas na Alemanha nos anos 90 foram iniciadas pela social democratacia, enquanto os trambiques contabeis gregos na epoca da inclusao do euro foram iniciados pelos consevadores. Os numeros de produtividade europeia sao decentes. O problema nao e vagabundagem, mas um generoso bem estar social, coisa civilizatoria, mas muito cara,hehehe,abs, Caio

    Esse comentário do Caio mostrou tudo. É isso que o ocidente está prestes a perder com essa crise toda, infelizmente. O problema não será a ideologia, o problema é como pagar a conta.

  22. o observador

    -

    06/05/2012 às 10:35

    Ícaro tem razão.

  23. icaro sem penas

    -

    06/05/2012 às 10:14

    Essa eleição francesa não tem nada a ver com nazismo desfilando em Paris.
    É falsa a ideia que a França está escolhendo entre o arco iris do futuro Estados Unidos da Europa ou Weimar. A França está escolhendo agora como sair da crise sem perder um centímetro das benesses do Estado. Não custa lembar que é um pais formidável, com seu sistema de saúde perfeito, democracia a pleno vapor e 40 mil dólares de renda per capita.

  24. Anouk

    -

    06/05/2012 às 6:48

    Oi Nei Brasil,
    Esses casacoes, muito pesados, sao realmente de alta qualidade, trabalho feito à mao e causam, sim, arrepios. O valor que eu citei nao corresponde à realidade. Que eu saiba, um “nao usado” fica em torno de 2.500 a 3.500 euros, inclusive a aura da crueldade e presuncao. Nao recomendo nem com o euro desvalorizado.

  25. o observador

    -

    06/05/2012 às 0:22

    MADRI e PARIS. Os jovens estão sendo desproporcionalmente atingidos pela crise da Europa. E a situação é dramática, em particular na Espanha, onde a taxa de desemprego das pessoas com menos de 25 anos de idade atingiu 51,1% em março — quatro vezes a média mundial e duas vezes a europeia. Ou seja, um em cada dois jovens espanhóis está desempregado. No mesmo buraco estão jovens gregos (51,2%). A Organização Internacional do Trabalho (OIT) soa o alarme: a situação se agravará à medida que muitos países na zona do euro privilegiam austeridade fiscal, no lugar de crescimento e emprego.

    E o barco Ocidental só afunda…..

  26. o observador

    -

    05/05/2012 às 23:54

    A China já esta lá!

    A responsável pela redescoberta econômica da África é sem dúvida nenhuma a China. Seja no Congo (Brazzaville), em Angola, no Sudão ou na Nigéria, além de vários outros países, lá estão presentes os interesses chineses. Para se ter uma idéia do ímpeto chinês, observe-se que o comércio bilateral multiplicou por 50 entre 1980 e 2005. Passou de 10 bilhões de dólares em 2000 para mais de 55 bilhões em 2006. Esses números são expressivos e demonstram que os chineses chegaram para ficar. Refletem um pesado investimento em infra-estrutura, exploração de petróleo e incremento comercial.
    Os resultados da política de aproximação e consolidação de posições na África desencadeadas por Beijing já despertaram a atenção das tradicionais potências ocidentais no continente africano. Muitos discursos já foram feitos enfatizando a falta de compromisso dos chineses com os direitos humanos e o meio ambiente. Embora haja algum de grau de verdade nessas afirmações, é inegável o oportunismo do seu tom. Por muito tempo os ocidentais cultivaram uma espécie de “afro-pessimismo” que não via saída alguma para a maior parte da África, seja econômica, política ou social. Agora isso parece estar mudando.

  27. o observador

    -

    05/05/2012 às 23:52

    África, bem mais real que alguns imaginam! Os olhos apertados dos chineses já se voltaram para esse gigante.

  28. carlos cezar

    -

    05/05/2012 às 21:54

    Não se preocupe, João Felipe. Essas confusões são normais. Quincas Borba é um personagem delineado em Brás Cubas, de 1881. Quincas Borba é de 1891.

  29. ricardo salazar

    -

    05/05/2012 às 21:43

    em falar de “eurófilos” que regeitam a tradição de esquerda européia e “islamofóbicos” como sarcozy que apoiam bahrein e arábia saudita,vemos um fato novo:”sem querer” alguem protegeu a arma de breivic: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,sem-suspeitar-capitao-de-balsa-ajudou-breivik-a-ocultar-arma,868308,0.htm .depois,o cara agiu sozinho e não teve apoio de nenhum serviço secreto de nenhuma parte do mundo…

  30. o observador

    -

    05/05/2012 às 21:09

    A África será, em breve, o grande provedor agrícola do mundo! Já tem empresas gigantescas investindo naquelas paragens. Terras baratas, clima propício, mão de obra farta e barata, sistema hídrico poderoso e grandes extensões de terra desabitadas. Eu desejo
    tudo de bom para a mãe África. Hatuna matata.

  31. Petunia Gaya

    -

    05/05/2012 às 20:00

    concordo plenamente. A propósito, assisto vc e seus colegas do Maanhattan religiosamente todos os domingos.Como fazer para mandar email para Diogo Mainardi, por quem tbem sou fã de carteirinha?
    grata por me permitir ao menos uma vez por semana ver e ouvir pessoas tão competentes. abs
    Obrigado, Petunia, mas o Diogo nao é de bate bola como eu, sorry, abs, Caio

  32. joao felipe

    -

    05/05/2012 às 19:55

    Quem viajou agora fui eu. Dom casmurro, não. Quincas Borba, mesmo

  33. nei BRASIL, 6ª economia sustentável

    -

    05/05/2012 às 19:46

    Sra Anouk, se foi dos nazistas….não! mercy – muita energia negativa, sabe!
    Deixa o euro desvalorizar mais…quem sabe depois da eleição de amanhã.
    Boa sorte, domedi, domedi!

  34. Felipe

    -

    05/05/2012 às 19:43

    Caio,
    Bom texto. Mas não estou totalmente convencido de que François Hollande seja a melhor alternativa para a França neste momento. Sim, a austeridade pela austeridade já se revelou um desastre de primeira grandeza para o bem-estar dos países europeus, mas quem critica tal política não o faz necessariamente com fins nobres e corretos. Como bem lembrou a Economist na semana passada, em uma reportagem que causou verdadeiro furor entre os socialistas franceses, Hollande critica a ênfase excessiva na austeridade para preservar o modelo social francês – tão invejado quanto ineficaz, como mostraram os eventos em Seine St. Denis há bem uns sete anos, eventos estes que catapultaram politicamente o próprio Sarkozy – a todo custo, sem mencionar que ele se comporta e diz coisas como um político que parou no tempo. E há uma boa dose de verdade nesta avaliação: especula-se, por exemplo, que a primeira-ministra da França, em uma era Hollande, seria Martine Aubry, filha de Jacques Delors, o primeiro-ministro da era Mitterrand. O discurso é o mesmo dos anos 80: integração, sim, mas a França em primeiro lugar. Por fim, Hollande emula Mitterrand até mesmo no jeito de andar, como bem notou a imprensa francesa. Não é à toa que, nos bastidores, mandatários europeus torçam tanto por Hollande: os tories imbuídos daquele sentimento isolacionista letífero-mortal (como diria Thomas Bernard) que tanto lhes custou no passado, de um lado, e líderes de países endividados em busca de uma solução simples, de outro. Para o futuro da Europa, a vitória de Hollande não me parece um Mellande, mas, se me permite o trocadilho grosseiro, Merde. Pure Merde.
    Caro Felipe, obrigado, vou deixar passar o palavrao do final, pois é sabadao, hehehe, a questao nao é tanto advertir sobre o Hollande, mas se preparar para o cenario, abs, Caio

  35. joao felipe

    -

    05/05/2012 às 19:36

    Que viajada, heim Jorji. Me lembrou o Quincas Borba do Dom Casmurro. Humanitas hehehe

  36. Carmem

    -

    05/05/2012 às 18:54

    Jorji, vc esta tão África hoje…relax..

  37. ricardo salazar

    -

    05/05/2012 às 18:48

    o jeito pra europa ser mais competitiva que os asiáticos é aprofundar a integração da sociedade como a islândia astá fazendo.deixar itens de baixa tecnologia pros asiáticos e e não excluir nenhuma classe da economia do conhecimento.assim supera os eua.o obama superou o preconceito contra os negros,mas e daí?Jóhanna Sigurðardóttir é a primeira presidenta gay desde a antiguidade.a economia do conhecimento só se desenvolve num país se não tiver nenhum excluído.

  38. jorji

    -

    05/05/2012 às 17:19

    Em algum lugar nas savanas africanas, um leão tem em seu harém tres leoas, e 7 filhotes, esse rei da selva que durante tanto tempo defendeu sua prole e seu território contra outros leões, envelheceu, e eis que aparece um jovem leão, mais forte, e começa o embate entre esses dois machos reis da selva, em disputa as fêmeas e o seu território, o velho leão foi derrotado e se feriu mortalmente, e o jovem leão num ritual cruel mas necessário mata os filhotes do velho leão, imediatamente as leoas sob seu dominio entram no cio, para que o novo macho dominante possa cruzar com elas e iniciar uma nova familia, parece uma crueldade mas não é, voces pensam que os seres humanos são diferentes, e realmente somos, porque a nossa forma de seleção é muito mais cruel, nos últimos 10.000 anos se estima que 110 bilhões de pessoas nasceram, metade foram vítimas da violência, e se isso não tivesse acontecido, já estariamos extintos, as doenças e a violência contribuiram para que hoje eu tenha previlegio de escrever estas asneiras, essa bestialidade, essa infamidade, mas pensem racionalmente, nenhuma das mortes violentas dos humanos foram em vão, o que importa realmente é que continuemos existindo como espécie, então rezemos por cada indivíduo que cairam diante da grande verdade, a verdade absoluta, que é a lei da natureza, prega-se as leis de Deus, mas seguimos as leis da natureza, que assim seja!

