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24/11/2011

às 6:00 \ Congresso EUA

Curtas & Finas (Congresso EUA)

Por que as palmas na Câmara? Foto Lawrence Jackson/White House

Congresso disfuncional. Esta é uma expressão consagrada nos EUA. Com um ar de enfado, é uma das expressões favoritas ditas pelo presidente democrata Barack Obama na sua campanha de reeleição, como se ele fosse alheio e estivesse simplesmente isento de tudo o que está acontecendo no outro lado da avenida Pensilvânia, em Washington. Mas fatos são coisas teimosas, como disse John Adams, o segundo presidente americano. E, neste Dia de Ação de Graças, não existem motivos de gratidão pelo trabalho do Congresso dos EUA.

O exemplo mais recente foi o colapso esta semana da missão do supercomitê bipartidário do Congesso para chegar a um acordo de redução do déficit fiscal. Neste ano, o Legislastivo já fracassou duas vezes na sua tarefa básica de administrar o orçamento. Nenhuma surpresa que a taxa de aprovação do Congresso ronde os 10%. Pois bem, os americanos reclamam da disfunção e do clima de hiperpartidarismo no Legislativo. Mas são os mesmos cidadãos frustrados que recompensam regularmente este hiperpartidarismo ao reeleger os responsáveis pela disfunção. Por que razão os parlamentares iriam alterar sua postura? Os mapas dos distritos eleitorais são cada vez mais desenhados para reforçar o partidarismo.

De certa forma, hoje os líderes políticos escolhem seus eleitores e não o contrário. Existe uma segregação, com distritos seguros para os republicanos ou para os democratas. Não existem incentivos para um parlamentar pular a cerca e romper o hiperpartidarismo. O sistema premia quem repudia o compromisso Obviamente, princípios são fundamentais na política e disciplina partidária é necessária, mas existe o medo de enfurecer a base, no cenário de segregação eleitoral.

É verdade que nos últimos seis anos, o controle da Câmara mudou de mãos duas vezes (agora está com os republicanos), mas não mais de 15% das 435 cadeiras são competitivas. Todo dia é de ação de graças para 85% dos deputados.
***
Colher de chá para a Carmem, pelos comentários presidenciais (dia 24, 13:19). Uma hora depois, outra colher para o Magno (dia 24, 14:19).

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56 Comentários

  1. da Silva

    -

    01/12/2011 às 15:22

    “Arrependei-vos e crede no Evangelho.”

  2. Betty

    -

    25/11/2011 às 11:29

    Que tal se ele começasse com uma a conversa honesta com o senadores McCain e Lieberman to warm up?
    Betty, os dois nao sao tao influentes como a gente gostaria, fim de carreira, abs, Caio

  3. ricardo

    -

    25/11/2011 às 11:23

    que isso,minha sabedoria passa a de bush caro maisvalia…mas o que a religião conseguiu matar passa muito do que o comunismo matou no passado.e desdde a queda da urss,os partidos comunistas passaram por um mínimo choque civilizatório.mudando um pouco de assunto,vamos falar a verdade:o congresso não vive a realidade do povo americano e os salários deles são um dos maiores do mundo.ver: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quanto-custa-um-politico-no-brasil

  4. Betty

    -

    25/11/2011 às 10:45

    Droga! A tela pulou: espero que seu Thanksgiving tenha sido pra la’ de bom.abs.

  5. Betty

    -

    25/11/2011 às 10:43

    Bom dia, Caio. finalmente pude ler o artigo do Rapaz. Tudo muito claro e o tamanhondo meu cacife nAo permite muitas criticas. Pessoalmente, gosto do up or down vote. Pão-pão-queijo-queijo. Com tudo isso, só um/uma líder como a Margaret Tatcher para para fazer mudanças reais no momento necessário. BO esta colhendo o que semeou: enfiou goela abaixo um programa de saúde que ninguém quer, e agora reclama da falta de parceiros políticos entre os Republicanos. E’ só dar uma olhada nos nomes dos Congressistas e verificar que há nomes mais do que suficientes e com moral para dialogar e negociar. O bonitão da WH nAo e’ “first among equals”.
    Oi Betty, onde estao os nomes para dialogar? o presidente da Camara é tao banana como o Obama e se submete a extorsao do Tea Party? Abs, Caio

