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Eike Xiaoping, o otimista Buffett e o capitalista Romney

A edição corrente de VEJA traz reportagem de capa sobre os novos milionários brasileiros que têm Eike Batista como ídolo e não se envergonham da riqueza, seguindo a palavra-de-ordem do líder comuno-capitalista chinês Deng Xiaoping que “enriquecer é glorioso”. Eike é a oitava pessoa mais rica do mundo, na lista da revista Forbes.

A edição corrente da revista Time traz reportagem de capa sobre a terceira pessoa mais rica do mundo. Warren Buffett não se envergonha do capitalismo (hello!), mas não ostenta sua riqueza. Antes de tudo, ele está doando 99% de sua fortuna de US$ 45 bilhões. Buffett vive na mesma casa que ele comprou em 1958 (cinco quartos), em Omaha, no estado de Nebraska, e calcula que suas despesas pessoais anuais não passem de US$ 150 mil. Seu luxo é o avião privado.

Brasil e EUA estão em fases diferentes de capitalismo e seus milionárois (e bilionários) têm posturas distintas. Sobre o Brasil, leiam a gloriosa reportagem de VEJA. Eu vou falar sobre os EUA. Warren Buffett, para que não sabe, está indignado com seus companheiros. Quer que eles paguem mais impostos (o presidente Obama também, assim como a maioria dos americanos que não estão lá em cima, como Buffett ou um pouco abaixo dele). Buffett adverte que o país precisa levar a sério a necessidade de “dividir sacrifícios”.

Para ele, entre outras coisas, mais impostos para os mais ricos vão contribuir para mitigar a sensação nacional de que se vive em uma plutocracia. Tal sensação é uma ducha de água fria e desmotiva o país. Mais impostos claro significam mais dinheiro para o governo. Gente mais conservadora abomina a idéia, argumentando que significa apenas alimentar a besta governamental, que deveria, isto sim, passar fome e emagrecer. Buffett acredita que mais gastos governamentais são necessários.

Buffett está na contra-mão do capitalismo darwinista esposado por tantos conservadores, que acreditam que o mercado seja a palavra final, o único meio de distribuição dos ativos econômicos. Estes conservadores não podem chamar Buffett de socialista (como fazem no caso de Obama). A saída é rotulá-lo de ingênuo, inocente útil ou equivocado (para mim, rótulos pouco convincentes diante do sucesso de Buffett e sua esperteza).

A questão, claro, é política. Buffett está no epicentro do debate político-eleitoral americano, o debate que envolve temas como desigualdade social (bandeira de luta de democratas) e competitvidade sem rodeios (bandeira de luta dos republicanos). A ressalva é que existe uma esquizofrenia na campanha das primárias republicanas, com alguns candidatos atropelados pelo avanço de Mitt Romney com uma retórica demagógica e desesperada à esquerda de Obama e, digamos, de Warren Buffett. Imagine, quando o governador texano Rich “Oops” Perry chama Romney de “abutre do capitalismo”, ele deve chocar até Michael Moore. Aliás, Perry já é uma ave penada na corrida republicana. Por que não desiste, como o Jon Huntsman?

Mas, voltando a Warren Buffett, ele acredita no direito de se ganhar muito dinheiro, mas também em justiça e na habilidade do governo para tornar melhor a vida das pessoas. Anticapitalista? Não. Intervencionista estatal? Não. Ao contrário de tantos liberais, Buffett não acredita em regulamentação para coibir excessos de Wall Street. Para ele, é necessário o espirito animal do capitalismo. Buffett apenas acredita que uma política tributária mais justa irá dar conta dos excessos, além de subsidiar investimentos necessários em infraestutura e programas sociais.

Sobre Buffett, um último comentário. Nem de longe, ele pode ser considerado um derrotista. Pelo contrário. Basta ver o título na capa de Time: “O Otimista”. Buffett acredita que quando o mercado imobiliário se recuperar, a economia americana estará de volta aos trilhos (a propósito, ele é um grande investidor na indústria ferroviária). Buffett insiste que seu otimismo não é emocional, mas quantitativo. Os EUA são um país de gente jovem, a América corporativa está enxuta e os estoques em baixa. Na visão dele, o motor de crescimento deverá engatar em breve. Eu espero que Buffett tenha razão.

Numa campanha eleitoral tão esquisita, o bilionário Buffett é garoto-propaganda do populismo de Barack Obama (enquanto temos aquela bizarrice populista de vários candidatos presidenciais republicanos). Toda a boiada (Obama e os republicanos ainda na parada contra Romney) é composta de milionários. Eriquecer pode ser glorioso, no Brasil, na China e nos EUA, mas na campanha eleitora americana, os candidatos fingem serem seguidores do estilo de vida de Warren Buffett, preferindo não exibir a riqueza, embora Mitt Romney apregoe uma “defesa clara e sem desculpas” dos ideais americanos do capitalismo de livre mercado.

Fingir ser do povo e sentir a dor de uma classe média espremida fazem parte do teatro político. Não se trata apenas da divisão de sacrifícios pregada por Warren Buffett. Como diz Ross Douhat (o outro colunista conservador do New York Times, ao lado de David Brooks), trata-se também de prometer uma competividade que não leve apenas ao crescimento, mas de crescimento que leve mais amplamente a uma divisão de prosperidade.

Douhat recomenda mais sensibilidade a Romney, no sentido de reconhecer que o capitalismo tem os seus custos, especialmente em uma era de insegurança. Criticar estes custos não expressa meramente ressentimento ou inveja dos vencedores. Para Douhat, a falta de sensibilidade pode custar a presidência a Mitt Romney.
***
Colher de chá para o Ney (dia 16, 11:23), cada país no seu devido lugar, no seu devido contexto.

