Geraldo Samor VEJA Mercados

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O capitalismo e seus protagonistas. A estratégia das empresas. A tal da mão invisível. O espírito animal. E as políticas públicas que ajudam e atrapalham.

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Geraldo Samor foi correspondente no Brasil do The Wall Street Journal, da agência Dow Jones e da International Financing Review (IFR). Foi produtor do Podcast Rio Bravo e consultor de hedge funds americanos com investimentos no Brasil. Desde 2014, é responsável pelo VEJA Mercados.

O ‘paper’ sobre economia que está chocando quem o lê

Por: Geraldo Samor

É bem pior do que você imagina.

Um artigo de nove páginas escrito por três economistas com trânsito junto à academia, empresários e políticos está causando choque e depressão em quem o lê.

Em “O ajuste inevitável,” Mansueto Almeida Jr., Marcos Lisboa e Samuel Pessôa tentam quantificar, pela primeira vez, o aumento do gasto público já contratado para os próximos 15 anos.Mansueto Almeida Jr

Até 2030 — ou seja, antes que um brasileiro nascendo este ano possa votar — o gasto anual do Estado brasileiro terá subido 300 bilhões de reais, uma aumento de 20 bilhões de reais por ano.

Para neutralizar este aumento de despesas, será preciso criar um imposto equivalente a uma nova CPMF a cada mandato presidencial de quatro anos (entre este ano e 2030). Para ficar claro: não se trata de renovar a CPMF a cada quatro anos, e sim de cobrar uma nova CPMF em cima da anterior, sucessivamente, a cada novo governo.

Este aumento de 300 bilhões é a soma apenas dos aumentos nos gastos com previdência, educação e saúde já contratados por conta da legislação vigente.

Mas antes disso, há o desafio atual: para estabilizar o tamanho da dívida pública como percentual do PIB, o Brasil tem que transformar o rombo de 32 bilhões de reais no ano passado em um superávit de 3% do PIB (quase 170 bilhões de reais). Isto significa que a sociedade terá que achar 200 bilhões de reais por ano para passar do ‘vermelho augustín’ para o ‘azul levy’. E, até 2030, achar aqueles outros 300 bilhões por ano.

Em outras palavras, se a cultura de ’taxar e gastar’ não for mudada, daqui a 15 anos o Estado brasileiro estará demandando da sociedade 500 bilhões de reais a mais — por ano — para honrar com suas obrigações.

O ‘paper’ de Almeida, Lisboa e Pessôa destrói a análise superficial que diz que o problema fiscal brasileiro é apenas uma questão de ajustar a rota depois de alguns anos de gastos exorbitantes.

Se o desafio conjuntural chega a ser paralisante, o problema estrutural das contas públicas é mortal.

Os economistas mostram que, desde 1991, a despesa pública cresce a uma taxa maior do que a renda do País, em parte porque o Estado está sempre distribuindo novos benefícios a grupos organizados.

Para bancar estes gastos, o Executivo e o Congresso se uniram e aumentaram a chamada carga tributária (o conjunto dos impostos pagos pelos eleitores) de 25% do PIB em 1991 para cerca de 35% do PIB no ano passado. É para isso que você trabalha um terço do ano: para financiar os gastos com programas sociais, inclusive a Previdência, e para manter a União, Estados e municípios funcionando.

Marcos LisboaE, como há os tais aumentos de gasto encomendados; a única forma de financiá-los será aumentar ainda mais os impostos.

Além da rigidez do gasto público — que só pode ser alterada com vontade política e emendas constitucionais — o problema fiscal brasileiro vai se agravar também por conta do fim do chamado bônus demográfico, o período em que o país tinha tantos jovens na força de trabalho que eles conseguiam pagar pela previdência dos mais velhos. Como a taxa de natalidade caiu, o Brasil envelheceu, e um ‘velho’ custa duas vezes o que o Estado paga para manter a população na escola. (A conta é feita comparando-se os gastos da previdência com os gastos em educação pública.)

Ao contrário do que pode parecer, esta não é uma conta que dê para pagar com uma grande privatização. Pausa para checar o dicionário.

[Privatização: s.f. Tentativa de levantar caixa ou melhorar o desempenho da economia, mas que produz, no imaginário político de países atrasados, ‘entreguistas’ de um lado, ‘verdadeiros patriotas’ do outro, e ‘iludidos’ no meio.]

O Brasil tem hoje um problema de fluxo, além do estoque de dívida — da mesma forma que alguém que gaste mensalmente 1,5 vez o seu salário pode até vender a casa e abater a dívida, mas continuará para sempre fadado ao cheque especial.

De onde vem tanta gastança?

