Blogs e Colunistas

26/01/2011

às 6:00 \ China, Educação, EUA

A mãe tigresa, o modelo chinês e a ansiedade americana

A verdade sobre elas

Por estes dias nos EUA, numa conversa na mesa de jantar de uma ansiosa família de classe média (aqui quase todo mundo se diz de classe média), Amy Chua é um nome familiar. Perdão, seu nome de guerra é familiar. Ela é a mãe tigresa. O debate sobre a necessidade de criar os filhos na linha dura ou na base de um autoritário modo asiático ronda na televisão, na Internet e está na capa de revistas, como esta da Time, na foto acima. O livro de Amy Chua, Battle Hymn of the Tiger Mother (O Hino de Guerra da Mãe Tigre), é best-seller, mas o que desfechou o debate foi um trecho publicado no Wall Street Journal com o título sensacionalista Porque as Mães Chinesas São Superioras.

A palavra “chinesa” ajuda a explicar tanto frenesi. Ninguém daria tanta importância se a tese fosse sobre a superioridade, digamos, da mãe dinamarquesa ou mesmo da japonesa. Na expressão da revista The New Yorker, existe um subtexto geopolítico no debate. A ansiedade não está apenas na família, ou seja, como educar os filhos para uma vida competitiva, mas também na rivalidade dos EUA com o tigre chinês. A mensagem de Amy Chua parece ser também contra o anacronismo ocidental, embora ela seja americana. É a hora e a vez deste eficiente modelo autoritário chinês (Estado sabe-tudo, mamãe-sabe tudo), com regras draconianas para se preparar, tanto na competição planetária, como na vida pessoal.

Para quem não sabe, estas são as linhas gerais: Amy Chua, 48 anos, filha de imigrantes chineses criados nas Filipinas, é altamente bem sucedida. Estudou em Harvard, é professora de Direito em Yale e casada com outro professor de Yale (que não é chinês e nem do Extremo Oriente, mas judeu americano). Amy é uma extremada, que agora recebe até ameaças de morte.

No livro, há relatos de como ela inferniza a vida das duas filhas para serem nota 10 (como a mãe). Foram criadas sob regras que alguns mais histéricos dizem equivaler a abuso infantil. As garotas devem ser  primeiro lugar em tudo (não apenas na escola), agir com perfeccionismo até para escrever um cartão de feliz aniversário e ter uma vida de quartel: nada de televisão, vida social ou dormir na casa das amigas, além de tocar piano e violino com padrão Carnegie Hall (a filha Sophia chegou lá). Quando as meninas não correspondem às altas expectativas, castigos e chacotas da mãe tigresa.

As regras de Amy Chua não são apenas extremadas, mas caricaturais. Ela mesmo nas entrevistas desconversa, dizendo que seu livro tem um tom irônico e autodepreciativo. Mas não dá esta impressão. Amy Chua soa insana. Pois bem, existem os excessos, mas creio que o livro chegou em boa hora. A sociedade americana precisa de um puxão de orelhas.

Não estamos falando apenas destas questões como declínio econômico, o avanço de um modelo de capitalismo autoritário chinês e a crise educacional, mas de uma complacência generalizada. Não basta rebater os argumentos e o método de Amy Chua com a ladainha de que nos EUA tudo vai dar certo porque este país é movido à inovação e criatividade.  Sempre aparece um Mark Zuckerberg (Facebook), que nem terminou Harvard, como o Bill Gates.

Alguns rugidos da mãe tigresa são benéficos. É precisa forçar mais os filhos, herdeiros menos privilegiados de uma sociedade que vai exigir cada vez mais sacrifícios. A vida, de fato, está mais dura, inclusive para setores mais privilegiados (como os do universo de Amy Chua). Portanto, é preciso se preparar com mais rigor, dar menos moleza para os filhos e explorar mais a fundo o potencial e a capacidade da criançada para tolerar dissabores.

Amy Chua expressa desprezo pelos “pais ocidentais” molengas. Isto que é crise de identidade. O que ela pensa ser? Será que gostaria de ser professora na Universidade de Pequim e não Yale? Amy Chua irrita com esta atitude maximalista e maniqueísta, além do seu narcisismo de querer filhas como ela. Precisamos também escutar os filhos e impedir que sejam robotizados. Mas alguns pontos para a tigresa: chega de investir tanto na autoestima, negligenciando algumas verdades sobre a vida. Sem fazer muito sociologia, mas também correndo o risco de ser banal no exemplo, realmente incomoda esta mania de dar troféu para qualquer criança. Só porque ela jogou? É preciso exigir mais e guardar elogios para ocasiões especiais. Chega do infame *good job”! Um filho que arruma a cama, faz um bom trabalho? Não deveria passar de trabalho obrigatório.

Claro que é difícil aguentar o rojão. Haja coração, Nem a Amy Chua é robô chinês. Na sua narrativa, o clímax do livro acontece num restaurante em Moscou quando Lulu, a filha de 13 anos, tem um chilique: “Eu odeio violino. Eu odeio minha vida. Eu te odeio. Eu odeio esta famila”. A menina joga o copo de água no chão. A mãe tigresa amolece e dá permissão para a filha largar o violino e jogar tênis. Sophia, a mais velha, tem namorado. Não dá para ser mãe tigresa permanente. O mesmo vale para a China: autoritarismo permanente não vai funcionar.

Quanto a mim, estou longe de ser um pai tigre. Estou mais para pai coruja. E vou abusar do meu poder neste espaço e, nepotista, dar uma colher-de-chá para minha filha Ana publicar no texto abaixo suas impressões sobre esta celeuma já global.

Share

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

67 Comentários

  1. olivia 31anos

    -

    09/01/2012 às 22:18

    sou,mãe de duas criancas uma de 8anos e outra de 5anos.com a mais velha tentei ser benevolente e conversar sem castigos ou punições até os 3 anos.não funcionou ela cresceu arrogante e mimada.já com meu filho mais novo mudei o método e sou bastante rígida com os dois.concordo com amy chua que filho tem que saber quem manda.e essa geração vai ser perdida se nós pais não formos rigidos o bastante para mostrar o caminho correto.se alguém me mostrar uma única criança que cresceu e se tornou um cidadão responsável e de bem só com conversinha e blábláblá eu me calo,mas eu não conheço.na minha casa não tem essa conversa de “fase”,criança tem que se comportar em todos os lugares e em qualquer época.e não é por que sou severa que eles me odeiam.costumo sempre conversar e dizer que os amo muito e não deixo de ama-los quando fazem algo errado mas a pessoa precisa assumir as consequencias de seus atos e ter essa noção de responsabilidade desde pequeno.tenho certeza que sou a pessoa mais importante na vida deles e que minha colheita futura será a de filhos bem sucedidos mas sobretudo felizes.
    Obrigado pelo comentario, Olivia, nossa este é um texto que deve ter mais de um ano, muito bacana que voce tenha chegado nele, boa sorte com seus filhotes, abs, Caio

  2. Nadi Viana Galles

    -

    08/07/2011 às 0:50

    Matéria excelente em um momento super oportuno em nossas vidas. Temos nosso coração “pulsando fora da gente”….hoje ele pulsa em uma menina encantadora de 7 meses! Já sentimos a necessidade de impor limites mas com amabilidade. Discordamos totalmente no aspecto de conceituar e repassar como idéia que “sucesso ” na vida, somente pode ocorrer se houver a realização profissiona, não valorizando qualquer aspecto da realização pessoal! Parabéns pela real, educativa e reflexora matéria ! Nadiege e Marcos Henrique- Cornélio Procópio PR.
    Obrigado Nadiege e Marcos, boa sorte na educacao da filha encantadora, abs, Caio

