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24/06/2009

às 14:59 \ Arquivo

A história de uma pesquisa salva


Isso aconteceu no último fim de semana. E a pesquisa só foi salva graças ao apoio do diretor da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, professor José Antonio Visintin, que entendeu o meu desespero ao tomar conhecimento que a nossa pesquisa corria o risco de ser interrompida, com prejuízos irreparáveis. Tínhamos que injetar células-tronco em cães que têm distrofia muscular e não tínhamos acesso a eles.

Que pesquisa é essa?

Trabalho há muitos anos com doenças neuromusculares. Essas doenças atingem uma em cada 1000 pessoas, ou seja, cerca de 200.000 brasileiros. Dentre elas, uma das mais graves é a chamada distrofia muscular de Duchenne (DMD) que só atinge meninos. Eles têm uma mutação em um gene e não produzem uma proteína que é essencial para o músculo: a distrofina. Sem a distrofina, o músculo vai degenerando, o que provoca fraqueza progressiva. Ao redor dos 10 anos eles perdem a capacidade para andar e a doença continua avançando. O nosso grupo, no centro de estudos do genoma humano tem pesquisado o potencial de células-tronco de diferentes origens (cordão umbilical, tecido adiposo, polpa dentária entre outros) para formar músculos. Se conseguirmos, teremos um tratamento para essas doenças, um sonho que persigo há décadas.

Existem cães com essa patologia

São da raça Golden retriever. O pesquisador americano Joe Kornegay descobriu há alguns anos que existiam cães dessa raça com essa mesma doença. Eles também não têm a distrofina no músculo e apresentam uma fraqueza progressiva. São chamados de GRMD (golden retriever muscular dystrophy). Se conseguirmos tratar esses cães, estaremos a um passo do tratamento humano. E isso nos motivou a ampliar nossas pesquisas que até então eram realizadas só em camundongos. Começamos a injetar células-tronco nos cães e observar se eles conseguem recuperar os músculos. Não é uma pesquisa fácil. As injeções têm que ser feitas mensalmente com um controle rigoroso.

O canil da escola de Veterinária da USP

Os cães estavam em um canil da escola de Veterinária da USP. Era lá que estávamos injetando as células-tronco, uma vez por mês, desde outubro de 2008. Com o tempo, começaram a surgir várias dificuldades até chegarmos a um ponto insustentável. Decidi que eu precisava retirar os animais de lá e comuniquei isso à professora responsável pelo canil. No último fim de semana, tínhamos que injetar células-tronco nos cães.

Descobrimos, no sábado, que o canil estava com cadeado novo. A pessoa responsável havia viajado. Tentamos contato, o que foi impossível. Pedimos ao tratador que nos abrisse a porta do canil, o que foi negado.Não adiantou argumentar que eu era a responsável pela pesquisa e precisava dos animais. Então pedi autorização ao diretor da Veterinária para serrar o cadeado e retirar os cães do local. Era o único jeito de salvar o experimento. Meu pedido foi atendido e em nome de todos os pacientes agradeço novamente o apoio do professor Visintin.

Nossos fiéis colaboradores vão ganhar uma casa nova

A boa notícia é que nossos amigos caninos vão ganhar um espaço novo na USP. Com isso também espero concretizar um sonho que venho acalentando há alguns anos com os irmãos sadios desses animais afetados pela doença. Um trabalho realizado na Nova Zelândia mostrou que esses cães, da raça Golden retriever, são ideais para cumprir uma missão muito importante: treinar pessoas em cadeira de rodas. Além da nossa pesquisa, que poderá se transformar em futuros tratamentos, esses nossos amigos poderão tornar-se grandes companheiros de pessoas com necessidades especiais.

