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Flip

23/05/2013

às 16:05 \ Eventos

Uma Flip além das páginas

Graciliano Ramos ocupará o palco principal da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, precursora de uma frutífera multiplicação de eventos do gênero pelo Brasil e no no exterior. Mas a ambição da 11ª edição da charmosa reunião de fãs da literatura e autores pelas ruas de pedra, este ano, é abraçar novas e variadas formas de expressão. A programação oficial do evento, que vai de 3 a 7 de julho, foi divulgada nesta quinta-feira, com confirmação de 41 autores convidados – 23 brasileiros e 18 estrangeiros. Fora das páginas, mas intimamente ligados a elas, artistas de outras áreas ganharão destaque, entre eles Gilberto Gil, Maria Bethânia e os cineastas Nelson Pereira dos Santos e Eduardo Coutinho.

“É um passo maior no diálogo entre as diferentes artes. A Flip é um festival de ideias, com foco na literatura. Este ano esse diálogo está mais forte”, explicou o jornalista Miguel Conde, curador do evento pela segunda vez consecutiva. De acordo com Mauro Munhoz, diretor-geral da Associação Casa Azul (instituição que organiza o evento), a expectativa de público para este ano é de 25.000 pessoas. Os debates também são transmitidos pela internet, o que amplia o alcance das mesas de discussão.

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04/02/2013

às 18:42 \ Eventos

Escritora francesa Lila Azam Zanganeh vem para a Flip

Nesta segunda-feira, a escritora francesa Lila Azam Zanganeh teve a presença confirmada na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) deste ano, que tem o escritor Graciliano Ramos como homenageado. Considerada uma das presenças mais ilustres do evento, Lila vai ter seu primeiro livro lançado no Brasil em junho. O Encantador – Nabokov e a Felicidade chega às livrarias pela editora Alfaguara.

Nascida em Paris de pais iranianos exilados, Lila estudou literatura e filosofia na Ecole Normale Supérieure e se mudou para os Estados Unidos para dar aulas na Universidade de Harvard. Ela fala fluentemente seis línguas e já escreveu para os jornais The New York TimesLe Monde e La Repubblica. Em 2011 foi vencedora do Roger Shattuck Prize for Criticism, prêmio concedido pelo The Center for Fiction, que escolhe dois críticos ou ensaístas emergentes.

Misto de ensaio e biografia, o primeiro livro da autora trata do escritor russo-americano Vladimir Nabokov, venerado por ela. Na publicação, aclamada pela crítica especializada, ela trata de literatura, conhecimento e felicidade. Atualmente a escritora trabalha em seu primeiro romance, The Orlando Inventions.

A escritora alemã Herta Müller, ganhadora do prêmio Nobel de literatura em 2009, também deve vir ao Brasil para a Flip de 2013, mas sua participação ainda não foi confirmada pela organização. A 11ª edição da Festa acontece de 3 a 7 de julho e repete a curadoria de 2012 do jornalista Miguel Conde.

28/09/2012

às 12:44 \ Eventos

Flip anuncia Graciliano Ramos como homenageado

Graciliano Ramos

O alagoano Graciliano Ramos será o autor homenageado da próxima edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que acontece de 3 a 7 de julho de 2013. O evento vai comemorar os 120 anos de nascimento do autor, completados em 27 de outubro deste ano, e lembrar os 60 anos de sua morte, ocorrida em março de 1953.

Graciliano Ramos foi escritor, jornalista e político — chegou a ser prefeito de Palmeira dos Índios, município de Alagoas. Suas obras muitas vezes refletem seu engajamento político. Memórias do Cárcere, por exemplo, é um relato do período em que o escritor esteve preso, durante a ditadura de Getúlio Vargas, em 1935, acusado de subversão. Levada ao cinema pelo diretor Nelson Pereira dos Santos, porém, deixa claro como Graciliano foi injustiçado: ele não fazia propaganda comunista em sua obra, como afirmava a ditadura Vargas.

Em 2012, o homenageado da Flip foi o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, que completaria 110 anos em 31 de outubro deste ano. Durante o evento, a organização afirmou não ter um nome definido para 2013. Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip, chegou a dizer que a Flip poderia vir renovada no ano que vem, com homenagem a algum autor estrangeiro ou mesmo abordando assuntos além da literatura, como a bossa nova. Com o anúncio desta sexta-feira, as mudanças vão ter que esperar pelo menos mais um ano.

