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22/07/2014

às 20:35 \ Gaza, Ucrânia

Nos ares ucranianos (e de Gaza) III

Na ratoeira de Gaza

Na ratoeira de Gaza

São duas semanas de guerra e conhecemos o roteiro do filme. Israel exerce o seu inquestionável direito à autodefesa contra o terror do movimento islâmico Hamas em meio ao debate familiar sobre o uso desproporcional de força com suas operações militares em Gaza. Já o Hamas reforça o seu papel de resistente à “entidade sionista”, vestindo a camisa do Foguete Futebol Clube.  Em termos estratégicos, é um exercício de futilidade para ambos os lados, enquanto prossegue a contabilidade macabra.

Em Israel, o governo Netanyahu carece de um grande plano para lidar com a questão palestina, embora tenha galvanizado um justo senso de solidaridade nacional devido a um adversário meramente inescrupuloso como o Hamas. A ignomínia terrorista, porém, mais uma vez, é insuficiente para Israel vencer a guerra gobal de propaganda. Gente anestesiada diante do genocida Bashar Assad (nas ruas de Londres ou no bazar desta coluna) está apoplética com os “fascistas sionistas”.

A operação em Gaza é uma lance da tática periódica de Israel para “aparar a grama”, sem destruir a erva daninha que é o Hamas. O atual establishment israelense não está interessado em cultivar uma firme liderança palestina com a qual possa negociar. A fraqueza e as tergiversações do mais moderado Mahmoud Abbas são a desculpa para as tergiversações israelenses.

Distantes estão os tempos do brutal realismo de incontestáveis líderes israelenses. Yitzhak Rabin lembrava que a negociação é travada com o inimigo e em 1993 ele apertou a mão do terorrista Yasser Arafat. Na década seguinte, Ariel Sharon empreendeu a retirada unilateral de Gaza. Manter a ocupação do território tornara-se intolerável. Decisão correta, embora haja o atroz “custo Hamas”, com o grupo terrorista no poder em Gaza.

Já o Hamas, como eu disse, reforça o papel de resistente, mas está enfraquecido. O Hamas montou mais esta armadilha,  trazendo Israel para Gaza. O grupo, no entanto, não passa de um rato no sentido mais pejorativo do termo com seu jogo de vitimização, glorificando o uso de escudos humanos. Em termos estratégicos, o Hamas também está na ratoeira. Para uma população em Gaza cansada de guerra (e sem apreço por Israel), o Hamas tem a oferecer 600 mortos, quase quatro mil feridos e 120 mil refugiados, além das mortes de 30 israelenses.

Um cessar-fogo agora seria um atestado da derrota do Hamas. O martírio deve continuar por mais alguns dias, enquanto Israel apara a grama no jardim da futilidade. Vamos falar de Ucrânia?

21/07/2014

às 23:05 \ Gaza, Ucrânia

Nos ares ucranianos (e de Gaza) II

Unidimensional

Unidimensional

Ucrânia e Gaza são conflitos marcados por agitprop de alta intensidade. Obviamente atores de diversas agendas estão envolvidos em guerra de propaganda. A causa palestina há décadas possui ativistas ardorosos para defendê-la e hoje a intifada retórica esmaga a defesa de Israel. Nada se compara, porém, ao que acontece na frente russa. Que longo inverno de desinformazia. Neste ano da crise ucraniana, a máquina de propaganda do império Putin realiza um trabalho fenomenal que me deixa simplesmente perplexo devido ao plano de voo para viajar até uma relativa alternativa. Aqui mais um texto de Julio Ioffe para dar um gostinho amargo da agitprop. A segunda parte deste despacho de Neil MacFarquar, um competente jornalista do New York Times, também é ilustrativa sobre a desinformazia, que segue a todo vapor enquanto Putin dá indicações de que busca sair do buraco no qual ele se enfiou, com os préstimos de trogloditas fantasiados de separatistas pró-russos.

19/07/2014

às 19:44 \ Gaza, Ucrânia

Nos ares ucranianos (e de Gaza)

No manejo da crise?

No manejo da crise?

No meio das minhas férias, duas crises dão um trabalhão: Ucrânia e Gaza. Escrevi textos nos últimos dias a respeito de ambas. Faço mais um pouso forçado durante minhas férias apenas para registrar a comoção e os desatinos que as duas crises geram entre leitores, especialmente alguns profissionais da provocação que aparecem na coluna basicamente para fazer agitprop. Alguns são sofisticados e nutro por eles um respeito técnico Caso não estivesse de férias, eu travaria com alguns desses leitores um debate intelectual. No entanto, eles não merecem o meu suor nas férias. Basta o do calor filipino. Outros leitores são simplesmente…. (podem preencher a lacuna com elegância. Nos idos de março, época de carnaval e da presença de muitos foliões ideológicos na coluna num momento da pesada da crise ucraniana, um leitor habitual (Henrique) teve a sacada e popularizou o termo putralha. Está consagrado. As situações (Ucrânia e Gaza) clamam pela republicação de um textinho clássico da coluna.