  6. maivalia

    -

    25/11/2011 às 9:25

    como um anticomunista gostaria de ter o camarada-leitor deste comentario do seu lado? Eu nao gostaria de ser sócio de um clube com este tipo de associado, abs, Caio

    Vai precisar desenhar porque não entendi, hehehehe
    Abs
    PS. Vou às compras.
    Ok, black friday, heehe, achei meu desenho claro, o leitor mencionado é troglodita, a coisa mais proxima de fascista burro, grosseiro e troglodita que ja vi por que aqui, sendo claro escreveu uma vez, e nao publiquei, que todos os manifestantes pro maconha em SP e o pessoal do Occupy Wall Street deveriam ser condenados a morte. Assim, numa penada, abs, Caio

  7. maivalia

    -

    25/11/2011 às 1:02

    Blinder, você cheira a comunismo.

    Nem de longe, meu caro.
    Em outro post ele definiu com maestria a insanidade do comunismo
    E se fosse comigo encararia como ofensa das graves.
    Assim você fica mais perto da inteligência do comunista de nome ricardo.
    Muito obrigado, meu caro, você é generoso e direto. Fico realmente grato. Mas inverto a questão: como um anticomunista gostaria de ter o camarada-leitor deste comentario do seu lado? Eu nao gostaria de ser sócio de um clube com este tipo de associado, abs, Caio

  8. Gustavo

    -

    24/11/2011 às 23:44

    Blinder, você cheira a comunismo.

  9. maivalia

    -

    24/11/2011 às 23:18

    Congresso no Brasil.
    …No Brasil é proibido ser de direita, uma legítima escolha ideológica em qualquer democracia do mundo, pois ela foi demonizada por terroristas, guerrilheiros, corruptos e mensaleiros, com a inestimável ajuda da imprensa, da igreja e das universidades.

    No Brasil também é vedado ser fumante de tabaco, pois o fumo acaba de ser proibido até mesmo em ambientes privados, enquanto o STF libera as marchas a favor da maconha (cujo porte, uso e venda é crime previsto no Código Penal) e universitários protestam, depedram, descumprem ordens judiciais, tentam expulsar a polícia, para que ela seja vendida livremente dentro dos seus campi.

    Por fim, virou acinte ser um proprietário rural no Brasil e, suprema ofensa aos puros e bondosos, ser um representante legalmente eleito por este setor que representa 1/4 do PIB e 1/3 dos empregos do pais. Até foi cunhado um termo pejorativo para quem defende 5.170.000 produtores no Congresso: “ruralista”. O parlamentar pode ser ambientalista, mas não pode ser ruralista. ..Coturno Noturno

  10. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 22:12

    Quero pedir aos leitores que não interpretem meu comentário (21h45) como algum tipo de preconceito. Eu li MIDDLESEX, de Jeffrey Eugenides, um livro bastante esclarecedor sobre os problemas sexuais. Recomendo às pessoas que leiam esse livro. É muito bom.
    Abs.

  11. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 21:45

    Caro Rodrigo, o Obama não recebe muita gente. Ele é presidente da maior potência mundial. Não há como receber todo o mundo. Agora, se X ou Y é isso ou aquilo, não faz diferença. As minorias devem lutar por si mesmas, sem andar de joelhos.

  12. maivalia

    -

    24/11/2011 às 19:42

    Uma jornalista russa foi demitida por mostrar o dedo médio ao pronunciar o nome do Obama. Sinal de que os russos respeitam o cara.

    DEMOCRACIA É ISTO, HEHEHEHEHE

  13. Rodrigo

    -

    24/11/2011 às 19:31

    Obama é um molenga, suposto defensor de minorias, que não recebeu um homossexual árabe chamado Ali Ahmad Asseri. Onde a indignação das esquerdas agora? Eu tendo mais ao conservadorismo, mas se um homossexual vivendo sob o tacão do islamismo solicitasse abrigo de meu governo para não ser assassinado, eu o atenderia prontamente.

  14. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 19:04

    Vi hoje um infográfico do Estado Palestino e do Estado Judeu em 1947. Parece não haver mesmo uma continuidade territorial entre Cisjordânia e Gaza. Isso facilitaria o domínio do Estado Judeu sobre o Estado Palestino. Sendo assim, a coisa toda teria começado de um modo errado?

  15. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 18:51

    Uma jornalista russa foi demitida por mostrar o dedo médio ao pronunciar o nome do Obama. Sinal de que os russos respeitam o cara.