Por Mayana Zatz
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58 Comentários

  1. blanca rosa adorama torreyra

    -

    11/01/2012 às 19:16

    Ola preciso urgente de um veterinário,faculdade de veterinária gratuita,tenho uma cachoorra de 1 ano e 8 meses,com aplasia medular,e ta dificil,ta na fase cronica,as ve\es tem febre,espirra,tem sangramento,tácom trombocitopenia+++,podem me ajudar? obrigado

  2. RAFAEL

    -

    15/12/2010 às 11:38

    A justiça foi feita agora os cães terão que voltar aos verdadeiros responsaveis muito se falou mas não se foi dito que pesquisas envolvendo outras doenças foram interrompidas por um jogo de vaidades.
    Nã se pode tirara animais doentes de um local sem ter quarentena nem um veterinario que ja acompanha eles a muito tempo junto.
    Se fosse so os animais que tivessem sido levados de acordo das duas partes pesquisadores veterinarios e dos genoma em comum acordo ok mas os animais foram levados sorrateiramente isto existem videos de segurança pra provar e como foi provado em juizo quem tinha razão não é a pessoa como muitos exaltaram como heroina, e sim os veterinarios que cuidaram diariamente destes animais e que estavam trabalhando com eles e pesquisando tanto a distrofia como diversos outros tratamentos.

  3. Sonia

    -

    02/11/2009 às 21:00

    Parabéns pela pesquisa. Enquanto muitos tentam destruir esse maravilhoso planeta, poucos trabalham incansavelmente para salvá-lo. Tenho uma golden lindíssima mas espero que um dia alguem encontre uma cura para as displasias coxofemoral que também acometem o ser humano.

  4. Sérgio Augusto Carli

    -

    24/08/2009 às 22:30

    Tenho vários parentes com distrofia muscular progressiva e peço informarme todo mês sobre como estão as pesquisas com células tronco em cães(vários parentes meus estão querendo ser cobaias para a cura desta terrível doença); a minha mãe esta em fase terminal desta terrível doença, ela já não anda mais a 3 anos(ela esta internada no HOSPITAL MÁRCIO CUNHA de Ipatinga,Minas Gerais, no apartamento 308,telefone 031 38299308, ela esta respirando atraves de BIPAP, ela esta interna a sete meses neste hospital, o nome dela é MARIA AMÉLIA MOREIRA CARLI. O meu telefone é: 031 38255206 e 38255088 e 86499374.

    ESTA MENSAGEM A PARA A DOUTORA : MAYANA ZATZ

  5. Heleno

    -

    22/08/2009 às 0:22

    Li praticamente todos os comentários. Só vou dizer uma coisa: não é preciso um raciocínio
    mais aprofundado para entender que, dificilmente, a Prof. Mayana tomaria essa atitude, de mandar serrar cadeados e transferir os cães de local, para que não tivesse prejuízo em suas pesquisas, se tivesse havido a devida e esperada colaboração por parte do outro lado envolvido. Simplesmente tentaram prejudicar a professora. Será que é inveja ?! Diz-se que inveja pode ser falta de competência ! Parabéns, Professora e força com as pesquisas !

  6. Felipe

    -

    15/07/2009 às 14:57

    História muito mal contada….

  7. Vinícius

    -

    08/07/2009 às 19:04

    PARABÉNS Dra. Mayana… pessoas como você são uma inspiração para estudantes como eu!!!!

  8. Antonio Farias

    -

    08/07/2009 às 16:08

    Obrigado Dra. Mayana pela dedicação incançavel em prol do estudo envolvendo células tronco, espero um dia no futuro poder seguir seus passos e ajudá-la em suas pesquisas, no momento curso ciencias biologicas como um dia a senhora cursou e tambem espero me especializar em genetica.

  9. Zé Roberto

    -

    07/07/2009 às 17:59

    Sou fã da Dra Mayana e espero que estes animais estejam sendo tratados com respeito e dignidade!

  10. Marco Place

    -

    06/07/2009 às 13:43

    já se vê que faltou ética… Comissão de Ética em Pesquisa com Animais.

