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16/03/2011

às 6:00 \ Brasil, Geopolítica, Mundo Árabe, Obama

Obama: de Berlim para Cinelândia, sem passar por Trípoli

Meu nome é Obama - Foto Carsten Koall / Getty

Barack Obama vem aí, aí no Brasil. Não é uma viagem fundamental neste momento. Ainda bem. O Brasil e a região em geral não são preocupações urgentes de um governo americano atolado em desafios da hora, tanto domésticos, como internacionais. Mas há as obrigações protocolares. Obama precisa pelo menos uma vez, já na metade do seu mandato, ir mais abaixo do México, em uma visita ao hemisfério e assinar um punhado de acordos bilaterais.

De resto, o governo Dilma Rousseff merece esta visita. No mínimo, por ser uma presidente sem o comportamento histriônico do anterior. Os sinais são de mais sobriedade, sem aquela exuberância para torcer por qualquer ditador porque ele é antiamericano, porque seu país pode ajudar o Brasil a ganhar o assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, porque ele significa mais um negocinho ou porque a politica externa brasileira tinha desgalhado.

Sem ironia e sem condescendência, o Brasil merece ser bem tratado por uma superpotência com menos cacife e que tenta aprender a se acomodar ao que o guru Fareed Zakaria chama de “ascensão do resto”. E existe fascínio com o Brasil, em particular como terra de oportunidades econômicas, tanto para investimentos, como parceiro estratégico para os americanos ampliarem suas fontes de importação de petróleo.

Do lado brasileiro, é preciso deixar de lado um antiamericanismo chulé, murchar um anacrônico cultivo de relações sul-sul (quem é sul? quem é norte?), dosar o pragmatismo irresponsável nas relações internacionais e perder as manias de grandeza do lulismo. O Brasil é uma potência regional cada vez mais influente. Este é o seu devido lugar na mesa do poder global. Tem e terá inevitáveis desacordos comerciais, cambiais e geopolíticos com outros países importantes, seja os EUA, seja a China. Alguns pontos são negociáveis, outros não (estou falando do ângulo brasileiro), mas os EUA não devem ser tratados como o inimigo ou, mais ridiculamente, como uma superpotência fadada ao declínio estrondoso. Ademais, compactuamos valores preciosos, dos quais os chineses ainda estão divorciados.

Toda esta conversa estratégica se perde um pouco nesta viagem de Obama ao Brasil, pois o presidente americano, como Lula, peca pelo protagonismo. Esta coisa de discurso na Cinelândia, no Rio (e eu, como paulistano, pergunto por que não no vale do Anhangabaú?), é tão fora de hora, fora de própósito. Acabou o momento de catarse, de simbolismo da eleição Obama, de mensageiro das esperanças de um mundo melhor. Nada errado, claro, com discurso público, mas no lugar certo, na hora certa. Até que foi bacana Obama fazer um discurso em Berlim, ainda na campanha eleitoral, para se apresentar ao mundo, ou em Praga, sobre desarmamento, ou no Cairo, sobre a relação com islamismo, mas este na Cinelândia. Nada errado com o grande discurso. O de John Kennedy em Berlim (eu sou um berlinense) foi fulminante naquele momento da Guerra Fria, assim como o de Ronald Reagan na mesma cidade (Senhor Gorbachev, derrube este muro). Haverá as generalidades habituais neste tipo de discurso, mas o que Obama tem de histórico para dizer na Cinelândia? Eu sou um carioca?

Este protagonismo de Obama no Brasil apenas irá reforçar os preconceitos sobre a eloquência oca do presidente americano e distrair as atenções. Obama reluta em tomar algumas decisões cruciais, a destacar sobre a intervenção na Líbia. Ele não precisa de mais loquacidade num território periférico ao núcleo de problemas do momento. A carga já está pesada. Larry Diamond, professor da Universidade de Stanford, segue uma linha de raciocíonio histórico: cada presidente americano entra na Casa Branca achando que vai definir a agenda e dar o curso das relações do país com o resto do mundo. E quase sempre enfrenta crises surpreendentes ou acima de suas expectativas.

Wilson e Roosevelt conduziram o país em guerras mundiais, Truman precisou decidir rapidamente como agir na questão das bombas atômicas no Japão e como conter a expansão imperial soviética, Kennedy tomou decisões quando o mundo esteve perto do aniquilamento nuclear na crise dos mísseis de Cuba, Carter teve a revolução iraniana, Bush, o 11 de setembro. Obama herdou a crise econômica global e guerras no Iraque e Afeganistão. Esta crise em curso no mundo árabe é a primeira genuinamente sob sua administração.

Alguns destes presidentes se saíram acima da encomenda. Outros foram um fiasco na hora crucial. Truman é um caso interessante. Foi maltratado pelos sacadores de opinião quando deixou o poder, mas teve um upgrade dos historiadores. A situação de Obama é bizarra. Teve o upgrade antes da história. O desafio agora é corresponder às expectativas. Aqui recorro ao meu guru David Brooks, do New York Times. Ele diz que nas crises internas e internacionais (em particular no mundo árabe), Obama tenta fazer a média (sempre a média) entre os impulsos idealistas de um chamado à ação do jovial John Kennedy e a oração da prudência do veterano general-presidente Dwight Eisenhower.

No mundo árabe, Obama tenta equilibrar exortações à democracia com estabilidade e preservação dos interesses americanos. Num mundo ansioso, Obama não quer ser afoito. David Brooks adverte que cautela pode parecer fraqueza. Pode significar um vácuo de liderança, quando existem expectativas de que presidente do país mais importante do mundo “irá dominar a agenda, projetar força e oferecer uma visão”.

David Brooks sai pela tangente (e eu também), dizendo que Obama é uma pessoa complicada. A situação é complicada. São expectativas colossais sobre o presidente americano. E não estamos falando do discurso na Cinelândia.
PS: Escrevo estas linhas na manhã de sexta-feira. De acordo com as últimas informações, o tal discurso-apoteose em praça pública foi cancelado. Intervenção do bom senso. E, após tropeções, Obama fará uma escala (geopolítica) em Trípoli. Após semanas de dilemas, o presidente endossou a intervenção militar na Líbia, através de resolução da ONU. Com a decisão tomada, o negócio é apoiar, desejar boa sorte e aguardar a queda do tirano.

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252 Comentários

  1. QUILOMBOLIVARIANO

    -

    10/04/2011 às 18:17

    Revolução Quilombolivariana! REQBRA e o verdadeiro povo brasileiro apóia e é solidaria a o grande líder libertador Muammar Kadafi na luta e soberania do povo líbio ao contrario da mídia e a elite dominante fascista e judaica sionista brasileira,que apóia e torce por Hordas imperialistas piratas predadores assassinos dos EUA e OTAN, querendo saquear o petróleo da Líbia e a Amazonas do Brasil.

    Viva Zumbi! Viva Brasil Venceremos!
    Ao Nosso Povo! Viva Brasil! Venceremos!
    .
    Revolução
    Quilombolivariana e bradaram Vivas! a Simon Bolívar Viva! Zumbi!Tupac Amaru!Benkos BiojoS!Negra Hipólita! Sepé Tiaraju Alicutan!Sabino! Elesbão!Luis Gama,Lima Barreto,Cosme Bento! José Leonardo Chirinos !Antônio Ruiz,El Falucho! João Grande e Pajeú ,João Candido! Almirante Negro!Patrice Lumumba!Viva Che! Viva Martin Luther King!Malcolm X!Viva Oswaldão Viva! Mandela Viva!Luiz I.Lula da Silva, Viva! Chávez, Vivas! a Evo Ayma!Rafael Correa! Fernando Lugo!José Mujica(El Pepe)! Viva! a União dos Povos Latinos afro-ameríndios,! 1º de maio,
    Viva Dilma!Os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
    Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
    O maior blog de Chávez e Chavista das Américas
    vivachavezviva.blogspot.com
    quilombonnq@bol.com.br
    Organização Negra Nacional Quilombo
    O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
    Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

  2. amauri

    -

    26/03/2011 às 15:59

    Boa tarde Caio! De volta ao passado.
    FHC baixou a cabeça para os EUA? FHC , quando presidente, discursou em todos os fóruns mundiais contra os interesses dos EUA e contra a orientação política daquele governo. Quem não lembra do discurso na Assembléia francesa? O fato é que o posicionamento da diplomacia brasileira do governo FHC, foi um desastre para os interesses do país. FHC fez da nossa política externa uma fábrica de panfletos de centro acadêmico. Cometeu erros primários. Eu não me lembro de ter abaixado a cabeça. abs
    Amauri, de leve, voce acha que o FHC foi uma fabrica de panfletos de centro academico e contribui abaixo com o manifesto ginasiano daquele rapaz, abs, Caio
    Voce poderia contestar as afirmações que fiz neste comentário, e não somente ao panfletos de centro acadêmico. E o manifesto ginasiano é cheio de humor e respeita e propõem deixar aos amantes do socialismo viver entre si. Para um estudante achei bem humorado, quando ele tiver seus 50 anos ele talvez até escreva algo como o FHC. abs

  3. celinha

    -

    21/03/2011 às 13:27

    Se eu, uma leiga no assunto, qdo vi anunciar na TV, essa aparição, com discurso em espaço aberto, na Cinelândia, disse: “Isso não vai prestar!! Tá cheirando a desfile em carro aberto em Dallas!!”
    Pensem bem; se todos nós, sabemos da fragilidade e corrupção estabelecidas em todos os órgãos do governo brasileiro (seja na área de segurança ou qq outra), supõem-se q a CIA e o FBI tbm saibam, certo? E por q, eles concordariam com uma exposição pública destas (qual a representatividade, em termos coletivos, do Presidente Americano no Brasil?), tão desnecessária e sem relevância, levando-se em conta o rol de amizade desse nosso governo?
    O q tem de amiguinhos desse governo, querendo acabar com o Obama, não tá no gibi!! E nenhum deles se faria de rogado, para tentar seu objetivo, aproveitando-se das facilidades no caso.
    Imagino q, os americanos tenham dito qq coisa como, “vamos ver… estudar as possibilidades…”, qdo interpelados sobre a possibilidade do evento acontecer ao ar livre; e nossos marketeiros tenham divulgado, q eles concordaram com a idéia. Só q, depois de uma rápida revisão da area, e análise precisa, feita pelos próprios agentes de Obama, a conclusão foi óbvia. Nada de dar moleza e nem favorecer aos delinquentes de plantão!! Bin-Laden, Ahmadinejad, Hugo Chavez, Raul e Fidel Castro, Mubarak, Kadhafi… se tinham alguma má intenção, q esperem sentados.

  4. ricardo

    -

    21/03/2011 às 11:00

    Eu idolatro os EUA, com MUITO estudo e trabalho, quem sabe um dia o Brasil não seja também uma REPUBLICA democratica, com instituições respeitáveis e JUSTIÇA para todos. Eles são O modelo a ser seguido.

  5. vera souza

    -

    21/03/2011 às 10:12

    Excelente …excelente
    Obrigado, obrigado, abs, Caio

  6. Fabricio Juliano

    -

    21/03/2011 às 0:51

    Notícia da veja: “As situações na Líbia e no Bahrein são diferentes, afirmou neste domingo o assessor do presidente Barack Obama para a Segurança Nacional, Tom Donilon, ao justificar a diferente reação de Washington à repressão nos dois países. Os cenários “no Bahrein e na Líbia não são comparáveis”, disse Tom Donilon, que qualificou o governo de Manama como um “aliado de longa data dos Estados Unidos”, durante um contato com a imprensa no Rio de Janeiro.” Simples e objetivo, já não sobram mais argumentos para justificar a eterna política de um peso duas medidas, o próprio assessor, de certa mostra, mostra que tudo é um jogo de interesses. Esqueçam esse papo de intervenção humanitária, se querem defender as ações dos países que idolatram pelo menos sejam coerentes com a realidade.

  7. Fabricio Juliano

    -

    21/03/2011 às 0:35

    È muito engraçado como o discurso do Obama no Teatro Municipal do Rio conseguiu dividir os makakitos devotos, estava agora a pouco a ler o blog do reinaldo azevedo (antes de ver o discurso na integra) e fiquei encabulado com as críticas, sobretudo quanto ao ataque na Líbia que é de pleno consenso entre todos devotos, feitas ao presidente americano. Porém ao ver o vídeo e ler o texto inteiro logo percebi o motivo da chateação do reinaldo, em momentos do discurso Obama elogiou Lula e Dilma, dizendo inclusive que o crescimento que o Brasil teve sob o governo Lula é admirável e serve de exemplo para o resto do mundo. Então pronto, esse presidente, logo, passa a estar errado em suas atitudes, inclusive naquela de intervenção militar contra o tirano líbio e em suas palavras de apoio à revolução pois estaria “incendiando o Oriente Médio” (nas palavras do reinaldo). É muito irônico e engraçado tudo isso, bastou o chefe maior da divindade USA elogiar (assim como o fazem a maioria dos líderes políticos que tiveram contato com o Lula) nosso ex-presidente e nossa atual para transparecer que essa devoção não é tão grande quanto o repúdio que esses m. tem pelos mesmos. É de rir mesmo, lembro da época que o Obama chamou o Lula de “o cara”, foi aquele estardalhaço aqui os m.devotos tentavam ridicularizar isso de todas as formas, justificar dizendo que era sarcasmo etc etc etc, inclusive o próprio reinaldo, agora vão dizer o que??? Só resta a vcs voltarem seu ódio ao próprio presidente americano, como já esta acontecendo. KKKKKKKKKKKK

  8. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 22:14

    Para despedir-me com versos de T.S. Eliot:
    “Goonight Bill. Goonight Lou. Goonight May.Goonight
    Ta ta. Goonight. Goonight.
    Good night, ladies, good night, sweet ladies, good night,
    good night”.
    Good night, Blinder.

  9. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 21:19

    Blinder, assisti a um documentário na TV Cultura que tratava do trabalho quase escravo a que são submetidos os chineses, adolescentes inclusive. Gostaria de ver os americanos democratizar a China e, consequentemente, asssitir a uma revolução no mercado de trabalho chinês. Mas é claro que isso é difícil, o que mostra a dificuldade de “espalhar a democracia” pelo mundo”. Quando se intervém no Iraque, na Líbia etc, esperam-se mais intervenções…Admiro muito a capacidade intelectual de Kristol, Himmelfarb (acho que os dois eram casados), mas muitos se perguntam…e a China, na qual as corporações tanto lucram? Diferente é a posição de Israel que, se vier a bombardear as instalações nucleares do Irã, estará evitando um mal maior.

  10. dona sinhá da silva junior

    -

    20/03/2011 às 21:13

    Assisti alguns debates na Campanha de Obama a Presidente do USA. Um dos temas mais interessantes e tinha a atenção dos eleitores, dos entrevistadores, dos críticos, naquele momento fora a questão internacional, mas o Iraque e o Afeganistão eram o assunto da vez.

    W. Bush fora escomungado até mesmo pelos ateus…

    Mas a semente da democracia está lá, plantada em pleno Oriente e bem próximo da Costa da África, sacudindo costumes, maneiras, modos, etc., e (apontam as Pirâmides) principalmente a Religião local… parece, agora, está se tornando assunto secundário, embora fosse o assunto principal dos Bin’ss Laden’ss do Terrorismo islâmico.

    O Cristianismo não fez Terrorismo no apogeu de suas Cruzadas, mas a matança é de um teor teocêntrico. Estas, quando se viu enfraquecida tratou de criar seu famoso Tribunal das Inquisições. Em vão.

    É isso, a tirania destroi a si mesma já dizia (em 1748) Montesquieu.

    Mas como a Globalização tem pressa não pode se dar ao luxo de ficar aguardando, em berço esplêndido, o problema se solucionar a seu próprio modo, no seu dia-a-dia…

    Dissera também Montesquieu: “devemos estudar a História com o auxílio da Leis e estas com o auxílio da História”.

    Então vamos olhar bem para o Brasil, o teor da Carta de 1891 como paradigma para a Carta de 1988, sem esquecer de consultar o DECRETO 19.398, de 10 de Novembro de 1930, este decretou a criação do Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil, e todos os Outros Decretos editados até o ano de 1945, quando fora deposto.

    É isso, a Carta de 1988 esquentou todos esses Decretos editados de 1930 até 1945. Somos um País de Mubarak’sss e Kadafis’sss, mas em facções de empregados e empregadores, e todos estes têm direitos a Tributar ou têm Poder, em contradição com a Separação de Poderes, está, aí sim uma Tese de Montesquieu.

    Se o despreparados, os néscios, os obtusos, chegam ao Poder aqui em nosso País há um razão mais legal e não política… É como dizia a minha Avó: vejam só o porco rindo da carne de porco…

  11. run, dont walk.

    -

    20/03/2011 às 20:45

    Rapaz, outro artigo na ponta do casco. Sou mediano, e sofisticação literária me atrapalha o sono. Muito legal Sr. Caio. Concordo em tudo.
    Nossa, durma bem. Pesadelo só o Kadafi, abs, Caio

  12. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 18:50

    AVISO AOS RETARDATÁRIOS, hehehehe
    PT perde o discurso.Coturno noturno
    O site do PT – http://www.pt.org.br/portalpt/ – não traz um só notícia da visita de Obama ao Brasil. Fala da comissão da verdade, reforma política e não dá uma linha para o maior acontecimento político do novo governo. Nem mesmo uma frase de protesto pelo fato do Mercadante e do Mantega terem sido apalpados em revista íntima pelos brutamontes da direita raivosa do FBI. Acabou o discurso anti-americano?

  13. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 18:43

    É trauma de petralha.
    Duas vezes o çábio foi derrotado no 1. turno.
    Quem intentou e ganhou as ações na OMC foi o FHC.
    O resto é estória.
    Mas quando o partido do trambique manda os gorilletes da cauda vermelha obedientes fazem o que?
    Obedecem, of course, hehehehehe

  14. José Geraldo Coelho

    -

    20/03/2011 às 18:37

    Piada infame Fabrício.
    Deixe de ser petralha pelo menos uma hora por dia e você será curado dessa sórdidez que você carrega acima do pescoço. Ou abaixo do estomago? Não sei!
    Afinal quem seria Lula sem os fundamentos econômicos criados pelos presidentes Itamar e Fernando Henrique.
    A história diz que até o Collor foi importante para a estabilidade do Brasil.
    O único que não acrescentou nada ao país foi o seu “cumpanheiro” Sarney.
    Crescer faz bem e não te expôe a vergonha.

  15. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 17:48

    O Fabrício vive pensando que FHC era servil aos EUA, mas na época dele o país foi à OMC várias vezes contra os…EUA. Blinder, o Segall que eu citei é tenente-coronel da reserva das Forças de Defesa de Israel, acho que especilista em Irã.

  16. Fabricio Juliano

    -

    20/03/2011 às 17:33

    Só para descontrair um pouco, momento cômico no almoço entre Obama e os ex-presidentes brasileiros no que Obama cochicha no ouvido do FHC: “Como seria melhor que vc ainda estivesse na presidência desse país”, no que o FHC todo orgulhoso retruca: “Ahhh que isso Obama, muito obrigado, me sinto muito bem que uma autoridade como vc reconheça que eu sou melhor para o Brasil!” no que Obama interrompe na hora e diz: “Melhor para o Brasil??? Não é isso, vc com certeza seria melhor para nós.”

  17. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 17:20

    “O Irã entende a dominação do Hezb’Allah no Líbano, a tomada de Gaza pelo Hamas, o avanço contínuo do programa nuclear iraniano e, agora, as revoluções no mundo árabe como sinais do sucesso de sua revolução islâmica”. O autor do trecho é Michael Segall. Aproveitando o comentário do Maurício, a Líbia é tão infeliz que talvez nem tenha capitalismo de estado, porque a família Khadafi domina completamente os setores mais importantes da economia.

  18. Mauricio

    -

    20/03/2011 às 16:56

    Sobre comparar o Brasil com Turquia ou Indonesia (piada do Caio):
    graças a Deus pelo menos não nascemos em um país muçulmano. Desse mal não sofremos.
    PS: É pra provocar mesmo. Não é preconceito. Nossas mazelas são menores.

  19. Mauricio

    -

    20/03/2011 às 16:51

    Sobre a Libia. É Caio, parece que o kadafi vai morrer por lá mesmo logo. Que tempos atribulados ein ?!
    O problema é o preço, abs, Caio

  20. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 16:50

    Saindo um pouco e para não dizer que não falei de flores, o blog do Alon é de esquerda, e por incrível que pareça, é bom, hehehehe

    …Conversava outro dia com o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre as guerras e ele me descreveu certa passagem de uma visita de políticos brasileiros ao Vietnã, anos atrás.

    Um da delegação se disse admirado pelas longas e duríssimas guerras de independência do povo vietnamita contra franceses e americanos.

    “Melhores são vocês, que conquistaram a independência sem derramar nenhum sangue”, respondeu na hora o representante do Vietnã.

    Nossa independência teve sim algum sangue, pouco perto do investido por eles, mas o episódio é engraçado e bom…

  21. Mauricio

    -

    20/03/2011 às 16:49

    Obama disse que é hora de tratar o Brasil como China e India. Isso lá é elogio prezado Obama? Pô. Bola fora. A China é um restolho ditatorial comunista que descobriu como ganhar dinheiro com o “capitalismo de estado” que alguns bobocas enchem a boca pra falar.. A India, me perdoem, uma sociedade que se baseia em castas e onde as vacas são sagradas.. quem já foi a India sabe como é lá de verdade.
    Ah, para ! Obama pode fazer melhor que isso. Tchau.
    O que vai dizer, que o Brasil pode ser uma Turquia ou uma Indonesia?
    Abs, Caio

  22. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 16:44

    Mas acho que também posso divergir de Paul num ponto: Eu acho que o Irã não pode ter bomba atômica nenhuma, pois será um risco imenso para o mundo. Aliás, Ahmadinejad já disse que Israel deve ser riscado do mapa, e isso não é retórica política.

  23. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 16:28

    É claro que isso não é motivo, Blinder. Devemos avaliar as idéias por ele esposadas. “Creio ser fundamental que surjam outros partidos fortes nos EUA, para romper as amarras bipartidarias”, você respondeu. O Brasil pode contribuir com os EUA, como não: Temos PDT, PC do B, PR, DEM, PMDB, PPS, PP, PSDB, PSB, PT, PSTU, PV, PTB, PCB, PSOL, PRTB,PT do B, PTN, PTC, PSL, PSC, PSDC, PMN, PRP, PHS, PRB e um novo partido, do prefeito de S. Paulo, Gilberto Kassab, o PSD. Que os americanos aprendam conosco. Quem saber vejamos os Republicanos do B e os Democratas do B.
    Nos EUA há um montao de partidinhos, mas seria legal partidos realmente representativos alem dos partidoes, que possuem varias faccoes. Rodrigo, sei de sua afinidade com o Paul, mas gracas a voce, ele acaba tendo uma representatividade acima da conta neste espa’co, abs, Caio

  24. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 16:12

    Numa das suas intervenções, você afirma se opor à expansão dos assentamentos. Gostei de sua resposta. O Ron Paul não pode ser acusado de antissemitismo: Um de seus “ídolos”, Ludwig Von Mises, era judeu.
    Isto nao é motivo para gostar dele, abs, Caio

  25. Carmem

    -

    20/03/2011 às 15:57

    Eu não conheço venezuelano.
    Qual é o endereço?
    é isto mesmo, Carmen, este blog brasileiro inclusive cita a piada do Chiguire sobre o Chavez e o Sheen. Esta na capa da edicao de hoje, abs, Caio

    http://www.elchiguirebipolar.net/

  26. José Geraldo Coelho

    -

    20/03/2011 às 15:46

    Em Tempo: o Minerin-bobin-invocadim tá lá em baixo no dia 18 às 14.00 horas.

  27. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 15:36

    Não Caio, este é o Vanguarda Popular, um blog brasileiro muito bom.

    http://www.vanguardapopular.com.br/portal/

    Abs
    Acabei de ver, boa sacada. Mas ele pegou algo do blog venezuelano, nao? Como ja disse antes, entre os transeuntes deste espaço os mais conservadores se mostram mais bem humorados e criativos. Em nome da diminuicao do stress pediria que os menos conservadores se mostrassem menos rabujentos na tomada de posicao, abs, Caio

  28. Carmem

    -

    20/03/2011 às 15:34

    O Emmanuel Goldstein é da Vanguarda Popular
    http://www.vanguardapopular.com.br/portal/
    eu tb assino hehehehe
    Meu jornal eletronico de esquerda preferido além do Fabricio Juliano.
    Obrigado, Carmen, acabei de ver, boa sacada. Mas ele pegou algo do blog venezuelano, nao? Como ja disse antes, entre os transeuntes deste espaço os mais conservadores se mostram mais bem humorados e criativos. Em nome da diminuicao do stress pediria que os menos conservadores se mostrassem menos rabujentos na tomada de posicao, abs, Caio

  29. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 15:30

    “Na atual cartada ja esta implicita a mudança de regime. A receita do Obama é obamista (meio confusa, ambigua, de resolucao mais lenta mas se der certo sera fenomenal)”. Mas e o prêmio Nobel de Bush? Só Obama tem a receita infalível para a mudança de regime? E quem disse que Khadafi aceitará tal mudança de regime? Vide o exemplo do Iraque após a ocupação. Quanto ao Fabrício Juliano, acho que ele se engana: Eu admiro, sim, os EUA como país, mas é claro que isso não implica aceitar toda e qualquer expressão cultural desse país, não implica aceitar toda e qualquer política externa. É preciso ter discernimento: Os EUA não têm as melhores universidades do mundo porque são “ladrões”.
    Rodrigo, nao disse que o Obama tem a receita infalivel, disse que se a receita der certo, ela é mais esperta, cadenciada e viavel do que a do Bush. Sorry, nao vou reescrever a historia do Bush. A do Obama esta em curso. Rodrigo, claro que o Kadafi nao aceita a mudança de regime, ele nao esta sendo consultado, por esta razao é mudanca de regime,abs, Caio

  30. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 15:10

    Estava se olhando no espelho, hehehehehe

    Acho que nem uma barata ou um rato (que me perdoem os animais) teriam uma atitude tão absurda com a própria espécie. Esse tipo de “gente” não pode ser sequer comparada com seres vivos, estão mais para uma substância previsível com cheiro de restos fecais.

  31. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 15:09

    Para desopilar, hehehe

    Barack Obama fará treinamento de guerrilha no Brasil. Dilma Rousseff será instrutora de armas pesadas.
    Escrito por Emmanuel Goldstein

    A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, fará um treinamento militar avançado em guerrilha urbana no Brasil. Em entrevista, o presidente americano afirmou que este é “o primeiro passo para a consolidação da Juventude Obamista”. Fontes do governo afirmam que a camarada Dilma Rousseff é a pessoa mais indicada para dar orientações sobre o correto manuseio de armas pesadas. “Dilma é um canhão e teve participação ativa em momentos importantes da história da HUMANIDADE”, afirmou um funcionário da Casa Branca, que pediu anonimato.

