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16/03/2011

às 6:00 \ Brasil, Geopolítica, Mundo Árabe, Obama

Obama: de Berlim para Cinelândia, sem passar por Trípoli

Meu nome é Obama - Foto Carsten Koall / Getty

Barack Obama vem aí, aí no Brasil. Não é uma viagem fundamental neste momento. Ainda bem. O Brasil e a região em geral não são preocupações urgentes de um governo americano atolado em desafios da hora, tanto domésticos, como internacionais. Mas há as obrigações protocolares. Obama precisa pelo menos uma vez, já na metade do seu mandato, ir mais abaixo do México, em uma visita ao hemisfério e assinar um punhado de acordos bilaterais.

De resto, o governo Dilma Rousseff merece esta visita. No mínimo, por ser uma presidente sem o comportamento histriônico do anterior. Os sinais são de mais sobriedade, sem aquela exuberância para torcer por qualquer ditador porque ele é antiamericano, porque seu país pode ajudar o Brasil a ganhar o assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, porque ele significa mais um negocinho ou porque a politica externa brasileira tinha desgalhado.

Sem ironia e sem condescendência, o Brasil merece ser bem tratado por uma superpotência com menos cacife e que tenta aprender a se acomodar ao que o guru Fareed Zakaria chama de “ascensão do resto”. E existe fascínio com o Brasil, em particular como terra de oportunidades econômicas, tanto para investimentos, como parceiro estratégico para os americanos ampliarem suas fontes de importação de petróleo.

Do lado brasileiro, é preciso deixar de lado um antiamericanismo chulé, murchar um anacrônico cultivo de relações sul-sul (quem é sul? quem é norte?), dosar o pragmatismo irresponsável nas relações internacionais e perder as manias de grandeza do lulismo. O Brasil é uma potência regional cada vez mais influente. Este é o seu devido lugar na mesa do poder global. Tem e terá inevitáveis desacordos comerciais, cambiais e geopolíticos com outros países importantes, seja os EUA, seja a China. Alguns pontos são negociáveis, outros não (estou falando do ângulo brasileiro), mas os EUA não devem ser tratados como o inimigo ou, mais ridiculamente, como uma superpotência fadada ao declínio estrondoso. Ademais, compactuamos valores preciosos, dos quais os chineses ainda estão divorciados.

Toda esta conversa estratégica se perde um pouco nesta viagem de Obama ao Brasil, pois o presidente americano, como Lula, peca pelo protagonismo. Esta coisa de discurso na Cinelândia, no Rio (e eu, como paulistano, pergunto por que não no vale do Anhangabaú?), é tão fora de hora, fora de própósito. Acabou o momento de catarse, de simbolismo da eleição Obama, de mensageiro das esperanças de um mundo melhor. Nada errado, claro, com discurso público, mas no lugar certo, na hora certa. Até que foi bacana Obama fazer um discurso em Berlim, ainda na campanha eleitoral, para se apresentar ao mundo, ou em Praga, sobre desarmamento, ou no Cairo, sobre a relação com islamismo, mas este na Cinelândia. Nada errado com o grande discurso. O de John Kennedy em Berlim (eu sou um berlinense) foi fulminante naquele momento da Guerra Fria, assim como o de Ronald Reagan na mesma cidade (Senhor Gorbachev, derrube este muro). Haverá as generalidades habituais neste tipo de discurso, mas o que Obama tem de histórico para dizer na Cinelândia? Eu sou um carioca?

Este protagonismo de Obama no Brasil apenas irá reforçar os preconceitos sobre a eloquência oca do presidente americano e distrair as atenções. Obama reluta em tomar algumas decisões cruciais, a destacar sobre a intervenção na Líbia. Ele não precisa de mais loquacidade num território periférico ao núcleo de problemas do momento. A carga já está pesada. Larry Diamond, professor da Universidade de Stanford, segue uma linha de raciocíonio histórico: cada presidente americano entra na Casa Branca achando que vai definir a agenda e dar o curso das relações do país com o resto do mundo. E quase sempre enfrenta crises surpreendentes ou acima de suas expectativas.

Wilson e Roosevelt conduziram o país em guerras mundiais, Truman precisou decidir rapidamente como agir na questão das bombas atômicas no Japão e como conter a expansão imperial soviética, Kennedy tomou decisões quando o mundo esteve perto do aniquilamento nuclear na crise dos mísseis de Cuba, Carter teve a revolução iraniana, Bush, o 11 de setembro. Obama herdou a crise econômica global e guerras no Iraque e Afeganistão. Esta crise em curso no mundo árabe é a primeira genuinamente sob sua administração.

Alguns destes presidentes se saíram acima da encomenda. Outros foram um fiasco na hora crucial. Truman é um caso interessante. Foi maltratado pelos sacadores de opinião quando deixou o poder, mas teve um upgrade dos historiadores. A situação de Obama é bizarra. Teve o upgrade antes da história. O desafio agora é corresponder às expectativas. Aqui recorro ao meu guru David Brooks, do New York Times. Ele diz que nas crises internas e internacionais (em particular no mundo árabe), Obama tenta fazer a média (sempre a média) entre os impulsos idealistas de um chamado à ação do jovial John Kennedy e a oração da prudência do veterano general-presidente Dwight Eisenhower.

No mundo árabe, Obama tenta equilibrar exortações à democracia com estabilidade e preservação dos interesses americanos. Num mundo ansioso, Obama não quer ser afoito. David Brooks adverte que cautela pode parecer fraqueza. Pode significar um vácuo de liderança, quando existem expectativas de que presidente do país mais importante do mundo “irá dominar a agenda, projetar força e oferecer uma visão”.

David Brooks sai pela tangente (e eu também), dizendo que Obama é uma pessoa complicada. A situação é complicada. São expectativas colossais sobre o presidente americano. E não estamos falando do discurso na Cinelândia.
PS: Escrevo estas linhas na manhã de sexta-feira. De acordo com as últimas informações, o tal discurso-apoteose em praça pública foi cancelado. Intervenção do bom senso. E, após tropeções, Obama fará uma escala (geopolítica) em Trípoli. Após semanas de dilemas, o presidente endossou a intervenção militar na Líbia, através de resolução da ONU. Com a decisão tomada, o negócio é apoiar, desejar boa sorte e aguardar a queda do tirano.

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251 Comentários

  • QUILOMBOLIVARIANO

    -

    10/4/2011 às 18:17

    Revolução Quilombolivariana! REQBRA e o verdadeiro povo brasileiro apóia e é solidaria a o grande líder libertador Muammar Kadafi na luta e soberania do povo líbio ao contrario da mídia e a elite dominante fascista e judaica sionista brasileira,que apóia e torce por Hordas imperialistas piratas predadores assassinos dos EUA e OTAN, querendo saquear o petróleo da Líbia e a Amazonas do Brasil.

    Viva Zumbi! Viva Brasil Venceremos!
    Ao Nosso Povo! Viva Brasil! Venceremos!
    .
    Revolução
    Quilombolivariana e bradaram Vivas! a Simon Bolívar Viva! Zumbi!Tupac Amaru!Benkos BiojoS!Negra Hipólita! Sepé Tiaraju Alicutan!Sabino! Elesbão!Luis Gama,Lima Barreto,Cosme Bento! José Leonardo Chirinos !Antônio Ruiz,El Falucho! João Grande e Pajeú ,João Candido! Almirante Negro!Patrice Lumumba!Viva Che! Viva Martin Luther King!Malcolm X!Viva Oswaldão Viva! Mandela Viva!Luiz I.Lula da Silva, Viva! Chávez, Vivas! a Evo Ayma!Rafael Correa! Fernando Lugo!José Mujica(El Pepe)! Viva! a União dos Povos Latinos afro-ameríndios,! 1º de maio,
    Viva Dilma!Os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
    Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
    O maior blog de Chávez e Chavista das Américas
    vivachavezviva.blogspot.com
    quilombonnq@bol.com.br
    Organização Negra Nacional Quilombo
    O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
    Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

  • amauri

    -

    26/3/2011 às 15:59

    Boa tarde Caio! De volta ao passado.
    FHC baixou a cabeça para os EUA? FHC , quando presidente, discursou em todos os fóruns mundiais contra os interesses dos EUA e contra a orientação política daquele governo. Quem não lembra do discurso na Assembléia francesa? O fato é que o posicionamento da diplomacia brasileira do governo FHC, foi um desastre para os interesses do país. FHC fez da nossa política externa uma fábrica de panfletos de centro acadêmico. Cometeu erros primários. Eu não me lembro de ter abaixado a cabeça. abs
    Amauri, de leve, voce acha que o FHC foi uma fabrica de panfletos de centro academico e contribui abaixo com o manifesto ginasiano daquele rapaz, abs, Caio
    Voce poderia contestar as afirmações que fiz neste comentário, e não somente ao panfletos de centro acadêmico. E o manifesto ginasiano é cheio de humor e respeita e propõem deixar aos amantes do socialismo viver entre si. Para um estudante achei bem humorado, quando ele tiver seus 50 anos ele talvez até escreva algo como o FHC. abs

  • celinha

    -

    21/3/2011 às 13:27

    Se eu, uma leiga no assunto, qdo vi anunciar na TV, essa aparição, com discurso em espaço aberto, na Cinelândia, disse: “Isso não vai prestar!! Tá cheirando a desfile em carro aberto em Dallas!!”
    Pensem bem; se todos nós, sabemos da fragilidade e corrupção estabelecidas em todos os órgãos do governo brasileiro (seja na área de segurança ou qq outra), supõem-se q a CIA e o FBI tbm saibam, certo? E por q, eles concordariam com uma exposição pública destas (qual a representatividade, em termos coletivos, do Presidente Americano no Brasil?), tão desnecessária e sem relevância, levando-se em conta o rol de amizade desse nosso governo?
    O q tem de amiguinhos desse governo, querendo acabar com o Obama, não tá no gibi!! E nenhum deles se faria de rogado, para tentar seu objetivo, aproveitando-se das facilidades no caso.
    Imagino q, os americanos tenham dito qq coisa como, “vamos ver… estudar as possibilidades…”, qdo interpelados sobre a possibilidade do evento acontecer ao ar livre; e nossos marketeiros tenham divulgado, q eles concordaram com a idéia. Só q, depois de uma rápida revisão da area, e análise precisa, feita pelos próprios agentes de Obama, a conclusão foi óbvia. Nada de dar moleza e nem favorecer aos delinquentes de plantão!! Bin-Laden, Ahmadinejad, Hugo Chavez, Raul e Fidel Castro, Mubarak, Kadhafi… se tinham alguma má intenção, q esperem sentados.

  • ricardo

    -

    21/3/2011 às 11:00

    Eu idolatro os EUA, com MUITO estudo e trabalho, quem sabe um dia o Brasil não seja também uma REPUBLICA democratica, com instituições respeitáveis e JUSTIÇA para todos. Eles são O modelo a ser seguido.

  • vera souza

    -

    21/3/2011 às 10:12

    Excelente …excelente
    Obrigado, obrigado, abs, Caio

  • Fabricio Juliano

    -

    21/3/2011 às 0:51

    Notícia da veja: “As situações na Líbia e no Bahrein são diferentes, afirmou neste domingo o assessor do presidente Barack Obama para a Segurança Nacional, Tom Donilon, ao justificar a diferente reação de Washington à repressão nos dois países. Os cenários “no Bahrein e na Líbia não são comparáveis”, disse Tom Donilon, que qualificou o governo de Manama como um “aliado de longa data dos Estados Unidos”, durante um contato com a imprensa no Rio de Janeiro.” Simples e objetivo, já não sobram mais argumentos para justificar a eterna política de um peso duas medidas, o próprio assessor, de certa mostra, mostra que tudo é um jogo de interesses. Esqueçam esse papo de intervenção humanitária, se querem defender as ações dos países que idolatram pelo menos sejam coerentes com a realidade.

  • Fabricio Juliano

    -

    21/3/2011 às 0:35

    È muito engraçado como o discurso do Obama no Teatro Municipal do Rio conseguiu dividir os makakitos devotos, estava agora a pouco a ler o blog do reinaldo azevedo (antes de ver o discurso na integra) e fiquei encabulado com as críticas, sobretudo quanto ao ataque na Líbia que é de pleno consenso entre todos devotos, feitas ao presidente americano. Porém ao ver o vídeo e ler o texto inteiro logo percebi o motivo da chateação do reinaldo, em momentos do discurso Obama elogiou Lula e Dilma, dizendo inclusive que o crescimento que o Brasil teve sob o governo Lula é admirável e serve de exemplo para o resto do mundo. Então pronto, esse presidente, logo, passa a estar errado em suas atitudes, inclusive naquela de intervenção militar contra o tirano líbio e em suas palavras de apoio à revolução pois estaria “incendiando o Oriente Médio” (nas palavras do reinaldo). É muito irônico e engraçado tudo isso, bastou o chefe maior da divindade USA elogiar (assim como o fazem a maioria dos líderes políticos que tiveram contato com o Lula) nosso ex-presidente e nossa atual para transparecer que essa devoção não é tão grande quanto o repúdio que esses m. tem pelos mesmos. É de rir mesmo, lembro da época que o Obama chamou o Lula de “o cara”, foi aquele estardalhaço aqui os m.devotos tentavam ridicularizar isso de todas as formas, justificar dizendo que era sarcasmo etc etc etc, inclusive o próprio reinaldo, agora vão dizer o que??? Só resta a vcs voltarem seu ódio ao próprio presidente americano, como já esta acontecendo. KKKKKKKKKKKK

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 22:14

    Para despedir-me com versos de T.S. Eliot:
    “Goonight Bill. Goonight Lou. Goonight May.Goonight
    Ta ta. Goonight. Goonight.
    Good night, ladies, good night, sweet ladies, good night,
    good night”.
    Good night, Blinder.

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 21:19

    Blinder, assisti a um documentário na TV Cultura que tratava do trabalho quase escravo a que são submetidos os chineses, adolescentes inclusive. Gostaria de ver os americanos democratizar a China e, consequentemente, asssitir a uma revolução no mercado de trabalho chinês. Mas é claro que isso é difícil, o que mostra a dificuldade de “espalhar a democracia” pelo mundo”. Quando se intervém no Iraque, na Líbia etc, esperam-se mais intervenções…Admiro muito a capacidade intelectual de Kristol, Himmelfarb (acho que os dois eram casados), mas muitos se perguntam…e a China, na qual as corporações tanto lucram? Diferente é a posição de Israel que, se vier a bombardear as instalações nucleares do Irã, estará evitando um mal maior.

  • dona sinhá da silva junior

    -

    20/3/2011 às 21:13

    Assisti alguns debates na Campanha de Obama a Presidente do USA. Um dos temas mais interessantes e tinha a atenção dos eleitores, dos entrevistadores, dos críticos, naquele momento fora a questão internacional, mas o Iraque e o Afeganistão eram o assunto da vez.

    W. Bush fora escomungado até mesmo pelos ateus…

    Mas a semente da democracia está lá, plantada em pleno Oriente e bem próximo da Costa da África, sacudindo costumes, maneiras, modos, etc., e (apontam as Pirâmides) principalmente a Religião local… parece, agora, está se tornando assunto secundário, embora fosse o assunto principal dos Bin’ss Laden’ss do Terrorismo islâmico.

    O Cristianismo não fez Terrorismo no apogeu de suas Cruzadas, mas a matança é de um teor teocêntrico. Estas, quando se viu enfraquecida tratou de criar seu famoso Tribunal das Inquisições. Em vão.

    É isso, a tirania destroi a si mesma já dizia (em 1748) Montesquieu.

    Mas como a Globalização tem pressa não pode se dar ao luxo de ficar aguardando, em berço esplêndido, o problema se solucionar a seu próprio modo, no seu dia-a-dia…

    Dissera também Montesquieu: “devemos estudar a História com o auxílio da Leis e estas com o auxílio da História”.

    Então vamos olhar bem para o Brasil, o teor da Carta de 1891 como paradigma para a Carta de 1988, sem esquecer de consultar o DECRETO 19.398, de 10 de Novembro de 1930, este decretou a criação do Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil, e todos os Outros Decretos editados até o ano de 1945, quando fora deposto.

    É isso, a Carta de 1988 esquentou todos esses Decretos editados de 1930 até 1945. Somos um País de Mubarak’sss e Kadafis’sss, mas em facções de empregados e empregadores, e todos estes têm direitos a Tributar ou têm Poder, em contradição com a Separação de Poderes, está, aí sim uma Tese de Montesquieu.

    Se o despreparados, os néscios, os obtusos, chegam ao Poder aqui em nosso País há um razão mais legal e não política… É como dizia a minha Avó: vejam só o porco rindo da carne de porco…

  • run, dont walk.

    -

    20/3/2011 às 20:45

    Rapaz, outro artigo na ponta do casco. Sou mediano, e sofisticação literária me atrapalha o sono. Muito legal Sr. Caio. Concordo em tudo.
    Nossa, durma bem. Pesadelo só o Kadafi, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 18:50

    AVISO AOS RETARDATÁRIOS, hehehehe
    PT perde o discurso.Coturno noturno
    O site do PT – http://www.pt.org.br/portalpt/ – não traz um só notícia da visita de Obama ao Brasil. Fala da comissão da verdade, reforma política e não dá uma linha para o maior acontecimento político do novo governo. Nem mesmo uma frase de protesto pelo fato do Mercadante e do Mantega terem sido apalpados em revista íntima pelos brutamontes da direita raivosa do FBI. Acabou o discurso anti-americano?

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 18:43

    É trauma de petralha.
    Duas vezes o çábio foi derrotado no 1. turno.
    Quem intentou e ganhou as ações na OMC foi o FHC.
    O resto é estória.
    Mas quando o partido do trambique manda os gorilletes da cauda vermelha obedientes fazem o que?
    Obedecem, of course, hehehehehe

  • José Geraldo Coelho

    -

    20/3/2011 às 18:37

    Piada infame Fabrício.
    Deixe de ser petralha pelo menos uma hora por dia e você será curado dessa sórdidez que você carrega acima do pescoço. Ou abaixo do estomago? Não sei!
    Afinal quem seria Lula sem os fundamentos econômicos criados pelos presidentes Itamar e Fernando Henrique.
    A história diz que até o Collor foi importante para a estabilidade do Brasil.
    O único que não acrescentou nada ao país foi o seu “cumpanheiro” Sarney.
    Crescer faz bem e não te expôe a vergonha.

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 17:48

    O Fabrício vive pensando que FHC era servil aos EUA, mas na época dele o país foi à OMC várias vezes contra os…EUA. Blinder, o Segall que eu citei é tenente-coronel da reserva das Forças de Defesa de Israel, acho que especilista em Irã.

  • Fabricio Juliano

    -

    20/3/2011 às 17:33

    Só para descontrair um pouco, momento cômico no almoço entre Obama e os ex-presidentes brasileiros no que Obama cochicha no ouvido do FHC: “Como seria melhor que vc ainda estivesse na presidência desse país”, no que o FHC todo orgulhoso retruca: “Ahhh que isso Obama, muito obrigado, me sinto muito bem que uma autoridade como vc reconheça que eu sou melhor para o Brasil!” no que Obama interrompe na hora e diz: “Melhor para o Brasil??? Não é isso, vc com certeza seria melhor para nós.”

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 17:20

    “O Irã entende a dominação do Hezb’Allah no Líbano, a tomada de Gaza pelo Hamas, o avanço contínuo do programa nuclear iraniano e, agora, as revoluções no mundo árabe como sinais do sucesso de sua revolução islâmica”. O autor do trecho é Michael Segall. Aproveitando o comentário do Maurício, a Líbia é tão infeliz que talvez nem tenha capitalismo de estado, porque a família Khadafi domina completamente os setores mais importantes da economia.

  • Mauricio

    -

    20/3/2011 às 16:56

    Sobre comparar o Brasil com Turquia ou Indonesia (piada do Caio):
    graças a Deus pelo menos não nascemos em um país muçulmano. Desse mal não sofremos.
    PS: É pra provocar mesmo. Não é preconceito. Nossas mazelas são menores.

  • Mauricio

    -

    20/3/2011 às 16:51

    Sobre a Libia. É Caio, parece que o kadafi vai morrer por lá mesmo logo. Que tempos atribulados ein ?!
    O problema é o preço, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 16:50

    Saindo um pouco e para não dizer que não falei de flores, o blog do Alon é de esquerda, e por incrível que pareça, é bom, hehehehe

    …Conversava outro dia com o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre as guerras e ele me descreveu certa passagem de uma visita de políticos brasileiros ao Vietnã, anos atrás.

    Um da delegação se disse admirado pelas longas e duríssimas guerras de independência do povo vietnamita contra franceses e americanos.

    “Melhores são vocês, que conquistaram a independência sem derramar nenhum sangue”, respondeu na hora o representante do Vietnã.

    Nossa independência teve sim algum sangue, pouco perto do investido por eles, mas o episódio é engraçado e bom…

  • Mauricio

    -

    20/3/2011 às 16:49

    Obama disse que é hora de tratar o Brasil como China e India. Isso lá é elogio prezado Obama? Pô. Bola fora. A China é um restolho ditatorial comunista que descobriu como ganhar dinheiro com o “capitalismo de estado” que alguns bobocas enchem a boca pra falar.. A India, me perdoem, uma sociedade que se baseia em castas e onde as vacas são sagradas.. quem já foi a India sabe como é lá de verdade.
    Ah, para ! Obama pode fazer melhor que isso. Tchau.
    O que vai dizer, que o Brasil pode ser uma Turquia ou uma Indonesia?
    Abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 16:44

    Mas acho que também posso divergir de Paul num ponto: Eu acho que o Irã não pode ter bomba atômica nenhuma, pois será um risco imenso para o mundo. Aliás, Ahmadinejad já disse que Israel deve ser riscado do mapa, e isso não é retórica política.

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 16:28

    É claro que isso não é motivo, Blinder. Devemos avaliar as idéias por ele esposadas. “Creio ser fundamental que surjam outros partidos fortes nos EUA, para romper as amarras bipartidarias”, você respondeu. O Brasil pode contribuir com os EUA, como não: Temos PDT, PC do B, PR, DEM, PMDB, PPS, PP, PSDB, PSB, PT, PSTU, PV, PTB, PCB, PSOL, PRTB,PT do B, PTN, PTC, PSL, PSC, PSDC, PMN, PRP, PHS, PRB e um novo partido, do prefeito de S. Paulo, Gilberto Kassab, o PSD. Que os americanos aprendam conosco. Quem saber vejamos os Republicanos do B e os Democratas do B.
    Nos EUA há um montao de partidinhos, mas seria legal partidos realmente representativos alem dos partidoes, que possuem varias faccoes. Rodrigo, sei de sua afinidade com o Paul, mas gracas a voce, ele acaba tendo uma representatividade acima da conta neste espa’co, abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 16:12

    Numa das suas intervenções, você afirma se opor à expansão dos assentamentos. Gostei de sua resposta. O Ron Paul não pode ser acusado de antissemitismo: Um de seus “ídolos”, Ludwig Von Mises, era judeu.
    Isto nao é motivo para gostar dele, abs, Caio

  • Carmem

    -

    20/3/2011 às 15:57

    Eu não conheço venezuelano.
    Qual é o endereço?
    é isto mesmo, Carmen, este blog brasileiro inclusive cita a piada do Chiguire sobre o Chavez e o Sheen. Esta na capa da edicao de hoje, abs, Caio

    http://www.elchiguirebipolar.net/

  • José Geraldo Coelho

    -

    20/3/2011 às 15:46

    Em Tempo: o Minerin-bobin-invocadim tá lá em baixo no dia 18 às 14.00 horas.

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 15:36

    Não Caio, este é o Vanguarda Popular, um blog brasileiro muito bom.

    http://www.vanguardapopular.com.br/portal/

    Abs
    Acabei de ver, boa sacada. Mas ele pegou algo do blog venezuelano, nao? Como ja disse antes, entre os transeuntes deste espaço os mais conservadores se mostram mais bem humorados e criativos. Em nome da diminuicao do stress pediria que os menos conservadores se mostrassem menos rabujentos na tomada de posicao, abs, Caio

  • Carmem

    -

    20/3/2011 às 15:34

    O Emmanuel Goldstein é da Vanguarda Popular
    http://www.vanguardapopular.com.br/portal/
    eu tb assino hehehehe
    Meu jornal eletronico de esquerda preferido além do Fabricio Juliano.
    Obrigado, Carmen, acabei de ver, boa sacada. Mas ele pegou algo do blog venezuelano, nao? Como ja disse antes, entre os transeuntes deste espaço os mais conservadores se mostram mais bem humorados e criativos. Em nome da diminuicao do stress pediria que os menos conservadores se mostrassem menos rabujentos na tomada de posicao, abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 15:30

    “Na atual cartada ja esta implicita a mudança de regime. A receita do Obama é obamista (meio confusa, ambigua, de resolucao mais lenta mas se der certo sera fenomenal)”. Mas e o prêmio Nobel de Bush? Só Obama tem a receita infalível para a mudança de regime? E quem disse que Khadafi aceitará tal mudança de regime? Vide o exemplo do Iraque após a ocupação. Quanto ao Fabrício Juliano, acho que ele se engana: Eu admiro, sim, os EUA como país, mas é claro que isso não implica aceitar toda e qualquer expressão cultural desse país, não implica aceitar toda e qualquer política externa. É preciso ter discernimento: Os EUA não têm as melhores universidades do mundo porque são “ladrões”.
    Rodrigo, nao disse que o Obama tem a receita infalivel, disse que se a receita der certo, ela é mais esperta, cadenciada e viavel do que a do Bush. Sorry, nao vou reescrever a historia do Bush. A do Obama esta em curso. Rodrigo, claro que o Kadafi nao aceita a mudança de regime, ele nao esta sendo consultado, por esta razao é mudanca de regime,abs, Caio

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 15:10

    Estava se olhando no espelho, hehehehehe

    Acho que nem uma barata ou um rato (que me perdoem os animais) teriam uma atitude tão absurda com a própria espécie. Esse tipo de “gente” não pode ser sequer comparada com seres vivos, estão mais para uma substância previsível com cheiro de restos fecais.

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 15:09

    Para desopilar, hehehe

    Barack Obama fará treinamento de guerrilha no Brasil. Dilma Rousseff será instrutora de armas pesadas.
    Escrito por Emmanuel Goldstein

    A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, fará um treinamento militar avançado em guerrilha urbana no Brasil. Em entrevista, o presidente americano afirmou que este é “o primeiro passo para a consolidação da Juventude Obamista”. Fontes do governo afirmam que a camarada Dilma Rousseff é a pessoa mais indicada para dar orientações sobre o correto manuseio de armas pesadas. “Dilma é um canhão e teve participação ativa em momentos importantes da história da HUMANIDADE”, afirmou um funcionário da Casa Branca, que pediu anonimato.

    Hugo Chávez declara apoio a Muamar Kadafi e Charlie Sheen
    Escrito por El Chigüire Bipolar

    Depois de expressar seu apoio ao governo da Líbia e seu líder, Muamar Kadafi, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aproveitou a ocasião para defender o polêmico ator estado-unidense Charlie Sheen e sua série Two and Half Men.
    Este é aquele blog de Caracas que deixa o Chavez ainda mais mal humorado? Abs, Caio

  • Fabricio Juliano

    -

    20/3/2011 às 15:04

    Enquanto isso no Iêmen, Arábia Saudita, Bahrein e sabe-se la quantos outros países, manifestantes contrários aos governos ditatoriais são mortos covardemente, alguém aqui acredita que ações militares serão tomadas contra esses governos “amigos” dos EUA? Pobres “makakitos devotos” … isso que eu vou dizer agora não é invenção: familiares das vítimas do acidente envolvendo um avião da Gol e um jato particular pilotado por pilotos americanos, fizeram uma manifestação no Rio de Janeiro pedindo a punição dos pilotos (que evidentemente jamais ocorrerá) e, pasmem só pra variar, muitos m.devotos se manifestaram na internet apoiando a decisão brasileira de mandar de volta os pilotos para seu país de origem. Me perdoem o palavreado, mas é defecar no próprio povo e no próprio país. Acho que nem uma barata ou um rato (que me perdoem os animais) teriam uma atitude tão absurda com a própria espécie. Esse tipo de “gente” não pode ser sequer comparada com seres vivos, estão mais para uma substância previsível com cheiro de restos fecais.
    Enquanto isto na Síria, Irã, Cuba e sabe se la quantos outros paises, já que voce está mudando de assunto, abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 14:54

    E olhe que hoje não sou entusiasta do governo Bush como eu era na época do “Conservadorismo com compaixão”. E é preciso notar que se tanta gente na coluna fala de Barack Obama é porque ele é levado a sério. Quer saber o que eu penso de Aécio Neves? Isto: oikjpqwalikjhqoyzxnflkwsmczxqwerka. Entendeu?

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 14:26

    Está certo, Blinder, deixemos de lado Ron Paul. Mas se as investidas da OTAN e dos EUA não surtirem efeito, será que Obama se engajará em alguma mudança de regime? Se ele o fizer, então o próximo Nobel da Paz deve ser oferecido a Bush, Cheney, Rumsfeld e Wolfowitz. Obama já ganhou o dele.
    Na atual cartada ja esta implicita a mudança de regime. A receita do Obama é obamista (meio confusa, ambigua, de resolucao mais lenta mas se der certo sera fenomenal), o contrario de Bush. Se acertar, realmente ele merece aquele nobel da paz, mas estamos aos tres minutos do primeiro tempo, só o Santos consegue jogar um bolao no comecinho do jogo, abs, Caio

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 14:09

    Blinder, creio ,mas só creio mesmo, que Khadafi não cairá como o seu Santos FC tem caído. O ditador talvez vá, como Hitler, às últimas consequências. Ron Paul já se pronunciou contra o ataque, e não sei se o Ocidente deseja realmente se engajar na questão líbia.
    Facil ter a convicao do Ron Paul quando nao toma decisoes sobre a Libia (seja no salao oval, seja la do palacio do planalto). Minha unica previsao sobre o Kadafi feita no Manhattan Connnection é que ele morrerá na Libia, abs, Caio

  • Carmem

    -

    20/3/2011 às 14:05

    Oi Caio,
    Tenho certeza que vc já leu, mas aos demais interessados a Economist escreveu um editorial ótimo sobre os “double standards” nas decisões de intervir ou não.
    http://www.economist.com/node/18395991?story_id=18395991

    O caso do Barheim foi particularmente vergonhoso. Um silêncio…

    Mudando um pouco de assunto e para adoçar o dia, domingo né?, e como acabei de fazer um. Aqui vai uma receita de pudim de brigadeiro de microondas muito simples. 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite, 3 ovos, 4 colheres de chocolate em pó, 5 colheres de açucar (eu coloquei só 2 pq prefiro menos doce). É só colocar tudo no liquidificador, bater e colocar numa forma untada com manteiga propria para microondas (a forma). Deixar assar por 8 min e voilá! Retirar da forma enquanto ele estiver morno.
    Eu confeitei com M&M mas quem preferir pode usar chocolate granulado.
    Enjoy!!

    abs,
    Oi Carmen, li sim. Esta é a luta suada para pessoas de boa fé, reconhecer que estamos do lado certo, mas existem alguns double standards, que sao rapidamente empunhados por muita gente para fazer um carnaval sobre a completa e imperdoavel hipocrisia ocidental. E com qual fantasia, entao, nos vamos para o carnaval politico?
    Sobre o brigadeiro (nao o militar), se voce v^e o Manhattan Connection sabe que estou numa penosa cruzada (opa, Kadafi me pega) para perder peso. Por uns meses nada de ser infiel ao regime (o meu, nao o do Kadafi) Fica para o verao americano. Sera devidamente arquivado. Afinal nao posso ter double standards no meu regime, obrigado pelas receitas, politicas e as subtanciais, abs, Caio

  • Dawran Numida

    -

    20/3/2011 às 13:59

    Bilnder, comentei em 19/03/2011 às 18:51: “Começaram os ataques aéreos ingleses, americanos e franceses, contra as tropas de Khadafi. Demorou para errar e confirma o erro”. Ao qual você solicitou: “Decodifique, abs, Caio”. Sempre fui contrário ao engajamento militar na região. Notadamente, por forças ocidentais. Neste caso da Líbia, o CS da ONU demorou para tomar uma decisão e optou pela pior delas: escalada militar contra Khadafi. Se falharem os bombardeios aéreso, surgirão pressões por engajamento de tropas terrestres. E a Liga Árabe, parece, está recusando no apoio que deu à zona de exclusão aérea. Foi o que quis dizer.
    Obrigado, decodificado e bom ponto, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 13:46

    Outra visão, esta mais engraçada.

    O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA… EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO!

    Em 2002, ainda naquela febre antiterrorista dos EUA, nosso então chanceler, Celso Lafer, foi obrigado a tirar os sapatos em um aeroporto (todos o fizeram, a segurança não o tratou de forma privilegiada). Isso virou um ‘case’ para petistas, que usavam tal episódio para mostrar que, sob Lula, o Brasil não passaria por esse tipo de constrangimento.

    (…)

    OS PRINCIPAIS MINISTROS DE DILMA foram REVISTADOS EM SOLO BRASILEIRO. Uma humilhação? Talvez. Mas se você é o segurança e precisa proteger Obama, o que faria com Lobão, Mercadante, Pimentel e a turma toda?

    Humilhação, sim! De sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho!

    Isso é pra parar com essa palhaçada de que, com o PT no governo, falamos de “igual pra igual” com os Estados Unidos. Coisa nenhuma! Alguém imagina um ministro francês sendo revistado pelos seguranças do Obama? Ou um italiano? Ou um alemão?

    Lula não tirou a gente do terceiro mundo mental…
    Detonado por Felipe Flexa

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 13:34

    Para os m.gorilletes da cauda veremelha devotos, pouco divulgado na banânia, ainda mais, devido a censura dos pulhas esquerdistas.

    Cinco integrantes de uma mesma família de colonos, moradores do assentamento israelense de Itamar, na Samaria (chamada de Cisjordânia pelos árabes), foram assassinados a facadas enquanto dormiam.

    O ataque, ocorrido na noite passada, tem contornos de abominável perversidade. A família assassinada é ortodoxa e como já era Shabat, estavam completamente recolhidos. Os ortodoxos não fazem praticamente nada no Shabat.

    Além dos pais, os assassinos esfaquearam um bebê de 1 mês, uma criança de 3 anos e outra de 11 anos. Duas crianças que encontravam-se num quarto ao lado sobreviveram. A filha mais velha também escapou. Foi ela quem encontrou os corpos.

    O Hamas e a Jihad Islâmica elogiaram o atentado qualificando-o de “Operação Heróica” e moradores da Faixa de Gaza saíram às ruas para comemorar.

    O líder dos colonos, Danny Dayan, declarou à BBC: “Não há palavras para expressar o horror e a dor. Aqueles que se iludiram pensando que os palestinos mudaram de atitude e que podemos confiar na colaboração com eles, hoje receberam um tapa na cara.”

  • José Geraldo Coelho

    -

    20/3/2011 às 13:33

    A amizade do Brasil com os EEUU está na história e é indelével.
    Não adianta ficarmos com lenga-lenga de que não dependemos mais do FMI como afirma um tal “minerim-invocadim-bobim”. O FMI é uma instituição da qual o Brasil é sócio. Quando tem contribui, quando não tem pede emprestado. E a juros bem menores do que tem pago ao capital estrangeiro que aporta por aqui.
    Se o FMI estivesse monitorando a nossa economia não estariamos na pré-merda em que estamos.
    Quanto a visita do Obama, o que mais me irritou foi ver uma chefe de estado, mesmo sendo a fabricada Dilma, choramingar durante o mais importante discurso da visita, por não poder vender etanol, minério de ferro, algodão e suco de laranja para os EEUU. Enquanto que os produtos manufaturados e de alta tecnologia, se é que temos, nem foram citados.
    Minerim Invocadim, só a Microsoft, com o programa que você está usando para dizer asneiras, produz um rombo enorme na balança comercial Brasil-EEUU!
    Enfim, anti-americanismo, anti-FMI é coisa de minerim-bobim-invocadim e outros bobins que estão por aí.

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 11:43

    A ótima e sensata entrevista da “prostituta” que ganhou duas vezes em 1.turno do çábio molusco.

    Numa perspectiva histórica, como avalia a relação do Brasil com os Estados Unidos?

    O Brasil sempre teve uma relação correta com os Estados Unidos. A coisa ficou mais complicada em certos momentos, porque eles apoiaram o golpe (militar) e teve a guerra fria. Depois, por causa dos direitos humanos na guerra fria. Mas a partir da redemocratização não houve alteração. Foi uma relação hora mais chegada, hora menos chegada, mas nunca nem muito positiva, nem muito negativa. Eu acho que o Brasil não tem que ter complexos. Tem de ser uma relação natural. Cada país tem seus interesses. Às vezes, coincidem. Às vezes, chocam. Nem também é baixar a cabeça. Acho que a grande diferença entre países maduros, e o Brasil é um País maduro nesta matéria, é que você não trata o tema globalmente, contra o povo do outro país. É caso a caso. Isso é normal nas relações internacionais. Mas sem ter a preocupação de dizer ostensivamente “sou independente”. Quem é independente não precisa provar nada, já é. E nós somos.

    O sr. vê diferença entre a política externa de Dilma e a de Lula?

    Esta muito no começo do governo dela. Mas eu acho que há sinais de um certo ajuste de rumo. Não é uma guinada, mas é um ajuste. Toda essa coisa relativa à declaração dela sobre o Irã dificilmente teria sido feita no governo Lula. Mesmo certas decisões relativas a postergar compras de aviões. São sinais. Mas não se trata de ruptura. Assim como Lula não fez nenhuma ruptura com a linha do meu governo. Mais uma retórica de terceiro-mundista do que na prática. E uma ação, que talvez foi exagerada, de retraimento com relação ao hemisfério. Mas eu acho que há alguns sinais de ajuste de rumo, sim.

    A abstenção do Brasil na ação contra a Líbia no Conselho de Segurança da ONU causa algum constrangimento na visita?

    Não, porque na verdade o Brasil tem de ter sua própria posição independente. Não pode condicionar uma visita a uma posição no Conselho de Segurança. Não teria cabimento. Segundo, o Brasil não tomou uma posição isolada. A Alemanha estava junto, a China, a Rússia. Não foi uma posição, assim, impensada nem rebelde. Segue um pouco a tradição brasileira: vamos tentar negociar. Se o Brasil votasse “não”, aí sim poderia ser uma coisa saindo do mainstream. Mas abstenção, não vejo que seja nada que possa provocar reação negativa. E se provocar, aí também é outra coisa. O Brasil tomou a posição que parecia melhor para o governo.
    Somos todos prostitutas, abs.Caio/strong>

  • Rodrigo

    -

    20/3/2011 às 10:23

    Quando alguém defende a legitimidade do comunismo…”escolhido” pelo povo…

  • Fabricio Juliano

    -

    20/3/2011 às 10:13

    Ingenuidade com o slogan “intervenção humanitária” é o ponto principal para os brasileiros e demais cidadãos das outras colônias. Analisar essa situação da Líbia fora do contexto de intervenção humanitária mostra alguns aspectos interessantes, a Itália por exemplo ainda está sob um governo que mantinha relações com o Kadafi porém esse conflito ameaçou aumentar em níveis insuportáveis a leva de refugiados na costa italiana, nada mais legítimo para os italianos do que dar um basta na onda de imigrantes ilegais dando um basta, com isso, nesse conflito. A questão do petróleo e urânio é bem mais complicada, o óbvio mostra que outras regiões africanas em situação bem pior de conflito e massacre de inocentes vão continuar sem sequer repercussão quanto mais intervenção militar, pelo simples motivo de que são regiões sem nada a oferecer nem politicamente/estrategicamente muito menos economicamente. A respeito da abstenção do Brasil na votação na ONU pelo ataque vou lembrar aqui de quando, e tem pouco tempo isso, os EUA foram o único país a votar contra (e não se abster) a resolução da ONU que forçaria os israelenses a parar de construir assentamentos em território palestino, só para variar os m.devotos e sua eterna devoção, fizeram de conta que isso não existiu ou pior ainda, tentaram justificar, essa decisão negativa para a paz da região ao contrário da do Brasil que foi uma abstenção em respeito a tradição brasileira de não apoiar conflitos armados em que sabiamente existem interesses muito além de salvar civis.
    Fabricio, o problema do seu argumento é que voce apresenta os contra argumentos, muitos sao validos, sem admitir que existe intervencao humanitaria da parte de paises ocidentais. Alias sao aqueles que ao menos sao movidos por este ideario, melhor do que o mero ideario do resto, realpolitik amoral pura e simples. Sobre Israel, queria lembrar o ponto obvio: ainda bem que pelo menos os americanos seguram a barra. Nenhum pais é mais massacrado em resolucoes em organizacoes multilaterais como Israel, votacao em piloto automatico. É um assedio desproporcional. Sou contra a extensao dos assentamentos, sou a favor da devolucao o mais cedo possivel de grande parte da Cisjordania (trocando por uns nacos de terra de Israel com os palestinos) e adoraria ver o fim da obsessao de tanta gente com Israel. Nunca é demais descer o cacete em Israel, quando se discute o cacete que outros povos estao tomando. Achei incrivel que a mesma Turquia tao indignada com Israel em Gaza, nao mostrou a mesma indignacao com os massacres de Kadafi agora na Libia porque esta cheia de negocios. Nao sao so os ocidentais. O pais que tinha mais gente trabalhando na Libia era a China. Abs, Caio

  • alberto

    -

    20/3/2011 às 9:22

    .E impossivel acreditar que a intervencao ocidental seja realmente motivada por motivos humanitarios.Tudo isto e cortina de fumaca.Kadhafy ha 41 anos era o ditador da Libia,prendia e torturava opositores,desaparecia quem ele queria,e nao obstante isto,apos ele desistir de apoiar terrorismo e seu programa nuclear,o Ocidente decidiu que fazer negocios com ele nao tinha nenhum problema moral.Mas ele continuou a prender e a matar e oprimir seu povo.De repente,qdo.houve um levante popular contra ele,o Ocidente “descobriu” que estava investindo no lado perdedor
    e passou a chama-lo de genocida,o que ele sempre foi.
    .Se os rebeldes ganharem,e agora isto parece certo,com o apoio ocidental,embora possa levar muito tempo,os negocios estao garantidos.Alguem vai ter que pagar por esta operacao militar tao custosa,e qdo. houver um “novo governo”,sera o povo libio quem vai pagar com suas riquezas minerais.E bom lembrar que a Libia nao e so rica em oleo e gas,mas ha muitos outros depositos minerais no imenso territorio.Dentre eles o uranio na Libia e vizinho Niger.
    .Para poder explorar todas estas riquezas,as multinacionais necessitam governos doceis e submissos o que Kadhafy nunca foi.
    .Por que China e Russia foram contra a intervencao militar?Porque entre outros motivos,as multinacionais querem monopolizar as reservas de uranio de Libia e Niger,construir reatores nucleares e vender uranio aos seus competidores da Asia.
    .Por que o Ocidente nao intervem no Congo,onde ha anos se trava uma guerra civil com milhoes de mortos,incontaveis violacoes de direitos humanos entre eles estupros,bombardeios de civis,etc e milhoes de refugiados?
    .Porque esta guerra civil foi comecada e financiada por interesses mineiros ocidentais com a intervencao de Ruanda e Uganda no Congo,que e o pais mais rico em recursos minerais no mundo. E por tudo isto que ninguem pode ser ingenuo com estes slogans sobre intervencao humanitaria.No final quem perde e o povo simples destes paises do 3o. mundo.E os unicos ganhadores sao os mesmos de sempre,os bilionarios.
    Motivos humanitários sao importantes para paises tambem motivados por motivos humanitarios. Alberto, sem me aprofundar, vejo muitos clich^es no seu comentario sobre agenda disso ou aquilo. Algumas das contradicoes apontadas sao validas (por que nao Congo ou outro Congo?) Concordo. Nao se esqueça que Kadafi sempre foi considerado um bandido, a questao era a dificuldade para derruba-lo e este infame pragmatismo que voce apontou. HOuve uma aposta que era possivel “administrar” Kadafi a partir de 2003. A aposta estava errada, a historia andou e americanos e europeus pegaram carona. ‘E mais isto do que mero oportunismo ou mercantalismo. Claro que devemos ter duvidas sobre o desfecho deste drama, mas por que nao aceitar paises ocidentais estao do lado certo da historia?Abs, Caio
    PS: Alberto, talvez voce ira poder contestar ainda mais, pois na segunda feira publicarei um texto sobre estes motivos humanitarios, abs, Caio

