23/12/2009
às 12:47 \ Sem categoriaO caso de Sean e o direito de decidir
A polêmica em torno do caso do menino Sean Goldman me remete a uma situação freqüente no aconselhamento genético de casais em risco de vir a ter filhos com doenças genéticas: o direito de decidir. A história desse menino de 9 anos, o pivô de uma disputa entre o pai biológico americano que o quer de volta e sua família brasileira que quer mantê-lo aqui, tomou proporções internacionais. Já se anunciam retaliações econômicas de grande monta contra o Brasil caso a Justiça brasileira não permita que o menino volte para o pai que o gerou, David Goldman, nos Estados Unidos.
Por um lado é fácil entender os argumentos e os sentimentos do seu genitor americano. As leis americanas e internacionais o defendem. Por outro lado, no Brasil ele tem a irmã, os avós e um pai adotivo que deve amá-lo muito, porque senão não estaria brigando tanto para mantê-lo. Não se trata de uma disputa fácil, mas defendo com unhas e dentes que o menino deve ser ouvido. O maior interessado no caso é o próprio Sean. Trata-se da vida dele. A sua opinião é fundamental. Lembrei-me de duas histórias que podem ser relevantes nesse caso: a do menino James Bulger e a da menina Bruna.
James foi mutilado e assassinado cruelmente quando tinha 2 anos, em 1993, em uma pequena cidade da Inglaterra. Descobriu-se que seus assassinos eram dois meninos de 10 anos, Jon e Robert. Apesar da pouca idade, os dois foram condenados pelo assassinato e a Justiça britânica determinou na época que ficassem presos por muitos e muitos anos. Pergunto: se a corte inglesa, reputada por seu altíssimo nível intelectual, julga que meninos de 10 anos devem ser responsabilizados por seus atos, será que um menino de 9 anos não tem a maturidade para decidir onde e com quem quer morar? Não tem pelo menos o direito de ser ouvido? De expressar a sua opinião? A sua vontade?
Bruna era uma menina brasileira que havia sido adotada por uma família israelense em 1986, aos 4 meses de idade. Em 1988, quando Bruna já tinha dois anos, já falava hebraico e estava totalmente integrada aos pais adotivos, os pais biológicos resolveram que a queriam de volta. Foram a Israel com uma equipe de televisão da Grã-Bretanha. Depois de uma disputa emocionante, com grande repercussão na mídia, a Justiça israelense determinou que Bruna fosse devolvida a seus pais biológicos. Seus pais adotivos e o povo todo choraram quando Bruna deixou Israel. Os jornalistas britânicos, exultantes com sua vitória, acompanharam a sua chegada ao Brasil. Bruna foi recebida com muita festa. Mas ao contrário de seus pais adotivos, a imprensa logo esqueceu do caso. O que aconteceu com Bruna depois? Como foi sua vida? Uma jornalista israelense, Nili Tal, reencontrou Bruna em 2008, aos 22 anos, e documentou a sua história. Um filme muito triste que pode ser visto por todos.
Em resumo, seu pai, que á alcoólatra, abandonou a família logo que voltaram ao Brasil e o caso deixou de interessar a imprensa. Bruna conta que tentou fugir de casa dezesseis vezes e só conheceu o pai quando tinha 14 anos. Com 13 anos ficou grávida pela primeira vez e parou de estudar. Sua mãe a expulsou de casa. Com 20 anos ela se mudou para a casa do pai, já com duas crianças, em uma área muito pobre. O pai batia neles e quando o documentário foi rodado, Bruna havia perdido a guarda das crianças. Ao ser questionada pela jornalista, Bruna disse: “Infelizmente não pude escolher. Se pudesse, teria ficado em Israel.”
Bruna só tinha 2 anos, mas Sean tem 9. Ele é o maior interessado. Trata-se de sua vida, de seu futuro. Se a Justiça britânica julgou que meninos de 10 anos podem ser responsabilizados e condenados por seus atos, será que Sean, aos 9 anos, não é capaz de escolher? De decidir? Independentemente do que a lei determina, ele não tem pelo menos o direito de ser ouvido, no Brasil e nos Estados Unidos?






Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
211 Comentários
tania
-28/01/2012 às 11:57
Que peninha, mas o Sean tem que ficar na América lá ele nasceu e tem seu pai. Tenho vergonha de ser brasileira, vergonha desses parentes brasileiros ridículos.
Alves
-18/12/2011 às 11:36
Lamentavel historia para esse garoto…A lei é clara e justa. Uma criança deve ser criada pelo genitor na ausencia do outro ” é normal”. Mais eu gostaria tambem que esta mesma lei asegurasse o respeito das duas familias en relaçao a essa criança, que uma adaptaçao fosse feita antes de tal decisao e que ambas as partes tivessem apoio para respeitar a posiçao da outra. Tudo isso é muito complicado.
A lei juga e decide.
Os interessados acusan e se defendem.
A criança na sua posiçao é um ping-pong. Nen a lei a respeita, nen as partes pois todos a amam.
Eu passo por un processo na França que dura 5 anos, voltei para a França para que minha filha crescesse conhecendo o pai, mesmo depois de todas as miséria que passei nas maos dele e minha filha tambem.
18 processos. 17 guardas a meu favor. E depois desses 5 anos envisaja-se de dar a guarda parcial de minha filha ao pai que se recusa de aceitar e respeitar seus direitos ate hoje oferecidos de guarda e visitas largas com o unico pretesto “o conflito”.
E esquecemos que esta mesma pessoa foi considerada por psychologues como “PARANOIAQUE, que tem disturbios de personalidade de tipo paranoico con discurso do registro de delirio interpretativo, desviando elementos objetivos para unir sua interpretaçao e alimentar un sentimento de persecuçao.
Esquecemos todo o resto pois o interesse supremo da criança prevalesce a seu derespeito.
Sei que é dificil e contraditorio o que digo pois me é dado o direito de reclamar si é provado que minha filha corre risco fisico. “PROVAR” quem sabe o que se passa entre 4 paredes e quando essa criança fala nao é levado en conta pois é palavra contra palavra,conflito… o que quer dizer que a justiça e cega realmente. Eu nao tiro o direito do pai, me assilo neste pais por minha filha, mais ate quando poderemos ignorar o moral e psychologico de uma criança?
Esperando pela possibilidade de que nunca aconteça un risco fisico pois essa criança nao merece ser colocada a prova mais do que ja foi. Esperando que nunca seja tarde para essa criança pois nunca sera tarde para un PARANOICO que quando comete atos ireparaveis, a lei tem do que julgar e punir, a mae tem do que se lamentar e o PARANOICO, ele NAO E RESPONSAVEL por seus atos. isto é justo un desabafo….Mais se tiverem como me ajudar me dizendo qualquer coisa sem me julgar eu agradeço.
Claudio Oliveira
-03/11/2011 às 17:53
Boa tarde!! Minha ex-esposa arrumou emprego na Espanha com isso vai para morar e vai levar o casal de fihos que temos. Ela disse que vou precisar passar a tutela das crianças para ela. Que eu saiba só preciso autorizar por escrito. Quem está certo? obrigado!!
arlete chambarelli
-19/06/2011 às 20:29
Se um menino de 09 anos pode decidir sobre seu futuro, porque seu pai não pode decidir ser pai realmente?O menino veio para o Brasil trazido pela mãe sem o consentimento do pai, aqui já arranjou outro marido e outro filho,ela morreu, fato triste, porém o pai não pode pagar pela morte e pelos erros da mãe, ele tem todo o direito de ser pai.
Norberto
-16/09/2010 às 7:18
Uma criança é sempre uma criança.Não é porque um tribunal da inglaterra decide algo que isso se torna algo como uma vontade divina, pelo contrário, mostra como a Europa tem pessoas sem noção.
dudu
-01/08/2010 às 21:07
David so que dinheiro,,depois de ganhar a guerda do filho a primeira coisa q ele fez foi pedir uma indenizacao de 500 mil,e no dia do natal ainda,como se o dinhero q ele gastou fosse tudo dele………..ele tava sem dinheiro,deu entrevistas na NBC,expos o filho,q no Brasil ja n queria mais sair de casa por causa dos fotografos,depois pediu doacao no site,e ele aceitava doacao de qualquer cartao, e vendeu camisas com fotos de Sean,,,depois de tudo isso ainda culpou os avos de Sean pela exposicao,,ate nos eua reclamaram da exposicao,,mas no Brasil quando tinha alguma reportagem sobre o caso,as fotos de Sean n mostravam o rosto pra proteger ele,,,mas no eua as fotos deles eram mostradas sem nenhuma preocupacao,tantos dele quando bebe,quanto as fotos atuais dele,,,,ate no aviao,com Sean dormindo David deixou q gravassem ele,depois ainda teve coragem de pedir privacidade,,,,,,,,,,o filho so ta com ele pq foi obrigado,se pudesse escolher ia ficar com os avos e a irma,q desde q ele foi pros eua n fala ou ve Sean,mas vai ser dificil Sean fala com a irma ja q David obriga ele a falar ingles e a irma tem uns 2 anos e ta aprendendo o portugues,,,,ele disse q nao visitou o filho durante 5 anos pra n descaracterizar sequestro,isso e amor?acho q nao,e depois falou q os avos n deixaram ele ver o filho,,,,um dia Sean vai poder morar onde quizer e vai lembrar de tudo isso David…..
ana
-01/08/2010 às 21:06
Eu quero falar e as pessoas não querem me ouvir. Não estão me respeitando. Eu tenho tido dor de barriga e dor de cabeça. É porque eu quero falar o que tô sentindo e ninguém me escuta,Não quero ir embora do Brasil. Minha família está aqui. Minha irmã está aqui”, Sean Goldman David disse,,,,isso nao precisa ser uma separacao….os avos poderao visitar ele,,,,,, cede as visitas agora???????David por acaso perfunta pro filho como ele se sente???acho q nao,ele nem deve falar q os avos foram nos eua ver Sean e o pai q diz tanto amar o filho negou visita mesmo depois da piscologoa q ele mesmo contratou dizer q a visita era aconselhavel e ia ajudar na adaptacao de Sean…..
Fernanda
-22/07/2010 às 22:26
O comentarista Nelson disse tudo! Vivemos sob as leis brasileiras, quer gostemos ou não. A democracia brasileira é participativa, embora nosso povo, na maioria das vezes, ignore isso- inclusive a doutora Mayana, pelo visto. Mas não vamos condená-la por sua opinião, apenas estimar que seja mais cuidadosa por se tratar de uma intectual com presença na mídia, a quem, pelo princípio da responsabilidade, não é facultado dizer qualquer coisa.
CachorroNicolau
-18/03/2010 às 17:30
Nelson, a questão nem é essa, a questão é que o Sean já tinha, sim, sido ouvido. A sentença foi inclusive baseada em parte no resultado da análise dos depoimentos do Sean pelas peritas designadas judicialmente. Convido a todos a lerem-na.
Dizer que ele não foi ouvido só pode vir de alguém desinformado ou alguém com o específico intuito de disseminar uma mentira. É difícil de se acreditar que qualquer um destes dois erros possam ter sido cometidos por cientista de tal renome.
Nelson
-07/03/2010 às 19:56
Prezada Mayana, é compreensível que você defenda o direito de a criança se manifestar em casos deste tipo. No entanto, um traço básico do estado democrático de direito é que a validade das leis é universal e tem de ser aplicada a sempre. Portanto, se a lei não prevê a manifestação do menor, ele não deve se manifestar. Quebrar a lei é se render a barbárie e isto não pode ser defendido por pessoas honestas e esclarecidas. É contra isso que lutamos quando combatemos a corrupção. Sugiro, pois, que você – como cidadã – procure alterar a lei, apelando a sua influencia cientifica aos seus representantes eleitos (deputados e senadores), mas NUNCA sugira que a lei não seja cumprida, pois isto deseduca a população que tem nas suas mentes mais instruídas um norte de atuação. Por fim, sugiro também que você se informe mais, complementando a sua formação científica com uma formação mais profunda em cidadania e democracia no estado de direito, pois isto será muito bom para você e para todos os seus leitores.
Um abraço.
João Pinho ex-Conselheiro da O.A.B./Ba.
-14/02/2010 às 1:49
Dra. Mayana Zatz:
É com imensa satisfação que estou me dirigindo à Digníssima cientista, para efeito de lhe solicitar o obséquio especial de transimitir e-mail à Rede Bahia de Televisão, parabenizando-a pela distinção no Prêmio internacional, por força de reportagem sobre pesquisas com células-tronco no meu estado, realizada pela jornalista Georgina Maynard, cingindo-se o trabalho jornalístico, sobre o tratamento com células-tronco do próprio paciente, acometido com doença de chagas.
Um forte abraço!
João Pinho
Beto
-13/02/2010 às 14:00
Lastimável Dra. Mayana.
Sean está onde deve estar nesse caso, com o pai.
Fábia dos Santos Freire
-08/02/2010 às 10:15
Dra.Mayana, antes de mais nada aproveito por parabenizá-la a seu trabalho e por ser essa pessoa fantástica que é. Concordo com a senhora que Sean deveria ser ouvido, mas não pode esquecer que assim como ele tem uma família aqui no Brasil que o ama, ele tem uma lá também, pai, avós etc.que tem todo o direito de querer ficar com ele. O pai do garoto não cometeu nehum crime só porque se separou da mulher o que aliás veio fugida com o garoto( independente disso). Então por favor não negue o direito natural de um pai que quer ficar com o seu filho,ele deve ter a chance de tentar independente da vontade do garoto.Além do mais é muita polêmica por pouco. A família daqui é rica e o pai do garoto deixou-os totalmente livres para que visitem-o quando quiserem.
Um abraço e mais uma vez parabéns.
Benedito
-05/02/2010 às 7:19
Bom dia !
Querida Thais:
Concordo plenamente com o que vc disse. Todos tem direito a manifestar a sua forma de pensar e entender um determinado fato. Claro que sim, isso é indiscutível. Mas porém, o que se está em questão aqui não é o direito ou não de se manifestar. O que estamos debatendo é sobre a polêmica criada em torno do caso do menino Sean Goldman. Por que muitos aqui acham que o Pai do menino agiu certo, e outros acham que ele só quer ganhar dinheiro da familia dos avós maternos. Essa é a polêmica e não, se temos ou não direito de manifestar nossa forma de pensar.
Agora, eu particularmente não tenho vínculo com nenhuma das partes envolvidas e acho que o Pai tem o legítimo direito de ficar com seu filho, já que a mãe dele faleceu. A princípio achei um absurdo a mãe do menino fugir com ele para o Brasil e afastar ele da presença do Pai. Se existia agressões e humilhações contra ela praticadas pelo Pai do Sean, ela tinha todo direito de procurar a justiça americana e adotar medidas contra o Pai, mas tirar o menino dele foi de uma crueldade danada.
As pessoas misturam tudo, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Tenho certeza que a justiça americana funciona e não deixaria o Pai impune se estivesse mesmo agredindo a mãe do Sean. Todos acompanhamos vários casos até de celebridades americanas que ficaram presos por crimes cometidos, lá a justiça funciona e as Leis são cumpridas, já aqui no Brasil é lastimável.
O Pai do Sean, David Goldman está exercendo e com todo direito de lutar pelo seu filho. Se fosse eu faria igualzinho, por que filho é coisa séria, e infelizmente aconteceu essa guerra juridica que o menino ficou no meio, e com certeza o maior prejudicado. Queira Deus que não haja sequelas no futuro dessa contenda.
Mas o que queria te dizer Thais, é que apesar de ter esse direito a manifestação do pensamento, temos de exerce-lo sem discriminar quaisquer das partes conflitantes. Ambos tem seu direito de manifestar, e suas opiniões devem ser respeitadas, assim como respeito a sua forma de pensar e a de todos aqui, e que ninguém também me critique pelo que acredito estar certo. ok ?
Obrigado pela oportunidade de falar com vc sobre esse assunto. Abraços ! Otimo final de semana !
Benedito – Unaí/MG
Thais
-03/02/2010 às 13:54
Joel, moramos em um País, que apesar de todos os pesares, é livre, e cada um pode expressar sua opinião, temos liberdade de expressão! A Dra pode escrever o que quiser, assim como você e eu, mas cabe a cada um avaliar o que o outro escreveu, aceitar, ou não e tirar as próprias conclusões. Vamos condenar a Dra Mayana por ter uma opinião? O que ela teve foi muita coragem de expor seu ponto de vista em um assunto tão polemico, pois seria muito mais fácil ficar calada e indiferente, mas não, ela, como já fez várias vezes, mostrou, em público sua opinião, sejamos educados e respeitemos.
Benedito
-03/02/2010 às 5:06
Bom dia a todos !
Adriana;
Acusar o Pai do Sean é muito fácil né ? vc tem sentimentos ? tem filhos ? se vc tivesse seu filho arrancado de vc da mesma forma que a mãe tirou dele o filho sean, vc deixaria de lutar pelo direito do seu filho ? deixaria ? se acusassem vc por exercer seu direito legitimo, o que vc faria ?
Pensa primeiro antes de falar besteira querida. Filho é coisa séria, ninguém faz eles sozinho, nem o Pai nem a Mãe. Portanto existe no caso deveres e direitos. Se o Pai cumpre seus deveres, deve estar assegurado a a ele todas as prerrogativas de direito da sua paternidade.
Não sejamos hipócritas, pois detalhaes em volta do caso, não devem sombrear o sagrado direito do Pai de ter a presença do filho, de lhe ser assegurado o direito à estar presente na infância do seu filho, de brincar com ele, de passear, de viajar, pescar, jogar futebol e tantas coisas mais…
No meu entender ele foi um Pai Herói mesmo. Eu faria da mesma forma que ele fez. Parabéns David Goldman.
Benedito – Unaí/MG
joel
-02/02/2010 às 11:43
Essa doutora ainda nao se retratou pelos comentariios dela?
Alexandre A. C. Resende
-19/01/2010 às 11:44
O garoto foi ouvido por psicólogas, que orientaram ao juiz que o devolvesse ao pai o mais rápido possível, pois a família que detinha a guarda estava orientando ao garoto não chamar ao pai de pai, não demonstrar qualquer tipo de afeto, não abraçar, não dizer que o amava e estavam afetando de modo profundo e intenso a capacidade psicológica do garoto. Está nos autos do processo, talvez um pouco mais de informação evitaria falar de algo que não está inteirada. Comentário e comparações infelizes e lamentáveis.
Bar-Tolomeo
-18/01/2010 às 16:43
Dificil dizer que o pai biológico de Sean só tem interesses comerciais usando seu filho para obter notoriedade e, por conseguinte dinheiro.Por outro lado, parece que Sean estava bem adaptado e feliz com sua familia brasileira.
Os exemplos dados pela Dra. Mayana são bastantes claros e mostram a dificuldade de se julgar estes tipos de casos.
Penso que o ideal para Sean seria morar com seu pai americano e ter livre acesso a sua familia brasileira. Uma familia controlaria a outra evitando possiveis desmandos na educação do menino. Ele tem 9 anos e quando alcançar a maioridade poderá decidir onde viver.
Soluções radicais não me parecem adequadas neste tipo de conflito.
Bernardo Labessa
-17/01/2010 às 21:26
Doutora Mayana,
Espero que tenha tido a oportunidade de assistir (e se informar melhor) ao documentário exibido hoje pela Rede Record no qual fica claro que SEAN foi ouvido por psiquiatras designadas pela justiça brasileira (mais de uma vez) e que o diagnóstico de alienação parental foi constatado por todos eles.
Uma pena que do alto de sua desinformação, a senhora preferiu dizer que não se pronunciará mais sobre o assunto. Gastou tanto tempo para redigir porcaria mas não gasta 1 segundo para retificar a informação.
Também não gastarei mais meu tempo lendo aquilo que a senhora produz. Honestidade intelectual é o mínimo que podemos esperar da imprensa e escreverei a Veja sobre a sua coluna e sua postura de não se pronunciar mais sobre o assunto. Vai totalmente contra o que nós assinantes esperamos da revista e de seus colaboradores.
Como Mestre em Direito Internacional Privado e tendo lido os autos do processo de Sean, fico angustiado em ver tamanha desinformação, descaso e falta de método da sua parte para lidar com o assunto. Deve ser a mesma sensação que a senhora tem quando observa religiosos e políticos ignorantes discutindo sobre células tronco.
Att,
Bernardo
Waltercy Santos
-16/01/2010 às 0:14
Imagine se pudessemos tirar os filhos dos pais e maes carentes de bom carater, desempregados, alcoolatras, e por ai vai?!!??!!!?