  16. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 18:45

    Curioso… o Fatah e o Hamas fizeram as pazes… e Israel continua engrossando a voz, dizendo que essa amizade torna mais difícil uma negociação. Mas é interessante notar que o Hamas se diz disposto a deixar as armas e passar a uma resistência pacífica. Ainda assim Israel considera mais difícil uma negociação?

  17. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 18:19

    O Magno quase sempre merece a Colher de Chá, algumas vezes por dizer a coisa certa, outras vezes por deixar de dizer bobagens, como alguns leitores sem criatividade que comparecem feito água morna. A Carmem também merece. Eta, menina esperta!
    Abs.

  18. Fernando dos Santos

    -

    24/11/2011 às 17:45

    Acho que os Estados Unidos é o unico país do mundo onde o dia de Ação de Graças é um feriado.E para o americano o Thanksgiving é feriado dos mais importantes no mesmo nível do Natal.
    Então é grande a ironia ao ver que o unico povo que celebra esse feriado não vai ter muitos motivos pra comemorar esse ano por causa desse Congresso ineficaz.

  19. Fernando dos Santos

    -

    24/11/2011 às 17:39

    Excelente texto.O problema é esse mesmo.São os próprios eleitores que elegem esses congressistas hiperpartidários como fizeram ano passado na eleição de meio-termo para o congresso americano.E os politicos como foi dito no texto podem se dar ao luxo de escolher seus eleitores.É o rabo abanando o cachorro.

  20. Magno Adão de Souza

    -

    24/11/2011 às 17:08

    O sistema proporcional, particularmente o que contempla a lista aberta, longe de estimular a ideologização do voto como pretendem alguns, alimenta a cizânia no seio das agremiações políticas. A lógica que subjaz a operacionalização do modelo proporcional – traduzida na figura do quociente eleitoral -, com efeito, faz com que os postulantes a mandatos parlamentares de um partido despendam proporcionalmente mais energia em intermináveis querelas internas que na luta travada contra integrantes de partidos adversários, o que termina por embaçar a unidade e a coerência programática das organizações partidárias. Ao ensejar o fracionamento do quadro partidário, o sistema proporcional abre caminho para o surgimento de uma miríade de grupos corporativos no Parlamento, que, não raro, se sobrepõem às decisões e à orientação dos próprios partidos. Ao estabelecer vastos colégios eleitorais, o sistema proporcional causa a dispersão espacial do voto, o que termina por onerar sobremaneira o custo das campanhas políticas, porquanto os candidatos que pretendem disputar cargos no Parlamento, dadas as premissas que norteiam esse modelo de votação, dificilmente podem se dar ao luxo de circunscrever seu raio de ação às regiões onde são conhecidos.
    Devemos partir do princípio elementar de que inexistem modelos eleitorais imunes a críticas e defeitos para podermos discutir racionalmente as vantagens e desvantagens inerentes aos diversos sistemas eleitorais existentes mundo afora. Defendo a adoção do voto majoritário misto por acreditar que ele seja capaz de proporcionar solidez e nitidez ideológica aos partidos políticos sem subestimar em demasia o peso relativo das minorias no Parlamento.

  21. Karen

    -

    24/11/2011 às 16:07

    Oi Caio, o meu feriado favorito hoje, Happy Thanksgiving!

  22. J.R.Monteiro

    -

    24/11/2011 às 16:04

    It’s the economy, idiot!
    O congresso está disfuncional na razão direta da disfuncionalidade da economia. O congresso ainda não caiu na real, a farra acabou!
    Tinha peru para quase todo mundo. Agora, só terá peru se o McDonald lançar o McTurkey.
    A America ainda continua rica, mas não é mais milionária.

  23. caioblinder

    -

    24/11/2011 às 15:51

    Pessoal, Thanksgiving, estarei fora de circulação por algumas horas, abs, Caio

  24. Henrique

    -

    24/11/2011 às 15:49

    Também acho que o problema maior reside na polarização, e não propriamente na natureza do sistema. Pensemos cronologicamente: esse é o mesmo sistema que levou os EUA a se tornarem a nação mais inovadora, mais educada e mais empreendedora do mundo. A realidade continua sendo essa e, a meu ver, mesmo com China, Índia e tudo o mais, prevalecerá por muito tempo ainda. O cenário político não é auspicioso, mas não vejo como isso pode resvalar no futuro do país a longo prazo. [ok, minha análise é superficial, mas acho que apostar contra os EUA (os mais fanáticos gritam "É a queda do império americano!") nunca é exatamente uma boa aposta...]