    Hugo Chávez declara apoio a Muamar Kadafi e Charlie Sheen
    Escrito por El Chigüire Bipolar

    Depois de expressar seu apoio ao governo da Líbia e seu líder, Muamar Kadafi, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aproveitou a ocasião para defender o polêmico ator estado-unidense Charlie Sheen e sua série Two and Half Men.
    Este é aquele blog de Caracas que deixa o Chavez ainda mais mal humorado? Abs, Caio

  32. Fabricio Juliano

    -

    20/03/2011 às 15:04

    Enquanto isso no Iêmen, Arábia Saudita, Bahrein e sabe-se la quantos outros países, manifestantes contrários aos governos ditatoriais são mortos covardemente, alguém aqui acredita que ações militares serão tomadas contra esses governos “amigos” dos EUA? Pobres “makakitos devotos” … isso que eu vou dizer agora não é invenção: familiares das vítimas do acidente envolvendo um avião da Gol e um jato particular pilotado por pilotos americanos, fizeram uma manifestação no Rio de Janeiro pedindo a punição dos pilotos (que evidentemente jamais ocorrerá) e, pasmem só pra variar, muitos m.devotos se manifestaram na internet apoiando a decisão brasileira de mandar de volta os pilotos para seu país de origem. Me perdoem o palavreado, mas é defecar no próprio povo e no próprio país. Acho que nem uma barata ou um rato (que me perdoem os animais) teriam uma atitude tão absurda com a própria espécie. Esse tipo de “gente” não pode ser sequer comparada com seres vivos, estão mais para uma substância previsível com cheiro de restos fecais.
    Enquanto isto na Síria, Irã, Cuba e sabe se la quantos outros paises, já que voce está mudando de assunto, abs, Caio

  33. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 14:54

    E olhe que hoje não sou entusiasta do governo Bush como eu era na época do “Conservadorismo com compaixão”. E é preciso notar que se tanta gente na coluna fala de Barack Obama é porque ele é levado a sério. Quer saber o que eu penso de Aécio Neves? Isto: oikjpqwalikjhqoyzxnflkwsmczxqwerka. Entendeu?

  34. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 14:26

    Está certo, Blinder, deixemos de lado Ron Paul. Mas se as investidas da OTAN e dos EUA não surtirem efeito, será que Obama se engajará em alguma mudança de regime? Se ele o fizer, então o próximo Nobel da Paz deve ser oferecido a Bush, Cheney, Rumsfeld e Wolfowitz. Obama já ganhou o dele.
    Na atual cartada ja esta implicita a mudança de regime. A receita do Obama é obamista (meio confusa, ambigua, de resolucao mais lenta mas se der certo sera fenomenal), o contrario de Bush. Se acertar, realmente ele merece aquele nobel da paz, mas estamos aos tres minutos do primeiro tempo, só o Santos consegue jogar um bolao no comecinho do jogo, abs, Caio

  35. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 14:09

    Blinder, creio ,mas só creio mesmo, que Khadafi não cairá como o seu Santos FC tem caído. O ditador talvez vá, como Hitler, às últimas consequências. Ron Paul já se pronunciou contra o ataque, e não sei se o Ocidente deseja realmente se engajar na questão líbia.
    Facil ter a convicao do Ron Paul quando nao toma decisoes sobre a Libia (seja no salao oval, seja la do palacio do planalto). Minha unica previsao sobre o Kadafi feita no Manhattan Connnection é que ele morrerá na Libia, abs, Caio

  36. Carmem

    -

    20/03/2011 às 14:05

    Oi Caio,
    Tenho certeza que vc já leu, mas aos demais interessados a Economist escreveu um editorial ótimo sobre os “double standards” nas decisões de intervir ou não.
    http://www.economist.com/node/18395991?story_id=18395991

    O caso do Barheim foi particularmente vergonhoso. Um silêncio…

    Mudando um pouco de assunto e para adoçar o dia, domingo né?, e como acabei de fazer um. Aqui vai uma receita de pudim de brigadeiro de microondas muito simples. 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite, 3 ovos, 4 colheres de chocolate em pó, 5 colheres de açucar (eu coloquei só 2 pq prefiro menos doce). É só colocar tudo no liquidificador, bater e colocar numa forma untada com manteiga propria para microondas (a forma). Deixar assar por 8 min e voilá! Retirar da forma enquanto ele estiver morno.
    Eu confeitei com M&M mas quem preferir pode usar chocolate granulado.
    Enjoy!!

    abs,
    Oi Carmen, li sim. Esta é a luta suada para pessoas de boa fé, reconhecer que estamos do lado certo, mas existem alguns double standards, que sao rapidamente empunhados por muita gente para fazer um carnaval sobre a completa e imperdoavel hipocrisia ocidental. E com qual fantasia, entao, nos vamos para o carnaval politico?
    Sobre o brigadeiro (nao o militar), se voce v^e o Manhattan Connection sabe que estou numa penosa cruzada (opa, Kadafi me pega) para perder peso. Por uns meses nada de ser infiel ao regime (o meu, nao o do Kadafi) Fica para o verao americano. Sera devidamente arquivado. Afinal nao posso ter double standards no meu regime, obrigado pelas receitas, politicas e as subtanciais, abs, Caio

  37. Dawran Numida

    -

    20/03/2011 às 13:59

    Bilnder, comentei em 19/03/2011 às 18:51: “Começaram os ataques aéreos ingleses, americanos e franceses, contra as tropas de Khadafi. Demorou para errar e confirma o erro”. Ao qual você solicitou: “Decodifique, abs, Caio”. Sempre fui contrário ao engajamento militar na região. Notadamente, por forças ocidentais. Neste caso da Líbia, o CS da ONU demorou para tomar uma decisão e optou pela pior delas: escalada militar contra Khadafi. Se falharem os bombardeios aéreso, surgirão pressões por engajamento de tropas terrestres. E a Liga Árabe, parece, está recusando no apoio que deu à zona de exclusão aérea. Foi o que quis dizer.
    Obrigado, decodificado e bom ponto, abs, Caio

  38. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 13:46

    Outra visão, esta mais engraçada.

    O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA… EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO!

    Em 2002, ainda naquela febre antiterrorista dos EUA, nosso então chanceler, Celso Lafer, foi obrigado a tirar os sapatos em um aeroporto (todos o fizeram, a segurança não o tratou de forma privilegiada). Isso virou um ‘case’ para petistas, que usavam tal episódio para mostrar que, sob Lula, o Brasil não passaria por esse tipo de constrangimento.

    (…)

    OS PRINCIPAIS MINISTROS DE DILMA foram REVISTADOS EM SOLO BRASILEIRO. Uma humilhação? Talvez. Mas se você é o segurança e precisa proteger Obama, o que faria com Lobão, Mercadante, Pimentel e a turma toda?

    Humilhação, sim! De sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho!

    Isso é pra parar com essa palhaçada de que, com o PT no governo, falamos de “igual pra igual” com os Estados Unidos. Coisa nenhuma! Alguém imagina um ministro francês sendo revistado pelos seguranças do Obama? Ou um italiano? Ou um alemão?

    Lula não tirou a gente do terceiro mundo mental…
    Detonado por Felipe Flexa

  39. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 13:34

    Para os m.gorilletes da cauda veremelha devotos, pouco divulgado na banânia, ainda mais, devido a censura dos pulhas esquerdistas.

    Cinco integrantes de uma mesma família de colonos, moradores do assentamento israelense de Itamar, na Samaria (chamada de Cisjordânia pelos árabes), foram assassinados a facadas enquanto dormiam.

    O ataque, ocorrido na noite passada, tem contornos de abominável perversidade. A família assassinada é ortodoxa e como já era Shabat, estavam completamente recolhidos. Os ortodoxos não fazem praticamente nada no Shabat.

    Além dos pais, os assassinos esfaquearam um bebê de 1 mês, uma criança de 3 anos e outra de 11 anos. Duas crianças que encontravam-se num quarto ao lado sobreviveram. A filha mais velha também escapou. Foi ela quem encontrou os corpos.

    O Hamas e a Jihad Islâmica elogiaram o atentado qualificando-o de “Operação Heróica” e moradores da Faixa de Gaza saíram às ruas para comemorar.

    O líder dos colonos, Danny Dayan, declarou à BBC: “Não há palavras para expressar o horror e a dor. Aqueles que se iludiram pensando que os palestinos mudaram de atitude e que podemos confiar na colaboração com eles, hoje receberam um tapa na cara.”

  40. José Geraldo Coelho

    -

    20/03/2011 às 13:33

    A amizade do Brasil com os EEUU está na história e é indelével.
    Não adianta ficarmos com lenga-lenga de que não dependemos mais do FMI como afirma um tal “minerim-invocadim-bobim”. O FMI é uma instituição da qual o Brasil é sócio. Quando tem contribui, quando não tem pede emprestado. E a juros bem menores do que tem pago ao capital estrangeiro que aporta por aqui.
    Se o FMI estivesse monitorando a nossa economia não estariamos na pré-merda em que estamos.
    Quanto a visita do Obama, o que mais me irritou foi ver uma chefe de estado, mesmo sendo a fabricada Dilma, choramingar durante o mais importante discurso da visita, por não poder vender etanol, minério de ferro, algodão e suco de laranja para os EEUU. Enquanto que os produtos manufaturados e de alta tecnologia, se é que temos, nem foram citados.
    Minerim Invocadim, só a Microsoft, com o programa que você está usando para dizer asneiras, produz um rombo enorme na balança comercial Brasil-EEUU!
    Enfim, anti-americanismo, anti-FMI é coisa de minerim-bobim-invocadim e outros bobins que estão por aí.

  41. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 11:43

    A ótima e sensata entrevista da “prostituta” que ganhou duas vezes em 1.turno do çábio molusco.

    Numa perspectiva histórica, como avalia a relação do Brasil com os Estados Unidos?

    O Brasil sempre teve uma relação correta com os Estados Unidos. A coisa ficou mais complicada em certos momentos, porque eles apoiaram o golpe (militar) e teve a guerra fria. Depois, por causa dos direitos humanos na guerra fria. Mas a partir da redemocratização não houve alteração. Foi uma relação hora mais chegada, hora menos chegada, mas nunca nem muito positiva, nem muito negativa. Eu acho que o Brasil não tem que ter complexos. Tem de ser uma relação natural. Cada país tem seus interesses. Às vezes, coincidem. Às vezes, chocam. Nem também é baixar a cabeça. Acho que a grande diferença entre países maduros, e o Brasil é um País maduro nesta matéria, é que você não trata o tema globalmente, contra o povo do outro país. É caso a caso. Isso é normal nas relações internacionais. Mas sem ter a preocupação de dizer ostensivamente “sou independente”. Quem é independente não precisa provar nada, já é. E nós somos.

    O sr. vê diferença entre a política externa de Dilma e a de Lula?

    Esta muito no começo do governo dela. Mas eu acho que há sinais de um certo ajuste de rumo. Não é uma guinada, mas é um ajuste. Toda essa coisa relativa à declaração dela sobre o Irã dificilmente teria sido feita no governo Lula. Mesmo certas decisões relativas a postergar compras de aviões. São sinais. Mas não se trata de ruptura. Assim como Lula não fez nenhuma ruptura com a linha do meu governo. Mais uma retórica de terceiro-mundista do que na prática. E uma ação, que talvez foi exagerada, de retraimento com relação ao hemisfério. Mas eu acho que há alguns sinais de ajuste de rumo, sim.

    A abstenção do Brasil na ação contra a Líbia no Conselho de Segurança da ONU causa algum constrangimento na visita?

    Não, porque na verdade o Brasil tem de ter sua própria posição independente. Não pode condicionar uma visita a uma posição no Conselho de Segurança. Não teria cabimento. Segundo, o Brasil não tomou uma posição isolada. A Alemanha estava junto, a China, a Rússia. Não foi uma posição, assim, impensada nem rebelde. Segue um pouco a tradição brasileira: vamos tentar negociar. Se o Brasil votasse “não”, aí sim poderia ser uma coisa saindo do mainstream. Mas abstenção, não vejo que seja nada que possa provocar reação negativa. E se provocar, aí também é outra coisa. O Brasil tomou a posição que parecia melhor para o governo.
    Somos todos prostitutas, abs.Caio/strong>

  42. Rodrigo

    -

    20/03/2011 às 10:23

    Quando alguém defende a legitimidade do comunismo…”escolhido” pelo povo…

  43. Fabricio Juliano

    -

    20/03/2011 às 10:13

    Ingenuidade com o slogan “intervenção humanitária” é o ponto principal para os brasileiros e demais cidadãos das outras colônias. Analisar essa situação da Líbia fora do contexto de intervenção humanitária mostra alguns aspectos interessantes, a Itália por exemplo ainda está sob um governo que mantinha relações com o Kadafi porém esse conflito ameaçou aumentar em níveis insuportáveis a leva de refugiados na costa italiana, nada mais legítimo para os italianos do que dar um basta na onda de imigrantes ilegais dando um basta, com isso, nesse conflito. A questão do petróleo e urânio é bem mais complicada, o óbvio mostra que outras regiões africanas em situação bem pior de conflito e massacre de inocentes vão continuar sem sequer repercussão quanto mais intervenção militar, pelo simples motivo de que são regiões sem nada a oferecer nem politicamente/estrategicamente muito menos economicamente. A respeito da abstenção do Brasil na votação na ONU pelo ataque vou lembrar aqui de quando, e tem pouco tempo isso, os EUA foram o único país a votar contra (e não se abster) a resolução da ONU que forçaria os israelenses a parar de construir assentamentos em território palestino, só para variar os m.devotos e sua eterna devoção, fizeram de conta que isso não existiu ou pior ainda, tentaram justificar, essa decisão negativa para a paz da região ao contrário da do Brasil que foi uma abstenção em respeito a tradição brasileira de não apoiar conflitos armados em que sabiamente existem interesses muito além de salvar civis.
    Fabricio, o problema do seu argumento é que voce apresenta os contra argumentos, muitos sao validos, sem admitir que existe intervencao humanitaria da parte de paises ocidentais. Alias sao aqueles que ao menos sao movidos por este ideario, melhor do que o mero ideario do resto, realpolitik amoral pura e simples. Sobre Israel, queria lembrar o ponto obvio: ainda bem que pelo menos os americanos seguram a barra. Nenhum pais é mais massacrado em resolucoes em organizacoes multilaterais como Israel, votacao em piloto automatico. É um assedio desproporcional. Sou contra a extensao dos assentamentos, sou a favor da devolucao o mais cedo possivel de grande parte da Cisjordania (trocando por uns nacos de terra de Israel com os palestinos) e adoraria ver o fim da obsessao de tanta gente com Israel. Nunca é demais descer o cacete em Israel, quando se discute o cacete que outros povos estao tomando. Achei incrivel que a mesma Turquia tao indignada com Israel em Gaza, nao mostrou a mesma indignacao com os massacres de Kadafi agora na Libia porque esta cheia de negocios. Nao sao so os ocidentais. O pais que tinha mais gente trabalhando na Libia era a China. Abs, Caio

  44. alberto

    -

    20/03/2011 às 9:22

    .E impossivel acreditar que a intervencao ocidental seja realmente motivada por motivos humanitarios.Tudo isto e cortina de fumaca.Kadhafy ha 41 anos era o ditador da Libia,prendia e torturava opositores,desaparecia quem ele queria,e nao obstante isto,apos ele desistir de apoiar terrorismo e seu programa nuclear,o Ocidente decidiu que fazer negocios com ele nao tinha nenhum problema moral.Mas ele continuou a prender e a matar e oprimir seu povo.De repente,qdo.houve um levante popular contra ele,o Ocidente “descobriu” que estava investindo no lado perdedor
    e passou a chama-lo de genocida,o que ele sempre foi.
    .Se os rebeldes ganharem,e agora isto parece certo,com o apoio ocidental,embora possa levar muito tempo,os negocios estao garantidos.Alguem vai ter que pagar por esta operacao militar tao custosa,e qdo. houver um “novo governo”,sera o povo libio quem vai pagar com suas riquezas minerais.E bom lembrar que a Libia nao e so rica em oleo e gas,mas ha muitos outros depositos minerais no imenso territorio.Dentre eles o uranio na Libia e vizinho Niger.
    .Para poder explorar todas estas riquezas,as multinacionais necessitam governos doceis e submissos o que Kadhafy nunca foi.
    .Por que China e Russia foram contra a intervencao militar?Porque entre outros motivos,as multinacionais querem monopolizar as reservas de uranio de Libia e Niger,construir reatores nucleares e vender uranio aos seus competidores da Asia.
    .Por que o Ocidente nao intervem no Congo,onde ha anos se trava uma guerra civil com milhoes de mortos,incontaveis violacoes de direitos humanos entre eles estupros,bombardeios de civis,etc e milhoes de refugiados?
    .Porque esta guerra civil foi comecada e financiada por interesses mineiros ocidentais com a intervencao de Ruanda e Uganda no Congo,que e o pais mais rico em recursos minerais no mundo. E por tudo isto que ninguem pode ser ingenuo com estes slogans sobre intervencao humanitaria.No final quem perde e o povo simples destes paises do 3o. mundo.E os unicos ganhadores sao os mesmos de sempre,os bilionarios.
    Motivos humanitários sao importantes para paises tambem motivados por motivos humanitarios. Alberto, sem me aprofundar, vejo muitos clich^es no seu comentario sobre agenda disso ou aquilo. Algumas das contradicoes apontadas sao validas (por que nao Congo ou outro Congo?) Concordo. Nao se esqueça que Kadafi sempre foi considerado um bandido, a questao era a dificuldade para derruba-lo e este infame pragmatismo que voce apontou. HOuve uma aposta que era possivel “administrar” Kadafi a partir de 2003. A aposta estava errada, a historia andou e americanos e europeus pegaram carona. ‘E mais isto do que mero oportunismo ou mercantalismo. Claro que devemos ter duvidas sobre o desfecho deste drama, mas por que nao aceitar paises ocidentais estao do lado certo da historia?Abs, Caio
    PS: Alberto, talvez voce ira poder contestar ainda mais, pois na segunda feira publicarei um texto sobre estes motivos humanitarios, abs, Caio

  45. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 8:07

    Do odiado
    …Dada realidade do fim de 2001 e início de 2002, não creio que Celso Lafer tenha passado por uma humilhação, embora, com efeito, tenha havido um exagero. Mas, vá lá, ele estava na casa dos “hômi”. Desta feita, os “hômi” é que estavam na nossa casa, não é? E os seguranças não tiveram dúvida: apalparam o primeiro escalão!
    No começo de 2002, a exemplo de todas as pessoas que entravam nos EUA ou que viajavam de uma cidade para outra naquele país, o então chanceler do Brasil, Celso Lafer, tirou os sapatos para que passassem pelo raio-x em aeroportos americanos. A medida está em vigor até hoje. Quatro meses antes, haviam acontecido os atentados do 11 de Setembro. Os EUA estavam tomados por uma compreensível paranóia. Depois da tragédia, o inglês Richard Reid havia tentado detonar explosivos escondidos no tênis em um vôo para Miami. Lafer não foi o único. Igor Ivanov, diplomata da Rússia, por exemplo, passou pelo mesmo constrangimento. Não era um desrespeito com o Brasil em particular. De todo modo, Lafer recebeu um pedido formal de desculpas do então embaixador interino dos EUA no Brasil, Cristobal Orozco.
    Na eleição de 2014, o candidato ou candidata das oposições talvez possa dizer: “Se eu for presidente, não vai ter americano apalpando ministro brasileiro em nosso próprio país”! Toda vez que eu olhar para Mercadante, agora, vou me lembrar da cena…

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  46. maisvalia

    -

    20/03/2011 às 7:53

    Duas coisas.
    Aqui se faz, aqui se paga.
    O çábio se gabava de seus ministros petralhas não serem revistados pelos yankees marvardos. Ontem se viu até onde vai a moral deles.
    Segunda, será que nosso amigo democrata admira Pol Pot também,afinal ele também expulsou os invasores, etc e tal.
    Só gosta e admira comunista e seu regime idiotas da banânia e alhures, porque nunca viveram sob a chibata democrática deles e não teve nenhum parente ou conhecido morto por eles na construção ou engenharia do novo homem solidário e humanista.
    Assista este vídeo e veja a tristeza das pessoas que perderam este regime http://www.youtube.com/watch?v=7IlqBXwwvcQ&feature=player_embedded#at=14
    E na minha modesta opinião, as mesmas leis que baniram o nazismo e seus símbolos em diversos países, inclusive na banânia, deveria também banir o comunismo, suas manifestações, bandeira com foice e martelo, etc e tal, pois eram regimes assassinos gêmeos, que só trouxeram miséria e atrocidades.O comunismo conseguiu a façanha de matar mais que o nazismo, comprovado no livro negro do comunismo – feito por franceses esquerdistas.
    Não consigo enxergar neles nada além disso.
    O hobsbawn, velho dinossauro idiota vermelho estava certo.
    A banânia é o jurassic park dos idiotas.
    Moral seletiva é isso, seja um m. devoto (hugorilletes vermelhinhos) desde que comuna, hehehehe

  47. Magno Adão de Souza

    -

    19/03/2011 às 23:56

    Os vietcongues não venceram qualquer batalha relevante pela simples e boa razão de que travaram guerra de guerrilhas, evitando se envolver em combates convencionais contra os americanos até lançarem a ofensiva Tet, que, embora tenha sido um colossal desastre sob o ponto de vista militar, ajudou a consolidar no imaginário americano a percepção de que a Guerra do Vietnã não poderia ser vencida.
    A resistência que as milícias do coronel Kadafi iriam opor a uma invasão terrestre promovida por tropas americanas, britânicas e francesas certamente seria ínfima, dada a esmagadora superioridade de que as últimas dispõem. Tenho fundadas razões para não acreditar que os militares líbios e os mercenários estrangeiros que ainda mantêm de pé o regime de Kadafi se disponham a sacrificar suas vidas em prol dele. Faço sinceros votos para que os insurgentes líbios sejam capazes de conduzir uma transição política ordeira após a derrubada de Kadafi.
    Caro Magno, como fanatico pelo assunto, lembro que algo chave no Vietnã foi alistamento militar obrigatorio (para os americanos) e para mobilizar o pais contra a guerra que se prolongava. A paciente estrategia vietnamita (nao so vietcong) e estomago para sacrificios contrastavam com a pressa e ilusoes dos EUA, tudo é passado, né? Hoje a ex-Saigon está ocupada pelos billboards da Nike e Samsung, mas infelizmente um Partido Comunista esta no poder, Abs, Caio

  48. Carmem

    -

    19/03/2011 às 23:29

    maisvalia, é coisa de cinéfilo ficar procurando nome de filme no google hehehehe.
    Em geral eu durmo nos filmes.. mas dificilmente em documetário, excluindo os do M.Moore aos quais não resisto aos primeiros 10min.

    Caio, eu estou otimista nessa guerra da Líbia, acho q o Kadafi não dura 1 semana e continuo contra qq tipo de intervenção de tropas em solo Líbio. Depois q o Kadafi cair os líbios tem que se virar e pensar qual o país que eles querem. Não creio que eles precisem de daddys para mostrar como se faz.
    abs,
    Carmen, esta fase da guerra é fácil. Tambem foi no Iraque. É a semana after que preocupa. Ocupar é uma tarefa (ou o eufemismo mais nobre que é missao) pesada em termos logisticos e obviamente morais, abs, Caio

  49. Fabricio Juliano

    -

    19/03/2011 às 22:55

    Ainda sobre esse assunto do Vietnã é válido lembrar de uma célebre frase do grande líder vietnamita Ho Chi Minh: “Vocês me matarão dez homens, enquanto eu lhes matarei um, mas, mesmo com essa conta, vocês não poderão agüentar e eu ganharei.”

  50. Fabricio Juliano

    -

    19/03/2011 às 22:43

    Rodrigo, não considero triste o fato dos comunistas terem vencido a guerra do Vietnã. Até porque, e isso é o óbvio como FATO histórico, eles tiveram pleno apoio da população vietnamita. A capacidade militar dos norte-vietnamitas foi duramente abalada pelo poder militar dos EUA e mesmo assim depois da retirada das tropas americanas ainda conseguiram marchar para o sul com o evidente apoio da maioria da população do sul que inclusive atuava como forças paramilitares (os famosos vietcongues). Apesar de ser uma realidade muito distante da nossa, Ho Chi Minh é tido como herói no Vietnã, comandou a resistência contra os japoneses, expulsou os colonizadores franceses e conseguiu o impossível ao vencer o imperialismo norte americano (inclusive, no meu caso posso dizer, que não tenho como não admirar tal personalidade). Não penso que eu, ou qualquer outra pessoa aqui ou qualquer país que seja, possa ter o monopólio da verdade, justiça, do que é correto ou não para um país ao considerar ruim ou não o rumo que o povo de um país quis ter para si, ainda mais um povo que deu o sangue para se libertar das amarras de tantos invasores (novamente algo muito distante da nossa realidade e compreensão).

  51. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 22:25

    “Porém o que forçou a retirada americana? Puramente pressão popular interna nos EUA que não mais toleravam as baixas sofridas, então o que se deduz hoje em dia é que essa mesma pressão interna pode voltar a tona não necessariamente pela perda de poucos soldados mas sim pelo desgaste econômico em uma época de crises inigualáveis desde 1930″. Análise correta, mas que triste que os comunistas tenham vencido, não, Fabrício Juliano?