Waltercy Santos
-15/01/2010 às 23:58
Antes de comentar o assunto digo que tenho profunda admiracao por sua profissao, por sua inteligencia e seu destaque no que faz, mas pense bem, se a mim cabe cumprir e tao somente cumprir a lei, mesmo tendo 43 anos de idade, porque cabe a um garoto saber se ele quer ou nao alguma coisa, se a ele cabe somente cumprir o que a lei determina sobre o direito legitimo do pai?
Os avos sofrem, a crianca sofre… e ate alguns brasileiros sofrem por unico e exclusivo erro da mae.
Odete
-15/01/2010 às 16:44
Dra., como profissonal e pessoa publica que eh, pois escreve numa revista. A senhora antes de escrever sobre esse caso ou qualquer outro, deveria ter feito o ‘dever de casa’ , ou seja, se informar mehor. Tomar partido e colocar aqui dois casos tao diferentes e muitos aspectos prdeu a nocao.
Ja que a senhor por ‘fontes seguras’ afrma que Sean nao foi ouvido. Eu digo e provo a senhora que por fontes tambem seguras e publicas, Sean fi ouvido como deveria e manda a Lei. A senhora se quiser, pode ler tambem, pois esta mencionado na decisao do Juiz Pinto, e todos os dcumentos e links pode ser encontrado no site bringseanhome.
Ah, quanto uma crianca de 9 anos ter poder de decidir sobr seu futuro – faca me um favor: ajude a mudar as leis brasileiras que protegem e na julgam ‘menor infrator’ com 17 anos e 364 dias de idade ! Incoerente no minimo, nao!
myrian elizabeth
-14/01/2010 às 19:42
Ah! Dra Mayana…
Tenho um profundo respeito pelos seus altos conhecimentos, pelo seu intelecto privilegiado e por sua história de vida, mas dessa vez, a senhora teve um lapso e deixou que o sentimentalismo obscurecesse sua inteligência.
Não se tira o filho legítimo de um pai assim, sem mais nem menos.O pai foi roubado e o menino privado da convivência com o pai, por 5 longos anos. Quem tem um filho pode avaliar a dor, a angústia e o desespero que esse pai viveu. Não há dinheiro no mundo que pague isso.
A mãe não devia tê-lo subtraído do pai para princípio de conversa. De lá para cá foram cometidos erros sobre erros e ninguém jamais, em momento algum pensou o que estaria causando a essa criança. Essa dor toda é consequência daquele primeiro ato impensado.
E a lei, doutora deve ser cumprida ou toda a nossa sociedade pode vir a soçobrar. A democracia está embasada na lei, que é única e deve ser obseervada por todos.
Não há desculpa para descumprir a lei.
Foi o primeiro ato desleal que redundou nisso que acabamos de ver. E até por isso mesmo, o pai tem todo o direito e o dever de pedir ressarcimento de todo o dinheiro que gastou nesses 5 anos, pois obviamente a luta foi desigual, entre um homem comum e uma família rica e o que ele gastou pode vir a fazer falta.
Espero que o menino supere esse trauma e que a família saiba encontrar um caminho para a união.
Lorena
-07/01/2010 às 11:52
A informação de que o garoto foi ouvido e trechos do seu depoimento constam também na decisão proferida pelo TRF, contra a qual o padrasto interpos recurso ao STF.
A decisão referida é brilhante e muito bem fundamentada por um magistrado justo e competente, que ressaltou inclusive a alienação parental que aflige a criança.
O Ministro Gilmar Mendes apenas não permitiu que Sean fosse ouvido NOVAMENTE. O que, evidente, não se mostrava necessário.
Flavia
-07/01/2010 às 3:18
Doutora Mariana,
Com todo o respeito que a senhora merece, a senhora tem filhos? Eles os chamam de “mãe biológica”?
O Sean tinha um PAI, David Goldman, até o momento em que a mãe, Bruna, abruptamente separou pai e filho do convívio familiar ao levar o Sean para o Brasil, com as intenções que agora sabemos quais foram. Sean tinha 4 anos de idade.
A partir daí, Sean começa a sofrer alienação parental, laudo unânimo que veio a ser comprovado mais tarde pela pericia de tres psicologas nominadas por juizes brasileiros durante o processo. Duas apontadas pelo advogado da familia brasileira do Sean, e uma pelo advogado do David.
Agora imagine uma criança, que após cinco anos crescendo sem saber a verdadeira razão da ausência do pai e da sua família paterna, crescendo em um ambiente onde se cultivava veneno e vitriol contra o seu proprio pai (que nunca teve a chance de estar presente e atuante devido interferências da mãe antes de morrer e de sua famiília), a senhora com todo o seu embasamento científico e bom-senso, acredita que Sean teria a capacidade de expressar suas opiniões sobre o destino de sua vida, frente a um juiz no alto dos seus 9 anos de idade vividos em meio a mentiras e manipulacao dos que eram para estar zelando pelo seu bem-estar???
Grace
-07/01/2010 às 2:26
Mayana, voce nao desiste hein? Pai americano…pelo que sei o Sean so tem um pai.
“Tenho informações seguras que isso não ocorreu. O importante agora é que Sean seja feliz nos Estados Unidos ou no Brasil quando ele puder decidir onde quer morar.”
Pois todo mundo sabe que Sean foi ouvido sim. Informacoes seguras nos tambem temos.
Onde ele decidir morar? Depois dos 18 anos Mayana. Como toda crianca, eh o pai quem determina onde o Sean ira morar, como qualquer crianca desta idade. Se eu mudar de emprego e tiver que morar no Cazaquistao, meu filho menor de idade tera que ir comigo, goste ou nao goste. Fim de papo. Acho que voce nao deveria ter se aventurado num assunto que tem pouco conhecimento.
Bernardo Labessa
-06/01/2010 às 14:55
Ah, DOUTORA MAYANA
Na mesma nota de O Globo, veja o trecho:
“Na sessão, o advogado Sérgio Tostes, contratado pela família de Silvana Bianchi Ribeiro, avó materna de Sean, tentou entregar aos membros da comissão uma cópia da entrevista do garoto com psicólogos, durante a qual, o menino teria dito preferir ficar no Brasil com o padrasto, João Paulo Lins e Silva.
Representantes da Secretaria Especial de Direitos Humanos que estiveram na audiência pública, reagiram e impediram a entrega do documento, sob a alegação de que o caso está sob segredo de Justiça.”
Realmente, Doutora Zatz, acho que é hora de ASSUMIR QUE ERROU
Bernardo Labessa
-06/01/2010 às 14:52
Doutora Mayana,
Como que a senhora explica que as suas “informações seguras” não batem com notícia divulgada por um clipping do Tribunal Superior Eleitoral em site OFICIAL?
http://clipping.tse.gov.br/noticias/2009/Dez/24/prazo-para-entrega-de-sean-acaba-hoje-as-9h
Na nota, leia-se “Ao longo do processo, o menino foi ouvido por três psicólogos indicados pela Justiça”
E como você explica noticia de O GLOBO de 23 de abril que diz:
“O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse ontem que a Justiça Federal não deve decidir sobre quem deve ter a guarda de Sean Goldman levando em consideração apenas as declarações do menino. Ouvido por peritos, Sean teria manifestado o desejo de permanecer com o padrasto brasileiro, João Paulo Lins e Silva, e não ir para os Estados Unidos, onde está seu pai biológico, David Goldman.”
http://www.original123.com.br/assessoria/2009/04/23/ministro-defende-que-sean-fique-no-brasil/
Vc está DESCONSIDERANDO o trabalho de peritos e psicólogos?
Hora de rever suas fontes seguras
Mayana
-06/01/2010 às 12:15
Não vou mais comentar esse assunto. Gostaria só de deixar claro que não conheço nem a família brasileira e nem o pai americano. Também não defendi na minha coluna que Sean deveria ficar no Brasil mas sim que ele deveria ser ouvido. Tenho informações seguras que isso não ocorreu. O importante agora é que Sean seja feliz nos Estados Unidos ou no Brasil quando ele puder decidir onde quer morar.
adriana
-05/01/2010 às 20:18
Comparação bem infeliz essa …a de escolher a família onde ele se sente seguro e amado com liberdade para vícios ou liberdade de escolha para profissão, etc…. O artigo também não propõe que essa escolha seja decidida pela criança mas também pelas instãncias envolvidas. A decisão é que deveria levar em consideração o melhor para Sean e não apenas o desejo e argumentos do pai americano.
Bárbara
-05/01/2010 às 16:07
‘A morte inventada’ no youtube – http://www.youtube.com/watch?v=lj43Pr2rFGE
hermes
-05/01/2010 às 11:00
Brasileiro é muito bonzinho…………….. e vamos parar de chamar o pai de “pai bilógico”.
julio
-05/01/2010 às 9:33
Dra Mariana
Não houve disputa de guarda.
Houve rapto, sequestro, de um menino de quatro anos. Os motivos não interessam. Deve-se cumprir a lei.
Brasileiro não gosta de lei , principalmente se for rico, dona Mariana.
Acho ainda que o pai tem direito a ser indenizado.A vó deveria ser presa pelo que fez, é co- autora no sequestro , pois não devolveu o menino quando a mãe faleceu.
A Sra tambem acha que o menino de 9 anos deve decidir aonde vai estudar? se deve ou não ir para a aula?, quais serão os seus médicos? se deve fazer a lição de casa?,
se deve beber?
Os seus filhos nesta idade decidiam alguma coisa?
Ninguem deveria estar acima da lei doutora, nem defender estes maus principios
julio
Bárbara
-05/01/2010 às 6:31
Realmente gostaria de ler a opinião da Dr. Mayana sobre “Alienação parental”. Uma boa pesquisa sobre o Dr Richard Gardner e talvez assistir o documentário A morte inventada, de Alan Minas. Gostaria muito de ler sua opinião a respeito.
>>>www.amorteinventada.com.br/
Rachel Robier
-05/01/2010 às 6:26
Parabens Dra.Mayana….esse foi o melhor comentario que ja ouvi desse doloroso caso….esse trauma de ter sido “arrancado” de todos os que verdadeiramente o amam, e que ele sempre amara, nao sera nunca esquecido por ele…. tenho certeza que assim que ele tiver idade suficiente, pedira em juizo, para voltar.Os que defendem tanto esse “pai biologico”, esquecem que essa crianca vai crescer, e cobrar muito caro,o que ele fez, nao so com ele, mas tambem, aos queridos avos e irmazinha….!!! (nao conheco nehuma das familias,apenas acompanhei as noticas.Tenho idade suficiente, e experiencia da vida, para saber as viravoltas que a vida da.)Los Angeles, Calf.
gilberto barros lima
-04/01/2010 às 15:10
A Doutora Mayana dispensa comentários por tudo que já fez pela sociedade e não será um ponto de vista invidual dela que manchará sua brilhante, honesta, ética e duradoura carreira. Cada opinião deve ser respeitada e não classificar essa valiosa mulher, médica e acima de tudo uma verdadeira brasileira como alguns cometários preconcietuosos.
Bárbara
-04/01/2010 às 14:02
Eles têm a cultura de multa e reparação de danos … aqui, nos sempre ‘deixamos passar’.
Acho que é preciso ter conhecimento dos fatos e muita cautela na hora de julgar.
Não entendo o porque da resistência de tantas pessoas em entender a legitimidade do pai que quer o filho de volta. Além de tudo, este pai é um vilão por querer penalizar estes que o submeteram à injusta ausência de seu filho além de calúnias e difamação.
Quem sabe o custo de um processo destes? è muito desgaste físico emocional e financeiro!
Aqui nos Brasil, muitas das injustiças acontecem, por falta de consequências, falta de penalidade.
Todo mundo faz o que quer e sai ileso!
Injustiças, golpes, roubo, subornos, corrupção: é contra isso que deveríamos voltar nosso repúdio!
CachorroNicolau
-04/01/2010 às 12:39
Faltou um pequeno detalhe nos comentários de vocês: o Sean já foi ouvido.
Parece que as pessoas não levam em conta a avaliação que foi feita por três psicólogas da Justiça. Elas queriam que o Sean fosse lá no tribunal e, sob os olhares opressores dos que o obrigaram a ficar no país e lhe martelaram durante anos as mentiras de que o pai não lhe quer e que a verdadeira família dele está no Brasil, repetisse o mantra que lhe ensinaram: “quero ficar no Brasil”.
Qualquer coisa diferente disso significa que o Sean não foi ouvido?
Quanto a outros argumentos patéticos, sério, vcs querem continuar usando isso?
- “Aonde o pai trabalha?” Ele é profissional liberal. Tem um negócio de aluguel de barcos, negocia propriedades… por acaso pra ser “trabalho” tem que bater cartão todo dia? E se não trabalhasse? Isso lhe tiraria o direito de criar o filho? Por acaso se algum de vocês ficassem desempregados iriam aceitar perder a guarda dos seus filhos? Sério, gente, pensem um pouco antes de falar. O preconceito embutido nessa pergunta é inimaginável. Coisa de Boris Casoy.
- “Ele aceitou 150 mil dólares dos sogros” e “Ele está querendo arrancar 500 mil dos avós” Quem perde o processo paga a conta. Por acaso vcs têm idéia quanto custa contratar uma equipe de advogados especializados em justiça internacional por cinco anos? Eu acho que esses advogados, se estão levando só 500 mil dólares por todo esse trabalho, tão levando pouco, ainda. Ah, e os 150 mil que ele aceitou dos sogros foram os próprios que ofereceram, pra que fossem retirados do processo americano. Eu pergunto: quem é que oferece dinheiro pra retirar nome do processo? Alguém que não tem culpa no cartório, não é, com certeza.
- “Tem testemunhas de que ele batia nela, era violento” Meu amigo, dá uma ligada pros advogados da família brasileira se vc tem esse tipo de prova. Se houvesse isso, realmente, vc acha que o garoto tinha voltado? É lógico que não. Se o David batesse na esposa e/ou no filho, eu mesmo seria a favor que ela fugisse de casa com a criança. Agora, é claro que isso é mentira. A própria mãe diz que o David era um ótimo pai e não há sequer acusação contra ele, quanto mais provas. Wilma Lucia, vc não tem vergonha de ser mentirosa, não?
Bárbara - ERRATA
-04/01/2010 às 12:27
Concordo que sua opinião foi muito infeliz neste caso.
Caso Sean venha a se expressar a respeito do processo, acho muito válido, mas ele não tem como dar opinião sobre o que não conhece, o que não lembra.
Ele não sabe mais o que é estar ao lado do pai devido ao atraso da justiça e da burocracia brasileira.
Sean é vítima de Alienação Parental, foi retirado de sua casa e manipulado para parar se manter distante física e emocionalmente de seu pai. Pai este, que em nenhum momento demonstrou falta de capacidade de cuidar e amparar devidamente seu filho e que nunca desistiu de lutar para estar próximo do Sean.
Os casos que você abordou como exemplo, não tem paralelo com esta situação.
Ainda sobre a soberania da opinião do menino Sean, gostaria de ver sua reação caso seu filho de 9 anos, queira brincar com uma faca. Imagino que se este filho quisesse viajar e acampar sozinho pelo litoral, você ira ficar muito orgulhosa de sua ‘independência’. Posso visualizar perfeitamente você defendendo em sua coluna a decisão caso qualquer criança enfadada de ficar em casa, decida morar na casa do melhor amigo. Sim! sua opinião aqui é muito válida, mas em nada corresponde às situações da vida real.
Bárbara
-04/01/2010 às 12:15
Concordo que sua opinião foi muito infeliz neste caso.
Caso Sean venha a se expressar a respeito do processo, acho muito válido, mas ele não tem como dar opinião sobre o que não conhece, o que não lembra. Ele não sabe mais o que é estar ao lado do pai devido ao atraso da justiça e da burocracia brasileira. Sean, foi retirado de sua casa, foi manipulado por pessoas que o mantiveram distante física e emocionalmente de seu pai. Pai este, que em nenhum momento demonstrou falta de capacidade de cuidar e amparar devidamente seu filho e que nunca desistiu de lutar para estar próximo do Sean.
Os casos que você abordou como exemplo, não tem paralelo com este caso.
Ainda sobre a soberania da opinião do menino Sean, gostaria de ver sua reação caso seu filho de 9 anos, queria brincar com uma faca. Imagno que se este filho quisesse viajar e acampar sozinho pelo litoral, você ira ficar muito orgulhosa da independência dele. Posso visualizar perfeitamente você defendendo em sua coluna da VEJA a decisão caso qualquer criança enfadada de ficar em casa, decida no alto de seu dicernimento infantil, a vir morar na casa do melhor amigo. Sim! sua opinião na VEJA é muito válida, mas em nada corresponde às situações da vida real.
Ana
-03/01/2010 às 21:29
Concordo com o artigo, mas agora é tarde demais.
Acho estranha a apatia do pai biológico nas entrevistas
concedidas à NBC após a chegada nos EUA. Parece
que após o fim da batalha judicial lhe restou um vazio, o que
me me faz crer que ele era motivado pela vontade de ganhar
e não de realmente ter o filho consigo.
Agora ele deveria concentrar suas energias em ser pai e não em
outra ação judicial, mas talvez ele consiga fazer as duas coisas
ao mesmo tempo novamente – enquanto lutava pela guarda
ele tinha disposição para vender camisetas com o rosto
do filho estampado nelas e aventais com foto da ex-mulher.
Eu acabei de assistir o documentário sobre a Bruna. Lamentável…
Ao meu ver a mãe queria a filha de volta por capricho, pois quando a filha
seguiu seus passos ela não a quis mais e ´a jogou´ para o pai, que
nunca a quis. Com os pais que tem ela tem é difícil não fazer o que ela fez.
Assim como Sean, Bruna é a maior vítima. Infelizmente ela fez duas outras:
os próprios filhos.
Torço para que o serviço social americano acompanhe Sean de perto.
adriana
-03/01/2010 às 2:23
Concordo com o texto. A conclusão dos técnicos de que Sean não teria condições de decidir, é válida também como orientação para o julgamento de sua saída do país. Fiquei surpresa com a reação dos brasileiros a favor do pai americano, um desconhecido para todos nós e do qual temos apenas a sua própria versão. Desde o início da estória, quando relata a viagem de férias e o telefonema (que foi gravado, olha só,…porque?) demonstra que manipula os fatos a seu favor. Enfim, agora é aguardar a reação do Sean em relação a tudo isso. Felizmente a família declarou que o caso não está encerrado e que continua ao lado dele lutando por sua felicidade. Quanto à questão jurídica, no caso de uma criança,o seu bem-estar, deveria sobrepor-se a questões de soberania, retaliação, convenções, etc.
Bernardo Labessa
-02/01/2010 às 20:47
Cara Françoise,
Recolha-se a sua ignorância.
Os sogros ofereceram 150000 dolares em um acordo pare que OS SOGROS fossem retirados do POLO PASSIVO da demanda que pedia a guarda de Sean. Dessa maneira, apenas Bruna e Joao Paulo permaneceram como réus no processo e o processo obviamente CONTINUOU, afinal, nunca foi extinto e chegou até a instancia mais alta, o STF.
Sabe porque os sogros ofereceram esse acordo? Porque a justiça americana já os havia condenado e havia estabelecido multa diária. Como os sogros tem bens nos EUA, ficaram com medo de terem esses bens executados. Assim, na véspera de julgamento nos EUA, eles fecharam tal acordo com David Goldman. O acordo previa obviamente que a demanda continuaria contra Bruna e Joao Paulo.
Qual o problema de David Goldman conceder entrevista exclusiva sobre o seu caso? Ele gastou uma fortuna em advogados dentro e fora dos EUA e em custas judiciais e perícias. Se ele tem chance de reaver parte desse dinheiro que ele gastou POR CAUSA DO SEQUESTRO PLANEJANDO POR BRUNA E SEUS PAIS, ele tem mais é que conseguir esse dinheiro. Afinal, uma universidade nos EUA custa muito dinheiro.
Qual a relevância do ofício de David Goldman? Pobre e desempregado então não tem mais direito a guarda de seus filhos? Posso ir na favela e roubar uns menininhos e dizer que “aquela mamãe favelada não ia ter condição de cuidar deles”
Deixe de ser preconceituosa.
