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Arquivo de 1 de junho de 2012

01/06/2012

às 6:00 \ Filipinas

Justiça no Supremo…das Filipinas

O juiz Corona durante o julgamento no Senado

Cada país com seus rolos de Supremo Tribunal Federal e o Executivo (expressão “rolo” me parece digna para as circunstâncias). Aqui vai um caso da semana que pode até ser relaxante para quem acompanha furioso a saga institucional brasileira. O presidente do Supremo das Filipinas, Renato Corona, perdeu o cargo, após um impeachment e condenação no Congresso. Sujeito corrupto, ele não declarara U$.2.4 milhões em depósitos bancários. No tribunal, entre 2002 e 2011, ele recebeu no total US$ 499 mil em salários e benefícios.

A queda do ilustríssimo senhor meretrícimo faz parte de um jogo pelo poder e da campanha do presidente Benigno Aquino contra a corrupção realmente endêmica no país, que está melhorando seu desempenho econômico, mas que não acompanhou o salto dos demais tigres asiáticos.

O juiz Corona é ligado à ex-presidente Gloria Arroyo (predecessora de Aquino), detida no final do ano passado (está em prisão hospitalar), acusada de fraude eleitoral. Os processos judiciais contra Arroyo e aliados são pilares da campanha anticorrupção do atual presidente (tanto ele como a rival são filhos diletos da oligarquia e os pais já estiveram no poder).

No caso do juiz Corona (que foi chefe da Casa Civil no governo Arroyo), é  primeira alta autoridade que perde o cargo através de processo judicial. Nas Filipinas, estas coisas costumam acontecer através de protestos de rua.

Corona foi guindado à presidência do Supremo dias antes da vitória eleitoral de Aquino, num lance para blindar a turma do ex-governo contra as acusações de corrrupção. Mas a ex-presidente Arroyo, que deixou o poder em 2010, ainda tem muitos aliados no Supremo. Ela colocou lá dentro 12 dos 15 juízes.

Durante o seu julgamento no Senado, que durou quatro meses e foi televisionado para uma nação eletrizada com os detalhes, Corona acusou o presidente de fabricar evidências e de vingança contra decisões judiciais que determinaram reforma agrária no latifúndio da família Aquino.

Deu para se distrair um pouquinho? De volta ao Brasil e seus escândalos supremos.

***
Ok, ok, a pedidos, colher de chá para a dona Alma e minha parentada filipina. Não é mole aguentar as cascatas e os cachoeiras daquele país.  E uma colher de chá asiático para o Gustavo C, por sua segurança para comentar temas tão distances como países do sudeste asiático, em particular o sistema educacional filipino.

 

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