  52. Fabricio Juliano

    -

    19/03/2011 às 22:21

    Caio, essa é para acabar de vez…” Ministros brasileiros são revistados pela segurança de Obama e indignados abandonam encontro da Cúpula Empresarial Brasil/Estados Unidos – Indignados com a forte revista feita pela segurança da comitiva de Barack Obama, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciências e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) não pensaram duas vezes: abandonaram o encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos sem assistir o aguardado discurso do presidente dos Estados Unidos. Segundo fontes, havia sido firmado um acordo com a Casa Branca para que os ministros não fossem revistados quando chegassem ao local da realização do evento. Após o almoço oferecido no Itamaraty, os ministros seguiram para o centro de convenções onde era realizado o encontro empresarial. O acordo firmado com a Casa Branca foi ignorado pelos seguranças que estavam no local. O ministro Aloizio Mercadante reclamou muito, mas acabou passando pela revista junto com seus colegas de ministério. Mantega chegou a comentar que nem em viagens internacionais tinha passado por tal constrangimento.” Atitudes como essas mostram o nível de “respeito” que os ameircanos tem por nós. Parabéns pela atitude dos ministros que se retiraram do encontro.
    Fabricio, numa boa, tem ministro nesta lista que deveria ser revistado em qualquer circunstancia, tipo o Lobao, abs, Caio

  53. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 22:10

    É claro que a imprensa tinha de ser crítica com o governo Bush, aliás com qualquer governo, com qualquer pessoa pública. Só para encerrar, cito um exemplo: em 2001 Bush se recusou a assinar o Protocolo de Kyoto. O mundo desabou. Editoriais, capas de revista, articulistas apresentavam Bush como um demônio do petróleo. Consideravam-no até um novo Hitler. Já o Al Gore arrebanhava “artistas” em suas campanhas de esclarecimento do aquecimento global: Pois bem, vim a saber depois que esses “artistas” haviam comprado casas no valor de 5 milhões de dólares, casas essas que não colaboravam com o desenvolvimento sustentável. Mas quem era o demônio? Bush. Hoje o Brasil pode tornar-se um gigante do petróleo, havendo quem fale em reservas de mais de 100 bilhões de barris. Ninguém nos criticará se resolvermos explorar essa riqueza, não? A impressão que tenho, e é só uma impressão mesmo, é que certa imprensa jamais suportou que um cristão como Bush governasse a América.
    Rodrigo, o cristianismo de Bush nunca foi um problema serio e sim a maneira como ele professava religiao no poder e sua aversao a ciencia. Ironicamente, o heroi da direita religiosa, Reagan, nunca foi muito religioso, ao contr’ario de Carter. Obama nao é religioso, mas Clinton, sem cinismo meu, é. Dificil ir por aí, abs, Caio

  54. carlos cezar marques

    -

    19/03/2011 às 21:54

    Boa noite, Caio,
    Ao contrário de alguns que preferem a carnificina rasteira das invasões por terra, estamos rezando para que o ditador sangrento da Líbia suma do mapa de uma vez e deixe que a oposição faça o trabalho de restaurar a tranquilidade naquele país. Será que um dia deixaremos os hábitos animalescos para trás e iremos buscar uma nova maneira de viver?
    Estou acompanhando muito os debates pela BBC de Londres nas ultimas horas. Parece que cenarios mais provaveis sao impasse militar ou mudança de regime. O ideal seria alguem se livrar do Kadafi e seus garotinhos e ver se é possivel uma composicao. Ninguem quer que a confusao se prolongue, muito menos os americanos. A LIbia é apenas um pedacinho da historia que se deslocou perigosamente para o Oriente Medio propriamente dito. Mas ninguem sabe exatamente quem pode ascender com mais força neste exercito brancaleone que sao os rebeldes libios, abs, Caio

  55. Fabricio Juliano

    -

    19/03/2011 às 21:29

    Caro Caio, acho que vc possa até estar certo quanto ao não envolvimento de tropas terrestres dos EUA nesse conflito, mas é interessante notar que isso tudo só poderá ter um desfecho mais rápido com o apoio terrestre de tropas da OTAN. Enquanto os militares que estão apoiando Kadafi continuarem a fazê-lo essa situação vai chegar em um impasse militar pois os rebeldes já mostraram que não conseguem fazer frente as forças mais bem equipadas e de certa forma profissionais (pelo menos com relação aos rebeldes) que enfrentam. Seria, com certeza e isso é o óbvio, mais um desgaste militar e aos cofres dos EUA um envolvimento em larga escala nesse conflito. Porém é bom salientar que não se trata de um Iraque de 1991 ou até mesmo do de 2003, a Líbia “inimiga” de hoje é bem menos capaz de resistir à um ataque militar (que seria praticamente um treinamento mais fácil até do que foi o Iraque na guerra convencional) do que os outros dois países sob ocupação de tropas da OTAN. Agora no caso dos EUA o mais preocupante para os governantes americanos, e o que sempre foi o fator mais essencial na política externa exercida pelos mesmos nos últimos 100 anos, é o apoio interno da população. Sobre isso vale ressaltar um mito que a maioria da população mundial tem, militarmente falando os EUA estiveram muito longe de perder a guerra do Vietnã, nenhuma batalha importante foi vencida pelos norte-vietnamitas, o último grande lance dessa guerra (ofensiva do tet) foi avassaladoramente repelido pelas forças americanas de modo que a capacidade combativa dos norte-vietnamitas praticamente cessou pois perderam a maioria de seus oficiais e forças especializadas. Porém o que forçou a retirada americana? Puramente pressão popular interna nos EUA que não mais toleravam as baixas sofridas, então o que se deduz hoje em dia é que essa mesma pressão interna pode voltar a tona não necessariamente pela perda de poucos soldados mas sim pelo desgaste econômico em uma época de crises inigualáveis desde 1930.
    Bons pontos, Fabricio, abs, Caio

  56. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 21:19

    Pois é, Blinder: Obama anunciou o ataque às forças líbias e a nossa imprensa não deu um pio contra. Se fosse o Bush…Nossa imprensa só preservou Condoleeza Rice por ocasião das atrapalhadas americanas do governo Bush no Iraque. Acho que você não vai gostar do que leu, mas…
    Nao sei avaliar a imprensa brasileira, mas sei que as circunstancias sao diferentes entre Iraque e Libia, embora concorde que possa haver mais tolerancia em relacao a Obama da parte de quem nao tolerava Bush, abs, Caio

  57. Magno Adão de Souza

    -

    19/03/2011 às 19:59

    Por mais que a perspectiva de enviar contingentes militares para a Líbia lhe pareça aterradora, Barack Obama se verá obrigado a fazê-lo antes do que imagina. Com efeito, o desvairado coronel Kadafi já deu reiteradas mostras de que não irá se render facilmente. Ao contrário do ditador sérvio Slobodan Milosevic – cujo aguçado instinto de sobrevivência política o impediu de enfrentar até o fim a ofensiva aérea que a Otan promoveu contra seu regime nos idos de 1999 -, Kadafi não admite a hipótese de abandonar o poder mediante acordos com seus opositores internos. Em vista disso, as potências que integram a coalizão que está a desfechar ataques aéreos contra a Líbia não terão outra alternativa senão invadi-la com tropas terrestres.
    Caro Magno, não os americanos, abs, Caio

  58. Dawran Numida

    -

    19/03/2011 às 18:51

    Começaram os ataques aéreos ingleses, americanos e franceses, contra as tropas de Khadafi. Demorou para errar e confirma o erro.
    Decodifique, abs, Caio

  59. maisvalia

    -

    19/03/2011 às 18:31

    Brega é a michelle. A Pallin, bem, a Sarah é hot, hehehehehe

    Ele tem a cara e o nome da Banana Republic.

    Ele acaba de anunciar as medidas contra a líbia. Parece que o banana veio aqui para fazer discurso para aí, hehehe
    A conversa já está mais brega que um sabado de compras no Costco, abs, Caio

  60. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 18:22

    Mesmo sendo brega, acho que a Sarah tem lá suas qualidades: 5 filhos e beleza, não?

  61. Fabricio Juliano

    -

    19/03/2011 às 18:11

    A ofensiva aérea da OTAN começa, militarmente falando é o sinal verde para os rebeldes se reorganizarem e contra-atacarem. As forças de Kadafi certamente venceriam os rebeldes, porém agora o tempo fechou para o Kadafi seria como em uma briga os grandões mandões ficassem vendo seu desafeto começar a ganhar a briga contra o baixinho e tomassem a decisão de segurar o mesmo para que o baixinho pudesse acabar com ele de uma vez por todas. É fato que com esse apoio Kadafi já não tem mais saída, porém volto a dizer pela milésima vez (recado principalmente direcionado aos m. devotos) para quem pensa que o sentimento anti-americano acabará junto com a derrubada do tirano, apostaria tudo que eu tenho que será muito pelo contrário, todos os povos dessas regiões afetadas diretamente pelas intervenções militares históricas em defesa dos interesses ocidentais tem um ódio, que jamais acabará, contra o Ocidente. E isso nada tem a ver com religião, somente pensem nos iraquianos e se o povo de lá tem sequer simpatia ou agradecimento pelos poderes que retiraram Saddam do poder, com certeza muitos que perderam familiares e tiveram suas vidas destruídas dariam a própria vida para retribuir a desgraça que lhes foi infringida.
    Fabricio, com a cabeça aberta tente aceitar a possibilidade de que esta é uma nova realidade. Eu tambem ainda estou cetico se esta operacao pode conquistar coracoes e mentes, mas dependendo a duracao, a estrategia de saida, a capacidade destes rebeldes ordenarem a transicao, a solidez do esquema multilateral, o compromisso de paises arabes e outros fatores, a historia pode ser diferente. O negocio é olhar para a realidade e nao se guiar meramente por nossos precocenceitos, determinismos e queremismo, abs, Caio

  62. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 16:53

    É brega a Costco? Não compraria!
    Como a Sarah Palin. Obama é mais Whole Foods, supermercado de alimentos organicos, Abs, Caio

  63. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 16:23

    Blinder, só lhe fiz essa pergunta porque eu mesmo sou um apenas um iniciante nessas querelas de intervencionismo, liberalismo, mercado livre, corporações, cartel etc. Até 2004, quando Bush foi reeleito e eu passei a me interessar mais pelas questões americanas, eu supunha que nos EUA as corporações não tinham ligação nenhuma com o Estado, com os políticos, acreditava que o livre comércio havia tornado fortes as corporações. Mas…os chamados libertários dizem que a história não é bem essa, que há certa promiscuidade, embora não como no Brasil. Para mim foi uma surpresa saber do pronunciamento do presidente Eisenhower alertando sobre a influência do Complexo industrial-militar. Aliás, achei ainda mais estranho que a primeria voz a erguer-se contra a Guerra no Iraque foi a da revista American Conservative. Ah! e se eu fosse americano, acho que também compraria na Costco.

  64. maisvalia

    -

    19/03/2011 às 16:19

    Rodrigo, aqui nao vou politizar a conversa: prefiro uma outra rede, Costco,

    Mas esta existe em todo os Estados Unidos? Ou tem outros nomes?
    Este nome mesmo, é um imenso armazem, com filiais em todo o pais e em alguns paises da Asia, tem tambem no Mexico e Canada. Comecou como atacadao (ou seja vendia so para varejistas), mas agora esta aberto para nois, o povo varejista. É brega, mas todo muito vai la, inclusive gente fina. EH barato ate para vender bom vinho (a fonte é minha mulher, expert nestes assuntos etilicos), abs, Caio

  65. maisvalia

    -

    19/03/2011 às 16:16

    Boa tarde maisvalia, Sob a névoa da guerra, q memória!

    Menos Carmen, hehehe.

    São apenas duas coisas: A ajuda da ferramenta imperialista google, hehehehe – aqui alguns são patrioteiros mas utilizam a wikipedia, pode?, deveriam usar a criada pelos cubanos -
    E sou cinéfilo, assisto no mínimo 1 filme por dia, de tudo, espanhol, israelense, francês (geralmente chatos para xuxu como aquele “medos privados em lugares públicos”, mas que, por incrível que pareça, mantem público cativo),japones (o ótimo “a partida”), chineses, nacionais – alguns, pois a maioria é lixo, e é claro estado-unidenses, hehehe.
    Um ótimo brasileiro não passa de um médio americano e esta é a razão de nunca ter ganho oscar. Quando teve possibilidade com o primeiro Tropa de Elite, os petralhas da comissão e começão não deixaram nem participar porque era violento. Imagina, o que ganhou naquele ano era bem mais violento, hehehehe

    Abs e bom fim de semana a todos que aqui comentam. Sem exceção, pois sou educado, hehehehe

  66. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 16:00

    Por falar em Wal Mart, Blinder, você encara como positiva a “política expansionista” da rede americana?
    Rodrigo, aqui nao vou politizar a conversa: prefiro uma outra rede, Costco, mesmo estilo, onde compramos material de limpeza por preços realmente baixos. é a voz do mercado (por mercado entenda mercado mesmo), abs, Caio

  67. maisvalia

    -

    19/03/2011 às 14:16

    Boa Amauri, gostei tanto que verti para os nativos. Alguns daqui poderiam estar na lista, hehehe
    Daria passaporte com possibilidade de naturalização ao Caio e a Karen, hehehe

    “Queridos brasileiros esquerdistas, progressistas sociais, socialistas, marxistas, partidários de Lula, Dilma, et caterva:
    Nós temos nos mantido juntos desde o fim dos anos 50 por causa das crianças, mas o processo da última eleição como um todo me fez perceber que quero um divórcio. Eu sei que há muitos anos nós toleramos uns aos outros no interesse das futuras gerações, mas, infelizmente, este relacionamento claramente já deu o que tinha que dar.
    Nossos dois campos ideológicos na Banânia não concordam e nunca vão conseguir concordar sobre o que é certo para nós todos, então, vamos simplesmente terminar isto em termos amigáveis. Podemos sorrir, atribuir isto a diferenças irreconciliáveis e seguir nossos caminhos distintos.
    Eis aqui um modelo de acordo de separação: Nossos dois grupos podem dividir equitativamente o país por massa de terra, cada um ficando com uma porção similar. Esta será a parte difícil, mas tenho certeza de que nossos dois lados podem chegar a um acordo amigável. Depois disto, deve ficar relativamente fácil! Nossos respectivos representantes podem dividir sem esforço outros bens, já que ambos os lados têm gostos tão distintos e díspares.
    Nós não gostamos de impostos redistributivos, então vocês podem ficar com eles. Fiquem à vontade para ficar com os juízes esquerdistas e a OAB. Como vocês odeiam armas e guerras, vamos ficar com nossas armas de fogo, a polícia e o exército. Vamos ficar com a terrível e fedorenta indústria de petróleo e vocês podem se virar com a energia eólica, solar e o biodiesel. Vocês podem ficar com Emir Sader, Chico Buarque e Niemayer.
    Vamos ficar com o capitalismo, as corporações gananciosas, as companhias farmacêuticas, o Wal-Mart e Bolsa de valores. Vocês podem ficar com seus queridos dependentes perpétuos da Previdência, com os programas de bolsa- família, com os sem-teto, os comunitários. Vamos ficar com as patricinhas de sampa, os executivos gananciosos e os caipiras. Vamos ficar com as Bíblias e deixar os cineastas e ONGs com vocês.
    Vamos ficar com nossos valores judaico-cristãos. Vocês podem ficar à vontade para ficar com o multiculturalismo, a CNBB, o Humanismo, a correção política e PHA.
    Vamos ficar com todos os SUVs, picapes e carros de luxo desmesurados. Vocês podem ficar com todos as bicicletas que quiserem.
    Vamos praticar a política econômica de apoio aos ricos e vocês podem se empenhar ao máximo na manutenção de suas políticas econômicas de apoio aos pobres.
    Vocês concordam com isto? Se sim, por favor, passem adiante para outros esquerdistas de igual mentalidade e para conservadores direitistas e, se não, é só deletar. No espírito de uma despedida amigável, gostaria de apostar sobre quem de nós vai precisar da ajuda do outro em 15 anos.
    Atenciosamente,
    P. S. Igualmente, por favor, levem Frei Beto, Leonardo Boff, os Suplicys, Veríssimo, etc
    A favor do Wal Mart é um ponto importante para mim. Sou um consumidor destes lojões. Gostei muito deste aspecto no manifesto ginasiano.

  68. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 14:06

    “…tenho algumas afinidades com o partido, em particular seus componentes culturais (sou liberal nas questoes de tolerancia religiosa, moral, social, racial, etnica, etc)”. O que os conservadores dizem é que os componentes culturais a que você se refere podem implicar o aumento de gastos do Estado e da mudança arbitrária do modo de vida das nações. A ONU, por exemplo, vive dando conselhos “educacionais”.

  69. amauri

    -

    19/03/2011 às 14:04

    Um lembrete:
    “No dia 19de Março de 1964, por iniciativa da neta de Rui Barbosa, as ruas de São Paulo foram tomadas por centenas de milhares de estudantes, donas de casa, operários… pedindo a queda do governo Goulart.”

  70. amauri

    -

    19/03/2011 às 13:58

    ‘…mas jamais questionaria o patriotismo dele (Lulla)ou do FHC” eu não tenho esta certeza. Se não, vejamos:
    “PNDH, foi gestada em “conferências nacionais” iniciadas em 1996 quando, no primeiro período presidencial de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi criado o PNDH-1, sucedido pelo PNDH-2, também elaborado quando da presidência do mesmo FHC. Embora as versões sejam aperfeiçoadas” na medida em que se sucedem, guardam uma característica marcante qual seja a preocupação em seguir os ditames das Agências da ONU sobre os mais variados temas.” abs

  71. alexandre

    -

    19/03/2011 às 13:52

    leio agora na internet que manifestações acontecem na Síria e foram dispersadas com gás lacrimogênio. Será a Síria a bola da vez ??? o que vc acha que irá acontecer com até então “pacífica” Síria ?
    Caro Alexandre, vamos ficar de olho na Siria, nao chega a ser uma surpresa, mas a visao geral é que o estado policial por lá seria mais “eficiente”. Caso a coisa se alastra, mostrará que ninguem esta imune nesta onda de rebelioes. Abs, Caio

  72. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 13:22

    Morreu Warren Christopher, ex-secretário americano. Que me recorde, havia um articulista d’O Estado de S. Paulo que o criticava e ao Boutros-Ghali, porque insistiam na tese da soberania limitada dos países.

  73. amauri

    -

    19/03/2011 às 13:21

    FHC baixou a cabeça para os EUA? FHC , quando presidente, discursou em todos os fóruns mundiais contra os interesses dos EUA e contra a orientação política daquele governo. Quem não lembra do discurso na Assembléia francesa? O fato é que o posicionamento da diplomacia brasileira do governo FHC, foi um desastre para os interesses do país. FHC fez da nossa política externa uma fábrica de panfletos de centro acadêmico. Cometeu erros primários. Eu não me lembro de ter abaixado a cabeça. abs
    Amauri, de leve, voce acha que o FHC foi uma fabrica de panfletos de centro academico e contribui abaixo com o manifesto ginasiano daquele rapaz, abs, Caio

  74. amauri

    -

    19/03/2011 às 12:55

    Eu sei que os sonhadores do mundo perfeito vai achar as idéias deste estudante um absurdo, um alienado, retrógrado, nazista, fascista (o que seria errado por sinal)… mas, ele está no direito de expressar suas idéias.
    “Queridos americanos liberais, esquerdistas, progressistas sociais, socialistas, marxistas, partidários de Obama, et al.:

    Nós temos nos mantido juntos desde o fim dos anos 50 por causa das crianças, mas o processo da última eleição como um todo me fez perceber que quero um divórcio. Eu sei que há muitos anos nós toleramos uns aos outros no interesse das futuras gerações, mas, infelizmente, este relacionamento claramente já deu o que tinha que dar.

    Nossos dois campos ideológicos da América não concordam e nunca vão conseguir concordar sobre o que é certo para nós todos, então, vamos simplesmente terminar isto em termos amigáveis. Podemos sorrir, atribuir isto a diferenças irreconciliáveis e seguir nossos caminhos distintos.

    Eis aqui um modelo de acordo de separação: Nossos dois grupos podem dividir equitativamente o país por massa de terra, cada um ficando com uma porção similar. Esta será a parte difícil, mas tenho certeza de que nossos dois lados podem chegar a um acordo amigável. Depois disto, deve ficar relativamente fácil! Nossos respectivos representantes podem dividir sem esforço outros bens, já que ambos os lados têm gostos tão distintos e díspares.

    Nós não gostamos de impostos redistributivos, então vocês podem ficar com eles. Fiquem à vontade para ficar com os juízes esquerdistas e a ACLU. Como vocês odeiam armas e guerras, vamos ficar com nossas armas de fogo, a polícia, a NRA e o exército. Vamos ficar com a terrível e fedorenta indústria de petróleo e vocês podem se virar com a energia eólica, solar e o biodísel. Vocês podem ficar com Oprah, Michael Moore e Rosie O’Donnell. Vocês ficam responsáveis, entretanto, por arrumar um veículo a biodisel que seja grande o bastante para caber todos os três.

    Vamos ficar com o capitalismo, as corporações gananciosas, as companhias farmacêuticas, o Wal-Mart e Wall Street. Vocês podem ficar com seus queridos dependentes perpétuos da Previdência, com os programas de bolsa-alimentação, com os sem-teto, os hippies e os imigrantes ilegais. Vamos ficar com as hockey moms gatas do Alaska, os executivos gananciosos e os caipiras. Vamos ficar com as Bíblias e deixar a NBC e Hollywood com vocês.

    Vocês podem fazer as pazes com o Irã e a Palestina e nós vamos manter o direito de invadir e arrasar os lugares que nos ameaçarem. Vocês podem ficar com os pacifistas e os manifestantes anti-guerra. Quando nossos aliados ou nosso modo de vida estiverem sob ataque, vamos ajudar a dar segurança a eles.

    Vamos ficar com nossos valores judaico-cristãos. Vocês podem ficar à vontade para ficar com o Islam, a Cientologia, o Humanismo, a correção política e Shirley MacClain. Vocês também podem ficar com a ONU, mas não vamos mais pagar a conta.

    Vamos ficar com todos os SUVs, picapes e carros de luxo desmesurados. Vocês podem ficar com todos os Subarus que quiserem.

    Vocês podem dar planos de saúde a todos, se conseguirem médicos em atividade. Vamos ficar com “O Hino de Batalha da República” e “O Hino Nacional”. Tenho certeza de que vocês vão ficar felizes em substituí-los com “Imagine”, “I’d Like to Teach the World to Sing”, “Kum Ba Ya” ou “We Are the World”.

    Vamos praticar a política econômica de apoio aos ricos e vcês podem se empenhar ao máximo na manutenção de suas políticas econômicas de apoio aos pobres. E já que elas muitas vezes ofendem tanto vocês, vamos ficar com nossa história, nosso nome e nossa bandeira.

    Vocês concordam com isto? Se sim, por favor, passem adiante para outros esquerdistas de igual mentalidade e para patriotas conservadores e, se não, é só deletar. No espírito de uma despedida amigável, gostaria de apostar sobre quem de nós vai precisar da ajuda do outro em 15 anos.

    Atenciosamente, John J. Wall.

    Americano e Estudante de Direito.

    P. S. Igualmente, por favor, levem Ted Turner, Sean Penn, Martin Sheen, Barbara Streisand, & Jane Fonda com vocês.”

  75. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 12:40

    Blinder, não há nada no Ralph Nader que você admire? Eu sei que você é democrata, mas só gostaria de saber o porquê de o Nader sempre ser candidato.
    Rodrigo, eu nao sou democrata, nao tenho filiacao partidaria, tenho algumas afinidades com o partido, em particular seus componentes culturais (sou liberal nas questoes de tolerancia religiosa, moral, social, racial, etnica, etc) Creio que o Ralph Nader teve importancia historica como pioneiro na luta pela defesa do consumidor. De resto, entende muito pouco de politica. Creio ser fundamental que surjam outros partidos fortes nos EUA, para romper as amarras bipartidarias, mas Nader não ‘e o meu porta-estandarte. ELe concorre sempre porque é teimoso.Abs, Caio

  76. Fabricio Juliano

    -

    19/03/2011 às 12:08

    A respeito da recusa do ex-presidente Lula ao almoço com Obama e os outros ex-presidentes acho engraçados os comentários pois logo que saiu a noticia do convite da presidente Dilma a todos os ex-presidentes, as viúvas da prostituta FHC disseram que era mero pretexto para chamar Lula. Agora, como ele declinou, dizem que é falta de educação, que não entende de democracia, enquanto na verdade o importante é o reforço dos mesmos preconceitos de sempre. Enquanto isso FHC dá a seguinte declaração: “Os EUA, sozinhos, já não têm mais como impor nada ao mundo.” quanta ironia…para chegar a essa brilhante conclusão esse verdadeiro rato/cordeiro necessitou desse tempo todo??? Fora do governo??? Quer dizer então que na época do seu governo havia a necessidade de abaixar a cabeça pois os EUA tinham como impor seus interesses? Para essa última pergunta a resposta com certeza seria positiva, e, evidentemente, algo digno de um covarde.
    Nossa, Fabricio, que coisa feia chamar o presidente Fernando Henrique Cardoso de prostituta. Por esta logica, o Lula é filho de uma, pois seu governo, a parte boa, nao seria o que foi, sem a cama montada pelo FHC, abs, Caio
    E que bobagem dizer que o FHC era servil aos americanos. Tanto ele como Lula defenderam o que consideravam os melhores interesses brasileiros. Discordo profundamente da politica externa de Lula, mas jamais questionaria o patriotismo dele ou do FHC, abs, Caio (viuva, com honra, da prostitura FHC)

  77. Carmem

    -

    19/03/2011 às 11:59

    Bom, well, boa tarde Caio,
    Boa tarde maisvalia, Sob a névoa da guerra, q memória!

    Caio, eu queria ouvir esses seus comentários na Jovem Pan, quais são os horários?

    abs,
    Novamente, nevoa da guerra, Carmen.
    Well, sou correspondente da Jovem Pan em NY há 17 anos. Meus boletins fixos sao transmitidos duas vezes por dia, de segunda a sabado, o proleta descansa domingo e sabado é só de manha
    Estou no Jornal da Manhã, de segunda a sabado, em geral por volta das 7 da matina (em geral gravo na noite anterior) porque o fuso é ingrato, certas epocas do ano sao tres horas, mas com coisas muito importantes entro ao vivo como neste sabado
    Na hora da verdade, por volta das 18h15, de segunda a sexta.
    Obrigado pelo interesse. Os boletins vao em rede nacional, JovemPan Sat, nao sei qual a radio no Rio. Mas tambem estao no site da Pan, abs, Caio

  78. Rodrigo

    -

    19/03/2011 às 10:46

    Quem diria, não? O principal objetivo da visita de Obama é comercial, mas em 2008 muitos pensavam que Obama era um Ralph Nader infiltrado no Partido Democrata, não é mesmo, Blinder?

  79. maisvalia

    -

    19/03/2011 às 10:45

    Caio. eu gostei do seu comentário, por isso achei ele mais republican, hehehe

    Mao o historiador Frank MacCann é mais pessimista que eu.
    Do Estadão:
    Para ele, Obama, em seu tour latino-americano (que inclui El Salvador e Chile), comete o mesmo erro de ocupantes da Casa Branca que o precederam: considerar o Brasil apenas parte da América Latina, não um país com importância própria.

    “A vasta maioria dos americanos sabe muito pouco, talvez nada, sobre o Brasil”, lamenta o historiador, acrescentando que o relacionamento entre os dois governos, sob uma capa oficial de amizade, foi tenso desde o Brasil Império, independentemente do viés ideológico dos brasileiros no poder.
    Qual será o saldo dessa visita?

    Honestamente, espero que aprofunde relações, mas duvido que o fará. A história dessas viagens não me anima. O modelo de tour dessas viagens necessariamente enfraquece os possíveis impactos e confunde os pensamentos dos viajantes.

  80. amauri

    -

    19/03/2011 às 9:34

    A questão que não entendi, não foi as palmas e nem a presença de ex-presidentes, minha ignorância não chega a tanto, foi o fato do Lulla não estar presente. Não me alinho com seu argumento. A Dilma era a segunda pessoa mais importante do governo passado e sempre esteve alinhada com a politica externa brasileira adotada naquele governo. Não sei se entendi, o Lulla que não quis ir pra não ofuscar a Dilma? abs

  81. amauri

    -

    19/03/2011 às 9:14

    Amanhã ao meio-dia, FHC, Itamar, Collor e Sarney estarão juntos para bater palmas para Obama, em almoço no camarote do Itamaraty. Lula, o cara, indignado pela traição, não vai. Caio, voce consegue uma ter uma ideia racional para isto? Eu ainda não consegui. abs
    Caro Amauri, nao se trata de bater palmas, trata-se de protocolo politico. A Dilma está correta e o Lula, incorreto, imagine o “cara” achou normal receber o Ahmadinejad e ir a Teerã e apronta esta, e ainda por cima, com megalomania, dizendo que nao quer ofuscar a Dilma. Aqui nos EUA, é a coisa mais normal os ex presidentes se reunirem em solenidades, abs, Caio

  82. maisvalia

    -

    19/03/2011 às 8:56

    Bom dia Caio.

    Tá acordando cedo, hein. Te ouvi na Jovem Pan.

    Você tava mais para republican do que liberal, hehehe

    O mundo pegando fogo na Libia, capotando em radiação no japão e o hussein na banânia, com a verde, veggie – mas fat – incensada michelle indo visitar favela.Será que veio trocar espelho por…hehehehe
    Acordando cedo, hein? Estava sobriamente jornalistico, nao opinativo, isto soa republicano? Brincando. Mas tratei a presidente com respeito, assim como o presidente, abs, Caio

  83. amauri

    -

    19/03/2011 às 7:48

    Bom dia CAio!
    Não é do tema mas não menos importante.
    BRUNO PONTES | 18 MARÇO 2011
    ARTIGOS – DESINFORMAÇÃO

    Assim como os foguetes da jihad explodem em solo hebreu sem comover as redações, nenhum jornal grande do Brasil destacou o massacre.

    O casal Udi e Ruth Fogel e três de seus seis filhos (Yoav, 11 anos; Elad, 4 anos; e a bebezinha Hadas, três meses de idade) foram mortos a facadas na madrugada do último sábado, no assentamento de Itamar, na Samaria.