Holandês
-02/01/2010 às 14:50
Mayana, você como quase todos os brasileiros foram vítimas manipulação de informações. Todos seus comentários e argumentos defendendo sequestradores internacionais de crianças feitas em relação ao garoto Sean e a seu VERDADEIRO PAI são e foram infelizes. Demonstram um chauvinismo descomunal e total alienação da realidade, do bom senso e de qualquer compromisso com a legalidade. O caso andou e surgem cada vez mais indícios que altos escalões e gente influente do PT estão envolvidos na tentativa de postergar e ludibriar as leis brasileiras e internacionais. Este garoto tem somente uma família, que é o pai.
Roberta
-02/01/2010 às 4:31
O menino deveria ser ouvido? Talvez…se fosse levada em conta a alienação parental sofrida durante 5 anos. Se sequestrados não desenvolvessem um afeto doentio por seus carrascos.
Se assim fosse, as nossas meninas de 12, 13 anos, abusadas por homens mais velhos, também teriam o direito de decidir se queriam ficar com eles, doutora? Deixaria de ser crime? Podem ser “responsabilizadas por seus atos” ?
Dar o direito de decidir depois da lavagem cerebral sofrida por Sean, de apagarem sumariamente o pai da sua vida e colocarem outro no lugar, seria uma piada. E ainda seria preciso mudar as leis, porque sequestro deixaria de ser crime. Menos, doutora, menos…
Marcio/RJ
-01/01/2010 às 22:24
O exemplo das duas crianças citadas não asseguram que o mesmo acontecerá com Sean. Ouvir a criança seria injusto pois a família da mãe teve cinco anos para fazer a cabeça do menino. A mãe, ao querer se separar do marido, deveria ter recorrido a justiça dos Estados Unidos, onde a família foi constituída, onde Sean nasceu. Portanto, trata-se de um sequestro internacional. A família brasileira é cúmplice nesse crime. Com a morte da mãe então, não há o que se discutir. Portanto, a lei tem que ser cumprida. E parem com esse papo que o pai não trabalha, que é pobre etc… Isso não lhe tira o direito ao filho. Ah, ele só quer o dinheiro da família brasileira. Está certo, se o filho estivesse com ele, como serio o certo, nada teria a reclamar. É dano moral, são as despesas judiciais que são altíssimas nos Estados Unidos, viagens ao Brasil, é a cultura deles de processar quem lhes infringe danos morais, emocionais ou materiais. Nós aqui não perdemos nunca a oportunidade de ignorar a lei a nosso gosto. É por isso que eles são o que são e nós o que somos. Lei é lei. Cumpra-se!
Jane
-31/12/2009 às 20:27
Claro que o menino deveria ser ouvido e ter o direito de decidir sobre o proprio destino. Mas, as pessoas nao aceitam isso, nao podem nem ouvir falar nessa possibilidade. POR QUE??? O garoto vai ter que engolir mesmo nao gostando? Criticam tanto os avos maternos, o padrasto, ignoram a irmazinha e nao querem nem saber a opiniao do Sean! Para a maioria parece nao ter a menor importancia.
Clarice
-31/12/2009 às 14:45
Cada caso é um caso…nao devemos generalizar.
Penso que uma criança de 09 a 10 nao tem condições de decidir nada.
Mesmo os ingleses, não deveriam ser punidos, pois nao tem idade nem maturidade suficiente.
Não entra na minha cabeça, uma pessoa achar no direito de se apossar de uma criança que tem pai vivo.
A justiça foi comprida tanto pela forma natural como legal.
danav
-31/12/2009 às 12:43
Se vc é cobrado indevidamente pelo Serasa, tem direito a indenização.
Qdo vc sai de uma loja e o alarme apita, vc tem direito a indenização.
Se algué xinga vc, vc tem direito a indenização.
AGORA, SE VC É PRIVADO DA INFÂNCIA DO SEU FILHO, NÃO TEM DIREITO A INDENIZAÇÃO????
palhaçada né!?
Cara Dra. Mayana, sugiro que a senhora procure a literatura relativa à Síndrome de Alienação Parental, objeto de estudo há 3 décadas nos EUA.
Tenho certeza que perceberá a complexidade da situação, que não permite uma solução simplista como essa que a senhora propõe.
Francoise
-30/12/2009 às 19:03
Eu também concordo com os argumentos da Dra. Mayana
Bruna, como só tinha dois anos, não pode decidir com que familia ficar: seus pais adotivos de Israel ou seus pais biológicos brasileiros e teve sua vida estragada. Aos 22 anos declarou que isso aconteceu porque infelizmente não pode escolher.
A inglaterra julga que meninos de 10 anos podem ser responsabilizados por seus .atos. Por que Sean, com 9 anos não pode se responsabilizar pela decisão de quem vai ser responsável por sua educação?
camilla
-30/12/2009 às 18:54
Já estamos vendo a máscara do pai “biológico”cair, querendo ressarcimento de “500 mil dólares” que supostamente gastou na causa da guarda de seu filho.
Reaver o seu filho deveria ser a recompensa máxima por todo esse sacrifício que alega ter passado.
Françoise
-30/12/2009 às 18:50
Entendi bem os argumentos usados pela Mayana.
Bruna, por ter apenas 2 anos não pode escolher com quem queria viver. Teve a sua vida estragada por causa disso e aos 22 anos declarou que teria sido fundamental ter tido a oportunidade de escolha.
Na Inglaterra julga-se que meninos de 10 anos podem ser responsabilizados por seus atos. Por que então Sean com 9 anos não pode ser considerado responsável por suas decisões?
Françoise
-30/12/2009 às 18:31
A Dra. Mayana em momento nenhum afirmou que Sean deveria ficar no Brasil, mas que deveria ser ouvido e ter o direito de opinar.
De qualquer modo é importante levar em conta alguns fatos:
1) David, o pai de Sean, aceitou 150.000 dólares dos sogros para retirar um processo no qual pedia a guarda do seu filho, logo após a sua saida dos EUA. Ora, um pai que realmente ama seu filho JAMAIS aceitaria dinheiro em uma situação como essa.
2) Agora aceitou ser transportado pela NBC, em avião particular, em troca de entrevistas exclusivas e fala-se também de retorno financeiro. Isso quando o mundo inteiro clama que esse menino foi muito exposto no Brasil…
3) Ninguém comenta onde trabalha esse pai. Será que ele nào estará usando o filho para ter um retorno econômico? O futuro dirá…
Concordo com a Dra.Mayana: a decisão de quem será responsável por sua educação deveria ser de Sean.
danav
-30/12/2009 às 16:47
Dra. Mayana,
o problema é que em situações como essas geralmente ocorre a Síndrome de Alienação Parental, na qual a criança é submetida a um processo de lavagem cerebral que inviabiliza sua manifestação, uma vez que não tem condições de avaliar a questão.
Muitos são os casos em que o pai ou a mãe convencem a criança de que o outro genitor é mal, inclusive plantando falsas lembranças de abusos. Nesses casos, as crianças ouvidas rejeitam contato com o genitor, com base nesses falsos eventos.
Portanto, vejo como inviável ouvir a criança nessa situação.
Até porque a atitude da família brasileira dele foi absolutamente hedionda.
Ninguém (nem mesmos os avós) pode se avocar o direito de arrancar os filhos dos outros.
MARINA MORENA
-30/12/2009 às 15:39
JAIME MEUS PARABENS PELO COMENTÁRIO!!!!!!!!!!!!!!!
cuty
-30/12/2009 às 15:15
tem todo direito de ser ouvido e acompanhar seu pai biologico para o lugar de onde veio e nasceu
Wilma Lucia
-30/12/2009 às 14:27
A mãe do Sean veio embora para se proteger e ao seu filho; tem testemunhas que ele batia nela, não trabalhava e ainda não trabalha, questão básica, como vai sustentar o filho, educação, plano de saúde, roupas, lazer, etc, já caiu na real e agora quer dar o golpe na família que tem boa situação financeira. Meu pai era exatamente assim não tinha responsabilidade alguma com a família e minha mãe teve que fugir de casa , pois o sujeito também era violento, na minha opinião a segurança do menino está ameaçada. O pai teve a decência de contar à ele que está querendo arrancar US$ 500 mil dos avós brasileiros?
Na mesma Convenção que devolveu o menino consta cláusula sobre o direito (humano) da criança de ser ouvida.qu e o sr. Gilmar não aplicou..Até separou os irmãos o que é proibido.
Outra coisa não vi esse pai dar um abraço no menino.
Vamos ser menos legalistas e usar a sensibilidade para entender a real mensagem do texto.
Tem muito jovem estrangeiro vivendo nos EUA discriminados e cujo contexto final a gente já conhece.
Jaime Rivera
-30/12/2009 às 11:41
Muito infeliz seu comentário. A sra mostrou que não tem lucidez para julgar um caso como esses. Não vejo também relação alguma entre genética e este assunto. Finalmente gostaría que a Sra explique, porque chama ao pai do menino de pai biológico?, Eu chamaria de pai heroi, depois de ter que lutar sem desistir um único instante pelo direito legítimo de ter su filho de volta.
Ragiba
-30/12/2009 às 10:20
Pai biologico com certeza, quem vende direito de imagem e aceita benesses de potente rede de comunicação e toma vantagem disto $$$$$, já tirou dinheiro da familia anteriormente, quer mais $500 mil a titulo de “ressarcimento”, quem sabe direito a herança, está ai o filão de ouro visto pelo “pai biologico” (ou teria outro nome oara isto). Interessante que sua opinião e vista como uma ofensa pelo seu colega de revista. Quem sabe agora o Pai de Sean queira que sua irmã vá também para a sua casa para se tornar uma familia feliz e rica.
Rosane Dias
-30/12/2009 às 10:07
Prezada Dra.Katz,
Admiro muito a sra., seu maravilhoso trabalho de esclarecimento e luta pela pesquisa, mas preciso dizer que achei o seu artigo sobre Sean Goldman desnecessario e infantil. Nem parece que foi a doutora quem escreveu.
Primeiramente, se fosse perguntando a Sean Goldman com quem ele gostaria de ficar, em juizo, ele provavelmente diria que gostaria de ficar com o padrasto – que e a figura de pai que foi apresentada a ele. Porem, se ele tiver oportunidade de dizer o que ele acha sobre a vida, ele tambem dira que pode voar como o Super-Homem, que tem um monstro no armario dele, e que ele tem um amiguinho chamado Joao que e imaginario, porque ele tem 9 anos e uma crianca de 9 anos, que foi sequestrada ao 4 anos de idade, tirada do pai e levada a outra pais, tem pouca ou nenhuma chance de amar o pai grandemente e optar por viver com ele em um pais do qual ele se lembra vagamente e separar-se da familia a qual ele esta acostumado, uma vida confortavel e amiguinhos de escola.
Mas isso nao e amor, o que ele sente pela “familia” constituida pelos avos maternos, meia-irma e padastro. O que ele sente e o que os psiquiatras chamam de “Sindrome de Estocolmo”
Em segundo lugar, toda a “nomenclatura” usada no seu texto esta incorreta, porque so pode ser chamado de pai adotivo quem adotou. Ou seja, passou pelo processo de adocao, de uma crianca disponivel, junto a juizes e psicologos.
O Sr. Lins e Silva nao passou pelo processo de adocao.
E David Goldman nao disponibilizou o filho para a adocao.
Portanto, os nomes sao “Pai” para David Goldman.
E “padastro” para o Sr. Lins e Silva, isso para usar de generosidade, porque o termo literal seria “sequestrador”.
Se assim for, vamos parar de viajar, porque se estivermos em praca publica nos EUA e alguem achar nosso filho bonito, podera simplesmente toma-lo, leva-lo para casa e ir para a Justica reinvindicar direitos, alegando que a crianca vive muito melhor com eles, socialmente
Em terceiro, e realmente surpreendente que essa familia que se julga tao poderosa usa de seus tentaculos para todo tipo de demonstracao de poder, de abuso dos recursos legais que nao se aplicam a eles, para ter direito ao que eles nao tem nenhum direito. Usando inclusive do artificio imoral que e incitar a populacao a uma rebeliao contra a Justica, um cacoete nacionalista, como se quisessem nos tirar a Amazonia.
Como se fosse a Copa do Mundo. Se realmente os EUA nao aprovarem um acordo que beneficia o Brasil por conta do caso Sean Goldman (e digo que acho essa alegacao da Sra. Bianchi, avo de Sean, muito risivel e megalomaniaca) estao certos, porque paises civilizados e respeitadores de tratados apenas fazem acordos e mantem relacoes com paises civilizados e respeitadores de tratados, e o Brasil estaria se monstrando um pais nao repeitador de acordos e indigno de confianca caso nao devolvesse Sean ao pai americano.
Essa “familia” de Sean no Brasil nao o ama. Se o amasse, nao o teria exposto a todo tipo de invacao da midia, a ser entregue como um pacote na embaixada americana, chorando, exposto naquele circo armado por eles mesmos, que nao estacionaram o carro dentro da ambaixada americana porque queriam que o menino fosse fotografado aos prantos, desesperado pela eminencia da perda da ‘familia” e do encontro com o “algoz”.
Se o amassem, fariam o possivel para que o menino tivesse sanidade mental, a figura de pai (que esteve sempre disponivel para ele, nao o abandonou como fizeram de tudo para parecer), para que o menino tivesse um desenvolvimento normal, numa familia funcional, direito a privacidade, ao direito de escolher verdadeiramente, nao sobre a pressao de estar rejeitando seus avos, “pai” postico e irmazinha, mas verdadeiramente, com tempo, com convivencia, e com consciencia – nao enquanto crianca – que rumo ele quer ter na vida.
Se o amassem, ofereceriam ajuda financeira a David Goldman, tendo eles mais posses, ao que parece, para que ele pudesse manter o neto com o padrao ao qual esta habituado, ao inves de “depena-lo” em custos advocaticios de justica internacional, hoteis, passagens aereas, para ter apenas direito que tem pura e simplesmente, como direito a vida, ar e a luz do sol, que e o de ter o privilegio de ver crescer o seu filho.
Se o amassem, nao o fariam escolher entre abdicar e rejeitar do pai pra ter os avos, padastro e irma, que e uma escolha de Sofia tao cruel que nem o adulto mais bem resolvido conseguiria fazer.
Nao podem ama-lo. Pode ser orgulho, pode ser vinganca porque o casamento da filha nao teve sucesso, pode ser simpatia ao orgulho macho do Sr. Lins e Silva, mas amor nao pode ser.
DEKA
-30/12/2009 às 8:13
Concordo com o texto publicado pela sra Zatz, estou vivendo um caso parecido no exterior, e nao posso voltar para o Brasil porque o pai nao quer assinar o papel de saida de minhas filhas, é como se fossemos exilados politicos, claro que poderia fazer como Bruna, mais minhas filhas iriam sofrer, conclusao sofremos muito agora com um separaçao letigiosa, nao temos muito apoio do governo brasileiro no exterior e temos que aguentar as leis do outro pais e o bem querer do conjuge que usa e abusa da proteçao do seu pais, se Bruna nao tivesse feito isso estaria até hoje aguentando o que ao meu ver, se uma mulher decide fugir do seu marido alguma coisa esta errada, porque ela nao disse simplesmente que queria se separar e voltar ao seu pais? Possivelmente como eu somos estrangeiros e descriminados, em consequencia acho importantissimo que as crianças sejam ouvidas , elas sao sim capazes de saber o que querem ou nao.
Oliver Toledo
-30/12/2009 às 1:31
Mayana Zatz
De acordo com sua lógica, um menino de 9 anos, já que pode ser responsabilizado pelo seus atos criminalmente, também poderia então firmar um contrato de compra e venda, vendendo todos os seus bens por 1 centavo para o seu coleguinha. Afinal, se pode ser preso, pode dispor dos bens também, ou não? NAO MISTURE RESPONSABILIDADE PENAL com CAPACIDADE PRA PRATICAR ATOS DA VIDA CIVIL. LEIA UM MANUAL DE DIREITO.. PELO MENOS A PÁGINA 1 ANTES DE ESCREVER
Dois… a menina BRUNA FOI LEGALMENTE ADOTADA. Foi LEGALMENTE DADA A ADOCAO. Ela não teve oportunidade de escolha. Mas é óbvio que depois de ter se ferrado na vida, ela vai dizer que prefereria ficar. Será que daqui a 20 anos, se Sean fosse abusado pelo padrasto e espancado pelos avós ele diria que preferia ficar ou partir?
A diferença é que Sean não é um menino ADOTADO cujo pai quer reaver a guarda. Sean é um menino sequestrado internacionalmente cujo pai tenta recuperá-lo desde o INSTANTE ZERO. O seu “pai biológico” é também seu único pai e seu unico progenitor VIVO. Ficar 5 anos ILEGALMENTE com o filho de alguém não te faz PAI de ninguém.
O padrasto deve amá-lo muito é? E o pai, que está a 5 anos nessa batalha e gastou 500 mil dolares em advogados e custas judiciais? Nenhum comentário ao amor do “dono do esperma”??
Que tragédia o seu texto
TRAGÉDIA
Fran
-30/12/2009 às 0:30
Dra. Mayana
em 1986 eu tinha 17 anos, era muito jovem mas lembro bem do caso da Bruna, naquela época achei 1 absurdo voltar a guarda para os pais biológicos que não tinham condição nenhuma de criar a criança, qualquer um via que os pais não estavam preocupados com a criança e sim com a idéia do retorno financeiro que poderiam ter… bom deu no que deu… e quanto ao Sean , bem veremos quando o dinheiro que o sr. David Goldman arrecadou com este caso acabar o que vai acontecer ….se bem que já está aparecendo na mídia que ele esta exigindo U$500 mil dos avós maternos …
Anna Julia
-29/12/2009 às 23:07
Boa noite, Dra Mayana
Por acaso a Sra. é amiga dos Bianchi e dos Lins e Silva?
Somente uma relação de amizade justificaria uma geneticista renomada usar sua coluna em uma revista de circulação nacional para defender uma tese desprovida de respaldo científico e eivada de preconceito e patriotismo barato.
Ao tentar manipular os seus leitores utilzando-se de exemplos bizarros e de extremo mau gosto a Sra jogou por terra a sua credibilidade profissional.
A partir de hoje vou checar todas as informações fornecidas em seu texto antes de considera-la verdadeira.
É uma pena
Roberto A
-29/12/2009 às 22:44
Não há justificativa para o crime cometido pela família do Rio de Janeiro. Foi sequestro sim. Agiam como predadores e Sean era a sua presa, à qual haviam se afeiçoado e aos poucos iam lhe devorando os sentimentos. Veja o gato brincando com o ratinho entre as patas. Não há diferença. Pai e filho vão ser felizes e vão conseguir superar este trauma. Resta à justiça estipular uma boa indenização ao David pelo que gastou e pelos sofrimentos pelos quais passou ao longo dos últimos anos.
Já quanto à infeliz colunista, é de se reconhecer que teve muita coragem para dizer o que disse. Espera-se dela que tenha a mesma coragem para vir a público reconhecer o seu equívoco ou então apresentar novos argumentos contra os tão bem fundamentados comentadores que me antecederam.
Por último, meus cumprimentos ao ministro Gilmar Mendes pela decisão.
Carlos
-29/12/2009 às 21:56
Dra Mayana ,
Analisando seu artigo em alguns pontos
1-Por outro lado, no Brasil ele tem a irmã, os avós e um pai adotivo que deve amá-lo muito, porque senão não estaria brigando tanto para mantê-lo.
Primeiro que não é pai adotivo e sim padastro . Segundo ..e o pai verdadeiro ? Tbém não o ama a ponto de estar brigando tanto por êle
2-Pergunto: se a corte inglesa, reputada por seu altíssimo nível intelectual, julga que meninos de 10 anos devem ser responsabilizados por seus atos, será que um menino de 9 anos não tem a maturidade para decidir onde e com quem quer morar?
Desculpe-me ..mas a Sra misturou laranjas com abacaxis . O primeiro caso diz respeito a morte cometida pelos garotos
No segundo , o garoto Sean estava vivendo sob forte influencia da avó materna e do padastro . Uma coisa é uma coisa , outra coisa é outra coisa
3- Examinando o caso da Bruna , a Sra poderia garantir com absoluta certeza que o Sean não poderia vir a se tornar um alcoolatra e drogado mesmo vivendo com a avó e com padastro?
Finalmente ,
4- A Sra já imaginou a dor do pai quando a criança foi retirada de seu convívio ?
5 – A Sra ficaria completamente confiante e tranquila em deixar que uma criança de 9 anos decidisse o seu destino ( o da Sra ) ?
