25/01/2012
às 6:00 \ Congresso EUA, Crise econômica, Democratas, Eleições 2012, EUA, Obama, RepublicanosO estado da união, de Obama e dos republicanos
O estado da união é de injustiça econômica e de privilégios aos mais ricos, assim falou o milionário Barack Obama no seu discurso na terça-feira, em sessão conjunta no Congresso. Assim, o estado de sua campanha de reeleição é de populismo. E o Congresso foi o cenário para um comercial de campanha, quando Obama precisa dividir o palco com os os republicanos na guerra civil das primárias para escolher o seu candidato.
Há um estado de frustração com o desemprego no país, O presidente acena com dias melhores para os desempregados e investe nos temas de desigualdade social e os impostos pagos (e não pagos) pelos milionários. Obama assume o papel de paladino de uma classe média no sufoco (a maioria dos americano se identifica como integrante da classe média).
O risco deste populismo é que se torne uma mensagem de inveja e de ressentimento. Não é à toa que os republicanos martelam que o negócio do presidente é insuflar a luta de classes, para esconder o fracasso de sua política econômica e porque tem pendores socialistas. Que nada. É mero oportunismo populista e Obama no discurso inclusive deu os ombros a esta acusação de luta de classes, rebatendo que cobrar mais impostos de milionários é, na opinião da maioria dos americanos (entre eles, Warren Buffett), bom senso.
Mas o maior adversário do presidente democrata não são os republicanos e seus slogans de campanha. É a economia, mas ela também pode ser camarada em novembro se estiver melhorando, mesmo aos trancos e barrancos (a destacar com uma diminuição do desemprego). Sei, sei, já falei isto algumas vezes por aqui. Meu estado parece ser de repetição.
Claro que a economia também pode despencar (e o desemprego voltar a subir). Aí não há discurso populista que salve Obama do povo frustrado. Quando o presidente fez seu discurso do gênero há um ano, ele sinalizou um otimismo prematuro. Vieram um tsunami no Japão, a degringolada na Europa, o impasse sobre a elevação do teto da dívida e alta do preços do petróleo. Em meados do ano passado, a conversa era sobre uma volta da recessão.
Hoje na narrativa mais otimista (muito otimista), existe a tênue esperança de que os EUA se descolem de uma Europa em recessão e resistam a um mundo emergente menos acelerado. Sem contar (literalmente) os monstros fiscais que continuam crescendo. Obama praticamente ignorou temas como déficit, dívida e o fardo dos programas sociais no seu discurso. Ele aposta na sorte (uma velha companheira desde que começou a carreira política no estado de Illinois). Sorte existirá se o calendário econômico corresponder ao calendário eleitoral.
Obama no seu narcisismo já recorreu a alguns dos mais importantes presidentes da história americana, como Abraham Lincoln, Franklin Roosevelt e Ronald Reagan (os republicanos, claro, fazem a conexão de Obama com o fracassado Jimmy Carter). Ultimamente os referenciais de Obama são o democrata Harry Truman que investiu contra um Congresso que “não fazia nada” na eleição de 1948 e o republicano Teddy Roosevelt, que no começo do século 20 cavalgou em uma missão populista contra uma plutocracia e a necessidade de mais regulamentação da economia
Mas nesta sincronização entre economia e eleição, talvez seja necessário trazer um outro presidente, um Bush, o primeiro (George H. W. Bush). É possível traçar alguns paralelos entre o momento de Obama e o da campanha de reeleição de Bush em 1992, quando a situação econômica era amarga (bem menos do que agora, evidentemente). Lembram-se do antológico slogan da vitoriosa campanha do democrata Bill Clinton? É a economia, estúpido!
A economia agora começa a ter um conserto. A questão é a velocidade. Bush tinha esta corrida contra o relógio há 20 anos e perdeu. A recuperação não aconteceu com rapidez suficiente para neutralizar a frustração dos eleitores (e quase 20% deles premiaram o independente Ross Perot). A recuperação foi apenas sentida no segundo e terceiros trimestres de 1993 e Clinton, já na Casa Branca, pôde assumir o cédito.
Bush pai, ainda por cima, teve o azar de encarar um bom candidato, Clinton, e houve a distração Perot. Obama comoveu na sua campanha inaugural em 2008 com sua narrativa pessoal e havia o impacto do simbolismo racial, mas ele não é bom de bola como Clinton no quesito empatia com o eleitor, especialmente para se conectar com a profunda ansiedade de uma classe média que se sente empobrecida (a pose populista deu, é verdade, uma melhorada).
Por enquanto, quem parece se conectar melhor com as ansiedades de um setor da população é o candidato republicano Newt Gingrich, mas explorando o ressentimento contra o “state of the union”. Bom para começo de campanha, mas complicado para finalizar. Gingrich carece do otimismo de um Ronald Reagan. Já Mitt Romney e empatia não rimam.
Na terça-feira, havia um texto ilustrativo no Wall Street Journal, de Bret Stephens, um dos mais cáusticos colunistas conservadores. Simplesmente exasperado, Stephens escreveu que os republicanos merecem perder as eleições. Ele simplesmente detonou o time dos quatro sobreviventes na maratona das primárias (Romney, Gingrich, Rick Santorum e Ron Paul). Para Stephens, Romney é só verniz. Carece de convicções. Sobre Gingrich, Stephens divagou que os eleitores nas primárias republicanas estão agora enamorados do candidato, não porque o visualizam na Casa Branca, mas pelo potencial de nocautear Obama num embate.
O estado de união é de campanha eleitoral, o da economia, duvidoso, o de Obama já foi pior e o dos republicanos, por enquanto, de perdição.
***
Colher de chá para o Rodrigo (dia 25, 10:53) pelo alerta contra as cansativas e despropositadas analogias entre Obama e Lula. E três colheres de café para o Pablo por três comentários em sequência (dia 25, 16:05, 16:19 e 16:36). Assim, decreto falência. E uma colher de sopa para o Henrique (dia 25, 17:09), pelo espírito cívico.



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87 Comentários
André Meira
-26/02/2012 às 0:34
Caio, desculpe-me por postar esse comentário em um texto já antigo, mas não resisti. Acho sinceramente que você precisa conversar mais com seu amigo Reinaldo Azevedo, de quem sou leitor há mais de 5 anos. Que história é essa de “despropositadas analogias entre Obama e Lula”? Não poderia haver analogia mais certeira! Como diz o Reinaldo Azevedo, Obama é o apedeuta ilustrado. Joga a culpa pelos males de seu governo no governo anterior, ataca, como alvo preferencial, “azelites” de washington, atropela as instituições americanas (como no caso da guerra na Líbia, sem autorização do congresso), demoniza a oposição como se ir contra seu governo significasse ser contra o interesse nacional… Enfim, Obama é um típico político populista e de perfil terceiromundista. É basicamente um Lula com diploma.
Termino o comentário com uma citação daquele que me indicou a leitura de seu blog: “Ambos (Lula e Obama) têm histórias, origens e formações muito distintas. Mas algo os reúne de maneira inegável: não estão nem aí para as instituições; acreditam que uma de suas tarefas é atropelá-las. E as atropelam”.
Caro Andre, em consideracao ao seu comentario em uma coluna antiga, apenas reitero o que disse: Obama nao é um Lula com diploma, abs, Caio
Dawran Numida
-26/01/2012 às 18:04
Só há a lamentar que no Brasil o presidente não vá ao Congresso entregar a peça orçamentária.
Léo
-26/01/2012 às 12:36
Caro Caio, você, lamentavelmente, saiu pela tangente no meu comentário (25/01/2012 às 19:56). Com relação ao Obama, Lula e Hugo Chávez, o que disse, em outras palavras, foi o seguinte: este discurso obamista de incitar o que chamei ali de “arranca rabo de classes”, e que você chamou de populista, é semelhante ao discurso histórico do Lula de condenar a “zelite” como a culpada de todos os males do Brasil. Você sabe disso, é um fato. Claro que existem nuances no conteúdo, mas a embalagem é essencialmente a mesma: tentar inculpar um setor da sociedade pelas agruras vividas pelo restante dela. Fato.
Outra coisa que destaquei foi o fato do Obama estar sendo chamado de populista (por você mesmo, que ainda afirmou que a imprensa americana também o acusaria de tal forma) assim com o tal do Hugo Chávez foi ou ainda é chamado por setores da imprensa. A culpa não minha, sr. Caio Blinder. É sua e de seus colegas que assim classificaram esses personagens políticos. Fato. Fair and balanced. Ponto final.
