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Felipe Moura Brasil

Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

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Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.

PMDB embarca no coro de “Fora Dilma”

Rompimento está dado, dizem peemedebistas em convenção. TSE já não é barreira

Por: Felipe Moura Brasil

Parece convenção da oposição, mas é do PMDB mesmo, comentou a repórter Andréia Sadi, da Globonews.

Ela divulgou o vídeo em que peemedebistas gritam “Fora Dilma” durante o evento deste sábado em Brasília, na véspera da manifestação popular nacional de 13 de março contra o governo do PT.

“Quando o PMDB quer, o Brasil muda. Fora, Dilma!”, discursou o deputado Darcisio Perondi (RS), sendo acompanhado pelo público.

“Fora Dilma, Michel já”, ecoou sua mulher Regina Perondi, do PMDB Mulher.

O ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, discursou destacando que o desejo de sair do governo não está presente somente na base: agora também é um sentimento da direção.

Marta Suplicy, ex-PT, ex-ministra de Dilma e eterna aliada de Lula, chegou à convenção com um adesivo “Saída já” colado na roupa.

“Saída já do governo?”, perguntou Sadi.

“Claro!”, respondeu Marta.

Providencialmente, os coros e discussões sobre a saída de Dilma ocorrerram sem a presença do vice-presidente Michel Temer, cujo discurso sorrateiro pregou (apenas) que todos fiquem “unidos por um futuro melhor”.

O tema do rompimento do PMDB com o governo só será deliberado oficialmente em um prazo de 30 dias, mas nos bastidores os membros do partido já estão discutindo o dayafter – odia seguinte”.

“O rompimento está dado”, disseram peemedebistas a Sadi.

Os 30 dias são para preparar o terreno para: 1) trazer o apoio de Renan Calheiros; e 2) entregarem cargos.

Nenhum dos ministros de Dilma presentes à convenção – Eduardo Braga (Minas e Energia) Henrique Alves (Turismo) Marcelo Castro (Saúde) e Mauro Lopes (cotado para Aviação Civil, por indicação de Leonardo Picciani) – pediu a palavra para defender o governo.

O PMDB faz discurso contra, mas quer manter a “boquinha” enquanto prepara a saída oficial, provocaram integrantes do governo neste sábado, não sem alguma razão.

Deputados peemedebistas, no entanto, defenderam que quem assumir cargo nos próximos 30 dias será expulso do PMDB.

O diretório da Bahia, liderado por Lúcio Vieira Lima, apresentou ainda a moção antecipada aqui, “considerando” que o governo Dilma acabou:

“Solicitamos a imediata saída do PMDB da base de sustentação do Governo Federal, com a entrega de todos os cargos em todas as esferas a Administração Pública Federal”.

PMDB rompimento

Mais cedo, o líder do PMDB no Senado e um dos principais aliados de Dilma, Eunício Oliveira (CE) disse ao Estadão que Temer está pronto para assumir o governo se a petista for afastada.

“Se os fatos avançarem e levarem à condição de o vice Michel Temer, presidente do meu partido, ter de assumir, obviamente que ele está preparado e o partido está preparado”, disse.

TSE sinaliza que não é mais barreira
Um dos receios de Temer é que, depois de assumir a presidência, o TSE acabe cassando o seu mandato, por causa das ilegalidades da chapa eleitoral encabeçada por Dilma, mas a coluna Radar de VEJA informa:

“Caso avance a orquestração em curso entre PSDB e PMDB pelo impeachment, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tende a deixar morrer a ação de cassação de mandato contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

A justificativa será que o alvo é a presidente e, caso ela seja impedida, o processo perde a razão de ser.

O acordo tácito é vital para que o PMDB de Temer embarque de vez no impeachment.”

Demorou 1 ano, mas o partido está seguindo o conselho deste blog:
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Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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