Charles Gibb, da vodca Belvedere: “O brasileiro quer aprender sobre as marcas de luxo”
O escocês Charles Gibb, de 47 anos, é o atual presidente da tradicional vodca polonesa Belvedere. A marca é uma das que compõem (com Dom Pérignon e Veuve Clicquot, entre outras) o portfólio de bebidas da gigante LVMH. Nos últimos anos, o Brasil conquistou posição de destaque na estratégia da empresa, tornando-se um dos 10 maiores consumidores de Belvedere no mundo– tendo registrado um salto de 57% no volume de vendas entre 2010 e 2011. Gibb veio ao Brasil para afinar estratégias de expansão no país e conhecer melhor nosso mercado. Ele falou comigo durante sua visita ao Rio de Janeiro (“A primeira de muitas”, disse, deslumbrado com a vista da praia de Copacabana). Confira:
♦ O que mais chama a atenção no comportamento do brasileiro que consome produtos de luxo?
No Brasil, as pessoas têm um enorme interesse em conhecer a história das marcas de luxo. Em comparação com outros países, como a China, por exemplo, existe uma curiosidade maior em aprender sobre o produto antes de consumi-lo. O brasileiro quer entender por que aquele produto é melhor, por que é mais caro. Essa é uma peculiaridade à qual as empresas devem dar atenção. Esse pode ser um diferencial, especialmente porque a competição é grande. O Brasil está sendo bombardeados por inúmeras grifes de luxo ao mesmo tempo.
♦ O Brasil tornou-se um mercado estratégico para a Belvedere?
Para qualquer produto do segmento de luxo, sair-se bem no Brasil é uma meta importante. Para nós, o Brasil é visto como uma grande oportunidade. O público tem características muito afinadas com o produto que vendemos. Os brasileiros são joviais, festeiros, gostam de celebrar a vida, comemorar. Aqui não se consome apenas para ter status. As pessoas querem genuinamente se divertir.
♦ As grandes expectativas relacionadas ao mercado brasileiro se justificam?
Nós experimentamos um crescimento espetacular no Brasil. Em apenas sete anos, o país se tornou um dos nossos 10 principais mercados, junto com Inglaterra, França, Espanha e Austrália, por exemplo. Nossa meta é dobrar as vendas aqui nos próximos dois anos.
♦ As mídias sociais se tornaram uma parte importante da estratégia de divulgação da Belvedere no mundo. Como é a participação dos brasileiros?
Em qualquer lugar do mundo, espera-se que as empresas travem uma comunicação direta com os consumidores através do Twitter, do Facebook. Mas o Brasil é um caso à parte, que chama a atenção. Alguns dias após o lançamento de nossa página no Facebook, milhares de brasileiros aderiram. É um público que gosta de novidade, de ações criativas e quer aprender sobre o produto que consome.
Por Paula Neiva
Twitter: @gpaveja
Para ler a coluna completa, acesse: www.veja.com/gps
Nota publicada originalmente em 13 de dezembro de 2011, às 18:58
Tags: gps, luxo, paula neiva





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