Geraldo Samor VEJA Mercados

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O capitalismo e seus protagonistas. A estratégia das empresas. A tal da mão invisível. O espírito animal. E as políticas públicas que ajudam e atrapalham.

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Geraldo Samor foi correspondente no Brasil do The Wall Street Journal, da agência Dow Jones e da International Financing Review (IFR). Foi produtor do Podcast Rio Bravo e consultor de hedge funds americanos com investimentos no Brasil. Desde 2014, é responsável pelo VEJA Mercados.

Atordoados com a crise, empresários buscam seu papel

Por: Geraldo Samor

Em meio a um impasse político e econômico sem precedentes na história do País, a classe empresarial brasileira parece estar tateando no escuro, tentando achar seu papel na desmontagem da crise com um olho na governabilidade imediata e outro no Brasil pós-Dilma.

A busca por este equilíbrio delicado — que tem sido expresso em entrevistas polêmicas, jantares protocolares e conversas privadas — mostra os empresários tentando consertar um problema bem diferente dos seus desafios diários (preços, balanço, fluxo de caixa) e mais afeto a temas intangíveis e frequentemente subjetivos, como representatividade, legitimidade e a aplicação da lei.

A grande pergunta é se a crise ora instalada tem, efetivamente, conserto — e se os empresários estão aptos a contribuir para ele — ou se os acontecimentos tomaram uma dinâmica própria e serão resolvidos apenas pelos frangalhos do que sobrou da Política digna daquela letra maiúscula e pelo funcionamento das instituições.Luiz Carlos Trabuco

Homens como Ulysses Guimarães e Mario Covas estão mortos, homens como Pedro Simon e Cristóvam Buarque ou estão aposentados ou estão na minoria, e um Fernando Henrique Cardoso parece inclinado a dar diretrizes da beira do campo, não de dentro dele. Tudo isto enquanto o que seria o maior partido de oposição — e o intérprete natural da vontade expressa nas ruas — encontra-se momentaneamente fraturado entre três agendas pessoais concorrentes.

O consenso entre os empresários é que o problema político se tornou ainda mais grave que o econômico: o primeiro, na verdade, retroalimenta o segundo, criando um cenário cujo resultado final é simplesmente impossível de prever.

Não se pode esperar dos empresários uma voz monolítica: os condutores do PIB são um grupo tão heterogêneo quanto a própria sociedade, e suas agendas misturam preferências pessoais, interesses empresariais e uma vontade de tirar o País da paralisia.

A etiqueta republicana é clara: não se recusa um convite para jantar com o(a) Presidente.

Ainda assim, é quase impossível imaginar algum dos convidados ao jantar da semana passada no Alvorada — ainda mais a esta altura do campeonato — com ânimo para falar verdades a Dilma Rousseff.

Todos os comensais sabem exatamente o que tem que ser feito na economia: além de uma boa intuição própria, eles pagam (e ouvem) os melhores consultores, mas não dizem as verdades porque sabem que a Presidente — rodando a 9% de sua popularidade mais ainda a 90% de sua soberba — não quer ouvir.

Incapaz da mais elementar autocrítica, Dilma continua achando que tudo o que fez é certo, e se algo deu errado é porque ela “subestimou” um fator ou outro.

Ainda assim, alguns grandes nomes têm claramente agido como bombeiros.

No dia 8, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, deu entrevista à Folha. Disse que o País terá que “consertar o avião em pleno vôo, não dá pra esperar pela aterrissagem” e, numa aparente referência à oposição feita por Eduardo Cunha, disse que “as pessoas precisam ter a grandeza de separar o ego pessoal do que é melhor para o país.”

João Roberto Marinho, acionista das Organizações Globo, tem dito a interlocutores que “ainda” não vê razões materiais para um processo de impeachment.