  11. Romilta Passos

    -

    05/07/2009 às 22:45

    Dra. Mayana, é incrível e reconfortante a sua luta por essas doenças neurológica, sinto-me muito atraída pelo seu trabalho de pesquisa.Dedico minha fé e confiança em você!Espero a cada pesquisa e publicação uma notícia que venha sanar essa limitação, que o nome já diz!!Muito obrigada, Romilta (portadora de distrofia muscular)

  12. Michael

    -

    03/07/2009 às 11:07

    Esta historia toda esta indecente demais…não existe ética em lugar nenhum mais…

  13. Raimundo

    -

    02/07/2009 às 23:23

    Puxa! Já ouvi baxarias na Veterinária mas igual a essa é a primeira vez. Oh gente, vocês estudam tanto para isso?! que vergonha!!!

  14. Sophia

    -

    01/07/2009 às 16:00

    Valdemar, já existem inúmeras revistas com conteúdos referentes a ciências gerais, já que vai prestar vestibular seria interressante pesquisar a respeito, além disso trabalho na área e espero que consiga seguir os passos de um bom pesquisador que tenha ética e respeito pelo seu trabalho o que atualmente a Drª Mayana não parece apresentar, uma vez que é muito fácil vir a uma resvista de grande porte e tentar se colocar como uma heroína, deixando a verdadeira história de lado. É triste ver que uma pesquisadora tenha feito tudo isso de caso muito bem pensando, para que as consequências desse ato criminoso não recaíssem sobre ela. Foi roubo sim, uma vez que os cãe são de propriedade da Drª Maria Angélica e a Drª Mayana entra com os recursos financeiro, e realmente, nesta área não existe o que se chama dia últil, mais existe algo chamado cronograma e se essas células realmente deveriam ter sido aplicadas no final de semana, garanto que isso não foi pensado de ultima hora e que se realmente houvesse experimento já deveriam ter informado a responsável pelo canil no inicio da semana.E para finalizar, muito experimentos e teses foram prejudicados sim, pois a “heroína” em questão não levou apenas os cães de seu experimento, e sim muitos outros, o curioso é que os cães que foram levados foram os que estava em melhores condições engraçado não? Pois já que os mesmo sofriam maus tratos, todos tem o direito a visa, logo todos deveriam ser salvos!

  15. Valdemar Neto

    -

    01/07/2009 às 10:33

    A Editora Abril poderia criar uma revista contendo assuntos que englobem as ciências gerais. Adoraria uma revista assim!!! ****Drª Mayana, sinto-me muito atraído pelo seu trabalho de pesquisa. Penso em seguir os mesmos passos. Vou prestar vestibular esse ano e espero passar pra seguir numa carreira de pesquisas.

  16. Angélica

    -

    01/07/2009 às 10:13

    Se os animais eram dela… Atitude bem tomada pela Dr. Mayana. Respeito a opinião de quem é do curso de veterinária e mais do que tudo zela pelo bem estar e pela vida dos cães.Mas gente… sumir com o cadeado assim, antes de tudo, estes cães possuem distrofia, a tentativa da doutora é de tentar curá-los para que graças a eles e a ela vidas possam ser salvas. Vidas dependem desses bichinhos! Horário comercial ou não, ainda bem que eles estão no lugar certo agora!

  17. carmen

    -

    01/07/2009 às 8:59

    ok

  18. Renata

    -

    30/06/2009 às 20:51

    Realmente, é incrível sua compaixão por animais distróficos, os quais, mesmo os mais doentes, recebiam ótimo tratamento, e apesar de estarem num canil, muita etenção e carinho. Aliás, os animais que precisavam ser salvos desse lugar horrível e estavam muito doentes a senhora não levou… E por que?! De onde retirou verba para construir outro canil para esses pobres animais mal tratados? Se tinha acesso a essa verba, por que não a aplicou ao canil onde eles já viviam?! Mas ainda bem que existem pessoas boas como a senhora que não medem esforços para roubar, digo, salvar, esses pobres e indefesos animais. Mesmo que para isso seja necessário serrar cadeados durante as primeiras horas da manhã! O mundo precisa de mais pessoas como a senhora, uma verdadeira …. heroína?!