  25. maivalia

    -

    24/11/2011 às 15:21

    Não dá para dialogar ou mesmo falar com uma pessoa que indica um texto que fica abrigado em um site que estampa fotos de notórios assassinos e terroristas.
    Dou a você o mesmo conselho dado a outro de graça.
    Recolha-se a sua infinita ignorância, hehehehe

    http://www.resumenlatinoamericano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=2888&Itemid=1&lang=en

  26. ricardo

    -

    24/11/2011 às 15:07

    irônico é ditaduras como a china da revolução cultural ter mais presença das massas do que democracias européias,como se a democracia hoje não soubesse canalizar bem as reinvidicações populares.

  27. ricardo

    -

    24/11/2011 às 14:55

    então pro maisvalia,não se pode dar terra pra quem nela trabalha e outras cositas mais do maldito rei da dinamarca…

  28. ricardo

    -

    24/11/2011 às 14:50

    por isso sempre defendi o parlamentarismo.Se hoje já existe uma grande despolitização nas eleições proporcionais, com uma tendência ao voto distrital de fato, o advento desta mudança diminuiria o voto politizado, de opinião, tornando ainda mais minoritário o voto ideológico. eleito, o parlamentar distrital tende a se comportar no parlamento como despachante da região que o elegeu e pela qual pretende se reeleger. Com a implantação do voto distrital, o debate político e ideológico dará lugar ao bairrismo e às disputas regionais.por isso defendo o voto universal, portanto contra o voto distrital, ainda que misto.o voto distrital é a versão do voto censitário moderno,pois diminui a participação das massas de regiões mais pobres na definição do número de políticos.

  29. Carmem

    -

    24/11/2011 às 14:42

    Oba!
    Obrigada Caio.

  30. Francisco Pintão

    -

    24/11/2011 às 14:36

    O que é pior: um congresso que não é aberto ao diálogo com o Presidente – pensando sempre no interesse eleitoral imediato – como nos EUA ou um congresso que se exime de suas atribuições, faz o que o executivo manda e inclusive aprova projetos que reduzem suas funções tradicionais em troca de interesses excusos, como o brasileiro? Fica a pergunta. A desilusão com a política é fenômeno universal. Na europa os parlamentares são mal vistos, tal qual nos EUA e no Brasil. Recentemente estive em Portugal e lá se discutia o fracasso do sistema de divisão das funções de chefia de governo e de Estado. Aqui se questiona o excessivo poder presidencial. Enfim, não vejo saída.

  31. Érick

    -

    24/11/2011 às 14:34

    Tenho a impressão q esse dispositivo na constituição dos EUA foi pensado para impedir esse tipo de bullying em cima de um estado. As vezes funciona para bem e as vezes para o mal.

    @Carmem, se não estou enganado, nosso sistema deveria ter as federações fortes e independentes como as americanas. No entanto, vemos o espetáculo patético dos governadores chegando com a canequinha na mão pedindo esmola todos os anos.

  32. Érick

    -

    24/11/2011 às 14:22

    Desculpe-me pelo post excessivamente grande. Duas idéias: minimização dos cargos indicado politicamente e tecnocratização do poder OU aumento da participação popular usando instrumentos tecnológicos (visto a tentativa de plebiscito na Grécia, não seria bem vista).

  33. maivalia

    -

    24/11/2011 às 14:21

    Margaret Thatcher estava certa!
    RECEBO ESTE EMAIL HOJE. TEM QUE ATUALIZAR A GRÉCIA.
    O COMEÇO DO GOVERNO DO BANANA FOI SOCIALISTA.
    AGORA ELE RECLAMA.
    Sabe quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Europeia?
    Apenas 3:
    1. Grécia
    2. Portugal
    3. Espanha.

    Os 3 estão endividados até o pescoço.
    Porque será, hein?
    A esquerda não diz que o socialismo é a solução para o mundo?
    Como bem disse Margaret Thatcher quando era Primeira-Ministra da Grã-Bretanha: “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.”

    A frase abaixo foi dita no ano de 1931, por Adrian Rogers:

    “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
    Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
    O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém.
    Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
    É impossível multiplicar riqueza dividindo-a..”