  3. Ezequiel 20 anos

    -

    11/05/2011 às 15:11

    Bom trabalho com a materia.
    Tenho 20 anos e fui criado como a maioria dos brasileiros, (liberdade assistida) ou se preferirem so ouvia broncas ou levava um beliscao quando algo muito grave acontecia, tarefas mal feitas falta de disciplina, notas medianas sempre foram reprovados, mas so isso.
    Agora um mercado de rabalho, vestibular e sociedade me aguardam, muito mais seletivos que a propria “MAE TIGRESA”.
    Quem me dera ter pais um pouco mais rigidos lá atras.
    Eu teria gritado, brigado ou ate perdido parte da minha infancia quem sabe, mas eu agrdeceria muito agora.
    Aos pais peço que deixem de lado essa conversa de liberdade de crescer, esses estao mais para jardineiros preguisosos que deixam os problemas engrossarem e os erros fincarem raizes fortes para depois dizer NO MEU TEMPO…
    Oi, Ezequiel, legal que voce tenha lido, mas faz tempo que publiquei o texto, mas tempo nunca é perdido, abraços, Caio

  4. kelen

    -

    27/03/2011 às 23:50

    amauri! mas é claro que a maiora das pessoas é contra esta mãe totalmente autoritária.E´claro que concordo que muitas vezes deveriamos ser mais duros com nossas crianças.
    para mim esta mãe esta mais para Adolf Hitler.uma criança que é criada sem o direito de falar, de brincar, de ter suas próprias opiniões com certeza não será um adulto feliz. e com certeza não foi uma criança feliz. A INFÂNCIA É MELHOR PARTE DA NOSSA VIDA.SEM ELA NÂO SERIAMOS NADA

  5. edu

    -

    23/03/2011 às 12:35

    … vc vai nas principais universidades brasileiras e esta cheio de sobrenomes… Li, Chuang… etc… e outros do leste europeu e russo… pq isso ? o ensino nessas casas e familias sao levados a serio… enquanto isso quem nao levara serio a educacao ficara para tras….

  6. VERLÂNDIO TRINDADE DE SOUSA

    -

    14/03/2011 às 10:37

    SEBE O QUE É DEMOCRACIA COM DEMAGOGIA!? VICE-VERSA É ESTE PERANTE PREPOSIÇÃO QUE SÓ LIGA AO A NO ARTIGO CINCO DA CF, LOCUÇÃO ADJETIVA JURÍDICO (DIREITO).

  7. Claudilei ferreira

    -

    02/03/2011 às 22:09

    Uma Mãe deste estilo que e bom., se todos os filhos tivesse uma Mãe desta a humanidade estaria mais avançada.

  8. Ana

    -

    19/02/2011 às 1:00

    Eu achei interessante o livro (que eu ainda não li) pelo menos por levantar o debate e uma reflexão sobre valores na educação das crianças do século XXI. Eu acho que deva ter um equilíbrio entre disciplina e diversão para as crianças. Não dá para ser coruja demais e estragar os filhos tornando-os mimados e dependentes emocionalmente (o que não implica em dependência financeira, etc.), e não dá para ser tigreza demais e fazer com que a vida das crianças se torne uma obrigação forçada, quase militarizada, sem alegria, sem prazer, sem criatividade, completamente morta. O ideal para mim é aprender a olhar, ouvir e sentir os filhos, sem se esquecer de nós mesmos. Pais e mães deveriam se lembrar de que não se definem só por esse papel na sociedade. Ao mesmo tempo que são genitores de alguém, também desempenham papel de filhos, de cônjuge, de colega de trabalho, etc. Não dá para ter uma vida feliz, dando enfoque exclusivo a um só desses papéis na vida. Tem que se fazer um esforço para desempenhar todos os papéis de forma razoável, sem deixar de dar um enfoque maior para o papel que se tenha preferência, de acordo com gostos pessoais, para sermos felizes. Essa é uma receita para se aprimorar a vida inteira.
    Cara Ana, nome maravilhoso (da minha filha que escreve o texto de companhia, é isto ai, receita de pais e filhos, abs, Caio

  9. Isis Guarnieri Nardone

    -

    19/02/2011 às 0:18

    Ótima forma de criar suas filhas que ela encontrou, assim pode ter certeza de que vai mofar em um asilo quando envelhecer, enquanto suas filhas permanecerão focadas em si mesmo. Nessa vida, tudo que plantamos, colhemos.

  10. Andréa Glauce

    -

    08/02/2011 às 20:24

    Nossa, adorei o que o Caio Frascino Cassaro escreveu!
    Eu tenho um garotinho de 4 anos e estou longe de ser uma mãe tigresa…
    Quero que meu filho seja feliz, acima de tudo que tenha saúde mental…
    Pois a maioria das pessoas que é criada nesse regime autoritário, não bate muito bem das bolas…
    Vira um neurótico…
    Viva as mães normais, abração, Caio

  11. Fabio CR

    -

    31/01/2011 às 19:12

    Caio, concordo com você.

    Deve-se ensinar prioritariamente aos filhos a noção de responsabilidade e de que muito esforço é necessário para se conseguir as coisas que queremos. Estudar seriamente, fazer as coisas da melhor forma possível, buscando explorar todo potencial, devem ser sempre um objetivo. Talvez eles não sejam os melhores da turma, mas devem procurar seu máximo. Paralelamente, um pouco de liberdade e de espaço para que eles tenham um pouco de satisfação é também essencial. Afinal, dá para compatibilizar as duas coisas de modo saudável.

    Parabéns pela linda família.
    Obrigado, mas a parte linda da familia é a ala feminina, abs, Caio

  12. jaderdavila o tio de pijama

    -

    29/01/2011 às 12:57

    eu criei minha filha com uma unica regra:
    ganhe teu dinheiro.
    faça oque for necessario pra isso.
    se afaste do que te atrapalhar isso:
    pessoas, ideias, sociedades.
    hoje em dia ela tem as mesmas alegrias e tristezas que qualquer pessoa,
    com uma diferença:
    ela tem o dinheiro pra fazer oque quiser fazer.

  13. Eduardo Velasco

    -

    28/01/2011 às 8:43

    Vc pai coruja? Imagine eu com cinco netos!!! Melhor artigo publicado. Acrescente lá ao seu perfil jornalístico:Civilização, direitos humanos, geopolítica e outras picuinhas (FAMILIARES, INCLUSIVE).
    Obrigado, Eduardo, um dia serei avô coruja, abs, Caio

  14. Rone

    -

    28/01/2011 às 7:28

    Falar de mães!
    No Brasil muitas são mães aos 15 anos ou menos!
    São avós aos 30 + ou -!
    São bisavós aos 45 +ou -!
    Varias dessas mães jovens escondem a gravides
    e quando dão a luz muitas abandonam seus filhos!
    Na lata de lixo, portas de casas em caixas de sapatos, jogam por cima do muro, e só ver o noticiario diario brasileiro!
    Não tem estrutura tanto educacional quanto familiar, e lhe digo familia ainda é a base de nossa sosciedade, sem ela muito se perde!
    E assim caminha a humaniade,
    AH! Sim a espera de algo!
    O que?
    Educação!Mas Honesta!