  19. Evelyn

    -

    30/06/2009 às 19:06

    Dra. Mayana, é incrível e reconfortante a sua luta por essa causa.Muito obrigada, Evelyn (portadora de distrofia muscular)

  20. Adriana

    -

    30/06/2009 às 17:05

    Lilian, se tem plantonista de segunda à segunda pq o Caue disse que a pesquisa só pode ser feita em horário comercial? Mais uma vez, como disseram abaixo, estão chamando a ” Pró-reitora da USP de ladra e o diretor da veterinaria da USP de cumplice”. VERGONHA

  21. CM

    -

    30/06/2009 às 13:35

    “A retirada dos cães do canil foi realizada às 5:00 da manhã…..Isso é roubo ou não é??????”O dono tem posse a qualquer momento, seja às 5 da manhã ou às 3 da tarde. Não conheço nada dessa história, mas esse argumento não tem nada a ver.CN

  22. Lilian

    -

    30/06/2009 às 9:07

    Para quem não sabe, os animais tem cuidados de segunda a segunda, tem plantonistas aos sabados, Domingos e feriados. A retirada dos cães do canil foi realizada às 5:00 da manhã…..Isso é roubo ou não é??????

  23. Adriana

    -

    29/06/2009 às 20:18

    Cauê, você é pesquisador?? Pq falar para fazer ciencia em horário comercial parece PIADA! João, quando se faz pesquisa de verdade não se pode usar o mesmo animal em mais de um projeto ao mesmo tempo. Por isso esse seu argumento de que “os pesquisadores vinculados à antiga professora responsável pelos animais estão sem o acesso aos animais para fazer suas pesquisas” não tem nenhum fundamento. Se a Prof. Mayana estava injetando celula troncos nos cachorrinhos outros alunos não devem ter tido suas pesquisas prejudicadas. E se tiveram, é pq usaram os animais tratados com celula tronco, mais um motivo para a Dra. Mayana ter tirado os animais!Marco Aurelio: pelo que ouvi o canil da faculdade de veterinária era mantido com o dinheiro da pesquisa da Dra. Mayana. O que faz tudo ficar bem pior.Correção ao Fake: Zatz é com Z!

  24. Marco Aurélio

    -

    28/06/2009 às 9:19

    A Médicina Veterinária é uma ciência. Com base na ética, bem estar e outros princípios estudamos os animais para que eles servam a sociedade. Não se deixe levar pela emoção mas sim pela razão. Os seres vivos existem para servir os seres humanos. Se a alguém estuda ou estudou Med.Vet. porque ama os animais, e coloca estes na frente da vida humana, precisa rever seus conceitos. Não deveria gastar tempo e $$$ na faculdade de veterinária, mais barato seria montar um canil ou pet shop para cuidar dos bichos.Pesquisas sob responsabilidade técnica competente e dentro da lei, vai salvar inúmeras pessoas.

  25. Arthur

    -

    27/06/2009 às 18:59

    Tem uma coisa que me choca nesta história… Quer dizer que trocaram o cadeado e não avisaram a prof. Mayana, sabendo que ela tinha experimento la?! E pessoa responsável pelo canil não disponível!? Que baixaria…é lógico que foi tudo feito de propósito…que coisa mais grosseira…Fez bem em retirar os cachorros, com gente que tem este tipo de atitude não dá pra trabalhar mesmo…

  26. Mayana Zats

    -

    27/06/2009 às 16:19

    Obrigada gente, eu sei que sou uma heroína mesmo!

  27. João

    -

    27/06/2009 às 8:53

    Como pró-reitora de PESQUISA da USP, respeitada universidade nos quesitos de pesquisa e extensão, e importante divulgadora científica no Brasil, é totalmente válido a intenção da interação entre pesquisadores, principalmente aqueles que fomentam tratamento adequado aos animais que estão sendo criados específicamente às pesquisas dessa severa doença genética, que é uma das maiores causadoras de óbito infantil.Se as acusações recaídas sobre a professora responsável (impedimento – por alunos ou não – ao acesso do canil, a não existência de pessoas q cuidem desses animais no final de semana) forem realmente válidos (existerem provas), é imprescindível o julgamento dessa dita responsável nos meios legais e acadêmicos.Mas o contrário também é válido. Se existerem provas de q, como a Letícia colocou, os animais foram roubados durante a madrugada e os animais estão sem o tratamento adequado e que os pesquisadores vinculados à antiga professora responsável pelos animais estão sem o acesso aos animais para fazer suas pesquisas, a prof.a. Mayana e/ou a pessoa reponsável pelo roubo e manutenção dos animais deva ser julgado(a) nos mesmos meios.Esperemos q a pesquisa fique sob uma ética profissional transparente entre pesquisadores.

