Geraldo Samor VEJA Mercados

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O capitalismo e seus protagonistas. A estratégia das empresas. A tal da mão invisível. O espírito animal. E as políticas públicas que ajudam e atrapalham.

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Geraldo Samor foi correspondente no Brasil do The Wall Street Journal, da agência Dow Jones e da International Financing Review (IFR). Foi produtor do Podcast Rio Bravo e consultor de hedge funds americanos com investimentos no Brasil. Desde 2014, é responsável pelo VEJA Mercados.

Como enterrar (viva) uma economia em coma

Lula, Tombini, Nelson Barbosa e as ideias que ainda vão agravar a crise

Por: Geraldo Samor

Se ainda restasse alguma dúvida, algum fiapo de esperança pueril, ficou dolorosamente claro nas últimas 48 horas que a crise de confiança da economia brasileira ainda tem espaço para se agravar.

As manifestações públicas do presidente do Banco Central, do Ministro da Fazenda e do ex-Presidente Lula mostram que, na cabeça do Governo, a solução para nossos problemas é adotar justamente algumas das medidas que nos enfiaram no buraco atual.

As três falas — proferidas em lugares e contextos diferentes — convergem para a ideia de que, para tirar a economia do coma, é preciso que o Governo patrocine uma infusão de grana na veia.

Não só não vai funcionar, como vai piorar as coisas ainda mais.Alexandre Tombini

O primeiro a falar foi Alexandre Tombini. O presidente do Banco Central ‘autônomo mas não independente’ — como a Presidente Dilma fez questão de lembrar recentemente — achou que tinha encontrado a desculpa perfeita para reverter semanas de sinalização ao mercado de que a Selic iria subir. Depois de uma reunião fora da agenda com a Presidente Dilma, Tombini usou as novas estimativas do FMI para a economia brasileira — contração de 3,5% este ano — para dizer que aquilo mudava o jogo do Copom. Oportunismo tático ou confissão de incompetência?

O jogo já estava jogado. Tombini já sabia que a média dos economistas brasileiros — reunidos no relatório Focus do BC — estimavam contração dessa magnitude para este ano. Ou será que o departamento econômico do BC foi surpreendido pela estimativa do FMI? Foi um episódio clássico de incompetência, ou Tombini precisava de uma desculpa para o desvio de rota? Infelizmente para o presidente do BC, a sociedade brasileira é aberta, plural e algumas pessoas ainda dizem o que pensam. Entre outros adjetivos, sua manobra foi qualificada de ‘esquisita’ e ‘decepcionante’ por economistas que se disseram perplexos.

(Notem que, no mérito, havia até bons argumentos para não se mexer na Selic. Muita gente boa no debate econômico já acredita que o Brasil está em ‘dominância fiscal’ — uma situação em que um aperto monetário não surte mais efeito, dado o nível dos gastos públicos — e duvida que uma alta da Selic faria algum bem num momento em que o País já está em depressão. Mas ao usar uma desculpa esfarrapada, Tombini, antes de mais nada, errou na forma: a capacidade de um Banco Central de se comunicar com transparência e consistência é um ativo que não pode ser subestimado.)

Ontem, a alta da Selic ficou em zero — o mesmo patamar da credibilidade do BC junto ao mercado.

LulaO segundo a falar foi o ex-Presidente Lula. Você já podia imaginar o que viria quando a Folha de São Paulo anunciou na terça à noite: “Lula se reúne com Belluzzo e Delfim Netto para discutir crise econômica.” Mas nem o maior crítico de Belluzzo ou o maior desafeto de Delfim poderiam imaginar o que Lula diria no dia seguinte, em entrevista a blogueiros. Sentem-se.

“A Dilma tem que ter como obsessão a retomada do crescimento, o controle da inflação e a geração de emprego,” afirmou o ex-Presidente, até aí dizendo o óbvio. “É preciso ter clareza que não se convence empresários se o governo não está pondo dinheiro, porque empresários não vão pôr se o governo não fizer. O governo tem que tomar a iniciativa. É preciso uma forte política de financiamento. Se quiser salvar o país temos que colocar os pobres em cena outra vez. Pensar em como financiá-los para voltar a comprar.”

Presidente Lula, os empresários não querem que o Governo ponha dinheiro: eles querem que o Governo saia do caminho. É verdade que alguns empresários são viciados numa linha camarada no BNDES, mas até estes já entenderam que a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, Barbosa?

O que a sociedade espera é que o governo se reinvente: repense o seu papel na economia e proponha uma nova lista de prioridades. Os empresários querem um governo que poupe, e que permita, assim, que os juros caiam e que o poder de compra das pessoas seja devolvido. Os empresários querem um governo que acredite em regras claras para os investimentos, com menos burocracia e impostos menores e mais fáceis de pagar. Isto, presidente Lula, é justamente o oposto de achar que o governo tem que botar dinheiro em qualquer lugar que seja para reativar a economia.

Nelson BarbosaE quanto aos pobres, presidente, o senhor vai me desculpar. Todos sabemos que, na sua cabeça, “ninguém neste país” pode entender mais de pobre do que o senhor. Mas os pobres da vida real (não os dos seus discursos) talvez sejam pessoas bem diferentes daquilo que o senhor imagina. As pessoas ficam gratas, sim, com um cartão do Bolsa-Familia ou uma linha da Caixa para comprar uma casa e os móveis que dão dignidade. Mas dignidade maior existiria se o país simplesmente gerasse empregos, se a escola pública preparasse as pessoas para estes empregos, e se, uma vez recebendo o salário, este não fosse aviltado pela inflação que só fez crescer nos cinco anos do governo Dilma. Dignidade maior é não ter que ser grato a nenhum político, mas sentir gratidão ao País pelas oportunidades que o crescimento gera.

Mas o mais imperdoável na fala de Lula foi a forma como um homem que já viveu a pobreza de perto minimizou a inflação: “Eu, que vivi uma inflação de 80% ao mês, com 8% ao ano dá até para guardar dinheiro debaixo do colchão.”

Por conveniência política, Lula finge desconhecer que a inflação é o imposto mais pesado sobre os pobres que ele diz defender. Enquanto a classe média ainda consegue se proteger no CDI, a inflação bate a carteira em tempo real do trabalhador que ganha um ou dois salários mínimos. Ao comparar os dias de hoje com a fase mais sombria da hiperinflação brasileira, Lula cospe na cara de quem sofreu aqueles anos. A inflação está para o Brasil como a cachaça está para um alcoólatra em recuperação. Vinte e um anos depois do Plano Real, a indexação continua aí, firme e forte.  Esta fala é um escárnio ao nosso duro aprendizado coletivo de que a moeda tem que ser defendida. Foi uma desonestidade cruel, um cinismo perverso. As oposições deveriam usar seu tempo na TV e no rádio para exibir a fala de Lula e ver se os brasileiros acham graça.three-monkeys

O último da troika a falar foi o Ministro da Fazenda. Mesmo depois de ouvir do próprio presidente do Bradesco (em Davos) que a demanda por crédito na economia hoje é quase inexistente, Nelson Barbosa resolveu traficar aquele keynesianismo paraguaio que propõe que TUDO na economia é uma questão de estímulo. “O paciente não reagiu? Basta dobrar a dose.”

Explicando seu plano de incentivar novos financiamentos, Barbosa disse que vai “levar o cavalo á água para ver se ele quer bebê-la.” Esta coluna aposta que o cavalo da economia está simplesmente sem sede, sem esperança, e sem horizonte.

Vai ser preciso mais do que um veterinário amador, um banqueiro central claudicante e um ex-presidente palpiteiro para consertar o estrago que os três ajudaram a fazer.

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  1. LUCIANO

    Parabéns pela análise. Disse tudo de maneira clara e objetiva.

  2. jair50

    Lula, Brabosa e Tombini: 3 cavaleiros do apocalipse brasileiro. Estamos ou não estamos bonitos na foto?

  3. Fernando Coelho

    O Brasil virou um grande sindicato, onde se mente, não se trabalha, se administra com incompetência e manipula seus associados (os brasileiros) com a finalidade de beneficiar os seus diretores. Tudo é válido para se manter no poder. A economia e a inflação nunca foram metas de gestão, e sim consequências. Para eliminar o sindicalismo do governo, teremos que garantir que as eleições eletrônicas não serão manipuladas. Se há tanta falcatrua neste governo, que aparelhou todos os poderes, por que não haveria roubalheira eletrônica? Já ouviram falar da Smartmatic? Leiam sobre ela.

  4. Renato

    A era da mediocridade. Estamos perdidos!

  5. GEROLDO ZANON

    Foram acreditar nesta facção criminosa cujo chefe é o LULALADRÃO esta ai o resultado quebraram o BRASIL

  6. criatura nojenta

    o barba é um boquirroto cujo nome é ofélia!só abre a boca quando tem certeza-de que fala uma grande besteira!

  7. Antonio

    O Brasil é um país estranho. Quando o PT chegou ao poder em 2003 estávamos colocando na presidência um partido que foi contra tudo (constituição de 88, não apoiou Itamar, foi contra o Plano Real) que dizia que faria tudo aquilo que todo mundo sabe que leva ao desastre econômico e social. Só que para ganhar as eleições eles escreveram uma carta dizendo que não fariam nada do que sempre disseram que fariam. Bom…… o resultado é que deu tudo errado e o mais estranho é o espanto de muita gente. É claro que tinha de dar errado e é claro que ou essa turma sai ou vamos para o buraco.

  8. P A U L Ã O

    Geraldo,
    Caso eu tenha entendido bem a sua aula, na edição da VEJA de 27/01/2016, o modelo econômico preconizado por Dilma e Lula é a um pouco do mesmo, quer dizer, ou dito em outras palavras, uma repetição do fracasso, consubstanciado no modelo do Estado Indutor. Nesse modelo defendido por Dilma o papel do Estado segue à frente do mercado e da economia, indicando os passos a seguir. É um estado grandioso, planejador, investe diretamente na economia, sendo um modelo que já se exauriu. Trata-se do oposto do estado minimo, dinâmico, eficaz e moderno. Se eu captei bem os seus ensinamentos, posso fazer coro com Milton Friedman no sentido de Estado Indutor é paquiderme que não pode voar. Acertei? – E se o lulopetismo prefere a adoção de um modelo superado e ineficiente, será que o fazem por incompetência ou má fé ou dois juntos. Obrigado Geraldo, sua aula valeu.

  9. P A U L Ã O

    GERALDO,
    Lí atentamente o seu brilhante artigo. Parabéns. Se você conceder a honra, voltarei ao seu Blog, porém munido de mais elementos para comentar tanta sabedoria em apenas uma página. Você consegue “il massimo di pensiero, nun minino di parole”. O máximo de pensamento em um mínimo de palavras. Isso dá substancia ao seu artigo.
    Abraço
    Paulão.

  10. Daomao

    Na questão dos juros brasileiros, há algo mais na economia além de se empinar a Selic para acomodar expectativas.
    Tombini sempre foi fraquinho.
    Só uma nova dupla na economia daria o tranco de arrumação no mercado.
    Delfim na Fazenda e Meireles no BC.
    Ou Meireles na Fazenda e Delfim no BC.
    Há muito garoto dando pitaco na área econômica e monetária.
    Falta comerem muito feijão.
    Nem se fale na presidenta…que se tornou emblemática do presidencialismo do ridículo.

  11. Maroko

    O parágrafo entre parêntese está de acordo com o parecer do nobel de economia Joseph Striglitz publicada no Estadão de hoje. O chororô partiu de economistas ligados ao mercado financeiro que estavam acostumados a ditar a Selic que eles queriam. O que o COPOM fez foi trocar a batuta destes regentes por uma banana. A comunicação foi do tipo indiscreta, mas não tira a autoridade de Tombini, a não ser por não tomar medidas como esta há muito mais tempo.