  39. joao felipe

    -

    05/05/2012 às 16:42

    Talvez a vitória de Hollande traga algo de positivo a europa. O lema austeridade, austeridade, austeridade, de Angela Merkel precisa de um contraponto. Com a Itàlia em crise e o reino Unido se isolando, a França é a única que pode fazer isso. A quebra do monopólio alemâo pode ser uma boa para a europa.

  40. o observador

    -

    05/05/2012 às 16:39

    Quanta teoria sobre a Europa. Eu quero saber é o seguinte, como é que a Europa vai produzir mais, melhor, mais rápido e principalmente mais barato que os gigantes asiáticos? Como??
    O resto é enxugar gelo.

  41. Anouk

    -

    05/05/2012 às 16:11

    nei BRASIL, 6ª economia sustentável- 05/05/2012 às 12:23

    Que roupa é essa dos nazistas..Hugo Boss? Chic!
    ***
    Eu tenho um sobretudo de couro desses da foto. Quer comprar? €10.000,00

  42. J.R.Monteiro

    -

    05/05/2012 às 16:00

    Caríssimo Caio, sinto muito, mas excesso de gasto público não é monetário, é prevaricação fiscal. O dinheiro é um meio, não um fim.
    Concedo, entretanto, que alternância entre esquerda (socialismo sindical) e direita (conservadorismo) não seja ciclotimia ideológica típica (ditadura comunista x ditadura nazi-fachista), acho que exagerei na tinta.
    Porem, a assimetria economica (diferênça de produtividade) é vagabundagem sim senhor, que faz quem pode, enquanto pode, ou não faz nunca, como a Alemanha.
    Leio tanto os sites conservadores como os ditos progressistas ou liberais, mas, como você já deve ter percebido pelos meus escritos, não tenho definição ideológica. Quem gosta de rótulo e remédio ou cerveja.
    Caro J.R. as reformas trabalhistas na Alemanha nos anos 90 foram iniciadas pela social democratacia, enquanto os trambiques contabeis gregos na epoca da inclusao do euro foram iniciados pelos consevadores. Os numeros de produtividade europeia sao decentes. O problema nao e vagabundagem, mas um generoso bem estar social, coisa civilizatoria, mas muito cara,hehehe,abs, Caio
    PS- voce nao entendeu meu comentario monetario-fiscal, estava dizendo que a zona do euro nasceu com um defeito de fabricacao, pois havia esta unidade monetaria, mas nao fiscal, abs, Caio

  43. rod

    -

    05/05/2012 às 15:15

    A notícia postada por mais-valia em 05/05/2012 às 14:26 me entristece… Porque acho que aqui que não vai ter festa, bem capaz de decretarem luto oficial… haha!

  44. ricardo salazar

    -

    05/05/2012 às 14:43

    e sem contar as mortes fora das duas guerras mundiais que não envolveram ódios nacionais como as guerras entre prussianos e austríacos.

  45. ricardo salazar

    -

    05/05/2012 às 14:30

    vamos somar 488600 mortos na guerra civil argelina,75000 na guerra alemã na naníbia,1 milhão de mortos na guerra civil espanhola(segundo a wikipédia catalã),12448 mortos nas guerra dos bôeres,1,460 milhões de mortos na guerra da indochina,376875 mortos na guerra do inverno,mais de 70 pessoas assassinadas pelo maluco norueguês,vários mortos durante os anos de chumbo da itália,2712824 mortos durante a guerra civil russa,1824 mortos durante a guerra de independência da irlanda,512300 mortos durante a guerra da criméia,183652 mortos durante a guerra franco prussiana e fora as mortes feita por nazistas antes da segunda guerra,tudo em nome da unidade da europa e a hegemonia pacífica de um projeto político lá e no mundo e o senhor diz que conflitos mundiais pontuais matam mais? e o senhor fala como se a UE fosse o único antídoto contra nacionalismos extremados.mas ainda bem que o povo grego vota neste domingo e que todos que dedicaram suas vidas contra este projeto europeu no mundo continuem na expectativa,pois este NÃO é um modelo civilizatório pra humanidade.o mundo já teve ideologias com bases menos sombrias pra modelo civilizatório.

  46. mais-valia

    -

    05/05/2012 às 14:26

    A INUTILIDADE DE GUANTÁNAMO OU
    ADOTE UM HUMANISTA TERRORISTA E LEVE PARA SUA CASA.
    Sendo julgado

    Khalid Sheikh Mohammed e mais quatro terroristas responsáveis pelo ataque de 11 de setembro nos EUA estão nesta manhã diante de um juiz militar na prisão americana para terroristas de Guantânamo, em Cuba. A sentença sobre a morte de 2.976 pessoas no ataque pode condená-los à morte. Se forem, haverá festa nos EUA e em outros países normais. O bandido Khalid já disse, em contato anterior com a imprensa, que está pronto para morrer. Boa sorte, então. TREM AZUL

  47. nei BRASIL, 6ª economia sustentável

    -

    05/05/2012 às 12:23

    Que roupa é essa dos nazistas..Hugo Boss? Chic!

  48. J.R.Monteiro

    -

    05/05/2012 às 12:09

    “Caro J.R. Monteiro, discordo, o segredo da Europa pós-guerra foi aprender a conciliar modelo e tentar atenuar nacionalismo e diminuir barreiras, abs, Caio”

    Não foi conciliadora coisa nenhuma. Entre o Urso e a Aguia não sobrava espaço para nenhuma gracinha. Era mêdo e instinto de preservação. Foi só a Aguia engaiolar o Urso e começou a dança do imigrante doido.
    A ciclotimia ideológica, aliada à vagabundagem, está quebrando a Europa.
    Caro J.R. volto ao tema, nao existe ciclotimia ideologica na Europa, existe um modelo social enferrujado do qual ha 60 anos participam partidos conservadores e social democratas, sindicatos patronais, sindicatos de trabalhadores e governos. Esta conversa de vagabundagem claro que é esteriotipo de quem le muitos blogs conservadores americanos. Existem defasagens de produtividade nos paises europeus e o onus de sustentar paises que nao estavam prontos para entrar no projeto do euro, as falhas intrinsecas da integracao (foi monetaria e nao fiscal), crises ciclicas de economia, excesso de gastos publicos, etc, abs, Caio

  49. Carmem

    -

    05/05/2012 às 10:28

    Falando serio, disse que era politicamente correto no sentido de dar espaço aqui a diferentes pontos de vista, abs, Caio
    .
    Ufa!

  50. mais-valia

    -

    05/05/2012 às 10:11

    Parece, segundo as pesquisas, que a eleição será apertadíssima.
    Tomara que elas estejam erradas contra o inefável Sarkô, o mal menor.

  51. ricardo salazar

    -

    05/05/2012 às 10:01

    a novilíngua transforma do real massacre no líbano no politicamente correto “combate ao terror”.aí concordo com o maisvalia.

  52. o observador

    -

    05/05/2012 às 9:52

    O MV me elogiou? Sério? He he he
    Ok, pessoal, fiz uma piadinha, hehehe, mas nao quero abrir um vespeiro. Peço aos leitores para nao circularem em torno de outros leitores, abri, mas agora fecho o ciclo,hehehe, falando serio, adiante, abs, Caio

  53. ricardo salazar

    -

    05/05/2012 às 9:48

    o bom é que nesse domingo,até os árabes torceram pelo futuro do povo grego.que aqueles que geraram a crise não saiam impunes.que nem diria um hino hoje:aux votes, citoyens.e quanto ao maisvalia,queria saber o que ele acha do Nova Democracia(um partido muito próximo do partido republicano) fazer coalizão com o pasok,um partido de esquerda liberal assim como hoje é o fatah.

