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28/04/2012

às 8:29 \ Livros da Semana

‘O Circo da Noite’, a promessa juvenil que não se realiza

Celia tinha cinco anos de idade quando foi enviada ao pai Hector Bowen junto com um bilhete de suicído de sua mãe. Hector viajava o mundo todo se apresentando como Próspero, o Mágico, mas não era magia o que ele praticava. Ele tinha poderes sobrenaturais e fazia de tudo para que seu público pensasse que não passava de ilusionismo. Em pouco tempo, Hector percebeu que a filha tinha os mesmos poderes. Ela conseguia destruir um relógio e, logo em seguida, fazê-lo voltar a funcionar só com a força do pensamento. Para desenvolver suas habilidades, Hector fazia coisas inimagináveis: cortava as pontas dos dedos da garota uma a uma até que ela fosse capaz de curar as dez de uma só vez. Os poderes de Celia levaram Hector a propor um desafio a um antigo rival, Alexander H., um homem misterioso que sempre surgia trajando um terno cinza. Alexander treinaria alguém para o duelo que acontece em O Circo da Noite (tradução de Claudio Carina, Intrínseca, 368 páginas, 34,90 reais na versão impressa e 19,90 reais na versão e-book), livro de estreia da artista multimídia americana Erin Morgenstern.

Foi em Londres do final do século XIX que Alexander escolheu um pupilo a ser moldado para o confronto. Marco, o eleito, vivia num orfanato e saiu de lá com o homem de terno cinza sem saber o que lhe aconteceria. Anos mais tarde, Marco e Celia se encontrariam no Cirque des Rêves (Circo dos Sonhos) para o tão esperado jogo. O circo foi montado por um grupo liderado pelo excêntrico Chandresh Lefèvre, mas nem ele nem a maioria dos responsáveis por idealizar o palco daquela disputa sabiam do que se tratava. Mas aquele não era um circo comum. Era formado por várias tendas, como a Labirinto de Nuvens ou a Jardim de Gelo, que ofereciam experiências sensoriais aos visitantes. A construção dessas tendas e toda a engrenagem do circo eram obras de Celia e Marco e faziam parte do desafio. “Como você impede que todos envelheçam? – pergunta Celia depois de um tempo. – Com muito cuidado – responde Marco. – E eles estão envelhecendo, só que muito lentamente.”

O resumo da história é simples: o circo percorre muitos lugares e Marco e Celia se apaixonam, dificultando o jogo. Os contendores não conhecem as regras da disputa, tampouco o leitor. Aparece uma tenda aqui, outra acolá, mas não ocorre um embate verdadeiro entre os dois. Ao final da história, o jogo termina sem que o leitor tenha se dado conta de como os movimentos dos adversários influíram no duelo. Aí, o leitor ainda é apresentado a Bailey, um garoto de Massachusetts que não pertence ao circo, mas está envolvido no desfecho da história. Sua participação, quase sempre narrada num tempo futuro, também é algo obscuro e difícil de relacionar com o principal do romance, que é o jogo.

Em uma entrevista, Erin Morgenstern disse que escreve a partir de imagens que vislumbra. “Pego pedaços e os coloco juntos. Escrever é quase como fazer uma colagem.” A sensação de percorrer O Circo da Noite é exatamente a de estar lendo partes de uma história, já que o texto tem inúmeros capítulos pequenos, escritos em parágrafos curtos que mais descrevem os ambientes do que encadeiam uma narrativa. Trechos como este recheiam a obra: “Velas de diferentes cores e formatos em candelabros de prata, queimando em conjuntos de três, rodeiam a mesa no centro do recinto. Sobre a mesa há uma xícara de chá que esfria devagar, um cachecol parcialmente emaranhado numa bola de algodão carmesin”. A exposição minuciosa do cenário não é ruim, pelo contrário, leva o leitor a imaginar cheiros, texturas e a ordenação dos objetos, mas essa capacidade descritiva não se reflete no enredo. O livro começa como se prometesse alguma ação e muita emoção, mas isso não acontece.

O Circo da Noite foi apresentado na Feira do Livro de Frankfurt, em outubro de 2010, e gerou um certo bochicho. O livro só seria lançado em setembro do ano seguinte, mas bem antes disso, em janeiro de 2011, a Summit Entertainment, a produtora da saga Crepúsculo, se adiantou e comprou os direitos de adaptar a obra, hoje publicada em 30 países. A crítica internacional chegou a dizer que O Circo da Noite poderia encantar os órfãos de Harry Potter e de Crepúsculo (vale lembrar que a autora já disse que não escreverá uma continuação para a história), mas é difícil equiparar o livro de Erin Morgenstern com esses dois fenômenos editoriais. Especialmente, com Harry Potter, que tem de fato alguma qualidade literária.

Se Erin abusa da criação de poderes sobrenaturais para seus personagens, seguindo a onda deflagrada pela americana Stephenie Meyer em Crepúsculo, não consegue fazer de Celia e Marco personagens capazes de mesmerizar os adolescentes. Crepúsculo não fez sucesso por sua qualidade, mas por ter conquistado o público juvenil com seu romance gótico entre Bella, a moça determinada mas inocente que se apaixona por Edward, um vampiro meio mórbido, porém bonito e amável. Celia e Marco, ao contrário, não têm características marcantes, já que a autora trata muito mais do funcionamento do circo que de seus protagonistas. Só depois de mais de metade do livro é que eles se aproximam e, por mais que o leitor pressinta que isso vá ocorrer, a situação é um tanto quanto abrupta e sem graça, pois o casal interage poucas vezes antes desse momento. E, depois dele, os encontros entre os dois continuam escassos e carentes de uma boa pitada de paixão.

O livro se compara menos ainda à série Harry Potter, da inglesa J.K. Rowling. O Circo da Noite está o tempo todo com o pé no acelerador. Pode-se afirmar que os personagens de Rowling são unidimensionais, mas ela, no entanto, é uma grande argumentista. Já Morgenstern não consegue construir um enredo para o cenário que criou. O máximo de ação que se vê no livro são personagens percorrendo as tendas do circo e se deparando com “criaturas feitas de papel”. “Sinuosas serpentes brancas com suas línguas negras faiscantes.” À falta de uma boa história, soma-se uma maneira simplória de descrever emoções. É comum alguém que “franze a testa” ou “faz uma careta”. Há ainda frases desengonçadas como “Acima deles, o relógio continua a virar suas páginas, desenrolando histórias pequenas demais para serem escritas”. Um crítico americano chegou a afirmar que O Circo da Noite é “um Romeu e Julieta envolto em magia” – o que deve ter feito Shakespeare revirar na tumba- e, de um modo geral, todos foram bastante condescendentes com Erin Morgenstern. Resta saber se o livro lhe renderá um séquito de fãs.

Até aqui, semanas depois de lançado, ele não decolou no país. Não aparece nem entre os vinte mais vendidos.

Simone Costa

 

O Circo da Noite

Erin Morgenstern

Intrínseca

Crepúsculo

Stephenie Meyer

Intrínseca

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19 Comentários

  1. Clara

    -

    27/01/2014 às 23:34

    Ultrajante. Só consigo pensar nessa única palavra para descrever as palavras escritas nesta postagem. Ridículo. Sinceramente, o livro é mais do que incrível. Realmente estás comparando O Circo da Noite com Crepúsculo?! Crepúsculo é uma vergonha, difama toda uma história criada por, principalmente Bram Stoker, ao tratar de vampiros como seres que brilham ao serem “tocados” pelo sol. Por favor. Faça um favor a si mesma: leia o livro, se imagine nele antes de julgar pelo ranking de “mais vendidos”. Pois só posso imaginar que foi por isso que o descreveu assim, pois se o tivesse julgado pela capa, as palavras seriam bastante agradáveis.