Finalmente, semana passada, Roberto Setúbal, CEO do Itaú Unibanco, disse que tirar Dilma agora “criaria uma instabilidade ruim para nossa democracia.” Para quem estava acostumado a associar o Itaú ao PSDB, foi um momento “Nixon na China”, ou, para os católicos tradicionais, aquele momento em que o Papa Francisco perguntou, a respeito dos gays: “Quem sou eu pra julgar?”

Roberto SetúbalEnquanto os bombeiros se expunham publicamente para drenar o combustível da crise, na Avenida Paulista alguém teve a bela ideia de acender um fósforo.

O prêmio hipocrisia da semana ficou com a FIESP, que desancou — talvez o verbo certo seja “caluniou” — Joaquim Levy, dizendo que o ministro “não demonstra preocupação com o desemprego no país, com os setores produtivos.” (Levy é aquele cara convocado a botar a pasta de dente de volta no tubo, e a FIESP ainda exige que a solução encontrada seja elegante.)

Paulo Skaf ainda arrematou: “Se o ministro da Fazenda não tiver a competência de encontrar outros caminhos para resolver a questão econômica brasileira, a não ser o aumento de impostos, é melhor ele arrumar as malas e voltar pra casa.”

A posição de Skaf lembra a infeliz cena doméstica em que, puto com a sogra, o marido bate na mulher. O presidente da FIESP está careca de saber que os ‘outros caminhos’ para resolver a questão econômica estão longe de depender da ‘criatividade’ do ministro, e sim de um capital político que inexiste no atual Governo, que, como no slogan clássico da monarquia parlamentarista, ainda “reina mas não governa.”

A despeito do fetichismo com “corte de gastos” que existe hoje — justificadamente — na sociedade, 80% dos gastos públicos são o-bri-ga-tó-rios, ou por força de vinculações constitucionais, ou por força de regras que atrelam o gasto ao crescimento da economia. (Outros 10% são a folha de pagamentos de funcionários ativos e os 10% finais são o investimento público e uma parte pequena do custeio.)

Finalmente, seria cômico, se não obscenamente trágico, ver a reação de Skaf no dia em que Levy resolver mesmo ir embora e o dólar bater em 4 reais, quebrando a parte dos associados da FIESP que ainda permanecem solventes.

Os esforços de alguns empresários para agir como bombeiros da crise e o trabalho diligente da FIESP de aprofundá-la revelam que o Brasil é acometido de duas condições psíquicas: a Presidente é maníaco-depressiva, e o PIB, esquizofrênico.

Para quem olha a coisa de fora, fica parecendo o seguinte: os empresários não querem que Dilma saia, mas também não querem o ajuste necessário.

Alguém vai ter que ceder.

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Comentários

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  1. Fabio

    Qualquer banco internacional tem USD 8 bi para emprestar. Porque o Brasil não toma emprestado? e o FMI?

  2. Pedro

    Vamos trabalhar Geraldo! Quatro dias sem seus textos…. Estou ansioso.

  3. José Carlos Lobo Barbosa

    Carta aberta ao Excelentíssimo Ministro Joaquim Levy e a todos os internautas,

    Prezado Levy, acredito em sua alta qualificação técnica e em suas boas intenções em ajudar a economia brasileira.

    Porém, o desgoverno Dilma é ESQUERDISTA demais para o seu nobre liberalismo econômico ultrassofisticado, moldado na respeitadíssima The University of Chicago.

    Quem conhece o competente “Chicago Boy” Joaquim Levy sabe que ele SEMPRE QUIS CORTAR MUITAS DESPESAS e criar receitas SOMENTE via VENDA DE ATIVOS e PRIVATIZAÇÕES (sem onerar ainda mais os contribuintes) para DIMINUIR a crescente DÍVIDA BRUTA governamental (+ de R$ 2,6 trilhões correspondendo a 64% do PIB com estimativas de chegar a 78% em dez/2018!)

    Atenção! É Dilma e Nelson Barbosa que querem aumentar impostos e não cortar mais despesas!

