Pela enésima vez, Síria (e Putin e Kissinger)
Pela enésima vez: o conflito na Sïria é complicado. Tem mocinho (setores da oposição) contra bandido (ditadura Assad) e bandido (setores da oposição) contra bandido (ditadura Assad). Sim, já é guerra civil. E pela enésima vez: tenho a ansiedade, tenho o vício, tenho a assumida parcialidade para falar mal dos amigos e aliados dos bandidos governamentais. Vantagem de ser “dono do boteco” (como dizem alguns leitores) é ter esta conversa repetitiva de bêbado (esclareço que sempre fui abstêmio, o que muitas vezes também, como gente bêbada, me torna chato).
Falando em chatos (para não dizer coisas piores), Vladimir Putin e seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, seguem advertindo sobre intervenção estrangeira e mudança de regime na Síria. Seriam alertas plausíveis caso não fossem desferidos por estes dois russos. Intervencionistas liberais no Ocidente (ao contrário dos seus companheiros de estrada, os neoconservadores) sofrem de masoquismo ocidental, na expressão do jornalista e escritor inglês Nick Cohen. É aquilo que o filósofo francês Pascal Brucker chama de “tirania da culpa”. Liberais se sentem constrangidos para julgar ou combater outros sistemas, outros estados ou outras religiões. É feio julgar os outros, né?
Liberais têm esta agonia sobre a moralidade e os efeitos práticos de uma intervenção em um país convoluto como a Síria. Enquanto isto, intervencionistas iliberais mandam bala (Putin municia as gangues do Assad e os sauditas e turcos, ainda em menor escala, as gangues oposicionistas). Alguma tipo de intervenção na Síria de países ocidentais ou árabes para deter os massacres (em grande parte responsabilidade de Assad) pode ser uma fria e aumentar o incêndio (e nem precisa ser uma intervenção militar direta).
No entanto, pela enésima vez, é preciso deixar bem claro um ponto: basta de culpa, chega de aceitar as justificativas das ditaduras naquelas paragens como reação a crimes ou colonialismo de países ocidentais. Assad e companhia são petulantes (para não dizer coisas piores). Eles se consideram os únicos capazes de manter a ordem ou o país unido (Putin acha o mesmo dele na Rússia).
Oponentes são tratados como terroristas e traidores da pátria, a serviço do imperialismo ocidental. Nick Cohen diz que, no final das contas, é possível ver um sindicato do autoritarismo ou um ecumenismo tirânico. Esta gente se une contra o liberalismo. Lá estão o capitalismo-clientelista putinesco (de Putin para Putin), o castrismo (de irmão para irmão), o chavismo (de Hugo para sei lá para quem), o assadismo (de pai para filho) e o Irã islâmico (de aiatolá para aiatolá).
Muita filosofia, muita indignação moral. Alguns fatos. Um relatório das Nações Unidas assevera que crianças de até oito anos foram assassinadas, torturadas, estupradas e usadas como escudos humanos pelos bandidos governamentais sírios (há denúncias em escala bem menor sobre violações de direitos infantis pelos oposicionistas). Desde que a insurreição começou na Síria em março do ano passado, morreram mais de 1.200 crianças.
Vamos arrematar com mais indignação, mas direcionada para as bandas de cá. Num texto no jornal The Washington Post, o bruxo da realpolitik, Henry Kissinger, reagiu aos massacres de crianças na Síria reiterando seu desprezo pelas intenções humanitárias em política externa. Ele escreveu glacialmente que as ações americanas contra Assad seriam uma traição “ao conceito moderno de ordem mundial”, cimentado em 1648 pelo Tratado de Vestfália, que, nas palavras do doktor K, foi “elaborado para pôr fim à versão de mudança de regime no século 17″.
O tratado europeu formulado em torno de conceitos como soberania nacional e integridade territorial (e também separação Estado-Igreja) buscava dar um basta a guerras religiosas , que podem ter causado a morte de 1/3 da população na Europa Central. A idéia era substituir o conflito pela “preservação do equilíbrio como o princípio controlador dos negócios internacionais” (palavras de Kissinger). E a crianças sírias com isto?
Nenhuma surpresa no raciocínio glacial de Kissinger. Afinal ele, que é judeu, quando era assessor de segurança nacional de Richard Nixon, disse que “se colocarem judeus em câmaras de gás na União Soviética será talvez (sic) uma preocupação humanitária, não uma preocupação americana”. Sendo um pouco menos maldoso com Kissinger, claro que ele também levanta questões pertinentes, como: se o governo americano adotar a intervenção humanitária como princípio de política externa estará obrigado a apoiar “cada” insurreição popular contra governos não-democráticos mesmo quando isto colida com seus interesses estratégicos? Caso óbvio é o da Arábia Saudita.
Mas, doktor K, pela lógica “vestfaliana”, em termos de preocupação geopolítica, que tipo de equilíbrio sobrou para ser preservado na Siria, já em guerra civil? E no seu artigo, Kissinger reconhece que pode haver uma fusão de intervenção humanitária com interesses estratégicos para justificar mudança de regime num país cujo governo é aliado do Irã e do Hezbollah.
***
Colher de chá matinal para as reflexões vestfalianas do Ronaldo nesta quarta-feira. Colher de chá vespertina para Felipe Goltz, Ricardo Platero e Gustavo C, por bons debates.



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114 Comentários
Ricardo Platero
-14/06/2012 às 13:24
Caro CC,
Não vivo no mundo da teoria da conspiração, então busco acreditar no que organizações pelas quais tenho respeito são capazes de fornecer dados confiáveis. Na dúvida, busco dados de outras entidades confiáveis. Claro que algumas delas são falíveis (o que e quem não é?), mas acredito que não exista nada considerado como “segredo de Estado” e nem extremamente importante e impactante nas informações econômicas divulgadas.
Da utilização de jornais, bem, eu não vou contar corpo a corpo para saber o número. Utilizo de fonte um jornal que não necessariamente eu concordo, mas que pelo menos é sério e respeito.
Abraços.
Alberto
-14/06/2012 às 4:50
.Muita gente parte da premissa,e voce tambem esta” entre eles,de que se o regime de Assad cair,a Russia por apoia”-lo politicamente e com armas,perderia sua influencia num regime pos-Assad.Isto poderia acontecer num prazo curto,e mesmo isto nao esta” garantido,mas paises existem a longo prazo,com interesses a longo prazo.Sim,Assad esta’cometendo crimes contra parte de seu povo,e parece logica a especulacao de que quem o apoia saira” tambem queimado por associacao.Mas lembre-se do que aconteceu no Vietnam,hoje em dia apesar de oficialmente comunista,o pais se “esqueceu” convenientemente dos bombardeios aereos americanos que tambem mataram muitos civis,e causaram muito anti-americanismo e odio compreensivel,para engajar-se a fazer negocios com os antigos inimigos.Eles estao demasiado perto da China e longe dos Estados Unidos.
Quem sabe, caro Alberto, fazer politica com sentimentos seja um avanço civilizatorio, abs, caio
.Real politik nao e” uma invencao de Kissinger,e nem privilegio de grandes potencias.A Biblia menciona varios casos de real politik,por parte do antigo Israel.Fazer politica com sentimentos e” um privilegio de quem esta” fora da politica e das decisoes,ou seja,nos,os perus de fora.Nada esta” garantido em politica,que ao contrario de brigas entre criancas caprichosas ,pode terminar em surpresas inesperadas.
Marcio Silva
-14/06/2012 às 0:35
Caio Desculpe, eu falava do Bush pai, mas deveria escrever que foi o Bush Filho, que invadiu se uma resolução da ONU, surpreendendo até o Bush pai… Pois foi naquela data que a ONU começou a fomentar a campanha anti-americana pelo mundo afora… A esquerda pseudo-humanitária eh a mesma que reclamava do Bush W quando ele invadiu o Iraque e que reclama agora por nao poder invadir a Síria
Tocqueville
-13/06/2012 às 23:52
De acordo, Caio. Falta liberalismo político que exige tolerância dos grupos que lutam para chegar a dirigir o governo. Sem liberalismo político, não é possível haver dissenso, oposição leal, enfim, uma sociedade pluralista. Putin, Chávez, os irmãos Castro, Assad, etc., podem adotar o discurso anti-Ocidente que quiserem, mas, enquanto não adotarem o liberalismo político, continuarão sendo o que são – ditadores.
The Watchman
-13/06/2012 às 23:48
A disputa só seria melhor se conta-se com a exótica Sara Palin e seu maravilho cabelo bem arrumadinho. Seria um retrato perfeito do politico americano. Quem leva essa gente a sério? O Ronald Reagan é que estava certo, passou seu governo fazendo o que ele sabia de melhor: brincar de cowboy! Hip hi howwww.
The Watchman
-13/06/2012 às 23:34
Para o Putin deve ser muito divertido observar a disputa eleitoral Americana com seus candidatos bem maquiados e cheios de dentes de porcelana. Parece um concurso de misses. Imagina o espanto do Putin quando ele fica sabendo que o assunto mais quente da disputa é se você apoia ou não o casamento gay! Ou talvez a palpitante fofoca sobre quem fumou maconha ou não. É espetacular como gente assim se leva a sério.
Mas enfim, líderes poderosos e duríssimos como Putin devem mesmo temer algum presidente dos EUA. Faz me rir.
carlos cezar
-13/06/2012 às 22:22
Caro Ricardo Platero, tenho conhecimento da morte de aproximadamente 100.000 curdos durante vinte e quatro anos de ditadura no Iraque até 2003. E mais alguns milhares de xiitas, talvez. Você tem a fonte que afirma outros números? Não vale comentários desse ou daquele publicado em jornais. Temos de trabalhar com dados numéricos confiáveis. Também não vale sobre iranianos mortos (400.000) na década de 1980, já que ali morreram também muitos iraquianos (300.000), sem falar de que aquilo foi uma guerra estimulada pelos Estados Unidos depois de perder a cumplicidade do antigo regime iraniano. Veja lá o Donald Rumsfeld vendendo armas a Saddam Hussein que lutava contra o Irã naquela época.
Maisvalia
-13/06/2012 às 22:13
WASHINGTON – O ritmo mais lento da economia americana e a ameaça de uma nova recessão já atrapalham os planos de reeleição do presidente dos EUA, Barack Obama, na votação de novembro. Uma pesquisa divulgada ontem pelo instituto Ipsos e pela agência de notícias Reuters mostram que seu trabalho é aprovado por 47% do eleitorado. Trata-se de uma queda de 3 pontos porcentuais em relação à consulta de maio e do nível mais baixo desde janeiro.
Os dados são alarmantes para a campanha de Obama e refletem a percepção do eleitorado americano sobre o aumento do desemprego em maio (8,2%) e os sinais preocupantes vindos da Europa desde o início de junho. Na terça-feira, Obama tratou de moderar seu otimismo ao dizer que há muitas pessoas ainda prejudicadas pela crise e a economia americana tem “um longo caminho a seguir”. O levantamento ainda aponta o republicano Mitt Romney como o candidato mais bem preparado para criar empregos no país.
Dentre os eleitores ouvidos por telefone pela Ipsos, entre os dias 7 e 10, 45% afirmaram que votarão em Obama e 44%, em Romney. O republicano ganhou 2 pontos porcentuais entre maio e junho. Embora ambos estejam empatados, tecnicamente, o presidente perdeu 4 pontos porcentuais na preferência do eleitorado desde maio.
Os dados mostram Romney em uma trajetória de consolidação de sua base eleitoral, avaliou o instituto. Os anúncios menos animadores sobre a economia são apropriados para as críticas do republicano, que aposta no novo slogan “Colocando os Empregos em Primeiro Lugar” e insiste no valor de sua experiência empresarial. Obama, com o lema “Para a Frente”, não está conseguindo atingir o eleitor independente e os dos nove Estados tradicionalmente indecisos.
O presidente, segundo 43% dos consultados, é visto como o candidato mais capaz de criar empregos. Romney, entretanto, o ultrapassou em maio, com 46%. A parcela dos eleitores pessimistas com o rumo dos EUA cresceu 6 pontos e alcançou 63%.