    O assassino, ainda não identificado, rompeu a cerca de proteção do assentamento e invadiu a residência. As três outras filhas do casal, também menores de idade, conseguiram escapar para uma casa vizinha. As vítimas foram esfaqueadas quando dormiam, no Shabat. A Brigada de Mártires Al Aqsa, braço armado do Fatah, assumiu responsabilidade pelos assassinatos, aos quais chamou uma operação “heróica” que representa “uma resposta natural aos massacres cometidos pela ocupação contra nosso povo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia”. O Hamas também viu heroísmo no esfaqueamento. Moradores de Gaza comemoraram a chacina distribuindo doces na rua. Ao entrarem no quarto de Yoav, policiais e médicos depararam com uma oração gravada num quadro de madeira colocado sobre a cama onde o menino de 11 anos jazia.

    Lia-se isto:

    Que seja Tua vontade, S´nhor D´us e D´us dos meus antepassados,

    Que eu ame a todos em Israel como a mim mesmo, e

    Graciosamente execute o mandamento de amar seu vizinho como a si mesmo.

    E que também seja Tua vontade, S´nhor D´us e D´us dos meus antepassados,

    Que você induza os corações dos meus amigos e vizinhos para que me amem calorosamente, e

    Que eu seja aceito e benquisto por todos, e

    Que eu seja amável e agradável, e

    Que eu seja gracioso e misericordioso aos olhos de todos que me vêem.

    Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.

    E tudo pelo Céu, para fazer a Tua vontade,

    Amém.

    Sob essa prece Yoav foi morto a facadas, e seus irmãos Elad, de 4 anos, e a pequenina Hadas, de três meses, e seus pais. Assim como os foguetes da jihad explodem em solo hebreu sem comover as redações, nenhum jornal grande do Brasil destacou o massacre. Mas no minuto em que Israel liberar a construção de mais algumas casas na margem ocidental, a imprensa dirá, assessorando o terror islâmico, que Israel atrapalha a paz. E o assassino da família Fogel batizará alguma praça inaugurada pela Autoridade Palestina.

    ***
    Familiares dos Fogel decidiram tornar públicas as fotos dos cadáveres, quebrando uma tradição daquele povo, para mostrar ao mundo a barbárie de que os judeus são vítimas. Preferi não colocar as imagens aqui. Se quiser vê-las, visite esta página.

    Publicado no jornal O Estado.
    abs

  84. Magno Adão de Souza

    -

    19/03/2011 às 3:23

    Li um artigo que o eminente embaixador americano Robert Edwards Hunter escreveu dias atrás na revista “Foreign Affairs”, o qual reputo deveras elucidativo. Hunter demonstra com extrema sagacidade que o respaldo das leis internacionais constitui fator crucial para o êxito de incursões militares revestidas de propósitos humanitários. Ele ressalta, ademais, que a eventual derrubada do ditador Muamar Kadafi não seria um evento banal nem eximiria as grandes potências de assumir suas responsabilidades no processo de reconstrução da nação líbia. Em virtude das objeções que são dirigidas a uma possível intervenção externa na Líbia – boa parte das quais é refutada com elegância e clareza argumentativa por Hunter -, resolvi expor à apreciação dos leitores deste blog a tradução que fiz do supracitado texto, a qual tomo a liberdade de transcrever abaixo:
    Com o desenlace iminente da campanha que Muamar Kadafi está a mover para derrotar os rebeldes que desafiam seu regime, a atenção do mundo tem-se voltado para a seguinte questão: o que os Estados Unidos e outras nações devem – ou até mesmo podem – fazer para ajudar aqueles que estão tentando derrubar o governo de Kadafi? Alguns observadores advertem que qualquer tipo de intervenção seria pouco inteligente, para não dizer perigosa. Eles alertam que armar os insurgentes líbios pode abrir o caminho para o surgimento do próximo Osama Bin Laden, o qual pôde um dia usar os armamentos e o treinamento fornecidos pelo Ocidente contra seus benfeitores. Outros mencionam a desastrosa intervenção liderada pelos Estados Unidos na Somália no início da década de 1990 e as contínuas dificuldades para se criar uma sociedade civil no Afeganistão. Até mesmo impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia pode requerer – conforme preveniu o secretário de Defesa americano, Robert Gates – a destruição das defesas aéreas líbias, um ato de agressão contra um país soberano que não está em guerra contra os Estados Unidos. Tais ações podem trazer a lembrança da invasão do Iraque que os Estados Unidos implementaram em 2003, um evento que ainda tem ressonância negativa em grande parte do mundo muçulmano, para dizer o mínimo. De todas as possíveis analogias históricas para o dilema que os Estados Unidos estão a enfrentar, a mais útil poderia ser o caso da Bósnia de 1993 a 1995. Na época, eu era embaixador dos Estados Unidos na Otan. Eu negociei oito diferentes resoluções relativas ao uso do poder aéreo da Otan, mas a maioria delas não deu em nada: somente a última – após o massacre em Srebrenica – levou a Otan a executar ataques aéreos decisivos. Diversos membros daquela organização, mormente o Reino Unido, resistiram ao uso da força por mais de dois anos. Eles se preocupavam com o precedente de atuar em regiões fora de sua área de jurisdição, com a contingência de assumir a responsabilidade pelo futuro da Bósnia e com questões como “propocionalidade” e “imparcialidade”.
    O que finalmente convenceu a Otan a agir não foi apenas a grande quantidade de vidas humanas perdidas, mas também a percepção de que, a menos que detivesse o pior assassinato praticado às portas da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, nem ela nem a União Européia teriam a credibilidade necessária para desempenhar outras tarefas para o futuro da segurança e da cooperação europeia. O mesmo cálculo provou-se correto em Kosovo três anos depois.
    Além disso, a Bósnia e o Kosovo estão próximos do quintal da Otan e da União Européia. O mesmo pode ser dito em relação à Líbia: os refugiados do atual conflito acorreriam em massa para a Europa, a exemplo do que os bósnios, os kosovares e os outros povos da antiga Iugoslávia fizeram na década de 1990.
    O que aconteceu na Bósnia (e, depois, em Kosovo) demonstrou a importância da legitimidade formal do direito internacional para a concretização de uma ação militar. Tal legitimidade é entendida como aquela que emana de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas fundamentada no capítulo VII, que contempla as medidas coercitivas da Carta das Nações Unidas. Embora os Estados Unidos aleguem que a Otan pode agir sem a anuência daquela autoridade externa, quase todos os membros europeus da Otan insistem neste ponto. A Otan interviu militarmente na Bósnia com o total beneplácito das Nações Unidas, que a autorizou a estabelecer uma zona de exclusão aérea naquele país e a usar seu poder aéreo para proteger as assim chamadas áreas seguras. Os Estados Unidos e seus parceiros de coalizão tiveram semelhante autorização legal para a invasão do Afeganistão em 2001 e durante a guerra do Golfo Pérsico em 1991. Em contraste, ainda se discute se as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas justificaram a invasão ao Iraque em 2003. Além do mais, a campanha aérea que a Otan levou a cabo contra a Sérvia em 1999 para interromper a limpeza étnica em Kosovo não recebeu tal endosso. Para as potências ocidentais, o dilema surge quando elas desejam atuar sem dispor de uma resolução das Nações Unidas que lhes forneça legitimidade formal.
    Assim como Russia e China se opuseram ao uso do poder aéreo da Otan em Kosovo, elas parecem dispostas hoje a vetar qualquer resolução das Nações Unidas que determine a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Elas quase certamente se oporiam à aplicação de uma força militar mais vigorosa mesmo que ela venha a se mostrar necessária para impedir Kadafi de esmagar a oposição líbia. Na Bósnia, a zona de exclusão aérea também demonstrou ser insuficiente, tornando-se necessária a realização de ataques aéreos contra as forças apoiadas pela Sérvia.
    Três anos após a luta ter-se encerrado na Bósnia, o líder sérvio Slobodan Milosevic expulsou cerca de um milhão de kosovares. Os integrantes da Otan chegaram à conclusão unânime de que tal situação não podia ser tolerada. Assim como ocorrera na Bósnia, se o Ocidente não agisse, a Otan e a União Européia se mostrariam fracas e, por conseguinte, diminuídas enquanto instituições de segurança dotadas de um papel válido na era pós-Guerra Fria. Presas entre a necessidade de desfechar uma ação militar e a ausência de um mandato das Nações Unidas, os aliados da Otan acordaram entre eles que cada membro podia determinar por si mesmo a base legal para ataques aéreos. Todos procederam assim – até mesmo a Grécia, não obstante suas relações íntimas com a Sérvia ortodoxa. Concomitantemente, a maioria dos aliados prometeu que nunca atuaria novamente sem uma aprovação formal das Nações Unidas. (Esta foi uma forte razão para a Europa ter-se oposto à invasão americana ao Iraque em 2003.)
    Contudo, caso a Otan decida impor uma zona de exclusão aérea na Líbia, o ato não seria totamente ilegítimo. Embora a recalcitrância de Pequim e Moscou signifique que o Conselho de Segurança das Nações Unidas provavelmente não agirá, a melhor fonte de legitimidade depois dele na atual situação manifestou-se: a Liga Árabe. Seu apoio a uma zona de exclusão aérea foi fortalecido por pedidos semelhantes de duas instituições que também têm relevância política no mundo árabe: a Organização da Conferência Islâmica (OCI) e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). De fato, o CCG chegou a chamar o regime de Kadafi de “ilegítimo” na última semana. Isso corresponde a uma extraordinária mudança de rumos, tendo em vista que os membros das três organizações estão profundamente preocupados que a atual rebelião no mundo árabe possa se alastrar para seus próprios países, o que já ocorreu em alguns casos. Tal aprovação seria uma evidência contrária a quaisquer afirmações futuras de Estados árabes e outras entidades, tais como a Al-Qaeda, segundo as quais uma intervenção contra Kadafi equivaleria a uma renovação do colonialismo ocidental.
    O que fazer, porém, se uma zona de exclusão aérea mostrar-se menos que eficaz? Os países da Otan estão prontos para desfechar uma intervenção militar para assegurar a derrota de Kadafi. Tanto na Bósnia quanto em Kosovo, Milosevic implorou pela paz antes que a Otan tivesse que enfrentar tal escolha. Na medida em que Kadafi está lutando por sua sobrevivência e tem uma longa história de brutalidade, Washington e Bruxelas devem estar conscientes de que celebrar alguma solução de compromisso com ele é quase certamente impossível. A questão, então, é saber se parar os combates – que pode também exigir forçosamente a remoção de Kadafi – vale o preço de um intenso engajamento militar e da responsabilidade pelo futuro da Líbia no pós-guerra.
    O presidente Barack Obama parece ter tomado sua decisão, dizendo que “é do interesse dos Estados Unidos, e sobretudo, do interesse do povo líbio que o senhor Kadafi saia”. (Essa é a conclusão lógica de seu compromisso em colocar os Estados Unidos no “lado certo da História”.) Se os Estados Unidos estão realmente determinados a atingir esse objetivo, o resto, então, é uma questão de táticas.
    Uma zona de exclusão aérea pode ser imposta em questão de horas com risco militar provavelmente baixo, como a Otan demonstrou na Bósnia em meados da década de 1990 e conforme os Estados Unidos e seus aliados fizeram no Iraque após 1991. Tal como Gates sustentou, isto pode demandar ainda a supressão das defesas aéreas da Líbia, mas esse objetivo militar também é relativamente simples.
    Em resumo, o curso está claro. Washington deve buscar o rápido estabelecimento de uma zona de exclusão aérea contra o regime de Kadafi. Essa zona de exclusão aérea pode ser efetivada pela Otan, pela União Européia ou por uma coalizão de nações voluntárias que inclua os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e umas poucas outras. Essa medida pode-se provar necessária se, apesar do suporte da Liga Árabe, da OCI e do CCG, alguns aliados da Otan ainda não quiserem atuar. Tanto a Turquia quanto a Alemanha permanecem reticentes – Ankara por causa do precedente da invasão ao Iraque em 2003 e Berlim por conta de sua relutância histórica em usar a força. Eles podem ter alguns parceiros silenciosos entre outros aliados da Otan.
    Ao mesmo tempo, o Ocidente deve começar a armar os rebeldes e tentar dispersar os apoiadores de Kadafi mediante declaração pública dando conta que aqueles que desertarem agora não serão excluídos de funções na futura Líbia do pós-guerra. Estrategistas militares americanos e europeus devem também se preparar para uma ação bélica mais contundente, incluindo ataques aéreos, caso ela se torne imprescindível para depor Kadafi e encerrar a luta. Entrementes, a União Européia deve assumir a liderança no planejamento para a Líbia da era pós-Kadafi (bem como nos adjacentes Egito e Tunísia). Agora é tempo da Europa demonstrar se suas tentativas de forjar uma política externa e de segurança comum são sérias: a região está em sua soleira, os refugiados presumivelmente irão afluir para o norte e os membros da União Européia têm recursos e experiência para causar impacto. Os líbios vão precisar do Ocidente não apenas para se livrar de Kadafi, mas também para construir suas vidas depois dele.
    Caro Magno, obrigado outra vez por esta valiosa contribuicao. De fato, é um texto muito solido. Já havia lido o original, abraços, Caio

  85. rober

    -

    18/03/2011 às 23:48

    Obama leu o blog do Caio e cancelou o discurso na Cinelândia, influente nos circulos democratas apesar dele achar Sarah Palin gostosa.
    Meu caro, final pouco carnavalesco no comentario, mas tudo bem, a barra está pesada melhor ter humor, abs, Caio

  86. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 23:31

    Para despedir-me hoje com versos de T.S. Eliot:
    “Goonight Bill. Goonight Lou. Goonight May.Goonight
    Ta ta. Goonight. Goonight.
    Good night, ladies, good night, sweet ladies, good night,
    good night”.

  87. Fernando dos Santos

    -

    18/03/2011 às 22:45

    Finalmente os EUA decretam uma intervenção militar carregada de legitimidade, com apoio da ONU e da comunidade internacional, tal como aconteceu no Kuwait em 1991 e no Afeganistão em 2001.
    A intervenção unilateral no Iraque em 2003, movida por mentiras fabricadas pelo governo Bush deixou um gosto amargo para os dois lados(anti e pró-intervenção).Talvez até mais desagradável para os que eram favoráveis a aquela invasão pois a situação no Iraque desandou e virou um tremendo atoleiro.Quase dez anos depois o país ainda parece distante da estabilidade,liberdade e democracia prometidas pelos EUA naquela ocasião.Que venha a intervenção na Líbia pra finalmente podermos comemorar com gosto a queda de um tirano ao invés de termos de repetir o risinho amarelo com o qual saudamos a derruda do nefasto Saddam em 2003.
    Caro Fernando, muito cedo para celebrar, mas quem sabe seja um cenario diferente do de 2003, abs, Caio

  88. maisvalia

    -

    18/03/2011 às 22:19

    A idiotia “anti-estadunidense”do partido da “presidenta” não conhece limites em banânia. Deveriam convocar o hobsbawn para o velho dinossauro da raça vermelha lambe botas vir assistir e se maravilhar.

    E quando eu disse que adoro o beavis e butt-head alguns torceram o nariz.

    Pois aí vai mais um monumento escrito da cretinice nativa

    “Aos Membros do Diretório Nacional do PT

    Sobre a visita de Barack Obama ao Brasil

    A visita de Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, ao Brasil, será uma oportunidade para que o governo Dilma reafirme nossas posições em favor de uma nova ordem mundial, baseada no desenvolvimento, na paz, nos direitos humanos e no respeito à soberania e autodeterminação dos povos.

    Será, também, uma oportunidade para que a sociedade brasileira manifeste sua opinião acerca da política estado-unidense. Manifestação que pode e deve ser distinta da feita pelo governo, até porque aprendemos com a história passada e presente quão desastrosas resultam as tentativas de subordinar movimentos e partidos aos governos.

    Neste sentido, saudamos as manifestações de partidos de esquerda, movimentos sociais e setores progressistas em geral, em favor do imediato fechamento da prisão em Guantánamo, da suspensão do bloqueio contra Cuba e pela revisão das leis de imigração nos Estados Unidos, que tanto prejudicam os imigrantes que buscam aquele país por melhores condições de vida.

    Reiteramos, também, nosso repúdio às guerras promovidas pelos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque, bem como às ameaças de invasão da Líbia.

    Denunciamos ainda, como inimiga da paz mundial e da democracia, a postura do governo Obama, que deu apoio efetivo para os golpistas em Honduras, continua espalhando bases militares pelo continente, inclusive junto às fronteiras da Amazônia. Igualmente contestamos o renascimento da IV Frota.

    Da mesma forma como fizemos quando da visita do então presidente George W. Bush, os militantes petistas participarão das atividades convocadas pelos movimentos sociais, em defesa de nossas posições e contra as políticas do governo e da mídia dominante dos Estados Unidos, que expressam os interesses de poderosos grupos econômicos transnacionais.

    Direção Nacional da Articulação de Esquerda,
    Tendência interna do Partido dos Trabalhadores”
    Oh My God, abs, Caio

  89. Mauricio

    -

    18/03/2011 às 21:23

    Acabei de ler que debiloides fizeram passeata no Rio e feriram um segurança do consulado dos EUA com um coquetel molotov. A noticia detalha outras bizarrices. Na foto aparecem bandeiras do PSTU. Não dá. É grotesco. Como melhorar essas coisas? Primeiro passo: que a lei funcione e quem jogou o coquetel molotov e feriu outra pessoa seja presa e responda por tentativa de homicidio. Quem organizou e compactuou com atos de violencia tambem sejam responsabilizados. Divergencia de opiniao e manifestação pacifica é uma coisa. Coquetel molotov é outra. Não é tradição ou do temperamento do brasileiro esse tipo de intolerância ( embora eu canse de ver gente defendendo esse tipo de atitude – vocês sabem o tipo de gente). Tem que cortar isso pela raiz. A lei é muito branda e lenta aqui no Brasil.

  90. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 21:21

    “Obama assumiu a presidencia com as mais otimistas expectativas, suceder Bush não tem sido tarefa facil. Todos se curvaram ao presidente enquanto candidato, e agora, no momento em que ele não consegue avançar com o país ao criterio de filme hollywoodiano, uma devassa de pseudointelectualoides batem no peito dizem: a mim Obama nunca tocou! Quanta alienação, quanta caca, o presidente Obama ainda é a esperança de bilhões de pessoas, os Estados UNidos aindam são o centro formador de opinião mundial e o será por muito tempo”. Esperança de bilhões de pessoas? Isso já é messianismo! E, sim, vi a imprensa brasileira inteira de joelhos por Obama em 2008: Globo, Folha, Estado. O fato é que Obama só foi eleito devido ao desastre da Administração Bush. Não fosse isso, McCain seria eleito. Mas McCain seria melhor do que Obama é hoje? Não. Revolução, mesmo, à “direita”, seria com Ron Paul, à “esquerda”, seria com Ralph Nader.

  91. José Geraldo Coelho

    -

    18/03/2011 às 20:01

    Até tu Caius, meu filho?
    Entrei no seu blog para pedir uma ajuda sua para a irmandade paulistana, que está com uma tremenda dor de cotovelo com a visita do Barak ao Rio e deparo com a sua intenção de levá-lo ao Anhangabaú.
    Era minha intenção inclusive te sugerir mudança no título da matéria: “Obama: de Berlim para Cinelândia sem passar por São Paulo”.
    É que leio sempre o Reinaldo e o Ricardo Setti, e entre matérias exelentes, sempre aparece alguma bairrista: São Paulo é um país dentro do Brasil! O presidente tem que ser paulista senão o país tá fu! São Paulo é isso e aquilo! Hóóóó, como me ufano do meu São Paulo!
    É preciso que eles entendam que nem só de paulista vive o Brasil.
    E nem só paulistas gostam de ler os blogs da Veja.
    Exite mais Brasil no pais além de São Paulo.
    É ou não é?
    Fala sobre isso com o Mendes que ele vai dizer: Que isso Caio, Minas é que é o maior estado do Brasiuuuullll!
    Até o Manhattan.
    Valeu, meu caro Jose Geraldo. Paulista também tem bom humor. Mas minha inteligencia (ou o pouco dela) é seguramente mineira, parte de minha familia é de BH. Mas meu estado agora é New Jersey, abs, Caio

  92. Debora

    -

    18/03/2011 às 19:56

    ÔOO,

    Se ajuda,Caio. Se ajuda…
    ??????????????

  93. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 19:46

    “…parte da crise é ciclica (coisas da economia), parte foi herança de politicas de desregulamentacao que comecaram no governo Clinton e culminaram no governo Bush e parte deve ser atribuida a Alan Greenspan, que a frente do Banco Central deixou os juros muito baixos alem do tempo regulamentar. E ha problemas realmente estruturais de uma economia madura que precisa mudar seus paradigmas no mercado de trabalho, reeducar mao de obra, preparar os jovens para novos desafios economicos”. Ainda me lembro de que em certa época Greenspan era chamado de “O Maestro”, e é estranho que se fale em reeducar a mão de obra nos EUA, pensei que isso fosse coisa de Terceiro Mundo. Muito boa resposta!

  94. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 18:50

    Em 2004, Bill Maher e Michael Moore imploraram que Ralph Nader retirasse sua candidatura e apoiasse John Kerry. Agora Obama frustrou a esquerda americana.

  95. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 18:35

    Um dia tenso na sua coluna, não, Blinder?
    Quinta foi mais, sexta fico um pouco ausente, absorto na producao e gravacao do Manhattan Connection, mas tambem há bons debates, alem dos vituperios por aqui, mas ha gente de bom humor, isto ajuda, abs, Caio

  96. maisvalia

    -

    18/03/2011 às 17:13

    Carmem, o documentário é sob a névoa da guerra e ganhou o oscar, é muito bom, mas como nosso colega gosta do mentiroso Stone, não vai adiantar.

    “Após o anúncio da descoberta de reservas de petróleo e gás na camada de pré-sal (que só pra variar foi ridicularizado pelos makakitos devotos assim como tudo que possa ou tenha algum valor em nosso país), em novembro de 2007″

    Bote dez anos antes. A descoberta ainda é da época do odiado FHC. Está lendo muito release do PT.

    “Não falei de você Rodrigo, mas dos articulistas da grande imprensa, da Veja Neocon aos escorregadios da Folha de São Paulo, todos cães da ordem do momento.”

    Não cantei a bola Caio. Eles são chutados nos outros blogs e vem em matilha destilar sua idiotia. O Augusto Nunes os conhece e trata bem, hehehehe

    “. Funciona assim: os invasores entram arrebentando tudo (incluindo vidas humanas), em nome da “defesa da democracia” etc, depois chamam os compadres para uma tentativa de reconstrução”

    Não é o que o brasil do cábio molusco está fazendo no Haiti, então para este petista lá os da banânia são bandidos brasukas, hehehehe

    “Existe um grande público que gosta de ouvir a papagaiada de um Reinaldo de Azevedo? Eis que do nada surge um Reinaldo de Azevedo para formatar algum produto caro a esse grande público. É como vender Coca Cola. Há o mercado, alguém oferece o veneno e o veneno forma o mercado que demanda mais veneno. Um ciclo infernal.”

    Este deveria frequentar os blogs já conhecidos e muito prestigiados pelos petistas do PIG – partido da imprensa governista – PHA, LN, AZ, todos muito sinceros e transparentes em defender o partido do trambique.
    A Carta C. dá até descontos para eles, hehehehe

    Nosso grande poderio bélico deixado pelo çábio:

    O caso da Marinha é paradoxal. Especialistas consideram a Força a mais bem aparelhada, mas 132 dos seus 318 principais equipamentos estão parados. Metade dos 98 navios está no estaleiro.
    A aviação naval é figurativa: apenas 2 de seus 23 caças voam, e só para treino. Isso no fim de 2010 -hoje, só um funciona. O porta-aviões São Paulo ficou anos parado e agora está em testes.
    O Exército contribui para que o resultado geral de disponibilidade de meios atinja ilusórios 68% -isso porque a Defesa coloca na conta as “viaturas sobre rodas”, que basicamente são quaisquer veículos. Dessas, 5.318 das 6.982 estão funcionando.
    Dos 1.953 blindados do Exército, só metade está à disposição. Metade dos helicópteros está no chão, isso sem contar a deficiência crônica de defesa aérea, maior fragilidade militar do país.
    Por fim, a Força Aérea tem indisponíveis 357 dos seus 789 meios, que incluem 48 lançadores portáteis de mísseis, todos funcionando. O governo avalia ter 85 dos seus 208 caças disponíveis.

    VOU TENTAR NÃO CAIR DA CADEIRA DE TANTO RIR.

    Uns se inspiram na economista portuguesa que até os petralhas deixaram de lado, tamanha era sua idiotice. Outros no çader e no molusco. Alguns nos trambiqueiros stone, moore.
    Muitos deles adoram o chavez,kadafi,o louco do iran, fidel e raulzito (conhecido também como pequeno maricom).
    Que bela companhia!

  97. Dawran Numida

    -

    18/03/2011 às 16:30

    MINERIM INVOCADIM-17/03/2011 às 17:18. É verdade. Agora a política externa só é submissa a Chávez, Khadafi, antes ao Mubarak, Ahmadinejad, Fidel e Raul Castro, Manuel Zelaya, Evo Morales, Rafel Correa. Cristina Kirchner…Foi uma mudança e tanto. Parabéns.

  98. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 16:20

    Reynaldo, “escorregadios da Folha de S.Paulo, cães da ordem do momento”? Pois o Sérgio Malbergier já disse que Lula é o maior presidente da nossa história. Aliás, nunca mais li nada dele. Não sei se você tem partido, mas o que você escreve é muito próximo do que os petistas dizem.

  99. célio marques

    -

    18/03/2011 às 16:13

    1)concordo andré.ainda bem que temos a veja no brasil!;2)sugiro aos simpáticos amigos/inimigos neocons que os petralhas infiltrados carlos cézar e reynaldo sejam declarados personas non gratas neste blog(eu os condenaria à ler paulo henrique amorim e luiz carlos azenha para o resto de suas vidas!);3)lembro aos meus amigos/inimigos neocons que o bushinho demorou 15 meses para intervir no oriente médio no início de seu governo enquanto israelenses e palestinos se matavam após a retomada da intifada!4)caio,a crise da economia americana é obra do bushinho ou do azarado do obama?esclareça este ponto para os nossos amigos neocons.
    Caro Celio, pessoas gratas ou ingratas podem circular por aqui desde que respeitem algumas regras. Em particular, Carlos Cezar é uma pessoa educada. Já sou grato por isto. O resto é mero debate. Sobre sua pergunta, parte da crise é ciclica (coisas da economia), parte foi herança de politicas de desregulamentacao que comecaram no governo Clinton e culminaram no governo Bush e parte deve ser atribuida a Alan Greenspan, que a frente do Banco Central deixou os juros muito baixos alem do tempo regulamentar. E ha problemas realmente estruturais de uma economia madura que precisa mudar seus paradigmas no mercado de trabalho, reeducar mao de obra, preparar os jovens para novos desafios economicos. Obama herdou os abacaxis e creio ser cedo para dizer se seus remedios preservaram a crise. Uma critica pertinente ao Obama é que seu pacote do estimulos talvez tenha ficado no meio do caminho, com isto abre o flanco para criticas de economistas mais conservadores e outros mais liberais. Nao me sinto equipado tecnicamente para aprofundar a conversa, mas nao tenho duvidas que as medidas adotadas na virada dos governos Bush e Obama foram essenciais para deter o panico e o colapso financeiro. Abs, Caio

  100. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 16:03

    Engraçado é suporem que eu seja “carne e unha” com os EUA. Quando digo que sem a presença da América o mundo mergulharia em conflitos e em pobreza, é porque essa é, hoje, uma convicção minha. Posso mudá-la um dia, embora seja difícil. Imagine-se um mundo sob controle de China, Rússia, Síria, Irã, Coréia do Norte, Venezuela, ou melhor, sem influência de uma potência…benigna. Isso não implica aceitar a ação do Complexo industrial-militar, ou fechar os olhos para a prática de algumas corporações. Por último, só uma informação para quem disse que os japoneses se opunham a nosso modelo de vida: o Japão, durante a Segunda Guerra Mundial, fez pesquisas médicas semelhantes às que foram levadas a efeito pelos nazistas.

