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Arquivo da categoria GPS Pergunta

14/04/2012

às 8:00 \ GPS Pergunta, GPSr, Luxo

Charles Gibb, da vodca Belvedere: “O brasileiro quer aprender sobre as marcas de luxo”

 

O escocês Charles Gibb, de 47 anos, é o atual presidente da tradicional vodca polonesa Belvedere. A marca é uma das que compõem (com Dom Pérignon e Veuve Clicquot, entre outras) o portfólio de bebidas da gigante LVMH.


Nos últimos anos, o Brasil conquistou posição de destaque na estratégia da empresa. Em menos de uma década, tornou-se um dos 10 maiores consumidores de Belvedere no mundo– tendo registrado um salto de 57% no volume de vendas entre 2010 e 2011.

Gibb veio ao Brasil para afinar estratégias de expansão no país e conhecer melhor nosso mercado. Ele falou comigo durante sua visita ao Rio de Janeiro (“A primeira de muitas”, disse, deslumbrado com a vista da praia de Copacabana). Confira:

♦ O que mais chama a atenção no comportamento do brasileiro que consome produtos de luxo?

No Brasil, as pessoas têm um enorme interesse em conhecer a história das marcas de luxo. Em comparação com outros países, como a China, por exemplo, existe uma curiosidade maior em aprender sobre o produto antes de consumi-lo. O brasileiro quer entender por que aquele produto é melhor, por que é mais caro. Essa é uma peculiaridade à qual as empresas devem dar atenção. Esse pode ser um diferencial, especialmente porque a competição é grande. O Brasil está sendo bombardeados por inúmeras grifes de luxo ao mesmo tempo.

O Brasil tornou-se um mercado estratégico para a Belvedere?

Para qualquer produto do segmento de luxo, sair-se bem no Brasil é uma meta importante. Para nós, o Brasil é visto como uma grande oportunidade. O público tem características muito afinadas com o produto que vendemos. Os brasileiros são joviais, festeiros, gostam de celebrar a vida, comemorar. Aqui não se consome apenas para ter status. As pessoas querem genuinamente se divertir.

As grandes expectativas relacionadas ao mercado brasileiro se justificam?

Nós experimentamos um crescimento espetacular no Brasil. Em apenas sete anos, o país se tornou um dos nossos 10 principais mercados, junto com Inglaterra, França, Espanha e Austrália, por exemplo. Nossa meta é dobrar as vendas aqui nos próximos dois anos.

As mídias sociais se tornaram uma parte importante da estratégia de divulgação da Belvedere no mundo. Como é a participação dos brasileiros?

Em qualquer lugar do mundo, espera-se que as empresas travem uma comunicação direta com os consumidores através do Twitter, do Facebook. Mas o Brasil é um caso à parte, que chama a atenção. Alguns dias após o lançamento de nossa página no Facebook, milhares de brasileiros aderiram. É um público que gosta de novidade, de ações criativas e quer aprender sobre o produto que consome.

Por Paula Neiva

Twitter: @gpaveja

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Nota publicada originalmente em 13 de dezembro de 2011, às 18:58

13/04/2012

às 8:08 \ GPS Pergunta, GPSr, Televisão

‘GPS Pergunta’ com Gary Carter, da Fremantle: a receita do sucesso em reality shows

 O sul-africano nascido no Zimbabué Gary Carter é diretor de operações da FremantleMedia, umas das gigantes do mundo na criação e exportações de reality shows (entre outros programas, é da Frementle o original do Ídolos exibido pela Record no Brasil). Ele conversou comigo em sua rápida passagem pelo Rio de Janeiro, quando fez palestra no RioContent Market, sobre produção de conteúdo para TV e outras mídias. Confira:

Os ‘reality shows’ encontraram campo fértil no Brasil. O que faz do país um bom mercado para esses programas? No Brasil, assim como em outros países da América Latina, o povo tem uma grande intensidade emocional, é um torcedor apaixonado. Essa é uma característica do público, dos candidatos que disputam o programa e também dos profissionais que trabalham nos bastidores da produção. Esse tripé cria uma audiência engajada e proporciona o aparecimento de um bom elenco para o reality show. Boas histórias, recheadas de drama e polêmica cativam a audiência. Além disso, o público no Brasil é gigantesco.