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92 Comentários

  • Salvador

    -

    17/1/2012 às 19:46

    Olá Caio.
    A respeito de darwinismo social é importante saber que recentes descobertas em Biologia têm revelado que além do “gene egoísta” há os genes que são sensíveis ao amor, e nossa evolução também depende muito deles!
    Valeu, caro Salvador, mas darwinismo aqui é usado mais no sentido social, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    17/1/2012 às 17:50

    Eu sou pobre, mas sou limpinho.
    O seu Warren é rico, mas parece que é sujinho, hehehehe

  • maisvalia

    -

    17/1/2012 às 17:49

    Eu sou pobre mas sou limpinho.
    O seu Warren é rico, mas parece que é sujinho, hehehehe

  • Vera

    -

    17/1/2012 às 17:22

    Thanks maisvalia, mas vc é muito profícuo que eu!
    abs

  • maisvalia

    -

    17/1/2012 às 17:14

    …Sou defensor, mas a questao é muito tecnica para mim palpitar, mas Buffett nao teria toda uma agenda economica e politica em torno de munibonds, abs, Caio…
    SE ISSO FOR MESMO VERDADE, O WARREN É UM CANALHA.
    NÃO É CAPITALISTA SENSÍVEL PORCARIA NENHUMA, ESTÁ É QUERENDO GANHAR MAIS DE MANEIRA ESPÚRIA. ESTARÁ BEM PRÓXIMO DO CANALHA SOROS,E DOS EMPRESÁRIOS BANANEIROS HEHEHE
    NÃO DÃO PONTO SEM NÓ.
    Brilhante: capitalista pro republicano é do bem, capitalista pro democrata é canalha.
    Me tarzan, you, chita, sofisticadissimo, hehehe, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    17/1/2012 às 16:42

    Será que o Ivan Roberto está certo?
    O cumpanheiro Caio, defensor do warren,é quem tem que responder, hehehehe
    Sou defensor, mas a questao é muito tecnica para mim palpitar, mas Buffett nao teria toda uma agenda economica e politica em torno de munibonds, abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    17/1/2012 às 16:17

    Será que o Ivan Roberto está certo?

  • maisvalia

    -

    17/1/2012 às 15:46

    Vera.
    Você sintetizou com habilidade o que eu tentei explicar de maneira atabalhoada.
    Nota dez as usual.
    Abs

  • Vera

    -

    17/1/2012 às 15:00

    Pena que uma boa parte do mundo está em total descompasso com a tal convenção de Genebra. O que o Talibã pratica nem de longe, muito longe mesmo, lembra alguma ação humanitária na face desta terra ou com algum peremptório artigo da dita convenção.
    A questão dos soldados reflete isso: Rigor excessivo com alguns e abrandamento excessivo com outros.

  • Ivan Roberto

    -

    17/1/2012 às 13:06

    Por que Warren Buffett quer tributar os mais ricos.
    Em 2007, Warren Buffett criou uma companhia (Berkshire Hathaway Assurance) de seguros para comprar títulos de governos municipais e estaduais. Esses títulos são emitidos por governos locais para financiar projetos de obras públicas, como escolas, hospitais, estradas. Os juros pagos pelo emitente aos detentores desses títulos são isentos de quaisquer imposto. A crise econômica depreciou demais esses titulos. A Berkshire Hathaway Assurance tem bilhões de dólares investidos em municipal Bonds. Ou seja, se esses titulos nao se valorizarem, Buffet quebra

  • maisvalia

    -

    17/1/2012 às 12:19

    NÃO, NÃO ACABOU.
    FALTOU SÓ UMA COISINHA PARA O JOVEM DO PC DO C, NAS PALAVRAS DELE:
    …erros de concordância lhes são praxe…
    HEHEHEHEHEHEHE

    HEHEHEHEHEHEHE

    HEHEHEHEHEHEHE

  • Magno Adão de Souza

    -

    17/1/2012 às 10:48

    O direito humanitário, nascido das lúcidas reflexões que o suíço Henry Dunant desenvolveu no livro “Uma Lembrança de Solferino (que analisa em tons realistas a sangrenta Batalha de Solferino), impõe aos Estados beligerantes a obrigação de dar tratamento digno aos soldados inimigos que estejam em seu poder, pois o respeito à condição humana é a sua força motriz. Por essa razão, ele não admite qualquer tipo de discriminação ou crueldade contra prisioneiros de guerra. Os crimes que soldados inimigos cometeram dentro ou fora das frentes de combate não eximem o Estado captor do dever de velar por sua integridade física e moral.

  • Rafael

    -

    17/1/2012 às 10:45

    querido maisvalia:
    Caro, tenho sérios motivos para crer que você sofre de algum tipo de paranóia ou obsessão. Comum pessoas, em situações em que sintam-se acuadas, atacarem adversários e inimigos hipotéticos ou imaginários. Você, pelo jeito, nada entende NADA de Direito (nacional, internacional ou extraterrestre), NADA de Psicologia (se soubesse salvaria a teu Costa Concordia emocional), demonstra NÃO saber muito de história, tem posições por demasiado RADICAIS em política, NÃO domina instrumentalmente o português (erros de concordância lhes são praxe). Já lhe relatei não ser filiado a partido político e que jamais fui, o que não lhe impede de pressupor filiações que só existem na sua mente, bem como os aliados abaixo citados. Ora, seguindo esta tese, você é amigo dos ditadores de direita, ou de algum outro ditador? Já sei, você estava com Bush e viu Bin Laden se esconder no Afeganistão, assim como viu armas de destruição no Iraque. É isso, nénão?
    Outra, não admitir um erro é errar novamente. Você sempre usa outras armas, muda o foco, ofende, foge da razão e senso crítico para sustentar suas teses e teorias, das quais, sinceramente, só ouço você falar. Em todos os conflitos existem pessoas que descumprem os tratados, assim como em todos os países tem quem desrespeite a lei e em todo bordel existe quem queira pegar o cafetão. A lei, volto a dizer, existe para tornar menos injusto o mundo e as regras do jogo menos desiguais. Claro, não espero que você saiba disto.
    Eu me achava minoria aqui, por ter pensamento ideológico mais voltado ao social em detrimento ao capital, mas vejo que a minoria aqui é você.
    Ah, antes que eu esqueça ou que fique tarde: você teve uma recaída, estava se mostrando mais aberto às opiniões alheias sem ofender, aposto que até o rabo tinha diminuído e alguns pelos caídos. Parece que seu gatilho emocional está em perder, seja uma argumentação, um debate, namoradas, cara ou coroa ou as chaves de casa. Para tentar lhe ajudar, segue uma frase bem animadora: não existem bons perdedores, na verdade só se fica bom no que treina-se bastante; e ninguém treina para perder.
    ps: sei que não é para uma pessoinha esquerdopata e que vem de alguém que se olha no espelho e não enxerga o umbigo (todos os dias que me olho no espelho não consigo ver o umbigo mesmo, meu espelho é daqueles “3X4″ que “málemá” da pra ver o busto) mas #FikDik (#ficadica).
    Caros Rafael e Maisvalia, tudo resolvido na faixa de Gaza? Entao, avante, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    17/1/2012 às 9:19

