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17/05/2012

às 6:00 \ Alemanha, Europa, Merkel

Curtas & Finas (Merkel & Europa)

Merkel indicando o caminho para Hollande (e o resto da Europa - Foto Odd Andersen/AFP

Claro que somente a história dirá se Angela Merkel indicou o melhor caminho para uma Europa em crise ou se a conduziu para o precipício com suas receitas de austeridade e disciplina fiscal. Uma boa contribuição no debate para entender a agenda da primeira-ministra alemã está neste ensaio de Harold James, professor de Estudos Europeus na Universidade de Princeton, nos EUA.

James destaca que a Alemanha de Merkel está cada vez mais à vontade para assumir seu papel hegemônico na Europa (François Hollande, pardon!). A desenvoltura está patente inclusive na linguagem direta e até brusca da primeira-ministra e James não resiste a associações com Otto von Bismarck, o estadista que unificou a Alemanha no século 19 e que num discurso clássico no Parlamento ainda prussiano em 1862 falou da necessidade (orçamentária e muito mais) de “ferro e sangue”.

Com a história de infâmias e agressões da Alemanha falar em “ferro e sangue” cria desconfortos. Nenhuma surpresa que a Alemanha moderna use instrumentos multilaterais (como a União Europeia) para assegurar sua dominação, domar seus próprios demônios e apaziguar os preocupados. Neste caso em curso da crise na zona do euro, a imposição de sacrifícios evidentemente gera as inevitáveis analogias e na Grécia, que tanto sofreu com a ocupação nazista, existem aquelas referências automáticas: Merkel = Hitler.

Curiosamente, nem todos países europeus consideram que seja tão problemático uma Alemanha assertiva e estamos falando de países que sofreram bastante na Segunda Guerra Mundial. O eixo (sic) de países mais dinâmicos na Europa Central e Oriental se inspira no modelo alemão de eficiência e produtividade. Indo além, estes países consideram o caminho alemão o único para uma Europa vigorosa. Uma das grandes surpresas nos últimos meses foi o apelo do ministro das Relações Exteriores da Polônia para uma Alemanha mais forte e assertiva e não fraca e constrangida com o seu poder.

Mas no seu ensaio, o professor Harold James lembra que a Alemanha, na condição de âncora da Europa moderna, sabe que precisa calibrar as coisas, por autointeresse e pelos interesses mais amplos do continente. Partes do ensaio têm complexidades históricas (comparações, por exemplo, com os EUA da época da sua independência) legais e financeiras que eu vou saltar. Mas em termos essenciais, James aposta que no final das contas a Alemanha irá aceitar alguma medida de redistribuição fiscal na Europa, federalizar a dívida e absorver desequilíbrios regionais.

James define a rigidez alemã como uma postura inicial de negociação com os parceiros mais fracos e até capengas na zona do euro. Basta ver que agora que a Grécia chegou na beira do precipício, Merkel suaviza o tom. Em uma entrevista na quarta-feira ao canal financeiro de televisão americano CNBC, ela sinalizou que haverá pacotes de estímulos ao país e reafirmou seu empenho para que permaneça na zona do euro.

Harold James é simpático a Angela Merkel. Ele escreve que a “Alemanha é poderosa e Frau Merkel sabe disso”. Ademais, James reconhece que a primeira-ministra quer refazer a Europa de certa forma à imagem alemã, mas arremata que estas ações não devem ser confundidas com imperialismo São prova de liderança, forjada a ferro, mas não com sangue, Isto foi coisa de dirigentes alemães do passado.

***
Colher de chá para Ricardo Platero, pela bateria de comentários sólidos e em tom educado em um debate incessante sobre economia europeia,  

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85 Comentários

  1. Tocqueville

    -

    19/05/2012 às 0:06

    Uma das provas evidentes da supremacia alemã foi que, mal empossado no cargo, François Hollande voou de Paris para Berlin para se encontrar com Angela Merkel.

    Mas liderança tem essa dupla face: se o líder age, os opositores acusam-no de ser intervencionista; se não age, é acusado de omissão.

  2. o observador

    -

    17/05/2012 às 22:59

    O observador nunca mente. Ele observa.

  3. Orlando

    -

    17/05/2012 às 22:20

    Ricardo Salazar (19:58),
    De onde você tirou a idéia que o Papa apoiou o eixo e teve o apoio do mesmo. Hitler odiava a Igreja Católica, para ter uma idéia, em uma entrevista dada ao jornalista catalão Eugenio Xammar ele acusou a Igreja Católica de ser controlada pelos judeus.

  4. o observador

    -

    17/05/2012 às 22:12

    Se o real se desvalorizar, ai cai um pouquinho. Mas hoje bateu a casa dos 1,98.

  5. o observador

    -

    17/05/2012 às 22:10

    Na verdade é a media. Tem servidor, federal, que ganha mais e barnabé que ganha menos. Isso é a media contando os 3 poderes, sendo que o executivo paga menos.

  6. o observador

    -

    17/05/2012 às 22:05

    Né não mais valia.

  7. o observador

    -

    17/05/2012 às 22:04

    Augusto, eu conheço a constituição. Mas me estranha ter na família alguns servidores federais, alguns na ativa outros aposentados, que incrivelmente me parecem não ser regidos pela mesma constituição promulgada em 1988. Será que eles tem outra? Será que eles são funcionários camuflados de outros países?
    Esquerda? Direita? Amigão, eu bato com as duas. É melhor vc rever suas fontes.
    Ah, a nova regra para os servidores ainda não foi aplicada. Será que o STF vai aceitar? Se ilude não filho, aproveite seu emprego federal, afinal, vc deve ter passado em algum concurso.
    Abç .

  8. mais-valia

    -

    17/05/2012 às 21:56

    O governo federal paga 130 mil dólares por ano para cada funcionário federal aposentado! É possível? É honesto?
    CARA, ISTO É MENTIRA.

  9. Augusto

    -

    17/05/2012 às 21:48

    Observador,
    .
    Quanto ao seu último comentário, tenho a honra de lhe apresentar a Constituição da República Federativa do Brasil:
    .
    “Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

    § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

    I – por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

    II – compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

    III – voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

    a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

    b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
    .
    Ah, devo ainda informá-lo que a Dilma acabou de alterar o regime de aposentadoria dos servidores que, agora, para se aposentarem com proventos integrais terão que contribuir.
    .
    Nada como um intelectual de centro-esquerda, num ambiente dominado pelos direitistas, para desfazer equívocos “trollianos”. Hehehe….
    .
    Abs!

