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Arquivo da categoria GPS Pergunta

20/04/2013

às 8:38 \ GPS Pergunta, GPS/ Rio, Moda, Pessoas Interessantes

A top russa Anja: tamanho não é documento

A Aüslander fechou, nesta sexta-feira, a edição verão 2014 do Fashion Rio. Mantendo a já tradicional ideia de trazer personagens que se destacam na moda internacional, mas fogem da perfeição que predomina editoriais de moda e afins, o nome escolhido para o desfile deste ano foi o da russa Anja Konstantinova, 22 anos. A modelo, loiríssima, lindíssima e de olhos verdes vibrantes, tem apenas 1,63 metro. A estatura mediana (pelo menos no Brasil) poderia significar uma barreira instransponível para muitos e motivo de piada para quem se diz entendedor da moda. Mas, para Anja, é uma forma de reforçar que atutude é mais importante do que qualquer padrão de beleza. Após o desfile da marca, do qual também participou a atriz brasileira Thaila Ayala, Anja conversou comigo. E disse: “Kate Moss também quebrou padrões e arrasou. Por que eu não poderia?”. Confira os destaques do bate-papo a seguir:

Você tem 1,63 metro. O que fala para as pessoas que dizem que sua altura não é suficiente para uma modelo? Quando comecei, há quase três anos, diziam que não seria possível. E eu confesso que achei que seria mais difícil do que está sendo. Para essas pessoas, não preciso dizer nada. Eu provei que estão erradas. Já fiz grandes editoriais, campanhas incríveis, estou viajando pelo mundo a trabalho. Kate Moss também não segue o padrão e, veja só como ela arrasa. Eu também posso arrasar.

Conte três segredinhos que a  ajudam a alongar a silhueta? Gosto de usar calças de cintura alta, porque fazem as pernas parecerem mais longas. Uso saia na altura da coxa, porque afina os joelhos. E, como não sou uma amante de saltos finos, estou sempre com um sapato plataforma.

Como foi desfilar no Brasil? Uma sensação incrível. Sinto como se estivesse pulando para fora do meu corpo de alegria.

Paula Neiva

04/04/2013

às 13:41 \ GPS Pergunta, GPS/ Rio, Moda

Entrevista com a cantora Fergie: para os bebês, só música clássica

Fergie, a louraça que fez fama mundial à frente da banda The Black Eyed Peas, está no Brasil a convite da grife Hugo Boss. A pop star tem agenda cheia. Nesta sexta-feira, em São Paulo, recebe homenagem da ONG internacional amfAR, de combate a AIDS, em uma festa de gala, onde também estarão Sharon Stone, Pelé e Dita von Teese. Grávida (dizem que de gêmeos, mas ela não confirma) e com uma forma física invejável, a musa vestia camiseta laranja com detalhe em malha metalizada dourada, blazer marinho e calça estampada de seda. A calça, aliás, foi escolhida por ser a campeã de vendas da grife em solo carioca. Fergie conversou comigo. O bate-papo incluiu gravidez, moda e o estilo das mulheres locais. “Eu e as brasileiras temos algum parentesco”, diz.

A gestação fez você ouvir mais algum tipo de música? Tenho colocado um fone de ouvido para bebês na minha barriga. O repertório é, principalmente, música clássica. Beethoven, Mozart, Bach e outros compositores. Mas ainda não coloco minhas músicas. Acho que o bebê já ouve bastante a minha voz ao longo do dia.

Alguma mudança na sua rotina com a gravidez? Estou louca por frutas. Aqui no Brasil está sendo uma loucura. No café-da-manhã, parecia um macaquinho comendo com as mãos. Estou obcecada por manga, mamão-papaia, banana, suco de kiwi, açaí. Só de graviola é que não gosto. Minha rotina de exercícios também está mais leve. Ouço mais o meu corpo. Quando estou cansada, não forço tanto quanto antes.

Você já veio ao Brasil algumas vezes e se diz apaixonada pelo Rio. Há chances de comprar uma casa por aqui? Acho que ele [aponta para o seu empresário] ficaria contente se eu tivesse uma residência por aqui. Não tem nada certo sobre essa ideia e, olhe, só, já estou até contando para a imprensa. Mas nunca se sabe, né? Vamos ver agora, com esse novo empreendimento aqui [e aponta para a barriguinha de gestante].

