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14/04/2012

às 8:00 \ GPS Pergunta, GPS/ Rio, Luxo

Charles Gibb, da vodca Belvedere: “O brasileiro quer aprender sobre as marcas de luxo”

O escocês Charles Gibb, de 47 anos, é o atual presidente da tradicional vodca polonesa Belvedere. A marca é uma das que compõem (com Dom Pérignon e Veuve Clicquot, entre outras) o portfólio de bebidas da gigante LVMH. Nos últimos anos, o Brasil conquistou posição de destaque na estratégia da empresa, tornando-se um dos 10 maiores consumidores de Belvedere no mundo– tendo registrado um salto de 57% no volume de vendas entre 2010 e 2011. Gibb veio ao Brasil para afinar estratégias de expansão no país e conhecer melhor nosso mercado. Ele falou comigo durante sua visita ao Rio de Janeiro (“A primeira de muitas”, disse, deslumbrado com a vista da praia de Copacabana). Confira:

♦ O que mais chama a atenção no comportamento do brasileiro que consome produtos de luxo? 

No Brasil, as pessoas têm um enorme interesse em conhecer a história das marcas de luxo. Em comparação com outros países, como a China, por exemplo, existe uma curiosidade maior em aprender sobre o produto antes de consumi-lo. O brasileiro quer entender por que aquele produto é melhor, por que é mais caro. Essa é uma peculiaridade à qual as empresas devem dar atenção. Esse pode ser um diferencial, especialmente porque a competição é grande. O Brasil está sendo bombardeados por inúmeras grifes de luxo ao mesmo tempo.

O Brasil tornou-se um mercado estratégico para a Belvedere?

Para qualquer produto do segmento de luxo, sair-se bem no Brasil é uma meta importante. Para nós, o Brasil é visto como uma grande oportunidade. O público tem características muito afinadas com o produto que vendemos. Os brasileiros são joviais, festeiros, gostam de celebrar a vida, comemorar. Aqui não se consome apenas para ter status. As pessoas querem genuinamente se divertir.

As grandes expectativas relacionadas ao mercado brasileiro se justificam?

Nós experimentamos um crescimento espetacular no Brasil. Em apenas sete anos, o país se tornou um dos nossos 10 principais mercados, junto com Inglaterra, França, Espanha e Austrália, por exemplo. Nossa meta é dobrar as vendas aqui nos próximos dois anos.

As mídias sociais se tornaram uma parte importante da estratégia de divulgação da Belvedere no mundo. Como é a participação dos brasileiros?

Em qualquer lugar do mundo, espera-se que as empresas travem uma comunicação direta com os consumidores através do Twitter, do Facebook. Mas o Brasil é um caso à parte, que chama a atenção. Alguns dias após o lançamento de nossa página no Facebook, milhares de brasileiros aderiram. É um público que gosta de novidade, de ações criativas e quer aprender sobre o produto que consome.

Por Paula Neiva

Twitter: @gpaveja

Para ler a coluna completa, acesse: www.veja.com/gps

Nota publicada originalmente em 13 de dezembro de 2011, às 18:58

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