COM O QUE MESMO VOCÊ ESTÁ PREOCUPADO JF?
Eta, trolha, nao leio, hehehe, abs, Caio
Carmem
-13/06/2012 às 22:12
Eu fiz o teste e estou no extremo do liberalismo de direita,segundo Veja, acredito q o estado não deve regular nenhum setor da economia nem interferir nas opções individuais do cidadão.
Olha aí Caio, http://veja.abril.com.br/eleicoes/politicometro/
abs
Parece muito complicado para meu pequeno cerebro liberal, hehehe, mas olho com mais calma outra hora, agora vai acusar extremo cansaço, abs, Caio
maisvalia
-13/06/2012 às 21:41
Parabéns Caio, não deixe bagunçarem o seu trabalho, mesmo que estejam aparentemente do seu lado.
PARE DE CONVERSA DE CERCA LOURENÇO CHAVES OU OBSERVADOR OU ROCK OU QUALQUER COISA.
EU ESTOU DO LADO DAS DEMOCRACIAS LIBERAIS.
NÃO APOIO NENHUM DITADOR, NEM TRANSVERSALMENTE, NEM PRECISO REALIZAR, COMO DIZ O RA, SALTOS TRIPLOS CARPADOS DE HERMENÊUTICA PARA DEFENDER O INDEFENSÁVEL.
MAS É QUE EU SOU BINÁRIO.
OS SOFISTICADOS USAM SOFISMAS PARA DEFENDEREM O ECUMENISMO TIRÂNICO E TEM A CARA DE PAU DE IGUALAR TATCHER COM SEUS LIXOS.
SEMPRE DÃO UM JEITO DE FALSIFICAR A HISTÓRIA E NIVELAR OS OUTROS COM SEUS ANÕES MORAIS.
PALMAS PARA O ROD.
E MAURICIO, GARANTO PARA VOCÊ QUE O DONO DO BOTECO FICARÁ BEM PRÓXIMO DE NÓS, HEHEHEHE
Desembargador.
-13/06/2012 às 21:17
O Caio conduziu muito bem, discordou de alguns, concordou com outros, debateu, contestou, argumentou, tudo na paz e na educação. alguns tiveram mais argumentos, outros menos, porém sempre em tom sadio.
Parabéns Caio, não deixe bagunçarem o seu trabalho, mesmo que estejam aparentemente do seu lado.
Parabéns.
Ok, abs, Caio
Desembargador.
-13/06/2012 às 21:13
Engraçado, o debate foi sem agressividade até certa hora. Chega um momento, depois das 18 horas, que certos indivíduos iniciam a agressão gratuita e rasteira.
Eu sempre desconfio dessas pessoas.
Mauricio
-13/06/2012 às 21:03
Colher de Chá para o Caio pelas expressões “sindicato do autoritarismo”, “ecumenismo tirânico” e pelo nome aos bois.
Mesmo que não tenha sido o criador foi muito boa.
Eu, pessoalmente, nao sou a favor de intervenção militar aberta na Siria, mas por motivos diversos dos membros do sindicato do autoritarismo. hehehehe… essa vai pegar.
Abs.
Caro Mauricio, deveria dar para o jornalista Nick Cohen, é dele, valeu, abs, Caio
Mauricio
-13/06/2012 às 20:41
Mais valia, pelo teste politicometro da Veja eu sou liberal de centro-direita. Voce disse q vc tambem. Será que o Caio fez o teste? Quem acerta onde ele vai ficar?? hehehehehehehehee
Vale um chopp !
Abs.
Nao fiz, mas minha parte em agua mineral com gas, outra hora faço, se alguem passar para mim, hehehe, abs, Caio
carlos cezar
-13/06/2012 às 20:16
Caro Platero, você está falando sério ao apresentar um relatório da cia? Será que você se lembra que a cia foi a principal fiadora da mentira que Colin sustentou diante dos congressistas ao mostrar um vidrinho que supostamente continha “terríveis armas de destruição em massa” no Iraque? Estamos com medo até hoje dessas armas, não é verdade? E depois você mostra um relatório do FMI, esse mesmo fundo que vive defendendo o brasil e dizendo que há uma ótima administração nos últimos dez anos. Aquilo é um amontoado de promessas cuja grande parte não será cumprida. A guerra entre Iraque e Irã foi estimulada pelos americanos, devido à volta do Khomeini em 1979. Morreram muitos iraquianos e iranianos. Onde estão outras fontes confiáveis, que não sejam americanas? Americanos mentem muito às vezes, como qualquer outro povo.
Joao Felipe
-13/06/2012 às 20:11
Caio, desgalhando muito, você poderia dar um pitaco sobre o ataque do GOP a um acordo entre o governo Obama e as farmacêuticas na época da reforma da saúde?
Me parece um tiro no pé, mas não estou muito informado sobre o assunto.
Abs.
Sorry, Joao Felipe, nao estou acompanhando com atencao, abs, Caio
Joao Felipe
-13/06/2012 às 20:05
Sobre o Iraque, duas coisas ficam claras:
1-Os EUA agiram certo ao invadir o país?
Não.
2-A situação dos iraquianos é melhor hoje do que na ditadura Saddam?
Sim.
Conclusão:
Apesar de tudo (e bota tudo nisso) foi vantajoso para a nação a queda do ditador, mas isso não justifica a atitude do governo Bush.
carlos cezar
-13/06/2012 às 19:53
Você nada entendeu, Helio, porque, aqui, na coluna, não explicitei nenhuma preferência por nenhum tipo de amizade. Você faz suas deduções de acordo com suas próprias orientações ideológicas e os chamados do seu sangue, dos seus ascendentes. Eu procuro enxergar o direito de todos os povos, inclusive de israelenses que merecem o ótimo país que têm. Apenas não concordo com a destruição da Cisjordânia.
rod
-13/06/2012 às 19:30
Gustavo C. em 13/06/2012 às 15:53 acusou que “questionar a legitimidade dos fóruns internacionais porque certos partícipes não são democráticos” seria apenas “uma propoganda americana já um tanto desgastada”.
Não é mera propaganda, é uma preocupação óbvia que só poderia mesmo ser sustentada por países como os EUA. Os regimes não democráticos são anomalias em organizações internacionais ao lado de regimes democráticos. Nonsense total.
A ONU, por exemplo, que já nasceu tendo a Declaração Universal dos DH não sendo aceitas pelo bloco soviético e a absolutista Arábia Saudita.
Gostei! Abs, Caio
Marcio Silva
-13/06/2012 às 19:24
Caio, parece que você percebeu com quase um ano e meio de atraso o que era óbvio desde o começo dessa novo movimento de revolução islamca.
O partido democrata americano não pode ir conta a ONU como surpreendentemente fizeram outrora Bush pai e companhia, contra Sadan…
Ir contra a ONU para os Clinton é sabotar a própria estratégia de “governança global” que esses caras vem implantando…
Aí está a prova que esta esquerda “humanitária” , é humanitária só quando convém aos seus próprios interesses.
Já a Russia joga apostando em todos os cavalos, como é de sua “práxis” aposta no fortalecimento da ONU, ou no enfraquecimento da ONU, aposta no Regime do Assad e ainda dá um jeito de mandar seus AK-47 e munição aos rebeldes (que obviamente são anti-americanos). Quem perde? Só o povo Sírio.
A mídia que está no “meio” desse jogo só percebe o que o chefe manda perceber…
Caro Marcio,Quem é esquerda humanitaria? O que é isso? Abs, Caio Vamos discutir adultamente geopolitica. Voce precisa montar coalizoes para intervencoes militares como na Siria,onde voce,se for, so vai apenas com apoio da Otan e da Liga Arabe,pelo amor de todos, sem brincar de cauboi como o Bush filho, o pai costurou uma solida coalizao na primeira guerra, abs, Caio
ricardo salazar
-13/06/2012 às 19:09
se querem dizer que o iraque teve mais destruição com saddan do que com a ocupação e o governo atual,é só comparar a argélia(país com governo similar ao do iraque de saddsn) com o iraque hoje.me mostre uma coisa que hoje o iraque tem e que a argélia não tem.depois vem me falar de armar guerra pra síria.
rod
-13/06/2012 às 18:49
O comentário de Gustavo C. em 13/06/2012 às 16:35 abusou da ideologia do relativismo cultural no que esta tem de mais hipócrita, ou seja, defender regimes repugnantes por tabela.
ricardo salazar
-13/06/2012 às 18:40
caio,assuma que o senhor já perdeu.o máximo que os rebeldes podem fazer é plantar falses flag e culpar o estado sírio.eles tomaram bab amro.caia na real.daqui a pouco tomam horms,latakia,idlib e allepo.engraçado é quando países europeus copiam israel e mata gente como Aléxandros Grigorópulos,ninguém fala nada.
maisvalia
-13/06/2012 às 18:29
Caio, tudo bem. Mas agora preciso ir mesmo. Obrigado pela atenção, abs
aiaiaiaiaiaiaiaia
doeu
doeu
doeu
Pede ao dono do boteco aquele que desce macio, hehehehe
Quando a coisa aperta, bye bye
ricardo salazar
-13/06/2012 às 18:25
sobre o programa do MC,a reconstrução da “destruição criadora” começa em troca de governo e a derrubada do status quo.tem até um livro de um espanhol censurado na espanha chamada Hay alternativas: http://resistir.info/espanha/v_navarro_hay_alternativas.pdf que fala que os salários dos espanhois são os ÚNICOS da OCDE que não tem reajustes a 15 anos.quanto ao oriente médio,israel não bagunça só no oriente médio.se o chipre nacionalizasse os lucros do gás natural extraído por companhias israelenses,os cipriotas liquidam a vista todas suas dívidas e ainda empresta aos gregos.
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 18:05
Caro Ronaldo,
Obrigado pela série de comentários gentis. A coluna do Caio é ‘O’ espaço democrático para debates e aprendizados. Eu canso de estudar para a faculdade e canso de estudar para postar aquilo que acredito que vale a pena ser escrito.
São figuras discordantes como CC, Maisvalia, Betty, Carmem, Magno, você, Reynaldo e um bocado de injustiçado que eu não lembro agora que me fazem pesquisar e debater. Ah, o dono da coluna também, com seus temas convidativos e espinhosos (quase um jantar com Kissinger, hehehe)
Obrigado e abraços.
Caro Ricardo, voce é um modelo de bom comentarista, é serio e honesto nas opinioes, aqui, obviamente, nao existe porteira ideologica no debate, boa, abs, Caio
Helio
-13/06/2012 às 18:01
Carlos Cezar:
Entendi o tipo de amizade que você prefere… Gosto não se discute mesmo.
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 17:55
Caro Carlos Cezar.
Recuperação econômica sim, prosperidade é tema de debate. Dê uma olhada nos registros da CIA sobre o país, o crescimento do PIB iraquiano foi maior que 9%, um dos dez maiores do mundo. Eu já olhei os índices Gini e IDH, que são terríveis, mas que ao contrário do crescimento econômico dos últimos três anos, pelo menos, eram coisas da época do regime Hussein. Veja a entrada de capital estrangeiro, através de FMI e Banco Mundial para o investimento em infraestrutura.
Você fala da morte de ‘até’ 300 mil pessoas em oito anos de conflito, entre iraquianos e soldados norte-americanos. Pergunta: quantos civis? Quantos que apoiavam ou tinham relações com o regime? Quais as fontes? Você poderia compartilhá-las, por favor? Quantas pessoas morreram na era Saddam? Há dados que falam de meio milhão, até mais de um milhão.
As minhas estão listadas abaixo (há outras, caso as queira eu as publicarei):
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/iz.html
http://www.imf.org/external/np/sec/pr/2011/pr11465.htm
http://www.nytimes.com/2007/10/07/magazine/07MAKIYA-t.html?pagewanted=2&ei=5088&en=310195565a77e9ff&ex=1349409600&partner=rssnyt&emc=rss
Abraços.
Gustavo C.
-13/06/2012 às 17:14
Esclarecendo, eu “respeito” Kissinger como um grande conhecedor e grande operador de seu mister (um mestre). Isso é bem diferente de “respeitar sua amoralidade”. Não o respeito como ser humano. Poderia estender a mesma avaliação, por exemplo, a Margaret Thatcher e Milton Friedman.