O que você mais admira no estilo das nossas mulheres? Sem dúvida, a segurança. Elas têm personalidade e não são nem um pouco tímidas. Mesmo as crianças que conheci no Cantagalo [favela na zona sul carioca, em que Fergie visitou um projeto social e para o qual fez uma doação] são assim, destemidas. Elas falam o que querem, sem nenhum receio de errar. Eu amo isso. Acho que as mulheres brasileiras e eu temos um parentesco.

Paula Neiva… no Insta @pneiva

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Assista à entrevista com as estrelas de Oblivion, filme de Tom Cruise aqui

Leia também: Tom Cruise no Rio: churrasco primeiro, esteira depois

 

29/03/2013

às 14:00 \ Cinema, Gente Famosa, GPS Pergunta, GPS/ Rio

Assista ao bate-papo com as atrizes de ‘Oblivion’, novo filme de Tom Cruise

Oblivion é o novo longa protagonizado por Tom Cruise. O galã, mais uma vez, incluiu o Rio em seu roteiro de divulgação. Tom veio à cidade acompanhado das duas atrizes de maior destaque no elenco, a ucraniana Olga Kurylenko (a bond girl de “007– Quantun of Solace“) e a inglesa Andrea Riseborough (que protagonizou ‘W.E. – O Romance do Século‘, dirigido por Madonna).

Juntas, Olga e Andrea concederam uma entrevista exclusiva à nossa coluna. Em clima descontraído, falaram sobre como foi atuar ao lado de Tom Cruise. Elas também contaram bastidores divertidos da megaprodução. “Em uma cena, tentei jogar Tom na piscina, mas não consegui. Ele é forte como um titã”, comentou Andrea. No vídeo, você assiste ao bate-papo.

Leia também: No Rio, Tom Cruise divulga Missão Impossível 4

Tom Cruise e Cameron Diaz: lançamento de Encontro Explosivo no Rio

Oblivion, filme dirigido por Joseph Kosinski, mistura ação e ficção científica. A história se passa no futuro, depois de a Terra ser destruída em um guerra. Por aqui, restam apenas dois sobreviventes, Jack (Cruise) e Vica (Andrea), encarregados de monitorar o planeta e mantê-lo a salvo de invasores. A história muda quando Jack encontra a sobrevivente de uma nave espacial, Julia (Olga)– a mesma mulher que, inexplicavelmente, já aparecia para ele em sonhos.  

Paula Neiva

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Leia também: Tudo sobre Tom Cruise

21/03/2013

às 21:32 \ GPS Pergunta, Moda, Pessoas Interessantes

A ‘Angel’ poderosa (e ex de DiCaprio): os homens ficam intimidados

 

Aos 24 anos, a top americana Erin Heatherton, Angel da badalada Victoria’s Secret, conquistou o mundo da moda (e o coração de pelo menos um astro de primeiro quilate, Leonardo diCaprio, com quem terminou no fim do ano passado). Solteira e simpática, ela está aberta ao amor–ou pelo menos à paquera, enquanto estiver em território brasileiro. Nesta quinta-feira, ela conversou comigo, em uma suíte do luxuoso hotel Fasano, no bairro dos Jardins. Antes de seguir para a São Paulo Fashion Week, Erin planejava uma hora de descanso e cogitava até um passeio para fazer comprinhas na cidade. Ela estará na passarela da grife Colcci, da qual é estrela, junto com o ator americano Paul Walker, de Velozes e Furiosos, e a top brasileira Izabel Goulart. Confira a entrevista:

Você está no Brasil, terra de Gisele, Adriana Lima, Izabel Goulart. Elas inspiraram a sua carreira de alguma maneira? Muito. São mulheres poderosas, que sabem mostrar o glamour. Admiro esse espírito, sempre quis desenvolvê-lo. Prestava muita atenção a Alessandra Ambrosio e Adriana Lima.

Essa é a sua segunda visita ao Brasil e a primeira a São Paulo. O que mais gostou de conhecer aqui? O Brasil tem uma energia poderosa. As pessoas são genuinamente felizes, têm um espírito cheio de vida. Isso é especial e, sem dúvida, algo particular dos brasileiros, que não se encontra em outros lugares.

Você está solteira e, além de bonita, é simpática. Ou seja, a receita perfeita para atrair o homem brasileiro. Como algum deles poderia conquistá-la? Às vezes, os homens têm medo, ficam intimidados com uma mulher como eu, uma modelo já conhecida e não paqueram. Mas isso é bobagem. Não acharia ruim uma aproximação, receber uns elogios, desde que de maneira respeitosa, claro. Toda mulher quer ser respeitada e não sou diferente.