    TROLHA NECESSÁRIA
    Carregar a cruz
    Mais um grande «escândalo», mais uma grande «polémica»: foram reveladas e divulgadas imagens de soldados norte-americanos no Afeganistão a urinarem sobre cadáveres de talibãs que tinham abatido. Envergonhada, indignada, a actual administração norte-americana não tardou… a pedir desculpa. Hillary Clinton e Leon Panetta exigiram investigações às chefias militares e deram explicações a Hamid Karzai, esse tão grande «aliado» e «amigo» dos EUA…
    Pelo que até agora foi possível observar, Barack Obama não é responsabilizado pessoalmente por este caso como George W. Bush o foi pelo de Abu-Ghraib. E não seria inteiramente despropositado se assim acontecesse: de facto, o Nº 44 retirou tropas do Iraque e reforçou-as no Afeganistão – esta tornou-se efectivamente a «sua» guerra. Mais um caso de dualidade de critérios? Que ideia! Aliás, nenhuma ligação com os presentes inquilinos da Casa Branca fora estabelecida aquando de outros dois casos recentes: o de (alegados) abusos sobre prisioneiros e o de assassinato de civis afegãos, por outros grupos de militares dos EUA. No segundo desses casos os envolvidos já foram julgados e condenados em tribunal, tal como haviam sido os da famigerada prisão de Bagdad. Enfim, é a hipocrisia em todo o seu esplendor: pode-se matar terroristas, não só cara a cara com balas ou à distância com drones, mas não se deve «desrespeitar» as suas carcaças. Porque, afinal, os talibãs são tão «dignos» de respeito…
    … E, segundo Joe Biden, não são o inimigo! Como é que os secretários de Estado e da Defesa não tremeriam de medo da reacção à «profanação» de terroristas muçulmanos quando é o próprio vice-presidente a declarar que eles não são os «maus da fita» e merecem ser parceiros de negociação? É a «lógica» democrata de apaziguamento, demonstrada também por: John Kerry, ao encontrar-se no Egipto com representantes da Irmandade Muçulmana, tendo saudado os resultados das eleições naquele país que deram a maioria dos votos a fundamentalistas islâmicos; Jeffrey Feltman (adjunto de Hillary Clinton), ao declarar que o seu governo quer dialogar com todos os partidos islâmicos que tomarem o poder nos seus países na sequência da «Primavera Árabe»; Dalia Mogahed, conselheira (muçulmana) de Barack Obama para «assuntos árabes e islâmicos», ao cancelar um encontro do presidente com o patriarca maronita (cristão) do Líbano; Mike Quigley, representante do Illinois, ao pedir desculpa «em nome da América» numa conferência islâmica em Chicago (nada de especial, estava só a seguir o exemplo do «chefe»); Leon Panetta, de novo, ao ratificar a classificação de «violência no local de trabalho» atribuída ao massacre em Fort Hood pelos seus subordinados no Departamento de Defesa! E convém lembrar que até a NASA foi «reorientada» para um «intercâmbio cultural» com o Médio-Oriente…
    Não se pode, pois, dizer que os homens e as mulheres em uniforme que combatem no Afeganistão contam com uma «retaguarda» consistente e credível em casa. E, fora, no estrangeiro, no terreno, estão constantemente à mercê de ataques traiçoeiros: na semana passada um soldado afegão disparou sobre «colegas» norte-americanos que… jogavam voleibol, matando um e ferindo três. Este caso (o mais recente de vários semelhantes) mereceu igual destaque na comunicação social? Hamid Karzai pediu desculpa e prometeu que iria investigar? Não custa a acreditar que, lá longe, o moral das tropas esteja em baixo, sintam dúvidas e fiquem mais furiosos e predispostos a cometerem actos… menos honrosos. E nem sequer são autorizados (aqueles que o são) a mostrarem que são cristãos: até uma simples cruz que adornava uma capela improvisada, numa das bases da NATO, foi retirada pouco tempo antes do Natal!
    Mesmo que metaforicamente, os soldados que se «aliviaram» de tanta insegurança terão de «carregar a cruz» de terem desrespeitado, sim, a instituição a que pertencem, e não os que mataram. Eles erraram, «pecaram» (um pouco…), mas quem é que lhes pode «atirar a primeira pedra»? Os talibãs «bons» são os talibãs mortos: merecem, tanto na vida como na morte, serem tratados com violência e com desprezo; para eles não deve haver compreensão nem compaixão. E àqueles que disserem que tais sentimentos não são compatíveis com o Cristianismo, eu contraponho que no Afeganistão, e em outros países que têm o crescente nas bandeiras, trocar Maomé por Jesus pode traduzir-se numa execução. Há limites para «dar a outra face». OBAMATÓRIO.
    NÃO CONCORDO COM TUDO NEM RETIREI A OUTRA FACE DAQUI, MAS MOSTRA BEM A HIPOCRISIA LIBERAL, QUE MATA COM DOR NO CORAÇÃO E QUANDO DÁ M… O PRESIDENTE NÃO A TEM, HEHEHE
    Obviamente nao li esta trolha, mas desnecessária, realmente os leitores devem evitar material deste tamanho, abs, Caio

  • Magno Adão de Souza

    -

    17/1/2012 às 1:23

    O artigo 120 da Convenção de Genebra Relativa ao Tratamento dos Prisioneiros de Guerra, firmada em 12 de agosto de 1949, impõe aos Estados beligerantes o dever de zelar pela dignidade dos cadáveres de prisioneiros de guerra. Embora não faça menção expressa ao vilipêndio do cadáver de combatentes mortos em ação, aquele artigo não deixa qualquer margem à dúvida de que tal prática é terminantemente vedada pelo direito humanitário. A proteção que a convenção retromencionada dedica aos prisioneiros de guerra mortos é de tal ordem que ela estipula medidas que o Estado detentor deve tomar para lhes garantir um sepultamento decente.