Esse sucesso no mercado brasileiro o surpreendeu? Não acho tão surpreendente. Afinal, este é um país onde as novelas, com toda a sua carga dramática, são sucesso absoluto. Quando o Big Brother Brasil foi lançado, eu trabalhava na Endemol (que criou o BBB). Lembro que um dos meus colegas de trabalho dizia que o mesmo clima do interior da casa, entre os participantes, se reproduzia nos bastidores do programa. Isso não é muito comum em outros países.

O candidato mais forte é aquele que tem maior potencial para mudar, não apenas o mais talentoso? É aquele que se mostra aberto às experiências que vivencia no confinamento, que evolui com elas. É também aquele que traz uma bagagem interessante, que atrai a atenção do público para acompanhar a sua jornada. O bom reality show é o que seleciona pessoas com características próprias, únicas. O mau reality é o que traz pessoas muito parecidas.

Para se tornar um vencedor em reality shows como Ídolos ou The X-Factor (que buscam novos cantores), o talento é menos importante que sua jornada durante a atração? Um bom reality show é como uma série dramática. Fala da jornada de pessoas que querem realizar seu sonho. Não é apenas o talento que conta para vencer. É o quanto o participante consegue aproveitar para crescer com aquela experiência. Quando se escolhe um participante, além do talento, um fator que deve ser analisado é o potencial que ele tem para evoluir durante o programa.

Na última edição do The X-Factor americano, Rachel Crow, candidata de 13 anos de idade, não reagiu bem ao saber que foi eliminada. Isso levantou a questão sobre a idade mínima para participar desses programas. O que o senhor acha? Eu tenho um filho de 12 anos e não gostaria que ele participasse de um programa assim. No caso de Rachel, ela queria e os pais concordaram. Não acho que deveríamos ter negado sua participação nessas condições. Ainda assim, vendo o que aconteceu, acho que ela era jovem demais para o programa. A idade mínima, para mim, poderia ser 16 anos. Mas é muito difícil entender o impacto da fama e do sucesso sobre cada indivíduo. Mesmo nós, que estamos dentro do negócio ou o observamos de perto, não somos capazes de entender o impacto de ganhar fãs e ser conhecido por milhões de pessoas de uma hora para outra. Nós da indústria, temos a responsabilidade de garantir que essas pessoas continuem sendo bem acompanhadas emocionalmente depois do programa.

Haverá uma versão brasileira do The X-Factor?

Desculpe, mas não posso falar nada sobre isso.

Por Paula Neiva

Twitter: @gpsveja

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Nota publicada originalmente em 7 de março de 2012, às 11:07

 

Leona Forman, da Brazil Foundation: gala estrelado para caridade

Acontece na noite de hoje, em Nova York, a nona edição do jantar de gala da BrazilFoundation, uma das mais bem-sucedidas instituições para arrecadar fundos para projetos sociais brasileiros. A festa (que inclui leilão beneficente) reunirá, na Biblioteca Pública de Nova York, nomes tão poderosos e diversos quanto o estilista Valentino, a modelo Isabeli Fontana e o ator Jesse Eisenberg. Os 506 convites, vendidos por até 50 000 reais cada, esgotaram há cinco semanas.

O nome por trás dessa história de sucesso é Leona Forman, uma chinesa de origem judaica e expressivos olhos verdes, que refugiou-se com os pais no Rio de Janeiro, no início da década de 50. Chegou ao país aos 13 anos, sem falar uma palavra sequer de Português. Duas décadas mais tarde, formada em Jornalismo, trabalhou em publicações de peso como o Jornal do Brasil, O Globo e a revista Realidade. Estudou na França e nos Estados Unidos, onde fincou raízes sem desfazer os laços estreitos com o Brasil.