  15. Sueli

    -

    28/01/2011 às 6:43

    Caio, parabéns por ter dado esta oportunidade para sua filha. Acho que poderia ser mais frequente. Realmente a Ana se expressa muito bem.
    obrigado, mas seria nepotismo excessivo, né? Abs, Caio

  16. amauri

    -

    27/01/2011 às 15:07

    Parece que leitores, como eu, que não foram contra a mamãe rígida é minoria no blog. abs

  17. Albertino Ribeiro

    -

    27/01/2011 às 12:05

    Já li o livro da sra. Chua e concordo em gênero, número e grau. Se pensarmos que todas as mães do mundo têm formação superior e “se comunicam” perfeitamente com seus filhos, então habitamos em um mundo perfeito. Mas isso não é real. Ao contrário, mais de noventa por cento da população mundial nunca teve acesso a uma Universidade e portanto não têm essas facilidades de comunicação com os filhos, apontadas pelos críticos de Amy Chua. Ela está na capa da TIME e a inveja das mães liberais e modernistas (ou será modernosas) estão morrendo de inveja. Parabéns Amy! É assim que se formam seres humanos!!!! Minha mãe era analfabeta de pai e mãe e me dava uma surra com cabo de vassoura toda vez que eu tirava uma nota menor do que 10! Nem por isso odeio minha mãe, pelo contrário, amo muito ela e ela faleceu nos meus braços, dentro de um hospital! Quantas mães têm esse previlégio?????

  18. Rodrigo

    -

    27/01/2011 às 11:43

    Blinder, eis algumas palavras sábias do Ron Paul: “The Federal Reserve rescued the banks but not the american people”. E agora, como se comporta o Obama, celebrado pela esquerda tupiniquim como o salvador do mundo?
    Obs. Eu sei que a responsabilidade maior pela crise é do atrapalhado George W. Bush, mas há alguma medida efetiva do Barack para impedir que o Estado ajude os ricos, que deveriam se virar, como dizia o Papa Leão XIII?

  19. Nicão

    -

    27/01/2011 às 11:05

    Caro Caio, não é comentário sobre este post, mas, ao que parece, você vai ter que reescrever o post, la de baixo, sobre o “pavio” tunisiano. Pelo jeito foi aceso e descobriram que a bomba está enterrada no Egito… e vai explodir com ou sem interferência de Obama que, convenhamos, não sei se não piora a situação! Você mesmo, mencionou o exemplo iraniano.
    Lembra de um comentário em que eu dizia que ainda vão ter que deixar a bomba explodir pra, depois, fazer o rescaldo, juntar o que sobrou e (tentar) recomeçar do zero?
    Devagar a coisa anda no rumo disso!
    Por ora, nao aposto no fim do regime Mubarak. Semana que vem….Abs, Caio

  20. Regina Moreira

    -

    27/01/2011 às 9:22

    Aninha querida,
    Que orgulho temos de voce.
    Alem de lindinha, querida, ainda escreve bem.

    Parabens!
    Regina

  21. rober

    -

    26/01/2011 às 20:50

    Uma curiosidade boba Caio. Sua filha fala e escreve em portugues?
    yes and yes, mas o inglês é a primeira língua dela, abs, Caio

  22. jlsalvoni

    -

    26/01/2011 às 20:05

    Excelente a combinação mãe judia e pai oriental (chinês ou filipino) (ou vice-versa). Parabéns pela cria, que V. lambe com todo o direito.
    Mistura fina, abs, Caio

  23. rober

    -

    26/01/2011 às 19:12

    Linda sua filha Caio, deu sorte,puxou a mãe. Muito prozac pra ansiedade americana e um ritrovil para mãe tigresa.
    Obrigado e a indústria farmacêutica gosta muito de você, abs, Caio

  24. Caio Frascino Cassaro

    -

    26/01/2011 às 19:10

    Prezado Caio:
    Essa história de educar filhos para que se tornem expoentes em sei lá o que me parece coisa de quem, em função das suas próprias frustrações, coloca nos filhos a responsabilidade de ser aquilo que ele, pai ou mãe, gostaria de ter sido. O resultado é sempre ruim. Tenho três filhos, dois rapazes(23anos e 10anos) e uma moça(20 anos), e graças a Deus tenho um relacionamento maravilhoso com eles. Para tanto entendi desde sempre que as preferências deles dizem respeito só a eles mesmos. Eu me lembro quando o mais velho me disse que queria ser cozinheiro. Foi um “frisson” na família, pois em função do fato de ser ele excelente aluno, existia a expectativa de que se tornasse engenheiro (como o pai), ou médico, ou qualquer outra “profissão nobre”. A única coisa que eu lhe disse foi “Tá bom meu filho. É só você se esforçar bastante, estudar muito, e será um ótimo “Chef”.” Passado o tempo, ele desistiu e foi para o ramo da Química. Hoje, aos 23 anos, é bolsista no programa de Doutorado da USP, no departamento de Química. Tivesse eu batido de frente pela escolha “indigna” da inteligência e do preparo dele, só teria acumulado mágoas e desentendimentos.
    Na verdade, filhos educam-se com amor incondicional, carinho, dedicação irrestrita e bons exemplos. Nós somos os seus paradigmas. Se eles nos admirarem, farão de tudo para se espelhar em nós e levar adiante em suas vidas aquilo que lhes transmitirmos de bom.
    Diz-se que quando procuramos um parceiro vamos atrás ou daquilo que tínhamos ou daquilo que nos faltava. Se um filho for em busca daquilo que lhe faltou na vida, que não seja uma busca por carinho, respeito, amor e dedicação. Estes são os alicerces sobre os quais se constrói uma personalidade sadia, possibilitando que eles se tornem pessoas completas e íntegras, que saibam suportar com paciência e energia os percalços que certamente a existência lhes apresentará, e que também saibam usufruir das alegrias da vida com muita intensidade, porém com uma boa dose de serenidade.
    Como tudo na vida, cada coisa tem seu momento. Há que se demonstrar severidade quando a situação pedir, e muitas vezes o “não” apesar de difícil de ser dito, pois gera uma frustração puntual, acarretará em bons frutos adiante, pois ensinará com clareza a questão dos limites. Deve-se também ser pródigo nos elogios, principalmente quando estiverem em jogo atitudes que envolvam questões éticas ou morais, ou a apresentação de bons resultados na escola ou no esporte. Os filhos devem ainda ter bem claro a questão da liderança, pois é para nós que olharão quando estiverem em dúvida e é em nós que buscarão as respostas.
    Finalizando, duas coisas: primeiro, obviamente não li o livro, mas pela sinopse me parece que mais do que tudo ela criou duas filhas que vão precisar de muita terapia para trabalhar as mágoas geradas por esse comportamento tirânico. Segundo, que filho não precisa de pai ou mãe “amiguinhos”. Amigos eles encontram na escola, no trabalho, no clube, ou onde quer que seja. Filhos desejam pais ou mães na acepção da palavra, com toda a força que isso representa na vida deles.
    Bom, já escrevi além da conta. Ficou meio com cara de manual de auto-ajuda, mas quer saber? É exatamente o que eu penso.
    Parabéns, xará, porque pelo visto, além de um craque no jornalismo e um tremendo caráter, você é um grande Pai. E, meu amigo, não há nada que eu respeite mais do que isso. E como voce mesmo disse,parafraseando o Lucas Mendes, se é Caio, é bom.
    Um grande abraço.
    Caro Caio, o texto está legal, parece coluna. E se é Caio é bom, abs, Caio. Eta egocentrismo, quantas vezes a palavra Caio na frase?