  28. Cauê

    -

    26/06/2009 às 22:45

    Tenho fundamentos para acreditar que estes acontecimentos sejam verdadeiros. No entanto, penso o seguinte: por que as injeções não foram realizadas durante a semana, quando o canil fica aberto? Seria tão trabalhoso ter feito isso, frente a uma pesquisa tão importante? O canil não pode ficar aberto à agenda dos pesquisadores. Estes que devem se adequar ao local, ou acertar os horários das visitas com os gestores do canil. Honestamente, este relato me parece mais uma “alfinetada” política do que um real protesto em prol da pesquisa, que poderia ter sido realizada em um dia útil, ou em prol dos animais, os quais docilmente cedem seus vivos organismos para permitir a evolução da ciência.

  29. luciano

    -

    26/06/2009 às 10:59

    Parabens prof. Mayana, Varias historias irão surgir para defender e mascarar as atitudes da pessoa responsavel pelo canil, é sempre assim…..mas graças a Deus temos pessoas que não se intimida E LUTA PELO CERTO…..sOU ALUNA DA VETERINARIA E A sR. TEM O MEU APOIO E ADMIRAÇÃO…..e posso ganratir que aqui ja teve absurdos maiores….mas infelismente algumas pessoas se acovardam….

  30. Maria

    -

    26/06/2009 às 10:53

    Caros leitores,A atitude da Dr. Mayana deve ser levada em consideração, mesmo que tenha duas Versões, pois sou aluna da Veterinária e vários absurdos acontecem aqui, por causa de EGO, pesquisas interrompidas por pessoas que estão em cargos administrativos que deveriam contribuir para o desenvolvimento de novos cientistas de qualidade, mas preferem travar guerra de EGOS do que contribuir com a formação dos alunos…….e quando vejo pessoas que colocam a pesquisa acima destas questões acredito que todos devem admirar e apoiar pois já estamos cansados de atitudes déspotas que somos submetidos aqui…..portanto acredito que a prof. Responsável por este canil deveria aprender a trabalhar em grupo e não firmar colaborações por interesses políticos e sim pelo simples fato de contribuir

  31. Angela

    -

    26/06/2009 às 9:20

    Em primeiro lugar gostaria de falar que conheço a equipe que compõe o grupo da veterinária, e afirmo que são pessoas muito responsáveis, e que cuidam dos cães com muito amor e carinho! Engraçado que a pesquisa em questão, pelo que eu sei, envolve apenas 2 cães. Pq levaram 22 então? e mais, a equipe da veterinária possui cães que são usuários de cadeira de rodas tb! pq eles não levaram os cães mais necessitados de carinho e cuidados, que fazem uso real de cadeiras de roda? é muito diferente a história que conhecemos! reflitam…

  32. Denise

    -

    25/06/2009 às 22:28

    Gostaria do e- mail Livia que fez esse comentário que tem um garotinho de 11 anos. pode me mandar pelo meu e- mail deniseblessalves@hotmail.com

  33. denise

    -

    25/06/2009 às 22:23

    Eu penso que a cima de todas essas questões,burocráticas, que foram relatadas pelos caros comentaristas, devemos destacar o grande empenho dessa extraordinária cientista( dr.Mayana), que não mede esforços para alcançar a cura para distrofia, só quem tem um filho com esse dagnóstico de distrofia pode se expressar o quanto é válido todo e qualquer sacrificio para se obter um resultado satisfatorio para o avanço das pesquisas! Parabéns dra., e eu como mãe te digo: muito obrigada!