Aos 40 anos, ingressou no Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, coordenando quase uma centena de escritórios espalhados pelo mundo. Vinte anos mais tarde, com a idade em que a ONU aposenta compulsoriamente seus funcionários, criou a BrazilFoundation, com a ideia de arrecadar dinheiro e selecionar ONGS brasileiras para receber essas doações, além de sugerir e conferir o uso dos recursos por elas. “Escolhi o Brasil para retribuir o que recebi. Mas havia grande desconfiança em relação ao terceiro setor no país, porque, em muitos casos, não havia satisfação nenhuma para quem doava”, diz.

A estratégia foi convidar possíveis colaboradores para reuniões com formadores de opinião e montar um grupo de voluntários, que reunia-se na sala de seu apartamento, em Manhattan. Já no primeiro ano, em que foram arrecadados apenas 33 000 dólares, as instituições escolhidas eram de pequeno e médio porte, para facilitar o controle do emprego dos recursos (modelo é adotado até hoje).

Em 2003, o primeiro jantar de gala foi desenhado, nos mesmos moldes de outros eventos tradicionais nos Estados Unidos. “Era um tipo de evento comum nos Estados Unidos, mas o calor dos brasileiros fez toda a diferença.” No ano passado, o mesmo jantar arrecadou a quantia recorde de 2 milhões de dólares. Neste ano, em que o apresentador Luciano Huck e o diretor Carlos Saldanha, entre outros, serão homenageados, a expectativa é de firmar novo recorde. Pela primeira vez, 3 em cada 4 convidados serão brasileiros– residentes ou não nos Estados Unidos. “Eu costumo chamar esse conceito de ‘a diáspora da filantropia’. Os brasileiros doam para o país mesmo estando longe. É um conceito novo, mas que pode revolucionar a maneira como se faz caridade para o Brasil”.

Por Paula Neiva

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Leia a coluna completa em veja.com/GPS

Nota publicada originalmente em 19 de setembro de 2011, às 18:02

12/04/2012

às 8:00 \ Cinema, Gente Famosa, GPS Pergunta, GPSr, Televisão

‘GPS Pergunta’ com Mateus Solano: o beijo gay em “A Novela das 8”

O título A Novela das 8, filme brasileiro de Odilon Rocha, pode enganar os desavisados. Não se trata da saga de uma heroína nem de um documentário sobre uma das maiores paixões nacionais. É um melodrama que se passa nos tempos da ditadura e das discotecas (mais precisamente em 1978, enquanto a novela Dancin’ days fazia sucesso na TV e lançava moda) e expõe dramas pessoais atemporais.

Um deles fala da descoberta da homossexualidade (incluindo um beijo gay entre os dois personagens) e tem Mateus Solano, um jovem diplomata, e o estreante Paulo Lontra, um adolescente filho de pais guerrilheiros, como personagens principais. Mateus Solano (que além de lançar o filme está no elenco de Gabriela, como Mundinho Falcão) conversou com a coluna nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Confira:

 

Uma das cenas mais comentadas do filme é a do beijo gay que você protagoniza com Paulo Lontra (que interpreta Caio). Está na hora de exibirem um beijo gay também nas novelas das 8?

A televisão dá ao espectador o que ele está pedindo e o público ainda não quis ver dois homens se beijando. Beijo gay é algo que já existia na sociedade muito antes de qualquer novela ir ao ar. Acredito que esse beijo gay masculino ainda não foi exibido porque o público ainda não quis ver.

Você se preparou para essa cena?

Sinceramente, não. Faz parte do meu trabalho como ator e está na categoria de coisas que não faço na minha vida pessoal, mas que o papel pede. E não é uma novidade na minha carreira. Já havia feito duas outras cenas de beijo gay. Uma foi para a novela “Um Só Coração”, que acabou cortada. A outra foi no teatro, com o Álamo Facó [atualmente em A mulher invisível, como Wilson].

Seu pai é diplomata [é o atual embaixador do Brasil na República Dominicana], o que proporcionou a você um contato próximo com essa carreira: a mesma de João Paulo, seu personagem no filme. O que existe de autobiográfico em seu personagem?