  10. Augusto

    -

    17/05/2012 às 21:35

    Observador,
    .
    Nada mais equivocado que isso:
    .
    “200 bilhões por ano, é o que gasta o governo federal com salários. Sendo que com a aposentadoria do servidor federal, o governo administra déficit de 60 bilhões. Essas despesas são o imexiveis, sendo que a media de idade para o servidor se aposentar é de 48 anos! Um camarada de 48 anos aposentado? Com salário de 10 mil dólares por mês? Isso existe em algum outro país?”.
    .
    Caio,
    .
    Se você é “conservador de esquerda”…hehehe… eu tenho medo, igual a Regina Duarte, do que seja um conservador de direita para você. Hehehe…
    .
    Essa foi boa, hein, mais-doido-valia? Hehehe…
    .
    Abs!

  11. ricardo salazar

    -

    17/05/2012 às 21:18

    sobre as alianças do lider do syriza com a UE cabe a citação do saudoso Barão de Itararé: “O homem que se vende recebe sempre mais do que vale”.

  12. o observador

    -

    17/05/2012 às 21:17

    O governo federal paga 130 mil dólares por ano para cada funcionário federal aposentado! É possível? É honesto?

  13. maisvalia

    -

    17/05/2012 às 21:04

    …Já para o Caio, que é um conservador de direita…
    VIU CARO CAIO.
    O DOIDO CONVIDA VOCÊ, REACIONÁRIO, A VOTAR NO MITT.
    VEM PARA O GOP VOCÊ TAMBÉM, HEHEHEHEHE
    Sou conservador de esquerda,como o presidente Obama, hehehe, abs, Caio

  14. o observador

    -

    17/05/2012 às 21:03

    200 bilhões por ano, é o que gasta o governo federal com salários. Sendo que com a aposentadoria do servidor federal, o governo administra déficit de 60 bilhões. Essas despesas são o imexiveis, sendo que a media de idade para o servidor se aposentar é de 48 anos! Um camarada de 48 anos aposentado? Com salário de 10 mil dólares por mês? Isso existe em algum outro país?

  15. o observador

    -

    17/05/2012 às 20:55

    Mas o comentário foi bom. Banania ta abusando da boa sorte. Nunca se desperdiçou tanto dinheiro publico como agora. Desperdiçando com despesas que depois não podem ser reduzidas, pois no Brasil o tal do “servidor publico” tem direito garantido de salário eterno.

  16. ricardo salazar

    -

    17/05/2012 às 20:36

    meu xará,80% dos gregos que pra mim querem se mudar pra alemanha,podem mudar de idéia se o mercado financeiro quiser derrubar a alemanha com a possibilidade apenas de ter um calote.se a frança e talvez futuramente a alemanha não tiverem como lastrear o fundo europeu,como eles podem salvar a grécia?se cortaram a nota aaa de sarcozy antes das eleições,pode cortar tambem a da merkel,detonando o que restou do casal merkosy.

  17. Augusto

    -

    17/05/2012 às 20:30

    Observador,
    .
    O mais-valia é doido ou genial?
    .
    Para mim, que sou de centro-esquerda, ele está mais para doido do que para genial.
    .
    Já para o Caio, que é um conservador de direita, ele deve estar mais para gênio do que para doido.
    .
    Isso confirma minha última fala.
    .
    Viu, Reynaldo, você não é petulante para todos, só para alguns.
    .
    Agora, vamos “despersonalizar” antes que o Caio bote a manguinha do BRAÇO DIREITO dele de fora contra a gente. Hehehe…
    .
    Abs!

  18. ricardo salazar

    -

    17/05/2012 às 20:21

    se a crise levar os radicais livres da esquerda ao poder,sera a vitória do processo democrático mesclando o melhor da tradição européia e latino-americana de política e democracia,salvando a grécia.lembremos que na crise de 29,a urss foi o país que mais creceu.e sobre o reynaldo,tem um site sem patrocínio da petrobrás,mas faz bom jornalismo. http://resistir.info/grecia/kke_23abr12.html

  19. o observador

    -

    17/05/2012 às 20:10

    Mais valia é doido, mas gostei do seu ultimo comentário! A Banania será a próxima Grécia.

  20. ricardo salazar

    -

    17/05/2012 às 19:58

    a verdade é que a olímpiada no brasil pode afundar o país assim como afundou a grécia desde 2004.quanto a alemanha ser exemplo pra polônia católica(sendo que o papa na época apoiou o eixo e recebeu auxílio dele).até israel se inspira na economia alemã e essa economia tem empresas sólidas que tem uma loga história de ética e respeito aos direitos humanos como a siemens,bmw,volkswagen,empresas que era da ig farben(bayer,hoesch ou a basf) dentre outras,fora a herança econômica nazista que empresários como ernst heinkel,emil kirdorf,gustav krupp e fritz thyssen deixaram na europa sem serem cobrados como a renault foi cobrada na frança pós-guerra.

  21. Augusto

    -

    17/05/2012 às 19:58

    Caio,
    .
    Certamente, todos nós toleramos uns aos outros, pois, no fundo, todos nós temos um certo grau de petulância.
    .
    Aliás, a diferença entre petulância e acuidade intelectual está mais no ponto de observação do interlocutor do que propriamente naquilo que é dito.
    .
    Abs!

  22. Augusto

    -

    17/05/2012 às 19:52

    Caio,
    .
    Uma boa sugestão de tema para a coluna fugir um pouco do tradicional reco-reco de “Israel, França, Grécia e eleições dos EUA”: a vinda de Ahmadinejad à conferência Rio + 20.
    .
    Abs!
    Obrigado, caro Augusto, abs, Caio

  23. Augusto

    -

    17/05/2012 às 19:40

    Caio,
    .
    A petulância faz parte da democracia. Minha solidariedade ao astuto Reynaldo!
    .
    Abs!
    E como sou democratico, tolero os petulantes, até os mais azedos, abs, Caio

  24. mais-valia

    -

    17/05/2012 às 18:33

    A BANANIA EM RUMO ACELERADO PARA TOMAR O LUGAR DA GRÉCIA:
    A revista britânica The Economist, que chega hoje às bancas e assinantes, opina que os investidores estrangeiros podem trocar o Brasil por outros países latino-americanos se a economia crescer a um ritmo inferior a 4% ao ano.

    Em chamada de capa, promete explicar “o que há de errado com o Brasil”. No miolo da revista, traz duas reportagens que, em linhas gerais, afirmam que ainda existem oportunidades no País apesar da desaceleração econômica e que são necessárias reformas para que o ritmo de crescimento seja retomado.