***

Estou carnavalescamente impressionado com a quantidade de leitores que embarcam na narrativa russa. Talvez apenas quando o assunto é Israel haja tantos viajantes perdidos como nesta série O samba do russo doido.

Defino a grande maioria destes viajantes como: inocentes úteis, desinformados, crentes deste projeto putinesco, viúvas do comunismo, militantes do antiamericanismo obsessivo, advogados das falsas equivalências ou seguidores da falsa objetividade de que existem as duas versões equânimes em uma crise.

Claro que este colunista se pauta pela análise dos fatos e tem escoras analíticas. Entende que nações são guiadas por seus interesses políticos e econômicos. E nacionalismo é uma doença incurável. Assim, faz o possível para entender a lógica de Putin ou de qualquer dirigente.

Também acolhe contribuições de “dissidentes”, pois elas realmente enriquecem o entendimento de uma crise complexa. Este imenso PS tem objetivo de enfatizar que Putin é vanguarda de um projeto retrógrado e desestabilizador em uma Europa que tanto fez para superar guerras, o nacionalismo tacanho, a folia (e tolice) geopolítica em nome do interesse nacional e cimentar a democracia e o respeito aos direitos humanos.

Putin está na contra-mão.

E tudo isto no centenário do início da Primeira Guerra Mundial.  Para arrematar, reitero também que a coluna é aberta ao debate. Se fosse em Moscou…

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PS- Aproveito o embalo para recomendar dois textos de duas referências do Instituto Blinder & Blainder. O texto de Anne Applebaum é sobre a Ucrânia. O de Jeffrey Goldberg é sobre Gaza. Boas leituras!

18/07/2014

às 2:38 \ Ucrânia

Nos ares ucranianos (II)

A prova no solo de uma crise fora de controle

A prova no solo de uma crise fora de controle

O desastre com o Boeing malaio é uma virada no jogo, mas para que lado? Tudo é muito confuso. Basta ver que a encrenca envolve a queda na Ucrânia de um avião de um país do sudeste asiático, em que metade dos mortos são holandeses. Hora de buscar os préstimos, no meio no meu veraneio filipino, de Julia Yoffe, guru de assuntos russo-ucranianos do Instituto Blinder & Blainder.

Julia Ioffe por princípio é alarmista na crise ucraniana, como tudo o que envolve nosso homem em Moscou. Ela (nenhuma surpresa) aponta os separatistas pró-russos como responsáveis pela tragédia. No entanto, Julia Ioffe dispara uma bateria de perguntas: como o Ocidente poderá punir os rebeldes? O que pode ser feito para punir os russos por fornecerem capacidade militar para os rebeldes? O que pode ser feito para dar um fim ao conflito ucraniano? Mais sanções? Uma missão internacional de paz? Ela mesmo responde que não existe apetite para o envio de tropas e a Rússia ainda tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.

Após tantas perguntas, Julia Ioffe arremata que o conflito ucraniano está agora “oficialmente fora de controle”. Ela enfatiza que Putin começou algo que não pode terminar, soltando uma força perigosa (os separatistas) que ele não mais controla plenamente e parece não ligar muito, mesmo quando a crise custa cada vez mais vidas, inclusive as de 298 civis sem nenhuma relação com a Rússia ou a Ucrânia.

17/07/2014

às 17:57 \ Ucrânia

Nos ares ucranianos

Os destroços do avião

Os destroços do avião que voava entre Amsterdã e Kuala Lumpur

Evidentemente algo gravíssimo aconteceu nos ares ucranianos e as consequências em terra muito em breve poderão se revelar históricas. Caso o desastre com o voo MH-17 da Malaysia Airlines tenha sido um mero acidente (algo extremamente improvável), por si estamos falando de um episódio tenebroso por sua dimensão e pelo fato de ser o segundo com um Boeing 777  da companhia desde março (o outro ocorrido no Pacífico continua envolto em mistério). Eu de férias nas bandas asiáticas, programado para em questão de dias viajar para o Vietnã das Filipinas, não me vejo pegando tão cedo um avião da Malaysia Airlines (o vôo MH-370 ia de Kuala Lumpur para Pequim).