Tenho toda uma admiração pela senhora e seu trabalho, mas não posso concordar com seus argumentos nêste caso
Atenciosamnte
jose techy
-29/12/2009 às 18:58
TRF-RJ 3 de Junho de 2009 ordenou a entrega de Sean ao pai americano.No dia seguinte Marco Aurelio do STF anulou esta decisão…O senador Dornelles do RJ apoiou esta decisão.Usou a tribuna e falou .Quando li o texto da Dra genetecista veio a lembrança do discurso do senador. Tudo o que o senador disse a Dra repetiu.Pensei, sera se um colunista por qual motivo não tenha aprontada sua tarefa tenha copiado tal relato do simpático senador?
Kelli
-29/12/2009 às 18:35
Verdadeiro absurdo, sou professora e ainda convivo com a ingenuidade infantil , mesmo quando eles já se acham adultos.Se alguem sequestrar meu fllho luto por ele e sou capaz de cometer uma bobagem,isso é “genético”?
Roberto Berlinck
-29/12/2009 às 17:52
Prezada Mayana,
Me desculpe a intromissão neste assunto tão polêmico, mas gostaria de solicitar sua colaboração comentando um artigo que foi recentemente publicado na revista cell Steam Cell, e comentado no meu blog: http://scienceblogs.com.br/quimicaviva/2009/12/vitamina_c_e_celulas_tronco.php
Muito obrigado.
Cordialmente,
Roberto Berlinck
jorji
-29/12/2009 às 16:11
Simples, cumpra o que determina a lei, o respeito e a valorização das instituições são um dos nossos maiores problemas, a lei é soberana, nesse caso se fez justiça. Mayana, voce citou o caso dos meninos britânicos que foram condenados, pior é a nossa justiça, nem é preciso comentar . O mais importante é o cumprimento da lei e o bem estar do menino, o Oliver Stone já deve estar pensando em filmar essa novela.
Ameríndia
-29/12/2009 às 15:25
Boa tarde,
Com certeza é preciso dar voz ao principal envolvido em uma disputa dessas: a criança. Mas noto no caso Sean Goldman um extremo egoísmo por parte da família materna. Avós e padrasto, ao desafiarem os ditames de Haia, ensinam a desrespeitar a lei. Ao invés disso, deveriam eles cuidar para que pai biológico e filho se reaproximassem gradualmente até chegarem à sadia convivência.
Os apegos e paixões da família brasileira encobrem o descuido inicial da mãe, que desprezou a figura paterna original e impôs outra, a última se apresentando na mídia ora como vítima, ora como santo de altar (manobra delicada de experiente advogado). Como seria edificante ensinar ao neto e ao enteado o valor de ter duas famílias, dois núcleos de afeto, pondo, assim, fim à alienação parental escancarada pela imprensa.
O núcleo brasileiro deveria, pelo exemplo, ensinar Sean a ceder, assim como o pai o ensinou a esperar. Duas lições fundamentais para a vida.
Wallenberg
-29/12/2009 às 13:30
Dra. Zatz,
A senhora não fala como cientista. Fala com o coração sangrante e os olhos lacrimejantescaracterísticos dos brasileiros que, sempre que um assunto desse tipo vem à tona, reagem da mesma maneira. A lei é que deve ser respeitada e o Brasil assinou tratados internacionais que garantem a devolução de crianças subtraídas aos pais sem o consentimento de um deles. O que ocorreu no caso de Sean foi puro e simples sequestro, que a família brasileira chorosa e advogados mal-intencionados tentaram distorcer. Tenho duas filhas e, se um dia a mãe levasse uma delas para longe de mim e eu ia buscá-la no inferno. Então pare com essa história de que é a vida do garoto etc. Deixemos que viva com o pai nos EUA e, daqui a alguns anos, quando for maior, ele pode decidir voltar. Conheço muito pouca gente que, depois de viver nos EUA quis voltar para cá. Além disso, o pai do menino adimitiu considerar visitas da avó ao Sean. Agora eu, se fosse ele, visitas do chamado “pai adotivo” (o cara não adotou o menino — e nem podia, já que ele tinha um pai biológico que o queria de volta) visita desse cara eu não permitia.
Um abraço
PS. Pense como cientista, faça jus ao prêmio que recebeu e anunciou aqui com tanta fanfarra, imprópria, aliás, de um… cientista.
Caíque
-29/12/2009 às 12:43
Deixa eu ver se eu entendi. A sua teoria é a de que o Sean deveria ter sido ouvido já que ele poderia ser condenado por assassinato na Inglaterra ou ainda o seu pai pode abandoná-lo grávido quando ele tiver 13 anos.
Sinceramente, Dra. Mayana. De quem depende de rigor científico para ganhar a vida é dos raciocínios mais imorais de que já tomei conhecimento.
Espero que pelo menos em seus comentarios sobre genética a senhora tenha um mínimo de cuidado com o que diz e honestidade sobre o seu domínio da matéria, já que nesse caso eu dependo da sua “tradução” pra compreender o tema.
janice
-29/12/2009 às 11:30
CHAMEM SALOMÃO PARA DIVIDIR ESSA CRIANÇA !!!! Em nota oficial a família brasileira disse que vai continuar com os processos para trazer o menino de volta. Partam-no ao meio.
A opinião de Olívio é muito boa.
Humberto Pratagy
-29/12/2009 às 10:14
Os nacionalistas não enxergam um polegar adiante do nariz. Olham apenas para seus umbigos. São cegos e julgam tudo territorialmente. Porque o padrasto teria mais direito que o pai em ter a guarda do garoto? Ha, lembrei, o padrasto é brasileiro e o pai, não. Tenha paciência! Não somos melhores e nem piores do que ninguém. Somos apenas “iguais” a todos, com os mesmos direitos e deveres que todos os outros povos. Apesar do chanceler maluco que nós temos, o promoter da loucura em Honduras, temos, como signitários, de respeitar os acordos e as convenções internacionais. Fiquei desanimado com seu artigo. É um ponto de vista, mas muito mal elaborado.
toninho corinthiano /pindorma=sp
-29/12/2009 às 9:46
Muito infeliz o seu comentario, parece texto pago da familia brasileira do garoto, lamentavel
Marco Aurélio
-29/12/2009 às 9:40
Emoção sem usar a razão não resolve. Mesmo sendo leigo, uma regra básica do direito é que a criança fique com seu pai na ausência da mãe. Sean seja feliz ao lado do seu pai que legal e legitimamente deseja ficar contigo.
Milena
-29/12/2009 às 7:32
Dra Mayana,
Respeito muito a qualidade de seu trabalho na pesquisa com células tronco, porém, neste texto, sou obrigada a discordar de três pontos:
1. No caso dos dois jovens assassinos ingleses, eles cometeram um crime, portanto, deveriam ser julgados como criminosos.
2. No caso do garoto Sean, não há razão para falar em “pai biológico” e “pai adotivo”, porque não se trata de adoção legal. Não houve adoção. Repito: não houve adoção.
3. Como já devem ter mencionado aqui, o caso de Sean Goldman parece, claramente, um caso de Síndrome de Estocolmo, em que o seqüestrado desenvolve relação afetiva com o seqüestrador.
Decididamente, dra. Mayana, sou forçada a dizer que, desta vez, a senhora foi um tanto infeliz no seu texto.
Obrigada,
Milena
Marco Gaúcho
-29/12/2009 às 5:10
Chê, fiquei muito feliz ao ler os comentários dos leitores. E foram muitos. TODOS, à exceção de um ou outro xiita, condenaram a tal “família brasileira”, criada pela mídia. A família do garoto é o pai. Que bom que o brasileiro conserva sua capacidade de pensar por conta própria, e soube analisar o caso EMBORA todo o clima criado pela imprensa. Isso me dá muita esperança. AINDA SEREMOS UM PAÍS DECENTE. ESTAMOS DEIXANDO SER UMA REPUBLIQUETA BANANEIRA. Agora só falta dar uns dias de cadeia ( e uma pesada multa) prá tal avó por desacato à autoridade, e encerrar o caso.
FINALMENTE SOMOS UM PAÍS !! E se a avó quer ir visitar o neto em sua casa nos USA, que o faça com seus próprios recursos, como todo mundo faz…
BETHS
-28/12/2009 às 23:23
Lamentável seu comentário! Totalmente despropositado!
Usando a sua própria lógica, será que a mãe quando seqüestrou o Sean, perguntou a ele se concordava em ser covardemente separado do pai?
Mais uma pergunta depois de todas as tolices perpetradas no seu post: onde fica a obediências às leis e acordos, nacionais e internacionais? Ou isso não importa também?
J.Ribeiro
-28/12/2009 às 21:28
Acabo de reclamar injustamente sobre suposta censura ao meu comentário que na verdade foi feito em 23/12 e não em 24/12.
Acabo de encontrá-lo entre tantos… Fui precipitado, me perdôe…
Flávia
-28/12/2009 às 18:33
Mas é o mesmo que dizer: “se você não quer drops porque está andando de bicicleta?” Quero dizer com isso: apesar de parecer que tem a ver uma coisa com a outra, porque a imprensa tendenciosamente tratou a coisa toda como sendo um “pai biológico” querendo a custódia de um pai adotivo, (o que não era o caso), não é a mesma coisa. Os dois casos que Mayana usa como exemplo levam a erro por parecerem em nome, a primeira vista. Mas analisando melhor, percebe-se que, no caso da menina, o erro foi o fato de a terem tirado de “pais adotivos”, o que o senhor Lins e Silva não era, e no caso dos meninos de 10 anos condenados como adultos, o raciocínio é: se tiveram maldade suficiente para matar alguém, sabendo o que estavam fazendo, já tinham idade para serem julgados como adultos. Não tem nada a ver com o caso do Sean, que acredito que já tenha maturidade para entender o que está acontecendo, mas não a *liberdade* suficiente visto que ao ter convivido tanto tempo com a família materna e portanto tendo muito mais forte na cabeça dele, a versão da família materna do que a do pai, não teria ele a liberdade de ver a coisa toda de fora, sem coerção, que, lendo a peça que o juíz escreveu a respeito, ficamos sabendo que houve, em pelo menos um episódio, o episódio de quando Sean ao ser perguntado pela primeira vez onde queria ficar, ele disse “tanto faz”, ao que a psicóloga interpelou veementemente e sem critério: “tanto faz?!” E que a partir disso, o menino começou a dizer que queria ficar no Brasil, e a olhar para a psicóloga em busca de aprovação. Já ouviu falar na Sindrome de Estocolmo? Pois é, se aplica aqui.
Renato
-28/12/2009 às 17:59
Oi. Fui seu aluno no curso de Genética Clínica, quando estava no primeiro ano da Faculdade de Medicina da USP. Naquela época, tive a impressão de que a Sra. é uma pessoa extremamente competente e bem intencionada, e concordo com sua posição em relação ao direito da criança de ter sua opinião ouvida e sua posição respeitada. Porém, acredito também na avaliação dos psicólogos e assistentes sociais, e antes de mais nada, acho que o pai deveria ter garantido seu direito de participar da criação e educação de seu filho. Não dá pra esquecer que a mãe teve uma atitude no mínimo questionável, aproveitando-se da boa fé de seu marido para vir ao Brasil passar férias com o filho de ambos e a seguir informando-o por telefone de que o casamento estava acabado e que nem ela nem a criança retornariam. Acho também ofensivo que ele seja caracterizado como “pai biológico”. Não, não é o caso. Ele é o pai VERDADEIRO desta criança, não o padrasto, por mais amoroso que seja este último. Apenas um pai verdadeiro lutaria por seu filho como este homem fez… “pai biológico” é só um reprodutor. Felizmente, ambos estão juntos agora. Se o futuro do garoto será melhor ou pior lá do que seria aqui, é impossível dizer. Só podemos saber que ele está com alguém que parece amá-lo o suficiente para enfrentar todas os obstáculos impostos por uma família que agiu de maneira pouco honrosa (para dizer o mínimo), abusando de poder econômico e contatos em altas posições. Espero que a partir de agora, esta criança e seu pai sejam muito felizes.
Olívio
-28/12/2009 às 17:43
Sra Zatz.
Você teve muita coragem de expor sua opinião sobre este caso e por isso merece meu elogio, apesar de minha opinão ser contrária aos seus argumentos. Já dizia um famoso filósofo: “Posso não concordar com nenhuma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las”. Realmente, temos que ter o cuidado de separar o sentimento da razão neste caso e é por isso que estamos sujeitos a aplicação das Leis. Ainda nesse contexto, é imprópria e complexa a relação com outros exemplos, porque não há lógica em pressupor a repetição de fatos. Há os exemplos que favorecem um lado, como os que você citou, mas também há os que desfavorecem e que também precisam ser mencionados (p.ex. o caso do menino Pedrinho sequestrado na maternidade, cujo desfecho todos conhecem, mas vale lembrar que ele optou por morar com os pais depois de ter sido criado vários anos por uma falsa mãe). Enfim, todos temos o direito de expressar sempre sobre todos os assuntos, porém no seu caso a responsabilidade é maior e por isso antes de emitir sua opinião você deveria submeter seus sentimentos à razão dos fatos.
AMüller
-28/12/2009 às 17:16
Ele veio pequeno e não pode decidir sem uma experiência de conviver com o pai biológico. Eles tem esse direito. No mesmo período de tempo, 5 anos, tendo 14, com certeza terá uma opnião e saberá fazer uso dela. Até porque os avós maternos manterão uma ligação bem estreita com ele.
Há uma regra geral que dá preferência aos pais. Assim essa regra deve ser seguida como base para este típo de situação, mesmo que aconteçam casos como a da menina Bruna.
Murilo Oliveira
-28/12/2009 às 16:29
Alguém tem noção de quanto custa contratar advogados no Brasil e Estados Unidos para conseguir ganhar uma causa? Ainda mais de uma gangue poderosa da elite do Rio de Janeiro? Se David Goldman fez acordo de excluisivade com a NBC, foi para garantir que teria condições de levar seu filho de volta para a casa.
Dra. Zatz, a senhora é amiga da gangue poderosa da elite do Rio de Janeiro?
Sobre ouvir a opinião da criança, é totalmente descabido. Se perguntarem para uma criança de 9 anos se ela quer morar com o Bob Esponja, vai dizer sim na hora.
Sou filho de pais separados. Tinha época, que eu passava uma semana na casa de um, outra semana na casa de outro. Eles moravam na mesma cidade. Sempre na hora de ir para a casa do outro, era dificílimo para mim. Imagina então para um garoto que mora há 5 anos com uma gangue fria e manipuladora.
rooooooooooo
-28/12/2009 às 14:56
A mae veio embora porque queria se separar daquele um, e nao sequestrou ninguem como estao dizendo, apenas trouxe o SEU FILHO com ela , como é de direito em principio de qualquer mae descente, e que pelo menos consta nao tem nada que a desabone. Porque que ela tinha que vir embora e deixar o filho para traz??????????? Veio quieta porque queria se separar e aquele um (que p/ mim ele nao é um pai adequado) nao ia lhe dar a separaçao. Porque temos que acreditar só no que o americano diz e nao que a brasileira dizia??????????????
mauro dias martins
-28/12/2009 às 14:28
É a primeira vez que vejo um texto explicando a “Síndrome de Estocolmo” geneticamente. Sua tese corrobora com aquela daquele Senhor que queria exterminar seu povo.
Humberto Pratagy
-28/12/2009 às 14:22
Acho que a cara colunista vestiu a camisa verde e amarela e esqueceu que a aplicação da lei não deve levar em conta questões do coração. Neste caso do garoto Sean, o STF apenas aplicou a lei. Certamente os colunistas americanos estavam todos torcendo pelo retorno do garoto. O seu artigo começa com um erro grosseiro ao se referir ao Sr. David como “pai biológico” e ao padrasto como “padastro”. Pai e padastro já não se definem? Desculpe mas foi muito redundante. Numa pesquisa da Folha online mostra que apenas 18% dos internautas acham errado o garoto ter sido devolvido, apenas da exposição maior do parecer dos avós maternos. E aquele circo montado pela familia brasileira do garoto, quando de sua entrega, mostrou que eles não são lá tão bonzinhos quanto a mídia sempre pintou. Sou pai e faria a mesma coisa que o pai fez para reaver seu filho.Esse é um direito sagrado. Porque um padrasto deve ter direito mais que o pai? Só na sua cabeça nacionalista.
Ivair Duarte
-28/12/2009 às 13:45
Pergunto o que a Sra. E GRANDE PARTE DA IMPRENSA QUER DIZER COM PAI BIOLÓGICO? POR ACASO O PADASTRO OBTEVE A GUARDA DA CRIANÇA? AGORA DEVEMOS OUVIR A CRIANÇA AO INVÉS DE OUVIR A LEI. OU DEVEMOS OUVIR A VOZ DA RUAS? O DIREITO ACHADO NO LIXO.! VAMOS CONSULTAR O EXECUTIVO??? SÓCRATES QUANDO ESTAVA SENDO APEDREJADO PELA MULTIDÃO OS JUÍZES RIAM…PORTANTO A LEI SEMPRE O ESTADO DE DIREITO DEVE PREVALECER. ESTE MENINO ESTARÁ,SENDO CRIADO NUMA DEMOCRACIA. LONGE DOS PETRALHAS.
GRAÇAS A DEUS.
rooooooooooo
-28/12/2009 às 12:43
concordo plenamente coma dra. mayanae pergunto: será que esse menino nunca será ouvido?????? porque a justiça nao quis ouvi-lo?????????? porque??????????? politica?????????
joão ferreira
-28/12/2009 às 11:42
Dra Mayana
O meu pai dizia com muita propriedade: “Um burro calado passa por sábio”.
No artigo acima a Sra mostrou toda a sua ignorancia e arrogancia ao escrever sobre o que nada sabe.
Por favor,atenha-se à genética elementar.
Grata
Carlos
-28/12/2009 às 10:04
Não concordo com Dra Mayana..
Pelo que li , houve um erro desde o começo ..Uma especie de “sequestro” de acôrdo com a convenção de Haia
Uma segunda coisa é que o garoto tem vivido os seus últimos 5 anos sob a influência dos familiares brasileiros. Seria lógico portanto êle escolhê-los em detrimento do pai biologico. ou seja ..o pai biólogico perderia 2 vezes
De qualquer maneira , achei que a cobertura da imprensa foi muito falha sobre o assunto. Por que o garoto vivia com os avós e não com o pai adotivo ? pq niguém procurou saber relamente se o pai biólogico tentou reaver o filho nos 4 anos anterior a morte da mãe ..se sim ..de que maneira ?
Vamos aguardar o que acontece ..e não pré julgar o que pode acontecer. Por estas razões não posso concordar com a Dra Mayana
Caio Bastos
-28/12/2009 às 9:15
Análise lamentável. O simples fato de chamar de “pai biológico” o pai de Sean (não existe pai adotivo no caso, apenas um empedernido e poderoso padrasto) já denota que a autora foi cooptada pelos “fora da lei”, que deitaram e rolaram com sentimentalismo barato. O sequestro terminou. A lei foi cumprida. Simples assim!
Vicente Baldo
-28/12/2009 às 9:14
Especificamente nesse caso, discordo totalmente do seu comentário. O pai biológico tem todo direito de criar o filho. Houve, sim, ao que tudo indica, a manipulação sensacionalista do fato a partir da família brasileira. Até que se prove o contrário, o pai biológico e a família americana apresentam condições normais de criar o menor. O STF julgou corretamente. Maior compreensão e menos egoísmo da parte da família brasileira teriam evitado tudo isso.
Artur
-28/12/2009 às 2:46
Acho que a esta altura, depois de ver o Sean subindo espontaneamente, atrás do David, a escada do avião, e sorrindo ao lado do pai no avião, depois de ter sido exposto a um circo de mídia pela “família” brasileira, sabemos todos o que era melhor para ele.
Não acho, sinceramente, que o padrasto ou a avó materna ou a falecida Bruna amassem o Sean. São pessoas cruéis, disfuncionais, não sabem o que é amor. A avó e o padrasto, que deveriam estar pedindo desculpas ao Sean agora, depois que tudo já passou, chamam de “covarde” a decisão que reuniu pai e filho. O padrasto diz que foi iniciativa do Sean chamá-lo de pai. Deveria ter dito: “não, você tem pai, é o David”, mas aceitou alegremente tomar o lugar que não era seu, contribundo para a confusão da criança. Se o padrasto o amasse, o teria entregado imediatamente ao pai quando a mãe dele morreu. Se a Bruna, sua mãe, o amasse, jamais o teria separado do pai. Ela foi cruel com o Sean e com o David.