13/08/2012

às 16:30 \ Entrevista, Eventos

Alejandro Zambra: escrever é aventurar-se

Apontado como o nome da vez na literatura chilena, o escritor Alejandro Zambra faz dupla atuação no Brasil este ano. Autor convidado da Flip 2012, ele participa nesta segunda-feira da Bienal do Livro de São Paulo. Aqui, em entrevista gravada em Paraty, ele fala sobre o processo criativo na literatura. No seu romance Bonsai (Cosac Naify), o único lançado no país até agora, os namorados Julio e Emilia se perdem um do outro para que o livro prossiga. Uma perda que, segundo Zambra, é parte da rotina literária.

 

 

Bonsai

Alejandro Zambra

COSAC NAIFY

09/07/2012

às 11:04 \ Eventos

Flip: festa de dez anos não teve brigadeiro

A Flip completou dez anos em clima de festa, mas não uma festa de arromba. Ao atingir uma década, o evento consolidou um modelo, já copiado por outros festivais de literatura do país, mas não trouxe um elemento inovador, uma discussão acalorada que repercutisse pelas pedras de Paraty ou para além delas, nem contou com um convidado de peso que fizesse a diferença. Em resumo, foi uma festa sem brigadeiro.

Não que a programação tenha sido ruim. Havia bons convidados, alguns consagrados como o inglês Ian McEwan (de Reparação, Amsterdam e Serena, que ele acaba de lançar primeiro aqui), outros badalados como o americano Jonathan Franzen (que posou de esquisito carregando uma mochilinha nas costas, fazendo piadas sem graça, falando de pássaros e tentando agradar) e alguns ainda pouco conhecidos do público brasileiro, como o poeta e romancista Alejandro Zambra, apontado como a nova promessa literária do Chile, e o americano de origem nigeriana Teju Cole, autor do elogiado Cidade Aberta. Mas faltou um nome de impacto que representasse uma novidade — McEwan já veio em 2004 — e rendesse uma boa discussão na tenda dos autores ou um bom cara a cara com os fãs pelas ruas de Paraty — o excêntrico Franzen se hospedou numa pousada distante.

Houve também boas mesas de debate. A do próprio McEwan com a americana Jennifer Egan (vencedora do Pulitzer de ficção em 2011 com A Visita Cruel do Tempo), foi saborosa. Eles falaram da construção ficcional e da relação do escritor com o leitor, que, para eles, deve ser manipulado — é esse o papel do autor, iludir, confundir, levar o leitor a uma viagem. Outros pontos altos foram a discussão entre os poetas árabes Adonis e Amin Maalouf, que defenderam o ataque da poesia contra o radicalismo islâmico, a conversa entre os especialistas em Shakespeare James Shapiro e Stephen Greenblatt (rivais acadêmicos, eles se completaram no palco, numa conversa envolvente sobre Shakespeare e a produção teatral dos séculos XVI e XVII). Ponto também para a discussão entre o ex-deputado Fernando Gabeira e o ex-secretário de Segurança Pública do Rio Luiz Eduardo Soares, que falaram dos tipos de autoritarismo possíveis — inclusive, para Gabeira, aquele de Dilma em relação ao Congresso.

Mas faltou algo. Para 2013, a organização mantém a curadoria do jornalista Miguel Conde e fala em inovar nas homenagens — este ano, o tributo da festa foi para o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Mas evita a ideia de renovar o formato. Em entrevista coletiva neste domingo, a idealizadora do evento, a britânica Liz Calder, recusou a ideia de uma reciclagem maior da Flip. É uma pena. O exercício de se pensar da festa é que poderia render algo mais no ano que vem. É aí, ao que tudo indica, que pode estar o brigadeiro escondido.

 

Reparação

Ian McEwan

Companhia das Letras

Amsterdam

Ian McEwan

Companhia das Letras

Serena

Ian McEwan

COMPANHIA DAS LETRAS

Cidade aberta

Teju Cole

Companhia das Letras

A Visita Cruel do Tempo

Jennifer Egan

Intrínseca

08/07/2012

às 18:35 \ Entrevista, Eventos

A literatura de Javier Cercas. Ou a ‘História’ como ficção

Depois de ter o livro Soldados de Salamina, que mistura realidade com ficção, apontado pela revista The New Yorker como um dos principais de 2011, o escritor espanhol Javier Cercas voltou a beber na fonte da história para escrever Anatomia de um Instante, recém-lançado no Brasil pela Globo Livros. Apesar de se sentir de mãos atadas ao deixar de inventar tramas, Cercas disse não ter visto sentido em ficcionalizar o episódio espanhol que ficou conhecido como 23-F, uma tentativa de golpe de estado feita em 23 de fevereiro de 1981. “A história desse episódio é cheio de lendas, mentiras, meias verdades construídas por muita gente. Assim como não há um americano que não tenha uma teoria sobre a morte de Kennedy, não há um espanhol que não tenha uma para esse golpe. Pensei que seria irrelevante contar a ficção de outra ficção.”