Ok, está bom por hoje, ate a proxima, teremos muitas oportunidades de debate, abs, Caio
PS- voce tambem poderia estender a avaliacao tecnica de operador do seu mister ao Putin ou ao Jose Dirceu
The Watchman
-13/06/2012 às 17:00
Hoje o Caio está bem falante, muito legal isso. Respeito quem debate idéias com idéias. Show de bola.
Gustavo C.
-13/06/2012 às 16:56
Caio, tudo bem. Mas agora preciso ir mesmo. Obrigado pela atenção, abs
carlos cezar
-13/06/2012 às 16:54
Então estamos assim: Israel expulsou quase trezentos mil palestinos de suas casas e terrenos nas últimas décadas, num roubo descarado absolutamente contrário às leis internacionais, e ainda assim é Israel que é alvo preferencial de abusos? Caio, Caio, você está muito cansado hoje, trabalhou demais, seu raciocínio está invertendo as posições morais de alguns jogadores. É hora do chá das cinco. Para esfriar a cachola e voltar a raciocinar corretamente.
Que nada, cansado, mas afiadissimo, abs, Caio
carlos cezar
-13/06/2012 às 16:47
Ricardo Platero, há chances de recuperação econômica e prosperidade a qualquer país. Estagnação econômica e massacres domésticos cessaram com a guerra do Iraque? Como assim? O que você quer dizer com isso? O que significam duzentas mil mortes em oito anos de invasão? Ou trezentas mil mortes, dependendo do relatório? Onde está o fim dos massacres? Você sabe quantos curdos morreram durante a ditadura iraquiana? E a única recuperação econômica que há no Iraque é para as empresas e grupos privados de outros países. Faça um rápido apanhado, meu caro, do número de hospitais e escolas, bons médicos e professores que haviam no Iraque antes de 2003. veja quantos sítios arqueológicos e outros tesouros foram destruídos naquele país. Veja qual é o porcentual da população atual com acesso à água tratada e energia elétrica. Você irá se surpreender.
Abs.
Gustavo C.
-13/06/2012 às 16:43
A URSS era uma potência econômica média. Nem no campo militar havia simetria, porque, embora os arsenais fossem equivalentes, os EUA tinham muito mais aliados e centenas de bases ao redor do mundo. No CS a URSS era isolada.
Sobre Kissinger, eu só disse que nesse tema ele não está agindo com vista aos maiores ganhos. Se você viu nisso “respeito pela amoralidade” dele, é sinal de que está lendo meus comentários sem boa fé, melhor parar por aqui. Abs
Gustavo, seu primeiro comentario sobre minha coluna falava de algumas “premissas ocultas”, voce leu o quis ler e que nao existia no meu texto. E agora vem com a historia de que eu leio seus comentarios sem boa fe. Talvez eu tenha visto equivocadamente tambem premissas ocultas nos seus comentarios. Acontece nos melhores debates, abs, Caio
Releia o que voce escreveu, caro Gustavo, e como aqui nao ha respeito pelo amoral mestre Kissinger? E ainda por cima voce fez ilacao que eu estou comprando a historia. Se quiser pare por ai, fica a seu criterio, abs, Caio
“‘O curioso neste caso é que os EUA dão toda mostra de que não estão dispostos a intervir. A melhor realpolitik, no caso, é fazer o que o governo está fazendo e você está repercutindo: criticar a Rússia por impedir a intervenção humanitária que os EUA não fariam de qualquer modo, para fazer de conta de que são os bem intencionados de mãos atadas. E Kissinger, o mestre do realismo, paradoxalmente não está agindo com vista aos maiores ganhos, ao se comportar como um professor de RI. Abs”
maisvalia
-13/06/2012 às 16:37
Acho ilustrativo seu laissez faire para aceitar a legitimidade de regimes tiranicos antiamericanos, achar natural o abuso de poder de veto pelos russos no Conselho de Seguranca, e concluir que os EUA sao os maiores beneficiados pela ordem multilateral, basicamente sao linhas mestras do estado de direito e diplomacia de paises como Russia e China, abs, Caio
PELA DEFESA QUE O SEO CAIO, O DONO DO BOTECO, FEZ DAS DEMOCRACIAS LIBERAIS – AO VER DO BINÁRIO O IMPÉRIO DO BEM – CONTRA OS DEFENSORES DO ECUMENISMO TIRÂNICO – ASSAD DARTH VADER RETRO E SUA TROPA DE CHOQUE ESQUERDOPATA COMPOSTA DE VÁRIOS HUMANISTAS COMO CHÁVEZ, PUTIN,CORREA,EVO,ORTEGA,CHINESES,DIPLOMACIA BANANEIRA – ACHO QUE ELE MERECE A COLHER DE CHÁ.
Gustavo C.
-13/06/2012 às 16:35
Caio, não consegui sequer entender o que você chamou de meu “laissez faire para aceitar a legitimidade de regimes tiranicos antiamericanos”.
O que eu sempre achei é que a “legitimidade” de um regime – tirânico, democrático, anti ou pró-americano – deve ser obtida internamente. Seria ridículo eu pretender que cabe a mim “aceitar” ou “rejeitar” a legitimidade de qualquer regime, assim como é arrogância pura os EUA se darem essa prerrogativa.
Quanto ao poder de veto, menos ainda entendi. Sou contra a existência dessa prerrogativa. O que eu fiz foi expor porque a Rússia o utilizou mais no passado, e porque os EUA tendem a utilizá-lo mais agora. Agora, realmente, falar em “abuso do poder de veto pelos russos”, quando isso não agrada os EUA, é um discurso pueril, na linha da diaperology de Margaret Mead. Você não falaria em “abuso do poder de veto dos EUA em defesa de Israel”. Abs
Caro Gustavo, acho seu conceito de legitimidade de um regime anacronico. Soberania nacional nao pode ser cortina de ferro para abusos praticados por um regime internamente, embora obviamente as condicoes para mudanca de regime devam existir internamente para justificar envolvimento externo. O envolvimento de genuinos liberais e govenros ocidentais a favor de dissidentes no ex bloco sovietico é comovente para mim. Ainda bem que nao havia laissez faire com aquelas ditaduras, embora as vezes era necessario uma distensao a la Kissinger, mas aqui prefiro o longo jogo de Kennan. Sendo clarissimo, caro Gustavo, sou a favor de mudancas de regimes que existem em varios paises que oprimem sua populacao, de volta a Siria, o que vemos hoje é o apego russo a estas ditaduras infames, velhos clientes, enquanto liberais estao confusos sobre o que fazer. De volta a coluna, eu me dou esta prerrogativa (nao pessoalmente, é claro, Por compartilhar valores da democracia liberal), Onde der para derrubar estas ditaduras (Siria, Arabia Saudita, Cuba, China, etc), que assim seja feito. Sou a favor do poder do veto, em caso contrario nao haveria necessidade de conselho de seguranca, dando igualmente de condicoes ao Zimbabue e a potencias. De resto, acho natural (expressao sua) que os EUA abusem do seu direito de veto em defesa de Israel, pois o pais é aliado chave e alvo preferencial de abusos pela maioria dos integrantes das Nacoes Unidas. abs, Caio
rod
-13/06/2012 às 16:27
Caro Caio, no quinto parágrafo do seu texto de hoje (ao menos pra mim, definição concisa de esquerdopatas) não faltou citar o regime dos Kim da Coreia do Norte
Nossa, ali é alem da imaginacao. Em comparacao, Irã e Cuba sao paraisos, abs, Caio
rod
-13/06/2012 às 16:11
Faço minhas as palavras do advogado do diabo em 13/06/2012 às 8:41. O que euzinho chamei de “Organização dos Estados Esquerdopatas”, seu Nick Cohen chamou de “ecumenismo tirânico” haha
Helio
-13/06/2012 às 16:07
CARO CAIO :
Negociações secretas e conhecidas, mas nunca chamou Assad de parceiro para paz, como fez Da. Hilária. Negociação de paz ou coisas relativas se faz com inimigos. Você queria que Israel invadisse a Síria com seu apoio implícito ? Uma usina nuclear em construção tá bom não ? A situação mudou porque entre outras coisas, a Síria tem armas químicas. Como que voce queria que Israel tivesse lidado com isso antes ? Obama : posso ter me equivocado, talvez tenha sido apenas pros Aitolás do Irã… Realista ? É assim que traduz agora naïve, delusional ?
Claro que voce esta equivocado, Helio, desde quando o Obama é a favor dos aiatolas? a questao é se ele topa a chamada grande barganha: aceitar que o regime fica no poder se abrir mao do programa nuclear, abs, Caio
Gustavo C.
-13/06/2012 às 16:04
Quanto ao PS, o “abuso” do direito de veto em determinada época não reflete nada além da balança de poder geopolítico da ocasião: se seu país é muito forte, os pequenos não se opõem, e a potência média isolada tem de usar o poder de veto; se já não é tão forte, e segue com uma política unilateral, é natural ue sofra oposição e tenha de usar mais o poder de veto.
Quanto a Israel, prefiro não discutir esse país com você, mas será que não é diversionismo ficar martelando que é uma injustiça Israel ser alvo de tantas resoluções, apesar de ser uma democracia, não atentar tanto contra os DH, etc? O foco, quando se trata de resoluções da ONU, é: Violação ao Direito Internacional. E é inegável que Israel promove a ocupação ilegal de território mais longa da história moderna, pontuada por vários episódios de desrespeito explícito de determinações das NU. A série de reprimendas é natural. Abs
Nao, Gustavo, nao é natural, abs, Caio
Como é a historia, Gustavo? Na epoca da guerra fria, a URSS era potencia media isolada? Abs, Caio
The Watchman
-13/06/2012 às 16:00
O nível hoje ta altíssimo. Debates assim fazem a gente aprender bastante.
The Watchman
-13/06/2012 às 15:58
Olha, hoje a coluna ta de parabéns! Só debate legal. Cada um expondo seu ponto de vista e sendo contestado com educação e elegância. Hoje valeu a pena.
Parabéns Caio.
Obrigado, abs, Caio
Ronaldo
-13/06/2012 às 15:58
Se me permite Ricardo, assino embaixo do seu comentário das 15h44. Não concordo sempre com você não, mas estamos na mesma linha em relação a intervenção e, particularmente, em relação ao Iraque. Isso é realpolitiks pra mim, isso que você disse hoje, nem no extremo da frieza glacial radical de Kissinger, nem o papo sentimentalista do mundo utópico cheio de gente boa que não encosta um dedo um no outro.
Gustavo C.
-13/06/2012 às 15:53
Caio, o estado de direito (Rechtsstaat) é pressuposto do liberalismo, o que significa que pode existir estado de direito sem liberalismo, mas não o contrário.
Tanto o aspecto humanitário da intervenção na Iugoslávia nos anos 90 quanto o aspecto legal da intervenção soviética na Tchecoslováquia estão supersimplificados na sua resposta. Só quero acrescentar que questionar a legitimidade dos fóruns internacionais porque certos partícipes não são democráticos é uma propoganda americana já um tanto desgastada. O fato de os EUA serem uma democracia liberal no plano interno não significa que seus propósitos visarão ao bem comum no campo internacional. Por outra banda, algumas das intervenções benéficas testemunhadas pela história foram promovidas por regimes piores que o da Rússia, e tão ruins quanto o do Zimbábue. Abs
Nada mal sua trajetoria hoje, caro Gustavo, escrevi sobre a amoralidade do ecumenismo tiranico contra a intervencao humanitaria e estamos debatendo a complexidade e as justificativas para a intervencao sovietica em Praga ou as premissas ocultas para conter o genocidio na Iugoslavia, parabens, abs, Caio
Acho ilustrativo seu laissez faire para aceitar a legitimidade de regimes tiranicos antiamericanos, achar natural o abuso de poder de veto pelos russos no Conselho de Seguranca, e concluir que os EUA sao os maiores beneficiados pela ordem multilateral, basicamente sao linhas mestras do estado de direito e diplomacia de paises como Russia e China, abs, Caio
PS- mas tambem é ilustrativo seu respeito pela amoralidade do doktor K, aquele pouco comovido com a situacao do judeus sovieticos em funcao do equilibrio de poder com a tal da potencia media isolada, abs, Caio
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 15:44
Caro Carlos Cezar,
“De 1991 a 2003 o Iraque sofreu embargo econômico devido à tentativa de invasão do Kuwait. Não seria de esperar que naquela época a população iraquiana fosse beneficiada com algum aumento de produtividade ou divisão de renda”.