  • Agnus Dei

    -

    17/1/2012 às 1:22

    Pelo visto, aos zelosos “cristãos” republicanos falta ainda ouvir o conselho que o próprio Jesus deu ao jovem rico que desejava segui-lo: “vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.” Se aprendessem a ler o Evangelho, talvez fossem menos radicais, menos avarentos e os Estados Unidos fossem um país menos dividido.

  • Alexandre

    -

    16/1/2012 às 23:24

    Pois é,em vez de discutirem melhor a questão fiscal e tributária americana(o dogma anti – imposto do tea party não pode ser levado a sério ) os republicanos ficAm nesse delírio de detonar o rommey por falar francês ,ter um fundo de privaste equity e levar o cachorro no teto do carro!

  • Carmem

    -

    16/1/2012 às 22:04

    “Talvez o melhor amigo do Buffett, mr. Gates? Abs, Caio”
    .
    Esse talvez entre, impossível q ele acredite q Obama saiba melhor o q fazer com o dinheiro dele do que ele próprio.. e o Buffett concorda, mas quer sair bem na foto com gregos e troianos, o q é possível qdo o checão é de 45bi.
    abs

  • Orlando

    -

    16/1/2012 às 20:30

    Caio,
    Belo artigo. A questão tributaria é algo que gera debates acalorados em todos os países do mundo. O problema de uma maior tributação sobre os mais ricos e nem sempre da certo. Os muito ricos costumam contratar advogados e contadores, que entre outras funções, está em fazer o planejamento tributário, que é descobrir meios, dentro da lei, para se pagar menos impostos (como transferir seus bens para pessoas jurídicas ou transferir a sede de empresas para paraísos fiscais) e os mais atingidos acaba sendo a classe media. Um exemplo disso foi o imposto de renda, o imposto de renda se tornou um imposto permanente nos EUA em 1914 (corrija-me se estiver errado) com o argumento que apenas sobre os mais ricos pagariam esse imposto, mas hoje só quem é considerado pobre é que não paga o imposto de renda.
    Obrigado, caro Orlando, mas imposto de renda envolve nao apenas questao de justica mas a necessidade de aumentar a renda do estado, a discussao de isencao de impostos é complicada, confesso nao acompanhar os detalhes, mas existe um argumento aqui que 46 por cento nao pagam imposto de renda, enquanbto a camada mais rica paga o grosso, mas os mais pobres tem outras tributacoes, abs, Caio

  • Pedro Innecco

    -

    16/1/2012 às 20:27

    Magno Adão de Souza:
    O problema é que au urinarem nos corpos, isso constitui vilipêndio aos mortos e não mal-tratos a priosioneiros de guerra. Não sei se a convenção de genebra cobre isso.

  • icaro sem penas

    -

    16/1/2012 às 20:09

    Caro guru, você foi muito simpático ao comparar meu tresloucado buffet com uma saladinha. O dito cujo estava enjoativo.
    Para me redimir aqui vai um conciso:
    imposto é como veneno de cobra.Pode-se fazer um anticoagulante que salva a vida de um cardíaco – ou pode matar. Depende da dose e do uso. abs mil,I
    Correto, gostei, melhor ser guru do que vibora, mas nao sou nenhum dos dois, abs, Caio

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 19:33

    Caio,

    Alçado inesperadamente à Casa Branca após o súbito assassinato do presidente William McKinley por um anarquista, o republicano Theodore Roosevelt, que ocupava então o cargo de vice-presidente, cedo tratou de imprimir sua marca pessoal no governo. Entre 1901 e 1909, período em que exerceu a Presidência dos EUA, Teddy Roosevelt, conhecido por sua exuberante personalidade, notabilizou-se não apenas por sua política externa voluntarista – tão bem sintetizada pela célebre expressão “The Big Stick”, que ele popularizara ao defender atitudes enérgicas dos EUA perante nações que ameaçassem seus interesses estratégicos no Hemisfério Ocidental -, mas também por sua incansável disposição de combater os trustes americanos, que se valiam de ardilosas estratégias monopolistas para asfixiar a concorrência e concentrar mercados. Sua fé inquebratável nas virtudes da liberdade comercial o colocou em rota de colisão com os grandes magnatas de seu tempo, como o banqueiro J. Pierpoint Morgan, a quem considerava um bucaneiro. Cordiais saudações.

  • Carmem

    -

    16/1/2012 às 19:23

    Essa é para o Magno.
    O q tem de universidade…
    .
    List of businessmen who were called robber barons

    John Jacob Astor (real estate, fur) – New York
    Andrew Carnegie (steel) – Pittsburgh and New York
    Jay Cooke (finance) – Philadelphia
    Charles Crocker (railroads) – California
    Daniel Drew (finance) – New York
    James Buchanan Duke (tobacco) – Durham, North Carolina
    James Fisk (finance) – New York
    Henry Morrison Flagler (railroads, oil) – New York and Florida[6]
    Henry Clay Frick (steel) – Pittsburgh and New York
    John Warne Gates (barbed wire, oil) – Texas
    Jay Gould (railroads) – New York[7]
    Edward Henry Harriman (railroads) – New York[8]
    Mark Hopkins (railroads) – California
    Andrew W. Mellon (finance, oil) – Pittsburgh
    J. P. Morgan (finance, industrial consolidation) – New York
    Henry B. Plant (railroads) – Florida
    John D. Rockefeller (oil) – Cleveland, New York
    Charles M. Schwab (steel) – Pittsburgh and New York
    Joseph Seligman (banking) – New York
    John D. Spreckels (sugar) – California
    Leland Stanford (railroads) – California
    Cornelius Vanderbilt (water transport, railroads) – New York[9]
    Charles Tyson Yerkes (street railroads) – Chicago[10]
    .
    Que coisa…
    Mas nessa aí o Buffet não entra não hehehe
    Talvez o melhor amigo do Buffett, mr. Gates? Abs, Caio

