Lula se beneficiou de lavagem de propina e mentiu sobre tríplex, apontam procuradores. O resto é mimimi!

Versão do petista "não corresponde à realidade", diz Lava Jato com provas

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Lula e Okamotto, presidente do Instituto Lula(vagem)

1) A farsa do triplex

“O posicionamento de Lula para negar a propriedade do apartamento 164-A no condomínio Solaris, invocando inclusive suposta cota de Marisa Letícia no empreendimento, não corresponde à realidade”, diz o Ministério Público em documento que pede a realização de buscas e apreensões para a investigação do petista.

Motivo: Lula alega que apenas visitou com Marisa Letícia “uma unidade disponível para venda no condomínio”, mas, segundo documento da própria construtora, há mais de quatro anos não há nele qualquer unidade sem proprietário.

Diz O Globo:

“Segundo o MPF, em petição enviada em 29 de agosto de 2011 ao Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo, a OAS ‘expressamente’ informou que, das 112 unidades do Solaris, 111 haviam sido sido vendidas a ex-cooperados da Bancoop (cooperativa do Sindicato dos Bancários que se tornou insolvente) e uma unidade para novo adquirente.

Apesar de a construtora ter informado sobre a venda de todas as unidades, no cartório de registro de imóveis o tríplex segue em nome da OAS, o que reforça a suspeita dos procuradores de ocultação de patrimônio — outras unidades mantidas em nome da empreiteira no Solaris também são investigadas.”

O Instituto Lula, claro, alegou que não sabe de nada dos documentos e informou que mimimimimimimimi.

Lava Jato desmente Lula

MPF: “Portanto, não faz sentido a justificativa apresentada”

2) A lavagem de propina para Lula

Presidente do Instituto Lula, “Paulo Tarciso Okamotto foi quem viabilizou, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016, a lavagem de R$ 1.292.210,40 do dinheiro da OAS em favor de Lula.

Esse foi o montante que foi repassado pela Construtora OAS à Granero [Transportes], em benefício de Lula e com o concurso de Paulo Tarciso Okamotto, sob a falsa premissa de quitação de contrato de ‘armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda’.”

É o que diz a Procuradoria da República em relatório ao juiz federal Sérgio Moro revelado pelo Estadão.

O valor é referente ao pagamento, durante cinco anos, do aluguel de dez guarda-móveis usados para armazenar parte da mudança de Lula quando ele deixou o Palácio do Planalto no segundo mandato.

“Não pairam dúvidas sobre a atuação ilícita de Paulo Tarciso Okamotto na viabilização do custeio pela OAS do armazenamento de bens pessoais de Lula junto à Granero Transportes”, sustenta o documento.

“A última atuação ilícita” de Okamotto “nessa fraude ocorreu no mês passado, em 12 de janeiro de 2016, quando ele indicou agentes para retirar os bens pessoais de Lula armazenados pela Granero. Até o presente momento não se sabe exatamente quais eram tais itens, tampouco para onde foram, sendo Paulo Tarciso Okamotto um personagem central para esclarecê-lo”, afirmam os procuradores.

Os objetos foram retirados por caminhões do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço do PT e do lulismo.

Assim como Lula, Paulo Okamotto, quadro histórico do partido, também foi levado coercitivamente para depor na Operação Aletheia.

O Instituto Lula(vagem) afirmou em nota que mimimimimimi.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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