Não diria que esse é um personagem autobiográfico. Levei para ele sentimentos que observei serem comuns nessa profissão. Muitos deles são sorridentes, falantes, mas, no fundo, sentem tristeza e uma grande solidão. São pessoas que não podem criar raízes em um lugar e que sabem que, quando fazem amigos, vão ter de deixá-los, vão ter de se mudar para algum outro lugar do mundo três anos depois de chegar.

Aos 30 anos de idade, você não viveu os tempos de ditadura. Chegou a assistir a algum capítulo da novela Dancin’ days, que inspirou a ambientação do filme?

Não cheguei a assistir nada, mas já ganhei os DVDs. O que mais chamou minha atenção no roteiro foi a história dos personagens. Cada um deles daria um filme inteiro— do policial a favor da ditadura que faz uma reflexão sobre por que caça guerrilheiros ao que diz para não atirarem nele porque é testemunha de Jeová.

E qual é a sua novela das 8 preferida?

Não tenho uma. Até pouco tempo atrás, achava que era “Que Rei Sou Eu?!”, mas descobri que essa novela foi das 19h00.

Por Paula Neiva

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Nota publicada originalmente em 17 de março de 2012, às 7:00

 

11/04/2012

às 7:04 \ Gente Famosa, GPS Pergunta, GPSr, Televisão

12 personalidades dão boas-vindas a 2012 (Parte 1: Para rir, histórias de comediantes)

Para dar as boas-vindas a 2012, GPS conversou com 12 personalidades, de quatro áreas diferentes. Em posts separados, que vão ao ar nesta última semana de 2011, você confere histórias divertidas de Réveillon, músicas para ouvir na noite de Ano-Novo, apostas de moda e dicas de leitura para o ano que vem.

A primeira parte, você lê a seguir. Rodrigo Sant’anna, Samantha Schmutz e Marcos Veras, humoristas que fizeram sucesso na TV e no teatro em 2011, contam histórias divertidas e apertos que viveram em noites de Réveillon.

♦ Rodrigo Sant’anna, ator

“Viajei para Rio das Ostras, no estado do Rio, para o Réveillon, uns três anos atrás. Mas a cidade ficou completamente lotada e, em cima da hora, decidi ir com uma amiga para uma cidade vizinha. Faltava pouco para a virada e pegamos um engarrafamento que não estava previsto. Só que eu estava com muita vontade de ir ao banheiro. O jeito foi parar na estrada mesmo. Passamos a meia-noite ali, confraternizando com o pessoal dos outros carros que também não tinham conseguido chegar aos seus destinos a tempo.”

♦ Marcos Veras, ator

“Em 2008, fui com a minha mulher, Júlia, para Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no Rio. Passei alguns dias em uma praia onde não tem festa, fogos e nem muita gente. A paz reinava tão absoluta, que a gente cansou. Decidimos, na noite de Ano-Novo, ir para outra praia, mais agitada, onde haveria shows e… fogos. Quando chegamos, já estava uma loucura. Era tanta gente, que não dava para andar. E pior: a queima de fogos seria na areia da praia. Só que eu tenho pavor de fogos de artifício. Entrei em pânico. Além de não sair do lugar, eu não conseguia parar de rir. E a minha mulher começou a chorar, em pânico também. Conclusão: voltamos para a praia onde estávamos hospedados. Quando chegamos, a queima de fogos ainda não tinha terminado. Pelo menos, era bem longe de mim.”

♦ Samantha Schmutz, atriz

 “Foi em 2004, em Búzios. Depois da ceia, na casa de uma amiga na praia de Geribá, fui com um pessoal para uma festa, no centro. No meio do caminho, um dos amigos resolveu usar o jardim de uma casa como banheiro. O dono viu e jogou um balde de água fria nele. Literalmente! Só que a água molhou o grupo inteiro. Ficamos todos ensaboados. Mas não deixou de ser uma forma de entrar o ano de alma lavada.”