  34. Magno Adão de Souza

    -

    24/11/2011 às 14:19

    Não restam dúvidas de que o voto distrital puro açula o sectarismo partidário e a perenização de mandatos no Parlamento ao marginalizar o voto das minorias. A dinâmica que orienta o funcionamento desse modelo eleitoral distorce claramente o peso relativo das minorias ao permitir que um parlamentar represente todos os eleitores de um distrito mesmo que tenha sido declarado vencedor por uma margem mínima de sufrágios. O enrijecimento ideólogico que se tem verificado nos EUA, contudo, decorre menos das engrenagens do voto majoritário que da crescente radicalização de posições no interior de seus dois maiores partidos políticos, causada sobretudo pela repulsão recíproca entre segmentos da sociedade americana. À medida que valores atinentes ao interesse público perdem terreno para mesquinhos cálculos eleitorais, soluções de compromisso capazes de romper excruciantes impasses políticos tornam-se cada vez mais difíceis de serem efetivadas. Enquanto a intransigência política não ceder lugar a considerações de ordem pragmática, traçar estratégias aptas não só a debelar a severa crise econômica por que passam os EUA como também de frear sua progressiva concentração de renda continuará uma tarefa inglória.
    Bom diagnostico, caro Magno, tambem colher de cha, abs, Caio

  35. jorji

    -

    24/11/2011 às 14:17

    A realidade é uma só, é a crise econômica, é a crise.

  36. maivalia

    -

    24/11/2011 às 14:16

    …Este eh o Congresso mais obstrucionista que existe, basta ver o numero de bloqueio parlamentar no Senado, filibusters, ha mais numa sessao de agora do que em todos os anos 60 e 70 juntos…
    Depois
    …Pois bem,Carmem, Obama tambem é disfuncional, mas o que exatamente ele deveria fazer? Em que sentido ele deveria facilitar o dialogo? QUem é o interlocutor?…

    Pensando só com lógica elementar.
    O que é mais fácil:
    Trocar todos os congressistas – muitos – para se achar o par do iluminado? ou
    Trocar o falso messias – um – por alguém com os pés no chão?
    Para os pogrecistas a culpa são sempre os outros, hehehe
    Este mandatário desperdiçou quase dois anos com uma reforma que a maioria do povo não queria e agora o disfuncional é o congresso?
    Haja visão torta ou de esquerda, hehehehe
    Ai, ai, ai, digamos que o presidente seja um repubicano, ai sera a vez de um senado mesmo com eventual minoria democrata obstruir. Bacana seu espirito salomonico, toda a culpa eh do rei Obama, hehehe, falando serio, refute a tese sobre o congresso disfuncional, abs, Caio

  37. Nilton Jr

    -

    24/11/2011 às 14:12

    Talvez para eles funcionaria melhor uma neomonarquia

  38. maivalia

    -

    24/11/2011 às 14:07

    …mas não mais de 15% das 435 cadeiras são competitivas…
    Então, num ato de agradecimento, destino todas aos elefantinhos, hehehehe

  39. Érick

    -

    24/11/2011 às 13:33

    E eu que sempre pensei que o sistema americano fosse o sistema ideal. Aqui no Brasil, a aberração que é o sistema político, chamado pelos espertos de “presidencialismo de coalizão”, se fundamenta no fato do presidente recrutar- oferecendo privilégios- a maioria na câmara e no senado. Assim, garante a chamada “governabilidade”. E dá no que dá. Dessa maneira consegue não só elevados índices de popularidade como o alinhamento fiel da grande base governista. E veja que não é preciso lá grande habilidade política, uma vez que as negociações são feitas pelo loteamento do poder. Os partidos aderem a esse sistema, pois participam do governo, ganham visibilidade, e conseguem fundos para as campanhas e o sistema se retroalimenta. Perdeu-se a heterogeneidade ideológica, se é que já a tiveram. Por que não aderimos ao bipartidarismo, se na prática é isso que se deseja para governar?
    Vendo os problemas nos EUA vejo que a questão não é simples. O partido democrata, filho do partido Democrata-Republicano de Thomas Jefferson, foi em outro momento reacionário e extremamente conservador. Incluindo, principalmente, o posicionamento político da questão escravista. Só tomou essa cara de esquerda liberal recentemente! Mas, se não estou enganado, não é esquerda agora, não foi esquerda nunca. Por outro lado, o partido republicano GOP de Abraham Lincoln, foi o libertário em outro momento e hoje tem a imagem de truculento e retrógrado. A área de interseção dos dois é enorme, e as discordâncias não são lá tão grandes. No entanto, mesmo com a paralisação, os votos não são afetados e o sistema se retroalimenta. A solução para lá não passa pelo aumento de partido pela razão do primeiro parágrafo. Assim como a solução para o Brasil não passa pelo bipartidarismo, por razões explicadas no segundo. Com internet, televisão, redes sociais… ainda precisamos de políticos?