“O Brasil tem uma tradição de concessão desenfreada de benefícios, de forma descentralizada, e sem analisar o conjunto da obra e o impacto que isto tem na sociedade,” diz Lisboa, já conhecido no debate público por alertar sobre o problema da ‘meia entrada’, os benefícios que grupos de interesse conseguem do Estado e que são bancados por toda a sociedade. “Se isto não for resolvido de alguma forma, o Brasil pode enfrentar um problema como o da Grécia na próxima década.”

Samuel Pessoa z copiaEm tese, haveria uma saída para o Brasil conseguir financiar o aumento do gasto público já contratado até 2030 sem mexer no ‘pacote de bondades’ que o Estado oferece e sem aumentar impostos. Mas neste cenário, a economia teria que crescer 5% ao ano daqui até lá para turbinar a arrecadação e, mesmo assim, algumas despesas vinculadas ao PIB teriam que ser alteradas. Obviamente, as chances disto acontecer são remotas, dada a ausência de reformas na estrutura do Estado.

Essas reformas teriam que atacar benefícios concedidos por Brasilia que não custam dinheiro diretamente — ou seja, não tem impacto fiscal —, mas que reduzem a concorrência e sufocam a produtividade da economia, desde regras de conteúdo nacional a barreiras não-tarifárias que criam reservas de mercado, incluindo os inúmeros benefícios tributários dados a setores ‘estratégicos’.

Como é que o Brasil ainda não havia se dado conta de que o buraco fiscal era tão mais embaixo?

“Um ponto essencial do nosso argumento é o entorpecimento que a arrecadação excepcional entre 2000 e 2010 produziu na sociedade e nos analistas,” diz Pessôa. “Nós ‘congelamos’ um setor público que somente se sustenta se a arrecadação crescer acima do PIB para sempre.”

E como no Brasil os gastos públicos são fixados como um percentual do PIB, nem uma inflação mais alta resolve o problema. Além do que, “a inflação só não é pior que uma guerra civil como forma de gestão do conflito distributivo,” diz Pessôa.

Talvez a maior contribuição do artigo — cuja íntegra está aqui — seja mostrar que serão necessárias coragem e visão de Estado para o País fazer o que tem que ser feito.

Para além de todo o barulho de curto prazo sobre o destino deste ou daquele político, as pessoas responsáveis — nos partidos, nas empresas e na sociedade — deveriam usar este diagnóstico como o ponto de partida de uma conversa séria e urgente.

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Comentários

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  1. Engraçado...

    Engraçado: um professional liberal ou trabalhador assalariado recoil he o INSS sober o teto da contribuicao e quando se aposenta passa a receber um porcentual deste teto. Por que um funcionário público também não passa a receber o porcentual deste teto quando se aposenta?
    Me aposentei com 80% do teto de recolhimento do INSS. Fiz uma poupança em imóveis e aplicações financeiras para garantir um maior conforto que o INSS. Por que o funcionário público se aposenta com o salário integral da ativa? Engraçado, não?? Para entender a causa do nosso atraso: http://pt.dataviva.info

  2. Carvalho

    Comentário bastante lúcido do Luiz Passarolo.

    O Brasil se divide entre os que pagam a conta e os que ganham mais do que merecem. Entre os que pagam a conta, a maioria deles gente que ganha mal e vive pior ainda, em favelas ou periferias. Esses pagam impostos escorchantes para sustentar a outra parte, que vive às custas dos primeiros.

    Economistas no Brasil viraram esses seres que passam a vida justificando os gastos da Elite política e burocrática, defendendo também aqueles poucos do Setor Privado que se beneficiam do Capitalismo de Estado.

    Ou seja, os economistas, com raras exceções, não pensam no nosso bem estar, e sim em defender o Status Quo, que indiretamente os sustenta. Esses pseudo-intelectuais não querem sair do Mainstream, que defende Governo Forte, com Impostos Altos. A maioria deles jamais teria o prestígio ou a renda que têm hoje se tivessem que ganhar a vida honestamente, servindo outras pessoas, o que é a essência do capitalismo real.

    Ou nos livramos dessa gente, ou vamos seguir sendo escravos, servos voluntários, escravos com um pouco mais de liberdade que os que já existiram nessas plagas. Tudo descrito no livro abaixo, Caminho da Servidão de Nicholas Hayek.

    http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=118

  3. Tattiana

    Luiz Parussolo vc não está de todo incorreto, de fato o estamento burocrático, as aposentadorias de servidores públicos, o regime “estatutário” são muito danosos não só as contas públicas, mas a Administração Pública em Geral. Todavia, economista olha para os grandes números e quantidade de “trabalhadores e pobres privados” é muito maior do que a de servidores públicos, logo os impactos “na margem” são maiores, embora proporcionalmente, os males corporativistas causado por certos grupos de interesse como funcionários públicos, sejam imensos no orçamento.