Por Paula Neiva

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Nota publicada originalmente em 26 de dezembro de 2011, às 6:38

11/04/2012

às 7:02 \ GPS Pergunta, GPSr, Moda, Pessoas Interessantes

12 personalidades dão boas-vindas a 2012 (Parte 3: para usar no Ano-Novo)

Para dar as boas-vindas a 2012, GPS conversou com 12 personalidades, de quatro áreas diferentes. Em posts separados, que vão ao ar na última semana de 2011, você lê histórias divertidas de Réveillon, músicas para a noite de Ano-Novo, apostas de moda e dicas de leitura. Na nota a seguir, o assunto é sobre moda.

 Fernanda Motta, modelo e apresentadora

Qual peça de roupa é indispensável para a noite de Réveillon:

Lingerie amarela. É bom para o lado financeiro

O figurino deste verão:

Shorts jeans claro, curto e desfiado para usar de dia ou à noite; vestidos curtos em cores fortes, como amarelo, azul e laranja; biquínis em tons claros.

 

 Sérgio Kamalakian, dono da grife Sergio K.

Qual peça de roupa é indispensável para a noite de Réveillon:

Escapulários coloridos

O figurino deste verão:

Peças em linho. É um tecido apropriado e confortável para o forte calor dos próximos meses

 

♦ Helô Rocha, estilista da grife Têca

Qual peça de roupa é indispensável para a noite de Réveillon:

Amuletos. Os meus estão em uma pulseira. Tem figa, trevo e o símbolo de amor e paz.

O figurino deste verão:

Saia longa. É um bom investimento, já que continuarão também no inverno

 

Por Paula Neiva

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 Nota publicada originalmente em 28 de dezembro de 2011 às 6:51

11/04/2012

às 7:01 \ GPS Pergunta, GPSr, Livros, Pessoas Interessantes

12 personalidades dão boas-vindas a 2012 (Parte 4: os livros dos autores de best-seller)

Para dar as boas-vindas a 2012, GPS conversou com 12 personalidades, de quatro áreas diferentes. Em posts separados, você lê histórias divertidas de Réveillon, músicas para a noite de Ano-Novo, apostas de moda e dicas de leitura.

Três autores (dois brasileiros e um americano) de livros que estão na lista dos mais vendidos de VEJA* contam à coluna qual foi o livro que mais os inspirou neste ano e qual leitura já programaram para 2012.

♦ David Nicholls, roteirista e escritor americano. Autor de Um Dia, lançado em maio

- Qual foi o melhor livro de 2011?

“A Visit From the Goon Squad”, de Jennifer Egan.

[o livro destacado por Nicholls venceu o Prêmio Pulitzer de Ficção em 2011 e tem lançamento previsto para o Brasil, em 2012].

- Qual livro planeja ler, sem falta, no ano que vem?

Vou me dedicar ainda mais à leitura de Charles Dickens, pois estou trabalhando no roteiro de uma nova versão cinematográfica de um de seus livros. E planejo ler uma biografia dele, escrita por Clare Tomalin, lançada recentemente.

 

♦ Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra e neurocientista. Autora de ‘Mentes Ansiosas’, lançado em outubro

- Qual foi o livro que mais a inspirou em 2011?

“Muito Além do Nosso Eu”, de Miguel Nicolelis.

- Qual livro planeja ler, sem falta, no ano que vem?

“Cão Como Nós”. Leio todos os anos, para me certificar de que não perdi a minha sensibilidade.

 

♦ José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, empresário. Autor de ‘O Livro do Boni’, lançado em novembro

 

- Qual o melhor livro que você leu em 2011?

Em 2011, fico com “1822″, escrito por Laurentino Gomes.

- Qual o livro que planeja ler, sem falta, no ano q vem?

Já vou começar o ano novo lendo “A Soma e o Resto”, de Fernando Henrique Cardoso.

 

*Referente à lista dos livros mais vendidos, publicada em na edição de 21/12/2011, de VEJA.