  54. mais-valia

    -

    05/05/2012 às 9:43

    Meu caro, nao seja condescendente com a otima Karen, hehehe. É verdade que há dias que eu, pasmo, tambem sou condescendente e comento: Maisvalia, incrivel, mas pelo menos uma vez voce falou coisa com coisa, hehehe, abs, Caio
    MEU CARO REVISOR.
    SEMPRE FALO COISA COM COISA, MAS PARA LIBERALS E ESQUERDOS A REALIDADE É PALAVRÃO, ELES SEMPRE PREFEREM SONHOS E UTOPIAS, HEHEHEHE
    E PARA VOCÊ QUE SE DECLAROU POLITICAMENTE CORRETO, COISA QUE NÃO SOU, INDO ALÉM AO ADMIRAR RA E MAINARD, AÍ VAI:
    Dalrymple e a praga politicamente correta
    De Theodore Dalrymple, psiquiatra e escritor inglês:

    Não é fácil definir o politicamente correto com precisão,mas é fácil de reconhecer quando está presente (…). É a tentativa de reformar o pensamento tornando algumas coisas indizíveis; também é a obscena, para não dizer intimidadora, demonstração de virtude (concebida como a adesão pública às visões “corretas”, isto é, “progressistas”) por meio de um vocabulário purificado e de sentimentos humanos abstratos. Contradizer tais sentimentos, ou não usar tal vocabulário, é colocar-se fora do grupo de homens civilizados (ou deveria eu dizer “pessoas”?
    A VERDADE SEMPRE DÓI, HEHEHEHE
    Falando serio, disse que era politicamente correto no sentido de dar espaço aqui a diferentes pontos de vista, abs, Caio

  55. mais-valia

    -

    05/05/2012 às 8:33

    Karen – 04/05/2012 às 18:10
    Muito bom o seu comentário.
    Que venham os Steves.

    o observador – 04/05/2012 às 17:24

    O segredo é a parcimônia!!!! Se você me tira algo então que seja o “justo” e que me dê devolva, em bem estar e qualidade de vida, cada centavo que me tirou.
    QUEM DIRIA.
    UM ÓTIMO COMENTÁRIO.
    Meu caro, nao seja condescendente com a otima Karen, hehehe. É verdade que há dias que eu, pasmo, tambem sou condescendente e comento: Maisvalia, incrivel, mas pelo menos uma vez voce falou coisa com coisa, hehehe, abs, Caio

  56. Pedro I.

    -

    05/05/2012 às 5:58

    “Caro J.R. Monteiro, discordo, o segredo da Europa pós-guerra foi aprender a conciliar modelo e tentar atenuar nacionalismo e diminuir barreiras, abs, Caio”
    .
    Acho que você não entendeu o comentário do JR. O seu comentário prega a conciliação dos modelos. Para isso se deve juntar o melhor destes modelos. Só que o JR diz que no momento, estão juntando o PIOR destes modelos.
    Tem razao, caro Pedro, li na correria, reli, estendo meu pedido de desculpas ao J.R. abs, Caio

  57. Pedro I.

    -

    05/05/2012 às 5:58

    Pablo Vilarnovo – 04/05/2012 às 17:06
    “Na Europa, a social democracia preserva a propriedade privada, mas cobra 50% a 70% de imposto do cidadão (essa taxação é uma nova modalidade de trabalho forçado), para sustentar o ESTADO que promete ser a babá social e dar de tudo para todos…”
    .
    Cada estado tem as suas próprioas regras e condições de impostos. Países Nórdicos (Escandinávia + Finlândia) tem impostos bem mais altos que outros países, como a Irlanda.

  58. ricardo salazar

    -

    04/05/2012 às 21:59

    tudo indica que sem guerras(pois o irã ganha tempo com a primavera árabe e a bomba H),novas bolhas econômicas ou inovações tecnológicas físicas(não aquela coisa do facebook que não faz trabalho físico em coisas físicas pra gerar mais valia contrariando marx e newton),o capitalismo não sairá dessa letargia e tem grandes chances de afundar por tentativaz e erro.não dá pra conciliar o progresso com o capitalismo de cunho religioso como o sunita,o judaico e o protestante conhecidos por serem mais liberais historicamente na economia.essa letargia por enquanto não afeta as grandes empresas,pois o custo se repassa pra base da população.vão passar a privatizar inclusive o conhecimento que era pra ser gratuito.o capitalismo avançado destruiu os laços de confiança na sociedade e gera crises.por isso por exemplo que os ricos da grécia e da europa não confiam na forma de gastar que a sociedade grega defende.o desemprego tolerável(aquele residual que as pessoas deixam o trabalho) tambem é ruim,pois significa que o trabalho não está sendo positivo e esta pessoa descobrindo que não vale a pena mais trabalhar,coloca um peso nos mais jovens na previdência por aposentadoria compulsória(no caso de um país sem um sistema de saúde público e com cobranças excessivas no trabalho,por exemplo).e o ideal não seria terceirizar ou o governo passar vales pra população optar entre serviços privados,pois até empresas privadas entendem que vai ser difícil controlar a qualidade e isso vai gerar mais custo improdutivo e mais dívida.o ideal seria se houvesse impostos hipotecados em que o estado gastassem onde a população sabe que vale a pena investir.tem coisas que a maioria da população por experiencia em algumas áreas,tem maturidade de opnar como diria james surowiecki.

  59. richard

    -

    04/05/2012 às 21:31

    Não vai ser hoje que vou garantir minha aposentadoria…
    Só tem alemão comentando aqui.

    Obs: sobre o comentário de 04/05 às 13:58

  60. Carmem

    -

    04/05/2012 às 19:51

    Liga não, Rod…
    Abs

  61. Lucas

    -

    04/05/2012 às 19:31

    Caio, sou de esquerda não gosto de muitas opiniões suas mas neste texto você mandou muito bem. Tomara que a Europa continue unida.

  62. ricardo salazar

    -

    04/05/2012 às 19:12

    bom era a frança no pós guerra que confiscou a renault por colaboração com nazistas.pena que se a crise piorar e o governo não salvar a empresa,o nazismo financeiro vai levar esse baluarte da indústria francesa pra qualquer país,quem sabe a alemanha…

  63. Carmem

    -

    04/05/2012 às 18:17

    Bom descanso chefia!
    abs

  64. Karen

    -

    04/05/2012 às 18:10

    Os comentarios estao otimos e podemos pensar que tem sentido em quase todos, mesmo quando as ideias sao completamente opostas de um comentador para outro. E claro perceber que apesar do bloco europeu ter que dancar a mesma danca eles nao movem o corpo no mesmo ritmo e isto gera este ressentimento de alguns (neste caso frances) onde a promessa do Hollande de manter seus previlegios sera premiado com a vitoria. Na Franca eles tem 9 semanas de ferias por ano, se nao usar todo o lote eles podem jogar p/ o futuro, na forma de diminuindo o tempo p/ se aposentar. Mas se o alemao, que usualmente e bem mais rigoroso professionalmente e se ressente em pagar pelos debitos dos seus socios (neste caso usando a Grecia como exemplo), como conciliar estes estilos de vida e entao multiplicar entre todos os membros da comunidade? Hollande promete o que a maioria quer ouvir e parece que os franceses estao escolhendo viver o presente, ao contrario dos EUA onde os politicos ultimamente so nos lembram que pais deixaremos para nossos filhos, netos, etc. Nao sei qual e a melhor estrategia, viver intensamente por menor periodo de seguranca economica ou viver moderamente por longo periodo.
    E ainda estou otimista no futuro dos EUA apesar de todos os problemas que enfrentamos, ainda vamos ter muitos Gates e Jobs por aqui.

  65. joao felipe

    -

    04/05/2012 às 17:56

    Parece que a China irá permitir que o chen Guangcheng vâ estudar (isto é, se asilar) nos EUA.. Uma decisâo sàbia dos chineses, que parecem ter percebido que um confronto com os americanos, nâo é bom pra eles também. Claro, nada està garantido, e nâo sabemos o que aconteceu aos ativistas que ajudaram Chen, mas, por hora, nâo deixa de ser uma boa noticia.

  66. o observador

    -

    04/05/2012 às 17:24

    O segredo é a parcimônia!!!! Se você me tira algo então que seja o “justo” e que me dê devolva, em bem estar e qualidade de vida, cada centavo que me tirou.

  67. o observador

    -

    04/05/2012 às 17:20

    Pablo Vilarnovo – 04/05/2012 às 17:06
    “Na Europa, a social democracia preserva a propriedade privada, mas cobra 50% a 70% de imposto do cidadão (essa taxação é uma nova modalidade de trabalho forçado), para sustentar o ESTADO que promete ser a babá social e dar de tudo para todos…”
    ————
    Isso não é verdadeiro para todos os estados europeus. Coincidência ou não os estados que sempre foram os campeões do wellfare state, os escandinavos, são também os estados que apresentam menos tabu na hora de realizar mudanças estruturais. Por isso que a crise chegou e foi contrada. Também é necessário notar que esses países estão muito bem colocados no índice de liberdade econômica. A grande diferença e em que esses estados investem o dinheiro recolhido dos impostos. Possuem estados enxutos, pouca burocracia e investem muito em educação.
    Aliás, é notável a convergência entre o índice de liberdade econômica e o índice de desenvolvimento humano. E não é coincidência.

    Concordo plenamente com você! Estado enxuto, austero, que aplica corretamente os impostos, humanista e com pouca corrupção! Essa é a fórmula.

  68. maisvalia

    -

    04/05/2012 às 17:07

    Bom fim de semana, com muita paz,hehehe, abs, Caio

  69. Pablo Vilarnovo

    -

    04/05/2012 às 17:06

    “Na Europa, a social democracia preserva a propriedade privada, mas cobra 50% a 70% de imposto do cidadão (essa taxação é uma nova modalidade de trabalho forçado), para sustentar o ESTADO que promete ser a babá social e dar de tudo para todos…”
    ————
    Isso não é verdadeiro para todos os estados europeus. Coincidência ou não os estados que sempre foram os campeões do wellfare state, os escandinavos, são também os estados que apresentam menos tabu na hora de realizar mudanças estruturais. Por isso que a crise chegou e foi contrada. Também é necessário notar que esses países estão muito bem colocados no índice de liberdade econômica. A grande diferença e em que esses estados investem o dinheiro recolhido dos impostos. Possuem estados enxutos, pouca burocracia e investem muito em educação.
    Aliás, é notável a convergência entre o índice de liberdade econômica e o índice de desenvolvimento humano. E não é coincidência.

