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Arquivo da categoria Jovens Empreendedores

08/02/2012

às 20:40 \ Jovens Empreendedores, Negócios, Sociedade

A cartilha de Abilio Diniz para empreendedores

A edição de fevereiro da revista VOCÊ S.A., que chega às bancas nesta semana, traz a cartilha de Abilio Diniz para executivos e empreendedores— especialmente os jovens. As 17 dicas são uma espécie de resumo do que prega o presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar em palestras e aos seus alunos na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. A atividade de professor foi incorporada recentemente à rotina do empresário de 75 anos. A coluna antecipa, a seguir, três itens da cartilha de Diniz:

1- Pergunte sempre o que move você, o que o motiva e o que quer

“Quando um profissional sabe o que realmente quer, é possível trabalhar com mais empenho e conseguir melhores resultados da equipe.”

2- Não reinvente a roda

“Muita coisa que fiz foi procurando as referências no mercado. No mundo atual, há poucos negócios que dependem de inovação. Por isso, não tente criar coisas inusitadas o tempo todo, se concentre em fazer bem o que já existe e, com isso, garantir bons resultados para o negócio.”

3- Mantenha o inimigo ao seu lado

“Quanto mais você conhece seu concorrente, mais fácil fica prever as estratégias agressivas que podem ser adotadas por ele contra você. Eu sempre visito meus concorrentes, porque preciso saber se eles estão tendo ideias melhores do que as minhas. Assim, consigo reduzir danos”.

Por Paula Neiva

Twitter: @gpsveja

Para ler a coluna completa, acesse: www.veja.com/gps

 

23/09/2011

às 16:14 \ GPSr, Jovens Empreendedores, Música

Na seção Jovens Empreendedores: Roberta Medina, do Rock in Rio

Roberta Medina, 33 anos

Empresária e vice-presidente do Rock in Rio

Começa nesta sexta-feira (23) o Rock in Rio, maior festival de música e entretenimento do mundo, que dispensa maiores apresentações. Roberta Medina, publicitária de 33 anos, ocupa um dos cargos mais estratégicos na estrutura desse megaevento, como vice-presidente.

Mas, antes mesmo de o Rock in Rio acabar, a agenda dessa carioca bem-sucedida e que estampa com facilidade um sorriso no rosto, já tem outros desafios em pauta— entre eles, a expansão da marca Rock in Rio pela Europa e a produção de um festival de música eletrônica mais experimental, o Sónar, previsto para maio do ano que vem.

Roberta conversou comigo sobre sua experiência como empreendedora e o caminho que trilhou até brilhar por conta própria, no mesmo ramo do pai famoso. Confira.

(Por Paula Neiva)

Filha de Roberto Medina, publicitário que, entre outros projetos, concebeu o Rock in Rio, Roberta começou cedo profissionalmente, aos 17 anos. Meio que por acaso, foi chamada por um conhecido do pai para ajudar na produção de apresentações que a Disney traria a um shopping carioca. A experiência deu certo e se estendeu por um ano. “Descobri que, por trás de um bom evento, existe uma produção bem-feita. E me apaixonei pela área”.

Entrou na faculdade de Comunicação, mas não se identificou com o curso no início (“Era teórico demais”, diz).

Antes que desistisse, tomou uma decisão que mudaria suas perspectivas: fazer intercâmbio nos Estados Unidos. “Venho de uma família forte, em que o grupo está sempre em primeiro lugar. Quando fui estudar fora, fiquei sozinha. Descobri a minha força, a minha opinião como indivíduo e não como um grupo. Foi essencial para o meu crescimento profissional”.

Ser filho de alguém muito bem-sucedido no mesmo ramo que se escolhe seguir pode abrir portas. Mas pode também se tornar um pesadelo para um jovem que precisa descobrir sua vocação e quer ser reconhecido por mérito próprio. Esse é um desafio comum entre empreendedores e com Roberta não foi diferente. “Eu não sabia se as pessoas elogiavam as minhas ideias porque elas eram boas ou porque eu era filha do Roberto”, diz. “Precisei me testar e amadurecer para lidar com isso e saber o meu valor. Até que eu conseguisse, foi um drama interno, sim”.

Depois de voltar para o Brasil, com 19 anos, Roberta dedicou-se a eventos importantes, como a festa de inauguração da Árvore de Natal da Lagoa (que se tornaria um evento tradicional da cidade) e, alguns anos depois, ao Rock in Rio 3. Seu papel, como coordenadora de produção, era conectar publicidade, produção e criação.

Quando os dias de festival chegaram ao fim, Roberta, então com 22 anos, não consegui entender que o Rock in Rio tinha terminado. “Fiquei bloqueada. Demorou três meses até que eu visse as imagens aéreas e tivesse noção do tamanho do evento que tinha ajudado a produzir.”

Mas não demorou muito até que fundasse a Dream Factory, empresa de planejamento e produção de eventos e marketing. “O início não foi fácil. Era muito nova. Usava roupas de uma mulher mais velha, porque achava que, assim, me respeitariam mais. Uma bobagem”, diverte-se. Dez anos depois de sua fundação, a Dream Factory já produziu de maratonas a carnaval de rua. Emprega 60 pessoas e deve faturar 50 milhões de reais neste ano—20% a mais do que no ano passado.