  4. Luiz Parussolo

    Interessante estudo que foca tudo nos trabalhadores e pobres privados como responsáveis pelo rombo dessa maria0fumaça em ponto morto na subida desde o governo Sarney parece-me.
    Não contempla ao que parece os vagões entupidos de servidores burocratas e tecnocratas, políticos,juízes, economistas, sociólogos, psicólogos, médicos etc..onde levam só a aposentadoria dos servidores mais de 21% da arrecadação, segundo posição do TCU/2013, do total de 39% para 5 ou 7 milhões de aposentados, enquanto os privados mais de 30 milhões e cuja arrecadação e administração sempre foi independente por imposição constitucional, passando a ser incorporada informalmente com FHC para responder pelas dívidas, talvez as aposentadorias dos servidores públicos em complemento orçamentário e necessidades de ministérios e legalmente por Lula. Se o poder público devolver seus recursos a previdência oficial é superavitária em bilhões, embora o poder público e o político infiltraram muitos privilégios especiais em seus recursos, inclusive eles próprios
    Também não esvazia sobre os recursos de financiamentos a grandes grupos empresariais e produtores subsidiados e com prejuízos infinitos devido os desvios de finalidade que sempre ocorreram para investimentos patrimoniais e especulativos financeiros.
    Também omite o que não deixa o país desenvolver e deixar de ser agropecuário já no séc. XXI e é a maior fonte de corrupção do país e alimenta nossos maiores algozes, o setor financeiro e os capitalistas nacionais e internacionais que por seu turno financiam campanhas políticas milionárias, publicidades, jornalistas, empresas midiáticas,economistas, sociólogos, cientistas políticos, institutos de pesquisas e derivações infinitas e que se auto financia e leva anualmente dois terços ou mais da arrecadação total da união (sociais e patrimoniais) para amortizar apenas 46% dos encargos vencidos anualmente e isto já vem desde o governo FHC.
    Tem um motivo muito especial para tanto e nem os economistas nem os jornalistas e políticos, bem como servidores e outros jamais vão denunciar.
    A partir de 1985 houve a revolução intelectual, pragmática, dogmática e erudita funcional de gabinete em substituição ao modelo produtivo e industrial e veio consolidar-se totalmente a partir do governo FHC onde o corpo burocrático e político de gabinete tomou todo o espaço ajudado pela importação de tecnologia, conhecimento, insumos e materiais acabados e a quase extinção da produção nacional e com isso aboliu a necessidade de conhecimentos técnicos, científicos, artísticos e produtores de experimento e prática sendo geridos por conceitos teóricos de gabinetes e conglomerados burocratizados excluindo-se a pequena e média concorrência, está pedra no sapato das organizações burocráticas empíricas sustentadas nas teorias consolidadas
    Desta feita, o país essencialmente financeiro e burocrático, excluindo mais de 170 milhões de pessoas do potencial produtor veio a criar um país oligarca, eclético como na origem, de gabinete e importador e comprador,menos da maior parte de produtos primários e in natura
    Chegamos no estágio que entendo como o domínio dos macacos transgênicos com descendência hereditária da Europa Meridional criados e tratados em cativeiro onde são desenvolvidos na memória, perspicácia e esperteza e sendo totalmente atrofiados no desenvolvimento físico e no espiritual racional, este centro de toda a criação e gestão. Daí as especializações e os condicionamentos de todos dentro do empirismo das ciências econômicas, humanas e sociais concebidos em teorias e conceitos importados interpretados apenas na percepção sendo impossível a imaginação, a argumentação e a abstração onde todos os controles e contenções são repassados na plebe de 180 milhões de cativos sendo impossível à estrutura de videntes e visionários burocráticos de todas as esferas de gestão transformar, criar, produzir e gerar riquezas e conceitos cognitivos por falta dos valores metafísicos apriorísticos. E o rabo sem a devida higiene fina dos trabalhadores suporta as invasões em louvor aos cabedais fascistas e aristocráticos fomentados.
    Quanto as dívidas motivadoras deve brilhante modelo erudito as informações abaixo:
    O Brasil ocupa o 34º lugar do ranking, com um endividamento de 128% do PIB – dos quais 65% correspondem a dívidas públicas (R$ 3,58 trilhões), 25% a dívidas das famílias (R$ 1,38 trilhões) e 38% a dívidas de empresas privadas.(R$ 2,098 trilhões).
    Fonte: Relatório do McKinsey Global Institute (MGI) – ligado à consultoria Mackinsey – que vê nisso um “risco” para alguns países e um obstáculo para o crescimento de outros.
    Produto Interno Bruto -PIB 2014: R$ 5,52 trilhões.