  70. caioblinder

    -

    04/05/2012 às 17:06

    Pessoal, pode seguir com os comentários ao longo desta sexta-feira, mas serei um pouco mais lento para liberar e assumo que serei preguiçoso para responder. Não sou de ferro,hehehe, abs, Caio

  71. Ricardo Platero

    -

    04/05/2012 às 16:50

    Reynaldo, como já disse, o jornal é pautado pelos interesses de quem paga os salários dos jornalistas. Cabe a cada um ter a visão da informação conforme sua consciência.
    Enfim, gostei da troca de ideias, mesmo achando que você não foi objetivo nas respostas. Vou ser ousado e afirmar que é isso que o Caio gosta na coluna dele: o debate, a polêmica e a cortesia entre os frequentadores da coluna.
    Abraços.
    Boa, Ricardo, abs, Caio

  72. o observador

    -

    04/05/2012 às 16:40

    rod. kkkkkkkkkk… chinês no samba ia ser ótimo! he he he

  73. o observador

    -

    04/05/2012 às 16:37

    reynaldo, essa eu gostei..hehehehehehehehehe… só quero saber como botar a mão na minha parte dos recursos. to doido pra ficar a tôa. Mas que gostei gostei.

  74. rod

    -

    04/05/2012 às 16:36

    Concordo com o reynaldo em 04/05/2012 às 16:27. Os chineses e os cubanos deveriam fundar escolas de samba do que ficar se matando pra engordar a nomenklatura.

  75. reynaldo

    -

    04/05/2012 às 16:31

    Ontem o Caio respondeu a uma de minhas provocações se assumindo um pequeno burguês. Vou adaptar a frase que Sartre dirigiu a Paul Valery: Caio Blinder é um pequeno burguês, mas nem todo pequeno burguês é Caio Blinder. Gostou, Caio? Viu como eu respeito sua honorável pessoa?
    Boa, Reynaldo, humor e boas tiradas são essenciais por aqui, hehehe, abs, Caio

  76. reynaldo

    -

    04/05/2012 às 16:27

    Ricardo, você é jovem, ainda vai aprender que os mitos sustentados pela grande imprensa não possuem correspondência na realidade. A verdade é muito simples: quem tem muito dinheiro manda e manipula. O que me assusta é a quantidade de pangaré que passa por essas páginas defendendo a ideologia de uma classe que não é a sua. Então os europeus devem trabalhar mais. Trabalhar mais para que gente? Para engordar a conta dos capitalistas? Eles, como nós, deveríamos é brincar mais, festejar mais, andar mais à tôa, amar mais, transar mais, ler mais, ir mais ao cinema, etc. Há recursos de sobra para isso e poderíamos todos viver numa boa se esses recursos não estivessem concentrados nas mãos de poucos e de cada vez mais poucos. Parecem puritanos entregando a vida ao Deus leigo do Capital! Haja paciência!

  77. Marcio Silva

    -

    04/05/2012 às 16:00

    A meta dos socialistas vermelhos e dos socialistas verdes é acabar com a matriz energética da Europa e substituí-la por energia “renovável” e ineficiente… ou seja… vão importar 100% do gás e petróleo que consomem dos russos que hoje beira a 70%

  78. o observador

    -

    04/05/2012 às 15:56

    Tá Marcio Silva, arte da guerra, ok. Mas e daí??? A guerra agora será “econômica”, não será guerra convencional. Chegamos à um impasse, não dá mais pra resolver na bala. Ninguém quer, ninguém pode.
    Como já disseram a Ásia já está adaptada ao ocidente, e é isso que os torna fortes. Eles tem uma economia capitalista só que com regras rígidas no quesito remuneração do trabalho. Se eles estão certos? Não. Se isso cheira a escravidão? Eu acho que cheira. Mas e daí???? Quem vai lá obrigar os camaradas a agir diferente??? Os EUA? Israel (com7milhões de habitantes)? Alemanhã?????
    Pois é, a batalha agora é o mercado. E no mercado sempre vence quem vende mais barato.
    Pense em como mudar isso no Ocidente.

  79. amauri

    -

    04/05/2012 às 15:33

    Boa tarde Caio!
    Não sei se já foi falado por algum comentarista.
    vários governos decidiram explorar suas reservas de gás de xisto. Nicolas Sarkozy, se releeito, confia à Total os imensos recursos do Maciço Central: a companhia que estava se preparando há vários anos e já havia experimentado a técnica de “fracking” na Pensilvânia, anunciou a criação de 100 mil empregos. A França vai se tornar autossuficiente em energia, espera-se até um excedente e, assim, que se interrompam progressivamente as importações de gás da Argélia e da Rússia. Se Hanllende for eleito e continuará com este projeto? abs

  80. Henrique

    -

    04/05/2012 às 15:28

    Ótimo texto, Caio. O exemplo da Alemanha está aí, pra todos os europeus verem. Não nos quesitos da economia real, (onde a Alemanha sabe muito bem aproveitar suas vantagens comparativas derivadas de toda uma mentalidade empresarial peculiar à sua cultura, como acentuou a Economist há algumas semanas), mas no que tange à disposição permanente dos sucessivos governos quanto à disciplina fiscal. Ou seja, os governos europeus que se encontram enrascados no déficit público têm mais é de emular o modelo alemão – já em relação ao crescimento, aí é outro assunto. Mas é muito mais fácil crescer amanhã de forma saudável, e com as contas em dia, do que promover crescimento hoje pra logo em seguida ter de desacelerar devido a um descontrole fiscal – espero que essa segunda via não seja a adotada por Hollande, como faz crer todo o seu discurso de campanha.
    Obrigado, Henrique, abs, Caio

  81. Pedro I.

    -

    04/05/2012 às 15:22

    “A Europa precisa escolher se quer ser capitalista ou socialista. Oscilando, ela está colhendo o pior dos dois. Trabalha pouco, cobra muito e regula tudo.”
    .
    Disse tudo! Nota 10 pelo comentário!

  82. Marcio Silva

    -

    04/05/2012 às 15:22

    Caro observador, estamos no meio de uma guerra cultural, iniciada por marxistas gramscianos nos anos 50… Eles são adeptos da “arte da guerra” e a essência do pensamento deles é a mentira e a dissimulação…
    Portanto:

    “Toda operação militar tem a mentira como base.

    Por isso, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes;
    ao utilizar nossas forças devemos parecer inativos;
    quando estivermos perto, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos longe;
    quando longe, devemos faze-los acreditar que estamos perto.

    Preparar iscas para atrair o inimigo. Fingir desorganização e esmagá-lo.
    Se ele está protegido em todos os pontos, esteja preparado para isso. Se ele tem forças superiores, evite-o.
    Se o seu adversário é de temperamento irascível, procure irritá-lo. Finja estar fraco e ele se tornará arrogante.
    Se ele estiver tranqüilo não lhe dê sossego.
    Se suas forças estão unidas, separe-as.
    Ataque-o onde ele se mostrar despreparado, apareça quando não estiver sendo esperado.”

  83. nei BRASIL, 6ª economia sustentável

    -

    04/05/2012 às 15:15

  84. Marcio Silva

    -

    04/05/2012 às 15:11

    Richard,
    Isso é o que ocorre na prática com qualquer projeto de sociedade socialista… tem os preguiçosos , tem a elite do partido e tem os que trabalham para prosperar e deixar um legado para seus descendentes… Num estado sem direito à propriedade os trabalhadores que geram riqueza desaparecem e o governo deve recorrer aos trabalhos forçados… Na Europa, a social democracia preserva a propriedade privada, mas cobra 50% a 70% de imposto do cidadão (essa taxação é uma nova modalidade de trabalho forçado), para sustentar o ESTADO que promete ser a babá social e dar de tudo para todos…
    Outra sacanagem do EURO, é que poupadores de países como a Grécia, perderam poder de compra real no próprio país logo na conversão da moeda, perderam poder de barganha e de competitividade de seus produtos e serviços em relação aos países fora da zona que é esse Euro. E ainda receberam um injeção artificial de Euro por parte da Alemanha (onde os poupadores ganharam poder de compra e de barganha por seu produtos na conversão da moeda). Ná prática o que a Alemanha ganhou financeiramente na troca da moeda, “emprestou” o dinheiro e deu “garantias” para países como a Grécia afim de criar artificialmente uma sistema de financiamentos de consumo e de empresas a juros baixos mas que não tinha poupança real para sustenta-la (típica bolha financeira), as indústrias só se sustentaram durante o período da bolha e a política de welfare state, equivalente a da Alemanha, terminou por criar um déficit óbvio, mas que agora finalmente aparece…
    Leia:
    A Tragédia do Euro – prefácio à edição brasileira – http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1243

  85. Ricardo Platero

    -

    04/05/2012 às 14:47

    Olha Reynaldo, eu não estou postando comentários afirmando que a democracia é uma falácia, nem sou eu quem defende a radicalização ideológica para a direita ou para a esquerda. Sinceramente, neste nosso diálogo, quem está indo longe nos argumentos é você.
    Apesar de achar que pessoas mais ricas devem contribuir mais do que os menos afortunados, eu acredito que isso gera um debate muito forte: é a descriminação de uns poucos (sim, os ricos são minorias) pelo prol de uma maioria, ou seria a qualificação daqueles que possuem mais para contribuir mais? Muito difícil uma única pessoa ter decidir isso sozinha.
    O mundo de ontem e hoje é capitalista. Amanhã continuará a ser. O sistema funciona e busca corrigir falhas de forma rápida e com mais eficiência. O mundo condena a especulação barata, privilegiada e sem competição. Esse mesmo mundo possui uma ordem de poder que muda constantemente e continuará a mudar, adaptando-se ao ambiente natural e social.
    Não foi outro dia que Cesar foi assassinado? Que cortaram a cabeça de Maria Antonieta? Getúlio deu um tiro no peito e JFK (lamentavelmente) recebeu um tiro fatal. Aos meus vinte anos, talvez eu veja a ordem do poder mudar como já aconteceu tanto, talvez não. O que eu sei é que eu, como individuo dotado de livre escolha, vou buscar adaptar-se ao poder vigente, sobreviver e, quem sabe, triunfar. O capitalismo persiste.