  34. Maurício

    -

    25/06/2009 às 21:29

    Como pesquisadores de tão alto escalão se submetem a ações tão desequilibradas e desesperadas a ponto de trancar portões e arrombá-los? Será que o bom senso e a consideração com os animais que são doentes e com os alunos da universidade, ambos com o propósito de salvar vidas não são mais importantes que a briga de titâs dentro da USP?

  35. Maurício

    -

    25/06/2009 às 21:26

    Se for realmente verídica essa história é muito bonita mesmo…Mas eu somente queria entender se a autoridade em questão tinha tantos poderes, e o ato seria então legal, porque então não abriram o canil durante a semana em horário comercial, ao invez de serrarem o cadeado durante a madrugada de domingo. Eu não entendi mesmo!

  36. Bebel

    -

    25/06/2009 às 21:15

    Fim à pesquisa com animais, que são levados e trazidos, de um lugar ao outro, sem que haja regulamentos respeitados, sem que haja lei, sem que haja participação da sociedade. Alguém que tenha lido esse texto pode acreditar que os regulamentos quanto ao uso de animais são respeitados no Brasil? Independente de quem tenha ou não razão, se histórias como estas acontecem na USP, imaginem o que não acontece em outros centros menores?Não temos maturidade, estrutura e sobre tudo direito de usar estes ou qualquer outros animais na pesquisa. Sim, muito já se fez gracas a pesquisa com animais, mas chega né? É hora de exploraramos outras opções! É isso que se chama mudança de paradigma. Chega de achar que podemos usá-los e que se não fosse pelos animais não teríamos outras opções. Teremos sim, mas estas alternativas só surgirão com a necessidade. E quando surgirem serão melhores modelos dos que hoje temos e nos permitirão estar muito mais próximos da cura não so de DMD mas de câncer e outras doenças. Está na hora de cruzar esta ponte que para muitos parece instransponível. E antes que falem, sou PhD em biologia molecular..não me digam que não entendo como a ciência funciona ou que sou louca. Tem muito pesquisador que há muito já condena o uso de animais.. Mas como sempre a ficha no Brasil vai demorar pra cair. E quando cair, já teremos perdido o bonde da história, como perdemos com a informática. E vamos ter que, mais uma vez, depender da tecnologia alheia. Não aprendemos nunca!

  37. Camila

    -

    25/06/2009 às 21:01

    Jeferson, acho que a fofoca que rola na USP foi contada pela Leticia. Eh muito pesado e inconsequente chamar a Pró-reitora da USP de ladra e o diretor da veterinaria da USP de cumplice, não acham? Melhor voces pensarem melhor nas suas fontes de informacao antes de falarem qualquer coisa. Ou voces acham que a Dra. Mayana iria escrever uma coluna na Veja com o nome do Diretor da faculdade sem sua autorizacao? Pensem melhor antes de falarem…

  38. Bruno

    -

    25/06/2009 às 20:31

    Tem dois lados mesmo, o outro lado é o do juiz que já emitiu liminar dizendo que os cães pertencem ao grupo da Mayana.Acho que não é preciso dizer mais nada.

  39. Bruna

    -

    25/06/2009 às 20:29

    OLÁ PESSOAL…LI TODOS OS COMENTÁRIOS…E TAMBÉM ACHO QUE DEVERÍAMOS SABER OS DOIS LADOS DA HISTÓRIA….SERIA UMA DICA PROS COLUNISTAS..PERMITIR QUE SEJA POSTADO UM COMENTÁRIO COM A OUTRA VERSÃO….ASSIM AS COISAS NÃO FICARIAM SUBENTENDIDAS E TODOS PODERIAM SABER O QUE REALMENTE ANDA ACONTECENDO NUMA UNIVERSIDADE QUE É DO POVO!

  40. Jeferson

    -

    25/06/2009 às 17:32

    Pois é Eloa, tendemos sempre a gostar da história mais bonita, florida, cheia de heroísmo…e esquecemos de apurar os fatos e saber o que aconteceu realmente…mas segundo a outra versão que não a vemos…qual será hein? Se vcs que estão aí na bio mais perto dos envolvidos, conhecem outra versão…Concerteza ela não deve ser ignorada como está sendo! Afinal, como disse a Patrícia uma história sempre tem dois lados?!!!