    Citando especialistas, diz que preocupação de um deles é o com risco político. Petrobrás e a Vale estão priorizando o alinhamento com o governo em detrimento dos demais acionistas. Conta que a Petrobrás deixou de ser a maior empresa da América Latina em valor de mercado, ficando atrás da colombiana Ecopetrol, também estatal do setor de petróleo e gás.

    O principal semanário econômico do mundo anota existir um grupo de analistas que passou a enxergar problemas no Brasil. “Os dias em que se dava um passe livre para o Brasil se foram”, diz um deles.
    PAÍS POBRE COM AMPLO PROGRAMA BABÁ.
    ESPEREM E VERÃO, INFELIZMENTE.
    SEM BC,PROTECIONISTA E COM CAPITALISMO DE CUMPADRES O FIM ESTARÁ PRÓXIMO.
    LÓGICO QUE DEPOIS CULPARÃO O CAPITALISMO, A BANCA FINANCEIRA, O RAIO QUE O PARTA, HEHEHE

  25. Karla

    -

    17/05/2012 às 18:16

    Oi Caio,boa noite.O artigo está ótimo.A Alemanha salvou a pátria europeia. Todo mundo esperava que há alguns dias atrás fosse divulgado um dado negativo do PIB, mostrando que a Europa estaria no segundo mergulho na recessão (dois trimestres seguidos com encolhimento do PIB). No entanto, como a Alemanha cresceu 0,5% no primeiro trimestre, mais do que o esperado, a economia da zona do euro não teve queda, ficou estagnada. Não se pode dizer, portanto, que está, tecnicamente, em recessão.
    A Alemanha sempre se salva por conta da sua capacidade de exportar. De qualquer maneira, há muitas dúvidas sobre a Europa, mas há incertezas, por exemplo, sobre a dívida espanhola e temor de que a “porta corta-fogo” não funcione, ou seja, não se consiga isolar a Grécia.Abs.
    Boa, Karla, abs, Caio

  26. o observador

    -

    17/05/2012 às 18:13

    DILMA, PELO AMOR DE DEUS, OLHA O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO MUNDO MULHER!
    VOCÊS VÃO COLOCAR O BRASIL NUM POÇO SEM FUNDO, SÓ O JUDICIÁRIO FEDERAL QUER 60% DE AUMENTO!!! NINGUÉM AGUENTOU SUSTENTAR TANTO MALANDRO ASSIM!

  27. o observador

    -

    17/05/2012 às 18:10

    O PRESIDENTE DA FRANÇA CORTA SEU SALÁRIO E O DOS MINISTROS!!!!

    “O salário bruto mensal dos ministros, que hoje é de 14.200 euros por mês, cairá para 9.940 euros. O salário do primeiro-ministro cairá de 21.300 euros para 14.910 euros. Como a remuneração do presidente é a mesma da remuneração do primeiro-ministo, o salário de Hollande também cai para 14.910 euros por mês.”

    A REDUÇÃO DEVERIA SE ESTENDER PARA TODOS OS GASTOS DO GOVERNO.

  28. carlos cezar

    -

    17/05/2012 às 17:42

    Caramba, Caio, mudando de gato pra lebre (só um pouquinho eheheh), foi de doer essa aí, do Assad ter armas de destruição em massa (o Patriota falou). Será que o Irã também tem? Aliás, voltando a Hollande (Europa e Merkel), o francês parece mais disposto ao diálogo com o Irã, ao contrário do Sarkô, aquele que era amigo do Kadafi, virou inimigo e estimulou o ataque a Líbia. Se o Francois conquistar a Angela (???) será que também ela irá desistir de apoiar um ataque ao Irã?
    Abs.

  29. mais-valia

    -

    17/05/2012 às 16:53

    …É, caro Maisvalia, mal consegue disfarçar seus preconceitos!…
    Não sou seu caro.
    Sou um pangaré sanguessuga.
    Realmente já afirmei que tenho preconceito.
    Tenho alergia a comunistas.
    E não vá comentar na Carta menor ou na sem capital.
    Fica,você é um cara legal,e depois, onde vou achar textos do século 19 para dar risadas, hein alazão vermelho.

  30. Advogado do diabo

    -

    17/05/2012 às 16:50

    Prezado Reynaldo, tenho um pouco mais de consideração com o Caio. Ele é uma pessoa séria e maneja muito bem este circo de leitores. E existem leitores com língua mais afiada que você. A paciência do Caio já é lendária diante da agressividade e petulância dos leitores.
    Obrigado, meu caro, mas é sempre melhor evitar tanta personalizaçao neste “circo” de leitores, abs, Caio

  31. Angelo Costa

    -

    17/05/2012 às 16:46

    Prezado Caio
    Justíssima a colher de chá. O Ricardo deu uma pequena aula de economia aqui neste espaço. Embora minha formação seja em administração, leio sobre economia desde que me entendo por gente.
    Abs
    Obrigado, Angelo, abs, Caio

  32. amauri

    -

    17/05/2012 às 16:25

    “Preconceito”, caso alguém ignore, é opinião prévia a um exame racional. Ou seja, um juízo de valor, não significa que tem que ser negativo. Alguem pode ler uma noticia e achar que ela vai ser boa. Porem, na deterioração geral da língua, no entanto, a palavra tornou-se um estereótipo infamante que os mais preconceituosos usam para rotular qualquer conclusão adversa a seus preconceitos, à qual alguém tenha chegado após longo estudo e ponderação.

  33. reynaldo

    -

    17/05/2012 às 16:13

    E Caio, se você leva essas discussões como uma brincadeira, um diletantismo, talvez eu devesse era expor minhas opiniões em outros foruns, mais sérios. Acho mesmo é que você se sente incomodado com minha língua afiada.
    Caro Reynaldo, te acho apenas um pouco petulante, como muitos leitores por aqui, de qualquer coloracao ideologica, mas nada insuportavel, faça o que for melhor para voce, abs, Caio

  34. reynaldo

    -

    17/05/2012 às 16:11

    É, caro Maisvalia, mal consegue disfarçar seus preconceitos!