  40. Carmem

    -

    24/11/2011 às 13:32

    E por falar em FT, olha aí, conforme comentei numa coluna passada:
    UK borrowing costs drop below Germany – no Financial Times
    .
    Vamos ver se agora a Alemanha afrouxa essa corda..
    abs

  41. Carmem

    -

    24/11/2011 às 13:19

    “mas o que exatamente ele deveria fazer? Em que sentido ele deveria facilitar o dialogo? QUem é o interlocutor?”
    .
    Caio, não sei o q ele poderia fazer, mas se estivesse realmente interessado em achar um interlocutor acabaria encontrando, o Clinton achou vários. O Obama é reativo quando deveria ser pró-ativo. Eu sei q os poderes do presidente são limitados mas o Obama não usa o peso do cargo nas negociações com o partido dele nem com os republicanos. Não se chega a acordo sobre nada e depois ele vai para TV choramingar para os eleitores. Eu acho isso irritante, espero q os americanos sintam o mesmo.
    .
    Eu dei uma lida no Fukuyama e basicamente concordo. Só queria fazer um adendo. Se aqui no Brasil um senador tivesse poderes para bloquear uma votação a gente não teria que estar assistindo a esse estupro econômico que a União esta pretendendo com Rio e Espírito Santo. Tenho a impressão q esse dispositivo na constituição dos EUA foi pensado para impedir esse tipo de bullying em cima de um estado. As vezes funciona para bem e as vezes para o mal.
    abs
    Bons pontos, Carmem,merece colher de cha, abs, Caio

  42. ricardo

    -

    24/11/2011 às 13:11

    eu discordo do o rodrigo,principalmente quanto a utilidade do congresso bicameral brasileiro com o senado senil do indefectível zé sarney.e tem uma boa matéria sobre o congresso americano.ver: http://www.resumenlatinoamericano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=2888&Itemid=1&lang=en

  43. Paulo Bento Bandarra

    -

    24/11/2011 às 13:10

    Mas a intenção de instalar o voto distrital no Brasil não poderá resultar na mesma coisa?
    Boa pergunta, caro Paulo, mas o que aconteceu nos EUA foi o retalhamento dos distritos. Se os democratas controlam a assembleia de um estado, eles retalham a favor deles, se sao os republicanos, a mesma coisa, abs, Caio

  44. ricardo

    -

    24/11/2011 às 12:29

    10 razões pra desocuparem o haiti: http://verd.in/ahi8 .E rumo ao projeto brasil 2022!e feliz 29 de novembro.ver: http://verd.in/ur7s

  45. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 12:18

    Caramba, li o artigo do Fukuyama, Caio, e ele cita o caso de um senador que tem bloqueado a nomeação de um diplomata para a Rússia. Parece que o senador se nega a fazer isso porque não tem recebido verba para investimento em seu estado. Isso me lembra outras culturas políticas… ou subculturas.
    Boa historia, triste, abs, Caio

  46. ricardo

    -

    24/11/2011 às 12:13

    será que falta um lobby ateu nos eua assim como tem o lobby judaico?tem menos judeus do que ateus nos eua e mesmo assim o judeus são mais influentes.

  47. jorji

    -

    24/11/2011 às 12:10

    ” Poder imperial do presidente é exagerado “, não falei, não existe um país democrático no mundo, é óbvio, estou falando na prática.