  41. Marta Santos

    -

    25/06/2009 às 14:52

    roupa suja se lava em casa galera!

  42. Felipe

    -

    25/06/2009 às 14:00

    A casa nova para os cães que a Dra. Mayana se refere seria aquele canil em construção ao lado do C.A. da vet? Os cães vão mesmo gostar das festinhas que acontecem toda semana ali! Ou a Dra. Zatz vai pedir também ao diretor da veterinária para proibir as festas que sempre ocorreram no local? Fica aqui registrada minha dúvida.

  43. Marcus Mendes

    -

    25/06/2009 às 11:33

    Conheço pesquisadores da veterinária ligados aos cães em questão; esses profissionais tratam muito bem dos animais, e pelo que sei a história não é bucólica como a Dra Zatz afirma, MUITOS alunos tiveram suas pesquisas prejudicadas e estão aflitos pq ninguém sabe onde estão os animais. Qual foi o critério da Dra. Ztaz para determinar qual cão merecia ser “salvo”? Uma vez que ela deixou para trás cães com dificuldade para andar e outros problemas???

  44. Letícia

    -

    25/06/2009 às 10:58

    Parabenizo a Dra Mayana por todo seu estudo científico com células troncos, conheço o grupo da veterinária que cuida do canil, bem como a Profa responsável por ele e NÃO é verídica esta história contada pela Dra Mayana. A verdade, é que sempre tem gente cuidando destes cães e ela furtou estes cães, por puro capricho e politicagem. Esse furto já foi feito o BO contra a Dra Mayana e esta deve devolver os cães o mais rápido possível, pois alguns desses cães estavam em tratamento e precisam dos tratamentos dados pelos médicos veterinários responsáveis pelo canil, que cuidam desses animais, com todo o carinho, como se fossem seus filhos, sabem o nome de cada um. Portanto, caros leitores, a Dra Mayana é uma excelente cientista, mas não está contando a história real para vocês. Espero que essa senhora devolva os cães rapidamente para o canil.

  45. Analazz

    -

    25/06/2009 às 10:43

    Francisco Rocha, você já ouviu a frase: “EU PRENDO, EU MATO, EU ARREBENTO”? Pois é, o autor desta frase costumava se valer da polícia, nos fins dos anos 70, para impingir sua vontade.

  46. patricia

    -

    25/06/2009 às 10:17

    Uma historia tem sempre dois lados, mas ja que Allex e Eloa sabem de outras versoes da historia, por que nao as contam? Assim podemos julgar de qual lado ficar. Como cientista sei que esses problemas considerados bobos acabam sim com experimentos e até uma pesquisa. Conhecemos varios casos de sabotagem e roubo no ramo. Se a pesquisa continua e pode ser capaz de salvar vidas, obrigada senhor diretor parabéns Dra Mayana.

  47. Analazz

    -

    25/06/2009 às 9:00

    Muito bem Dra Maiana! concordo com a Cynthia, seu admirável trabalho não pode ser interrompido pela mera vaidade pessoal. Lamentavelmente alguns pesquisadores da USP e seus seguidores só enchergam seu próprio umbigo. Deveriam ser extirpados do meio científico. Bruna Oliveira, vai uma dica de português para você e os demais autores dos comentários jocosos: o ponto de exclamação não deve ser repetido, basta um.

  48. Ana Claudia

    -

    24/06/2009 às 22:45

    Oi Dra. Mayana, muito pertinente a duvida de nossa amiga Bruna. O que a responsavel pelo canil fez quando viu que os animais não estavam lá? Porque esta pessoa não abriu o cadeado para a senhora entrar sem que tivesse que serra-lo? Porque a senhora nao tinha a chave? A responsavel pediu desculpas por atrapalhar a sua pesquisa? Pq a pesquisa está acima de tudo e concordo com sua atitude. E na minha opinião, colega Francisco, chamar a policia é coisa para covardes que não estão dispostos a dialogar. Esta deve ser a primeira medida a ser tomada dentro da Universidade. Aconselho voce a discutir sua opinião aos grevistas, eles vão adorar! Parabéns Dra. Mayana pela iniciativa e espero que todos os cientistas se espelhem em suas atitudes para que possamos progredir cada vez mais.