  35. Henrique

    -

    17/05/2012 às 15:57

    Ah sim, Orlando. Concordo plenamente com você. Não há lugar, porém, para fazer uma analogia ao caso brasileiro em relação a esse argumento da Economist. O que a revista defende é uma política mais frouxa por parte do governo alemão como estímulo a outros países – essa maior inflação na Alemanha desencadearia um maior potencial de crescimento nos mercados mais abatidos pelas crises de endividamento. A questão de maior tolerância à inflação na Alemanha, portanto, não estaria relacionada àquilo que poderia repercutir na realidade alemã, e sim nos países fragilizados da zona do euro. O argumento parece um pouco simplista mas faz sentido, ainda mais quando consideramos que na Alemanha, atualmente, os custos de natureza trabalhista vêm caindo – a revista diz que há espaço para uma pequena elevação de preços e salários no país, ainda que faça ressalva ao indicar que o temor de trazê-los, depois, para níveis menores seja procedente (afinal, não dá para brincar com inflação).

  36. Rodrigo

    -

    17/05/2012 às 15:47

    Bom artigo, Caio. Um conhecido meu, descendente de alemães, que me dizia que a atual social-democracia é a antiga direita, não deve estar satisfeito com a Administração Merkel.
    Obrigado, caro Rodrigo, abs, Caio

  37. Orlando

    -

    17/05/2012 às 15:40

    Caio,
    Até 2014, a UE vai transferir 380 bilhões aos gregos, as instituições privadas perdoaram 70% da divida grega. Se a Grécia não demonstrar que está se esforçando para cumprir o plano de austeridade, a paciência do eleitor alemão pode se esgotar. Abraços.

  38. mais-valia

    -

    17/05/2012 às 15:34

    Ecologistas, socialistas moderados, socialistas centristas, personalidades à esquerda do PS, um par de líderes históricos e uma paridade pontual entre os dois sexos, 17 integrantes do Gabinete são homens e 17 mulheres, compõe o primeiro Governo do presidente François Hollande.
    AO FINAL DO MANDATO VEREMOS O QUE ESTA ILUMINATI COMPOSIÇÃO DEIXARÁ AOS BURGUESES SANGESSUGAS.

  39. nei Brasil

    -

    17/05/2012 às 15:26

    A foto é ilustrativa, ao tentar seguir o tapete vermelhor pela direita, Merkel indica que o melhor caminho é o centro!!!! hahaha Uma foto vale mais que mil palavras! mas…tente dizer isso….sem palavras ( Millor Fernandes)!

  40. mais-valia

    -

    17/05/2012 às 15:25

    …Se aconteceu do processo revolucionário ser sequestrado por um grupo de psicopatas que fundaram os Regimes Comunistas, cabe a mim, ao leitor que é trabalhador e não um sanguessuga…

    Do bem menos sutil pangaré auto-denominado Maisvalia e sanguessuga ao iluminati alazão vermelho Y:
    Como me cansei de explicar em longos textos, vai um curto que não é de minha autoria, mas de um idiota judeu e serve como uma luva para os que tentam implantar o sistema mais assassino de todos os tempos.

    Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.
    Albert Einstein

  41. reynaldo

    -

    17/05/2012 às 15:18

    Mas Caio, quem disse que eu não estou relax? Eu estava perfeitamente tranquilo e equilibrado quando escrevi o comentário abaixo, não entendo porque acha que eu estou tenso, camarada! E para quem acha que revistas de esquerda como a Carta Maior são só um almanaque financiado pela Petrobrás, incapaz de se auto-sustentar porque não diz o que a maioria quer ouvir, e que não é capaz de fazer jornalismo sem se posicionar ideologicamente, vai abaixo uma explanação fria e equilibrada como a de meu último comentário, relativa à composição do ministério do novo presidente da França. Imaginem vocês se o casal Sarkozerkel seria capaz de compor um ministério multiracial, como o escolhido por Hollande:

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20165
    Relaxar, no sentido de que voce deveria deveria ter uma pouco mais de espirito esportivo, tudo é uma batalha para voce, abs, Caio

  42. Orlando

    -

    17/05/2012 às 15:17

    Henrique ,
    Por muito tempo escutamos no Brasil que um pouco de inflação era bom para o crescimento, no fim só tivemos crescimento depois que controlamos a inflação.

  43. amauri

    -

    17/05/2012 às 15:17

    Reynaldo boa tarde!
    Não defendi em nenhum momento, desde o inicio da crise em 2008, o socorro aos bancos e as aristocracias. Os governos que dizem defender os pobres e trabalhadores pediram para os governo americano imprimir dinheiiro, e foi imprimido $5 tri. O então presidente Lulla disse ter telefonado para o diabolico Bush pedindo para ele criar um Proer americano para resolver os problemas. Os trabalhadores europeus que votaram nos políticos demagogos que prometeram vida fácil econômica merecem o aperto. Os trabalhadores que não entraram nesta conversa é que não merecem o aperto. Se voce reparasse o Caio mais me opõem do que concorda comigo, principalmente nos termos de politica social e economica. Se eu não me engano, o Caio tentou estimular as pessoas do lado de lá a participar do debate e não elevando a tropa aguerrida.

  44. Henrique

    -

    17/05/2012 às 14:49

    Caio, a Economist sugeriu há duas semanas, que a fixação de Angela Merkel por austeridade pode não ser tão produtiva para a saúde da zona do euro. A Alemanha, segundo a revista, deveria aceitar um pouco mais de inflação, para o bem das economias periféricas e que se encontram em estado de progressiva deterioração. Uma inflação maior na Alemanha poderia trazer para baixo o abismo do diferencial de custos existente entre a líder da UE e países como Espanha, Portugal e até a própria Grécia. Esse processo seria capaz de trazer a essas economias mais debilitadas uma maior competitividade externa, o que é vital para uma melhoria das crises de endividamento que assolam essas nações. Talvez a dose de ferro preconizada por Merkel e o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, esteja sendo excessiva.
    http://www.economist.com/node/21554188
    Caro Henrique, argumento razoavel, abs, Caio