Abs
Caro Leo, ha diferentes tipos de populismo: o do Obama, o do Gingrich, o do Lula, cada um culpa setores da sociedade ou o governo a sua maneira, como o Tea Party, o Occupy Wall Street, etc. etc, abs, Caio
Carmem
-25/01/2012 às 23:12
Pergunta ao Magno.
O litoral de S.Paulo é paulista ou paulistano?
Abs
Carmem
-25/01/2012 às 23:04
Sorry PAULISTANOS, força do hábito. Parabéns de novo!
Abs
Pedro Luiz Moreira Lima
-25/01/2012 às 22:48
Obrigado Carlos Cezar:
Infelizmente ações de toamdas de terras dos outros e histerismo + fanatismo religioso jamais poderi ter espaço em Israel – é triste e tragico – Peace Now!
maisvalia
-25/01/2012 às 21:14
Temos um bom argumentador liberal – o Angelo Costa, apesar do “socialismo”que todo pogreçista gosta de citar e que é impraticável por motivos óbvios nos EUA – e você o elogia por isso, as usual como faz com todos alinhados ao seu liberalismo.
Agora, você também deveria para ser JUSTO – palavra adorado pelos mãos de vaca liberais que só gostam de botar a mão no bolso dos outros e eu já postei pesquisa nesse sentido – deveria elogiar o argumento bem utilizado do Léo, que lhe deu bom puxão de orelhas, aquelas que quando o bobama discursa – um dos históricos – ouve e vê o mundo se alumiar, hehehe
Falando em alumiar, o que faremos sem o Gingrich na campanha, esta lunatico, hoje prometeu a eleitores na Florida, base americana na Lua no seu segundo mandato, ai esta um politico com o pé na Terra, abs, Caio
Francisco Pintão
-25/01/2012 às 21:03
Não existe isso de Romney ter dividido o Partido Republicano. Muito pelo contrário, em qualquer simulação contra o Obama ele é o que mais consegue unir o partido, tendo entre os simpatizantes do partido em torno de 90% a 92%, enquanto o Gingrich fica na faixa dos 85%. A rejeição ao Romney por algumas alas e segmentos do partido é natural, existe em qualquer partido. O Obama suou para conseguir conquistar o eleitorado branco de baixa renda/mais velho nas primárias de 2008, muitos diziam que esses eleitores da Hillary não iriam votar no Obama, mas na hora da eleição todos votaram e o partido marchou unido. Creio que o mesmo acontecerá entre os republicanos, afinal o sentimento anti-Obama é maior que qualquer outro. O único senão é uma candidatura independente de algum peso, contudo não creio na hipótese do Paul, que aliás me parece bem relacionado com o Romney, trocando “algumas figurinhas” nos debates. Agora, se os eleitores vão votar ou não, isso é uma pergunta cabível não apenas para o Romney quanto a sua base, mas também para o Obama. Será que todos os jovens que estavam muito motivados em 2008 irão? Tenho dúvidas…
Carmem
-25/01/2012 às 20:54
“Mas, caro Magno, o problema é o de sempre: somente será possivel sair da crise com compromissos e sacrificios. E isto nao havia no discurso do Obama.”
.
É isso ai Magno, o enfadobama é incapaz de pedir sacrifícios principalmente dos velhinhos do Medicare, ao contrário do maisvalia q não perdoa velhinho, principalmente os comunas.
abs
abs
Carmem
-25/01/2012 às 20:46
E desculpem o esquecimento, Parabéns aos paulistas da coluna pelo dia de hoje!!!
abraços
obrigado, Carmem, os PAULISTANOS agradecem, hehehe, abs, Caio
Carmem
-25/01/2012 às 20:42
“In his State of the Union address Tuesday night, Obama said not allowing students to walk away from their education will mean that more of them would get their diplomas.”
.
Ele devia sugerir a obrigatoriedade de aulas de leitura de teleprompter para q qq um tivesse chances reais de chegar a presidência.
abs
Carmem
-25/01/2012 às 20:30
“Ok, Ok, no proximo discurso sobre o state of the union do Obama, e havera, hehehe, eu deixo minha secretaria, como a do Buffett, sentar no camarote da Michelle Obama, abs, Caio”
.
O Buffett fez isso? hahaha
Deve ter mandado ela bater palma toda vez que ele virava o pescoço e mirava o infinito hehehe
Já vc, tá fazendo promessa q não vai poder cumprir.., isso é q é contágio..
abs
Sim, nao é piada, abs, Caio
carlos cezar
-25/01/2012 às 20:16
Os representantes diplomáticos europeus enviados a Jerusalém e Ramallah, na Cisjordânia, recomendaram à União Europeia a reforçar o apoio a instituições palestinas em Jerusalém Oriental e o veto econômico às colônias judaicas na parte ocupada da cidade. Em documento que a agência de notícias Efe teve acesso, os diplomatas alertam pela piora da situação na região palestina. Eles denunciam o “sistemático” crescimento das colônias que “enterra a solução dos dois Estados” e lembram a necessidade “urgente” de tomar medidas contra o que chamam de “inadimissível” aquisição do território pela força. Folha.com 18/01/2012
Orkut Turco
-25/01/2012 às 20:11
se obama é populista por oportunismo,então Yeltsin era um populista as avessas?a ideia de dar um golpe de Estado contra Gorbachev era velha com a esperança de que algum reformador pró-capitalista mais audacioso que o próprio Gorbachev assumisse o poder e acelerasse o desmonte total do Estado socialista.No caso do Boris,ele distribui renda entre os criminosos na privatização e criou o estado mafioso que a rússia é hoje.Antes de imporem austeridades a grécia,ele apoiou investidores internacionais e internos(mafiosos e ex-integrantes do partido comunista).E além disso era cachaceiro.Depois falam que obama é o mais parecido com lula.O dó!
caioblinder
-25/01/2012 às 20:08
Pessoal, estarei fora de circulação por um par de horas, comentários serão liberados mais tarde, abs, Caio
carlos cezar
-25/01/2012 às 20:08
O disco não pode ser virado enquanto Israel continuar roubando casa e terras dos cisjordanianos.
Carmem
-25/01/2012 às 19:58
Liberal é pao duro, de acordo com alguns, nao doa, paga só se perde a aposta,hehehe, abs, Caio
.
A base esta achando q isso é discurso populista de jornalista rico 0.05%, q não paga e mas adora doar
Ok, Ok, no proximo discurso sobre o state of the union do Obama, e havera, hehehe, eu deixo minha secretaria, como a do Buffett, sentar no camarote da Michelle Obama, abs, Caio
Léo
-25/01/2012 às 19:56
Caro Caio, deixarei aqui algumas considerações sobre o tema deste post.
Primeiro, é interessante notar como o seu julgamento dos lados da contenda estadunidense (como diria um professor petista que tive; isso é típico deles) não está sendo justa, equilibrada, equânime, em suma, fair and balanced.
Quando avalia o discurso dos candidatos Obama e Gingrich, o “blueprint” revelado pelo sr. é o seguinte: o discurso do Obama fazendo, sim sr., claramente o “arranca rabo de classes”, como diria seu colega Reinaldo Azevedo quando analisava os discursos com este pendor do sr. Lula, incentivando gratuitamente a hostilidade a determinado setor da sociedade americana, algo incomum àquele país, o sr. não enxerga grandes conseqüências negativas, não lhe causa nenhum temor, afastando in limine qualquer veleidade de acusar tal discurso de socialista, passa a mão na cabeça do sr. Obama e diz com candura: “É apenas um discurso populista”. Agora, quando se trata do sr. Gingrich, aí todos os fantasmas, os temores, as conseqüências nefastas se avolumam tornando-se um gigantesco tsunami que ameaça varrer a América, ou quem sabe o mundo inteiro. Isso tudo porque, segundo suas palavras, ele exploraria os “ressentimentos” represados da população e por contrapor o antigo estilo americano do self-made man ao de seu adversário que estimularia o “state-depend man”. Isso, para o sr., seria algo incendiário, inconseqüente, irresponsável merecedor das mais duras críticas. Enquanto o discurso “classista” do sr. Obama não só não permite compará-lo com o do seu dileto colega Lula, como não traz perigo algum a não ser o incomodo de ter que tachá-lo de um vago e insosso “populista”, assim como aquela plêiade de analistas políticos brasileiros classificavam há não muito tempo o excelentíssimo sr. Hugo Chávez.
