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16/12/2010

às 17:14 \ pesquisas

Menino ou menina?

Não há dúvidas de que a participação da mulher na nossa sociedade aumenta a cada dia. Embora nunca tenha me sentido discriminada no Brasil por ser uma cientista mulher, isto não acontece em todos os países do mundo. Nos Estados Unidos, pasmem, ainda há diferença de salários de acordo com o gênero, as mulheres ganhando menos, é claro. Na política, a representatividade das mulheres em posições de chefia ainda é pequena, mas acabamos de ter uma eleição histórica. Pela primeira vez teremos uma mulher no comando do país. Será que isso poderá alterar a vontade de casais de ter filhos preferencialmente de um sexo?

Diagnóstico pré-implantação (DPI) permite selecionar o sexo do futuro bebê

Embora em muitos paises o uso do DPI não seja permitido para seleção de sexo, algumas clínicas oferecem essa tecnologia se os futuros pais assim o desejarem. Trata-se de uma questão ética importante. Na próxima coluna vou falar mais a respeito. Entretanto, uma discussão muito interessante é saber o que aconteceria se os casais em vias de “engravidar” tivessem a opção de escolher o sexo do seu futuro bebê?

Na China e na Índia a preferência pelo sexo masculino já causou desequilíbrio entre os gêneros

Em algumas regiões pobres da Índia, a taxa de homens e mulheres é de 130 por 100. A preferência por homens advém em muitos casos da necessidade de dote, mesmo em famílias de menor poder aquisitivo, o que torna as mulheres uma desvantagem econômica. Na China, especialmente, cresce o número de nascimento de homens devido ao aborto seletivo que, embora seja proibido por lei, é praticado em larga escala, já que a maioria dos casais só tem um filho e prefere menino.

E na Inglaterra, o que os casais preferem?

Na Inglaterra, o rumo dessa discussão se tornou interessante. Um questionário foi enviado em 1993 a um grupo de 2.300 grávidas perguntando: se elas pudessem escolher, o que iriam preferir? Menino, menina ou indiferente? Um grupo respondeu que preferia menino, outro menina e um terceiro grupo declarou que era indiferente. A análise dos resultados mostrou que, se a população da Grã-Bretanha pudesse escolher o sexo de seus futuros filhos, isso não causaria um desequilíbrio de gênero. Pesquisa semelhante, realizada na Alemanha, deu praticamente o mesmo resultado. Isto é, aparentemente não existe uma preocupação tão grande pela escolha do sexo dos futuros filhos entre os ocidentais.

É interessante observar o que ocorreu no Japão. A preferência por filhos homens que era gritante 25 anos atrás mudou radicalmente. Uma pesquisa realizada em 1999 revelou que 75% dos casais escolheriam uma menina se tivessem uma só criança. Aparentemente isso se deve a mudanças na economia e a maior pressão social sofrida pelos homens.

E no Brasil?

Se no Brasil os casais pudessem escolher o sexo de um futuro descendente qual seria a opção? É uma curiosidade que me persegue há muito tempo e por isso resolvi fazer essa enquete por meio de um questionário muito simples. São só quatro perguntas, mas as respostas podem nos revelar um resultado muito interessante. Participe:

Se você só pudesse ter um único descendente o que você iria preferir?

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Qual é a sua faixa etária?

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Qual é seu nível de instrução

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Você é do sexo:

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Por Mayana Zatz

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32 Comentários

  1. Josemar

    -

    26/12/2011 às 10:49

    Na atual conjuntura do Brasil, observo que as mulheres conseguem até mais espaço que muitos homens. Prefiro meninas, pois também são mais preocupadas com os pais, especialmente com o pai. Além do mais, as estatísticas comprovam que filhas incomodam menos os pais: raramente empunham armas, um contingente muito menor usa drogas, dirigem carros com mais parcimônia e por aí vai.

  2. Josimar

    -

    13/12/2011 às 10:13

    Gostaria de ter um menino, pois já tenho 3 meninas.

  3. mariana andrade

    -

    06/02/2011 às 11:32

    Eu tenho uma menina e gostaria muito de ter outra menina,mas somente por que na minha familia teve quatro caso de scid uma doença hereditaria rara,que é mais comum em meninos,mas se não fosse isso adoraria ter um casal.