Paul Walker estrela a campanha da Colcci ao seu lado e de Izabel Goulart. Como foi trabalhar com ele? Ele é ótimo, muito tranquilo de trabalhar. Gostei muito de conhecê-lo. Era uma superfã dele, quando novinha.

A semana de moda que está acontecendo agora mostra as coleções de 2014. Com tanta antecedência e informações simultaneamente, qual a peça indispensável para o guarda-roupa? Vestir o que a faz sentir confortável é sempre a melhor dica. Mas, se fosse para escolher uma peça indispensável para as próximas temporadas seria uma boa jaqueta jeans ou de couro. Estou apaixonada por uma que fotografei para a campanha da marca, com umas taxinhas.

Você disse uma vez que o Photoshop, programa de computador que corrige imperfeições, é um recurso indispensável para a moda. O recado, para quem inveja a perfeição das modelos de revista é: não acredite em tudo o que os olhos veem? É preciso ter em mente que ninguém é perfeito, nem mesmo quem parece ser. O Photoshop faz parte da indústria da moda tanto quanto a maquiagem ou o penteado de cabelo. Não acho que seja sempre indispensável, mas ajuda, sim, a contar uma história. Para mim, é um tipo de arte.

Você já contou que a música é uma fonte de inspiração e que a ajuda a manter a mente livre enquanto se exercita. O que está no seu Ipod ? The Doors, Adele, David Bowie, Kings of Leon. E ouço muito uma cantora brasileira que conheci através da Adriana Lima, a Vanessa da Matta.

Jura? De quais músicas você gosta?

[Pede licença para pegar o celular na bolsa e mostra uma lista enorme de canções da brasileira, apontando duas]. São essas aqui, só não sei como se diz em Português [e aponta para Pirraça e Boa Sorte]. Ouço sempre.

Você chegou ao Brasil ontem e já vai embora amanhã. O que não pode deixar de fazer antes de voltar para Nova York? Ir a uma churrascaria. Já avisei a todo mundo. Amanhã, só vou embora depois de comer bastante churrasco.

Paula Neiva

 

10/02/2013

às 19:44 \ Carnaval, GPS Pergunta, Pessoas Interessantes

Em entrevista, Megan Fox diz: `Quero ver se a Sapucaí é igual à do filme ‘Rio”

No Brasil, contratada como garota-propaganda de uma cervejaria para este Carnaval, a atriz Megan Fox recebeu, na tarde de hoje, um grupo de jornalistas. Aos 26 anos, ela é casada com o ator Brian Austin Green, o David de Barrados no Baile e mãe de Noah, de apenas 3 meses.

Muito simpática e sem qualquer afetação daquelas tão comuns entre os que circulam no showbizz, ela contou que espera se surpreender com os desfiles das escola de samba na Sapucaí. “Para ser honesta, o único contato que tive com o Carnaval até hoje foi através do filme Rio (o desenho animado dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha). Não tenho muita ideia de como é a festa. Quero ver se é igual ao que assisti no desenho. Estou muito animada para descobrir”, disse. A seguir, outros destaques da conversa com Megan:

Sobre o samba:

“Ontem foi minha primeira vez sambando. Não consegui fazer muita coisa, só imitei a sambista que tentou me ensinar. Achei muito difícil”

Sobre o bebê:

“Nunca fiquei longe dele mais do que três ou quatro horas”

Sobre o desfile:

“Gostaria de ser a última a sair dos desfiles de hoje, é uma oportunidade única na vida. Quero ficar até a hora que aguentar acordada. E sei que, em algum momento, terei de ir embora para amamentar o bebê”

Sobre a fantasia:

“Escolhi me vestir de ‘hippie chic’, porque acho muito divertido. Das opções de acessórios, escolhi os mais animados”

Sobre o marido, que chegou ao Brasil vestindo uma camiseta onde se lia: ‘Trophy Husband’ (marido-trofeu, em inglês):

“Ele ganhou essa camiseta de uma marca e é uma de suas preferidas. Se eu concordo com o que diz a camiseta? Sim, meu marido é um gato”

Sobre a beleza das brasileiras:

‘Gosto do estilo das brasileiras e até pintei a unha de azul, para entrar no clima. Pena que está descascando. Vou ter que procurar um boa manicure [risos]. Mas para ser sincera, o que eu queria mesmo era ter o bumbum das brasileiras”

Sobre dieta:

“Deixei de comer derivados de leite, porque descobri que meu organismo não se dá muito bem com esses produtos. É muito hormônio”

Sobre a culinária brasileira:

“Adoro churrascaria. Acho genial a pessoa sentar e nem precisar pedir a comida. Tem carne, carne de porco, tudo. Vou muito a uma churrascaria brasileira em Los Angeles’

No final da entrevista, Megan ganhou uma caixa de Lethicia Bronstein, a estilista que produziu a fantasia e os acessórios que a musa usará. Era um vestido de renda preta, longo, feito sob medida— e de surpresa — para a atriz, cuja cinturinha de pilão, mede apenas 63 centímetros.