.
(como o comentário ficou grande, irei por partes)
Caro Leo, a ironia esta embutida num comentario em que voce puxa minhas orelhas por nao ser fair and balanced e compara Obama com Lula e Hugo Chavez. Claro, vindo da sua visao de mundo , fair and balanced, abs, Caio
Angelo Costa
-25/01/2012 às 18:58
Prezado Caio
Achei o discurso dentro do esperado. Demagógico? Não, político. Estivesse um democrata na posição dele teria feito um discurso semelhante. Isto é política, assim é no Brasil, nos EUA ou Japão. Estou lendo entre os debatedores deste espaço muita “gritaria” por que ele fala em taxar quem ganha mais, mas como diria Nelson Rodrigues, isto é o “óbvio ululante”. Por que tanto espanto? Ele é um orador imbatível. Ok o problema é fazer, mas na hora da eleição ele terá o que mostrar a não ser que aconteça uma catástrofe. No ritmo atual ganha fácil. Dentro da sociedade americana tão competitiva como é sempre foi mais fácil taxar pessoas menos favorecidas de “loser”, no meio de uma crise como esta alguém tem que pensar nestes “losers”, alguém tem que pensar no que fazer com os imigrantes, alguém tem que pensar nos problemas sociais. Os EUA tem o pior sistema de saúde, o pior sistema previdenciário de forma geral tem os piores problemas sociais (evidentemente comparando com países ricos). Algum dia alguém terá que cuidar destes problemas. Ah! O Obama é socialista. Os países socialistas vão muito bem obrigado. CALMA eu explico. Entendo como socialistas países como Suécia, Dinamarca e semelhantes, as pessoas confundem comunistas com socialistas. Os países socialistas são aqueles que souberam dividir ou socializar a riqueza os comunistas socializaram a miséria e a pobreza (Cuba). Evidente que seria utópico querer fazer o que foi feito nos países escandinavos num país da magnitude dos EUA. Os republicanos estão querendo voltar a idade média, mas é bom lembrar que na idade média os EUA nem existiam, na verdade só querem manter suas riquezas e o resto é o resto. Para encerrar que já me alonguei demais: alguém defender o fim do BC ou FED é não conhecer o mínimo de administração e economia.
Abs.
Gostei, caro Angelo, mas diria que os republicanos querem voltar ao seculo 19, vamos ser camaradas, abs, Caio
Magno Adão de Souza
-25/01/2012 às 18:56
Caio,
Gostei do discurso que Barack Obama fez no Capitólio por ocasião da abertura da sessão legislativa de 2012. Acredito que ele tenha conseguido dar verossimilhança à mensagem francamente otimista que transmitiu aos americanos com relação às perspectivas de sua economia. Ele esgrimiu argumentos convincentes para defender o aumento dos impostos que incidem sobre o rendimento dos mais ricos, deixando claro que a necessidade imperiosa de concretizar essa medida decorre de pressupostos básicos atinentes à justiça fiscal e à sensatez econômica, não do desejo de estimular a cizânia entre as classes sociais, acusação que os republicanos usualmente lhe fazem.
É uma lástima que a Constituição brasileira, ao contrário da Carta Magna americana, não exija a presença do presidente da República na cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos para expor os planos de seu governo e prestar contas de seus atos à sociedade.
Mas, caro Magno, o problema é o de sempre: somente será possivel sair da crise com compromissos e sacrificios. E isto nao havia no discurso do Obama. O pais está polarizado. Politicamente, o Obama está certo, afinal esta em campanha de reeleicao e eu creio que a historia mostrará que os republicanos pagarao por instransigencia, pois se tornaram refens de uma base , por esta razao embora como jornalista é mais divertido ver a ascensao de Gingrich, em termos dos interesses nacionais é um desastre. O ideal é um embate entre Obama e Romney, pessoas mais razoáveis, abs, Caio
Carmem
-25/01/2012 às 18:54
Treinando para a doação de Perriers?
Abs
Liberal é pao duro, de acordo com alguns, nao doa, paga só se perde a aposta,hehehe, abs, Caio
maisvalia
-25/01/2012 às 18:44
Caro Caio.
Como você tem sido generoso em distribuir colheres gostaria de indicar o Rony, por seu comentário curto e preciso das 18:15, para a colher cheia de simancol a ser ingerida pelo de sempre, hehehehehehehe
aNTONIO
-25/01/2012 às 18:20
Sr. Blinder, estive hoje no sindicato dos bancários onde um jornalzinho dos mesmos, pregava a abertura de um processo ,contra o Senhor, em virtude de uma sua declaraçao, dando apoio e dizendo=se satisfeito, com o assasinato de cientistas iranianos. Independentemente de outras consideraçoes e avaliaçoes,acautele=se, pois o projeto de se instalar a Lei da mordaça por estas bandas, continua a todo vapor. abs.
é a vida, caro Antonio, mas as vezes todos nos precisamos de uma mordaça interna, hehehe, abs, Caio
Rony
-25/01/2012 às 18:15
carlos cezar,
vira o disco…
carlos cezar
-25/01/2012 às 18:07
A responsável do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) das Nações Unidas, Valerie Amos, advertiu nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança da organização sobre o grande aumento da violência nos assentamentos israelenses em territórios palestinos e lembrou da ilegalidade dessas atividades.
“Alertei particularmente sobre os altos níveis de violência registrados nos assentamentos. Percebemos um aumento dessa violência que impacta principalmente sobre os palestinos”, disse Amos após se reunir com o Conselho de Segurança da ONU.
Ela informou aos 15 países-membros do órgão sobre a situação humanitária que atinge os palestinos na Cisjordânia, devido aos assentamentos israelenses. Amos expressou sua preocupação com a situação político-social em Jerusalém Oriental, onde os planos para erguer um novo assentamento isolaria a cidade da Cisjordânia. Ela advertiu ainda para as consequências humanitárias e econômicas das atividades israelenses sobre os palestinos. “Toda a comunidade internacional considera a atividade dos assentamentos ilegal, e essa é a posição que se ouviu hoje no Conselho de Segurança”, declarou Amos. Veja – 18/01/2012
carlos cezar
-25/01/2012 às 17:57
Caro Pedro Luiz, não se preocupe com os apelidos que alguns leitores impingem aos outros aqui, é normal, faz parte da cena. Por exemplo, o Fabrício Juliano, um dos mais antigos leitores da coluna, costuma chamar de makakitas e makakitos devotos aqueles que defendem os crimes perpetrados por Estados Unidos e Israel. Esses makakitos são facilmente reconhecidos, pois em seus comentários é simples reparar que no “coquinho” deles existe a pretensão de que alguns países jamais sejam julgados pelos crimes que cometem. No caso de Israel, por exemplo, eu costumo dizer que devemos desprezar o raciocínio daqueles que consideram antissemitismo a denúncia dos inúmeros e monstruosos crimes perpetrados pelo país, e continuarmos apontando o horror vivido pelos cisjordanianos naquelas terras, afinal, ali é o único lugar do mundo em que uma parte da população descaradamente se apossa das casas e terrenos dos outros sem que haja alguma interrupção desse banditismo estimulado pelo governo israelense.
Abs.
Henrique
-25/01/2012 às 17:41
Valeu pela colher de sopa, Caio! É, acho que foi o aniversário de SP que mexeu com você mesmo – nunca vi tanta colher rolando solta por aqui que nem hoje!
Agora vou pedir um bail out para o Obama, estou sem chá e café, hehehe, valeu, abs, Caio
maisvalia
-25/01/2012 às 17:34
Buffett e o Soros
Eu falei politicos.
Faltou você esclarecer a questão do Warren, pois o Soros a gente conhece.
Ele só não é um perfeito canalha, porque nada é perfeito neste mundo.
Ok, democrata canalha e pao duro, republicano decente e generoso, you Tarzan, me chita, hehehe, abs, Caio
joao felipe
-25/01/2012 às 17:19
Acho que uma parte votará nele, mas muitos ou ficarão em casa ou votaram em um terceiro candidato
P. S. se ele for mesmo o candidato do GOP certamente haverá um terceiro candidato, se não for o Paul será outro, uma disputa Obama vs. Romney alienará muitos conservadores e abrirá uma brecha
om brasil 2022
-25/01/2012 às 17:18
Acho que estão confundindo politica com administração. É diferente.