  4. Saori san

    -

    26/01/2011 às 20:38

    Ao Sr Edcarlos,
    Houve um erro no seu comentário. Quem se leva pelo sentimento são os homens e não as mulheres. Não vejo mulheres bêbadas por aí caídas no chao e fedidas por que a MULHER ABANDONOU. Não vejo mulheres MATANDO seus ex-maridos ou namorados por CIÚMES. E tbm não vejo mulheres tendo que usar a BRUTALIDADE para enfrentar os seus problemas. Assim como é muito dificil uma mulher AGREDIR os próprios pais. A mulher é um ser calmo, pensa antes de fazer besteira, e USA o sentimento para conseguir aquilo que ela quer, então… MULHERES GEM COM A RAZÂO.

  5. ana beatriz

    -

    25/01/2011 às 10:11

    tinha que tem bbb para criança

  6. Amanda

    -

    05/01/2011 às 15:11

    pra mim não importa o sexo
    pra mim importa ter um filho saudavel

  7. Just-for-fun

    -

    23/12/2010 às 9:21

    Sem ofensas, ia esquecendo de afirmar que se o processo e o rigor na escolha dos espermatozóides que irão fecundar for semelhante ao da escolha do grupo de faixa etária deta pesquisa, desconfio que vai ter que “ralar” muito no algoritmo do programa de simulação para seleção.

  8. Just-for-fun

    -

    23/12/2010 às 9:05

    Aritmética de colégio: no item faixa etária existem grupos que tanto podem pertencer a um grupo como outro.
    Dizem que um simples coito não é tão simples assim, que a natureza ali mais uma vez impôs uma das etapas de seleção do mais apto a sobreviver. É uma gincana da probabilidade do mais ágil espermatozóide chegar ao alvo ou teriam outros fatores ali envolvidos? Se mesmo no processo de evolução após bilhões de anos ainda geram numero significativos de defeitos, antes de partir para definição do sexo, gostaria de ouvir o que a ciência faz para se aproximar deste processo natural. Seriam os não aptos para gerar, aptos para tal tarefa? Ao interferir em tal processo para satisfação egocêntrica, não estaria esta solução individual gerando uma outra com conseqüência imprevisível?

  9. Odinovaldo Dino Bueno

    -

    22/12/2010 às 17:08

    Talvez a escolha não represente a questão de obter sucesso na vida profissional. Mas, sim, na maneira mais fácil de se educar a criança. A menina sempre é mais meiga. Obediente às normas familiares.
    A opinião se baseia em estudo na família. Portanto, achei oportuna e sapiente a pesquisa. Seu resultado e as justificativas serão aguardados com boa expectativa.
    A revista veja vem sempre se destacando pelo pionerismo nos assuntos atuais. Este, com certeza, pelo número reduzido de filhos, há muita polêmica na escolha dos sexos dos herdeiros. Daí a grande expectativa pelo resultado da feliz ideia da pesquisa.

  10. Luís Felipe

    -

    22/12/2010 às 16:32

    Gostei do post! Parabéns!
    Confesso sentir admiração pelos avanços científicos no tocante à genética! Porém, acho um “crime” intervir na vida de nossos filhos ao mundo!
    Pensando-se em questões de saúde e doença… talvez pudesse me flexibilizar…
    Onde estariamos colocando a emoção da vida?
    A espera?
    O carinho?
    O aprendizado?
    Talvez pudesse aprofundar nesses temas!
    Abraço!

  11. jorji

    -

    20/12/2010 às 15:49

    Essa questão tem que ser analisada de forma mais acadêmica/científica, esse assunto é determinante para a preservação da nossa espécie, a questão demográfica e da engenharia genética.Na maior parte das espécies de mamíferos, nasce mais machos que fêmeas, é uma simples questão de seletividade, os machos morrem mais pela razão que tem que disputar as fêmeas e estabelecer territórios contra os outros machos da espécie, na nossa espécie acontece o mesmo, nasce mais homens que mulheres, porém os homens morrem muito mais, aliás, a causa da violência tem como causa esse processo seletivo. A partir do momento que a ciência já dispões do mecanismo da escolha do sexo na concepção, um casal poder optar pelo sexo de um bebê, e puder escolher outras características como a cor dos olhos, altura, personalidade, etc, é o que sempre temi, na minha concepção será o nascimento dos Frankstein, o verdadeiro monstro está por nascer, o homem travestido de “DEUS”, poderá ser o começo do fim de nossa espécie.