Sean foi ouvido no Brasil, como consta da sentença de primeiro grau. Disse, a princípio, que “tanto faz” morar no Brasil ou nos EUA, mudando de idéia depois de perceber que a entrevistadora ficou descontente com a resposta. Depois de cinco anos forçadamente separado do pai e da família nos Estados Unidos, só conhecendo a “família” brasileira, é de se esperar que uma criança de nove anos não consiga tomar a drástica decisão de deixar sua casa e ir morar em outro país.
Sean muito provavelmente sabe diferenciar o certo do errado, entende que roubar ou matar é errado e deveria ser responsabilizado, mesmo tendo somente nove anos, se fizesse alguma dessas coisas, como foram responsabilizados os meninos de dez anos citados no texto. Mas é muito difícil para uma criança de nove anos compreender, aceitar e expressar o entendimento de que a avó e o “pai”, a única família que conheceu nos últimos cinco anos, que aparentemente só dão carinho e o amam tanto, e cuidam tanto dele, estão, a despeito dessa aparência, fazendo um mal enorme e irreversível para ele e para seu pai, ao privá-los de conviverem um com o outro. Como uma criança de nove anos poderia conciliar o fato de que o “pai” com quem ele dorme no mesmo quarto e a avó, sempre extremamente carinhosa com ele, são na verdade sequestradores que pouco se importam com o seu bem-estar, que lhe arrancaram e o mantêm longe de seu pai, que o ama e a quem ele ama? Ora, tal conciliação seria dificílima e dolorosa mesmo para um adulto! Tantos adultos vivem “sequestrados” em casamentos e em “famílias” que só fazem mal para eles porque se negam a aceitar que seus maridos ou esposas, que tanto os amam em um momento, que dão presentes e juram amor eterno, são na verdade monstros que os espancam, que os maltratam e que são incapazes de amar! Se é difícil para certas pessoas adultas se separar de cônjuges que os espancam, imagine a dificuldade de um menino de nove anos em compreender que a avó e o padrasto o estão “espancando” emocionalmente, quando parecem só dar amor!
Se, no entanto, apresentarmos a uma criança normal de nove anos a história hipotética de um menino de nove anos que é raptado, levado para um país estranho e que lá vive com a avó e com um estranho, de quem esse menino acaba gostando e chamando de pai, o que é prontamente aceito e encorajado pelo homem estranho, e perguntarmos a essa criança de nove anos o que ela faria se fosse juiz, se deixaria o menino no país novo ou o mandaria de volta para o país velho, provavelmente a criança, mesmo aos nove anos de idade, perceberá o absurdo da situação e sentenciará claramente que o menino deve voltar imediatamente para sua casa.
Renata
-28/12/2009 às 2:43
Dr. Zatz, fique muito desapontada com sua coluna, esperava uma aboradagem científica e não essas comparações sem pé nem cabeça. Esse menino só sofreu tanto porque o poder financeiro da familia materna e sua influência no poder judiciário prolongaram demais uma situação que desde o começo era ilegal. É triste o menino ter que se re-adaptar aos EUA (ninguem o perguntou se ele queria de sair de lá aos 4 anos). Mas acho ainda mais triste esses menino ser criado por uma familia que se julga acima da lei.
joel
-27/12/2009 às 21:31
Sobre Sean Goldman e de lamentar que essa Mayana e paga pra escrever bobagens….e dificil entender
julio barbosa
-27/12/2009 às 20:27
A colunista foi infeliz em montar esse quadro comparativo. O caso em questão é completamente diferente, pois não cabe a avó a guarda do neto e, sim, ao pai biológico. Para encerrar, o garoto é americano.
lais
-27/12/2009 às 18:52
o padrasto nao ama
nao entendo por que dizem que ele é amado pala avo e padrasto
eles sentem PODER
lais
-27/12/2009 às 18:50
o caso todo foi provocado pela filha
tal mae
tal filha
deu errado
o que começou errado
nao entendo o padrasto dizer em entrevistas
que ele é o pai,ele é fora da realidade tem pensamentos distorcidos,
morreu a mulher ele correu
com o poder que acha que tem e pegou a guarda
a avo e obcecada,autoritária e nao ama se APODERA
Paulo Carlesso
-27/12/2009 às 18:26
Primeira vez que leio um texto de Mayana Zatz. Achei a linha de raciocínio simplesmente absurda. Até poderia a autora do texto concordar ou não com decisão – que acho absolutamente correta – mas com esta linha de raciocínio a defesa da não concordância é algo que não tem o menor nexo.
Sinto Dra Mayana, mas esta não é a sua praia.
Mario Cesar Bueno
-27/12/2009 às 15:28
Sem pe nem cabeca! Nao tem cabimento ouvir uma crianca de 9 anos que foi cerceada durante os ultimos 5 anos de qualquer desenvolvimento de lacos afetivos com o pai. E ha a lei tambem. Foi sequestro!
Mario Borges
-27/12/2009 às 12:00
Dê a Cesar o que é de Cesar……….entendo que esta Avó esta sofrendo muito, como se Ela tivesse perdido uma bolsa Gucci em uma festa, o Pai do menino agora gosa de seus direitos paternos, muitos querem ir para os EE.UU. e não podem, pergutem ao Sean daqui 2 anos se Ele quer voltar para a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, o Advogado Brasileiro da familia Lins e Silva teve seus 5 minutos de fama pela TV , o Ministro Gilmar Mendes mostrou que ainda ha Juizes no Brasil.
Mauricio
-27/12/2009 às 3:54
Sou pai de dois filhos uma com 9 anos e um com 1 ano e 11 meses. Estava torcendo pelo pai do garoto (apelidado nesta coluna de “pai biológico, como se ele fosse um mero doador de esperma, conforme um comentário que li em outra coluna) e envergonhado com a atitude mesquinha da avó e do corporativismo e morosidade do nosso judiciário.
O garoto já estava sorrindo no avião e deve ter curtido de montão com seu pai nos parques de Orlando. Pai e filho sejam felizes.
denise
-27/12/2009 às 2:19
Porque pai biológico? existe outro ??????????? esta senhora ja provou que não sabe lidar com educação visto a atitude de sua filha ( que Deus a tenha ) , por ter dinheiro fazia o que bem entendia voltou ao Brasil com o filho, porque cansou de brincar de casada,deixou o marido sozinho doente e logo casou com outro gerando uma nova criança.Esta menina esta sendo criada por quem? A guarda de Sean estava com o padrasto (viuvo se é que casou) e não com a vó tão amorosa porque??????
Fabricio
-27/12/2009 às 0:47
Cara Sra. Mayana Zatz,
Infeliz é a palavra que melhor descreve o seu texto. Quero crer que a Sra. anda muito desinformada sobre o assunto e ao ler algumas notícias deixou seu lado avó/mãe/mulher falar mais alto e por ingênunidade compôs este texto e não, claro, por ¨tendências¨. 1º – Caso estivesse informada sobre o assunto saberia que a opinião de Sean sobre ficar ou não com a famíla materna, não foi levada em consideração pela Justiça, não pelo fato de um garoto de sua idade não poder decidir pelo seu próprio futuro, mas sim por que uma equipe de psícólogos e assistentes sociais do poder judiciário, após entrevistas e análises com o próprio garoto, chegou a conclusão de que o fato dele não conviver com o pai desde os 4 anos de idade iria pesar muito em sua decisão (é aquela história, como você pode dizer que goiabada é melhor que doce de leite se nunca provou o tal doce de leite). 2º – A Sra. há de concorddar que crianças de 10 anos de idade eram para estar brincando de boneco, carrinho, video game, etc.. e não estarem mutilando e assassinando um coleguinha de 2 anos de idade. Novamente caso se informasse um pouco mais saberia que Jon e Robert não foram condenados apenas pela “consciência” que tinham do ato que cometeram, mas sim porque foram considerados “doentes” e potencialmente perigosos para a sociedade. Aí vem aquela outra história, o seu direito termina aonde começa o dos outros e as sociedades de muitos países mundo afora entendem que mesmo as crianças, com toda a sua purilidade/ingenuidade, quando cometem crimes como esse devem ser isoladas da sociedade e serem reabilitadas, caso possível, em locais adequados. 3º – Outra vez a Sra. comete um grande erro ao tentar induzir os leitores a pensar que pudesse acontecer com Sean algo parecido com o que ocorreu a garotinha Bruna. Infelizmente o caso judicial de Bruna, a garotinha, se deu em Israel um estado que, embora democrático, tem um interferência muito grande da religião e dos costumes judaicos (Nada contra a religião judaica ou nenhuma outra religião qualquer que seja, só acho que um estado democrático deve ser laico e não levar em consideração aspectos religiosos em sua estrutura pública) e talvez isso, caso não tivesse nenhuma denuncia que desabonasse os pais adotivos, tenha levado a justiça de lá a tomar essa decisão. Bom mas deixando o caso da garotinha Bruna de lado, caso a Sra. esteja com medo de que algum crime seja cometido ao Jovem Sean, deveria ter observado que um já foi cometido que é o crime de “Sequestro Internacional” e que foi cometido pela sua família materna. Relembrando: Bruna Bianchi vem ao Brasil passar férias com Sean e acompanhada dos pais, a sua autorização para permanecer no Brasil era apenas para o período das férias, alguns dias após a sua chegada diz a David que não retornaria aos E.U.A e que queria o Divórcio estrapolado o prazo de permanência do garoto no Brasil começou essa longa e dolorosa batalha judicial. Então Sra. Mayana Zatz o primeiro crime, que se tem notícias, cometido contra essa criança foi de autoria de sua Mãe e de seu avós que o separaram de seu pai de uma maneira estúpida e ilegal, visto que o certo seria a Sra. Bruna Bianchi ter retornado aos Estados Unidos dentro do prazo e no estado de Nova Jersey aonde a família efetivametne residia ter entrado com o pedido de divórcio consensual (se possível) ou não consensual (caso não houvesse entendiemento de ambas as partes) e com o pedido de guarda da criança que era dela por direito e que seria, com certeza, concedido pela Justiça do Estado de Nova Jersey, assim como seria estabelecido também os períodos de visitas para que pai e filho pudessem se ver nem que fossem uma vez ao ano nos EUA ou no Brasil, pois em casos judicias que envolvem principalmente “família” a Justiça Brasileira pode homologar decisões de juízes estrangeiros desde que isso não implique em desobedecer alguma lei brasileira.
Espero que a Sra. leia o meu comentário e que procure se informar um pouco mais quando for escrever sobre algum assunto. E espero também que os textos que a Sra. escreve defendendo as pesquisas sobre células tronco, assunto do qual não tenho nenhum conhecimento de causa e conto com jornais e revistas para me informar, não sejam tão levianos quanto essa do caso Sean.
Eduardo Oliveira
-26/12/2009 às 23:17
Mayana, ao contrário do que a sra escreveu em seu texto, o garoto foi ouvido sim no processo judicial. Os psicólogos designados pela Justiça atestaram que ele estava sofrendo pressão da família brasileira e não teria condições de emitir uma opinião própria.
Por que desprezar o trabalho feito por esses profissionais?
JOAO BOSCO
-26/12/2009 às 22:57
PERFEITO SUA COLOCAÇÃO MAYANA. BASTANTE EQUILIBRADA. O MAIOR INTERESSADO NÃO FOI OUVIDO. QUANTO AO PAI , SÓ SE INTERESSOU PELO FILHO APÓS A MORTE DA MÃE.
POR QUASE CINCO ANOS NÃO DEU A MÍNIMA PRO MENINO. DEVE TER AJUNTADO UMA BOA GRANA , POR LÁ E FEITO SEU PÉ DE MEIA. MAIS UNS DIAS COM CERTEZA O VEREMOS VENDENDO SUA HISTÓRIA PARA TV, OU FILME ETC. LASTIMAVEL A POSIÇÃO DO GOVERNO LULA ABANDONANDO A FAMILIA EM TROCA DE TRATADINHO DA MERDA. PIOR QUE ISTO SÓ A POSIÇÃO DO ULTRA-DIREISTA RONALDO AZEDO DESTA REVISTA. AGENTE NÃO PODIA TER ENVIADO O CESARE BATISTI NO LUGAR DO SEAN????
Marilia
-26/12/2009 às 22:47
A vontade de uma criança não pode prevalecer sobre a leis. E se tivesse sido dado ao Sean o poder de escolha ele com certeza, considerando toda pressão familiar, teria optado por ficar no Brasil. Mas, iria amargar para toda vida uma culpa enorme pela rejeição ao pai, por quem tenho certeza tem carinho fruto dos 04 anos que viveu em sua companhia. Se analizarmos todas as fotos/videos em que os dois aparecem percebemos claramente que o pai sempre foi muito presente e carinhoso. E a memoria afetiva trabalhara à favor de sua adaptação `a nova vida, e ,acho até que ele deve estar aliviado de terem decidido por ele e no fundo deve estar orgulhoso de ter um pai que lutou tanto. Que os dois sejam muito felizes!
pacefeco
-26/12/2009 às 19:04
Com certeza a senhora é uma excelente geneticista, mas, ao abordar esse assunto, esquece o XIS da questão:
O Brasil é consignatário de um acordo em HAIA que regula procedimentos sobre o sequestro de crianças, nesse caso, se um pai ou mãe viaja para outro país com os filhos sem o consetimento do outro e não retorna, o país deve devolver a criança ao país de origem e a justiça do país de origem é quem decidirá com quem fica a criança. No caso, a justiça americana deverá decidir. Foi isso que a justiça lenta do Brasil decidiu. Lá, com certeza, a justiça americana ouvira a criança e poderá decidir que ela deve voltar.
PS: Conheço um homem que teve um drama familiar e de pobreza absoluta com violência doméstica que cresceu e virou presidente da república. Já pensou se tivesse ido pra Israel?
Angela
-26/12/2009 às 18:38
Mayana Zatz, estou chocada com o seu artigo. Como dizer que uma criança tem que decidir o seu destino, se tudo o que mais queremos quando crianças é o apoio e a proteção dos pais. Então a criança pode também decidir se quer ou não ir à escola, se quer ou não ficar na rua de madrugada, etc. Você acha, cara DOUTORA, que as pessoas não precisam de um “freio”, de limites? Então, como querer que a criança decida se quer ficar aqui ou lá, após sofrer uma lavagem cerebral. Essa avó descarada deveria ter preparado Sean, senão antes, já que o processo judicial tem 5 anos, pelo menos após a morte da filha, e não vir agora dizer que teria que haver uma transição, pois houve tempo de sobra para essa transição. Ela não permitia que o pai visse o filho, e quando a justiça determinou as visitas no inicio de 2009, o padrasto viajou com o menino para local ignorado assim que o pai chegou para visitá-lo. E mais, essa avó deveria ter dito ao menino de 9 anos que o pai viria buscá-lo para uma viagem, que ele deveria ir feliz e que em breve iriam se rever. Mas ela preferiu fazer terrorismo e deixar o menino assustado. Quanto a você. informe-se melhor nos seus próximos artigos.
andreia
-26/12/2009 às 17:35
A grande questão nao é uma criança viver ou conviver com seu pai bilógico, isto seria muito obvio e natural, se ja nao existisse toda uma historia de referencia e identidade que constitui essa criança. As pessoas estão se atendendo a leis e a questão biologica, somente estes dois ponto e, um humano possui psiquico e emocional , que se trata da individualidade, desejo e a identidade da criança, é posta a parte, porque assim, é muito fácil e obvio decidir, nao é preciso ser ministro.
Por isto, vejamos: Sean pode ser cidadão americano, porem sua identidade é brasileira, está identidade está ancorada no idioma, na cultura, na educação em que a personalidade desta criança foi construída. Além do que (isto é dificil para um pai) mas devemos lembrar que pai, que é pai, não é necessariamente o biológico, mas quem de fato desempenha e se apresenta na função paterna, e, a criança assim o reconhece…podendo ser qualquer um.
E de fato, o direito de escolher de Sean, foi assassinado juntamente com sua referencia familiar, onde foi arrancado e separado das lembranças que tem de sua mae que (depois de 4 anos), são bem claras, e , que mal teve tempo de elaborar, e conviver com a ausencia da mae, que será eterna, bem diferente da ausncia do “pai” (pois isto leva até 2 anos), em seguida a separaçao da casa, dos familiares, dos amigos e, especialmente da irma, que leia-se PERDAS. Se pensarmos, que sua adaptaçao será dificil, indiscutivel, mas será o menor dos reflexos…muitos outros virão, é claro que a intensidade dessas conseuqencias, dependerá muito dos adultos que cuidarão dele e, do comportamento entre as duas familias, só nao pode ser ele a tomar conta disto. Nao é?
Outra questão, é só observarem pelo comportamento nao verbal de Sean, que ao subir no avião “o pai”, acena vitorioso como um politico que ganhou eleição, e Sean, como se fosse a forca com a camiseta do pais que ele se identifica, a referencia de casa que levou, de modo, que este pai está levando o filho como um prêmio….e nao como uma pessoa com pensamentos, desejos e questionamentos. A sra. Mayana, falou nas entrelinhas dos reflexos de toda essa ação entre os adultos e os governos, sobre a vida de Sean, no futuro….que podem ser desde dificuldades de relacionamentos, depressao, fobias até transtornos de conduta, daí ele deverá usar a mesma Lei pra cobrar do pai e dos governos, o prejuizo de sua vida. Nada mais justo.
E, por último vamos considerar, que com 9 anos uma criança diz com todas as letras, que quer o pai. Este pai poderia ser mais habilidoso pra reconquistar e levar Sean, com muito menos sofrimento pra ambas partes e sem espetaculo, sobre o que deveria ser privado e, nao público…a vida de Sean.
Heitor
-26/12/2009 às 16:47
Você que é geneticista, acho, deveria saber que pau que nasce torto, morre torto. As crianças bandidas, serão sempre bandidas, eu já fui criança, e sei que é errado fazer coisa errada. Assassinos psicopatas devem ficar encarcerados desde cedo, pois não têm cura, ainda. Comparar Sean com dois assassinos é bem burro, não é? O direito deve ser respeitado, a mãe não tinha o direito de seqüestrar uma criança e fugir para outro país, fingindo uma viagem.
Memyself
-26/12/2009 às 14:37
Concordo totalmente com o que diz Veridiano, às 13,17 h.
A acrescentar, apenas que seu texto infere que o menino vá ser negligenciado e maltratado nos EUA, o que é um preconceito que eu não esperava de uma cientista.
vera persson
-26/12/2009 às 14:16
Concordo com a opinião do leitor Jayme. Seus exemplos não se aplicam ao caso. A avó se revelou uma pessoa egoísta. Se quer o bem estar do neto deve deixá-lo com o pai. Todos sabem o quanto a familia brasileira tentou impedir o pai de ver o próprio filho e isso é terrível. E ainda, propositalmente, tornaram a saída do garoto o mais dramática e traumática possível, quando tudo deveria ser feito da maneira mis discreta possível. É a ânsia do exibicionismo que fala mais alto e que a mídia aproveita para vender. Desejo que o menino Sean e o pai possam ter um tempo de serenidade e tranquilidade para recomeçarem.
Lucas
-26/12/2009 às 11:48
Texto verdadeiramente deprimente. Uma mistura de conceitos pavorosa, uma total falta de informação. O garoto foi sequestrado por uma mãe delinquente. Nestes 5 anos o pai lutou ininterruptamente para reaver o filho, como é seu direito. E sempre foi negado esse direito a ele, isto pois a família do marido da mãe delinquente é poderosa e riquíssima.
Estudei em universidade pública e após a graduação nunca mais coloquei o pé lá. Tudo por causa dos professores ignorantes, arrogantes e prepotentes. Se julgam donos da verdade e humilham os alunos. Pela sua opinião fora da realidade, acredito que se encaixa nesse perfil.
JULIA
-26/12/2009 às 11:07
ACREDITO QUE A SENHORA SEJA MUITO INTELIGENTE,MAS ERROU FEIO,O SEAN TEM UM PAI QUE O AMA,QUE LUTOU E LUTA POR ELE,JA PENSOU COMO ESSE MENINO SOFREU QUANDO VEIO PRA CA E NAO VOLTOU A VER O PAI,PQ A MAE ASSIM QUIS,ELES FICARAM BEM AGORA,SERAO AMIGOS,O SEAN VAI SEM ESTAR BEM,ESTA COM O PAINAO COM UM CARRASCO.
Alexandre Soares
-26/12/2009 às 10:44
Pelo jeito a senhora nunca ouviu falar em Síndrome de Estocolmo. Que capacidade de escolha teria uma criança que vem sofrendo lavagem cerebral há cinco anos?
Heitor
-26/12/2009 às 9:12
Prezada Mayana Zatz, não se trata de o menino ter ou não o direito de decidir, trata-se de restaurar a a ordem legal das coisas, senão vira uma enorme bagunça internacional. Infelizmente fomos envergonhados, mais uma vez, por nossas atitudes anti-éticas, e o Senado Norte-Americano teve de intervir para puxar as orelhas enormes do nosso judiciário que não prende nem estuprador. O problema é nosso, nós somos um país de cretinos que acham que podem fazer o que quisermos que a lei não nos alcança. Agora alcançou, espero que os EUA retomem a atitude de polícia do mundo pois eles estão cercados de idiotas.
JulioK
-26/12/2009 às 9:02
Concordo plenamente com o Veridiano das 13:17. Mais claro impossível!
A colunista apelou ao corporativismo feminino na defesa da “egoísta louca” da avó.
A filha dela MORREU. Do padastro, nem vou falar o que penso desse sujeito, pois corro o risco de ser processado.
annouk
-26/12/2009 às 8:26
Para os sensatos, este caso ja esta encerrado, faltando evidentemenete detalhes, como acertos de visita, etc etc. MAS… e Sra. Silvana Bianchi, continua armada, querendo e fazendo guerra, o que so prova o que ja era sabido: uma personalidade obsecada e egocentrista. O garoto viajou ha 2 dias, o aviao pousou em Orlando, ha fotos do menino, enfim, esta tudo em ordem. Mas ela quer o controle da situacao. Ela quer telefonemas para confirmar o obvio?? Todo este comportamento descompensado, age contra ela e seus desvairados argumentos. O povo esta vendo que realmente o garoto ( para preservar a sua sanidade) precisara de um distanciamento . Pior, muito pior que a falta de amor, e o amor doentio…
Marco Gaúcho
-26/12/2009 às 8:14
Chê, mais uma coisinha: Se eu fosse o ministro Gilmar Mendes, processaria e faria questão de dar uma “condenaçãozinha” prá avó do menino, pelas suas declarações na imprensa acusando a justiça brasileira de ter vendido o garoto. Assim pode ser que ela aprenda a respeitar leis….Se ela tinha alguma razão no caso, depois das suas declarações perdeu-as todas…
Marco Gaúcho
-26/12/2009 às 8:10
Minha cara, concordo com tudo porém vamos por partes: Existe um tratado internacional, do qual o Brasil é signatário, que diz claramente que nesse caso, a criança deve acompanhar o PAI (padrasto não é pai), e LÁ nos USA a justiça vai decidir, e certamente ouvirá as partes e principalmente o menino. Mas antes de tudo, vamos respeitar as LEIS, senão vira uma anarquia. A família do garoto aqui no Brasil SABE disso, e quer passar por cima. O Brasil tem que escolher: ou decide ser um país sério, onde existem leis, ou decide ser a republiqueta bananeira à la Chávez, onde as leis são feitas conforme o governo da hora…
Nei Moreira
-26/12/2009 às 8:00
Tratados Internacionais são feitos para serem cumpridos.(aguardamos a solução do terrorista Battisti) Que direitos humanos quer a avó do garoto? E os direitos do pai que foram roubados há nove anos? Para que tanto barulho ao entregar a criança na embaixada? Não pensaram no sofrimento que causaram ao garoto? A avó que se cubra da devida humildade e vá pedir ao pai para deixa-la ver o neto. Pelo bem do filho, certamente ele irá autorizar. Os brasileiros precisam entender que Lex sed Lex ( lei é lei )principalmente em paises que seus governantes honram-nas.A pouco tempo tentou-se iniciar um movimento a favor do jovem surfista brasileiro que entrou com uma prancha com muitos quilos de cocaina em um pais asiático,onde a pena para este delito é a morte. Podemos até pedir clemência a seus dirigentes, mas não confronta-los querendo exigir alguma coisa. O Brasil esta precisando urgentemente de leis mais fortes para acabar com a matança que os traficantes estão causando à nossa juventude. Estamos precisando de governança.
maria coelho
-26/12/2009 às 3:46
O DIREITO E PLENAMENTE DO PAI,,,QUE MUNDO ESTAMOS VIVENDO HOJE QUE NEM MESMO OS PROPRIOS PAIS TEM MAIS DIREITO SOBRE OS FILHOS. ELE VIU A CRIANCA CRESCER NA BARRIGA DA MAE, VIU NASCER CRIOU ATE UMA CERTA IDADE, NINGUEM NESSE MUNDO PODE TIRAR O DIREITO DE UM PAI,,,,A DECISAO FOI CERTA. PARABENS STF.
Henrique João Batista
-26/12/2009 às 3:40
Sra. Mayana Zatz, a opinião de uma criança como Sean, vítima de alienação parental, é irrelevante. Foram mais de 5 anos de sequestro, período no qual a avó Silvana publicamente chamou o pai David de tudo: de ladrão falsificador de cheques, de homossexual, de doente, de destemperado. Nada justifica o egoísmo dessa mulher, que privou não apenas o pai como também toda a família paterna do convívio com Sean.
A alienação parental foi confirmada na esfera federal, tanto pelo órgão de primeira instância quanto pelo órgão colegiado do TRF. Diante de todas as mentiras das famílias Bianchi/Lins e Silva, não restou outra alternativa aos magistrados senão devolver a criança apenas a quem realmente tinha boa-fé: o pai.
Gilmar Mendes nada mais fez do que respeitar a decisão do TRF-RJ. Aliás, tudo começou a funcionar na justiça federal, uma vez que o tráfico de influência da família Lins e Silva rola solto no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ali, David Goldman não teria a menor chance.
Nara
-26/12/2009 às 2:37
A colunista foi extremamente infeliz nos argumentos usados neste artigo. Como Sean pode “escolher” se a familia brasileira nao permitiu que ele tivesse contato com o pai por cinco anos? A avo ja demostrou o todos nos o quando ela e manipuladora, preferiu expor o neto ao assedio da imprensa a poupa-lo entrando pela garagem do consulado. Agora esta reclamando que nao fala com o menino a 24 horas, mas impedir o pai de falar com o filho por cinco anos nunca foi problema para a familia dela.
Renata
-26/12/2009 às 2:21
Prezada Dra Mayana… não sou geneticista, sou advogada, mas de longe, como já comentado aqui, sua lógica parece absurda.
A criança já vive sobre uma grande tensão… foi levada forçadamente para longe de seu pai qdo tinha 4 aninhos, 5 anos se passaram, e isso pra uma criança é muito mais significante do que para um adulto… defender a linha de “a criança deve ser ouvida” é o mesmo para pedir que ela fique com a família que a criou, e falando um português claro, o MANIPULOU nos últimos 5 anos, tentando apagar a figura paterna de David, chamando e identificando para o menino, como seu pai, o padrasto – João Paulo.
O garoto foi criado, cuidado e mimado por essa família, chama de pai, alguém que NÃO É SEU PAI, apagaram o verdadeiro pai da lembrança dessa criança… e ainda querem fazer com que ele renegue o próprio pai publicamente? (pq isso iria acontecer).
Era um problema entre adultos, que deveria ser resolvido entre adultos, não simplesmente forçando a criança a sair de seu país ou seu lar, mas trabalhando num processo de transição, em que nenhuma parte saisse perdendo… mas para a família brasileira era TUDO OU NADA, eles tinham a guarda da criança, e não fazia parte dos planos partilhar essa guarda com o pai biológico.
Quanto mais o tempo passava, maiores os prejuizos psicológicos de Sean, e pior a relação entre ele e seu pai, a decisão quanto a guarda já havia sido tomada, mas a família brasileira, em vez de trabalhar numa possível “solução amigável” – partiu pra briga, e PERDEU.
No final, perdeu David, que passou 5 anos longe de seu filho, perdeu Sean que já “perdeu” o pai aos 4 anos, a mãe aos 8 anos e agora a família materna e o padrastro aos 9 anos… e perde com certeza a família Bianchi/ Lins e Silva, mas acho que grande parte da responsabilidade por este sofrimento, é culpa da própria família brasileira, que não encarou a situação com a seriedade necessária, e preferiu manipular uma criança (e agora tenta manipular a opinião pública).
Só tome cuidado com as comparações, o caso da brasileira que cresceu e teve uma vida infeliz, graças a irresponsabilidade dos pais, nem de longe se parece com a vida e a luta de David. Veja os vídeos, ouça as mensagens, o pai NUNCA DESISTIU DO FILHO.
Jayme II
-26/12/2009 às 1:20
Prezada Mayana,
Com todo o respeito que tenho por você, seu trabalho e suas opiniões, me junto às opiniões contrárias à sua de forma veemente.
Além de todos os argumentos já apresentados pelos seus leitores, imagino o meu sofrimento se não me fosse permitido conviver com meus filhos!!!
João Pinho - ex-Conselheiro da O.A.B./Ba.
-26/12/2009 às 0:17
Competentíssima Mayana Zatz:
Apraz-me poder parabenizá-la pela sua respeitada história na área científica, a qual lhe permitiu ser laureada no México, com o Prêmio de Ciência e Tecnologia.
Na espécie, fiquei sensibilizado com o seu agradecimento, no concernente ao meu comentário, sobre às práticas cirurgicas na China.
Com efeito, seu ponto de vista, demonstra a clareza como deve a cidadania se manifestar sobre assuntos da sociedade civil, mesmo que não seja da especialidade do autor da opinião. Tomo como exemplo, a mim próprio. Sou jurista e manifesto sobre genética na imprensa (revista e rádio), me permitindo ser portador de certificado da Sociedade Brasileira de Genética Médica.
Se depreende de sua análise, no caso Sean Goldman, que a ilustre cientista está corretíssima. Seu ponto de vista, segue a linha de entendimento no S.T.F. do Ministro Marco Aurélio Mello, para que o magistrado na primeira instância, em decisão interlocutória, manifestasse sobre a necessidade de que Sean lhe prestasse declarações.
A problemática envolvendo menores, posso falar de conhecimento próprio, como oficial à época, paralelamente estudando direito, fui coordenador de operações especiais na Justiça Criminal e de Menores, onde nos vários casos “sub judice”, que efetuei sindicância para orientar na decisão dos magistrados, a saber: sequestro, guarda e responsabilidade, tutoria e adoção, aos quais os menores eram por mim ouvidos e suas vontades respeitadas com parecer do Ministério Público e sentença favoráveis, com a segunda, prolatada pelo então juiz do primeiro grau, o saudoso desembargador Hélio Lanza, sem que jamais fosse alterada.
Na espécie, embora o caso não guarde qualquer similitude, decisões açodadas no STF, manchou a história do Brasil, a exemplo da deportação nos anos 1930, da jovem alemã judia Olga Benário Prestes, para a Alemanha nazista,com destino certo à morte num campo de concentração, tendo no seu ventre uma menina brasileira, nascida no campo da morte de Ravenscbruck, porque presa grávida na antiga prisão da Frei Caneca, no Rio. Seu feto tinha sido gerado por Luiz Carlos Prestes,
Comenta-se que foi um acordo do Brasil (estado totalitário à época), comandado por Getulio Vargas e o chefe de sua polícia política, capitão Filinto Müller, com o III Reich de Adolf Hitler, situação absolutamente inconcebível no atual Estado Democrático de Direito.
Este comentário é apenas reflexão!
Cordialmente,
João Pinho
Klaes
-25/12/2009 às 22:46
A avo e o marido, desde o início tiveram um papel lamentável neste drama. É mais de que evidente que o menino deveria ficar com o pai biológico, o que eles tentaram impedir de todo jeito. Se fosse o pai, também não daria oportunidade dessas pessoas ainda terem contato com o menino, já estragaram a vida do Sean e do Sr. Goldman de uma maneira desastrosa, e mostraram que não merecer a menor confiança.
Anaiz
-25/12/2009 às 22:02
Complementando o comentário anterior, o filho da minha amiga tinha dez anos. Seria muito saudável a avó e toda a família materna do garoto praticar o desapego. Se eles fossem minimamente sensatos não criariam esse drama. Depois de ter dito que o governo brasileiro trocou o neto por um acordo comercial, que tipo de apoio espera das autoridades?
NÃOAGUENTOMAIS
-25/12/2009 às 21:59
Tenho uma grande admiração pela Dra. Mayana, mas concordo plenamente com Veridiano.
A Dra. Mayana bem que poderia se abster de palpitar sobre este assunto, seu artigo é muito infeliz.
keite
-25/12/2009 às 20:26
Acho que o menino Sean deveria ser ouvido, pois já possui discernimento para tomar essa decisão.
É lamentável a morte de Bruna. Se viva fosse nada disso estaria acontecendo.
Roberto
-25/12/2009 às 19:57
Duas perguntas para Mayana Zatz, você é mãe?
Se é, gosta dos seus filhos?
Se responder que sim , eu não acredito.
Anizio
-25/12/2009 às 18:58
É claro que realmente o menino não tinha capacidade para decidir, pois foi submetido um processo de alienação parental paterna pela família materna. Ainda bem que o Ministro Gilmar Mendes teve a coragem e a competência para por um fim a essa aberração que estava sendo praticada pela Justiça brasileira.
GILMAR COELHO
-25/12/2009 às 18:16
DRA. MAYANA,
COM TODO O RESPEITO QUE TENHO POR VOCE, SEUS ESTUDOS E COMENTÁRIOS, DESTA VEZ DISCORDO EM NUMERO GENERO E GRAU, DE TUDO O QUE DISSE A RESPEITO DO MENINO SEAN GOLDMAN. A DIFERENÇA ENTRE ELE E BRUNA , É QUE ELE VERDADEIRAMENTE TEM SANGUE JUDEU NAS VEIAS, O PAÍS PARA ONDE BRUNA VOLTOU, É O MESMO ONDE SEAN ESTAVA VIVENDO.VOCE JÁ IMAGINOU SE UM DIA O PADRASTO SE METE EM ALGUM RÔLO,(O QUE É NORMAL NO BRASIL, COM PESSOAS DA ALTA SOCIEDADE), E O MENINO FICA SEM REFERENCIA, OU QUE VENHAM FALTAR UM DOS AVÔS POR MORTE REPENTINA, O QUE SERIA FEITO DO MENINO? AQUÍ NOS EUA VOCE PODE TER CERTEZA, QUE SE DAVID GOLDMAN PISAR NA BOLA, A LEI AMERICANA TOMARÁ O MENINO DELE E ENTREGARÁ AOS AVÔS PATERNOS, E SE ESTES NÃO TIVEREM CONDIÇÕES, ELE SERIA ENTREGUE AOS AVÔS MATERNOS. DRA. MAYANA; EU SEMPRE TEMÍ PELO FUTURO DESTE GAROTO NO BRASIL, POIS HOJE ESTAMOS VENDO FILHINHOS DE PAPAI METIDOS EM FESTA RAVES, E TRAFICANDO ÊXTASE, E SÃO DA CLASSE MÉDIA ALTA DO RIO DE JANEIRO. AQUÍ NA AMERICA ELE ESTARÁ BEM MAIS SEGURO, FIQUE TRANQUILA, QUE NÓS SABEMOS COMO CUIDAR DAS CRIANÇAS. SE FORMOS INCOMPETENTES, TEM A LEI PARA NOS LEMBRAR DISTO.
Anaiz
-25/12/2009 às 17:33
Tenho uma amiga que durante um período precisou deixar o filho com os avós. Quando tentou leva-lo para morar com ela, ouviu da própria mãe – se você tirá-lo de mim eu morro. Perguntou ao filho – você quer ficar com a mamãe ou com a vovó. Ele escolheu a segunda opção. Já adulto, ele revelou que dera aquela resposta por medo da avó, e o relato que se seguiu foi muito dolorido para os dois – mãe e filho. Eles conseguiram curar as feridas com muito carinho, compreensão, respeito mútuo, amor, e grana para pagar a terapia. Desculpe-me, mas sentimento de posse nunca foi amor.
Cláudia
-25/12/2009 às 12:06
Hoje é Natal e tive a grata surpresa de ver uma linda foto do menino Sean e seu pai na Revista Veja desta semana. Concordo com alguns comentários, sobretudo com aquele que diz que o pai deve ter o direito de criar, amar e educar o seu filho. Realmente não podemos reivindicar que homens e mulheres se responsabilizem pela criação e educação de seus filhos e em um momento como esses achar que uma criança deve ser criada pela avó. Isso só deve ocorrer na situação de pais biológicos não quererem, poderem ou não terem condições psicológicas ou materiais de criarem seus filhos. É lógico que a análise de outras situações podem nos auxiliar a entender e aperfeiçoar nossas opiniões acerca de um assunto, mas também temos que considerar que cada caso deve ser analisado em sua particularidade e que se Sean não teve o direito de ser ouvido foi porque ele demonstrou em avaliações feitas por profissionais que não tem condições de opinar sobre a situação. Toda nossa expectativa é que todos consigam se ajudar e compreender diante desta complexa situação e que Sean e sua família sejam felizes.
Daniel
-25/12/2009 às 12:05
Por mim não só o menino já deveria ter voltado à guarda do pai (simplesmente pai, o menino não tem nem nunca teve um pai não biológico, David é o único pai que ele jamais teve) como as famílias Bianchi e Lins e Sila deveriam responder criminalmente por terem se recusado a cumprir o que a lei determina através da Convenção de Haia (que nós brasileiros, em tantos outros casos, tinhamos invocado, em casos semelhantes em que eram nossas crianças que tinham sido raptadas por um de seus pais e levadas para outros países. Pimenta do olho traseiro dos outros é KY.).
A estória já iniciou com um crime, premeditado, cometido pela mãe, de sequestro. A criança já deveria ter sido repatriada já em 2004 e mãe deveria ter sido presa naquela época pelo crime. As famílias Bianchi apenas trataram de levar adiante o crime cometido pela mãe, após esta partir rumo ao inferno (pena eu saber que inferno não existe, é só uma lenda de algumas mitologias primitivas) e deveriam ser responsabilizadas penalmente por isto.
He dicho.
Renata
-25/12/2009 às 5:48
A culpa é inteiramente da família da mae, que foi durante esse tempo todo egoísta e prepotente.
Esses advogadinhos aqui do Brasil, acham que conseguem tudo. E conseguem mesmo, infelizmente, gracas ao jogo baixo que sempre utilizam. Mas desta vez, a bofetada veio de fora, de um grigo, e aí eles foram colocados no lugar deles e tiveram de entender de uma vez por todas o que é respeito e Direitos.
Tenho pena do menino, mas ele é novinho, e o pai é muito bacana com ele. Ainda haverao de ser bons amigos..
Paty
-24/12/2009 às 22:25
Seu texto é realmente lamentável. Sempre admirei sua luta em favor da liberalização das células-tronco, mas desta vez, estou muito decepcionada. As comparações são absolutamente desprovidas de lógica. Realmente lamentável!!!
Fernando Cabral
-24/12/2009 às 20:00
Dra Zatz,
entendo que a senhora seja uma grande geneticista e a respeito por isso. Mas tenho que admitir que, do ponto de vista humano, suas opiniões são simplesmente deploráveis. Ainda bem que a senhora não escolheu a carreira de juíza. Com o seu brilhantismo, certamente teria chegado ao Supremo Tribunal – e seria um desastre reacionário na alta corte brasileira.
N
-24/12/2009 às 19:54
Sean vê o mundo como ele é, e não como uma fábula mágica, fruto da imaginação de alguns. Para ele, morar nos EUA (leia-se Estados Unidos da América) significa obter visto na embaixada e adquirir cidadania americana, como está disposto na legislação. Sendo assim, morar no Brasil é permanecer em qualquer município situado em território nacional.
Dirce
-24/12/2009 às 19:22
Suas palavras são coerentes , em torno dos erros dos adultos resta estas crianças que acostumadas ao seu meio ,é arrancda e levada de forma muito triste,ele não foi ouvido e nem conquistado pelo pai biológico,ficará uma ferida muito grande na vida dele ,e quando ele puder ter direito de ir e vir certamente ,voltará para o pai que conheceu.
Klaes
-24/12/2009 às 18:48
Evidentemente, a criança já deveria ter sido entregue para o pai há muito tempo. É lamentável, absurdo e triste o papel desempenhado pela família do Sean no Brasil. Discordo completamente da Mayana Zatz quando diz que o menino deveria ter sido ouvido. A família no Brasil teve 5 anos para indoctrinar e mentir para o menino, e ouvir o Sean seria um prêmio para essa maldade toda. A família no Brasil merecia estar na cadéia pela atrocidade que cometeu.