    Aprendam, caros leigos! Economistas DIREITISTAS (como o Levy) são CONTRA o aumento de impostos, pois são A FAVOR DO ESTADO MÍNIMO e A FAVOR DA AUSTERIDADE FISCAL!

    Já os economistas ESQUERDISTAS (como Dilma, Nelson Barbosa, Guido Mantega, Arno Augustin, Aloizio Mercadante, Luiz Gonzaga Belluzzo e Maria da Conceição Tavares, por exemplo) é que são A FAVOR do aumento de impostos, pois são A FAVOR DO ESTADO GIGANTESCO ALTAMENTE CUSTOSO E GASTADOR COM MILHARES DE FUNCIONÁRIOS COM SALÁRIOS ACIMA DOS PREÇOS DE MERCADO E PAGOS POR TODOS NÓS, OS CONTRIBUINTES, OS PAGADORES DE IMPOSTOS!

    Levy é engenheiro com pós-graduação em economia pela famosa The University of Chicago, um grande centro do liberalismo econômico e que já deu vários prêmios Nobel de Economia, sendo um deles para o famoso mestre e mito do liberalismo econômico, o economista Milton Friedman.

    Joaquim Levy APENAS foi chamado, de forma desesperada por Dilma, para TENTAR CONSERTAR a bagunça nas contas do governo que a INCOMPETENTE Dilma fez ao país!

    Logo, a culpa é TODA da Dilma (junto com seu ESQUERDISMO ECONÔMICO OBSESSIVO E COMPULSIVO) que não deixou o Levy cortar gastos, privatizar estatais e demitir funcionários, principalmente os não concursados, incluindo os 22 mil cargos comissionados ocupados por ESQUERDISTAS PERDULÁRIOS E PREGUIÇOSOS!

    Levy, pela honra de todos os DIREITISTAS DECENTES do Brasil e do mundo, peça demissão deste desgoverno ESQUERDISTA CORRUPTO e INCOMPETENTE de Dilma do PT! Honre o seu currículo e a notória University of Chicago! Honre Milton Friedman!

    Não espere a Dilma te demitir! Peça tu a sua demissão! Dilma apenas TE USOU para conseguir CREDIBILIDADE com os mercados, mas todos nos mercados já sabem que esta mulher (Dilma) não tem jeito! Ela nunca mudará suas crenças ESQUERDISTAS! Dilma é muito teimosa e cabeça dura para isto!

    Repito: Levy, acredito nas suas boas intenções em ajudar a economia brasileira, mas com Dilma e os ESQUERDISTAS no governo não EXISTE SOLUÇÃO!

    Os ESQUERDISTAS são muito ignorantes (talvez até com Q.I abaixo de uma capacidade cognitiva mediana, ou seja, 90) para compreenderem as complexidades das abstrações matemáticas e as sofisticadas teorias financeiras e econômicas clássicas, conservadoras, liberais e neoliberais!

    Levy, lembre-se da popular sabedoria bíblica: NÃO JOGUE PÉROLAS AOS PORCOS! NUNCA queira ajudar os FANÁTICOS ESQUERDISTAS, pois eles NUNCA irão COMPREENDÊ-LO e só o criticarão!

    Eu e milhares de brasileiros decentes e com bom senso, pedimos respeitosamente que se demita de cabeça erguida! E caso, algum dia, queira voltar à compor os quadros de algum governo (federal, estadual ou municipal) para dar a sua contribuição, NUNCA mais participe de desgovernos ESQUERDISTAS CORRUPTOS e INCOMPETENTES!

    Por fim, sugiro que ao sair deste desgoverno, diga toda a verdade à sociedade sobre a sabotagem ao seu trabalho e sobre a mentalidade ESQUERDISTA CORRUPTA E INCOMPETENTE de todos neste desgoverno que tu teve dificultade e desprazer de conviver!

