Curtas & Finas (Polarização)
A guerra civil das primárias republicanas (que nesta terça-feira tem batalha crucial na Flórida) é, well, apenas a preliminar do grande choque de novembro. Independentes, no fogo cruzado, podem decidir a parada num campo de batalha que nunca foi tão polarizado. Uma pesquisa Gallup dá a medida das acirradas divisões nacionais. O presidente Barack Obama começa seu terceiro ano de mandato com taxa de aprovação de 80% entre os democratas e apenas de 12% entre os republicanos. Este fosso partidário de 68 pontos é o maior da história quando um presidente inicia seu terceiro ano de governo. A diferença era de 59 pontos, em 2007, no caso do republicano George W. Bush. Uma conclusao óbvia é que Obama não cumpriu a meta de unir o país, uma razão de ser de sua meteórica ascensão política. Missão não cumprida, após ter se engajado na tarefa por ingenuidade, messianismo ou pura marotagem política. Existe uma conclusão mais histórica e mais preocupante. Os números Gallup mostram que parece ser praticamente impossível estreitar o fosso partidário, na medida em que se alarga rapidamente a polarização política no país. Dos dez anos mais partidários em termos de aprovação do desempenho presidencial, sete foram registrados desde 2004 (governos Bush e Obama). Existe, portanto, esta realidade hiperpartidária. Republicanos repudiam um presidente democrata por princípio e em princípio. E vice-versa. Os Estados Unidos caíram no fosso.
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Produtivo debate matutino sobre o tema da coluna. Colher de chá para o Ronaldo (dia 31, 10:04) e o Aurélio (dia 31, 10:24).










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