13/07/2012
às 20:05 \ CinemaNa Estrada (On the Road)
Isabela Boscov comenta o filme Na Estrada – On The Road, dirigido por Walter Salles. Com roteiro baseado no livro mais famoso de Jack Kerouac, lançado em 1957, a história é regada a aventuras cheias de drogas e sexo nas estradas dos Estados Unidos. Com: Sam Riley, Dean Moriarty e Kristen Stewart, a Bella de Crepúsculo.


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10 Comentários
eduardo pepe
-27/02/2013 às 20:52
Fiquei igual à ela em relação ao filme, adorei as atuações, achei interessante à vontade de Walter em querer fazer um filme do livro, mas ele fez tudo “direitinho”, mas não mais que isso.
Alaer Garcia
-14/10/2012 às 11:20
Como citei no meu livrinho- ´A fraude de Freud e o dr Cinema´- que existe a ciencia do cinema- Cinemtologia ? – ´E isso ? que os inteligentinhos aprovem. Nao so na psicanalise como na Historia em isso. Esse filme ja é um filme historico. O tempo moderno passou muito rapido,nao existe mais esse significado de viajar se o ´o mundo ficou plano´. Mas valeu, pra quem fez Central do Brasil,tem que ter credito.
Rui
-30/07/2012 às 1:18
acabei de ver o filme e é incrível. Faz tempo que não via um ator com tanto carisma quanto o Garrett Hudland. É comparável ao MArlon Brando. Na chamada para o video, está o nome do personagem e não o dele. Sugiro a correção
Gustavo Lacerda
-24/07/2012 às 21:39
Ansioso para assistir esse filme. Isabela, gostaria muito que você fizesse uma crítica sobre “Precisamos Falar Sobre o Kevin”.
Abraço
Maria Raquel
-24/07/2012 às 19:43
Isabela, por que vc ficou em cima do muro nesta critica? Parece até que vc é amiga do Walter Salles! O filme é insuportavelmente lento, muitas pessoas na sessão que eu fui saíram do cinema antes do fim. O filme é chato!
Thiago
-24/07/2012 às 11:33
Isabela, gosto muito de seus comentários, mas quando se trata de filme nacional ou com produção brasileira, vc sempre fica em cima do muro. Esse filme é muito fraco, não pode ser classificado nem como cult. É o tipo de filme que vc quer receber o ingresso do cinema quando termina.
Ramón Franklin
-22/07/2012 às 18:55
Só faltou uma coisa… dizer se o filme, no geral, é bom.
Marcelo
-21/07/2012 às 14:24
Vocês podem informar a música que toca durante a crítica ?
Felipe
-19/07/2012 às 22:29
Sempre ótimos comentários..
Seria legal se no final do vídeo falasse se vale a pena ou não assistir no cinema.
Eliane Lordello
-17/07/2012 às 18:50
Concordo com você, Isabela, é curioso que, em 50 anos de sucesso do livro de Jack Kerouac, ninguém tenha filmado “Na Estrada”. Acho que isso pode denotar tanto um grande respeito dos diretores americanos para com a história, quanto sua pouca importância para o cinema americano. Sinceramente espero que algum deles se resolva a fazer isso, pois achei a versão cinematográfica de Walter Salles para o livro muito chata.
Penso que o grande responsável pela chatice é o roteiro, ao estilhaçar as viagens que dão sentido ao livro, transformando-as em vários trechos nervosos e plenos de futilidades.
Além disso, o enfoque ressalta somente drogas, sexo, velocidade. O personagem Dean Moriarty, como o próprio livro mostra, era hedonista, egoísta, mas, no enfoque do filme, seu lado aventureiro e sua vontade de viver “dez anos a mil” é única característica que assoma.
Neal Cassady, que inspirou o personagem Dean Moriarty foi casado com LuAnne Henderson (Marylou no filme), depois com Carolyn Robinson (Camille no filme), mantendo LuAnne como amante, ao mesmo tempo em vivia um caso que durou mais de 20 anos com Allen Ginsberg (Carlo Marx no filme). No entanto, no filme, Marylou e Carlo aparecem como meras diversões esporádicas de Dean. Em suma, as contradições do personagem Dean foram aliviadas no roteiro.
Além disso, o roteiro traz à tona banalidades que nem sequer constam do livro, como, por exemplo, o papo alcoviteiro em que Galatea recebe conselhos sexuais de Jane (ótima atuação de Amy Adams como Joan Vollmer).
A descoberta Beat da alma americana nos personagens simples do cotidiano, tão luminosa no livro, fica esmaecida no filme. Os andarilhos, os lutadores de boxe, os blueseiros negros, pobres a anônimos, por exemplo, tão importantes no livro para a formação do pensamento Beat, figuram em segundo plano no filme. A Geração Beat, todos sabemos, fez de personagens anônimos como esses, verdadeiros heróis. Uivo, de Allen Ginsberg é uma prova disso. A música Hurricane, de Bob Dylan, embora um exemplar mais tardio da influência Beat, é outra.
Por fim, entendo os méritos que você destaca na fotografia, mas, até ela está cansativa. Há muitos momentos em que chega a parecer distorcida por photoshop para ganhar efeito de aquarela.
No balanço geral, penso que o melhor do filme são as irretocáveis atuações do trio de protagonistas, a esplêndida interpreação de Viggo Mortensen para William Burroughs e a delicada caracterização de Allen Ginsberg como Carlo Marx, por Tom Sturridge.
Um abraço,
Eliane
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