  12. Henrique Borges

    -

    19/12/2010 às 18:12

    Acho uma babaquice sem igual uma pesquisa dessas. Como um leitor falou abaixo, não estamos escolhendo cachorros ou gatos.

  13. marina

    -

    18/12/2010 às 17:41

    Com o machismo que impera no Brasil em que a mulher tem que ser sarada,vitaminada,popuzuda e outras aberraçoes juro que ter uma filha mulher mesmo que física nuclear é uma preocupaçao a mais por causa disso,do machismo!

  14. mayana zatz

    -

    18/12/2010 às 15:28

    Galadriel
    A análise estatítica vai considerar todas as respostas em conjunto . Depois poderemos verificar se houve diferenças em relação a faixa etária, grau de instrução etc…
    Grande abraço

  15. mayana zatz

    -

    18/12/2010 às 15:24

    Gow
    A hemofilia e outras doenças de herança recessiva ligada ao X obedecem ao seguinte padrão de herança: Se a mulher for portadora, metade de seus filhos podem ser afetados e metade de suas filhas poderão ser portadoras, clinicamente normais. Se o homem for afetado, todas as filhas serão portadoras mas todos os filhos serão normais. Portanto nesse caso pode pular gerações: avô passando para neto através de filha portadora.
    Grande abraço

  16. mayana zatz

    -

    18/12/2010 às 15:19

    Constancia
    Não tenho tanta certeza se os homens enfrentam melhor as situações dificeis ou se não lhes é permitido demonstrar “fragilidade”
    Grande beijo

  17. mayana zatz

    -

    18/12/2010 às 15:17

    Obrigada Marina, vou pedir para mudarem. E muitissimo obrigada também pelos comentários. Envie a enquete para tua rede de conhecidos. Quanto maior o número de pessoas que responderem maior a significancia dos resultados. Grande abraço

  18. Constancia Gotto Urbani

    -

    17/12/2010 às 17:10

    Tenho duas moças, vejo que as mulheres são mais frágeis, detalhistas e muito sonhadoras e por isso sofrem mais ao ter que enfrentar contrariedades, acho que os homens conseguem suportar melhor as dificuldades de qualquer situação

  19. Gow

    -

    17/12/2010 às 16:41

    A hemofilia é passada de mäe para o filho – que desenvolve a doenca – como também é passada para a filha – mas esta näo desenvolve, só repassa para os seus descendentes. Essa escolha de sexo seria útil nas famílias hemofílicas: filhas portadoras escolheriam só meninas, as näo portadoras estariam livres para terem filhos dos dois sexos. Se for assim, ajudará muito essa escolha, porque as portadoras de hemofilia acabam näo podendo ter filhos, com medo de passar a doenca para os seus descendentes. Pergunto: a hemofilia pula geracöes, ou só é passada da mäe, e näo da avó, bisavó…etc. ???

  20. Marina Ramalho

    -

    17/12/2010 às 15:28

    Mayana, uma sugestão: nas opções de resposta sobre faixa etária, você não deveria repetir a mesma idade em mais de uma opção de resposta. Por exemplo: tenho 30 anos. Posso marcar a primeira e a segunda opção. As opções de resposta deveriam ser “Entre 20 e 30 anos”, “Entre 31 e 40 anos”, “Entre 41 e 50 anos”, “Entre 51 e 60 anos”. De resto, achei o texto muito interessante e admiro muito o seu trabalho.