  86. Dawran Numida

    -

    04/05/2012 às 14:46

    “(…) Que o projeto europeu tenha vida longa, muito longa, mesmo que esta crise econômica, política e de identidade seja também muito longa”. Parabéns Blinder. Comungo com a frase final que coroa o post.
    Boa, abs, Caio

  87. jorji

    -

    04/05/2012 às 14:27

    Essa crise no Euro é o primeiro, e não será o último, não tem como voltar pra trás, é seguir adiante, a humanidade caminha em direção ao futuro e a integração entre os povos se dará paulatinamente, a miscigenação de raças é inevitável, não que os humanos de repente se tornaram “santinhos”, é questão de sobrevivência da espécie, hoje se chegou a conclusão que os recursos aqui na Terra são finitos, ou todos seguimos uma linha de pensamento, ou iremos nos extinguir, um planeta tão heterogêneo é bonito de se ver, mas será impraticável no futuro.

  88. jorji

    -

    04/05/2012 às 14:23

    Estão borrando as calças com medo da China, os chineses não serão problema, os asiáticos da raça mongol ( chinês, japonês, coreanos, mongóis, etc ) já estão perfeitamente integrados ao sistema capitalista do ocidente, eles tem grandes investimentos no ocidente, e também recebem um volume considerável de investimento, a religião que praticam não descamba para o extremismo, muito pelo contrário, se adptam a outras religiões sem muito conflito, já são bem desenvolvidos, o Japão é o mais rico e desenvolvido, a Coréia já entrou no clube dos ricos, e a China e os demais países de maioria mongol(raça amarela) caminha também para o desenvolvimento, os tres países do centro (China, Japão e Coreia do Sul) estão articulando a criação de um mercado comum entre eles, talvez com um PIB já maior que o do Euro, esses povos serão apenas competidores, não inimigos, o perigo é o mundo islâmico.

  89. Pablo Vilarnovo

    -

    04/05/2012 às 14:16

    Gostaria de saber de onde as pessoas tiraram a idéia de que austeridade beneficia os ricos… isso me intriga.

  90. Richard

    -

    04/05/2012 às 13:58

    Barreiras culturais entre EUROPEUS não são problemas, tudo se resolve quando cada um paga suas contas. Alguém aí se habilita a pagar minhas contas? Claro que não. Acontece que cada país tem competitividade diferente no mercado internacional.
    Gosto muito do meu vizinho, um cara bem na dele, trabalha bem menos que eu, vai se aposentar mais cedo, etc… Só não vem me pedir dinheiro pra sustentar a vida boa dele… Não é barreira cultural, it’s only money, money, money
    Aí vão dizer que culturalmente o povo daquele país trabalha menos, o do outro é mais poupador, e por aí vai. Como é que foram unir isso aí tudo num bolo só então? Alguém se habilita a pagar minhas contas? Se alguém pagar pela minha aposentadoria já seria legal.
    Se alguém responder que sim esse projeto da UE do jeito que está pode dar certo…
    Interessante, caro Richard, abs, Caio

  91. o observador

    -

    04/05/2012 às 13:47

    JR Monteiro. Tocou no ponto principal. Perfeita observação.

  92. J.R.Monteiro

    -

    04/05/2012 às 13:19

    A Europa precisa escolher se quer ser capitalista ou socialista. Oscilando, ela está colhendo o pior dos dois. Trabalha pouco, cobra muito e regula tudo. A Alemanha é a exceção, que dá certo, porque trabalha muito.
    O desemprego é fruto de uma assimetria economica brutal, por isso mesmo, variando conforme a legislação local, que estimula ou inibe o emprendedorismo.
    A Europa não é mais o centro do planeta, e tem que ir se acostumando, de preferência, sem picuinhas e guerras.
    Caro J.R. Monteiro, discordo, o segredo da Europa pós-guerra foi aprender a conciliar modelo e tentar atenuar nacionalismo e diminuir barreiras, abs, Caio

  93. reynaldo

    -

    04/05/2012 às 12:54

    Calma, Platero, você está indo longe demais. O que estou questionando é mais restrito. Se o eleitor vota no centro-esquerda porque ele promete romper com o dogma da austeridade (lembre-se, austeridade para o aposentado, para o servidor público, para o trabalhador em geral, ou seja, para a maioria da população) e depois, como já aconteceu, recentemente, na França, esse governo é obrigado pela aristocracia financeira que está no comando, a manter a mesma política, que só beneficia quem já é para lá de privilegiado, ocorre uma fraude, você concorda? O que fazer? Implantar o socialismo? Que tal impor, de forma bem concreta e possível, a disciplina aos barões da especulação, a tão propalada regulamentação do sistema financeiro. Muitos já propuseram, alguém conseguiu implementá-la, que o seja de forma tímida. Não. Será porque, ein? Quem está no comando da propalada “democracia”?

  94. o observador

    -

    04/05/2012 às 12:40

    “O ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra deu depoimentos em um livro onde sugere que corpos de militantes políticos mortos pela ditadura militar em São Paulo e no Rio de Janeiro foram incinerados numa usina de cana em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, nos anos 1970 e 1980.”
    Caio, sei que essa postagem não tem nada a ver com o tópico, mas achei interessante, só pra ilustrar certos leitores, de que no mundo não são só os “comunistas” que comem criançinhas.
    Gostaria que publica-se, não como provocação, mas como um lembrete de como devemos ser mais moderados com as pessoas.

  95. joao felipe

    -

    04/05/2012 às 12:24

    Queiroz, as eleições frencesas sempre sâo apertadas. Poucas vezes o vencedor ultrapassa os 54%. Difícil é o sarkozy, com 36% de aprovaçâo, conseguir envolver eleitores suficientes para vencer. Principalmente com um discurso voltado pra extrema direita.

    P. S.: Sobre o american dream, estou com o maisvalia. Até por uma questâo de torcida, hehehe

  96. o observador

    -

    04/05/2012 às 12:23

    “Extrema direita prega expulsão de muçulmanos nas ruas de Paris.”
    Manchete no site Terra.
    Será que o desespero já bate à porta dos Franceses? Isso é sinal que a crise é pior, é muito maior, e já está deixando as pessoas desesperadas.

  97. Anouk

    -

    04/05/2012 às 12:12

    Pablo Vilarnovo:
    Li recentemente um artigo dizendo que os alemães estavam de olho nos engenheiros espanhóis desempregados (e de fato, os engenheiros espanhóis, principalmente os de engenharia civil são excelentes), mas o que dificultava era que quase nenhum falava alemão.
    ***
    Ótimo ponto, Pablo.
    O projeto europeu nao deixa de ser um projeto audacioso, o que considero bom, apesar do meu ceticismo. Uma das grandes barreiras é o idioma. Para que o diálogo entre os povos se torne proveitoso e a identidade européia se consolide, os europeus terao que adotar um segundo idioma. Inglês seria o meu favorito.

  98. o observador

    -

    04/05/2012 às 12:09

    Ah, a turma de lá nem quer saber da gente. E eles são muitos. A “Águia do Norte” perdeu as garras Marcio Silva. Ou a gente se adapta, ou vamos sofrer.

  99. Érick

    -

    04/05/2012 às 12:08

    Já comentei sobre o tema aqui uma vez e vou fugir do seu um pouquinho, depois volto nele. Acho que as coisas estão turbulentas e se alguém mover uma peça errada a coisa pode ficar bem feia. O mundo ignora completamente a crise dos mísseis, a Rússia já fala abertamente sobre ataque, mas ninguém ecoa as ameaças. Será que essa questão realmente não é importante? Parece um episódio da guerra-fria! Acho que um fator desestabilizador, com a morte de um arquiduque ou a invasão de um país, ou o posicionamento de mísseis pode ser o estopim. Oremos…

  100. o observador

    -

    04/05/2012 às 12:07

    Marcos Silva, os Russos e chineses não são bons para ninguem. Mas isso te consola??? O fato é que: estamos na beira do caos filhote. Vociferar contra os comunistas vai mudar o que??? They are coming. aliás, agora eles são comunistas para dentro e capitalistas para fora. Aqui do meu planeta, infelizmente, eu só tenho observado o nível da água subir. E acho melhor você também começar a levantar a mobília filho.