    O Brasil saltou da sexta para a terceira posição na lista dos países com o maior volume de dívida externa, apontou relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O país ficou atrás apenas da Espanha, segundo mais endividado, e dos Estados Unidos, que lidera o ranking. De acordo com os dados do FMI publicados pelo jornal O Globo, a dívida externa brasileira total atingiu 750 bilhões de dólares (o equivalente a 1,8 trilhão de reais), ou 33,4% do Produto Interno Bruto (1,01% do PIB global). O órgão observou ainda que o governo brasileiro deve agir com rapidez para reduzir o prejuízo.
    Assim consigo aventurar-me criticamente como semi néscio dentro desse magnífico mundo erudito e admirável.

  5. Airton Favarim

    Texto com lucidez e embasado na dinâmica que o País passa. Esta pouca acuidade dos nossos governantes com a postura de jogador de futebol de várzea, ou seja, chuta a bola na direção que aponta o nariz, é ultrapassada e sintomática de que não identificou o rumo e tampouco as matrizes econômicas que devem ser aguçadas.
    Tem um trecho de uma música que diz bem isto “Quem não sabe pra onde vai, não vai a lugar algum”

  6. Phil

    Pessoal, isso aí é simples de se resolver: implementação do voto distrital, com Jorge P. Lemann como presidente. Empurrar um Orçamento Base-Zero goela abaixo dessa corja, optimizando o serviço e gastos públicos, eliminando as benesses distribuídas a poucos setores/empresas, aumentando a competitividade empresarial via BNDES, além de exonerar todos àqueles que lá servem apenas para mamar nas tetas governamentais. Fora isso, cortar os benefícios sociais e restruturar o ensino base (fundamental/médio) e não empurrar analfabetos funcionais para o ensino superior em faculdades padrão merda que formam profissionais sem os mínimos requisitos.

  7. Ricardo

    FORA DILMA

  8. Marcus Pretti

    Discordo quando os “especialistas” declaram que os jovens pagam o benefício dos aposentados. Os aposentados contribuíram para a Previdência durante o período em que trabalharam para receber o benefício ao se aposentar. Em qualquer plano de previdência privada funciona assim. Se na Previdência oficial é o jovem que entra no mercado de trabalho quem paga a aposentadoria dos velhos(que menosprezo), onde foi parar o dinheiro da contribuição do velho?

  9. Altair Cascaes Sobrinho

    Na verdade eu curti O paper e sem duvida alguma tem um conteudo apreciavel e elogiável, todavia permito-me discordar em uma questão.
    Quero afirmar que não sou nenhum técnico, ou mesmo entendido em economia.
    Dito isto posso manifestar minha discordância no que se refere à previdência social. Em primeiro lugar qual a razão que levou p governo do PT a levar para a fazenda nacional toda a arrecadação da previdência?
    é SABIDO QUE A PREVIDÊNBCIA SOCIAL é auto-suficiente. Não existe rombo na previdência. Justificativa sem fundamento. O INSS é uma autarquia? Não, foi uma autarquia hoje já não é mais, juridicamente falando pois lhe falta o essencial – sustentação financeira. Não entra um tostão nos cofres da previdência. Quem quebra a previdência é o próprio governo. Recentgemente em declaração a imprensa em Florianopolis o Ministro da previdencia declarou auto e bom som que a previdencia social no Brasil ainda era auto-suficiente. A política econ}omica e financeira do governo é a responsável quando milhares e milhares trabalhadores são dispensados.

  10. Claudio

    É ísso aí, vamos agradecer aos gênios da raça do PT e aos que votaram neles.
    E se nossa querida presidenta ler esse post, provavelmente ela vai dizer que nunca vamos enfrentar o mesmo problema que os gregos porque falamos português…

  11. CARMEM

    não que seja “COLONIA DA FRANÇA QUEM NOS DERÁ AO MENOS UMA VEZ” MAS DE PORTUGAL NÃO… ..RISOS…MACEIO..PARAIBA…FAZ ..FAZ CARREFOUR na paraiba sim “SENHOR”… risos…

  12. carmem

    desde que o mundo é mundo o norte e o nordeste não sabem comer … tainha…peixinho..etc..nós acá sudestte…comendo sobras…espera ai faz carrefour e fica por isso mesmo pois bem, muitos nordestinos não sabem dar valor “economico” nas empreitadas da BRASIL “trabalhador” e “diagnosticaDO COMO NÃO COLONIA” …

  13. marques

    Política Pública Brasileira
    O governo federal não tem nenhuma política pública séria de enfrentamento a atual crise econômica instada. Ao priorizar superávit de receita para pagar juros, nada faz para reduzir o custo Brasil (excesso de impostos e burocracias; infraestrutura, saúde e educação precárias, etc). Pelo contrário, está reduzindo investimentos nessas áreas básicas enquanto sustenta excesso de ministérios, de políticos, cargos comissionados, mordomias, etc. Distorção que só aumenta a dívida pública, o desemprego, fecha empresas e perde competitividade. Quanto mais demorarmos em mudar – mais caro fica.