  101. Carmem

    -

    18/03/2011 às 16:01

    Fabricio Juliano -18/03/2011 às 14:21

    Amigo, se beber não escreva.
    Já q sua maior fonte de informações é a wiki.. lá vai:

    Uma frota ou armada é um grande agrupamento de navios de guerra sob o comando de um oficial general. Normalmente, é a maior força naval de uma marinha de guerra. Os termos “frota” e “armada” são, também, utilizados para designar a totalidade dos navios de guerra de uma marinha, sobretudo daquelas de menores dimensão, que não incluem forças navais de escalão tão elevado.

    Por extensão, o termo “frota” é, também, utilizado para se referir a um grupo de embarcações não militares ou a um grupo de outro tipo de veículos, como automóveis ou aeronaves.

    Aproveita e dá uma pesquisadinha em quantos navios foram afundados em Pearl
    Harbor..

    Se beber tb não dirija!
    passar bem

  102. amauri

    -

    18/03/2011 às 15:50

    Humor brasileiro!
    Do blog do coronel:
    “A dois dias da chegada do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Rio, um dos anfitriões da visita, o prefeito Eduardo Paes, provocou mal-estar. Ontem, durante lançamento das obras do Transcarioca, no Campinho, ao avistar na plateia sósia do terrorista Osama bin Laden — considerado o inimigo número um dos EUA —, ele não se conteve: o chamou para o palco, festejou sua presença e posou ao seu lado para fotos. A gafe provocou reações entre diplomatas e especialistas da área de Política Internacional, que lamentaram o episódio. “Vou levar esse cara aqui para receber o Obama”, brincou Paes, no Largo do Campinho, arrancando risos dos cerca de 300 moradores que estavam na cerimônia. “É uma atitude estranha, inexplicável vinda de um prefeito. Foi, sem dúvida, uma gafe diplomática, que pode criar certo desconforto entre a comitiva americana e autoridades brasileiras. A verdade é que a situação, além de desnecessária, pegou mal”, argumentou o cientista político e professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Antônio Carlos Peixoto.” abs

  103. amauri

    -

    18/03/2011 às 15:46

    Agora cessou o fogo na Libia. Quantas mortes precisou para a ONU aprovar uma resolução? Como fica a situação na Libia? Fica por isso mesmo? abs

  104. andré pinheiro

    -

    18/03/2011 às 15:36

    Ainda bem que temos a VEJA no Brasil.

  105. andré pinheiro

    -

    18/03/2011 às 15:34

    Esses petista alucinados não deveriam expot aqui seus pensamentos, deveriam escrever na “famosa” revista CartaCapital. Lá é o lugar de vocês.

  106. Bruno M.

    -

    18/03/2011 às 15:34

    Caio,

    Acabo de assistir o pronunciamento de Obama na CBS. Parece que a hesitação acabou… Mas ficou claro que os franceses e britânicos vão ser protagonistas na ação.
    ‘E o plano, abs, Caio

  107. carlos cezar marques

    -

    18/03/2011 às 15:20

    Prezado Caio,
    Estamos aqui torcendo, quase roendo as unhas, para que não seja preciso despejarem bombas sobre a Líbia, afinal, o povo nem é tão culpado. E bombas demais acabam atingindo os inocentes uma hora ou outra. Agora, pedindo licença para uma pequena digressão, é preciso deixar claro o que significa o complexo industrial-militar estadunidense… para alguns que ainda mantêm os olhos fechados (devido ao deslumbramento com a cultura pop) para a carnificana dos invasores em alguns países. Funciona assim: os invasores entram arrebentando tudo (incluindo vidas humanas), em nome da “defesa da democracia” etc, depois chamam os compadres para uma tentativa de reconstrução (quando a Resistência dorme no ponto), e, aí, haja bilhões e bilhões de dólares para distribuir entre a indústria de armas, companhias petrolíferas, transportadoras, fornecedores e prestadores de todos os tipos de serviço. E assim fica todo mundo feliz… entre os invasores, obviamente, porque, entre os nativos, resta chorar seus mutilados e seus mortos. Compreenderam agora o que é o complexo industrial-militar dos bandidos estadunidenses?
    Caro Carlos, esta nao é a definicao tecnica, muito mais importante é o peso destes setores para formularem a politica do pais e se tornarem um estado dentro do estado, abs, Caio

  108. reynaldo

    -

    18/03/2011 às 14:36

    Não falei de você Rodrigo, mas dos articulistas da grande imprensa, da Veja Neocon aos escorregadios da Folha de São Paulo, todos cães da ordem do momento. Se vivessem na Idade Média, teriam argumentos teológicos muito bem fundamentados para mandar queimar os hereges. Se vivessem na URSS escreveriam para o Pravda. Estão sempre do lado da ordem, pois é mais seguro e remunera melhor. Existe um grande público que gosta de ouvir a papagaiada de um Reinaldo de Azevedo? Eis que do nada surge um Reinaldo de Azevedo para formatar algum produto caro a esse grande público. É como vender Coca Cola. Há o mercado, alguém oferece o veneno e o veneno forma o mercado que demanda mais veneno. Um ciclo infernal.

  109. Fabricio Juliano

    -

    18/03/2011 às 14:21

    Divino pai eterno, e a ignorância só cresce e é de fato cômico ver a que ponto os m.devotos chegam para defender a crença deles na entidade USA. Não precisa ser um profundo estudioso de história militar basta recorrer ao Wikipédia para saber que em Pearl Harbor o ataque japonês danificou e destruiu 11 navios sendo que os 3 porta-aviões (componente mais importante de qualquer frota) sequer estavam no porto. Porém na ânsia de justificar as ações históricas do modelo de paz e justiça esses forçam absurdos como: o ataque nuclear ao Japão foi uma resposta à Peral Harbor. É interessante notar que esses mesmos m.devotos são os que se dizem cristãos defensores da justiça, direitos humanos, democracia. Então para justificar as ações criminosas do país, que para eles foi quem criou todos esses conceitos, recorrem a tantos absurdos e mesmo no fundo sabendo que estão a falar besteira não importa desde que seja favorável ao modelo divino USA.

  110. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 14:13

    Eu já imaginava…O Fabrício Juliano é do PT…Leia a matéria na coluna do Ricardo Setti, meu caro, as Forças Armadas estão muito, mas muito mal…

  111. Claudio

    -

    18/03/2011 às 14:06

    Quanta defensiva nos comentários! ” A politica baseia-se na pluralidade dos homens (…) A politica trata a convivencia entre diferentes. ” Hannat Arendt discorreu sobre essa interpretação que se avaliadada pelo seu sentido não é de grande novidade, mas descrevem a complexidade da potitica, feita por homens! Obama assumiu a presidencia com as mais otimistas expectativas, suceder Bush não tem sido tarefa facil. Todos se curvaram ao presidente enquanto candidato, e agora, no momento em que ele não consegue avançar com o país ao criterio de filme hollywoodiano, uma devassa de pseudointelectualoides batem no peito dizem: a mim Obama nunca tocou! Quanta alienação, quanta caca, o presidente Obama ainda é a esperança de bilhões de pessoas, os Estados UNidos aindam são o centro formador de opinião mundial e o será por muito tempo. Não me curvo ao americanismo materialista, mas também não descarto concordar com o Caio ao avaliar que é imprescindivel manter uma relação que não se concentre no antiamericamismo “chulé” que foi pregado nos ultimos anos.
    Yes, Claudio, abs, Caio

  112. Fabricio Juliano

    -

    18/03/2011 às 14:02

    Com relação às lágrimas das viúvas da prostituta de interesses externos mais conhecido como FHC foi citado aqui que as forças armadas brasileiras decaíram nos 8 anos do governo Lula. Dentre vários outros aspectos no âmbito militar vou citar somente um. Após o anúncio da descoberta de reservas de petróleo e gás na camada de pré-sal (que só pra variar foi ridicularizado pelos makakitos devotos assim como tudo que possa ou tenha algum valor em nosso país), em novembro de 2007 nos dois anos seguintes, os recursos destinados ao Ministério da Defesa foram ampliados em 45,64%. Segundo especialistas, houve antecipação de encomendas com o objetivo de manter a soberania nacional frente aos novos recursos naturais. O aporte para a Defesa Nacional somaram R$ 4,79 bilhões no ano de 2009, montante 37,05% superior aos R$ 3,495 bilhões de 2008 e 45,64% maior que os R$ 3,289 bilhões de 2007. Esses valores incluem investimentos feitos pela Marinha, Exército e Aeronáutica e pela administração central do Ministério da Defesa.fonte: http://www.forte.jor.br/2010/02/08/recursos-destinados-a-renovacao-de-equipamento-militar-chega-a-15-do-pib/ (site especializado em assuntos militares) Quem se interessa por assuntos militares sabe que não chega perto a comparação do governo FHC e Lula em matéria de atenção às Forças Armadas. É evidente que essas ainda carecem de muita coisa por ser o Brasil um país gigante e em crescimento, porém perguntem à qualquer militar qual governo deu mais atenção e buscou algo melhor para as FA brasileiras e a resposta será bastante clara, seria aquele da minoria que rejeita qualquer tentativa de mudança do modelo colonial ou aquele que busca se afirmar como país soberano?

  113. MINERIM INVOCADIM

    -

    18/03/2011 às 14:00

    Fico estarrecido ao ver a quantidade de baba-ovos dos EUA aqui…
    Só podia se tratar de leitores da VEJA mesmo!
    Um alienado aí embaixo pensa, em outras palavras, que os EUA são os “GUARDIÕES DA PAZ MUNDIAL”.
    Quase fiz xixi na calça de tanto rir, quando li tamanho absurdo.
    Criticam a política externa do presidente Lula porque o mesmo “apoiava ditadores sanguinários”, mas “esquecem-se” que os EUA apoiaram Saddam Hussein durante muito tempo, até que tal ditador deixou de ser conveniente pra eles.
    Os “GUADIÕES DA PAZ MUNDIAL” também apoiaram o regime do APARTHIED durante na África do Sul.
    Eles (os americanos) Também foram cúmplices de ninguém menos que OSAMA BIN LADEN, quando este terrorista e seus asseclas lutavam contra os soviéticos no Afeganistão.
    Bin Laden e seus aliados (entre eles, os EUA) expulsaram os soviéticos do Afeganistão.
    Só que, Ironicamente, AGORA, os EUA é que estão praticamente sendo expulsos do Afeganistão pelos mesmos grupos que antes eles apoiavam (Taliban, Al Qaeda, etc)…

  114. Carmem

    -

    18/03/2011 às 13:53

    Oi Rodrigo,
    Eu vi um documentário com o McNamara (esqueci o nome) no qual ele dava exatamente essa justificativa – quantos soldados americanos morreriam numa invasão- para o lançamento da bomba atômica.
    Mas eu tenho cá para mim que aquilo foi uma resposta tardia a Pearl Harbour.
    Nenhum exército do mundo engole a perda completa de uma frota inteira e quase 3 mil soldados (e eles nem estavam em guerra) sem devolver através de alguma ação espetacular.

  115. Fabricio Juliano

    -

    18/03/2011 às 13:38

    “Quanto à bomba atômica, que é que Truman deveria ter feito? Invadir o Japão com 200 mil rapazes, correndo o risco de levá-los à morte em uma investida sanguinária?” Dá até calafrios ver os comentários desses m.devotos, compreendam a lógica: Lógico que atacar duas grandes cidades japonesas com uma bomba de plutônio e outra de urânio fazendo com um isso um teste na prática e dando um aviso ao futuro inimigo soviético ao dizimar de imediato 140 mil vidas de malditos civis japoneses que ousaram desafiar nosso modelo é preferível do que por em risco a vida de 200 mil jovens bravos e heróicos soldados americanos. Dispensa maiores comentários, é cada vez melhor esses m.devotos mostrarem o que de fato eles tem na cabeça. Agora essa outra passagem foi ainda melhor “sem a presença americana no mundo não há paz.” Em que mundo essa pessoa vive? Outra pérola: “Quem sabe a Europa possa um dia ser mais durona, mas é difícil” Sorte dos brasileiros que se mudam para la, um território formado em sangue que depois de tantos conflitos chegou em um nível de civilidade incomparável no resto do mundo.

  116. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 13:07

    Reynaldo, moro em uma cidade da Grande São Paulo, com forte presença japonesa. Esse é um assunto tabu entre os japoneses que conheço, mas vamos lá: Quem atacou primeiro? Japão ou EUA em 7 de dezembro de 1941? Quanto à bomba atômica, que é que Truman deveria ter feito? Invadir o Japão com 200 mil rapazes, correndo o risco de levá-los à morte em uma investida sanguinária? E, sim, por mais que o Complexo industrial-militar seja contestável, e é mesmo, desde as palavras de Eisenhower, sem a presença americana no mundo não há paz. Quem sabe a Europa possa um dia ser mais durona, mas é difícil. E que história é essa de que nós defendemos o statu quo, podendo escrever até para o Pravda, se fôssemos soviéticos?

  117. maisvalia

    -

    18/03/2011 às 13:05

    Como a amiga e fã dele disse lá embaixo, o rapaz está com problemas.

  118. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 12:37

    Que engraçado! No Brasil, as simpatias da esquerda iam para o Ralph Nader, e não para o Partido Democrata. Aliás, por onde anda o Nader?

  119. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 12:37

    Que engraçado! No Brasil, as simpatias da esquerda iam para o Ralph Nader, e não para o Partido Democrata. Aliás, por onde anda o Nader?

  120. reynaldo

    -

    18/03/2011 às 12:37

    Ô Rodrigo, gosto muito de Walt Whitman mas ignoro completamente Lady Gagá, nunca vi e não gostei. Não vou fazer nenhum joguinho não, pode ter certeza, seria muito óbvio, eu não sou óbvio. Agora o poder militar americano ajuda a manter a paz? De que paz Vossa Excelência está falando, meu caro? Essa idéia é velha. Se lembra da famosa canção de Gilberto Gil: “uma bomba sobre o Japão, fez nascer o Japão na paz?” Gil até parece esperto, mas a idéia é reflexo da ideologia, ainda em voga, de que a bomba de Hiroshima pôs fim à II guerra mundial. Vale lembrar, amigo, que antes das bombas atômicas o exército americano varreu da face da terra sessenta e sete das maiores cidades japonesas com bombas incendiárias, matando sem misericórdia militares, civis, cães e gatos. Sabia disso? Haja vontade de manter a paz, ein? Para Maisvalinha, não existe pensamento racional de esquerda. Depois não quer que eu o associe ao mestre Reinaldo de Azevedo, amigão do peito de Caio Blinder (ups! esqueci, trouxe a coisa para o lado pessoal!). Pensamento mesmo, digno de ser qualificado como tal, é aquele atrelado ao status quo, certo? Vivemos no melhor do pior dos mundos, o que está em voga, está justificado, é sempre o melhor que podemos fazer. Se vivessem na URSS escreveriam para o Pravda, os cães da ordem estão sempre a serviço da ordem. É só remunerar, emprestam a pena. Realmente genial! E Caio, foi um palavrãozinho tão inofensivo! Deixa vai!

  121. maisvalia

    -

    18/03/2011 às 12:26

    O Brasil não me parece estar sendo uma potência. Estar querendo ser soberano e deixa isso bem claro para a comunidade internacional.

    Acho isso um verdadeiro grito de independência.

    HEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHE

    E FEZ CURSO COM O OLAVÃO.

    ACHO QUE FOI COM O EMIR ÇADER!

    SÓ FALTA DECLARAR GUERRA E TEREMOS O EXÉRCITO DE BRANCALEONE.

    VAI SE INFORMAR SOBRE O NOSSO PODERIO BÉLICO DEPOIS DE 8 ANOS DO ÇÁBIO MOLUSCO.

    SÓ 2 AVIÕES FUNCIONAM NA MARINHA.

    NA AERONÁUTICA NÃO É MUITO DIFERENTE, HEHEHE

    A BANÂNIA VIROU POTÊNCIA, ESSA É A PIADA DO ANO. ERA DISSO QUE SEUS AMIGOS PETISTAS ESTAVAM RINDO, NÉ? FALA AVERDADE>

  122. maisvalia

    -

    18/03/2011 às 12:19

    Debora

    Entra na fila querida.

    Você citou a economista portuguesa mais idiota que eu já vi.

    E vem reclamar do reinaldo, hehehe

    Se não gosta dele e do olavão vá ler o janer cristaldo, quem sabe ele te cura desse seu patético amor pelo çabio molusco. Ele é outro que pensa só com os dois pés no chão.

    Seus argumentos, por outro lado, são tão fraquinhos quanto a portuga citada, hehehehe

  123. Carmem

    -

    18/03/2011 às 11:58

    Debora
    -

    17/03/2011 às 20:03

    Como disse a Maria da Economia: …….

    Débora, isso foi vc que escreveu.
    Me pareceu que vc tinha usado a credencial “econômica” da Maria para validar a opinião em outros assuntos, nos quais, na minha opinião, ela continua pecando pela falta de bom senso.

  124. Bruno Machado

    -

    18/03/2011 às 11:57

    Caio eu sei que outros presidentes americanos, já fizeram discurssos falando sobre a importância do Brasil na américa latina, etc, etc, e etc. Entretanto o fato histórico seria um discurso em praça pública para o POVO comum e não pra uma série de políticos ou convidados, como será o de agora. Quanto a escala no Chile ao invês da Argentina, acredito eu que está muito mais relacionado com o fato dos chilenos terem um alinhamento muito maior com os EUA atualmente que o governo pseudo-populista a “la Lula” da Cristina.
    De qualquer forma fiquei triste dele não aparecer ao público aqui no Rio, mas com o Kadafi irritadiço realmente talvez seja melhor ele ficar dentro do Theatro Municipal mesmo!!!
    Concordo, Bruno, sobre o Chile e acho que foi bom senso cancelar a apoteose. No geral, nao vejo sentido estes discursos publicos de qualquer dirigente no exterior, a nao ser que sejam pontuais, como o Kennedy em Berlim, abs, Caio

  125. Debora

    -

    18/03/2011 às 11:51

    Rodrigo,

    Eu sei.. eu sei.. Era seu amigo.

    Tá tudo bem. Só quis explicar.

    Só pra não perder a piada: menciona a alguém que ofereceu trabalho a ele.

    No mais, eu não gargalho com o Olavo. Eu o admiro mas acho que saiu do prumo. Acontece. A vida não é saúde sempre.

    Ainda mais acendendo um cigarro no outro.. ( EU TB FUMO ! )

    Fique na paz e juízo.rs

    Ao Tolentino desejo um céu de lordes ingleses e paisagens deslumbrantes.

  126. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 11:49

    E só um esclarecimento: Obama é político, e não podemos exigir sinceridade completa de um político. Mas gostaria que ele fosse mais livre para dizer o que realmente pensa sobre algumas questões. Quem disse que eu não poderia concordar com ele? Já disse que gosto de um intelectual de esquerda chamado Richard Sennett. Não tenho preconceito ideológico, quem sabe Obama não me surpreenderia se criticasse, por exemplo, o Complexo industrial-militar, como Ron Paul o faz?
    Rodrigo, Obama é um politico, se critica os militares abre o flanco para as acusacoes de ser um liberal frouxo. Ron Paul é um ideologo, seu alcance de voo eleitoral sempre sera limitado, Abs, Caio

  127. Anouk

    -

    18/03/2011 às 11:39

    Caio,
    Quais políticos substituirao Kadafi? A situacao será caótica como no Iraque e Afeganistao? Quem deve ser protegido, o povo armado?
    Oi Anoui, existem varios grupos tribais e algumas liderancas em Behghazi sao tradicionais na resistencia ao Kadafi. Ha velhos desertores do regime, mais recentes, grupos mais liberais, grupos fundamentalistas islamicos. Uma frente ampla que pode, como costuma acontecer, se desintegrar sem o inimigo comum. Sim estes cenarios que voce apontou sao possiveis. Mas, apesar da aflicao dos cenarios negativos, nao podemos ser fatalistas. Este trem bala partiu, é preciso conduzi-lo para o melhor destino possivel. Em alguns casos é preciso frear. Ate assumi isto no caso saudita, diante das implicacoes mais amplas. Minha grande questao: como privar toda uma regiao do mundo das nossas benesses de liberdade e ao mesmo tempo impedir que seja apropriadas e ceifadas por oportunistas desta onda, abs, Caio

  128. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 11:32

    Quero só ver, Débora, alguém gargalhar quando for mencionado o nome de BRUNO TOLENTINO.

  129. Debora

    -

    18/03/2011 às 11:26

    Eu não a citei como economistsa pois sua fala não foi de economista foi de uma mulher que vivenciou a política financeira e internacional por mais de 50 anos.

    Falei algum termo de ‘economês’? Ou a Maria? Se ainda fosse Política, criatura…

  130. Debora

    -

    18/03/2011 às 11:23

    Rodrigo,

    Eu não conheço bem a obra do Tolentino. Conheci um pouco a pessoa em um momento frágil e o revi, rapidamente, com o seu o eu perfil pernóstico, debochado e mal-educado.

    Eu fiz um curso com o Olavo há muuiiito tempo atrás. Bem, eu nem lembro direito se foi nesse curso exatamente que o Bruno estava. O Bruno ia de carona comigo. Ele estava hospedado na casa de um ‘amiguinho’ meu.

    Acontece que´ele foi folgado na casa alheia, segundo relatos. Vadio mesmo. Como parece comum à turma dele. Um dia antes dos três irmos jantar fora, formos a casa de um poeta popular, já idoso e pessoa boa e simples. Trabalhador o que, naturalmente, o fazia ao Bruno ser quase um estraterrestre.
    Tolentino, durante o jantar, ou foi no drink, começou a traduzir para seu Inglês com incríível sotaque britâncio a poesia que acabavamos de receber. Acontece que durante a tradução ele, digamos, ‘manejou’ os versos e fez uma ‘conpletudes’.
    Eu, pontamente, protestei. Aquilo era plágio caso fosse utilizado. Ele reconheceu que tinha acabado de ‘construir’ algo novo. Então, depois disso, perdi o encanto por sua produção poética. Embora nunca tenha tido.

    Descobriu-se doente – queria ir ao parque de diversões comigo.

    De fato, ele queria sair. Era um momento difícil. Tudo bem. Foi digno o que eu admirei pois naquele momento eu não sabia o que e passava tampouco ele me contou.

    Poucos anos depois, ele estava na faculdade num auditório com estudantes de Letras. O vi saindo com um senhor – e fui cumprimentá-lo…

    - Recebi deboche, escárnio e fez que me desconhecia. Saí em choque com os dois rindo e absolutamente certa de que não frequentavamos a mesma praia.

    Foi só.

    - E viva a nobreza brasileira ! Ou como diria o Bruno para encerrar:

    ” I hope so”

  131. amauri

    -

    18/03/2011 às 11:18

    Caio, Caio (desculpe o plagio) qual o problema de pinçar? É só contra argumentar. São nas pequenas ações ou palavras que se conhece a essência.
    Voltando a mudança do Obama, como já disse uma vez: não acredito em inocência de político algum. Depois desta mudança acho que o discurso na Cinelandia foi divulgado apenas para brasileiro ver, nunca esteve na pauta real.
    Karen, sobre a sua pergunta, faz parte do show. abs
    Nao é o plagio, Amauri. Obviamente é corretissimo citar. Louvo seu apego aos fatos ou pelo menos a fatos que embasasm suas posicoes. É o fato de pegar uma declaracao especifica (pinçar) para desconstruir as posicoes de alguem. As vezes é valido, mas com moderacao, abs, Caio

  132. Carmem

    -

    18/03/2011 às 11:17

    Oi Débora, não há demérito algum em se debulhar em lágrimas por um plano econômico que tinha tudo para dar errado e deu. O que me deixa intrigada é que vc a tenha citado como uma economista de algum bom senso.

  133. Debora

    -

    18/03/2011 às 11:04

    maisvalia,

    Quando quiser ser lido, sugiro usar outro nome que não o do Reinaldo.
    Ele é tão culto, tadinho. Mas é completamente desquilibrado. Não sou eu que digo, pergunte aí fora. Seu grupo de fiéis seguidores não daria para compor uma escola de samba.

    Com o seu descrédito ele faz um favor ao PT ou qq outro partido de situação. Sua retórica é interressante. Contudo seus argumentos são pífios e seu ranço e ressentimento deixam as pessoas um pouco assustadas do papel que imaginam devam exercer um intelectual. fora que presunção não enche os olhos e subestimar o outro geralmente nos faz cair no ridículo.

    Se for pro Olavo, que é , sem dúvida uma mente poderosa – Piorou ! Lembra do filme ‘Mente Brilhante”? Mais ou menos o que aconteceu com ele.

    No momento estou em Brasília e ao falar con alguém do PT sobre as figuras citadas: eu perguntei se o Reinaldo era pago pelo PT pelo serviço que presta à causa. Ele respondeu que as artimanhas ( todas ) do Reinaldo não são desconhecidas. Mas que ele fazia o serviço como voluntário mesmo.
    Quando eu perguntei do Olavo: Ele gar-ga-lhou ! Adoro fazer os outros rirem – mas juro que não tive a intenção naquele momento.

    Ser patético todos nós somos em algum momento no decorrer da vida. Se não tem simancol toma maracujina…
    Cara Debora, preciso começar a exercer minha autoridade nesta casa de tolerancia. Sou muito aberto, mas já pedi que nao sejam feitas criticas pessoais ou elogios deslumbrados a colunistas de Veja.com., neste espaço, nesta casa na qual sou inquilino e voces, leitores, visitantes. Vou ser direto: sou amigo pessoal de Reinaldo Azevedo, obrigado, Caio

  134. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 11:01

    Karen, a esquerda brasileira sonhava com um Obama revolucionário, que pusesse fim ao poder americano. Sinceramente, não creio que Obama creia em uma só palavra do que diz, a mim ele não convence.

  135. maisvalia

    -

    18/03/2011 às 11:00

    Como diria, vou retroceder bastante, o Erasmo Carlos, pode vir quente que eu estou fervendo.

    Se você surfa na imperialista internet, deve saber que maisvalia é quem incomoda os esquerdos – aqueles que não tem argumentos racionais, pois se os tivessem não o seriam -, hehehehe.

    E por favor, para ser a tal nojenta mosca, entre na fila.
    Você chegou agora, como Romário filosofou, e já quer a janelinha, hehehehe

    Do you understand or need to draw?

  136. Rodrigo

    -

    18/03/2011 às 10:57

    O Reynaldo, com y, também demonstra raiva, e diz estar se lixando para o poder imperial. Claro, se eu disser que ele gosta de Cuba, Irã, China, Coréia do Norte, ele vai dizer que não, que prefere a Escandinávia, França etc. E ele também acha que quem admira os EUA endossa tudo o que é americano, de Walt Whitman a Lady Gaga, de Elvis Presley ao Complexo industrial-militar. Eu, por exemplo, creio que o poder imperial americano é vital para manter a paz no mundo, mas detesto a indústria incultural americana.