  49. Cynthia

    -

    24/06/2009 às 21:20

    Allex, independente que qualquer historia que possa estar circulando pela USP, sempre pensei que os cientistas se ocupassem exclusivamente das pesquisas e com a procura da solução para as doenças. Descobri pelo que li acima que a Dra Mayana infelizmente não esta conseguindo ser simplesmente cientista. Espero que os responsáveis por tal atitude sejam punidos e responsabilizados pelo fato. O trabalho da Dra Mayana é fundamental e não deve ser interrompido por pessoas com egos complexos, angustiados que tem como proposta outros fins que podem ser tudo menos científicos.

  50. Bruna Oliveira

    -

    24/06/2009 às 20:44

    bastante comovente a história!!! Quase choreu ao ler o texto! Ai se não fosse vocês! E o que a responsável pelo canil fez quando chegou lá e os cães não mais se encontravam no local? Nos conte o resto da história Dra. Zats!!!!!

  51. Vanessa

    -

    24/06/2009 às 20:38

    Uma heroina!!!

  52. Cynthia

    -

    24/06/2009 às 20:29

    Sempre pensei, que os cientistas só se ocupavam, exclusivamente, das pesquisas. Sempre pensei, que os cientistas só se preocupavam com a solução das doenças. Descobri pelo que li acima Dra Mayana, que a senhora infelizmente nao esta conseguindo ser simplesmente cientista. Espero que os responsáveis por tal atitude sejam punidos e responsabilizados pelo fato. Seu trabalho é fundamental e não deve ser interrompido por pessoas com egos complexos, angustiados que usam a senhora para outros fins que podem ser tudo menos científicos.

  53. Francisco Rocha

    -

    24/06/2009 às 20:28

    Que hist¿ria!!!! Pq a Dra. Mayana n¿o recorreu a pol¿cia? Quando estamos dentro de nossos direitos devemos fazer uso da justi¿a! Afinal como a autora do texto disse o problema j¿ estava ocorrendo a um certo tempo… N¿o ¿ mesmo?

  54. Eloa vasconcellos

    -

    24/06/2009 às 20:17

    aqui na bio a notícia que se ouve é outra!mas gostamos muito dessa versão, parabéns Dra. Zatz! cuide bem dos cães enquanto estiverem contigo

  55. Allex

    -

    24/06/2009 às 20:01

    engra¿ado… a hist¿ria que se ouve pela USP ¿ bastante diferente da contada no texto acima… precisamos refletir sobre isso!

  56. Tassia

    -

    24/06/2009 às 19:52

    Dra. Mayana, como isso pode acontecer? É uma vergonha, a senhora demorou tanto para conseguir convencer os brasileiros sobre a importancia das pesquisas com essas células e existe gente dentro da USP que faz isso com a senhora! Que gente mais sem coração.

  57. Lívia

    -

    24/06/2009 às 15:47

    Dra. Mayana,Sou mãe de um garotinho de 11 anos portador de distrofia muscular de Duchenne e muito me interessou essa história das pesquisas com os Golden Retriever. Conte-nos mais: eles estão apresentando alguma melhora? Qual sua expectativa de tempo para o tratamento em humanos? Como seria esse tratamento, quanto tempo e quanto custaria?Confesso que estou desesperada. Meu filho está indo para a cadeira de rodas e tem sofrido muito com essa situação. Como esses cães poderiam ajudá-lo (no caso da cadeira)?Obrigada.Lívia

  58. Rosana Martinez

    -

    24/06/2009 às 15:22

    Em nome da Associação de Doenças Neuromusculares de MS-ADONE também agradeço ao profesor Visintin. O que é difícil de aceitar é a presença de funcionários como os que trancaram o canil e sumiram, pondo em risco algo de tamanha dimensão, dentro de uma universidade, instituição que tem como um de seus objetivos justamente a pesquisa. Só mesmo no Brasil!


 

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