Contagem regressiva para impeachment de Dilma e prisão de Lula se acelera

Veja resumão

Dilma Lula tensos

Resumão de Páscoa em notas e tuitadas:

– PMDB tem 69 votos na Câmara. Dilma Rousseff precisa de 171 para barrar o impeachment. Na reunião partidária de terça-feira (29), PMDB deverá romper com o governo. Tic-tac…

– Jorge Picciani (PMDB-RJ): “Ela tem capacidade de sair do dissenso para o consenso mínimo? De aprovar um ajuste fiscal, recuperar a economia? De trazer de volta o emprego? Não tem.” Então xô, Dilma.

– “Acredito que teremos dois ou três votos contra, mas o rompimento é o sentimento majoritário do PMDB do Rio”, diz Jorge Picciani. Dois votos são de seu filho Leonardo e Celso Pansera. “Ou três”: Eduardo Paes.

– Paes, flagrado em escuta com Lula prometendo ser seu soldado, redefiniu o termo puxa-saco para sempre. Ele também maldisse Dilma na conversa, mas, na hora do voto, poderá fingir seu soldadinho também.

– Governo que traiu milhões de brasileiros está rancoroso com PMDB do Rio, que o abandona após ter recebido ajuda para eleger Leonardo Picciani líder da Câmara. É bom provar do próprio veneninho.

– Previsão é votar pedido de afastamento de Dilma antes de 17 de abril. Eduardo Cunha quer aprová-lo para ontem. Jovair Arantes, relator da comissão especial, sinalizou parecer pela saída. Contagem regressiva.

– Michel Temer já se prepara para assumir a presidência em maio. Dilma disse que vai “apelar” de todos os modos “legais” contra o impeachment. Obstruir a Justiça nomeando Lula não é legal, Dilma.

– A ala do PMDB contra o rompimento é composta por peemedebistas com cargos de primeiro e segundo escalão no governo, num total de sete ministérios. É a ala mortadela do PMDB.

– Ministro mortadela Eduardo Braga, de Minas e Energia, criticou “precipitação” da ala peemedebista pró-impeachment. PMDB “tem que ter muita responsabilidade e prudência”. Por isso mesmo, tem de desembarcar.

– “Responsabilidade” é o termo usado por políticos que querem encobrir suas condutas covardes, fisiológicas e cúmplices, afetando superioridade moral em relação aos que fazem o que tem de ser feito.

– Ex-ministro Moreira Franco, braço-direito de Temer, disse que romper não significa que “ministros vão sair batendo a porta”, mas quem não cumprir deve se desfiliar do PMDB ou pedir licença. Xô, mortadela.

– Temendo reflexo da debandada peemedebista nos demais partidos da base, governo tenta comprar deputados avulsos que votem contra o impeachment em troca de cargos liberados pelo PMDB. É a xepa da Dilma.

– Integrantes do governo dizem ter piso de 130 votos. Precisam comprar pelo menos 41 pilantras para sentar na janela do Titanic.

– O petista Dr. Rosinha, nomeado por Dilma para alto-comissariado do Mercosul, inventou que, em caso de impeachment, Brasil poderá ser punido pelos representantes do bloco… cujo fundador logo o desmentiu.

– “O processo de impeachment é perfeitamente constitucional”, disse Francisco Rezek. Não há petista branco, negro ou Rosinha que, da boca para dentro, ignore este fato.

– Rezek: “Depois que terminou a era kirchnerista, não vejo apoio no âmbito do Mercosul, exceto pela Venezuela. Não será na Argentina de Macri, dificilmente no Uruguai, menos ainda no governo liberal do Paraguai” – cujo presidente, aliás, já se recusou a apoiar Dilma. Mais um mico internacional.

– Insatisfeita em passar vergonha no Brasil, Dilma ainda foi dar entrevistas à imprensa estrangeira. Ela disse que mimimimimimi, no, mymymymymymy.

– Nos estádios de futebol, Dilma também continua passando vergonha. A torcida do Brasil pediu sua saída antes do empate de sexta-feira (25) em 2 a 2 com o Uruguai. Vitória da torcida brasileira.

– VEJA: repasses para a campanha de Dilma, segundo Marcelo Odebrecht, “teriam sido negociados com a própria presidente”. Fala tudo, Marcelo.

– VEJA: MPF negou conversas com Marcelo Odebrecht, mas elas ocorreram com procuradores de Brasília. Para eles, é “a delação das delações”. Para nós, é a “zuera” das “zueras”.

– Entidades de juízes, AMB e Anamatra transformaram protesto contra decisão de Teori “Da Conspiração” Zavascki de salvar temporariamente Lula do juiz Sérgio Moro em “graves ameaças” ao ministro do STF. Patético.

– Moro deverá explicar a Teori que retirou sigilo somente das escutas ligadas à investigação de Lula e daquelas com indícios de obstrução de Justiça por parte do governo. Somos eternamente gratos por isso.

– Lula: “É guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha”. Chefes do tráfico no morro não diriam diferente diante do cerco policial.