  • Karlos Santos

    -

    16/1/2012 às 19:20

    Sempre que leio o colunista sinto-me lendo o NYT ou outro jornal liberal americano. É a VEJA fazendo concessão ao outroladismo, mesmo que à custa da verdade e da objetividade. O colunista mostra uma visão esteriotipada do mundo, tal qual qualquer liberal (EUA)/esquerdista (Brasil). Pode-se questionar justamente: e pq lê? É necessário saber o que pensa o outro lado. Atualmente estou lendo Rules for Radicals, não pq ache que aquele lixo humano atenha algo a ensinar, mas pq é necessário conhecer o inimigo. A VEJA é a melhor revista deçepaiz, porém que falta faz uma revista conservadora.
    Nota: De forma alguma estou comparando o colunista a Saul Alinsky, se achasse isto estaria escrevendo severas críticas à Redação da revista. Minha visão da esquerda é esteriotipada? Obama, Hitler (NSDAP), Mao, Lênin, Stalin e mais de 200 MILHÕES de mortos me dizem que não.
    Sem palavras, abs, Caio Blindinsky
    Cara Karlos, falando serio, venha mais, por aqui voce vai conhecer amigos, inimigos, gente aberta, gente fechada, gente confusa, gente sem esteriotipos, estamos todos aqui para conversar, debater, dar umas trombadas, de preferencia sem machucar, etc,
    mas sua galeria de genocidas é um pouco vasta, nao?

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 19:12

    …Você está equivocado, novamente, compadre. Já o surpreendi defendendo uma atitude criminosa, e agora outra, e quem defende ato criminoso também o é, repito…

    Primeiro ao não amigo.
    Você nunca me surpreendeu em nada.
    Quem fez ou faz parte da juventude do PC do B – você mesmo disse isso – se alia a notórios bandidos governamentais, tipo Fidel,Stalin, louco iraniano, louco coreano e estes não urinam em cadáveres e sim os matam aos magotes.A filhinha do Tarso Ilitch genro voltou de Cuba elogiando o socialismo.
    Guarde a sua pobre retórica para si, ou se olhe no espelho.
    Vai enxergar uma pessoinha esquerdopata cheio de conselhos para dar, mas que não enxerga o umbigo.

    Ao caro Magno.
    Mostre-me uma guerra em que o código de conduta disciplinar da corporação a que pertencem quanto nas convenções de Genebra de 1949 foi respeitado e eu darei o braço a torcer.
    O Perry falou o certo:
    O pré-candidato republicano à presidência dos EUA Rick Perry saiu em defesa dos membros da Marinha americana filmados urinando em cadáveres no Afeganistão. Para ele, o presidente Barack Obama abusou da retórica e mostrou “desdém pelos militares” ao condenar duramente os soldados. “Obviamente, garotos de 18 e 19 anos cometem erros estúpidos o tempo todo, e foi o que aconteceu aqui”, afirmou. Ninguém ainda foi formalmente acusado pelo caso, mas uma investigação militar está sendo preparada.
    Eu e ele nunca falamos que não devem ser punidos, mas não fazer o auê da Clintona e do senhor desculpas fracassado messias.
    E aí vai uma grande diferença.

  • Pedro Innecco

    -

    16/1/2012 às 18:36

    Magno:
    O problema é que este é um caso de vilipendio aos mortos, ao Invéz de maus tratos a prisioneiros de guerra.

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 17:58

    Ao leitor maisvalia,

    Os fuzileiros navais americanos que urinaram sobre cadáveres de talibãs não praticaram ato de imprudência juvenil ao assim proceder, mas um crime capitulado tanto no código de conduta disciplinar da corporação a que pertencem quanto nas convenções de Genebra de 1949, que preceituam regras a ser observadas por Estados beligerantes, dentre as quais a garantia da inviolabilidade física dos prisioneiros de guerra, a imunidade das populações civis a ações bélicas de qualquer natureza, o livre trânsito de médicos e enfermeiros por entre os campos de batalha e o respeito aos corpos de adversários mortos em combate. Vilipendiar cadáveres degrada os mais rudimentares conceitos de ética aplicados às guerras desde tempos imemoriais.

  • Rafael

    -

    16/1/2012 às 17:55

    Querido Maisvalia:
    Não amigo, pelo contrário: o seu mundinho parece azul demais. Problemas difíceis com soluções fáceis, diagnósticos precisos de doenças imaginárias, desrespeito e acobertação, incitação ao crime.
    As leis foram feitas para impedir que as pessoas se desrespeitem e ao Leviatã. Os códigos de guerra sempre existiram, visando tornar menos injusto algo como a guerra. Fazer a cagada não significa não pagar por ela,ou nesta esteira, quem mata também comete uma grande cagada. O que, vamos passar a mão na cabeça, ora ora pois pois, shit happens!
    Acontecem atos como estes em todas os conflitos, e justamente para coibi-los e punir os perpetradores existem tais códigos, ou seria tudo uma zona, e não falo a de guerra.
    Eu até poderia jogar uma pedra, pois o mais próximo que cheguei do caso foram as vezes que urinei no próprio pé, mas tenho uma mira que fica entre deplorável e duvidosa; ora, veja o caso dos pés molhados.
    Você está equivocado, novamente, compadre. Já o surpreendi defendendo uma atitude criminosa, e agora outra, e quem defende ato criminoso também o é, repito.
    ps¹: não venha com aquelas histórias tristes de: gauchos, comedores de crianças, esquerdopatas, PCdboB, PT, PQP ou VTNC. Já passamos por esta etapa do tratamento.

