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24/10/2011

às 6:00 \ Egito, Mundo Árabe, Mundo islâmico, Tunísia

Vamos desejar os melhores votos para a Tunísia, até por nós

Dia histórico na Tunísia - Foto Anis Mili/Reuters

Para os histéricos com um discurso erva daninha sobre esta “primavera árabe” e para os eternamente floridos, aqui vai uma mensagem de alguém que devemos cultivar. O nome dele é Salman Rushdie, o escritor que sabe dos perigos do fundamentalismo islâmico. Afinal, ele foi alvo de uma fatwa, mais especificamente, de uma sentença de execução ordenada por aquela flor de pessoa que era o aiatolá Khomeini. Rushdie está vivo e é vivo para falar coisa com coisa sobre as eleições deste último domingo na Tunisia para uma assembléia constituinte.

A mensagem via Twitter, que eu vou traduzir de forma liberal, é a seguinte: dia de eleição, primeira eleição livre depois da “primavera árabe”. Os islamistas vão ganhar? Se isto acontecer, eles serão moderados como prometeram? Grande momento.

Aí, perguntado por um seguidor no Twitter se ele continuaria a dar pancada no Nahda se o partido islâmico “moderado”, como se projeta, tiver uma sólida vitória, Rushdie responde: depende se o partido se tornar opressor. Muitos regimes opressores foram levados ao poder pelo voto. Vamos ver e esperar.

Eu vou esperar com Rushdie, naquela mescla de esperança e apreensão. Ambiguidade é o sentimento adequado quando se trata destes partidos “moderados” islâmicos, com mensagens dúbias, com um discurso para a imprensa internacional e outro para a base, que também esperou um tempão e agora quer a sua vez. Já escrevi um texto na sexta-feira sobre a Tunísia. O pequeno país na África do Norte merece um segundo na sequência, enquanto aguardamos os resultados desta eleição histórica, que podem sair nesta segunda-feira ou na terça.

A promessa de Rachid Ghannouchi, o líder do Nahda, é uma composição com outros partidos, inclusive seculares, como única forma de governar o país. Este veterano político que passou mais de 20 anos no exílio (não em um paraíso islâmico, mas na Grã-Bretanha) disse aos jornalistas que sua meta “é estabelecer fundações de um sistema democrático, sólido, sustentável e irreversível na Tunísia”. Alguém vota contra? Vamos torcer contra o sucesso do casamento entre democracia e islamismo para provar que a região é um caso perdido? Eu não, embora não tenha gostado do discurso da “libertação” (que não é sinônimo de democracia) feito em Bengazi no domingo pelo líder do Conselho Nacional de Transição, Mustafa Abdul Jalil, sinalizando que a lei islâmica será a base na Líbia pós-Kadafi.

Apenas um pouquinho de contextualização: políticos veteranos como Ghannouchi, assim como os companheiros da Irmandade Muçulmana no Egito, onde haverá eleições no final de novembro, sabem que precisam ir devagar com o andor. Ghannouchi já perdeu quando os islamistas se saíram bem em um ensaio de eleição na Tunísia em 1989. Acabou no exílio. Na mesma época, o Exército na Argélia resolveu intervir quando um partido islâmico venceu eleições. O resultado foi uma década de sangrenta guerra civil. Para Ghannouchi, interessa ganhar, mas não ganhar de muito. E ele vai ganhar com o appeal da mensagem que mistura o caminho do islamismo com a promessa de justiça social. Mais do que promessa, partidos como Nahda são craques no assistencialismo e na redenção dos pobres.

E partidos como o dele ganham numa fase inicial. Estão mais organizados e aprenderam a sobreviver na luta contra a ditadura. Quem sabe, inclusive a ambiguidade seja genuina. Políticos como Ghannouchi podem realmente estar divididos entre a necessidade de assegurar o respeito às liberdades civis, como deseja o mundo civilizado, e a promessa de uma lei islâmica mais rigorosa, como deseja a base. Ademais, é preciso distinguir quem é quem no espectro político. Na “primavera árabe”, Nahda e Irmandade Muçulmana emergem no centro, entre os ultraconservadores salafistas (que pregam uma interpretação literal do Corão) e os liberais. Por contingência e posição no espectro, alguém como Ghannouchi pode acabar atuando de forma pragmática. Como disse o mestre Rushdie, é preciso ver e esperar.

De qualquer forma, Ghannouchi e os “moderados” islâmicos não têm como monopolizar na assembléia constituinte. Esta é uma realidade política da Tunísia e será assim no Egito, um país obviamente muito mais importante. A realidade é uma oportunidade para grupos não islâmicos montarem uma base mais sólida de apoio, mesmo que numa fase inicial o desempenho eleitoral seja pífio.

Muitos vão dizer que está tudo escrito, não precisamos esperar, como o escritor Rushdie. O que querem afinal? Voltar na história? Reler o livro de trás para frente? Isto outros já fazem.
***
Na colher de chá sobre a eleição no país da revolução jasmim, assumo minha parcialidade e premio o comentário do Érick (dia 24, 11:04), por seu arco histórico e por pensar nas linhas deste colunista (hehehe).

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81 Comentários

  1. Leonel

    -

    29/10/2011 às 12:59

    *futuro sombrio..

  2. Leonel

    -

    29/10/2011 às 12:57

    Não me surpreendo com o futro sombrio da Tunísia sob o domínio da Sharia, pois ela se ela já é aplicada na Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Noruega…

  3. Mauro

    -

    27/10/2011 às 13:28

    Aff… como a maior parte dos teus leitores e vc são otimistas com relação ao casamento islamismo/democracia. Outro dia assisti um desenho bem interessante sobre essa esperança no Irã dos Pahlevi. Persépolis é o nome do desenho.
    Não acredito que estado não laico seja ou venha a ser democrático. E mais, estado islamico pra mim é ditadura religiosa com neguinho carregando bomba na barriga.

  4. Carmem

    -

    25/10/2011 às 21:11

    All we are saying.. is give peace a chance!!!
    Estamos muito bem acompanhados no oásis do deserto!
    abs
    para mostrar o perigo de muitos no Brasil de caricaturarem o que esta acontecendo e o enfoque de alguns. Se ate o Wall Street Journal consegue ver as nuances de uma situacao complexa…. é um recado para os desavisados, abs, Caio

  5. Carmem

    -

    25/10/2011 às 20:45

    Caio,
    O editorial do WSJ é só para assinantes, as usual. Se vc não puder postar a trolha toda não vai dar para ler(eu já tentei de todas formas possíveis). Bem q vc podia fazer isso já q esse post é passado.
    abs
    **
    Abaixo, Carmem. Alias, sempre esqueco de comentar o seguinte com leitores, especialmente a Betty: os conservadores, pro Buxi temem democracia e islamismo, mas os partidos hegemonicos no Iraque democratico sao islamicos e ainda por cima xiitas e tem afinidades com o Irã, logo o pessoal precisa decidir se o paradigma é do bem ou do mal,hehehe, abs, Caio
    REVIEW & OUTLOOK OCTOBER 26, 2011 The Arab Spring’s First Election
    Tunisia holds a fair vote that could be a model for others.