  101. mais-valia

    -

    04/05/2012 às 12:04

    …Não sei se você já leu o Steinbeck…
    Li sim e gosto, mas ele é bem amargo.
    O chinese dream é utópico, pois apesar de todo o crescimento é um país ainda muito pobre, de renda per capita sofrível e o mais importante – não possui liberdade – de ação, de empreendedor, de livre iniciativa – para se transformar em sonho.
    Esta é a grande diferença.

  102. Ricardo Platero

    -

    04/05/2012 às 11:59

    Ok Reynaldo, mas supondo que a conspiração é verdadeira (Maisvalia, não me crucifique, rs), qual é a saída? Fora os anarquistas, os que têm uma ruptura maior com os ‘financistas’ é o pessoal da esquerda. Você acredita que o Mélenchon fosse o mais próximo dos seus ideais na França? Se não este, quem o seria? O que fazer com a aristocracia financista?
    E minha pergunta sobre a farsa da democracia e qual o modelo de governo que você sugere ainda não foi respondida.

  103. Marcio Silva

    -

    04/05/2012 às 11:54

    o observador, “Quem sempre usou a violência para “doutrinar” seu parceiros agora olha melancólico para suas tropas e não sabe o que fazer.” Os Russo e Chineses sabem muito bem o que fazer… Aí do seu planeta você tem observado só a propaganda…

  104. Ricardo Platero

    -

    04/05/2012 às 11:52

    Caro Mais-Valia,

    Eu pensei em colocar um adendo no meu comentário porque eu sabia que você iria defender seus ideais. Legal, vamos ao debate:
    Gates, Jobs (este ainda vá lá), Zuckenberg não se enquadram no self-made men, pois vamos lá, que paga uma Havard possui acesso a um baita capital, e acaba por fugir do conceito. Self-made men é um Rockfeller… Não há o que desmintir em meu texto, pois não nego que ainda existam pessoas dessa categoria, que sempre vão existir, mas estão ficando mais e mais raras e não vejo esse conceito tão entranhado na cultura norte-americana como já foi um dia. Novos tempos, novos costumes, nova cultura. Isso não significa o declínio do país, é bom dizer.
    Acredito que o mais atual das recomendações é o Death of a Salesmen, e o segundo foi uma recomendação mais para o perfil do Observador. Não sei se você já leu o Steinbeck, mas o que faz mais o seu gênero (pelo menos neste autor) é o East of Eden.

  105. o observador

    -

    04/05/2012 às 11:51

    Ou será, o que ma aterroriza muito, um dia veremos nossos líderes dizerem: infelizmente todos vocês vão ter que pagar essa conta. É hora de racionar a energia e trocar o trabalho por comida racionada. E serão líderes de direita, esquerda, centro, radicais, liberais ou de qualquer facção política.
    A população ocidental se prepare para conhecer a pobreza, mas a pobreza para todos. Vamos sentir na carne e no bolso, com excessão dos vampiros de sempre, o que é viver num mundo pobre.
    O tsunami está chegando.

  106. o observador

    -

    04/05/2012 às 11:45

    E o mais legal dessa crise toda é que os Estados Unidos e a Europa não vão poder usar a força bruta para resolver. Acabou essa época.
    Agora é hora de ver se “culturas” que se dizem mais evoluidas e humanas como as ocidentais vão conseguir, na diplomacia e na inteligência, equilibrar essa balança comercial.
    Quem sempre usou a violência para “doutrinar” seu parceiros agora olha melancólico para suas tropas e não sabe o que fazer.
    Será que vamos ter que aprender “mandarim” e comer de palitinhos? hehehehehehehehehehehe

  107. reynaldo

    -

    04/05/2012 às 11:42

    Não Ricardo, o eleitorado francês parece que vai eleger a centro-esquerda porque ela está prometendo romper com o dogma da austeridade, mas uma parte desse eleitorado já não acredita nessa balela porque já foi traída de outras vezes e, por ser traída, está sendo empurrada para os extremos, ao perceber que o discurso da pseudo-esquerda é uma farsa, seu voto não vale porque quem manda no fim das contas é a aristocracia financeira, porque está ocorrendo uma falsa alternância, uma “alternância sem alternativa” como demonstra a matéria citada, que você pode ler, em tradução, na íntegra, aqui: http://blog.mondediplo.net/2012-05-02-Front-national-memes-causes-memes-effets

  108. o observador

    -

    04/05/2012 às 11:40

    É Ronaldo, enquanto isso o “monstro” Chinês tem praticamente uma só cultura e, pelo menos, uma língua oficial que é compreendida por 1 bilhão e 300 milhões de chineses.
    Vai encarar? heheheheheeh
    A Europa tá no fio da navalha.

  109. Marcio Silva

    -

    04/05/2012 às 11:37

    O projeto europeu do EURO, É uma trama de burocratas… A tentativa de desculturalização da França é uma trama de burocratas para facilitar o domínio alemão (não se vê a mesma pressão xenofílica na Alemanha), que por sua vez lambe as botas dos russos por conta dos verdes que substituíram a matriz energética que era equilibrada entre petróleo, carvão e nuclear em toda a Europa, para passar a ser para ser 100% gás russo e petróleo russo (hoje é 70%), esse gás e esse petróleo, passarão por gasodutos da ALEMANHA, IRÃ, TURQUIA pois os gasodutos da UCRÂNIA E POLÔNIA perdem competitividade por pressão da Russia…
    Sarkozi ganha fácil…

  110. Ronaldo

    -

    04/05/2012 às 11:32

    Pois é, Pablo, você ainda lembrou de outro aspecto importantíssimo, que dificulta a integração, a cultura em geral e a língua em particular.

  111. Queiroz

    -

    04/05/2012 às 11:16

    Joao Felipe, a França não é o Brasil, em que o apoio de um político indica o caminho para a manada.

    O não-alinhamento de Sarkozy com Marine Le Pen é a demonstração cabal de que ela não é de direita clássica. Se fosse, defenderia um estado menor, seria uma Anarcoliberal, ou uma minarquista.
    Se ela quer mais Estado, maior presença, maior controle, esta é uma perspectiva esquerdista, não a Marxista, mas de maior presença(ou onipresença) estatal.
    *
    A indicação pró-socialista de Bayrou, Mélenchon, e a indiferença de Le Pen, fará bem ao UMP, pois, assim, todos os partidos serão partícipes do eventual insucesso de Hollande.
    Quero ver qual a graça que o esquerdista poderá fazer com um endividamento de 90% do PIB, e com a perspectiva de queda das notas das agências de classificação de risco, quem vai querer emprestar à França de Hollande?!
    E pelas pesquisas, não dá para cravar nada, Hollande é o favorito, mas eles se encontram na margem de erro. E, por experiência recente, nós brasileiros deveríamos ser os últimos a acreditar em pesquisas eleitorais.
    Ai, ai, ai, caro Queiroz, que mania de tentar desvincular algumas partes da direita da direita, abs, Caio

  112. mais-valia

    -

    04/05/2012 às 11:14

    É claro que o eleitor teme os extremos, mas está sendo empurrado para eles na medida em que descobre que seu voto não vale, que a tão propalada democracia é uma farsa.
    ISSO MESMO.
    TENTAREMOS ENTÃO UMA DITADURA DOS FRACOS E OPRIMIDOS,DO PROLETARIADO, OOOPS, ISTO JÁ FOI TENTADO E DEU COM OS BURROS N’AGUA, HEHEHEHE
    O CLICHEZINHO CONTINUA O MESMO.
    UM CANDIDATO TENTOU VENDER ESTA BRILHANTE IDÉIA PARA OS FRACOS E OPRIMIDOS DA FRANÇA E TEVE ESTUPENDOS 10% DOS VOTOS.
    OU SEJA, NINGUÉM MAIS ACREDITA NESTA TESE DO FURUNCULOSO, NÃO AGITA MAIS CORAÇÕES E MENTES QUE SÃO EDUCADAS, SÓ SUPRA INTELIGENTES BANANEIROS E DA AMÉRICA LATRINA OBVIAMENTE.
    UM ESPANTO!
    …O American Dream não precisa da Europa para se esfacelar: ele já se esfacelou faz um bom tempo. American Dream e self-made men são coisas que acontecem raramente hoje em dia; acredito mais em um Chinese Dream….
    ESTÃO AÍ BILL GATES E O FALECIDO STEVE JOBS, ALÉM DO GAROTO DO FACEBOOK E SEU SÓCIO BRASILEIRO PARA LHE DESMENTIR.
    OS LIVROS SÃO ÓTIMOS E AMARGOS,SÃO LIVROS, PELO MENOS O SEGUNDO, DE LOOSERS. MAS O DO STEINBECK É DE 38, ESTE ACHO QUE ANTES DO CONCEITO CRITICADO.SEJA MAIS OTIMISTA E CRIATIVO, ACHO QUE ESSE É O GRANDE RECADO AMERICANO. QUEM DIRIA QUE DEPOIS DO ESTOURO DA BOLHA DA INFORMÁTICA TERÍAMOS UM ZUCKERBERG.