    Atenciosamente,

    José Carlos Lobo Barbosa, investidor e gestor financeiro.

    CHEGA DE CORRUPÇÃO E INCOMPETÊNCIA ESQUERDISTA! ACABOU A MINHA PACIÊNCIA!

    #ForaDilma #ForaLula #ForaPT #ForaPDT #ForaPSB #ForaPPS #ForaPCdoB #ForaPSOL #ForaPCB #ForaPSTU #ForaPCO #ForaCUT #ForaMST #ForaUNE #ForaUJS #ForaMTST #ForaEsquerdistas #ForaComunistas #ForaSocialistas #ForaAnarquistas #ForaBlackBlocs #ForaForoDeSãoPaulo

  4. Paulo Bueno Netto

    O ser humano está ficando “desnecessário”. A tecnologia está avançando, sem pedir licença. Logo, o o capitalismo selvagem, aquele que o Itaú-Unibanco está a promover, fechando milhares de agencias pelo Brasil e dispensando os funcionários, irá cobrar de quem tem, principalmente responsabilidades. O objetivo é “lucro”. Como o atual grande problema: Os imigrantes da Africa e do Oriente não são consequências sem causa. A Europa não deve pagar essa conta sozinha! Cadê a América? A senhora da guerra? Finalizando, a tecnologia irá em poucos anos transformar todos em inúteis. Minha faxineira já é um robot.

  5. Bruno

    Gosto muito da sua coluna, mas pegar os presidentes do Bradesco e Itau… Familia Marinho… Sinceramente, nessa vc perdeu toda credibilidade. Os primeiros não tem partido nem patria, é Lucro e o mais caro serviço do planeta. Os Marinhos são só os maiores recebedores de verbas publicitarias de estatais… Tô com a Fiesp, vende estatais e bota essas concessões na mesa, porque só subir imposto já se mostrou ineficaz.

  6. raimundo

    Caro Samor, considero uma ofensa, o senhor ilustrar este post com dois “empresários” que só tem lucrado com a desgraça brasileira. Lamentável!

  7. Tiago José Galvão Moreira

    Se tivessem o mínimo bom senso, já teriam computado os custos do impeachment, articulado apoio a Temer em troca de promessas de medidas de austeridade e anúncios imediados pós-posse e defendido o impeachment em praça pública. O nome da crise é um só: Dilma Roussef. Tirá-la do poder vai causar convulsões econômicas? Vai. Mas é o primeiro passo para sanar o problema. A situação só piora a cada dia que passa com ela no “trono”.

  8. Carlos Marques

    E muito bom os empresarios “atordoados” decidirem agir e falar, se não em um acesso de hombridade, pelo menos em defesa do futuro de seus rentosos negocios. Nao deixem so um velho senhor idoso e enfermo, o Promotor Helio Bicudo falando sozinho. Que tenham a decencia de se pronunciar. Deixem para contar os dolares em casa mais tarde…

  9. Carlos Marques

    Meu querido (epa…), o dolar ja está a quatro reais. Precisa-se de um homem digno para virar a mesa…Procurar com uma lanterna noite adentro….E ele está, pelo menos até agora, apenas no PT (leia o site de Veja todo….) As usual, nossos empresarios sao homúnculos omissos com medo da Dilma gritar com eles …

  10. João de Alexandria

    Geraldo: seu texto é genial. Informativo e preciso.

  11. Marcelo

    Bela matéria Geraldo, mas para mim o grande papel dos empresários neste momento é resgatar a moral e a ética nos negócios. As federações junto com os empresários deveriam levantar a bandeira de PROPINA ZERO, CORRUPÇÃO ZERO. Se temos uma crise por conta da corrupção profunda em nosso país, podemos dizer que foram dos empresários que vieram grande parte da receita da corrupção nos órgãos públicos. Se todos tomassem um decisão séria de PROPINA ZEERO, CORRUPÇÃO ZERO dariam um grande choque neste país e com certeza assumiram um papel preponderante em um nova era para os brasileiros.