Paula Neiva

07/12/2012

às 11:24 \ Esporte, Gente Famosa, GPS Pergunta

Maria Sharapova: leia e entrevista exclusiva com a tenista

Maria, a bela do tênis: passeio de helicóptero foi 'impressionante'. Fotos: Ivan Pacheco

A russa Maria Sharapova é a tenista numero 2 do mundo. Mas, no quesito beleza, com seu 1,88 metro de altura, 59 quilos, cabelos loiros e olhos verdes, ganha com folga das adversárias que costuma encarar nas quadras. A atleta, de 25 anos, está no Brasil para o Gillette Federer Tour, evento que trouxe ao país alguns dos mais importantes tenistas da atualidade. Sharapova, que, na noite desta sexta-feira, joga contra a dinamarquesa Caroline Wozniacki, conversou comigo nos bastidores do ginásio do Ibirapuera. Confira o bate-papo exclusivo.

Mesmo em amistosos, é bom vencer uma de suas adversárias frequentes ou isso não tem importância? Para mim, ganhar é sempre a melhor opção.

Você está numa viagem com outras tenistas com quem compete normalmente. Como é esse convívio fora dos torneios profissionais? O clima aqui é mais leve, mais descontraído. No final do dia, a gente se encontra, se conhece melhor. Acho que todos ficam felizes de poder fazer partidas cujo maior objetivo é o entretenimento do público e mostrar o estilo de jogo de cada um. Principalmente quando se está em um país como o Brasil, onde o tênis não tem eventos de grande porte e podemos mostrar mais do nosso esporte.

Depois de sua primeira visita ao Brasil, em 2009, você virou fã de pão de queijo. E disse que faria em sua casa. Já experimentou a receita?Recebi a receita de uma amiga, a tenista argentina Gisela Dulko, e tentei fazer uma vez. Mas o polvilho nos Estados Unidos é totalmente diferente. Aliás, não posso esquecer de comprar para levar para casa desta vez.

O que você mais gostou em São Paulo até agora? Sem dúvida, do passeio de helicóptero. Além da vista panorâmica, eu me senti no desenho dos Jetsons, com aquele barulho todo, com a movimentação. Entendo que muitas pessoas usem esse meio de transporte para fugir do trânsito por aqui, mas essa não é a minha realidade. Achei divertido viver isso por um dia.

E o que não poderá faltar antes de ir embora? Comer, sem dúvida. Quero sair para jantar, experimentar restaurantes novos. Gosto muito de comer.

Você lançou uma linha de balas, com açúcar, a ‘Sugarpova’. Mas uma atleta de ponta e com silhueta de dar inveja, como você, come mesmo essas guloseimas? Sem dúvida, como, sim. As balinhas são deliciosas e muito bonitinhas. Não carrego na bolsa, mas meu empresário sempre as tem. Se deixar comigo, como tudo de uma vez. Começamos do zero, visitei fábricas, saboreei tudo o que podia. E ainda exercitei minha veia criativa com os formatos. Tem boca, bolinha… Isso remete à minha infância. Quando era criança, meus pais me premiavam com um saquinho de doces quando eu cumpria as metas, quando me saía bem nas tarefas. Todo mundo ama bala, não é mesmo? E comer, sem exagerar, não faz mal a ninguém.

Você continua solteira? O que acha dos homens brasileiros? Estou solteira. Gosto dos brasileiros de maneira geral. É um povo amável, fácil de conhecer, de bater papo. Em alguns países é mais difícil se aproximar das pessoas. Ainda assim, não conheci nenhum brasileiro em especial.

E já recebeu alguma cantada em especial? Ainda não, mas estou esperando [risos].

Há algumas semanas, Novak Djockovic [maior adversário de Federer nas quadras e imitador bem-humorado dos colegas] contou, em entrevista para a coluna, que você tinha pedido para que ele fizesse um andar mais feminino quando a imitasse. Ele seguiu sua dica? Verdade, eu disse para ele que devia colocar algum movimento no quadril, rebolar mais. O andar estava muito duro. Ele é meu amigo e é sempre divertido. É bom ter alguém que, além de um grande atleta, é muito agradável.