Seu comentário reforça mais ainda meu argumento que há chances de recuperação e prosperidade para o país. Meu caro, mais de dez anos de estagnação econômica e massacres domésticos cessou com a guerra do Iraque. Entenda, não estou negando que há problemas graves no país, mas afirmando que mesmo com a corrupção existente, o povo possui mais chances de combatê-la do que nas décadas de Hussein no poder.
Há uma diferença entre defender a intervenção militar por única e simplesmente exploração econômica e defender os resultados que surgiram desta guerra. A guerra já aconteceu. Pessoas morreram, muitos direitos foram usurpados e a barbárie aconteceu como em toda guerra, cometido pelos dois lados. Ponto. Devemos refletir sobre isso. E com tudo isso em mente, o povo iraquiano deve aproveitar de sua ‘herança maldita’ (empresas internacionais que surgiram durante e no pós-guerra e que empregam mão de obra iraquiana, e que pagam os valores corretos) e reconstruir o Estado que não lhe foi usurpado pelos Estados Unidos, mas sim por Saddam Hussein.
Abraços.
Helio
-13/06/2012 às 15:27
CARO CAIO :
O Prof. Kissinger através do argumento filosófico expõe as dificuldades práticas de se resolver a situação na Síria. Claro que a postura glacial choca em função da carnificina, mas vai-se entregar o país pra quem? Quem são hoje no mundo os interlocutores capazes de fazer as partes chegarem num acordo? Quem pode ser fiador de qualquer acordo? Você se lembra que os EUA são o fiador da devolução do Sinai ? Se o eventual novo governo egípcio jogar o tratado de paz no lixo, os EUA vão retomar o Sinai e entregar pra Israel? Quem vai acreditar nos EUA se hoje ele não pensa 2 vezes antes de jogar os amigos debaixo do ônibus?
Pode discordar de mim, mas eu ponho isso também na cota das consequências de se botar na Casa Branca um acadêmico. Pior que não ter poder é ter e não saber usá-lo e/ou abrir mão dele. A coisa toda poderia ter sido estancada no início, se os EUA fossem ainda respeitados no mundo. Mas, com ingênuos no Depto. de Estado capazes de chamar um facínora com Assad de parceiro para paz, como fez Da. Hilária, ou um tolo que estendeu sua mão para o mundo islâmico sem pré-condições (e ainda insiste que nós Judeus devamos fazer o mesmo), só poderia dar no que está dando. Estamos diante da melhor definição possível de insanidade: repetir-se o erro seguidamente na esperança de se obter um resultado diferente. O resto é discussão acadêmica. Enquanto isso, como se diz por aqui, o pau vai comendo, até uma das partes capitular ou… não haver mais pau. Abs (PS: Continue usando sua prerrogativa de dono do boteco: manda quem pode, obedece quem quiser ter seus comentários publicados hehehe
Helio, ao que me connta, Israel manteve varias negociacoes secretas com os facinoras de Damasco (pai e filho). Ao que me consta Israel finalmente rompeu o silencio e calculou que nao dá para segurar a barra de alguem como Assad, apesar do modus vivendi das ultlimas decadas, Nao me consta que o Obama tenha estendido a mao sem condicoes para o mundo islamico, o Obama na verdade esta proximo da linha realista do Kissinger, avesso a intervencoes humanitarias, abs, Caio
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 15:23
Caro Carlos Cezar,
Minha posição em relação aos seus comentários permanecem. Concordo que um povo deve resolver seus problemas domésticos, mas acredito que ajuda externa vem bem a calhar em determinadas circunstâncias. Principalmente quando o regime sufoca o povo.
Felipe Golstz,
Eu sou um leigo de política russa, e prefiro me limiatar a economia, mas sobre a repressão:
http://www.foreignaffairs.com/articles/136727/andrei-soldatov/vladimir-putins-cyber-warriors
Abraços.
carlos cezar
-13/06/2012 às 15:16
De 1991 a 2003 o Iraque sofreu embargo econômico devido à tentativa de invasão do Kuwait. Não seria de esperar que naquela época a população iraquiana fosse beneficiada com algum aumento de produtividade ou divisão de renda. Assim, é fácil dizer que o Iraque está melhor hoje, depois de 12 anos de embargo e 8 anos de invasão. Ainda assim, em meio à tanta violência e corrupção, o Iraque não está melhor hoje. Agora, defender a invasão por motivos de exploração econômica e financeira nunca me passou pela cabeça. Fui a favor da intervenção na Líbia, mas hoje preciso rever essa posição, pois lá também parece que o negócio val mal.
Gustavo C.
-13/06/2012 às 15:13
Caio, há mesmo uma dificuldade prática aí, porque a democracia e o liberalismo foram concebidos para funcionar no âmbito do Estado nacional, e infelizmente (para mim) não há uma arena democrática de decisões internacionais. Diga-se de passagem que o maior beneficiário disso obviamente é o país mais poderoso do mundo, que não é a Rússia nem o Zimbábue.
Por outro lado, é pressuposto do liberalismo o respeito ao estado de direito, e aí eu penso que deve ser incluído o direito internacional. Então, quando falamos em PRINCÍPIO, acho que um liberal deve ser contra o intervencionismo unilateral. E eu disse que algumas intervenções unilaterais em particular foram BENÉFICAS – isso não quer dizer que tenham sido NECESSÁRIAS, já que também poderiam ter sido promovidas multilateralmente. Abs
Gustavo C, depende como voce definir estado de direito, ne? No Zimbabue funciona o estado de direito. Na Iugoslavia do Milosevic, tambem funcionava. Ainda bem que tantos liberais foram a favor da intervencao para conter o genocidio, tambem é o contrario, pelo estado de direito que vigorava no Pacto de Varsovia, houve uma intervencao sovietica em Praga, em 1968, a pedido dos tchecos, correto? abs, Caio
ps- o pais que mais abusou do poder de veto no conselho de seguranca foi a russia, embora nos ultimos anos tenha sido mais usado pelos EUA. E batendo na tecla de sempre: o multilateralismo “democratico” na ONU resultou em Israel ser o maior alvo de resolucoes de condenacao na ONU, fruto da alianca historica entre paises islamicos, ditaduras terceiro-mundistas e comunistas.
The Watchman
-13/06/2012 às 15:11
Carlos Cezar, ai você entrou em terreno pantanoso. Corre risco de ser abatido…hehehehehehehe
carlos cezar
-13/06/2012 às 15:07
Finalmente uma boa notícia. Uma rede atacadista suíça exige que se rotule os produtos saídos da terra roubada aos palestinos como “zona de colonização israelense”. Assim pode haver um boicote a tais produtos. Ricardo Platero, é esse tipo de “intervenção” que admiro, algo que pode destronar os invasores sem derramamento de sangue, sem a utilização de força bruta.
carlos cezar
-13/06/2012 às 14:59
Caro Ricardo, não defendo o governo do Irã. Apenas aprecio deixar bastante claro que, se houver qualquer invasão ou ataque contra o Irã, haverá intenções ocultas por trás disso. Não será pelo fato de haver desenvolvimento do poder nuclear naquele país. Obviamente há um modo diferente de os iranianos viverem, que em algumas coisas pode se assemelhar ao modo ocidental, mas cada um vive da maneira que acha melhor. Não sou a favor de chicotear homossexuais e mulheres no Irã, assim como não sou a favor da destruição causada por Israel na Cisjordânia. Mas, assim como acredito que um dia os próprios israelenses e palestinos irão resolver o problema, sem intervenções da força bruta de outros países, também acredito que os próprios iranianos devem resolver seus problemas internos. É isso que eu defendo, não propriamente o atual governo iraniano. Por isso, antes de você dizer que estou fazendo isso ou aquilo, será melhor tentar compreender e interpretar de maneira correta os comentários.
Abs.
Felipe Goltz
-13/06/2012 às 14:43
Ricardo Platero,
Interessantes as suas ponderações. Em se tratando de Rússia, o seu rating é melhor que o do Caio, hehe. Falando sério, é lógico que o Putin é um estadista. Com maiúscula. E por que não o seria? Gosto de uma expressão do russólogo americano Marshall Goldman: Putin é um “political grandmaster”. Em termos sociais, todos melhoraram de vida por lá, muito embora critica-se o aumento da disparidade entre ricos e pobres neste últimos anos. Mas é preciso atentar para a “armadilha matemática” desta questão: quem já era rico, ficou muito mais, pois a imensa parte dos milionários e bilionários russos está envolvida com commodities , cujos preços aumentaram significativamente ao longo dos anos 2000. Quem havia sido jogado na miséria após a famigerada “terapia de choque” no começo do governo Ieltsin, como os aposentados, por exemplo, passaram a ter seus pagamentos em dia, sem atrasos. Durante a década de 90, para você ter uma ideia do que foi aquilo, professores, médicos e funcionários públicos, cujos ordenados já eram baixíssimos, ficavam sem receber durante meses a fio. O processo de privatização entregou em um bandeja de prata empresas que valiam, e valem, centenas de milhões, senão bilhões de dólares, a preços simbólicos. Às vezes, e não raramente, eram simplesmente tomadas na mão grande por antigos diretores, funcionários ou bandidos mesmo. E ficava tudo por isso mesmo. Essa era a “nova Rússia” pós-comunismo. Enfim, poderia escrever sem exagero linhas e mais linhas de histórias daqueles tempos, em que o Ocidente contemplava tudo sem piar, sem dizer que Ieltsin era uma calamidade para o próprio povo, pois aquela situação era bastante conveniente. Especialmente para os EUA. Ratazanas da política daquela época – que agora posam de democratas em entrevistas para redes estrangeiras como Boris Nemtsov, por exemplo – foram devidamente enxotados do Kremlin por Vladimir Putin. Corto um braço se Putin negociar um pirulito que seja com esta gente. Ainda mais depois de Nemtsov e outros “democratas” terem sido flagrados na porta da embaixada do EUA em Moscou, como cachorrinhos esperando um osso do dono, no caso o embaixador Michael McFaul, odiado pelo Kremlin. Eu não sou contra que haja quem pense diferente, não. Seja em qualquer país. Até porque Vladimir Putin não viverá para sempre. Deve haver gente capaz de liderar, de levar o país adiante. É necessário que seja assim. Isso nãose discute. Mas eu pergunto: é essa gente aí que quer governar? De tão ridículos que são, ontem, lançaram uma lista de “exigências” para Putin. A primeira: a renúncia de Putin. Ou seja, querem melar o processo eleitoral de Março na marra, sem condicionantes. Putin vai negociar o quê com tamanho esculacho sobre a sua autoridade. Ontem, durante a marcha dos playboys de Moscou, não houve uma prisão sequer, nenhum tipo de agressão aos manifestantes, nada. Ora, se é assim, onde está a repressão que você fala? Lero-lero. Blá-blá-blá.
Sds, Felipe
Estendo a colher de cha vespertina para bons debates envolvendo Felipe Goltz, Ricardo Platerno e Gustavo C. Abs, Caio
Gustavo C.
-13/06/2012 às 14:38
Caio, se você admite que não há garantia dos bons efeitos de uma intervenção, penso que seria o caso de tratar com mais respeito os argumentos contrários. Normalmente você coloca no mesmo saco de desqualificação todo mundo que se opõe, dizendo coisas como “essa gente se une contra o liberalismo”. Quando Putin apresenta um argumento contra a intervenção, é provável que ele esteja fazendo isso em seu próprio interesse, mas essa condição (ser benéfico para o Sr. Vladimir Putin) não invalida o argumento per se. E é legítimo que outras pessoas resolvam aderir a ele sem serem antiliberais e sem nenhum vínculo pessoal com Putin.