O desafio para o Sr Obama não é vencer a eleição. Nem consertar a economia. É acelerar criação de empregos. Enquanto o GOP entra em autofagia, ele …trabalha!
Não é só a economia, estúpidos (os pessimistas, críticos ou melhor super cr´ticos).
Henrique
-25/01/2012 às 17:14
Obrigado pela manchete mostrando a questão da lei coibindo a evasão escolar nos estados, Caio. É por isso que estou sempre no seu blog: a gente sempre sai daqui mais bem informado. E não é rasgação de seda à toa não. Discordo de muitas coisas que você escreve, concordo com outras tantas, mas no fim das contas o que vale mesmo é a quantidade de informação que acabamos assimilando com os comentários dos leitores, com seus textos e com esse bate papo conosco – o que é uma iniciativa genial, principalmente vinda de um jornalista tão requisitado e gabaritado como você. Voltando ao ponto, apesar de deixar de debitar na conta do Obama essa questão da lei dos jovens terem de ficar na escola até os 18 anos – isso efetivamente já ocorre em vários estados, como você demonstrou – continuo me debatendo com o mérito dessa lei. E ainda acho que seria melhor se houvesse um esforço real de reforma do sistema público de ensino americano do que editar leis demagógicas como essa. E ao citar o problema por essa via, acho que Obama está, sim, sendo populista ao seu melhor estilo. De novo: continuo com a impressão de que Obama é esquerdista demais para os EUA. Tanto que até um candidato sem sal como Romney está duelando ponto a ponto com Obama nas pesquisas nacionais.
Caro Henrique, fico comovido com este seu comentário. Para mim uma razao de ser da coluna é ter uma espaço democrático e civilizado para conversar com leitores. Talvez seja o dia, aniversário de SP, mas estou meio sentimental. Espero que os demais leitores nao me achem esquisito hoje, hehehe, já dei tres colheres de café, uma de chá e num impulso vou dar uma de SOPA para o Henrique. Mas acabou a cota, senao acabo em deficit bushista/obamista, chorando como greco-romano. Valeu, Henrique, pelo espírito cívico, abs, Caio
Anouk
-25/01/2012 às 17:13
3 colheres de café numa tacada só é uma colher de chá formidável, né nao Caio?
Oi Anouk, sempre inventando uma brincadeira, é meu pacote de estimulos para os leitores, hehehe, abs, Caio
joao felipe
-25/01/2012 às 17:10
A disputa Democrata em 2008 era entre os que apoiavam Obama e os que apoiavam Hillary quando Obama ganhou os simpatizantes dela não se constrangeram de apoiar Obama, já agora é a disputa entre os que apoiam Romney e os que o rejeitam. Os votos no Gingrich vem mais da legião anti-Romney do que de que de seus simpatizantes, basta ver que ele passou a maior parte da campanha com 1%. Alias veja o historico dessa campanha: sempre teve Romney dividindo a liderança com um conservador qualquer, quando um caia (Trump, Huckabee, Bachmann, Perry, Cain, Santorum… Ufa) imediatamente os conservadores escolhiam outro
Dou mao a palmatoria apenas se quem nao vota em Romney nas primarias nao votar nele na eleicao geral, abs, Caio
maisvalia
-25/01/2012 às 17:04
…De acordo, com a declaração de renda, a família Obama doou de 2000 até 2005 menos de 1% de sua renda de 1,2 milhões de dólares. Depois de 2005, com a venda do best seller do livro de Obama, que provocou aumento de renda para 2,6 milhões de dólares, a ajuda para caridade passou a ser ainda de pouco mais de 5% da renda do casal Obama.
Um site diz que Obama doou 14,2% em 2010 depois que virou presidente e da venda de mais best sellers. Mas o site usa uma nova definição de renda para calcular a contribuição para caridade (renda bruta ajustada), o que resultaria em uma renda menor do que antes de virar presidente, de US$ 1,7 milhões. Desconfiei do cálculo. Se mantivermos a renda de Obama de 2005, para sermos conservadores no cálculo, Obama teria doado 9%.
O candidato Mitt Romney, que já foi governador de Massachusstts, contribui em média em mais de 15% de sua renda de 20 milhões de dólares. Em 2010, ele doou 13,73%, e no ano passado 19,1% de sua renda.
Quanto será que doam e doaram a presidente e os ex-presidentes do Brasil? Não valem doações para o próprio partido, nem para institutos que levam o próprio nome dos ex-presidentes…
POGREÇISTA SÓ BOM PARA ENFIAR A MÃO NO BOLSO DOS OUTROS.
QUANDO É NO PRÓPRIO BOLSO, AÍ A JUSTIÇA SOCIAL VIRA INJUSTIÇA, HEHEHEHE
DO THYSELF, O LORD
Ai, ai, quer que eu te diga quando o Buffett e o Soros doaram em termos percentuais e absolutos? Abs, Caio
Pablo Vilarnovo
-25/01/2012 às 16:59
Opa! Como não gosto muito de chá, o café caiu muito bem! hehehe Abraços
Merecido, abs, Caio
joao felipe
-25/01/2012 às 16:52
Muita gente dizia em 2010 que eleição não é um plebiscito e sim uma escolha entre dois candidatos, Agora os mesmos dizem o contrario para defender os fracos candidatos republicanos e esconder que Obama apesar de suas limitações é melhor que todos eles.
Um exemplo: Obama é criticado (corretamente) por não ter conseguido unir os americanos e provocar um racha no pais. Mas então qual a alternativa? Romney, que rachou o proprio partido? O Apopletico Gingrich?
Só resta aos republicanos criticar Obama porque é inviavel defender seus candidatos
Caro João, o Romney nao rachou o partido, ele tem suas diversas alas. Nao se esqueça da guerra civil democrata em 2008 envolvendo Obama e Hillary. Abs, Caio
Pablo Vilarnovo
-25/01/2012 às 16:36
Caio – Absolutamente nenhuma. Veja bem, não estou defendendo os republicanos em absoluto. Nem poderia, até porque nas últimas décadas o partido republicano passou longe de ser libertário e contribui, e muito, para o que aconteceu. E é exatamente nessa lacuna que entrou o Tea Party pré trogloditas como Palin, Glenn Beck entre outros. Aliás, nesse ponto há convergência entre o Tea Party e o Ocuppy Wall Street. Estava lendo um excelente artigo do Matt Taibbi na Rolling Stone que diz: “This will be an effort to transform OWS from a populist and wholly non-partisan protest against bailouts, theft, insider trading, self-dealing, regulatory capture and the market-perverting effect of the Too-Big-To-Fail banks into something a little more familiar and less threatening, i.e. a captive “liberal” uprising that the right will use to whip up support and the Democrats will try to turn into electoral energy for 2012.”
Ora, não era exatemente isso que dizia o Tea Party no início?
Esta inspirado hoje, Pablo, entao três colheres de café pelos tres comentáros, hehehe, abs, Caio
Pablo Vilarnovo
-25/01/2012 às 16:19
Gente, na boa, o apoio de Soros e Buffet ao estatismo é mais claro como água. Para um mega investidor/especulador só há uma rede de proteção quando tudo dá errado. E essa rede se chama bail-out. Soros e Buffet apostam no fim do moral hazard e isso só acontece quando há um grupo no poder que acha que o Estado é a solução de tudo e deve conduzir a economia. E de gente como Soros e Buffet que nasce o “too big to fail”, essa falácia econômica. Poderiam ter perdido centenas de bilhões de dólares com a crise. Hoje os bônus e salários dos executivos financeiros são iguais ou maiores do que o pré-crise. É óbvio que essa gente se sinta mais a vontade com um governo coporativista como o de Obama que um governo mais libertário.