  113. jorji

    -

    04/05/2012 às 11:14

    Alemanha e França caminharão abraçados. Decadas de paz? e a desintegração da Iugoslávia?

  114. o observador

    -

    04/05/2012 às 11:10

    Ricardo Platero, concordo com você. E é isso que se deve ter em mente quando nós tentamos imaginar o futuro dos países europeus e o futuro do Brasil! O momento é de recessão no ocidente. E qualquer lider que se apresente daqui pra frente só terá uma tarefa a cumprir: austeridade máxima! Sarkozi, Hollande, etc etc etc…. não interessa quem.
    E vai sobrar pra todo mundo: banqueiros, comerciantes, politicos, funcionários públicos, aposentados, industriais, agricultores e etc.
    A brincadeira acabou, na Europa, nos EUA, No Brasil.
    A eleição é muito empolgante, mas nos dias atuais o resultado será o mesmo: ou realiza-se uma economia “brutal” ou vamos ver uma bancarrota Europeia e Americana sem precedentes!
    Lembrem-se: India e China tem um custo infinitamente menos que o Ocidente. E aguentarão esse padrão por muito tempo, muito tempo. Para que sempre viveu na miséria, qualquer pequeno avanço é bem vindo, então não esperemos um levante populacional nesses países que possa levar à uma crise na relação capital-trabalho. A cultura é outra, os regimes são rígidos. A conta de todo nosso conforto vai ser cobrada de nós mesmos, não tem mais de onde tirar, não tem mais colônia de exploração, não tem mais comércio de mão única. Nós perdemos irmãos, perdemos.

  115. Ricardo Platero

    -

    04/05/2012 às 11:01

    Caro Reynaldo,

    Falta de alternativas? O eleitorado francês pode escolher entre quatro candidatos extremamente diferentes e deixou os mais próximos do centro seguir pelo segundo turno. Concordo que o crescimento do Front Nacional é perigoso, mas na busca pelos extremos tanto o Front Nacional quanto o Front de Gauche poderiam ter se beneficiado, correto? E mais, se a “propalada democracia é uma farsa”, então qual modelo devemos seguir?

  116. Pablo Vilarnovo

    -

    04/05/2012 às 10:47

    Ronaldo – Tenho a mesma percepção de você. As barreiras culturais e, principalmente, linguísticas tornam o sonho de uma europa unificada extremamente difícil de acontecer. Não só em termos culturais mas econômicos. Isto porque não há a mobilidade de mão-de-obra que existe dentro dos EUA. Enquanto lá uma pessoa do Texas pode ir trabalhar na Califórnia, na Europa o mesmo é difícil. Li recentemente um artigo dizendo que os alemães estavam de olho nos engenheiros espanhóis desempregados (e de fato, os engenheiros espanhóis, principalmente os de engenharia civil são excelentes), mas o que dificultava era que quase nenhum falava alemão. Nós encaramos com certa naturalidade o uso do inglês como “lingua universal”. A Europa não. Chegar na França falando inglês é passaporte quase certo para ser mal tratado. Há empresas na região de Barcelona que só emprega quem fala catalão. E essa falta de facilidade de trânsito de mão-de-obra acaba por intensificar as diferenças entre os estados pois há excesso de mão-de-obra na Espanha e falta dela na Alemanha. Nos EUA isso não acontece.

  117. joao felipe

    -

    04/05/2012 às 10:40

    Chinese dream? Credo! Tomara que isso não aconteça. Já imaginaram, irmos ao cinema e só ter filmes do Jackie Chan e do Jet Li? Eu sou mais a América, com todos os defeitos que possa ter.

  118. o observador

    -

    04/05/2012 às 10:37

    É, talvez nem tão forte. Mas, seu eu fosse Europeu, tratava de criar músculos bem rapidinho. Se a união Européia conseguisse vencer as barreiras culturais e políticas entre seus membros, ai sim o mundo veria surgir uma potência que pudesse fazer frente aos gigantes da Ásia.
    Mas, Como disse o Caio, o grande “Irmão do Norte” não quer ninguèm que caminhe ombro a ombro ou, como seria provável, à sua frente.
    Esse é o dilema da política externa Americana, como manter as coisas sob “seu” controle!
    Talvez essa megalomania Americana seja o epitáfio de sua tumba.

  119. reynaldo

    -

    04/05/2012 às 10:35

    “La montée du FN n’est pas autre chose que le cumul en longue période de ces échecs répétés de la représentation, le produit endogène des alternances sans alternative qui pousse, assez logiquement, les électeurs à aller chercher autre chose, et même quoi que ce soit, au risque que ce soit n’importe quoi”. Frédéric Lordon em Le Monde Diplomatique. Traduzo: “O crescimento da Frente Nacional é apenas o acúmulo em período prolongado dos fracassos repetidos da representação, o produto endógino das alternâncias sem alternativa que empurra, muito logicamente, os eleitores a procurar outra coisa, e mesmo qualquer coisa, com o risco de que seja uma coisa qualquer”. Corretíssimo, o crescimento da extrema direita na França é o resultado dessas “alternâncias sem alternativa”, ou seja, você pode falar o que quiser na campanha, desde que se submeta, eleito, ao dogma da austeridade (isto é, austeridade com o trabalhador e o aposentado, austeridade com o pequeno, o fraco). É claro que o eleitor teme os extremos, mas está sendo empurrado para eles na medida em que descobre que seu voto não vale, que a tão propalada democracia é uma farsa.

  120. jorji

    -

    04/05/2012 às 10:34

    A Europa não crescerá mais, vai estagnar, isso não significa que morrerão, continuarão ricos e desenvolvidos, o consumo no velho continente será mais racional, continuarão desenvolvendo novas tecnologias, culturalmente sempre estarão na vanguarda, a longo prazo ondas migratórias descaracterizarão a etnia e a raça na região, a tendência no mundo é cada vez mais as fronteiras serem derrubadas, haverá a desindustrialização, concentrando o setor produtivo em áreas de tecnologia de ponta, serviços e comercio sostificado.

  121. Ricardo Platero

    -

    04/05/2012 às 10:11

    Caro Observador,

    O American Dream não precisa da Europa para se esfacelar: ele já se esfacelou faz um bom tempo. American Dream e self-made men são coisas que acontecem raramente hoje em dia; acredito mais em um Chinese Dream. Indico como leitura o Death of a Salesman, do Arthur Miller e o Grapes of Wrath, do Jonh Steinbeck; qualquer um dos dois você vai gostar muito.
    E Caio, muito obrigado pela colher de chá e pela justificativa (“saboroso” é a palavra do dia, rs).
    Abraços.

  122. Ronaldo

    -

    04/05/2012 às 10:07

    “Esta visita do Hollande para “acalmar mercados” lembra muito a eleição do Lula em 2002. Diferente do que aconteceu por aqui, podemos esperar muitas mudanças com Hollande no poder?”
    —————-
    Eu juro que quase fiz essa analogia no meu último comentário sobre Hollande, Caio e Arnaldo. Apenas não sou tão benevolente quanto Arnaldo no julgamento do que houve aqui. Sim, não houve revolução socialista, desapropriação etc, mas o governo aumentou muito os gastos (não necessariamente investimentos), aparelhou o estado, armou parte da imprensa e da militância e vive cobrando empresários e banqueiros como se o governo não tivesse responsabilidade por nada. Por isso comentei que a turma socialista pode não barbarizar em nada NA SUPERFÍCIE, mas sempre tenta mudar muita coisa sim…

  123. Ronaldo

    -

    04/05/2012 às 9:59

    Ao contrário do que alguns acham, não consigo visualizar na Europa uma Federação como a Americana. Claro que posso estar falando besteira, mas o projeto americano foi único, muito contextualizado e a União só surgiu após muito sofrimento e sangue derrmado (já que a ideia original era d euma CONfederação, com ainda mais autonomia entre os estados). Sem contar que eram estados jovens, sem a história que têm os estados europeus (mesmo os que se unificaram mais tardiamente), e mesmo assim foi difícil unificá-los. Talvez, como o MV falou, a coisa só funcione com um grupo mais seleto, menor do que hoje ou, simplesmente, se esfacele, mas em Estados Unidos da Europa tenho dificuldades em acreditar…

  124. o observador

    -

    04/05/2012 às 9:59

    Quer saber o que seria bom para os Estados Unidos? Uma Europa forte e com alto poder de consumo. Se isso não acontecer e a união européia se esfacelar, bye bye sonho Americano. Índia e China estão ai, bufando no cangote dos EUA, mas eles só querem vender, os EUA precisam de alguém que queria comprar. Simples assim.
    Sim, EUA querem Europa forte (mas nem tanto, hehehe) e consumista, abs, Caio

  125. Ronaldo

    -

    04/05/2012 às 9:55

    “Ronaldo, a resposta esta no meu texto, nao? Abs, Caio”
    ——
    Eu sei, Caio, você acha que Hollande não vai “barbarizar”, que muito do que diz agora é visando às eleições, o que você já tinha deixado claro em outros momentos. Foi mais uma provocação que eu fiz, se não é mais otimismo diante de uma das possibilidades. Esse pessoal socialista pode, superficialmente, não radicalizar em nada, mas sempre procura aumentar muito os gastos (não necessariamente investimentos).