  25. emerson

    -

    26/01/2011 às 19:06

    Caio voce me surpreende, o Egito pegando fogo, o Hezbolah tomando o poder no Libano, atentado na Russia, discurso do Obama e vc aborda a mae tigresa, sei lá,minha psicologia moderna é chinelo na bunda da molecada,rs
    Caro Emerson, o Obama vai fazer mais discurso, haverá mais atentados na Rússia, o Hezbollah provocará mais incêndios e vários países árabes vão pegar fogo. Sempre terei oportunidades para escrever sobre a crise do jour, mas ter gancho para recrutar a filha para escrever é priceless. Abs, Caio

  26. karen

    -

    26/01/2011 às 18:29

    Globalizacao do amor = mais paz no mundo. Tb fiz o mesmo que vc, Caio, misturei e so posso dizer que foi uma otima decisao.
    Excelente decisão

  27. jorji

    -

    26/01/2011 às 17:59

    Casamento entre um judeu e uma chinesa, é a globalização do amor.
    Judeu de São Paulo e católica de Manila também, abs, Caio

  28. Lucio

    -

    26/01/2011 às 17:49

    Então karen, o sistema educacional americano é perfeito? não não é, mas será que o da china é? eu so sei que não a nada melhor que ser livre.

  29. Anouk

    -

    26/01/2011 às 17:19

    Oi Caio,
    Todo excesso é contraprodutivo na educacao de criancas. Contudo, paradoxalmente, há casos onde os excessos transformam-se em virtuosismo.
    Lang Lang é considerado um dos grandes pianistas da atualidade. Foi educado por um pai extremamente exigente. A austeridade zelosa do pai chinês e filho também, foi compensada pela devocao incondicional à música e ao talento excepcional do simpático e bem-humorado Lang Lang.
    Bom ponto, mas qual é o preço para concretizar o virtuosismo? Abs, Caio

  30. amauri

    -

    26/01/2011 às 17:14

    Amy Chua, tudo indica, deve ser uma pessoa inteligente. Eu sei que inteligente não significa necessariamente ter sabedoria. Ele escreveu um livro em um país com uma cultura oposta ao que ela pertence. Deu a cara para baterem, e isto é positivo. Disciplina na hora e lugares corretos não faz mal a ninguem. Autoritarismo funciona até um certo momento da vida, depois, como ela mesmo percebeu que era o momento certo, aliviar a carga. Há crianças que com uma ou duas palavras se chega a um acordo, outras um castigo é necessário, e ninguém melhor que os pais para saberem isto. Isto também não significa que uma criança mais comportada será um adulto melhor do que seu irmão mais peralta. Outro ponto importante é os pais terem conversas amplas com os filhos, desde pequenos, incentivando as perguntas e replicas dos filhos (nem sempre isto é possível) mas isto é importante. Outro ponto que vejo é pessoas condenando a atitude da Amy e não protestar com a política do Politicamente Correto. Quer mais autoritarismo que isto? Acabou-se com o debate pois, debate só há com divergências, e sem divergências não há debate, e sem debate não há evolução humana. Isto é uma das causas apontadas abaixo sobre evolução tecnológica e humana retraindo. O mais importante no texto eu vi na reação ao chilique da filha. Talvez, quem sabe, o amolecimento foi tardio mas, antes tarde que nunca. abs

  31. karen

    -

    26/01/2011 às 16:20

    Lucio, muito bom comentario. As pessoas parecem que precisam de modelos para se espelharem. E agora e o dominio chines, entao vamos copiar a China…eu acho que tem muita gente que se beneficiaria de um pouco mais de rigidez mas precisamos tomar cuidado em nao perder a essencia de sucesso escolar/professional com felicidade ou satisfacao pessoal que so um lar com pais amorosos (nao condizentes) pode proporcionar.
    Nos EUA temos muitos problemas com aproveitamento escolar, criancas se comportando mau nas escolas e escolas com nivel baixo , entao seria bom as pessoas verem outros modelos de conduta pessoal e academica para melhorar seus pontos fracos mas nao para negar o que temos de bom na nossa cultura mais permissiva e livre.

  32. Leonardo Salomon

    -

    26/01/2011 às 16:19

    Caio, relendo meu texto e os comentário subsequntes a ele, tenho receio de ter sido ‘snob’. Tenho muito a aprender em várias instãncias, especialmente na educação dos meus filhos. Mas, de certa forma me orgulha de nos meus 29 anos e 2 filhos, sempre ter sido um bom aluno, de ter poucos mas bons amigos, de ter conseguido aprender algo com os tembos que levei, de sustentar minha casa sozinho e, sobretudo, de meus filhos serem crianças educadas e felizes (isso é mais mérito da minha mulher… mas pelo menos eu não atrapalho…). Isso tudo eu devo aos meus pais e aos limites que eles me ‘impuseram’, o que, na minha oponião foi a maior demonstração de amor deles.
    De qualquer forma, só poderei dizer se fui uma pessoa bem sucedida quando tiver netos ou bisnetos. Até lá, terei que ser cuidadoso, como vc bem recomendou
    Abcs
    Relaxe, não fique estressado como a Amy Chua, abs, Caio

  33. Rone

    -

    26/01/2011 às 16:08

    O ser humano avança e ao mesmo retrocede , dá se liberdade tira se logo a frente!
    A raça humana avança em termos de tecnologia mas a vida social as vezes volta ao passado para reger suas conduta presente,parece “moda de roupas” “corte de cabelo “etc…o que pode ser atual hoje amanha pode não ser mais parecer ridiculo e passado alguns anos pode voltar a ser!
    Dá se a liberdade de escolha , depois impõe se as intenções de quem dita as regras, como se ficasse cansado de uma determinada regra, conduta e a quebrasse e logo mais a frente passado algum tempo ela resurgiria novamente.
    Agora um começo com uma “educação honesta” que venha a conduzir o se humano ao “certo e errado, bem ou mal” é um dos pliares para a conduta humana em um futuro, mas ns dias de hoje está dificil saber o qual é!

  34. Rodrigo

    -

    26/01/2011 às 15:41

    Outra coisa que me esqueci de dizer, que talvez revele meu lado, digamos, “esquerdista”: Será que a competição dos dias de hoje já não passou dos limites? Precisamos competir tanto assim? Não há algo desumano nisso?
    Este é o drama, acho que sim, mas mantendo a sanidade, evitando saídas Amy Chua

  35. amauri

    -

    26/01/2011 às 15:39

    Ola Caio!
    “…mas um pouco de dúvida é saudável para não ficar muito arrogante ou acomodado.”
    Sabias palavras. abs

  36. Lucio

    -

    26/01/2011 às 15:27

    Existe uma situação estranha no mundo de uns tempos para cá.
    Após a crise americana o mundo resolveu que “os modelos capitalistas (americanos)” não funcionam mais, que derrepente a china pela maneira que vem crescendo esta se tornando referencia em tudo, a “autoridade dosada” da china vem se tornando o modelo a ser seguido, mas por mais que tenha melhorado, a china ainda tem que evoluir muito para alcançar o padrão americano/europeu de vida, espero que o mundo não comece a regredir ao inves de progredir.