Susan Miller, a astróloga mais influente do mundo, estava no Brasil até ontem , e encontrou uma legião de fãs por aqui. Você acredita em oráculos? Não é que acredite ou duvide. Às vezes, acho interessante ler sobre o signo, que descreve características da nossa personalidade. Nunca fui a uma pessoa para saber mais sobre o assunto, mas acho divertido ler o horóscopo, principalmente quando diz coisas boas. Muitas vezes, não dá para levar a sério, porque a gente não sabe quem está por trás daquela previsão, mas ler por diversão vale.

Qual a superstição que funciona para você? Não vejo como superstição, mas como uma rotina. É uma programação que faço antes de entrar na quadra. Eu me concentro, aqueço. Tenho um tempo para esse ritual.

Qual a parte mais difícil de ser tenista? Certamente, é fazer e desfazer mala. Ter à disposição apenas o que cabe  na bagagem já me fez pensar: ‘Ah, como eu gostaria de ter mais opções do que vestir nesse momento’. Mas, com o tempo, já aprendi melhor o que devo levar.

É difícil fazer sucesso pelo seu talento no esporte e, além disso, fazer sucesso pela beleza? É algo que vem naturalmente e sempre foco no que é importante para mim internamente. Claro que receber elogios é bom, mas há ótimos elogios para se ouvir que não têm a ver com a beleza, como, por exemplo, dizerem que sou pé no chão, uma pessoa sem deslumbramento. Qualquer um pode dizer que sou loira ou algo assim. Mas elogiar um detalhe da minha personalidade, alguma característica que só quem prestou atenção de verdade vê, é muito melhor.

 Por Paula Neiva

Leia a coluna completa em www.veja.com/gps

Leia também: Entrevista com Novac Djockovic, o número 1 do tênis e campeão de imitações

Gabriela Sabatini, em entrevista a GPS: ‘Sempre gostei de receber elogios pela beleza’ 

Susan Miller, a astróloga-estrela, fala sobre 2013

 

 

17/08/2012

às 20:38 \ Cinema, Gente Famosa, GPS Pergunta, GPS/ Rio

Du Moscovis sobre filme’: “Eu me senti um estrangeiro”

Corações Sujos, do diretor Vicente Amorim, estreia nesta sexta (17) nos cinemas brasileiros. O filme retrata o banho de sangue que ocorreu na colônia japonesa no Brasil, logo após a Segunda Guerra Mundial. Entre 1945 e 1946, muitos dos imigrantes que moravam no país não acreditavam que o Japão tivesse perdido a guerra. Aqueles que ousassem discordar eram punidos com a morte. Du Moscovis faz o papel do delegado que tenta conter a matança— uma participação gravada em pouco mais de dez dias, no interior de São Paulo, com o elenco de maioria japonesa. Moscovis é pai de quatro filhos (o mais novo, com Cynthia Howlett, tem cinco meses) e protagonista do “Louco por Elas”, que já tem a segunda temporada garantida na Globo. Ee falou à coluna sobre o filme e também sobre os recentes boatos de que estaria se separando da mulher.

Você disse se sentia um pouco estrangeiro durante as gravações de ‘Corações Sujos’. Como foi essa sensação?

A maioria do elenco veio do Japão para as gravações e boa parte dos brasileiros era de origem japonesa e todos se comunicavam no idioma. Eles já estavam no set antes de mim, alguns dias antes da minha chegada. Já estavam trabalhando juntos, existia uma unidade e integração entre eles. E até a presença de tradutores no set de filmagem já estabelecia esse clima de estrangeiro. Mas não achei isso ruim, ao contrário. O meu personagem era também um intruso, um elemento estranho à colônia japonesa. Então, isso foi positivo para a construção do personagem.

Antes do filme, você já tinha contato com a cultura japonesa?

Não muito. Nunca fui ao Japão. Meu contato mais próximo com a cultura eram as idas ao bairro da Liberdade, em São Paulo, os restaurantes japoneses e a acupuntura.

A conta a história de japoneses no Brasil e foi bem recebida no Japão, segundo artigos publicados lá. Ficou curioso para ver o filme nas salas de cinema japonesas?

Deve ser engraçado, sim. O que mais desperta a minha curiosidade é ver como o público reage lá. É uma história deles sendo por um diretor brasileiro. Mas ainda não tenho planos de ir para para o Japão. De repente, se o diretor me convidar, eu vou.