Você e Nick Cohen parecem não notar que há pessoas que, justamente por serem liberais autênticos, não estão alinhados com Putin, Castro, Irã, etc, se opõem por princípio a intervenções unilaterais, e podem apoiar sem problemas uma intervenção autorizada pelas NU. (Ressalvo que uma intervenção unilateral, em casos muito especiais, pode vir a se revelar benéfica e a se justificar a posteriori, mas eu não relacionaria nenhuma das americanas nessa restrita lista.) Abs
Caro Gustavo, como disse o Putin ate pode ter argumentos plausiveis (olha, nas devidas proporcoes, Hitler tambem tinha quando reclamava das reparacoes de guerra e do cerco dos vencedores), mas isto nao muda a moralidade da coisa. De resto, sou multilateral, mas complica com a estrutura do Conselho de Segurança. Nem sempre dá para depender. Como voce falou ha situacoes em que um intervencao sem aval da ONU se faz necessaria. Sua definicao de “liberal autentico” nao se encaixa neste contexto. Ser a favor do multilateralismo nao tem correlacao direta com liberalismo ou democracia. Afinal votacao na ONU nao depende do regime do votante. Imagine, nem vou falar de China e Russia, mas e quando um voto crucial sobre uma intervencao humanitaria no Conselho de Seguranca depende de um Zimbabue da vida? Abs, Caio
Estendo a colher de cha vespertina para bons debates envolvendo Felipe Goltz, Ricardo Platero e Gustavo C. Abs, Caio
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 14:00
Caro Carlos Cezar,
Não sou um defensor de Bush, nem sua gestão. Disse aqui recentemente que não votaria nele, tenho muitas restrições ao governo dele e seus resultados. Para mim, ele utilizou da árabe-fobia para fazer uma guerra que alavancaria sua popularidade. Seu fim positivo (Saddam deposto), não justifica seu meio (a guerra pelas armas não existentes). Aliás, não estou dizendo aqui que os fins justificam os meios, mas estou dizendo que este fim, por pior que seja, oferece a nação iraquiana uma chance de prosperar, coisa que não havia anteriormente.
Sobre a corrupção, não tenho informações de pesquisa, só as notícias que escutei. Provavelmente, é corrupto. Corrupção é um mal da região, lembremos que o Irã também tem um governo corrupto, que deve ser sim combatido, e provavelmente é uma falha dos Estados Unidos (gestão Obama inclusa) a ser acusada.
Na questão dos limites do bom senso, o que você quer? Um tirano tentando explorar o petróleo, sem resultados ao menos eficientes e sem um repasse a população? Isso é bom senso? Como já disse, não estou falando que é certo gerar mais empregos através da guerra, mas sim que uma vez finalizada, haverá possibilidades de recuperação e prosperidade, que já estão ocorrendo. A propósito, antes de tirar o cisco do meu olho, tire a trave do seu, que defende coisas abomináveis como o governo do Irã.
Estendo a colher de cha vespertina para bons debates envolvendo Felipe Goltz, Ricardo Platero e Gustavo C. Abs, Caio
Gustavo C.
-13/06/2012 às 13:57
Caio, no seu raciocínio há uma premissa oculta, a de que uma intervenção americana efetivamente interromperia a guerra civil e impediria a morte de mais crianças. Acontece que essa premissa, tida como evidente por você, carece inteiramente de garantia. A verdadeira questão com a intervenção é se, da análise da situação síria, se depreende que ela melhoraria ou agravaria a vida da população civil, ou ainda se mudaria alguma coisa. No fundo, é impossível saber, porque as variáveis são quase infinitas. Portanto, cada um tem o direito de inferir o que quiser. As razões pelas quais alguns apoiam e outros reprovam a proposta tomam por base os efeitos de intervenções anteriores e, principalmente, a orientação ideológica.
O curioso neste caso é que os EUA dão toda mostra de que não estão dispostos a intervir. A melhor realpolitik, no caso, é fazer o que o governo está fazendo e você está repercutindo: criticar a Rússia por impedir a intervenção humanitária que os EUA não fariam de qualquer modo, para fazer de conta de que são os bem intencionados de mãos atadas. E Kissinger, o mestre do realismo, paradoxalmente não está agindo com vista aos maiores ganhos, ao se comportar como um professor de RI. Abs
Bom comentario, caro Gustavo. Apenas uma ressalva: Sua premissa está equivocada. Nao tenho premissa “oculta’. Meu texto nao oculta duvidas, ambivalencias ate sobre as ideias do Kissinger e nao ofereci nenhuma garantia de melhoria com uma intervencao (que pode ocorrer em diferencas graduacoes). Moralmente, claro, estou com os libeais intervencionistas. E existe um pouco de catarse no texto com a amoralidade dos atores. Tambem esta claro que vivo com minhas agonias e o regime russo com suas safadezas habituais. Deixando de lado a tirania da culpa, realmente me considero moralmente superior ao Putin. Mas ai a competicao é facil. Abs, Caio
Felipe Goltz
-13/06/2012 às 13:43
“Se eu fosse uma S & P daria um upgrade de junk para DDD, justo? Hehehe, e viva a moçada que marchou ontem em Moscou”
>>> Esse rating deve ser aquele que a Rússia tinha na época do Gorbachev e do Ieltsin, hehehe. E viva a marcha da insensatez da moçada de Moscou! Será que ao menos osm organizadores pagaram um cachorro-quente a estes bravos jovens ou o “incentivo para marchar” foi maior?, hehehehe
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 13:42
Caro Felipe Goltz,
Antes da análise econômica (confesso, fui surpreendido), pergunta: você definiria o Putin como um estadista?
Análise econômica: em termos de IDH a Rússia está pior que boa parte da Europa e até de alguns dos satélites da URSS, mas bate todos os seus pares dos BRICS; fato que se repete na comparação de Gini, tanto para Europa e satélites quanto para BRICS (perde para a Índia, pasmem).
Em crescimento de PIB, o país vai bem, mesmo após a depressão que o país sofreu em 2009. Endividamento público é baixíssimo, e a inflação é razoável para um país em desenvolvimento. Tem indústria extremamente desenvolvida (principalmente a pesada) e serviços e agricultura desenvolvidos. É um país rico em commodities ao mesmo tempo em que dependente destas, exportando muito gás e petróleo e importando muito minério bruto. Difícil prever como uma crise do petróleo afetaria a Rússia hoje, pois é autossuficiente em energia, mas as commodities que importam precisam desta mesma energia para ser extraída.
A Rússia está melhorando, é verdade (como é verdade que herdou muita de sua estrutura da URSS), mas será que a economia vai ser capaz de legitimar o regime no âmbito doméstico? Será que é tão difícil ver que é possível ter tudo isso sem o espancamento da oposição e a sufocação da liberdade de expressão?
Abraços.
Rodrigo
-13/06/2012 às 13:30
Gostei muito do seu post, Caio. Não é nada fácil defender ingerência externa, mas fazer o quê? Pessoalmente, acho aceitável que democracias possam intervir em países como a Síria. Mas é preciso ter disposição para lidar com os dias seguintes à deposição de um ditador. E estamos em uma crise econômica que ninguém sabe onde vai dar.
Valeu, Rodrigo, abs, Caio
The Watchman
-13/06/2012 às 13:22
Conclusão: não somos contra o jogo sangrento, alias jogo é jogo, mas podemos aplaudir ou vaiar dependendo de quem manda no jogo.
E segue a vida, afinal amanhã tem mais do mesmo.
Abs Caio.
carlos cezar
-13/06/2012 às 12:46
Jamais irei defender o assassino invasor chamado Bush. Ricardo, a administração iraquiana é corrupta e a soldo dos ex-invasores e mais alguns países. Mas foi um tiro no pé porque os xiitas querem se aproximar do Irã. Agora, como você pode concordar em invadir um país para “exploração”? Me perdoe, meu caro, mas aí você ultrapassou todos os limites do bom senso.
The Watchman
-13/06/2012 às 12:39
Isso é pragmatismo, apoiar os aliados. Sempre.
The Watchman
-13/06/2012 às 12:38
E nem deve. Mas será capaz de sentar à mesa e apertar a mão do Bush e do Humsfield, quem sabe até tomar um bom vinho.
The Watchman
-13/06/2012 às 12:23
Mas fica a ideia de um crime Caio, um crime tremendo! Uma coisa é vc invadir a casa de um vizinho no calor de uma discussão e depois se desculpar pelo erro, outra coisa é invadir um país distante, coisa que exige logística e tempo.
Se não havia causa justa então foi crime. Crime contra a humanidade, invadir e matar por prazer ou por razão econômica.
A culpa, como muitos querem, não foi do Sadam ou do povo Iraquiano, isso é o mesmo que dizer que outros “povos” ou raças foram massacrados somente por que eram outros “povos” ou raças.
Ser complacente com a crueldade Americana é o mesmo que ser complacente com Sadam ou Assad.
É um horror Caio, um horror.
Jamais irei chorar pelo criminoso contra a humanidade Saddam Hussein, abs, Caio
Felipe Goltz
-13/06/2012 às 11:52
“As coisas estao relativamente estaveis na Arabia Saudita, tambem, nao? Voce acha um bom modelo?”
>>> Caro Caio, como diz o título da coluna, pela enésima vez…: se petróleo é sinonímia instantênea de sucesso por que a Nigéria, maior exportador deste produto na África e um dos maiores do mundo, é a “maravilha” que é? Ou a Venezuela de Hugo Chavez? Ou Angola do longevo José Eduardo dos Santos, apesar do forte crescimento nos últimos anos? O mérito do Putin é explicado parcialmente por isso. Se tiver interesse, fiz uma resenha sobre o assunto mês passado – http://www.falandorusso.com/2012/05/petroleo-e-gas-na-russia-passado-presente-e-futuro/ -. Você menciona um país amicíssimo dos EUA, desde a época de Franklin Delano Roosevelt, a Arábia Saudita. Acha realmente apropriado discutirmos o que Rússia e Arábia Saudita se parecem? São países tão parecidos, mas tão parecidos, algo similar entre um cavalo-marinho e um cabrito montês. A vantagem dos sauditas em relação ao Putin, e põe vantagem nisso, é que não há mídia, especialmente estrangeira, para aporrinhá-los. Enquanto isso, as mulheres ( mulheres, atenção! ) são terminantemente proibidas até de sair de casa sozinhas. Costumes locais estes, e tem muitos outros, que fazem o Irã ser liberal. Abs, Felipe
Felipe, a midia internacional aporrinha os sauditas, mas concordo que rivalidades da Guerra Fria impedem uma visao mais “objetiva” do modelo putinesco. Se eu fosse uma S & P daria um upgrade de junk para DDD, justo? Hehehe, e viva a moçada que marchou ontem em Moscou, abaixo os arruaceiros russos e poloneses ontem em Varsovia,abs, Caio
PS- com mais calma outra hora leio seu texto, estou enrolado agora com varias coisas, abs, Caio
Pedro I.
-13/06/2012 às 11:40
“Felipe, seu raciocinio é circular: a Russia precisa de um homem forte como o Putin pois nao tem instituicoes”
.
Caio, a Russia não precisa de um homem forte com o Putim. Os RUSSOS QUEREM um homem forte como o Putim. Já disse isso aqui antes e repito: Russos gostam de um “machão truculento” no poder.
Maisvalia
-13/06/2012 às 11:39
Bom artigo Seu Caio – dono do boteco – acho que fui eu que o apelidei , mas não tenho certeza,hehehehe
Outro dia, vi um um competente historiador na globo news que comparou os massacres assadianos com os ocorridos na Africa,com uma importante diferença no terror -ESTE CANALHA APOIADO PELOS ESQUERDPATAS E E PELO PUTIN CONTA COM ARMAMENTO SOFISTICADO!BEM MAIS LETAL.
Tem razao, acho que voce me apelidou, uma caninha para voce, hehehe, abs, Caio
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 11:34
Caro Carlos Cezar,
Os Estados Unidos está longe de uma ocupação perfeita e ‘sensível’ aos habitantes, pode ser verdade. Não vou afirmar que o Iraque é melhor do que antes da guerra, pois não estou com tempo para pesquisar, mas acredito que também pode ser verdade. Mas posso afirmar de forma clara e objetiva que o país está prosperando.