  14. Eduardo Costa

    A crise está no estado e na ideologia de esquerda.

  15. João Lucas Batista

    Então eu faço uma análise superficial e aloco a culpa para os benefícios e não para as inúmeras isenções fiscais presenteadas a grandes empresas? Sem falar do BNDES, que é o grande financiador do capital brasileiro. A economia brasileira depende e sempre dependerá do crédito estatal. Agora, não culpem programas assistencialistas, culpem gente grande, gente poderosa, gente que suga!
    É necessário que haja um reforma estrutural no Brasil, começando pela política e logo economia. A economia não deveria depender tanto do estado e seus benefícios! A crise está no estado!

  16. Eduardo

    Qualquer estadista que assuma o poder, vai esbarrar no “REGIME PRESIDENCIALISTA DE COLIGAÇÕES”, a solução exige governança(suporte técnico, capacitação, etc) e governabilidade(sustentação política). Na atual configuração, as alianças se fazem pela barganha de cargos, que se fossem de CARREIRA não estariam tão expostos às pressões, à corrupção, e à incompetência. Todos os cargos dos tribunais de contas, municipais, estaduais e federais, deveriam ser de concursados, de carreira, sem contaminação de indicações “políticas”, garantindo isenção com qualidade e independência.

  17. Walter Benedette

    Solução simples, eficaz e eficiente. Vender 75% do AM, PA, MA, RO, RR AC, mudar a população para abaixo de MG e pegar a $$$ investir no resto do País em Infra, Tecnologia, Educação, controle da natalidade (estabilizar a população), arrumar o INSS, NOVA CONSTITUIÇÃO, Pena de Morte por corrupção, Parlamentarismo, acabar a maioridade, acabar voto obrigatório, etc… Aí sim acredito que teremos alguma saída, fora disso é chover no molhado, o capitalismo é cruel, sem dó, por isso funciona apé hoje, então cortemos caminho para recuperar o tempo roubado pelos políticos profissionais esquerdista

  18. Fabrícia Louise

    Samor, com o perdão do trocadilho, esse artigo é um verdadeiro primor.
    Destaque para o “momento dicionário” com o conceito de privatização mais exato que já li.

    Fabi

  19. Antonio Emidio Soares Alcanfôr

    Infelizmente, a grande maioria de nosso jovens, estão sem estudo conveniente e sem pespectiva e portanto sem condições de mudar essa situação. Os cidadães estão diminuindo e a bandidagem aumentando. Os políticos legislando a penas para eles. A meu ve nossa democracia falhou. Temos urgentimente que sofrer um choque politico onde só poucos posam mandar, pois está existindo muito cacique pra pouco índio.

  20. Emmanuel

    Uma resposta simples e direta para “achar” os 300 bilhões: taxação das grandes furtunas e heranças. Esta foi uma das soluções encontradas pela França de Sarkozy na crise de 2009 até 2011 foi um cenário de guerra mas havia a premissa: nada de austeridade. Uma grande e alargada reforma política, tributária, fiscal fizeram bem também. E estimular em especi o setor de serviços para que as pessoas continuam consumindo. Ainda bem que hoje não temos mais dívidas externas heranças malditas desde Pedro Álvares Cabral. Se essa conversa for levada a sério é possível em um ou dois anos estarmos de volta no rumo certo.

  21. Evil

    Como sempre me ensinou um economista amigo: “explicar agora, eu também explico; por que não escreveram este artigo 08 anos atrás?!”.

    Agora todo mundo entende de crise. Final do ano passado o país estava uma maravilha.

    O fato é que uma pessoa, uma só pessoa, está mudando o curso da história deste país: Senhor SÉRGIO MORO. Não fosse ele, seria só mais uma “crisezinha” econômica.

    “Brasil”, um filme em que não há mocinhos!

  22. Mauro

    Ronaldo, análise precisa, incluindo apenas um adendo. Investigação, combate e punição à corrupção desenfreada que assolou a nação sob essa condição de hipertrofia do estado, associada as demais situações.