Por Paula Neiva

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Nota publicada originalmente em 29 de dezembro de 2011, às 7:01

 

10/04/2012

às 8:00 \ Arte, Dança, GPS Pergunta, GPSr, Pessoas Interessantes

‘Kirov’ no Brasil: ‘Cariocas são mais preparados para o balé’, diz diretor

Com todos os ingressos esgotados em São Paulo e agora no Rio de Janeiro, a companhia de dança clássica mais importante do mundo, o Kirov Ballet, estreia hoje no Theatro Municipal. A coluna esteve nos bastidores e conversou com o russo Yuri Fateev, diretor do Balé do Teatro Mariisky (como o Kirov passou a se chamar há alguns anos), pouco antes da apresentação desta noite de O Lago dos Cisnes.

Essa é sua quarta vinda ao Brasil—a primeira com O Lago dos Cisnes. O público brasileiro tem algo especial?

A reação do público é espontânea. São muito entusiasmados no Brasil. As apresentações em São Paulo dessa turnê reforçaram a minha impressão. Mas minha expectativa é de que, no Rio, seja um pouco diferente. As pessoas são ainda mais espontâneas e, de maneira geral, são mais preparadas para o balé, conhecem mais e têm um julgamento mais rigoroso. Talvez isso se explique pelas muitas escolas de balé na cidade.

O filme O Cisne Negro aumentou o interesse pelo balé O Lago dos Cisnes?

Quando o filme estreou, estávamos em turnê. Na semanas seguinte, nos Estados Unidos, a procura aumentou muito. Perguntavam, de brincadeira, onde estava a Natalie Portman [atriz que fez a protagonista do filme e ganhou o Oscar de melhor atriz]. Já na Rússia, esse aumento foi menos expressivo. O Lago dos Cisnes sempre tem casa lotada, os ingressos esgotam. Essa é a regra. O filme, daqui a um tempo, será esquecido. O balé é para sempre.

No filme, o coreógrafo responsável pela companhia de dança é uma figura um tanto questionável. Há algo na personalidade desse personagem com que o senhor tenha se identificado?

Esse personagem é forte, pesado, manipulador. Acho que a realidade não é bem essa. E prefiro pensar que sou bastante diferente. Diria até que sou o oposto dele.

(Além do Theatro Municipal do Rio, o Kirov fará uma apresentação gratuita, ao ar livre, no dia 7 de setembro, na Quinta da Boa Vista. Depois, segue para Belo Horizonte)

Por Paula Neiva

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Nota publicada originalmente em 31 de agosto de 2011, às 22:23

07/04/2012

às 8:00 \ Gente Famosa, GPS Pergunta, GPSr, Moda

Alessandra Ambrosio: linda e grávida, ela fala a GPS

Alessandra Ambrosio desfilou pela Colcci na noite deste domingo, na São Paulo Fashion Week. Gravidíssima (ela não revela se é menino ou menina), passeava pelos bastidores de salto alto e com um minivestindo estampado e justo que deixava aparente a barriguinha saliente (ela tem agenda lotada durante toda a gestação). Poucos minutos antes de entrar na sala de desfile, linda e sorridente, ela recebeu a coluna em seu camarim. Sentada em uma baqueta em frente ao espelho onde fez os últimos retoques da maquiagem, ela conversou comigo, enquanto segurava um coco e bebericava a água de canudinho.

Quais peças ajudam a dinamizar o guarda-roupa durante a gravidez?

Muitas saias compridas e vestidos longos. Eu incorporei vários ao meu guarda-roupa.

O que uma mulher deve evitar quando a barriguinha já está mais aparente?

Acho que os vestidos e outras peças que marcam a cintura podem ser evitados. Eu não gosto muito.

O enxoval do bebê já está pronto?

Nem perto disso. Ainda não comprei nenhuma peça. Estava em férias, mas começo a pensar nisso na semana que vem.

E os desejos de grávida?

Não tenho enjoo, mas estou dando trabalho para os parentes no Brasil. Peço para mandarem polpas de frutas para Los Angeles, onde moro. Lá, as opções de sucos naturais são muito limitadas.

Você e Ashton Kutcher ficaram amigos?

Depois de trabalharmos juntos tantas vezes, acabamos ficando amigos e sempre conversamos quando nos encontramos. Ele é ótimo.