Marcelo
-24/12/2009 às 18:25
Não concordo com o ponto de vista da autora. Imagina se eu, aos 9 anos de idade, decido que não quero mais morar com meus pais e quero ser adotado por outra família em outro país! É inconcebível.
O caso dessa Bruna, que a autora descreve, realmente é comovente. Mas cada um tem os pais que tem, não dá pra gente simplesmente mudar de família se não gostar daquela em que “caímos”. Não é assim que funciona. Com 9 anos de idade, o responsável pela educação da criança é o pai (já que a mãe morreu). É ele que toma as decisões. Obviamente se o pai abusa do filho, ele deve perder a guarda. Mas isso só acontece excepcionalmente. A maioria das crianças tem bons pais.
A mãe do menino Sean e depois a família brasileira são os culpados por toda essa confusão. Ela deveria ter entrado em acordo com o pai antes de vir ao Brasil. E quando ela morreu, a família deveria ter previsto que perderiam a guarda. Mas talvez um certa arrogância impediu que isso acontecesse. Eles realmente acharam que ganhariam a guarda na Justiça brasileira, a qual conhecem bem. Por isso, as cenas de hoje foram como foram. Chocantes, de cortar o coração, um menino assustado, exposto ao mundo. Pra mim, a família brasileira de Sean errou do começo ao fim.
pedro
-24/12/2009 às 16:54
Complicado. Seqüestram uma criança sem perguntarem a ela se queria ser seqüestrada e depois negam o direito do resgate . Contrariam leis internacionais e nacionais e depois se dizem injustiçadas . E a lógica , aonde entra . A mãe verdadeira foi a primeira a cometer o crime . Seqüestrou o filho . A avó sugue os passos da filha .Tenta usar a justiça brasileira e alguns maus ministros da “in justiça” para continuar no crime . Na cena final , independente da proteção a criança , orientado ou com a conivência de um mau advogado , estacionam o carro a 200 metros do local do encontro, para como na via crucis torturarem ainda mais o menino , com o tumulto promovido pelos jornalistas e curiosos ao longo do percurso . Realmente uma grande demonstração de amor. Ainda bem que o ministro Gilmar Mendes teve a coragem de fazer o que o outro não teve. A história sempre mostra a cara dos covardes .
anelise
-24/12/2009 às 16:20
E onde estava esse “pai” durante quatro anos?Com td o poder dos americanos,nao acredito que nao viu o filho esse tempo td,pq a familia brasileira nao deixou.
Hester
-24/12/2009 às 16:11
Toda esta história é muito triste. Fiquei muito aborrecida com tudo isto. Tb acho que a crianca TEM que ser ouvida, ela é a parte realmente afetada nisto tudo. Na minha opiniao os americanos foram muito arrogantes e insensíveis na maneira como conduziram tudo isto. Nao que nao tivessem razao, mas poderiam agir com mais sensibiidade e fazer uma transicao adequada, poupando a crianca, e tb ouvindo-a.
Roberto
-24/12/2009 às 14:54
“Da interpretação dos artigos 12 e 13 da Convenção, entende-se que, se a criança já estiver adaptada ao seu novo meio, a mudança não precisa ser feita. ”
O que prevaleceu?
( ) A lei.
( ) O bem estar da criança.
Maria Alice
-24/12/2009 às 14:26
Tenhor que endossar a maioria dos comentários, quando seu pai, ficou sem o filho, ninguém lhe perguntou se queria vir para uma terra “estranha”, deixando seu avós paternos, amigos, quantas lágrimas rolaram, portanto, cabe avó reinvindicar o direito de visita, que provavelmente foi negado ao seu genitor,
Sérgio Camargo
-24/12/2009 às 14:26
Você tem filho? Se tem, coloque-se por alguns instantes no lugar deste pai. Legal, né?
Geraldo Ferreira
-24/12/2009 às 13:11
De início, deve-se dizer que a mãe do garoto fez uma tremenda cafajestagem. Posteriormente, a família da mãe e o “padastro” fizeram outra maior ainda. Espanta-me a capacidade dos brasileiros de acobertar e apoiar canalhices de monta em nome do “patriotismo tupininquim. Da “justiça” no Brasil não perco meu tempo em comentar. O pai tem o direito natural e legal de ter a posse de seu filho, direito este previsto em leis brasileiras, americanas e acordos internacionais. Quanto à opinião da criança, é claro que ela iria dizer que quer ficar no Brasil. Não deve-se esperar outra coisa após ser submetida a anos de lavagem cerebral pela família da mãe e o “padastro”. Êta povinho, sô.
Lenicio Andrade
-24/12/2009 às 12:56
Dra Mayana,
Achei extremamente infeliz esse seu texto, em contraste com o que a senhora costuma escrever sobre genética. A comparação entre os casos citados e o caso de Sean Goldman não faz o menor sentido.
Muito do que eu gostaria de argumentar já foi dito em outros comentários. Mas tem algo que eu não resisto em repetir: o embate se deu entre seu PAI e seu PADRASTO. Não é correto falar em “pai biológico”, pois não há um “pai adotivo” para que se faça a distinção entre as paternidades.
Alguns aqui falaram em pai adotivo. Está ERRADO!! Fosse o padrasto o pai adotivo, a questão estaria resolvida, pois adoção não se revoga. Mas David Goldman nunca abriu mão do pátrio poder, nunca deu seu filho para adoção.
Parabéns ao Ministro Gilmar Mendes. Acertou de novo.
Magali
-24/12/2009 às 12:21
Eu acho que a Dra Maiana talvez não tenha expressado corretamente suas inquietções. No final, me pareceu apenas uma preocupação quanto ao bem estar do menino. Se ele é tão amado por todos por que foi submetido a essa tortura por tanto tempo? Porque as duas famílias não tentaram um acordo visando apenas a criança?
Acho sim, que ele tem que ficar com o pai, mas discordo da maneira como o assunto foi tratado, inclusive com esse circo todo!
Marcos Weiss
-24/12/2009 às 12:13
Doutora, realmente deveria continuar sendo cientista e deixar politica e cotidiado para outros comentaristas. Os exemplos citados sao ridiculos para tentar comprovar sua “tese”.
Brasil realidade
-24/12/2009 às 12:08
Simplesmente um raciocionio tosco; usar casos de assassinato na Inglaterra e a tragedia da Bruna para justificar um sequestro e nao cumprimento de leis realmente chega a ser patetico.
Se o americano tivesse levado o menino embora para o USA provavelmente teria gente gritando ate o fim do mundo por justica. Como o caso ‘e inverso vale adotar a logica tosca de Estados Unidos poderoso verso Brasil vitima que tudo pode. Realmente Dra. Faca-nos o favor ! Feliz natal !
MC
-24/12/2009 às 12:04
Também discordo de sua opinião.
E falo com conhecimento de causa já que também estou brigando na justiça pela guarda dos meus filhos. Antes de entrar com a ação tinha em mente um pontos específico: em hipótese alguma, meus filhos deveriam ser obrigados a escolher, na frente de um juiz entre o pai e a mãe. Não temos direito de forçar uma criança de 9 anos a decidir o que é melhor para o seu futuro. Seja qual for a escolha que elas façam, estarão amputando parte da alma com consequencias futuras. O foro correto para entender o que é melhor para a criança é a pericia psicologica. Neste foro, livre de pressôes, uma psicóloga infantil, conseguirá entender o que a criança quer, e também o que é melhor para ela. Parece que foi isto que ocorreu no caso Sean.
Mauricio
dayana
-24/12/2009 às 10:37
Fiquei estarrecida com seu texto. Respeito seu ponto de vista, mas as comparações que fizeste, deixando um destino infeliz “em aberto”, é no mínimo manipulador e maniqueísta. Por que a mídia está tratando de forma tão sensacionalista esse caso? Ninguém, por mais que se tente, tem como prever o futuro, a única possibilidade, no caso do Sean, é agir da forma que pareça mais justa e tentar corrigir erros e distorções que, parece, foi feita agora. O processo ainda não acabou, mas felizmente agora Sean terá o direito de manter um convívio mais estreito com o Pai, que impulsivamente foi retirado pela Mãe, sem que ele tivesse escolha.
Fabio
-24/12/2009 às 9:28
Raciocinio pueril o da colunista.
A única coisa que a familia brasileira buscava era uma maneira de legalizar o sequestro.
Feliz Natal a todos!
Karina Calvacante
-24/12/2009 às 4:58
O Sean vai dizer que quer ficar no Brasil nao precisa nem perguntar que ja sabemos a resposta,mas isso e natural ja que tem a influencia da familia brasileira e tem 5 anos vividos aqui. Agora pergunto que sao 5 anos perto de 50 que podem serem plenamente vividos ao lado de seu pai, seu unico pai? Acho engracado que querem que o David desista do menino como se ele fosse um objeto, como um carro, meu carro foi roubado que pena mas um dia compro outro mais bonito ainda, agora so posso esquecer e juntar dinheiro pra comprar outro, lastimavel que pessoas como voce possam escrever tantas asneiras, nao me desculpo por minhas palavras porque seu texto e um lixo, as comparacoes a casos nada semelhantes sao absurdamente ridiculos , muito grotesco e ate mesmo bizarros.
Pamela
-24/12/2009 às 0:49
Mayana,
Permita-me discordar de você e dividir a decepção que tive ao ler seu texto. Como geneticista, sempre teve meu respeito e admiração, mas creio que sua análise do caso Sean foi um tanto quanto alienada. Foi uma comparação non-sense.
Att, Pamela
Geraldo
-23/12/2009 às 23:37
Dra Zatz, admiro muito seu trabalho, mas as comparações do seu texto são completamente infantis e primárias, primeiro por que o assassinato de um menino não tem nada a ver, segundo porque a familia de Bruna é totalmente diferente da familia Goldman nos EUA.
Ele não abandonou o filho, nem entregou para adoção, muito menos o maltratava!!!
O Pai tem o direito sim, o que foi feito com ele é um CRIME e a mãe, se não estivesse morta, deveria estar presa, porque sequestrou o menino.
Como diz o ditado, DEUS É PAI, NÃO É PADRASTO.
Por mais amor que o padrasto tenha, não se compara ao amor de um pai.
Se o padrasto é admirado pela senhora, por lutar pela guarda dele depois da morte da mãe, admiro ainda mais o PAI, que há 5 anos luta pelo filho que lhe foi roubado, com o quarto intacto, e a cara de cansado!!!
Céptico
-23/12/2009 às 23:13
Lamento, doutora, mas desta vez a Sra. está errada. Os exemplos citados são inadequados , sem propósito e, inclusive contraditórios, para o caso. No primeiro, estamos diante de uma situação em que, justamente por não terem maturidade para decidir entre certo e o errado, duas crianças cometeram um crime, do qual devem estar arrependidas até hoje. Já no segundo , a senhora partiu de um fato posterior, para decidir a falha no julgamento. Claro, que se pudessemos ter o dom da premonição, evitaríamos incontáveis erros que a vida nos reserva. Mas não temos. Assim, é mais correto aceitar que, no primeiro caso, ocorreu um rigor excessivo na penalização das crianças, e no segundo, uma fatalidade que ninguém poderia prever. Imagine se decidíssimos impedir uma mulher de ter filhos pela suposição de que ela viesse a cometer um crime e ser impedida de criar adequadamente a criança. Ou, para usarmos um exemplo absurdo, se um menino de 9 anos tivesse o direito de decidir sobre a vantagem de abandonar a escola, ou de dirigir veículos automotores. Absurdo, não parece ? Abraços e cumprimentos pela atualidade das suas colunas.
Luciana
-23/12/2009 às 23:07
Nao concordo com o que foi escrito. O BRASIL TRANSGREDIU O ACORDO DE HAIA QUE FOI RATIFICADO POR PAISES MEMBROS INCLUINDO OS EUA EM 25 DE OUTUBRO DE 1980. Se os juizes e o ministro da justica, usasse o senso comum mais leis que pra mim so estao escritas no papel, lembrassem dos acordos internacionais assinados pelo Brasil nao teria se passado 5 anos e o menino nem estaria neste dilema. Isso mostra o amadorismo no contexto internacional, principalmente do governo Lula, em se esquecer o que outros presidentes dendeferam no passado.
Marina Cristina R.
-23/12/2009 às 22:58
Incrivel como o “povo brasileiro” ainda está preso à questão biológica. Esta não deveria ser o fator determinante para decidir sobre a vida de um garoto. Pai biológico qualquer um pode ser. Concordo plenamente com o texto. Não se está aqui defendendo que a justiça deva dar o direito à avó, e sim que o menino seja ouvido. Um garoto de 9 anos, ouvido por um especialista competente, fará mais que “repetir frases”, como foi citado aqui. É uma pena, o “sangue” ainda fala mais alto que as relações!!!
Francisco
-23/12/2009 às 22:49
Infeliz, muito infeliz os comentários de Mayana. A mãe ouviu a opinião do menino quando o sequestrou?
Deixe ele viver por 5 anos com o pai, e aí sim, lhe perguntem se ele quer ficar com a avó.
Quanto ao padrasto, que piada.
Mayana também demonstra ignorar que o menino é americano e no mundo, apesar dela, existem leis que devem ser respeitadas, senão, seria o caos.
J.Ribeiro
-23/12/2009 às 22:43
Dra. Zats,
Vou continuar admirando-a como uma autoridade na sua área, mas por favor se abstenha de opinar sobre fatos dos quais não tem suficiente conhecimento. A avó e o padrasto não passam de sequestradores inconsequentes e só conseguiram ficar com o garoto por tanto tempo porque pertencem à elite deste país, fazem parte daquele grupo que pode e faz questão de utilizar todos os meandros e recursos do nosso lamentável sistema jurídico para escapar da lei. O garoto foi afastado arbitrariamente de seu pai (a Dra. não acha que na época ele tinha que ter opinado com quem queria ficar?) e agora, tardia mas felizmente, vai poder conviver com o amor de seu paciente pai…
Alexandre Resende
-23/12/2009 às 21:38
Esse artigo pode ser considerado um belo caso de sofismo (no pior sentido do termo). Lamentável, primário na argumentação, com exemplos fora do contexto, sem o menor trabalho jornalístico de investigação sobre quem é o pai do menino, para, talvez tentar relacionar com algum dos exemplos expostos.
Vital Pontes
-23/12/2009 às 21:31
A pergunta é…Porque alguém não foi ver de perto quém realmente é esse Americano,o que faz, como vive. Talvez o Sr. Gilmar Mendes não seria tão rápido em sua decisão. Mais uma Brasileira com sua ilusão de deixar seu Brasileiro festivo, e que gosta de sol,é alegre e feliz. Ela apenas trocou tudo isso por alguém que talvez não tenha batimentos cardiacos do amor.Com sua frieza à deixou. Como proprietário recorreu aos tribunais Brasileiro para reaver o que é seu como comprova as escrituras em mãos, oui certidão de nascimento sewi lá.
Paulo S
-23/12/2009 às 21:26
Não, ele não é capaz de escolher. Imagine o quanto não martelaram na cabeça do menino coisas contra o pai verdadeiro. É por isso que ele foi avaliado por psicólogos e constatou-se que estava influenciado negativamente contra o pai. Me surpreende que uma pesquisadora venha com argumentação tão pobre sobre uma questão jurídica elementar.
Roberto
-23/12/2009 às 20:28
Seu comentário trouxe uma luz para nós, que neste caso ficamos insastifeitos com a Justiça do Brasil, não com o veredito em si, mas, da maneira que foi conduzido; colocou-se de lado o Estatuto do Menor,
a psicolpedagogia infantil e conduziram numa visão de relações internacionais :econômica, judicial e de boa vizinhança. Quem sabe nos EUA vão ouvír o menino, deixando aí um apredizado para a Justiça brasileira.
Hélio Pimentel
-23/12/2009 às 19:49
A “família” brasileira deveria ser processada pelos danos que causou ao menino… por tê-lo privado da convivência com o pai.
Antonio Almeida
-23/12/2009 às 19:48
Dra Mayana,
Concordo totalmente com a Dulce. O seu texto ofende a LÓGICA nas comparações e o DIREITO, na medida em que ignora que existem leis brasileiras e tratados internacionais a respeito.
Saudações,
Maurélio
-23/12/2009 às 19:42
Finalmente, o STF deu “uma dentro”. Depois de sucessivos equívocos e pouca-vergonha, Mendes dignificou o Supremo! Parabéns!
alberto santo da luz
-23/12/2009 às 19:32
ja que oque serve para os outros paises, como o caso da inglaterra, espero ler amanhã voce defendendo a pena de morte no brasil.
Jayme
-23/12/2009 às 19:20
Discordo de sua opinião. Seus casos exemplos são de um ingenuidade impar. Decidir depois do ocorrido é mais fácil. Se o menino Sean tivesse vivido os dois lados até aí se justificaria. Os exemplos do cotidiano são outros. Pais adotivos que maltratam seus filhos adotivos.
Precisamos de um norte, e o norte é a paternidade biológica.
Flavi
-23/12/2009 às 19:15
Tudo isso poderia ter sido evitado pela Sra. Silvana, que na minha opiniao eh muito EGOISTA. Serah que ela nao pensou no bem estar do neto, da neta, da familia quando ela resolveu entrar na justica para impedir o Pai de ver o proprio filho? Se a avoh fosse menos egoista hoje ela poderia estar menos “chocada” e ter um natal Feliz, em Familia, tanto nos EUA ou no Brasil. Sean poderia visitar a familia quando bem quisesse, se assim o pai pudesse confiar nela. Eles seriam muito bem vindos nos EUA para visitar Sean.
Caíque
-23/12/2009 às 19:12
Como especialista em crianças você é uma ótima geneticista.
Pra quem baseia sua vida profissional em procedimentos científicos, faltou fazer a lição de casa. Pergunto-me que espécie de cientista você é.
Renata
-23/12/2009 às 19:06
Dr Zatz, tenho muito respeito por seu trabalho mas infelizmente o seu texto me desapontou. Assuntos de familia sao muito complicados e seu texto trouxe pessimos exemplos para comparacao, as suas comparacoes nem fazem sentido. A magoa entre essa familia eu espero que seja superada pelo bem do menino, e que ele possa comviver com os dois lados em harmonia. Espero que nada que a senhora citou no texto aconteca e que esse seja um exemplo de uma familia unida pelo bem de uma crianca, sem magoas ou rancores.
Alexandre
-23/12/2009 às 18:59
Dra. Mayana, sua tese não tem o menor cabimento. Iria discorrer a respeito de mais esse vergonhoso desempenho da Justiça Brasileira mas os comentários já postados abrangem muito bem as inconsistências do seu texto. Abraço.
João
-23/12/2009 às 18:39
Cara Mayana,
Discordo frontalmente de seus argumentos.
Primeiramente, toma como parâmetro de correção uma côrte estrangeira em um caso de homicídio. Depois, talvez tentando mitigar a comparação inadequada, ressalta a qualidade do tal tribunal (“reputada por seu altíssimo nível intelectual”), que admite que crianças possuem discernimento necessário para prática de atos criminosos. Esse recurso argumentativo, com o devido respeito, não me parece o mais convincente.
Na verdade, a senhora foge dos fatos concernentes ao caso Goldman: 1. ele foi sequestrado pela mãe (quem usa o termo “sequestrado” não sou eu, mas convenções internacionais assinadas e ratificadas pelo Brasil); 2. o pai vem tentando cumprir a lei há anos, o que demonstra sua boa-fé e desejo pelo retorno do filho e pelo cumprimento das leis vigentes; 3. o Poder Judiciário, de forma irresponsável e insensível aos interesses de alguém de tão tenra idade, leva anos para decidir um caso que requer celeridade máxima; 4. a família da mãe de Sean, compreensivelmente, tenta usufruir da inércia do nosso Poder Judiciário, alegando que laços de afetividade foram construídos ao longo desses anos; 5. poucos na imprensa se atentaram para o desespero do pai, que juridicamente está correto.
Ao menos que a senhora possua uma bola de cristal muito calibrada, não é prudente comparar a situação de Sean com a de Bruna. Fica nas entrelinhas do seu texto a mensagem: “Olha o que pode acontecer com o Sean só porque não deixaram que escolhesse seu destino…”.