  37. Rodrigo

    -

    26/01/2011 às 15:03

    Você prefere a Sarah Palin ou a Amy Shua, Blinder?
    Prefiro a minha mãe, abs, Caio

  38. Rodrigo

    -

    26/01/2011 às 15:00

    Só uma observaçãozinha, Blinder: Já não vivemos em sociedades conservadoras como as sociedades em que viveram nossos pais. Nossa época é a da fragmentação. Nem sequer existe a tal família nuclear. Muitas pessoas conservadoras dizem que devemos educar nossos filhos como se fazia “antigamente”. Bobagem. Conheci pais rígidos que tiveram filhos dependentes de drogas pesadas, por exemplo. E conheci pais mais liberais que tiveram filhos maravilhosos. É bem possível que as filhas da Amy Shua se rebelem um dia. A situação é mais difícil do que supomos, e a velha palavra do pai conservador(ou da mãe conservadora) já não faz muita diferença hoje.
    Correto e acrescento que rótulos ideológicos para pais são complicados, abs, Caio

  39. LCAM

    -

    26/01/2011 às 14:58

    Caio,

    Belíssima surpresa para os seus leitores nesta semana. Emocionante mesmo sob muitos aspectos. O texto de sua filha deixa entrever que Mrs. Blinder (se é que esse papel somente cabe às mães) não precisou exagerar no controle para formá-la uma adolescente promissora. A educação deve ser informativa, o que não significa que disciplina não encontra guarida neste princípio. Pais que tentam moldar os filhos sua imagem e semelhança, além de revelarem em si um egocentrismo quase infantil e uma infalibilidade papal, submete-os a um risco iminente: o quadrado só caberá no triângulo enquanto houver força que o faça se conformar com o molde. Parabéns pelo artigo, pela idéia e pela filha. Agora dá licença que vou lá ter com a Ana.

    Abraço.
    Na mosca, o egocentrismo da Amy Chua me incomodou, abs, Caio

  40. caipira mermo

    -

    26/01/2011 às 14:53

    Caio
    Tem certeza que a Amy Chua não é a madrasta da Cinderela?
    Ainda prefiro a Amy Chua, abs, Caio

  41. jorji

    -

    26/01/2011 às 14:10

    Cada criança que nasce no mundo já vem pronta, carrega o DNA do pai e da mãe e de outros familiares, mas ela precisa ser lapidada, ai entra o árduo trabalho principalmente da mãe, mas hoje a mulher trabalha fora, a criança vai para a creche, para os mais abastados são criados pela babá, em muitos casos de países pobres vivem largados na rua, para compensar a ausência e o sentimento de culpas, muitas mães enchem a criança de presentinhos. Os homens são provedores e tem pouca influência na formação das crianças, é questão de instinto na maior parte das espécies. No caso dessa chinesa é um exagero até para os padrões orientais.

  42. Fernanda

    -

    26/01/2011 às 13:38

    Não sou contra regras rígidas na educação dos filhos, pelo contrário. É claro que não precisa ser regime ditatorial, mas é precido impor certas coisas às crianças e adolescentes, sim, afinal eles não têm discernimento para fazer escolhas coerentes.
    Criar filhos com liberdade demais, no melhor estilo “não vamos criticá-lo para não arrasar sua autoestima”, só rende adultos irresponsáveis, levianos e sem rumo. Fui criada com muito amor, mas também com uma certa rigidez que me dava noção de que eu tinha responsabilidades a assumir. Hoje, aos 29 anos, moro sozinha, me sustento completamente (tenho uma vida bem confortável) e nunca fiz qualquer tipo de bobagem, como experimentar drogas ilícitas, por exemplo. Tenho muitos conhecidos que foram criados sob liberdade excessiva que são verdadeiros estorvos hoje: estão com mais de 30 ou 40 anos de idade, dependem financeiramente dos pais, não concluíram faculdade alguma, estão atolados de dívidas no banco e vivem desempregados ou pulando de emprego em emprego (pois a cada vez que sofrem uma frustração no trabalho, lá pelo terceiro mês de contrato apenas, se sentem melindrados e pedem demissão). O curioso é que os pais destes próprios indivíduos estão desesperados por eles não terem tomado um rumo…!
    Não precisamos de pais ditadores, mas precisamos, sim, de pais conscientes e que parem de considerar as pirraças de seus filhos uma “demonstração de personalidade forte”. E é aquela velha história: mãe é mãe, mas a vida é madrasta. Quem não ganha limites em casa, cedo ou tarde ganha limites da vida.
    Bons exemplos, abs, Caio

  43. Felipe Goltz

    -

    26/01/2011 às 13:27

    Belo texto, Caio. Não li o livro da Amy Chua, mas acho que a coisa é mais ou menos por aí mesmo, com uma pequena ressalva: existem sociedades muito tolhedoras, como a chinesa ou a japonesa por exemplo, mas também indivíduos altamente tolhedores e castradores de seus filhos e de si próprios, independentemente a que cultura pertençam. Amy Chua, como você bem escreveu, é uma caricatura do modelo chinês, senão asiático, de educação e conduta social. Disciplina militar até para escovar os dentes. Mas sempre ouvi dizer que a sociedade americana, muito mais flexível, democrática, formosa, colorida, dinâmica, etc e tal que a chinesa, é quem introduziu a cultura da competição entre as pessoas desde o jardim da infância para serem “os melhores”. Não sei se na China é exatamente assim, mas sei que ser extremamente rígido com as crianças, determinando o que elas podem e não podem fazer em seu tempo livre, é uma prática consagrada e dificilmente contestada na China.
    Creio que a cultura americana absorve melhor a rebeldia. Este é um problema que a China poderá ter, embora uma válvula de escape poderá ser o nacionalismo, no lugar do comunismo. Não há mãe tigre ou estado leão que poderá segurar algumas insatisfações. Não vejo uma sociedade avançar mantendo tanta rigidez, abs, Caio