  45. reynaldo

    -

    17/05/2012 às 14:43

    Acho uma gracinha quando Caio Blinder me dá uma colher de chá e ainda mais com a frase de efeito, semi-literária, de que eu travei, na coluna de ontem, com alguns dos demais comentaristas do tema, “uma batalha praticamente solitária contra uma aguerrida tropa espartana”. Cheguei a me sentir o chefe dos “trezentos” diante do exército de Xerxes. Parece que Caio gosta de sentir superior, como todo jornalista, os príncipes da isenção, sobre essa batalha de ideólogos indignados. Ricardo Platero, e o bem menos sutil auto-denominado Maisvalia, entre outros, em resumo, parecem, estar ao lado direito de Caio Blinder quando solicitam de mim respostas mais concretas e, justamente, menos simplistas, menos ideológicas em relação à questão da política de austeridade na Europa e suas consequências danosas sobre o pequeno contribuinte, votante e trabalhador grego, espanhol, português, francês e…alemão (lembram-se do link que postei dias atrás sobre as perdas do trabalhador alemão em termos de garantias trabalhistas duramente conquistadas desde o século XIX?) Tudo bem, então, eu jogo a toalha, se todos vocês acham que eu, vocês, precisamos dar nossa cota de sacrifício para o bem do equilíbrio do sistema financeiro, se vocês acham que o estado deve vir a socorrer primeiro a aristocracia financeira e depois o cidadão, o aposentado, o funcionário público (na maioria das vezes, um trabalhador como qualquer outro, que mantém os serviços de que eu, vocês, precisamos, transporte, previdência, justiça, organização das tão propaladas eleições democráticas, etc.), o que eu, pobre mortal, posso fazer, não é verdade, se o meu par, se o trabalhador, está dando os pés, as mãos e à cabeça ao sacrifício, pelo bem da nação, desculpem-me, eu sou um verdadeiro idiota mesmo ao pensar que na sociedade capitalista é o poder do grande dinheiro, dos grandes interesses, que está no comando, e não eu, você, o povo, o demos, de democracia, o governo do povo. Mea Culpa.
    Reynaldo, relax, abs, Caio

  46. Orlando

    -

    17/05/2012 às 14:30

    Caio,
    As eleições na Alemanha são uns dos limites para a ajuda que a Alemanha pode dar aos outros países europeus, Angela não pode permitir que os eleitores alemães fiquem com a impressão que eles trabalham para sustentar o estado de bem estar social dos outros países europeus, especialmente da Grécia. Abraços.
    Mas caro Orlando, a Angela tampouco pode permitir que os paises que importam os produtos do seu pais quebrem, esta é a dança na corda, sem falar do compromisso alemao com uma Europa forte e unida, abs, Caio

  47. jorji

    -

    17/05/2012 às 14:25

    Se todos os países europeus tivessem grau de desenvolvimento alemão, estaria em crise? Não seria a Alemanha a principal responsável pela crise na zona do Euro? O Euro teria que ter começado apenas com os países desenvolvidos da Europa, França, Alemanha, Holanda, Belgica e Italia, para depois estender paulatinamente para outros países, sob algumas condições. Qual a dívida da Alemanha? Qual o montante total das dívidas internas e externas dos países da zona do Euro? Pesquizem e entenderão que a Europa fosse uma empresa, já estaria literalmente falida, mais a Grã Bretanha, Japão e os EUA também.

  48. amauri

    -

    17/05/2012 às 13:38

    É o mercado que imprime dinheiro para acelerar o crescimento? É o mercado que imprime dinheiro para financiar o deficit publico? É o mercado que injeta dinheiro fabricado para o credito fácil? É o mercado que proporciona o estado de bem estar social? Se as respostas for positiva então eu concordo que o estado deve criar normas para isto diminuir significadamente. Porem, se um candidato prometer estas mudanças o povo vota nele? Não sei se existe algum projeto da Sra. Angela Merkel oculto, mas ela continuar emprenhada no discurso de austeridade, investimento em educação e tecnologia é fundamental. abs

  49. o observador

    -

    17/05/2012 às 13:26

    Talvez a Europa se volte para o leste e uma forças com os gigantes que vem vindo. Pode ser a solução. Uma Europa que vá de Portugal ao estreito de Behring, integrada e com um mercado consumidor e produtor absurdo!
    Vixe! Será que funciona?

  50. amauri

    -

    17/05/2012 às 13:15

    Ricardo Platero. Se você procurar no American College Dictionary, por exemplo, encontrará a primeira definição de inflação da seguinte maneira:

    “Expansão indevida ou aumento da moeda de um país, principalmente através da emissão de papel-moeda não redimível em moeda sonante.”

    No entanto, em anos recentes o termo passou a ser usado em um sentido radicalmente diferente. Isso é perceptível na segunda definição dada pelo American College Dictionary:

    “Um aumento substancial dos preços causado por uma expansão indevida do papel moeda ou do crédito bancário.”

    Agora, é óbvio que um aumento dos preços causado por uma expansão da oferta monetária não é a mesma coisa que a expansão da oferta monetária propriamente dita. Uma causa ou condição claramente não é idêntica a uma de suas conseqüências. Assim, o uso da palavra “inflação” com esses dois significados bem diferentes gera uma infindável confusão.Cunhar a inflação com o significado de “um aumento nos preços” é desviar a atenção da causa real da inflação e da real cura para ela. abs

  51. Ricardo Platero

    -

    17/05/2012 às 12:58

    Amauri,

    De certa forma, sim. O espaço é curto para conceituar, indico a leitura:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Inflation

    Abs.

  52. Orlando

    -

    17/05/2012 às 12:32

    Caio,
    Acredito que, se os gregos abandonarem o euro será algo parecido de quando a Argentina abandonou a paridade com o dólar, se isso será pior do que continuar no euro com as medidas de austeridade eu já não sei dizer. Abraços.

  53. amauri

    -

    17/05/2012 às 12:32

    Ricardo Platero, então o aumento do lucro que gera inflação? E o que vem a ser inflação? abs

  54. o observador

    -

    17/05/2012 às 12:27

    Uma coisa é um auxílio emergencial para a Grécia, outra coisa é sustentar a Grécia e depois Espanha, Portugal e Itália. Ai o PIB germânico não resiste. Força militar esquece. A Alemanha não tem porque, não quer e não pode mais fazer isso. No máximo o exercito é para resguardar sua soberania.
    Não tem saída, ou todos se enquadram num padrão mais humilde, mais austero, com carga horaria de trabalho maior, menos benefícios (na verdade o corte de alguns benefícios onerosos que só beneficiam pequena parcela da população), ou então aceitar o caos.
    A Europa esta encurralada. Os Alemães tem um veto poder econômico, mas não conseguem prover toda Europa.

  55. Magno Adão de Souza

    -

    17/05/2012 às 12:16

    Os gregos querem continuar na zona do euro desde que não sejam submetidos aos inevitáveis efeitos sociais de uma drástica política de austeridade fiscal. Em outras palavras, os gregos almejam desfrutar das benesses proporcionadas pelo euro, mas não aceitam fazer grandes sacrifícios em prol do equilíbrio das contas públicas, sem o qual a permanência de seu país na eurozona torna-se inviável. Sem que seus habitantes se disponham a aceitar medidas amargas, a Grécia só poderá permanecer na zona do euro se a União Européia concordar em absorver os prejuízos oriundos da inevitável decretação da moratória da dívida externa grega. As turbulências econômicas que estão a atingir fortemente a Espanha, evidenciadas hoje pela admissão de seu governo de que ela se encontra em recessão, terão reflexos bem mais sérios sobre o projeto de união monetária da Europa, que está a emitir os primeiros sinais de um angustiante colapso.