    Tunisia’s January revolution began this year of Arab uprisings. And if that country’s elections on Sunday are a model for the future practice of political freedom in the region, we’re headed in the right direction—albeit with some way to go.

    The manner of the first vote in the wake of the Arab Spring is as important as the outcome, though that’s a bellwether, too. Tunisians put on a clean, enthusiastic election worthy of some established democracies. Turnout at 90% or so of registered voters rebutted claims of apathy. An inexperienced electoral oversight commission took some fun out of the campaign by banning advertising and posters—supposedly to level the playing field. Such rookie mistakes can be corrected.

    As for the outcome, the Islamist Nahda party yesterday claimed victory by a significant margin, and the other main parties conceded. According to preliminary results, Nahda won about half the votes and will hold the most seats in the constituent assembly, which will form a government and write a new constitution.

    Nahda’s strong showing suggests that Egypt’s Muslim Brotherhood and Islamist parties in other Arab countries will do well in a free vote. That’s a nervous prospect, but in a democratizing Muslim country it could turn out to be manageable and unthreatening. Religious parties in Iraq and Turkey have won elections without later short-circuiting democracy. Not every Muslim election repeats the experience of Hamas in Gaza, which won once and has never held another election.

    Tunisia is a good potential template. The country adopted a proportional system during its transition that limits the ability of any party to hold too much power. This is a good check before new constitutions are adopted and competing branches of power have time to take hold.

    Two secular parties in Tunisia did reasonably well, and at least one will likely join Nahda in a coalition. The new constitution is supposed to include a bill of rights, divide government power, and protect minority rights. After the constitution is adopted, a new round of elections will be held in a year.

    Nahda’s appeal may in part be particular to the moment. Ousted dictator Zine El-Abidine Ben Ali had made the Islamists enemy number one, giving Nahda credibility as the leading opposition voice. The Muslim Brotherhood played the same role in Hosni Mubarak’s Egypt. Superior organization and better name recognition helped distinguish Nahda in an election contested by 81 parties and some 10,000 candidates for 217 seats. It’s not too late for Egypt’s squabbling and various secular parties to unite before facing the Brotherhood in parliamentary elections scheduled to begin next month. The Brotherhood could also moderate its message as Nahda did. (See Matthew Kaminski’s reporting nearby.)

    Tunisia has unique characteristics among Arab countries but its achievement shouldn’t be easily dismissed. The country of 10 million people in North Africa is one of the most modern and homogenous nations in the Arab world. The Ben Ali family ran a mafia empire, and once they left, reasonably strong institutions and social consensus re-emerged. The economy stabilized sooner than expected after the revolution.

    Almost 10 times as big, Egypt is far more complicated and combustible. The generals who took over from Mr. Mubarak in Cairo in February sit atop a five-decade-old authoritarian system built around the military, and not surprisingly, seem reluctant to give up power. Libya, whose former leader Moammar Gadhafi was killed last week, has no traditions of a strong state, much less a democracy.

    Yet Tunisia had also been one of the Arab world’s dreariest police states. Few expected a year ago that Ben Ali would today live in exile in Saudi Arabia, and that Tunisia would sit on the doorstep of representative government. The ultimate test of any new democracy isn’t the first election; it is the first peaceful transfer of power. But Tunisia’s first election is a hopeful start.

    ***

  6. Devildom voyeur

    -

    25/10/2011 às 16:32

    Concordo que em sociedades mais avançadas como a Turquia é bastante remota a possibilidade de serem replicadas experiências fundamentalistas e obscurantistas. Não porque tipos como o senhor Erdogan sejam menos radicais, mas porque o secularismo está mais enraizado na Turquia — talvez por ter parte do seu território na Europa. Então, colocando a Turquia de lado por se tratar de uma exceção, continuo achando que a Líbia, a Tunísia e o Egito — principalmente o Egito — terminarão implantando a tal “democracia de identidade islâmica” como regime político nos seus países. No melhor estilo iraniano, hehe.
    No Egito, o perigo é maior, concordo, abs, Caio

  7. maisvalia

    -

    25/10/2011 às 14:02

    A Líbia também foi escolhida pela ONU para dirigir o planejamento de sua conferência mundial contra o racismo, designando a filha da Kadhafi, Ayesha, como Embaixadora da Boa Vontade da ONU.
    Em 1989 o Conselho de Direitos Humanos da ONU anunciou a criação do “ Premio Moammar Kadhafi de Direitos Humanos”. O mentor desta iniciativa foi Jean Ziegler, membro do Conselho da ONU, que na época comparou Kadhafi ao filósofo Rousseau.
    ESSAS DUAS EU NÃO SABIA, HEHEHE

  8. maisvalia

    -

    25/10/2011 às 13:13

    Os países membros da ONU elegeram a Líbia para seu Conselho de Direitos Humanos em 2010, para o Conselho de Segurança em 2008-2009, e como Presidente da Assembleia Geral em 2009;

    A Líbia também foi escolhida pela ONU para dirigir o planejamento de sua conferência mundial contra o racismo, designando a filha da Kadhafi, Ayesha, como Embaixadora da Boa Vontade da ONU.
    Em 1989 o Conselho de Direitos Humanos da ONU anunciou a criação do “ Premio Moammar Kadhafi de Direitos Humanos”. O mentor desta iniciativa foi Jean Ziegler, membro do Conselho da ONU, que na época comparou Kadhafi ao filósofo Rousseau.
    Muitos líderes mundiais, inclusive vários dos que agora o derrubaram, curvaram-se aos interesses comerciais com a Líbia, ao longo dos anos, fazendo vista grossa aos desmandos humanitários do ditador líbio.

    Postado por Orlando Tambosi
    Me conte alguma novidade, hehehe, abs, Caio

  9. Vera

    -

    25/10/2011 às 12:34

    Olá Caio

    Conforme declaração do líder do Ennahda na Tunísia, Ghannouchi, Estado secular no mundo árabe é diferente da Turquia. Numa clara mostra de que as leis islâmicas (sharia) é que darão o tom de seu governo, que segundo ele afirma serem um país muçulmano moderado. Seja lá o que for o que isso significa p’ra ele, para nós restam as perguntas: o que é ser moderado? Aplicar leis elaboradas no século 7? Serão bonzinhos em não aplicar o terror, mas irão eles combater terroristas?
    Nada indica que também no Egito e na Líbia será diferente, pelo menos por ora.
    Pelo visto, deve mesmo acontecer o que já imaginávamos Caio, para melhorar (espero que um dia melhore) antes piora.
    Vera e demais leitores, recomendo a leitura do editorial desta terça feira do Wall Street Journal, que não é um jornal deslumbrado com os deslumbramentos da esquerda. É sobre a primavera árabe. Sorry, já taquei um texto em ingles na coluna Merkozy, a seguinte, aqui vai mais um, abs, Caio
    http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204777904576651402368475680.html?mod=WSJ_Opinion_AboveLEFTTop