Seu trabalho mais recente na televisão, o seriado “Louco por Elas”, na Rede Globo, já tem a segunda temporada garantida. Fala sobre um homem que convive com inúmeras mulheres em casa— o que é também a sua realidade [Du tem três filhas. O filho Rodrigo tem apenas 5 meses]. A chegada de um menino mudou a dinâmica da sua casa?

Não teve muita mudança, não. A casa continua com muita gente. E ele ainda é muito novinho. Ainda não tem aquela dinâmica de assistir ao futebol, torcer.

Com um filho pequeno, como você recebe notícias sobre sua vida pessoal, como a que saiu recentemente que dizia que você e sua mulher, a apresentadora Cynthia Howlett?

Não sou um alienado, ainda mais quando notícias assim ganham uma proporção grande. Dessa última vez foi muito chato, ainda mais porque estamos numa fase muito tranquila. Acaba reverberando para outros lados, é totalmente desnecessário. Até meu pai veio me perguntar a respeito, cheio de dedos. Ele é um senhor, ficou preocupado, demorou alguns dias para tocar no assunto. Quem fala coisas assim não deve ter noção de como atinge a vida dos outros.

Por Paula Neiva

04/06/2012

às 18:30 \ GPS Pergunta, GPS/ Rio, Teatro

Faith Liddel, dos festivais de Edimburgo: “A criatividade supera a língua”

Faith Liddel é a encarnação de um papel ainda pouco explorado no Brasil: o de produtor de grandes festivais de arte e cultura. Ela coordena, desde 2004, a Festivals of Edinburg, organização responsável pela captação de recursos e parcerias  dos doze festivais de cultura e arte de Edimburgo, na Escócia– que acontecem ao longo do ano (os cinco maiores ocorrem entre julho e agosto) e são um dos maiores eventos do gênero no mundo. No ano passado, Liddel veio ao Brasil pela primeira vez, para estreitar laços e o intercâmbio comercial e cultural entre os dois países (como prevê a estratégia do Reino Unido, aproveitando os Jogos Olímpicos de Londres, neste ano).

O primeiro resultado dessa parceria é o Cena Brasil Internacional, festival de teatro que começou no dia 1 de junho, no Rio, e vai passar por duas cidades paulistas—São Paulo e Lorena– ainda neste mês. O segundo resultado foi uma paixão fulminante da escocesa pelo Brasil, que inclui até aulas de Português em sua terra natal. “Por enquanto, o único tempo verbal que conheço é o Presente do Indicativo”, esclarece. Ela conversou comigo, nesta segunda-feira, na praia do Arpoador, no Rio. Entre um gole e outro em uma garrafinha de água mineral, ela arriscou algumas frases em nosso idioma— com sotaque carregado, é verdade, mas um jeitão quase carioca. Confira:

Estudar Português é um sinal de que você aposta no sucesso da parceria do Festival de Edimburgo com o teatro brasileiro?

O Brasil está com uma popularidade ímpar lá fora. As Olimpíadas, a Copa e todos os eventos esportivos ajudaram o país a ocupar esse posto e a se tornar um dos mais sedutores do momento. Mas o esporte é apenas uma parte das oportunidades que se abrem aqui. Uma troca cultural ainda maior está por vir. Por isso, falar Português é interessante para os negócios, sim, e não deixa de ser uma forma respeitosa de lidar com os parceiros. E, confesso: desde a primeira vez que estive aqui, em maio do ano passado [essa é a terceira visita de Faith desde então], me apaixonei pela musicalidade do idioma. Por enquanto, só aprendi verbos no Presente do Indicativo, mas estou avançando.

Como surgiu a ideia de aproximar o Festival de Edimburgo e o Brasil?

Eu vim ao Brasil no ano passado, a convite do British Council (o Conselho Britânico). Em seguida, o mesmo órgão mandou uma delegação brasileira para o nosso Festival. Ficou evidente que havia oportunidades de intercâmbio de ideias e negócios entre os dois países. A presença brasileira nos festivais de Edimburgo, que estão entre os maiores do mundo, ainda é ínfima. Então, conheci o Sergio Saboya e fizemos uma parceria para a primeira edição do ‘Cena Brasil Internacional’, festival de teatro que, acredito, dará muito bons frutos.

O que falta para que a produção teatral brasileira ganhe o mercado internacional?