  23. Márcia

    Dá-lhe promessa, novena e martírio, muito – mas, MUITO – martírio! (Quem mandou matar Jesus Cristo, não é, mesmo? É o KAAARMA!!! Merecer essa PeTralha…SÓ pode ser o KAAARMA! Afinal, de que vale um único voto, nesta terra de famintos de TODO O GÊNERO, absolutamente desprovidos dos mais básicos recursos – e que VOTAM -, de quê?!!)

  24. vicente neto

    Li o artigo e concluo que não há nada que seja absolutamente novo nesse tipo de análise e, corrobora a conclusão de que, na maioria das vezes os economistas erram em suas previsões de curto e médio prazo, o que dirá no longo prazo. A análise (bem) feita, parte de fatos existentes hoje e que poderão (e deverão) se modificar em futuro próximo, caso contrário, os EUA e mesmo alguns países europeus, estariam quebrados (e a Europa também), caso as projeções feitas no auge da crise de 2008, não tivessem sido mudadas pela realidade que adveio de lá para cá. Idem na crise de 1929. Em suma, refaçam essas previsões anualmente, e veremos que os resultados serão outros completamente diversos daqueles aqui apresentados.

  25. Ronaldo

    Li o artigo. Não causa choque, nem depressão para quem vem observando o curso dos fatos. Mas põe a nu realidades incontestáveis. Não causa choque porque se sabia que a política econômica mais dia, menos dia nos conduziria à ruína. Nem causa depressão se nos dispusermos a arregaçar as mangas para expulsar do poder os demagogos que gerem a Nação há tanto tempo, infelizmente. E há como fazer isso. Basta que os homens influentes, até agora inertes, unam esforços para mudar o rumo do país. É indispensável reforma ampla que ponha fim à hipertrofia do Estado, ao dirigismo intervencionista, ao igualitarismo, ao ambientalismo doentio, ao caos no ordenamento jurídico, à guerra fiscal, à tributação confiscatória à antipatia ao direito de propriedade. Enfim uma reforma que elimine até os mínimos vestígios de socialismo.

  26. graça fustini

    Se o dinheiro arrecadado não tivesse sido desviado como todos sabem que foi, não haveria esse problema todo agora.
    Esse país é uma vergonha.

  27. Junior

    Sempre dissemos que o Brasil era o país do futuro. Hoje podemos afirmar que o Grécia é o Brasil do Futuro…..
    Nossos aplausos a nossos políticos e em especial ao PT.

  28. Luiz Lopes da Cunha

    Senhoras e Senhores Brasileiros Acreditem esses Governantes INCOMPETENTES, ANTIPATRIOTAS, TRAIDORES,CORRUPTOS E CRETINOS ESTÃO ACABANDO COM O BRASIL E MAIS AINDA COM AS NOSSA ESPERANÇAS DE DIAS MELHORES.O BRASIL PRECISA DE UMA LIMPEZA ÉTICA E MORAL URGENTEMENTE.

  29. Nicolas

    Só de benesses não pode viver uma sociedade. Nos países deste nosso continente latino americanos adoramos fazer distribuição do dinheiro que não temos. Inventamos políticas demagógicas de cunho eleitoreiro que só duram, do ponto de vista de ganhos eleitoreiros, enquanto a população não se acostumou com a benesse. Corporações fortes dão dentadas na renda nacional. Criamos dívidas para gente que nem nasceu. E propagamos a ideia que a boa ventura depende do que conseguimos grátis ou em conchavos. Multiplicamos a corrupção e afundamos o futuro. E aí José para onde iremos?

  30. Guy Joseph

    Tudo começa pela obrigatoriedade do voto, que nos deixa sem alternativas para expressarmos a nossa vontade sincera. Depois, elegemos gente sem preparo administrativo, além de desonesto e sem princípios morais e éticos. Por outro lado, os bandidos (de todos os níveis e qualidade), estão armados contra a população indefesa, amedrontada e inerte. Só um lembrete: Fomos nós, com os nossos votos (obrigatórios), que elegemos os nossos algozes! Quando será que vamos nos livrar da maldição de nossa herança genética dos degradados, ladrões e assassinos deixados em terras brasileiras, pelo “colonizador” europeu?

  31. marcello

    A Grecia tem o colchão da União Europeia, com o euro e a população tem uma educação relativamente boa. O Brasil está desinvestindo cada vez mais em educação e saúde. Corrupção desenfreada e um estado superdimensionado. Viraremos Africa.

  32. Renato Brasil Perillo

    Entendo que esta questão é muito mais complexa que possamos imaginar. Os gastos públicos crescem. Como são aplicados? Com que eficiência? Com que ética? De pouco adianta arrecadar 100, desviar 50, desperdiçar 30 e usar apenas 20. Não seria melhor para todos, diminuir impostos, arrecadar 40 e usar efetivamente esses 40? Vejo um país onde quase todos querem se safar e se dar bem, onde a maioria procura um ‘lugar’ onde possa ser ‘especial’, ter um tratamento ‘diferenciado’, vip talvez. De nada adianta estudar o que vai acontecer com o dinheiro se o fator humano que o gerencia está etica e espiritualmentemente adoecido. O ser humano tem que ser prioridade absoluta em todas as análises e ponderações. Até agora só vejo que os recursos ( tempo, dinheiro e conhecimento/razão ) são a prioridade máxima nas avaliações nesta nossa sociedade produnda e tragicamente adoecida. Abraço fraterno.

  33. CARLOS

    Alem da perda do bonus demografico temos uma divida bruta elevada, péssima infra-estrutura, escolas produzindo analfabetos funcionais, explosão da violencia, etc. O Brasil infelizmente não tem a menor chance de dar certo!

  34. Vitor Fabiano

    Muitos brasileiros não viram ou não se lembram da bagunça herdada por Fernando Henrique Cardoso e seu invejável time de ministros quando assumiram o poder em 1995. Hiperinflação, total desarranjo das contas públicas, déficit da previdência, empresas estatais quebradas e obsoletas, irresponsabilidade fiscal generalizada. Aquele Governo arrumou a casa e pôs o Brasil nos trilhos em 8 anos, o que demostra a extraordinária capacidade de regeneração que nosso país pode ter na mão de um time responsável e competente. Só nos resta saber se nossos eleitores terão capacidade nas próximas eleições de por em Brasilia alguém com envergadura para reverter a desordem desses anos de PT e seu populismo mal ajambrado que nos trouxe até aqui.

  35. marcelo ribeiro melo

    Creio que acontecera o mesmo que aconteceu no governo collor de melo, nosso dinheiro nos bancos serão confiscado.Fiquem atentos, pois estamos para sofrer o plano collor II.

  36. manuel ferreira

    URGÊNCIA .
    Não é depois do DOENTE MORTO que se deve ir á urgência…
    Os CONTRIBUINTES estão exangues e moribundos.
    AUMENTAR IMPOSTOS é MATAR o doente com a “”cura””.
    O que é mesmo URGENTE é BAIXAR a carga tributária ABOLINDO o Imposto de RENDA, porque é o MAIS INJUSTO do MUNDO…só paga quem TRABALHA e quanto mais trabalha MAIS PAGA.
    Só com impostos REAIS e INDIRETOS é possível colocar o PAÍS no caminho certo de PRODUTIVIDADE , de CRIAÇÂO de RIQUEZA, de JUSTIÇA SOCIAL.
    Pense BEM, pensar ainda não PAGA IMPOSTO por enquanto.

  37. daciobicudo

    https://www.youtube.com/watch?v=YxR5qqzZS-g talvez lendo essa mulher, descubram porque essa divida cresce tanto, e verão que o problema é sempre o mesmo..O Capitalismo Selvagem..e todo o dinheiro que inventam pra si…deixando os países sem dinheiro, eles que tem que ser questionados e obrigados por regulamentação a pensar no próximo. ok?

  38. Tânia

    Estou perplexa. Diante desta situação, estou convencida que meu filho e meu neto tiveram o futuro roubado. Triste…

  39. Ciro A. Sanchez

    Desobediência civil já! Pra que pagar impostos se não temos nenhuma contrapartida? Quando a corja política (independente de partidos) perceber que são NOSSOS funcionários, já estarão na rua e sem dinheiro…

  40. Alana

    Conheco uma senhora que conseguiu pensao por morte de um namorado, de 20 mil reais. Pensao por morte de namorado, juntando continhas de consumo (celular que ele pagava pra ela, etc), sem nunca terem morado junto, e sem vida em comum. Isso e a tal meia entrada, a sociedade toda suportando abusos com seu dinheiro sob o manto da tal uniao estavel, cujo impacto financeiro contra a sociedade merece serio estudo.

  41. Mara Lucia Pandolfo Cherubini

    Nao sou ecomista,mas a experiencia de vida e um pouco de informaçao,me levaram a crer que esses gastos desmesurados dos ultimos anos ,com corrupçao e superfaturamento em obras,aliados a benesses distribuidas(quando alguem recebe sem trabalhar outros trabalham para pagar.)levaram o pais a uma situaçao beira de caos.so com seriedade e esforço retomaremos o crescimento que favorece todas as classes.mas dai precisariamos de uma classe politica seria.