  10. Betty

    -

    25/10/2011 às 1:01

    Caio, esse seu pedaço ta’ um barato, hein? Estou encantada com a preocupação do Maurício com a posição das mulheres na sociedade Islâmica, com a abrangência do Bernard Lewis. O mundo tem muito a perder se a metade da população muçulmana for mantida neste humilhante status quo. Nos pagaremos essa fatura. Quanto a sua posição de que uma Turquia nao pode se tornar um Iran…sei nAo….se um Erdogan resolver dar a desculpa dos Kurdos para uma arregimentacao nacionalista ou para assegurar o território do norte do Chipre para tirar os gás…Caio, desça das nuvens! Voce tem paciência de santo conosco(leitores) mas nAo pode ser tão crédulo.
    Betty, estou com os pés na terra, aqui embaixo o terreno é movediço, abs, Caio
    PS_ sim, Turquia não é Irã, Erdogan é autoritario, é ambicioso, quer ampliar o arco de influencia do seu pais e sedimentar a hegemonia partidaria na Turquia, não é aiatolá, me mostre o fundamentalismo dele, um cara que foi no Cairo e disse na cara na Irmandade Muculmana que é preciso aceitar um estado secular, porque a vida é assim, a Turquia esta no mundo tambem, esta na porta da Europa, abs, Caio

    PS- mais uma: estou credulo sobre as coisas como o editorial desta terca do Wall Street Journal, veja (sic), leia, hehehe

  11. Mauricio

    -

    25/10/2011 às 0:53

    Iiiii, ficou meio grande, mas resumo:
    a Turquia é diferente porque instituiu o secularismo e baniu o Islã do estado. Vejam as ideias e atitudes de Ataturk, primeiro presidente turco, no post abaixo. São para aplaudir. Não foi tolerando práticas medievais e sim combatendo-as que ele conseguiu avançar. Hoje isso está em grande risco.
    Abs.

  12. Mauricio

    -

    25/10/2011 às 0:47

    Eis porque a Turquia é diferente (ou era- os avanços estão ameaçados):
    Kemal Ataturk – primeiro presidente, visionário, herói da independencia turca.
    *
    “Devemos liberar nossos conceitos de justiça, nossas leis e instituições legais dos laços que, ainda que incompatíveis com as necessidades de nosso século, ainda estão firmemente presos a nós.”
    *
    “Em 1 de março de 1926, o novo código penal foi aprovado, modelado a partir do código penal italiano. Em 4 de outubro do mesmo ano, as cortes islâmicas foram fechadas. O princípio da laicidade foi implementado totalmente em 5 de fevereiro de 1937.”
    *
    “Juntamente com seus assessores ele discutia constantemente medidas como a abolição do hijab e outras formas de véus utilizados tradicionalmente pelas mulheres islâmicas, bem como a integração das mulheres na vida social turca”
    *
    Durante uma reunião, declamou:

    Para as mulheres: Vençam para nós a batalha da educação, e vocês farão mais pelo país do que nós já pudemos fazer. É para vocês que apelo.
    Para os homens: Se de agora em diante as mulheres não tomarem parte da vida social da nação, jamais conseguiremos atingir nosso desenvolvimento completo. Permaneceremos irremediavelmente atrasados, incapazes de sermos tratados de igual para igual pelas civilizações do Ocidente.
    *
    Ele já sabia, em 1910, que a dupla Islã-sharia não deixaria seu país sair da idade da pedra e tomou todas as medidas possíveis para evitar o desastre. Hoje ainda é o país mais moderno e avançado da região, mas pode retroceder.
    *
    Ataturk, o verdadeiro herói da Turquia.
    Abs.
    Mauricio, muito legal a contribuicao, mas faz 100 anos, a Turquia andou (para tras) abs, Caio

  13. Vera

    -

    24/10/2011 às 22:57

    Boa, Carmem… hiiii, errei. he,he…
    meu ídolo tb!

  14. Carmem

    -

    24/10/2011 às 22:09

    E quem pensou , hiiii é Imagine abaixo errou.

  15. Carmem

    -

    24/10/2011 às 21:08

    Ok, não escrevo mais sobre isso.
    Mas, guardadas as devidas proporções, vou deixar aqui um vídeo de um dos meus maiores ídolos da juventude, q de certa forma resume um pouco da sensação q tenho assistindo essas revoluções árabes.
    John Lennon
    Eu sei, eu sei, meio romântico..
    http://www.youtube.com/watch?v=bqrypsYtHkE&feature=fvst
    abs

  16. Vera

    -

    24/10/2011 às 20:10

    Não me apraz, mas por ora, devo admitir que compartilho com o Devildom sua opinião.
    Oi Vera, repito o que disse para o Devildom:
    Alias, Indonesia e Turquia sao situacoes diferentes. Outra hora converso sobre isto, Mas recomendo um desafio intelectual: a questao talvez nem seja a impossibilidade destes paises chegarem a democracia, mas a impossibilidade de instaurarem uma ditadura. Falo de sociedades mais avançadas como a Turquia. Nao vejo a possibilidade de serem replicadas experencias fundamentalistas e obscurantistas, tipo iraniana e saudita, em sociedades ja mais diversificadas e com um certo nivel de tolerancia,, abs, Caio

  17. Carmem

    -

    24/10/2011 às 20:08

    O NYT tá bem mais animado que o pessoal aqui..
    .
    O partido q teve mais votos, parece q ganharam 30% do parlamento.
    .
    There had been some expectation that Ennahda would to win at least a plurality of seats in the assembly. The party’s leaders had vowed to create another kind of new model for the Arab world, one reconciling Islamic principles with Western-style democracy.
    .
    http://www.nytimes.com/2011/10/25/world/africa/ennahda-moderate-islamic-party-makes-strong-showing-in-tunisia-vote.html?hp
    .
    Mas, como o Rushdie falou, é esperar para ver no q vai dar.
    abs
    Repito o que disse para o Devildom:
    Alias, Indonesia e Turquia sao situacoes diferentes. Outra hora converso sobre isto, Mas recomendo um desafio intelectual: a questao talvez nem seja a impossibilidade destes paises chegarem a democracia, mas a impossibilidade de instaurarem uma ditadura. Falo de sociedades mais avançadas como a Turquia. Nao vejo a possibilidade de serem replicadas experencias fundamentalistas e obscurantistas, tipo iraniana e saudita, em sociedades ja mais diversificadas e com um certo nivel de tolerancia, abs, Caio

  18. Vera

    -

    24/10/2011 às 19:52

    Oi Maurício

    Que bom que há homens como vc preocupados com a questão da mulher naquele pedaço mundo.
    E sei tb que como vc, há tantos outros milhares de homens que engrossam as fileiras dessa bandeira, mas muitos não se manifestam. Talvez por falta de oportunidade, talvez por titubear entre a razão e o tal relativismo cultural tão apregoado pela esquerda intelectual.
    Women’s Rights por lá e fora, parece tabú, terreno minado… difícil pisar, mas não impossível, porisso seguimos esperando e tendo esperanças… Um pouco desolador né? mas (parafraseando garçoms), é o que temos p’ra hoje senhores.
    abs
    abs

  19. Devildom voyeur

    -

    24/10/2011 às 19:13

    Boa noite, Caio. Como eu estou sempre no grupo dos pessimistas, continuo achando que democracia e liberdade são incompatíveis com partidos islâmicos. Mesmo nos partidos “moderados” os radicais têm mais influência. Basta ver o AKP da Turquia, que chegou ao poder através de eleições e tenta solapar as instituições democráticas. Concordo com o Érick quando diz que a democracia não está garantida em lugar nenhum, mas os contextos históricos do mundo ocidental e do mundo islâmico são bastante diferentes. O historiador Bernard Lewis demonstrou essas diferenças numa entrevista ao The Jerusalem Post:
    .
    The Arab masses certainly want change. And they want improvement. But when you say do they want democracy, that’s a more difficult question to answer. What does “democracy” mean? It’s a word that’s used with very different meanings, even in different parts of the Western world. And it’s a political concept that has no history, no record whatever in the Arab, Islamic world.
    (…)
    If there’s a genuinely free election — assuming that such a thing could happen — the religious parties have an immediate advantage.
    (…)
    The language of Western democracy is for the most part newly translated and not intelligible to the great masses.
    (…)
    The Western-style election is part of a very distinctively Western political system, which has no relevance at all to the situation in most Middle Eastern countries. It can only lead to one direction, as it did in Germany, for example.
    .
    Quando eu comentei sobre essa entrevista, você comentou sobre a dificuldade de inserir a Turquia e a Indonésia no raciocínio do Lewis; mas na minha opinião, partidos islâmicos aceitam se submeter a eleições apenas para chegar ao poder. Não estão preocupados com democracia e liberdade.
    Alias, meu caro, Indonesia e Turquia sao situacoes diferentes. Outra hora converso sobre isto, Mas recomendo um desafio intelectual: a questao talvez nem seja a impossibilidade destes paises chegarem a democracia, mas a impossibilidade de instaurarem uma ditadura. Falo de sociedades mais avançadas como a Turquia. Nao vejo a possibilidade de serem replicadas experencias fundamentalistas e obscurantistas, tipo iraniana e saudita, em sociedades ja mais diversificadas e com um certo nivel de tolerancia social. Abs, Caio

  20. Mauricio

    -

    24/10/2011 às 18:56

    Oi Vera. Li e entendi seu post anterior.
    Não me referi ao argumento “cultural” em relação a nenhum post daqui (não lembrava que vc tinha usado a palavra), mas a amigas minhas não virtuais que chegaram a justificar as barbáries assim. Talvez influenciadas por novelas da Globo..
    Estou repetindo a questão da muher no Islã aqui porque eu gostaria de ver essa defesa feita com veemência na ONU ou nos meios de comunicação.
    Enquanto a presidente Dilma enfatizou ser a primeira mulher a abrir sessão da ONU que eu saiba o Brasil NUNCA fez a defesa dos direitos da mulher nos paises islamicos, pelo menos nunca deu nome aos bois. Sobre o nosso ex não preciso nem lembrar: uma vergonha. Faltou censurar as iranianas por incomodarem os homens e serem apedrejadas lá. Tá faltando voz às mulheres. Lá e aqui. Isso poderia mudar o atraso do Islã.
    Abs.

  21. Mauricio

    -

    24/10/2011 às 18:44

    Oi Carmem.
    O artigo do Economist é grande mesmo, mas valeu para me atualizar. Obrigado. A revista mostra a mesma preocupação minha. Pincei a frase abaixo, que é um ponto que estou enfatizando:
    “Amid the loud calls for democracy in the early days of the uprisings, little was said specifically about women’s rights”
    Abs
    Espero que elas digam, abs, Caio

  22. Rony

    -

    24/10/2011 às 18:40

    Caio,
    nao sei bem quanto a Tunisia, mas em relacao aos outros paises, ta com cara que essa primavera vai pular o verao e o outono e chegar rapidinho no inverno.
    Abs
    Oi Rony, está um desalento aqui, tudo invernoso, abs, Caio

  23. João Moura

    -

    24/10/2011 às 18:32

    Adeus Ben Ali… Adeus Mubarak… Adeus Kadafi… Bem vindo Aiatolás…

  24. rober

    -

    24/10/2011 às 18:24

    Quem fez o discurso sobre a sharia na libia foi o ex-ministro da justiça de Kadafi que desertou, cara de pau maior impossivel. O que me deixa mais otimista é que a Libia precisará de capital e e investimentos estrangeiros para a reconstrução, então a pressão européia e americana poderão fazer esses radicais reduzir o tom do discurso. Qualquer sanção economica da ONU acabaria com o novo governo libio, extremamente fragilizado economicamente. Não que nao queiram,mas talvez os fatos impeçam o radicalismo na libia, veremos…
    Boa, Rober, vamos ver a dinamica nos proximos meses, mas os chineses fazem negocio com qualquer governo, hay governo, eles sao a favor, abs, Caio

  25. paulo boccato

    -

    24/10/2011 às 17:59

    DIGO, FAZEMDO ALGUM SHOW QUALQUER…

  26. paulo boccato

    -

    24/10/2011 às 17:58

    VEJO AGORA VIA RAI INTERNATIONAL E TF1 FRANCESA QUE AS MULHERES NA TUNISIA JÁ PROTESTAM POR TBEM QUEREREM TOMAR PARTE NA NOVA CONSTITUINTE.
    COITADAS…
    AINDA SERÃO CHIBATADAS EM PÇA PUBLICA !
    VOCES SABEM , COISA DA ‘PRIMAVERA ARABE’,- uma bobagem ocidental bomnitinha – QUE SÓ EXISTE NA CABEÇA DE JORNALISTAS QUE HOJE ,ALEM DOS ARTISTAS BAIANOS, GOSTAM DE INVENTAR FRASES E PALAVRAS NOVAS !!
    AINDA ACBAM NUM PALCO QUALQUER (NO PALANQUE JÁ ESTAO FAZ TEMPO) FAZENDO ALGUM FINANCIADO, LÓGICO, PELA PETEOBRÁS, AQUELA, QUE ENFSARTOU PAULO FRANCIS !

  27. otimista Pink(er)

    -

    24/10/2011 às 16:24

    É melhor não divulgar o teor dessa sharia…ela pode despertar mais interesse do que se imagina! hahah
    Como diz aquele documentário “new age”, “religião do capeta”, SOMOS TODOS UM!!! hahahah Se Deus criou Adão ( em primeiro lugar!!!!!!) e Deus nos acuda, ops, deu no que deu…FAZ SENTIDO!!!HAHHAHAH
    A filosofia é a mãe de todas as ciências. Quanto há fatos, não existe argumento, nem pincel preto! Nem Jesus seguiu a Bíblia, senão as pedreiras já estariam em extinção no ocidente!
    Eu continua achando que esse nerd, o sargento Shalit será o grande herói do OM.

  28. Anouk

    -

    24/10/2011 às 16:09

    Caio,
    A minha única preocupacao com a banda de lá, é o que ela pode resultar para a banda de cá. Neste sentido, precisamos mesmo tirar a venda dos olhos. Véu é coisa deles lá.