  137. Carmem

    -

    18/03/2011 às 10:52

    Bom, o jeito é tirar uma fotos da cinelândia e publicar com o título “Cadê Wally? (Where is Wally? – mas só para quem sabe falar inglês)”

    Mas há boatos de que o Obama vai discursar no teatro municipal para uma platéia seleta de petistas e aliados (felizmente não sou nem uma coisa nem outra). Ouve-se por aqui que até o ex-presidente junto com seu fiel escudeiro e tradutor Celso Amorim estarão presentes escondidinhos atrás das cortinas do camarote presidencial…

    abs,

  138. Debora

    -

    18/03/2011 às 10:51

    O Brasil não me parece estar sendo uma potência. Estar querendo ser soberano e deixa isso bem claro para a comunidade internacional.

    Acho isso um verdadeiro grito de independência.

  139. Debora

    -

    18/03/2011 às 10:49

    Carmen,

    É a Maria mesmo. Derramou lágrimas de esperança. E isso antes da execução.

    - Há algum demérito nisso?

  140. Karen

    -

    18/03/2011 às 10:46

    Amauri obrigada pela informacao. Entao o Obama nao agrada a turma do PT? Nos vamos ter que dar love para o Obama aqui mesmo…Bom dia.

  141. reynaldo

    -

    18/03/2011 às 10:37

    “Nós somos vocês também, caro Reynaldo”. Por favor, Caio, não pertenço a seu universo, estou pouco me lixando para a merdinha do poder imperial, um só poema de “A Rosa do Povo”, de Drummond, tem para mim mais relevância para a humanidade do que todo o programa espacial da Nasa. Quanto ao Maisvalinha, que delícia ver você todo irritadinho com meus comentários!! A idéia é essa mesma, ainda não captou, bobinho? Utilizo argumentos racionais apenas com quem é capaz de mudar de posição e vocês estão atolados até o pescoço. Não quero convencer vocês de nada, quero ser apenas a mosca que posou na sopa d’oceis, did you get the picture?
    Reynaldo, por gentileza, evite palavroes. Já pedi uma vez.

  142. amauri

    -

    18/03/2011 às 10:33

    Tem gente que acredita que a política, externa brasileira melhorou, que a Dilma é mais equilibrada, nas entrelinhas se ve que as coisas na base são as mesmas.
    Na entrevista ao Valor Econômico, uma manifestação de Dilma Rousseff veio carregada de cinismo:

    “Se não concordo com o apedrejamento de mulheres, eu também não posso concordar com gente presa a vida inteira sem julgamento (na base de Guantânamo).” abs
    Amauri, Amauri, pinçando, pinçando, abs, Caio

  143. amauri

    -

    18/03/2011 às 10:28

    Bom dia Karen!
    Se voce ler manchetes de varios jornais de ontem, aqui do Brasil, verá que havia varios grupos, ligados aos movimentos sociais, se preparando para isto. E o governo estava tentando proibir as manifestações. Cito abaixo uma: “comando do PT fluminense proibiu hoje militantes do partido de participar dos atos contra a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil. Um dos organizadores das manifestações é o secretário de Movimentos Populares do PT no Rio, Indalécio Wanderley. Em nota oficial, o presidente do PT fluminense, Jorge Florêncio, negou a existência de “qualquer tipo de deliberação” oficial petista “no que concerne a organização, participação e apoio a qualquer tipo de manifestação hostil” ao mandatário norte-americano. O texto “desautoriza a qualquer membro a manifestar opinião, em nome do partido, que não reflita o posicionamento oficial”. “Teve uma pessoa, de uma secretaria (do partido), que fez uma comunicação dos movimentos populares”, afirmou Florêncio, sem se referir nominalmente a Wanderley e procurando desvincular o PT dos protestos. “Nenhuma instância da legenda aprovou a participação de seus integrantes nos atos anti-Obama”. abs

  144. Carmem

    -

    18/03/2011 às 10:26

    Oi Caio,
    Até q enfim. Eu li que os ingleses e os franceses vão estar no comando.
    É muito estranho ouvir de uma intervenção armada que os EUA estejam participando sem estar no comando. Parece até corajoso..

    Se bem q depois dessa amarelada aqui no Rio, francamente.. minha câmera já estava até com a bateria carregada..
    abs,
    Carmem
    Oi, Carmen, mas parece que o Amarelinho ficara aberto na Cinelandia, Novos tempos, era Obama, abs, Caio

  145. Etienne Douat

    -

    18/03/2011 às 10:02

    Ok, Caio, obrigado. Os americanos, aparentemente, estão descobrindo que fazer parte da manada é bem mais confortável e seguro do que liderá-la – pelo menos politicamente. Até porque, militarmente todo mundo sabe quem realmente manda… até o Kadafi, que, convenhamos, já deu uma bela “ciscada pra trás”, como diria Collor! E, convenhamos, de participar Obama não poderia ter escapado!
    Agora, pela primeira vez, em muito tempo, concordo com a posição da diplomacia brasileira, pela não intervenção. Certamente por razões diferentes das dela, mas, concordo com a decisão.
    Mas agora é preciso apoiar. Mas esta crise está tao enrolada….Abs, Caio

  146. Karen

    -

    18/03/2011 às 9:50

    GOOD MORNING, LIBYA…estamos a caminho.

    Caio, acho otimo a sua postura de dialogar com os comentaristas ( algumas vezes impertinentes ou chatos mesmos), e me incluo no bolo, e alguns muito bons. Mas por um periodo e bom so ler e ter uma ideia de como as pessoas pensam . E que imaginacao todos tem, pega um fato aqui, um outro meio fato dali, preferencia pessoal e voila…um novo comentario nasce igualzinho aos pais da ideia, com o mesmo nariz, olhos e ate personalidade.
    Mas Amauri de vaias o Obama nao iria sofrer, o povo do Rio so daria love a ele.
    Que todos tenham um otimo dia, liberal, conservador, pro-america, anti-america, straight, gay, etc…
    Good morning, Karen, será um long day. Opa, tem gente que nao gosta de palavras em ingles, abs, Caio

  147. Etienne Douat

    -

    18/03/2011 às 9:38

    Caro Caio, bo dia. Ref. ao P.S., Amém… pra ele e pra nós!!! Agora, desculpa a minha ignorância, mas, o que você quis dizer com “escala (geopolítica) em Trípoli”?
    Oi Etienne, nao é igorancia sua, mas a frase ficou hermetica, vou arrumar. Quis dizer com a decisao americana de endurecer com o Kadafi e finalmente apoiando a intervencao militar, obrigado pelo toque, abs, Caio

  148. amauri

    -

    18/03/2011 às 8:38

    Bom dia Caio!
    A mudança de planos do Obama em não discursar mais na Cinelandia, tem alguma coisa a ver com a abstenção na ONU ontem? Ou o receio de vaias? Ou foi o bom senso? abs
    Ufa, que bom. Quem sabe foi pressao do bar Amarelinho que nao poderia funcionar, abs, Caio

  149. maisvalia

    -

    18/03/2011 às 8:26

    Os pedaços de texto abaixo respondem melhor do que eu poderia escrever. E uma vez que sofro do mal do uso do bom senso reproduzo o pensamento do odiado – pelos que não sabem pensar – Reinaldo Azevedo:

    …Que a marquetagem do presidente americano tenha tido tal idéia, vá lá. Que o governo brasileiro tenha aceitado a proposta de bom grado e vibrado, com indiscreto servilismo, aí já é de amargar. Que coisa esses petistas, não? Ou são antiamericanos rombudos, malcriados, bucéfalos, exercitando um antiamericanismo primitivo, ou se comportam como subordinados deslumbrados, tietes abestalhadas pela celebridade. Parte considerável da imprensa não age de modo muito diferente. Há uma espécie de gratidão embevecida no ar, de satisfação com o que parece ser um ato generoso e desprendido de Obama. Tenham paciência! Custa manter uma relação, digamos, adulta com outro país?…

    …Uma espécie de nuvem desceu sobre nós. Os contrastes e contornos se foram, não se distingue nada. E isso, a muitos, parece bom. Paraíso ou morte da inteligência? Imaginem FHC franqueando a Cinelândia para um presidente americano discursar… Um certo Indalécio Wanderley da Silva, secretário de Moradias Populares do PT do Rio, chegou a defender protestos contra a visita de Obama. O presidente estadual do partido, Jorge Florêncio, divulgou nota em que, na prática, proíbe militantes do partido de participar de qualquer “go home”. Segundo Florêncio, a vinda de Obama deve ser encarada como importante passo para afirmação dos interesses políticos e comerciais dos dois países. Também seria uma oportunidade de consolidar uma imagem positiva do Rio no exterior…

    A conclusão é a seguinte: assim como um petista é sempre virtuoso mesmo quando criminoso, e um não petista, sempre criminoso mesmo quando virtuoso, um não-petista será sempre servil aos interesses americanos mesmo quando altivo, e um petista será sempre altivo mesmo quando servil. Como não fui tragado por nuvem nenhuma, então escrevo! É simples assim…

    Assim, sempre que alguém vier com a conversinha do little monkey, colarei este post chupado, e não me esquecerei de hoje ir a locadora para alugar o filme do çábio cuja mãe nasceu anarfa, o do moore sobre as maravilhas do sistema de saúde cubano e lógico que não olvidarei o do ex-cineasta que ainda filma sobre o futuro glorioso das potências regionais tipo bolívia, equador, nicarágua, a ilha prisão paraíso do caribe dos irmãos senhores feudais castro, e a cereja do bolo – a venezuela do hugorilla -, que nestas paragens da banânia tem uma prole de gorilletes, loucos para serem governados por um tirano para chamar de seu, hehehehehehe

  150. Rodrigo

    -

    17/03/2011 às 23:21

    Quer dizer que Obama não conhece bem o Brasil, mas quer deixar bem claro para onde o país deve ir…Como se não soubéssemos…Quanto à ONU, que lástima que ela se meta tanto na vida dos países, não?

  151. Paulo Potiguara

    -

    17/03/2011 às 23:10

    Caio, quando Obama disse que Lula era “o cara”, quis deixar bem claro para onde o governo brasileiro deveria ir, o que, infelizmente, não ocorreu. Lula resolveu ficar do lado da escória do planeta.O antiamericanismo infantil nos afasta do centro das grandes decisões e do desenvolvimento pleno.
    Agora ocorre a mesma coisa. Obama vem deixar bem claro, novamente para onde devemos olhar com mais carinho. Lógico que sem subserviência, é claro.
    Uma parceria plena com os EUA ajudará na transformação de nossos sonhos em realidade.
    Justiça social e oportunidade digna para todos.
    Yes!!!Abs, Caio

  152. Mauricio

    -

    17/03/2011 às 23:08

    Alea jacta est.

  153. Rodrigo

    -

    17/03/2011 às 23:04

    A propósito: E o 11 de março na Arábia Saudita?
    Talvez no ano que vem, abs, Caio

  154. Mauricio

    -

    17/03/2011 às 23:03

    Não entendo todas essas criticas direitonas, caipiras, republicanas ao Obama. Pô! Peraí! Agir só com resolução da ONU, com apoio árabe manifesto e com pedidos europeus na frente é o caminho óbvio. Essa política obtusa cowboy do “Buxi” já era do século retrasado quando aplicada e incompatível com um mundo moderno. Mais que isso: emular atitudes buxianas seria QI baixo mesmo.
    Yes, yes, yes, abs, Caio

  155. Rodrigo

    -

    17/03/2011 às 22:38

    Gerald Celente afirmou que o ataque à Líbia dará origem à Primeira Grande Guerra do século XXI.
    Possivel, mas nao na africa do norte, e sim do golfo persico, abs, Caio

  156. andré pinheiro

    -

    17/03/2011 às 22:37

    Debora
    ———
    É incrível como temos pessoas lulistas ou petistas que acreditam que o Brasil se transformou numa potência mundial. Na verdade essas mesmas acham que Cuba e Venezuela são democracias!

  157. andré pinheiro

    -

    17/03/2011 às 22:29

    A abstenção do Brasil não é novidade, a diplomacia age assim há tempos. Não acho que teve um viés petista na decisão. Mas falando em vias concretas do ato, acho que pode acontecer uma catastrófe naquele país. Não acho que o Kadafi está sozinho em seu país, pelo que parece ele tem o apoio das forças armadas. Por fim, acho que o Obama deu uma sorte tremenda com a resolução.
    Concordo, Obama hesitou nao sei se por “hesitacao” ou tática e acabou trazendo os arabes para a dança. Agora o trem partiu, vamos ver, abs, Caio

  158. Karen

    -

    17/03/2011 às 22:27

    E eu vou ficar neutra…so quero ver como vcs reagem uns aos outros. Para falar a verdade e um pouco comico, um quer ser mais bem informado do que outro, mais ironico, ser o dono da verdade…um pouco de humildade faria bom a maioria. Caio, boa sorte com o balaio de gatos. Boa noite.
    Oi Karen, um pouco de zona de exclusao verbal é saudável, mas creio que um pouco de exaltacao seja minha responsabilidade por conversar com leitores, permitir que se expressem e nao trata-los com condescendencia, abs, boa noite, Caio

  159. Carmem

    -

    17/03/2011 às 21:49

    Boa sorte na empreitada!
    Amanhã passo aqui para saber como a coisa ficou.

    O Rio tá um caos, hoje levei mais de 2 hs do Centro a Barra, tem polícia, exército, todos treinando para o Obama. Mas no sábado, a noite vai ser ótima na cidade mais segura do mundo.
    abs e boa noite
    Talvez Benghazi esteja um pouco mais segura agora tambem, abs, boa noite, Caio

  160. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 21:49

    Carmem
    -

    17/03/2011 às 21:07

    Posso me manifestar tb?

    maisvalia, subscrevo.

    Obrigado, estava me sentindo solitário por aqui. Ainda mais por ser um blog da odiada VEJA, hehehehehe

    Agora se prepare para ser chamada de makakita, hehehehe

    Ah, os nossos inteliquituais da terrinha me lembram uma mistura do filme bananas do Woody Allen com O incrível exército de Brancaleone, hehehehe

  161. Carmem

    -

    17/03/2011 às 21:32

    Bom, mas tá divertido.
    Eu pareço o secretário geral da ONU, impotente na sua mediação. Opa, mas tenho mais fama de ser delegado americano, abs, Caio

  162. Carmem

    -

    17/03/2011 às 21:20

    Chomsky???
    Q isso…

    Aqui é casa de tolerancia, abs ,Caio

  163. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 21:20

    A resolução apresentada pela França, Reino Unido, EUA e Líbano defendendo a implementação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia foi aprovada hoje no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Também foram aprovadas “todas as medidas necessárias para defender os civis” no país, exceto uma invasão por terra.
    A resolução foi aprovada por dez votos a favor, nenhum contra e cinco abstenções, entre elas a Rússia e a China, que detêm poder de veto. Surpreendemente, o Brasil se absteve da votação
    A embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o país não está convencido de que o uso da força levará ao objetivo primordial de defesa ao povo líbio e que a resolução pode ter um efeito não desejado de “aumentar os confrontos no solo”.

    Realmente Caio, você foi muito otimista ao achar que a desastrosa política do cábio e do megalonânico tinha sido deixada para trás pela ssuçeçora.
    Continuamos um espanto, e alinhados ao que há de melhor: Putin, chavez – aquele que acha que terremotos e tsunamis são uma nova arma yankee, será que está no “ótimo” documentário do gringo e quer proibir cirurgia plástica , ortega, fidel, raulzito, morales, rafael.
    A idiotia triunfa, hehehehehehe
    Um pouco mais complicado ,né? Nao houve voto contrário e um aliado importante na geopolitica dos EUA, a India, se absteve, sem falar dozalemao. Entao, nao podemos caricaturar tanto. Angela Merkel nao é aliada da maioria desta turma (de Putin é mais chegada), Abs, Caio

  164. Fabricio Juliano

    -

    17/03/2011 às 21:16

    “ONU aprova uso da força militar contra Gaddafi na Líbia; Brasil se abstém. A resolução apresentada pela França, Reino Unido, EUA e Líbano defendendo a implementação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia foi aprovada hoje no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). A resolução foi aprovada por dez votos a favor, nenhum contra e cinco abstenções, entre elas a Rússia e a China, que detêm poder de veto. Surpreendemente, o Brasil se absteve da votação. O Itamaraty confirmou o voto brasileiro na ONU à Folha.com, por telefone. “ Caio sei que pode até ser cansativo bater nessa tecla novamente, mas é o óbvio e necessário dizer que só pra variar a velha hipocrisia está sempre presente. No Barhein os confrontos entre governo e manifestantes deixaram vários civis mortos inclusive vários vídeos no youtube, que se não me engano já postei aqui no blog, mostram a polícia atirando nos manifestantes com projéteis letais matando, evidentemente, vários. Forças armadas de outros países, como a Arábia Saudita, que tremem de medo de algo sequer parecido com o ocorrido no Egito, intervieram em favor do governo que mandava matar os manifestantes, o que ocorreu: o silencio absoluto das potências ocidentais. Velha velha história, e enquanto isso a própria BBC de Londres informa que forças mercenárias sauditas que foram contratadas pelo governo tirânico do Bahrein a fim de suprimir manifestações pacíficas e estariam agora atacando vilas e cidades menores com a utilização de helicópteros de ataque para atingir os manifestantes e não deixam as ambulâncias resgatarem os feridos. Caberiam embargos à Arábia Saudita? Caio será que somos TODOS sauditas mesmo? É claro que a “makakada devota” já se pronunciou, e evidentemente jamais perderiam a chance de criticar o atual governo, dizendo que “como o Brasil quer uma cadeira permanente no CS da ONU com atitudes como essas?” só esqueceram de citar que dentre as abstenções estão a da Índia (que é um provável integrante do CS, com chances maiores que o Brasil diga-se de passagem), China e Rússia. Para os saudosos “makakitos devotos”/”crentes da Igreja do só USA salva” a única opção correta do Brasil é se alinhar com os interesses das potências ocidentais (que são justiça,paz,democracia ahhahahahahah que piada será que alguém realmente acredita nisso?), e tremem de raiva de ter um governo que toma decisões com independência dessa subserviência histórica e colonial e em favor dos interesses brasileiros.
    Mas Fabricio, e os sauditas estao irritados com a complexa, tortuosa e semihipocrita politica de Obama que espera uma postura menos truculenta dos aliados. Ë cansativo repetir que a linha nao é tao linear neste jogo, abs, Caio

  165. Carmem

    -

    17/03/2011 às 21:07

    Posso me manifestar tb?

    maisvalia, subscrevo.

    Ô Debora, essa Maria da Economia seria a Conceição Tavares? Aquela q chorou de emoção com aquele plano cruzado tão bem concebido e executado?

  166. Rodrigo

    -

    17/03/2011 às 21:02

    Um poema de Bruno Tolentino para aliviar a tensão:

    “Vai, festa da vida,
    amor, sonho, ilusão,
    padecimento, ida
    e volta…Vai, canção,

    e tu, meu coração,
    minha velha ferida.
    Em toda despedida
    há um aceno de mão

    e o meu é este rabisco.
    É tudo a que me arrisco
    debruçada ao balcão

    para a última visita,
    a última visão:
    o adeus da parasita”.
    Boa, somos (quase) todos tensos, abs, Caio

  167. Debora

    -

    17/03/2011 às 20:56

    Fabrício,

    Não foi a vc, claro que não…

    - Ou será que foi…?

  168. Debora

    -

    17/03/2011 às 20:54

    Com y, Caio, por favor…

    Abs
    Ufa, um pouco de humour, abs, Caio

  169. Fabricio Juliano

    -

    17/03/2011 às 20:50

    Debora eu fiz um elogio a sua criatividade (o que eu admiro muito sempre), e concordo plenamente com ela, não sei se esse último recado foi direcionado a mim, se vc não percebeu eu apoio inteiramente o que vc disse e acrescentei que esses que vc criticou eu batizei a muito tempo de “makakitos devotos”.

  170. Debora

    -

    17/03/2011 às 20:47

    “Ninguem precisa me dar licao sobre as incoerencias e limites da politica externa americana. Abs”

    Então, cite algumas pelamordedeus. Dê sinal de vida ou de sangue nas veias. Às vezes, tenho a impressão que vc é um zumbi !

    Chega de só puxar saco e relativizar a favor do quê, finalmente?
    Calma, minha senhora. Voce que é chomskiana, leia meus textos zumbianos. La estao minhas posicoes.

  171. Rodrigo

    -

    17/03/2011 às 20:45

    Muitos se erguem contra o pragmatismo americano, mas esse é preferível ao Mundo como Idéia, como dizia o grande Bruno Tolentino…

  172. carlos cezar marques

    -

    17/03/2011 às 20:34

    Caio,
    Meu comentário não era no sentido de não aceitar os erros do governo brasileiro, que são muitos, mas tentar compreender porque o apoio da China e da Rússia ao Irã não causa estragos à imagem desses países. Todos continuam se relacionando e comerciando muito bem com a China e com a Rússia.
    Abs.
    Todos comerciam, mas sabem que alguns paises causam muita instabilidade. Existe temor mesmo em Moscou e Pequim sobre as acoes iranianas. Abs, Caio

  173. Debora

    -

    17/03/2011 às 20:29

    Makakito deve ser quem fala pelo outro ou ainda e também: Quem deixa os outros falar por você.
    Posicao manifestada, por gentileza menos personalizacao, grato, Caio

  174. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 20:16

    E esqueci,o documentário “estadunidense” South of border é uma ode ao proto ditador chavez, o maior representante da idiotia latina.
    A Venezuela, assim como Cuba é uma maravilha para O.Stone, Michael Moore – que afirmou na semana passada que deveria ser tomada na mão grande as fortunas dos bilionários americanos para acabar com a crise aí, hehehe – Seann Penn – aquele que socava a madonna, Benício del Toro – aquele que fez o papel do executor che e não sabia de seus assassinatos, sendo desmascarada sua ignorância histórica ao vivo e em cores.
    Estes são os ídolos de certas figuras que aqui aportam.
    Quem são mesmo os makakitos?

  175. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 20:07

    “Ainda bem que temos muitos que enxergam essa verdadeira corja, do que eu chamo, de “makakitos devotos” e o que de fato eles são”

    Desculpa Caio por mais esta polêmica, mas não dá para segurar.

    O autor da frase, que não gosta de ser rotulado, adora rotular aqueles que não se alinham à idiotia latino americana demonstrada na tentativa dos milongueiros de censura ao Vargas Llosa.

    E tem mais uma coisa, todos eles, sem exceção, odeiam a Veja, mas como não conseguem comentar nos outros blogs da revista, vem aqui para destilar seu antamericanismo bocó e muitas vezes seu antisemitismo aqui, melhor ainda sabendo que você é judeu.

    Corja quem faz parte é o autor da frase, não eu.
    Posicao manifestada, por gentileza, agora eu pediria menos personalizacao, grato, Caio

  176. carlos cezar marques

    -

    17/03/2011 às 20:04

    Prezado Caio,
    Acredito que Obama está certo – não se deve invadir mais países, sobretudo após o banditismo praticado no Iraque por estadunidenses. Mas li abaixo que você parece animado demais com o apoio às sanções da China e da Rússia contra o Irã na questão da energia nuclear. Eu diria que você parece também um pouco iludido com essas coisas. Aquilo era só um jogo de cena dos chineses e dos russos. Eles irão até o fim com o Irã, principalmente após a catástrofe criada por bandidos estadunidenses em alguns países.
    Abs.
    Caro Carlos, apenas dei o exemplo da China e Russia, para mostrar justamente isto: nem o jogo de cena o Lula conseguiu fazer, estava muito na contra mao. Foi um momento de megalomania, que custou caro as pretensoes diplomaticas e a imagem do Brasil. Por que é tao dificil aceitar isto? Sutilmente ate o atual governo aceita, abs, Caio

  177. Debora

    -

    17/03/2011 às 20:03

    Como disse a Maria da Economia:

    O problema não é o Obama. O problema é que ele não manda. Quem manda são os republicanos no congresso e a farra financeira. No que ela denominou de politíca conservadora de bordel.

    absolutamente perfeito. E acrescenta que muito dessa crise é culpa dos democratas. Enfim, temos que insistir em perguntar> Quem afinal manda na terra santa dos estados unidos do norte?

    E concordo ainda: é muiito esquisita esse evento na Cinelândia. – Quando é que vai ser mesmo? Vou ver se consigo passagem. Vcs daqui não me conseguiriam um lugar privilegiado..?

  178. Debora

    -

    17/03/2011 às 19:40

    Eu acho chato falarem mal do Reinaldo. Ele está tendo problemas. Desequlíbio, sei lá.

    É muito feio falar mal de quem sequer consegue se defender. Quanto mais tenta, mais se afunda…
    Por gentileza, pediria aos que escrevem aqui que evitem elogios ou criticas genericas a outros colunistas de Veja.com. Creio ser deselegante neste espaço em que faz mais sentido me elogiar ou me criticar, ou na verdade, debater os assuntos levantados, sem muita personalizacao, grato, Caio

  179. Cristiano Passos

    -

    17/03/2011 às 19:39

    Caro Blinder. A defesa dos interesses brasileiro sim, mas a atitude retrógrada de palanque não. Aliás, quem vai fazer discurso em palanque ao povo brasileiro é Obama. Fato nunca dantes visto. Talvez ele precise aprender a ser mais discreto como a Dilma.

    E não há antiamericanismo, muito menos chulé. Talvez o que ocorra, por sua parte, é um americanismo ralé. Ou querer ser mais americano do que os americanos. Mas a verdade é a verdade, Obama está em baixa. Grandes perspectivas, mas só frustração.

    Não há comentário sul e nem norte. E talvez seja isso que você não entende. Leia a matéria da Veja de 15/09/97 que você vai ver que amigos amigos negócios a parte.

    No mais, desculpe-me quanto ao que você chama de paranóia. Na verdade, logo após postar o meu comentário, ele sumiu. Fiquei em dúvidas.
    Caro Cristiano, meu artigo é uma critica ao Obama, o que mais você quer que faça? Acho uma bobagem este discurso publico. Parece que até meu antiamericanismo é ralé. Nao se preocupe, aqui nao existe censura. Nao filtro de acordo com a filiacao ideologica e tento dialogar com todos, abs,Caio

  180. Debora

    -

    17/03/2011 às 19:38

    Novamente, Caio,

    A prerrogativa de ir contra as resoluções da ONU tb é exclusiva dos americanos, deduzo. Ou melhor, dos americanos e de Israel.

    Eu lembro de uma canção popular : aonde a vaca vai – o boi vai atrás…

    Caio,

    Abs
    Debora, mais facil mudar de assunto, né? estou discutindo a politica externa brasileira, abs, Caio

  181. Fabricio Juliano

    -

    17/03/2011 às 19:31

    Essa da Débora foi muito boa “Vão ganhar mais dinheiro com isso, galera ! Deveriam fundar um Igreja com nome – Salvação Eterna nos USA. – Só USA salva ! E o grito de fervor poderia ao invés de aleluia ser – USAluia ! Usamém.” Gostaria de acrescentar que um dos lemas desses crentes no Deus/Pai EUA seria “amo muito tudo isso”. Ainda bem que temos muitos que enxergam essa verdadeira corja, do que eu chamo, de “makakitos devotos” e o que de fato eles são. Caio no comentário que eu fiz a respeito do desastre no Japão vc disse “mania de escrever estadunidenses” sendo que foi a primeira e última vez que eu fiz isso, até porque realmente soa muito mal. Queria lhe perguntar o que vc achou do documentário “South of the Border” do diretor Oliver Stone?
    Nao assisti ao comentário. Prefiro um debate politico normal. Chamo qualquer pais pelo nome. Irà é Irã, reconheço que existe o pais, embora nao gosto do governo. Estados Unidos sao Estados Unidos, e Israel é Israel e nao entidade sionista. Melhor assim, nao se perde tempo, abs, Caio

  182. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 19:14

    Rodrigo.