Roberta, que desde 2006 mora em Lisboa, foi a peça-chave na internacionalização da marca Rock in Rio, que já teve versões em Portugal e Espanha. Virou celebridade local, com a participação na versão portuguesa do programa Ídolos. E prepara-se para continuar expandindo as fronteiras de seu trabalho para outros países. Um sucesso sem fronteiras.

♦ NÚMEROS

Eventos

Cerca de 800, nos últimos dez anos

Público

De grupos de 100 pessoas, em festas corporativas,

a 700.000, no Rock in Rio

A CARTILHA DE MEDINA

(3 Ingredientes do sucesso)

1- Se o ambiente é favorável, tire proveito

Se alguém próximo é referência em sua área, não tenha medo de aproveitar. “Meu pai sempre gostou de ouvir minhas opiniões, me dava abertura. E eu gostava de observá-lo em ação, de participar. Essa relação fortaleceu o meu lado empreendedor”.

2- Assumir a idade. E usá-la a seu favor

A idade pode ajudar a defender um ponto de vista em uma negociações. “Demorei a descobrir que não precisava aparentar ser mais velha para ser respeitada. Quando meu guarda-roupa entrou em sintonia comigo, fiquei até mais confiante”.

3- Ter os pés no chão

O empreendedor pensa grande. Mas, quando qualquer coisa está ao alcance, o perigo é se perder em meio às muitas possibilidades. “Para realizar um projeto de grande porte como o Rock in Rio, tenho que ter foco. Não dá para filosofar. É preciso agir, realizar”.

Por Paula Neiva

Twitter: @gpsveja

Leia a coluna completa em veja.com/GPS

13/06/2011

às 20:40 \ Jovens Empreendedores

Na seção ‘Jovens Empreendedores’: Rony Meisler, da grife Reserva

Rony Meisler, 30 anos

Sócio-fundador da Reserva, marca de roupas


Um dos nomes por trás da carioca Reserva, que fecha hoje o primeiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week, é Rony Meisler, de 30 anos, sócio e fundador da marca. Na conversa com a coluna, ele mostrou por que é um exemplo de jovem que conseguiu fazer de seu projeto de vida um negócio de sucesso. Confira.

Até 2003, o contato de Rony Meisler com moda era apenas como consumidor. Até que, enquanto praticava exercícios em uma academia na zona sul do Rio, reparou que cinco pessoas usavam shorts idênticos, da mesma marca, modelo e estampa. Fez-se a luz “Pensei: ou é um problema de demanda ou de demência. E concluí que ali existia uma oportunidade de negócio”, conta.

Em parceria com o amigo de infância Fernando Sigal, mandou confeccionar 600 bermudas e, às vésperas do Natal, pediu que os amigos comprassem e indicassem a outros amigos. Foi um sucesso. “Para descobrir fornecedores, olhava o CNPJ no avesso das roupas. A gente fuçava, dava o nosso jeito. Essa é a única forma de ser empreendedor no Brasil”, diz.

Apesar dos impostos excessivos e da dificuldade de encontrar bons fornecedores e mão-de-obra, Meisler e Sigal foram adiante. Pediram demissão (de uma conceituada consultoria e da empresa da família, respectivamente) e concentraram esforços na nova empresa.

Decidiram vender as peças em multimarcas ao invés de ter loja própria. “Se tivéssemos aberto lojas num primeiro momento, certamente teríamos falido. Nosso foco foi primeiro na divulgação da marca.”

A decisão mostrou-se acertada. E o negócio tornou-se tão promissor que, em 2006, outro amigo, Diogo Mariani (membro de uma poderosa família de banqueiros) ofereceu-se para se associar a Meisler e Sigal (atualmente, são seis sócios, que cuidam, cada um, de uma área estratégica da empresa). A empresa hoje soma 30 lojas próprias e 650 pontos de venda espalhados pelo Brasil.

“Até hoje, eu acho que não entendo nada de moda. Mas isso importa pouco, porque o que a gente quer é traduzir uma mensagem, um estilo de vida. Acho que o nosso sucesso é fruto de pensar na Reserva como um conjunto de formas de expressar um estilo de vida, seja através de roupa, catálogo, atendimento, experiência, ou Internet. Por isso, não duvido que, em algum tempo, a marca possa se expandir para outros segmentos”, diz. Não dá mesmo para duvidar.

Números

Produção

Inicial: 600 peças (bermudas idênticas)

2011: 1,5 milhão de peças

Pontos de venda

Inicial: sacolas de roupas na casa de amigos

2011: 30 lojas próprias até o fim do ano e presença em 650 multimarcas, em 14 estados

A cartilha de Meisler

(3 Ingredientes do sucesso)

1-Começar pequeno

O negócio deve crescer de maneira sustentável. “Se tivéssemos começado com lojas próprias, teríamos falido”.

2-Relacionamento

“Nunca tivemos vergonha de pedir para os nossos amigos divulgarem a marca e recomendarem a outros amigos”.

3-Não se levar a sério

Rony já protagonizou vídeos que tiveram efeito viral. Em um deles, satiriza, na banheira de casa, a transex Luisa Marilac, hit na Internet. “Nós rimos de nós mesmos e essa espontaneidade se reflete na construção da marca”.

Por Paula Neiva

Para ler a coluna completa, acesse: www.veja.com/gps

Twitter: @gpsveja


 

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