  29. otimista Pink(er)

    -

    24/10/2011 às 16:08

    Sabe aquele livro…”Cabeça de turco?” hhahahahh

  30. Carmem

    -

    24/10/2011 às 16:07

    “Se fosse na sharia…já estaria com a bunda ardendo! em praça pública!”
    .
    hahaha, eu sou a favor da sharia em Brasília!!!!
    A gente ia economizar uma baba em maçanetas hehehehe
    abs

  31. Vera

    -

    24/10/2011 às 15:58

    Oi Maurício

    Vc entendeu (se leu) o meu depoimento na matéria anterior?
    Como eu disse lá, acho a questão complexa e daria um artigo ou até livro.
    O ‘cultural’ que me referí está inserido nesse contexto. É mais fácil para a nossa consciência moral (ou ética), que já estamos num outro grau de entendimento, compreender que a mulher não é cidadã de segunda classe. Aliás, não é assim que se vêem, o islã age repressivamente aos nossos olhos sobre as mulheres, sob o manto da ‘proteção’. É assim que são condicionadas a aceitar: protegidas pelo homem. É claro que desconfio muito dessa palavra proteção, pois aí esconde a verdadeira intenção de sobrepujança do homem sobre a mulher. E isso tudo sob um manto maior ainda: o da religião. Como mudar essa milenar tradição, é o grande e difícil desafio atual.
    As mulheres ocidentais que já viveram algo parecido no passado, contou, entre outros eventos, com uma grande ajuda do movimento feminista dos anos 60,70 para esse despertar e chegar às suas conquistas. Mas como chegar a isso no oriente?
    Hoje, temos um outro complicador: essas mesmas feministas de cá que poderiam incrementar algumas denúncias machistas de lá, são tradicionalmente esquerdistas e aí… há uma espécie de silêncio velado sob um outro manto ainda: o do relativismo cultural.
    As poucas denúncias que vemos, tem sido sutís ou pífias para o grau de gravidade que a questão requer.
    Penso que um novo movimento feminista apolítico precisa emergir para dar voz a essa dolorosa realidade, que vc com razão ressalta.
    abs

  32. otimista Pink(er)

    -

    24/10/2011 às 15:47

    O oriente precisa de mais democracia, religiosa, inclusive, viu Abdullah, viu Magestade! Vou dar uma tuitada no vosso reino!
    O ocidente precisa de mais religiosidade e menos safadeza, viu Ministro Orlando Silva. Se fosse na sharia…já estaria com a bunda ardendo! em praça pública!

  33. otimista Pink(er)

    -

    24/10/2011 às 15:43

    Sr. Monteiro,
    Os políticos árabes maronitas…vieram todos para o Brasil, habib, hahahh, repare no nome dos viadutos e vias da Capital S. Paulo.

  34. otimista Pink(er)

    -

    24/10/2011 às 15:40

    O árabe já ultrapassou o inglês, no twitter!
    O medo do novo governo Líbio é proibir a poligamia, que é uma coisa hedonista. Acho que até Mit Romney seria contra.
    Nós precisamos de mais democracia e menos dinheiro nas nossas eleições.
    A civilização árabe prestou contribuições ao ocidente. Não fosse eles…talvez não houvesse o laicizismo.
    O

  35. J.R.Monteiro

    -

    24/10/2011 às 15:31

    Caio, cunhado não é parente.
    Xiita, Sunita, Maronita, etc, são todos filhos do Islã.
    A menção ao Aiatolá foi meramente ilustrativa.
    Opa, maronitas nao sao realmente parentes dos aiatolas, abs, Caio

  36. Carmem

    -

    24/10/2011 às 15:28

    Maurício,
    as mulheres estão acordadas e atentas, do lado de cá e do lado de lá, mais um artigo:
    .
    Women and the Arab awakening
    .
    Now is the time
    In Egypt and Tunisia women are both hopeful and fearful about what the Arab revolutions might mean for them
    http://www.economist.com/node/21532256
    abs
    .
    ps: Esse artigo saiu na Economist da semana passada, como é um pouco longo e tem muita informação (gráficos e etc…) eu desisti de fazer um resumo.
    Oba, que nao publica trolhas nao é bolha por aqui (sorry, sem tempo para bolar rima melhor), hehehe, abs, Caio

  37. Rodrigo

    -

    24/10/2011 às 15:18

    Caio, deixando um pouco de lado o pessimismo: Os EUA têm 5000 ogivas nucleares.
    Sendo pessimista: a Coreia do Norte tem uma meia duzia, abs, Caio

  38. Anouk

    -

    24/10/2011 às 14:57

    Oi Caio,
    Esse ideal democrático que tantos esperam das nacoes islâmicas, é só um ideal. Ao invés de nos distrairmos com os direitos das mulheres islâmicas nos países delas, preocupemo-nos com os direitos delas em países nossos. Aliás, o que já nao é fácil.
    Anouk, nao podemos colocar um véu e nao se preocupar com a banda de lá, abs, Caio

  39. Mauricio

    -

    24/10/2011 às 14:49

    Longe de mim, Caio, querer condenar a Libia a desgraça por um trecho de discurso. Muito menos ser apologista do imobilismo. Pelo contrário.
    Mas devemos evitar também o imobilismo pelo otimismo, o “wishful thinking”.
    É hora das mulheres levantarem a voz na “primavera”. No ocidente e oriente, senão vão perder a oportunidade.
    Mas ninguem pode deter a história e o tempo.
    *
    O Tempo é mestre de todas as artes, senhor de tudo e da razão.
    *
    Abs.
    Caro Mauricio, nao vejo um tom wishful thinking nos comentarios por aqui, os leitores parecem em graus diferentes (do alarmismo a cautela) conscientes das dificuldades na primavera ‘arabe, abs, Caio

  40. Mauricio

    -

    24/10/2011 às 14:39

    DONNE, AVANTI !
    NON FATEVI INTIMIDIRE !

    PS: APROVEITANDO A ELOQUENCIA DO MEU SANGUE ITALIANO E DA PRESENÇA DO BOCCATO EM CX ALTA! QUEM SABE AS MULHERES ASSIM ACORDAM ! ( elas ouvem os italianos – heheheheheh)

  41. Felipe Goltz

    -

    24/10/2011 às 14:32

    Caro Caio,
    Acho que a atitude mais adequada para com o desenrolar da Primavera Árabe ( que parece atravessar as demais estações do ano, já que não acaba nunca ) é cautela e, por que não?, um otimismo com freio de mão puxado. O Tio Rei escreveu hoje um artigo muito lúcido, mas muito mais pessimista em relação aos “libertadores” da Líbia. Para ser sincero, acho que o único país com chances reais de vingar a sua primavera democrática é justamente a Tunísia. Mesmo com esse tal de Gannouchi e seu Nahda. E para ser ainda mais sincero, achei um péssimo auspício as declarações do CNT de implantar um novo código de leis na Líbia baseado na Shariá. Esta última palavra, confesso, me causa arrepios. E no Salman Rushdie idem.
    Abs
    Caro Felipe, espero que voce esteja errado (no caso da Tunisia sera a unica luzinha de esperanca no deserto), mas otimismo com freio puxado é uma definicao neste transito politico, abs, Caio