A conversa obviamente tem sua dimensão geopolítica. O voo MH-17 perdeu contato quando estava prestes a entrar no espaço aéreo russo. É uma denúncia plausível que o Boeing 777 tenha sido abatido pelos separatistas pró-russos. Afinal, nos últimos dias foram registradas as preocupações entre governos ocidentais de que a Rússia de Vladimir Putin está acelerando o fornecimento de equipamento militar mais sofisticado aos rebeldes, agora acuados pelas forças governamentais ucranianas. Na guerra de agitprop, Moscou garante ser “estúpida” a acusação do seu envolvimento e os separatistas rebatem que o desastre foi obra do governo de Kiev. Estúpido, porém, é o envolvimento russo nas questões ucranianas.

Não sou especialista em acidentes aéreos, mas neste caso não me parece que será algo tortuoso chegar às conclusões técnicas sobre o que aconteceu. Sem dúvida que não será simples, na medida em que o avião caiu em território controlado por rebeldes, que já estão de posse de evidências e tudo isso tendo uma guerra de narrativas como pano de fundo.

Se as investigações provarem que houve uma mão russa na tragédia, será difícil para o nosso homem em Moscou se evadir com o seu jogo duplo de controlar a temperatura da crise, com a intervenção para desestabilizar o governo pró-ocidental de Petro Poroshenko, mas não ao ponto de se aventurar a uma invasão aberta e ao risco de sanções americanas e europeias da pesada.

A questão é o que acontece doravante. São razoáveis que tenham tido lugar contatos imediatos de primeiro grau entre Putin e o presidente americano Barack Obama, que acabou de adotar mais uma rodada de sanções, para impedir uma degringolada ou mal entendidos. Estamos no meio das celebrações e reflexões sobre o início da Primeira Guerra Mundial há cem anos, um caso clássico de estudo em que acidentes ou incidentes têm desdobramentos que alteram o curso da história. Vamos ver agora, assim que as coisas se clarearem nos ares ucranianos e tivermos uma noção melhor da rota da crise.

15/07/2014

às 2:18 \ Férias

Estou de férias, não precisam segurar o mundo para mim

Pessoal, eu vou tirar alguns dias de férias a partir de agora, NOW! Leitores, não precisam segurar o mundo para mim até 5 de agosto, quando volto ao batente. Estou nas bandas asiáticas (Family Connection nas Filipinas). Marotamente (ok, ok, podem chamar de preguiça), republico o que já considero o meu texto clássico de anúncio de férias (saiu inicialmente em julho de 2011; divido as férias anuais em duas partes).

Bem, tenho alguns compromissos com os leitores e assim tentarei liberar comentários o mais cedo possível, com assessoria (para isto servem filhas, né?). Há leitores cativos por aqui e que deverão trazer manifestos e material relativo a diferentes causas e assuntos. Peço duas coisas: vamos evitar trolhas e manter um debate cordial. Comentários nesta coluna repetitiva ficaram preservados. Espero que os novos não sejam repetitivos

Abaixo, uma variação condensada do texto original, que explica o título e a ilustração. Até breve (infelizmente, muito em breve, pois adoro férias).
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Férias! O trabalho cansa e o descanso dignifica o homem (este que escreve). Estarei de férias por alguns dias. Não vou para Marte, mas espero me desligar um pouco dos problemas terrestres. Estes problemas podem piorar ou até serem suavizados sem meus palpites. Aqui me lembro de uma história que preciso confirmar com meu amigo e mestre Carlinhos Brickmann. Paulo Francis, senhor do universo, estava acompanhando alguma reunião de cúpula na época da Guerra Fria. Um outro jornalista brasileiro pediu um favor: “Francis, segure o mundo, enquanto eu vou ao banheiro”.

Pessoal, eu vou por aí, planejando a dolce vita, pois sou um planejador. Posso mudar de planos. Férias têm estas vantagens. Há outras, como menos ansiedade para acompanhar o noticiário. Posso ignorar os jogos de palavras nas colunas do Thomas Friedman, no New York Times, mas não sei se terei coragem de não passar os olhos na sabedoria de alguns dos meus gurus como David Brooks, também do NYT. Outro guru, este de economia, o Martin Wolf, do Financial Times, também terá minha atenção. As reviravoltas na economia sempre preocupam. Nunca tiram férias.

Espero resistir à tentação das breaking news. Afinal, não sou senhor do universo. O mundo quebra ou tem conserto sem minhas pensatas.