Pablo, e qual entao é a diferenca entre estes dois que apoiam o Obama e todos os banqueiros que apoiam as campanhas republicanas e tiram proveito dos bail outs? Mais hipocritas, nao? Abs, Caio
Pablo Vilarnovo
-25/01/2012 às 16:05
Para mim a manchete do Politico está com anos de atraso. Obama sempre foi um populista relutante. Se na primeira campanha o populismo não fez vez foi porque não houve necessidade alguma frente a Bush. Mas, apesar da campanha de Obama se afastar do tema “negro de familia pobre”, aqui e lá nós viamos algumas reportagens sobre o tema. Aliás, nada mais natural. Mas, por favor, ele passa longe de chegar a ser um Lula que superou o estigma de populista e criou um de ‘ungido-por-Jesus-presente-de-Deus-aos-pobres-brasileiros”. Não tenha dúvidas que quando Lula falecer alguém irá propor a canonização. Agora, com seu governo fracassado, ele precisa aflorar seu populismo um pouco mais. Obama nunca deu bola para a classe média. Sempre foi o candidato dos extremos. Era a esperança dos pobres e o pau mandado dos ricos. Aliás, os democratas há décadas operam nesse sentido. George Soros está aí para não me deixar mentir. Dos republicanos o único que se salva é Ron Paul. Digo isso ideologicamente. Infelizmente muito do que ele acredita é impraticável politicamente (como o fim do FED), embora não impossíveis tecnicamente. Gosto do que ele fala sobre a máquina militar americana (não há necessidade de muitas das bases overseas) e quando diz que muito do que o governo federal faz é ilegal no sentido de que os estados deveriam fazer (principio de subsidiariedade).
No mais continuo aguardando Chris Christie em um futuro próximo.
Oi Pablo, nao vou pinçar ponto por ponto ( concordancias e discordancias), mas achei legal, perspicaz, abs, Caio
joao felipe
-25/01/2012 às 15:43
em 2009 veja publicou uma materia de capa em que dizia que os pacotes de estimulo do governo Obama não o transformariam num “Camarada Obama”. isto vindo de uma revista que se diz de direita serve para confirmar o exagero republicano nessa questão. Naquele supercomite do congresso que fracassou, pude notar algo revelador: quem tava dando entrevista pelos democratas era o John Kerry. mas pelo lado republicano era um LOBISTA
disse ele: “NÓS não queremos aumentar os impostos pra financiar os gastos do governo Obama. NÓS queremos diminuir os gastos do governo Obama.”
Nós quem? ele tava se pondo em pé de igualdade com o congresso? acho que não porque ele sabe que o congresso está bem abaixo na escala de influencia
joao felipe
-25/01/2012 às 15:23
O discurso de Obama foi um pouco populista, mas eu gostei. Se até o Soro e o Buffett o apoiam, porque devemos achar que isso é socialismo? não faz o menor sentido
Justo, este apoio deles, caro Joao Felipe, afinal bilionarios estao bancando campanhas do outro lado. Curioso que o agora carola Gingrich, arrependido dos pecados, dependa do bilionario Adelson (22 bi), dono de cassinos em Las Vegas e Macau, abs, Caio
icaro sem penas
-25/01/2012 às 15:18
Caio, caro, parabéns efusivos pelo seu texto.
Nos jornais daqui somente ” vai taxar os ricos ” foi notícia.
E olhe lá.
Seu texto resume, informa e dá o tom. Bacana.
abs,
I
Obrigado, abs, Caio
Francisco Pintão
-25/01/2012 às 15:16
Discurso oportunista do Obama, com totais segundas intenções, especialmente a partir da divulgação dos dados fiscais do Romney. Para quem aparecia em 2008 como o grande homem capaz de unir o país, essa de dividir pobres e ricos é uma contradição imensa. Apesar de considerar extremamente cansado esse comparativo Obama e Lula, não dá para negar que o ex-Presidente brasileiro se aproveitou desse discurso barato de “as elites” para angariar simpatia como o salvador dos fracos e oprimidos. Afinal, caro Caio, político só muda de endereço. O ponto levantado sobre o Gingrich é interessante. Alguns inclusive alegam que o Gingrich seria mais duro contra o Obama pela maior capacidade de angariar votos nos brancos de baixa renda – quando comparado ao Romney – até pelo discurso mais simples e fácil (atacar governo e a imprensa liberal). Discordo dos que assim opinam, continuo com a opinião que o histórico do Gingrich é inviável e que o Romney seria o único capaz de fazer uma eleição-referendo, em que o foco total seria o governo Obama e a (in)capacidade de manejar a economia. Outro ponto é que não acredito tanto na importância dos debates nas eleições gerais, creio que eles pesam mais nas primárias. Duvido muito que independentes venham a votar no Gingrich por uma suposta vitória em debates contra o Obama.
Caro Francisco, nao sao segundas intencoes, sao primeiras, heheeh. Falando serio, de novo, esta comparacao com o Lula nao cola, Obama eh populista por razoes taticas, por falta de outras opcoes no momento nao colou a mensagem pos partidaria abs, Caio
Pedro Luiz Moreira Lima
-25/01/2012 às 15:13
Amigo Blinder
Voce foi claro na sua desaprovação pelos atuaos governos de Israel,o que coloco aqui não é provocação e sim a loucura que se comete em nome da SEGURANÇA acima dos Direitos Humanos – ´o Ovo da Serpente sendo novamente fecundado.
Por favor Blinde não é provocação mas medo e temor, esta acontecendo num lugar que jamais poderia ACONTECER.
Peace Now! Shalon!
Harriet Sherwood, correspondente do Guardian na Cisjordania, fez uma longa
investigação sobre prisões de crianças palestinas em Israel.
Ela revela que entre 500 e 700 crianças e adolescentes são mantidas por várias
dias em celas solitárias e mais tarde enfrentam interrogatórios tensos e agressivos.
Podem ser forçadas a passar vários dias e até semanas sem falar com ninguém.
Prestam depoimentos sem a companhia dos pais nem advogados.
Sherwood registrou denúncias de tortura com choques elétricos. Uma das vítimas deu
detalhes.
Muitas crianças dizem que são privadas do sono e falam que seus interrogatórios que duram quatro e cinco horas.
As crianças dizem que são forçadas a confessar crimes que não cometeram, apenas porque ficam receio de não serem libertadas. A sensação é que é mais interessante confessar, e recebe uma pena leve, do que ficar lutando para provar inocência sem conseguir ir embora.
(Sherwood encontrou um menino de 17 anos condenado a 36 meses por jogar pedras, cometer atos de vandalismo e iniciar um pequeno incêndio. Outro garoto, com 15 anos, que o acompanhava, foi condenado a 24 meses).
Pode-se duvidar de tantas proclamações de inocencia mas a reportagem de
Sherwood faz a pergunta certa. O problema não é saber se aqueles meninos falam
a verdade mas perguntar se é razoável impor tanto sofrimento a quem não pode se
defender e não tem nem idade para compreender a vida como um adulto.
Pelo relato, as crianças são apanhadas em casa, em geral à noite. São conduzidas a prisão algemadas — nas mãos e nos pés — muitas vezes de olhos vendados e não têm a noção exata de onde se encontram. Como essas prisões são dentro do Estado de Israel, a visita dos pais é especialmente difícil.
Muitos interrogatórios são feitos em hebraico, com tradução para o árabe por soldados que falam as duas línguas.
A maioria das acusações envolve um delito conhecido: jogar pedras em soldados israelenses, uma forma agressiva de protesto criada nos tempos da intifada e que, embora tenha deixado de ser uma atividade organizada e coletiva, ainda ocorre com frequencia, como ação individual.
Quando estive em Israel, visitei locais onde as crianças jogam pedras. Em geral,
são lugares proximos de áreas invadidas por colonos israelenses. Como são áreas que, por qualquer critério que se queira examinar, pertencem a população palestina, essas invasões, autorizadas e estimuladas pelo governo de Israel, sempre se transformam num foco de tensão. Os colonos acabam pedindo proteção militar e assim aparecem soldados israelenses, que chamam a atenção dos garotos e logo começam as pedradas.
As prisões de crianças são autorizadas por lei militar, que reduziu sua
maioridade penal para 12 anos. A lei define que crianças com menos de 14 anos
não podem ser condenadas a mais de seis meses de cadeia. Na maioria dos
casos, as penas ficam entre duas semanas e dez meses.
Harriet Sherwood ouviu autoridades israelenses, que rejeitam as acusações em
termos genéricos.