  21. Danielle

    -

    17/12/2010 às 10:27

    Mayana,

    Se eu pensasse só em mim mesma, a resposta seria menina, sem sombra de dúvidas. Mas ao contrário de você, eu considero que as mulheres brasileiras sofrem uma enorme discriminação. Nossos salários são, em média, 30% inferiores ao dos homens apesar de somarmos mais anos de estudo que eles e nosso desempenho escolar ser superior. Esta diferença independe do grau de escolaridade, da posição do trabalhador ou de sua área de atuação. Ganhamos menos, mesmo em atividades que são nicho feminino ocupacional por excelência. O propalado “papel social” da mulher a coloca, no Brasil, numa posição desprezada, invisível(observe o comentário do leitor edcarlos sobre nós. É uma comentário preconceituoso que reflete a opinião da maioria dos brasileiros). A reprodução doméstica ainda recai predominantemente sobre nós, não é vista como uma responsabilidade de todos, família, sociedade e Estado. Enfim, poderia escrever um enorme discurso citando o machismo sul-americano profundamente arraigado tanto entre as mulheres como entre os homens, a violência, o preconceito, o desrespeito e a desvalorização. Infelizmente, não acho que o Brasil, brasileiros e brasileiras, seja assim tão receptivo com suas mulheres. Se eu vivesse na Europa, minha opinião seria outra. Mas países europeus são diferentes: os ideiais do movimento feminista tiveram uma maior entrada nestes paises, o empoderamento feminino é alto e a própria queda do crescimento vegetativo fez que os Estados europeus reavaliasse seu papel e valorizassem mais suas mulheres. Vivendo na Inglaterra ou, principalmente, na Alemanha e em países Escandinavos, eu não pensaria duas vezes: menina, com certeza. Vivendo no Brasil, respondo menino, muito mais por ele do que por mim. É um pensamento individualista e paradoxal ante minhas colocações,afinal, pensando assim, eu apenas reproduzo a desvalorização machista que recai sobre as mulheres. Mas, eu prefiro ser pragmática. As mudanças que eu gostaria de ver, dificilmente ocorrerão na minha geração ou na próxima. Nossos homens e, principalmente, nossas mulheres, não estão preparadas para um país diferente, mais igual, mais equânime.

  22. Valéria

    -

    17/12/2010 às 9:00

    Tenho 41 anos,casada e tenho 3 filhas de 21,20 e 16 anos. As de 21 e 20 fazem faculdade de medicina e já tem suas carteiras de motorista. A mais nova quer fazer faculdade de engenharia civil. Eu e meu marido sempre educamos nossas filhas para terem uma boa profissão, serem independentes.Não me importei em não ter um menino! Mas se morasse em determinados paises, com certeza queria só meninos, pois as mulheres são tratados como “nada”.

  23. Herik

    -

    17/12/2010 às 8:23

    Homem é muito mais fácil de criar e de manter. Além do mais um homem se torna independente mais cedo, além do mais mulheres se vão pela e moção e homens pela razão… ou seja mulheres engravidam e arrumam problemas mais cedo do que homens.

    CONCORDO !

  24. Thiago

    -

    17/12/2010 às 1:39

    Acho simplesmente ridículo um casal querer escolher o sexo do seu filho. Você não está comprando um cachorro ou um gato. Você vai querer escolher a cor dos olhos? O tipo de cabelo? A cor da pele? Não existe essa do que é mais fácil criar, um menino ou uma menina. Filho não é um bem comerciável. Não se pode aceitar que a sociedade, ainda que isto represente grandes avanços tecnologicos, manipule o DNA de modo que a criança nasça com um dado sexo.

  25. MBRAGA

    -

    17/12/2010 às 1:29

    Um mundo com mais mulheres teria mais paz e harmonia

  26. Lidia

    -

    16/12/2010 às 23:36

    Não tenho filhos. Não consegui, muito provavelmente, por ser portadora de lúpus (doença autoimune) desde a adolescência. Após anos tomando cortisona, a doença entrou em remissão. Há 17 anos, ela está adormecida, mesmo assim não recuperei a possibilidade de gerar. Para quem enfrentou uma situação assim, o sexo de um descendente é o que menos importa. Menino ou menina, tanto faz. O mais importante é ter o filho.

  27. maria jose

    -

    16/12/2010 às 21:54

    Eu acho que muitas vezes nos equivocamos até com a escolha de um simples par de sapato. Como escolher o sexo de um filho?

  28. edcarlos

    -

    16/12/2010 às 20:13

    Homem é muito mais fácil de criar e de manter. Além do mais um homem se torna independente mais cedo, além do mais mulheres se vão pela e moção e homens pela razão… ou seja mulheres engravidam e arrumam problemas mais cedo do que homens.

  29. Galadriel

    -

    16/12/2010 às 19:51

    Devia ser uma estatistica considerando tudo e não cada voto separado.

  30. Mayana

    -

    16/12/2010 às 19:35

    Tem razão Mariana. Vamos perguntar
    Obrigada

  31. mariana

    -

    16/12/2010 às 18:38

    Faltou perguntar o sexo de quem está opinando. Ia ficar ainda mais interessante.


 

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