  42. Paulo R V Trivellato

    Como cidadão comum e que participou das últimas manifestações populares, creio que o grande recado das ruas, o BASTA, foi justamente na percepção desse quadro. Infelizmente, nem o governo, nem seus aliados, e , nem a oposição (se é que existe) foram capazes de entender os anseios da sociedade. Acredito que novas manifestações virão e junto delas uma faxina geral, e finalmente passaremos o Brasil a limpo.
    Para uma parte da imprensa e da sociedade, contrários as manifestações, muito mais fácil é politizá-la, assim como alguns “políticos” oportunistas acabaram tirando proveito em causa própria. Esses, incapazes de entender a gravidade da situação econômica, ao sentirem o gosto amargo do remédio, dirão: saudades do PT. É mole, ou que mais?

  43. Nuta Fernandes

    A conta é simples; “essa conta NÃO é nossa”,
    é do PT e p/ quitá-la além d fazer o Brasil
    voltar a funcionar é o CONFISCO dos bens d toda
    a quadrilha.
    É público e notório quem e quanto roubou
    então confisca tudo e vai distribuindo nos setores
    q foram saqueados.
    Outra ação q deve ser muito forte é :
    Ex : Lula em 8 anos d mandato + 4 d Dilma, é um dos mais ricos
    do Brasil então façamos o cálculo :
    ganhava X por XX anos = YYY e hj tem fazenda valendo XXXX,
    ações na Friboi : XXXXX, cobertura beira/mar : XXX enfim
    é óbvio q tudo foi fruto dos saques à nação e agora os senhores entendidos referem
    CPMF ? NÃOOOO !!!!
    NÃO vamos pagar essa conta!!!!!
    O confisco resolve todos os problemas financeiros e ainda sobra.
    Precisa sim, atitude é fazer a lei vigorar.

  44. Igor J C de Abreu

    Eu pensei que o Brasil nunca chegaria ao ponto onde a Grécia está. Estava enganado. Com os políticos que temos (totalmente irresponsáveis) vamos chegar lá rápido!

  45. Jose

    Balelas e mais balelas! Reforme o Código Penal – tire os benefícios – 10 anos de prisão são 10 anos.
    Proibir políticos de legislar em causa própria e ter tutelas de cargos em empresa pública.
    Deste modo, o Brasil está salvo!

  46. Valdir Rodrigues de Carvalho

    Ao ler pude perceber pelos comentários e análises que o que aponta para o nosso futuro econômico é bastante sombrio e caótico.Acredito que conceitos simples como: não existe almoço de graça, quem não trabalha que também não coma, a ninguém devais coisa alguma, se não tem dinheiro que não compre, etc,etc,se forem aplicados,qualquer sistema econômico vai funcionar bem. Haja vista estes são princípios que sempre foram aplicados pelo povo judeu e aí me lembro de uma pergunta: você já viu judeu pobre?

  47. José Felski

    Ouça um político e ele dirá que administração pública é diferente de administração privada,será?
    Na administração privada o grande objetivo e fazer o máximo com os escassos recursos disponíveis, na administração pública, deveria se basear nesse mesmo princípio, porém, os gestores públicos desperdição os grandes volumes de recursos de que dispõe, e quando esses recursos se tornam insuficientes, em vez de revisar o que estão fazendo e desperdissando eles legislam para aumentar a entrada de recursos.
    Outro absurdo, ao assumirmos a gestão de uma empresa privada, concordano ou não temos que nos ajustar as normas legais vigentes, os governos uma vez eleitos, a primeira coisa que tentam fazer é alterar a legislação, por que será?
    Precisaamos no Brasil urgentemente mudas esta lógica para toda a socieda, uma lei só terá efeito prático 01(hum) ano após a sua regulamentação devidamente publicada, um ano e não no início do próximo ano. Vamos lutar por um país para o povo enão termos o povo como servidor das vontades pessoais de políticos eleitos.
    O ESTADO deve estar a serviço do cidadão e não o inverso.

  48. Luis Carlos Decker

    Vão quebrar o Brasil não tenham dúvidas disso!

  49. Ivan Pedro Clivati

    Pobre futuro para nossos filhos, e uma idade avancada com problemas que um governo incompentente ajudou a criar.

  50. JOSÉ WALTER TOLEDO SILVA

    Aumento de impostos, preços, taxas de juros farão o tiro sair pela culatra, aumentando inflação, gerando desemprego e recessão econômica. Aumento de impostos e preços sobre combustíveis e energia acarretam aumento de preço da maioria dos produtos de consumo. Só a melhor distribuição de renda produzirá o necessário crescimento do mercado de consumo para tirar o país do buraco.