Pegue o link em inglês para ler a matéria na íntegra:
http://www.guardian.co.uk/world/2012/jan/22/palestinian-children-detained-jail-
Caro Pedro, peço aos leitores nao mandarem comentarios tao grandes, nao tenho tempo de ler coisas deste tamanho. Abs, Caio
Patrícia
-25/01/2012 às 14:28
Mocinho, sou feliz de viver em mundo onde ainda existe o poderio militar americano, que em sua condição humana comete erros, mas que fez tão bem em manter uma estabilidade relativa, em últimas décadas infinitamente melhores com os comparativos da história, e que professa valores que nós da tribo HUMANA queremos como universais. Como mulher, devo muito aos EUA. VIVA A AMÉRICA!
Abraço a todos!
Go Obama, too? Hehehe, abs, Caio
Pedro Luiz Moreira Lima
-25/01/2012 às 13:44
Caro Caio Blinder.
Ao ver as velhas manipulacóes do uso dos velhos chavóes histericos – COMUNISTAS!PETRALHAS!e outros – decidi abandonar seu agradavel e democratico blogue – felizmente ao ler abaixo opinióes cilizadas novamente – me animei em ficar.
Sobre o assunto que colocou apenas um comentario – seja Democrata ou Republicano que náo caiam mais bombas em cima de ninguem – dificil e mesmo impossivel que isso ocorra – mas pq náo sonhar?
Abracáo
Pedro Luiz
Caro Pedro, aqui o espaço é de debates democraticos e com chavoes de todos os lados, abs, Caio
Rafael _ Dyslexia I Love
-25/01/2012 às 13:44
Caio:
O populismo de Allahbama é necessário. Reclamam de Romney por não ter nada e Obama por ter muito. Acredito ser estritamente necessário atender aos anseios da maioria; usar isto em campanha faz parte do jogo. Criar subsídios para que os menos ricos possam ser mais ricos é prioridade, pois isto aquece a economia, distribui prosperidade e alimenta o capitalismo. Os republicanos pecam justamente por defender quem tem mais grana, por dizer que o filho do dono da empresa de petróleo e o filho bastardo do traficante de drogas morto tem as mesmas oportunidades no planeta. Um deles pode ser o presidente que, pelas experiênias vividas, resolve atacar dois países, baixar os impostos sobre os ricos e criar um dano financeiro pela empreitada militar e o outro, também por suas experiências, será estatística por morrer aos 16 anos de causa violenta. Obama vai resgatar a classe média, pois o discurso de que a desigualdade sufoca a classe média é real. Eu diria que sufoca a economia em sí, pois dez pessoas com um milhão cada não aqueceriam a economia como dez milhões de pessoas com um dólar cada. A própria Inglaterra deu as bases para a formação desta idéia de prosperidade comum capistalista, inclusive em seu termo Commonwealth.
Obama demonstrou ontem, acima de tudo, a confiança e otimismo, necessários a todos os campeões.
Caro Rafael, militante como do outro lado, hehehe, mas faz parte do jogo, abs, Caio
Pedro Innecco
-25/01/2012 às 13:37
Caio:
Então isso é recente. A BBC sempre tratou o Brasil com desdém no seu mercado domestico (veja bem, BBC News UK não é o mesmo que o BBC News Worldwide / International).
Tem razao, Pedro, me referia ao servico mundial, ao qual tenho acesso e assisto de forma religiosa, abs, Caio
Carmem
-25/01/2012 às 13:03
Aliás as pesquisas já estão mostrando o Romney e o Gingrich empatados na Flórida.
Isso cansa.
Eu nao vou chutar hoje o que vai acontecer na primaria de terca que vem, abs, Caio
Carmem
-25/01/2012 às 13:01
O Financial Times e a Economist tb – e o tom não é nada condescendente ou blasé.
Em geral são coberturas muito competentes.
Caio,
Achei o State of the Union horrível, Obama estava falando de outro país onde não há deficit nem Medicare, apenas um probleminha com os empregos e com os ricaços.
Ele já perdeu a mão, dá até para saber para q lado ele vai olhar, quando vai esticar o pescoço, mirar o infinito e etc.. acabou a novidade.
O Romney vai acabar com ele.
abs
Oi Carmem, horrivel para quem, cara palida? Opiniao de militante antiObama, hehehe, abs, Caio
Henrique
-25/01/2012 às 12:55
Será que eu exagerei mais que o Glenn Beck?? Agora você me assustou, Caio! Na verdade, acho que o problema está em fazer dessa exigência (jovens ficarem na escola até os 18 anos) uma lei. Aqui e ali, leio que há estados que têm leis que limitam a idade de abandono a 16/17 anos de idade. Eu acho que a lei deveria ser diferente: exigir que as escolas fossem boas o bastante para não levar os jovens a pensar em abandonar a escola, seja em que idade for. Acho que o perfil dessa lei não é legal – interfere diretamente na escolha das pessoas. Ainda que saibamos que o ideal seria os jovens poderem estudar até completar o ensino médio – numa boa escola! Afirmações como essa – e tantas outras – é que me levam a pensar que Obama é esquerdista, populista e, portanto (sim, com essa relação de causalidade) fraco demais pra um país tão importante como os EUA.
Sim, meu caro Henrique, exagerando, fazendo tempestade em copo de agua neste tema da educacao:
WASHINGTON (AP) — President Barack Obama wants all states to require that kids stay in school until they graduate — or turn 18.
In his State of the Union address Tuesday night, Obama said not allowing students to walk away from their education will mean that more of them would get their diplomas. The White House says 20 states currently require students to stay in school until age 18.
advogado do diabo
-25/01/2012 às 12:51
Vamos ver se não haverá de clima ame ou deixe nos Estados Unidos, dependendo da posição do eleitor, se Obama ou Gingrich ganham a eleição.
caioblinder
-25/01/2012 às 12:51
Pessoal, o tio aqui está mais doido do que Gingrich com tarefas profissionais. Por um par de horas, não vou liberar comentários ou conversar, abs, Caio
Pedro Innecco
-25/01/2012 às 12:50
Caio:
OK, eu não mencionei nem o Financial Times nem o The Economist. Estas são publicações sérias. Me refiro a midía em massa como The Daily Mail, BBC News, ITV, etc.
Pedro, imagine, BBC esta todo o tempo cobrindo o Brasil, inclusive com as reportagens do meu querido amigo Paulo Cabral, abs, Caio
Pedro Innecco
-25/01/2012 às 12:43
Já que o assunto é campanha eleitoral dos EUA, eu gostaria de saber quanto é que a MPAA/RIAA prometeram colocar no porquinho da campanha de reeleição do Obama?
Anouk
-25/01/2012 às 12:38
Oi Pedro,
Se a mídia britânica é indiferente com o Brasil, menos ruim. Com a Alemnha, por exemplo, ela nao combate o argumento, mas o argumentador.
Anouk e Pedro, estou correndo, mas aqui o Pedro errou de longe. Leia diariamente a imprensa britanica e a cobertura nos melhores jornais é maciça sobre o Brasil (Financial Times, Guardian, Telegraph, etc)> Acabou de sair o estudo da Midia Corporativa, do meu amigo Ciro Dias Reis, mostrando que o Financial Times é o jornal no mundo que mais cobre o Brasil, alias, a lideranca se repete, abs, Caio
Gustavo C.
-25/01/2012 às 12:33
Caio, não duvido que ele esteja sendo chamado de populista, meu ponto é se o discurso do Gingrich, que “com intensidade, fúria e demagogia, ataca os democratas e o presidente Obama como elitistas, socialistas e protetores de um bando de parasitas” também não merece o epíteto. E não seria “simplista e otimista” um discurso que rejeita a tentativa de europeizar “este país excepcional, os EUA, o melhor país do mundo (USA, USA, USA)”? O fato é que campanha política de massa não tem como fugir hoje em dia de alguma forma de populismo. É o tipo de “acusação” fácil que cai no vazio diante do quadro geral. Abs
Claro Gustavo, disse no ultimo comentario e no texto que o Gingrich apela para outro tipo de populismo, com este discurso contra as elites de Washington e a midia, sobre patriotada, é a praxe em qualquer campanha eleitoral, aqui e acola, abs, Caio
J.R.Monteiro
-25/01/2012 às 12:30
É decepcionante observar que pelo teor do discurso pode-se antever a tônica da campanha que vem por aí.
Se o adversário for o Gringrich, vai ser muito animado, mas teremos que ter estômago forte para digerir as pílulas populistas, de ambos os lados.
Vai faltar problema, para a miríade de soluções que serão contrapostas.