Seu índice de crescimento é notável (mais de 9%) e há espaço e investimento dos Estados Unidos no país. “Ah, mas é para a exploração…”, que seja para a exploração, desde que seja pago valor justo, o que pressuponho que seja verdade, se não haveria reclamações na OPEP e outras organizações de regulação de mercados. Cabe ao Estado iraquiano utilizar bem estes recursos para manter-se próspero.
Não digo que sou a favor da guerra, mas afirmo que ela foi benéfica (que seja ao menos no campo econômico) do país.
Veja mais em:
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/iz.html
Abraços.
carlos cezar
-13/06/2012 às 11:25
Vera, não é uma visão distorcida. Apenas estou dizendo que a invasão americana, feita à custa de uma mentira, tinha a intenção de criar o caos no Iraque a fim de explorar o país comercialmente, já que a ditadura não permitia que isso acontecesse. Então era necessário acabar com a ditadura pra permitir a entrada das empresas de outros países. Acontece que o custo disso tudo foi extremamente alto, pois o Iraque, agora, tem explosões diárias de carros-bomba, com muitas mortes e mutilações. E a qualquer momento pode haver uma guerra sectária. A ditadura, com mão de ferro e violência, ia conseguindo manter o país sem muitos percalços. Mas de que adiantou se o número de mortes causadas após a invasão já é no mínimo o dobro do número de mortes na ditadura???
The Watchman
-13/06/2012 às 11:23
Eu li um comentário interessante sobre a culpa Americana na tragédia Iraquiana. Alguns contestaram esse argumento dizendo que a culpa é do ódio secular entre as etnias e dos grupos radicais. Concordo.
Mas tenho uma pergunta: se é inevitável o conflito nesses países, se a desorganização politico social não sofre influência externa, principalmente a Americana, caíram por terra todos os argumentos que justificassem moralmente a invasão Americana. Fica claro então que o objetivo foi só imperialista e econômico.
Isso é monstruoso Caio.
Foram varios objetivos, nobres, menos nobres e havia de fato ignorancia e arrogancia imperiais, abs, Caio
Catatau
-13/06/2012 às 11:22
Olá Caio,
E a folha de rabiscos estrátegicos continua em branco. A Síria virou um grande jogo político onde cada agente faz sua demagogia barata, nenhuma ação firme. Com a economia mundial na fossa que anda, onde até os chineses estão apertando os cintos, ninguém quer arriscar mesmo. Ao meu ver, somente dois fatores podem mudar esta situação:
- uma guinada economica que melhore a situação e que deixe dinheiro sobrando pra brincar de guerra;
- uma humilhante afronta política do Assad para com algum outro país (o que eu não acredito que aconteça, ele pode até ser louco mas não burro).
Infelizmente o que move ações militares não são questões humanitárias mas sim político-econômicas.
Meu caro, nao concordo com tudo, mas comentario sagaz, valeu, abs, Caio
Vera
-13/06/2012 às 11:03
…Não é só a al qaeda que mata no Iraque, seus sofismas estão fracos, caro Caio. Há quase uma guerra sectária no Iraque, basta seguir o noticiário. E é claro que a culpa é dos Estados Unidos…
.
Eta nós hein?, a culpa, sempre a culpa… (dos outros)
A barbaridade de mortes pela ditadura iraquiana (tanto quanto ou maior que agora) não conta. Como tb não conta que essas mortes eram abafadas justamente por ser uma ditadura né? Esquece-se que a democracia traz fatos à tona livremente… e será que porisso pesa mais?
Não né… mais uma visão distorcida dos fatos, caro CC.
carlos cezar
-13/06/2012 às 11:03
Apenas uma observação, Caio. É o contrário do que você diz, justamente o caos traz lucro às empresas e grupos… estrangeiros. Para os iraquianos, nada. Há soldados fortemente armados, serviço particular de segurança e serviços secretos defendendo, vinte e quatro horas por dia, os locais de exploração, refino e transporte de petróleo controlado pelos ex-invasores e mais alguns países, dentre outras atividades. O que torna evidente, mais uma vez, os interesses na violência em alta no país e numa guerra sectária. Enquanto os iraquianos se matam entre eles, “outras pátrias” estão sugando as riquezas do Iraque e de sua população estraçalhada. Na Síria há interesses por outro motivos, talvez, devido à posição estratégica do país, mas em número de mortos e brutalidade o Iraque está bem à frente, é um problema maior e mais difícil de resolver. Um problema criado unicamente pelos americanos, à custa de mentiras e enganações, já que, se não tivesse havido a invasão, o negócio hoje seria diferente no Iraque. Você se lembra do Colin (perdoe a falsa intimidade) chacoalhando um vidrinho diante dos congressistas, um vidrinho supostamente repleto de “armas de destruição em massa”? Uma patifaria sem limites.
Ronaldo
-13/06/2012 às 10:59
“Sobre Kissinger, ele é O atleta da flexibilidade moral. Não digo que seja excesso de realpolitik seu problema, mas sim excesso de convencia com seus aliados, mesmo os momentâneos. Curioso seria ver Putin laureado com um Nobel da Paz, justificado através das negociações para o fim da guerra civil na Síria. Ah, como eu daria risada…”
BOA, RICARDO. ASSINO EMBAIXO. “ATLETA DO SÉCULO DA FLEXIBILIDADE MORAL” PRA MATAR PELÉ (SEM QUERER VOLTAR AO FUTEBOL) DE INVEJA.
Felipe Goltz
-13/06/2012 às 10:57
“Felipe G., você tem inúmero adjetivos para a oposição e a imprensa russas, mas nenhum para Putim e seu regime? Assim, começo a concordar com o pessoal que diz por aí que você tem verdadeira paixão pelo regime putiniano (que já está preparando o visto e a papelada para a cidadania putini… russa)”
>>> Ronaldo: claro que tenho adjetivos para a administração Putin: governo centralizador, com maior participação estatal na economia, ausência de nhem-nhem-nhem ideológico, aumento substancial da renda da população ( basta ver a quantidade de russos fazendo turismo mundo afora ), reinserção estratégica do país como player de respeito, eliminação da guerrilha separatista na Chechênia, prisão e/ou exílio de oligarcas e mafiosos e por aí vai. Acredito que a “dinâmica política”, termo que o Caio adora empregar, da Rússia se arrefeceu com a ascenção de VP ao poder em 2000. Mas reitero, e sempre hei de reiterar, que o sistema político russo nos anos 90 não era uma democracia, com a qual Putin, malvado que só ele, acabou. Isso é um mito criado e repetido a exaustão por gente vagabunda e iliterada. O que existia era, na verdade, uma tremenda bagunça política, algazarra mesmo, não sendo raros os momentos de pugilato na Duma. Pior só a decadência econômica, coisa de fundo poço mesmo, e a violência no Cáucaso. Mas sugiro o seguinte aos leitores, comentaristas e ao Caio em particular: pesquisem no arquivo digital de VEJA notícias daquele país durante, sei lá, entre 1990 e 2000. Coloquem como expressão “Boris Ieltsin”. Quem tiver paciência para ler a enxurrada que virá que leia com atenção como era “democrática”, “próspera” e “organizada” a Rússia daqueles tempos. Comparem com o que temos hoje. E, principalmente, sejam honestos ao dizer quem fez a situação melhorar. E o porque de VP merecer crédito apesar dos pesares. O Caio, por exemplo, acha bobagem este negócio. Para ele, e outros também, é melhor haver uma democracia mesmo que muito imperfeita associada à miséria e ao caos do que um sistema político mais rígido e prosperidade. Depois eu é que sou inflexível…
Sds, Felipe
Felipe, seu raciocinio é circular: a Russia precisa de um homem forte como o Putin pois nao tem instituicoes, mas com um homem forte como Putin nao se criam instituicoes, voce pega uma fatia da transicao pos comunista, no governo Ieltsin, e amplifica. Nunca se esqueça que grande parte do “sucesso” do Putin se deve a alta dos precos do petroleo e do gas durante sua gestao. As coisas estao relativamente estaveis na Arabia Saudita, tambem, nao? Voce acha um bom modelo? La tambem é porrada em baderneiros, que sempre estao a serviço de uma causa externa, Abs, Caio
The Watchman
-13/06/2012 às 10:53
Hoje é dia do Oriente Médio, mas com uma passadinha na Rússia. Ufa, aja tropa para defender tamanho perímetro! Amanhã talvez Venezuela e Chaves, depois Ásia com China e Índia, Russos inclusos.
O Império ta grande General Caio, cuidado que o inimigo ataca pela retaguarda. He he he.
Heil Caio.
Ricardo Platero
-13/06/2012 às 10:26
Caro Caio,
No teatro diplomático, os temas e personagens sempre são complicados.
A Rússia gasta seu capital político com um país que não é mais interessante para eles. Claro que os sentimentos do passado ‘grandioso’ da URSS e o posto de última recordação diplomática dos tempos ‘gloriosos’ na região influem o kremlin, digo, o primeiro ministro. Mesmo com tanto apego sentimental, a Rússia não vê que precisa deste capital para silenciar a comunidade internacional com seus problemas domésticos (viva a democradura!), e espera que seu crescimento econômico excepcional (ao menos por enquanto) justifique suas imposições. Claro que a Rússia é importantíssima para a Europa no cenário econômico e geopolítico, mas nenhuma posição é definitiva e perpétua.
Sobre Kissinger, ele é O atleta da flexibilidade moral. Não digo que seja excesso de realpolitik seu problema, mas sim excesso de convencia com seus aliados, mesmo os momentâneos. Curioso seria ver Putin laureado com um Nobel da Paz, justificado através das negociações para o fim da guerra civil na Síria. Ah, como eu daria risada…
Abraços;
Caro Ricardo, o laureado com o Nobel da Paz Kissinger daria risada, abs, Caio
Carmem
-13/06/2012 às 10:26
Ambos defendem a nao intervencao humanitária em países soberanos.”
.
Esse princípio parece ser o similar diplomático para o popular “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, conceito ultrapassado em qq país decente.
abs
ps: É interessante para alguém q a Síria permaneça conflagrada?
Para a Al Qaeda, por exemplo, para os jornalistas, por exemplo, abs, Caio
carlos cezar
-13/06/2012 às 10:23
Bem, Caio, seus argumentos de que o Iraque está melhor hoje não me convenceram, apenas afirmaram o que eu havia dito: o objetivo era criar o caos para permitir a exploração econômica e financeira por empresas estrangeiras de um dos maiores redutos mundiais de petróleo. Em oito anos de invasão, o circo do horror tem crescido dia a dia naquele país, com um elevado número de mortos e mutilados e famílias desfeitas. Se a população, em meio à violência, continua empobrecida e sem serviços básicos, como hospitais e escolas boas, e muitas vezes sem água tratada e energia elétrica, no que você se apega pra dizer que o Iraque está melhor hoje?
Carlos, com o caos nao ha exploracao economica, abs, Caio
Carlos, há muito material de analise estrategica (como http://www.insideiraqipolitics.com), sao grupos que fornecem material objetivo, para quem, digamos, precisa de informacao precisa para investir nestes buracos e nao quer propaganda ou ideologia. Aqui, por exemplo, uma conclusao recente:
Since 2009, violence in Iraq has taken a sizeable drop. That’s because many Sunnis decided to join the political process that year in the provincial elections, which continued in the 2010 parliamentary voting. With the departure of U.S. forces last year, Special Groups have largely ceased military operations as well. Some insurgent groups still exist, and at least one large string of bombings happens each month, but this is a far cry from the bloody days of the civil war, which lasted from 2005-2008. That’s why all the lowest figures for deaths and attacks have happened since the provincial balloting. At the same time, violence in the country has largely hit a plateau. Despite the large press that especially explosive months attract, overall deaths have stayed at an even pace since 2010. The next thing that needs to happen then is for the security forces to become more proficient, and for the remaining insurgent groups to slowly fade away as Iraq enters a new period in its history. Unfortunately, that will take a long time, but that trend can be seen when analyzing the numbers over the long-term in Iraq.
carlos cezar
-13/06/2012 às 10:17
A Organização para Cooperação de Xangai foi criada em 2001. Seus porta-vozes atualmente são chineses e russos, cada vez mais conscientes de que seu poder bélico pode “assustar” o ocidente e evitar a penetração de países ocidentais em certos países.