 

 

14/07/2014

às 6:00 \ Abbas, Gaza, Israel, Palestinos

Israel quer minimizar mortes civis, já o Hamas…(II)

Funeral de membro da família Al-Batsh, morto em ataque aéreo israelense

Funeral de membro da família Al-Batsh, morto em ataque aéreo israelense em Gaza

Aqui na coluna, quando o assunto é Ucrânia, o técnico do Instituto Blinder & Blainder (seu nome não tem superlativo e nada de xingá-lo com palavrão) convoca Julia Ioffe. Quando é o jogo atroz do conflito entre Israel e palestinos não dá para deixar Jeffrey Goldberg fora de campo. Goldberg define Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, como uma figura algumas vezes moderada e geralmente ineficaz. Ele deve ser, porém, levado em conta.

Abbas surpreende e algumas vezes mostra liderança. Na sexta-feira, ele deu entrevista a uma televisão afilialda ao grupo terrorista libanês Hezbollah, na qual não hesitou em criticar o Hamas por seu foguetório literal e retórico. O Hamas ainda está na fase de rotular Israel como “entidade sionista”, negando assim sua legitimidade como estado. Abbas disse que os palestinos estão perdendo a cada minuto “desta guerra” com Israel, marcada pelo uso indiscriminado de foguetes do Hamas contra cidades israelenses e os bombardeios israelenses na densamente povoada Gaza.

Uma claque no mundo árabe e pelo mundo afora (em Londres não faltou a inevitável manifestação de apoio aos oprimidos palestinos e de denúncias ao “fascismo sionista”, em contraste à apatia em relação a genocídios no mundo árabe) felicita o Hamas por sua heróica determinação para enfrentar Israel. Abbas, no entanto, perguntou: “O que o Hamas está tentando conquistar ao lançar seus foguetes”? Eles causam poucas vítimas em Israel, mas muito pânico e estorvo. Como o Hamas bem sabe, o papel do terror é aterrorizar.

A pergunta de Mahmoud Abbas é respondida por Jeffrey Goldberg. Os foguetes geraram as retaliações israelenses, que não são indiscriminadas (o alvo preferencial não é “o palestino”, como no caso do Hamas, que quer alvejar “o israelense”), porém bem mais potentes e mortíferas. Palestinos mortos representam, na expressão de Goldberg, “uma crucial vitória de propaganda para os niilistas do Hamas. É perverso, mas é verdadeiro. É também a melhor explicação para o comportamento do Hamas, pois o Hamas não tem outro plausível objetivo estratégico aqui”.

Goldberg observa que a nova rodada de voleios na guerra sem fim entre Israel e Gaza é, de muitas maneiras, um equívoco. Israel não tinha interesse na escalada neste momento, enquanto o grupo palestino, mal equipado para enfrentar Israel , apesar dos foguetes, sente-se acossado por grupos ainda mais radicais e niilistas. Tanto niilismo contrasta com a atitude dos curdos no Iraque, que parecem estar em condições de conseguir sua independência devido à degringolada no país. Assim como os palestinos, os curdos merecem um estado e sua liderança joga um jogo esperto e paciente. Os curdos no Iraque não se engajam em terror (na Turquia é uma história mais complexa) e na sua região autônoma passaram os últimos 10 anos construindo uma sociedade secular e democrática, ao contrário da teocracia do Hamas em Gaza. É verdade que a riqueza petrolífera ajuda a concretizar o sonho viável da independência curda.

Goldberg observa que em 2005, depois da retirada unilateral de Israel, os palestinos em Gaza poderiam ter aprendido lições dos curdos do Iraque e também de David Ben-Gurion, o pai fundador de Israel, criando a necessária infraestrutura para a eventual liberdade. No entanto, a preferência é por construir a infraestrutura para o lançamento de foguetes e seus ganhos de propaganda, concretizados com a contagem macabra dos mortos nos bombardeios israelenses.

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CB, chairman do Instituto Blinder & Blainder, em trânsito nas águas do Pacífico, ficará devendo a colher de chá nesta coluna.

 

 

 

 

13/07/2014

às 18:38 \ Copa, Rússia

A pátria de chuteiras (Rússia II)

Os "pederastas"

Os “pederastas”

Glückwünsche, Alemanha, pela taça na Copa 2014! Sua primeira (o tri foi da Alemanha Ocidental) e não do país reunificado. Parabéns pela vitória do país do patriotismo gentil.

E, ué, o Instituto Blinder & Blainder não tinha prometido pendurar as chuteiras neste série, pelo menos até a copa russa em 2018? Isso mesmo. Promessa cumprida. Acabou a Copa 2014, começou a contagem regressiva para 2018. Não vamos nos atrever a iniciar uma meticulosa e enfadonha cobertura sobre estes quatro anos até o pontapé inicial a ser dado por Vladimir Putin (alguém duvida que será ele?), mas não custa ofertar um aperitivo.