  44. Leonardo Salomon

    -

    26/01/2011 às 12:48

    Prezado Caio, primeiramente, gostaria de dizer que é um prazer entrar em contato com vc. Desde tenra idade (bem, não sou tão velho assim) acompanho o Manhattan e sempre senti especial admiração por vc.
    Quanto ao tema da mãe tigresa, tenho algumas ponderações a fazer, a despeito de ainda não ter lido o livro: (1) o que as filhas acham de tudo isso? O que o marido acha de tudo isso? (2) Pq não dormir na casa das amigas e outras ‘bobagens’ essenciais à construção da personalidade e do trato social? A impressão que me dá é que, num futuro não muito distante, nem um psiquiatra poderá ajudar mais estas meninas…
    (3) Por outro lado, a busca por excelência é fundamental (na minha opinião) e eu busco preparar meus filhos para tal. No final, o que interessa é chegar entre os melhores, e não competir.(Mas o que faço para lidar com uma possível perda?)
    Tenho a sorte de meu filho ser louco por estudo, mas vai chegar um momento em que serão obrigados a estudar o que não gostam, de cumprir com obrigações chatas e aparentemente sem propósito, entre outras coisas. E assim o farão, quer gostem ou não.
    Neste ponto, concordo com a mãe chinesa: a vida não é mole, o mundo e´competitivo, os melhores costumam ter mais chance (ao menos nas sociedades meritocráticas, o que não é tanto o nosso caso), ha que passar noites em claro na frente dos livros, quase sempre temos que fazer o que não gostamos, sempre podemos melhorar, etc, etc.
    Mas, afinal, isto tudo precisa fazer sentido para os pais e para os filhos. E, segundo minha oponião pessoal e parcial, o melhor jeito de se fazer isso é pelo exemplo e, especialmente, demonstrando um descomunal amor pelo estudo, pelo conhecimento, pela elucubração. E,quanto ao amor pelo estudo e o reconhecimento de sua importancia na constituição do ser na compreensão do mundo, as tradições judaica e (cada vez mais a)asiática seguem na frente.
    Meu filhos amam estudar, pq eu e minha mulher também amamos, independentemente se isso vai proporcionar um bom salário ou não. A vontade de saber não é nata, é construída e cultivada a duríssimas penas. Quantas vezes deixei de sair ou brincar com meus amigos para estudar!

    Mas, só para corroborar a dialética de meia tigela deste pequeno e insignificante texto, apresento mais uma problemática: (4) no final das contas, o que conta é a felicidade a mentschkeit dos nossos filhos, a despeito dos logros acadêmicos. Obviamente, o contexto ideal seria um filho psicologicamente e socialmente equilibrado, mentalmente saudável e se destacando MIT ou em Yale. E uma coisa não elimna a outra. Mas, se fosse obrigado escolher apenas um deles, preferiria (não sem pesar) ter um filho ‘burro’, mas feliz.

    Portanto, o equilíbrio nas decisões é fundamental. E neste aspecto, a família Blinder parece estar no caminho certo, a julgar pela filha Ana.
    Um grande abraço
    Leonardo
    Espero que minha familia esteja no caminho certo, mas um pouco de dúvida é saudável para não ficar muito arrogante ou acomodado, abs, Caio

  45. maisvalia

    -

    26/01/2011 às 12:30

    Meu pai era mais para tigre, mas a época foi influenciado, eu acho, pela ditadura brasileira, e ele era o ditador em casa. Não me lembro quem falou, que o medo dele não era o general ditador, mas sim do guarda da esquina ditador, hehe.
    Eu tento ser da turma da virtude do meio, ou seja, nem tigre nem molenga.
    Está vendo? No fundo você é centrista, abs, Caio

  46. karen

    -

    26/01/2011 às 12:16

    Oi caio, tudo bem? Este artigo e pertinente para os dias atuais. Os pais estao em crise, eles nao querem criar os filhos como foram criados, cheios de regras e estruturas mas ao mesmo tempo nao sabem o que fazer, permissividade ao extremo ficou corriqueiro, fazendo com que muitas criancas e jovens nao tenham a menor nocao de seriedade quanto suas educacoes e em como tratar seus pais e ate professores, sendo desrespeitosos muitas vezes.
    Aqui nos EUA, como vc mencionou, e demais essa coisa de criar autoestima a qualquer preco: exemplo de uma mae americana: muito bom sweetheart (mesmo que a crianca chegou em ultimo lugar numa prova esportiva). Mas vendo o envolvimento dessas maes (aqui em NY as maes que conheco brincam o tempo todo com seus filhos: games, lendo, levando a museus,etc… tv poucas criancas assistem ou por pouco tempo ) me faz pensar que talvez elas estejam fazendo algo certo. Talvez enquanto criancas eles deveriam brincar muito, para desenvolver corpo/cerebro/traquejo social e assim serem melhores alunos e futuros profissionais qdo amadurecendo. O problema e quando esta liberdade toda enquanto crianca e carregada de forma irresponsavel para quando a escola e mais dificil e competitiva. Entao provavelmente o certo e ter equilibrio, exigir e esperar boa performance na escola ou extra cursos e tambem dar chance para criancas/jovens de terem tempo para ter amigos e se divertir. Nao somos jovens para sempre e as memorias da nossa jornada pela vida deveriam ser marcadas por esforco, conquista, trabalho duro e tb por momentos felizes, de sermos tolos, das risadas faceis e a ideia de que o mundo e todo nosso e que podemos ser o que quisermos. Dai qdo ficamos mais velhos vemos que era uma ilusao mas ainda sim, doce.
    Mas os asiaticos ja estao comecando a nos fazer questionar como educamos nossos filhos (principalmente depois de se sairem tao bem nos testes de ciencias e math recentemente), e o medo de deixarmos nossos “tesouros” despreparados para competir com eles vai criar ainda muita ansiedade e novos modelos de como educar nossas criancas. Pais preparem, muito em breve vamos ter milhares de livros como o da Sra. Chua tentando nos ensinar novas regras sobre o assunto, mas nao vamos nos esquecer do famoso bom senso.

    Mais tarde vou comentar no artigo da sua filha . Bom dia!
    Na mosca, bom senso, abs, Caio

  47. Rodrigo

    -

    26/01/2011 às 12:12

    Blinder, acho que você não vai gostar, mas em fevereiro ou março vou iniciar a leitura do “One Nation, Two Cultures”, da Gertrude Himmelfarb. Acho que nenhum liberal gosta desse livro.
    Por que não gostaria? Um bom liberal gosta de intelectuais inteligentes, não importa a cor, abs, Caio

  48. Jornalista Maria de Fatima Machado

    -

    26/01/2011 às 12:06

    China caiu. Estou formalizando denuncia no Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU contra Hu Jintao por Racismo contra o Povo do Tibet.

  49. Rodrigo

    -

    26/01/2011 às 12:03

    Blinder, sei de críticos de direita nos EUA que fazem críticas contundentes ao atual modelo de família. O que eu me pergunto é como os EUA conseguirão manter a posição de primeira economia do mundo com uma sociedade viciada em entretenimento, crédito fácil e otimismo bocó. Será que estou errado?
    Esta é uma sociedade aberta, não dá para arregimentar à la chinesa, mas concordo que falta responsabilidade individual e familiar. Abs, Caio

  50. sinisorsa

    -

    26/01/2011 às 11:44

    Qual é o problema em ter regras e disciplina doméstica? A meu ver, nenhum. Também não vejo problemas em ter pais que se comportam como pais: estabelecem limites, deveres e responsabilidades. Me parece que as pessoas se esquecem com demasiada frequência que educação é dever e obrigação dos pais, e não dos professores, os quais não são de maneira alguma substitutos do núcleo familiar. Estou de acordo com Iago José e Aldo Matias Pereira. Meus pais, semi-analfabetos, me exigiam excelente desempenho escolar, o que muitas vezes me levou ao choro puro e simples, já que eles não tinham idéia das matérias escolares e nem podiam resolver minhas muitas dúvidas ao fazer as lições de casa. Mas o que eu valorizo dessa experiência é que entendi desde cedo que eu tinha que aprender a ser auto-suficiente, a “me virar pra tirar o pé da lama”, como dizia minha mãe. Fico abismada com essa cultura indolente de dar carro pro filho/a que passa de ano, de levar tudo “nas coxas por que papai/mamãe vai passar a mão na cabeça” e fazer vista gorda pro jeitinho preguiçoso de ser dos filhos. A dona tigresa comete erros, mas dá mostras de entender quando é preciso ceder e conceder às filhas maior liberdade de escolha própria.
    Na mosca, abs, Caio

  51. Carmem

    -

    26/01/2011 às 11:39

    Oi Caio,

    Eu definitivamente não sou uma mãe tigresa, até pq meu filho não precisa de uma. O menino nasceu responsável, educado e estudioso, uma coisa espantosa. Mas tenho uma sobrinha que se fosse minha filha muito provavelmente estaria “metaforicamente” acorrentada ao pé da cama.