  12. Austeu Arimateia

    Se há uma luz no fim do túnel, esta é uma locomotiva vindo na direção contrária! Infelizmente…

  13. Marco

    Perfeito, mas eu apenas retiraria a referência ofensiva ao Paraguai (antepenúltimo parágrafo), pois não faz mais sentido fazermos chacota com países amigos e parceiros. Temos lições a aprender com países menores e nesse momento nos cabe a humildade. A Colômbia, outrora alvo de piadas sobre drogas, fez seu dever de casa e hoje puxa a economia da América Latina 2,5% para cima, enquanto a piada de fato somos nós.

  14. Rafa

    Não é só o barba (ou brahma) que não reconhece que a inflação é o mais cruel dos impostos; todo esquerdista tem fixa na cabeça a ideia bisonha de que “um pouco mais de inflação não faz mal”. Mas eles são tão burros que não conseguem somar dois mais dois e perceber que a inflação foi a responsável direta pela tal desigualdade que eles tanto querem acabar. Que bastou o imposto inflacionário ser reduzido a níveis comportados (mas ainda não saudáveis) para o padrão de vida da população brasileira melhorar. Se essa turma continuar até 2018, só vai sobrar terra arrasada para o próximo governante…

  15. Nilson

    Pra ele só resta guardar debaixo do colchão mesmo. Até na Suiça está ficando perigoso. Fico admirado com a capacidade desse cara de cuspir na cara do pobre e ainda ouvir gente dizer: “Meu voto é do Lulinha”. Deve ter pacto com o Diabo que nem o Collor. Só pode!

  16. Não é ódio é nojo

    Acabaram de apagar a luz no fim do túnel. Entramos na era do BREU.

  17. LOURDES FERREIRA

    Muito boa matéria, Parabens!!! Pecado que muitos brasileiros não vão ler.

  18. Márcia

    Sem comentários. Texto perfeito. Traduz toda a nossa percepção da realidade do nosso país e a nossa indignação. Parabéns!!

  19. Jorge Pinho

    Seu texto é perfeito. As observações que você faz constituem uma perfeita visão da realidade político-econômica que vivemos. Uma verdadeira aula de coerência e compreensão das causas e dos efeitos do fenômeno da inflação induzida por governos irresponsáveis. Parabéns.

  20. Caco

    Esplêndido texto, escrito com rara clareza e objetividade. Acompanha o pensamento de vários outros jornalistas e economistas de comprovado conhecimento técnico, envergadura moral e bom senso. As considerações do colunista são totalmente pertinentes e fundamentadas. Mas a tríade citada, não deve saber ler.

  21. koster

    interessante é que todo mundo sabe tudo de economia. Não funciona assim! Estragos fizeram Delfim Neto e P. H. Simonsen, estragos fez Getúlio Vargas,estragos fizeram os presidentes militares. Num Brasil nascedouro, cuidaram somente do próprio rabo. Cadê as escolas, cadê a infraestrutura, cadê a saúde? Culpa dos últimos 13 anos? Alguma sim, sem dúvida, mas daí a responsabilizar essa tchurminha por tudo? Well… muito simples. Análise sem pé nem cabeça! Se esta coluna aposta que o cavalo esta sem sede, sem esperança e sem horizonte, é por que ele não conhece as pessoas! Economia é feita de pessoas! pode-se falar em bancos, empresas governos! Nada funciona sem pessoas, e as pessoas tem sede, esperança e horizonte. Não vamos desistir como você já desistiu. A grande mudança e reviravolta da economia americana, na década de 30 foi feita por pessoas, por atitudes. Escreva algo inspirador, forte, belo. Esse tipo de coluna, não ajuda em nada. Análise pífia!