  12. Generino

    Essa tal “crise” no Brasil é uma ação de R$10 que os jornalistas estão valorizando a R$ 100, pois seu ganha-pão depende de matérias espetaculosas e cheias de adjetivos. Outro dias as bolsas no mundo oscilaram 8% e voltaram a ficar mais calmas. A crise é mundial? Como tem gente boba, metida a esperta, fazendo papel de analistas e vendendo gato por lebre, daqui a poucos meses tudo volta ao normal e os jornalistas ESQUECEM tudo o que escreveram … e mais, dizem que já tinha previsto que não era uma crise, etc. O pior é que eu leio, mas com a ressalva de que é apenas para me divertir.

  13. Luiz Eduardo

    Muito da crise se deve a estes senhores, que de capitalistas verdadeiros não tem nada, são parasitas dos nossos impostos, adoram ver licitações nos jornais, não pensam em produzir para o mercado, mas em ganhar dinheiro fácil no toma la da cá, em negociatas escusas no parlamento e no executivo e judiciário(nem ao menos lutam para regulamentar o lobby, o que acho necessário) . A verdade é que boa parte da Fiesp gosta de governos populistas, senão, já teriam falado a seus deputados e senadores para mudarem as regras do jogo. Senão vejamos, porque ninguém desta turma, incluindo o Sr. Skaf luta verdadeiramente para privatizar estes monstrengos estatais que temos, em melhorar a legislação do mercado de capitais, em mudar a legislação trabalhista, em investir seriamente em novas tecnologias, em deixar abrir o mercado, em arriscar?… não, todos estão à espera de um novo governo ou na continuidade deste para continuar mamando nas gordas tetas de nossos impostos.

  14. Bob Esponja

    Eu pergunto? Que pais é esse que falar a verdade, é constrangedor para Dilma, e essa turma poderosa, com lucro gordos na era PT, finge que vai dar certo, se Trabuco, que não atira, porque mandou Levy para linha de frente, na verdade, esses banqueiros, estão pouco se lixando para o pais, só se interessam pelo balanços dos seus bancos.

  15. eliane

    Ahhh que saudade e falta nos faz Antonio Ermirio…. Não vejo hipocrisia no Skaff… vejo somente um cara que acordou do
    sonho de que poderia esperar algo de quem beneficiou a industria através do BNDES, ou é por acaso que nos gráficos de emprestimos a grandes empresas ele sobe tanto em vesperas de eleições? Foram comprados como tantos… com o fim de apoio a este governo corrupto e incompetente!!! Como não sabe de onde tirar? Eu te falo como o governo pode conseguir virar…. cortando gastos.. com os ministerios… com os 100.000 cargos comissionados… cortando todos os gastos com cartões corporativos em todos os setores do governo… cortar todos os beneficios de deputados… senadores…. judiciário….. rever todos os cabides de empregos no país…. estamos cansados de chefes de chefes!!! Não precisamos de capital politico.. precisamos de um governo que gaste menos!!!! Se Antonio Ermirio estivesse vivo com certeza promoveria uma PARALISAÇÃO TOTAL e lutaria junto com o povo para tirar esta terrorista do poder!!!

  16. eliane

    Enquanto classe empresarial não se conscientizar de que precisamos TIRAR DILMA e não paralizarem o país… continuarão sofrendo as consequencias de apoiarem uma ditadura comunista!!!! Foram agraciados com empréstimos a juros baixos, mas esqueceram de ler o livro de historia… sabe aquele aonde aparecem os atos de comunistas em outros países? Pois é, enquanto não derem importância e acharem pura teoria da conspiração… sofrerão como sofreram todos aqueles que foram coniventes…..

  17. nelson

    Gostaria de sugerir uma cpi no sistema s e ver como o Skaf se comporta. e acabar com a obrigatoriedade da contribuicao sindical.