Ronaldo
-13/06/2012 às 10:16
E olha que nem tomei café hoje, Caio por incresça que parível! É que esse assunto especificamente me apetece (não a Síria ou a Rússia em si, mas essa dimensão de geopolítica). Vou te dar um descanso agora, dou dar uma saída do computadora para tomar um cafezinho e fumar um cigarro, hehe
Ronaldo
-13/06/2012 às 10:14
“Comentei sobre a amizade do ex-chnaceler Helmut Schmitd e Kissinger. Ambos defendem a nao intervencao humanitária em países soberanos.”
É JUSTAMENTE DESSE RADICALISMO QUE ESTOU A FALAR HOJE, ANOUK. “SOBERANIA” É UMA DAS PALAVRAS-CHAVE (OU PALAVRA-GATILHO) DE HOJE. FALOU-SE NELA, A ÁGUA, O FOGO, O AR E A TERRA PARAM!
Ronaldo
-13/06/2012 às 10:12
“É curioso notar que poucos se preocupam com o Iraque atualmente. Apenas hoje aconteceram mais de sessenta mortes através de explosões de carros-bomba, que já é uma rotina. É a herança americana.”
É CURIOSO COMO PARA OS ANTIAMERICANISTAS CONVICTOS E DEVOTOS TUDO (MAS TUDO MESMO) É CULPA DOS EUA. QUER DIZER QUE UZAMERICANU AGORA SÃO OS RESPONSÁVEIS PELOS CARROS E HOMENS-BOMBA? ATÉ EM TERMOS DE REDAÇÃO A DECLARAÇÃO DO CC É BOMBÁSTICA, SALTA AOS OLHOS IMEDIATAMENTE, PELA TOTAL FALTA DE LÓGICA RETÓRICA (PRA NÃO DIZER FACTUAL).
Ronaldo
-13/06/2012 às 10:08
“Ronaldo, houve periodos de estabilidade e o tratado realmente foi um avanço”
EU SEI, CAIO, CLARO, ASSIM COMO A ONU FOI UM AVANÇO, O TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL FOI UM AVANÇO, ASSIM COMO O RECONHECIMENTO (FORMAL, INCLUSIVE) DOS DIREITOS HUMANOS UNIVERSAIS FOI UM AVANÇO. OU SEJA, NÃO QUIS CAIR EM OUTRO RADICALISMO, NÃO, O DE CINICAMENTE DESCARTAR TUDO DE BOM SÓ PORQUE NÃO FUNCIONA BEM. NA VERDADE SÓ QUIS CRITICAR O RADICALISMO POR TRÁS DO DISCURSO DE MUITA GENTE (MUITAS VEZES BEM INTENCIONADÍSSIMO) DE RESPEITO ABSOLUTO À SOBERANIA E AOS GOVERNOS “LEGITIMADOS”.
carlos cezar
-13/06/2012 às 10:06
Caio, não querendo parecer chato, mas já sendo um pouquinho, é possível a você mostrar alguns argumentos sobre meu comentário às 10h01?
Carlos, o Saddam matou mais (matou ainda mais xiitas do que curdos). Sua cifra de 300 mil é apenas uma das cifras. Obviamente que a invasao americana destruiu a ordem vigente (uma ordem ditatorial), e trouxe turbulencias diferentes e novos atores, como a rede Al Qaeda. O Iraque internamente hoje esta melhor do que na epoca do Saddam e seu regime de terror. O problema estratégico foi que a invasao americana acabou beneficiando o Irã, ainda prefiro tomar uma cerveja com um Bush do que com um Saddam ou um Putin, mas ainda prefiro tomar umas com um Bill Clinton do que com um Bush (metaforico, pois so bebo agua mineral com gas), abs, Caio
Ronaldo
-13/06/2012 às 10:04
“Nao vejo como ultrapassado, mas sofrendo desafio tanto destas aspiracoes de governanca global, como de reforco de um mundo sectario, tribal e de clãs devido ao fracasso do estado-nacao em varias partes.”
LI MELHOR ESSA PARTE, CAIO, QUE ME CHAMOU MAIS ATENÇÃO AGORA. SERIA UMA ESPÉCIE DE 8 OU 80? “FALIDO” O ESTADO-NAÇÃO, VAMOS TENTAR OS EXTREMOS… A LINHA MAIS SECTÁRIA E TRIBAL ESTARIA POR TRÁS DE MUITAS DAS GUERRAS CIVIS, GENOCÍDIOS, SEPARATISMOS E ATOS DE TERRORISMO, ENTÃO?
carlos cezar
-13/06/2012 às 10:04
Caio, vimos o embaixador americano em Moscou distribuindo dinheiro aos “opositores” russos. Não me convence seus argumentos de que Estados Unidos e Inglaterra, através da Arábia Saudita e do Qatar, não estão enviando armas aos sírios.
Carmem
-13/06/2012 às 10:02
E talvez sem Moscou, a mafia Assad solte de vez os cachorros (e ate armas quimicas),
.
Eu acho os russos muito bons na arte da propaganda, primeiro venderam a ideia de q se o Assad caísse a Síria seria tomada por um governo de terroristas, agora estão vendendo q na verdade são um freio humanitário, q sem eles Assad liberaria seu inferno de armas químicas e etc.
Pena q doktor K. não escreveu um artigo antecipando o próximo passo da propaganda russa.
Eu continuo achando q Assad continuará assassinando os rebeldes e suas famílias sob o olhar complacente de Putin até q se calem.
abs
Interessante, doktor C, abs, Caio
carlos cezar
-13/06/2012 às 10:01
Não é só a al qaeda que mata no Iraque, seus sofismas estão fracos, caro Caio. Há quase uma guerra sectária no Iraque, basta seguir o noticiário. E é claro que a culpa é dos Estados Unidos. Na época da ditadura, bem ou mal, a al qaeda não atuava no Iraque, isso já foi comprovado, e não havia explosões diárias de carros-bomba. Estima-se que 100.000 curdos foram mortos nos vinte e quatro anos de ditadura, mas em oito anos de invasão americana o número de mortos pode ultrapassar trezentos mil. Não queira eximir os invasores da destruição iraquiana. Os americanos quiseram entrar pra criar o caos e permitir a exploração econômico/financeira do país, algo que a ditadura não permitia.
Ronaldo
-13/06/2012 às 10:00
Ah sim, Caio, muito obrigado pela colher de chá.
PS. Quando você vai instituir a colher de café? Dá mais ânimo pela manhã e você não está na terra da Rainha, americano gosta mesmo é de café, né não?
Abs
Ja existe, caro Ronaldo, mas esqueço de ofertar, assim como a colher de sopa para as sacadas geniais, mas pelo seu ritmo hoje é ate melhor que voce nao tome mais cafe hoje, hehehe, abs, Caio
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:57
“Ainda bem que esses dois gigantes, Rússia e China, têm dado umas boas lambadas nas costas daqueles que, à custa de mentiras e exploração, querem dominar o mundo.”
ISSO, CC, VIVAM RÚSSIA E CHINA!! QUE BOM SE FOSSEM ELES AS FORÇAS HEGEMÔNICAS. O MUNDO SERIA UM LUGAR MUITO MAIS BUNITO E FOFU SE NÃO HOUVESSE O ENORME NARIZ DO GRAND SATÃ, NÃO É MESMO? SÓ GENTE BONITA E DECENTE, COMO PUTIN E OS LÍDERES DO PARTIDÃO CHINÊS, QUE ATÉ DANÇA BEM LAMBADA, NÃO É MESMO??
carlos cezar
-13/06/2012 às 9:55
Caio, sejamos honestos com nós mesmos. Quem deu armas aos opositores líbios? Por que seria diferente na Síria? De onde surgem tantas armas na Síria?
Carlos, passe os olhos no noticiario. Os rebeldes sirios por ora tem poucas armas, talvez agora o suprimento aumente, fornecido por paises da regiao. A maioria das armas é do proprio exercito sirio, pois tropas estao desertando. Mas as armas de mais calibre e sofisticadas estao com o regime, que para sua sobrevivencia depende de tropas de elite comandadas pelo irmao do presidente, abs, Caio
Anouk
-13/06/2012 às 9:54
Pois é Caio,
Comentei sobre a amizade do ex-chnaceler Helmut Schmitd e Kissinger. Ambos defendem a nao intervencao humanitária em países soberanos. Levo em conta o profundo conhecimento em política externa das duas “feras”, por isso, numa frieza glacial, nao sei como me posicionar.
Anouk, para quem estuda relacoes internacionais é um dos maiores dramas éticos, abs, Caio
carlos cezar
-13/06/2012 às 9:53
É curioso notar que poucos se preocupam com o Iraque atualmente. Apenas hoje aconteceram mais de sessenta mortes através de explosões de carros-bomba, que já é uma rotina. É a herança americana. Disso ninguém fala. Mas parece ser esse mesmo o objetivo: criar uma violenta guerra sectária para que os grupos estrangeiros atuem livremente no país, explorando o que bem entenderem, como não acontecia e não era possível na época da ditadura. Os interesses na Síria não diferem muito, por outros motivos.
Caro Carlos, a Al Qaeda mata peregrinos xiitas no Iraque e a culpa é dos EUA? Abs, Caio
Sanidade geopolítica
-13/06/2012 às 9:53
Doutrina Xangai é muito boa. Os bandidos ianques que se cuidem com os mocinhos do Qirguistão. E o Putin que se cuide com o Borat.
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:52
“Como no Egito e na Líbia, as coisas só pioraram com o tempo e a primavera.”
BOA! ÓTIMO O JOGO (NÃO SEI SE INVOLUNTÁRIO) DE PALAVRAS COM “PRIMAVERA”, HEHEHE
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:51
“voce tambem acha o Kissinger safado por engajamento em crimes de guerra na epoca do Vietnã e no golpe contra o Allende?”
GOLPE CONTRA COMUNISTA NÃO É GOLPE, É LEGÍTIMA DEFESA, É O LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO, É ROBIN HOOD!
DESCULPA, CAIO, MAS FOI MAIS FORTE DO QUE EU :D
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:49
Felipe G., você tem inúmero adjetivos para a oposição e a imprensa russas, mas nenhum para Putim e seu regime? Assim, começo a concordar com o pessoal que diz por aí que você tem verdadeira paixão pelo regime putiniano (que já está preparando o visto e a papelada para a cidadania putini… russa)
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:45
“E no seu artigo, Kissinger reconhece que pode haver uma fusão de intervenção humanitária com interesses estratégicos para justificar mudança de regime num país cujo governo é aliado do Irã e do Hezbollah.”
SIM, DR. K TEM TODA RAZÃO AÍ. AGORA, CAIO… ESSA CONCLUSÃO DELE NÃO SOA COMO O SUPRASSUMO DO PRAGMATISMO FRIO, BUROCRATA? BOM, O CARA NÃO EXERCE CARGO ELETIVO MESMO, PRA QUE MEDIR PALAVRAS OU SER DIPLOMÁTICO… ELE SE EXPRESSAVA ASSIM QUANDO FAZIA PARTE DO GOVERNO AMERICANO?
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:42
“Mas, doktor K, pela lógica “vestfaliana”, em termos de preocupação geopolítica, que tipo de equilíbrio sobrou para ser preservado na Siria, já em guerra civil?”