  22. Julio César Nunes

    Eu gostaria de concordar com um comentário de outro colega em outro blog. Já q o vovô Smurf quer tanto o poder, q ele assuma agora, p ver o q ele vai fazer, já q nos colocou nesta situação. Sim pq todos sabemos q a dilmentira não passa de uma marionete no governo, sendo q nem ela nem o Smurf tem capacidade de dialogar (basta verificarmos as declarações deles em público)…Pessoal. Todos sabemos que sem mais impostos não temos como tapar o furo da roubalheira…e como sempre quem paga o pato é o povo. E ainda tem gente q defende este governo…pq em 2018 se as votações forem por urnas eletrônicas manipuladas, eles sempre ganharão. Enquanto o povo ou o exército não tomarem uma providencia…o Brasil vai quebrar!!!E pior ainda. A Petrobrás que foi a mais prejudicada com os desvios ñ está nem aí pelo jeito. Ora pois, eles não deviam exigir de volta todo o dinheiro que foi roubado? E ainda anunciam q vão patrocinar o encontro dos PTebas em Porto Alegre…ISSO É UMA VERGONHA!!!!

  23. wall oliveira

    Belo texto, continue com sua voz roca e “solitaria” no deserto , pois é a esperança que nos move.

  24. lievore

    excelente qualidade o texto do nobre senhor, estamos nadando em promessas vazias e substanciadas pelas manobras politiqueiras e irracionais que afundam o pais ainda mais…muito estudado e valoroso vosso conhecimento econômico.

  25. Luiz

    Você reclamam? Eu também, mas quando precisa ir às ruas vejo que cada vez menos pessoas aparecem. Vamos às ruas, marchar à Brasilia, fechar um cerco em frente do apartamento do apedeuta. O povo precisa fazer alguma coisa

  26. marcos lobo

    Resumindo toda a lambança da SEITA VERMELHA…PT=Perda Total

  27. Brasileiro da Silva

    Obrigado, Geraldo, pela análise magistral!

  28. Paulo Costa Ebbesen

    Acho que esta turma faria muito sucesso na Globo. O programa poderia chamar-se Os Trapalhões em Nova Versão.
    Nunca vi tanta incompetência e desfaçatez juntas.

  29. Roberto

    O Lula,o PT ,Dilna e seus aliados e a pior praga da humanidade , ganha até das pragas lançadas ao Egito na Época de Moisés.
    A situação passou dos limites, estes bandidos tem de ir para cadeia, quem apoia estes bandidos é igual a Eles.

  30. emBolsaPraFamília

    Os políticos estão lá porque alguém votou. A política de governo foi aprovada pela maioria nesses 13 anos (independente de estelionato eleitoral ou qualquer coisa). O brasileiro tem que aprender que os atos tem consequências, o voto ignorante, ingênuo ou malandro nesse projeto desperdiçou uma geração inteira. Hoje temos jovens analfabetos funcionais, sem vontade de trabalhar, achando que o governo deve resolver tudo na sua vida. A “malandragem” brasileira se voltou contra o povo. Como diz o ditado, se não for por amor será pela dor. E vai doer.

  31. Sergio

    Isto tudo vai dar um bom livro: a marcha da estupidez. Ora, no dia o seguinte o dólar sobe. Os esquerdistas bravejam: “os coxinhas agora vão pagar mais caro para ir à Disney”. É verdade, mas é verdade que o preço do trigo, e portanto do pão, também vai subir. O preço do milho vai subir. E daí ? Daí que frango come… Milho ! Então sobe o milho e o frango. E sobe o petróleo e combustível importado. E sobem as dívidas das empresas brasileiras em dólar, que vão quebrar e não vão pagar imposto. E aí a produção cai e os preços aumentam. Se este governo quer ensaiar o maior movimento de Reflação da história mundial, está no caminho certo. Nem a Grécia ousou tanto. Na beira do precipício, pelo menos, eles voltaram. Nós já nos atiramos lá.

  32. Rejanio

    Eu só não entendi a parte da oposição. No Brasil, ela existe?

  33. Neusa

    Só agora entendi o tempo mais que perfeito. Está neste texto! Parabéns!