  42. J.R.Monteiro

    -

    24/10/2011 às 14:29

    O Islãmismo é incompativel com a democracia, aliás, ao pé da letra, a maioria das religiões, o são.
    A única saída é a flexibilização dogmática. Se os árabes forem espertos o suficiente, farão como os turcos, se forem ignorantes como os Talebãs, vão continuar medievais.
    A Internet pode funcionar para abreviar a gestação e o parto da Democracia, mas requer no mínimo, que a maioria saiba ler e tenha eletricidade, alem do celular.
    Um déspota esclarecido e bem intecionado, como na Coreia, pode funcionar na transição, também. O Budismo ajudou muito, e não consigo enxergar Aiatolá de turbante virando Monge careca.
    Realísticamente, estou bastante pessimista.
    Caro J.R., apenas esclarecendo que a maioria dos paises islamicos sao xiitas, sem a figura do aiatola, ninguem deve ficar euforico com a situacao, mas apenas o cuidado com Apocalipse Agora, abs, Caio

  43. paulo boccato

    -

    24/10/2011 às 13:58

    SÍ , COME NO ?, AVANTI POPOLO PERO TUTTI IN CAMICIA NERA !
    DUX NOBIS !
    Os descamisados vem ai, hehehe, abs, Caio

  44. paulo boccato

    -

    24/10/2011 às 13:09

    NAO CAIO, NAO…
    O “NOS” (ALUDIDO POR VOCE) NAO PRECISA DE UM NOVO DUCE NAO !
    ELE FOI UNICO SENDO PARA NÓS, ITALIANOS !!
    QUEM PRECISA DE UM NOVO DUCE , É A MINHA ITALIA PARA SE PROTEGER DO BARBARISMO MAGRTEBINO QUE VEM PELA AFRICA E DO MAL QUE A PORCARIA DA UE NOS CAUSA…
    XAPISCE ?
    O RESTO DO MUNDO, VOCES, PODEM FICAR COM ESTA M@#$A
    POLICAMENTE-CORRETA !!
    AVANTI POPOLO, abs, Caio

  45. Homem Sábio

    -

    24/10/2011 às 12:55

    Caro, Caio, a Líbia não poderia adotar um sistema a base espanhola?
    Uma capital com várias regiões autônomas vivendo no limite da paz?
    Infelizmente, se houver autonomia, nao será fruto de consenso, mas de fraticidio, abs, Caio

  46. Mauricio

    -

    24/10/2011 às 12:53

    Falta de eleições é sinal de que o sistema é doente.
    Mas o fato de haver eleições não é garantia de nada (vide o Irã).
    E a sharia é incompatível com a civilização, como conhecemos.
    A não ser que mudem tudo e preservem o nome só para constar.
    Abs.
    Caro Mauricio, o risco de algumas analises é o imobilismo, ou o genero se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, e acho terrivel ser taxativo sobre a Libia em funcao de um trecho de um discurso, claro que tenebroso, feito num comicio para aquela massa em Bengazi, abs, Caio

  47. maisvalia

    -

    24/10/2011 às 12:48

    Fico com o Rodrigo e a Vera.
    Nem tanto ao mar nem tanto…

  48. Angelo Costa

    -

    24/10/2011 às 12:46

    Prezado Caio
    Impecável o comentário do Érick(11:04). Democracia não se compra pronta em uma loja ou outro local qualquer, ela é construida aos poucos e no processo de construção todos defeitos inerentes aparecem. Nós aqui na terrinha temos uma democracia capenga, mas muito melhor que nos tempos da ditadura. Nossa democracia é muito recente, eu particularmente considero o início democrático no Brasil após a eleição de 1989 e estamos vivendo todos os defeitos e virtudes do regime. A Tunísia está num processo que única palavra do momento para definir é: Esperança. Se vai seguir o caminho de liberdade ou o caminho do radicalismo islâmico não sabemos. Se só podemos torcer, torçamos pois.
    Abs.
    Caro Angelo, obviamente que concordo, abs, Caio

  49. Mauricio

    -

    24/10/2011 às 12:40

    Refazendo frase do post anterior a pedido da Betty:
    Vamos mulheres !
    Repito: se elas não levantarem a voz contra os abusos islâmicos e a sharia, não vai.
    Tanto as ocidentais quanto as orientais e islâmicas.
    Achar “cultural” ser cidadã de segunda classe não é coisa de gente letrada.
    Abs.

  50. Rodrigo

    -

    24/10/2011 às 12:27

    Eu sempre gostei de ouvir os pessimistas em tudo.
    Animador, abs, Caio

  51. otimista Pink(er)

    -

    24/10/2011 às 12:12

    Atenção para a semiótica (?):
    A urna da eleição (ver foto) é moderna, de plástico e transparente. Vamos aguardar o conteúdo.

  52. Vera

    -

    24/10/2011 às 12:07

    Bom dia Caio

    Assunto polêmico quando tem o ingrediente: religião. Lá vem chumbo, he,he… assunto para no mínimo um artigo, difícil até resumir mas tentando…
    Vc sabe, tento ser uma feminista aos novos moldes e o meu interesse por religião vem daí. Um dos fatores que vejo para a nossa sociedade ser machista, vem do reforço que a religião dá a esse aspecto (conf. defendí na sua matéria anterior em resposta ao Maurício).
    Porisso, tenho lido/estudado algumas coisas…
    No caso do corão, acho que nos últimos dois anos lí o suficiente para constatar que é ambíguo. Ao mesmo tempo que defende a paz em uma passagem, em outras chama à luta, o que pode ser entendido como incitação à violência. E não raro, isso tem acontecido em sua sociedade, como o mundo vem assistindo ultimamente.
    A sharia, código das leis islâmicas, dá o tom não laico ao islamismo por não haver dissociação entre seus preceitos religiosos e civís.
    Apreensão, é realmente esse o sentimento que me causa nessa dualidade ‘democracia/religião’. Além de esperar, é observar por muito tempo, esses preocupantes desdobramentos históricos que estamos vivendo caro Caio.
    abs
    Toda razao, Vera, tenho lido nos ultimos dias seus comentarios sobre a questao e expresso minha apreensiva solidariedade, hehehe, abs, Caio

  53. Paulo Bento Bandarra

    -

    24/10/2011 às 12:06

    O Érick (dia 24, 11:04)é otimista. Precisamos lembrar que o Ocidente precisou de 1 500 anos para começar a construir isto que ele fala. Mesmo hoje, é difícil de dizer que nossos estados estão livres da influência das religiões e o povo vacinado da sua influência.
    Caro Paulo, vale lembrar que mudanças (se positivas) hoje ocorrem com outro ritmo e tambem influenciadas por estas experiencias positivas, como as “nossas”". Nada obviamente garantido, mas recomendo que voce passe os olhos no arco historico e estatistico do Steven Pinker, cujo livro resenhei aqui dias atras, abs, Caio

  54. betty

    -

    24/10/2011 às 11:43

    caso voce queira conferir.
    Eric Nelson – Eric Nelson: The Hebrew Republic | Video on PBS …
    abs.