  56. Ricardo Platero

    -

    17/05/2012 às 12:10

    Caro Amauri – 17/05/2012 às 11:56,
    Bom-dia!
    Penso que do aumento do lucro comparado ao mesmo período de tempo, não?
    Abs!

  57. amauri

    -

    17/05/2012 às 11:56

    Bom dia Ricardo Platero! “A inflação ocorre quando o país cresce, e é assumidamente o maior problema da teoria de Keynes”
    Então a inflação é consequencia do crescimento. O crescimento é causa então de que? abs

  58. Ricardo Platero

    -

    17/05/2012 às 11:43

    Caro Jorgi
    A Alemanha tem um PIB acima de 3 trilhões de dólares, único país da Europa com tal valor, e é o quinto maior atualmente. Em seu primeiro trimestre, a Alemanha cresceu o esperado para a Euro no ano inteiro e será ela a principal economia a injetar dinheiro para salvar membros do bloco.
    Seu exército não é grande em número (menos de 1% da população), mas possui armamentos e tecnologias bem sofisticadas
    A liderança alemã é forte e bem lúcida.

    Car Carmem,

    Ainda aqcredito que um auxiliar a Grécia fora da Eurozona é a melhor saída, porque salva-lá agora é não salvar o que dá para salvar dos PIGS – principalmente este ‘S’ – e depois Itália.
    A consequência é fácil: injeção de novas moedas, fuga de capital para países pobres em reestruturação.
    Delicado.
    Ativo como sempre e agil nos comentarios, caro Ricardo, valeu, colher de chá, abs, Caio

  59. Carmem

    -

    17/05/2012 às 11:32

    Ricardo,
    Perder a França ou a Espanha ou a Itália seria simplesmente o fim do projeto.
    Essa crise é o primeiro grande teste do euro, se a Grécia cair o mercado com razão se voltará para os elos mais fracos, Portugal , Irlanda e mais a frente talvez uma Espanha.
    É melhor engolir o moral hazard grego e resolver o problema q é urgente, do q arcar com consequências q ninguém consegue prever.
    Abs

  60. jorji

    -

    17/05/2012 às 11:20

    A liderança alemã é fraca e débil na Europa, absorver desequilibrios regionais, nunca farão, os germânicos não tem um PIB tão representativo, exercito fraco, não tem ativos suficientes para resolver a crise européia, é um país desenvolvido, mas não tão poderoso, não conseguirão implementar a disciplina, eficiência, o dominio de tecnologias para países como a Grecia.

  61. Ricardo Platero

    -

    17/05/2012 às 11:09

    Cara Carmem,

    80% dos gregos querem ficar na Zona do Euro, pois 80% dos gregos sabem que não há como manter o padrão de hoje da Grécia fora da Zona do Euro.
    Pior que perder a Grécia seria perde Itália e Espanha por ter consumido todo o capital em uma Grécio. Pior ainda é perder uma França, caso eles queiram manter os padrões de consumo e crescimento de hoje. Quando 165% de um membro do corpo humano está comprometido, devemos amputá-lo, por pior que seja sem ele.
    Abraços.

  62. o observador

    -

    17/05/2012 às 10:59

    No fundo a solução imperialista fica parecendo ser a mais fácil: você invade, domina e impõe! já as soluções negociadas são complicadíssimas.
    Só que não existe mais a solução imperialista, pelo menos na Europa, e ai é que complica. Mas é esse exercício de convivência pacifica que terá que pautar a situação Europeia. A Alemanha sabe que os Europeus fragmentados não se aguentam, a França sabe, os Ingleses, apesar da soberba, já sabem disso a muito tempo.
    A Europa. Vai ter que se aceitar como um bloco único. Mas não adianta querer que a Alemanha banque isso sozinha, é ilusão. Não tem dinheiro.
    E os EUA tem que abrir o olho, sem uma Europa forte e consumindo não existe Estados Unidos. O mercado europeu é crucial para a manutenção da qualidade de vida ocidental.

  63. Ricardo Platero

    -

    17/05/2012 às 10:56

    Ops, caps lock acidental.

  64. Carmem

    -

    17/05/2012 às 10:53

    Oi Caio,
    Segundo as pesquisas 80% dos gregos querem permanecer na zona do euro. Quer dizer, a votação q deixou todo o mercado de cabelo em pé pode ter sido apenas um desabafo. Mesmo assim, um plano econômico de salvação de um pais q o faz encolher 20% em 5 anos não é exatamente um sucesso.
    Eu acho q a zona do euro, se quiser sobreviver, não pode se dar ao luxo de perder a Grécia.
    Vamos ver o jogo de cintura de D. Angela.
    Abs

  65. Ricardo Platero

    -

    17/05/2012 às 10:53

    Caro Amauri – 17/05/2012 às 9:48
    “Caio, a culpa não é do Keynes, e sim de quem pratica o keynesianismo. Abs” – Opa, opa, opa… Keynes é o meu pastor; e o Estado não me faltará, hehehe…

    Em primeiro lugar, não existe modelo econômico perfeito. Provavelmente você já sabe disso, então vou logo adiantar o que eu falo sobre o keynesianismo: não existe modelo econômico perfeito, mas existe modelo econômico prudente.
    As crises de 92, 97, 2000 e 2008 foram causadas pela falta de regularização do mercado pelo Estado – a máxima de Keynes. A crise de 2008 levou as empresas à falência, e começou a crise de liquidez que vivemos hoje. A falha do Estado foi regularizar de menos e as empresas não terem respeitado seus limites de crédito. A inflação ocorre quando o país cresce, e é assumidamente o maior problema da teoria de Keynes, mas não existe resposta (pelo menos não conheço artigo das escolas austríaca, Chicago ou clássica) para crescer sem inflação.
    Não estou defendendo o Estado-mãe, como o Brasil está se tornando, mas sim uma política de incentivo e regularização para a iniciativa privada organizada pelo Estado. Estou afirmando que o excesso de liberalismo com omissão de CERTOS ASPECTOS keynesianismo resulta na crise de hoje.
    Abraços.

  66. carlos cezar

    -

    17/05/2012 às 10:35

    Sei lá…
    O novo ministro da Economia da França, Pierre Moscovici, advertiu nesta quinta-feira que o país não ratificará o pacto fiscal europeu se este não incluir medidas de estímulo ao crescimento.”O que se disse claramente é que o tratado não seria ratificado tal como está e que deveria ser completado com medidas para o crescimento, com uma estratégia de crescimento”, disse Moscovici ao canal BFMTV.”Devemos reorientar a construção europeia, não se trata de dar as costas à responsabilidade orçamentária”, acrescentou.

  67. Angelo Costa

    -

    17/05/2012 às 10:28

    Prezado Caio
    Belo artigo, mas vou me fixar na parte final:”James reconhece que a primeira-ministra quer refazer a Europa de certa forma à imagem alemã”. Este é o ponto e a raiz de todo o problema/erro da Europa que foi tentar tratar como iguais países totalmente díspares. A Alemanha terá que flexibilizar de alguma maneira, não dá para países como Portugal, Grécia ou mesmos Espanha terem as mesmas regras e objetivos como Alemanha ou até mesmo França. Esta Europa unida terá que diminuir os 27 membros, alguns terão que sair para salvar o resto. Não acredito em outra alternativa.
    Abs.
    Bom argumento, caro Angelo, abs, Caio

  68. carlos cezar

    -

    17/05/2012 às 10:25

    Prezado Caio,
    a Angela pratica uma ótima política de austeridade, que aparentemente vinha (eu disse VINHA) dando certo. Porque, veja, a insatisfação tem crescido entre os eleitores alemães, haja vista a maior quantidade de votos conseguida por outros partidos. Aliás, o tal Partido Pirata, com suas tendências centro-esquerdistas (maior participação do povo, democracia básica (ou democracia líquida, como eles dizem), tem surpreendido bastante ultimamente. Se a atual tendência, incipiente ainda, mantiver o ritmo e seguir subindo, será uma demonstração inequívoca de que os alemães já não se mostram tão absorvidos pelas orientações da primeira-ministra.
    Abs.
    Ninguem gosta de sofer muito, nem alemao frugal, abs, Caio

  69. Ricardo Platero

    -

    17/05/2012 às 10:15

    Caro Caio,

    No último século a Alemanha esteve envolvida nos principais conflitos ideológicos e armamentistas. Também foi um protagonista econômico, com sua incomparável capacidade de recuperação pós-guerra (tanto na Primeira Guerra Mundial quanto na Segunda). O país buscou reconciliar-se com o passado e admitir os erros de toda uma geração para com o mundo. Mesmo que o Monstro ainda tenha seus ‘filhotes’ espalhados pelo mundo, vemos na Alemanha uma constante vigilância contra essas manifestações sociais e políticas. Contudo, ainda permeia um revanchismo contra a Alemanha, que se manifesta na comparação do estado nazista alemão com o atual Estado alemão, forte e capaz de liderar sem aniquilar.
    Merkel não é Hitler. É infantil e desonesto intelectualmente fazer esta comparação. Merkel impõe sua liderança através de um Estado forte economicamente, bem estruturado politicamente. Pode até haver algum mérito pessoal dela, mas muito do que ela faz hoje é a lição de casa, o básico para quem quer comandar e liderar uma nação. Ela não diz “temos que pressionar e pressionar os gregos porque eles são inferiores”, mas sim “temos que pressionar os gregos porque eles não são bons pagadores (alias, nem pagadores eles são mais…)”.
    É cedo para presumir como Merkel e sua Alemanha atual irão entrar para a história, mas já sabemos que ela entrará no hall dos mais esforçados para união de um continente e gerenciar a prosperidade com a razão, não com a indolência.
    Abraços.
    Boa panoramica, caro Ricardo, abs,Caio

  70. nei Brasil

    -

    17/05/2012 às 10:07

    Alles Gutten!
    Caio, se sabe confirmar : ela era da antiga Alemanha Oriental?
    Uma artigo importante. Essa austeridade não implica em miséria. O maior problema pode ser perder privilégios ou benefícios impagáveis.
    2 + 2 =…..
    Sim, hoje primeira ministra e presidente sao da banda oriental, abs, Caio

  71. o observador

    -

    17/05/2012 às 10:01

    A Alemanha sempre foi um país muito disciplinado. Apesar dos momentos belicistas, que também demonstraram sua disciplina, sempre soube se mobilizar. Só que agora ela luta contra uma situação que se desenrola muito distante, geograficamente, da Europa. Ela desenrola em países pouco afeitos à influência ocidental e com um nível de expectativa social infinitamente inferior à dos cidadãos Europeus.
    A Merckel sabe disso, só não sabe se o povo alemão vai aguentar e manter o suporte ao seu governo e sua política. Mas a Alemanha está fazendo o que é correto, apertando o cinto com consciência de que o futuro do Ocidente será mais pobre.

  72. joao felipe

    -

    17/05/2012 às 9:59

    Pra continuar liderando a europa, Angela Merkel precisa primeiro vencer as eleições do ano que vem. E olha que não vai ser tão fácil assim. Depois da vitória de Hollande, os social-democratas alemães ficaram mais animados e prometem uma disputa dura com o partido de Merkel, que, aliás, vem sofrendo derrotas em eleições regionais.

  73. amauri

    -

    17/05/2012 às 9:48

    Caio, a culpa não é do Keynes, e sim de quem pratica o keynesianismo. abs

  74. Pedro I.

    -

    17/05/2012 às 9:17

    “amauri – 17/05/2012 às 8:53″
    Amauri,
    o problema eh que julgam aqui que ao invez de destruir a classe media (quem disse isso no passado? hehehe) osgovernos deveriam eh dar um calote nos bond holders. Tudo isso eh para assegurar que o 1% vai receber a sua bufunfa, as custas do 99%, que daqui a pouco nao tera mais direito a nada.

  75. o observador

    -

    17/05/2012 às 8:57

    Tem que combinar também com os países que estão tirando os empregos europeus: China e Índia.
    Senão é jogo perdido.