  • Luiz

    -

    16/1/2012 às 17:47

    Este Eike tem seu talento empreendedor; maaassss!!! também mama muuuiiiitttto nas tetas governamentais, principalmente num tal de BNDES.

  • Dawran Numida

    -

    16/1/2012 às 17:44

    Deve ser lucrativo e muito, fazer-se de constrangido perante a própria riqueza. Dado a quantidade de constrangidos, dá muita pena dos pobres. Pobreza deixou de ter charme. Agora, tem ser bilionário e desdenhar do que tem. E deve ter quem acredite.

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 17:30

    Simplesmente ridícula a associação que a revista “Veja” fez entre o bilionário brasileiro Eike Batista e o falecido líder chinês Deng Xiaoping, pois não há fatos que sequer romotamente os aproximem. O mundanismo, o deslumbramento basbaque e a cafonice dos novos ricos brasileiros abrem um abismo intransponível entre eles e potentados americanos do naipe de John D. Rockefeller, Henry Ford, J. Pierpoint Morgan e Andrew Carnegie, notórios não apenas por seu formidável tino comercial e pelos métodos pouco éticos de que se valeram para formar cartéis e amealhar fortunas, mas também pelas generosas doações financeiras que realizaram a entidades científicas e culturais.
    Caro Magno, acho que voce nao pegou o espirito da coisa. E, de novo, muitos dos seus potentados americanos um dia tambem foram novos ricos e muitos eram tomados por um deslumbramento basbaque (como acontece hoje). De qualquer forma, outros processos históricos, mas acho fascinante que hoje em dia Obama cite Roosevelt, nao o Franklin, mas o Teddy, para justificar a necessidade de enquadrar a turma do 1% (Teddy Roosevelt, republicano), abs, Caio

  • icaro sem penas

    -

    16/1/2012 às 17:27

    Por falar em buffet, impostos, ricos e pobres, imagino como deve ter sofrido Chelsea Mezvinsky ( neé Clinton ) por ocasião de seu casamento.
    Vários fatores de pressão ética e moral devem ter tirado o sono da noiva.
    Se não, vejamos: Chelsea queria uma cerimônia simples e principalmente íntima, só com gente realmente amiga. Por isso bateu o pé e não inclui Michelle e Obama na lista de 400 exclusivos convidados. Ao saber da decisão da filha Hillary ficou pálida, Bill bebeu um pouco mais do que devia, mas a moça conseguiu seu intento.
    O Primeiro Casal não recebeu nenhum convite.
    Obama não deu a mínima. Estava ocupado demais em contabilizar o 1 bilhão de dólares necessários a quem queira se eleger presidente dos EUA. Já Michelle ficou tão chocada que chegou a comentar com Carla Bruni que a vida na Casa Branca é realmente um hell. Bem, vencida essa primeira batalha Chelsea ficou presa no dilema se era certo gastar por volta de 4 milhões de dólares com o evento. Afinal, Buffet, o milionário, estava doando 99 % de seu dinheiro para a caridade. E Chelsea, tanto por convicção de afiliada ao partido democrata quanto pelo DNA duplo, fazia parte dos 99% do povo occupy, – os que queriam comer o fígado dos 1% dos banqueiros desalmados.
    Ocorre que seu noivo, Marc Mezvinsky, é um Goldman Sachs banker! Hillary, já imaginando a cobertura da Fox News sobre o assunto,rezava. Pedia aos céus uma súbita e milagrosa conversão de Marc ao movimento hippie ou, ao menos, que ele também doasse a grana da família para a caridade, passando assim a fazer parte dos puros, os 99%. O amor falou mais forte. Chelsea chutou o pau da barraca e casou do jeito que ela queria com quem ela queria com os convidados que ela queria. Pronto! Problema resolvido. E assim aconteceu uma festa a la Gatsby na magnifica propriedade de campo de John Jacob Astor IV, ás margens do Hudson River, em uma Beaux Arts Maison cercada de 40 acres de pura e encantadora floresta. Parece que quem salvou a filha do dilema foi o pai. Na verdade Bill Clinton convenceu a filha que no final de tudo ela faria parte de um casal 100% ! Ou seja, 99% dela mesma e 1% de Marc. È só fazer as contas filhota sussurrou Bill com um sorriso nos lábios….
    E assim Chelsea e Marc puderam abrir o baile ao som de At Last, na voz da incomparável Etta James.
    Ah! Esses ricos…
    Meu caro, um pouco salada o seu bufê, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 16:09

    Explicando a crise européia de forma direta e didática no Parlamento
    Europeu, em Estrasburgo, no dia 11.05.2011.

    http://www.youtube.com/watch?v=vpJZibGXN1A&feature=email

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 16:04

    …Os fuzileiros navais que urinaram em cadáveres de guerrilheiros talibãs não desrespeitaram apenas o código de conduta disciplinar da Marinha americana, mas também os tratados de Genebra firmados em 1949, que, fiéis aos princípios do direito humanitário idealizado pelo suíço Henry Dunant, prescrevem tratamento digno aos prisioneiros de guerra…
    PRISIONEIRO MORTO?
    EM QUE GUERRA VOCÊ OBSERVOU O CUMPRIMENTO DISTO?
    …Tudo que acontece durante a batalha é típico da batalha, baixas também. Mas desrespeitar os mortos é demonstrar não saber ganhar, defeito bem pior do que não saber perder!…
    EM QUE MUNDO VOCÊS DOIS VIVEM?
    VOU CONTAR UMA COISINHA E VOCÊS FICARÃO BEM TRISTINHOS E VÃO SE SURPREENDER.
    VOCÊS SABEM PORQUE OS BOMBEIROS BRIGAM PARA CHEGAR PRIMEIRO NOS DESTROÇOS DE UM AVIÃO?
    VOCÊS SABEM O QUE FOI SURRUPIADO DAS TORRES GÊMEAS APÓS A QUEDA?
    ATÉ CARROS.
    INFELIZMENTE O MUNDO NÃO É AZULZINHO, NÉ? OU
    SHIT HAPPENS
    ERAM MOLEQUES, COMO DISSE O PERRY, E FIZERAM UMA CAGA…
    QUEM NÃO FEZ ALGUMA QUE JOGUE A PRIMEIRA PEDRA.