  55. Carmem

    -

    24/10/2011 às 11:36

    Opa!
    Aliás o extremista-moderado Manhattan C. de ontem tb foi muito bom, um barato aquele jardim das abóboras.
    abs
    Concordo radicalmente, abs, Caio

  56. carlos cezar

    -

    24/10/2011 às 11:31

    Você tem razão, Caio, a Alemanha e a China não foram muito felizes na assimilação da revolução industrial ou tecnológica. Mas, assim como a Alemanha, a China ainda poderá se livrar do atual regime escapando pelas vias mais amplas da democracia. Em todo caso, o Érick resumiu de um modo melhor o que eu quis dizer. E minha aposta continua sendo: a tecnologia irá sobrepujar a sharia nas próximas décadas. Isso, porém, apenas nossos filhos e netos irão saber.
    Abs.
    Valeu, abs, Caio

  57. terceira via

    -

    24/10/2011 às 11:25

    o ocidente tem de urgentemente achar uma matriz energetica viavel, e abandonar os muçulmanos em suas cavernas. é lá onde eles querem ficar.
    Seu pensamento é das cavernas, Caio

  58. Carmem

    -

    24/10/2011 às 11:17

    Oi Caio,
    Eu não escreveria nada diferente do q vc e o Érick já escreveram.
    Portanto..
    Tenham um bom dia!
    abs
    Obrigado, Carmem, entao umam colherzinha de chá de consolacao, serve? Hehehe, abs, Caio

  59. Filintro Almeida Almeida

    -

    24/10/2011 às 11:09

    Palavra de Islãmicos… é como folheados de torta, feitos para serem quebrados.

  60. André

    -

    24/10/2011 às 11:09

    Sinceramente… todos nós (inclusive e principalmente o seu autor) poderiamos ter passado sem o comentário de varrer países com bombas.
    É por esse tipo de pensamento que a humanidade não avança.
    Valeu, caro Andre, ja fomos varridos aqui com coisas ate piores, abs, Caio

  61. Érick

    -

    24/10/2011 às 11:04

    Eu também acredito que eles (os tunisianos, líbios e egípcios) têm uma grande oportunidade de transformação. Um grande input energético foi necessário para se romper com os antigos regimes que vinham em estado de incômoda inércia, e agora o que resta é a desordem do que foi quebrado. No entanto, as peças para a construção de algo novo estão à frente. A Europa precisou de séculos, de muitas fogueiras e guilhotinas para se libertar dos regimes absolutos e da influencia perniciosa das religiões nos assuntos do estado! Por que exigimos que seja para já com eles?! A democracia não está garantida em lugar nenhum, nem aqui, nem nos EUA e nenhum lugar da Europa. A democracia é garantida com vigília constante! As mulheres talvez percam os poucos benefícios que tinham, mas, quem sabe elas também não queimem seus sutiãs nas ruas a sua maneira? Os ciclos de endurecimento e liberalismo virão! Tudo isso pode demorar um século e esse foi apenas o primeiro passo, ninguém ganha um democracia pronta… Ela é construida gradualmente. Ontem eles enfrentam um problema comum das democracias: a falta de opção e abstinência popular! Logo eles enfrentarão outros: corrupção, populismo, etc. Contudo, se forem espertos, com o tempo vão aprender a amar e defender, como nós, a liberdade e todos os valores democráticos.
    Impecavel, caro Erick, nao escondo meu favoritismo por este tipo de abordagem, vou ser parcial, muito parcial e conferir a colherzona de chá, os amargos que engulam, hehehe, abs, Caio

  62. Betty

    -

    24/10/2011 às 11:03

    Caio, fica Difícil acreditar que a Líbia num futuro próximo tenha alguma chance de sucesso em estabelecer um regime decente. A Tunísia e o Egito pode ate ser. Mas, se um Rushdie pede paciência e esperar, quem sou eu! Ele aventa a hipótese de um regime ser Islâmico e democrático. Isso me fez lembrar um livro muito serio de Éric Nelson ” The Hebrew Republica”. Vale a pena ver a conferência sobre o dito cujo. Da um Google que aparece lá. Uma releitura das origens do Estado moderno. Vale a pena conferir. Boa semana pra voce e a todos.
    Betty, gostei da sua cautela, do seu pessimismo apenas cauteloso e nao apresssado,. hehehe, e obrigado pela dica, nao conhecia o livro, abs, Caio

  63. carlos prado

    -

    24/10/2011 às 10:54

    Esta conversa de transiçao para o Islamismo eu ja escutei em outras épocas, o interessante é que êles saem de um regime opressor e querem entrar em outro. O mais certo é êles fazerem um regime pluri, para que não haja ezagero dos mandatários que aniquilam uma população em nome de Deus

  64. carlos cezar

    -

    24/10/2011 às 10:50

    Bom dia, Caio.
    Esses comentadores estão muito pessimistas, acreditando que ocidente e oriente nasceram apenas para ser eternamente inimigos! Que maldade. E o voto de confiança? Vamos aguardar uns meses, até mais, ué, as coisas não acontecem num passe de mágica, num estalar de dedos. O progresso não vem de uma só vez. Quem sabe, nos próximos anos, a gente até possa se surpreender (no bom sentido) com as notícias sobre a Tunísia, sobre o Egito e a Líbia, por que não? Ainda vejo o avanço tecnológico como um grande libertador para todos os povos. Mais cedo ou mais tarde, também a maioria do oriente irá compreender que nada há melhor que o conforto e a modernidade sempre bem-vindos propiciados pela tecnologia. Esse será o melhor padrinho do casamento entre democracia e Islã.
    Abs.
    Caro Carlos, hoje estamos proximos, mas lembro que avanco tecnologico nem sempre prenuncia libertacao. Basta ver a Alemanha antes do nazismo ou mesmo a China de hoje, abs, Caio

  65. Luis Carlos Zardo

    -

    24/10/2011 às 10:46

    Grande artigo, Caio, como se cabesse a mim elogiar, hehehe. Quanto ao assunto, sou extremamente pessimista, acho impossível uma democracia se o estado não for laico, realmente laico, mesmo assim…
    Obrigado, caro Luis, e corretissimo, esta duro ter fé no estado laico,hehehe, abs, Caio

  66. ricardo

    -

    24/10/2011 às 10:40

    é claro que a líbia não vai dar certo.o regime que se tem na líbia é o do coronelismo,da oligarquia.os mais jovens participaram das manifestações contra orientações da irmandade muçumana.bsear a lei na ilegalidade não funciona.mas outra coisa é um governo popular e antiamericano como a venezuela.

  67. otimista Pink(er)

    -

    24/10/2011 às 10:24

    Caro Caio,
    Desculpa. Cada vez mais admiro o seu trabalho.
    Eu tb, não li o Corão, embora tenha uma versão, me parece simplificada de Mansour Chalita, para nós “infiéis”.
    Eu acho que deveríamos, como exercício, tomar cuidado ao usar o termo “muçulmano, e islamita” e etc nas análises políticas e principalmente sobre o terrorismo.
    Um artigo muito interessante do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, recente, mostra que o Estado brasileiro, cuja Constuição começa “sob a inspiração de DEus”…não é tão laico assim ( não estou discutindo, apenas constatando);
    Colocar “em Deus nós confiamos” ou melhor, na moeda do Real, “DEus seja louvado” tb não é tão laico assim – não estou entrando no mérito! Sem dizer,(sem julgar) na presença do ícone de Cristo Crucificado nos tribunais! Aliás começa a ter embrião de intolerância entre Católicos e Evangélicos quanto a isso!
    Repito, este oportunidade que vc CB, nós dá aqui é pedagógica, sem prosetismo religioso ou político!!! e é..civilizatória, e percebemos, permita a presunção, que os conflitos de “lá” são mais próximos do que se imagina.
    No direito romano, aprendemos “alegar e não comprovar, é o mesmo que não alegar” pode ser uma boa metodologia para a busca da verdade, embora…ela seja mais intuitiva que analítica, segundo Huberto Rohden. Abs.
    PS. Vejo com entusiasmo que a sua excelente resenha sobre o livro de S. Pinker começa a repercutir na imprensa nacional.
    Valeu, mas até me incomoda escrever sobre assuntos relacionados com religiao, temas que geras tantas paixoes entre tantos, mescla de paixao, furia, ignorancia e julgamentos precipitados (inclusive no meu caso,hehehehe), abs, Caio

  68. wilber

    -

    24/10/2011 às 10:16

    Todas as religiões enlouquecem as pessoas com essa “estória” de inferno e paraíso, uma coisa insana. O Islã é a síntese dessa loucura. DEUS é amor e fraternidade.