A pesquisa para o livro, que durou alguns anos, deu origem a um romance que conta minuciosamente – não por acaso a obra leva a palavra “anatomia” no título – o que aconteceu naquele dia, quando um grupo de civis liderados pelo tenente-coronel Antonio Tejo invadiu a Câmara dos Deputados, em Madri. O golpe se mostrou um fracasso na manhã seguinte. Mesmo trabalhando com fatos reais, o escritor admite que alguma coisa em Anatomia de um Instante é fruto de sua imaginação, uma vez que, ao contrário de historiadores, ele se interessou por entender os personagens envolvidos.

“Não posso dizer que o livro não seja também um romance, porque ele tem uma estrutura de romance, com perspectivas múltiplas sobre o mesmo assunto. Eu tentei entender os personagens e mostrá-los não como deuses ou demônios, como alguns os veem, mas como pessoas”, diz. Essa seria, portanto, a diferença da história que escreveu daquela que se conta em livros escolares. Diferença que agradou aos estudiosos, segundo Cercas. “Todos receberam muito bem o livro, exceto pelos protagonistas, os políticos que estavam no parlamento no dia do golpe.”

Se a literatura tem a função de preservar a memória de um país, o espanhol não sabe. “Responder a essa pergunta é difícil, mas acredito que os escritores têm algumas obrigações: escrever bem, criar um mundo coerente e mudar a percepção das pessoas”, diz. Confira abaixo uma seleção das perguntas feitas a Javier Cercas, que recebeu VEJA Meus Livros na pousada em que se hospedou em Paraty.
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08/07/2012

às 16:19 \ Eventos

Paraty: literatura, lirismo e… futebol e UFC

Multidão acompanha a luta entre Anderson Silva e Sonnen

Nesta época do ano, as ruas de pedra do centro histórico de Paraty ficam tomadas por turistas em busca de versos, prosa, polifonia de sentidos, certo? Nem tanto assim. Na última quarta-feira, houve até queima de fogos quando o Corinthians perdeu a virgindade na Copa Libertadores. E, na tarde deste domingo, muitos se reúnem em volta da TV para assistir ao FlaxFlu que marca o clássico do centenário. Restaurantes chegam a silenciar para prestar atenção nos lances mais promissores da partida.

Na noite deste sábado, a aura literária da bucólica Paraty também foi dissolvida por uma disputa esportiva. A luta entre Anderson Silva e Sonnen paralisou boa parte dos 25.000 que, de acordo com a organização da Flip, vieram à cidade motivados pelo evento e seus desdobramentos. Quem visse uma multidão reunida em frente a um bar poderia se iludir, pensando se tratar de um happening, um recital ou algo assim. Que nada: era uma plateia nervosa, na torcida por Silva.

08/07/2012

às 15:37 \ Eventos

Em ano de público recorde, Flip mantém curador

O jornalista Miguel Conde, curador da Flip em 2012 e confirmado para 2013

Em ano de recorde de público — ainda não há números, mas a organização afirma ter registrado um número maior de mesas cheias nesta edição do que nas anteriores –, a Flip anunciou a permanência de seu curador para a próxima edição. A data não está fechada, mas a Flip 2013 deve ocorrer entre a última semana de junho e a primeira metade de julho, em Paraty, com programação desenhada pelo jornalista Miguel Conde. A permanência de Conde foi anunciada em entrevista coletiva à imprensa no começo da tarde deste domingo, último dia da festa literária, que está comemorando dez anos.

Quanto ao homenageado de 2013, a organização disse ainda não ter um nome definido. O anúncio deve ser feito em agosto. ”Há uma lista de autores que sempre são lembrados, como Monteiro Lobato, Rubem Braga e Graciliano Ramos, mas podemos optar por alguém de fora desta lista, e até mesmo um estrangeiro, como Fernando Pessoa. Também podemos inovar o formato, falando de bossa nova, por exemplo”, disse Mauro Munhoz, da Casa Azul, organização que realiza a Flip. Em seus dez anos, o evento só prestou tributo a autores nacionais — neste ano, o homenageado é o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Possível homenageado em 2013, Graciliano Ramos será protagonista de uma efeméride no ano que vem, quando se completam seis décadas da sua morte.

A ideia de inovar na homenagem parece mesmo agradar aos organizadores, que destacaram, como um dos pontos altos da 10ª edição da Flip, a inserção de leituras do autor festejado na abertura de cada mesa de debates. Poemas de Drummond foram lidos para a plateia, que podia optar por ouvi-los em inglês. De acordo com Munhoz e a britânica Liz Calder, que idealizou o evento literária, esse formato fez com que editoras estrangeiras — de países como Reino Unido, França, e Estados Unidos — tivessem contato com a literatura brasileira. “Debora Rogers, uma importante agente literária, veio para cá e esteve conversando com autores nacionais”, disse Liz, sinalizando para a crescente importância da Flip na inclusão do Brasil no mercado literário internacional.