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 8:07

    Do odiado
    …Dada realidade do fim de 2001 e início de 2002, não creio que Celso Lafer tenha passado por uma humilhação, embora, com efeito, tenha havido um exagero. Mas, vá lá, ele estava na casa dos “hômi”. Desta feita, os “hômi” é que estavam na nossa casa, não é? E os seguranças não tiveram dúvida: apalparam o primeiro escalão!
    No começo de 2002, a exemplo de todas as pessoas que entravam nos EUA ou que viajavam de uma cidade para outra naquele país, o então chanceler do Brasil, Celso Lafer, tirou os sapatos para que passassem pelo raio-x em aeroportos americanos. A medida está em vigor até hoje. Quatro meses antes, haviam acontecido os atentados do 11 de Setembro. Os EUA estavam tomados por uma compreensível paranóia. Depois da tragédia, o inglês Richard Reid havia tentado detonar explosivos escondidos no tênis em um vôo para Miami. Lafer não foi o único. Igor Ivanov, diplomata da Rússia, por exemplo, passou pelo mesmo constrangimento. Não era um desrespeito com o Brasil em particular. De todo modo, Lafer recebeu um pedido formal de desculpas do então embaixador interino dos EUA no Brasil, Cristobal Orozco.
    Na eleição de 2014, o candidato ou candidata das oposições talvez possa dizer: “Se eu for presidente, não vai ter americano apalpando ministro brasileiro em nosso próprio país”! Toda vez que eu olhar para Mercadante, agora, vou me lembrar da cena…

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • maisvalia

    -

    20/3/2011 às 7:53

    Duas coisas.
    Aqui se faz, aqui se paga.
    O çábio se gabava de seus ministros petralhas não serem revistados pelos yankees marvardos. Ontem se viu até onde vai a moral deles.
    Segunda, será que nosso amigo democrata admira Pol Pot também,afinal ele também expulsou os invasores, etc e tal.
    Só gosta e admira comunista e seu regime idiotas da banânia e alhures, porque nunca viveram sob a chibata democrática deles e não teve nenhum parente ou conhecido morto por eles na construção ou engenharia do novo homem solidário e humanista.
    Assista este vídeo e veja a tristeza das pessoas que perderam este regime http://www.youtube.com/watch?v=7IlqBXwwvcQ&feature=player_embedded#at=14
    E na minha modesta opinião, as mesmas leis que baniram o nazismo e seus símbolos em diversos países, inclusive na banânia, deveria também banir o comunismo, suas manifestações, bandeira com foice e martelo, etc e tal, pois eram regimes assassinos gêmeos, que só trouxeram miséria e atrocidades.O comunismo conseguiu a façanha de matar mais que o nazismo, comprovado no livro negro do comunismo – feito por franceses esquerdistas.
    Não consigo enxergar neles nada além disso.
    O hobsbawn, velho dinossauro idiota vermelho estava certo.
    A banânia é o jurassic park dos idiotas.
    Moral seletiva é isso, seja um m. devoto (hugorilletes vermelhinhos) desde que comuna, hehehehe

  • Magno Adão de Souza

    -

    19/3/2011 às 23:56

    Os vietcongues não venceram qualquer batalha relevante pela simples e boa razão de que travaram guerra de guerrilhas, evitando se envolver em combates convencionais contra os americanos até lançarem a ofensiva Tet, que, embora tenha sido um colossal desastre sob o ponto de vista militar, ajudou a consolidar no imaginário americano a percepção de que a Guerra do Vietnã não poderia ser vencida.
    A resistência que as milícias do coronel Kadafi iriam opor a uma invasão terrestre promovida por tropas americanas, britânicas e francesas certamente seria ínfima, dada a esmagadora superioridade de que as últimas dispõem. Tenho fundadas razões para não acreditar que os militares líbios e os mercenários estrangeiros que ainda mantêm de pé o regime de Kadafi se disponham a sacrificar suas vidas em prol dele. Faço sinceros votos para que os insurgentes líbios sejam capazes de conduzir uma transição política ordeira após a derrubada de Kadafi.
    Caro Magno, como fanatico pelo assunto, lembro que algo chave no Vietnã foi alistamento militar obrigatorio (para os americanos) e para mobilizar o pais contra a guerra que se prolongava. A paciente estrategia vietnamita (nao so vietcong) e estomago para sacrificios contrastavam com a pressa e ilusoes dos EUA, tudo é passado, né? Hoje a ex-Saigon está ocupada pelos billboards da Nike e Samsung, mas infelizmente um Partido Comunista esta no poder, Abs, Caio

  • Carmem

    -

    19/3/2011 às 23:29

    maisvalia, é coisa de cinéfilo ficar procurando nome de filme no google hehehehe.
    Em geral eu durmo nos filmes.. mas dificilmente em documetário, excluindo os do M.Moore aos quais não resisto aos primeiros 10min.

    Caio, eu estou otimista nessa guerra da Líbia, acho q o Kadafi não dura 1 semana e continuo contra qq tipo de intervenção de tropas em solo Líbio. Depois q o Kadafi cair os líbios tem que se virar e pensar qual o país que eles querem. Não creio que eles precisem de daddys para mostrar como se faz.
    abs,
    Carmen, esta fase da guerra é fácil. Tambem foi no Iraque. É a semana after que preocupa. Ocupar é uma tarefa (ou o eufemismo mais nobre que é missao) pesada em termos logisticos e obviamente morais, abs, Caio

  • Fabricio Juliano

    -

    19/3/2011 às 22:55

    Ainda sobre esse assunto do Vietnã é válido lembrar de uma célebre frase do grande líder vietnamita Ho Chi Minh: “Vocês me matarão dez homens, enquanto eu lhes matarei um, mas, mesmo com essa conta, vocês não poderão agüentar e eu ganharei.”

  • Fabricio Juliano

    -

    19/3/2011 às 22:43

    Rodrigo, não considero triste o fato dos comunistas terem vencido a guerra do Vietnã. Até porque, e isso é o óbvio como FATO histórico, eles tiveram pleno apoio da população vietnamita. A capacidade militar dos norte-vietnamitas foi duramente abalada pelo poder militar dos EUA e mesmo assim depois da retirada das tropas americanas ainda conseguiram marchar para o sul com o evidente apoio da maioria da população do sul que inclusive atuava como forças paramilitares (os famosos vietcongues). Apesar de ser uma realidade muito distante da nossa, Ho Chi Minh é tido como herói no Vietnã, comandou a resistência contra os japoneses, expulsou os colonizadores franceses e conseguiu o impossível ao vencer o imperialismo norte americano (inclusive, no meu caso posso dizer, que não tenho como não admirar tal personalidade). Não penso que eu, ou qualquer outra pessoa aqui ou qualquer país que seja, possa ter o monopólio da verdade, justiça, do que é correto ou não para um país ao considerar ruim ou não o rumo que o povo de um país quis ter para si, ainda mais um povo que deu o sangue para se libertar das amarras de tantos invasores (novamente algo muito distante da nossa realidade e compreensão).

 

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