  69. Karla

    -

    24/10/2011 às 10:11

    Bom dia Caio.A Tunísia, país que iniciou o levante contra os ditadores do mundo árabe, se tornou ontem também a primeira nação da região a ir às urnas para escolher de forma democrática um novo parlamento. O pleito é observado com atenção em todo o mundo o que leva a uma das questões centrais levantadas com a queda de ditadores: terão as populações árabes capacidade e vontade para deixar regimes ditatoriais para trás e rumar para a democracia de estilo ocidental?Só o tempo dirá e acompanhar os próximos capítulos dessa novela.Tenha uma boa semana.Abs
    Correto, cara Karla, abs, Caio

  70. otimista

    -

    24/10/2011 às 10:07

    Sr Anti otimista, digo, Petista,
    Só peço a gentileza de não, caso não seja ateu ou agnóstico, de não revelar sua religião. Obrigado!
    Ufa! é preciso coragem…pra ser otimista hoje em dia, hahahah
    Dentro do processo revolucionário, é natural acontecer essas merdas, que estamos vendo, graças à tecnologia. Mas , já está tendo o efeito Abud Graib, esteja certo!

  71. otimista

    -

    24/10/2011 às 9:49

    Depende da sogra, como disse uma Paquistanesa á Sra Hillary Clinton.
    As pessoas precisam ler mais o Corão ( Leitura), se possível em árabe.
    Já que aqui, virou um painel (raro), e didático ( Obrigado Professor CB) eu sugiro as pessoas a tomarem cuidado com o pensamento cartesiano; preconceitos, estereótipos e o etnocentrismo, vício do ego.
    A década promete.
    Ralph Nader vem ai, espero que seja maronita!
    Picuinha: que o Sr Salman Rushdie tem uma cara de capeta, isso ele tem…hahahh “sometimes satan, come as a man of peace” (Bob Dylan)…
    Nao sou muito otimista, caro Otimista e esclareço que meu conhecimento sobre islamismo é limitado, como de tantos palpiteiros aqui e em outras partes, abs, Caio

  72. Jancsi

    -

    24/10/2011 às 9:42

    Mais uma vez o ocidente da uma forcinha. Tira um ditador e acredita em palavras ao vento. O governo provisório da líbia prometeu ser transparente e isso está sendo rigorosamente. Uma bala não perdida executou Kadafi e o planeta inteiro assistiu esse julgamento sumário. Seu filho apareceu fumando depois de capturado, horas depois estava estendido ao lado de seu genitor, o fumo mata mesmo ! Isto sem dizer a exposiçao dos corpos em uma camara frigorifica onde era disputado o melhor angulo para tirar fotos. Momentos depois uma OnG encontrou mais de 50 corpos em um hotel em Sirte alguns foram identificados sendo membros do governo de Kadafi, com as mâos amarradas para tráz. Esse é só o começo, do que eu não tenho a menor idéia. Mas pelo Avant Premiê não será muito diferente do Irã. Graças a forcinha do ocidente.
    Simplista e determinista, meu caro, abs, Caio

  73. Anti petista

    -

    24/10/2011 às 9:35

    Sinceramente … Todos os paises da africa do norte que adotassem a seita islamica deveriam ser varridos por bombas e posteriormente ocupados para que fosse estabelecida uma zona de segurança entre os islamicos e a civilização. Israel foi ingenuo as desmilitarizar o sul do libano, e agora tem um front iraniano ao norte. Ingenuos os europeus ao acreditar em multiculturalismo. Isso não existe com muslims. Esperando … esperando … vai esperando que daqui a pouco surge um outro Tariq Ziyad. Vamos reviver a historia com os reis catolicos expulsando essa gente do sul da europa ? Quem será a nova Isabella de Castela e o novo Ferdinando de Aragão ? Carla Bruni e Berlusconi ?
    Sinceramente, assim náo dá, abs, Caio

  74. paulo boccato

    -

    24/10/2011 às 9:34

    JÁ ERA !

    A PARTIR DE HOJE, SEGUNDA , ME INFORMA UM AMIGO OBSERVADOR DA ONU QUE LÁ ESTA VIA SATELITARIO, JÁ VALE A SHARIA PARA TUDO .

    DONA EUROPA SR. BLINDER, A EUROPA DOS TOLOS E IDIOTAS LIBERAIS ROMANTICOS E ESQUIZOFREICOS, JÁ TEM EM SUAS COSTAS A ADAGA DO ISLÃ !

    EM BREVE, SERÁ NO PESCOÇO…E CONTINUO A DIZER : MUSSULONI TINHA RAZÃO NESTE PONTO .

    INFELIZMENTE,EU TENHO RAZÃO .
    Caro BOCCATO, precisamos de um novo MUSSOLINI, correto? Abs, Caio

  75. Leonel

    -

    24/10/2011 às 9:29

    O tal partido já anunciou que pretende adotar a Sharia. Mas vou te dar um voto de confiança e só direi que a Tunísia entrou numa Teocracia quando eles começarem a queimar Igrejas, certo?
    Errado, caro Leonel, abs, Caio

  76. Barba

    -

    24/10/2011 às 9:26

    Não existe felicidade 100% em nenhum casamento. Ambos, a democracia e o Islâ tem seus aspectos particulares, tipo, água e oleo. Pode haver brigas sim, desavenças e, por vezes até separação…, é do casamento! Para que dê certo, alguém precisa ceder, e muito e, sempre!
    Caro Barba, razoavel, vamos ver, abs, Caio (O Barba)

  77. davi

    -

    24/10/2011 às 8:45

    ja falei pra vc ler mais gideon levy..rsrsrsrsrsr
    Caro Davi, é leitura para mim, apenas mais uma, hehehe, abs, Caio

  78. Dinho

    -

    24/10/2011 às 8:25

    O mundo está acordando para a besteira patrocinada pela OTAN na Líbia? Trocar um ditador velhusco pela sharia? Não sei o que é pior.
    Pobres mulheres árabes…
    Caro Dinho, parece que voce já escreveu a historia, abs, Caio

  79. Paulo Bento Bandarra

    -

    24/10/2011 às 8:19

    É difícil para países que não passaram por revoluções liberais, por uma revolução francesa, entender o significado da democracia. Uma democracia islâmica nada tem de democracia ou diferente do totalitarismo.
    Caro Paulo, vamos esperar um pouco, abs, Caio


 

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