    Cada criança demanda um tipo de educação, não existe uma formula que possa ser aplicada globalmente.

    Eu acho q essa Amy Chua estava de gozação… professora de Yale…
    “Pais ocidentais molengas?” Que tal a comparação “Premios Nobel filhos de pais ocidentais molengas” X “Premios Nobel filhos de mães tigresas”, e então?
    Hummmm agora me ocorreu, Ô Caio, mãe judia esta mais para mãe tigresa ou para mãe molenga??

    Isso vai longe…
    abs,
    Carmem
    Oi Carmen, creio o texto da minha filha captou algo essencial: existe muito esteriótipo nesta conversa e a Amy Chua, cujos pais estudaram no MIT, abusou. Abs, Caio
    PS: conversa sobre mãe judia vai longe. Nem Freud, que tinha uma assim, explica tudo.

  52. patricia

    -

    26/01/2011 às 11:22

    Eu me esqueci de comentar que sua filha Ana é muito madura para a idade e os comnentários dela foram muito responsáveis. Com certeza a educação que vocês deram a ela , com todos os limites normais impostos com responsabilidade, ajudaram a moldar o caráter que agora nos é apresentado. Parabéns!!!
    Obrigado, Patricia, o pai coruja sugere que você direcione o comentário para o texto dela, abs, Caio

  53. Angelo Costa

    -

    26/01/2011 às 11:19

    Prezado Caio
    Belo artigo, muito atual e importante.
    Do nosso ponto de vista ocidental este comportamento da mãe em questão é absurdo. Na cultura chinesa eles sempre viveram sob uma mão de ferro, no passado a mão de ferro de um imperador, nos dias atuais o sistema comunista de governo que impõe o que deve ser feito, pois é o melhor para a sociedade. É de se esperar que a educação doméstica refletisse este rigor ou esta mão de ferro. No caso em questão a mãe exagera no tratamento, como por exemplo chamar as filhas de lixo ao não atingir determinado objetivo é um absurdo, mas por outro lado o excesso que liberalismo na educação atual também é um absurdo. Você observou bem sair distribuindo medalhas sem que se tenha nenhum mérito para isso atrapalha e pode levar ao comodismo. Tenho amigos nos EUA e sempre perguntei o que estava errado na sociedade americana que sempre aparece um desequilibrado para sair matando gente nas escolas. Não tenho resposta para isso, mas merece uma boa reflexão por que alguma coisa está errada. A China quando chegar ao ponto de ter uma renda per capta mais próxima de países desenvolvidos será cobrada pela sociedade por mais liberdades e não sei se a população continuará aceitando tão passivamente uma mão de ferro dizendo o que deve ou não ser feito.
    PS. Parabéns pela “filhona”.
    Caro Angelo, concordo plenamente com o final do seu comentário: os desafios são maiores em um contexto de abertura, seja de um país, seja de uma família, abs, Caio.
    PS: elogios pela filhona podem ser dirigidos diretamente a parte competente.

  54. patricia

    -

    26/01/2011 às 11:17

    Bom dia, Caio!!! Tenho certeza de que em qualquer situação na vida o equilíbrio é o mais interessante (nem tanto ao mar, nem tanto a terra, como diz o velho ditado). Tenho filhos e sei que, em uma situação, um tem de ser cobrado muuuuuito mais do que os outros,e em outro momento, elogiado e parabenizado. Gosto de saber que temos LIBERDADE para educar nossos filhos com valores que em qualquer lugar do mundo não saem do pedestal: dignidade, prudência,dinamismo, responsabilidade…Nada disso passa dos limites.
    Sabedoria é encontrar este equilíbrio, në? Abs, Caio

  55. joao -lisboa

    -

    26/01/2011 às 10:52

    Excelente a opinião de sua filha que, ao chamar de tigresa a boa mãe, coloca o Pai nos píncaros. É o que dá só ter filhas, como eu. Parabéns à família Blinder.
    Caro João, Pai nos píncaros, nao escutava esta há tempos, valeu, abs, Caio

  56. Augusto

    -

    26/01/2011 às 10:27

    Creio que toda a questão consiste em saber o que se quer, o que se ambiciona para seus filhos. Fico com o Max Stirner da obra O FALSO PRINCÍPIO DE NOSSA EDUCAÇÃO. Formatar o filho para o Estado, a Sociedade, o Mercado, a Pátria? Ou, ao contrário, educar para que a criança desenvolva todo seu potencial, para tornar-se um adulto em plenitude intelectual, ética, de autonomia e equilíbrio emocional e afetivo?

    “A miséria de nossa educação até os nossos dias reside em grande parte no fato de que o Saber não se sublimou para tornar-se Vontade, realização de si, prática pura.”
    Max Stirner

  57. Rodrigo

    -

    26/01/2011 às 10:11

    Blinder, quer uma prova da enrascada em que nos metemos? Aqui em são Paulo, um rapaz de 30 anos de idade foi preso pela polícia por ser pichador de muro. Aos 30 anos ele é pichador de muro.

  58. jorji

    -

    26/01/2011 às 9:58

    Sobre a letargia e desmotivação é simples de entender, é o excesso de valorização do “coletivo”, a invasão da cultura ocidental , principalmente a americana, que valoriza de forma demasiada o individualismo, cria um conflito nas novas gerações nipônicas, buscar o equilíbrio seria a melhor fórmula. Para nós os japoneses existe um ditado, o Japão não é uma sociedade, é uma forças armadas.

  59. jorji

    -

    26/01/2011 às 9:52

    Caio, tive oportunidade de trocar idéia com políticos e alguns empresário japoneses, o problema lá é o envelhecimento da população, veja como a vida é difícil, a sociedade sempre vislumbrou a longevidade e controle demográfico como “ideais”, e como consequência o Japão está se tornando um país de idosos, além de terem um território pequeno. Quem vai investir em um país de velhos?
    Excelente observação, abs, Caio

  60. Joana

    -

    26/01/2011 às 9:31

    Interessante a matéria da Time e o posterior comentário seu Caio! Fiquei com vontade de ler a matéria original. Sabe que convivi muito com asiáticos e morei na China e poderia englobar que o asiático de um modo geral, o japonês, chinês e coreano, crescem com o espírito competitivo aflorado e com a ideia de que devem ser os melhores em tudo. Por serem em muitos e as vagas em universidades não serem muitas, somente os melhores se destacam, eles são obrigados a estudar muito para serem alguém no meio de uma multidão. Quando fui apresentar um Congresso na China, meu professor coreano olhou para mim e me disse, isso uma semana antes da apresentação: “O que você faz da meia noite às 6 da manhã? Nada de dormir, até a apresentação em uma semana, vai estudar, aqui nesse lado do mundo, ninguém perde o tempo dormindo, enquanto um coreano, fecha o olho, tem outros estudando, então, vai estudar, vocês ocidentais, são muito vadios!” Fiquei apavorada olhando para ele! Fui para o meu quarto e fiquei pensando onde tinha me metido! Quem mandou fazer mestrado na China! Mas foi maravilhoso. Aprendi muito não só academicamente, mas também como pessoa. Hoje posso dizer que esse meu professor é um dos meus melhores amigos e tenho uma admiração enorme por ele. E um pouco dessa disciplina radical que aprendi usarei para educar meus filhos, assim como quero que eles aprendam chinês desde pequenos! Hahaha… Parabéns pela matéria!
    Obrigado, Joana, muito legal para o seu comentário. O tema daria outra coluna, pois o meu foco foi mais o doméstico, a família, abs, Caio