  76. amauri

    -

    17/05/2012 às 8:53

    Angela Merkel, anunciou lá no dia 7-6-2010, o mais drástico plano de cortes de gastos na história da Alemanha _considerada a maior economia europeia_ desde a Segunda Guerra Mundial, no valor de 80 bilhões de euros até 2014. E disse: “Temos de assegurar o futuro de nosso país”. Para quem julga a austeridade um mal, deve rever suas conclusões. abs

  77. Pedro I.

    -

    17/05/2012 às 8:19

    Caio,
    .
    Um primo meu que eh um conceituado analista financeiro me enviou o seguinte comentario:
    .
    .
    “Oi Pedro,
    .
    Os Gregos ja estam tirando euros do banco porque o Dracma vai valer uma fracao do euro. Se voce deixar 1000 euros no banco na Grecia depois que eles mudarem para o Dracma esses 1000 euros vao valer muito menos. E dificil dizer quanto mas poderia valer um terco do euro ou ate mesmo um decimo.
    .
    Eu acho que a economia na Grecia, se eles abandonarem o euro, pode fazer uma boa “recovery” no proximo ano. Se isso acontecer os outros paises como a Espanha, Portugal, Italia e Irlanda podem tambem decidir abandonar o euro.
    .
    Do not keep too much fiat money in the bank!”
    .
    .
    Ele tem um blog no site http://www.forsoundmoney.com. Recomendo a leitura.
    Valeu, Pedro, abs, Caio

  78. Pedro I.

    -

    17/05/2012 às 8:07

    Aqui na irlanda tem gente que chama a Alemanha de “the Fourth Reisch”. Acho uma palhacada. O fato eh simples. A Grecia ROUBOU a Uniao. De forma descarada. Mas dai comecam com as extrapolacoes… a) ‘A Alemanha e a Franca sabiam que estavam sendo roubados’ (eh mole?!) b) ‘Foi culpa deles por jogarem dinheiro sobre a Grecia de forma “inconsequente”‘.
    .
    Aqui no caso da Irlanda a situacao eh bem diferente da Grega. A crise aqui foi por causa da bolha dos sub-prime. Aho que o pais esta se arrumando direitinho. Mas agora no dia 31 os Irlandeses vao as urnas votar um plebiscito se eles devem aeitar um novo Austerity Package, ou nao.
    Bom comentario, Pedro, abs, Caio

  79. amauri

    -

    17/05/2012 às 7:56

    Um retrato do novo primeiro ministro frances: Jean-Marc Ayrault.
    Raro encontrar um professor de alemão, ou de qualquer outra língua, em postos tão altos da République. Talvez seja uma pessoa normal, ou pelo menos esperamos…abs

  80. mais-valia

    -

    17/05/2012 às 7:54

    Palmas para você e para o James, que não é mordomo, hehehe
    E em matéria de salvar povos fracassados, devemos nos lembrar da reunificação, onde a Alemanha capitalista absorveu o lixo econômico/social COMUNISTA – né Y?, lembra? – de 16.000.000 de infelizes que fingiam trabalhar e o governo à la vampeta fingia que pagava, com produtividade parecida com a dos gregos e cujo maior avanço consumista tecnológico era o TRABANT. Além disso, um país altamente poluidor,como todos os comunistas até hoje – vide a China – disto os atuais representantes do ativismo religioso marxista ambiental se esquecem.
    Quem sabe a Alemanha e Frau Merkel consertem mais um país.
    Merkel parece nome de oficina mecanica, ou amortecedor, hehehe, abs, Caio

  81. amauri

    -

    17/05/2012 às 7:48

    Desculpa Caio, no primeiro não lhe desejei bom dia!
    O Banco Central Europeu, seguindo ideias keynesianas, empurrou as economias europeias para um crescimento econômico artificial entre os anos 2001 e 2007. As economias da periferia da Europa — o chamado “Club Med” — entraram em uma acentuada expansão econômica. O mesmo ocorreu com o membro honorário do Club Med: a Irlanda. Os valores dos imóveis na Irlanda quadruplicaram. Parecia que tudo iria durar para sempre. As elites — principalmente os economistas — não emitiram nenhum alerta, exceto os economistas seguidores da Escola Austríaca, que, como sempre, foram sumariamente ignorados como se fossem dinossauros.

    E então veio a fase da contração econômica. Tudo o que o Banco Central Europeu havia feito antes de 2007 — inflacionar —, ele passou a fazer ainda mais agressivamente desde 2008. Os governos europeus incorreram em déficits ainda maiores. Todos eles implementaram estímulos keynesianos. Nada funcionou. A Europa entrou novamente em recessão. Vim com o mantra que os países perifericos não sabiam de seus desdobramentos é acreditar que coelhinho da pascoa bota ovos. abs
    Oi, Amauri, entao, culpa do Keynes? Abs, Caio

  82. amauri

    -

    17/05/2012 às 7:41

    Um colunista da revista Forbes se referiu à austeridade como sendo uma espiral mortífera.Se a austeridade é a grande perversidade do momento, então a implicação é inevitável: aumentar os gastos governamentais e abandonar qualquer austeridade (que nunca houve) é algo positivo.
    A palavra “austeridade”, que surgiu com a crise da dívida do governo da Grécia dois anos atrás, tem sido utilizada pela mídia como tendo exclusivamente um único sentido: reduções nos gastos dos governos nacionais. A palavra não é utilizada em relação à economia como um todo.

    Mais do que isto: a palavra tem sido utilizada para explicar as contrações nas economias da Europa. Fala-se que as reduções nos gastos dos governos estão causando a recessão das economias europeias. Esta explicação é baseada inteiramente nos modelos keynesianos que dominam os livros-textos.

    Mas há um problema: não houve reduções nos gastos. Ao que tudo indica, para a mídia, “austeridade” não significa o mesmo que significa para uma pessoa normal: cortes severos nos gastos governamentais. Ao que tudo indica, “austeridade” significa não haver absolutamente nenhum corte de gastos. A esperança é que a vontade de Angela e Merkel triunfe (que realmente haja austeridade) e que o povo viva com a cabeça na realidade. abs

  83. Grego bravo

    -

    17/05/2012 às 7:32

    Não tem sangue, Caio von Bismarck? A Europa vai pegar fogo com esta política da Merkel, abraço.
    é um risco, abs, Caio

  84. Advogado do diabo

    -

    17/05/2012 às 7:31

    Os planos da Angela Merkel são bons para resolver problemas a longo prazo, mas e hoje, amanhã com todo mundo apavorado com o colapso grego?
    Calibrar é o drama, abs, Caio

  85. Augusto

    -

    17/05/2012 às 6:37

    Caio,
    .
    Penso que a dupla “merllande” tem maiores possibilidades de dar certo que a anterior “merkosy”.
    .
    Merkel com a rigidez, eficiência e austeridade alemã. Hollande, como um bom socialista francês, com a sensibilidade para entender os anseios sociais e os limites de assimilação, pelo povo, da cartilha econômica.
    .
    Vamos torcer!
    Caro Augusto, a dupla mais importante é mesmo a Ankel (Angela e Merkel), abs, Caio
    .
    Abs!

 

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