Foram lançados dois livros e um DVD em comemoração aos 10 anos da Flip. O livro 10/Ten reúne textos traduzidos de cinco estrangeiros, entre eles Ian McEwan e Julian Barnes, e cinco inéditos de brasileiros, como Milton Hatoum e Beatriz Bracher. A obra não-ficcional Flip – Dez Anos foi escrita em forma de reportagem por jornalistas como Zuenir Ventura e Humberto Werneck, que participaram de mesas. O DVD Uma Palavra Depois da Outra: A Arte da Escrita traz a apresentação de mais de cem autores.

Quanto ao público que visita Paraty motivado pela Flip e seus desdobramentos, a organização, com informação de pousadas, restaurantes e autoridades locais, estima uma leva de 25.000 pessoas.

Maria Carolina Maia e Raissa Pascoal

08/07/2012

às 10:01 \ Entrevista, Eventos

Cinco perguntas para Alejandro Zambra, o chileno da vez

Escritor chileno da vez, sendo apontado até como o sucessor do fenômeno Roberto Bolaño (1953-2003) – que ganhou os círculos literários europeus com romances caudalosos em que se mesclam referências de literatura e história –, Alejandro Zambra é o principal representante da nova literatura latino-americana na 10ª edição da Flip. O evento conta também com a argentina Paloma Vidal, o haitiano Dany Laferrière e a cubana Zoé Valdés.

No Brasil, Zambra ainda é conhecido apenas por seu romance de estreia, o premiado Bonsai, publicado em 2006 no Chile e este ano por aqui, pela Cosac Naify. O livro conta a história de um casal jovem, Julio e Emilia, que estuda literatura e tem uma relação amorosa e sexual intensamente conectada com o ato de ler e com a formação literária e intelectual dos dois. O relacionamento se desdobra com a aparição e intervenção de outros personagens secundários e é pontuado por referências literárias, constantes em todos os capítulos do livro.

“O amor como tema me interessa muito. A minha geração foi a primeira a crescer sabendo que tudo tem um custo, que o amor não é para sempre, que todo mundo se separa, que a decisão de ter filhos é muito complexa”, diz Zambra, 37, destacando que a forma de encarar um relacionamento mudou em sua geração.

Além da mesa de que participou na quinta-feira, ao lado do espanhol Enrique Vila-Matas, o chileno Alejandro Zambra marcou presença na noite de Paraty – na sexta, foi à festa que a sua editora, a Cosac Naify, promoveu em um barco ancorado no cais da cidade. E conversou com VEJA Meus Livros. Confira abaixo uma seleção de cinco perguntas para Alejandro Zambra.
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07/07/2012

às 17:51 \ Entrevista, Eventos

Teju Cole: camadas de tragédia

Antes da entrevista começar, Teju Cole avisa que não quer ser filmado. O escritor, que conquistou a crítica dos Estados Unidos no ano passado com seu romance de estreia, Cidade Aberta, recém-lançado no Brasil pela Companhia das Letras, e se tornou uma boa aposta nos círculos literários, sabe que falar de seu trabalho é necessário para vendê-lo. Ainda mais quando se está começando. “Eu sou jovem”, diz o autor de 37 anos. “Mas também sou tímido.” Além da vergonha, Cole, que pensa longe, quer impor limites. Sabe que poderá ser assediado de forma crescente nos próximos anos e prefere estabelecer já seu espaço. Se ele pensa em se tornar um Thomas Pynchon, o misterioso autor americano que nunca dá entrevistas e de quem nem mesmo se conhece a cara? “Ah, quem me dera ser tão louco quanto ele”, ri. É assim, com franqueza e também com simpatia, com orgulho de seu trabalho e também com simplicidade, que Teju Cole fala como procurou captar a falta de compaixão humana em Cidade Aberta.

MAIS FLIP: Acompanhe a cobertura das mesas no blog Todoprosa

“Este é um livro sobre o quanto é difícil sentir compaixão. Acredito que todos nós tentamos, de diferentes maneiras, fazer a coisa certa. E por razões psicológicas e de fraqueza pessoa, nós muitas vezes falhamos nessa tentativa e chegamos a ser brutais uns com os outros. Eu gosto de explorar essa imperfeição, porque é assim que as pessoas são de verdade, boas e más, não apenas boas ou apenas más”, conta, fazendo referencia a Julius, o protagonista de Cidade Aberta.
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