  61. hacs

    -

    26/01/2011 às 9:16

    Enquanto o modelo chines nao ultrapassar ao menos o Chile (Brasil) em GDP per capita PPP, as tais “virtudes” continuarao opacas. So posso lamentar a situacao dos milhoes de chineses que vivem nas areas rurais pobres e ainda tem que suportar uma mae tigresa. Ninguem merece.

    Abs
    Caro Hugo, em uma geração, se houver a saudável democracia, os jovens chineses terão aspirações diferentes, abs, Caio

  62. jorji

    -

    26/01/2011 às 9:03

    Sou nipônico, a filosofia chinesa é a mesma dos japoneses, esse comentário traduz em parte o que seja o Confucionismo, o sacrificio extremo. A realidade é que o mundo está nas mãos da mulher mãe, como já dizia o meu amigo Fiódor Dostoiévski, e muitos já afirmam que caminhamos para um mundo em que famílias não mais existirão. Em relação a essa discussão da forma de se educar uma criança é bobagem, a verdade é uma só, tudo na vida são ciclos, um dia a civilização cristã-judaica vai decair, dando lugar a uma outra, só não sei dizer qual.
    Caro Jorji, numa saudável provocação lembro que existe muito debate hoje sobre a decadência de uma civilização nipônica, e com a nova geração no país letárgica e desmotivada sobre as perspectivas. Não concordo, mas é um bom debate, abs, Caio

  63. Iago José

    -

    26/01/2011 às 8:56

    Blinder, bom dia!
    Dispenso apresentações, rs, você já me conhece!
    Bom, acompanhei o Manhattan deste domingo, onde o tema foi abordado com muita clareza, pouco antes, havia lido o artigo do Lucas Mendes na BBC Brasil sobre a mesma temática da mãe tigresa.
    No Brasil, o que existe, é o excesso de negligência materna e paterna. Libertinagem é a palavra que define a adolescência clichê que circula por aqui. Devo ser uma raridade por não compartilhar das mesmas ideias que os bastardos da minha idade, talvez, eu seja o errado.
    O excesso de comodismo imposto pelos pais, geram filhos mimados e incapazes, sempre protegidos pelo “amor” familiar que acoberta as besteiras da vida. Jovens ficam o ano inteiro com sua vida escolar esquecida pelos pais, basta reprovarem para que os protetores apareçam na escola armando um show circense. A culpa sempre está no estado que não oferece educação de qualidade aos pagadores de impostos, é triste!
    A linha dura da chinesa justifica uma formação equilibrada, como você mesmo disse, prepara a criançada para os dissabores da vida. Isso é essencial, de fato a vida lá fora é muito pior, como diz Belchior.
    No Brasil, a cultura do comodismo dificulta esse pensamento. O povo por aqui, como você mesmo sabe Blinder, é acostumado com o favoritismo e assistencialismo. A cultura vem formando uma classe massificada de cidadãos que não estão nem aí para um futuro, ou sei lá mais o quê.
    Óbvio que existem alguns exageros no modo disciplinar da tigresa, nada que caracterize maus tratos, óbvio, mas sinceramente? Faltam tigresas e tigres como esta mulher para domar a criançada no Brasil.

    Só para registrar aqui aos seus leitores:
    Caio Blinder foi um dos mais elogiados na mesa redonda que fizemos no Twitter, sobre o Manhattan Connection, logo após sua exibição.
    Os twitteros comentavam comigo, argumentando se ele era inteligente daquele jeito. Óbvio que sim. Blinder, você é uma enciclopédia humana, que domina os gostos dos brasileiros e twitteros, fãs do programa!
    Domingo tem mais,
    Grande abraço,

    Iago José
    http://www.twitter.com/iagojose_true
    Caro Iago, acho fundamental que os leitores leiam o que você escreveu, é a percepção de um cara jovem, apenas um pouquinho mais velho do que minha filha. Mas me sinto velho quando você me chama de Blinder, please, Caio, abs, Caio

  64. Aldo Matias Pereira

    -

    26/01/2011 às 8:17

    Caio,
    Acho que você deve se preparar para os comentários que vai receber. O politicamente correto de hoje por aqui não permite digressões como essa. Estabelecer limites? Meu filho? Ah, mas o do vizinho precisa, urgentemente, levar umas boas palmadas para aprender a viver em sociedade! A escola? É só o repositório de meus ódios, de meus medos e os professores, esses são só uns intrometidos que querem desvirtuar a soberba educação que proporciono à minha família. Assim funciona a pedagogia de hoje. Assim se comporta a sociedade politicamente correta de hoje!
    P.S. Parabéns por sua filha e pela oportunidade que você lhe deu!
    Caro Aldo, interessante o seu comentário. Estou preparado para a reação e convicto do que escrevi. Se tiver paciência também direcione comentários para o texto da minha filha. Seria instrutivo para ela, abs, Caio

  65. amauri

    -

    26/01/2011 às 8:04

    Bom dia Caio!
    Uma educação rígida como esta pode provocar algum dano a uma criança, principalmente se os pais não terem a sensibilidade de reconhecer as capacidades individuais. Mas, tenho certeza que uma educação permissiva e imposta pelo estado, como no Brasil, traz malefícios muito piores para as crianças e para a sociedade como um todo, eu não tenho duvida. Nunca visitei os EUA porem, noticias que leio a respeito da educação escolar não são animadoras. Voce tem informação que um livro bem aceito na educação americana é de Paulo Freire? Se é verdadeiro tá explicado a colocação numero 16 da educação americana no mundo. Li um artigo a varios anos, de um professor universitário americano, que relatava o seguinte: no inicio do sec. XX 90 % das vagas nas melhores universidades americanas eram preenchidas por judeus. Houve um movimento contra esta alta taxa de judeus e foi colocado um limite de 50% das vagas para judeus. Os 40% foram preenchidas por asiáticos. Não sei se é verdade, mas faz sentido. O relato do artigo sobre o xilique da mais nova é muito interessante e importante pois, a mamãe tigresa teve a sensibilidade de abrir a guarda e permitiu a filha mostrar seus sentimentos e ela mostrou uma lucidez que totalitários não tem. Seria legal voce colocar algo sobre a filha mais velha, alem de namorar.abs
    Oi Amauri, o problema é que a gente tem muito a versão da mãe. Ela se expõe, mas não está deixando as filhas falarem. Sobre os números, os asiáticos são 5% da populacão e hoje são 20% dos alunos das melhores universidades. Na Califórnia, algo como 50%. Abs, Caio


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados