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13/11/2010

às 14:11 \ Eventos

Curador admite mudanças no Jabuti, mas critica Record

Pela primeira vez na Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto, que acontece até segunda-feira em Olinda, o curador do Jabuti, José Luiz Goldfarb, admite mudanças nas regras do prêmio. Diz, no entanto, que eventuais alterações  não deverão ser creditadas a Sergio Machado, presidente do grupo Record, que nesta semana ameaçou romper com a premiação caso seu regulamento não seja revisto.

“Não vamos mudar as regras apenas porque o editor perdedor sai por aí gritando”, diz Goldfarb, que classificou como “truculenta” a atitude de Machado. “Se ele estava incomodado com as regras, deveria ter me telefonado, não precisava criar essa celeuma. Mas acho que, se ele tivesse ganhado, acharia que as regras são boas.”

Em carta enviada nesta semana à Câmara Brasileira do Livro (CBL), Machado anuncia sua pretensão de deixar o Jabuti e alega que a vitória de Chico Buarque com Leite Derramado na principal categoria do prêmio, a de Livro do Ano de Ficção, atende a “critérios políticos”, já, que, em sua categoria de origem, a Romance, a obra perdeu para Se Eu Fechar os Olhos Agora, título do jornalista Edney Silvestre editado pela Record.

Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras, que publicou Leite Derramado, teria ligado para Goldfarb pedindo uma “resposta com veemência da CBL” ao ataque de Machado. “Ele ficou chateado com a insinuação de favorecimento político do seu autor”, conta o curador.

Segundo Goldfarb, o editor da Record não foi o único a protestar contra as regras do Jabuti, que permitem que um livro não campeão em sua categoria leve o troféu principal. “Tenho recebido muitas mensagens no Twitter, e percebo que o método realmente gera alguma estranheza. Temos um corpo de jurados que elege as três principais obras do ano em cada categoria, criando uma espécie de shortlist de livros de ficção que vai a votação entre os associados da CBL. E, nessa disputa final, os três primeiros colocados de cada grupo competem em pé de igualdade”, explica Goldfarb.

“Uma solução para essa situação pode ser acabar com a hierarquia entre os três vencedores de cada categoria, ordenando-os apenas por ordem alfabética. Vou levar essa questão à próxima reunião da comissão organizadora do Jabuti, em janeiro.”

Maria Carolina Maia

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18 Comentários

  1. Mateus

    -

    19/03/2011 às 8:29

    Fã incondicional de Chico Buarque, um dia fiquei triste qdo um amigo me questionaou sobre se nas suas músicas nao tinham uma co-autoria do seu pai, tio e outros letrados da família. Agora com esse episódio, temo que meu amigo tenha certa razão, pq curiosamente a fonte secou há muito e obra literária dele são está no mesmo patamar da obra musical.

  2. Ronaldo Garcia

    -

    07/12/2010 às 22:49

    O que mais me incomoda é que toda a celeuma se dá por objetivos econômicos. A Record não está preocupada em defender a qualidade literária de um ou de outro e sim, preocupada com a vendagem que o prêmio proporcionaria.

  3. Ronaldo Garcia

    -

    07/12/2010 às 22:45

    O comentário que fiz pode parecer uma crítica ao Edney. Nada disso. Só me referi ao fato de que muitos escritores estão por aí sem espaço, como poderia estar o Edney se não fosse uma jornalista ligado em literatura e que entrevistou muitos dos nossos melhores escritores, que são gratos por isso.
    Quanto a devolver o prêmio, influência política e outros tais, pura bobagem das viúvas do Serra que, certamente, nem leram os livros.

  4. Ronaldo Garcia

    -

    07/12/2010 às 19:57

    Pura bobagem! Leite Derramado ganhou vários prêmios, inclusive em Portugal. A influência política atravessou o atlântico?
    O Edney Silvestre dificilmente teria conseguido o Jabuti, ou até aparecer, se não fosse um jornalista especializado em literatura, que presta bons serviços e teve o reconhecimento por isso.

  5. Judson Canto

    -

    15/11/2010 às 10:42

    Um dos primeiros reflexos da eleição de Dilma foi o maior prêmio literário do Brasil perder a sua credibilidade. Faz sentido.