  2. Daiene

    -

    07/01/2014 às 17:05

    Sério que voce esta comparando O Circo da Noite Crepúsculo? Veja só um conselho: Não precisa igualar sua revista a esse país de alienados e sem opinião contratando pessoas com esse perfil. Antes de querer publicar uma resenha, contrate um leitor da próxima vez. Grata.

  3. Débora Costa

    -

    30/12/2013 às 3:27

    Aposto que a autora da coluna não é uma leitora. Primeiramente, Erin criou um universo que vai muito além da paixão dos personagens principais. Você se pega envolvido no desafio, em como os personagens se desenvolvem ao longo da narrativa. Ao contrário do que está escrito à cima, os personagens tem uma grande pitada de paixão sim, e ela se encontra no fato de que ambos dividiram a mesma experiência, eles estão ligados pelo desafio e isso é o que faz com que um se apaixone pelo outro. Mas isso não importa, a história vai muito além da relação dos dois, é sobre o que envolve os dois. O circo, o desafio, as pessoas ligadas ao universo do Circo.
    Erin criou uma obra extremamente genial, mas isso, é claro, é apenas para pessoas que sabem reconhecer um bom livro.

  4. Monique Gentil

    -

    30/10/2013 às 12:51

    Realmente, não sei como a Veja aceitou que isso fosse publicado no nome dela.
    Pensei em mil coisas pra escrever. Mas já está tudo escrito nos comentários abaixo.
    O livro é ÓTIMO e totalmente cativante. tive que me OBRIGAR a ler um capitulo por dia, depois que li metade do livro em um dia só e quase chorei pensando que ia acabar muito rápido.
    Me fez perder a noção do tempo e do mundo. Me mudei pra esse mundo maravilhoso.
    Sou uma rêveur.

  5. Karina Menezes

    -

    20/10/2013 às 15:59

    Bom todos somos únicos!
    E este livro também.
    Me fez transportar para dentro dele e é isso que importa em um livro.
    O resto é desnecessário

  6. Glauco Souza

    -

    30/06/2013 às 16:53

    Concordo com Simone Costa, Erin cria um cenário perfeito, mas não sabe desenvolver isso através das personagens. Ainda sim, eu gostei muito do livro, a escrita da autora consegue envolver o leitor e isso foi fantástico. Fiquei fascinado com o apelo visual e achei o livro muito bom, mas não ÓTIMO

  7. Mariana Siqueira

    -

    28/06/2013 às 2:16

    Simone, achei uma resenha extremamente injusta. Comparar livros é o erro mais brutal que um crítico de leitura pode cometer. Especialmente se os mesmos nada tem a ver um com o outro. Acho a história magnífica e dificilmente será um best seller no Brasil porque as pessoas querem livros com histórias mais fáceis de entender, mais diretas, o que vende hoje em dia é o erotismo e o romance juvenil. Um público seleto que procura bons livros não é maioria no nosso país, visto que 50 Tons está na lista dos mais vendidos, então o fato de um livro não fazer sucesso no Brasil não diz nada. Histórias geniais dificilmente entram na lista dos mais vendidos, pois nem todos estão abertos para tal genialidade. Já a questão de ter gostado ou não é de seu direito, opinião é opinião.

  8. Lorena

    -

    19/05/2013 às 19:00

    Essa foi a crítica mais descabida que já li de um livro! Por favor, o livro é maravilhoso e encantador, e não tem absolutamente nada haver com Crepúsculo e Harry Potter. É MELHOR, e acho que precisa-se até de um certo grau de amadurecimento para fazer a leitura. O Circo da Noite é maravilhoso, mágico e inteligente e o foco do livro de forma alguma é o casal e sim o Circo. Por favor Veja, arranje alguém melhor para fazer suas críticas, alguém que ao menos tenha lido o livro. Fico feliz ao ver que todos os cometários que li concordam comigo, porque francamente, essa crítica foi um horror!