PRA FALAR SÓ DE DESEQUILÍBRIOS INTERNOS, COMO O DA SÍRIA. MAS ESSA ESTÓRIA DE “EQUIBLÍBRIO ENTRE NAÇÕES” É UMA BAITA DUMA FALÁCIA. POR ACASO DIMINUÍRAM OS CONFLITOS APÓS VESTFÁLIA? APÓS O CONGRESSO DE VIENA? APÓS O TRATAO DE VERSALHES? SÓ HÁ EQUILÍBRIO QUANDO… HÁ EQUILÍBRIO, ORAS! NÃO É POR DECRETO OU POR DISCURSO BONITO DE SOBERANIA, INDEPENDÊNCIA, ALLONS ENFANT DE LA PATRIE… ENTÃO NÃO É RESPEITANDO RADICALMENTE SOBERANIA (COMO SE TODO GOVERNO FOSSE LEGÍTIMO) DE UMA NAÇÃO QUE VAMOS TER PAZ. KISSINGER QUER QUE EU DESENHE? HEHEHEHE. ALIÁS, RADICALISMO RARAMENTE DÁ EM COISA BOA…
Ronaldo, houve periodos de estabilidade e o tratado realmente foi um avanço, abs, Caio
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:35
“se o governo americano adotar a intervenção humanitária como princípio de política externa estará obrigado a apoiar “cada” insurreição popular contra governos não-democráticos mesmo quando isto colida com seus interesses estratégicos? Caso óbvio é o da Arábia Saudita.”
———————–
POIS É, TEM ESSE NÓ GÓRDIO AÍ, CAIO, APONTADO COM GOSTO POR MUITOS, ANTI-AMERICANISTAS OU NÃO. MAS FECHO ESSE COMENTÁRIO SÓ COM O SEGUINTE, CITADO POR BLINDER: “E AS CRIANÇAS SÍRIAS COM ISSO?” – QUER DIZER, O MAL-FEITO INVIABILIZA OU ANULA O BEM A SER FEITO QUANDO POSSÍVEL?
carlos cezar
-13/06/2012 às 9:34
Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Arábia Saudita e Qatar entregam armas aos opositores do regime sírio. Então é normal aos outros apoiarem a Síria. Mas o grupo ocidental está preocupado com a Organização para Cooperação de Xangai, formado por China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, talvez Irã, Turquia e Paquistão. São dois poderes bélicos portentosos, antagônicos entre si, que disputam várias partes do mundo atualmente. A Síria, com sua repugnante espiral de violência, é apenas um pontinho minúsculo sendo disputado por dois gigantes mundiais devido a sua posição estratégica.
Caro Carlos, voce tem direito a sua opiniao, mas nao a seus fatos. Me mostre que paises como EUA, Gra Bretanha e Israel estado dando armas aos opositores sirios? E sua doutrina Xangai nao faz sentido. Quem é o porta-voz? O Borat ou o turco Erdogan que esta dando armas para os opositores do Assad, que por sua vez recebem armas do Putin? Abs, Caio
Ronaldo
-13/06/2012 às 9:32
Good morning, Vietnam, ops, Síria! Ops, New Jersey! Tudo bem, Caio?
Será que a chamada Paz de Vestfália não está ultrapassada? Explico: os conceitos de soberania, estado-nação, reforçados pelos tratados que vieram a ser conhecidos como Paz de Vestfália, citada por Kissinger, não estão em vias de extinção no mundo de hoje, globalizado, com ONUs, OMCs, OITs, Tribunais Internacionais, Uniões Europeias, em suma, toda essa cultura anti-isolacionismo, anti-conflitos etc? Sim, a ONU não é um governo, sim a UE está em crise, mas eu falo da cutura internacional por trás de todas essas iniciativas. Quero dizer que hoje há sim, também, a cultura da intervenção também (mesmo que hipócrita muitas vezes) de intervenção por motivos humanitários. Não estará Kissinger (que imagino mais honesto em sua análise geopolítico que Putin) fora de tempo, anacrônico em sua visão geopolítica?
Gostei muito das reflexoes geopoliticas, caro Ronaldo. Nao vejo como ultrapassado, mas sofrendo desafio tanto destas aspiracoes de governanca global, como de reforco de um mundo sectario, tribal e de clãs devido ao fracasso do estado-nacao em varias partes. Colher de cha, abs, Caio
Angelo Costa
-13/06/2012 às 9:15
Prezado Caio
A situação na Síria chegou a tal ponto que deve-se perguntar não ao Assad ou aos sírios, mas sim a Rússia e aos, digamos assim, aliados: o que voces querem? À Rússia: o que querem? Manter a principal base no exterior? Então que negociem isto. Duvido que morram de amores pelo Assad, estão “se lixando” por quem está no poder, negociem a permanência da base e troquem o ditador de plantão. Aos aliados: o que querem? Depor o Assad ou afastar a Russia e sua principal base? Depor o Assad é negociável e a Russia aceitará, mas se quiserem acabar com a base militar será difícil e então ficaremos assistindo a esta carnificina sem fim por que os russos estão “se lixando para isto”.
Abs.
Angelo, existe uma alianca anacronica entre os dois paises, laços tradicionais entre aparatos militares e de segurança e a Russia tem a Siria como ficha de barganha para negociar seu papel em outras crises. Ha tambem um temor generalizado em varias capitais que a coisa fuja ao controle com guerra regional. Os russos portanto tem um papel. E talvez sem Moscou, a mafia Assad solte de vez os cachorros (e ate armas quimicas), bem nao vou acabar camarada com o Putin. Esta coisa de rebeliao popular e mudança de regime incomoda e assusta estas mecas autoritarias como Moscou e Pequim. Que exemplo seria a derrota de um aliado russo como o Assad? abs, Caio
carlos cezar
-13/06/2012 às 9:12
Sabe, Caio, pega mal essa sua mania de atacar a Rússia, desde os tempos do Estadão, pelas coisas que acontecem no mundo, principalmente quando é sabido que ela, a Rússia, não é menos nem mais culpada do que Estados Unidos, por exemplo, que jogaram o Iraque numa violência sectária intencionalmente (não importa que os iraquianos morram entre eles, desde que nossas empresas e grupos possam atuar sem impedimentos na exploração do petróleo e outros veios). Sem essa baboseira de intervenção, cara, isso é coisa do passado, ninguém mais engole essa gororoba, ninguém mais acredita em discurso sobre direitos humanos pra encobrir interesses geopolíticos, econômicos e financeiros. Ainda bem que esses dois gigantes, Rússia e China, têm dado umas boas lambadas nas costas daqueles que, à custa de mentiras e exploração, querem dominar o mundo.
Caro Carlos, pega muito bem falar mal do governo Putin, abs, Caio
Betty
-13/06/2012 às 9:07
O Putin môoooorre de medo do ocidente…, assim como a China moooooorre de medo da WH. A dor de ver crianças sendo dizimadas vai continuar enquanto um líder a altura de um Churchill nAo aparecer no panorama mundial. FDR nAo quis bombardear as linhas férreas que levavam judeus a Aushwitz para nAo atrapalhar as táticas de guerra. Plus ca change. Abs
Betty, vejo relacoes mais complexas de temor, suspeita e dependencia mutuas entre estes atores, abs, Caio
amauri
-13/06/2012 às 9:03
Eu sei disso Caio. Mas eu lhe pergunto: por que o trato com o Nixon é diferente com o dado ao Kissinger? abs
Caro Amauri, os dois sao vistos em dobradinha, nao vejo tratamento diferente. A diferença é que a responsabilidade do Nixon era maior por ser presidente, abs, Caio
Realpolitik
-13/06/2012 às 9:00
Quero ver como o Putin vai se virar quando o Assad dançar e todos estes regimes árabes que combatem o ditador vão fazer a cobrança dos russos.
Haverá muita realpolitik, abs, Caio
amauri
-13/06/2012 às 8:49
“curiosidade: voce tambem acha o Kissinger safado por engajamento em crimes de guerra na epoca do Vietnã e no golpe contra o Allende?”
Voce poderia tambem perguntar o que eu acho sobre ele ter apoiado o Xa Reza Palev, O aparteid na Africa…Já disse a voce o que acho do pragmatismo exacerbado. No caso do Chile, como será que aquele país estaria se não fosse tirado do poder? Quando disse safado e cínico, não significa que tudo o que ele fale e ou faça seja safadeza. por exemplo: foi ele que percebeu o potencial de crescimento dos países periféricos, hoje os emergentes. Na minha opinião, na maioria das vezes o metodo de aproximação era inapropriado. abs
Amauri, o Kissinger, como Nixon, é um personagem complexo, que nao se encaixa no absolutismo moral, abs, Caio
Margarida (Portugal)
-13/06/2012 às 8:43
Felipe, gosto muito dos seus embates com o Caio, mas é um desperdício intelectual apoiar o Putin. O gajo é enamorado de tiranos. Sente-se em casa com estes tipos.
advogado do diabo
-13/06/2012 às 8:41
Vou fazer uma moldura da frase deste Nick Cohen. Existe um ecumenismo tirânico.
Paulo Bento Bandarra
-13/06/2012 às 8:26
A guerra civil já ocorria não dá para esconder, agora vem os massacres étnicos. Como no Egito e na Líbia, as coisas só pioraram com o tempo e a primavera.
Caro Paulo, status quo muitas vezes é insustentavel, abs, Caio
amauri
-13/06/2012 às 8:02
Bom dia Caio! O velho realista cínico ataca outra vez. De volta ao passado X.
Não existe mais ninguem nos EUA para mediar? A China tambem veta. Quem está mediando com a China?
Para mim, ele apenas quer servir de intermediário (para qualquer coisa), continuar influente, continuar sendo ouvido, e se possível ganhar algum dinheiro com isso. Ele ganha Caio?
Não creio que ele tenha algo de verdadeiramente relevante. Mas o esterótipo é forte.
Mas, eu sou um cético, e acho Kissinger um velho safado (quando ele era jovem já era safado, e cínico…)abs
Gostei, Amauri, do tom do final, hehehe. Mas um pouco de safadeza da realpolitik estilo Kissinger é necessaria. Sem este cinismo geopolitico, o mundo explode, abs, Caio
PS- curiosidade: voce tambem acha o Kissinger safado por engajamento em crimes de guerra na epoca do Vietnã e no golpe contra o Allende?
Felipe Goltz
-13/06/2012 às 6:36
“Vantagem de ser “dono do boteco” (como dizem alguns leitores) é ter esta conversa repetitiva de bêbado (esclareço que sempre fui abstêmio, o que muitas vezes também, como gente bêbada, me torna chato).”
>>> Bom dia, doktor B
Sem querer ser impertinente nesta hora da manhã, mas acho que você está em relação à Síria e, especialmente, ao Putin assim como os bêbados em relação ao alcool: síndrome de abstinência, hehehe. Falando sério, acho que o Putin se convenceu de uma vez que o governo deste presidente americano que está aí é mais hostil à Rússia e a ele especialmente do que qualquer governo republicano que os EUA possam ter. Obama é da mesma linha que Clinton, aquele das estagiárias: amiguinho, amiguinho na frente. Mas pelas costas…É óbvio para mim que acompanho o noticiário que a Rússia de Putin se voltará mais para o Oriente, uma maior aproximação com a vizinha China em particular, do que com as “liberais-progressistas” do Ocidente. Não será uma ruptura, mas um esfriamento, uma detente, como diria Kissinger. O bombardeio que Putin vem recebendo da mídia ocidental é uma coisa que nem os inimigos internos do presidente russo julgaram ser possível acontecer. E nem falo da posição russa na questão da Síria aqui. É asquerosa a cobertura dos jornalões e “experts” em Rússia – estes últimos então são mais numerosos hoje em dia que as areias do Saara… – para com esta proto-oposição russa, gente rasteira, ridícula e nanica em termos de apoio popular genuíno em um país continental como aquele. A imprensa inglesa, provavelmente a mais independente do mundo, é a que oferece uma leitura dos acontecimentos mais abrangente, com pontos de vista mais lúcidos e menos, muito menos “casabrancacentrista”, um neologismo que inventei agora. Abs, Felipe
Caro doktor G, percepcao é curiosa. O pessoal neocom e o Romney acham que o Obama é uma flor com os russos. De resto, o Putin merece o que leva, belo editorial contra ele nesta quarta feira no NYT. E esta historia dos russos darem as costas para o mundo liberal-progresssista (europeu) é fantasia sua. E voce esta confundindo alguns colunistas que voce gosta na Inglaterra, como o Tisdall, do Guardian, com o resto da imprensa. Minhas fontes basicas inglesas sao Financial Times, Independent, Economist e Telegraph e Guardian, nao vejo uma cobertura camarada, ainda bem, abs, Caio