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Felipe Moura Brasil

Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

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Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.

“DR pagou 1 mi” para “pseudo-humoristas” atacarem adversários

É dessa 'imprensa' que Lula gosta

Por: Felipe Moura Brasil

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Veja este trecho contido em matéria de VEJA sobre a relação de proximidade e a troca de mensagens entre o executivo Benedicto Barbosa da Silva Junior, o elo da Odebrecht com os políticos conhecido como BJ, e Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira preso pela Operação Lava Jato:

“Na época das eleições presidenciais de 2014, Marcelo envia a BJ um vídeo do Youtube que satiriza a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves. ‘Muito divertido’, comenta. Na sequência, a dupla cita a página Dilma Bolada seguida pela frase ‘DR pagou 1 mi’, escrita por BJ. ‘Exato’, responde o chefe.

A PF levantou a suspeita de que os dois falam sobre o pagamento a ‘pseudohumoristas’, conforme escreveu o delegado, ‘visando a promoção de ataques a outros candidatos’.”

DR são as iniciais de Dilma Rousseff; ‘1 mi’ seria 1 milhão de reais; Dilma Bolada é uma página criada e gerida pelo publicitário Jeferson Monteiro (que recebia um salário de 20 mil reais da agência Pepper, ligada ao PT, “para fazer Dilma divar nas redes”).

Aparentemente, portanto, (a campanha de) Dilma Rousseff pagou 1 milhão de reais para pseudo-humoristas como Monteiro atacarem outros candidatos na internet; e Marcelo Odebrecht tinha conhecimento (“exato”) da existência e do valor do pagamento.

Lula festa 36 anos PT

Lula, em discurso na festa de 36 anos do PTatacou a imprensa por noticiar fatos que lhe desagradam, embora, naturalmente, o que compromete Lula não seja a imprensa, mas sim os fatos.

Também acusou parte do Ministério Público de se subordinar à imprensa, “fazendo o jogo da VEJA e do Globo”, como se o envolvimento de um ex-presidente da República – seja ele qual for – com imóveis pagos e reformados por empreiteiras envolvidas no maior escândalo de corrupção da história brasileira não devesse ser investigado.

De quebra, disse que o sítio de Atibaia foi comprado para ele como uma “surpresa”, mas que não é dele, donde se conclui que o homem que não sabia de nada teria “apenas” aceitado e frequentado a “surpresa”, inexplicavelmente desfeita pela imprensa uma semana antes do dia em que ele diz ter sabido a respeito.

Detalhe: a “surpresa” custou 4 milhões de reais, aparentemente assim divididos:

– 1 mi e meio da compra da propriedade em nome de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios de Lulinha;

– 1 mi e meio da reforma acertada por Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro (OAS), José Carlos Bumlai e Roberto Teixeira.

– 1 mi da instalação de uma antena de celular presenteada por Otávio Azevedo, presidente da AG Telecom, uma das controladoras da Oi.

É compreensível que Lula não goste da imprensa livre.

Profissional involuntário do humor como Dilma Rousseff, ele decerto prefere as notícias de pseudo-humoristas contratados por 1 mi para atacar adversários.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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