  9. Rêveurs Brasil

    -

    11/05/2013 às 20:07

    Não sei a quem devo minha indignação, mas me horrorizo com esta critica descabida e infame.
    Marco e Celia são singulares, assim como os outros personagens e toda a trama, o livro inteiro é de uma criatividade estupenda.
    Erin Morgenstern com certeza me impressionou, sua escrita é doce e envolvente.
    Seus personagens cativantes e cada palavra descreve uma encantadora viagem, onde a única decepção se dá quando a última página é lida e cai a ficha de que o circo não vai chegar a cidade tão cedo.
    Sinceramente sinto apenas dó de quem não tem os olhos abertos para a magia úica de Le Cirque des Rêves.

  10. Diogo

    -

    25/04/2013 às 22:17

    Estou indignado com a resenha,primeiro que comparar “Crepúsculo” com “O Circo da Noite” não faz nenhum sentido,são de diferentes estilos e “O Circo da Noite” dispara longe na criatividade,que no caso Meyer não só arruinou os vampiros,como fez uma cópia horrível da maravilhosa obra de “L.J.Smith – The vampire Diaries” (minha opinião).E dizer que a Bella tem características marcantes,não vou nem comentar,não estou aqui para falar mal de “Crepúsculo”.
    “Harry Potter” é a saga que marcou minha vida,e é também a série de livros que mais lucrou em todos os tempos,sem comparações,nada se compara a “Harry Potter”,com exceção de “O Senhor dos Anéis”.
    Já fez muito mal nas comparações,agora falar que “O Circo da Noite” é simples,se fosse tão simples criar uma coisa dessas,por quê você ainda não se tornou escritora? Simples…Puff.
    Chamar “O Circo da Noite” de simples,faz parecer que “Crepúsculo é piada,o que ele é na verdade,uma grande piada (sim,eu odeio “Crepúsculo).
    Achei essa resenha muito revoltante,espero que ninguém mais tenha uma opinião tão ruim a respeito de um livro tão bom e por favor IGNOREM essa resenha,o livro é ÓTIMO.
    Mais uma coisa,Simone o livro pode não ter aparecido entre os 100000000 mais vendidos,mas não significa que ele não seja bom e envolvente (palavra que define o livro – Envolvente).
    Tomara que antes de você ter escrito isso,você leu o livro.

  11. Isabela Costa

    -

    05/04/2013 às 0:59

    Há ainda frases desengonçadas como “Acima deles, o relógio continua a virar suas páginas, desenrolando histórias pequenas demais para serem escritas”. – isso mostra que ela nem entendeu o que o relógio faz pra achar que é uma frase desengonçada.

    Além disso, concordo com todos os comentários de vocês, que o mais importante dentro de O Circo da Noite é justamente como você se imagina dentro das tendas e sendo um visitante. Muito estranho ler uma resenha assim sobre uma coisa tão linda e diferente que é esse livro.

  12. Renata Dias

    -

    29/03/2013 às 12:52

    Comprei esse livro pelo nome e me encantei, não somente pelo enredo, mas pela narrativa completamente diferente. O interessante desse livro não é a história em si, que aparentemente é simples, mas a forma na qual ela é disposta. Claramente, fãs que aclamam Crepúsculo como obra prima da literatura não irão gostar de um livro como este. O Circo da Noite também não ganhará um Nobel, contudo, é necessário um leitor mais experiente para entender as subtramas retratadas no livro. Comparar o circo da noite com Crepúsculo e Harry Potter chega a ser grotesco, já que eles só tem o tema magia em comum. Suas pretensões são completamente diferentes.

  13. Laís Martins

    -

    30/01/2013 às 17:49

    Eu estou abismada com a forma que a Simone escreveu o texto. Parece uma adolescente que por algum motivo se chateou e escreveu de qualquer forma demonstrando apenas seu estado emocional. E estou impressionada que a Veja tenha permitido essa publicação.
    O livro é bom e isso não é uma opnião minha. É só conferir todas as críticas relacionadas. Além disso, foram vendidas muitas cópias. Alias, a aprovação foi tamanha que irão fazer o filme.