    Como santista, acho mais fácil o peixe ganhar, hehehehe

  183. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 19:13

    Nunca li uma linha de Emir Sader, Maisvalinha. De fato, o colega está inspirado, inspirado pelo estilo do grão-mestre Reinaldo de Azevedo.
    Olha cara, eu nunca mexi com o seu nome com y.Você, ao contrário gosta de rotular os outros que não concordam com os idiotas latinos. Se alguém critica o antiamericanismo bocó vira reinaldo, com i, fascista ou qualquer coisa. E essa história de “voltar-se em direção aos fantasmas das twin towers, abaixar o peito ao chão, elevar a bundinha para céu!!! Let’s go…”não passa de uma ofensa tola aos que morreram nas torres e seus parentes, lembrando o falso filósofo zizek que procura justificar o terrorismo.
    Quando não se tem argumentos válidos vale a máxima de Godwin, só trocando o nazismo por reinaldismo:
    “À medida que uma discussão na internet cresce, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Hitler ou nazistas (ou Reinaldo Azevedo) aproxima-se de 100%.
    Há uma tradição em listas de discussões e fóruns que, se tal comparação é feita, é porque quem mencionou Hitler ou os nazis ficou sem argumentos.”

    Seus comentários são, quase sempre, além de antimericanos, toscos e tristes.

    Passar bem, Reynaldinho com y.

  184. Debora

    -

    17/03/2011 às 18:57

    Eu juro que tento compreender. Mas, pelo visto, é muito complicado para minha parca cognição.

    O Lula é um fdp por que apoiou ditadores assassinos como a dizer: vcs tem soberania, nós também. Estamso juntos nisto.

    Agora um presidente americano não é fdp quando não só apoia ditadores assassinos ,as também financiav porque, ao que me parece, eles podem ser pragmáticos ou seria melhor dizer, cabe apenas a eles a pregorrativa da hipocrisia?
    Vão ganhar mais dinheiro com isso, galera ! Deveriam fundar um Igreja com nome – Salvação Eterna nos USA. – Só USA salva ! E o grito de fervor poderia ao invés de aleluia ser – USAluia !

    Usamém.

    Depois, Caio, esses caras chiam quando os ‘intelectuais brasileiros’ os chamam de mais rasos que as piscinas da usina atômica do Japão. No que retrucam, naturalmente, os chamando de demodê ( me lembro muito do clodovil ), vigaristas intelectuais ou comunistas safados. Só dá pra retrucar mesmo com esse tipo de linguagem. As intenções são óbvias demais pra maioria. Muito embora, tenho que convir, nem toda obviedade, é lógica.

    Ah, ia esquecendo. Abs
    Tenha, literalmente, santa paciência, meu povo. Ou melhor ‘americanenses”.

    Só uma pergunta: A China é comunista e é economia de mercado. Por que me parece que alguns afirmam que esto non exziste?
    Debora, óbvio que nao é isto, óbvio que paises tem politicas inconsistentes com os principios que professam. Mas é preciso evitar a exuberancia Lula de abraçar um Ahmadinejad quando até a China no Conselho de Segurança votava por sancoes, com o voto contrário do Brasil. Isto é pragmatimo irresponsável, foi tao irresponsável que o novo governo é forçado a fazer um correçao de curso, diante daquela vigarice diplomatica. Claro que é mais fácil investir contra os americanos. É um pais grande e importante, logo tem buracos imensos na sua inconsistencias. Mas há também as virtudes imensas. Vamos ser genuinamente patriotas e assumir os erros da politica externa brasileira. Ninguem precisa me dar licao sobre as incoerencias e limites da politica externa americana. Abs, Caio

  185. Rodrigo

    -

    17/03/2011 às 18:37

    Ora, Blinder, ontem o seu “gloriso alvinegro praiano” foi derrotado. 1963 é o ano do último título da Libertadores que o Santos ganhou. Agora terá de ganhar 3 jogos. É mais fácil Khadafi renunciar, não?
    Esta foi do fundo do baú, valeu
    SOMOS TODOS SANTISTAS, abs, Caio

  186. Rodrigo

    -

    17/03/2011 às 18:32

    Já há quem fale em ataque à Líbia.
    PS. Depois de ontem, suas lembranças se voltam para 1963, não é, Blinder?
    Me deu um branco, por que 1963? Abs, Caio

  187. Bruno M.

    -

    17/03/2011 às 18:30

    Caio,
    Parece que agora que Kadafi já está quase retomando o país, mesmo que os USA se movam pra combater (ou apoiar a combater) o ditador, Obama vai mesmo ser visto como alguém que sai perdendo. Na guerra ou na cautela… Se bem que internamente no país parece que não estão dando muita bola pra Líbia. Ou nao? Abs
    É possivel que seja um fiasco para ele e de fato o pais nao esta dando muita bola para a Libia, abs, Caio

  188. Bruno M.

    -

    17/03/2011 às 18:19

    Mineirinho Invocadinho,

    Você realmente se sente orgulhoso de um presidente que apoiava abertamente ditadores assassinos achando que não era nada demais? Tem noção do peso que isso representa? Tenho minhas dúvidas se a sua opinião de que “Hoje em dia, o brasileiro não tem mais vergonha de mostrar o passaporte” vem de fato de contato com outros países ou somente do que você lê na imprensa brasileira que apóia o governo do PT. E não adianta vir com conversa de que os USA apóiam outros ditadores… Tô falando se achar melhor que os outros JUSTAMENTE por estar se aliando com Irã, Líbia, Cuba… Tô falando desse peito estufado que o PT finge que criou pro Brasil. Abs

  189. amauri

    -

    17/03/2011 às 18:07

    um governo responsável, conduzido por profissionais da política, daria uma declaração como a de Burns (Obama toca qualquer coisa na Libia, menos intervenção militar), deixando claro que a maior máquina militar do mundo está sem saída, levando um olé de um bandoleiro assassino? Tomara que os EUA sobrevivam a Obama! abs

  190. MINERIM INVOCADIM

    -

    17/03/2011 às 17:18

    O texto em questão está recheado de incorreções, distorções e impropérios:
    Desde quando o MELHOR presidente que este país já teve (LUIZ INACIO LULA DA SILVA) “torce para qualquer ditador porque ele é antiamericano”?
    O que o presidente LULA fez foi tão somente abandonar o típico servilismo e o complexo de inferioridade que caracterizavam nossa política externa, nos tempos do FAROL DE ALEXANDRIA.
    Como bem ilustrou o GRANDE presidente Lula ano passado: “Hoje em dia, o brasileiro não tem mais vergonha de mostrar o passaporte”.
    HOJE o nosso país não é mais CAPACHO do FMI e vaquinha de presépio do tio SAM, como era há mais de 8 anos atrás.
    Mas pelo jeito, tem muita gente que ainda sente saudades daquela época…
    Poucas saudades da politica externa Lula/Amorim

  191. Dawran Numida

    -

    17/03/2011 às 17:15

    Blinder, adendo. Há partidários e do partido do governo, no Rio de Janeiro, pedindo que Obama seja declarado “persona non grata” ao Brasil. E convocando manifestações tipo “Obama go home”. De repente ele manda o avião só sobrevoar o Rio e Brasília e pousar em Santiago do Chile…Anos 50, 60 e 70, o retorno.

  192. Dawran Numida

    -

    17/03/2011 às 17:09

    Blinder, ainda continuo achando a Cinelândia mais sossegada para o Obama do que poder enfrentar um repeteco de Somália. Deve continuar agindo diplomática e humanitariamente na Líbia. A entrada de tropas ou os bombardeios implicarão em uma escalada a curto prazo e será um areião danado. Já pesaram se um piloto mercenário derruba uns dez aviões ultra modernos das forças ocidentais? Que só uns dois. Escalada e areião, na certa.
    As coisas andam muito rapidamente na Libia, será decisivo para o balanco da politica externa de Obama, para o bem ou para o mal, abs, Caio

  193. Cristiano Passos

    -

    17/03/2011 às 15:09

    Censurou meu comentário? Porque?
    Por que esta paranoia? Faço outras coisas na vida e as vezes demoro para liberar os comentários. E sempre que filtro tenho a gentileza de avisar o leitor sobre os motivos e pedir que altere alguma coisa que infringa as regras para que seja publicado.

  194. Cristiano Passos

    -

    17/03/2011 às 14:35

    Me lembro da capa da Veja de 15/09/1997, sob o título “A arrogância do império – as pressões americanas para abrir o mercado brasileiro”, com Bill Clinton na capa. A Veja ali, na matéria, enxergava os malefícios do que se convencionou chamar de neoliberalismo, se aplicado por quem mais se beneficiaria dele. No mais foi claro manifesto antiamericano. E isso a Veja. Quem diria.

    O Bush, antes do 11/09 (que foi um achado para ele) vivia em férias. Depois veio a “guerra ao terror” e a política de “quem não está a favor está contra”. Afundou o país. Legou para o sucessor uma crise econômica comparada a de 29, além de frontes de guerra no mundo inteiro. Bush é um idiota (como bem disse Arnaldo Jabor).

    Mas a pergunta é: o que o Obama vem fazer aqui? Viajar para curtir os seus dois últimos anos de mandato? Tentar aprender alguma coisa? Vender alguma coisa? O que ele tem a oferecer ao Brasil agora? E que esteja sobrando nos EUA. Ele tem muitos problemas internos (as violações ao devido processo legal em Guantanamo) e externos (na Europa e Oriente Médio). E a Dilma deve ter mais o que fazer. O Brasil tem mais o que fazer. Mas paciência, se não o recebermos fica parecendo falta de educação. Deixa ele jogar uma bolinha com a negrada pobre das favelas ou dar uma sambadinha com uma bela porta-bandeira da Beija-Flor.

    Quanto ao discurso, preferia eu que fosse no Vale de Anhangabaú, ou numa virada cultural qualquer. A Cinelância costumava ser reservada para atos de grande importância. Mas fico tentando imaginar o que o Obama dirá nesse discurso. Será que pedirá apoio ao Brasil para tentar tocar o dia-a-dia do seu governo?

    Mas é isso aí Caio. Nada de defender ditadores, sejam eles quem forem. Esse pragmatismo irresponsável americano de que “defendo o que me beneficiar” não pode prevalecer e muito menos ser exportado. Os americanos tem de passar a defender a democracia nas sua relações internacionais. E isso de maneira intransigente. Está na hora deles condenarem o regime saudita. E nós condenarmos o regime cubano. Lembre-se das palavras de Jesus. “Vê um cisco no olho do outro mais não tira a trave que está no seu”.

    Já quanto a sua dúvida de quem é sul e quem é norte, vou tentar me lembrar das minhas aulas de geografia no colégio. Mas talvez o fato de entrarmos somente com o RG na Argentina, sem precisar de visto, seja um indicativo.
    Caro Cristiano, seu comentário é muito sul, o tal do antiamericanismo chulé que eu mencionei no texto, tudo indica que o ministro Antonio Patriota tem uma cabeça mais aberta do que aqueles que defendem esta visao, ou seja, defesa dos interesses brasileiros sem esta atitude de palanque de uma esquerda retrógada, abs, Caio

  195. reynaldo

    -

    17/03/2011 às 14:23

    Bruno, falo inglês, francês e estou aprendendo o italiano. Adoro a melhor literatura inglesa e norte-americana. Os americanos também produzem alguns poucos filmes excelentes, possuem ótimas universidades, tenho amigos americanos simpatissíssimos, etc. Não me irrito com quem fala outras línguas, me irrito com quem tem a mente e o corpo totalmente voltados para as merdinhas do poder imperial e querem nos vender esse lixo como a quintessência da cultura mundial. Veja só o artigo anterior de Caio Blindador, todo inspirado pela visão estratégica norte-americana, a que ele chama de “nós”: “um dia seremos todos sauditas, mas enquanto o regime xiita estiver no poder em Teerã e precisarmos de petróleo, há outras prioridades e infelizmente vamos tolerar alguns diabos”. Seremos quem? Prioridades de quem? Quem vai tolerar o que? Putz, é muita pretensão!! Não canso de repetir a fórmula para esses senhores: todos os dias, três vezes ao dia, voltar-se em direção aos fantasmas das twin towers, abaixar o peito ao chão, elevar a bundinha para céu!!! Let’s go…

    Nunca li uma linha de Emir Sader, Maisvalinha. De fato, o colega está inspirado, inspirado pelo estilo do grão-mestre Reinaldo de Azevedo.
    Nós somos vocês, também, caro Reynaldo
    Atencao, deixei passar um palavrao, mas por gentileza que sejam evitados palavroes neste espaço a cargo deste litltle s….colonizado.

  196. amauri

    -

    17/03/2011 às 14:17

    Caio, está mesmo ocorrendo isto?
    “Vejam o que ocorre em Minnesota onde em cidades como Duluth proprietários de casa são proibidos de alugar suas casas…”
    Amauri, nao se do que se trata, mas está tudo sob controle na civilizacao americana, ela nao esta sendo acuada, abs, Caio

  197. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 14:03

    Obrigado Carmem, são seus olhos.
    E agora um mini dicionário do Millôr para quem não entende imgleis, hehehe

    THE COW WENT TO THE SWAMP

    • Cabra da peste
    Goat of the plague

    • Caga regra
    Shitter of rules

    • Cagando e andando
    Shitting and walking

    • Cagão
    Big-shitter

    • Cagou solenemente
    He shitted stately

    • Cair pelas tabelas
    To fall by the tables

    • Cair pra trás
    To fall backwards

    • Cair no conto do vigário
    To fall in the vicar’s tale

    Vê se não censura hein Caio, heheheh

    Em nome da criatividade e bom humor, vou abrir uma excecao e deixar passar as big words, os palavroes, once I fall for that, desta vez eu caio por isto, abs, Caio

  198. Carmem

    -

    17/03/2011 às 13:40

    Ooops, qual resolução? Exclusão do espaço aéreo? Eu acho q essa vai passar com ou sem Obama, se bem que vai chegar atrasadinha.

    maisvalia tá inspiradíssimo hoje hehehehe
    Algo mais, falando em ataques aereos, duro ainda saber se é só conversa e os americanos, com alguns europeus, fariam algo sozinhos. Meio tarde, mas nao completamente, abs, Caio

  199. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 13:20

    Não, o que eu gosto mesmo é de ler os artigos supimpas do emir çader, especialmente aqueles sobre o çábio molusco e do getulho vargas pousando para fotos, hehehehehe

  200. Carmem

    -

    17/03/2011 às 13:18

    Oi Caio,

    Fiz uma mini-pesquisinha, don’t we all love google?

    O comício-gigante das Diretas Já em SP foi no vale do Anhangabaú e aqui no Rio foi na Candelária – pegando toda a extensão da Presidente Vargas.
    Mas antes dos comícios-gigante houve 2 manifestações menores que serviram como estopim. Em SP foi na praça da Sé e aqui no Rio foi uma passeata que saiu da Candelária -pela Rio Branco – e acabou na Cinelândia (como 99% das passeatas, protestos e assemelhados).
    Eu acho que o Obama vai fazer um paralelo entre o q aconteceu naquela época com o q esta acontecendo agora, lá e aqui. Pode ficar um discurso bem interessante.

    abs,
    Carmem
    Oi, Camem, esta parte é interessante de paralelo com democracia, mas quem sabe por estes dias era para fazer um discurso sobre o tema novamente no Cairo ou aparecer nesta quinta feira no conselho de seguranca da ONU e pedir a aprovacao de uma resolucao sobre a Libia, abs, Caio

  201. Bruno M.

    -

    17/03/2011 às 12:40

    Reynaldo, Por que te irritas tanto? Pessoas que falam mais de uma lingua utilizando mais do que o português é lixo? Esse “Y” no teu nome também te incomoda? Abs

  202. reynaldo

    -

    17/03/2011 às 12:02

    So what what Caio? Não tenho dúvidas de que você adora esse lixo, Maisvalinha.

  203. Antonio

    -

    17/03/2011 às 11:51

    O Barack Obama é o Jimmy carter, da atualidade.
    Ps.Já, que temos que nos submeter a ditadura do politicamente correto.
    Satisfeito ditador ?

  204. Anouk

    -

    17/03/2011 às 11:34

    Oi Caio,
    O Portao de Brandenburgo possui um peso histórico. Angela Merkel ao tomar conhecimento do local escolhido inicialmente, foi contra. Assim, o discurso acabou sendo transferido; “an der Siegessäule” (“Victory Column”) onde acontece o “Love Parade”. Abs.
    Minha ideia era apenas lembrar o fato inusitado do Obama fazer comicio no exterior ainda na campanha eleitoral, abs, Caio

  205. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 10:57

    reynaldo
    -

    17/03/2011 às 10:14

    Essa mania que tem o autor da coluna e alguns dos comentaristas de postar citações em inglês é de um pedantismo que dá nos nervos. Hello!!! Estamos no Brasil, camaradas!!! O pessoal que lê esse negócio aqui é pangaré, é vira-lata, como os comentaristas e o autor. Porque não fazem as malas de uma vez, como o Blindador, e se mudam para a meca do capitalismo, caramba!

    É POR ESSAS E OUTRAS QUE EU ADORO BEAVIS E BUTT-HEAD, HEHEHEHEHE

  206. joao-lisboa

    -

    17/03/2011 às 10:50

    Caro Caio: Excente artigo. O Obama, realmente é complicedo. Pessoas complicadas tendem a demorar ao tomar decisões, o que pode, a muitos, parecer um vacilo. Mas o homem tem Oba! no nome. Talvez, como o falecido Stanislaw (Sérgio Porto) Ponte Preta, seja da turma do oba, oba. Talvez, ainda referindo ao falecido cronista, vá dar mais corda ao Samba do Crioulo Doido. Só falta falar que é um branco de alma preta. O Jon Steward há de comentar, e, principalmente, a Fox News. Veremos. Abraço.
    Caro Joao, boa, o seu comentario não é complicado, sem febeapa, abs, Caio

  207. Anouk

    -

    17/03/2011 às 10:42

    Oi Caio,
    O texto está excelente, apesar de nao concordar em três pontos: O discurso antecipado em Berlim, planejado inicialmente em frente ao Portao de Brandenburgo, local onde Ronald Reagan fez seu discurso histórico; uma possível reabilitacao histórica do presidente americano; chamar de preconceito a eloqüência oca de Obama. Chato discordar de você.
    Imagine, Anouk, nada chato discordar, mas nao entendi seu primeiro ponto, abs, Caio

  208. reynaldo

    -

    17/03/2011 às 10:14

    Essa mania que tem o autor da coluna e alguns dos comentaristas de postar citações em inglês é de um pedantismo que dá nos nervos. Hello!!! Estamos no Brasil, camaradas!!! O pessoal que lê esse negócio aqui é pangaré, é vira-lata, como os comentaristas e o autor. Porque não fazem as malas de uma vez, como o Blindador, e se mudam para a meca do capitalismo, caramba!
    Caro Reynaldo, so what? Abs, Caio

  209. Etienne Douat

    -

    17/03/2011 às 10:13

    Caro Caio, pode-se dizer, ou achar o que quiser de Obama mas uma coisa não se pode negar: O “cara” tem carisma e, principalmente, o poder da palavra. Conseguir se eleger com um chavão do tipo “Yes, we can…”, aí pelos lados do EUA é, no mínimo surpreendente. Cá entre nós, sabemos que não foi só isso. O diabo é que Bush, realmente, era muito ruim de cintura e marketing, e as expectativas em Obama eram irreais, mas, definitivamente, as suas propostas eram palatáveis… e diga-se, dentro das possibilidades, ele encaminhou e/ou cumpriu a maioria.
    O que eu acho é que Obama tem a oportunidade de ouro, seja por consequências da crise interna, seja por uma opção nova, de usar o seu carisma para mudar a estratégia da política dos EUA no mundo, sempre disposto a dar tiros em qualquer maluco em nome do que ninguém mais acredita: o surrado tema da “democracia e direitos humanos”, tão caro às tagarelas viúvas européias.
    Os EUA já tiveram a absoluta supremacia econômica e bélica. Hoje, só tem a bélica, portanto, tem que dividir a liderança na econômica. Como é ela que determina se se vai à guerra, nada melhor do que dividir as responsabilidades.
    No fundo, quem manda é quem tem o maior porrete… e Kadafi que o diga, não é mesmo? Assim, os EUA não perdem nunca a sua posição estratégica de maior potência bélica, portanto, sempre estará no comando da ação.
    A grande vantagem é que passaria de odiado “xerife do mundo”, que tem que sacar e atirar, antes de perguntar, para “salvador da pátria”, que seria chamado a “ajudar” na reorganização do caos, aí sim, com autorização para atirar sem perguntar!
    Continuo a achar que tudo não passa de uma opção política! Deixou de ser econômica há anos!
    Pontos muito pertinentes, abs, Caio

  210. jorji

    -

    17/03/2011 às 9:59

    Eu vou tentar advinhar a gafe do presidente Obama no Brasil, ele vai dizer que a nossa capital é Buenos Aires, ou até mesmo Rio de Janeiro, ou não comer nossa comida dizendo que ela é contaminada por inseticidas, afinal, porque não vai para Brasilia?

  211. VERLÁNDIO

    -

    17/03/2011 às 9:24

    Saiba voçê o que seja democracia com demagogia?! vice-versa seja voçê Barack Hussein Obama; Miclellen Robinson Obama e família democratização; democrata, democrático, democratizar vice-versa com esta Dilma Vana Rousseff ou Rousseffs demagogice; demagoga, demagógica vice-versa essa é a nossa Filosofia.

    Thank You!
    Thank you for contacting the White House.

    President Obama is committed to creating the most open and accessible Administration in history. That begins with taking comments and questions from you, the American people, through our website.

    Our office receives thousands of messages from Americans each day. We do our best to reply to as many as we can, but please be aware that you may find more information and answers to your questions online. To follow news and learn more about President Obama’s plans for winning the future, you can sign up for updates from the White House, read the White House Blog, or listen to White House podcasts.

    For an easy-to-navigate source of information on Federal government services, please visit: http://www.USA.gov.

    Thank you again for your message.

    The Office of Presidential Correspondence.

  212. maisvalia

    -

    17/03/2011 às 9:16

    É disso que vai abaixo que eu tenho ojeriza nos politicamente corretos democratas, cujas ondas de imbecilidade invadem a banânia. Espero que no discurso “histórico” do hussein não venha com os conselhinhos politicamente corretos típicos ao lado da fat super nanny adorada pela mídia e hiper politicamente correta michelle.

    O escritor americano David Harsanyi afirmou ontem, em palestra no Rio, que há excesso de regulação e controle da sociedade pelo Estado nos EUA. Harsanyi é autor do livro O Estado Babá – Como Radicais, Bons Samaritanos, Moralistas e Outros Burocratas Cabeças-Duras Tentam Infantilizar a Sociedade.

    “Vocês (brasileiros) não precisam copiar o que está acontecendo nos EUA. Vocês não jogam beisebol”, disse Harsanyi. Para exemplificar o que chamou de comportamento “paternalista” do Estado, ele citou leis que determinam, nos EUA, até a quantidade diária de ração que deve ser dada a animais domésticos, além do aviso de que crianças não podem, para evitar acidentes, correr em determinados parques.

    “Isoladamente, essas restrições não parecem ruins. Mas, quando vemos o todo, o conjunto desses miniataques à liberdade, percebemos que o problema é muito maior e afeta toda a sociedade.” Na opinião do escritor americano, o presidente Barack Obama “ampliou” o conceito de “Estado Babá”. “Por causa de um garoto que se afogou, foi criada uma lei que instituiu um sistema de fiscalização em todas as piscinas, com um custo impressionante”, disse. O escritor ressalvou que há restrições necessárias, como não dirigir depois de beber, mas avaliou que os exageros estão aumentando.

    Entendeu agora Karen? ou no I don’t, hehehehehehe

  213. Bruno

    -

    17/03/2011 às 0:37

    O discurso é histórico pelo simples motivo de ser o primeiro discurso de um presidente americano ao povo de um país sulamericano. Acredito que Obama o faz para mostrar uma boa vontade com o país que dentro das devidas propoções é o mais próximo, ma américa latina, do ponto de vista histórico com os EUA. Expansão territorial, através de compras de estados, marcha para o oeste em busca do ouro, até mesmo na proclamação da republica onde copiamos não só o nome na época, Estados Unidos do Brasil, como a Bandeira, a primeira bandeira republicana,era iguala americana com faixas verde e amarelas ao invés de brancas e vermelhas e o quadrado azul com o número de estados do Brasil. Além de uma capital planejada. Copiamos ainda o sistema bicameral e a primeira constituição tb teve como modelo a das 13 colônias.
    Quanto ao discurso ser no Rio e não no vale do Anhagabaú, acredito em 2 motivos. Primeiro: Do ponto de vista internacional o Rio é a representação do país fora do Brasil, fala-se em brasil pensa-se, Corcovado, Pão de Açucar, Carnaval = Rio de janeiro, Segundo fica muito mais fácil pros reporteres americanos falarem Cinelandia que Anhangabaú! :DD
    Caro Bruno, uma legiao de presidentes americanos ja fizeram discursos lembrando a importancia do Brasil. Em geral isto acontece antes ou depois da escala na Argentina, ressaltando a mesma coisa. Um fato historico é que a a outra escala do Obama sera a Chile na America do Sul e nao a Argentina,

  214. aNTONIO

    -

    16/03/2011 às 23:06

    O Barak Obama é o Jimmy Carter , negro.
    Caro Antonio, creio que voce ja fez alguns comentarios aqui, nesta linha obsessiva que o Obama é negro. Obrigado pela informacao. Tomei nota.

  215. Rodrigo Mikio

    -

    16/03/2011 às 22:18

    Esse discurso servirá mais para o Obama, que fará um discurso “histórico”, mesmo que nada fale, ou para Dilma, PT, Cabral e Paes?!
    Era uma ironia quando perguntou por que o discurso não seria em São Paulo?
    Abraços.
    Oi Rodrigo, apenas uma brincadeira provinciana, abs, Caio

  216. Gustavo

    -

    16/03/2011 às 20:53

    Obama vai se sentir em casa, comunista é o que não falta nessa desgraça desse país.