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 16:02

    Caio,

    As empresas que socializaram seus prejuízos após o o estouro da bolha imobiliária não têm autoridade moral alguma para se insurgir contra a intervenção estatal em sua administração. Sob essa perspectiva, o governo de Barack Obama teve carradas de razão ao impedir empresas socorridas pelo Estado de pagar régios dividendos a a seus acionistas.

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 15:35

    Os fuzileiros navais que urinaram em cadáveres de guerrilheiros talibãs não desrespeitaram apenas o código de conduta disciplinar da Marinha americana, mas também os tratados de Genebra firmados em 1949, que, fiéis aos princípios do direito humanitário idealizado pelo suíço Henry Dunant, prescrevem tratamento digno aos prisioneiros de guerra.

  • Rafael

    -

    16/1/2012 às 15:31

    POWNED!
    Antes da “urinada” houve, certamente, uma batalha, onde ambos os lados estavam armados e com chances de abater os adversários. Adultos, em plena cognição dos fatos, plenos em ações e treinamentos, missões e objetivos. O vencedor da batalha, da guerra, da eleição, do par ou impar que seja não tem direito de humilhar o adversário vencido, estas práticas e suas prerrogativas militares foram canceladas na passagem do período que culminou na 1ª guerra, em 1914, denominado Belle Époque. Tudo que acontece durante a batalha é típico da batalha, baixas também. Mas desrespeitar os mortos é demonstrar não saber ganhar, defeito bem pior do que não saber perder!

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 15:24

    NÃO SOU SÓ EU, HEHEHEHE

    http://townhall.com/political-cartoons/2012/01/16/95481
    Ufa, por um momento cheguei a pensar que seria um cartoon sobre soldados urinando, avante, abs, Caio

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 15:21

    Aqueles que se dispõem a dar crédito ao estapafúrdio argumento que Rick Perry despendeu para defender os fuzileiros navais que foram flagrados num vídeo a urinar jocosamente em cadáveres de integrantes do Talibã certamente não teriam dúvida em absolver os militares americanos que seviciaram sadicamente prisioneiros iraquianos nas masmorras de Abu Ghraib se tivessem sido seus juízes.

  • Pedro Innecco

    -

    16/1/2012 às 15:15

    Caio,
    Há pessoas que só conseguem raciocinar se no preto e no branco. It is the mark of a wise man to be able to contemplate an idea without agreeing to it.

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 15:07

    …Eu defendi a sodomizacao do Kadafi?…
    SIM, VOCE DISSE QUE AQUILO ERA COMPREENSÍVEL, POIS O POVO ESTA CANSADO DO DITADOR, ETC E TAL, OU NÃO?
    …nao entendi dar a outra face quando me batem? O talibã esta morto e voce urina nele?…
    SE ELES MORRERAM E OS SOLDADOS ESTÃO VIVOS, QUEM SABE O QUE ACONTECEU ANTES?
    ANTES DA INVESTIGAÇÃO O MESSIAS E A CLINTONA JÁ CONDENARAM, NÉ?
    VOCÊ JÁ VIU GUERRA BONITA?
    O QUE SERÁ QUE OS COITADINHOS DO TALIBÃ FIZERAM ANTES? FILANTROPIA, SALVARAM CRISTÃOS OU JUDEUS OU MONUMENTOS HISTÓRICOS?
    Obvio, que eu nunca disse isto. Disse que era possivel entender como mataram o Kadafi sem julgamento diante do que ele fizera, ou entender a morte barbara (como de Mussolini, Ceaucescu, etc), mas como eu iria defender uma sodomizacao?. Mas por que esta mania de justificar um erro de A com o erro de B? Numa nota mais leve: voce acha que existe uma maneira liberal de roncar e outra conservadora? Uma maneira liberal de assoar o nariz e outra conservadora? Voce divide tudo entre liberal e conservador! Heheheh, abs, Caio

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 14:57

    Ao defender a implantação da Poll Tax – imposto territorial crivado de características perversamente regressivas -, Margaret Thatcher atraiu para si tamanha animosidade por parte dos britânicos que cardeais do Partido Conservador agastados pelas opiniões demasiado céticas que ela manifestara a respeito da integração européia tiveram força política suficiente para destituí-la em 1990. Não há hipótese de um sistema tributário iníquo ser respeitado por uma sociedade, pois o cidadão comum não tolera recolher tributos ao Erário enquanto uma elite de plutocratas se refastela com isenções ou abatimentos fiscais.

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 14:53

    Duas coisitas:
    Eu não piso na bola, eu me equivoco;
    Eu não sou fã do Perry, mas ele falou:
    Perry defende soldados
    acusados de abuso
    O pré-candidato republicano à presidência dos EUA Rick Perry saiu em defesa dos membros da Marinha americana filmados urinando em cadáveres no Afeganistão. Para ele, o presidente Barack Obama abusou da retórica e mostrou “desdém pelos militares” ao condenar duramente os soldados. “Obviamente, garotos de 18 e 19 anos cometem erros estúpidos o tempo todo, e foi o que aconteceu aqui”, afirmou. Ninguém ainda foi formalmente acusado pelo caso, mas uma investigação militar está sendo preparada.
    EU NÃO DOU A OUTRA FACE QUANDO ME BATEM.
    TODA GUERRA É FEIA.
    VOCÊ DEFENDEU A SODOMIZAÇÃO DO GADAFI E AGORA VEM COM TODOS OS ESCRUPULOS LIBERAIS?
    Eu defendi a sodomizacao do Kadafi? E voce nao defende soldados acusados de abuso, voce investiga, abs, Caio
    PS- nao entendi dar a outra face quando me batem? O talibã esta morto e voce urina nele?
    Parece que voce e o companheiro Perry estao contra a corrente:
    The lurid 39-second video of wisecracking Marines urinating on Afghan corpses drew angry condemnation from politicians of every stripe Thursday none more vehement than from those who had served.

