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Felipe Moura Brasil

Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

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Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.

Corra, Lula, corra! Marcelo Odebrecht fechou delação premiada e pode enterrar de vez o PT

Empreiteiro começou a depor antes mesmo da operação batizada de "Xepa"

Por: Felipe Moura Brasil

marcelo odebrecht preso e lula

“Marcelo Odebrecht cedeu. O herdeiro da maior construtora do país fechou um acordo para fazer delação premiada e começou a depor para a força-tarefa da Lava-Jato ainda antes da Xepa, a 26ª fase da operação, deflagrada nesta terça-feira.”

A informação é do Radar de VEJA.

Imagino que as delações da secretária Maria Lúcia Tavares, da mulher de João Santana, Monica Moura, e do senador Delcídio do Amaral foram decisivas para Marcelo entender que, se não falasse agora, poderia não sobrar mais o que contar.

Sua primeira condenação já saiu, o setor de propinas da Odebrecht foi escancarado, o PT está mais encurralado do que nunca, Lula prestes a ser preso, Dilma a ser “impichada”: se Marcelo esperasse, viraria o eterno anfitrião da cadeia.

Este blog torce para que ele, sem blindar ninguém, esclareça sobretudo os pagamentos das despesas de campanhas petistas, incluindo a de Dilma (conforme disse Delcídio), das reformas de imóveis no Brasil e das supostas palestras no exterior de Lula, o suposto tráfico internacional de influência do “Brahma”, além da corrupção nas obras de estádios da Copa.

Corra, Lula, corra! Chegou a hora de o “príncipe” entregar o “chefe”.

Segue a nota da empresa, que liberou todos os executivos para fechar delação:

As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato.

A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.

Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.

Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrarem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.

Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país – seguimos acreditando no Brasil.

Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter seus investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.

Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.

Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil.

(Detalhe pitoresco: apesar de “não termos responsabilidade dominante”, ou seja: responsabilidade têm, só não é dominante. Cabe aos executivos da empresa apontar quem dominava, então.)

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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