  217. rober

    -

    16/03/2011 às 19:53

    Em relação ao discurso do Obama na Cinelândia acho que o Caio está sendo ideologico demais.No mais, concordo com tudo. Os EUA são nossos parceiros comerciais históricos e isso de declinio americano é bobagem, talvez o contribuinte americano esteja com o saco cheio de pagar guerras e intervenções pelo mundo. Os EUA tem alta tecnologia, povo educado, grande territorio e mercado interno gigante,parque industrial imenso,multinacionais fortes, sempre será uma potência,talvez,menos arrogante,menos intervencionista.Nao acredito que o povo brasileiro seja anti-americano,pelo contrário, é que nas faculdades públicas no Brasil há mais comunistas que em Havana ou Moscou e essa turma possuem influencia. Brasileiro gosta de capitalismo, de internet,de celular,tv lcd,de boa comida, de democracia, de compras seja na 25 de março ou em Nova York, de ter uma casa boa, um bom carro, de estudar e batalhar para melhorar de vida. Resto é balela de intelectuais e de filhinhos de papai com banca de comunista.
    Oi Rober, comentario legal, mas que parte ideologica no meu texto? Abs, Caio

  218. sidney

    -

    16/03/2011 às 19:53

    E eee CAIO
    O OBAMA vai dar uma passadinha no Brasil ; em Brasilia fazer uma visitinha e soooo !!! no Rio ; quem sabe tomar ate um sol junto com o Cabral que agora eee outro e tambem ; soooo isso.
    Desculpe e mudando de assunto , quando eee que vai escrever sobre o Japao ??!!
    Grande abraco
    Ola Sidney, pensei em escrever sobre o Japao, mas nao tinha de inteligente e original para dizer. E a parte tecnica nao é minha praia, abs, Caio

  219. Rodrigo

    -

    16/03/2011 às 18:17

    Mas como corrigir os excessos do Complexo militar-industrial sem prejudicar o necessário “hard power” americano? Eu não sei.
    Rodrigo, existe um excesso de hard power, esta é uma vaca sagrada orcamentaria que precisa ser cortada, nao apenas as pensoes dos funcionarios publicos aposentados, abs, Caio

  220. Paulo Haran

    -

    16/03/2011 às 17:52

    Caio,

    você não acha que Obama poderá (quem sabe?) tomar alguma atitude externa radical para dar uma chacoalhada no seu tépido governo? Algo arriscado, sem dúvida, mas que guarda a chance de reverter sua baixa popularidade interna.
    Oi Paulo, pensei nisso, mas nao tanto para chacoalhar o governo e sim para resolver impasses. Tambem ira depender de provocacoes de outros atores, se o Kadafi aprontar uma grande atrocidade ou os iranianos passarem da conta. Mas no momento o grande incendio parece ser dentro do seu proprio terreiro, nas relacoes com aliados como os sauditas e israelenses. Abs, Caio
    PS: intervir em uma favela carioca serve?

  221. jorji

    -

    16/03/2011 às 17:44

    Realmente existe uma grande diferença entre o Lula e Dilma, a atual presidenta é muito mais comedida em todos os aspectos, séria.
    Alguma coisa melhorou, abs, Caio

  222. AVNC

    -

    16/03/2011 às 17:39

    Correção: seria IMprudente indicá-la no momento.

  223. AVNC

    -

    16/03/2011 às 17:38

    A última coisa que o Partido Republicano deve fazer nas próximas eleições é indicar outro RINO à presidência. Já faz tempo que não vemos um conservador assumir as rédeas do serviço. Creio que a última vez foi com Bob Dole em 1996, e olhe que ele também não era lá essas coisas. Mas infelizmente é muito perigoso indicar uma Sarah Palin agora. Não que eu esteja a menosprezando, pelo contrário. Eu a amo. Se fosse alguns anos mais velho e americano, pediria a mão dela em casamento no instante em que a visse. Mas seria prudente indicá-la no momento.
    Por quê? Muito simples. A imprensa liberal já a demonizou de tal jeito que mesmo se ela ganhasse a nominação, não teria apoio suficiente para vencer Obama. É claro que ela poderia ser massacrada nas urnas e ser lembrada posteriormente como uma grande influência para o movimento, tal como aconteceu com Goldwater. Mas as coisas estavam bem diferentes em 1964. Os republicanos não podem se dar ao luxo de perder a eleição de 2012. Na situação atual, com o governo às portas da falência, os EUA não precisam de um novo Goldwater e sim de um novo Reagan. Palin teria de enfrentar não só a campanha oficial democrata, mas também a extra-oficial: a tendenciosíssima mídia americana. Outro candidato republicano também teria de enfrentar o mesmo problema, mas com Palin eles vão usar todas as suas forças.
    Por outro lado, indicar um Mitt Romney também não adiantaria nada. Seria a mesma coisa que McCain em 2008. Eu tremo só de pensar nessa possibilidade. Espero que os delegados republicanos tenham a consciência de que 2012 talvez seja a fronteira final. Eu temo que uma vitória de Obama possa selar de vez a decadência americana. O Partido Republicano tem de encontrar alguém fiel a princípios conservadores, mas acessível ao povo em geral. Sarah Palin é a que melhor personifica esses valores, mas no contexto atual é impossível ela ganhar. Talvez um nome como Pawlenty, Gingrich ou Daniels seja o suficiente.
    Parece que o grande plano de muitos para resolver os problemas americanos é criticar o Obama, o frouxo decadente. E dai? Imagine Gingrich lidando com estas crises mundiais. Alias, detesto falar em pesquisas, mas elas mostram que os americanos nao querem se meter na Libia, sao tao hesitantes como o comandante em chefe. Sobre a tal da imprensa liberal e Palin, é simbiose, eles se amam. Abs, Caio

  224. andré pinheiro

    -

    16/03/2011 às 17:07

    Caio,
    Excelente texto. Sou um recente admirador do seus textos e opiniões. Aqui no Brasil, depois da chegada ao poder do Lula, muitos pensam que o Brasil é uma grande potência mundial e deve rivalizar com os EUA. É o que o lulismo pregou por oito anos. Mas na verdade sabemos que não é nada assim. Sabemos que temos nossos interesses, mas sabemos que antes ter os EUA como líderes mundial do que a China comunista. abs, até mais…
    Obrigado, Andre, podemos e precisamos ter negocios com a China, mas nao uma amizade da China, abs, Caio

  225. Christopher

    -

    16/03/2011 às 15:27

    Ola Caio, sou estudante de ciencia politica do Middlesex county College em New Jersey. Obama passara por Brasil, chile e El Salvador acompanhados por, economicamente falando, secretario do tesouro Timothy Geithner, representante americano do comercio Ron Kirk, chefe da agencia de protecao ao meio ambiente Lisa P. Jackson e secretario de energia Steven Chu. Obama ja adiou viagens anteriores por conta de questoes domesticas, como durante o processo de votacao da lei de saude publica e durante o vazamento de oleo no Golfo do Mexico. A crise na Libia tambem eh questao de seu secretario Robert Gates, da OTAN, da Italia, etc. O problema da cinelandia, nao eh sua posicao geografica, e sim o nome. Cinelandia eh feio, mas em frente ao teatro municipal deixa de ser circo e sim historia. Obama se quiser melhorar a relacao dos EUA com o anti-americanismo carregado no DNA do povo brasileiro deve sim, como o chefe de tal nacao, discursar e colorir a imagem que seu antecessor deixou em toda America Latina. E o Brasil como representante de tal regiao exalara um sentimento positivo a outras nacoes vizinhas se a visita de Obama ao Brasil diminuir tal sentimento. A comecar quem sabe pela extincao de vistos entre as duas nacoes. Afinal “Se encontrarem com ele (Obama) no Rio vao achar que eh carioca”.
    Christopher, pontos interessantes, mas a populacao brasileira, como na Europa, já é obamista. Nao creio tambem que haja antiamericanismo no DNA brasileiro. E as informacoes é de que nao havera a extincao total do visto. Mas achei legal o angulo do seu comentario de antidoto ao sentimento antiamericano, abracos de Glen Rock (Bergen County, NJ), Caio

  226. amauri

    -

    16/03/2011 às 15:27

    É só tirar o sentido religioso e colocar qualquer outro no lugar que se encaixa.
    A Parábola da Indecisão
    Havia um grande Muro, separando dois grandes grupos.

    De um lado do muro, estavam : Deus, os anjos e os servos leais de Deus.

    Do outro lado do muro, estavam : Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.

    E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

    O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

    - Ei, desce do muro agora… Vem pra cá!

    Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

    - O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

    Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu :

    - É porque o muro é MEU. abs

  227. jorji

    -

    16/03/2011 às 15:13

    Eu sei o que realmente o Obama vem fazer no Brasil, pedir para o Brasil emprestar uns dólares para os americanos.

  228. Dawran Numida

    -

    16/03/2011 às 14:48

    Mas, Blinder, só pode ser uma pessoa complicada para querer e aguentar ser presidente dos EUA, não é? Parece que pessoas, digamos, normais, não têm o talento para tal tarefa. A visita de Obama ao Brasil, representa apenas a referência entre dois aliados tradicionais no Continente. Por mais que haja quem ache ser um sinal de “independência” ser Obama quem vem ao Brasil e não a presidente do Brasil quem não foi aos EUA, isso não passa de bazófia sem sentido. Se fosse ao contrário, o governo brasileiro diria que não gostaria da visita do Obama por aqui. Alguém com peito para tal atitude?
    A Dilma estava para ir a Washington, houve uma troca. Normal este tipo de visita, nao faço alarde, abs, Caio

  229. Alex

    -

    16/03/2011 às 14:47

    Eh….. o Brooks e’ meio sem sal……ouco todas 6feira e o acho meio insosso…mas e’ uma figura simpatica
    Por esta razao me identifico, abs, Caio
    PS: de fato ele é melhor de texto do que falando ou de visual, pisca demais quando fala.

  230. Pierre Coudry

    -

    16/03/2011 às 14:27

    Querido Caio
    Concordo com os valores preciosos que compactuamos e discordo da política externa brasileira desgalhada (que imagem!). Nossa crescente influência vem, a meu ver, dessa política externa. Abração.
    Boa observacao, Pierre, prefiro usar o termo crescente visibilidade, o que dá uma melhor medida do positivo e do negativo (como na politica externa). Abs, Caio

  231. Not funny...

    -

    16/03/2011 às 14:26

    Seja com pre-upgrade or post-upgrade da mídia, este me cheira mais Jimmy Hussein…
    tudo entao decidido, aos 5 minutos do segundo tempo? Abs, Caio

  232. Rodrigo

    -

    16/03/2011 às 13:57

    Sei que Obama nunca disse que enfrentaria o complexo industrial-militar, Blinder, mas como ele foi formado intelectualmente na tradição de esquerda…Aliás, até hoje não entendo porque o “denunciante” do tal complexo foi Eisenhower, glorioso militar e republicano.
    O Eisenhower denunciou excessos e o perigo de um estado dentro do estado, sabia advertencia.
    Obama é de esquerda em parte nas fantasias de muita gente, ele é tanta coisa que confunde ,abs, Caio, ab,s Caio

  233. Etienne Douat

    -

    16/03/2011 às 13:29

    Precisa a tua análise, Caio. Parabéns. Como leitor, posso ser mais, digamos, sutil. Se Obama quisesse (e pudesse!) falar sério, teria escolhido outro lugar (me refiro ao país!).
    De resto, acho que já passou da hora da turminha do Oriente Médio e norte da África assumir a sua responsabilidade. Querem briga entre eles? Que a comecem e terminem… sozinhos! O amalucado da Líbia já está passando de “bola da vez” pra “salvador da pátria” dos tiranos saudosistas. O coitado do Mubarak deve estar se mordendo de raiva! Quem diria que justamente o ensandecido do Kadafi (amigo do Lula, diga-se…!) é que vai acabar mostrando pros “coleguinhas” que a regra para manter uma boa tiraniazinha não mudou: A velha, boa e convincente porrada, mesmo! E está conseguindo!
    Obama, na verdade, pode até querer intervir (o que eu, nessas alturas da confusão, sinceramente, duvido), mas sabe que não tem fôlego pra entrar em mais uma aventura sem saber se vai conseguir sair e, principalmente, sabendo que tem tudo pra ficar, novamente, com a brocha na mão. Tenho minhas dúvidas se, considerando a gravidade da situação interna americana, uma explosão do Oriente Médio ainda é prioridade estratégica, mas, vá lá!
    Por isso, convenhamos, nada melhor que uma boa viagenzinha de turismo oficial, pela terra da fantasia e do carnaval, com as “colombinas”, Cabral e Paes, seduzidas e sapateando de orgasmo, pela disputa da atenção do “Arlequim imperialista” do norte. Pelo menos uma certeza Obama tem: Aqui, certamente, tudo vai acabar em festa!
    Tudo vai acabar em festa!
    Etienne, a parte do OM impecável no seu comentario, sao as complexidades, mas Obama talvez se ferre. Eh a vida politica. Sobre a vinda ao Brasil, nem quis pegar pesado e fazer as chacotas mais obvias. Nao acho que seja apenas folia, mas como disse antes, é isto que sera realçado, Obama nao entende muito de Brasil e os sinais sao de que nao se interessa muito pela gente, apesar de sermos quase quinta economia, apesar do pre sal, apesar do potencial, apesar de…. abs, Caio

  234. maisvalia

    -

    16/03/2011 às 13:27

    OS NÃO MAKAKITOS, MAIS CONHECIDOS COMO IDIOTAS LATRINOS DA BANÂNIA E AS BOAS VINDAS AO HUSSEIN, HEHEHEHE

    Movimentos sociais organizam protesto ‘anti-Obama’

    Por Josias de Souza – Folha Online
    Enquanto Dilma Rousseff prepara a recepção ao presidente dos EUA, movimentos sociais ligados ao PT e ao governo organizam um protesto contra Barack Obama.

    A manifestação contrária à presença de Obama no Brasil será esboçada nesta quarta (16), às 18h, em reunião no Sindicato dos Petroleiros do Rio.

    Nesta terça (15), foi à web um manifesto do grupo. Eis o título: “Obama é persona non grata no Brasil”. Aqui, a íntegra do documento, na página do MST.

    O texto anota: “Os movimentos sociais brasileiros consideram o presidente dos EUA [...] persona non grata no Brasil e rechaçam a sua presença em nosso país”.

    Acrescenta coisas assim: Obama “mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da ‘luta ao terrorismo’.”

    Ou assim: “[...] Como latino-americanos, sabemos que a política dos EUA para a América Latina não mudou em nada…”

    “…Não aceitamos a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela, a Nicarágua, a Bolívia e o Equador”.

  235. Rodrigo

    -

    16/03/2011 às 12:11

    Em um mundo ideal, de paz e de boas relações entre os países, o melhor candidato seria Ron Paul. Aliás, Blinder, eu cometi dois erros graúdos de avaliação. Achei que os bancos brasileiros fossem lucrar menos no governo Lula, e achei que Obama iria enfrentar o poderoso complexo industrial-militar.
    Obama nunca disse que iria enfrentar o complexo industrial militar, abs, Caio

  236. Maria Luiza

    -

    16/03/2011 às 12:00

    no post abaixo leia-se: babalorixá de banânia.

  237. Maria Luiza

    -

    16/03/2011 às 11:58

    Caro Caio,
    Quanto à visita de Obama ao Rio, acredito, como bem disse um leitor em um post abaixo, seja mero turismo. Agora, quanto ao discurso na Cinelândia…será que o babalorixá de babânia (by Reinaldo Azevedo) terá ensinado algo ao amigo Obama? Ele já manifestou em uma ocasião: “Hey man, you are ‘o cara’!”

  238. Rodrigo

    -

    16/03/2011 às 11:46

    “Exportações ao Brasil motivam viagem de Obama”, leio na Folha de S. Paulo. Que problema haveria em dizer que o motivo da viagem é comercial? Acaso é crime vender, comprar, exportar, importar? Aliás, muita gente diz que os EUA têm interesses comerciais no mundo inteiro, sugerindo que isso é uma coisa muito feia, como se cada um de nós não tivesse interesse em alguma coisa.

  239. Jason Nascimento

    -

    16/03/2011 às 11:39

    É Caio, a fazendo um paralelo entre a visita de Obama à Alemanha e ao Brasil, não vi sentido nenhum na visita a Berlim, Obama estava em campanha, qual era o objetivo de visitar Berlim? A oposição republicana até ironizou; ele não deveria fazer campanha nos EUA? Analiso a visita ao Brasil sob esse mesmo prisma, e acho que ele vem ao Brasil por falta de opção. Vejo Obama mais perdido do que cego em tiroteio. Encastelado na casa branca, fraquejou na questão Líbia, sua administração até agora foi incapaz de tirar o país de sua mais prolongada crise. Resumindo: ele vem a passeio.
    Caro Jason, nao diria que Obama vem a passeio, a parte espetaculo me incomoda, mas creio ser normal e importante melhorar as relacoes entre os dois paises. É trabalho de qualquer dirigente. Obama esta sempre viajando, nada errado, assim como fazer discursos solenes, creio apenas que cinelandia e cidade de deus dao um tom folclorico a viagem, mas é o estilo do Obama, abs, Caio

  240. maisvalia

    -

    16/03/2011 às 11:36

    Oi Caio, só para constar.

    O seu discurso contra a FOX é bem, não, muito igual ao discurso dos esquerdistas e petistas em geral contra a VEJA, hehehehehehehe
    Nao insulte a Veja colocando a gente no patamar da Fox, he he he

  241. Rodrigo

    -

    16/03/2011 às 11:31

    Bom artigo, Blinder. Mas já estou imaginando os “artistas” brasileiros comentando o discurso do Barack. Sabe como são as coisas, não? Que pessoa maravilhosa, antenado com os jovens, não é raivoso como o Bush, percebe os sinais dos tempos, é sensível com a pobreza no Rio etc.
    Obrigado, Rodrigo, estou cansado por antecipacao com as repercussoes, abs, Caio

  242. Marcio

    -

    16/03/2011 às 11:26

    Veja!!! com sempre oposição, lutando para detonar Lula.
    Somos todos conspiratórios

  243. Betty steinberg

    -

    16/03/2011 às 11:08

    Chiiii, Caio, acho que a sua seria Paulitez não o deixa ver que se o Presidente North Americano viesse aqui paro Rio, onde me encontro, falar sobre Japão, as vitimas da chacina de Itamar ou o sangue derramado pelos Libaneses, seria o maior fracasso!. Ele tem que ser o cool guy que discursa como um canto de sereia, com as habituais platitudes, sem esquece, e’ claro, de mencionar as Olimpíadas, o Mundial de Futebol, colocar uma camisa do Flamengo. Ainda assim temo que o MST com os pro Palestinos rábidos farão um bocado de barulho.
    E falado do Brooks, que e’ mesmo incrível, esta’ dando um show no livro recem lançado “The Social Animal”. Imperdível.
    OI Betty, estou achando que o livro do Brooks pode ser mais imperdivel que um discurso do Obama na Cinelandia, abs, Caio

  244. Iago José

    -

    16/03/2011 às 10:36

    Bom dia meu amigo Caio, tudo bem? Estou sumido, mas ainda por aqui!

    Obama-lá com certeza prepara seu campo de apoio também no Brasil, com o discurso de um mundo melhor. Com todo aquele circo que fora armado nos Estados Unidos, nas últimas presidenciais. O grande diferencial do presidente americano, é justamente este, ele se preocupa exacerbadamente com sua repercurssão nas redes sociais aliado ao seu discurso otimista demais (não que os outros também não se preocupem, mas Obama detém esta marca registrada).
    Pra quê discursar? Qual o fundamento racional disso? Aparecer, é claro!
    Não me lembro (posso estar enganado) de Bush ter discursado quando veio ao Brasil.
    Enfim, a campanha eleitoral americana já começou. E até nós viramos eleitores estadunidenses. Já logo aviso: Sou republicano!

    Grande abraço amigo,

    Iago José
    http://www.twitter.com/iagojose_true
    Caro Iago, discurseira tambem me incomoda. Acho importante os EUA e Brasil estreitaram relacoes, mas nao precisava do espetaculo Cinelandia, abs, Caio

  245. Lucas

    -

    16/03/2011 às 9:16

    Caio, você que está aí pode me responder uma dúvida. É o seguinte: tenho lido que CHRIS CHRISTIE, governador de New Jersey, é o melhor governador dos EUA segundo as pesquisas. É republicano num estado tradicionalmente democrata. Mas não quer se candidatar a presidente.
    Existe a possibilidade dessa vontade mudar, ou seja, ele ser o candidato republicano?
    Sei que você não é guru, mas é só a sua opinião que estou querendo saber.
    um abraço,
    Oi, Lucas, o Christie insiste que nao concorre. Seria um nome interessante pois é “xiita” em questoes fiscais, mas menos obcecado com guerras culturais (aborto, casamento gay, etc). Como já disse, o melhor candidato republicano seria um bom executivo (governador). As pesquisas mostram a Sarah Palin despencando e o Mitt Romney subindo, mas acho tao cedo para especular, abs, Caio

  246. Angelo Costa

    -

    16/03/2011 às 9:06

    Prezado Caio
    Acho que a visita ao Brasil tem muita importância comercial. O petróleo do pré-sal será muito estratégico em um futuro próximo para os EUA diversificarem suas compras externas permitindo mudar suas importações de uma área em conflito para uma região livre de conflitos regionais e estes acordos serão assinados em Brasília. Quanto a parte do Rio de Janeiro vejo como turismo sem grande importância política. Já que ele comeu Hamburger em uma lanchonete em uma de suas viagens sugiro um chope no amarelinho da cinelândia, ia ser uma festa. Assunto dois: tenho lido muito que o Obama é exitante em tomar uma atitude em relação ao que está acontecendo no mundo árabe. Já o chamaram de banana e outras coisas mais. Deveriam então definir o que é ser decisivo na presente situação. Suponhamos que ele fosse ou tomasse uma atitude decisiva: vamos invadir a Líbia ou vamos fazer uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, coisa que não é tão simples e ao contrário do que muita gente pensa não é apenas dizer que os aviões líbios não podem decolar, mas suponhamos que ele tomasse “atitudes” como todos estão cobrando. Inicialmente poderíamos pensar que todos estariam aplaudindo. Ei digo que não, o mundo estaria desabando sobre a cabeça dele, estaria sendo chamado de imperialista e outros adjetivos, certamente aparareceria gente com pena do Kadafi. Qualquer presidente que estivesse no lugar dele estaria em apuros, se o MacCain tivesse ganho talvez estivesse em situação pior, já disse e repito esta decisão do que fazer(no caso Líbia) é muito mais dos europeus do que dos americanos, na verdade quem está mesmo em cima do muro são os europeus que querem que os americanos façam o trabalho sujo, vide Iraque, e depois todo mundo “cai de pau” em cima dos EUA chamando de bandidos e outras coisas.
    Abs.
    Angelo, concordo com o tom do seu comentario, da Cinelandia a Tripoli, abs, Caio

  247. maisvalia

    -

    16/03/2011 às 9:04

    Boa Amauri, nos dois comentários. O Obama não se vendeu como salvador, mas ele aproveitou a mídia mundial que o vendeu assim, pois cada discursinho dele com o queixo à la reinaldo era saudado como histórico, e fizeram dele um showman. O Simonal também era showman, mas não chegou a presidente, hehehe
    Quantos artistas não cantaram yes we can, agora estão vendo que no, we lie.
    E artista é artista. Acabo de ler na Rolling Stone que o Elton John cantou no casamento do Rush Limbaugh, hehehe

    E como artista sabe e o hussein também, the show must go on
    O Elton John deveria fazer como a turma que cantou para os filhos do Kadafi e devolver a grana, abs, Caio

  248. Silvano Febroni

    -

    16/03/2011 às 8:59

    Discursos,favela, será que nao temos coisa melhor para mostrar,
    de qualquer jeito este OBAMA e fake, como nota de 3 dolares,
    e tem gente que fica acreditando neste escrogue.

  249. Fabricio Juliano

    -

    16/03/2011 às 8:52

    Não tenho muito conhecimento pela política interna dos EUA, mas Caio na próxima eleição quais são as outras opções de voto que os americanos tem? Digo opções boas para todos. Aquela mulher , se não me engano Sarah alguma coisa, pelas declarações que ela já deu parece mais personagem de desenho animado de humor negro, puro absurdo.
    É sempre dificil bater num presidente candidato a reeleicao, mas pode aconteer, em caso de fiasco a la Carter na politica externa ou quadro economico (Bush pai). O Obama tem maquina e sera ajudado se o oponente republicano for um radical, mas a Sarah Palin hoje é descartada, muito cedo para prever. Algumas alas republicanas defendem um novo candidato, mais original, e nao a multidao se apresentando no canal Fox. Creio que os republicanos serao mais fortes caso o candidato seja um governador que mostra um bom serviço no cargo, abs, Caio

  250. amauri

    -

    16/03/2011 às 7:59

    Talvez a palavra ‘vende’ esteja um pouco deselegante contudo, ele sabia que boa parte da população americana e mundial (eu não estava neste grupo) pela sua retórica, olhar para o infinito e queixo de estátua (by Reinaldo Azevedo) tinham nele como um salvador, e ele não fez nada para tirar esta imagem. Eu não tinha nenhuma expectativa muito diferente do que está ocorrendo com o Obama até aqui, qualquer presidente eleito não teria uma atitude diferente com os fatos acontecidos lá, e no mundo. E que o novo governo do Brasil realmente deixe de lado este sentimento anti-americano bocó.abs

  251. amauri

    -

    16/03/2011 às 7:14

    om dia Caio! Balança comercial do Brasil com os EUA (US$ bilhões)
    2002: + 4,7
    2005: + 9,9
    2008: + 1,8
    2009: – 4,4
    2010: – 7,8
    Fonte: MDIC-Secex)

    Creio que com base nisso, podemos realmente cumprimentar os gênios da política comercial brasileira: eles realmente conseguiram alcançar seu objetivo, que era o de diminuir a dependência do Brasil do comércio com os EUA. Aliás, o gênio maior dessa política comercial – ator de cenas de soberanismo explícito – chegou a se congratular – acreditem, pois é verdade – que eles tivessem conseguido implodir a Alca, pois do contrário, na crise de 2008-2009, estaríamos muito pior, caso “dependêssemos” muito do comércio com os EUA. Imaginem, disse esse gênio, se fossemos como o México: em lugar de uma mini-recessão, como tivemos em 2009, teríamos uma mega-recessão, como teve aquele país “dependente” do comércio com o grande Irmão. A crer nesse novo gênio das estratégias comerciais brasileiras, e a seguir a sua lógica inatacável, o ideal mesmo seria não ter NENHUM comércio com o império, pois assim não teríamos NENHUM efeito nas relações bilaterais. Claro, tampouco teríamos aqueles saldos positivos, que ainda conseguimos preservar pelo menos no começo do governo do “nunca antes” (enquanto eles não conseguiam entortar a tal de nova geografia para o Sul), mas tampouco teríamos surpresas desagradáveis, como essas que vemos aí em cima, desde que eles conseguiram, finalmente, “consertar” a tal de geografia.
    Pessoalmente, não entendi essa lógica do gênio do soberanismo triunfante, mas eu tendo a acreditar que, ou ele falou sem pensar, ou, do contrário, o que ele disse revela uma tremenda desonestidade intelectual (se o adjetivo se aplica, o que me parece bastante duvidoso), pois nem comércio cria dependência, nem o Brasil chegaria aos níveis de “dependência” comercial que o México exibe em relação ao império do norte. Melhor mesmo, segundo o mesmo gênio, é ficar dependente da China, como eles se empenharam em estimular, pois assim podemos exportar todas as nossas matérias primas para lá, importando em troca todo aquela “bagulheira” vinda do país asiático. Esse coisa de ficar exportando manufaturados para os EUA pode nos submeter à dependência ideológica do império, como explicava ainda um outro gênio, aquele dos séculos e séculos de periferia. Na verdade, os EUA emergiram, como talvez não quisesse o homem do “nunca antes”, como a verdadeira nação-mais-favorecida, já que eles passaram a acumular saldos positivos contra o Brasil, o que de fato nunca antes tinha acontecido na relação comercial bilateral. Obra de gênio é isso aí…
    Paulo Roberto de Almeida
    “São expectativas colossais sobre o presidente americano.” Coitado do Obama.
    Sobre qualquer presidente de uma grande potência isto ocorre, principalmente quando em campanha vende a imagem de salvador do mundo. abs.
    Caro Amauri, concordo que o Obama é refem de expectativas que ele mesmo gerou, mas tambem nao vamos exagerar e dizer que ele se vendeu como salvador do mundo. Ai fica muito caricatural, abs, Caio

 

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