  34. jb

    ja estou ficandoi desesperado de ver tanta incopetencia deste governo e nao ter nimguem que nos de uma luz no fim do tunel

  35. Claudio

    Lula não está preocupado com o pobre nem com a economia, somente com o “PROJETO CRIMINOSO DE PODER”, seu e de seu partido. Financiar os pobres é iludi-los pensando nas eleições de 2018, é preparar um novo estelionato eleitoral.

  36. catson aruak

    A arrumação da tragédia passa pela prisão de lula.
    Bota o cretino no xilindró que a coisa conserta.

  37. Diogo Federer

    Belo texto! Um palpiteiro tem que ser muito alcoólatra para ouvir Beluzzo e Delfim!

  38. Luis

    É triste mas o único jeito é elevar a taxa Selic, a manutenção da Selic indica que o governo tem medo do que estar para vir este ano, e falta coragem de enfrenta lo.
    Poderia manter se o governo cortasse os gastos na carne, mas e a coragem de propor controle de gastos que realmente reduzam o tamanho do estado ?
    Mas os paliativos de aumentar 0,5% nada resolver , a taxa de juros hoje deveria estar em torno de 20% .
    Mas coragem para elevar para este patamar ninguém vai ter.
    Com uma taxa destas haveria quebradeira de muitas empresas e agravar a crise?
    Sim , em um primeiro momento sim, mas tem outra saída ?

  39. Paulo

    Parabéns pelo texto. Resumiu com maestria o momento grave que vivemos!

  40. Generino

    Geraldo Samor, se eu entendi bem quase todos os comentários estão reclamando que NÃO houve aumento dos juros. Aff!

  41. Tardigrado

    Meu Deus, ja não chega o numero de economista palpiteiro que tem neste pais, ja não chega uma presidente que não entende nada de administrar, agora vem esse pinguço que nunca administrou nada dar palpite. Acho e sempre achei o Delfim uma graça. Como economista ZERO. Mas é engraçado. Deveria fazer um programa na Globo. Vai dar Ibope.

  42. René

    Claro, simples e objetivo. Parabens

  43. simao

    Samor, se me fosse dado um poder magico, eu faria o teu texto ser inscrito em letras garrafais na pedra do pao de acucar! O teu artigo e’ fantastico. O Brasil precisa entender o passado, o presente, a indignacao e quem sao os agentes deste desastre prenunciado! o texto entrega tudo isto em poucas e bem escritas linhas.
    Eu, que sou fuleiro, mas preciso externar o meu sentimento, digo o seguinte: politica pilantra e populista executada por atores sem moral e sem escrupulos! Lula e os insetos que o rodeiam sao simplesmente abominaveis.

  44. Adriana

    É sempre assim, quem paga e sempre pagará são os que vivem abaixo da linha da pobreza. Em qualquer lugar do mundo.

  45. Celso

    Meus parabéns! Abordagem perfeita. Todos os brasileiros deveriam lê-la.

  46. Washington veras

    Caro Samor: Quando adquirimos uma certa compreensão das coisas da vida e vemos a manipulação do rebanho de cordeiros rumo ao abatedouro, salta-nos a indignação própria dos mais jovens, a maturidade, nos leva a entender que a manada segue seu curso independente do que lhes espera á frente. A evolução individual é muito mais rápida do que a coletiva, o que fazer?

  47. Laércius

    Muito bom Samor!
    Infelizmente o Bilionário Psicopata continua a respirar e daquela boca, sabemos, sempre pode sair mais uma idéia destrutiva.

  48. Marlon

    Perfeita matéria! Esse cachaceiro deveria estar em Curitiba junto com seus comparsas e não dando pitaco sobre economia. Como alguém que criou o processo de destruição econômica do país pode opinar em como recuperar a economia?? Deve estar bêbado como sempre.

  49. Victor

    Otimo texto!

  50. ADELU

    -Suportamos,sei lá porque o regime militar,acertadamente tomamos atitude em relação a COLLOR,tivemos esparanças com FHC e o plano real.PORQUE ESTAMOS DEIXANDO ESTA CORJA PETRALHA DESTRUIR TODA ESTA LUTA DO POVO BRASILEIRO?

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