Daslu no Rio: um lançamento de outro mundo
Era mais fácil acreditar que a Daslu vinha de outro planeta e não de um estado vizinho, tamanha euforia (e superlotação) na abertura da filial carioca da marca, na noite de ontem. Promoters dos mais experimentados, socialites e patricinhas a postos com suas Chanel, Balenciaga e Celine comentavam que nunca tinham visto nada parecido. “Foram convidadas 1500 pessoas e parece que todas vieram”, dizia uma pessoa envolvida na organização.
Pelo que se viu por lá, todos os convidados foram. E muitas outras pessoas também. O desfile, previsto para começar às 20h, atrasou bastante. E fez com que muitos bem-nascidos (e outros nem tanto) se espremessem fora do cercadinho VIP, para tentar ver os 40 modelitos apresentados por lá. Tarefa que, talvez, nem o aguçado senso empreendedor de Eike Batista, que lançava seu livro na mesma hora, em outro shopping da cidade, pudesse ser capaz de vencer.
Na passarela da Daslu, improvisada nos corredores do último andar do Fashion Mall, a moda estava colorida, com brilhos e (será o El Niño?) até coletes de pele. O estilo Rock’n Roll parecia limitado à maior parte da plateia, que se espremia e alongava-se na tentativa de ver um pedacinho de pano que fosse do que entrava na passarela.
Pedacinho de pano ou os enormes diamantes das joias desenhadas por três diferentes designers levados à passarela pelas modelos. Daniella Sarahyba, que fechou o desfile e recebeu aplausos dignos de pop star, exibia um colar de três voltas de brilhantes quase tão reluzentes quanto seu sorriso.
Ao final da apresentação, compradoras vorazes voltaram à loja (para espanto dos vendedores, houve clientes que entraram no local pela porta entreaberta, três horas antes da abertura oficial).
Algum desavisado certamente teria a impressão de estar na versão brasileira da Black Friday— a sexta-feira de grandes liquidações nos Estados Unidos, em que muitos aproveitam para comprar boas marcas a bons preços.
Claro que ali não era o caso. O clima era de festa e, talvez, mais próximo do que resumiu uma bem-humorada Preta Gil, no show que fez para encerrar o evento. “Acho chique a Daslu aqui. Porque a gente também é rico!”. A julgar pela voracidade das compradoras, a última frase de Preta parecia fazer sentido. Pelo menos, na aparência.
Por Paula Neiva
Twitter: @gpsveja
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Tags: daslu, gps, paula neiva, preta gil






















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