Para dar um gostinho do que haverá lá nas bandas do Volga em 2018, um proeminente padre da Igreja ortodoxa fez questão de relembrar as tendências homofóbicas no seu país. Ele disse que o espetáculo de jogadores calçando chuteiras brilhantemente multicoloridas é uma jogada promocional gay, a serviço da ideologia liberal do globalismo. Em sua coluna em um site cristão, o padre Alexander Shumsky criticou os jogadores da esquecível seleção russa na copa brasileira por terem aderido à moda, vociferando contra sua contribuição para transformar o campeonato em uma “abominação homossexual”.

Os comentários bizarros foram feitos na celebração do primeiro aniversário da promulgação da legislação de propaganda antigay na Rússia. O padre disse que ficara contente com a prematura eliminação da seleção russa. No seu argumento, o uso das chuteiras multicoloridas fora um castigo divino. Na expressão do padre, usar chuteiras cor-de-rosa, azul clara, amarela e verde representa a adesão ao “arco-íris pederasta”. A copa na Rússia em 2018 é um bom aquecimento para o torneio em Catar em 2022, onde o homossexualismo é ilegal. A Copa 2014 foi uma caatinga para o Brasil, vamos ver como a nossa seleção vai se comportar nas estepes e no deserto de agora em diante.

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Colher de chá, claro, para a seleção alemã. 

12/07/2014

às 20:31 \ Alemanha, Argentina, Copa

Deutschland x Argentina

Na final de 90, 1 a 0 para a Alemanha

Na final de 90, 1 a 0 para a Alemanha

Na sua política de nepotismo meritocrático, o Instituto Blinder & Blainder dá espaço aqui para o blog Buzzer Beat, uma sacada da Ana B, filha do chairman CB, e de Olivia Guidera. Amicíssimas desde os tempos de high school (e a Liv é uma querida afilhada), ambas são apaixonadas por esportes (desde o nosso soccer aos esportes dos gringos). Aqui, Ana Blinder e Olivia Guidera travam um amistoso, tomando partido na grande partida final da copa neste domingo no Maracanã. Ana B fecha com os “alemão” e a Liv, com suas conexões portenhas, dá um alento para os hermanos. Sorry, a disputa é em inglês, mas aproveitem.

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Ana Blinder

Cry for me, Argentina

As a Brazilian, to say I hate Argentina would be an expected yet unconvincing blanket statement. I obviously do not hate the country of Argentina; I spent a summer in Buenos Aires studying Spanish and have the respect to marvel at the city which yields uncanny resemblances to my São Paulo. You have to respect your opponents no matter the intensity of the rivalry and carry yourself with sportsmanship. My country is hosting the tournament, and so far it seems they have respected the Argentina national team and its fans. That does not mean 200 million Brazilians want to see Argentina win in their country. Continue a ler aqui.

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Olivia Guidera

Vamos, Argentina

I am not from Argentina, so I do not understand the importance of soccer for the unity and culture of Latin American countries like Ana does. However, I studied in Buenos Aires for the five months leading up to this World Cup. When I arrived at Ezeiza International Airport, I was greeted by Messi’s image, in an advertisement saying “yo amo Argentina.” This advertisement was everywhere throughout the city, and the conversations I had with locals were mostly about soccer and the upcoming World Cup. Continue a ler aqui.

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Colher de chá para Mario Goetze.

 

 

12/07/2014

às 6:00 \ Copa

Sétimas de final

 

Qual gol foi esse?

Qual gol foi esse?

Eins, Zwei, Drei, Vier, Fünf, Sechs, Sieben! Agora que o Brasil inovou, ao criar as sétimas de final na Copa do Mundo, eu não tenho muito a dizer alguns days after. O compromisso aqui é escrever uma coluna com menos de sete linhas. Reitero o espírito de fairplay, mantendo o compromisso com o bolãozinho. Persiste até o final, incluindo a disputa masoquista pelo terceiro lugar. Os chutes duplos devem ser dados até às 17 horas, horário de Brasília, de sábado. Quem quiser, pode chutar o pau da barraca, esbanjar chororô, convocar o novo técnico, escalar a seleção ou profetizar quem vencerá em 2018. Meus chutes: Holanda 1 a 0 e Alemanha 2 a 0.

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Parabéns para Olavo Mata (dia 12, 15:54), já acertou metade do bolãozinho.

E duplo parabéns, caro Olavo, cravou também Alemanha 1 a 0 na prorrogação.

 

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