– VEJA: Emissários de Lula consultaram embaixador italiano Raffaele Trombetta sobre Lula se refugiar na embaixada e pedir asilo à Itália. Embaixada negou a conversa, claro. A Odebrecht também negava tudo.

Capa VEJA Lula fuga

– Querer que qualquer embaixada admita de imediato possível envolvimento de embaixador em plano de fuga de ex-presidente é quase como querer que Dilma admita ter pedido ajuda a Ricardo Lewandowski em reunião secreta (como delatou Delcídio do Amaral).

– Crença seletiva em desmentidos oficiais, sem desconfiança costumeira, só revela rusgas do crente contra a fonte supostamente desmentida. Não falta na internet quem tenha rusgas contra a VEJA.

– Ainda na hipótese não confirmada de erro na mera identificação do embaixador em foto de evento oficial de Dilma contra o “golpe”, o fato confirmado pela embaixada é que ele estava lá.

– Será coincidência Dilma ter convidado embaixadores (incluindo o italiano) para denunciar “golpe”, enquanto Lula, segundo a revista, articula um pedido de asilo? Duvido.

– A propósito: eu não participo de matérias da revista nem tenho como verificar fatos apurados. Só analiso questões e reações que elas trazem.

– Enquanto não há provas em contrário, confio mais na apuração dos repórteres. VEJA apanhou pela capa “Lula e Dilma sabiam de tudo”. Meses depois, a revelação do depoimento de Alberto Yousseff a confirmou integralmente.

– Itália dar asilo a Lula após ele ter negado extradição do terrorista italiano Cesare Battisti seria o cúmulo da cornidão mansa mundial.

– Lula fugiu para o governo, a posse foi suspensa. Se fugir para a Itália, será extraditado como Henrique Pizzolato. Se não fugir, será preso. Não há saída, Brahma.

– Cuba? Talvez. Lula e Marisa foram flagrados falando em dar “porrada” nos “coxinhas” e mandando enfiarem as panelas no c*. Na ilha dos Castro, Raúl manda prendê-los, como no dia da chegada de Obama. É o eldorado petista.

*******

De resto, a IstoÉ listou os 7 crimes pelos quais Dilma, além de “impichada”, poderá ser condenada e presa. E aí, Rodrigo Janot? Vai continuar evitando investigá-la para não acelerar o impeachment?

“1- CRIME DE RESPONSABILIDADE

Obstrução da Justiça I:

Dilma disse a Lula que enviaria a ele um termo de posse de ministro para ser utilizado em caso de necessidade.

Obstrução da Justiça II:

Dilma Rousseff escalou Delcídio Amaral para articular a nomeação do ministro Marcelo Navarro Dantas, do STJ, em troca da soltura de presos da investigação policial.

Obstrução da Justiça III:

Aloizio Mercadante foi escalado para tentar convencer Delcídio Amaral a não fechar acordo de delação premiada e chegou a insinuar ajuda financeira.

Obstrução da Justiça VI:

Delcídio Amaral afirmou que Dilma costumava dizer que tinha cinco ministros no Supremo, numa referência ao lobby do governo nos tribunais superiores para barrar a Lava Jato.

(Enquadramento legal: Inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079/1950)

2- CRIME DE DESOBEDIÊNCIA

Nomeação de Lula no Diário Oficial:

Apesar de decisão da Justiça Federal que sustava a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, Dilma fez o ato ser publicado no Diário Oficial da União.

(Enquadramento legal: Artigo 359 do Código Penal)

3- EXTORSÃO

Ameaças para doação de campanha:

Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, afirmou ter pago propina à campanha presidencial em 2014 porque teria sido ameaçado pelo ministro Edinho Silva, então tesoureiro de Dilma.

(Enquadramento legal: Artigo 158 do Código Penal)

4- CRIME ELEITORAL

Abuso de poder político e econômico na campanha de 2014:

Dilma é acusada em ação no TSE de se valer do cargo para influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade de voto, além da utilização de estruturas do governo, antes e durante a campanha, o que incluiria recursos desviados da Petrobras.

Caixa 2:

A PF apontou no relatório de indiciamento do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 do “departamento de propina” da Odebrecht.

(Enquadramento legal: Art. 237, do Código Eleitoral)

5- CRIME DE RESPONSABILIDADE FISCAL

Pedaladas fiscais:

(Enquadramento legal: Inciso III do Art. 11 da Lei 1.079/1950)

Decretos sem autorização do Congresso:

(Enquadramento Legal: Inciso VI do Artigo 10 da Lei 1.079/1950)

6- FALSIDADE IDEOLÓGICA

Escondendo o rombo nas contas:

(Enquadramento legal: Art. 299 do Código Penal)

7- IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Visita político-partidária:

Dilma foi denunciada na Justiça por mobilizar todo um aparato de governo – avião, helicóptero, seguranças – para prestar solidariedade a Lula em São Bernardo.

(Enquadramento legal: Art. 11 da Lei nº 8.429/1992)”.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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