  6. Euclécio Soares

    -

    14/11/2010 às 12:00

    Não sei se a coisa ocorreu por critérios políticos. Até acho que não. Penso que esse tipo de paradoxo, a eleição de um livro que ficou em segundo na sua categoria, como melhor do ano, é uma forma inegável de incompetência. Não dos jurados, mas dos organizadores, que não sabem arrumar um certame de modo a impedir que ocorram injustiças e absurdos. Imaginem. O segundo colocado ficar em primeiro. Cômico. E chato para o autor, que não merecia passar por esse vexame.

  7. Perola

    -

    14/11/2010 às 10:16

    Acabar com a hierarquia é a maneira de acobertar as próximas “marmeladas”,dando a impressão de que se fez algo para acabar com elas.

  8. Eustáquio Tolentino (Montes Claros-MG)

    -

    14/11/2010 às 9:52

    Aos desalentados perdedores da eleição, um pedido: respeitem o gênio Chico Buarque de Holanda. É só!

  9. Paulo Pereira

    -

    14/11/2010 às 9:35

    Os srs. Goldafarb e Schwarcz podem dizer o que quiserem, mas que a premiação foi uma grande marmelada, isso foi. E o Chico não precisa disso; é vergonhoso. Por isso, “devolve o Jabuti, Chico”! Logo!
    E a tal “ordem alfabética” a ser criada, dá pra explicar melhor ou é só outro caminho para chegar no mesmo resultado?

  10. Josué Soares

    -

    14/11/2010 às 7:37

    Sr. Goldfarb,
    Só num país comandado por interêsses mesquinhos e políticos, pode acontecer o que acontece com o seu “jaboti”, que deveria ter seu nome mudado para “prêmio maracutaia”. Não é possível entender como um livro que não consegue ganhar na sua categoria, ganhe no geral. A única explicação está na plateia: “dil-ma, dil-ma…”. è muita cara de pau estar estranhando o posicionamento da Record, deveria estranhar como outras editoras de respeito ainda participem dessa desavergonhada marmelada.
    Espero que mudem o senhor do posto, mudem as regras do jogo e que outras editoras sérias não sirvam de trouxas para ratificar a maracutaia.
    Josué

  11. Cupertino

    -

    14/11/2010 às 7:06

    A Record é uma editora que traz em seu histórico inúmeras ações grosseiras, de traição e de não medir consequências quando o assunto é grana. Calou quando se inscreveu e chorou quando perdeu! Assim não tem graça!

  12. mauricio

    -

    13/11/2010 às 23:32

    CHICO BUARQUE UM “BON VIVANT”, DISFARÇADO DE SOCIALISTA.SERIA LOUVAVEL ELE POPULARIZAR SEUS SHOWS, CONSIDERADOS UM DOS MAIS CAROS , HIPOCRISIA, SÃO SEPULCROS CAIADOS!!!!!!

  13. Fernando

    -

    13/11/2010 às 23:30

    Brilhante a solução, hein? Ordem alfabética…

    Ou seja, para justificar um erro, se exclui o mérito.

    Ridículo.

  14. Daniel Capdeville

    -

    13/11/2010 às 22:01

    “Uma solução para essa situação pode ser acabar com a hierarquia entre os três vencedores de cada categoria, ordenando-os apenas por ordem alfabética. Vou levar essa questão à próxima reunião da comissão organizadora do Jabuti, em janeiro.”

    Com essa muança fica fácil favorecer o vencedor sem que outros se dêem conta com facilidade da marmelada.

    É ele que mesmo mudar. Pra um critério menos transparente ainda.

    Isso é uma vergonha!

  15. Manoel Bastos

    -

    13/11/2010 às 20:31

    É coisa típica dos petralhas, que acham que tudo o que fazem é louvável, haja vista o fato de serem petralhas.
    É como o fato de ser petralha se permita mentir, roubar, enganar e fazer o diabo a quatro. Os petralhas se acham escolhidos e o resto é o resto. Pode-se mandar gente ao paredão em Cuba, matar de fome nos países socialistas, roubar…..
    Chico é uma vergonha,mas o futuro saberá julga-lo e vai enfeitar a estante dos idiotas úteis à esquerda.

  16. roberto

    -

    13/11/2010 às 18:18

    A obra literária de Chico Buarque é idêntica a sua voz: péssima.


 

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