  48. Rodrigo

    -

    24/11/2011 às 11:48

    Prefiro esse Congresso à tradição latino-americana de achar que o Poder Legislativo é um estorvo ao desenvolvimento do país. Aliás, há trabalhos que mostram que o Legislativo no Brasil simplesmente não é um poder da República, tal é a sua fraqueza, e tal é a força do Executivo.
    Caro Rodrigo, o sistema americano é bom,o problema é esta disfuncao, Ha as propostas do Fukuyama, abs, Caio

  49. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 11:42

    A Betty insiste em culpar o Obama. Mas conhecemos a origem dessa insistência: o desejo dela de ver um republicano na Casa Branca. Pelo andar da carruagem, porém, nenhum republicano estará na Casa Branca nos próximos quatro ou cinco anos.

  50. carlos cezar

    -

    24/11/2011 às 11:25

    Perdoe-me, Caio, mas preciso dizer a verdade. Deixa-me estarrecido o modo de agir dos congressistas americanos. É claro que no governo anterior também havia essa coisa de votar o orçamento no último instante etc, com todo aquele suspense, mas, dá licença, hein! Os caras nos últimos tempos estão passando dos limites. Parece que a hesitação, ou confusão, ou trapalhadas, para indicar um nome republicano às eleições de 2012 tem contaminado muitos outros políticos. Esses dez por cento de apoio ao Congresso deixa visível o desgosto do eleitor com o andamento das coisas. E nem é para menos. Acho que os senadores e deputados andam fora do padrão norte-americano.
    Abs.
    Caro Carlos, ha desgosto, mas…Abs, Caio

  51. Carmem

    -

    24/11/2011 às 11:17

    Mas concordo com a Betty. Acho q o Obama não facilita o diálogo – por omissão e ignorância do seu papel político.
    abs
    Pois bem,Carmem, Obama tambem é disfuncional, mas o que exatamente ele deveria fazer? Em que sentido ele deveria facilitar o dialogo? QUem é o interlocutor? Abs, Caio

  52. Carmem

    -

    24/11/2011 às 11:14

    Oi Caio,
    Dá uma olhada nessa lista http://pt.wikipedia.org/wiki/Presidencialismo , tem a lista dos países presidencialistas. O EUA é único do mundo desenvolvido a ter esse sistema disfuncional.
    Dá no que dá.
    Eu nem consigo criticar pq a situação aqui é infinitamente pior.
    abs
    Carmem, o sistema é presidencialista, mas o poder imperial do presidente é exagerado, abs, Caio

  53. Betty

    -

    24/11/2011 às 10:04

    O gajo Fukuyama e’ gira, pa’! Certamente darei uma olhadela. Abs

  54. Betty

    -

    24/11/2011 às 9:50

    Desculpe mas vou insistir: a qualidade do líder faz toda a diferença, ate porque existe o tal to Centrao em qualquer município, seja ele um curral republicano ou democrático….como dizem os antigos comentaristas esportivos…” nAo adianta choraaaar, chiii, nAo posso terminar a frase. Pode dar o maior bode. Caio, voce, o Cris Mattews a PM Australiana adoram o Mr.Law Review. Confessa, va’! Rsrsrs
    Esta com a corda solta, Betty, heheheeh, a taxa de aprovacao do Obama é quatro vezes maior que a do Congresso. Mas posso te garantir que prefiro o Obama ao Chris Matthews. Nao, nao adoro o Obama, abs, Caio
    PS- um pouco no assunto: entre no site do Financial Times e leia o texto de quarta-feira sobre vetocracia nos EUA de um rapaz chamado Francis Fukuyama, explica um pouco a paralisia do sistema, sem personalizacoes, abs, Caio

  55. Betty

    -

    24/11/2011 às 9:19

    Bom dia, Caio! Bem, se eu voto num representative, como o nome diz, ele e’ suposto me representar. Cabe a liderança do inquilino da Casa Branca, oferecer uma visão e um caminho para uma melhor opção: Clinton e Reagan o fizeram contra tudo e contra todos. O senhor-harvard-law-review-community-leader, nAo passou no teste do mandato presidencial. Happy Thanksgiving!
    Betty, voce simplesmente, mudou de assunto. E como vive aqui nos EUA sabe tanto quanto eu como os distritos eleitorais estao segregados gracas a gerrymandering (sorry aos demais leitores, pelo termo tecnico em ingles)E obviamente Clinton e Reagan trabalharam com o Congresso. Este eh o Congresso mais obstrucionista que existe, basta ver o numero de bloqueio parlamentar no Senado, filibusters, ha mais numa sessao de agora do que em todos os anos 60 e 70 juntos. happy thanksgiving, abs, Caio


 

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