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Preso por abusar de criança foi solto após audiência de custódia?

Boato propagado no Facebook faz referência a caso real, mas distorce relato e inventa que o suspeito foi solto

Circula no Facebook desde ontem um boato segundo o qual um homem, preso por abusar sexualmente de uma menina de 5 anos no corredor de um supermercado, foi solto em uma audiência de custódia.

Veja abaixo uma reprodução da lorota:

(Reprodução/Facebook)

O boato faz referência a um caso real, mas distorce o relato sobre ele e inventa a informação de que o suspeito por abusar de uma criança em um supermercado foi solto.

No último dia 23 de setembro, um homem foi, de fato, preso em flagrante em Porto Alegre, suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 5 anos no corredor de um supermercado. Ele foi contido por seguranças de uma unidade da rede Zaffari – e não do Carrefour -, acionados pela mãe da criança. A prisão se deu após a polícia analisar as imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento. No vídeo, é possível ver uma criança brincando sozinha em um corredor da loja. O homem se aproxima, empurra a menina para trás de uma pilha de mercadorias e passa a mão por baixa da roupa dela. Segundos após a abordagem, ele sai andando.

Depois da prisão, a delegada Laura Lopes, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DPCAV) da capital gaúcha, informou que a polícia concluiria em dez dias um inquérito para apresentar denúncia Justiça sobre o caso.

Ao contrário do que o boato tenta fazer crer, contudo, o homem não foi solto após uma audiência de custódia na Justiça.

Diante da repercussão da mentira, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se manifestou por meio de sua conta no Facebook (veja abaixo). “Nesta segunda-feira (2/10), circulou em grupos de mensagens uma notícia sobre a suposta liberação de um acusado de abuso de menor, que teria ocorrido após uma audiência de custódia. Mas atenção: isso não é verdade! O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) confirma que o suspeito continua detido no Presídio Central de Porto Alegre (RS)”, informa o CNJ.

A instituição ainda dá boas dicas para que os internautas não acreditem em lorotas online e não as espalhem: “A disseminação de notícias falsas é uma prática cada vez mais comum, e por isso é fundamental checar as informações que você recebe por grupos de mensagem e nas redes sociais. Não repasse imagens e textos sem se certificar sobre a veracidade desses conteúdos. Procure informações em sites oficiais, verifique a indicação de fontes e cheque onde mais a notícia foi publicada (quanto mais publicações com diferentes fontes, melhor). Notícia falsa visa desinformar sobre um assunto. Se você quer se informar, não acredite em tudo que lê na internet sem checar”, afirma o CNJ. O Me engana que eu posto assina embaixo.

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