Se a America continuar a produzir esse populistas estilo Banania,
vai continuar diminuindo a classe média e aumentando a efetividade do próprio populismo.
Estará inaugurada a era da mediocridade.
Caro J.R., quase bom, de novo porque esta coisa de “estilo Banania”? Existe uma tradicao populista americana, desde campanhas eleitorais lendarias no final do seculo 19. Lembrei no texto o populismo de Teddy Roosevelt no começo do século 20, abs, Caio
Rodrigo
-25/01/2012 às 12:29
Nós no Brasil passamos da euforia da melhor nação do mundo à desolação de pior nação da história: 8 ou 88. Muitos falam que nós brasileiros temos complexo de inferioridade: Um dia vi uma entrevista constrangedora na tevê: O apresentador começou a entrevista com uma família alemã perguntando-lhe se gostava das nossas praias, do Carnaval etc. Como se eles fossem obrigados a gostar. E o grande mestre do jornalismo Augusto Nunes já perguntou: Por que será que tanta gente no Brasil não considera Pelé o rei do futebol?
PS. Por favor, sem essa de achar que eu idealizo alguma nação do mundo.
Pedro Innecco
-25/01/2012 às 12:23
Rodrigo:
O UK sempre foi um país de classes sociais, que são baseadas em títulos. Até hoje David Beckham e visto como “working class”, mesmo após ter sido tão bem sucedido e acomulado a sua fortuna. Nos UK, quem nasce “Lord” é “Lord” pra vida toda.
Ao contrário dos EUA que todo o mundo malha, onde a constituição (UK não tem constituição) declara que “all men are created equal”.
Upstairs, downstairs, abs, Caio
Rodrigo
-25/01/2012 às 12:15
Só uma pergunta: Caio, você que conhece história, que sempre lê bons artigos nos jornais americanos e ingleses, responda-me: A Inglaterra não é uma boa referência de nação civilizada, democrática?
Obvio que é, mas este nao foi o ponto do Pedro, abs, Caio
Gustavo C.
-25/01/2012 às 12:12
Caio, te entendi melhor, mas não tenho notícia de campanha bem sucedida desse porte nas últimas décadas, de qualquer corrente política, que não tenha sido deliberadamente simplista e otimista. Abs
Estao ai condimentos de um tipo de populismo (simplismo e otimismo). Pode ser ressentido e pessimista como o Gingrich, abs, Caio
Oi Gustavo, capa neste momento do obrigatorio site Politico.com
Navigate:
POLITICO
President Obama, reluctant populist
Pedro Innecco
-25/01/2012 às 12:11
Caio:
Obrigado pelo comentário. Entendo que algumas pessoas podem tratar o meu comentário com ceticismo, já que não estou argumentando a minha afirmação. Mas isso é só porque eu estou tentando ser sucinto e objetivo. Além disso, seria meio chato eu ficar malhando aqui o Reino Unido por causa dos “erros” cometidos no passado.
Porém, a mídia Britânica SEMPRE tratou o Brasil com indiferença. eu via isso ao comprar notícias da BBC Doméstica com a BBC World (e América Latina). Nennhuma notícia boa do Brasil era mencionada (uma verdadeira operação abafa). Quando o Brasil ultrapassou o UK como 6a maior economia do mundo, o assunto foi tratado com desdém e prepotência.
Rodrigo
-25/01/2012 às 12:05
Pedro, não vou falar muito sobre o Rui, sobre história etc, até porque essa página trata de atualidades, mas Rui Barbosa viveu na Inglaterra em 1900 eu acho. Naquela época ele disse que jamais havia visto nação tão livre. Hoje é outra época, o Brasil avançou, mas em 1940 Bioy Casares e Jorge Luís Borges assinaram um manifesto em defesa da Inglaterra contra a Alemanha. Minha perspectiva aqui é bem histórica.
Rony
-25/01/2012 às 11:59
Caio,
gostei da sua resposta ao Carlos Cezar. Por mais que eu ache o Obama pessimo, pelo menos existe o consenso sobre o poderio militar que voce citou. Isso eh essencial para todos nos, inclusive para o Carlos Cezar e o seu disco arranhado… GO USA!
Caro Rony, concordamos sobre USA e discordamos sobre Obama, hehehe e GO Sao Paulo (a cidade, nao o time), abs, Caio
carlos cezar
-25/01/2012 às 11:58
Meu caro, eu também acredito que ninguém no momento deve abrir mão de suas defesas ou poderes de persuasão. Não foi isso que eu disse. Mas ainda acredito em Hegel (o fim da história). Haverá um tempo em que todos estarão interessados em partilhar o conhecimento e a prosperidade (o próprio avanço tecnológico se encarregará disso), sem injustiças para esse ou aquele, e para tanto são necessários os primeiros passos. Por exemplo, é ótimo que os Estados Unidos estejam pensando em cortar verbas destinadas aos militares, ou que estejam saindo do Iraque e, depois, do Afeganistão. Enquanto isso, ninguém irá pensar em atacar os americanos, ao mesmo tempo em que eles estão dando um bom exemplo, mais preocupados com outras coisas e não apenas em invadir ou dominar. Décadas? Séculos? Não sabemos quando se consumará um futuro com menos derramamento de sangue, mas parece claro que ele virá um dia. Não seria lógico continuarmos nos estraçalhando uns aos outros quando temos a capacidade de fazer escolhas diferentes da maioria dos animais ao fazermos uso da razão de um modo mais adequado às nossas necessidades. Afinal, não é qualquer bicho que levanta uma São Paulo! Viva Sampa!!!
Abs.
Caro Carlos, consenso sobre sua ultima frase, hehehe, abs, Caio
Pedro Innecco
-25/01/2012 às 11:47
Rodrigo:
Ruy Barbosa que me desculpe, mas acho que nós temos mais a aprender com Suíços, Noruegueses, Australianos ou até mesmo com os Bhutaneses.
Pedro, estou gostando de suas colocacoes, nada de ufanismo bocó sobre o Brasil,nada de tratamento blasé sobre o Brasil, abs, Caio
Henrique
-25/01/2012 às 11:45
Poxa, Caio, o Obama podia ter carregado menos no tom de campanha ontem hein! E que coisa foi aquilo de recomendar aos estados que mantenham os jovens nas escolas até se graduarem ou completarem 18 anos? Agora Obama quer estatizar a vida dos jovens americanos também? Tudo bem que o time de republicanos não é lá essas coisas, mas o Obama é ruim de doer. Tenho duas opiniões sobre os republicanos: 1) Romney é muito mais preparado que Obama pra ser presidente; 2) Gingrich nocautearia Obama nos debates e, pra ser um bom presidente, teria de deixar de ser, como você diz, tão “bombástico”. Mas Obama até 2016? Até lá, corremos o risco de ter uma filial americana do PT…(ok, exagerei, mas é isso mesmo que quis dizer: Obama é “esquerdista demais” pra um país tão grande e bem sucedido como os EUA)
Exagerou e muito, caro Henrique, hehehe, abs, Caio
Recomendar que um menor de idade termine o curso secundário é ser autoritario, estatizante? Acho que nem o Glenn Beck acha isto, ou acha?
carlos cezar
-25/01/2012 às 11:31
Caio, embora os americanos não se preocupem com o resto do mundo e se concentrem sobretudo nos problemas de sua economia interna, o governo dos Estados Unidos exercem um papel fundamental no panorama mundial, como sabemos. Então foi preciso que ficassem para trás as atrocidades do mardito buxi para entrar em cena o Benditobama. Este último epíteto, no entanto, não se deve a um suposto dom sobrenatural do atual ocupante da Casa Branca de resolver ou influir nas relações ou realizar milagres, mas de orientar as correntes mundiais numa direção menos agressiva, como vem provando isso em atos, por exemplo: a retirada das tropas dos países ocupados, ou nos alertas com propensão a fazer da diplomacia um canal mais eficaz do que o uso da violência, como no caso do Irã. É um caminho que trará melhor resultado futuramente. Um leitor, o Pedro Luiz, se não me engano, está certo ao dizer que a indústria bélica não é um bom negócio para a humanidade. Talvez alguém esteja começando a compreender que menos guerras venha a ser algo mais vantajoso.
Abs.