É preciso investir em estratégias de marketing sérias, de longo prazo, e aumentar o vínculo com o público. Nós, por exemplo, focamos muito em mídias sociais e na Internet. Usamos a Internet para identificar o perfil do espectador e sugerir produções que sejam de seu agrado, estimular a troca com ele. É como a Amazon, que recomenda livros de acordo com os títulos que seus clientes compram. Nós sugerimos peças de teatro e outros espetáculos. Também nos preocupamos em oferecer peças para crianças e até para bebês de colo. Costumamos brincar que “babies belong to us” (“os bebês nos pertencem”). Eles são os espectadores do futuro.

Investir em teatro dá retorno comercial?

Os festivais podem ser uma boa fonte de renda. O Festival de Edimburgo [que reúne uma série de festivais de arte na cidade] é uma marca da Escócia conhecida no mundo inteiro. Nas semanas em que acontece, movimenta 261 milhões de libras [o equivalente a 825 milhões de reais] e atrai um público de 1 milhão de pessoas. Nesses dias, até 93% dos quartos de hotel estão ocupados. Quase 80% dos turistas vêm de fora da Escócia. Além disso, a venda dos direitos para a adaptação de peças teatrais em outros países também gera receita.

Até que ponto a língua é um fator que inibe a o interesse estrangeiro pelo que se produz aqui?

Não é uma questão apenas brasileira. Todos os países que não falam inglês enfrentam essa barreira. Mesmo quando se legenda os espetáculos, a experiência não é a mesma. Ainda assim, é possível reconhecer o bom teatro. Quando algo é original, mesmo em outro idioma, você reconhece. A criatividade supera a barreira do idioma

A senhora assistiu a alguma produção nesses últimos dias, no Rio, que tenha deixado essa boa impressão?

Sim. Dois espetáculos me chamaram atenção. São eles: “Isso te Interessa” e o “O Boi”. Esse último tem uma narrativa muito brasileira, uma atuação envolvente, que prende o espectador. Outra produção de que gostei foi “Nada”. É original. O público é tratado como se fosse convidado da festa de 80 anos de uma pessoa. Tem dança e clima de aniversário. É a criatividade brasileira em cena.

Por Paula Neiva

@gpsveja

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14/04/2012

às 8:00 \ GPS Pergunta, GPS/ Rio, Luxo

Charles Gibb, da vodca Belvedere: “O brasileiro quer aprender sobre as marcas de luxo”

O escocês Charles Gibb, de 47 anos, é o atual presidente da tradicional vodca polonesa Belvedere. A marca é uma das que compõem (com Dom Pérignon e Veuve Clicquot, entre outras) o portfólio de bebidas da gigante LVMH. Nos últimos anos, o Brasil conquistou posição de destaque na estratégia da empresa, tornando-se um dos 10 maiores consumidores de Belvedere no mundo– tendo registrado um salto de 57% no volume de vendas entre 2010 e 2011. Gibb veio ao Brasil para afinar estratégias de expansão no país e conhecer melhor nosso mercado. Ele falou comigo durante sua visita ao Rio de Janeiro (“A primeira de muitas”, disse, deslumbrado com a vista da praia de Copacabana). Confira:

♦ O que mais chama a atenção no comportamento do brasileiro que consome produtos de luxo? 

No Brasil, as pessoas têm um enorme interesse em conhecer a história das marcas de luxo. Em comparação com outros países, como a China, por exemplo, existe uma curiosidade maior em aprender sobre o produto antes de consumi-lo. O brasileiro quer entender por que aquele produto é melhor, por que é mais caro. Essa é uma peculiaridade à qual as empresas devem dar atenção. Esse pode ser um diferencial, especialmente porque a competição é grande. O Brasil está sendo bombardeados por inúmeras grifes de luxo ao mesmo tempo.

O Brasil tornou-se um mercado estratégico para a Belvedere?

Para qualquer produto do segmento de luxo, sair-se bem no Brasil é uma meta importante. Para nós, o Brasil é visto como uma grande oportunidade. O público tem características muito afinadas com o produto que vendemos. Os brasileiros são joviais, festeiros, gostam de celebrar a vida, comemorar. Aqui não se consome apenas para ter status. As pessoas querem genuinamente se divertir.

As grandes expectativas relacionadas ao mercado brasileiro se justificam?

Nós experimentamos um crescimento espetacular no Brasil. Em apenas sete anos, o país se tornou um dos nossos 10 principais mercados, junto com Inglaterra, França, Espanha e Austrália, por exemplo. Nossa meta é dobrar as vendas aqui nos próximos dois anos.