Por Paula Neiva

Leia também: Ashton Kutcher na SPFW: Alessandra Ambrosio, meias vermelhas e Rodrigo Faro

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Nota publicada originalmente em 22/01/2012

 

 

06/04/2012

às 8:00 \ Gente Famosa, GPS Pergunta, Música

Fatboy Slim: ‘O Brasil é o lugar onde sou mais reconhecido na rua’

 

Fatboy Slim, nome artístico do DJ inglês Norman Cook, pode ser considerado um dos precursores da música eletrônica. Veterano também nas carrapetas brasileiras (seu primeiro show no Brasil foi em 2001, no Free Jazz Festival), ele está novamente no país para uma série de shows que começam nesta quinta (19), no Rio. Ele conversou com a coluna no início desta quarta-feira, em entrevista exclusiva. A seguir, o DJ fala sobre o público brasileiro, parcerias entre DJs e rappers e sobre como foi tocar no casamento de Ronaldo, em 2005, com a então modelo Daniella Cicarelli.

Além dos grandes shows, você também tem em seu currículo festas privadas grandiosas, como a do casamento do jogador Ronaldo com a modelo Daniella Cicarelli, em um castelo, na França [em 2005, que durou poucos meses]. Como são essas festas?

Não gosto muito de festas privadas, pequenas. Gosto mesmo é de público grande. Sobre o casamento de Ronaldo, lembro que ele mandou um jatinho particular me buscar em Londres. Ronaldo dançava com a gravata na cabeça e vários convidados também. Estava muito animado, com Zinédine Zidane e Figo, entre outros jogadores famosos. O Ronaldo ficou um pouco comigo no box de DJ, tentando tocar, se divertindo. Só não conseguimos conversar muito, porque ele falava inglês muito mal e eu não falo português. Soube que o casamento durou pouco…

Vocês ficaram amigos?

Sou fã do Ronaldo e sei que ele curte a minha música, mas não somos amigos. A camisa dele autografada está na parede da minha casa, na Inglaterra.

Você e David Byrne [músico e produtor inglês, ex-Talking Heads] gravaram “Here Lies Love”, disco sobre a vida de Imelda Marcos, a viúva do ditador filipino famosa por sua fixação por sapatos caros. Por quê?

Foi ideia do David. Ele ficou obcecado em contar a história dessa senhora, que gastava dinheiro do povo para bancar seus luxos, que iam muito além de sapatos. Imelda freqüentava Nova York, onde costumava, por exemplo, dançar no Studio 54 [a boate fez história no final dos anos 70]. Byrne me chamou porque queria incluir um clima de ‘dance music’ na produção. Imelda está viva e soube do nosso trabalho. Convidou-nos a visitá-la, mas o convite não pareceu muito amistoso. Eu vou às Filipinas neste ano, mas não pretendo vê-la nem de longe.

Se fosse falar sobre alguma personalidade brasileira em uma música, quem seria?

Pelé. Falar bem, claro.

O que você acha das parcerias de DJs e cantores ou rappers, que estão em alta?

É um estilo mais comercial do que o meu. Não sou muito fã da figura do rapper e nem das letras machistas que costumam fazer, depreciando as mulheres. O lado positivo é mostrar que a música eletrônica não é só o undergound. É um convite para dançar, para se divertir. Quem investe muito em parcerias é o David Guetta.

Seu circuito de shows inclui o Brasil desde o início dos anos 2000. Como você descobriu o Brasil?

Foi o Brasil que me descobriu. Gravei um DVD de um show grande que fiz na praia de Brighton, minha cidade natal, em 2002 e reuniu 250.000 pessoas. O DVD vendeu muito mais no Brasil do que em todos os outros países somados. As pessoas aqui gostavam de mostrar seus telões novos exibindo o meu DVD. Em 2004, decidimos reproduzir o show da Brighton na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Reunimos 150.000 pessoas.

O público brasileiro é mais próximo?

Até hoje, é mais comum me reconhecerem o meu rosto no Brasil do que na Inglaterra. Em outros países, meu rosto não é tão conhecido quanto minha música.

Por Paula Neiva

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 Post publicado originalmente em 18 de janeiro de 2012, às 18:54


 

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