Blog Felipe Moura Brasil

Felipe Moura Brasil

Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

sobre

Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.

Grampo confirma: Lula pauta editor da Carta Capital

Ex-presidente fala do artigo sobre 13 de março que sugeriu a Mino Carta

Por: Felipe Moura Brasil

Lula Mino

Lula pauta Mino Carta, editor da revista Carta Capital.

É o que confirma este trecho, referente ao 13 de março, da conversa grampeada entre o ex-presidente e o então ministro Jaques Wagner:

Lula: Como foi a manifestação na Bahia?

Wagner: Ah, teve 10, 15 mil. O [deputado federal do DEM, José Carlos] Aleluia foi falar, tomou uma vaia da porra, e ninguém mais quis falar. Na verdade generalizou porque é uma manifestação contra a política.

Lula: Acho que essa é a pedra. Acabei de [inaudível] com o Mino Carta aqui, para ele escrever um artigo mostrando que teve duas coisas: primeiro a vontade das pessoas que o combate a corrupção continue, e o Moro representa isso fortemente. Segundo, que a negação política é total. E o resultado disso, você sabe o que é?

Wagner: Lógico, o caminho pro autoritarismo.

Lula: E aqui em SP ninguém conseguiu falar dos dirigentes, Marta, Aécio. A Marta teve que se trancar na Fiesp. Foi chamada de puta, vagabunda, vira-casaca.

Wagner: É bom pra nega aprender. Bom, eu aviso a ela aqui e a gente conversa amanhã.

Nota-se: Lula cantou a “pedra” para Mino Carta.

A “pedra”, no caso, são as diretrizes do discurso de propaganda petista em reação à maior manifestação da história do país.

Lula orientou Mino a diluir os protestos pela saída de Dilma Rousseff e pela prisão dele em desejo de combate genérico à corrupção e em repúdio a toda a classe política, o que resultaria em autoritarismo. É a fórmula usada com frequência pelo PT para sair do foco.

Em artigo no dia 14, Mino se empenhou em tentar desconstruir Sergio Moro, acusando-o de “montar um show carnavalesco que envergonha o País aos olhos do mundo e exibe, ao cabo, a ausência de uma Suprema Corte pronta a impor o império da lei”.

Como Lula aparece em grampo reclamando da “Suprema Corte totalmente acorvadada”, nota-se a similaridade dos discursos.

Mino também reclama de Moro por não mandar aviso prévio a Lula sobre prestação de depoimento (ele queria um save the date…).

O editor ainda rotula o juiz como “uma personalidade pueril antes ainda que provinciana”, “um impecável rebento destes anos de redemocratização (?) fajuta, de decadência cultural, de arrogância inaudita, de insensatez avassaladora”.

Mas o destaque vai para a frase: “o complô é midiático-policial, e Moro aí está para atiçar o fogo”.

Moro, na verdade, está aí atiçando e demonstrando o “complô” de Lula com a imprensa de estimação federal a seu serviço.

deboche mino

Internautas debocham do flagrante

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

Siga no Twitter, no Facebook e na Fan Page.

Voltar para a home

Comentários

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

*