    “frases simplórias”? O livro é tão bem descrito que parece real.
    O último parágrafo todo a autora pegou pesado.
    Enfim, minha opnião.

  14. Wanderson

    -

    26/01/2013 às 21:39

    Li o livro e gostei bastante, foi um livro que me cativou e prendeu minha atenção, seria uma pena não ter uma continuação. Um livro muito gostoso de ler, não me arrependo de te-lo comprado de forma alguma!

  15. Barbara

    -

    16/09/2012 às 23:49

    Quem escreveu isso não deve ter lido o livro…! As descrições são perfeitas e nos levam direto ao ambiente apresentado, como se fossemos arrebatados do nosso mundo e transportados ao próprio Circo. É poético e fascinante, a atmosfera mágica e inocente remete à infância de quem lê. O romance e os personagens são secundários, o próprio desafio que é o tema do livro desaparece em meio ao Circo. O “personagem” principal é o Circo em si, fazendo com que todos os outros se tornem figurantes. É como se o Circo tivesse vida própria. O livro é maravilhoso e vale a pena.

  16. Ana

    -

    25/08/2012 às 14:10

    “Se Erin abusa da criação de poderes sobrenaturais para seus personagens, seguindo a onda deflagrada pela americana Stephenie Meyer em Crepúsculo, não consegue fazer de Celia e Marco personagens capazes de mesmerizar os adolescentes. Crepúsculo não fez sucesso por sua qualidade, mas por ter conquistado o público juvenil com seu romance gótico…” Neste trecho da “reportagem” já vemos porque o livro não teve tanta aceitação, ainda mais aqui no Brasil: as pessoas não estão atrás de qualidade, e sim de moda. Podemos ver pelo tipo de músicas e ‘memes’ que as pessoas vêm espalhando repetidamente pela internet (e fora dela). Li toda a saga “Crepúsculo” e gostei. Porque, mesmo não sendo o texto mais inteligente e criativo, tem um “quê” de clichê que todo mundo, mesmo não admitindo, gosta. Já “O Circo da Noite” instiga a imaginação dos leitores. E, ao contrário do que foi dito na “reportagem” é possível sentir, sim, emoção nos encontros de Celia e Marco. Quem leu o livro sabe que os personagens eram rivais em uma disputa misteriosa, o que não facilitaria pra ninguém entrar de cabeça numa relação, sendo criados um pra derrotar o outro. Enfim, mesmo sendo de uma ‘cultura’ diferente de “Crepúsculo” e “Harry Potter” é um ótimo e contagiante livro.

  17. Camila

    -

    22/08/2012 às 17:25

    Concordo com as outras duas que comentaram. O foco é mais no circo e na magia que no romance em si. O mais atraente na história é mundo surreal criado pelo circo.

  18. Patrícia

    -

    01/08/2012 às 14:36

    Acho o livro muito bom, não se atém a figuras rasas e clichês. Exige do leitor profundidade e uma viagem ao mundo do maravilhoso. O que mais encanta não é o romance em si, mas toda a construção de um universo paralelo onde tudo é possível, universo este que se diferencia e destaca por não cair num lugar comum.

  19. Isabela

    -

    18/07/2012 às 14:42

    Gostei do livro. É cativante. Faz você querer participar do circo. São deliciosas as partes em que ela descreve os aromas do ambiente, fazendo você ficar confortável (ou não) nos ambientes. É um livro para prestar atenção nos detalhes, principalmente nas datas e nos lugares de cada capítulo. Os encontros entre os personagens principais são escassos, mas quando ocorrem apresentam-se intensos. Vejo que as “frases desengonçadas” servem para mostrar ainda mais a estranheza e a surrealidade que contornam o circo.

 

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