  18. Antonio Lauro Volpini

    O incrível neste contexto todo é a urgente necessidade de se livrar do que ainda resta da estrutura criminosa instalada pelo PT com o auxílio do PMDB e demais partidos da base governista nas nossas instituições governamentais, tendo trafegado livremente pela AGU, TCU, PGR, CGU, por parte do STF (Corte Bolivariana), por parte do STE (Corte bolivariana) e pelo Congresso Nacional. A discussão temática do presente comentarista que expressa toda a real consequência desastrosa política, ainda não foi assimilada pelos atores instalados nessas instituições, e nem se sabe se vão ter condição de fazer a leitura da real tragédia a que conduziram o Brasil. Valeu o Texto, como aula magna.

  19. AMASTON DAVILA

    bom dia Geraldo, tenho acompanhado suas analises, e gostaria de dizer que gosto muito delas, claras , objetivas , sem ranço politico e com objetivo de dar ao leitor uma opinião isenta do assunto,

    att

    AMASTON DAVILA

  20. Fernando

    Essa discussão está apenas 8 anos atrasada. Se esses grandes empresários não tivessem apoiado o modelo lulista que foi implantado no segundo mandato agora não estariam chorando o leite derramado. A fraqueza política nesses últimos 12 anos é de amargar, e o empresariado surfando na onda do populismo estava achando tudo muito bom. Apertava um pouco, o lobby em Brasilia resolvia uma desoneração, um recurso do Bndes, etc e tal. O governo petista passou todo esse tempo mimando artificialmente os grandes empresários (esses tem dinheiro) e as classes mais baixas (esses tem votos), que é as duas coisas que os políticos no Brasil precisam. Como diz o ditado, as coisas mudam pelo amor ou pela dor, e dessa vez vai doer e muito.

  21. Generino

    o Paulo Skaf está desestabilizado com a entrada de Marta Suplicy no PMDB e fica falando qualquer coisa em nome da FIESP. Ele se acha. Imagina uma conversa entre o Paulo Skaf e o Abílio Diniz, ai meu deus, seria um concurso de plumas e paetês pseudo-econômicos.

  22. Sergio

    Quem escreveu matéria parece desconhecer que o Brasil já faliu e que o dólar a R$ 4,00 já está precificado, assim como a perda do grau de investimento. Enquanto a dita cuja tratar com o “grande empresariado”, sem ouvir o empresariado que se encontra na planície, lutando pela sobrevivência, vai ficar ouvindo o que quer ouvir. Reduzir gastos não é fetiche. É o óbvio ululante. Vai reduzir gastos sim, de um jeito ou de outro. Se não for pelo corte racional, será pela inflação. Quem dirige um negócio pequeno e que não está pendurado na teta do Estado sabe muito bem o que é isto. É cortar ou morrer. E a nossa opção é pela morte. O Brasil é um Titanic com o casco arrombado. Aqui embaixo estamos vendo a água entrar por todos os lados. Lá em cima, tergiversam todos. Embalados ao som dos violinos. Mas não se enganem, a vaca está indo para o brejo. Daqui a pouco, somente o focinho vai ficar fora da lama. E, no final, sufocará, como todos nós.

  23. Velho Huno

    Lógico que os banqueiros amam dilma nunca ganharam tanto dinheiro na vida deles como nos governos do PT, a maior hipocrisia de todas é pregar o socialismo encastelados em seus palácios. Brasil é o país da palhaçada onde tem empresário socialista e socialista capitalista que ama o dinheiro acima de tudo.