As mídias sociais se tornaram uma parte importante da estratégia de divulgação da Belvedere no mundo. Como é a participação dos brasileiros?

Em qualquer lugar do mundo, espera-se que as empresas travem uma comunicação direta com os consumidores através do Twitter, do Facebook. Mas o Brasil é um caso à parte, que chama a atenção. Alguns dias após o lançamento de nossa página no Facebook, milhares de brasileiros aderiram. É um público que gosta de novidade, de ações criativas e quer aprender sobre o produto que consome.

Por Paula Neiva

Twitter: @gpaveja

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Nota publicada originalmente em 13 de dezembro de 2011, às 18:58

13/04/2012

às 8:08 \ GPS Pergunta, GPS/ Rio, Televisão

‘GPS Pergunta’ com Gary Carter, da Fremantle: a receita do sucesso em reality shows

O sul-africano nascido no Zimbabué Gary Carter é diretor de operações da FremantleMedia, umas das gigantes do mundo na criação e exportações de reality shows (entre outros programas, é da Frementle o original do Ídolos exibido pela Record no Brasil). Ele conversou comigo em sua rápida passagem pelo Rio de Janeiro, quando fez palestra no RioContent Market, sobre produção de conteúdo para TV e outras mídias. Confira:

Os ‘reality shows’ encontraram campo fértil no Brasil. O que faz do país um bom mercado para esses programas? No Brasil, assim como em outros países da América Latina, o povo tem uma grande intensidade emocional, é um torcedor apaixonado. Essa é uma característica do público, dos candidatos que disputam o programa e também dos profissionais que trabalham nos bastidores da produção. Esse tripé cria uma audiência engajada e proporciona o aparecimento de um bom elenco para o reality show. Boas histórias, recheadas de drama e polêmica cativam a audiência. Além disso, o público no Brasil é gigantesco.

Esse sucesso no mercado brasileiro o surpreendeu? Não acho tão surpreendente. Afinal, este é um país onde as novelas, com toda a sua carga dramática, são sucesso absoluto. Quando o Big Brother Brasil foi lançado, eu trabalhava na Endemol (que criou o BBB). Lembro que um dos meus colegas de trabalho dizia que o mesmo clima do interior da casa, entre os participantes, se reproduzia nos bastidores do programa. Isso não é muito comum em outros países.

O candidato mais forte é aquele que tem maior potencial para mudar, não apenas o mais talentoso? É aquele que se mostra aberto às experiências que vivencia no confinamento, que evolui com elas. É também aquele que traz uma bagagem interessante, que atrai a atenção do público para acompanhar a sua jornada. O bom reality show é o que seleciona pessoas com características próprias, únicas. O mau reality é o que traz pessoas muito parecidas.

Para se tornar um vencedor em reality shows como Ídolos ou The X-Factor (que buscam novos cantores), o talento é menos importante que sua jornada durante a atração? Um bom reality show é como uma série dramática. Fala da jornada de pessoas que querem realizar seu sonho. Não é apenas o talento que conta para vencer. É o quanto o participante consegue aproveitar para crescer com aquela experiência. Quando se escolhe um participante, além do talento, um fator que deve ser analisado é o potencial que ele tem para evoluir durante o programa.

Na última edição do The X-Factor americano, Rachel Crow, candidata de 13 anos de idade, não reagiu bem ao saber que foi eliminada. Isso levantou a questão sobre a idade mínima para participar desses programas. O que o senhor acha? Eu tenho um filho de 12 anos e não gostaria que ele participasse de um programa assim. No caso de Rachel, ela queria e os pais concordaram. Não acho que deveríamos ter negado sua participação nessas condições. Ainda assim, vendo o que aconteceu, acho que ela era jovem demais para o programa. A idade mínima, para mim, poderia ser 16 anos. Mas é muito difícil entender o impacto da fama e do sucesso sobre cada indivíduo. Mesmo nós, que estamos dentro do negócio ou o observamos de perto, não somos capazes de entender o impacto de ganhar fãs e ser conhecido por milhões de pessoas de uma hora para outra. Nós da indústria, temos a responsabilidade de garantir que essas pessoas continuem sendo bem acompanhadas emocionalmente depois do programa.

Haverá uma versão brasileira do The X-Factor?

Desculpe, mas não posso falar nada sobre isso.

Por Paula Neiva

Twitter: @gpsveja

Para ler a coluna completa, acesse: www.veja.com/gps

Nota publicada originalmente em 7 de março de 2012, às 11:07

 

 

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