  126. Ronaldo

    -

    04/05/2012 às 9:52

    Ah sim, claro! Quanto a vossa conclusão, Caio, respeito-a, claro, mas vamos provocar/questionar um pouco:
    - O europeu parou um pouco de se engalfinhar por causa do projeto de unificação ou pelo trauma e destruição que representaram as duas grandes guerras (além das mudanças no mundo e no mundo dos conflitos, que ficaram mais complexos)?
    - Não será perfeitamente possível uma convivência razoavelmente estável, com acordos comerciais e com diplomacia, sem um projeto radical, que abala a soberania dos países e força uma moeda única sem lastro?
    Abs, Caio, valeu por mais ótimo e instigante texto!
    Obrigado, e boas questoes, igualmente instigantes, se outros leitores quiserem, podem se aventurar nas respostas, abs, Caio

  127. Ronaldo

    -

    04/05/2012 às 9:50

    Quanto à postura de Hollande após assumir (se eleito), não me arrisco a dizer nada, pois nada sei ele e sua trajetória política. Mas, você, Caio, acha mesmo que deve ser jogo de cena ou é otimismo (aquela coisa de que nossa expectativa sempre vai pro melhor cenário possível)?
    Ronaldo, a resposta esta no meu texto, nao? Abs, Caio

  128. Ronaldo

    -

    04/05/2012 às 9:49

    Bom dia, Caio.
    Essa não foi tão curta e fina assim (felizmente!)
    Bom, como já devo ter dido vez outra por aqui, eu acho bom medidas de austeridade mas não acredito muito na União Europeia. Em suma, não acho que o mal da UE seja a austeridade, mas a maneira como ela é implantada, com desrespeito à soberania dos países (como você mesmo já apontou em outra colua). O caso é que fica parecendo que a postura da população é aquela da criança, que só quer o bônus, mas não o ônus; querem as benesses da integração, mas não querem os compromissos financeiros e fiscais que ela implica.
    Caro Ronaldo, 27 paises se ajustando é uma tarefa ingrata de erros e acertos, abs, Caio

  129. Ricardo Platero

    -

    04/05/2012 às 9:45

    Caro Caio,

    Lendo comentários do Le Monde (não o Diplomatique), do blog do Antonio Ribeiro (texto impecável e abordagem ímpar) e outros, mudei minha opinião sobre Hollande após os debates com Sarkozy. Não, não o acho melhor que o Sarkozy. Mas começo a acreditar que ele terá uma semelhança com o governo do ex-presidente Lula e da atual presidenta (urhg) Dilma: será um governo de esquerda bem capitalista. O povo francês já perdeu antes mesmo da eleição começar, vamos ver se Hollande será o candidato que fará com que a França (e não só os franceses ricos) perca menos. Sentirei saudades da Carla Bruni.
    Há atual dobradinha Alemanha e França é muito recente e está mais relacionado ao bem estar econômico das duas nações (e por consequente, do Velho Continente) do que política/cultural, não é uma parceria natural (talvez Canadá e EUA).
    Mesmo com a melhora da minha perspectiva sobre Hollande, vejo que ele vai ter que se comportar como um bom menino para que o ‘Mellande’ não venha a se tornar o ‘Mellando’.
    Abraços.
    Caro Ricardo, apenas discordo que a aliança franco-germanica seja tao economica, tem esta coisa de buscar a coexistencia apos tanto morticinio na Europa, foi fundamental neste sentido. Mas gostei muito da sua abordagem e obviamente o trocadilho Mellando esta impecavel Colher de chá matinal, valeu, abs, Caio

  130. Rodrigo

    -

    04/05/2012 às 9:32

    Mas se o socialista Hollande vence, não muda muita coisa, então ele pode se tornar impopular como o atual presidente, Sarkozy. Não é o que quer a Marine Le Pen? E, pelo que li, o povo francês não quer reformas.
    Isto, Rodrigo, politicos serao impopulares por um bom tempo na Europa e EUA, abs, Caio

  131. Carmem

    -

    04/05/2012 às 9:30

    Hummmm, pode ser..
    Gostei do Mellande, mas o Hollande não inspira muita confiança.
    Ainda vamos descobrir se crescimento em francês significa o mesmo q crescimento em alemão, tenho cá minhas dũvidas..
    abs
    Carmem, especialmente se a vitoria for muita apertada, ficara claro o mandato limitado para leviandades, abs, Caio

  132. Arnaldo

    -

    04/05/2012 às 9:27

    Esta visita do Hollande para “acalmar mercados” lembra muito a eleição do Lula em 2002. Diferente do que aconteceu por aqui, podemos esperar muitas mudanças com Hollande no poder?
    Boa analogia, caro Arnaldo, abs, Caio

  133. Betty

    -

    04/05/2012 às 9:22

    Chiiiii…sei nAo, Caio. Nesse tabuleiro, o que se tem a temer nAo e’ uma Merkel. E’ a perda do controle da lei e da ordem, quando, veja bem: nAo se. Quando se fizer os ajustes no estado mamãe ou quando nAo forem feitos os ajustes e ai’ sim o euro vai pras cucuias. Sarkozy, pelas ultimas pesquisas deve perder, e pelo que se sabe do Hollande nAo segurara a agitação social. Estou pessimista. Deu pra notar? Com Merkozy Tava ruim. Sem o duo dinâmico vai ser pior.abs
    Muito alarmismo, Betty, abs, Caio

  134. joao felipe

    -

    04/05/2012 às 9:10

    Com o apoio do Bayrou, parece sacramentada a vitória de Hollande. O màximo que pode ocorrer é um resultado mais apertado, tipo 52% x 48%. Quanto a Sarkozy, nunca saberemos se conseguiria cumprir suas promessas, afinal, com um ano de mandato estourou a crise.

    P. S.: Eu pensei em um nome maiscomo Merkollande.
    é por ai, caro Joao Felipe, o meu Mellande soa mais melifluo, mais frances, hehehe, abs, Caio

  135. jorji

    -

    04/05/2012 às 9:04

    Vem ai o EUR, os Estados Unidos da Europa.
    Assim espero, abs, Caio

  136. Luiz Augusto

    -

    04/05/2012 às 8:40

    Um pouco estranho? Muito estranho e completamente fora do lugar se a intenção não é criar a polêmica barata. Fale sério e de coisa que você entende. Que contorcionismo extremo para justificar uma ilustração apelativa que o próprio texto desmente sua pertinência. Como você força a barra!
    Ok, abs, Caio

  137. mais-valia

    -

    04/05/2012 às 8:18

    Legal a coluna.
    Eu acho como muitos outros que a União Européia vira uma espécie de estados federados à la USA, restringindo ainda mais soberanias, mas dando pobreza ou riqueza para todos indistintamente com algumas pequenas nuances, ou se esfacela, ou a mais provável – joga para fora países que visivelmente não tinham condições de participar.
    E:
    …Hollande, o provável vencedor da eleição francesa, também é mais maroto do que aparenta. Ele sabe que sua margem de manobra para afrouxar a rigidez fiscal na França e na Europa é limitada. Hollande está consciente do clima de terror prenunciado pelos mercados caso seja irresponsável. Não é à toa que semanas atrás, o socialista francês apareceu em Londres, principal praça financeira europeia, e, em inglês, fez questão de anunciar que não era “perigoso”.
    MAIS UM PROMESSÃO, HEHEHEHEHE
    PS AINDA ESPERO A VIRADA DO INTRAGÁVEL SARKÔ.
    ELE AINDA É O MAL MENOR.
    Correto o comeco de sua analise, abs, Caio

  138. amauri

    -

    04/05/2012 às 8:09

    Bom dia Caio!
    No passado Konrad Adenauer e Charles de Gaulle viram na
    unidade franco-germânica o único caminho para evitar futuros conflitos (…), como voce disse no inicio do post. Talvez o momento de saber se isto é verdadeiro esteja chegando. Se for verdadeiro o terreno europeu está fertil para um conflito perigoso. Dificeis dias podemos ter. abs
    Caro Amauri, creio que a unidade sobrevive `a crise, abs, Caio

  139. Luan Cruz

    -

    04/05/2012 às 7:48

    Bom dia Caio, uma das melhores coisas da manhã é ler Caio Blinder e Lessa, o texto de vocês é sensacional. Gostei do “força das trevas” rsrsrs…. Bom Manhattan!! Até a próxima!
    Obrigadao, entao voce é da turma da madrugada, hehehe, abs, Caio

  140. Advogado do diabo

    -

    04/05/2012 às 7:37

    Oi Caio, achei o texto muito camarada com o socialista Hollande. E as pesquisas mostram o Sarkozy apertando o cerco.
    Meu caro, o texto destaca o europeismo, inclusive do Hollande, nada interessado em derrubar o projeto europeu. O que vai acontecer é outra história, mas não estou apocaliptico (ainda),hehehe, abs, Caio

  141. Robespierre

    -

    04/05/2012 às 7:28

    Grande Caio, grande texto. Um recado histórico para quem coloca o projeto europeu para baixo e tem um perigoso sonho nacionalista, como a Marine Le Pen.
    Isso ai, valeu, abs, Caio

 

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