  24. Paulo Roberto Andrade

    Que a Dilma saia logo, impichada, renunciada ou de qualquer que seja a forma. Não adianta contemporizar, enquanto o Brasil contemporiza, perde tempo e o mundo cresce e empresário se torna obsoleto e não ganha dinheiro, involui e seus negócio diminuem de porte. Isto é válido para todos menos para os banqueiros que ganham mais em períodos de insegurança até que o resto quebre , aí seguem o caminho do resto. Enquanto o Brasil perde tempo, os empresários brasileiros se tornam obsoletos, pois a tecnologia avança. a nação volta aos idos de 1917 travestindo o comunismo em bolivarianismo. A Dilma fez a besteira de tornar O Brasil bolivariano, caindo na vala comum da Argentina, Bolívia e Venezuela, no momento que Cuba tende a se liberalizar depois de 50 anos de atraso ao retomar relações com os Estados Unidos. Dilma fez tudo errado seguindo os passos de Lula. O Brasil perdeu em tecnologia ficando parado em sua infraestrutura durante 13 anos. Hoje temos crise hídrica, viária e energética por falta de planejamento e muita corrupção. Não existe planejamento no estado central que só cresce sem nenhum retorno a área produtiva e muito bla bla bla. Já pagamos com 6 meses de trabalho como impostos para sustentar o mastodonte que quer mais impostos. Impostos altos ocasionam iniciativa privada deprimida, menos crescimento industrial, do comércio e da renda das famílias. Ocorrem devido a essas causas (impostos extorsivos) e falta de planejamento associados a instabilidade governamental ( cada dia uma coisa diferente do que foi projetado anteriormente) desemprego dos fatores de produção, inflação . A indústria é a primeira a sofrer, segue-se queda no comércio e a seguir nos segmentos autônomos. Está montado o processo recessivo difícil de sair Vejam a Argentina , por exemplo que só encolheu desde Perón, antes tida como uma Suíça implantada da América Latina. O capitalismo de estado não dá certo. As estatais são monopolistas e nós compramos delas por monopsonio. Temos que privatiza-las e diminuir o tamanho do estado para que possamos respirar. Enfim, o Brasil tem uma estrutura distorcida piorada em muito pelo PT no poder. Temos que reformar tudo.

  25. Crezo Salvador da Trindade

    Fico pensando, porque é tão difícil para algumas pessoas entederem o óbvio.
    Artigo eloquente, sem conchavos, estritamente técnico.
    Parabéns ao articulista por resumir tão bem a situação de deriva por que passa o País.

  26. Ernani

    O dolar já está a R$4,20!

  27. Kharma Kahn

    Bom, se grandes banqueiros acham que a coisa não está tão preta assim, é porque talvez saibam algo que nós, cidadãos comuns, não saibamos, afinal podem ver mais longe e em maior definição, pela própria natureza de seus negócios, que aliás, vão muito bem obrigado e continuarão indo, a cada aumento da taxa de juros, e quanto maior for a falta de credibilidade do governo. Skaf, este pobre coitado ex-industrial, não passa de um mistura de Maluf com Collor, oportunista como o primeiro e grosso como o segundo, e com a ambição desmesurada de ambos.
    Estamos sem norte mesmo!

  28. Luiz

    Ótima análise … para apagar o fogo, os empresários estão jogando água no óleo em chamas … tem responsabilidade direta na solução do problema mas não assumem o seu papel de apoiar a sociedade na única solução possível … retirar os incompetentes e corruptos do poder

  29. Luiz Fernando Velho

    Não sou empresário, mas profissional liberal. Está mais do que óbvio de que esta crise atual foi anunciada: o PT inchou o Estado e dividiu a sociedade. Um desastre que custará ano de trabalho para recuperar o país. Quanto mais essa situação continuar, mais cara a conta que todos teremos que pagar. Os empresários deveriam, na minha opinião, avaliar com mais realismo o quadro. A credibilidade do governo é zero, as pessoas perderam a esperança e a vontade de construir seu futuro, estão na defensiva e aguardando os acontecimentos. A população foi bombardeada por anos pelo discurso petista de que a sociedade brasileira é isto ou aquilo, e ninguém suporta ser criticado o tempo todo. Saturou. Os senhores empresários não perceberam isso?