Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Alexandre de Moraes e a dança desengonçada com índios no STF

Ministro posta vídeo com momento em que recebe indígenas da reserva Raposa Serra do Sol em seu gabinete e tenta acompanhar ritual ao som de um canto macuxi

De terno e gravata, documento em mãos, braços entrelaçados com quatro índios e alguns assessores, o ministro Alexandre de Moraes ensaia uma desengonçada dança indígena flexionando tronco e joelhos timidamente enquanto ouve um canto tradicional macuxi no qual seu nome é repetido várias vezes.

A cena aconteceu no gabinete do ministro, no Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira, quando representantes da reserva Raposa Serra do Sol foram entregar a ele um dossiê de 17 páginas – 11 de texto e seis com fotos – para mostrar a situação atual da terra indígena e pedir que os direitos dos povos do local continuem sendo respeitados.

A reserva, localizada em Roraima, foi demarcada no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1996, e homologada pelo sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2005, mas foi consolidada sob muita polêmica, que precisou de intervenção do STF. Moradores não-indígenas, arrozeiros, pecuaristas e outros ocupantes resistiram à desocupação da área e só saíram de lá por decisão do Supremo, cumprida pela Força Nacional de Segurança e pelo Exército.

(Reprodução/Reprodução)

Nesta semana, representantes das etnias que compõe a reserva – maxucis, ingaricós, patamonas, taurepangues e uapixana -, além de pessoas ligadas à causa indígena estão fazendo um seminário na Universidade de Brasília (UnB) para mostrar os avanços da reserva nestes anos e a maneira como seus ocupantes vivem e neutralizar eventuais discursos de que a demarcação teria sido um fracasso.

Os indígenas entregaram o dossiê a todos os ministros do STF, mas apenas Alexandre de Moraes postou o vídeo com a sua esquisita dança em seu gabinete. Resta saber se Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia e os demais também dançaram sob o canto macuxi – e se se saíram melhor do que o ministro.

Veja abaixo o vídeo:

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. Almerio P. Gaertner

    Uma area rica entregue a uma centena de índios, que a esta altura não o são mais. Vergonhao que fizeram com Rondonia. Negociata internacional. Revogue-se a demarcação e vamos explorar as nossas riquezas. Indio e para estudo de antropólogos.

    Curtir

  2. Almerio P. Gaertner

    Reserva-se uma area menor para demarcação o que e mais lógico, que atende a demanda indígena.

    Curtir

  3. Almerio P. Gaertner

    O problema indigena não se resolve nunca. Como tudo.

    Curtir

  4. Eu acho que a letra manda o juiz tomar naquele lugar, e ele ainda dança com a ofensa. 🙂 🙂 🙂

    Curtir

  5. 14% do território nacional são de reservas indígenas. Ou seja, 1.190.000 km2 para 896.000 “índios” (segundo o IBGE). Então, são 0,75 indivíduos por Km2. Os outros 207 milhões de brasileiros (onde a maioria paga seus impostos para, inclusive, sustentar as aldeias), ficam com 7.310.000 Km2, que representam 28 habitantes por Km2. O quê que essa gente quer mais? O Ayahuasca dado para o ministro está fazendo efeito…

    Curtir