    “This actually hurts me. This is painful,” Rep. Michael Grimm (RStaten Island), a former Marine, told the Daily News.

    “It’s unacceptable. There’s no excuse for this ever happening. I want to be respectful for the fact that maybe they had multiple tours and have been through hell and back, but I don’t make excuses for Marines. They were trained, and they know better, and they disgraced their country.”

    Sen. John McCain (R-Ariz.), a Navy veteran held prisoner during the Vietnam War, said on “CBS This Morning” that the video “makes me so sad.”

    Read more: http://www.nydailynews.com/news/world/sen-john-mccain-marines-video-sad-article-1.1005031#ixzz1jdqp46St

  • Anouk

    -

    16/1/2012 às 14:43

    Oi Caio,
    Gostei do artigo, mas também nao saberia dizer se a teoria de Buffet, embora sensata, seria promissora. Em todo caso, se a economia estivesse indo de vento em popa, nao seria necessário dividir sacrifícios. Ninguém sabe a resposta, mas uma coisa é certa, sem uma boa administracao governamental, a dinheirama dos impostos nao adiantaria nada.
    Anouk, obrigado, a preocupacao do Buffett nao é apenas com crescimento, mas com regras do jogo que ele considera corretas, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 14:23

    )Falando em sons, mais importante é o seu cumpanheiro Rick Perry que achou mera molecagem quatro marines urinarem em cadaveres dos rebeldes do Talibã.
    QUANDO ELES DESTRUIRAM OS MONUMENTOS DE SÉCULOS, A GRITARIA FOI MENOR.
    QUANDO ELES APEDREJAM MULHERES TAMBÉM.
    VAI PARA LÁ E FAÇA DIFERENTE.\
    Evidente que precisa ser diferente ou voce acha que se o Talibã faz barbaridade, quem combate o grupo tambem deve praticar? Nao é por esta razao que o Talibã está sendo combatido? Aqui, voce pisou feio na bola, abs,Caio

  • Francisco Pintão

    -

    16/1/2012 às 14:23

    Uma pequena mudada de assunto: estou vendo agora o anúncio do Huntsman. Encerrou a campanha e disse que o partido precisa se unir em torno do candidato com maior condição de vitória, o Romney. Mas, visivelmente, ele não se bica com o Romney. Um “apoio” gélido.

  • maisvalia

    -

    16/1/2012 às 14:15

    …Magno Adão de Souza
    -

    16/01/2012 às 13:58

    O megainvestidor Warren Buffett, a exemplo de seu contraparte George Soros, percebeu o quão equivocada e contraproducente é a política tributária regressiva empalmada por conservadores fiscais. Buffett percebeu que o equilíbrio orçamentário e a eqüidade social não podem ser assegurados sem que seja observado o princípio da progressividade tributária, pois a incidência uniforme de impostos sobre os diversos segmentos de que se compõe a sociedade,…
    REALMENTE DESDE A GUILHOTINA EXISTEM PESSOAS QUE ADORAM A PERDER A CABEÇA PARA FAZER EQUIDADE,
    FAÇA MELHOR, DOE O SEU DINHEIRO PARA OS COLETIVISTAS. HEHEHEHE
    DUAS COISA INEVITAVEIS: MORRER E PAGAR IMPOSTOS

  • Magno Adão de Souza

    -

    16/1/2012 às 13:58

    O megainvestidor Warren Buffett, a exemplo de seu contraparte George Soros, percebeu o quão equivocada e contraproducente é a política tributária regressiva empalmada por conservadores fiscais. Buffett percebeu que o equilíbrio orçamentário e a eqüidade social não podem ser assegurados sem que seja observado o princípio da progressividade tributária, pois a incidência uniforme de impostos sobre os diversos segmentos de que se compõe a sociedade, a par de debilitar as fontes de receita do Estado necessárias ao financiamento de suas despesas correntes, o impede de implementar programas de transferência de renda, que embutem um salutar efeito redistributivista, o qual, ao disponibilizar serviços públicos de boa qualidade aos cidadãos de menor poder aquisitivo contribui para amainar a desigualdade social. A fixação de alíquotas diferenciadas nos impostos que gravam a renda e o consumo é pressuposto inarredável da justiça fiscal, sem a qual nenhum sistema tributário logrará obter legitimidade. A comparação irônica que Buffett fez meses atrás entre os impostos que ele recolhe anualmente ao Fisco e os pagos por sua secretária evidenciou que o modelo fiscal americano onera proporcionalmente menos os ganhos de capital hauridos pelos rentistas que os salários dos trabalhadores.

  • Pedro Innecco

    -

    16/1/2012 às 13:56

    “[...] Assim é no mundo todo desde que inventaram os bancos na história da humanidade”. Boa Angelo!
    Só que eu acho que é assim desde que inventaram os bancos centrais na história da humanidade. A propósito, tem algum mais comunista que banco central, que é um dos pilares do manifesto comunista?
    Por mim a economia deveria ser baseada em dinheiro com valor tangível (ouro, prata e outros metais) e não em papel com um valor de faz-de-conta (fiat money). Um grande homem uma vez disse “The law perverted! And the police powers of the state perverted along with it!”
    Entao, God bless Ron Paul (eu nao), abs, Caio

  • Carmem

    -

    16/1/2012 às 13:54

    “PS_ prefiro a camiseta: Buffett, o otimista dos 45 bi”
    .

    Vc não pegou o espírito da coisa. A ideia é vender a camiseta para toda população necessitada de senso de fairness. Assim eles poderiam se sentir como o Buffet pedindo impostos..
    E a gente ficava rico, quer mais justiça q isso?
    abs
    Boa, agora entendi. Está vendo minha incapacidade para negócios? Porisso fico aqui escrevendo abobrinha, hehehe, abs, Caio

 

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