Por último, a decisão sobre seu destino (Brasil ou EUA) não pode caber a uma pessoa de 9 anos de idade. Ele não possui discernimento para tanto. Mas, levando em consideração a sua opinião, que reconhece em crianças uma considerável capacidade intelectual de fazer escolhas relevantes, por que não passamos a permitir que crianças de 9 anos (ou, por que não, 7 ou 8?) celebrassem contratos, respondessem por seus crimes, se casassem, votassem, fossem eleitos, escolhessem deixar os pais quando insatisfeitos com um presente de Natal, fizessem faculdade etc?
Atenciosamente,
João
Dulce
-23/12/2009 às 17:52
Dra. Mayana…lí todo o seu texto. Quando o DTF julgou “Células Tronco”, devorei o seu parecer técnico, e todas as matérias que tinham a sua assinatura, sobre o assunto. Vibrei, com sua vitória, que foi da ciência e de todos nós.
No Caso Sean, utilizar o seu “bom nome” tentando endossar uma “tese” que é alheia aos seus conhecimentos médicos-científicos, por tratar-se de matéria JURÍDICA, permita-me dizer com todo respeito: o seu artigo é um ENGÔDO.
Vale tanto como uma nota de 3 (dólares).
Saudações.
Alexandre
-23/12/2009 às 17:47
Não ! E esse caso já estava se tornando mais uma vergonha pro país. Cientistas, artistas, místicos etc.na ausência do império da lei ficaríamos reféns do caos e de líderes carismáticos. Não há dúvida quanto ao direito do pai.
Marcelo Lemes
-23/12/2009 às 17:12
Adorei sua materia, a vida e do menino, e sim ele tem quer ser OUVIDO, e triste tudo isto, infelizmente sua mae morreu e nao pode brigar e se develder, (fiquei orgulhoso de ver sua Avo brigar como uma Leoa defendendo sua cria), e pra piorar ele irar ficar sem a presenca de sua irma tambem, agora resta torcer que esta decisao da “Justica” faco este Menino feliz, o que na verdade importa, ver este menino FELIZ.
Jose Affonso
-23/12/2009 às 17:10
Mayana Zatz,
So para complementar meu comentario anterior, no caso “Elian Gonzalez”, igualmente ao caso Sean Goldman, a mae dele tambem faleceu durante a viagem em barco clandestino para chegar aos E.U.A. Novamente, a justica veio neste caso, ainda que tardia. So espero que os tramites para a entrega do menor a seu pai sejam o menos traumatizantes quanto possivel.
annouk
-23/12/2009 às 17:05
Sra Zat: Li e reli seu texto, tentando entender a conexao ou correlacao entre as duas historias que a Sra. descreve, e o menino Sean. Ou a Sra. nao esta bem informada quanto ao caso Sean ou a Sra. esta tentando confundir os fatos. Numero 1) O Sean nasceu e viveu ate os quatro anos de vida com o seu pai, David.Tinha um estilo de vida, saudavel, numa familia formal e as fotos ( sao documentos importantes e indiscutiveis) mostram uma crianca feliz junto a pais que o amavam. Acontecu o que aconteceu: a crianca ficou retida no Brasil por chicana do padastro e da familia da mae. Mas, o pai David, jamais desistiu da sua tutela (e o garoto sabe disso). Alem dos lacos geneticos, existem sim, tambem o afetivo e um inconsciente emocional, ligados a figura paterna. O David e a sua referencia masculina( desde a tenra infancia) e o Lins e Silva, uma figura IMPOSTA, cujo direito de ESCOLHA, nao foi dado ao Sean. Pense nisso, e um Feliz Natal.
Apócrifo
-23/12/2009 às 16:45
A questão é que o pai não teve a mesma chance que os familiares. O garoto vai decidir com base na sua vivência. Foi retirado do pai e vai ter uma tendência nítida a querer permanecer com quem ele está morando, principalmente sendo amado como tem sido. Ainda tem a questão que os familiares do Brasil podem ter feito a cabeça do menino, falando mal do pai biológico.
A questão é delicada e não podemos colocar o caso da escolha, como se fosse um divóricio.
O menino foi retirado da convivência do pai, são países diferentes e a questão já está sendo discutida há um bom tempo.
É muito pouco provável que a criança escolha o pai nessa situação.
Eu diria que aceitando seu argumento, se uma pessoa roubar uma criança de outra pessoa e a criar durante 7 anos, tratando com amor esta criança, e ser descoberta, deve-se achar a opinião da criança deve ser ouvida?
É o que penso.
Atenciosamente.
CM
Felix Santos
-23/12/2009 às 16:00
Mayana Zatz ganha mais em sofisma do que em incongruência.
Não dá para comparar fatos e, por outro lado, não há de se confundir opinião com responsabilidade.
Matar gente e responder por isto não é a mesma coisa que ser seqüestrado pela mãe e afirmar se está ou não satisfeito com a vida que leva.
Além do mais, em que diabo de mundo pai não tem direito algum sobre seu próprio filho? Nem no próprio Brasil, por mais estranha que esta terra possa ser ou parecer.
Ele, o garoto, até poderia ter o direito de ser ouvido, tudo bem. Mas o direito do pai está acima. O pai decide e com o pai há de viver, gostem ele e a sociedade ou não gostem.
Felizmente o STF acabou com esta celeuma estranha, que só se exacerbou e chegou onde nunca deveria ter chegado, por uma única razão: a morosidade da justiça brasileira.
rita
-23/12/2009 às 15:45
Quem SABE que pai adotivo pode ser mais pai que um pai biológico não entende o porque de tanta celeuma. Os homens ficam por aí defendendo o tal “pai biológico” porque somente defendem
seu próprio semem… acham que isto é o que conta afinal. Ninguem, absolutamente ninguém se importou com o destino deste menino…. sabe-se lá as sequelas para o resto da vida. Ninguem deixou o menino falar, ninguem se importou que ele mora há anos no Brasil, que com esta familia ele formou sua estrutura… Ninguem se importou com o que ele sente…. muito menos o dito do “pai biológico”.
Vera L.
-23/12/2009 às 15:42
Sra Mayana eu lembro bem do caso da Bruna, o que diferencia e muitos os dois casos é a atitude da mãe de Sean já falecida. Ele veio dos EUA com uma criança de quatro anos e não deu possibilidade ao pai de sequer ter o direito de ver o filho depois, pelo que se lê foi praticamente seqüestro. E tenho certeza Sean não morasse no Leblon e sim na Rocinha, com uma avó amorosa um padrasto dedicado, Sean seria sim enviado aos EUA para ficar com o pai, não porque o Brasil obedeceria a lei, mas pelo raciocínio que a Sra, as pessoas que fizeram a passeta têm, então todos os pais com menos posses vão agir como o do Paraná? Isso é preconceito, quantos pais, padrastos abonados também maltratam suas criança?
Se o Brasil que agir assim, ouvindo a criança tem que MUDAR a lei, por hora deve sim o pai ter seus direitos respeitados que foram desde o inicio desrespeitados pela mãe, não é porque morreu que virou santa. Agora eu lhe pergunto, se é para ouvir o Sean também devemos ouvir as pessoas que acham que delinqüentes juvenis têm que pagar por seus crimes. Aqui no Brasil NÃO pagam, são soltos e cometem outros crimes. Quando a lei der o direito de Sean ser ouvido, também os pais que perderam seus filhos nas mãos de delinqüentes juvenis têm que serem ouvidos e se muda a lei para puni-los. Aí tudo fica acertado DENTRO da LEI.
Roberto
-23/12/2009 às 15:39
Mayana tem toda razão. O que está em jogo é a vida de Sean. Se ele não ter o direito de escolher agora, amanhã poderá lamentar como nos versos de Manuel Bandeira: “uma vida que poderia ter sido e não foi”. Ainda há a possibilidade do menino conviver com o pai biológico nas férias e depois, quem sabe, até mudar a decisão se preferir. É muito difícil ser feliz nesta vida e Sean já o está. E é isso que deveria importar.
Grace Tollini
-23/12/2009 às 15:22
Discordo em gênero, número e grau. Se alguem sequestrar meu filho ou filha e levá-los para um outro país, e depois de 5 anos eu os encontro novamente, não quer dizer que eu deva desistir de tê-los de volta. É claro que uma criança retirada de seu círculo se adaptará, até por sobrevivência, a seu novo ambiente. Elizabeth Smart nos EUA é um exemplo claro, e Jaycee Duggard, raptada durante mais de uma década por um casal de lunáticos religiosos, é outro. Ambas “amavam” seus raptores e se fossem questionadas, diriam que gostariam de ficar aonde estão. Ambas voltaram para o seio de sua famiíia original e agora estão bem, mesmo com sequelas. O David foi vítima de uma mulher egoísta e de uma familia com valores errados. Avó não tem mais direito que pai. Ele tem direto de criar o seu filho e de ajudá-lo a se recuperar. Em poucos anos o Sean será um adolescente ajustado e feliz, com um pai atuante e amoroso. O tempo mostrará que esta foi a melhor decisão.
E Mayana, sem esta de pai biológico. O David foi pai integral, não apenas doador de esperma.
Antonia
-23/12/2009 às 15:09
Mayana Zatz,
Entendo seu ponto de vista quanto ao “direito de decidir” e, de forma relativa, concordo com alguns dos seus argumentos. No entanto, no que diz respeito ao caso Sean, gostaria de esclarecer que nao se trata aqui de “guarda”/”custodia” do menino mas tao somento da devolucao de Sean ao seu ambiente/residencia legal (e.i EUA ja que morava em NJ quando saiu “de ferias” ao Brasil tendo ficado mantido ilicitamente no Rio de Janeiro) em cumprimento ao Tratado Internacional do qual o Brasil eh signatario. Com a ida do menino de volta ao EUA, a sua guarda sera, entao, decidida, e ele podera ser ouvido, se este for o caso, ja que ele possui pai vivo, David, seu unico guardiao legal. Outro ponto importante a destacar eh a questao da Alienacao parental, amplamente defendida inclusive pelo Ilustre Paulo Lins e Silva, pai do padrasto de Sean, impossibilitando sobremaneira o peso da opiniao e vontade do menino nesta fase.
Infelizmente o caso “Sean” se revestiu de inumeros mal entendidos no Brasil, fazendo com que a midia, nao informada adequadamente sobre a verdadeira questao, transmitisse noticias emocionais e opinioes absolutamente distantes do cerne da questao.
Atenciosamente,
Antonia
ejay
-23/12/2009 às 15:00
Gostaria de saber qual a opinião de Sean foi aos 4 anos quando ele foi tomado ilegalmente para o Brasil? Se eu perguntei ao meu filho de 9 anos de idade, se ele queria viver aqui ou avó dizia vovó. Por quê? Ela tem uma piscina e me permite ficar acordado até tarde.
Hutten
-23/12/2009 às 15:00
Perdoe-me, mas não é bem assim. Eu tb acho q ele deve ser ouvido, mas é preciso dar tempo igual ao pai para vivência com ele, para uma posterior decisão. Para ele, no brilhante voto da Ellen, deve ser aplicada a legislação internacional, onde decide o juiz original da comarca onde ele morava e seus seus pais tinham domicílio, no momento em q foi levada embora de uma forma ilegítima. Essa me parece a melhor forma, entre países democráticos. Os americanos tem muito defeitos no concerto das nações, mas cumprem rigorosamente os tratados internacionais, que assinam, exceto quando se trata de soberania.Vejam o caso daquele menino cubano, devolvido ao pai, em Cuba, depois que a mãe morreu em uma travessia no Atlântico. A decisão do Ministro Gilmar, q é um homem controvertido, autocrático e grosseiro, foi, no meu entender, a melhor nesse infeliz caso. Os filhos pertencem aos pais, sem impedimentos, enquanto não emancipados.
CachorroNicolau
-23/12/2009 às 14:57
Mayana, aconselho a você se informar um pouco sobre o processo, e verá que o Sean já foi ouvido por psicólogas apontadas pela Justiça, e foi constatado severo dano psicológico aplicado pela família brasileira. Se vc não considera isso como “ser ouvido”, imagino que vc só aceita ouvir do Sean as frases feitas que a família o ensinou a repetir, não é isso?
Você pode sair catando casos aonde a criança não deu certo com os pais biológicos (termo que dá a entender que não quiseram criar o filho, o que não é, nem de longe, o caso do David). Por causa dessas situações, então, você sugere então que mude-se a lei pra nunca nenhuma criança seja devolvida pra nenhum pai?
Lilian
-23/12/2009 às 14:50
Ele nao tem capacidade de decidir. Ja ouviu falar da sindrome de Estocolmo? Eu explico, eh uma resposta psicologica da vitima de sequestro, a pessoa detida desenvolve uma relacao de cumplicidade com seu sequestrador..e assim vai. Depois de influenciarem ele por 5 anos, justamente na fase de formacao, eh cruel e injusto para com o pai, justica seja feita, melhor tarde do que nunca, se um dia minha filha, de 7 meses, for sequestrada contra minha vontade, quero acreditar que a justica sera feita, mesmo que ela seja influenciada ao contrario. Afinal, direito de pai e mae nao vale de nada?
Francois
-23/12/2009 às 14:48
Mrs. Zatz,
My son was abducted 5 years ago by her brazilian mother (October 2004)… I won 1st instance trial and also the appeal (TRF-2) ordering his immediate return to Canada (both decisions from Rio Courts). We are waiting to be heard at STF (like this case). I’ve been suffering every day since the last 5 years…. It’s easy for a kidnapper to brainwash a child and tell him to say to the justice “I prefer to stay in Brazil” especially after a delay of 5 years ! … and I’m not responsible for this delay it’s all because of the slowness of the brazilian judicial system…. My question is the following : is it me who have to pay the price because the mother of our son has kidnapped him ?
I do respect everybody’s opinion but I do not share what you have written in your article.
Abraços
Tatiana
-23/12/2009 às 14:32
Concordo plenamente com voce e falei isso desde o início do caso, tenho quatro filhos, duas moças já e dois pequenos (cinco e dois anos), sei bastante sobre crianças e o mais importante que aprendi com elas é que nunca se deve duvidar de quando querem ou não ir com alguém, no colo ainda, já sabem quem lhes inspira confiança ou não, imaginem um garoto de quase dez anos, a decisão deveria ser dele e de ninguém mais, ele, somente ele sabe onde está o melhor para sua vida!!!! Infelizmente os adultos são insensíveis e pensam em todos , menos na criança. Vamos rezar e torcer para que o melhor aconteça!!!!!!!
Alex
-23/12/2009 às 14:13
O menino nao pode escolher quando foi afastado do pai. Ninguem naquele momento se importou em saber se ele queria ou nao ser afastado do pai. O menino tinha 5 anos e mae decidiu por ele.
Sera que, em algum momento, ela pensou no menino? Na vontade dele? Acho que nao. Esta situacao nunca deveria ter chegado aonde chegou. A familia brasileira errou quando tirou os direitos do pai; as familias, na minha opiniao, poderiam ter entrando em um acordo e evitado este desgaste emotional.
O menino, mesmo morando nos EUA com o pai, poderia muito bem continuar a ter contato com a familia brasileira e visita-la quando quisesse e/ou fosse possivel.
Edu Klien
-23/12/2009 às 14:07
O garoto (que é americano) foi retirado de forma ilegal dos EUA e o pai biológico tem o direito de ter o filho de volta. A mãe é que não tinha o direito de privar o filho da convivência com o pai e vice versa. Se o casamento não deu certo ótimo, que se separasse e conquistasse a guarda do filho de forma legal, sem impedi-lo de conviver com o pai. É óbvio que hoje, com a ausência do pai durante muitos anos, o menino escolheria ficar por aqui, é a chamada zona de conforto. Vale lembrar também que o pai só esteve ausente porque a própria mãe o impedia de ver o filho nas diversas vezes em que ele esteve no Brasil. Mas voltemos ao ponto, o que é melhor para a criança? Estar com o pai verdadeiro que, fazendo a sua comparação com o pai adotivo, também o ama muito, pois luta pela sua guarda há muito tempo, ou ficar com o pai adotivo e com a meia-irmã? Com ceretza com o pai biológico que de todos é o que tem o laço familiar mais forte. Com o tempo a criança irá se acostumar e aprender a amar o pai verdadeiro, da mesma forma que se acostumou com o adotivo. A comparação com o caso da menina israelense não faz o mínimo sentido. Sean não foi abandonado pelo pai como essa menina. Por isso acho que a decisão do STF é correta e o menino deve ser devolvido ao seu pai verdadeiro sim.
Jose Affonso
-23/12/2009 às 13:52
Permita-me discordar totalmente de seus comentarios. O caso mais parecido ao do menino Sean Goldman tem nome e sobrenome: “Elian Gonzalez”. Lembra-se? E o caso do menino cuja mae cubana fugiu aos Estados Unidos durante o governo Clinton, levando o filho (Elian), entao com sete ou oito anos, sem o consentimento do marido, buscando uma vida melhor do que a que tinha na ilha dos irmaos Castro. Travou-se uma outra, violenta batalha juridica e diplomatica entre os E.U.A. e Cuba, com tios da crianca residentes em Miami e o pai da crianca residente em Havana reclamando a guarda do garoto. Apos uma batalha de sete meses (e nao de cinco anos como no caso brasileiro), Elian foi, afinal, devolvido a Cuba e a seu pai. Elian – nao – foi ouvido pela justica americana por uma simples razao: uma crianca de tao tenra idade nao tem discercimento para tanto, identificando-se com aqueles que lhe dao conforto, teto e comida (no caso, os tios cubanos residentes nos E.U.A.). Ademais, como ficaria a situacao das criancas submetidas a “Sindrome de Estocolmo”? Decisao acertada, ainda que tardia, da justica brasileira.
Karen
-23/12/2009 às 13:46
Eu nao acredito como as pessoas podem ter visoes tao embacadas da realidades. Padrastos e avos podem querem ao menino, mas quem tem o total e absoluto direito de criar o garoto eh o pai! As comparacoes que foram feitas sao um tanto absurdas. Essa situacao nada tem a ver com a da menina brasileira adotada. Ela foi dada a adocao, e na minha opiniao, a adocao JAMAIS deveria ser revertida. Os pais adotivos passam a ser os que tem o direito total e absoluto de criar a crianca. O pai de Sean nunca desistiu do filho. E a comparacao com os meninos assassinos eh ainda mais grotesta!!
O padrasto e avos “devem ama-lo muito”, e podem continuar amando, mas a justica deve garantir o direito do pai de ser pai! Por que eh tao dificil?
E como querer que um menino que ha tanto tempo nao passa tempo com o pai devida essa situacao. Um adolescente nao sabe o que eh melhor, como pedir isso de um garoto de 9 anos? Eh logico que ele seja inclinado a querer ficar com a familia brasileira, simplesmente porque eh com ela que ele tem passado mais tempo. E poder de persuacao que essa familia pode estar exercendo na crianca, mesmo que inocentemente, eh enorme!
As leis americanas e internacionais defendem o direito do pai americano, porque eh simplesmente senso comum que deveria ser defendido!!! E assim se portaria a justica brasileira, se o caso fosse com um pai brasileiro. O povo e imprensa brasileiros, por exemplo esta coluna, sao demasiado inclinados a defender o que eh “brasileiro” e ir contra o que “americano”. Eh sempre assim, mas em uma situacao dessa, esta faltando sensatez!
Daniel Correa
-23/12/2009 às 13:34
Com todo respeito, um dos piores textos que li sobre o assunto. A colunista deixa nas entrelinhas a possibilidade do pai biològico maltratar a criança e por isso, ela deveria ficar no Brasil.
A lògica é absurda.
E os casos onde os pais adotivos maltrataram as crianças, nao serao lembrados?
veridiano
-23/12/2009 às 13:17
Para mim, basta se ater a um ponto para encerrar esta discussão: se um genitor morre e o outro está vivo e quer cuidar de seu filho que então este filho fique com este genitor. Ou seja, o pai do Sean está vivo e quer o filho. Então, que ele fique com o filho. É tão simples de entender isto. Nenhum colunista ou pessoa precisa fazer tantas anáilises para se chegar a esta conclusão. Este pai teve o filho sequestrado no país em que nasceu. Sean não é brasileiro é americano. A mãe foi quem se separou do pai e não o filho. Foi uma escolha dela e ela não tinha o direito de tirar o filho do pai e do seu país. Me chamou a atenção o machismo da avó materna do garoto. Ela disse que com a morte da mãe uma criança deve ficar com a avó. Ou seja, esta mulher nem peparada emocionalmente está para cuidar deste garoto e, também, é muito egoísta. É ela e sua família que devem ir aos Estados Unidos verem o garoto e não pai, que tem o direito de ter o filho ao seu lado, que deve se deslocar dos Estados Unidos para ver o filho no Brasil.