Caro Carlos, minha cabeca é diferente, acho importante os alertas do Ron Paul sobre aventuras militares, gastos militares precisam ser controlados, mas nada de denunciar o poder militar americano, GRACAS A DEUS, ele existe. Quero os EUA poderosos, com uma defesa solida, pois no chavao que assumo com tranquilidade este é o pais indispensável que zela pelos melhores interesses da humanidade e as vezes esta protecao deve ser militar. Podem haver divergencias nos EUA entre democratas e republicanos, divergencias profundas, mas ainda bem que este consenso sobre poderio militar está preservado, abs, Caio
Vera
-25/01/2012 às 11:28
Oi Caio
Aqui, feriadão, minha amada Sampa apaga velinhas. Tô com ela e não abro, nem para os ‘states’ hoje. hehehe
abraços paulistanos p’ra voce
ai, ai, ai, voce me pegou, Vera, nas minhas varias identidades, hehehe, abs, Caio
Rodrigo
-25/01/2012 às 11:27
Grato, Pedro, pela informação, o Brasil avançou, mas Rui Barbosa sempre disse que nós deveríamos aprender com os ingleses.
Anouk
-25/01/2012 às 11:24
Correcao: faltou o ‘m’ em ocorram.
****
Caio,
O pessoal está doido para testar a eloqüencia de Obama. O que vale, nao é a palavra pronunciada, mas a verdade em acao. Sendo assim, bis dann!
Rodrigo
-25/01/2012 às 11:17
Sempre preferi chá a café. Mas a melhor definição do Lula é do Diogo: Uma mistura de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, ditadura militar, José Sarney e FHC(FHC, entenda-se, apenas na herança da estabilidade econômica). Quando eu via o Lula fazendo discursos medonhos, eu sempre apostava que ele acabaria repetindo o “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Ele queria dizer, mas não podia.
Mas algumas premiacoes aqui sao colher de café, heehe, abs, Caio
Gustavo C.
-25/01/2012 às 11:15
Caio, não entendi duas coisas: Primeiro, o que caracteriza populismo para você? O fato de Obama ser milionário e constatar que há injustiça econômica e privilégios para os mais ricos? F.D. Roosevelt era populista? Segundo, em que o comentário da colher de chá alerta contra as analogias entre Obama e Lula? “Brasil, ame-o ou deixe-o” é uma frase de Lula? Abs
Caro Gustavo, neste caso do Obama é simples: um discurso costurado para ser um appeal eleitoral para a classe media, que é a massa americana, sem mençao aos sacrificios que serao necessários, alem da receita que acho valida de cobrar mais impostos dos ricos, para o pais se reerguer. Discurso fácil de campanha, muito bem feito, muito otimista. Obama esta reagindo finalmente ao ataque maciço de que seja letárgico, permitindo que os republicanos dominem o debate com a narrativa de necessidade de conter o deficit e que impostos baixos sao a saida da crise economica. Obviamente o fato de dizer que Obama é milionário é apenas uma ironia. Voce pode ser pobre e populista e também ser pobre e achar que o modelo qe privilegia os ricos é bom e um dia voce chegara lá. De resto, sinceramente, me cansa uma visao no Brasil de que o Obama seja o Lula, sao outras realidades economicas, politicas e culturais, abs, Caio
PS_ Se voce abrir qualquer jornal americano hoje é muito provavel que nos titulos estarao as expressoes Obama e populismo, abs, Caio
Pedro Innecco
-25/01/2012 às 11:12
Rodrigo:
Gostei do seu comentário porém uma ressalva. O Reino Unido é uma democracia bem diferente. Morei lá 9 anos (como Europeu) e sinto que no Brasil o cidadão tem, em princípio (importante: “em princípio”) mais voz que na Inglaterra. Por exemplo, com o que diz respeito a orgãos de defesa do consumidor, acredite ou não o Brasil está BEM na frente do Reino Unido.
Interessante, Pedro, objetivo, abs, Caio
maisvalia
-25/01/2012 às 11:09
POPULISTA, É CLARO.
maisvalia
-25/01/2012 às 11:07
PARABÉNS SÃO PAULO, CAPITAL DO ESTADO QUE SE OPÔS AO GETULHO, OUTRO POULISTA DA HISTÓRIA, ALEM DE TIRANO DITADOR.
Samuel
-25/01/2012 às 10:54
Eu assisti ontem o discurso do Obama. Acho que daqui a pouco ele vai precisar de ajudar psicológica, ele falou a palavra “jobs” umas 2 mil vezes. Mas tenho que reconhecer que ele é um orador extraordinário. Se a campanha for Obama x Gingrich será um duelo de titans no campo da retórica.
Talvez 1900, caro Samuel, abs, Caio
Rodrigo
-25/01/2012 às 10:53
Obama não pode ser comparado a político bananeiro. Ele é narcisista, como bem disse o Caio, mas jamais diria algo como “EUA, ame-o ou deixe-o”. Aliás, a frase “Brasil, ame-o ou deixe-o” um leitor do Caio já fez questão de escrever nesse espaço. No Brasil, fanfarronice e autoritarismo andam de mãos dadas. Já os EUA são uma nação democrática, ao lado da Inglaterra, o melhor exemplo para o mundo, já dizia o Rui Barbosa.
Gostei, Rodrigo, colher de chá, junto com o bolo pelo aniversário de São Paulo, abs, Caio
Anouk
-25/01/2012 às 10:27
Hoje é aniversário de sao Paulo e eu nem sabia. Parabéns Sao Paulo, nós cariocas também gostamos de você.
Agradecemos, abs, Caio
Anouk
-25/01/2012 às 10:22
Oi Caio,
Suas análises sao legais, porque no meio de tantas dúvidas, o ânimo permanece inalterado. A propósito, tomara que os brados de aleluia dos republicanos, num possível embate Gingrich X Obama nao ocorra, mesmo que o confronto seja inevitável.
Obrigado Anouk, como ja disse, nos jornalistas torcemos por este embate, hehehe, abs, Caio
om brasil 2022
-25/01/2012 às 10:21
E o maestro Tom JObim, saudosa memória!
Caio, vc poderia explicar a citação do “leite derramado” no discurso do nosso, ops, do Sr Presidente Obama, ontem? Num entendi, o que tem a ver petróleo com leite? chutzpah! hahahh
Nao me lembro, alias estes discursos a gente costuma esquecer horas depois, hehehe, abs, Caio
Betty
-25/01/2012 às 10:01
São Paulo, minha filha mais e velha e o meu sogro também…
Márcio Alcântara
-25/01/2012 às 9:49
Parece que Obama foi sicero ao se referir a Lula: “Este é o cara!”.
Se seguir os passos populistas de nosso mais popular presidente, vai levar o Tio Sam ao desastre…
Caro Marcio, ate possivel o desastre, mas nao vejo nenhum sentido neste paralelo com Lula, abs, Caio
Betty
-25/01/2012 às 9:44
Data Vênia, senhor colunista, vim aqui pronta para pular na sua carótida e volto quetinha para o meu borralho. Melhor, impossível.
E agora, o que fazer com esses candidatos? Sinceramente acho o Romney mais competente do que o Bret Stephens quer nos fazer crer, mas num embate de demagogos só a “Tia” vence o Obama. Abs.
Oi Betty, mereço escapar do seu chicote no dia do aniversario da minha São Paulo, hehehe. Fiquei impressionado com o desabafo do Stephens,um dos mais argutos comentaristas conservadores, por esta razao, fiz a citacao, abs, Caio
om brasil 2022
-25/01/2012 às 8:56
Em matéria de State of the Nation… eu prefiro Tracey Ullmann, hahah
Parabe´ns S Paulo, grande metrópole!
Hoje é dia de boicote, bbb!
Sim, parabens Sao Paulo, abs, Caio
maisvalia
-25/01/2012 às 8:35
Tirando os dois parágrados finais, de pessimismo apocaliptico, a coluna está boa.
Ao citar o Warren, me lembrei daquele deyalhe dele ser muito interessado no aumento de impostos por razões de lucro pessoal.
É verdade ou não?
Revenue is not the problem. Spending is.
A PERRIER ESTÁ BEM PRÓXIMA, HEHEHE
QUER FAZER EM DOSE DUPLA?
SARKOZI WINS
BOBAMA PERDE!
Opa, nao apostei na França, hehehe, abs, Caio
Fui malandro e o apolicaptico citado no final é conservador da pesada, hehehe